A NOVA FAMÍLIA (EP5): AFETO NÃO FORMA FAMÍLIA
01/09/2020A NOVA FAMÍLIA (EP5): AFETO NÃO FORMA FAMÍLIA
Fonte: Dois Dedos de Teologia
Legendas automáticas:
e após conhecermos o conceito tradicional de família baseado na questão dos filhos da prole da fecundidade cabe conhecermos melhor os problemas do outro lado o conceito revisionismo de família nessa reconfiguração moderna do significado do casamento esse é o tema do nosso quinto vídeo da nossa série a nova família aqui no dois dedos de teologia e e aí e talvez a grande questão que a gente precisa tratar no vídeo de hoje é sobre o problema da eudemonistico emotivismo que a gente vai explicar melhor ao longo do nosso episódio e a ideia de que o casamento é uma instituição baseada prioritariamente no afeto será que o sentimento é suficiente para validar uma instituição com a família o sentimento a questão do afeto não é suficiente para explanar como o casamento tem historicamente sido apresentado ele não explica por exemplo porque que o estado ou a sociedade tem interesse no casamento observe que todas as nossas relações de amizade são relações afetivas mas eu e você nós nunca se não um contrato para entrar em uma relação de amizade porque então que em um casamento as pessoas assinam contrato por que que a sociedade ela se organiza de tal modo a criar freios e contrapesos para reger aquela união para preservar aquela união para promover aquela união para criar a regra é porque o estado se mete no meu casamento e ele não se mete na minha amizade da mesma forma se ambos são relações afetivas com a primeira crítica a essa posição que alerj como caso central do casamento a união afetiva para caracterizá-lo é que essa posição é incapaz de distinguir o casamento da amizade isso é uma perda para nós com civilização isso é de fato uma perda civilizacional porque a partir disso todo o casamento é apenas um grau maior de amizade e toda a amizade é um grau de efectivo de casamento parece que você não pode se entregar tão plenamente afetivamente para um amigo sem tirar do seu cônjuge algo que lhe seria próprio essa posição revisionista ela não consegue diferenciar casamento de amizade o segundo ponto é que ela não consegue explicar por que o estado teria interesse no casamento o estado não tem interesse em uniões românticas simplesmente porque elas são romão a mecha o nosso namoro só tô apaixonada por alguém o estado não tá nem aí então o que justifica a intervenção do estado em divisão de bens e herança e toda e todo esse aparato jurídico que nós temos montado de políticas públicas e é toda essa estrutura sobre o casamento afeto não dá conta de justificar isso então posso revisores também não explica o interesse do estado no casamento a gente as pessoas confundam né é como se a família tivesse a sua origem na perspectiva jurídica mas é de afetividade e não é isso tanto é que veja olha pessoal pede o afeto é outra nem por isso ela terá os deveres dela e vamos assim afastados basta pensar relação paterno-filial um pai ou mãe que não queiram dos filhos não gostam deles nem por isso perderam o bv de mantê-los ao mesmo tempo o casal que vai separar em cima dele tem necessidade econômica o deverá suprir igual testificar necessidade não tiver casado e aquele que o ex-cônjuge tem a capacidade de auxiliar e aí dele ele também surgem para a gente entender na outra dos impedimentos matrimoniais e na lógica até de período que tem e todo vamos assim tipo de nova atividade vinculada à interesse social na família pois se apenas afetividade e sequer existiram impedimentos tem que haver e dever de manutenção da pessoa após o rompimento da relação ao tratamento mais ideia de solidariedade criada e que permanece primeiro lugar eu acho isso problemático porque que eu saiba não existe uma investigação nacional que mostre que o critério central e organizador das famílias é a fertilidade é que no universo do direito muitos processos judiciais ligados a famílias baseadas em afetividade e surgiram e naturalmente espero que ser tratados pelo sistema jurídico pelos agentes né enfim público juízes por advogados e assim por diante que esse novo fenômeno que são associações familiares ou para familiares centradas no sentimentos atrás na festividade ele ele abandou no horizonte desses juristas mas eu não sei de nenhuma é de que a sociedade inteira tenha de fato adotado isso como o seu padrão central organizador ainda que seja promovido por programas de tv por novelas e assim por diante e por ícones culturais e sem dúvida acontece mas eu não eu não vejo como isso estaria é claro eu certo que a sociedade passou por tal transição paradigmática de modo que todas as relações familiares agora e todos os casamentos são centrados na afetividade ou seja no dogma e multi vista da felicidade como auto-realização como auto-expressão como bem-estar emocional e assim por diante disso como a chave organizador de todos relações existe um processo nessa direção mas ele não é consolidado uma evidência que a gente tem que ele não é consolidado é essa entre aspas surpreendente reação conservadora na área de costumes que a gente vê no brasil e em vão alguns ideólogos e críticos culturais tentam identificar e a mente perversa por trás desse movimento que não existe isso que existe é uma sociedade que ainda mantém padrões tradicionais então essa alegação de que mudou tudo na família contemporânea é quase certamente falsa um álcool franco-argelino amado jackson vier lógico tem falado bastante respeito que ele chama de distribuição sensível não certo uma hipótese bastante popular na filosofia contemporânea teste fica tão basicamente formas diferentes da lidar com a mesma coisa que a discutir distribuição francisco ele fala muito sobre relações públicas tethys escreveu bastante obras de referências estão por exemplo explicado nos pago políticos que se sente ele tenta mostrar que as nossas práticas políticas sempre estão fundadas no aspecto 7º aspecto pensar e são dele ela contribuiu por que a gente chama de sentimentalização da polícia você já que a polícia passou a ser muito mais preocupada contemporaneamente arthur fundar suas práticas encontrar legitimidade das suas práticas nos acessos dos indivíduos do que propriamente dito em aqui vai conseguir bem como o que conhecer melhor o mesmo status no google por exemplo na perfil de casamento o visual verídico que justamente nessa centralização política a surpresa que é mostrar a legitimidade de defender uma união e defendeu o instituto jurídico e tal como esse casamento homossexual baseado no acesso daqueles coloca ou seja a identidade dos indivíduos seus afetos e sentimentos controlando e fazer surgir um mês que correspondem o idiota também das vezes e fiz a noite político da identidade ou política do reconhecimento o pênis uma gama de práticas governamentais publicá-los óculos que nascem do indivíduo concreto de situação concreta de observar pele experiência gene pele fica faz parte do youtube preferiu que a gente chama de genocida da diferença política da identidade política do regime qual o problema dessa tentativa de definir a família como uma instituição basicamente emocional quando você leu os documentos ele textos e de pessoas que defendem o casamento casamento homoafetivo você percebe que o conceito de felicidade que apresentado pelo inclusive que é usado frequentemente ao tema eu de moniz tica né que vem é uma referência à a ideia grega daí o da harmonia né da busca da vida boa ou da busca da felicidade termos genéricos a gente pode dizer e eu de novo eu de moniz tica foi denominada por um filósofo importante professor da universidade de notre dame chamado alex dela é kim thayil escrever um livro bastante influente nos anos 80 teve muitas acepções e titulado depois da virtude ou after útil esse livro foi muito importante como é que tá e descreveu a origem o desenvolvimento é a consolidação desse movimento que ele chama de emotivismo moral o emotivismo moral é a tese de que os únicos bens humanos realmente válidos e universais são o bem-estar aí as relações afetivas e particularmente o desfrute da arte e seriam os únicos bens humanos reais e que quando a gente usa a linguagem no dia a dia do certo e do errado essa linguagem diz respeito a gente pensa que tá falando sobre absolutos morais ou não certo errado mas o que está por trás disso tudo são gostos e interesses e as preferências a busca de prazer ea evitação da dor em última instância de modo que a ideia de uma ordem moral objetiva é enterrada e esse movimento emotivismo moral as condições pré já estavam se desenvolvendo nos séculos anteriores mas ele tem esse a gente pode ser talvez um oficialização no começo do século 20 uma implicação dessa doutrina muito importante é que a defesa de padrões morais absolutos perde significado no contexto e motivos é como você vai pensar políticas públicas por exemplo que a fé tem os costumes ou as micro relações você vai pensar sempre em termos psicologia usados em termos de que modo aquilo diminui o sofrimento aumenta a utilidade para todos aumenta o bem-estar se eu pensar só nessas categorias mas essas categorias são insuficientes para organizar a vida social então a doutrina emotivismo moral é por trás a mística moderno desse conceito moderno de felicidade aqui vale a pena invocarmos o trabalho de john finnis famoso filósofo e jurista provavelmente o maior teórico jus naturalista contemporâneo células de pesquisa no centro de ética e cultura de notre-dame fitness foi professor de direito e de filosofia jurídica na universidade de oxford 1989 a 2010 onde atualmente é professora mary ele atuou como consultor constitucional para sucessivos governos austrália e em relações bilaterais com o reino unido onde foi naturalizado sendo nomeado conselheiro honorário da rainha em 2017 e recebendo em 2019 maior prêmio civil que alguém pode receber austrália sendo reconhecido como companion da ordem australiana as teses de john finnis foram amplamente usadas o trabalho de mestrado da de henrique foi publicado em 2018 pela universidade federal do pará chamado razão prática o bem humano básico do casamento lei natural bem comum e direito trabalho ao longo muito bem referenciado e foi perseguido pelas comunidades lgbt do pará que tentaram impedi-la de defender a sua dissertação de mestrado dissertação esta que está sendo publicada pela editora apps temer como a razão do casamento uma reflexão filosófica a partir da lei natural e está com preço promocional de pré-venda o link para garantir a sua cópia vai falar infecção desse vídeo quando a sociedade fala em casamento gay o que é que ela fez ela selecionou um caso central do que é casamento ela só não discutiu isso e não abriu para o debate elas já pressupõem que o casamento é uma união afetiva é uma união baseada como se diz mais comumente é uma união baseada no afeto então como afeta é algo intrínseco ou é o que pode existir entre duas pessoas do mesmo sexo ou duas pessoas de sexos diferentes não faz sentido você dizer que o casamento pode ser heterossexual mas não há uma sexual porque o afeto existe não é terça e o afeto existe na união homossexual mas também existe na união poligâmica e também existe na união pode amorosa e também existe nós podemos pensar em outros tipos de uniões que vende vai identificar aquele só elegeram esse caso central porque eles pressupuseram que a razão humana não apreende bens inteligíveis ela está aprendendo bem sentimentais como se nós tomássemos as nossas decisões a partir dos sentimentos mas ele vai ser o seguinte não os sentimentos não justificam as nossas decisões as nossas ações e escolhas elas estão pautadas em razões inteligíveis então qual é o papel do sexo no casamento a posição revisionista a falha em responder um porque o estado ter interesse no casamento dos qual seria a diferença entre casamento e amizade e eles acabam confundindo o casamento com um tipo de amizade em detrimento da amizade e do próprio casamento e três ela também fala em dizer porque os e o a fidelidade sexual é relevante para nós identificarmos essa instituição duas freiras podem viver juntas a vida toda mas nem por isso elas estão casadas elas podem ter uma união afetiva ali naquele convento elas estão unidas por uma festa sincero elas até criam criança junto às crianças órfãs mas elas não estão casadas então a gente percebe que o sexo é importante para o casamento e toda mulher e todo um homem que geralmente se sente traído quando ele ou ela expressa a traição está ligado a uma infidelidade sexual ea posição revisionista não explica porque isso é importante a gente começa a perceber aí uma base principiológica objetiva para as regras do casamento se você for para o afeto as pessoas podem ser fiéis elas podem ter relações monogâmicas elas podem conseguir ficar juntas até que a morte os separe sim elas fodem eu não nego isso mas elas têm razões fora do mero arbítrio para fazer isso objectivamente falando não e elas têm razões para ficarem juntas enquanto o amor vale a pena que seja eterno enquanto dure essa é a cultura que a gente vive agora mas essa não é a realidade do casamento a realidade do casamento é uma realidade inteligente é uma realidade moral e esta realidade moral muitas vezes pode requerer grandes sacrifícios pode requerer que você seja fiel quando quando for muito difícil ser fiel que você permaneça com seu cônjuge quando for muito difícil permanecer com seu cônjuge e não quando ele seja aprazível e aí você tem mais de razões para lutar pelo casamento porque você já um entende com uma comunidade completa faltado é uma decisão inicia com o ato de escolha você diz não eu quero entrar nessa comunidade e você pode escolher entraram nessa comunidade mas você não pode escolher lá dentro alterar a sua constituição porque quando você altera a sua constituição todas essas regras param de fazer sentido não faz mais sentido por exemplo os filho o momento como álbum que é espontâneo que faz com que o casamento floresta não inscrição uma questão de escolha eu quero ter eu não quero ter você não quiser ter tudo bem casamento no final das contas não tem nada a ver com filhos que tem a ver com a minha satisfação emocional a minha satisfação afetiva se eu estiver feliz eu fico se eu não estiver eu vou embora e essa não é a realidade do casamento grandes realidades morais a honestidade a justiça muitas vezes requerem grandes sacrifícios coisas que são fundamentais a realização humana ao nosso bem-estar como seres humanos por vezes são de são duras são as duas e assim também é o casamento casamento às vezes é difícil mas essa construção principiológica pautada na natureza conjugal do casamento faltado na compreensão do casamento com uma comunidade específica nos dá razões objetivas para além do meu árbitro para além da minha vontade e para que o lute por essa por essa instituição para que o luxo pelo casamento já a outra o outro lado não outro lado acaba promovendo a visão afetiva uma visão muito mais passageira uma visão de que o casamento vale a pena enquanto eu estiver feliz ali dentro vale a pena enquanto o afeto perdurar mas por que que isso não é positiva enquanto sociedade porque se isso é verdade esse segundo lado você tem bem menos de ações para lutar para que seu casamento de fato de certo você pode contar com divórcio não se não der certo eu pulo fora e tento com outra pessoa só que isso acaba desintegrando você no sentido de que você não se entrega integralmente para ninguém vocês são uma pessoa dividida e você tem uma marca do primeiro casamento uma marca do segundo e você perde a oportunidade de viver profundamente uma experiência de realização humana que é a única que é uma experiência de entrega completa uma outra pessoa que é o casamento eu sou contra toda essa e são para criar e para estabelecer essa ideia do casamento gay porque eu entendo que ela veicula algo muito maior do que a realização dos direitos de algumas pessoas a nossa sociedade o que se propõe por meio do dessa movimentação é na verdade estabelecer uma concepção de felicidade como norma geral para a sociedade então esse é o meu maior incômodo com o projeto como um todo se você ler votos no stf opiniões de juristas a respeito desse processo e se você examinar particularmente os votos que foram apresentados em 2011 naquela naquele julgamento famoso a respeito da união civil homoafetivo você vai descobrir que ali um esforço muito claro de vincular o princípio constitucional a dignidade humana como a concepção de felicidade particular e universalizar essa concepção de felicidade o argumento principal é que todas as pessoas têm o direito de buscar ser felizes de as relações afetivas são necessários para a felicidade da gente precisa oportuniza juridicamente essas uniões mas aí o argumento que é usado já que a nossa constituição não fala explicitamente sobre o direito à felicidade o direito à busca da felicidade como a gente tem outras cartas constitucionais o que se usa para fundamentar esse direito da felicidade afetiva é o princípio da dignidade humana aonde essa francês andré forçar né já falecida da academia francesa ele falava certo contemporânea mexendo igual lado covardia prefere legalizar os seus erros a combatermos então veja cada um de nós por interesse pessoal pode desejar desfrutar de uma série de posições que não lhe convém que não são adequados para que ele que você pretende você pode desejar esse desejo não é porque ele está presente que ele se ele o ritmo e possui que me dá direito de almoçar o que eu desejo a verdade humana para cada um tem em cada pessoa cada um de nós com os defeitos que tem aos empregados que têm agora a divindade nossa apriorística pela condição de pessoa humana não necessariamente ela se translada para os meus atos concretos eu tenho atos mais dignos energia cansados errado objetos corretos e tenho desejos que estavam de acordo com a própria dignidade e desejo só contrários a ela tem porque a gente entender que muitas vezes querem defender nossa pessoa deseja logo aqui nessa legitimado não e a gente que vai para lembrar isso fosse o desejo exatamente afetividade a lógica para afirmar o que é bom que o ser humano a gente sabe que não estaremos mais aqui da série que eu desejasse outra mulher sexualmente uma festa e pronto e consumasse aqui não ser um direito dele e com outra com desejassem matar alguém continuasse aquilo ou seja não são os desejos nem sequer a inflação afetivo aquele que é mais ou menos ser humano pelo contrário é que escreve utilizado inclusive tem que a subordinada a própria educação em certa forma a própria educação menos com desenvolver virtudes o que que tô falando sobre isso tem muita gente hoje o crescente de desejar aquele tem que ser reconhecido como tal e se não fizer estava contra dentária dela não é isso atividade humana não deriva dos seus afetos e dos seus desejos dele da sua condição humana nome suas próprias atitudes dela para que sejam dignos que tá conforme esse padrão de conduta lastreado numa perspectiva de valores e que vai ser trazer portanto a conduta de virtude então aí a gente concorda que a dignidade humana é universal é um princípio universal à vida humana é sagrada o ser humano é um ele é um fim não é um meio e tem que ser tratado diferentemente e por isso a gente fala de dignidade isso é reminiscente da ideia de sagrado e tem inclusive relação com os fundamentos da cristão usa nossa civilização mas essa concepção de felicidade como bem-estar é algo diferente não é uma concepção realmente universal é uma doutrina moral específica o princípio da dignidade é universalmente aceita ele é constitucional mas a doutrina da felicidade com bem-estar e relações afetivas não é assim e não representa um consenso constitucional da sociedade brasileira todo ele tem origem em particular e começa no século 19 e se desenvolve no século 20 mas a concepção de felicidade que é comunicada é uma como uma visão específica de felicidade ea felicidade como bem-estar e relações afetivas agradáveis da isso tem a ver com que anthony que deixamos de relação pura eu entro numa relação e fico numa relação enquanto ela traz bem-estar e auto-realização e no momento que a relação não traz mais bem-estar e auto-realização eu saio dessa relação isso é um elemento integrante da eudemonistico em monte vista como a gente fala essa visão moderna de felicidade que é centrada no bem-estar as emoções uma vida emocional estável enriquecedora e assim por diante agora existe um movimento que o movimento dos direitos afetivos que quer transformar essa doutrina da felicidade como o bem-estar emocional em uma doutrina universal de modo que não apenas os direitos e algumas pessoas são preservar e esse mecanismo né por essa artimanha jurídica mas o que realmente acontece é que todas as relações passa a ser interpretados e governados por essa doutrina da felicidade e quando a gente lê textos por exemplo da maria berenice dias ou do calderón ou os votos né do celso de mello por exemplo você vai perceber ali que a concepção de felicidade está sendo promovida é essa concepção moderna de felicidade com o bem-estar não é nem exatamente moderna é a gente pode dizer que ela hiper moderna se a gente se lembrarem de gilles lipovetsky que inclusive é citado por alguns destes autores esse é meu maior incômodo com o movimento direitos afetivos e com o discurso que é usado para justificar o casamento homoafetivo assim chamar de casamento gay é que ele é uma espécie de unha para normatizar e até normalizar essa concepção de felicidade transformar isso numa doutrina a partir da qual todas as relações você julgados então uma pessoa que está numa tem uma vida familiar e tem um casamento que não é gol e por esse princípio da eudemonistico é motivo vista a sua relação passa a ser interpretado juridicamente avaliado juridicamente por meio dessa desse artifício e ela interpretar de outro forma agora como uma relação afetiva e não com uma relação fundamentalmente moral o meu maior problema é com esse projeto inteiro é que não se trata apenas de casamento homoafetivo é uma proposta de reordenamento moral da sociedade como um todo é estabelecimento de uma visão do que é o bem máximo da vida que a auto-expressão auto-realização como chave para interpretar as relações fugazes relações agora a gente está numa sociedade que tem várias doutrinas morais não é só uma questão de crença religiosa ou pessoa que siga por exemplo as ideias de sócrates hoje não vai concordar com essa concepção de felicidade uma pessoa que realmente adota uma visão kantiana a respeito do bem eu gostaria sua concepção de felicidade mas a gente pode dizer no caso da nossa sociedade brasileira hoje até mais do que isso a gente tem muitos católicos muitos evangélicos a gente tem judeus na nossa sociedade nós temos muçulmanos na nossa sociedade agora ainda em pequena proporção eles estão presentes e todas essas tradições abraâmicas isso é muito claro a felicidade não está relacionado com o bem estar está relacionado com o bem atrai ela solado com amor para a justiça são outras categorias com o auto-sacrifício tentar universalizar essa doutrina da felicidade claramente um gesto de uma elite cultural que têm valores hedonistas que têm valores emotivistas e que deseja transformar isso de uma espécie de moral oficial para nossa sociedade está completamente errado é um erro de fundamento a tentativa de associar uma verdade universal sobre dignidade humana como a doutrina moral específica que eu utilizo moral usando aí a o voto né dos no supremo tribunal e esse procedimento é ilegítimo doutor e mestre em direito civil pela universidade federal do paraná ficar do caldeirão publicou em 2017 a obra princípio da afetividade no direito da família onde ele escreve exatamente o seguinte a percepção da família como espaço para livre realização pessoal de seus integrantes é de importância singular passando a ser descrita como princípio a sua função eudemonista a família passa a ser reconhecida como relevante esfera privada vindo a se configurar como um espaço para o livre desenvolvimento da personalidade individual as pessoas buscam uma realização efetiva em cada uma das relações que travam socialmente ea satisfação é o que justifica a sua permanência ainda que por um curto período então me chama atenção aqui nesse nessa situação e você o aluno do argumento a tese de que por exemplo a família mas se aplica o casamento especificamente também não tem uma legitimidade própria eles são pensados como relativos e condicionados ao indivíduo isso é realmente o suficiente como concepção de sociedade nós vamos viver nossa sociedade apenas de indivíduos isso é um ponto por exemplo educar me levantava o ser humano é o modo duplex ele é individual mas também é coletivo e muitas realidades humanas só são vivenciadas quando o são coletivamente ela só emergem coletivamente alguns bens humanos eu poderia citar uma linguagem existe linguagem individual todas as vezes que alguém fala fala usando a linguagem que todo mundo usa são palavras estruturas de comunicação sobre os gramaticais formas poéticas e figuras de linguagem e assim por diante é um fenômeno super complexo mas ele é necessariamente coletivo porque isso é importante e essa essa definição e o de monista da família como lugar que serve para realização para a realização dos indivíduos ou para a auto-realização é uma descrição insuficiente da família ela poderia ser aplicada talvez por algumas instituições que são contrato a as instituições modernas que a gente criou de modo artificial para lidar com bens mais recentes pode pensar em uma banda de música por exemplo mas a família tem uma outra função na história da civilização e até na história evolucionária silva tem outra função tá tecnicamente errado tratar a família como a esfera relevante para o desenvolvimento dos indivíduos e pontos a família não é só para isso existem vivências que só se pode ter coletivamente e por isso eu faço desnecessário em outra citação de princípio da afetividade no direito de família orando continua dizendo o seguinte foi possível perceber que a afetividade assumiu em muitas das relações familiares o papel de verdadeiro vetor de tais relacionamentos com acento o que não se percebia em momentos anteriores a sociedade passou a adotar gradativamente o aspecto afetivo como suficiente e relevante nessas escolhas pessoais como paralelo decréscimo da importância que era conferida outros vínculos biológico matrimonial registral restou possível perceber a centralidade que a afetividade assumiu em grande parte dos relacionamentos foi de tal ordem a alteração que resta possível afirmar que houve uma verdadeira transição paradigmática na família brasileira contemporânea pela qual a afetividade assumiu o papel de vetor dessas relações um outro pensador muito importante chamado phillip rieff um antropólogo da universidade de chicago ele trouxe umas contribuições importantes para a gente entender o mundo contemporâneo e essa tendência de fazer as coisas tudo girar ao redor das das emoções da vida sentimental da opinião dele em diferentes momentos da história nós tivemos paradigmas diferente o ser humano então você tem o paradigma heróico no passado você pode pensar no arquiles por exemplo ou você tem um homem racional com sócrates é preciso ter um homem de fé como abraão eu amo religioso né como ele fala e você tem um homo economicus que a suja aí na aurora da modernidade com o capitalismo revolução industrial mas segundo felipe ricci a partir do século 19 começa a surgir um outro modelo de organização da vida moral da consciência que ele chama de homem psicológico e tem um trabalho muito importante sobre floyd ele fala isso no final do livro que freud começa a onde de imóvel terminou de mós chegou a enunciar o emotivismo moral mas quem que vai apresentar todo uma reflexão sobre como a gente busca o que é possível para ser feliz maximizando o prazer diminuindo a dor e sem trabalhar com padrões absolutos de moralidade freud seria o paradigma desse sujeito depois surgem outros pensadores né você não precisa ser freudiano passo é multi vista o que ele nota é que surjam o ser humano uma um mito do homem diferente como ele fala ele chama de homem psicológico o meu psicológico sujeito que tá aí para ser agradado ele fala bem claramente isso em outro livro importante o triunfo do terapêutico que ele publica em 1966 o que é o homem psicológico é um sujeito que ele ele ele se recusou totalmente aceitar normas hectares estruturas sociais que têm finalidades que não servem individualmente e recusou todas as cores o homem psicológico deseja se agradado e o sacerdote na sociedade terapêutica é o terapeuta não é mais o ministro religioso cura dalmas essa observação do filipe reef que inclusive influenciou minha quinta é muito interessante porque isso é o que a gente vê de fato 1968 o que é 1968 exatamente isso é a emergência pública né a grande revolta do homem psicológico não era uma revolução 68 uma revolução para atingir um avanço social o problema de 1968 é que é proibido proibir é ser o homem ele quer ser agradado e já fez uma revolução em nome da sua felicidade mas a felicidade com o bem-estar ea auto-realização apenas isso é uma doutrina de felicidade essa doutrina da felicidade que é o demônio que é motivo vista é que está por trás do movimento dos direitos afetivos é a promoção desse modelo de felicidade pode ainda pensava que os padrões morais absolutos entre aspas não existe o fim da metafísica deixa claro que a gente não tem isso mais nítido já atravessou o nosso caminho então o que que nós temos agora a busca do bem-estar e a gente usa a nossa razão e o terapeuta nos ajuda nisso para gente se conhecer e equilibrar as demandas da sociedade com a nossa busca individual de felicidade mas não significa que a gente acredite nas regras da sociedade eu que a gente considera elas como reflexo de uma verdade moral absoluta não se trata disso mas a gente a despeito de tudo existe uma realidade lá fora e encarnada incorporada em a habitações sociais da sociedade então a gente precisa se adaptar a essa estrutura limitante né que faz parte da realidade então enfim para a gente ser feliz a gente tem que fazer um cálculo libidal a economia libidinal como freud pensa mas o que acontece é que os pós-freudianos começa a discordar de flores no ponto importante para um freud a gente ainda precisa realmente canalizar as nossas pulsões a energia libidinal ela tem que ir para algum lugar então se ela não for reprimida ela pode ser sublimada e por isso a civilização é possível mas essa geração que surge depois o gerações dos postos de anos e se coloca uma coisa em outros termos ele diz o seguinte nada disso nós não temos que nos adequar forçadamente as exigências e demandas sociais e procurar seu mais buscar o máximo de felicidade que a gente consegue dentro desses limites isso não é suficiente se a sociedade coloca essas limitações o problema está com a sua bom então a gente precisa deixar a energia libidinal ser liberada e isso significa que a gente pode lutar e romper esses quanto esse padrão sociais eu não desse padrão sociais quando nós temos uma fusão aí sim qual é o seu de uma fusão dessa nova terapêutica com o o ideal revolucionário marxiano e aí a gente tem algumas figuras importantes o rhay num primeiro momento mas principalmente marquise herbert marcuse eros e civilização então agora nós uma outra situação outros pensadores contribuíram país mas a nova situação seguinte para gente transformar a sociedade a gente precisa da liberação sexual e da busca da felicidade agora é um problema que que felipe rico colocou todas as terapêuticas em outras civilizações eram sistemas de cura da alma que ensinavam as pessoas adequar seus desejos a exigência social mas elas ensinavam pelas pessoas que as exigências sociais mais amplas eram válidos eram eu posso apaixonar mas era sem funcionar mas hoje nós vivemos um mundo em que a terapêutica moderna diz para a gente o tempo inteiro que a gente tem que lutar contra as instituições as novas sociais para gente ser feliz como você vai construir uma sociedade integrada dessa forma simplesmente ampliando os direitos dos indivíduos ensinando os indivíduos a se tornarem até mesmo neuroticamente revoltados contra todas as limitações a ordem moral a religião o estado o mercado o meu corpo as definições de gênero todas as externalidades são inimigos da minha felicidade porque eu preciso me expressar de forma totalmente autêntica e essas indicações não deixam de expressar é uma contradição essa terapêutica moderna então é um ponto que foi colocado por filipe ri mas não precisa levantar hoje as expectativas de felicidade do indivíduo contemporâneo não casam com a realidade nos votos oferecidos em 2011 no stf pelos ministros do stf e a gente percebe no texto desses votos afirmação de que esses novos modelos afetivos de família e particularmente a união homoafetiva como apresenta esse caráter da pena durabilidade e eles devem ser reconhecidos pelo estado a gente percebe isso mesmo a uma busca de emular de alguma forma a concepção tradicional de casamento e família e particularmente esse aspecto a perdurabilidade é claro que isso é importante é necessário por exemplo um desenvolvimento das crianças qualquer um familiarizado com o tema do desenvolvimento psicológico infantil sabe que a segurança ontológica necessária anthony guiddens por exemplo em modernidade e identidade ele fala muito sobre isso entre o lugar porque a segurança odontológico importante uma pessoa suspeita o tempo inteiro que ela está sob risco imediato de morte ou de se machucar ou de ser atacada ela não vai conseguir lidar com ansiedade e realizar suas tarefas cumprir funções estabelecer vínculos e válidos veja por exemplo que diz maria berenice dias desembargadora aposentada do tribunal de justiça do rio grande do sul fundadora do instituto brasileiro do direito de família e um dos grandes nomes dos direitos afetivos quem sabe é de se apropriar do conceito de savatier a união livre pois somente a liberdade em seja a forma mais pura para mantença de um relacionamento afetivo não há fidelidade obediência e assistência obrigatória tudo isso dado por amor não deve durar se não encontro puder durar esse amor os amantes nenhum compromisso assumi para o futuro a independência de ambos é sagrada nas páginas de sua vida nada se escreve com tinta indelével hora como você pode defender essa concepção de casamento e alegar depois no contexto no contexto jurídico que essas relações baseadas na afetividade apresentam o mesmo caráter da perdurabilidade que as antigas relações matrimoniais guardavam então essa afirmação de que e esses relacionamentos apresenta o perdurabilidade é uma espécie de tautologia são relações que duram enquanto duro é alguém pergunta relações baseadas na afetividade na relação pura elas são duráveis e aí o ministro respondia você sim elas duram quanto em quanto duro porque quando acaba a sensação de afeto e o bem-estar você pode dissolver a relação o bem afetivo ou esse bem como bem-estar emocional é colocado como mais importante do que outros bem existe algo de muito a crítico de profundamente a crítico no movimento direitos afetivos existem pesquisa assim são feitos para compreender como são por exemplo as novas configurações familiares mas não existe uma compreensão clara da miséria emocional e moral que está envolvido em muitas dessas novas relações isso não foi realmente verificado e e a gente já tá transformado essas coisas em inglês e criando direitos em cima disso é o movimento cego com isso se cria um ambiente cultural a funcionar a busca de satisfação emocional de bem-estar de uma pessoa é praticamente uma imoralidade olha porque estou não é moralidade porque o bem-estar emocional se tornou bem absoluto na linguagem de charles taylor um hiper bem hum bem márcio como ele trata desse tema lá no as fontes do selfie é o clássico de filosofia moral também o bem-estar afetivo citando bem máximo quando surge o movimento dos direitos afetivos o que que esses movimentos dos direitos afetivos realmente está promovendo não é só os direitos individuais se for só os direitos individuais num contexto de sociedade plural a gente lidaria com mais facilidade na verdade é uma utopia de felicidade emocional de bem-estar que tem sido promovido em vários setores e esse movimento então usa como cunha a mudança na concepção de casamento para transformar em norma universal essa concepção de felicidade a utopia e multi vista do campo afetivo toda família tem um foco moral ela tem as ações têm o foco moral a família afetiva é um artificialidade é uma invenção da sociedade contemporânea com a perda da unidade do discurso moral com a perda das razões para manter um discurso moral é rico claro nossas relações se fragmentam as relações se tornam líquidas ótimos o surgimento dessas famílias alusivas são encontros emocionais rápido dura pouco tempo e o vínculo é simplesmente o carinho cuidado emocional quando essas coisas se dissolvem até por causa da incapacidade de realizar sacrifícios as pessoas desistem da relação eu não quero dizer que essas relações afetivas não devam ter certa para o desse proteção legal às vezes não podem ser equacionados com a concepção moral da relação familiar e da relação matrimonial o ideal de casamento que está mais próximo da realidade é o ideal conjugal é diferente do ideal afetivo essa transformação do núcleo da família para essa concepção a monique é multi vista recente como é gera efeitos muito novos fase e imprevisíveis mas certamente hoje tá veis para aqueles que estão preocupados acerca desse assunto e é por isso que no próximo vídeo nós vamos falar sobre os efeitos disso tudo e quais as consequências desses movimentos modernos de transformação do significado do casamento te espero na próxima terça-feira às 10 horas da manhã aqui no canal do dois dedos de teologia para o próximo episódio da nossa série a nova família e continuador da obra do carter foi o herman dói juristas já mencionado aqui em que ele mostra aqui em momentos históricos muito específicos quando a gente teve processos de indiferenciação a sociedade eletroagil grandemente um desses por exemplo é o terceiro reich alemão ele diz que quando hitler assumiu