O PROBLEMA DO MAL | JONAS MADUREIRA
01/06/2020O PROBLEMA DO MAL | JONAS MADUREIRA
Fonte: Edições Vida Nova
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e deixa eu conversar com uma citação de um livro muito importante escrito por um autor escritor russo dostoiévski fiódor dostoiévski um livro bem interessante chamado crime e castigo e ela apenas se ergueu de leve o braço esquerdo livre nem de longe até o rosto e o esticou devagarinho na direção dele como se o afastar-se mas o golpe foi direto no crânio de lâmina e de uma só vez abriu toda a parte superior da testa chegando quase as tampas e ela desabou o raskolnikov estava quase desnorteado agarrou-lhe a trouxa lagoa e correu para ante a sala o pavor se apoderava dele cada vez mais principalmente depois desse segundo assassinato totalmente inesperado é assim que dostoiévski descreve a cena do segundo assassinato inesperado de raskólnikov o protagonista de crime e castigo numa ultrapassagem bastante curiosa de um livro de um ensaio escrito por cauê as perns foi o primeiro ensaio diga-se de passagem aqui no primeiro ensaio produzido por um filósofo alemão logo depois dos eventos da segunda guerra mundial então ele faz uma espécie de autocrítica daquilo que os alemães em especial os nazis eu tinha de alguma forma é feito a com relação à a humanidade sobretudo por conta da perseguição aos judeus né então esse livro chama-se a questão da culpa ele faz uma análise da alemanha e o nazismo e lá pelas tantas ele diz algo que tem muito a ver com que a gente acabou de observar a dor dostoiévski ele diz assim a algo insolúvel na existência humana que sempre obriga a se chegar a uma decisão com o uso é de violência é o que explica a violência o que explica essa força que coloca os seres humanos em decisões as mais violentas as mais brutas as mais inexplicáveis em outras palavras de onde vem essa força destruidora esse vulcão esse ímpeto de destruição que parece entrar em erupção constantemente quando nós diante das mais diversas circunstâncias não nos controlarmos o suficiente e sem freio nenhum para nossa maldade simplesmente damos vazão a ela e a nossa reflexão de hoje é sobre o mal mas não é só sobre esse mal né só sobre o mal que os filósofos chamam de mal moral esse mal que surge dessa força incontrolável essa violência que cale a super diz que é insolúvel ela está dentro de nós a pergunta não é como a gente elimina pergunta o que a gente faz com ela já que este não tem como destruir lá mas não é só esse mal moral que se explica por essa força vulcânica dentro do ser humano mas o mal natural catastrophes como por exemplo terremotos e como por exemplo maremotos ou como uma pandemia por causa que estamos inclusive vendo nos nossos últimos dias males que não conseguimos explicar com base numa teoria da liberdade humana por exemplo como alguns para tentar resolver o problema do mal moral acabam reduzindo o mau o problema do mal a uma questão meramente moral e aí colocam a solução para o problema do mal pelo viés da teoria da liberdade humana mas a teoria da liberdade humana ela responde às indagações feitas a partir do problema referente ao mal moral mas como explicar pela teoria da liberdade humana males incontroláveis como por exemplo uma tempestade como por exemplo chão que se abre como por exemplo uma pandemia como a gente explica esses males que não são decorrentes da liberdade humana o uso da liberdade humana o daquilo que se convencionou chamar a liberdade humana parece que o problema do mal seja ele natural seja ele moral como os filósofos costumam dizer o mal é sempre aquilo que bavinck chamou de o peso o fardo mais pesado que o ser humano tem de carregar até o último fôlego de sua vida a pergunta é porque me essa questão que envolve o problema do mal é uma questão que a meu ver ele é uma das mais importantes e se você já leu esse livro eu espero que você já tenha lido e a você vai descobrir que o capítulo que eu dedico um trabalho sobre a questão do mal é o capítulo de número 3 o capítulo que a gente deu o nome de o deus humilhado e nesse capítulo nós dedicamos boa parte dos nossos esforços intelectuais para lidar com a questão do problema do mal se você é simplesmente visualmente abrir o livro você vai ver que o cá todos os capítulos é certo este capítulo todos os demais tem o mesmo padrão a mesma quantidade bem aproximada de páginas mas o terceiro capítulo que trata do problema do mal ele é o dobro do tamanho dos outros capítulos ele fica exatamente no centro do livro e eu coloquei o problema do mal no centro do livro e não foi à toa existe uma questão não só lógica mais uma questão também estética na colocação do problema do mal no meio do livro e não nomeando o problema do mal como problema do mal mas nomeando o problema do mal a partir do viés teológico do deus humilhado é a muita coisa para ser dita aqui e eu vou apenas priorizar aqueles pontos importantes para nossa discussão principalmente para as nossas a nossa interação com perguntas e respostas daqui a pouco mais algumas coisas eu gostaria de dizer primeiro por quê que eu dei tanta atenção ao problema do mal porque eu entendo que de todos os problemas que são levantados filosoficamente para os cristãos lidar em mesmo problemas como a fé ea ciência a questão da relação entre o cristianismo e cultura cristã o cristianismo e artificialismo e cinema cristianismo e mundo dos negócios cristianismo e as várias interfaces de diálogo da visão cristã de mundo com a realidade que nos cerca eu acho que de todos os pontos e as questões que são levantadas e que colocam os cristãos numa espécie de tribunal de inquisição inclusive lá no sentido de dar as razões da sua fé e da plausibilidade da sua fé gira em torno do quase que basicamente acerca da questão do mal a questão do mal sempre foi formulado o problema do mal sempre foi formulado pelo menos a gente aprende isso com lactâncio que é que recupera de epicuro grande filósofo mar que deu o nome da escola e figurinista na e que formulou pela primeira vez do ponto de vista formal o problema do mal entendendo-se da seguinte forma a se o mal existe então deus não pode ser tudo bondoso e todo e ao mesmo tempo então as três afirmações elas não podem ser constituídas num conjunto de afirmações ao mesmo tempo porque o deus é todo-poderoso e o mal existindo ele não seria todo bondoso porque sendo todo poderoso ele venceria o mal mas se ele é todo poderoso e ele não vence o mal então ele não pode ser um deus bom ele seria portanto um deus mau ou contrário se deus é todo bondoso e o mal existe é lógico que ele nessa perspectiva não poderia ser bom não poderia ser todo-poderoso porque ele sendo bondoso e tendo todo o poder ele simplesmente destruir a uma ao no entanto se existe o mal que ele não é nem todo bondoso nem todo poderoso ele é um deus fraco e um deus mau ninguém poderia adorar um deus assim então sobraria apenas uma quarta alternativa que é justamente alternativa que os que é de que deus é todo-poderoso deus é todo bondoso mas se o mal existe como explicar essas três afirmações ao mesmo tempo então diante da racionalidade o problema do mal se apresenta como um falso dilema e aqui eu queria explicitar a fonte principal dessa discussão no livro que é deus a liberdade e o mal do alvo implante que esse livro me ajudou muito eu acho que é um clássico já na discussão sobre o problema do mal não tem como a gente entrar nessa discussão sem lidar com as questões que o planta levantou aqui por incrível que pareça se você já foi ou esse livro você provavelmente vai enfrentar dificuldades porque é um livro denso mas ao mesmo tempo é de uma clareza o problema é complexo não tem jeito não tem como você dar um como problema lógico do mal e achar que o problema lógico do mal é um problema simples e se resolver não não é ele tem a sua complexidade a planta já fez questão de oferecer para gente um trabalho extremamente claro preciso e nesse pequeno tratado ele apresentou uma distinção que nos ajudou muito e eu vou explicar essa distinção para mostrar por que que nos ajudou muito ele ofereceu duas alternativas para lidar com o problema do mal uma alternativa seria a alternativa é digamos assim pastoral e a outra alternativa o tratamento lógico digamos assim então o tratamento lógico e filosófico é aquele que vai tentar analisar o problema do mal e mostrar se do ponto de vista lógico o problema do mal reflete um dilema real ou falso dilema esse é o falso dilema então os cristãos tem aval lógico para acreditar no deus todo-poderoso todo bondoso e a despeito da existência do mal no entanto existe uma a mensagem que abordagem pastoral sobre o problema do mal que não tem a ver necessariamente com a questão lógica racional que envolve o problema do mal mas tem a ver com a nossa apreciação do problema do mal e aqui eu preciso abrir uma nota de rodapé bem rápida dizendo para dizer exatamente o que o problema do mal para nós do ponto de vista emocional do ponto de vista do sentimento ele não pode ser desprezado principalmente porque deus é tratado e deve ser tratado novamente pela doutrina cristã que ele tá falando aqui é altamente no contexto cristão de um dogma cristão deus é tratado como uma pessoa e por ser tratado como uma pessoa e não como primeiro motor imóvel por exemplo uma máquina uma força uma causa que simplesmente é impessoal essa questão simplesmente não faria o menor sentido simplesmente somos o resultado de uma série de cadeias de causas e efeitos e ponto final mas não é esse o caso se não acreditam nisso os cristãos acreditam que o mundo ele sequer é causada e os que estão são explícitos em dizer que deus é o criador isso imprimir mais do que deus como causa existe intencionalidade existe provisão existe direcionamento existe uma dimensão estética mais do ponto de vista do sentimento do que do ponto de vista da beleza por exemplo então quando você abri-la crítica da razão pura de kant você vai ver que a primeira parte de vai se dedicar as pessoas racionais depois ele vai se dedicar as questões estéticas estética ali não tem a ver com que ele vai tratar por exemplo na na crítica da faculdade do juízo que ele vai tratar do juízo do gosto da estética da o que é belo ali ele tá falando do estético quanto a esses a esses no grego é sentimento aquilo que tem a ver com a sensação com as nossas capacidades sensoriais eu estou voltando aqui nesse aspecto do problema do mal a questão lógica ela vai jogar um papel fundamental para atlântica mas a questão pastoral e vai dizer o seguinte é um problema emocional e como a gente trata deus como uma pessoa a nossa discussão não vai ser sobre a racionalidade ou não do problema do mal a nossa discussão mais sobre as motivações porque deus permite que a gente passa por aqui por pelo pelas situações tão adversas e o que é mais complicado para gente ver hoje no ambiente tão secularizado que a gente tá e com pastores muito muito influenciados pelo secularismo sequer o problema de deus já está aparecendo antigamente aos cinco dez anos atrás a gente vê aí os pastores que tinham para parece que um pezinho ainda no dogma cristão por que tentavam pelo menos sustentar a doutrina do deus amoroso ainda que abrindo mão da doutrina do deus todo-poderoso então acontecer uma catástrofe como por exemplo uma tsunami ele já questionavam será que deixa todo poderoso será que deus é todo mundo potente hoje hoje a gente está diante de uma pandemia e as questões teológicas simplesmente importam desses pastores outra esses pensadores as questões se reduziram a simplesmente posições políticos são posições políticas são simplesmente questões da ordem política e o mal já não é mais tratado com a sua densidade teológica que é o que a gente tenta recuperar nesse capítulo mostrando que de um lado plantinga vai dar para gente uma solução digamos assim uma solução não mas ele vai apresentar para gente uma refutação é daquele argumento que diz que os cristãos não teriam lavar o lógico para acreditar no seu deus que é todo-poderoso é amoroso justamente por causa existência do mal uma vez que num conjunto de afirmações deus todo-poderoso o deus todo amoroso e o mal existe entraria em contradição então que plantinha vai mostrar que não há contradição nenhuma nesses termos que a contradição do ponto de vista que é dada por um ateu por exemplo que de alguma forma tentar mostrar que o problema do mal é apresenta um dilema é na verdade o falso dilema uma contradição ela é sempre quando uma afirmação ela nega ela nega a si mesma por exemplo eu não estou aqui por exemplo eu acabei de entrar em contradição porque eu estou aqui e ao mesmo tempo estou afirmando que eu não estou aqui então a contradição a negação ea afirmação daquilo que foi posto imagine que não há nenhuma contradição nessas três fases a deusa todo poderoso deus é todo amoroso e o mal existe então do ponto de vista lógico atlântica vai mostrar com muita facilidade que não existe contradição nisso que o cristão não é irracional por acreditar que deus o todo-poderoso todo bondoso ele que o mal existe então onde está o problema o problema está do outro lado que é o ponto que o plantinha não quer tratar neste livro plante a dizer sou só preocupado com problema lógico do mal e ele deixou o problema pastoral para um para outras pessoas como por exemplo pastores envolvidos com pessoas que estão enfrentando dilemas por conta dos males que ela sofrem então os pastores precisam de alguma forma encontrar um argumento pastoral para o problema do mal e o que eu ofereci nesse livro no capítulo 3 tinha como principal objetivo um argumento pastoral para o problema do mal é óbvio que eu não vou repisar aquilo que o pancinha já fez o planta já fez e fez muito bem e não tem como a pessoa tá mesmo tempo que o que acrescentar o que ele já fez mas do ponto de vista pastoral nós enxergamos que há uma dificuldade hoje então muitos cristãos acham inclusive que para lidar com o problema do mal pessoas que estão sofrendo por causa das das tragédias se você explicar o dilema do mal e dizer que do ponto de vista lógico não era uma contradição elas estariam cumprindo a missão delas elas estariam cumprindo uma apologética cristã a oferecendo apenas a possi bilidade lógica e elas continuarem crendo no deus todo-poderoso e toda amoroso é desfeito pelo do mal só que quando as pessoas estão sobre tragédia sobre a influência do mal a primeira coisa que some da mente delas exatamente esse conjunto de crenças elas parecem que são atravessadas por dúvidas elas são atravessadas por insegurança oi e aí que nós muitas vezes perdemos a mão porque queremos oferecer argumentos lógicos quando na verdade precisaríamos oferecer argumentos pastorais daí a ideia de uma apologética pastoral matologia ética que visa tratar não a questão lógica do problema do mal mas a questão emocional o que eu faço quando eu sinto que deus me abandonou ó o que eu faço quando eu sinto que minhas orações não são atendidas por deus pior o que eu faço se todas as vezes que eu oro imagino deus como o meu maior inimigo como aquele que não quer a minha felicidade que não quero meu bem e que vive 24 horas pensando mil maneiras de me destruir a apologética pastoral e ela não vai abrir mão da racionalidade é mas ela vai lidar com uma questão relacionada ao mistério e aqui o mistério é importante porque existe duas maneiras de você encarar o mistério e o ar se superou ele faz essa distinção que já está presente por exemplo um importante estudioso a do dilema do mal que é a life it's life sem 1710m forma memória de publicou a sua teodicéia quero o que é matheus de céu maneira de justificar porque deus é bom amoroso a despeito do mal existir então a assisto lembra essa discussão que já estava já era no século 18 abordada por lines por lá blitz e que é tratava uma distinção de mistério que não pode acho pode perder de vista uma um sentido de mistério escapista sabe aquele que por exemplo a trindade é um mistério então por isso não preciso da trindade esse tipo de argumento tá fora aqui do jogo a gente não tá falando desse mistério a gente tá falando o curso ao ministério como um escapismo do problema do mal ou dos problemas digamos assim espinhosos da doutrina cristã ministério para gente aqui tem a ver com outro sentido aquele que lhe blitz diz e que as estou traz novamente para o nosso contexto que ela entendimento do mistério como algo supra racional e não como algo e racional o mistério não como afirmação do irracional por isso eu creio mais um mistério do isso é super racional e não tenho nenhuma razão para não crer simplesmente porque estou diante de algo que me é impossível de compreender então o capítulo 3 inteligência humilhada desenvolve o ceticismo com base no entendimento de que é possível a gente os nossos próprios recursos entender um dos motivos de deus nos permite passar por situações tão difíceis segunda coisa importante além do ministério o mar uma apologética pastoral ela precisa se munir de algo que não seja os mesmos recursos que a lógica usa que são os princípios lógicos na preciso identidade o princípio do terceiro excluído e princípio da não-contradição seus princípios lógicos servem para lógica servem para filosofia é mas apologética pastoral ela que não vai para entende dessas coisas mas vai usar de outras ferramentas quando estiver diante de alguém que não está perturbado por causa de uma questão lógica que envolve a problema do mal mas porque ela está preocupada na sua relação com deus justamente porque o seu problema não é lógico seu problema emocional porque deus fez isso comigo oi e aí não só o mistério joga papel fundamental importante para essa apologética pastoral mas o recurso a um instrumento mais importante que o a projeta nessas condições pastorais ele vai demandar que é as escrituras e as escrituras nos forneceram um material extremamente importante extremamente importante e um caminho para lidar com o problema do mal que a chamada de lamentação a lamentação que a gente tem nos salmos e que a vivência da lamentação é aquilo que a gente chamou de oração suja oração suja que a oração a ideia do sujo é ideia ali metafórico tá gente mas a ideia da oração suja é a ideia do quanto ela nos causa vergonha se você tá limpinho você olha e ninguém vai achar que o que que você tá falando besteira é mas a oração suja aquela que a gente faz sem vergonha preta suja então a gente acha que essas orações devem ser banidas e as escrituras não baniram as orações sujas elas nos ensinaram a fazer oração e sujas e uma oração suja para que ela seja em primeiro lugar oração ela não pode perder a fé não pode ser ação de alguém que perdeu sua fé quando jesus estava pendurado no madeiro e ele lembrou de um salmos de lamentação que começa dizendo deus meu deus meu por que me abandonaste não está pendurado no madeiro um ateu com crise filosófica com relação ao problema do mal dizendo poxa me encarnei aqui né e o senhor não não temos um ateu pendurado no madeiro que perdeu a sua fé a existir no madeiro filho de deus em bebê sido da sua fidelidade fervor a deus porque ele não diz porque me abandonaste mas por que só diz porque me abandonaste depois de ter dito deus meu deus mel um rolamento é diferente da murmuração que é a oração de pessoas que perderam a fé oração de pessoas que não conseguem mais confiar em deus e que por isso perderam contentamento a alimentação é uma duração que se faz a deus mas acompanhada das nossas questões deus não nos baniu da sua presença e jamais nos banir a da sua presença porque temos questões porque nós temos dúvidas com porque nós estamos nos sentindo preteridos esquecidos abandonados por deus apologética pastoral conta com a lamentação porque ela entende que a lamentação é o meio que deus deu para que seu povo possa abrir seu coração e dizer para deus tudo aquilo que a gente está pensando e que ele já sabe então duas coisas são importantes para esse problema para essa questão da apologética pastoral a noção de mistério não como algo irracional mas como algo para além da nossa razão ea recuperação da recuperação da lamentação que nos tira aquele olhar tempestuoso aquele olhar sabe de de superioridade o brasil diante de uma pessoa que está sucumbindo diante da dor do sofrimento e que questiona a deus de uma maneira não adequada com os termos que a gente gostaria de falar com deus rolamento tá aí com uma maneira de a gente poder não resolver o problema do mal lógico do mal mas uma maneira de a gente lidar com a nossa angústia interior nós vamos fazer um breve intervalo esse intervalo vai durar exatamente o tempo que for necessário e logo depois desse intervalo a gente vai voltar para responder perguntas questões na volta do intervalo eu quero indicar dois livros que podem ajudar bastante na tarefa da apologética pastoral em especial aqueles que como eu não só se interessam pela questão filosófica do problema do mal porque vão lidar com apologética pública vão lidar com ateus vão lidar com gente que não crê em deus bom e que vai levantar questões espinhosas para a fé cristã mas eu estou me dirigindo especialmente aqueles que como eu não só lidam com a esfera pública mas lidam com a esfera eclesiástica lidam com dia a dia dos irmãos na igreja com relação ao problema do mal