TEOLOGIA NATURAL E A DESSECULARIZAÇÃO DA CIÊNCIA | GUILHERME DE CARVALHO
02/07/2019TEOLOGIA NATURAL E A DESSECULARIZAÇÃO DA CIÊNCIA | GUILHERME DE CARVALHO
Fonte: Edições Vida Nova
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[Música] guilherme de carvalho ele é mestre em teologia pela faculdade teológica batista em são paulo mestre em ciências da religião pela universidade metodista também são paulo o obreiro da labre brasil e fundador presidente da associação kuiper é pastor da igreja esperança em belo horizonte e é um grande prazer tê-lo aqui junto conosco eu gostaria que os irmãos me acompanhe agora uma palavra de oração pedindo a mão de deus sobre ele a sua vida e esse momento oremos pai nós somos gratos pela vida doe lerm dos dons que tem conferido ao teu servo por tudo que ele tem feito em prol do seu reino e pedimos agora pai que esteja com ele durante esse seminário fazendo o pai com que tudo o que tem colocado já no seu coração mas somente para transmitir o ze cesa seja dirigido pelo teu espírito venha senhor nos edificar nos instruir e nos desafiar pedimos isso em nome de jesus amém boa tarde é um prazer muito grande e uma honra participar do 8º congresso de tecnologia de nova e eu agradeço ao pessoal da editora ao jonas particularmente que fez o contato e me apresentou o pessoal e então eu fui convidado para trazer para os irmãos um seminário sobre fé e ciência a o tema propriamente que eu eu trataria ficou meu critério então decide tratar desse assunto e teologia natural ea relação da teologia natural com o que eu chamei de secularização da ciência e eu acho que é fundamental para que a igreja consiga realizar sua missão no mundo hoje que ela reconstruir sua relação com ciência daí esse tema da de secularização da ciência porque realmente não é possível que o cristianismo tem uma boa relação com a ciência enquanto a ciência assumir pressuposições que são incompatíveis ou é importante é sem a possibilidade de uma integração com a visão cristã do mundo com a visão cristã do ser humano e então a gente tem que discutir isso realmente será que a ciência neutra será que a ciência é simplesmente o resultado é indutivo de uma reflexão sobre os fatos brutos da experiência uma atividade que não depende do nosso sistema de crenças das nossas posições filosóficas e assim por diante com muita gente ainda defende hoje eu acho que não eu acho que preço posições filosóficas em última instância religiosas estão sempre subjacentes à reflexão e à atividade científica e aconteceu de fato que a gente chama de equalização da ciência e nós vamos começar falando sobre isso é até a gente chegar no nosso ponto que a teologia natural então a gente vai passar por quatro etapas primeiro esse tema da secularização da ciência o que é isso como venceu depois o que se poderia fazer pra de se regularizar a ciência a gente pode inclusive fazer isso de forma intencional a questão da teologia natural das os seus estatutos e da viabilidade de empregar teologia natural nesse esforço de de secularização e eu vou falar um pouquinho sobre uma proposta nova de teologia natural que se desenvolveu no século 20 e por agora o século 21 está em curso ainda que a tecnologia a proposta de teologia natural de thomas o lance e foi incorporada por ali cemagref muitos conhecem a obra de eu vou discutir um pouquinho isso mas nosso tema então geral é que tipo de esforço os cristãos podem fazer pra produzir uma transformação nas pressuposições no nas abordagens da ciência contemporânea de forma que elas se tornem mais coerente com a fé cristã como é que a gente pode buscar em uma integração das duas vão começar com o tema da secularização da ciência você está aqui um artigo de herman dói verde é um filósofo reformado holandês que tem uma obra muito extensa de crítica do pensamento teórico mas ele tem esse artigo em que resume a algumas das suas teses e fala particularmente da ciência o título é a secularização da ciência resultado de um congresso apresentado uma palestra apresentada no congresso reformado em 1983 foi publicado publicado 54 eu vou citar trecho do artigo embora a secularização da ciência tenha se consumado sob influência do humanismo moderno pós renascentista é também necessário reconhecer com o influente foi o motivo central natureza graça do escotismo católico preparando o caminho para sua secularização posterior da mesma forma é a influência dominante deste motivo antibíblico do a lista que atualmente impede o protestantismo ortodoxo de organizar suas fileiras e assumir uma posição positiva e inequívoca contra a secularização a ciência então num artigo do oe vai discutir isso o fato da secularização e ele se refere particularmente a esse dualismo de natureza e de liberdade de falar um pouquinho dele o próprio naturalismo como ideologia é parte desse dualismo de natureza e liberdade então isso é um fato está aí todo mundo tá vendo e dói ver vai investigar um pouquinho como é que a gente chegou nesse estado e até dele é de que nós passamos primeiro por um dualismo de natureza e graça que tirou a força do pensamento cristão do movimento cristão para responder ao desafio da modernidade e depois entra então o atitude moderna para com a vida existência e que é do a lista envolve este dualismo de natureza e liberdade então existe a mente secular que o que domina a condição contemporânea ciência contemporânea mas existe uma determinada a mentalidade cristã que abriu as portas pra para a modernidade então esse é um dos problemas da sua vez vai dizer que a gente tem que enfrentar dois problemas o primeiro problema que ele introduziu é o do a 'lista de natureza e graça é aqueles que já tiveram oportunidade de ler em algum momento a obra de francis chefe já ouviram com certeza já ouviu falar sobre isso é franceschi fez um livrinho dele chamada morte da razão atribui aos cochichos e particularmente a tomás de aquino a cristalização de sido a 'lista que separa a nossa experiência da graça da nossa experiência de mundo tratando a graça como um acréscimo 111 dom adicional em relação à nossa experiência e isso significa que a natureza funciona de uma forma basicamente regular e você pode ou não ter se extraía né a cauda do bolo a cereja do sorvete que é a graça que é uma coisa que está transcende a natureza mas não é necessária pra esse pra natureza operar na verdade e ao e da mesma forma a graça quando se manifesta não produz nenhum tipo de interferência estrutural por isso ela só complementa a natureza só complementa essa visão da graça como um complemento em relação à natureza como do adicional teria se cristalizado nessa época teria as mais antigas mas cristalizou nessa época então eu já ouvi muita gente critica essa leitura do chefe de que o chefe não entendeu direito tomás de aquino mas é a gente tem muitas razões para acreditar que a leitura dele é verdadeira na verdade é a diferença de natureza graça é um por assim dizer é um deus ou fema muito antigo no pensamento cristão não é de forma alguma uma imposição de france sheiffer o apologistas e pastor sobre a obra de tomás de aquino de forma alguma é essa a compreensão de si dessa dualidade ela se se espalha por diversas denominações eu não sei quem é que teve a oportunidade de assistir o filme é a árvore da vida de terrence malick é não ganhou nada no oscar mas ganhou palma de ouro em cannes eu acho que foi uma das melhores coisas que saíram nos últimos anos mas é esse filme começa dizendo isso não existem esses dois caminhos da natureza e da graça e inclusive não no site web site do filme o título é do site é esse twitts e então isso não é uma coisa que o que ele criou os reformadores lidaram com espuma problema quando eles respondem estavam respondendo à teologia escolástica é chefe na verdade recebeu isso é via cornélio infantil por um lado e via é hansokumake por outro recebeu isso da crítica do pensamento ocidental que foi feito por herman dói ver que era um filósofo profissional extremamente erudito então quem suspeita ou não gosta dessa formação do chefe deve as fontes efe as fontes não pense que porque você refutou é o ps refutou a morte da razão você resolveu esse problema na verdade essa formulação está em rondônia de que esse filósofo cristão é holandês mas então a gente tem essa dualidade que se torna muito é clara na nudez curto período escolástico mas depois logo depois aconteceu a ruptura vou falar sobre isso mas a gente tem essa distinção e é muito claro do ponto de vista da reforma o que estava errado nessa distinção ea idéia de que a graça não fosse essencial para a natureza funcionar desde o início e consequentemente que a queda tenha corrompido a a alteração da natureza e segue se ainda que você precisa da graça penetrando todos os recônditos todos os espaços da natureza para que ela opere como natureza de fato e não com uma situação corrompida então de fato a graça tem significado no testamento pervasivo incluindo todas as coisas o senhorio de cristo se estende a todas as coisas porque realmente jesus e logo que deu sentido para a criação no início porque a natureza deixa de ser ela mesma quando se separa de jesus e por que a queda aconteceu então a corrupção se espalhou por toda a criação então você precisa da graça atuando em todos os aspectos da criação e da existência humana para que ela seja recuperada seja redimido então a graça não é só um complemento em relação à natureza que funciona basicamente por si mesmo ela é algo essencial para que a natureza exista como natureza uma visão reformada nisso é um pouco diferente mas existem várias implicações em uma delas é essa distinção uma das implicações dessa distinção de natureza e graça é a separação de fé e racionalidade a fé como uma forma de você aprender a revelação sobrenatural que está associada a graça ea racionalidade ou a é a luz natural da razão como uma forma de você compreender as estruturas temporais criadas segundo aristóteles a razão natural funciona perdão segundo tomás de aquino a razão é natural funciona é por si mesma ela é capaz de nos dar condições de interpretar natureza sem a necessidade de uma revelação especial de uma graça especial então a graça é pra gente é ter o sobrenatural né pra gente experimentar deus pra gente falar sobre sobre esses conhecimentos a respeito da natureza divina que estão ocultos o homem natural mas a razão natural da conta dos problemas nossos de política de organização social de lógica até mesmo é suficiente para a gente dizer quem deus é e descreveu os o essencial respeitar a natureza divina até isso na verdade seria possível fazer com a razão natural essa divisão é a divisão importante para a gente daí a gente tem idéia de um andar superior que dá é falando se é grosso modo o campo da nossa experiência religiosa do da experiência com deus e você tem o campo da natureza que são as coisas seculares que são regidas pela pela luz natural da razão com o passar do tempo e se tornou uma posição oposição por lá e há a questão começou a ser levantado por muita gente é a seguinte se a natureza funciona de forma apropriada a partir da razão natural ea razão natural nem pode ser coerentemente aplicada para dizer como é que deus é na sua glória e tudo mais e depende de uma revelação autorizativa e você tem que submeter a autoridade da igreja católica penso não estamos na renascença a gente não quer saber disso e ficar submeter à autoridade exteriores o ideal de liberdade é dia de autonomia individual está se desenvolvendo esse momento então a tendência do pessoal é chegar à seguinte conclusão como aplicar razão natural para o campo dela e ele não precisa da revelação pra nada que é essencial na vida temporal a gente precisa luz natural da razão da conta de política de lógica da conta até mesmo de a gente dizer algo sobre deus que seja de valor universal da conta de ética então a gente aplica a razão natural porque a nossa vida e revelação fica só para as coisas espirituais e daí a gente tem sido a 'lista que vai tirar toda a força do evangelho cristão de produzir uma mudança na vida humana temporal depois disso dessa crise que vai levar nessa separação do que hoje a gente experimenta como a vida espiritual nem a vida secular nós temos o dualismo de natureza e liberdade é um outro desdobramento que aconteceu a partir da secularização também da visão cristã de você se regenerar libertado a partir do evangelho então surge uma um ideal de de personalidade livre no período da renascença que vai encontrar o seu clímax do iluminismo e esse ideal de liberdade e de personalidade vai gerar o ideal de ciência a expectativa de que com a ampliação do controle científico da natureza nós seremos capazes de ampliar nossa liberdade também resolver os nossos problemas aqui na terra então o ideal de liberdade alimenta o ideal de ciência não tô dizendo que a ciência nasceu por isso gente nós temos traços já de uma ciência muito é desenvolvida no final da idade média antes da emergência desse ideal duplo mas é que a ciência vai resolver recebeu um novo impulso a partir do surgimento do ideal de liberdade quando ela passa a ser vista como um meio de realização humana como meio de garantir a a felicidade garantia solução dos problemas humanos é a partir desse momento que muda a essa visão que foi herdado do mundo antigo de que a gente precisa se adaptar às contingências da experiência da natureza a partir desse momento que surge a idéia de que nós devemos modificar a natureza que a gente deve usar a ciência para estabelecer controle né que é algo que é tradicionalmente relacionado com o ideal bem coreano de ciência que tá surgindo também nessa época então a busca de autonomia individual vai alimentar uma busca de controle científico sobre a natureza mas isso vai gerar uma contradição muito sério porque quando o homem deixa de construir sua identidade como ser é que tem uma dignidade que tem uma transcendência em relação à criação por ele o resto a criação quando ele deixa de de ué construir sua identidade a partir de deus pra justamente para poder firmar sua autonomia individual ele passa ele fica fechado dentro do universo criado é dizer se eu não vou formar uma identidade a partir de deus que está além do da natureza então vou ter que formar uma identidade a partir da própria natureza o que acontece é que a descrição científica que o homem faz da natureza para poder controlar a natureza se volta sobre ele próprio porque se de fato tudo o que existe é uma natureza mecânica que o controlo através de matemática e de processos tecnológicos e se isso é tudo que existe a implicação necessária é que até mesmo a minha condição humana é um produto desses processos mecânicos impessoais e ea vida humana poderia ser controlada dessa forma pela ciência então o ideal de personalidade era o alimento ideal de ciências do ideal de ciência começa a corroer a idéia de liberdade e começa a correr por dentro e aí a gente tem essa divisão radical de uma de uma visão de que do ponto de vista da ciência o universo não tem significado embora a gente precisa atribuir significado para ter ciência ou contradição mesmo é mais do ponto de vista da nossa experiência é da nossa experiência humana a gente deseja firmar nossa autonomia deseja firmar nossa liberdade a gente quer ter um significado aí entra o que chamou de linha de do desespero né de baixo para cima a partir da ciência a gente não consegue encontrar mais nada que tenha valor ou significado pessoal ea gente perde completamente a partida ideal de ciências mas a gente continua sendo o ser humano então a gente tem que expressar essa ansiedade que surgiu por causa da ruptura com deus de alguma forma e isso vai surgir em afirmações de liberdade humana de dignidade justiça de valores ou experiências finais na experiência de transcendência sem racionalidade ea gente tem essa divisão além do desespero quando o homem vive essa contradição quando ele diz racionalmente o mundo não tem sentido mas ele não consegue conviver com isso então em algum nível ele passa a viver como se o mundo tivesse sentido então eu eu tivesse já eu vario experiência interessante com isso eu lembro uma vez eu eu tava evangelizando um físico não era ter um colega meu da época estava realizando e ele não conseguia ver nenhum sentido do ponto de vista da física que era lógica que ele usava na fé cristã no ensino cristão mas ele é uma pessoa muito ligada à família e tinha realmente é assimilado valores morais assim ele sabe dizer de onde macete assimilados uma série de valores a respeito de falar a verdade ser honesto cuidar da família ser fiel e e amor e tudo mais e um dia nós chegamos nesse ponto da conversa vem cá é possível construir do ponto de vista da sua física naturalista essa experiência que se acha tão importante ele chegou a essa conclusão não é possível não é possível então a conclusão implicação disso tem alguma coisa errada na descrição na sua descrição do universo ela pode aparentemente fazer muito sentido do ponto de vista naturalista mas tem um conjunto inteiro de experiências humanas que não é capaz de escrever porque se de fato esforço a ilusão não haveria nenhum problema e viver fora desse universo de ilusão e abandonar esses valores e com o tempo ele isso foi uma das coisas que pesou na conversão dele ele realmente e depois ele disse isso é realmente ele viu que não era possível o universo naturalista porque ele sabia que princípios morais eram objetivos eles eram reais não eram só projeções da nossa cabeça mas muita gente vai tentar não viver disso e vai dar esse salto de forma inconsciente a gente tem que ajudar as pessoas a perceber o que elas estão fazendo há contradição em que elas estão vivendo então nós temos o do alho de natureza graça que atribuiu tudo o que permitiu que a natureza tivesse autonomia que a razão natural tivesse autonomia dólares natureza graça e temos dualismo de natureza e liberdade que hoje o pólo naturalista tem é dominado bastante ea resposta de acordo com doyle seria retomar a unidade bíblica de natureza e graça isso significa que não é possível a razão uma luz natural da razão sem a graça a racionalidade não funciona adequadamente não opera adequadamente sem a fé não existe um campo em que a razão natural suficiente e no outro campo é a fé que vale não existe isso se de fato jesus é o princípio do significado de todas as coisas logo se revelou na pessoa de jesus é o logos a partir do qual deus criou todas as coisas então não é possível uma compreensão do mundo pela luz natural da razão que seja independente de jesus na verdade até mesmo se um não tem fé não teve experiência com a graça mas ele tem algum traço de compreensão da realidade aquilo se deve a jesus mas é city de fato que não compreensão da realidade deve ser possível estabelecer uma conexão entre aquele conhecimento eo a visão é cristã das coisas o bom é que a gente pode fazer isso é uma análise das raízes nem a gente que dorme e apresenta das raízes da secularização mas o que a gente pode fazer para mudar esse quadro seguindo a proposta de rondônia a gente tem duas coisas para fazer na verdade está aí bem além de dois de equipe e vamos lá dele essas essa análise dos dois do alistas que governam há a relação de cristãos e não cristãos hoje no mundo contemporâneo mas o que a gente precisa desfazer o que a gente precisa refazer pra produzir uma de secularização da ciência ou seja é remover o tecido resistir a esse domínio da visão naturalista de mundo que tira todo o significado para a vida humana como é que a gente pode estabelecer uma resistência a esse domínio do naturalismo bom negativamente o que a gente precisa de fazer né a primeira coisa é desnaturalizar o secularismo a visão comum que os pecuarista tem hoje é de que a religião acrescenta alguma coisa a nossa experiência como seres humanos e os seculares o que ele faz é remover todo esse excesso de crenças que não são necessárias e ficar no que a gente poderia chamar de condição de phu né quer dizer seria a visão humana é sem nenhuma crença o preço posição religiosa sobre a sua experiência sem nenhuma influência de pressões filosóficos ou religiosos uma neutralidade né gente podia falar isso então secularismo nas no esforço de descrever as diversas religiões e particularmente o cristianismo o que está fazendo na verdade isso é curioso é que você vai assistir aulas de sociologia que vai ver isso o professor vai dizer que que as religiões elas naturalizam é a sua o seu próprio sistema simbólico né então as pessoas que vivem de um sistema religioso acham que a realidade é daquele jeito e aí vem o secularista e desnaturalizam né a religião e vai mostrar que a religião na verdade é esse acréscimo são os sistemas de significado que nos impomos aos fatos mas a gente não precisa necessariamente ficar preso nesse sistema significado agente livre disso aí e aí a gente vai ficar nessa condição neutra mas o que por exemplo de 11 mil bank num trabalho é publicado na década de 90 pelo jeito e teoria social está em uma segunda edição já dá blackwell ele foi publicado aqui pela loyola sido enganado e é uma coisa muito interessante que ele apresenta nesta obra dele é que boa parte desse esforço do pensamento social moderna é na verdade um esforço de naturalização da imagem secular de mundo exatamente aquilo que o secularismo estava fazendo com a religião e de outro lado né o que estava fazendo a respeito de si mesmo de afirmar que existir essa condição de fogo e essa neutralidade e através da ciência você atingir isso então a gente precisa dizer por assim dizer é que o rei está nu né na verdade todo o projeto de de teoria social e de e particularmente a sociologia diria ele envolve uma tentativa de substituir religião né então a gente viu isso laico em continuar mas a gente está vendo isso agora com alan de botton ramos e que anda acompanhando a ideia do aluno de botão de construir um templo do ateísmo lá em londres o hit doc ficou meio bravo com esse projeto né porque a alegação dele aqui ah ah ah o ateísmo é uma visão secular como assim que a gente vai aprender as religiões para uma espiritualidade tema espiritualidade mas o ala de botão te dizer isso e está claramente mostrando que o ateísmo é uma alternativa religião e não é uma condição de neutralidade é um é um outro termo a gente tem desnaturalizar o secularismo que pode se fazer para isso além do que o trabalho como do jong-il band mostrará incoerência entre humanista secular actividade científica uma coisa importante pra nessa direção e outra coisa é o caráter contingente parasítico do humanismo circular por exemplo o fato de várias categorias seculares terem sido emprestados do cristianismo isso é uma coisa muito interessante o ideal de liberdade é uma sequela secularização da visão cristã de liberdade e é muito interessante você buscar essas raízes e mostrarem colocar pra fora eu vou citar aqui o trabalho de ao implante gum não sei quem viu esse livro e leitura imprescindível acabou de sair do forno é religião ciência naturalismo onde onde está o conflito onde o conflito realmente se encontra e respondendo a afirmação de que a religião tem em conflito com o naturalismo perdão com a ciência ao implante que vai alegar neste livro e muito interessante o resultado que é o naturalismo que tem a oposição a ciência que em contradição interna consciência eu vou citar um trecho do livro jamais para o final quando ele fala sobre o naturalismo é nesse capítulo pretendo argumentar que a despeito da concordância superficial entre naturalismo e ciência despedir todas as reivindicações de que a ciência implica o requeiram o suporto confirma o comporta bem o naturalismo o fato é que ciência naturalismo não se encaixam de forma alguma o fato é que há um profundo desajuste uma profunda discórdia e um profundo conflito entre o naturalismo eficiência e eu vou argumentar que existe um conflito profundo irremediável entre o naturalismo ea evolução e assim entre o naturalismo ea ciência meu argumento não é de que a teoria sente não é minha luta não é exatamente contra a teoria científica da evolução nem que pretendo apresentar um argumento com a conclusão de que a evolução não guiada não poderia produzir criaturas com o sistema de produção de crenças confiável eu duvido muito que isso seja possível mas o que eu quero argumentar é que o naturalismo está em conflito com a evolução que é um dos principais pilares da ciência contemporânea e o conflito em questão não é o conflito sobre os dois serem verdadeiros ao mesmo tempo ou seja não é de que haveria uma contradição é antes de que não se pode sensível sensivelmente aceitar aceitar os dois ao mesmo tempo então aí quem já conhece alguma coisa da obra do plantio já sabe que isso aqui é o argumento revolucionário contra o naturalismo que ele vem desenvolvendo já tem algum tempo para mostrar que é é se o o naturalismo for verdadeiro nós não podemos saber que ele é verdadeiro e consequentemente não podemos nem saber se houve ou não um processo evolucionário não podemos confiar nas nossas experiências cognitivas como acessos de fato a realidade mas ao mesmo tempo se você quiser manter a teoria da evolução tem que ter uma visão mais positiva da experiência cognitiva e isso é impossível do ponto de vista naturalista então conclusão dele é que o único lugar onde o o evolucionismo poderia florescer bem seria dentro do território cristão fora do templo cristão ele não funcionaria então isso é um exemplo interessante dessa atividade é mostrar que a relação entre ciência e naturalismo é contingente a ciência não precisa do naturalismo esse tipo de esforço é particularmente significativo para convencer os cientistas não só sentia cristãos mais outros que é possível fazer ciência de descontado o ideal moderno a respeito do homem positivamente que a gente precisaria fazer é corrigir a imagem da natureza reconstruir a visão da própria actividade científica e proporcionar um contexto humano real eu vou falar um pouquinho sobre cada um desses três primeiro corrigir a imagem é da natureza então isso eu acho que é uma necessidade muito grande hoje no meio no meio cristão é a questão da relação da ana empresa criada com deus que é o tema próprio do que a gente chama de teologia natural o lugar do homem e das ciências humanas na nossa visão da natureza criada ea nossa visão sobre a natureza não humana ou a criação não humana de forma geral e eu tô tomando aqui natureza criação como a mesma coisa nesse ponto além disso essa correção da relação dos cristãos com a natureza precisa levar a uma mudança geral na relação com a criação e eu acho que esse é o ponto crítico corrigir a imagem de natureza não é só a gente tem uma visão teórica adequada sobre a natureza como criação mas a nossa relação com a criação tem que ser alterada isso envolve os aspectos teóricos a gente tem que ter realmente uma visão de como esse universo surgiu como está estruturado mas além disso entra a questão da da nossa relação moral com a natureza então há por exemplo nas questões de moralidade virtude na relação com a natureza é animal ea questão estética também da nossa experiência de mundo o nosso sentimento do mundo é é uma mudança muito mais completa completa que a gente precisa eu acho que vale a pena citar um exemplo interessante é que rhodolfo lado lab chamou a atenção disso pra mim como o franciscanismo teve um impacto muito forte do início do método empírico isso foi muito importante para o desenvolvimento da ciência depois é do do renascimento a visão sacramental de são francisco sobre a natureza estimulou o interesse em pico e naturalístico então ela tem vários várias figuras importantes talvez a mais famosa seja o roger bacon que foi um dos pioneiros das ciências experimentais com essa visão de positivo em relação à natureza esse amor à natureza e essa percepção da glória de deus na natureza como parte do sistema teológico e da espiritualidade dos franciscanos conduziu alimentou uma disposição de interesse científico prévia e coreano não era ainda que ele aquela visão de um controle é da natureza e isso vai demorar um pouco para sul d então isso é interessante a mudança na imagem da natureza você vê a natureza de outro jeito e aí vem a questão de perceber os sinais da glória de deus na natureza mas a questão não é simplesmente que você tem um bom argumento do design por exemplo para dizer que a complexidade que a gente vê num certo fenômeno natural é um sinal divino a questão é mais profunda como é que você experimenta a sua relação com a natureza quando se abre a janela de manhã o que você vê o que vc vê simplesmente um mundo sem significado ou você percebe a glória de deus refugiado através das coisas ou para usar a linguagem do davi acho que se as coisas são luminosas para você ou o como a gente já se falava muito abrisse as coisas são translúcidas pra você então essa mudança na experiência da natureza criada que precisa acontecer no nosso caso porque a gente a nossa separação de natureza e graça que a gente viveu no meio cristão ela não envolve apenas a uma falta de valorização das atividades terrenas não é só esse o problema é uma incapacidade de reconhecer a graça de deus penetrando e sustentando a ordem natural e o maior sinal de que essa percepção foi perdida é a falta de gratidão na nossa experiência é como cristãos não só gratidão em relação a atos evidentemente sobrenaturais mas a gratidão com respeito às coisas ordinárias a capacidade de reconhecer os sinais da graça de deus no dia a dia no ordinário na própria criação eu tenho recomendado muitas vezes eu não sei quem pensou nisso mais um mais um dos recursos apologéticos que eu tenho considerado mais importantes do país com toda honestidade eu falei sobre isso nossa música brasileira é têm sido as letras do stênio eu não sei quem já parou para examinar mas elas refletem muitas vezes essa percepção de um controle não somente o controle soberano de deus na criação mas a a demonstração da graça de deus e do amor de deus nas contingências nas coisas ordinárias dos relacionamentos humanos da nossa visão da natureza a beleza que existe na natureza é como um sinal divino então é eu recomendaria isso na verdade essa atividade e corrigir a imagem da natureza não é só uma coisa de ciência não não é só coisa de ciência é uma questão que envolve pensamento teórico envolve a nossa ética na relação com a natureza envolvem nosso interesse estético também a outra coisa aí sim a gente precisa também reconstruir a imagem da ciência e uma das coisas que definitivamente precisa mudar a idéia de que a ciência seja neutra que ela seja feita só de fatos brutos e as nossas teorias têm na ação desses fatos brutos a gente tem uma filosofia cristã da ciência que mostra o lugar das posições que mostra o elemento fiducial na atividade científica que é uma coisa que o michael pollan ne infelizmente não tem coisas traduzidas dele ainda mas é o é uma necessidade que a gente tem e vamos ver quem faz esse primeiro né da vida alguém tem que fazer isso é é preciso reconstruir a nossa é a visão da da ciência e outra coisa fazer a incorporação vocacional né mas eu fico incomodado com isso quando eu sou pastor também eu estou falando da minha experiência eu vivi isso sei que muitos vivem isso muitas vezes o pastor ele está preocupado com os dons espirituais com o chamado dos membros da igreja mas o chamado é alguma coisa que vão fazer lá na igreja esse é o chamado que vão fazer lá na comunidade e eu quero que você pensa nessa pergunta que eu vou fazer quantas vezes você se preocupou em buscar identificar e alimentar as vocações científicas da sua igreja o mero fato de nós não fazemos isso é uma prova de que nós realmente vemos o investidor a 'lista de natureza graça isso é extremamente incomum é procura vai procurar livros sobre o departamento infantil sobre como fazer missão é evangelizar urbano sobre ministério de louvor da igreja sobre administração eclesiástica isso tudo quanto é coisa de gay vai encontrar mas cadê aquele livro como identificar as vocações a gente fica da sua igreja cadê esse livro nós estamos na era da ciência na era do conhecimento onde está esse livro eu não estou perguntando de livros sobre criação e evolução eu perguntando como pastor vai encontrar as vocações científicas da igreja dele e alimentar não tem porque não tem porque a nossa relação com a ciência com a natureza é doentia é pobre enquanto de enfrentar isso nós não vamos decolar como um movimento cristão é realmente pobre e observe uma incorporação vocacional dada ciência e aí tem que construir a imagem que quer ser um cientista que forma isso glorifica a deus qual seria a importância disso para a comunidade e tudo isso tem que ser pensado terceiro proporcionar um contexto humano real depois que eu pus a imagem fique pensando não era tão real né a vontade que fosse real mas é desculpa o momento trek é mas é o que eu quero dizer com o contexto humano real é uma comunidade né a comunidade está vivendo junto caminhando é viajando né fazendo a sua jornada então é necessário um contexto de relacionamento o que acontecia relacionamento da comunidade científica comunidade intelectual cristã você tem que eu sei o pastor muita gente preocupada em casa né casar os meninos da igreja casar as irmãs muitas vezes quinta cabeça né passou como é caso das irmãs mas tem outras coisas tem que fazer tem que casar o intelectual cristão com o outro o professor cristão com o outro no sentido cristão com o outro tem que costurar vínculos comunitários e às vezes 20 estão em outra igreja então a gente tem que se preocupar com isso se não tiver a comunidade intelectual cristão lá fora uma comunidade de cientistas cristãos que não sigam juntos só para discutir teoria não mas para orar para discutir problemas de política de departamento que só eles entendem e tem as lutas deles lá alguém tem que ajudar nisso esse problema de oração também então é necessário proporcionar um contexto humano real para o cientista cristão se sentir na sua vocação servindo a deus é química fazendo não é enfim a gente tem três áreas então bom resumindo a gente tem algo para desfazer que essa relação essa naturalização do secularismo tem algo para dissolver aí e por outro lado tem algo para construir reconstruir essa nossa relação com a natureza mas aí vem a teologia natural é ela poderia ajudar de alguma forma aí né não no primeiro desse ponto o primeiro desses pontos que é a reconstrução da imagem da natureza com a teologia natural é na verdade uma coisa muito antiga as raízes estão lá no pensamento grego mas na sua forma cristã clássica é a gente deve isso agostinho eo é perdão a tomás de aquino e eu vou citar um trecho aqui de tomás de aquino da sua conta gente isso quando o que pra você professamos sobre deus a verdade tem uma forma dupla algumas verdades sobre deus recebem toda a habilidade da razão humana assim é verdade que deus entre uno mas algumas verdades que a razão natural é capaz de alcançar também assim é verdade que deus existe ele é um e outras como estas de fato tais verdades sobre deus tem sido aprovadas demonstrativamente pelos filósofos guiados pela luz da razão natural então é isso gente é um exemplo clássico daquele dualismo de natureza e graça que eu citei então a fé é o meio para a gente receber a revelação especial revelação residente no sobrenatural e através da fé a gente conhece essas verdades que não dá para descobrir pela razão natural mas há uma série de verdade que a razão natural da conta é suficiente a luz natural das razões suficientes e aí a gente usa é isso aí inclusive a gente pode recolher elementos é que em contrapartida a razão natural integrar com a nossa tecnologia mas essa visão foi muito criticada pelos reformadores você está aqui um trecho de r bava em que é um teólogo cristão do movimento reformador é o principal do movimento neo calvinista holandês companheiro de bancada você está aqui um trechinho dele do volume 1 da dogmática a reforma assumiu essa distinção entre a revelação natural e sobrenatural mas ao mesmo tempo atribuiu em princípio um significado muito diferente ela os reformadores assumiram uma revelação de deus na natureza mas a mente humana estaria tão obscurecido pelo pecado tensão que os seres humanos não poderiam conhecer e compreender corretamente essa revelação eram necessários assim duas coisas que deus novamente incluísse na revelação especial as verdades que em si mesmo são cognoscíveis natureza primeiro lugar segundo que os seres humanos a fim de perceber e novamente a deus na natureza fossem primeiro iluminados pelo espírito de deus para compreender a revelação geral de deus na natureza a revelação especial de deus nas sagradas escrituras era subjetivamente necessário a qual foi apropriadamente comparada por calvino com óculos e o olho da fé era subjetivamente necessário aos seres humanos para que vissem a deus também nas obras das suas mãos igualmente importante é a mudança introduzida pela reforma na forma como revelação natural era vista a revelação sobrenatural não significava em primeiro lugar pensam que ela pertencia a uma outra ordem que ultrapassava mesmo intelecto dos homens sem pecado dos anjos ou seja uma informação que não é acessível questão não é essa antes essa revelação era sobrenatural primariamente por que sedia os pensamentos e desejos dos seres humanos pecaminosos assim na reforma teologia natural perdeu toda sua autonomia racional ela não foi mais tratada separadamente mas incorporada na doutrina da fé cristã então vejam a negação da autonomia da da teologia natural está ligada a essa visão de que a natureza não funciona sozinha sem a graça não existe rasgos natural da razão capaz de chegar a deus sem a graça você precisa da revelação da graça pra que a sua visão da natureza seja adequada e outros cristãos mais recentemente tem tem se oposto à essa é o projeto então um clássico é ao implante casa é a objeção reformada teologia natural é um texto foi publicado na década de 80 onde ele vai alegar que a herança natural seria basicamente é desnecessária e seria inadequada e talvez até ser impossível inclusive possivelmente ele tenta é fazer depois um argumento antológico ele usa evidências te isso joguei me disse recentemente que abandonou o projeto do argumento odontológico foi jonas que me disse foi outra pessoa é mais e então o plano chega coloca é se esse problema o que os cristãos não precisam de detê-los natural para saber que deus existe ele sabe disso por causa do testemunho interno do espírito santo que é uma fonte cognitiva e e é possível ter uma crença é assegurada obviamente básica sem a necessidade de de argumentos e tudo mais por outro lado se você basear sua fé em argumentos argumentos são falhos então isso é um processo perigoso há argumentos terroristas não são suficientes para dar segurança epistêmica então talvez seja melhor não fazer teologia natural é então muito católico tenta responder isso é um opção clássica é que introduziu mais uma discussão muito mais antiga que alguns ouvido falar do debate de cal bate com emil brunet dois teólogos dialéticos e o m bruno e teria escrito é alguma coisa defendendo a teologia natural existência de um ponto de contato da revelação com o homem na sua condição natural então kalbach escreve o livro pessoal fala que o título do livro elogia contido mais curto é não nine e nesse nesse livreto ele eu busco ele rejeita completamente a ideia de que haveria um ponto de contato quando você diz que tem um ponto de contato para o homem recebeu o evangelho e da autonomia pra ele que ele comece a habitar aquele ponto de contato nem por assim dizer começa a achar que ele tem condições de conhecer a deus de dizer quem é quem deus é por conta própria pela sua razão natural e isso seria muito perigoso porque aí o homem tem essa capacidade de criar ídolos ele faz uma teologia natural mas o deus que ele demonstra a sua teologia natural na verdade um livro aí você vem com a revelação cristã depois ela não faz sentido daquela formulação e o cara não recebe a relação especial então é o homem natural deve ter nenhum tipo de autonomia deve ele deve ter nenhum tipo de autoconfiança com respeito à sua capacidade de conhecer a deus bom existe fundamento para essa suspeita da teologia natural eu vou citar alguns problemas aqui rapidamente uma acusação antiga contra teologia natural clássica de tomás era de que é essa visão eu testei isso ontem no rapidamente às perguntas é na verdade a a visão intelectualista de deus que tomás de aquino e teria herdado do aristotelismo acabou sendo comunicada também para a antropologia filosófica com a visão do homem como um ser basicamente racional e isso teria levado a uma perda segundo rehman dono teria levado a uma perda da une da percepção da unidade do homem porque não dá pra você resumiu traçar todas a toda a riqueza da experiência humana a mente racional é a racionalidade não dá conta de tudo que a gente é então quando você diz que o ser humano é racional então os outros aspectos da vida humana passam a ser considerados como secundários para a nossa identidade humana então o ser humano não é essencialmente razão a racionalidade uma função do homem é pascal dizia isso disse pascal pugilista que o coração tem diversas funções uma delas é a razão mas tem outras tem a intuição dos números têm intuição do espaço é tenha tem os sentimentos essas são as outras razões que a razão desconhece na isso não é frase romântica na e será parte da filosofia dele então o ser humano na sua seu centro pessoal ele tenha racionalidade com uma característica mas ele não é isso exatamente ele esse é uma das suas dimensões apenas mas não intelectualista deus é um centro de pensamento o homem é um espírito racional que que tem uma forma corporal e isso acaba distorcendo antropologia cristã outro problema e que surgiu de lançamento hoje natural é a chamada teologia a teologia natural clássica inglês ou na época chamada de teologia física é é foi um esforço de tentar demonstrar a partir do conhecimento científico da época a existência ea realidade de deus eo vários cientistas cristãos importante se envolveram com isso com o robert boyle que foi né é um dos mais importantes e eram cientista genial e também um cristão genuíno e pouco antes de morrer ele fez uma doação pra afundar as boias lexus é que é uma série de palestras pra argumentar pela realidade de deus pela existência de deus isso durou até 1732 mas como muita gente observou aos poucos as palestras das palestras boy foram se tornando heterodoxas consumir aqui enfim elas foram se tornando heterodoxas é por exemplo alguns é dos palestrantes e defende a existência de deus mas se existe uma visão mecanicista do universo o universo é basicamente uma máquina que funciona sozinho deus botou pra funcionar então foi fosse isso foi alimentando uma visão de estar respeito à relação de deus com a natureza que deus não interfere não fica botando a mão e depois mundo pra funcionar ele um cérebro projetista racional fez o mundo e não interfere não fique deferindo mundo alguns eram praticamente the stars e havia também arianos não é por causa dessa visão racionalista de deus na relação de deus com o mundo começar a negatividade jesus possibilidade encarnação e então jesus seria só um homem o profeta que jeito que deus escolheu e não podia ser o próprio filho de deus encarnado que se quebrar a estrutura da máquina cósmica então é algo isso começou a gerar uma quase uma competição entre a teologia da igreja ea religião natural e teologia da religião natural que elas e teologia dos dos cientistas que era uma teologia racionalista de um universo mecânico e até hoje natural nesse momento ela começou ajudando pois complicou william pela e pegou a analogia mecânica aplicou essa analogia mecânica na biologia a partir da sua obra teologia natural de 1794 é e mas o uso dessa o emprego dessa analogia mecânica tomada da teologia física antiga na na na análise da natureza e gerou um sério problema quando davi apareceu apontando é dentro da sua teoria sem entrar no mérito da questão mas se apontando a quantidade de desperdício que tem o fato de ter espécies distintas por exemplo que esses bichos vieram fazendo mundo aparecer e desaparecer como assim e é mas também há há há um elemento dinâmico né na criação hamuta transformação que acontece na natureza quer dizer o mesmo mecanismo totalmente articulado fechado como é que tem essa dinâmica histórica que o mecanismo é fácil botar para funcionar ele é estático está sempre do mesmo jeito a percepção de que talvez a natureza tivesse uma história e que a natureza no passado tiver sido de alguma forma diferente do que ela é hoje a mera sugestão disso já trazia uma grave suspeita sobre o mecanismo porque o mecanismo para funcionar exige universitat cué o relógio e fez botou lá funcionando acabou sendo fica mudando o relógio se a natureza teve uma história então a analogia mecânica não é boa para descrever a natureza e e de fato o problema é que o qualquer biólogo hoje vai apontar é que o mecanismo é muito problemática escrever processos biológicos analogia do mecanismo e o davi em como as corro e outros também é como eles associavam a crença em deus com a visão desse deus desse universo é mecânico então a percepção de que talvez se a natureza não seja um mecanismo levou a uma crise de fé e aí algumas pessoas vão fazer essa ligação antes de davi de 11 reuniu já tinha dito isso está no livro dele a é a idéia de uma universidade eu ele foi publicado em um volume maior em português é nenhuma ideia de uma universidade por universidade do sul mas é em um trecho lá que ele fala antes devem aparecer que tem uma coisa errada com essa tecnologia é física do pai lei dos outros autores é ele dizer alguma coisa assim surpreendente vejam só senhores permitindo que chamo a vossa atenção para esse ponto digo que a teologia física não pode pela própria natureza da questão dizemos uma só palavra referente ao cristianismo não pode absolutamente ser cristã no sentido verdadeiro afirmação radical né confesso apesar do quanto se possa dizer em seu favor que sempre via tecnologia física com confiança uma religião ou teologia física é o próprio evangelho de muitas pessoas da escola física e portanto por mais verdadeiro que ele tem assim sob as circunstâncias é um falso evangelho metade da verdade é falsidade el afirmações duras né na verdade honra mínimo quando escreveu isso se já eram é tinha convertido do anglicanismo ao catolicismo mas vejo que há suspeita de que o deus da teologia natural mecanicista não era o deus cristão tava lá antes devem aparecer então faz todo sentido quando david perde a fé nesse deus da teologia natural anterior e mais talvez não é que deus fosse isso que ele pensava então nós temos outros problemas na teologia filosofia existencialista é um outro exemplo de teologia natural estudei muito pensamento tiles e perceber isso como a ontologia filosófica se torna a regra de fé e passa a controlar a nossa interpretação da trilogia clássica e ele desenvolve toda aquela teoria do símbolo religioso para permitir uma leitura alegórica da tradição cristã porque aí assim segundo ele seria possível correlacionar religião bíblica em odontologia filosófica foi particularmente o tema mil de estudos lá no na unesp é e cada vez que o quanto mais o estudante vai ficando claro pra mim que é esse tipo de exigência é agora que na verdade é uma é uma incorporação do da linguagem das formas de comunicação do cristianismo mas sobre um ponto de partido religioso completamente distinto na verdade a ontologia filosófica antologia existencial é que a mensagem e não há e não um símbolo religioso e daí o que a gente chama de misticismo tema semântico né você fala de ressurreição de cru de um deus pessoal mas isso é um símbolo de experiências existenciais não é que a ressurreição aconteceu de fato mas a gente precisa continuar usando esses termos teológicos tradicionais e e aí o time este ano típico ele tem essa ilusão de que ele ainda está no cristianismo porque ele está usando a linguagem clássica do cristianismo e isso não é verdade de forma alguma né porque o conteúdo de fato a antologia existencial derivada de schelin é outra história outro construção é então é isso tudo aparece que favorece o que o bate disse né será verdade então que que é a tecnologia a teologia natural produzir esse tipo de distorção eu vou leu a situação uma situação aqui do bate nós não falamos sobre deus à luz dos resultados de qualquer auto conhecimento auto estimativa da razão humana da existência não falamos com referência a quaisquer observações e conclusões com respeito às leis de ordenanças que regem a natureza história humana certamente não falamos com relação a qualquer disposição religiosa própria do homem há apenas uma revelação e essa revelação a revelação da aliança da vontade original e básica de deus a revelação em jesus cristo a parte de jesus cristo e sem ele não podemos dizer coisa alguma sobre deus e sobre o homem sobre as relações de um com o outro então qual é o temor na verdade barth é que esse estilo de teologia natural também é possível que aquilo que a gente enxerga para nós mesmos a nossa consciência antropólogo seja projetado no céu o que você acha que você deve ser como ser humano se torna um ponto de referência para você conseguir construir uma imagem de quem deus é e aí você mistura fund antropologia é e com o com tecnologia então a revelação vem para resgatar o homem da prisão da sua imaginação da prisão de imaginar deus e dizer que deus é a partir das luz natural da razão porque na verdade como está em romanos 1 se houve essa corrupção do pecado a gente vai criar ídolos quando a gente tentar imaginar que deus é por nossa própria conta então o problema é que a teologia natural classicamente pressupõe que a natureza tem um consciente de soberania de liberdade à parte da graça ea razão natural tem uma autonomia parte da graça a gente pode dizer que deus é primeiro com a razão natural e depois é juntar à fé cristã com isso e isso é problemático eu não importa o que você pensa sobre qual baixo nesse ponto ea preocupação dele a preocupação evangélica ainda que a ruptura ali que ele fez de de graça de outra forma de graça natureza tenha sido violenta então aí vem a pergunta do chefe é a natureza de volta graça ou afirmação de chefe natureza quando se deixa autônoma de volta graças a ela que também na teologia natural ela devora a graça então se a gente fizer teologia natural a gente dança é a teologia natural vai engolir as categorias teológicas como aconteceu é no escotismo como aconteceu na era clássica da teologia natural inglesa como aconteceu aqui na teologia apologética alemã é isso não tem outro jeito de fazer teologia natural então existe uma proposta mais recente de teologia natural que eu quero recomendar que eu acho que é muito interessante é é uma proposta que foi introduzida tá ficando mais publica agora pelo trabalho de ali ser fã kroeff que é um teólogo é e falar que a nova teologia natural inglesa mas isso torna-se escocesa uma creche é irlandesa é mais mas ele o magrebe diz que está na tradição da teologia e da tecnologia inglesa e está em atividade hoje escreveu uma biografia sobre tomas tolerância e também é usa muito as obras de tons do seu trabalho para o próprio torna-se foi o tradutor um dos principais tradutores da obra do bardo para a língua inglesa e aí muita gente falar nem o cheiro de neuton xxi mas na verdade torna-se fácil o trabalho começa com uma crítica ao pensamento de karl barth e particularmente nesse ponto ele vai retomar o debate de combate com um amigo bruno e vai vai negar que a teologia natural seja inviável e não o que a gente não pode fazer uma teologia natural autônoma mas a gente se a gente não tentar buscar uma autonomia da razão e fizer é essa teologia natural a partir do todo da revelação cristã na sua plenitude então por que não com o problema disso a gente está firmando um senhorio de jesus sobretudo no fim então é o torna se introduz uma reconstrução nessa nem o argumento de debate e de magarefe é continua nesse trabalho reflexivo é eu preciso dizer que isso que esse pessoal está tentando fazer já já tinha sido elaborado de um outro jeito naturalmente nem com outros metais também já tinha sido elaborado no contexto do do pensamento reformado holandesa e também do pensamento reformado preço posicional na américa do norte então é por isso você se você lê essa literatura vai perceber ponto de contato muito interessantes que vale a pena considerar então vou citar um trechinho aqui desse livro que são as que foram lexus é uma série de palestras muito famosa de de palestras sobre pelo g natural e eu vou citar um trecho dela aqui nós já estamos acabando a abordagem de teologia natural proposta nesse volume tem um considerável potencial projetco a natureza é aqui interpretada como um segredo aberto uma entidade publicamente acessível cujo verdadeiro sentido é conhecido apenas do ponto de vista da fé cristã ela isso não se apoia no entanto sobre uma tentativa de provar a existência de deus a partir da observação da natureza mas da capacidade da cosmovisão cristã de compreender o que é observado incluindo a capacidade humana de dar sentido às coisas a fecundidade exploratória do cristianismo é afirmada naquilo que têm ressonância com o que é observado eu creio no cristianismo como creio que o sol nasce não apenas porque eu vejo mas porque através dele vejo tudo mais essas palavras de cs lewis no seu paper ea teologia seu artigo é teologia poesia apresenta uma visão cristã de que a crença em deus ilumina o panorama intelectual permitindo que as coisas sejam vistas na perspectiva verdadeira na sua coerência interna para que a sua coerência interna de realidade seja apreciada nessa abordagem apologética está baseada na ressonância da cord cosmovisão e observação então eu estou fazendo essa situação porque veja que mudança que acontece a questão deixa de ser a gente mostrar a realidade de deus vou provar deus a partir da natureza a questão é mostrar para o cristão qual o significado cristão da natureza como é que o cristão deve ver natureza como é que ele deve se relacionar com a natureza a questão não é meramente provar do outro lado para os não cristãos a existência de deus a partida dada a natureza a questão é nós reconhecemos o significado cristão da natureza significado cristológico inclusive da natureza é eu vou vou citar um trecho aqui vou fechar com a citação de colossenses capítulo 2 que quiserem acompanhar a gente não desenvolveu nenhum momento aqui a questão das bases bíblicas teológicas pra isso né mas é eu recomendaria fortemente um estudo com esse olhar da carta aos colossenses veja só colossenses 2 gostaria pois que soubesses com grande luta vem mantendo por voz pelos lounges em si porquanto estão viram face a face para que o coração dele seja confortado e vinculado em amor e eles tenham toda a riqueza da forte convicção do entendimento para compreenderem plenamente o mistério de deus cristo em quem todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento estão ocultos assim digo para que ninguém vos engane com raciocínios falazes pois embora ausente quanto ao corpo contudo em espírito estou convosco alegrando me e verificando a vossa boa ordem ea firmeza da vossa fé em cristo ora como receber se a cristo jesus o senhor se andar nele nele radicados edificados e confirmados na fetal como fostes instruídos crescendo em ações de graças cuidado que ninguém vos ver enredar com sua filosofia e vãs sutilezas conforme a tradição dos homens conforme os rendimentos do mundo e não segundo cristo porque nele habita corporalmente a plenitude da divindade também nele estais aperfeiçoados então o que eu quero na verdade puxar a partir desse texto essa idéia de que jesus é o centro da criação centro da redenção está lá em consenso capítulo 11 muito claro e todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento não apenas o conhecimento das das coisas sobrenaturais da graça da obra salvadora de cristo e da obra do espírito santo mas todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento estão culto nem ocultos nele existe nada no universo que não têm uma conexão com jesus está lá muito claro no capítulo 1 então a idéia nesse projeto teologia natural seria de dar ou encontrar um significado cristão da natureza incorporar a ciência na vocação cristã então vejo que é um projeto diferente questão não encontrar deus não é exatamente a partir da descoberta de deus em jesus compreender novamente a estrutura da natureza de que forma a natureza dá testemunho desse jesus do cristianismo então conhecer a natureza à luz da sua relação com cristo é que é de fato conhecer a natureza então a teologia natural não é pra descobrir deus na natureza mas é pra compreender a estrutura o significado da natureza a partir do deus que a gente conhece em jesus é isso aí muito obrigado [Aplausos]