Racismo e Injustiça | com Luiz Sayão, Dilean Melo, Anderson Yan e Jeferson Chagas | IBNU
08/07/2020Racismo e Injustiça | com Luiz Sayão, Dilean Melo, Anderson Yan e Jeferson Chagas | IBNU
Fonte: IB Nações Unidas
Legendas automáticas:
e aí é muito boa noite estamos aqui na ibm iniciando a nossa live tão importante nesta noite sobre racismo e injustiça aí bem um fio uma comunidade saudável para uma cidade de um brasil mundo melhor e que sempre está discutindo a questões pertinentes à nossa realidade como gente que faz parte da comunidade do contexto social e enxerga a sua caminhada a luz das orientações que a gente tem na proposta das escrituras na proposta de jesus de nazaré e nessa noite nós estamos muito contentes e felizes temos alguns convidados especiais que estão conosco e eles vão fazer parte da nossa live começando aqui inicialmente apresentando o nosso querido e eles são pagas jefferson está directamente de lisboa e portugal jefferson doutora phd engenharia pega-pega de também em estudos teológicos voltados para compreensão do islamismo no salt western baptist theological seminary nos estados unidos jefferson boa noite um prazer muito grande ter você com a gente aqui já já você vai ter a palavra aí para cumprimentar todo mundo a e também temos conosco aqui o nosso amigo anderson aí anderson é que a está terminando seu doutorado o senhor pega de estudos bíblicos na área de antigo testamento no king's college na inglaterra o anderson tem informação inicial né na área de administração hoteleira aí também é um dos nossos convidados especiais desta e discutirmos esse tema que é pertinente a nossa realidade social e também conosco aqui pastor me professor a de leandro de leandro mello ele é diretor do seminário batista do litoral né ligada aqui associação batista ali a com a sua formação em teologia pelo seminário bíblico palavra da vida aí hoje está também fazendo seu mestrado ligada ao salvo western teológico bfc minério muito boa noite a todos e eu começaria aí pedindo uma palavra de saudação primeiro do jefferson depois do anderson e demian depois falando também que ele representa também um uma um grupo específico dentro da e beryl nessa noite boa noite jefferson oi boa noite boa noite a todos da família e benil ea todos que estão assistindo a gente é um prazer tá aqui e com certeza esse assunto é uma de uma relevância muito grande né então estou muito feliz aí obrigado pelo pelo convite aí ó oi anderson boa noite todo mundo eu agradeço o convite bom rever o saião depois de tantos anos boa noite pessoal da e bill e para todos os ouvintes para discutir ser tema muito importante para rever o levante para nossa fé é muito bem boa noite de leandro boa noite boa noite saiam jefferson anderson boa noite todos vocês estão nos ouvindo eu representa aqui hoje o ministério integre que é o ministério dos jovens da renew que está fazendo parte dessa live hoje vamos estão interagindo com os nossos convidados fazendo as perguntas e você pode então participar das alarme de uma forma bem ativa ou seja você pode nos enviar as perguntas pelo chat do nosso da nossa live então aqui no nosso youtube você envia as perguntas a respeito desse tema que nós vamos participar na partilhar essas perguntas com jefferson com o anderson para que eles possam então responder a sua pergunta aqui ao vivo então essa nossa parte aqui do ministério entregue e também vamos aqui participar desse tempo se saiam muito bem a excelente e dizendo a todos também que não apoio direto aí a temos a suzy lee e o jônatas rio de janeiro que estão a não apoio da nossa transmissão e acompanhamento da nossa lagrimas muito bem olha essa questão é do racismo é um tema absolutamente significativo e pertinente que na verdade eu tenho uma história muito longa e recentemente por causa de acontecimentos que se deram nos estados unidos ganhou uma repercussão mundial e a gente tem visto e acompanhado esse cenário em diversas situações né e de fato nós temos o problema de minorias discriminadas tratadas de maneira diferente problemas de conflitos até mesmo étnicos isso não é uma realidade somente brasileiro mas acontece né em vários lugares o que conhece aí né sabe muito bem como isso funciona eu acho muito importante até com a gente os nossos convidados hoje porque que o jefferson não tem experiência de ter morado na ásia é entanto no contexto de falar mandarim como no contexto de falar ah demorou também na áfrica morou nos estados unidos o jefferson tem uma experiência muito significativa o anderson também é de uma família de descendentes de imigrantes né que vem do contexto de fala mandarim taiwanesa e que mora somente na inglaterra inglaterra não faz tanto tempo um brasileiro foi confundido lá com uma outra pessoa né jean charles de menezes e acabou falecendo é no episódio muito triste e portanto o assunto é assim mas vamos lá a jefferson só tem um problema eu converso com algumas pessoas e quando a gente trata do tema do racismo inclusive alguns grupos diz assim ah esse negócio é muito mimimi o negócio não é bem assim não o pessoal fica a 12 negócio porque não existe racismo né existe talvez uma pessoa é outra assim tá na cabeça da pessoa que se sente ofendida né e como é que é você é enxerga isso dessa maneira racismo é uma realidade da sociedade por exemplo brasileira e até europeia e americana que que você pode dizer para os nossos participantes aí que estão em sintonia com a gente o amor novamente boa noite delma realidade isso aí ó lá o racismo ele ele é real é nós observamos é as pessoas hoje no brasil é tem uma dentro dessa equação a classe social não tem como não né não está presente nessa nessa equação mas é uma grande realidade hoje o que a gente vê é dentro do do eu passei algum tempo nos estados unidos e e aí você nota a própria história vive no texas você nossa própria história né dele não faz muito tempo né em que as pessoas estavam ali com a bíblia aberta numa mão e chicote e o chicote no outro né é e até hoje quando você ver muitas situações da polícia esses dias mesmo eu vi um vídeo de uma o jonson de um negro americano ele estava parado no local que talvez causar se alguma dúvida próximo a um bar se não me engano e uma uma danceteria alguma coisa assim chegaram três policiais e prenderam ele e aí pediram o documento eles são extremamente agressivos e quando um dos policiais né caucasiana branco pegou o documento ele na hora a reação dele foi é se estamos com problema porque o rapaz ele era do sbi né e aí ele chegou e pediu nela por favor você pede perto dos eu quero sou documentos o documento a forma que vocês fizerem não é a forma correta e os seus superior a superior chegou e né então foi um negócio bem constrangedor e ele estava simplesmente sentado talvez aguardando alguém né ele foi abordado de uma forma uma eu quero fazer independente da raça né da pessoa então é uma realidade lá é uma realidade no brasil também a gente tem visto muitas muitos casos de racismo nos últimos anos agora o que a gente vê saiam é que existe uma polarização também existe um uma um exagero o relação a essas políticas extremas né que aí é uma coisa que eu tenho dificuldade né gente vai falar mais tarde mas às vezes eu eu lembro que eu sou da época eu estudei numa escola do estado né primeiro a minha escola e os de na escola na escola do estado né e até 8ª série naquela época nós não tínhamos alguns problemas como tem hoje né as pessoas brincavam falavam e não tinha esse tom tão como tá hoje né mas eu me lembro que eu sou chamar vou o cabelo de fogo né quando alguém era ruivo né aí a pessoa assim ou negão né na forma eu o pai me chamava se meu pai me chamava ou amigão tudo bom como é que você tá eu chamo meu irmão assim hoje parece que se você fala isso já gera todo um extremismo também e que você já tem essa dificuldade os trapalhões por exemplo se não tava vendo os pedaços dos trapalhões que há remédio alcinha eu mussum o mussum tava com pé de pato lá e o e o dedé foi brincar com ele né isso aí é algo que não é nenhum conteúdo de racismo mais hoje a turma da polarização também pega essas coisas aí então você tem eu não sei se lhes tópico né mas eu lamento muito que algumas coisas hoje entrou por um expõe o extremismo também né mas mas também eu entendo o grito eu entendo o grito do negro eu só não consigo entender essas questões né de extremismo né mas a necessidade sim te levantar o tema ea gente vai para isso muito bem muito obrigado pela sua a separação anderson tem gente que acha que racismo é uma coisa exclusivo né do contexto a dos negros ou como se diz nos estados unidos e afro-americanos você concorda que existe racismo será que racismo acontece em gente com gente que vem do contexto asiático que não está dentro do perfil né caucasiano o branco europeu que que você pode nos dizer e obrigado senhor eu acho que e não dá para comparar né colocar nas mesmas proporções né com o que aconteceu na história do brasil nos estados unidos né mas tem sim pessoalmente agora em tempo de pandemia né com pessoal asiático né sair do muitas vezes atacado aqui eu não tive tanto esse problema sei lá mas eu percebo assim muito conhecidos nos estados unidos que tem sofrido esses ataques né anderson o anderson falando isso aí eu lembrei eu tava fazendo uma pesquisa lá nos estados unidos sobre as primeiras as primeiras ondas né de imigrantes chineses estaria aula sobre isso acabei esquecendo isso fala sobre isso que é legal então importante muito o fisco né os primeiros imigrantes chineses eles não tinham autorização para trazer suas esposas na eles tinham que é praticamente um trabalho quase que escravo né para construir a estrada de ferro lá nos estados unidos então tinha até um nome né que eles chamavam de pele amarela né o pessoal tinha é aquela região de são francisco era bem forte também né e aí surgiu o pai natal naquela região também é eu uma coisa que eu tenho lembro eu vi algumas fotos na pesquisa que eu tava fazendo do locais assim muito claro os restaurantes locais proibida a entrada de chineses né era proibido e outra coisa que eu tenho disso aqui em portugal saiam a os restaurantes chineses né agora que abriu um pouquinho mais aqui então toda semana a gente vai no no restaurante chinês é anti gosta muito da comida chinesa e se gostaram então vazios né então hoje e ele ele as pessoas acham que todos chinês hoje tem o triângulo colônia de de corona do vírus não potencial propagador de vírus né eu lembro quando eu acho que eu não lembro assim a idade certa sem mas acho que era mais ou menos uma faixa dos 8 anos né eu eu também fui numa estudei numa escola pública né e a professora chegou falou assim ah chinês come cachorro né então eu tinha aquelas piadas ali já vou sair do zap e bom então é interessante é observar isso né porque eu achei eu poderia dizer o seguinte que eu tenho uma certa facilidade de observar isso de perto por duas razões uma porque eu sempre tive um contato próximo tanto com negros como com a pessoas de origem asiática e as pessoas se sentiram a liberdade de falar absurdos para mim né então me lembro do ditados assim absurda e pegou no caso do oriental ninguém faz distinção entre chinês japonês coreano taiwan anéis para todos todo mundo é um tipo de japonês diferente né eu eu ouvi frases assim horríveis né eu vi frases horríveis sobre árabes ouvir frases horríveis sobretudo deus sobre negro negro é sujo o nego inferior ele tem que realmente apanhar porque é um povo desse jeito o judeu é bandido ele tá roubando todo mundo árabe se ele vai em vista a o chinês e japonês o que eu vi seguinte ou você mata ele antes ou eles matam você porque é um povo traiçoeiro e perverso então eu queria dizer isso com bastante clareza porque eu encontro eu sei que existe como jefferson mencionou aí um pouco de uma reação extrema que tem um encaminhamento político diferente né mas eu experimentei de perto e vídeo perto situações realmente absurda aí eu também morei nos estados unidos e eu percebi muito claramente assim eu como tem um biotipo mais sem perfil europeu raramente eu fui parado de fingir o documento ouvir qualquer coisa né e as pessoas que fazer um parque da nossa comunidade que não tinha esse perfil com frequência estavam quase toda semana enfrentando aí uma arrumar uma série de perguntas indevidas né mas vamos lá e tem uma pergunta uma colocação para os nossos entrevistados dessa noite a tem sim temos aí pessoas colocando aqui no chat né do nosso youtube inclusive leonardo ele colocou aqui uma e colocou um testemunho dele aqui de uma vez que ele foi buscar a mãe na igreja com um amigo que era negro e sofreu situações com essa foi parado numa blitz e o amigo dele teve que prestar aí documentos e o guarda nem sequer pediu a documentação dele então a gente vê essa situação aí na qual jefferson e o anderson falaram que assim e se a essa situação de racismo e o quanto ele é evidente né agora a versão uma pergunta que foi feita aqui inclusive por um jovem daí benil é como identificar de uma forma talvez melhor o mais precisa ao e você até chegou a mencionar um pouco aí e aí essa identificação do o que é um racismo real e o que que é o mimir né o que que é essa vitimização então como você poder falar um pouquinho sobre isso a foi um jovem da nossa igreja aqui que fez essa pergunta da série existe bom quando eu na verdade o guilherme eu quando o saião ele ele fez o convite para participar dessa dessa conversa eu logo aceitei porque eu vi a relevância muito eu vejo que é importante demais isso é mas eu fiquei fazendo uma uma retrospectiva de algumas coisas que na na minha caminhada é porque eu vejo interior de são paulo sempre fui de estudar de ambiente de faculdade e eu não era muito de sair assim né na verdade eu não tenho eu não tenho uma história de da polícia teme parado é nada assim muito claro muito muito visível é com relação à racismo e os que eu senti é aquela situação constrangedora mais ao mesmo tempo eu não sei se isso é melhor do que eu porque não sei porque as vezes que acontece você eu já vi o ambiente às vezes muda porque a eu tenho eu tenho vendo uma estrutura educacional né de formação acadêmica dois mestrados dois pegada vezes duas graduações tal e aí eu já observei às vezes dependendo do lugar que a gente vai você chegar eles estão esperando até alguém aí especialista não sei do quê né como que saiu diz o rei da cocada chegando daqui a pouco chega o negão né chega o negão ali totalmente eu posso ficar aqui um pouco até alguma coisa que não bateu não deu certo aí com o roteiro de alguma coisa você nossa é a pessoa dar uma disfarçada né e isso isso não é menina né isso não é em mim não isso aí isso é realidade né assim é óbvio que não o ferro pelo fato de ter titulação de ter não sei que né aí já muda né aquela como você na hora que a pessoa deu uma uma mancada sabe se você lançar a bola para o ponto esquerdo ele vai correndo daqui a pouco ele daquela sentido assim não não depois ele volta de novo não recuperou e daquela recuperada porque ele não quer sair porque a chance dele aí o cara dá uma desculpinha mas existe algumas coisas assim na china interessante né na china é óbvio que o diferente mas aí já não é questão de eu já não vi como o racismo é questão de ser bem diferente mesmo né mas aí quando falávamos mandarim aí pronto a conexão zinha e não tive nenhum problema assim mas é mas isso é sentir em alguns momentos algumas questões que aí eu não posso dizer se foi realmente racismo não dá para fechar o relatório mas alguma questão de algumas invejas né e talvez talvez porque eu não tenho essa questão de vitimização e tem esse problema eu lido muito bem com isso tanto que não na minha certidão saiam tá na pardo o que que é parto pois é mas tem muita gente que o brasil é pardo a minha também brigam comigo eu tinha um rapaz lá que ela falou meu amigo ele me chamava e eu pensei que era brincadeira aqui você não é se você fala que você não é e aí você não sabe o um quilo aí latina não pode nem ser negra na igreja né lá eles também não eu não sou bem-vindo no bairro porque eu entro na eita complicado o negócio né mas vamos lá continuando aí no assunto o jefferson já falou um pouquinho da experiência dele anderson você ou você mesmo ou talvez o pessoal da própria comunidade mais oriental já sentiu percebeu a tem alguma experiência assim de elemento que você pode categorizar como o racismo mesmo que é um tratamento diferencial negativo bom então acho que é depende muito de quem tá te tratando com aquela aquele tipo de vocabulário né isso é alguém que cresceu com você sempre brincou jogou bola é que nem o gerson tava falando tem quando você joga bota em monte de nome né que o pessoal era chamam um outro é então eu o chinelo japorongo então assim nunca tive problema né mas a gente percebe que 20 anos atrás é essas coisas eram pelo menos pareciam normais né eu tinha amigos que não é negão chinês ou japa mas assim o que é a mexer bastante comigo né assim tipo na adolescência né era quando o pessoal começava a brincar sem com o sotaque dos meus pais né dos parentes assim né porque aí a gente perceber que tinha assim um pouco de maldade assim e uma outra situação essa foi assim no brasil né uma coisa assim também interessante tem não sei se seria racismo o tipo de preconceito pros expatriados que retornam para sua terra de origem né porque você não é considerado a você não é chinesa o taiwanês hou japonês você é nasceu no brasil você tá voltando você não acha por na escuro alguma coisa assim né então eu também tem esse tipo de já aconteceu comigo quando eu fui para taiwan quando tinha 16 anos assim o meu passaporte era brasileiro aí e assim ouvi alguns comentários né então existe também racismo o preconceito dentro da própria é etnia né é isso que isso que o forma interessante porque eu tava falando com binho hoje né ele mora no japão ele também fala isso né ele tá lá cinco anos a esposa dele é 16 anos é e ele fala que ele não é né ali quando ele vai para o brasil ele é o japa vai igualzinho quando ele é o dekassegui então a larissa já perdeu vagas de emprego por causa disso né e então você tem essa situação e o outro exemplo eu lembrei só os egípcios né os egípcios quando eles saem para ir para para para o oriente médio né e norte da áfrica tem hora que a divisão de egito ele pertence ao oriente médio embora geografia dele é nós é mas quando o egípcio vai por exemplo para jordânia e vai buscar um trabalho alguma coisa assim pelo sotaque dele o povo já discrimina fomos joga ele numa casta inferior né isso aqui ó para o bloco árabe tem uma coisa sem bem semelhante com o tipo você compartilhou né é entre o chinês e o taiwanês né às vezes muitas igrejas passaram assim por um os conflitos na igreja está oneses aí nessa agora eu acho que tá mais assim que superado né mas no começo uma coisa bem e eu acho que ainda tem um pouco viu assim o brasileiro não é tão claro ainda sim o pessoal a a conversa tá boa mas eu vou dizer para vocês o seguinte o histórico que nós temos humano infelizmente sempre foi um histórico de afirmação né da nacionalidade da etnia e então você tem uma trajetória histórica em que os grupos né que tentam nesse definir como um grupo tal e o grupo distinto né que ele seja por língua etnia ou características e aí que a gente pode chamar de fenotípicas não é pela aparência externa é historicamente tem sido maltratado discriminado e a história nossa e aí eu quero chamar atenção para um problema mais acentuado o que a gente tem visto de ao caso dos negros né a gente tem um histórico muito vergonhoso e complicado né não tem como botar a sujeira para debaixo do tapete né porque a a gente tem eu sei é claro que não é vamos ver exclusividade dos europeus a prática da escravidão ela ela só começa a ser efetivamente questionada por influências do pensamento cristão né ela existe desde a antiguidade é uma coisa que as pessoas nem questionavam né mas o lamentável que a sociedade europeia com muita influência cristã fundamentada no mercantilismo praticou a escravidão é isso foi muito acentuada até nesse perfil colonialista e o brasil e os estados unidos o caribe mas muito brasil é um epicentro disso né o processo que tem um histórico que coloca o negro como essencialmente inferior e que portanto havia até uma certa legítima legitimação teológica nicho né é que o negro não tem alma ele não é exatamente como os outras pessoas e aí você tinha um processo de legitimação do todo tipo de maldade e isso marcou história que você tinha os grupos né seja bantos e sudaneses a expressões da cultura de perfil yorubá né que vem para cá depois os negros malês que chegaram no brasil e eles tiveram sua estrutura social destruída né foram colocados na escravidão e depois jogadas na marginalidade e caminhão com dificuldades na construção da sociedade na maior parte dos casos e eu acho que existe muito isso mesmo negócio intrínseco na cabeça o sujeito né na média ele ver o negro ele ele carrega inconscientemente às vezes uma série de oi e aí ele reage disso um dos mais racistas da história recente foi o conde de gobineau escrever um livro que ficou famoso que foi usado inclusive pelos nazistas né tratado sobre as desigualdades das raças humanas né e esse homem visitou o brasil ele viveu parte da vida aqui né então assim a a herança ela é problemática né não sei se o william tem alguma pergunta alguma coisa que se encaixa nisso e eu acho que a gente precisa olhar o problema de frente eu queria um comentário de vocês esse direto alguma pergunta que se encaixa a nesse enfoque maior que a gente é tem sobre a questão a alegre tem perguntas relacionadas assim saiam por exemplo a alice ela pergunta um pouco sobre a questão de uma teologia a mitologia negra e teologia dos oprimidos não tá ligado diretamente mas de certa forma é aquilo que vem como um desenvolvimento dessa forma como essas pessoas têm pensado né e tem culminado em fim e em como elas fazem uma teologia a respeito desse movimento né então a alice ela pergunta sobre isso então eu creio que pode ser aí uma coisa para ser discutida e a larissa também ela pergunta sobre a rotas e métodos de reinserção na sociedade a eu creio que isso também pode ser desenvolvido dentro desse pensamento como que essas pessoas que sofreram aí a podem hoje ser reinseridos como pode ser atrás a ação da mudança de vida e de pensamento dessas pessoas e muitas vezes carregam sim esses estereótipos e elas mesmo carregam aí uma cosmovisão bastante a deturpada né desse mesas tão jefferson anderson ah tá eu tava tava até lendo um texto é hoje saiam e vi um comentário de um pastor em que ele trouxe uma uma mais engesi um pouco complicada na minha na minha ótica é inúmeros eu até eu dei uma olhadinha aqui até é uma só um verso mas em números 12 em cima da salinha da teologia negra tal molhado moisés exatamente né porque aí coloca miriã e arão começaram a criticar moisés porque ela havia se casado com uma mulher uma mulher etíope né que aí é quando você vai ali no hebraico é né o chip dele curte né cuxita que lá em jeremias também né naquela passagem de jeremias também ela fala do leopardo lá do teu tio pe pe esse é o lance que para mim é que o que acontece aqui é miriam ele ela pega ela pega ela fica leprosa não é e aqui o texto é diz que se não me falha a memória só você me corrige aqui e que a lepra deixou o rosto dela branco mas isso é uma coisa e aí aí o pessoal que faz uma avaliação sem mais engesi muito aquela coisa sabe eu tenho eu preciso provar alguma coisa então eu vou atrás da né eu vou atrás de achar alguma coisa que me deu essa é uma discussão dos spoilers né que discutir sobre essa questão mas eu vi um comentário de uma pessoa que aqui navega nessa teologia essa essa teologia aí como é que foi falada é que deus fez isso aí você quer ficar branca então eu vou dar leva para você para ficar branca né é o que o que eu sei é que alguma coisa é técnica aqui né e assim para dizer que a lepra é algo que faz isso porque ela não queria casar com a que não teria que casar-se com azia possivelmente eu fui mentiu e eu fui na ou foi zípora né que fazer é uma discussão né mas ele tem gente que entra por esse viés e outros caminhos tentando trazer algumas coisas que não dá não temos certeza são discussões acadêmicas vou e às vezes a alma forçação de barra muitas vezes o anderson quer comentar alguma coisa gente aí comenta na sequência e sobre isso não eu mas assim genérico não é o que eu escuto muito falar hoje em dia são teologia mpç3 posso coloniais né os que já passou aquela fase da teologia da libertação você aí no brasil ainda tá parece que é um pouco forte mas agora tem falado muito aqui sobre teologia pós-coloniais na tem um agora não lembro ele é asiático nome dele vai ler sukir artista eu acho que ele ele trabalha muito com essa questão lendo a bíblia de um olhar posso colonial e é interessante olha eu acho o seguinte e talvez o pessoal não tem essa noção é esse esse tipo de análise que a gente tem é de raça não é uma coisa muito científicamente estabelecida né isso é um olhar que se desenvolve muito na europa principalmente depois do século 17 mais 18 né é porque os europeus né em função de uma série de fatores culturais eles acabam tendo um impacto né nesse processo de chegar a outras terras e iniciar o processo de colonização e eles iniciam um processo de comparação com sociedades que boa parte dos casos estavam num num perfil de caminhada a técnica diferente deles e aí surge a ideia de que não somos assim porque somos essencialmente diferentes deles é e começa a um chamado estudo né que distingue as outras pessoas e e essa questão inclusive com base em uma suposta a base biológica né que os povos são diferentes a priori a partir né é isso a partir das características raciais e se desenvolvem todo esse esse racismo que vai desembarcar no momento mais pesado aí no própria nacional-socialismo alemão que é o nazismo né só que na bíblia por exemplo você não tem isso você tem a questão da pessoa diferente do estrangeiro ninguém tá rejeitando a mulher de moisés por causa da cor da pele dela não é a mesma questão é você dormiu nada né não sim a bíblia você tem o simeão chamado níger negro lá no grupo dos diáconos lá de atos né a gente tem o outro que é e eu nada lúcio de cirene cirene na líbia na você tem assim uma coisa e agora eu acho que é uma coisa para gente pensar né é que como é a gente teve um contingente de conflitos tribais na história da áfrica de tribos que né foram perderam a guerra e foram vendidas para os europeus entraram o processo de escravidão eram escravizados pelos árabes também pouca gente conhece por exemplo a elementos ligados a antiga civilização africana então você tem por exemplo uma história de civilização muito valiosos significativa na etiópia você tinha um grande reino zulu lá na região da áfrica do sul tinha um grande e império na região da áfrica ocidental com a sua sede em timbuctu que hoje tá no botina fase é no mali burquina faso fazer mais é então ali tem construções isso a boca gente imagina por exemplo que uma parte das dinastias dos faraós do egito era do povo núbio que é um povo negro nas você tem faraós negros é o legal de no egito que você tem farol com cara de europeu farol com cara de egípcio mais tradicional e falar o negro aí o cara quer torcer por time pro outro e tem farol à vontade você pode escolher né qual que você quer né então eu acho que isso agora essa questão das cotas eu digo o seguinte né o que em determinado momento quando você tem uma população muito vulnerável seja ela avaliada só racialmente ou não pode durante um certo tempo funcionar para recuperar as pessoas menstruação vulneráveis mas eu não sei se seria uma coisa que a gente poderia ser exclusivo né porque você tem por exemplo negros bem de vida situação favorável e você tem jeito no interior do brasil que não são negros né são ou de população indígena os homens isso pode ser até brancos né e estão numa situação vulnerável né então acho que o equilíbrio é uma palavra fundamental na tentativa de lidar com essas questões né acho que ela não pode ser usado como critério o único né tem que ser combinado com outros critérios tem que ter uma meta também né e você mencionou que tem pessoas e que não se e também não tem uma conta salta boa mas eu ia querer incluir também esse a pessoas com deficiência né também que são uma constante condição muito mais vulnerável né e às vezes não são contemplados os não são considerados né sem a criança em posição social né saiam eu acho que essa essa questão social ela é muito é muito relevante nessa questão né das oportunidades é na questão das cotas e aí quando você vai para classes né economicamente sair inferiores aí você tem uma porcentagem grande mas não única né se de negros né então essa questão da cota eu tenho algumas exatamente eu acredito que ele na estação temporária é interessante mas eu acho que tem que ter cuidado nessa avaliação nessa textão aí de acho que é importante e outra coisa também aqui eu acho que eu acho inclusive tem alguma coisa interessante assim que eu uma coisa que eu tenho aprendido a observar apresenta o comportamento dos judeus né que tiveram sempre um processo de sofrimento racial também um dia desses a gente vai fazer uma live sobre essa questão do antissemitismo também mas por exemplo os judeus com toda a situação de adversidade ele sempre fizeram todos os de trabalhar para dar a volta por cima e quando a pessoa põe na cabeça eu realmente não sou capaz de fazer nada eu tô numa situação que o único jeito que eu tenho condição de me levantar é se as pessoas que fizeram por mim você tem um outro lado perigoso né que você deixa a pessoa numa possibilidade de não desenvolver autoconfiança então uma parte você ajuda a levantar reconhecendo a situação de vulnerabilidade e o processo histórico problemático o outro e você leva a pessoa com a minha 19 você é capaz e você não é inferior a ninguém se você caminhar nessa direção o outro chegou você chega também então acho que isso é um papel importante é se desenvolver mas o dilean deve ter mais perguntas para nós aí você já é uma via de mão dupla tem que caminhar cerca dos dois lados né lá do sócio aí é perigoso né bem simples aí é um tem uma pergunta aqui a respeito de questão de produção e eu creio que é ampla aí com bastante com outros aspectos né a pergunta ela veio mais direcionada sobre a questão de produção teológica pergunta veio assim que nós acreditamos que no meio cristão é necessário uma produção teológica feita por pessoas negras ou se isso é irrelevante mas eu creio que isso tá ligado com várias desse aspectos né e que geralmente têm essa questão lá tem que ter a mulher tem que ter mais negros tem que ter mais sempre essa situação de de colocar com nós não específico né então essa foi a pergunta então acho que vale a pena ser discutido essa essa situação então jefferson você já começou até se manifestar quando eu tava fazendo a pergunta que é responder é só para eu nesse bate-papo aqui às vezes vem algumas memórias né o saião quando ele tava falando aí depois eu vou direto nessa questão é o sai não tava falando sobre isso eu me lembro muito bem o meu avô ele o seu joaquim ele vendia ele tinha uma charrete e ele vende a mortadela nos frigoríficos na época era assim no interior de são paulo e eu achava que o meu avô era rico porque ele era na época do cruzeiro então você tinha aquela ele chegar porque ele pacote de dinheiro nem para referência eu ti e é muito pequenininho a minha referência era essa mas eu sempre vi no meu avô e depois no meu pai essa esse desejo da leitura né e tinha na época o famoso clube do livro círculo do livro era uma antiga ainda pai era sócio então os livros traduzidos para o português muita coisa neve e meu pai lia eu me lembro até hoje muito pequeno que eu tinha 56 anos eu ajudava ele abrir as caixas né tá devendo eu fui educado no ambiente em que da leitura do incentivo à leitura na casa então quando eu vou crescendo nesse ambiente meu pai ele vai me instruindo exatamente um pouco nisso você tá falando saiam e que é possível né a gente ali sem entender muito e eu me lembro bem que eu tinha um amigo que ele ele era ele o pai dele era veterinário a gente era muito amigo amigo do futebol nessa amizade do futebol adolescência não tem essa a distância dali e uma vez e aí ele passou na ele passou no vestibular o irmão dele passou no vestibular da unicamp e ele fez objetivo ele fez o cursinho eu não tinha condição de fazer o cursinho eu tava trabalhava na ford eu fiz o senai tudo mas você estudava estudava bastante e ele é muito bem que ele me chamou um dia para campinas conhecer a unicamp e ele me deu eu me lembro que eu peguei a caixa de apostilas objetivos 52 apostilas e eu levei para casa e já comecei a estudar dentro do ônibus né voltando para casa né eu passei em 12º lugar né e na engenharia química então assim é um pouco dessa questão né da família essa questão do incentivo de trabalhar essa questão da autoestima né eu acho que isso é uma coisa importante por isso que eu lembrei nessa dessa dessa história aí agora como elas uma pergunta que você tava falando é sobre eu acho interessante trabalhar essa questão não dilma a teologia é nego fazendo produção ou alguma coisa mas eu acho que trabalhar essa multi essa questão ética a conversa com a globalização eu vejo essa necessidade de uma trava trazer essa multiculturalidade sabe trazer essa multiculturalidade eu acho que é importante eu estou numa igreja aqui hoje aqui era em portugal caso da cidade e é uma igreja que esses dias chegaram 38 sudaneses refugiados né você tem ali três chineses que vieram como como refugiados observar categoria exata deles e existe ali duas famílias de iraquianos e são muçulmanos né e a igreja tem trabalhado essa ideia de convidar as pessoas a mesa o convidar a mesa né essa ideia da 10 a interculturalidade então eu vejo a necessidade hoje na igreja e ele diz de escrever sim de trabalhar sim essa questão das a igreja pede povos línguas tribos né ele tiver na bíblia vários exemplos aí né e é eu acho que assim não eu não acho assim que seja necessário a produção por é negros o os chineses de produção teológica nesse sentido mas eu concordo com o jefferson a produção que trata desses assuntos na em pra dar essa pluralidade de vozes né eu acho que precisa é traduzir né para esse público na linguagem dele sentem de da onde eles estão vendo vindo né como é que comunica a realidade dessas pessoas né eu acho que eu vejo importância nesse sentido não há produção por cotas de porque ele faz parte dessa raça outra mas a produção de assuntos neste sentido o anderson eu quando eu quando eu vejo isso e é eu não sei mas eu quando eu olho a bíblia quando eu tenho eu tenho mergulhado mundo até mesmo no processo de doutorado eu precisei eu trabalho especificamente com árabes né então é entender a a a mais de 7 né a mentalidade árabe conversar com eles caminhar com eles e entender que o meu trabalho para todos de discipulado então estudei muito sobre as características culturais né e então o que eu vejo eu vejo na bíblia eu lembro eu saio eu faço eu já peguei nos quatro lugares aqui é usando a sua mensagem que você falou a deus vamos árabes né eu tenho só uma função só um temperinho ali sabe só por um sal a mais uma coisinha ali mas eu pus no microondas e a mensagem muito boa e eu tenho muito parado sobre isso do deus que vai ao encontro das pessoas diferentes né é o jesus que intencionalmente falo para os discípulos hoje a gente vai sair da caixinha judaica hoje a gente a pergunta que eu encontro essa maria então se a vida tem tantos exemplos maravilhosos a escrava né que foi para casa de naamã né ela podia fazer de tudo para impedir que aquele general nem general maldito me trouxe tirou da família e não quer dizer a mente dela do reino coração né e ela chega e facilita a cura né ela é uma facilitadora no processo de cura ali do grande herói se cílios né eu gosto muito dessa toalha saia de ver a bíblia nessa questão do deus que é nos povos essa as etnias é tão lindo ver isso sabe então a pensando nesse nessa questão é eu tive algumas experiências na áfrica né e duas coisas me chamaram muita atenção eu tive no encontro numa região ao norte de moçambique e eu tava ministrando tu a ilha africanos e gente que conhecer a bíblia eu fiz uma pergunta para eles eu falei não é verdade que a áfrica e negros são amaldiçoados por deus resposta deles assim oi e eu levei um susto com isso né é porque é para onde você vai se você acredita que você por definição é maldito né e aí eu reuni né nesse caso eu tinha um bom grupo deles que tinha uma tradição histórica de casa islâmica né e eu falei exatamente sobre agar lá na é gênesis 21 16 trabalhando o texto né e aí um deles era para mim ir para o primeira pessoa que vem aqui fala alguma coisa sobre nós é porque a gente sempre ouviu coisas sobre os outros então nesse sentido aí eu direi o seguinte que existe uma forçação de barra de fazer uma dentro dessa categoria que eu acho que é essencialmente uma leitura basicamente marxista da realidade né e dividir as coisas aí de uma maneira polarizada e aí eu acho que existiu entre um perigo de transformar tudo isso numa politização indevida mas existe a gente tem que entender isso que o evangelho né jesus nasceu em paris nem nova york e nem são paulo né jesus vem do contexto judaico oriente médio o ambiente ser bonita e aí na nossa história não tem um processo de né passa na o negócio na milanesa né passa no meu grego passa novo latino passa no alemão passa no menu inglês americano e hoje a gente tem um evangelho assim e já essências vezes desaparece de todo um contorno que ganha peso exagerado né e aí nesse sentido sem ah eu acho que precisa até a própria cultura brasileira é muito rica né porque ela tem o componente indígena ela tem um companheiro o componente africano ela tem o companheiro do componente português e o companhante é o componente asiático e e migratório diversificado né rua outra coisa que é o talvez o anderson pode até contar histórias para gente que o pessoal não lembra bem é que os imigrantes que vieram para cá por isso que é um problema também deixa o pessoal querer por exemplo diabolizar os brancos né de que branco você tá falando do polonês que levou paulada do russo e do alemão do finlandês ou no cara da islândia que nem exército não tem que que você tá falando né então não é assim o branco é mal negro é bom o asiática mal asiático é bom esse processo é muito confuso né e o que as pessoas analisa então a gente vai ver aqui essa interação dos enfoques diferentes daqui as tradições têm a nos dizer é é muito interessante faz parte dessa dessa beleza que deus diz né que deu só ele fez todos os povos né todas as culturas são bem-vindas então é necessário na nossa unidade diferente temos uma santa né desuniformização numa unidade amor em cristo então a participação de pessoas diferentes de pano de fundo diferente com cultura diferente enriquecedor acho que é valiosa sendo o evangelho e deveria ser considerado por que olhar a gente precisa dizer a verdade aqui né é uma vergonha o chinês na américa do norte foram extremamente até o pessoal dizem certas regiões é que as estradas foram construindo ensino e de cadáveres a a a a gente canadá de trabalhadores na estrada de ferro que perderam a mão né por causa do frio né ali tem uma história é apavorante né uma história de extermínio de massacre de pessoas a realidade histórica do brasil os imigrantes vieram para ocupar o lugar em que os escravos estavam anteriormente foram enganados né passaram por problemas então a gente precisa enxergar essa realidade né e coisa que o pessoal não quer dizer jefferson quer dizer anderson precisei de leandro é que muitos dos nossos queridos aí né especialmente no ambiente da américa do norte e até mesmo na tradição da cristandade brasileira legitimaram isso teologicamente viu essas coisas como normais por isso que a gente não pode se entregar uma ideologia porque esse pessoal fez isso né a gente vê o absurdo que foi o mesmo como gente de de tradição religiosa se serviu a um regime assassino e brutal né e a gente tem um cenário semelhante nesse processo então é algo muito importante de ser considerado né que que a gente pode deve fazer para lidar com essa questão que que vocês propõe dizem porque assim tem uma galera que o seguinte olha vamos sair né esse triste episódio que aconteceu na américa do norte e levou muita gente a partir para o mar atitude média de violência qual é o caminho da gente vê que a gente constata é isso percebe o problema eu tô até um pouco assustada que eu acho que essas polarizações tem acentuado né esse sentimento de oposição e negativo e o que que qual caminho para que lado a gente deve ir nessa situação é complicado e confuso não sei se de dentro mais alguma pergunta para encaixar aí dentro dessa nossa né eu acho que é uma pergunta aqui da fila é que bate exatamente né existe uma forma de amenizar o sofrimento mas acho que ela essa questão é ele é basicamente essa proposta como que a gente vai lhe dar a com isso eu acho que entra isso aí eles não saiam que você está se propondo e aí depois a gente entra nessa situação de como amenizar o sofrimento a gente não deve polarizar a gente tem que entrar achar o equilíbrio como a igreja tem que se posicionar e depois lidar com o sofrimento das pessoas por dia afinar as pessoas estão sofrendo né e é eu eu acho que é muito importante aqui é como negro né tá falando que eu entendo eu entendo esse grito da www do racismo tanto que a gente começou a falar sobre isso e dizendo que eva é realidade assim como lá no início quando começaram a falar sobre as mulheres daí começa a surgir a palavra feminismo era um grito também o questão salarial a questão de violência violência doméstica né e assim portugal por exemplo é altíssimo né a violência doméstica em portugal time assustador e aí logo isso aí ele essas rotas elas tomaram dimensões né essas polarizações né quer dizer eu entendo o grito do negro à e da situação social não dá para desassociar né as questões sociais né você vai nas comunidades nas favelas do brasil grande parte são negros e isso é a realidade que se tem né então eu entendo agora a questão é essa questão política em cima de novo assim como o feminismo também tomou essa essa proposição então esse exagero seu não eu não tenho como concordar mas com relação a esse aqui é possível fazer algo sim agora eu vou pensando isso numa questão na questão bíblica que é a que traz mais conforto para mim quando eu vejo a forma como jesus lhe dava como deus lhe dava com um com a questão com as questões étnicas né e eu volto novamente porque eu eu tenho falado sobre isso é bastante no quando eu vou ao norte da áfrica conversar com os nossos amigos ali é eu não tenho como não parar de agar em que ela duas vezes ela foge para o deserto tô indo situações lá naquela bagunça na família de abraão né e aí você vê o anjo do senhor vai ao encontro dela quase ela é uma escrava ela é estrangeira lá no egípcia ela não é breia a não têm o pedigree e aí e ela faz teologia né quando você ver o diálogo dela ali no deserto né e outra coisa ela o anjo do senhor fala para ela que o menino que está na sua barriga é eu vou abençoar essa genealogia preço para mim é muito forte né é a forma como deus enxerga os diferentes povos tribos línguas e aí já gente vê que ismael nasce depois vão te louco o deserto deus ouviu o choro do menino e e aquele menino não morre e deus cumpra a promessa em gênesis 25 a gente vê lá os descendentes de ismael não é maior do que dar um monte aí quando você vai lá e isaías é senta versus 6 você vê o que você vê lá diante do trono de deus né que tá falando sobre a salvação das nações né falando o quê falando de nebaiote quebrar aparece lá levando as ovelhas lá tal né e aí isso é maravilhoso né vai apocalipse além dos povos tribos línguas então assim eu acredito que essa é uma conversa que é preciso ter na igreja é preciso trazer essa conversa para igreja e mostrar essa questão étnica né não tem é de aos olhos de deus você não tem essas diferenças né a forma como deus ama a todos né então para mim é muito forte para mim quando eu falo numa igreja saiam em que geralmente pessoal toca sofá pessoal qual é a bandeira de israel não tem nenhum problema com isso antigamente eu ia nas igrejas falar sobre os arts oi e o pessoal não gostava eu só ficava meio né a hora que eu comecei a trazer essa mensagem e comecei a mostrar que que olha esse menino que tá na sua barriga vai ser como um jumento selvagem vai ser livre como um jumento selvagem quer dizer você agora você foi escrava mas o menino que tá na sua barriga vai ser livre ea genealogia dele vai ser livre como um jumento selvagem né e jó tem o mesmo termo hebraico para essa ideia de jumento selvagem de liberdades deve tá nas campinas tal isso é maravilhoso a proposta do evangelho ele ele essa discussão precisa ser mais trazida na nas nossas reuniões nossos cultos né e aí e amém anderson queria comentar a questão o jefferson já deu uma aula aí então eu acho que funcionar 66 das cotas né que você tinha comentado acho que elas as cotas funciona no comum algo transitório e somado com não só as cotas mas um programa né é de capacitação das pessoas que estão nesse nível mais vulnerável né não não apenas com as cotas mas tem que ser um eu acho que tem que ser um estudo um programa sistemático né pra atacar o problema de várias frentes né eu acho que não é só as costas ah ah eu acho que talvez assim caminhando quase aí para o nosso desfecho né o guilherme vai ver se tem mais algumas perguntas é o meu meu grande receio é que as pessoas percam a dimensão que toda guerra na verdade é entre grupos diferentes é uma guerra civil porque todos somos humanos e somos na verdade descendentes do mesmo ladrão estamos irmanados nesse processo do trajetória de deus na história né e aí o que que eu percebo eu acho isso é uma coisa que tá presente às vezes nos discursos aqui no que a gente chama de direita e de esquerda né a gente você chama por uma polarização de crítica inadequada indevido em relação ao outro né e aí eu queria e pensam quanto por exemplo desafio que aconteceu nos estados unidos onde você tinha de fato um racismo explícito legal no país você tem a caminhada do pastor batista o dr martin luther king né ele entra numa relação de oposição ao mal comex né que proponha uma reação violenta né e aí que a gente tem que entender que acima de qualquer ideologia o evangelho a nossa bandeira é o evangelho propõe o que propõe a reconciliação perdão um alinhamento de relacionamentos de na direção da comunidade do povo de deus onde o que nos une é mais importante do que qualquer outra diferença né e eu gostei muito acho que todos vocês devem ter visto o filme da história do mandela na áfrica do sul né porque com pelo menos 11 grande 7 dias né os corsas os zulus ndebele z todos o que temos ali o pessoal queria partir para o tudo ou nada né depois de passar pelo apartar ele ter assim uma situação realmente de marginalidade terrível na na história né e aí ele não permitia que o pessoal vá para essa né com uma participação inclusive do desmonto tu né que era a sua referência maior né e ele devagarzinho tira né ali a a situação disso nós temos que ter um país para todos né tem aquele a esse o filme até que fala da vitória da áfrica do sul no râguebi né tal não sei o quê então assim é isso que eu queria daqui que vocês pensam sobre isso porque nós precisamos dizer nós amamos os negros e os brancos os árabes e os judeus todos os povos os chineses e isso é a nossa marca como pessoas que já estão ligados no modelo de jesus a giro né e por isso tudo aquilo que é o discurso que semeia contenda entre os irmãos deve ser repelido né eu acho que deveria haver um trabalho efetivo de ajudar as comunidades mais carentes a partir da educação de base que isso é determinante né eu não posso usar negros ou índios ou sei lá qualquer outro grupo vulnerável gente do interior do nordeste do país ou das regiões mais limitadas e dizer para eles olha vamos usar isso como foco de fazer um movimento para ter dividendos políticos e econômicos não nos a gente fizer isso efetivamente apoiar é esse pessoal cresce com uma alimentação diferente uma caminhada de educação diferente e se eles tiverem eu acho que o evangelho espetacular nisso né porque ele devolve autoestima mais importante que faz parte da construção da trajetória do indivíduo e é por isso eu acho que a gente deveria conclamar todo mundo né a uma vivência realmente irmanados né não dá para esconder o problema não dá para entrar na utilização do problema para outros fins mas eu acho que a gente precisa caminhar nessa direção não sei se temos alguma as outras perguntas aí finais e importantes e aí a gente pediria os comentários finais aí tanto do jefferson como do anderson aí que estão já no dia de amanhã né nós estamos aqui no dia sete ele está lá no dia oito já né ah você só aqui então mais uma última a como vocês têm visto ou tem percebido esse assunto na igreja na igreja principalmente na igreja na cristã nesses últimos dias ou com você tem bico é o assunto será debatido né a gente tem visto por exemplo alguns a os escritores como o pai pé dela só esse livro aqueles livro racismo e fiz uma cruz eo cristão falando inclusive dando testemunho dele sobre a questão de racismo relacionado a ele e a família dele ah não sei se vocês já viram jefferson tá mostrando que sim ah mas se realmente não é geralmente é um assunto debatido ou falado muito nas igrejas né então como vocês vão falavam até me ajudar sugestou com isso aqui porque temos pessoas de vários lugares nos ouvindo para que a essas pessoas possam de repente levar até para suas igrejas a esses assuntos de repente debater com suas próprias comunidades a hora que esse assunto possa ser mais comentado e eu acho que na igreja não se fala tanto eu achei rochas importante essa questão é eu penso que é igreja como nós não somos uma uma nave espacial né em que a gente chegou aterrizou aqui a gente precisa fazer a parte das realidades as discussões dos problemas da nossa cidade né então acho que essa essa essa live é um exemplo disso eu acredito que nós temos algumas algumas coisas interessantes eu tava pensando por exemplo porque não a gente desenvolver junto a comunidades com ações missionárias aí o projetos em parceria é cursos profissionalizantes né para essas para a classe né que que é difícil hoje por exemplo existe muita facilitação eu tava conversando com um amigo meu vinícius de brasília dessa mulher de deus de brasília ele tem uma escola e que oferece vários fim de curso técnico alguns a distância outro cursos de seis meses 7 meses um ano fazer existem hoje hoje você tem algumas facilitações eu acho que se a gente conseguisse discutir isso na igreja e conseguir trabalhar nas comunidades mostrando possibilidades para que essas pessoas saem dessas cartas né sociais e tem oportunidade mesmo de arrumar um uma situação do emprego melhor e aí você tem situações você pode até patrocinar o estudo de alguns deles porque não né seu tem cursos por exemplo profissionalizantes não são tão caros eu aprendi hoje eu fiz o cenário quando eu tinha 13 14 anos meu pai ele falou para mim olhar interessante eu fui lá conheci e é um escola é uma escola gratuita e na época eu tinha que estudar lá mas não era muito complexo e por que não criar uma forma de ajudar esse pessoal né eu vejo por exemplo até estudantes da usp é oportunidade os vestibulares né quantas pessoas que não tinham oportunidade que jamais passariam numa uma fuvest no instituto militar tal e fazendo esses cursos então você tem eu acho que tem que trazer essas conversas para dentro da igreja aí para e a minha e as minhas palavras finais eu gostaria só de trazer um falando sobre sobre essa questão da igreja também eu acredito que também na igreja nós possamos encontrar pessoas que tenham raças que são assis também né isso aí isso não é passivo no não dá para eliminar essa possibilidade mas eu entendo eu vejo apóstolo joão um grande exemplo joão certa vez jesus estava indo para jerusalém pediu para aqui ah joão e tiago fosse lá né arrumar os pedágios foram numa no vilarejo samaritanos não foram bem recebidos e ao retornar ele disseram-lhe senhor quiser né aquela petulância dele e se você quiser mas podemos é o orar né pedir fogo do céu fazer churrasco do samaritano né quer dizer logo depois na caminhada você vê joão é pena aquela experiência em samaria jesus intencionalmente fala hoje hoje nossa aulinha nossa aulinha prática vai ser em samaria quer dizer ali eles ficaram dois dias houve salvação e lá em arcos você vê que a um avivamento em samaria e aí vai pedro joão até samaria horário então que eu vejo nessa trajetória é uma trajetória que é uma que é uma rota até uma jornada para gente para cada um da igreja para casa para cada um de nós de nós observamos que houve uma mudança de atitude na vida de joão a forma como melhorou o samaritano tô mudando né então com cristo ele foi aprendendo essa questão da diversidade dos povos diferentes então eu digo que ele fazia as coisas em nome de é mas não fazia com a atitude de jesus entrar proposta essa é essa mudança de atitude então essas conversas ela pode gerar mudanças de atitude na igreja também não eu gostei bastante da ideia de cursos profi profissionalizantes na porque está se perdendo eu acho que não não sei como é que tá a realidade agora no brasil mas eu acho que empregos assim como eletricista cabeleireiro é encanador e faz muito até mais do que alguém que já tem uma graduação o pessoal consegue viver bem aqui na então eu acho que isso também deve ser visto como missão capacitando é o pessoal que tá nessa zona mais é mas capacitando com educação e com talvez projetos como empresas embrionárias né eu acho que tem igrejas talvez numa igreja só não seja capaz mas igrejas trabalhando juntas né foi assim né que começaram muitas igrejas do brasil com uma igreja batista tendo escolas a presbiteriana tendo até hospitais né universidades né cerveja comunidade né é eu acho que essa parte assim também da missão com é proporcionador é capacitando né com educação mas também é também é fornecendo oportunidades né para que o indivíduo comece andar com as próprias pernas mas vai vai mentoreando né vai ajudando todo o processo até a pessoa sendo e é auto-sustentável e não é muito fazer com o racismo mas com a questão de imigração né acho que dois textos que eu gostaria de deixar aqui eu acho que fala muito da das duas partes né acho que exodus 22211 né onde fala para não maltratar o estrangeiro né em incluir lá na junto com o os outros mandamentos inclui a questão do estrangeiro né e outra outro texto que não poderia deixar de escapar né em jeremias lá 29 é que fala da responsabilidade também do estrangeiro em terras estrangeiras né agora né acho que tem essa questão de você cuidado estrangeiro nós também e do estrangeiro abençoar onde ele está morando né está sendo acolhida nessa responsabilidade acho que é acho que é sempre bom olhar esses dois lados né é muito bom de lean que dar alguma palavra final aí de em nome do integre do seu trabalho aí eu quero agradecer o jefferson e o anderson pela oportunidade de conhecê-los né registrarmos aqui nesse nessa lá e foi muito enriquecedor inclusive temos aí alguns comentários falando como o alarme foi boa no chat aqui do nosso youtube ela foi realmente muito bom o ingresso dos jovens participação as dicas realmente foram muito proveitosas aí quem sabe aí a gente possa ter aí novas ideias ou novas coisas para gente poder ter uma mais participações aí porque eu queria que vai ter novas novas perguntas aí que o pessoal vai lançar o próprio ministério integra é o longo desse tempo então ele sabe a gente possa ter uma uma segunda parte é perfeito bom quero agradecer igual a mim ir aí benildo coração né a participação é do anderson do jefferson e se tivermos uma boa jornada aí no servo de cristo né o jefferson aí uma jornada já em vários contextos diferentes né eu queria terminar com uma palavra de lembrança de gratidão de uma pessoa que me abençoa muito na minha vida né eu tinha apenas 18 para 19 anos de idade e eu estava cursando a universidade de são paulo e eu tive um colega da nigéria né ah e esse colega nigeriano george aí que a lol né dia time em yorubá e claro a gente cresce nesse cenário de cultura nossa né com os estereótipos devolvidos graças a deus deus me abençoa até um histórico de em tudo quanto é tipo de gente né tudo quanto é canto mas a gente na adolescência vem com estereótipo acostumado a ver né especialmente um africano a partir de uma perspectiva não muito promissora né e olha esse cara falava 12 línguas esse cara se tornou amigo meu nós viajamos por vários lugares no brasil ele era né um negrão de 1,90 assim né era um barato brasileiro usava roupa típica yorubá né trazendo lá o bíblia mínimo a bíblia em orubá e às vezes uma vez eu fui com ele na feira foi o girassol eu do lado do um cara daquele né com roupa tipo a gente pagou a feira só via carrinho batendo né e o que me impressionou muito né a sinceridade ea busca de um homem que era fluente em francês em inglês em português e mais nove lindo e regionais da áfrica e eu tava uma vez do rio de janeiro com ele e eu levantei 4 e 6 da manhã para ir no banheiro e ele estava ajoelhado chorando diante de deus buscando a deus o objetivo dele era ser diplomata e estadista uma pessoa muito conhecimento muita cultura muito equilíbrio e o meu grande amigo negro africano eu tinha 18 anos de idade me ensinou como uma pessoa de um mundo completamente diferente de uma cultura totalmente distinta de aparência completamente diferente de mim era meu conhecido dos pés da cruz de cristo e conhecia o mesmo evangelho a mesma salvação eu me lembro uma vez eu orei com ele a gente teve uma experiência tão especial da presença de deus e ele depois de 30 anos visitar o brasil ano passado ele não e aí aqui em casa e foi um momento de grande alegria então deus abençoe os nossos queridos irmãos negros brancos pardos grenás lilás qualquer cor chinesa orientais ocidentais árabes judeus né e que a graça o amor de cristo nos ajude a construir uma comunidade de muito ajuda para que a gente como povo de deus faça diferença vencendo as barreiras colocadas entre as pessoas que não tem nada a ver o evangelho de cristo obrigado de coração para vocês deus abençoe boa noite bom descanso aí né e que deus venha abençoar o nosso contexto né eu queria terminar com a pedindo a palavra de oração na eu pedindo que deus nos abençoe nesse sentido deus bondoso pai queridos nome de jesus muito obrigado pela beleza da diversidade do ser humano que o senhor o s colorido tão especial obrigado pelos nossos queridos irmãos de origem étnica variável mas que são amados do senhor e que tem feito diferença na história urbana a partir das bênçãos que o senhor tem é para deus distribuído obrigado pela vida do wanderson obrigado pela vida do jefferson amigo de liam da susie do jonatas que estão também nos acompanhando aí nós te louvamos e agradecemos e pedimos a deus que esse elemento tão complicado do racismo abordagem tão indevida das diferenças humanas que o senhor nos ajude pela graça e pelo amor de cristo a construir pontes a deus a abençoar a vida das pessoas para que sejamos mesmo um conforme a tua oração no evangelho de joão que louvamos e agradecemos bom jesus-pi e aí