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A fé vem pelo ouvir

A NOVA FAMÍLIA (EP5): AFETO NÃO FORMA FAMÍLIA

A NOVA FAMÍLIA (EP5): AFETO NÃO FORMA FAMÍLIA




Fonte: Dois Dedos de Teologia

Legendas automáticas:

e após conhecermos o conceito
tradicional de família baseado na
questão dos filhos da prole da
fecundidade cabe conhecermos melhor os
problemas do outro lado o conceito
revisionismo de família nessa
reconfiguração moderna do significado do
casamento esse é o tema do nosso quinto
vídeo da nossa série a nova família aqui
no dois dedos de teologia e
e aí
e talvez a grande questão que a gente
precisa tratar no vídeo de hoje é sobre
o problema da eudemonistico emotivismo
que a gente vai explicar melhor ao longo
do nosso episódio e a ideia de que o
casamento é uma instituição baseada
prioritariamente no afeto será que o
sentimento é suficiente para validar uma
instituição com a família o sentimento a
questão do afeto não é suficiente para
explanar como o casamento tem
historicamente sido apresentado ele não
explica por exemplo porque que o estado
ou a sociedade tem interesse no
casamento observe que todas as nossas
relações de amizade são relações
afetivas mas eu e você nós nunca se não
um contrato para entrar em uma relação
de amizade porque então que em um
casamento as pessoas assinam contrato
por que que a sociedade ela se organiza
de tal modo a criar freios e contrapesos
para reger aquela união para preservar
aquela união para promover aquela união
para criar a regra
é porque o estado se mete no meu
casamento e ele não se mete na minha
amizade da mesma forma se ambos são
relações afetivas com a primeira crítica
a essa posição que alerj como caso
central do casamento a união afetiva
para caracterizá-lo é que essa posição é
incapaz de distinguir o casamento da
amizade isso é uma perda para nós com
civilização isso é de fato uma perda
civilizacional porque a partir disso
todo o casamento é apenas um grau maior
de amizade e toda a amizade é um grau de
efectivo de casamento parece que você
não pode se entregar tão plenamente
afetivamente para um amigo sem tirar do
seu cônjuge algo que lhe seria próprio
essa posição revisionista ela não
consegue diferenciar casamento de
amizade o segundo ponto é que ela não
consegue explicar por que o estado teria
interesse no casamento o estado não tem
interesse em uniões românticas
simplesmente porque elas são romão
a mecha o nosso namoro só tô apaixonada
por alguém o estado não tá nem aí então
o que justifica a intervenção do estado
em divisão de bens e herança e toda e
todo esse aparato jurídico que nós temos
montado de políticas públicas e é toda
essa estrutura sobre o casamento afeto
não dá conta de justificar isso então
posso revisores também não explica o
interesse do estado no casamento a gente
as pessoas confundam né é como se a
família tivesse a sua origem na
perspectiva jurídica mas é de
afetividade e não é isso tanto é que
veja olha pessoal pede o afeto é outra
nem por isso ela terá os deveres dela e
vamos assim afastados basta pensar
relação paterno-filial um pai ou mãe que
não queiram dos filhos não gostam deles
nem por isso perderam o bv de mantê-los
ao mesmo tempo o casal que vai separar
em cima dele tem necessidade econômica o
deverá suprir igual testificar
necessidade não tiver casado e aquele
que o ex-cônjuge tem a capacidade de
auxiliar e aí dele ele também surgem
para a gente entender na outra dos
impedimentos matrimoniais e na lógica
até de período que tem
e todo vamos assim tipo de nova
atividade vinculada à interesse social
na família pois se apenas afetividade e
sequer existiram impedimentos tem que
haver e dever de manutenção da pessoa
após o rompimento da relação ao
tratamento mais ideia de solidariedade
criada e que permanece primeiro lugar eu
acho isso problemático porque que eu
saiba não existe uma investigação
nacional que mostre que o critério
central e organizador das famílias é a
fertilidade é que no universo do direito
muitos processos judiciais ligados a
famílias baseadas em afetividade e
surgiram e naturalmente espero que ser
tratados pelo sistema jurídico pelos
agentes né enfim público juízes por
advogados e assim por diante que esse
novo fenômeno que são associações
familiares ou para familiares centradas
no sentimentos atrás na festividade ele
ele abandou no horizonte desses juristas
mas eu não sei de nenhuma
é de que a sociedade inteira tenha de
fato adotado isso como o seu padrão
central organizador ainda que seja
promovido por programas de tv por
novelas e assim por diante e por ícones
culturais e sem dúvida acontece mas eu
não eu não vejo como isso estaria é
claro eu certo que a sociedade passou
por tal transição paradigmática de modo
que todas as relações familiares agora e
todos os casamentos são centrados na
afetividade ou seja no dogma e multi
vista da felicidade como auto-realização
como auto-expressão como bem-estar
emocional e assim por diante disso como
a chave organizador de todos relações
existe um processo nessa direção mas ele
não é consolidado uma evidência que a
gente tem que ele não é consolidado é
essa entre aspas surpreendente reação
conservadora na área de costumes que a
gente vê no brasil e em vão alguns
ideólogos e críticos culturais tentam
identificar
e a mente perversa por trás desse
movimento que não existe isso que existe
é uma sociedade que ainda mantém padrões
tradicionais então essa alegação de que
mudou tudo na família contemporânea é
quase certamente falsa um álcool
franco-argelino amado jackson vier
lógico tem falado bastante respeito que
ele chama de distribuição sensível não
certo uma hipótese bastante popular na
filosofia contemporânea teste fica tão
basicamente formas diferentes da lidar
com a mesma coisa que a discutir
distribuição francisco ele fala muito
sobre relações públicas tethys escreveu
bastante obras de referências estão por
exemplo explicado nos pago políticos que
se sente ele tenta mostrar que as nossas
práticas políticas sempre estão fundadas
no aspecto 7º aspecto pensar
e são dele ela contribuiu por que a
gente chama de sentimentalização da
polícia você já que a polícia passou a
ser muito mais preocupada
contemporaneamente arthur fundar suas
práticas encontrar legitimidade das suas
práticas nos acessos dos indivíduos do
que propriamente dito em aqui vai
conseguir bem como o que conhecer melhor
o mesmo status no google por exemplo na
perfil de casamento o visual verídico
que justamente nessa centralização
política a surpresa que é mostrar a
legitimidade de defender uma união e
defendeu o instituto jurídico e tal como
esse casamento homossexual baseado no
acesso daqueles coloca ou seja a
identidade dos indivíduos seus afetos e
sentimentos controlando e fazer surgir
um mês
que correspondem o idiota também das
vezes e fiz a noite político da
identidade ou política do reconhecimento
o pênis uma gama de práticas
governamentais publicá-los óculos que
nascem do indivíduo concreto de situação
concreta de observar pele experiência
gene pele fica faz parte do youtube
preferiu que a gente chama de genocida
da diferença política da identidade
política do regime qual o problema dessa
tentativa de definir a família como uma
instituição basicamente emocional quando
você leu os documentos ele textos e de
pessoas que defendem o casamento
casamento homoafetivo você percebe que o
conceito de felicidade que apresentado
pelo inclusive que é usado
frequentemente ao tema eu de moniz tica
né que vem é uma referência à a ideia
grega daí o da harmonia né da busca da
vida boa ou da busca da felicidade
termos genéricos a gente pode dizer
e eu de novo eu de moniz tica foi
denominada por um filósofo importante
professor da universidade de notre dame
chamado alex dela é kim thayil escrever
um livro bastante influente nos anos 80
teve muitas acepções e titulado depois
da virtude ou after útil esse livro foi
muito importante como é que tá e
descreveu a origem o desenvolvimento é a
consolidação desse movimento que ele
chama de emotivismo moral o emotivismo
moral é a tese de que os únicos bens
humanos realmente válidos e universais
são o bem-estar aí as relações afetivas
e particularmente o desfrute da arte e
seriam os únicos bens humanos reais e
que quando a gente usa a linguagem no
dia a dia do certo e do errado essa
linguagem diz respeito a gente pensa que
tá falando sobre absolutos morais ou não
certo errado mas o que está por trás
disso tudo são gostos e interesses
e as preferências a busca de prazer ea
evitação da dor em última instância de
modo que a ideia de uma ordem moral
objetiva é enterrada e esse movimento
emotivismo moral as condições pré já
estavam se desenvolvendo nos séculos
anteriores mas ele tem esse a gente pode
ser talvez um oficialização no começo do
século 20 uma implicação dessa doutrina
muito importante é que a defesa de
padrões morais absolutos perde
significado no contexto e motivos é como
você vai pensar políticas públicas por
exemplo que a fé tem os costumes ou as
micro relações você vai pensar sempre em
termos psicologia usados em termos de
que modo aquilo diminui o sofrimento
aumenta a utilidade para todos aumenta o
bem-estar se eu pensar só nessas
categorias mas essas categorias são
insuficientes para organizar a vida
social então a doutrina emotivismo moral
é por trás
a mística moderno desse conceito moderno
de felicidade aqui vale a pena
invocarmos o trabalho de john finnis
famoso filósofo e jurista provavelmente
o maior teórico jus naturalista
contemporâneo células de pesquisa no
centro de ética e cultura de notre-dame
fitness foi professor de direito e de
filosofia jurídica na universidade de
oxford 1989 a 2010 onde atualmente é
professora mary ele atuou como consultor
constitucional para sucessivos governos
austrália e em relações bilaterais com o
reino unido onde foi naturalizado sendo
nomeado conselheiro honorário da rainha
em 2017 e recebendo em 2019 maior prêmio
civil que alguém pode receber austrália
sendo reconhecido como companion da
ordem australiana as teses de john
finnis foram amplamente usadas o
trabalho de mestrado da de henrique foi
publicado em 2018 pela universidade
federal do pará chamado razão prática o
bem humano básico do casamento lei
natural bem comum e direito trabalho
ao longo muito bem referenciado e foi
perseguido pelas comunidades lgbt do
pará que tentaram impedi-la de defender
a sua dissertação de mestrado
dissertação esta que está sendo
publicada pela editora apps temer como a
razão do casamento uma reflexão
filosófica a partir da lei natural e
está com preço promocional de pré-venda
o link para garantir a sua cópia vai
falar infecção desse vídeo quando a
sociedade fala em casamento gay o que é
que ela fez ela selecionou um caso
central do que é casamento ela só não
discutiu isso e não abriu para o debate
elas já pressupõem que o casamento é uma
união afetiva é uma união baseada como
se diz mais comumente é uma união
baseada no afeto então como afeta é algo
intrínseco ou é o que pode existir entre
duas pessoas do mesmo sexo ou duas
pessoas de sexos diferentes não faz
sentido você dizer que o casamento pode
ser heterossexual mas não há uma sexual
porque o afeto existe não é terça
e o afeto existe na união homossexual
mas também existe na união poligâmica e
também existe na união pode amorosa e
também existe nós podemos pensar em
outros tipos de uniões que vende vai
identificar aquele só elegeram esse caso
central porque eles pressupuseram que a
razão humana não apreende bens
inteligíveis ela está aprendendo bem
sentimentais como se nós tomássemos as
nossas decisões a partir dos sentimentos
mas ele vai ser o seguinte não os
sentimentos não justificam as nossas
decisões as nossas ações e escolhas elas
estão pautadas em razões inteligíveis
então qual é o papel do sexo no
casamento a posição revisionista a falha
em responder um porque o estado ter
interesse no casamento dos qual seria a
diferença entre casamento e amizade e
eles acabam confundindo o casamento com
um tipo de amizade em detrimento da
amizade e do próprio casamento e três
ela também fala em dizer porque os
e o a fidelidade sexual é relevante para
nós identificarmos essa instituição duas
freiras podem viver juntas a vida toda
mas nem por isso elas estão casadas elas
podem ter uma união afetiva ali naquele
convento elas estão unidas por uma festa
sincero elas até criam criança junto às
crianças órfãs mas elas não estão
casadas então a gente percebe que o sexo
é importante para o casamento e toda
mulher e todo um homem que geralmente se
sente traído quando ele ou ela expressa
a traição está ligado a uma infidelidade
sexual ea posição revisionista não
explica porque isso é importante a gente
começa a perceber aí uma base
principiológica objetiva para as regras
do casamento se você for para o afeto as
pessoas podem ser fiéis elas podem ter
relações monogâmicas elas podem
conseguir ficar juntas até que a morte
os separe sim elas fodem eu não nego
isso mas elas têm razões fora do mero
arbítrio para fazer isso objectivamente
falando não
e elas têm razões para ficarem juntas
enquanto o amor vale a pena que seja
eterno enquanto dure essa é a cultura
que a gente vive agora mas essa não é a
realidade do casamento a realidade do
casamento é uma realidade inteligente é
uma realidade moral e esta realidade
moral muitas vezes pode requerer grandes
sacrifícios pode requerer que você seja
fiel quando quando for muito difícil ser
fiel que você permaneça com seu cônjuge
quando for muito difícil permanecer com
seu cônjuge e não quando ele seja
aprazível e aí você tem mais de razões
para lutar pelo casamento porque você já
um entende com uma comunidade completa
faltado é uma decisão inicia com o ato
de escolha você diz não eu quero entrar
nessa comunidade e você pode escolher
entraram nessa comunidade mas você não
pode escolher lá dentro alterar a sua
constituição porque quando você altera a
sua constituição todas essas regras
param de fazer sentido não faz mais
sentido por exemplo os filho
o momento como álbum que é espontâneo
que faz com que o casamento floresta não
inscrição uma questão de escolha eu
quero ter eu não quero ter você não
quiser ter tudo bem casamento no final
das contas não tem nada a ver com filhos
que tem a ver com a minha satisfação
emocional a minha satisfação afetiva se
eu estiver feliz eu fico se eu não
estiver eu vou embora e essa não é a
realidade do casamento grandes
realidades morais a honestidade a
justiça muitas vezes requerem grandes
sacrifícios coisas que são fundamentais
a realização humana ao nosso bem-estar
como seres humanos por vezes são de são
duras são as duas e assim também é o
casamento casamento às vezes é difícil
mas essa construção principiológica
pautada na natureza conjugal do
casamento faltado na compreensão do
casamento com uma comunidade específica
nos dá razões objetivas para além do meu
árbitro para além da minha vontade
e para que o lute por essa por essa
instituição para que o luxo pelo
casamento já a outra o outro lado não
outro lado acaba promovendo a visão
afetiva uma visão muito mais passageira
uma visão de que o casamento vale a pena
enquanto eu estiver feliz ali dentro
vale a pena enquanto o afeto perdurar
mas por que que isso não é positiva
enquanto sociedade porque se isso é
verdade esse segundo lado você tem bem
menos de ações para lutar para que seu
casamento de fato de certo você pode
contar com divórcio não se não der certo
eu pulo fora e tento com outra pessoa só
que isso acaba desintegrando você no
sentido de que você não se entrega
integralmente para ninguém vocês são uma
pessoa dividida e você tem uma marca do
primeiro casamento uma marca do segundo
e você perde a oportunidade de viver
profundamente uma experiência de
realização humana que é a única que é
uma experiência de entrega completa uma
outra pessoa que é o casamento eu sou
contra toda essa
e são para criar e para estabelecer essa
ideia do casamento gay porque eu entendo
que ela veicula algo muito maior do que
a realização dos direitos de algumas
pessoas a nossa sociedade o que se
propõe por meio do dessa movimentação é
na verdade estabelecer uma concepção de
felicidade como norma geral para a
sociedade então esse é o meu maior
incômodo com o projeto como um todo se
você ler votos no stf opiniões de
juristas a respeito desse processo e se
você examinar particularmente os votos
que foram apresentados em 2011 naquela
naquele julgamento famoso a respeito da
união civil homoafetivo você vai
descobrir que ali um esforço muito claro
de vincular o princípio constitucional
a dignidade humana como a concepção de
felicidade particular e universalizar
essa concepção de felicidade o argumento
principal é que todas as pessoas têm o
direito de buscar ser felizes de as
relações afetivas são necessários para a
felicidade da gente precisa oportuniza
juridicamente essas uniões mas aí o
argumento que é usado já que a nossa
constituição não fala explicitamente
sobre o direito à felicidade o direito à
busca da felicidade como a gente tem
outras cartas constitucionais o que se
usa para fundamentar esse direito da
felicidade afetiva é o princípio da
dignidade humana aonde essa francês
andré forçar né já falecida da academia
francesa ele falava certo contemporânea
mexendo igual lado covardia prefere
legalizar os seus erros a combatermos
então veja cada um de nós por interesse
pessoal pode desejar desfrutar de uma
série de posições que não lhe convém que
não são adequados para que ele que você
pretende você pode desejar esse desejo
não é porque ele está presente que ele
se ele
o ritmo e possui que me dá direito de
almoçar o que eu desejo a verdade humana
para cada um tem em cada pessoa cada um
de nós com os defeitos que tem aos
empregados que têm agora a divindade
nossa apriorística pela condição de
pessoa humana não necessariamente ela se
translada para os meus atos concretos eu
tenho atos mais dignos energia cansados
errado objetos corretos e tenho desejos
que estavam de acordo com a própria
dignidade e desejo só contrários a ela
tem porque a gente entender que muitas
vezes querem defender nossa pessoa
deseja logo aqui nessa legitimado não e
a gente que vai para lembrar isso fosse
o desejo exatamente afetividade a lógica
para afirmar o que é bom que o ser
humano a gente sabe que não estaremos
mais aqui da série que eu desejasse
outra mulher sexualmente uma festa e
pronto e consumasse aqui não ser um
direito dele e com outra com desejassem
matar alguém continuasse aquilo ou seja
não são os desejos nem sequer a inflação
afetivo aquele que é mais ou menos ser
humano pelo contrário é que escreve
utilizado inclusive tem que a
subordinada a própria educação em certa
forma a própria educação menos com
desenvolver virtudes o que que tô
falando sobre isso tem muita gente hoje
o crescente de desejar aquele tem que
ser reconhecido como tal e se não fizer
estava contra dentária dela não é isso
atividade humana não deriva dos seus
afetos e dos seus desejos dele da sua
condição humana nome suas próprias
atitudes dela para que sejam dignos que
tá conforme esse padrão de conduta
lastreado numa perspectiva de valores e
que vai ser trazer portanto a conduta de
virtude então aí a gente concorda que a
dignidade humana é universal é um
princípio universal à vida humana é
sagrada o ser humano é um ele é um fim
não é um meio e tem que ser tratado
diferentemente e por isso a gente fala
de dignidade isso é reminiscente da
ideia de sagrado e tem inclusive relação
com os fundamentos da cristão usa nossa
civilização mas essa concepção de
felicidade como bem-estar é algo
diferente não é uma concepção realmente
universal é uma doutrina moral
específica o princípio da dignidade é
universalmente aceita ele é
constitucional mas a doutrina da
felicidade com bem-estar e relações
afetivas não é assim
e não representa um consenso
constitucional da sociedade brasileira
todo ele tem origem em particular e
começa no século 19 e se desenvolve no
século 20 mas a concepção de felicidade
que é comunicada é uma como uma visão
específica de felicidade ea felicidade
como bem-estar e relações afetivas
agradáveis da isso tem a ver com que
anthony que deixamos de relação pura eu
entro numa relação e fico numa relação
enquanto ela traz bem-estar e
auto-realização e no momento que a
relação não traz mais bem-estar e
auto-realização eu saio dessa relação
isso é um elemento integrante da
eudemonistico em monte vista como a
gente fala essa visão moderna de
felicidade que é centrada no bem-estar
as emoções uma vida emocional estável
enriquecedora e assim por diante agora
existe um movimento que o movimento dos
direitos afetivos que quer transformar
essa doutrina da felicidade como o
bem-estar emocional em uma doutrina
universal de modo que não apenas os
direitos e algumas pessoas são preservar
e esse mecanismo né por essa artimanha
jurídica mas o que realmente acontece é
que todas as relações passa a ser
interpretados e governados por essa
doutrina da felicidade e quando a gente
lê textos por exemplo da maria berenice
dias ou do calderón ou os votos né do
celso de mello por exemplo você vai
perceber ali que a concepção de
felicidade está sendo promovida é essa
concepção moderna de felicidade com o
bem-estar não é nem exatamente moderna é
a gente pode dizer que ela hiper moderna
se a gente se lembrarem de gilles
lipovetsky que inclusive é citado por
alguns destes autores esse é meu maior
incômodo com o movimento direitos
afetivos e com o discurso que é usado
para justificar o casamento homoafetivo
assim chamar de casamento gay é que ele
é uma espécie de unha para normatizar e
até normalizar essa concepção de
felicidade transformar isso numa
doutrina a partir da qual todas as
relações você julgados então uma pessoa
que está numa tem uma vida familiar e
tem um casamento que não é gol
e por esse princípio da eudemonistico é
motivo vista a sua relação passa a ser
interpretado juridicamente avaliado
juridicamente por meio dessa desse
artifício e ela interpretar de outro
forma agora como uma relação afetiva e
não com uma relação fundamentalmente
moral o meu maior problema é com esse
projeto inteiro é que não se trata
apenas de casamento homoafetivo é uma
proposta de reordenamento moral da
sociedade como um todo é estabelecimento
de uma visão do que é o bem máximo da
vida que a auto-expressão
auto-realização como chave para
interpretar as relações fugazes relações
agora a gente está numa sociedade que
tem várias doutrinas morais não é só uma
questão de crença religiosa ou pessoa
que siga por exemplo as ideias de
sócrates hoje não vai concordar com essa
concepção de felicidade uma pessoa que
realmente adota uma visão kantiana a
respeito do bem
eu gostaria sua concepção de felicidade
mas a gente pode dizer no caso da nossa
sociedade brasileira hoje até mais do
que isso a gente tem muitos católicos
muitos evangélicos a gente tem judeus na
nossa sociedade nós temos muçulmanos na
nossa sociedade agora ainda em pequena
proporção eles estão presentes e todas
essas tradições abraâmicas isso é muito
claro a felicidade não está relacionado
com o bem estar está relacionado com o
bem atrai ela solado com amor para a
justiça são outras categorias com o
auto-sacrifício tentar universalizar
essa doutrina da felicidade claramente
um gesto de uma elite cultural que têm
valores hedonistas que têm valores
emotivistas e que deseja transformar
isso de uma espécie de moral oficial
para nossa sociedade está completamente
errado é um erro de fundamento a
tentativa de associar uma verdade
universal sobre dignidade humana como a
doutrina moral específica que
eu utilizo moral usando aí a o voto né
dos no supremo tribunal e esse
procedimento é ilegítimo doutor e mestre
em direito civil pela universidade
federal do paraná ficar do caldeirão
publicou em 2017 a obra princípio da
afetividade no direito da família onde
ele escreve exatamente o seguinte a
percepção da família como espaço para
livre realização pessoal de seus
integrantes é de importância singular
passando a ser descrita como princípio a
sua função eudemonista a família passa a
ser reconhecida como relevante esfera
privada vindo a se configurar como um
espaço para o livre desenvolvimento da
personalidade individual as pessoas
buscam uma realização efetiva em cada
uma das relações que travam socialmente
ea satisfação é o que justifica a sua
permanência ainda que por um curto
período então me chama atenção aqui
nesse nessa situação e você
o aluno do argumento a tese de que por
exemplo a família mas se aplica o
casamento especificamente também não tem
uma legitimidade própria eles são
pensados como relativos e condicionados
ao indivíduo isso é realmente o
suficiente como concepção de sociedade
nós vamos viver nossa sociedade apenas
de indivíduos isso é um ponto por
exemplo educar me levantava o ser humano
é o modo duplex ele é individual mas
também é coletivo e muitas realidades
humanas só são vivenciadas quando o são
coletivamente ela só emergem
coletivamente alguns bens humanos eu
poderia citar uma linguagem existe
linguagem individual todas as vezes que
alguém fala fala usando a linguagem que
todo mundo usa são palavras estruturas
de comunicação sobre os gramaticais
formas poéticas e figuras de linguagem e
assim por diante é um fenômeno super
complexo mas ele é necessariamente
coletivo porque isso é importante
e essa essa definição e o de monista da
família como lugar que serve para
realização para a realização dos
indivíduos ou para a auto-realização é
uma descrição insuficiente da família
ela poderia ser aplicada talvez por
algumas instituições que são contrato a
as instituições modernas que a gente
criou de modo artificial para lidar com
bens mais recentes pode pensar em uma
banda de música por exemplo mas a
família tem uma outra função na história
da civilização e até na história
evolucionária silva tem outra função tá
tecnicamente errado tratar a família
como a esfera relevante para o
desenvolvimento dos indivíduos e pontos
a família não é só para isso existem
vivências que só se pode ter
coletivamente e por isso eu faço
desnecessário em outra citação de
princípio da afetividade no direito de
família orando continua dizendo o
seguinte foi possível perceber que a
afetividade assumiu em muitas das
relações familiares o papel de
verdadeiro vetor de tais relacionamentos
com acento
o que não se percebia em momentos
anteriores a sociedade passou a adotar
gradativamente o aspecto afetivo como
suficiente e relevante nessas escolhas
pessoais como paralelo decréscimo da
importância que era conferida outros
vínculos biológico matrimonial registral
restou possível perceber a centralidade
que a afetividade assumiu em grande
parte dos relacionamentos foi de tal
ordem a alteração que resta possível
afirmar que houve uma verdadeira
transição paradigmática na família
brasileira contemporânea pela qual a
afetividade assumiu o papel de vetor
dessas relações um outro pensador muito
importante chamado phillip rieff um
antropólogo da universidade de chicago
ele trouxe umas contribuições
importantes para a gente entender o
mundo contemporâneo e essa tendência de
fazer as coisas tudo girar ao redor das
das emoções da vida sentimental da
opinião dele em diferentes momentos da
história nós tivemos paradigmas
diferente
o ser humano então você tem o paradigma
heróico no passado você pode pensar no
arquiles por exemplo ou você tem um
homem racional com sócrates é preciso
ter um homem de fé como abraão eu amo
religioso né como ele fala e você tem um
homo economicus que a suja aí na aurora
da modernidade com o capitalismo
revolução industrial mas segundo felipe
ricci a partir do século 19 começa a
surgir um outro modelo de organização da
vida moral da consciência que ele chama
de homem psicológico e tem um trabalho
muito importante sobre floyd ele fala
isso no final do livro que freud começa
a onde de imóvel terminou de mós chegou
a enunciar o emotivismo moral mas quem
que vai apresentar todo uma reflexão
sobre como a gente busca o que é
possível para ser feliz maximizando o
prazer diminuindo a dor e sem trabalhar
com padrões absolutos de moralidade
freud seria o paradigma desse sujeito
depois surgem outros pensadores né você
não precisa ser freudiano passo é multi
vista o que ele nota é que surjam
o ser humano uma um mito do homem
diferente como ele fala ele chama de
homem psicológico o meu psicológico
sujeito que tá aí para ser agradado ele
fala bem claramente isso em outro livro
importante o triunfo do terapêutico que
ele publica em 1966 o que é o homem
psicológico é um sujeito que ele ele ele
se recusou totalmente aceitar normas
hectares estruturas sociais que têm
finalidades que não servem
individualmente e recusou todas as cores
o homem psicológico deseja se agradado e
o sacerdote na sociedade terapêutica é o
terapeuta não é mais o ministro
religioso cura dalmas essa observação do
filipe reef que inclusive influenciou
minha quinta é muito interessante porque
isso é o que a gente vê de fato 1968 o
que é 1968 exatamente isso é a
emergência pública né a grande revolta
do homem psicológico não era uma
revolução 68 uma revolução para atingir
um avanço social
o problema de 1968 é que é proibido
proibir é ser o homem ele quer ser
agradado e já fez uma revolução em nome
da sua felicidade mas a felicidade com o
bem-estar ea auto-realização apenas isso
é uma doutrina de felicidade essa
doutrina da felicidade que é o demônio
que é motivo vista é que está por trás
do movimento dos direitos afetivos é a
promoção desse modelo de felicidade pode
ainda pensava que os padrões morais
absolutos entre aspas não existe o fim
da metafísica deixa claro que a gente
não tem isso mais nítido já atravessou o
nosso caminho então o que que nós temos
agora a busca do bem-estar e a gente usa
a nossa razão e o terapeuta nos ajuda
nisso para gente se conhecer e
equilibrar as demandas da sociedade com
a nossa busca individual de felicidade
mas não significa que a gente acredite
nas regras da sociedade eu que a gente
considera elas como reflexo de uma
verdade moral absoluta não se trata
disso mas a gente a despeito de tudo
existe uma realidade lá fora e encarnada
incorporada em
a habitações sociais da sociedade então
a gente precisa se adaptar a essa
estrutura limitante né que faz parte da
realidade então enfim para a gente ser
feliz a gente tem que fazer um cálculo
libidal a economia libidinal como freud
pensa mas o que acontece é que os
pós-freudianos começa a discordar de
flores no ponto importante para um freud
a gente ainda precisa realmente
canalizar as nossas pulsões a energia
libidinal ela tem que ir para algum
lugar então se ela não for reprimida ela
pode ser sublimada e por isso a
civilização é possível mas essa geração
que surge depois o gerações dos postos
de anos e se coloca uma coisa em outros
termos ele diz o seguinte nada disso nós
não temos que nos adequar forçadamente
as exigências e demandas sociais e
procurar seu mais buscar o máximo de
felicidade que a gente consegue dentro
desses limites isso não é suficiente se
a sociedade coloca essas limitações o
problema está com a sua
bom então a gente precisa deixar a
energia libidinal ser liberada e isso
significa que a gente pode lutar e
romper esses quanto esse padrão sociais
eu não desse padrão sociais quando nós
temos uma fusão aí sim qual é o seu de
uma fusão dessa nova terapêutica com o o
ideal revolucionário marxiano e aí a
gente tem algumas figuras importantes o
rhay num primeiro momento mas
principalmente marquise herbert marcuse
eros e civilização então agora nós uma
outra situação outros pensadores
contribuíram país mas a nova situação
seguinte para gente transformar a
sociedade a gente precisa da liberação
sexual e da busca da felicidade agora é
um problema que que felipe rico colocou
todas as terapêuticas em outras
civilizações eram sistemas de cura da
alma que ensinavam as pessoas adequar
seus desejos a exigência social mas elas
ensinavam pelas pessoas que as
exigências sociais mais amplas eram
válidos eram
eu posso apaixonar mas era sem funcionar
mas hoje nós vivemos um mundo em que a
terapêutica moderna diz para a gente o
tempo inteiro que a gente tem que lutar
contra as instituições as novas sociais
para gente ser feliz como você vai
construir uma sociedade integrada dessa
forma simplesmente ampliando os direitos
dos indivíduos ensinando os indivíduos a
se tornarem até mesmo neuroticamente
revoltados contra todas as limitações a
ordem moral a religião o estado o
mercado o meu corpo as definições de
gênero todas as externalidades são
inimigos da minha felicidade porque eu
preciso me expressar de forma totalmente
autêntica e essas indicações não deixam
de expressar é uma contradição essa
terapêutica moderna então é um ponto que
foi colocado por filipe ri mas não
precisa levantar hoje as expectativas de
felicidade do indivíduo contemporâneo
não casam com a realidade nos votos
oferecidos em 2011 no stf pelos
ministros do stf
e a gente percebe no texto desses votos
afirmação de que esses novos modelos
afetivos de família e particularmente a
união homoafetiva como apresenta esse
caráter da pena durabilidade e eles
devem ser reconhecidos pelo estado a
gente percebe isso mesmo a uma busca de
emular de alguma forma a concepção
tradicional de casamento e família e
particularmente esse aspecto a
perdurabilidade é claro que isso é
importante é necessário por exemplo um
desenvolvimento das crianças qualquer um
familiarizado com o tema do
desenvolvimento psicológico infantil
sabe que a segurança ontológica
necessária anthony guiddens por exemplo
em modernidade e identidade ele fala
muito sobre isso entre o lugar porque a
segurança odontológico importante uma
pessoa suspeita o tempo inteiro que ela
está sob risco imediato de morte ou de
se machucar ou de ser atacada ela não
vai conseguir lidar com ansiedade e
realizar suas tarefas cumprir funções
estabelecer vínculos
e válidos veja por exemplo que diz maria
berenice dias desembargadora aposentada
do tribunal de justiça do rio grande do
sul fundadora do instituto brasileiro do
direito de família e um dos grandes
nomes dos direitos afetivos quem sabe é
de se apropriar do conceito de savatier
a união livre pois somente a liberdade
em seja a forma mais pura para mantença
de um relacionamento afetivo não há
fidelidade obediência e assistência
obrigatória tudo isso dado por amor não
deve durar se não encontro puder durar
esse amor os amantes nenhum compromisso
assumi para o futuro a independência de
ambos é sagrada nas páginas de sua vida
nada se escreve com tinta indelével hora
como você pode defender essa concepção
de casamento e alegar depois no contexto
no contexto jurídico que essas relações
baseadas na afetividade apresentam o
mesmo caráter da perdurabilidade que as
antigas relações matrimoniais guardavam
então essa afirmação de que
e esses relacionamentos apresenta o
perdurabilidade é uma espécie de
tautologia são relações que duram
enquanto duro é alguém pergunta relações
baseadas na afetividade na relação pura
elas são duráveis e aí o ministro
respondia você sim elas duram quanto em
quanto duro porque quando acaba a
sensação de afeto e o bem-estar você
pode dissolver a relação o bem afetivo
ou esse bem como bem-estar emocional é
colocado como mais importante do que
outros bem existe algo de muito a
crítico de profundamente a crítico no
movimento direitos afetivos existem
pesquisa assim são feitos para
compreender como são por exemplo as
novas configurações familiares mas não
existe uma compreensão clara da miséria
emocional e moral que está envolvido em
muitas dessas novas relações isso não
foi realmente verificado e e a gente já
tá transformado essas coisas em inglês e
criando direitos em cima disso é o
movimento cego com isso se cria um
ambiente cultural
a funcionar a busca de satisfação
emocional de bem-estar de uma pessoa é
praticamente uma imoralidade olha porque
estou não é moralidade porque o
bem-estar emocional se tornou bem
absoluto na linguagem de charles taylor
um hiper bem hum bem márcio como ele
trata desse tema lá no as fontes do
selfie é o clássico de filosofia moral
também o bem-estar afetivo citando bem
máximo quando surge o movimento dos
direitos afetivos o que que esses
movimentos dos direitos afetivos
realmente está promovendo não é só os
direitos individuais se for só os
direitos individuais num contexto de
sociedade plural a gente lidaria com
mais facilidade na verdade é uma utopia
de felicidade emocional de bem-estar que
tem sido promovido em vários setores e
esse movimento então usa como cunha a
mudança na concepção de casamento para
transformar em norma universal essa
concepção de felicidade a utopia e multi
vista do campo afetivo toda família tem
um foco moral ela tem
as ações têm o foco moral a família
afetiva é um artificialidade é uma
invenção da sociedade contemporânea com
a perda da unidade do discurso moral com
a perda das razões para manter um
discurso moral é rico claro nossas
relações se fragmentam as relações se
tornam líquidas ótimos o surgimento
dessas famílias alusivas são encontros
emocionais rápido dura pouco tempo e o
vínculo é simplesmente o carinho cuidado
emocional quando essas coisas se
dissolvem até por causa da incapacidade
de realizar sacrifícios as pessoas
desistem da relação eu não quero dizer
que essas relações afetivas não devam
ter certa para o desse proteção legal às
vezes não podem ser equacionados com a
concepção moral da relação familiar e da
relação matrimonial o ideal de casamento
que está mais próximo da realidade é o
ideal conjugal é diferente do ideal
afetivo essa transformação do núcleo da
família para essa concepção
a monique é multi vista recente como é
gera efeitos muito novos fase e
imprevisíveis mas certamente hoje tá
veis para aqueles que estão preocupados
acerca desse assunto e é por isso que no
próximo vídeo nós vamos falar sobre os
efeitos disso tudo e quais as
consequências desses movimentos modernos
de transformação do significado do
casamento te espero na próxima
terça-feira às 10 horas da manhã aqui no
canal do dois dedos de teologia para o
próximo episódio da nossa série a nova
família e continuador da obra do carter
foi o herman dói juristas já mencionado
aqui em que ele mostra aqui em momentos
históricos muito específicos quando a
gente teve processos de indiferenciação
a sociedade eletroagil grandemente um
desses por exemplo é o terceiro reich
alemão ele diz que quando hitler assumiu