Sermões Online

A fé vem pelo ouvir

TEOLOGIA NATURAL E A DESSECULARIZAÇÃO DA CIÊNCIA | GUILHERME DE CARVALHO

TEOLOGIA NATURAL E A DESSECULARIZAÇÃO DA CIÊNCIA | GUILHERME DE CARVALHO




Fonte: Edições Vida Nova

Legendas automáticas:

[Música]
guilherme de carvalho ele é mestre em
teologia pela faculdade teológica
batista em são paulo
mestre em ciências da religião pela
universidade metodista também são paulo
o obreiro da labre brasil e fundador
presidente da associação kuiper é pastor
da igreja esperança em belo horizonte e
é um grande prazer tê-lo aqui junto
conosco
eu gostaria que os irmãos me acompanhe
agora uma palavra de oração pedindo a
mão de deus sobre ele a sua vida e esse
momento
oremos pai nós somos gratos pela vida
doe lerm dos dons que tem conferido ao
teu servo por tudo que ele tem feito em
prol do seu reino e pedimos agora pai
que esteja com ele durante esse
seminário fazendo o pai com que tudo o
que tem colocado já no seu coração mas
somente para transmitir o ze cesa seja
dirigido pelo teu espírito venha senhor
nos edificar nos instruir e nos desafiar
pedimos isso em nome de jesus amém
boa tarde
é um prazer muito grande e uma honra
participar do 8º congresso de tecnologia
de nova e eu agradeço ao pessoal da
editora ao jonas particularmente que fez
o contato e me apresentou o pessoal e
então eu fui convidado para trazer para
os irmãos um seminário sobre fé e
ciência a o tema propriamente que eu eu
trataria ficou meu critério então decide
tratar desse assunto e teologia natural
ea relação da teologia natural com o que
eu chamei de secularização da ciência e
eu acho que é fundamental para que a
igreja consiga realizar sua missão no
mundo hoje que ela reconstruir sua
relação com ciência
daí esse tema da de secularização da
ciência porque realmente não é possível
que o cristianismo tem uma boa relação
com a ciência enquanto a ciência assumir
pressuposições que são incompatíveis ou
é importante é sem a possibilidade de
uma integração com a visão cristã do
mundo com a visão cristã do ser humano e
então a gente tem que discutir isso
realmente será que a ciência neutra
será que a ciência é simplesmente o
resultado é indutivo de uma reflexão
sobre os fatos brutos da experiência uma
atividade que não depende do nosso
sistema de crenças das nossas posições
filosóficas e assim por diante com muita
gente ainda defende hoje eu acho que não
eu acho que preço posições filosóficas
em última instância religiosas estão
sempre subjacentes à reflexão e à
atividade científica e aconteceu de fato
que a gente chama de equalização da
ciência e nós vamos começar falando
sobre isso é até a gente chegar no nosso
ponto que a teologia natural então a
gente vai passar por quatro etapas
primeiro esse tema da secularização da
ciência o que é isso como
venceu depois o que se poderia fazer pra
de se regularizar a ciência a gente pode
inclusive fazer isso de forma
intencional
a questão da teologia natural das os
seus estatutos e da viabilidade de
empregar teologia natural nesse esforço
de de secularização e eu vou falar um
pouquinho sobre uma proposta nova de
teologia natural que se desenvolveu no
século 20 e por agora o século 21 está
em curso ainda que a tecnologia
a proposta de teologia natural de thomas
o lance e foi incorporada por ali
cemagref muitos conhecem a obra de eu
vou discutir um pouquinho isso mas nosso
tema então geral é que tipo de esforço
os cristãos podem fazer pra produzir uma
transformação nas pressuposições no nas
abordagens da ciência contemporânea de
forma que elas se tornem mais coerente
com a fé cristã como é que a gente pode
buscar em uma integração das duas vão
começar com o tema da secularização da
ciência
você está aqui um artigo de herman dói
verde é um filósofo reformado holandês
que tem uma obra muito extensa de
crítica do pensamento teórico mas ele
tem esse artigo em que resume a algumas
das suas teses e fala particularmente da
ciência o título é a secularização da
ciência resultado de um congresso
apresentado uma palestra apresentada no
congresso reformado em 1983 foi
publicado publicado 54
eu vou citar trecho do artigo embora a
secularização da ciência tenha se
consumado sob influência do humanismo
moderno pós renascentista
é também necessário reconhecer com o
influente foi o motivo central natureza
graça do escotismo católico preparando o
caminho para sua secularização posterior
da mesma forma é a influência dominante
deste motivo antibíblico do a lista que
atualmente impede o protestantismo
ortodoxo de organizar suas fileiras e
assumir uma posição positiva e
inequívoca contra a secularização
a ciência então num artigo do oe vai
discutir isso o fato da secularização e
ele se refere particularmente a esse
dualismo de natureza e de liberdade de
falar um pouquinho dele o próprio
naturalismo como ideologia é parte desse
dualismo de natureza e liberdade
então isso é um fato está aí todo mundo
tá vendo e dói ver vai investigar um
pouquinho como é que a gente chegou
nesse estado e até dele é de que nós
passamos primeiro por um dualismo de
natureza e graça que tirou a força do
pensamento cristão do movimento cristão
para responder ao desafio da modernidade
e depois entra então o atitude moderna
para com a vida existência e que é do a
lista envolve este dualismo de natureza
e liberdade
então existe a mente secular que o que
domina a condição contemporânea ciência
contemporânea mas existe uma determinada
a mentalidade cristã que abriu as portas
pra para a modernidade
então esse é um dos problemas da sua vez
vai dizer que a gente tem que enfrentar
dois problemas o primeiro problema que
ele introduziu é o do a 'lista de
natureza e graça é aqueles que já
tiveram oportunidade de ler em algum
momento a obra de francis chefe já
ouviram com certeza já ouviu falar sobre
isso é franceschi fez um livrinho dele
chamada morte da razão atribui aos
cochichos e particularmente a tomás de
aquino a cristalização de sido a 'lista
que separa a nossa experiência da graça
da nossa experiência de mundo tratando a
graça como um acréscimo 111 dom
adicional em relação à nossa experiência
e isso significa que a natureza funciona
de uma forma basicamente regular e você
pode ou não ter se extraía né a cauda do
bolo a cereja do sorvete que é a graça
que é uma coisa que está transcende a
natureza mas não é necessária pra esse
pra natureza operar na verdade e ao e
da mesma forma a graça quando se
manifesta não produz nenhum tipo de
interferência estrutural
por isso ela só complementa a natureza
só complementa essa visão da graça como
um complemento em relação à natureza
como do adicional teria se cristalizado
nessa época teria as mais antigas mas
cristalizou nessa época
então eu já ouvi muita gente critica
essa leitura do chefe de que o chefe não
entendeu direito tomás de aquino
mas é a gente tem muitas razões para
acreditar que a leitura dele é
verdadeira na verdade é a diferença de
natureza graça é um por assim dizer é um
deus ou fema muito antigo
no pensamento cristão não é de forma
alguma uma imposição de france sheiffer
o apologistas e pastor sobre a obra de
tomás de aquino de forma alguma é essa a
compreensão de si dessa dualidade ela se
se espalha por diversas denominações
eu não sei quem é que teve a
oportunidade de assistir o filme é a
árvore da vida de terrence malick é não
ganhou nada no oscar mas ganhou palma de
ouro em cannes
eu acho que foi uma das melhores coisas
que saíram nos últimos anos mas é esse
filme começa dizendo isso não existem
esses dois caminhos da natureza e da
graça e inclusive não no site web site
do filme
o título é do site é esse twitts e então
isso não é uma coisa que o que ele criou
os reformadores lidaram com espuma
problema quando eles respondem estavam
respondendo à teologia escolástica é
chefe na verdade recebeu isso é via
cornélio infantil por um lado e via é
hansokumake por outro recebeu isso da
crítica do pensamento ocidental que foi
feito por herman dói ver que era um
filósofo profissional extremamente
erudito então quem suspeita ou não gosta
dessa formação do chefe deve as fontes
efe as fontes não pense que porque você
refutou é o ps refutou a morte da razão
você resolveu esse problema na verdade
essa formulação está em rondônia de que
esse filósofo cristão é holandês mas
então a gente tem essa dualidade que se
torna muito
é clara na nudez curto período
escolástico mas depois logo depois
aconteceu a ruptura vou falar sobre isso
mas a gente tem essa distinção e é muito
claro do ponto de vista da reforma o que
estava errado nessa distinção ea idéia
de que a graça não fosse essencial para
a natureza funcionar desde o início e
consequentemente que a queda tenha
corrompido a a alteração da natureza e
segue se ainda que você precisa da graça
penetrando todos os recônditos todos os
espaços da natureza para que ela opere
como natureza de fato e não com uma
situação corrompida
então de fato a graça tem significado no
testamento pervasivo incluindo todas as
coisas
o senhorio de cristo se estende a todas
as coisas porque realmente jesus e logo
que deu sentido para a criação no início
porque a natureza deixa de ser ela mesma
quando se separa de jesus e por que a
queda aconteceu então a corrupção se
espalhou por toda a criação então você
precisa da graça atuando em todos os
aspectos da criação e da existência
humana para que ela seja recuperada seja
redimido então a graça não é só um
complemento em relação à natureza que
funciona basicamente por si mesmo ela é
algo essencial para que a natureza
exista como natureza uma visão reformada
nisso é um pouco diferente mas existem
várias implicações em uma delas é essa
distinção
uma das implicações dessa distinção de
natureza e graça é a separação de fé e
racionalidade a fé como uma forma de
você aprender a revelação sobrenatural
que está associada a graça ea
racionalidade ou a é a luz natural da
razão como uma forma de você compreender
as estruturas temporais criadas segundo
aristóteles a razão natural funciona
perdão segundo tomás de aquino a razão é
natural funciona é por si mesma ela é
capaz de nos dar condições de
interpretar natureza sem a necessidade
de uma revelação especial de uma graça
especial então a graça é pra gente é ter
o sobrenatural né pra gente experimentar
deus pra gente falar sobre
sobre esses conhecimentos a respeito da
natureza divina que estão ocultos o
homem natural mas a razão natural da
conta dos problemas nossos de política
de organização social de lógica até
mesmo é suficiente para a gente dizer
quem deus é e descreveu os o essencial
respeitar a natureza divina
até isso na verdade seria possível fazer
com a razão natural essa divisão é a
divisão importante para a gente
daí a gente tem idéia de um andar
superior que dá é falando se é grosso
modo o campo da nossa experiência
religiosa do da experiência com deus e
você tem o campo da natureza que são as
coisas seculares que são regidas pela
pela luz natural da razão
com o passar do tempo e se tornou uma
posição oposição por lá e há a questão
começou a ser levantado por muita gente
é a seguinte se a natureza funciona de
forma apropriada a partir da razão
natural ea razão natural nem pode ser
coerentemente aplicada para dizer como é
que deus é na sua glória e tudo mais e
depende de uma revelação autorizativa e
você tem que submeter a autoridade da
igreja católica
penso não estamos na renascença a gente
não quer saber disso e ficar submeter à
autoridade exteriores
o ideal de liberdade é dia de autonomia
individual está se desenvolvendo esse
momento
então a tendência do pessoal é chegar à
seguinte conclusão como aplicar razão
natural para o campo dela e ele não
precisa da revelação pra nada que é
essencial na vida temporal
a gente precisa luz natural da razão da
conta de política de lógica da conta até
mesmo de a gente dizer algo sobre deus
que seja de valor universal da conta de
ética então a gente aplica a razão
natural porque a nossa vida e revelação
fica só para as coisas espirituais e daí
a gente tem sido a 'lista que vai tirar
toda a força do evangelho cristão de
produzir uma mudança na vida humana
temporal
depois disso dessa crise que vai levar
nessa separação do que hoje a gente
experimenta como a vida espiritual nem a
vida secular
nós temos o dualismo de natureza e
liberdade é um outro desdobramento que
aconteceu a partir da secularização
também da visão cristã de você se
regenerar
libertado a partir do evangelho então
surge uma um ideal de de personalidade
livre no período da renascença que vai
encontrar o seu clímax do iluminismo e
esse ideal de liberdade e de
personalidade vai gerar o ideal de
ciência a expectativa de que com a
ampliação do controle científico da
natureza
nós seremos capazes de ampliar nossa
liberdade também resolver os nossos
problemas aqui na terra
então o ideal de liberdade alimenta o
ideal de ciência não tô dizendo que a
ciência nasceu por isso gente
nós temos traços já de uma ciência muito
é desenvolvida no final da idade média
antes da emergência desse ideal duplo
mas é que a ciência vai resolver recebeu
um novo impulso a partir do surgimento
do ideal de liberdade quando ela passa a
ser vista como um meio de realização
humana como meio de garantir a a
felicidade garantia solução dos
problemas humanos é a partir desse
momento que muda a essa visão que foi
herdado do mundo antigo de que a gente
precisa se adaptar às contingências da
experiência da natureza
a partir desse momento que surge a idéia
de que nós devemos modificar a natureza
que a gente deve usar a ciência para
estabelecer controle né que é algo que é
tradicionalmente relacionado com o ideal
bem coreano de ciência que tá surgindo
também nessa época então a busca de
autonomia individual vai alimentar uma
busca de controle científico sobre a
natureza mas isso vai gerar uma
contradição muito sério porque quando o
homem deixa de construir sua identidade
como ser é que tem uma dignidade que tem
uma transcendência em relação à criação
por ele o resto a criação quando ele
deixa de de ué construir sua identidade
a partir de deus pra justamente para
poder firmar sua autonomia individual
ele passa ele fica fechado dentro do
universo criado é dizer se eu não vou
formar uma identidade a partir de deus
que está além do da natureza então vou
ter que formar uma identidade a partir
da própria natureza
o que acontece é que a descrição
científica que o homem faz da natureza
para poder controlar a natureza se volta
sobre ele próprio
porque se de fato tudo o que existe é
uma natureza mecânica que o controlo
através de matemática e de processos
tecnológicos e se isso é tudo que existe
a implicação necessária é que até mesmo
a minha condição humana é um produto
desses processos mecânicos impessoais e
ea vida humana poderia ser controlada
dessa forma pela ciência então o ideal
de personalidade era o alimento ideal de
ciências do ideal de ciência começa a
corroer a idéia de liberdade e começa a
correr por dentro e aí a gente tem essa
divisão radical de uma de uma visão de
que do ponto de vista da ciência o
universo não tem significado
embora a gente precisa atribuir
significado para ter ciência ou
contradição mesmo é mais do ponto de
vista da nossa experiência é da nossa
experiência humana a gente deseja firmar
nossa autonomia deseja firmar nossa
liberdade a gente quer ter um
significado
aí entra o que chamou de linha de do
desespero né de baixo para cima a partir
da ciência a gente não consegue
encontrar mais nada que tenha valor ou
significado pessoal ea gente perde
completamente a partida ideal de
ciências mas a gente continua sendo o
ser humano então a gente tem que
expressar essa ansiedade que surgiu por
causa da ruptura com deus de alguma
forma e isso vai surgir em afirmações de
liberdade humana de dignidade justiça de
valores ou experiências finais na
experiência de transcendência sem
racionalidade ea gente tem essa divisão
além do desespero quando o homem vive
essa contradição quando ele diz
racionalmente o mundo não tem sentido
mas ele não consegue conviver com isso
então em algum nível ele passa a viver
como se o mundo tivesse sentido
então eu eu tivesse já eu vario
experiência interessante com isso eu
lembro uma vez eu eu tava evangelizando
um físico não era ter um colega meu da
época estava realizando e ele não
conseguia ver nenhum sentido do ponto de
vista da física que era lógica que ele
usava na fé cristã no ensino cristão mas
ele é uma pessoa muito ligada à família
e tinha realmente
é assimilado valores morais assim ele
sabe dizer de onde macete assimilados
uma série de valores a respeito de falar
a verdade ser honesto cuidar da família
ser fiel e e amor e tudo mais
e um dia nós chegamos nesse ponto da
conversa vem cá é possível construir
do ponto de vista da sua física
naturalista essa experiência que se acha
tão importante ele chegou a essa
conclusão não é possível não é possível
então a conclusão implicação disso tem
alguma coisa errada na descrição na sua
descrição do universo
ela pode aparentemente fazer muito
sentido do ponto de vista naturalista
mas tem um conjunto inteiro de
experiências humanas que não é capaz de
escrever porque se de fato esforço a
ilusão não haveria nenhum problema e
viver fora desse universo de ilusão e
abandonar esses valores e com o tempo
ele isso foi uma das coisas que pesou na
conversão dele ele realmente e depois
ele disse isso é realmente ele viu que
não era possível o universo naturalista
porque ele sabia que princípios morais
eram objetivos
eles eram reais não eram só projeções da
nossa cabeça mas muita gente vai tentar
não viver disso e vai dar esse salto de
forma inconsciente a gente tem que
ajudar as pessoas a perceber o que elas
estão fazendo há contradição em que elas
estão vivendo
então nós temos o do alho de natureza
graça que atribuiu tudo o que permitiu
que a natureza tivesse autonomia que a
razão natural tivesse autonomia dólares
natureza graça e temos dualismo de
natureza e liberdade que hoje o pólo
naturalista tem é dominado bastante ea
resposta de acordo com doyle seria
retomar a unidade bíblica de natureza e
graça isso significa que não é possível
a razão uma luz natural da razão sem a
graça
a racionalidade não funciona
adequadamente não opera adequadamente
sem a fé não existe um campo em que a
razão natural suficiente e no outro
campo é a fé que vale não existe isso
se de fato jesus é o princípio do
significado de todas as coisas logo se
revelou na pessoa de jesus é o logos a
partir do qual deus criou todas as
coisas então não é possível uma
compreensão do mundo pela luz natural da
razão que seja independente de jesus na
verdade até mesmo se um
não tem fé não teve experiência com a
graça mas ele tem algum traço de
compreensão da realidade aquilo se deve
a jesus mas é city de fato que não
compreensão da realidade deve ser
possível estabelecer uma conexão entre
aquele conhecimento eo a visão é cristã
das coisas
o bom é que a gente pode fazer isso é
uma análise das raízes nem a gente que
dorme e apresenta das raízes da
secularização mas o que a gente pode
fazer para mudar esse quadro
seguindo a proposta de rondônia a gente
tem duas coisas para fazer na verdade
está aí bem além de dois de equipe e
vamos lá dele essas essa análise dos
dois do alistas que governam há a
relação de cristãos e não cristãos hoje
no mundo contemporâneo
mas o que a gente precisa desfazer o que
a gente precisa refazer pra produzir uma
de secularização da ciência ou seja é
remover o tecido resistir a esse domínio
da visão naturalista de mundo que tira
todo o significado para a vida humana
como é que a gente pode estabelecer uma
resistência a esse domínio do
naturalismo bom negativamente o que a
gente precisa de fazer né
a primeira coisa é desnaturalizar o
secularismo a visão comum que os
pecuarista tem hoje é de que a religião
acrescenta alguma coisa a nossa
experiência como seres humanos e os
seculares o que ele faz é remover todo
esse excesso de crenças que não são
necessárias e ficar no que a gente
poderia chamar de condição de phu né
quer dizer seria a visão humana é sem
nenhuma crença o preço posição religiosa
sobre a sua experiência sem nenhuma
influência de pressões filosóficos ou
religiosos uma neutralidade né gente
podia falar isso então secularismo nas
no esforço de descrever as diversas
religiões e particularmente o
cristianismo o que está fazendo na
verdade isso é curioso é que você vai
assistir aulas de sociologia que vai ver
isso
o professor vai dizer que que as
religiões elas naturalizam
é a sua o seu próprio sistema simbólico
né então as pessoas que vivem de um
sistema religioso acham que a realidade
é daquele jeito
e aí vem o secularista e desnaturalizam
né
a religião e vai mostrar que a religião
na verdade é esse acréscimo são os
sistemas de significado que nos impomos
aos fatos mas a gente não precisa
necessariamente ficar preso nesse
sistema significado agente livre disso
aí
e aí a gente vai ficar nessa condição
neutra mas o que por exemplo de 11 mil
bank num trabalho é publicado na década
de 90
pelo jeito e teoria social está em uma
segunda edição já dá blackwell ele foi
publicado aqui pela loyola sido enganado
e é uma coisa muito interessante que ele
apresenta nesta obra dele é que boa
parte desse esforço do pensamento social
moderna é na verdade um esforço de
naturalização da imagem secular de mundo
exatamente aquilo que o secularismo
estava fazendo com a religião e de outro
lado né o que estava fazendo a respeito
de si mesmo de afirmar que existir essa
condição de fogo e essa neutralidade e
através da ciência você atingir isso
então a gente precisa dizer por assim
dizer é que o rei está nu né na verdade
todo o projeto de de teoria social e de
e particularmente a sociologia diria ele
envolve uma tentativa de substituir
religião né
então a gente viu isso laico em
continuar mas a gente está vendo isso
agora com alan de botton ramos e que
anda acompanhando a ideia do aluno de
botão de construir um templo do ateísmo
lá em londres
o hit doc ficou meio bravo com esse
projeto né porque a alegação dele aqui
ah ah ah o ateísmo é uma visão secular
como assim que a gente vai aprender as
religiões para uma espiritualidade tema
espiritualidade mas o ala de botão te
dizer isso e está claramente mostrando
que o ateísmo é uma alternativa religião
e não é uma condição de neutralidade é
um é um outro termo a gente tem
desnaturalizar o secularismo que pode se
fazer para isso além do que o trabalho
como do jong-il band mostrará
incoerência entre humanista secular
actividade científica uma coisa
importante
pra nessa direção e outra coisa é o
caráter contingente parasítico do
humanismo circular por exemplo o fato de
várias categorias seculares terem sido
emprestados do cristianismo
isso é uma coisa muito interessante o
ideal de liberdade é uma sequela
secularização da visão cristã de
liberdade e é muito interessante você
buscar essas raízes e mostrarem colocar
pra fora
eu vou citar aqui o trabalho de ao
implante gum não sei quem viu esse livro
e leitura imprescindível acabou de sair
do forno é religião ciência naturalismo
onde onde está o conflito onde o
conflito realmente se encontra e
respondendo a afirmação de que a
religião tem em conflito com o
naturalismo perdão com a ciência ao
implante que vai alegar neste livro e
muito interessante o resultado que é o
naturalismo que tem a oposição a ciência
que em contradição interna consciência
eu vou citar um trecho do livro jamais
para o final quando ele fala sobre o
naturalismo
é nesse capítulo pretendo argumentar que
a despeito da concordância superficial
entre naturalismo e ciência despedir
todas as reivindicações de que a ciência
implica o requeiram o suporto confirma o
comporta bem o naturalismo
o fato é que ciência naturalismo não se
encaixam de forma alguma o fato é que há
um profundo desajuste uma profunda
discórdia e um profundo conflito entre o
naturalismo eficiência e eu vou
argumentar que existe um conflito
profundo irremediável entre o
naturalismo ea evolução e assim entre o
naturalismo ea ciência
meu argumento não é de que a teoria
sente não é minha luta não é exatamente
contra a teoria científica da evolução
nem que pretendo apresentar um argumento
com a conclusão de que a evolução não
guiada não poderia produzir criaturas
com o sistema de produção de crenças
confiável
eu duvido muito que isso seja possível
mas o que eu quero argumentar é que o
naturalismo está em conflito com a
evolução que é um dos principais pilares
da ciência contemporânea e o conflito em
questão não é o conflito sobre os dois
serem verdadeiros ao mesmo tempo ou seja
não é de que haveria uma contradição é
antes de que não se pode sensível
sensivelmente aceitar aceitar os dois ao
mesmo tempo
então aí quem já conhece alguma coisa da
obra do plantio já sabe que isso aqui é
o argumento revolucionário contra o
naturalismo que ele vem desenvolvendo já
tem algum tempo para mostrar que é é se
o o naturalismo for verdadeiro nós não
podemos saber que ele é verdadeiro e
consequentemente não podemos nem saber
se houve ou não um processo
evolucionário não podemos confiar nas
nossas experiências cognitivas como
acessos de fato a realidade mas ao mesmo
tempo se você quiser manter a teoria da
evolução tem que ter uma visão mais
positiva da experiência cognitiva e isso
é impossível do ponto de vista
naturalista então conclusão dele é que o
único lugar onde o o evolucionismo
poderia florescer bem seria dentro do
território cristão fora do templo
cristão ele não funcionaria
então isso é um exemplo interessante
dessa atividade é mostrar que a relação
entre ciência e naturalismo é
contingente a ciência não precisa do
naturalismo esse tipo de esforço é
particularmente significativo para
convencer os cientistas não só sentia
cristãos mais outros que é possível
fazer ciência de descontado o ideal
moderno a respeito do homem
positivamente que a gente precisaria
fazer é corrigir a imagem da natureza
reconstruir a visão da própria
actividade científica e proporcionar um
contexto humano real eu vou falar um
pouquinho sobre cada um desses três
primeiro corrigir a imagem é da natureza
então isso eu acho que é uma necessidade
muito grande hoje no meio no meio
cristão é a questão da relação da ana
empresa criada com deus que é o tema
próprio do que a gente chama de teologia
natural o lugar do homem e das ciências
humanas
na nossa visão da natureza criada ea
nossa visão sobre a natureza não humana
ou a criação não humana de forma geral e
eu tô tomando aqui natureza criação como
a mesma coisa
nesse ponto além disso essa correção da
relação dos cristãos com a natureza
precisa levar a uma mudança geral na
relação com a criação e eu acho que esse
é o ponto crítico corrigir a imagem de
natureza não é só a gente tem uma visão
teórica adequada sobre a natureza como
criação mas a nossa relação com a
criação tem que ser alterada isso
envolve os aspectos teóricos a gente tem
que ter realmente uma visão de como esse
universo surgiu como está estruturado
mas além disso entra a questão da da
nossa relação moral com a natureza
então há por exemplo nas questões de
moralidade virtude na relação com a
natureza é animal ea questão estética
também da nossa experiência de mundo o
nosso sentimento do mundo é é uma
mudança muito mais completa completa que
a gente precisa eu acho que vale a pena
citar um exemplo interessante é que
rhodolfo lado lab chamou a atenção disso
pra mim como o franciscanismo teve um
impacto muito forte do início do método
empírico isso foi muito importante para
o desenvolvimento da ciência
depois é do do renascimento a visão
sacramental de são francisco sobre a
natureza estimulou o interesse em pico e
naturalístico então ela tem vários
várias figuras importantes talvez a mais
famosa seja o roger bacon que foi um dos
pioneiros das ciências experimentais com
essa visão de positivo em relação à
natureza esse amor à natureza e essa
percepção da glória de deus na natureza
como parte do sistema teológico e da
espiritualidade dos franciscanos
conduziu alimentou uma disposição de
interesse científico prévia e coreano
não era ainda que ele aquela visão de um
controle é da natureza e isso vai
demorar um pouco para sul
d então isso é interessante a mudança na
imagem da natureza você vê a natureza de
outro jeito
e aí vem a questão de perceber os sinais
da glória de deus na natureza mas a
questão não é simplesmente que você tem
um bom argumento do design por exemplo
para dizer que a complexidade que a
gente vê num certo fenômeno natural é um
sinal divino
a questão é mais profunda como é que
você experimenta a sua relação com a
natureza quando se abre a janela de
manhã o que você vê o que vc vê
simplesmente um mundo sem significado
ou você percebe a glória de deus
refugiado através das coisas ou para
usar a linguagem do davi
acho que se as coisas são luminosas para
você ou o como a gente já se falava
muito abrisse as coisas são translúcidas
pra você
então essa mudança na experiência da
natureza criada que precisa acontecer no
nosso caso porque a gente a nossa
separação de natureza e graça que a
gente viveu no meio cristão ela não
envolve apenas a uma falta de
valorização das atividades terrenas
não é só esse o problema é uma
incapacidade de reconhecer a graça de
deus penetrando e sustentando a ordem
natural e o maior sinal de que essa
percepção foi perdida é a falta de
gratidão na nossa experiência é como
cristãos não só gratidão em relação a
atos evidentemente sobrenaturais mas a
gratidão com respeito às coisas
ordinárias a capacidade de reconhecer os
sinais da graça de deus no dia a dia no
ordinário na própria criação
eu tenho recomendado muitas vezes eu não
sei quem pensou nisso
mais um mais um dos recursos
apologéticos que eu tenho considerado
mais importantes do país com toda
honestidade eu falei sobre isso nossa
música brasileira é têm sido as letras
do stênio eu não sei quem já parou para
examinar mas elas refletem muitas vezes
essa percepção de um controle não
somente o controle soberano de deus na
criação mas a a demonstração da graça de
deus e do amor de deus nas contingências
nas coisas ordinárias dos
relacionamentos humanos
da nossa visão da natureza a beleza que
existe na natureza é como um sinal
divino
então é eu recomendaria isso na verdade
essa atividade e corrigir a imagem da
natureza não é só uma coisa de ciência
não não é só coisa de ciência é uma
questão que envolve pensamento teórico
envolve a nossa ética na relação com a
natureza envolvem nosso interesse
estético também a outra coisa aí sim a
gente precisa também reconstruir a
imagem da ciência e uma das coisas que
definitivamente precisa mudar a idéia de
que a ciência seja neutra que ela seja
feita só de fatos brutos e as nossas
teorias têm na ação desses fatos brutos
a gente tem uma filosofia cristã da
ciência que mostra o lugar das posições
que mostra o elemento fiducial na
atividade científica que é uma coisa que
o michael pollan ne
infelizmente não tem coisas traduzidas
dele ainda mas é o é uma necessidade que
a gente tem e vamos ver quem faz esse
primeiro né da vida
alguém tem que fazer isso é é preciso
reconstruir a nossa é a visão da da
ciência e outra coisa fazer a
incorporação vocacional né
mas eu fico incomodado com isso quando
eu sou pastor também eu estou falando da
minha experiência eu vivi isso sei que
muitos vivem isso muitas vezes o pastor
ele está preocupado com os dons
espirituais com o chamado dos membros da
igreja mas o chamado é alguma coisa que
vão fazer lá na igreja
esse é o chamado que vão fazer lá na
comunidade e eu quero que você pensa
nessa pergunta que eu vou fazer
quantas vezes você se preocupou em
buscar identificar e alimentar as
vocações científicas da sua igreja
o mero fato de nós não fazemos isso é
uma prova de que nós realmente vemos o
investidor a 'lista de natureza graça
isso é extremamente incomum é procura
vai procurar livros sobre o departamento
infantil sobre como fazer missão é
evangelizar urbano sobre ministério de
louvor da igreja sobre administração
eclesiástica isso tudo quanto é coisa de
gay vai encontrar mas cadê aquele livro
como identificar as vocações
a gente fica da sua igreja cadê esse
livro nós estamos na era da ciência na
era do conhecimento onde está esse livro
eu não estou perguntando de livros sobre
criação e evolução eu perguntando como
pastor vai encontrar as vocações
científicas da igreja dele e alimentar
não tem porque não tem porque a nossa
relação com a ciência com a natureza é
doentia é pobre enquanto de enfrentar
isso nós não vamos decolar como um
movimento cristão é realmente pobre e
observe uma incorporação vocacional dada
ciência e aí tem que construir a imagem
que quer ser um cientista que forma isso
glorifica a deus
qual seria a importância disso para a
comunidade e tudo isso tem que ser
pensado terceiro proporcionar um
contexto humano real
depois que eu pus a imagem fique
pensando não era tão real né
a vontade que fosse real mas é desculpa
o momento trek é mas é o que eu quero
dizer com o contexto humano real é uma
comunidade né
a comunidade está vivendo junto
caminhando é viajando né
fazendo a sua jornada então é necessário
um contexto de relacionamento o que
acontecia relacionamento da comunidade
científica comunidade intelectual cristã
você tem que eu sei o pastor muita gente
preocupada em casa né
casar os meninos da igreja casar as
irmãs muitas vezes quinta cabeça né
passou como é caso das irmãs mas tem
outras coisas tem que fazer tem que
casar
o intelectual cristão com o outro o
professor cristão com o outro no sentido
cristão com o outro tem que costurar
vínculos comunitários e às vezes 20
estão em outra igreja
então a gente tem que se preocupar com
isso se não tiver a comunidade
intelectual cristão lá fora uma
comunidade de cientistas cristãos que
não sigam juntos só para discutir teoria
não mas para orar para discutir
problemas de política de departamento
que só eles entendem e tem as lutas
deles lá alguém tem que ajudar nisso
esse problema de oração também então é
necessário proporcionar um contexto
humano real para o cientista cristão se
sentir na sua vocação servindo a deus é
química fazendo
não é enfim a gente tem três áreas então
bom resumindo a gente tem algo para
desfazer que essa relação essa
naturalização do secularismo tem algo
para dissolver aí e por outro lado tem
algo para construir reconstruir essa
nossa relação com a natureza mas aí vem
a teologia natural é ela poderia ajudar
de alguma forma aí né não no primeiro
desse ponto o primeiro desses pontos que
é a reconstrução da imagem da natureza
com a teologia natural é na verdade uma
coisa muito antiga
as raízes estão lá no pensamento grego
mas na sua forma cristã clássica é a
gente deve isso agostinho eo é perdão a
tomás de aquino e eu vou citar um trecho
aqui de tomás de aquino da sua conta
gente isso quando o que pra você
professamos sobre deus a verdade tem uma
forma dupla algumas verdades sobre deus
recebem toda a habilidade da razão
humana
assim é verdade que deus entre uno mas
algumas verdades que a razão natural é
capaz de alcançar também assim é verdade
que deus existe ele é um e outras como
estas
de fato tais verdades sobre deus tem
sido aprovadas demonstrativamente pelos
filósofos guiados pela luz da razão
natural
então é isso gente é um exemplo clássico
daquele dualismo de natureza e graça que
eu citei então a fé é o meio para a
gente receber a revelação especial
revelação residente no sobrenatural e
através da fé a gente conhece essas
verdades que não dá para descobrir pela
razão natural mas há uma série de
verdade que a razão natural da conta é
suficiente
a luz natural das razões suficientes e
aí a gente usa é isso aí
inclusive a gente pode recolher
elementos é que em contrapartida a razão
natural integrar com a nossa tecnologia
mas essa visão foi muito criticada pelos
reformadores você está aqui um trecho de
r bava em que é um teólogo cristão do
movimento reformador é o principal do
movimento neo calvinista holandês
companheiro de bancada
você está aqui um trechinho dele do
volume 1 da dogmática a reforma assumiu
essa distinção entre a revelação natural
e sobrenatural mas ao mesmo tempo
atribuiu em princípio um significado
muito diferente ela os reformadores
assumiram uma revelação de deus na
natureza mas a mente humana estaria tão
obscurecido pelo pecado tensão que os
seres humanos não poderiam conhecer e
compreender corretamente essa revelação
eram necessários assim duas coisas que
deus novamente incluísse na revelação
especial as verdades que em si mesmo são
cognoscíveis natureza primeiro lugar
segundo que os seres humanos a fim de
perceber e novamente a deus na natureza
fossem primeiro iluminados pelo espírito
de deus para compreender a revelação
geral de deus na natureza a revelação
especial de deus nas sagradas escrituras
era subjetivamente necessário a qual foi
apropriadamente comparada por calvino
com óculos e o olho da fé era
subjetivamente necessário aos seres
humanos para que vissem a deus também
nas obras das suas mãos
igualmente importante é a mudança
introduzida pela reforma na forma como
revelação natural era vista a revelação
sobrenatural não significava em primeiro
lugar
pensam que ela pertencia a uma outra
ordem que ultrapassava mesmo intelecto
dos homens sem pecado dos anjos ou seja
uma informação que não é acessível
questão não é essa
antes essa revelação era sobrenatural
primariamente por que sedia os
pensamentos e desejos dos seres humanos
pecaminosos assim na reforma teologia
natural perdeu toda sua autonomia
racional
ela não foi mais tratada separadamente
mas incorporada na doutrina da fé cristã
então vejam a negação da autonomia da da
teologia natural está ligada a essa
visão de que a natureza não funciona
sozinha sem a graça não existe rasgos
natural da razão capaz de chegar a deus
sem a graça você precisa da revelação da
graça pra que a sua visão da natureza
seja adequada e outros cristãos mais
recentemente tem tem se oposto à essa é
o projeto então um clássico é ao
implante casa é a objeção reformada
teologia natural
é um texto foi publicado na década de 80
onde ele vai alegar que a herança
natural seria basicamente é
desnecessária e seria inadequada e
talvez até ser impossível inclusive
possivelmente ele tenta é fazer depois
um argumento antológico ele usa
evidências te isso joguei me disse
recentemente que abandonou o projeto do
argumento odontológico foi jonas que me
disse foi outra pessoa é mais e então o
plano chega coloca é se esse problema o
que os cristãos não precisam de detê-los
natural para saber que deus existe ele
sabe disso por causa do testemunho
interno do espírito santo que é uma
fonte cognitiva e e é possível ter uma
crença é assegurada
obviamente básica sem a necessidade de
de argumentos e tudo mais por outro lado
se você basear sua fé em argumentos
argumentos são falhos então isso é um
processo perigoso há argumentos
terroristas não são suficientes para dar
segurança epistêmica então talvez seja
melhor não fazer teologia natural é
então muito católico tenta responder
isso é um opção clássica é que
introduziu mais uma discussão muito mais
antiga que alguns ouvido falar do debate
de cal bate com emil brunet dois
teólogos dialéticos e o m bruno e teria
escrito é alguma coisa defendendo a
teologia natural existência de um ponto
de contato da revelação com o homem na
sua condição natural então kalbach
escreve o livro pessoal fala que o
título do livro elogia contido mais
curto é não nine e nesse nesse livreto
ele eu busco ele rejeita completamente a
ideia de que haveria um ponto de contato
quando você diz que tem um ponto de
contato para o homem recebeu o evangelho
e da autonomia pra ele que ele comece a
habitar aquele ponto de contato nem por
assim dizer começa a achar que ele tem
condições de conhecer a deus de dizer
quem é quem deus é por conta própria
pela sua razão natural e isso seria
muito perigoso porque aí o homem tem
essa capacidade de criar ídolos
ele faz uma teologia natural mas o deus
que ele demonstra a sua teologia natural
na verdade um livro aí você vem com a
revelação cristã depois ela não faz
sentido
daquela formulação e o cara não recebe a
relação especial
então é o homem natural deve ter nenhum
tipo de autonomia deve ele deve ter
nenhum tipo de autoconfiança com
respeito à sua capacidade de conhecer a
deus bom existe fundamento para essa
suspeita da teologia natural eu vou
citar alguns problemas aqui rapidamente
uma acusação antiga contra teologia
natural clássica de tomás era de que é
essa visão eu testei isso ontem no
rapidamente às perguntas é na verdade a
a visão intelectualista de deus que
tomás de aquino e teria herdado do
aristotelismo acabou sendo comunicada
também para a antropologia filosófica
com a visão do homem como um ser
basicamente racional e isso teria levado
a uma perda segundo rehman dono teria
levado a uma perda da une da percepção
da unidade do homem porque não dá pra
você resumiu traçar todas a toda a
riqueza da experiência humana a mente
racional é a racionalidade não dá conta
de tudo que a gente é então quando você
diz que o ser humano é racional então os
outros aspectos da vida humana passam a
ser considerados como secundários para a
nossa identidade humana
então o ser humano não é essencialmente
razão a racionalidade uma função do
homem é pascal dizia isso disse pascal
pugilista que o coração tem diversas
funções
uma delas é a razão mas tem outras tem a
intuição dos números têm intuição do
espaço é tenha tem os sentimentos essas
são as outras razões que a razão
desconhece na isso não é frase romântica
na e será parte da filosofia dele então
o ser humano na sua seu centro pessoal
ele tenha racionalidade com uma
característica mas ele não é isso
exatamente ele esse é uma das suas
dimensões apenas mas não intelectualista
deus é um centro de pensamento o homem é
um espírito racional que que tem uma
forma corporal e isso acaba distorcendo
antropologia cristã
outro problema e que surgiu de
lançamento hoje natural é a chamada
teologia a teologia natural clássica
inglês ou na época chamada de teologia
física é é foi um esforço de tentar
demonstrar a partir do conhecimento
científico da época a existência ea
realidade de deus eo vários cientistas
cristãos importante se envolveram com
isso com o robert boyle que foi né é um
dos mais importantes e eram cientista
genial e também um cristão genuíno e
pouco antes de morrer ele fez uma doação
pra afundar as boias lexus é que é uma
série de palestras pra argumentar pela
realidade de deus pela existência de
deus
isso durou até 1732 mas como muita gente
observou
aos poucos as palestras das palestras
boy foram se tornando heterodoxas
consumir aqui enfim elas foram se
tornando heterodoxas é por exemplo
alguns é dos palestrantes e defende a
existência de deus mas se existe uma
visão mecanicista do universo o universo
é basicamente uma máquina que funciona
sozinho deus botou pra funcionar então
foi fosse isso foi alimentando uma visão
de estar respeito à relação de deus com
a natureza que deus não interfere não
fica botando a mão e depois mundo pra
funcionar ele um cérebro projetista
racional fez o mundo e não interfere não
fique deferindo mundo alguns eram
praticamente the stars e havia também
arianos não é por causa dessa visão
racionalista de deus na relação de deus
com o mundo começar a negatividade jesus
possibilidade encarnação e então jesus
seria só um homem o profeta que jeito
que deus escolheu e não podia ser o
próprio filho de deus encarnado que se
quebrar a estrutura da máquina cósmica
então é algo isso começou a gerar uma
quase uma competição entre a teologia da
igreja ea religião natural e teologia da
religião natural que elas e teologia dos
dos cientistas que era uma teologia
racionalista de um universo mecânico e
até hoje natural nesse momento ela
começou ajudando pois complicou
william pela e pegou a analogia mecânica
aplicou essa analogia mecânica na
biologia
a partir da sua obra teologia natural de
1794 é e mas o uso dessa o emprego dessa
analogia mecânica tomada da teologia
física antiga na na na análise da
natureza e gerou um sério problema
quando davi apareceu apontando é dentro
da sua teoria sem entrar no mérito da
questão mas se apontando a quantidade de
desperdício que tem o fato de ter
espécies distintas por exemplo que esses
bichos vieram fazendo mundo aparecer e
desaparecer como assim e é mas também há
há há um elemento dinâmico né na criação
hamuta transformação que acontece na
natureza quer dizer o mesmo mecanismo
totalmente articulado fechado como é que
tem essa dinâmica histórica que o
mecanismo é fácil botar para funcionar
ele é estático está sempre do mesmo
jeito a percepção de que talvez a
natureza tivesse uma história e que a
natureza no passado tiver sido de alguma
forma diferente do que ela é hoje
a mera sugestão disso já trazia uma
grave suspeita sobre o mecanismo porque
o mecanismo para funcionar exige
universitat cué o relógio e fez botou lá
funcionando acabou sendo fica mudando o
relógio se a natureza teve uma história
então a analogia mecânica não é boa para
descrever a natureza e e de fato o
problema é que o qualquer biólogo hoje
vai apontar é que o mecanismo é muito
problemática escrever processos
biológicos analogia do mecanismo e o
davi em como as corro e outros também é
como eles associavam a crença em deus
com a visão desse deus
desse universo é mecânico então a
percepção de que talvez se a natureza
não seja um mecanismo levou a uma crise
de fé e aí algumas pessoas vão fazer
essa ligação antes de davi de 11 reuniu
já tinha dito isso está no livro dele a
é a idéia de uma universidade
eu ele foi publicado em um volume maior
em português é nenhuma ideia de uma
universidade por universidade do sul
mas é em um trecho lá que ele fala antes
devem aparecer que tem uma coisa errada
com essa tecnologia é física do pai lei
dos outros autores
é ele dizer alguma coisa assim
surpreendente vejam só
senhores permitindo que chamo a vossa
atenção para esse ponto digo que a
teologia física não pode pela própria
natureza da questão dizemos uma só
palavra referente ao cristianismo não
pode absolutamente ser cristã no sentido
verdadeiro afirmação radical né
confesso apesar do quanto se possa dizer
em seu favor que sempre via tecnologia
física com confiança
uma religião ou teologia física é o
próprio evangelho de muitas pessoas da
escola física e portanto por mais
verdadeiro que ele tem assim sob as
circunstâncias é um falso evangelho
metade da verdade é falsidade el
afirmações duras né na verdade honra
mínimo quando escreveu isso se já eram é
tinha convertido do anglicanismo ao
catolicismo mas vejo que há suspeita de
que o deus da teologia natural
mecanicista não era o deus cristão tava
lá antes devem aparecer então faz todo
sentido quando david perde a fé nesse
deus da teologia natural anterior e mais
talvez não é que deus fosse isso que ele
pensava
então nós temos outros problemas na
teologia filosofia existencialista é um
outro exemplo de teologia natural
estudei muito pensamento tiles e
perceber isso como a ontologia
filosófica se torna a regra de fé e
passa a controlar a nossa interpretação
da trilogia clássica e ele desenvolve
toda aquela teoria do símbolo religioso
para permitir uma leitura alegórica da
tradição cristã porque aí assim segundo
ele seria possível correlacionar
religião bíblica em odontologia
filosófica foi particularmente o tema
mil de estudos lá no na unesp é e cada
vez que o quanto mais o estudante vai
ficando claro pra mim que é esse tipo de
exigência é agora que na verdade é uma é
uma incorporação do da linguagem das
formas de comunicação do cristianismo
mas sobre um ponto de partido religioso
completamente distinto
na verdade a ontologia filosófica
antologia existencial é que a mensagem e
não há e não um símbolo religioso e daí
o que a gente chama de misticismo tema
semântico né
você fala de ressurreição de cru
de um deus pessoal mas isso é um símbolo
de experiências existenciais não é que a
ressurreição aconteceu de fato
mas a gente precisa continuar usando
esses termos teológicos tradicionais e e
aí o time este ano típico ele tem essa
ilusão de que ele ainda está no
cristianismo porque ele está usando a
linguagem clássica do cristianismo e
isso não é verdade de forma alguma né
porque o conteúdo de fato a antologia
existencial derivada de schelin é outra
história outro construção é então é isso
tudo aparece que favorece o que o bate
disse né
será verdade então que que é a
tecnologia a teologia natural produzir
esse tipo de distorção eu vou leu a
situação uma situação aqui do bate
nós não falamos sobre deus à luz dos
resultados de qualquer auto conhecimento
auto estimativa da razão humana da
existência
não falamos com referência a quaisquer
observações e conclusões com respeito às
leis de ordenanças que regem a natureza
história humana
certamente não falamos com relação a
qualquer disposição religiosa própria do
homem há apenas uma revelação e essa
revelação a revelação da aliança da
vontade original e básica de deus a
revelação em jesus cristo
a parte de jesus cristo e sem ele não
podemos dizer coisa alguma sobre deus e
sobre o homem sobre as relações de um
com o outro então qual é o temor na
verdade barth é que esse estilo de
teologia natural também é possível que
aquilo que a gente enxerga para nós
mesmos
a nossa consciência antropólogo seja
projetado no céu
o que você acha que você deve ser como
ser humano se torna um ponto de
referência para você conseguir construir
uma imagem de quem deus é e aí você
mistura fund antropologia é e com o com
tecnologia então a revelação vem para
resgatar o homem da prisão da sua
imaginação da prisão de imaginar deus e
dizer que deus é a partir das luz
natural da razão porque na verdade como
está em romanos 1 se houve essa
corrupção do pecado
a gente vai criar ídolos quando a gente
tentar imaginar que deus é por nossa
própria conta
então o problema é que a teologia
natural classicamente pressupõe que a
natureza tem um consciente de soberania
de liberdade à parte da graça ea razão
natural tem uma autonomia parte da graça
a gente pode dizer que deus é primeiro
com a razão natural e depois é juntar à
fé cristã com isso e isso é problemático
eu não importa o que você pensa sobre
qual baixo nesse ponto ea preocupação
dele a preocupação evangélica ainda que
a ruptura ali que ele fez de de graça de
outra forma de graça natureza tenha sido
violenta
então aí vem a pergunta do chefe é a
natureza de volta graça ou afirmação de
chefe natureza quando se deixa autônoma
de volta graças a ela que também na
teologia natural ela devora a graça
então se a gente fizer teologia natural
a gente dança é a teologia natural vai
engolir as categorias teológicas como
aconteceu
é no escotismo como aconteceu na era
clássica da teologia natural inglesa
como aconteceu aqui na teologia
apologética alemã é isso
não tem outro jeito de fazer teologia
natural então existe uma proposta mais
recente de teologia natural que eu quero
recomendar que eu acho que é muito
interessante é é uma proposta que foi
introduzida tá ficando mais publica
agora pelo trabalho de ali ser fã kroeff
que é um teólogo é e falar que a nova
teologia natural inglesa mas isso
torna-se escocesa uma creche é irlandesa
é mais mas ele o magrebe diz que está na
tradição da teologia e da tecnologia
inglesa e está em atividade hoje
escreveu uma biografia sobre tomas
tolerância e também é usa muito as obras
de tons do seu trabalho para o próprio
torna-se foi o tradutor um dos
principais tradutores da obra do bardo
para a língua inglesa
e aí muita gente falar nem o cheiro de
neuton xxi mas na verdade torna-se fácil
o trabalho começa com uma crítica ao
pensamento de karl barth e
particularmente nesse ponto ele vai
retomar o debate de combate com um amigo
bruno e vai vai negar que a teologia
natural seja inviável e não o que a
gente não pode fazer uma teologia
natural autônoma mas a gente se a gente
não tentar buscar uma autonomia da razão
e fizer é essa teologia natural a partir
do todo da revelação cristã na sua
plenitude
então por que não com o problema disso a
gente está firmando um senhorio de jesus
sobretudo no fim
então é o torna se introduz uma
reconstrução nessa nem o argumento de
debate e de magarefe é continua nesse
trabalho reflexivo é eu preciso dizer
que isso que esse pessoal está tentando
fazer já já tinha sido elaborado de um
outro jeito naturalmente nem com outros
metais também já tinha sido elaborado no
contexto do do pensamento reformado
holandesa e também do pensamento
reformado preço posicional na américa do
norte então é por isso você se você lê
essa literatura vai perceber ponto de
contato muito interessantes que vale a
pena
considerar então vou citar um trechinho
aqui desse livro que são as que foram
lexus é uma série de palestras muito
famosa de de palestras sobre pelo g
natural e eu vou citar um trecho dela
aqui nós já estamos acabando a abordagem
de teologia natural proposta nesse
volume tem um considerável potencial
projetco a natureza é aqui interpretada
como um segredo aberto uma entidade
publicamente acessível cujo verdadeiro
sentido é conhecido apenas do ponto de
vista da fé cristã ela isso não se apoia
no entanto sobre uma tentativa de provar
a existência de deus a partir da
observação da natureza mas da capacidade
da cosmovisão cristã de compreender o
que é observado incluindo a capacidade
humana de dar sentido às coisas
a fecundidade exploratória do
cristianismo é afirmada naquilo que têm
ressonância com o que é observado
eu creio no cristianismo como creio que
o sol nasce não apenas porque eu vejo
mas porque através dele
vejo tudo mais essas palavras de cs
lewis no seu paper ea teologia seu
artigo é teologia poesia apresenta uma
visão cristã de que a crença em deus
ilumina o panorama intelectual
permitindo que as coisas sejam vistas na
perspectiva verdadeira na sua coerência
interna para que a sua coerência interna
de realidade seja apreciada
nessa abordagem apologética está baseada
na ressonância da cord cosmovisão e
observação
então eu estou fazendo essa situação
porque veja que mudança que acontece a
questão deixa de ser a gente mostrar a
realidade de deus vou provar deus a
partir da natureza
a questão é mostrar para o cristão
qual o significado cristão da natureza
como é que o cristão deve ver natureza
como é que ele deve se relacionar com a
natureza
a questão não é meramente provar do
outro lado para os não cristãos a
existência de deus
a partida dada a natureza a questão é
nós reconhecemos o significado cristão
da natureza significado cristológico
inclusive da natureza é eu vou vou citar
um trecho aqui vou fechar com a citação
de colossenses capítulo 2 que quiserem
acompanhar a gente não desenvolveu
nenhum momento aqui a questão das bases
bíblicas teológicas pra isso né mas é eu
recomendaria fortemente um estudo com
esse olhar da carta aos colossenses veja
só colossenses 2 gostaria pois que
soubesses com grande luta vem mantendo
por voz pelos lounges em si porquanto
estão viram face a face para que o
coração dele seja confortado e vinculado
em amor e eles tenham toda a riqueza da
forte convicção do entendimento para
compreenderem plenamente o mistério de
deus cristo em quem todos os tesouros da
sabedoria e do conhecimento estão
ocultos
assim digo para que ninguém vos engane
com raciocínios falazes pois embora
ausente quanto ao corpo contudo em
espírito estou convosco alegrando me e
verificando a vossa boa ordem ea firmeza
da vossa fé em cristo
ora como receber se a cristo jesus o
senhor se andar nele
nele radicados edificados e confirmados
na fetal como fostes instruídos
crescendo em ações de graças
cuidado que ninguém vos ver enredar com
sua filosofia e vãs sutilezas conforme a
tradição dos homens conforme os
rendimentos do mundo e não segundo
cristo porque nele habita corporalmente
a plenitude da divindade também nele
estais aperfeiçoados
então o que eu quero na verdade puxar a
partir desse texto essa idéia de que
jesus é o centro da criação centro da
redenção está lá em consenso capítulo 11
muito claro e todos os tesouros da
sabedoria e do conhecimento não apenas o
conhecimento das das coisas
sobrenaturais da graça da obra salvadora
de cristo e da obra do espírito santo
mas todos os tesouros
da sabedoria e do conhecimento estão
culto nem ocultos
nele existe nada no universo que não têm
uma conexão com jesus está lá muito
claro no capítulo 1
então a idéia nesse projeto teologia
natural seria de dar ou encontrar um
significado cristão da natureza
incorporar a ciência na vocação cristã
então vejo que é um projeto diferente
questão não encontrar deus não é
exatamente a partir da descoberta de
deus em jesus compreender novamente a
estrutura da natureza
de que forma a natureza dá testemunho
desse jesus do cristianismo então
conhecer a natureza à luz da sua relação
com cristo é que é de fato conhecer a
natureza então a teologia natural não é
pra descobrir deus na natureza mas é pra
compreender a estrutura o significado da
natureza a partir do deus que a gente
conhece em jesus
é isso aí muito obrigado
[Aplausos]