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A fé vem pelo ouvir

O PROBLEMA DO MAL | JONAS MADUREIRA

O PROBLEMA DO MAL | JONAS MADUREIRA




Fonte: Edições Vida Nova

Legendas automáticas:

e deixa eu conversar com uma citação de
um livro muito importante escrito por um
autor escritor russo dostoiévski fiódor
dostoiévski um livro bem interessante
chamado crime e castigo
e ela apenas se ergueu de leve o braço
esquerdo livre nem de longe até o rosto
e o esticou devagarinho na direção dele
como se o afastar-se mas o golpe foi
direto no crânio de lâmina e de uma só
vez abriu toda a parte superior da testa
chegando quase as tampas e ela desabou
o raskolnikov estava quase desnorteado
agarrou-lhe a trouxa lagoa e correu para
ante a sala o pavor se apoderava dele
cada vez mais principalmente depois
desse segundo assassinato totalmente
inesperado é assim que dostoiévski
descreve a cena do segundo assassinato
inesperado de raskólnikov o protagonista
de crime e castigo numa ultrapassagem
bastante curiosa de um livro de um
ensaio escrito por cauê as perns foi o
primeiro ensaio diga-se de passagem aqui
no primeiro ensaio produzido por um
filósofo alemão logo depois dos eventos
da segunda guerra mundial então ele faz
uma espécie de autocrítica daquilo que
os alemães em especial os nazis
eu tinha de alguma forma é feito a com
relação à a humanidade sobretudo por
conta da perseguição aos judeus né então
esse livro chama-se a questão da culpa
ele faz uma análise da alemanha e o
nazismo e lá pelas tantas ele diz algo
que tem muito a ver com que a gente
acabou de observar a dor dostoiévski ele
diz assim a algo insolúvel na existência
humana que sempre obriga a se chegar a
uma decisão com o uso
é de violência
é o que explica a violência o que
explica essa força que coloca os seres
humanos em decisões as mais violentas as
mais brutas as mais inexplicáveis em
outras palavras de onde vem essa força
destruidora esse vulcão esse ímpeto de
destruição que parece entrar em erupção
constantemente quando nós diante das
mais diversas circunstâncias não nos
controlarmos o suficiente e sem freio
nenhum para nossa maldade simplesmente
damos vazão a ela
e a nossa reflexão de hoje é sobre o mal
mas não é só sobre esse mal né só sobre
o mal que os filósofos chamam de mal
moral esse mal que surge dessa força
incontrolável essa violência que cale a
super diz que é insolúvel ela está
dentro de nós a pergunta não é como a
gente elimina pergunta o que a gente faz
com ela já que este não tem como
destruir lá mas não é só esse mal moral
que se explica por essa força vulcânica
dentro do ser humano mas o mal natural
catastrophes como por exemplo terremotos
e como por exemplo maremotos ou como uma
pandemia por causa que estamos inclusive
vendo nos nossos últimos dias males que
não conseguimos explicar com base numa
teoria da liberdade humana por exemplo
como alguns para tentar resolver o
problema do mal moral acabam reduzindo o
mau o problema do mal a uma questão
meramente moral e aí colocam a solução
para o problema do mal pelo viés da
teoria da liberdade humana mas a teoria
da liberdade humana ela responde às
indagações feitas a partir do problema
referente ao mal moral mas como explicar
pela teoria da liberdade humana males
incontroláveis como por exemplo uma
tempestade como por exemplo chão que se
abre como por exemplo uma pandemia como
a gente explica esses males que não são
decorrentes da liberdade humana
o uso da liberdade humana o daquilo que
se convencionou chamar a liberdade
humana parece que o problema do mal seja
ele natural seja ele moral como os
filósofos costumam dizer o mal é sempre
aquilo que bavinck chamou de o peso o
fardo mais pesado que o ser humano tem
de carregar até o último fôlego de sua
vida a pergunta é porque me essa questão
que envolve o problema do mal é uma
questão que a meu ver ele é uma das mais
importantes e se você já leu esse livro
eu espero que você já tenha lido
e a você vai descobrir que o capítulo
que eu dedico um trabalho sobre a
questão do mal é o capítulo de número 3
o capítulo que a gente deu o nome de o
deus humilhado e nesse capítulo nós
dedicamos boa parte dos nossos esforços
intelectuais para lidar com a questão do
problema do mal se você é simplesmente
visualmente abrir o livro você vai ver
que o cá todos os capítulos é certo este
capítulo todos os demais tem o mesmo
padrão a mesma quantidade bem aproximada
de páginas mas o terceiro capítulo que
trata do problema do mal ele é o dobro
do tamanho dos outros capítulos ele fica
exatamente no centro do livro e eu
coloquei o problema do mal no centro do
livro
e não foi à toa existe uma questão não
só lógica mais uma questão também
estética na colocação do problema do mal
no meio do livro e não nomeando o
problema do mal como problema do mal mas
nomeando o problema do mal a partir do
viés teológico do deus humilhado é a
muita coisa para ser dita aqui e eu vou
apenas priorizar aqueles pontos
importantes para nossa discussão
principalmente para as nossas a nossa
interação com perguntas e respostas
daqui a pouco mais algumas coisas eu
gostaria de dizer primeiro por quê que
eu dei tanta atenção ao problema do mal
porque eu entendo que de todos os
problemas que são levantados
filosoficamente para os cristãos lidar
em mesmo problemas como a fé ea ciência
a questão da relação entre o
cristianismo e cultura cristã
o cristianismo e artificialismo e cinema
cristianismo e mundo dos negócios
cristianismo e as várias interfaces de
diálogo da visão cristã de mundo com a
realidade que nos cerca eu acho que de
todos os pontos e as questões que são
levantadas e que colocam os cristãos
numa espécie de tribunal de inquisição
inclusive lá no sentido de dar as razões
da sua fé e da plausibilidade da sua fé
gira em torno do quase que basicamente
acerca da questão do mal a questão do
mal sempre foi formulado o problema do
mal sempre foi formulado pelo menos a
gente aprende isso com lactâncio que é
que recupera de epicuro grande filósofo
mar que deu o nome da escola e
figurinista na e que formulou pela
primeira vez do ponto de vista formal o
problema do mal entendendo-se da
seguinte forma a se o mal existe então
deus não pode ser tudo bondoso e todo
e ao mesmo tempo então as três
afirmações elas não podem ser
constituídas num conjunto de afirmações
ao mesmo tempo porque o deus é
todo-poderoso e o mal existindo ele não
seria todo bondoso porque sendo todo
poderoso ele venceria o mal mas se ele é
todo poderoso e ele não vence o mal
então ele não pode ser um deus bom ele
seria portanto um deus mau ou contrário
se deus é todo bondoso e o mal existe é
lógico que ele nessa perspectiva não
poderia ser bom não poderia ser
todo-poderoso porque ele sendo bondoso e
tendo todo o poder ele simplesmente
destruir a uma ao no entanto se existe o
mal que ele não é nem todo bondoso nem
todo poderoso ele é um deus fraco e um
deus mau ninguém poderia adorar um deus
assim então sobraria apenas uma quarta
alternativa que é justamente alternativa
que os que
é de que deus é todo-poderoso deus é
todo bondoso mas se o mal existe como
explicar essas três afirmações ao mesmo
tempo então diante da racionalidade o
problema do mal se apresenta como um
falso dilema e aqui eu queria explicitar
a fonte principal dessa discussão no
livro que é deus a liberdade e o mal do
alvo implante que esse livro me ajudou
muito eu acho que é um clássico já na
discussão sobre o problema do mal não
tem como a gente entrar nessa discussão
sem lidar com as questões que o planta
levantou aqui por incrível que pareça se
você já foi ou esse livro você
provavelmente vai enfrentar dificuldades
porque é um livro denso mas ao mesmo
tempo é de uma clareza o problema é
complexo não tem jeito não tem como você
dar um como problema lógico do mal e
achar que o problema lógico do mal é um
problema simples e se resolver não não é
ele tem a sua complexidade
a planta já fez questão de oferecer para
gente um trabalho extremamente claro
preciso e nesse pequeno tratado ele
apresentou uma distinção que nos ajudou
muito e eu vou explicar essa distinção
para mostrar por que que nos ajudou
muito ele ofereceu duas alternativas
para lidar com o problema do mal uma
alternativa seria a alternativa é
digamos assim pastoral e a outra
alternativa o tratamento lógico digamos
assim então o tratamento lógico e
filosófico é aquele que vai tentar
analisar o problema do mal e mostrar se
do ponto de vista lógico o problema do
mal reflete um dilema real ou falso
dilema esse é o falso dilema então os
cristãos tem aval lógico para acreditar
no deus todo-poderoso todo bondoso e a
despeito da existência do mal no entanto
existe uma
a mensagem que abordagem pastoral sobre
o problema do mal que não tem a ver
necessariamente com a questão lógica
racional que envolve o problema do mal
mas tem a ver com a nossa apreciação do
problema do mal e aqui eu preciso abrir
uma nota de rodapé bem rápida dizendo
para dizer exatamente o que o problema
do mal para nós do ponto de vista
emocional do ponto de vista do
sentimento ele não pode ser desprezado
principalmente porque deus é tratado e
deve ser tratado novamente pela doutrina
cristã que ele tá falando aqui é
altamente no contexto cristão de um
dogma cristão deus é tratado como uma
pessoa e por ser tratado como uma pessoa
e não como primeiro motor imóvel por
exemplo uma máquina uma força uma causa
que simplesmente é impessoal essa
questão simplesmente não faria o menor
sentido simplesmente somos o resultado
de uma série de cadeias de causas e
efeitos e ponto final mas não é esse o
caso se não acreditam nisso os cristãos
acreditam que o mundo ele sequer é
causada
e os que estão são explícitos em dizer
que deus é o criador isso imprimir mais
do que deus como causa existe
intencionalidade existe provisão existe
direcionamento existe uma dimensão
estética mais do ponto de vista do
sentimento do que do ponto de vista da
beleza por exemplo então quando você
abri-la crítica da razão pura de kant
você vai ver que a primeira parte de vai
se dedicar as pessoas racionais depois
ele vai se dedicar as questões estéticas
estética ali não tem a ver com que ele
vai tratar por exemplo na na crítica da
faculdade do juízo que ele vai tratar do
juízo do gosto da estética da o que é
belo ali ele tá falando do estético
quanto a esses a esses no grego é
sentimento aquilo que tem a ver com a
sensação com as nossas capacidades
sensoriais
eu estou voltando aqui nesse aspecto do
problema do mal a questão lógica ela vai
jogar um papel fundamental para
atlântica mas a questão pastoral e vai
dizer o seguinte é um problema emocional
e como a gente trata deus como uma
pessoa a nossa discussão não vai ser
sobre a racionalidade ou não do problema
do mal a nossa discussão mais sobre as
motivações porque deus permite que a
gente passa por aqui por pelo pelas
situações tão adversas e o que é mais
complicado para gente ver hoje no
ambiente tão secularizado que a gente tá
e com pastores muito muito influenciados
pelo secularismo sequer o problema de
deus já está aparecendo antigamente aos
cinco dez anos atrás a gente vê aí os
pastores que tinham para parece que um
pezinho ainda no dogma cristão por que
tentavam pelo menos sustentar a doutrina
do deus amoroso ainda que abrindo mão da
doutrina do deus todo-poderoso então
acontecer uma catástrofe como por
exemplo uma tsunami ele já questionavam
será que deixa todo poderoso será que
deus é todo mundo potente hoje
hoje a gente está diante de uma pandemia
e as questões teológicas simplesmente
importam desses pastores outra esses
pensadores as questões se reduziram a
simplesmente posições políticos são
posições políticas são simplesmente
questões da ordem política e o mal já
não é mais tratado com a sua densidade
teológica que é o que a gente tenta
recuperar nesse capítulo mostrando que
de um lado plantinga vai dar para gente
uma solução digamos assim uma solução
não mas ele vai apresentar para gente
uma refutação
é daquele argumento que diz que os
cristãos não teriam lavar o lógico para
acreditar no seu deus que é
todo-poderoso é amoroso justamente por
causa existência do mal uma vez que num
conjunto de afirmações deus
todo-poderoso o deus todo amoroso e o
mal existe entraria em contradição então
que plantinha vai mostrar que não há
contradição nenhuma nesses termos que a
contradição do ponto de vista que é dada
por um ateu por exemplo que de alguma
forma tentar mostrar que o problema do
mal é apresenta um dilema é na verdade o
falso dilema uma contradição ela é
sempre quando uma afirmação ela nega ela
nega a si mesma por exemplo eu não estou
aqui por exemplo eu acabei de entrar em
contradição porque eu estou aqui e ao
mesmo tempo estou afirmando que eu não
estou aqui então a contradição a negação
ea afirmação daquilo que foi posto
imagine que não há nenhuma contradição
nessas três fases
a deusa todo poderoso deus é todo
amoroso e o mal existe então do ponto de
vista lógico atlântica vai mostrar com
muita facilidade que não existe
contradição nisso que o cristão não é
irracional por acreditar que deus o
todo-poderoso todo bondoso ele que o mal
existe então onde está o problema o
problema está do outro lado que é o
ponto que o plantinha não quer tratar
neste livro plante a dizer sou só
preocupado com problema lógico do mal e
ele deixou o problema pastoral para um
para outras pessoas como por exemplo
pastores envolvidos com pessoas que
estão enfrentando dilemas por conta dos
males que ela sofrem então os pastores
precisam de alguma forma encontrar um
argumento pastoral para o problema do
mal e o que eu ofereci nesse livro no
capítulo 3 tinha como principal objetivo
um argumento pastoral para o problema do
mal
é óbvio que eu não vou repisar aquilo
que o pancinha já fez o planta já fez e
fez muito bem e não tem como a pessoa tá
mesmo tempo que o que acrescentar o que
ele já fez mas do ponto de vista
pastoral nós enxergamos que há uma
dificuldade hoje então muitos cristãos
acham inclusive que para lidar com o
problema do mal pessoas que estão
sofrendo por causa das das tragédias se
você explicar o dilema do mal e dizer
que do ponto de vista lógico não era uma
contradição elas estariam cumprindo a
missão delas elas estariam cumprindo uma
apologética cristã a oferecendo apenas a
possi bilidade lógica e elas continuarem
crendo no deus todo-poderoso e toda
amoroso é desfeito pelo do mal só que
quando as pessoas estão sobre tragédia
sobre a influência do mal a primeira
coisa que some da mente delas exatamente
esse conjunto de crenças elas parecem
que são atravessadas por dúvidas elas
são atravessadas por insegurança
oi e aí que nós muitas vezes perdemos a
mão porque queremos oferecer argumentos
lógicos quando na verdade precisaríamos
oferecer argumentos pastorais daí a
ideia de uma apologética pastoral
matologia ética que visa tratar não a
questão lógica do problema do mal mas a
questão emocional o que eu faço quando
eu sinto que deus me abandonou ó o que
eu faço quando eu sinto que minhas
orações não são atendidas por deus pior
o que eu faço se todas as vezes que eu
oro imagino deus como o meu maior
inimigo como aquele que não quer a minha
felicidade que não quero meu bem e que
vive 24 horas pensando mil maneiras de
me destruir
a apologética pastoral
e ela não vai abrir mão da racionalidade
é mas ela vai lidar com uma questão
relacionada ao mistério e aqui o
mistério é importante porque existe duas
maneiras de você encarar o mistério e o
ar se superou ele faz essa distinção que
já está presente por exemplo um
importante estudioso a do dilema do mal
que é a life it's life sem 1710m forma
memória de publicou a sua teodicéia
quero o que é matheus de céu maneira de
justificar porque deus é bom amoroso a
despeito do mal existir então a assisto
lembra essa discussão que já estava já
era no século 18 abordada por lines por
lá blitz e que é tratava uma distinção
de mistério que não pode acho pode
perder de vista uma um sentido de
mistério escapista sabe aquele que por
exemplo a trindade é um mistério então
por isso não preciso da trindade esse
tipo de argumento tá fora aqui do jogo a
gente não tá falando desse mistério a
gente tá falando
o curso ao ministério como um escapismo
do problema do mal ou dos problemas
digamos assim espinhosos da doutrina
cristã ministério para gente aqui tem a
ver com outro sentido aquele que lhe
blitz diz e que as estou traz novamente
para o nosso contexto que ela
entendimento do mistério como algo supra
racional e não como algo e racional o
mistério não como afirmação do
irracional por isso eu creio mais um
mistério do isso é super racional e não
tenho nenhuma razão para não crer
simplesmente porque estou diante de algo
que me é impossível de compreender então
o capítulo 3 inteligência humilhada
desenvolve o ceticismo com base no
entendimento de que é possível a gente
os nossos próprios recursos entender
um dos motivos de deus nos permite
passar por situações tão difíceis
segunda coisa importante além do
ministério o mar uma apologética
pastoral ela precisa se munir de algo
que não seja os mesmos recursos que a
lógica usa que são os princípios lógicos
na preciso identidade o princípio do
terceiro excluído e princípio da
não-contradição seus princípios lógicos
servem para lógica servem para filosofia
é mas apologética pastoral ela que não
vai para entende dessas coisas mas vai
usar de outras ferramentas quando
estiver diante de alguém que não está
perturbado por causa de uma questão
lógica que envolve a problema do mal mas
porque ela está preocupada na sua
relação com deus justamente porque o seu
problema não é lógico seu problema
emocional porque deus fez isso comigo
oi e aí não só o mistério joga papel
fundamental importante para essa
apologética pastoral mas o recurso a um
instrumento mais importante que o a
projeta nessas condições pastorais ele
vai demandar que é as escrituras e as
escrituras nos forneceram um material
extremamente importante extremamente
importante e um caminho para lidar com o
problema do mal que a chamada de
lamentação a lamentação que a gente tem
nos salmos e que a vivência da
lamentação é aquilo que a gente chamou
de oração suja oração suja que a oração
a ideia do sujo é ideia ali metafórico
tá gente mas a ideia da oração suja é a
ideia do quanto ela nos causa vergonha
se você tá limpinho você olha e ninguém
vai achar que o que que você tá falando
besteira
é mas a oração suja aquela que a gente
faz sem vergonha preta suja então a
gente acha que essas orações devem ser
banidas e as escrituras não baniram as
orações sujas elas nos ensinaram a fazer
oração e sujas e uma oração suja para
que ela seja em primeiro lugar oração
ela não pode perder a fé não pode ser
ação de alguém que perdeu sua fé quando
jesus estava pendurado no madeiro
e ele lembrou de um salmos de lamentação
que começa dizendo deus meu deus meu por
que me abandonaste não está pendurado no
madeiro um ateu com crise filosófica com
relação ao problema do mal dizendo poxa
me encarnei aqui né e o senhor não não
temos um ateu pendurado no madeiro que
perdeu a sua fé
a existir no madeiro filho de deus em
bebê sido da sua fidelidade fervor a
deus porque ele não diz porque me
abandonaste mas por que só diz porque me
abandonaste depois de ter dito deus meu
deus mel
um rolamento é diferente da murmuração
que é a oração de pessoas que perderam a
fé oração de pessoas que não conseguem
mais confiar em deus e que por isso
perderam contentamento
a alimentação é uma duração que se faz a
deus mas acompanhada das nossas questões
deus não nos baniu da sua presença e
jamais nos banir a da sua presença
porque temos questões porque nós temos
dúvidas com porque nós estamos nos
sentindo preteridos esquecidos
abandonados por deus apologética
pastoral conta com a lamentação porque
ela entende que a lamentação é o meio
que deus deu para que seu povo possa
abrir seu coração e dizer para deus tudo
aquilo que a gente está pensando e que
ele já sabe então duas coisas são
importantes para esse problema para essa
questão da apologética pastoral a noção
de mistério não como algo irracional mas
como algo para além da nossa razão ea
recuperação da recuperação da lamentação
que nos tira aquele olhar tempestuoso
aquele olhar sabe de de superioridade
o brasil diante de uma pessoa que está
sucumbindo diante da dor do sofrimento e
que questiona a deus de uma maneira não
adequada com os termos que a gente
gostaria de falar com deus rolamento tá
aí com uma maneira de a gente poder não
resolver o problema do mal lógico do mal
mas uma maneira de a gente lidar com a
nossa angústia interior nós vamos fazer
um breve intervalo esse intervalo vai
durar exatamente o tempo que for
necessário e logo depois desse intervalo
a gente vai voltar para responder
perguntas questões na volta do intervalo
eu quero indicar dois livros que podem
ajudar bastante na tarefa da apologética
pastoral em especial aqueles que como eu
não só se interessam pela questão
filosófica do problema do mal porque vão
lidar com apologética pública vão lidar
com ateus vão lidar com gente que não
crê em deus
bom e que vai levantar questões
espinhosas para a fé cristã mas eu estou
me dirigindo especialmente aqueles que
como eu não só lidam com a esfera
pública mas lidam com a esfera
eclesiástica lidam com dia a dia dos
irmãos na igreja com relação ao problema
do mal