Saúde Mental, Paz e Educação – Solano Portela
10/10/2020Saúde Mental, Paz e Educação – Solano Portela
Fonte: IP Santo Amaro
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olá é um prazer poder estar participando dessa quarta jornada de saúde mental 2020 e tem como o tema pandemia global saúde mental e fé cristã e eu estou na 19ª palestra promovida pelo instituto gartrell e o tema que nós vamos abordar nos próximos minutos é saúde mental pais ea educação educação e a minha área de atuação e e eu estou ligando esses dois outros temas saúde mental paz como sendo o elemento essencial à saúde mental e também a promoção da boa educação e um dos objetivos principais da educação escolar cristã que a área que eu tenho me dedicado nos últimos anos e quando nós abordamos esse tema de saúde mental uma coisa me chama atenção pelo menos é que a organização mundial da saúde ela não tem uma definição oficial de saúde mental não é que não existiam definições existam de existem diversas definições de saúde mental mas ela não tem uma definição oficial existe uma multiplicidade de definições mais praticamente todas elas é tem esse tema central de que a saúde mental é a capacidade de um indivíduo de apreciar a vida e procurar um equilíbrio objetivando resiliência psicológica é estar de bem consigo com os outros aceitar as exigências da vida saber lidar com emoções boas ou más a alegria tristeza coragem medo paz violência as situações da vida em que nós nos encontramos aqui se fosse você eu creio utilizar uma linguagem bem popular dos nossos tempos seria dizer que é uma pessoa bem resolvida que ela está em paz e ela consegue administrar todas essas situações conflitantes do nosso dia a dia isso é essencial para que tenhamos uma boa educação isso também é um dos objetivos da educação escolar cristã essa saúde mental dos seus alunos daqueles que estão envolvidos e não somente dos alunos mas de todos que estão nessa cadeia de ensino-aprendizagem professores gestores e uma escola também todos tem que ter saúde mental para o o que é de propício a o processo educacional tô falando ainda de saúde mental até cinco atemorizado por que temos tantos especialistas aqui e certamente sabem dar definições bem mais precisas do que a minha mas é necessário que a gente entenda que há uma diferença entre saúde mental doença mental transtornos ou distúrbios do cérebro é saúde mental nós já estamos falando sobre isso é aquela pessoa que sabe lidar com as situações conflitantes dessa vida que está em paz consigo mesma é doença mental por exclusão é aquele que não tem saúde mental mas tem um viés mais específico é aquela que apresenta alguns transtornos repetitivos no seu compacto comportamento fruto de diversas situações que podem ter ocorrido em sua vida ou que estejam perturbando ela quer né o trabalho na escola em qualquer situação obviamente que transtornos ou distúrbios do cérebro tem uma natureza física e fisiológica eles têm só em eles têm uma contrapartida nos no nosso sistema nervoso ou seja eles têm uma origem no nosso sistema nervoso e principalmente no cérebro que levam a disfunções comportamentais e é algo completamente dissociado obviamente que entende transtornos ou distúrbios do cérebro não tem saúde mental mas ele tem mais do que aquilo que poderia ser chamado uma doença mental e os tipos de abordagem e tratamento são bem diferentes é necessário essa distinção porque em círculos eles estão os às vezes nós temos alguma confusão sobre isso inclusive até às vezes na área de aconselhamento a todos os comportamentos diferentes erráticos aqueles que não tem uma certa consistência o coerência com a costura que se espera da de um cristão na palavra de deus eles são caracterizados como procedentes de pecado mas nem sempre essa é a situação obviamente que ocorrem por causa do pecado que está no mundo mas não necessariamente pecados individuais podem estar provocando essas situações essa percepção foi muito aguçada e nos foi trazida pelo médico e escritor escritor cristão martin lloyd-jones do livro que ele escreveu o combate cristão quando ele faz esse alerta aqui ele diz os cristãos não entendem como os campos espirituais físicos e psicológicos se relacionam uns com os outros é satanás se ocupa em confundir as linhas demarcatórias não é que não existam situações ou entrelaçamento espirituais ou um comportamento obviamente existe mas nem sempre a situação é de um para um é relacionado com o pecado específico na vida daquela pessoa e ele continua muitos problemas nossos ocorrem porque pensamos que são problemas espirituais quando eles têm natureza física ou pensamos que um problema é físico quando ele é emocional ou espiritual na uma necessidade então discernimento mas a temos também que constatar que é roubado da saúde mental aqueles que são sujeitos a situações onde não existe paz onde existe conflito e isso tem sido bastante estudado por exemplo o nós temos um livro aqui conflito paz e saúde mental onde o autor fez um estudo intenso dentro da situação existente nos anos de guerra lá na irlanda do norte oi e aí ele verificou que aquelas questões ali de violência de apreensão se haveria uma bomba ou não na próxima esquina se haveriam explosões e avisa de alguém de um membro da família ia ser espada todas as associações elas causavam um trauma intenso não somente nos mais próximos os próximos mas em toda uma geração questões relacionadas com a saúde mensal com frequência surgem as vezes anos depois a experiência de eventos traumáticos e esses traumas eles podem ser passados de uma geração para outra nós temos diversos estudos diversos trabalhos acadêmicos que tem falado sobre essa relação entre promoção da paz e saúde mental a ausência de paz vai trazer problemas de saúde mental ó e aqui eu estou projetando apenas é três desses estudos acadêmicos aqui que mostra o primeiro deles é esse entrelaçamento intrínseco entre a promoção da paz e saúde mental e o apoio psicossocial e pode ser dado nessas situações o outro estudo fala sobre violência e saúde mental e mostra as oportunidades para prevenção e para intervenção é mais é cedo nesse processo de deterioração da saúde mental e a clínica mayo também tem diversos estudos lá que mostram essa questão entre paz e saúde mental e é o meu propósito aqui nesses minutos que eu estou falando com vocês mostrar e a questão da paz ela é crucial tanto para saúde mental quanto para é e esse nós queremos o ambiente escolar que promova a paz nós estamos também a objetivando a saúde mental dos educandos e dos educadores para que tenhamos a o processo de ensino e aprendizagem é totalmente dentro daqueles parâmetros e que objetivamos aqueles ideais e nós consideramos essenciais principalmente se estamos falando de escolas cristãs dentro do ambiente cristão onde a questão da paz é tão importante então nesse sentido o grande ladrão da paz é a violência à violência em todos os sentidos e é uma dura verdade e o mundo ele está cada vez mais violento o rapaz parece ser uma rara comodidade é como se fosse uma espécie em extinção vivemos nesse mundo tenebroso sabemos que o mundo está submerso em pecado e onde a ausência de paz parece ser a norma temos conflitos mundiais violência indiscriminada violência dentro do lar violência é contra familiares é exploração abuso sexual de crianças dentro dos lares acontecendo a questão dos assassinatos que nos últimos anos no brasil temos atingido quase 70 mil assassinatos por ano isso é mais do que morrem muito conflitos é declarados guerras explícitas que estão acontecendo ao redor do mundo morrem aqui do brasil assassinadas mais em 60 mil pessoas quase 70 mil pessoas estamos ainda por ver as estatísticas desse ano de 2020 mais os últimos índices dessas semanas é de que mesmo com toda todo o confinamento com toda paneme ia a violência e as mortes por assassinato elas continuarão a crescer as nossas escolas um relatório feita feito pela unesco diz assim existe uma tendência a naturalização da percepção da violência nas escolas o relatório está dizendo que a violência é uma coisa tão intensa que ela tá virando coisa comum nas escolas e continua por exemplo as brigas os furtos as agressões verbais são considerados acontecimentos corriqueiros sugerindo a banalização da violência e sua legitimação como mecanismo a solução de conflitos recorre-se a violência para resolver conflitos que em si já era um violento essa é a triste ironia da situação e esses conflitos eles encontram o caminho as salas de aula professor doutor ewerton luís sanches disse quando você vende em um mundo que está em conflito que sai tem interessante escalada de compreensão de que a violência é o caminho isso vai para o trabalho junto para com você isso começa a formar o seu modo de tratar outras pessoas você deixa de ser às vezes pacífico passa a ser violento e se isso vai para o trabalho nós poderíamos dizer a mesma coisa com relação às escolas ao ambiente escolar e essa convivência no mundo onde a violência está presente em todas as situações desde o noticiário é diário que nós vemos desde a mídia impressa ou radiofônica ou nos vídeos games as formas de entretenimento nos filmes tudo isso vai fazendo parte da natureza de tratamento que uma criança ou um aluno da ao outro e então a violência trazida para sala de aula quando ela não é trazida também por parte daqueles que têm a responsabilidade de gerir as salas de aula de gerir as escolas então a uma necessidade de educação e de relacionar essas duas coisas educação e paz porque temos necessidade de paz e as respostas elas as múltiplas muitos têm se colocado propostas educacionais com esse objetivo porque há uma percepção de que nós precisamos fazer alguma coisa para encorajar a paz para promover a paz e a uma necessidade de nós termos também uma visão global dessa situação uma ética global do processo educacional e seja promotora da paz e consequentemente promotora da saúde mental de todos os envolvidos nesse processo e nós estamos falando aqui da educação de crianças se elas são formadas dentro dessa visão de que paz é algo a ser objetivada isso vai fazer uma diferença tremenda em suas vidas não vai servir a elas apenas aquele naqueles anos ali iniciais na escola é uma grande educadora maria montessori e já dizia isso no século passado estabelecer uma paz duradoura e a tarefa da educação tudo que os políticos podem fazer é livrarmos da guerra são palavras interessantes talvez você não concorde com contudo que ela que ela diz o coloca e talvez até nem concorde com a frase na sua totalidade mas transparece a flora aqui nessa frase a ideia de que ela tem esse anseio por paz e uma senha ainda maior de que a educação promova paz promova a a saúde mental dos envolvidos e ainda uma percepção de que a finalidade principal do governo seria está evitando a violência dando garantia aos cidadãos de bem para que eles sejam protegidos em suas atividades e punindo aqueles que isso e os promotores da guerra promotores da violência promotores dos assassinatos então essa devia ser a principal função é do governo que hoje se entremete em todas as áreas da vida e essa daqui passa a ser apenas uma área e não tem a prioridade maior de todas as suas ações e é também significativo que nós nos vermos que organismos internacionais até a própria unesco ela começou a falar bastante de paz a gente pode às vezes até nem identificar o que ela considera pais com aquilo que nós consideramos os pais do nosso dia a dia no nosso ambiente mas é declarações como essa promoção da paz pela educação está no coração da missão da unesco oi e a declaração universal dos direitos humanos no artigo 26 diz assim a educação deve ser direcionado em prol do pleno desenvolvimento da personalidade humana e para o fortalecimento do respeito aos direitos humanos e as liberdades fundamentais deverá promover o entendimento a tolerância ea fraternidade entre todas as nações e grupos raciais ou religiosos e deverá apoiar as atividades das nações unidas para a manutenção da paz nas ações e nós temos registrados aqui como iniciativas da unesco e nós vemos que por exemplo a década 2001/2010 foi denominada década internacional para uma cultura de paz e não violência hora nós estamos vivendo quase dez anos depois apesar dos obstáculos a série nobres aqui e apesar desse desejo desse anseio por paz que eu creio que é um é um desejo é de dos cidadãos as pessoas das famílias e conviver em paz nosso estamos caminhando muito bem não é porque só temos visto a violência crescer mas vejo em 1960 e isso 40 anos antes antes dessa década internacional de uma cultura de paz foi o documento estabelecia uma estrutura normativa que apresentava os elementos essenciais do direito à educação em 1974 também no bojo da unesco aqui o outro documento tinha recomendações sobre a educação para a compreensão cooperação e paz internacionais 1995 esforço continua declaração plano de ação integrado é sobre a educação para paz direitos humanos e a democracia e isso vem inspirando diversos autores também toda essa busca pela paz infelizmente nem todos compreendem o que é paz verdadeira nem todos compreendem que a paz não é conivência com o erro nem diluir o a percepção daquilo que está errado mas vários autores inspirados por esse por essa paz está sendo objetivado escreveram por exemplo morto android ele escreveu um livro chamado educando para o mundo pacífico em 1993 e nesse livro ele coloca um programa que poderia ser seguido por escolas para encorajar valores atitudes e conhecimentos que promovessem relacionamentos construtivos e não destrutivos preparando para o mundo pacífico oi e ele traz aqui quatro componentes chaves primeiro ele propõe que haja uma educação cooperativa segundo que haja treinamento em resolução de conflito e nós escolas e terceiro a utilização construtiva da controvérsia no ensino das matérias a verificação de que existem pontos de vistas e são diferentes mas isso não deve levar necessariamente a um conflito mas é tentar utilizar construtivamente essas controvérsias objetivando a verdade e quarto criação de centros de solução de disputas nas escolas são todos objetivos é nobres como eu tenho dito aqui e são todos os demonstrativos e que existe essa sem o para pais e que alguém por favor encontra é a fórmula mágica para termos a paz e nas escolas e na nossa sociedade um outro altura aqui e as harrison dois autores aqui john cena ele se inscreveram educação para a paz em um novo século e em 2002 e eles elencam as três pontos aqui e devem estar presentes no processo educacional a educação deve promover encontros que estranham das pessoas o desejo de paz enfatizem formas não-violentas de resolução de conflitos ensinem o desenvolvimento de habilidades e análise de estruturas e legitimam injustiça e desigualdade que acontece que todos essa toda essa concentração todos esses poços às vezes nós chegamos a desanimar porque nós não vemos a verdadeira paz estando presente e consequentemente lhe estamos lidando trabalhando no contexto de ausência de paz e consequentemente trazendo diversos problemas para a saúde mental dos nossos alunos dentro do ambiente escolar numa audiência pública o dr roberto dorner e dornas e ao presidente da confederação e federação nacional dos estabelecimentos de ensino ele disse é patente intolerável a indisciplina ea violência nas escolas que vem crescendo dia a dia a ponto de tornar extremamente perigoso o exercício das atividades educacionais eu senti isso foi no audiência pública de discutir o projeto lei 267 ad2 de 2011 e dizia respeito a o que é que o professor ou as escolas poderiam fazer para uma promoção mais intensa da disciplina e ele continua constituem sementes da criação da sociedade indesejável de amanhã são a consequência da enganosa afirmação de que não se deve dizer não na atividade educacional e aquele se aproxima daquela da resposta àquela pergunta por que tantos esforços com tantos anseios para pais a gente não consegue essa paz tão almejada nós estamos é trabalhando também e competindo com intensidade a intensidade é que é colocada na promoção de uma sociedade oi siva onde não pode haver disciplina onde não pode haver nenhum tipo de limites colocados e onde você tem que deixar é somente o indivíduo o recheio as suas próprias ações e é tão chegamos a situação entre nós os encontramos é nos dias de hoje onde a violência sim tampei a nas escolas bem olhada a essa reportagem aqui que já é já tem cinco anos mas que mostra essa ausência de bares que tem outro assunto que a gente está aqui em brasília são imagens impressionantes de um quebra-quebra promovido por alunos que destruíram a escola onde eles mesmos estudam e juliano o motivo para esse vandalismo todo é igualmente revoltante né é que motivo né ana aparentemente com o esforço da direção da escola ali para tentar impor alguma ordem alguma disciplina a nova diretora foi considerada por esses alunos rígida demais [Aplausos] e a cena são impressionantes e a gritaria correria as imagens feitas pelo celular de um aluno mostra os colegas do 6º ao 9º ano que se uniram para destruir a escola é o caique presidente tancredo neves em valparaíso goiás na divisa com o distrito federal carteira são jogadas e amontoadas uma porta é quebrada chutes aqui um armário venha abaixo de 1.300 alunos estudam na escola as aulas não foram suspensas a secretaria de educação organizou um mutirão para recuperar a escola mas o lugar ainda está destruindo essas fotos mostram que muitos vidros continuam quebrados só restaram as estruturas da janelas várias carteiras foram inutilizados veja a porta como ficou o colégio está todo pichado esta ex-professora que tem medo de ser identificada conta que já existe um histórico de problemas com alunos ela pediu demissão em fevereiro nossa amiguinha normalmente professores segundo a professora insatisfação se agravou com a vinda da diretora atual que é mais rígida e cobrava disciplina no colégio o que teria motivado a manifestação [Aplausos] a selvageria em sala de aula o fantástico conversou com a professora que foi atacada pelos próprios alunos em carapicuíba na grande são paulo na última quinta-feira os funcionários da escola e disseram que alguns estudantes são muito agressivos não respeita ninguém e atormentam os professores com humilhações constantes né fazer mais ou menos que começaram a fazer isso é o carro falar sabe está na frente para mim pedir uma senhora pessoa ameaçando falando qual é é a idade desse salão foto entre hoje a gente vocês aí a confusão e e também isso está condicionado à e eu não sei como como uma campanha que vai ficar adiando a e essas cenas aconteceram na última quinta-feira a professora de ciências foi a primeira ajudar a colega hostilizada pelos alunos eles fazem esse tipo de situações e falar que ninguém manda lá dentro da escola que ninguém pode fazer nada com eles esse tipo de coisa então eles querem todo dia mostrar que a escola não pode fazer nada contra ele e essa é a situação apenas um exemplo que nós encontramos em diversas escolas uma situação que leva uma professora a escrever aqui uma professora à beira de um ataque de nervos a escrever esse livro aqui a dignidade ultrajada a ser professora do ensino público nos dias atuais é o título do livro dela kátia simone benedetti kátia simone benedetti ela diz assim depois de 15 anos na educação tornei-me uma pessoa absolutamente desesperada em relação ao futuro de nosso país com certeza a saúde mental da kátia e dos alunos que se envolvem não sei se prestaram atenção mas naquele naquela reportagem enquanto alguns estão quebrando tem as algumas meninas lá gritando para para então a violência afeta a todos ela dá aquela sensação de poder aos que são violentos mas ela angústia tremendamente aqueles que são vítimas da violência e os efeitos colaterais da violência rodrigo constantino escrevendo sobre esse livro ele diz assim e aqui ausência de limites e regras de conduta leva a essa situação uma um contexto onde a autoridade passa a ser exercido pelos alunos e não por aqueles que deveriam estar dando direcionamento aos alunos como é que nós podemos educar para uma cultura de paz realmente nós temos que refletir em conceitos filosóficos ou pedagógicos correntes esses conceitos eles são tão repetidos e eles são absorvidos de forma acrítica por nossos pedagogo e muitos desses eles não são promotores da paz mas eles promovem a violência nós não podemos é descartar progressos nós não podemos descartar a visão de que com tantas pessoas escrevendo sobre paz sempre tem alguma coisa que a gente possa aprender utilizar nas nossas escolas ter um ambiente para uma saúde mental mais propícia ao processo de ensino-aprendizagem é mas nós temos que inquirir é profundamente que tipo de cidadãos nós estamos formando são pessoas que conscientemente é efetivamente procuram a paz hum será que nós temos um ambiente que promove a paz e consequentemente a saúde mental bom pelo menos é 5 áreas ou conceitos pedem a nossa reflexão de situações que hoje são é trazidos aqui para esse contexto educacional primeiro a questão da autonomia segundo a relativização terceiro complexidade quarto professor o papel do professor e quinto a questão da tecnologia rapidamente passeando aqui nesse nessas quatro áreas vamos ver o que é que cada uma delas tem a ver com a promoção da paz com a promoção da nossa saúde mental da saúde mental dos alunos e se queremos uma educação para a paz promotora de saúde mental de professores e alunos nós não podemos encorajar o desprezo das regras mais trabalhar para que elas sejam internalizadas oi hoje se fala muito de autonomia autonomia significa lei própria ausência de regras é isso realmente que nós queremos ou queremos que essas regras sejam internalizados então falemos de responsabilidades tirou por autonomia nós entendemos internalização das regras e utilização das regras já internalizados para moldar o nosso comportamento aí sim mas não hoje em dia fala-se em autonomia como um termo vago onde cabe tudo e no final quando você espreme o que sai é o desprezo por limites ou regras o doutor roberto dornas que já citamos anteriormente aqui nesses nossos momentos ele diz assim retiraram do professor ainda em frente à autoridade pedagógica para dirigir o ambiente escolar e por norma interna corporis didaticamente controlar os atos de indisciplina que constituem a germinação do desprezo luto entre os integrantes de qualquer coletividade e conduzem à violência e ao crime é quebrado o princípio da autoridade e do binômio direito de ver pessoas têm direitos mas elas têm também número dos deveres e ele está chamando a atenção para que isso aí está sendo quebrado fracionado dentro das nossas escolas isso é especialmente verdade dentro das escolas públicas onde é a série de amarrar é hierárquicas governamentais que vão impedindo que haja essa regência esse casa essa disciplina dentro das salas de aula autonomia ou responsabilidade relativização de tudo o que é o contexto que nós vivemos hoje a nossa sociedade nela descarta-se a existência de princípios e valores universais nada existe que não devo ser colecionado parece ser a norma tudo é contextualizado redefine-se até a mentira a mentira ela é colocada como se fosse um catalisador social isso não é invenção isso é foi fruto de uma reportagem anos atrás da uma reportagem de capa da revista veja sobre mentira e a chamada de capa dizia assim são ouvidas 200 mentiras por dia e sem elas veja que colocação é intrigante a vida seria o inferno antes a mentira levava para o inferno agora a mentira necessária para que a vida não seja o inferno é de prática condenável parceiro a ser passou a ser uma postura socialmente aceitável até essencial para vida livros didáticos paradidáticos encaminham os nossos alunos dentro dessa visão de vida eles não estão promovendo saúde mental mas estão promovendo dissociações problemas aqui de éticos dentro de suas pequenas mentes que clamam por um direcionamento e se queremos uma proposta de educação para a paz nós temos que reconhecer a existência sim de princípios e valores universais existe sim isso certo e errado princípios e valores universais independentemente da era da civilização do local do contexto eles estão ali cortar era errado no passado continua sendo errado hoje é obviamente tem existem coisas que são dos costumes de cada terra de cada povo de cada era de cada civilização mas é como uma axiologia atravessando tudo isso existem princípios e valores universais e esses estão sendo descartados a questão da complexidade é um nome muito um tema muito falado dentro do contexto pedagógico educacional ele procede de uma contribuição fenomenal do pedagogo é de carro moan e ele disse que as coisas não são tão simples assim não são estanques mas ela se mestre lam ela se entrelaçam e daí flui a ideia isso é tão trabalhado nas escolas os ossos dias os temas transversais ou multi-disciplinary sou a transdisciplinaridade é mas a pergunta é pertinente será que nós não estamos levando esse conceito um pouco longe demais porque muitos têm dito não as coisas são tão complexas que a gente nunca vai conseguir entender las não é bem assim será que nós estamos levando professores e alunos a um desespero com o objetivo uma espécie de agnosticismo do saber se não nós temos que enxergar a complexidade mas é uma complexidade é como o fruto de um criador que é complexo também ele é a fonte de todo conhecimento e obviamente todas as coisas conversam todas as áreas conversam entre si mas se não vemos com clareza os caminhos corretos a serem tomados nós não contribuímos a proposta de educar para a paz muito sem esses cuidados sim nessa questão da complexidade para dizer que nós não podemos saber nada com profundidade com propriedade tudo tem que ser equacionado mas algumas coisas são claras deveriam ser ensinadas claramente apreendidas compreendidas internalizados também com a mesma clareza e qual o papel do professor no nisso tudo e o professor hoje em dia é chamado de facilitador foge esse até do nome de professor de mestre a uma conotação pejorativa por quê disse não antigamente o professor era o detentor do conhecimento e hoje ele tem que ser apenas o facilitador mas será que cê facilitador é uma promoção é um novo status dentro dos professores aqui ou será que a ele tem que deixar de ser aquele que conhece bem e com bem profundidade as coisas que tem que ensinar e será que nós temos que entregar alunos a sua sorte em classes cheias e facilitadores quando eles estão ali clamando ansiando e precisando de direção em suas vidas ah e hoje há muitos ramos da pedagogia dizem que se o professor da direcionamento isso significa coação pedagógica e pior se ele der algum direcionamento de certo e de errado e não deixar que o aluno descubra isso daí ele está fazendo uma coação moral ele está trabalhando contra a saúde mental quando é o contrário e os alunos as crianças principalmente precisam líder acionamento e precisão daqueles que sabem aquilo que pretendem ensinar como é que era a andragogia ou pedagogia dos mestres dos mestres será que ele agia apenas como facilitadora é isso que nós temos em jesus ou como agente transmissor e ele agia meramente de forma passiva com seus alunos ou ele é de direcionava apontava corrigir a motivava e agora se nós estamos buscando a promoção da saúde mental e queremos educar para a paz nós temos que valorizar os professores e trabalhar com eles como veículos de paz aos nossos alunos e a questão da tecnologia será que ela é um fim em si e nós procuramos aqui par nossas escolas nossas vidas com aquilo que há de mais moderno mais rápido as comunicações melhores as formas de apresentação mas vai ficar as queremos ter recursos de vanguarda mas esquecemos que tecnologia especialmente a tecnologia da informação é apenas um veículo de conteúdo e pode ser utilizado tanto para o bem como para o mau temos que ter um resgate da ética nessa área aqui exercitar a gestão das informações e uma proposta de educar para a paz que promovam a saúde mental tem que levar em consideração regramento no uso da tecnologia definições precisas do que é certo do que é errado nesse campo também ele não é um campo exemplo e muito mistério não ele e também está dentro desse contexto de ser utilizado para a promoção da paz para a promoção da saúde mental daqueles que utilizam e enfim que tipo de cidadão a gente está querendo formar os cidadãos autônomos que dizem eu sou a lei cidadãos egoístas que dizem eu sou a prioridade cidadãozinho sensíveis e dizem o meu bem-estar é o que importa cidadão os rebeldes que dizem faço sempre aquilo que é contrário ao que devo fazer cidadãos violentos onde a se diz a eles e eles dizem a si próprio se quer brar é forma legítima de protesto e expressão temos visto aqui nesses dias em que nós vivemos aqui de confinamento também tantos e tantos protestos violentos e aquilo sendo aceito como uma forma legítima e expressar alguma proposição alguma desejo de mudança numa situação outra o cidadão é bonitas e dizem o meu prazer é o alvo da minha vida hora nenhuma dessas categorias aqui o desses cidadãos com esses descritivos aqui tem saúde mental não tem paz e consequentemente não promovem a paz é mas nós devemos objetivar cidadãos e em vez de autônomos no sentido da palavra lei própria seja responsáveis em vez de ar ao egoísta sejam altruístas em vez de insensíveis sejam sensíveis às necessidades dos seus circunstantes em vez de rebeldes sejam ordeiros em vez de violentos sejam pacíficos em vez de hedonismo sejam solidários para com aqueles que têm necessidades não procurem apenas o seu bem-estar a saúde mental paz e educação escolar cristã tem tudo a ver esses conceitos uns com os outros esse anseio pela paz que a gente tem falado aqui é algo belo promissor construtivo mas ele é também inerente à educação escolar cristã ele é um elemento essencial ao nosso processo educacional consequentemente almejamos uma paz e promova e que conduza à saúde mental dos educandos essa deve ser a perspectiva de instituições de ensino cristãs bom e tudo isso começa com a constatação que o fator pecado é uma realidade esse fator primordial não pode ser negado porque todas as construções os construtos as deduções serão falhas que nós não considerarmos e as pessoas são pecadoras e a educação cristã lidar com essas questões e origens da ausência de paz de uma forma extremamente profundas o e constata que a necessidade de correção de rumo de disciplina o anseio pela paz é tema recorrente nas escrituras e as escrituras são pedra fundacional da nossa visão de mundo eu percebo do conceito da própria palavrinha paz no hebraico shalom esse conceito de bem-estar e aqui englobado na definição do que é shalom é está completo equilíbrio percebe a harmonia com aquilo que se coloca como saúde mental integridade de inteireza e na saudação né shalom é utilizado como saudação também shallow um pai o que é expresso desejo de que todos os que estejam sendo saldadas tenham saúde física e mental recursos espirituais para isso tem tudo a ver paz com saúde mental e o tema da paz ele está presente nas escrituras de forma abundante são 3114 diz a parte do mal prática o que é bom procura paz e empenha-se por alcançá-la o ou seja existe mal existe bem existe ética existe certo existe errado o rapaz é com seguida seguindo seguindo se o que é bom aquilo que estava falando como sendo princípios universais princípios e valores universais para isso é preciso empenho a exortação do salmo é aparta-te do mal para ti que o que é bom dois lados aqui o salmo 37 11 desses os mansos herdarão a terra e se deleitarão na abundância da paz mansidão é recompensada não deve ser olhada de forma derrogatória de forma a ser ridicularizada as pessoas pacíficas e pacificadoras e classificadas são reconhecidas e a mansidão é algo é um bem e deve ser prezado e que está presente aqui e esse anseio por abundância de paz será satisfeito e no salmo 85 versículo 10 nós lemos essa situação aqui encontraram-se a graça e a verdade a justiça ea paz se beijaram nós aprendemos aqui que esses valores afins eles conversam entre si se relacionam graça e verdade justiça e paz queremos uma cultura de paz então olhemos para a justiça e a justiça significa discernimento entre o certo e errado também salmo 119 165 diz grande e paz tem os que amam a tua lei para eles não há tropeço a paz implica em respeito à lei paz onde não há lei onde ia ou onde a desprezo pela lei é uma impossibilidade total e as escrituras são bem realistas elas não se constitui em uma coletânea de situações utópicas não é são bem realistas por exemplo no salmo 126 diz assim já tempo demais que hábito com os que odeiam a paz vejam essa não é a situação ideal mas é aquela que nós nos acostumamos a conviver com ela várias vezes o mundo tá cheio de violência o salmo 120 versículo 7 diz sou pela paz porém quando eu falo eles teiman pela guerra mostra que sempre vai haver oposição mas nós nunca devemos oferecer nós em nossos esforços de promover a paz devemos sim saber que muitos serão contra pais não somos ingênuos sabemos que vivemos no mundo e é tenebroso que é pecado e o mestre dos mestres' jesus o que é que ele é chamado o príncipe da paz a paz está no âmago da sua mensagem aqui ele é chamado o príncipe da paz profeticamente isaías 96 ele é apresentado como professor da paz pelo profeta malaquias é a verdadeira instrução esteve em sua boca a injustiça não se achou nos seus lábios andou comigo em paz e em retidão e da iniquidade apartou a muito ele era promotor da paz apartando muitos da iniquidade como nós devemos ser também promotores da paz e assim nós vamos estar agindo em prol da saúde mental daqueles que estão sob nossa direção é por isso que nós celebração da vinda de cristo nós temos aquele cântico tão conhecido né glória a deus nas maiores alturas e paz na terra entre os homens a quem ele ter bem ea paz maior que nós podemos ver é exatamente o nosso deus criador e quando buscamos a justiça perfeita que é dele é mana dele e está presente nele isaías 32 1718 efeito da justiça será paz e o fruto da justiça repouso e segurança para sempre os nossos olhos devem estar simples nessa paz o encerremos então nesses nossos momentos aqui conjuntos onde eu tentei mostrar que há um entrelaçamento entre a questão da saúde mental a paz e deve informar o contexto no qual o processo de ensino-aprendizagem deve se processar aqui haja é retroalimentada a saúde mental daqueles que educam e daqueles que são educados eu encerro com essas palavras do profeta zacarias capítulo 8 versículo 16 ex as coisas que deveis fazer falai a verdade cada um com o seu próximo executai juízo nas vossas portas segundo a verdade em favor da paz pois bem esse é o ambiente promotor da saúde mental que objetivamos na educação escolar crista muito obrigado pela atenção de vocês e aí