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A fé vem pelo ouvir

Saúde Mental, Paz e Educação – Solano Portela

Saúde Mental, Paz e Educação – Solano Portela




Fonte: IP Santo Amaro

Legendas automáticas:

olá é um prazer poder estar participando
dessa quarta jornada de saúde mental
2020 e tem como o tema pandemia global
saúde mental e fé cristã
e eu estou na 19ª palestra promovida
pelo instituto gartrell e o tema que nós
vamos abordar nos próximos minutos é
saúde mental pais ea educação educação e
a minha área de atuação
e e eu estou ligando esses dois outros
temas saúde mental paz como sendo o
elemento essencial à saúde mental e
também a promoção da boa educação e um
dos objetivos principais da educação
escolar cristã que a área que eu tenho
me dedicado nos últimos anos
e quando nós abordamos esse tema de
saúde mental uma coisa me chama atenção
pelo menos é que a organização mundial
da saúde ela não tem uma definição
oficial de saúde mental não é que não
existiam definições existam de existem
diversas definições de saúde mental mas
ela não tem uma definição oficial existe
uma multiplicidade de definições mais
praticamente todas elas é tem esse tema
central de que a saúde mental é a
capacidade de um indivíduo de apreciar a
vida e procurar um equilíbrio
objetivando resiliência psicológica é
estar de bem consigo com os outros
aceitar as exigências da vida saber
lidar com emoções boas ou más
a alegria tristeza coragem medo paz
violência as situações da vida em que
nós nos encontramos aqui se fosse você
eu creio utilizar uma linguagem bem
popular dos nossos tempos seria dizer
que é uma pessoa bem resolvida que ela
está em paz e ela consegue administrar
todas essas situações conflitantes do
nosso dia a dia isso é essencial para
que tenhamos uma boa educação isso
também é um dos objetivos da educação
escolar cristã essa saúde mental dos
seus alunos daqueles que estão
envolvidos e não somente dos alunos mas
de todos que estão nessa cadeia de
ensino-aprendizagem professores gestores
e uma escola também todos tem que ter
saúde mental para o
o que é de propício a o processo
educacional
tô falando ainda de saúde mental até
cinco atemorizado por que temos tantos
especialistas aqui e certamente sabem
dar definições bem mais precisas do que
a minha mas é necessário que a gente
entenda que há uma diferença entre saúde
mental doença mental transtornos ou
distúrbios do cérebro é saúde mental nós
já estamos falando sobre isso é aquela
pessoa que sabe lidar com as situações
conflitantes dessa vida que está em paz
consigo mesma é doença mental por
exclusão é aquele que não tem saúde
mental mas tem um viés mais específico é
aquela que apresenta alguns transtornos
repetitivos no seu compacto
comportamento fruto de diversas
situações que podem ter ocorrido em sua
vida ou que estejam perturbando ela quer
né
o trabalho na escola em qualquer
situação obviamente que transtornos ou
distúrbios do cérebro tem uma natureza
física e fisiológica eles têm só em eles
têm uma contrapartida nos no nosso
sistema nervoso ou seja eles têm uma
origem no nosso sistema nervoso e
principalmente no cérebro que levam a
disfunções comportamentais e é algo
completamente dissociado obviamente que
entende transtornos ou distúrbios do
cérebro não tem saúde mental mas ele tem
mais do que aquilo que poderia ser
chamado uma doença mental e os tipos de
abordagem e tratamento são bem
diferentes é necessário essa distinção
porque em círculos eles estão os às
vezes nós temos alguma confusão sobre
isso inclusive até às vezes na área de
aconselhamento
a todos os comportamentos diferentes
erráticos aqueles que não tem uma certa
consistência o coerência com a costura
que se espera da de um cristão na
palavra de deus eles são caracterizados
como procedentes de pecado mas nem
sempre essa é a situação obviamente que
ocorrem por causa do pecado que está no
mundo mas não necessariamente pecados
individuais podem estar provocando essas
situações essa percepção foi muito
aguçada e nos foi trazida pelo médico e
escritor escritor cristão martin
lloyd-jones do livro que ele escreveu o
combate cristão quando ele faz esse
alerta aqui ele diz os cristãos não
entendem como os campos espirituais
físicos e psicológicos se relacionam uns
com os outros
é satanás se ocupa em confundir as
linhas demarcatórias não é que não
existam situações ou entrelaçamento
espirituais ou um comportamento
obviamente existe mas nem sempre a
situação é de um para um é relacionado
com o pecado específico na vida daquela
pessoa e ele continua muitos problemas
nossos ocorrem porque pensamos que são
problemas espirituais quando eles têm
natureza física ou pensamos que um
problema é físico quando ele é emocional
ou espiritual na uma necessidade então
discernimento mas a temos também que
constatar que é roubado da saúde mental
aqueles que são sujeitos a situações
onde não existe paz onde existe conflito
e isso tem sido bastante estudado por
exemplo o nós temos um livro aqui
conflito paz e saúde mental onde o autor
fez um estudo intenso dentro da situação
existente nos anos de guerra lá na
irlanda do norte
oi e aí ele verificou que aquelas
questões ali de violência de apreensão
se haveria uma bomba ou não na próxima
esquina se haveriam explosões e avisa de
alguém de um membro da família ia ser
espada todas as associações elas
causavam um trauma intenso não somente
nos mais próximos os próximos mas em
toda uma geração questões relacionadas
com a saúde mensal com frequência surgem
as vezes anos depois a experiência de
eventos traumáticos e esses traumas eles
podem ser passados de uma geração para
outra nós temos diversos estudos
diversos trabalhos acadêmicos que tem
falado sobre essa relação entre promoção
da paz e saúde mental
a ausência de paz vai trazer problemas
de saúde mental
ó e aqui eu estou projetando apenas é
três desses estudos acadêmicos aqui que
mostra o primeiro deles é esse
entrelaçamento intrínseco entre a
promoção da paz e saúde mental e o apoio
psicossocial e pode ser dado nessas
situações o outro estudo fala sobre
violência e saúde mental e mostra as
oportunidades para prevenção e para
intervenção é mais é cedo nesse processo
de deterioração da saúde mental e a
clínica mayo também tem diversos estudos
lá que mostram essa questão entre paz e
saúde mental e é o meu propósito aqui
nesses minutos que eu estou falando com
vocês mostrar e a questão da paz ela é
crucial tanto para saúde mental quanto
para é
e esse nós queremos o ambiente escolar
que promova a paz nós estamos também a
objetivando a saúde mental dos educandos
e dos educadores para que tenhamos a o
processo de ensino e aprendizagem é
totalmente dentro daqueles parâmetros e
que objetivamos aqueles ideais e nós
consideramos essenciais principalmente
se estamos falando de escolas cristãs
dentro do ambiente cristão onde a
questão da paz é tão importante então
nesse sentido o grande ladrão da paz é a
violência à violência em todos os
sentidos e é uma dura verdade e o mundo
ele está cada vez mais violento
o rapaz parece ser uma rara comodidade é
como se fosse uma espécie em extinção
vivemos nesse mundo tenebroso sabemos
que o mundo está submerso em pecado e
onde a ausência de paz parece ser a
norma temos conflitos mundiais violência
indiscriminada violência dentro do lar
violência é contra familiares é
exploração abuso sexual de crianças
dentro dos lares acontecendo a questão
dos assassinatos que nos últimos anos no
brasil temos atingido quase 70 mil
assassinatos por ano isso é mais do que
morrem muito conflitos é declarados
guerras explícitas que estão acontecendo
ao redor do mundo morrem aqui do brasil
assassinadas mais
em 60 mil pessoas quase 70 mil pessoas
estamos ainda por ver as estatísticas
desse ano de 2020 mais os últimos
índices dessas semanas é de que mesmo
com toda todo o confinamento com toda
paneme ia a violência e as mortes por
assassinato elas continuarão a crescer
as nossas escolas um relatório feita
feito pela unesco diz assim existe uma
tendência a naturalização da percepção
da violência nas escolas o relatório
está dizendo que a violência é uma coisa
tão intensa que ela tá virando coisa
comum nas escolas e continua por exemplo
as brigas os furtos as agressões verbais
são considerados acontecimentos
corriqueiros sugerindo a banalização da
violência e sua legitimação como
mecanismo
a solução de conflitos recorre-se a
violência para resolver conflitos que em
si já era um violento essa é a triste
ironia da situação e esses conflitos
eles encontram o caminho as salas de
aula professor doutor ewerton luís
sanches disse quando você vende em um
mundo que está em conflito que sai tem
interessante escalada de compreensão de
que a violência é o caminho isso vai
para o trabalho junto para com você isso
começa a formar o seu modo de tratar
outras pessoas você deixa de ser às
vezes pacífico passa a ser violento e se
isso vai para o trabalho nós poderíamos
dizer a mesma coisa com relação às
escolas ao ambiente escolar
e essa convivência no mundo onde a
violência está presente em todas as
situações desde o noticiário é diário
que nós vemos desde a mídia impressa ou
radiofônica ou nos vídeos games as
formas de entretenimento nos filmes tudo
isso vai fazendo parte da natureza de
tratamento que uma criança ou um aluno
da ao outro e então a violência trazida
para sala de aula quando ela não é
trazida também por parte daqueles que
têm a responsabilidade de gerir as salas
de aula de gerir as escolas então a uma
necessidade de educação e de relacionar
essas duas coisas educação e paz porque
temos necessidade de paz e as respostas
elas
as múltiplas muitos têm se colocado
propostas educacionais com esse objetivo
porque há uma percepção de que nós
precisamos fazer alguma coisa para
encorajar a paz para promover a paz
e a uma necessidade de nós termos também
uma visão global dessa situação uma
ética global do processo educacional e
seja promotora da paz e consequentemente
promotora da saúde mental de todos os
envolvidos nesse processo e nós estamos
falando aqui da educação de crianças se
elas são formadas dentro dessa visão de
que paz é algo a ser objetivada isso vai
fazer uma diferença tremenda em suas
vidas não vai servir a elas apenas
aquele naqueles anos ali iniciais na
escola
é uma grande educadora maria montessori
e já dizia isso no século passado
estabelecer uma paz duradoura e a tarefa
da educação tudo que os políticos podem
fazer é livrarmos da guerra são palavras
interessantes talvez você não concorde
com contudo que ela que ela diz o coloca
e talvez até nem concorde com a frase na
sua totalidade mas transparece a flora
aqui nessa frase a ideia de que ela tem
esse anseio por paz e uma senha ainda
maior de que a educação promova paz
promova a a saúde mental dos envolvidos
e ainda uma percepção de que a
finalidade principal do governo seria
está evitando a violência dando garantia
aos cidadãos de bem para que eles sejam
protegidos em suas atividades e punindo
aqueles que isso
e os promotores da guerra promotores da
violência promotores dos assassinatos
então essa devia ser a principal função
é do governo que hoje se entremete em
todas as áreas da vida e essa daqui
passa a ser apenas uma área e não tem a
prioridade maior de todas as suas ações
e é também significativo que nós nos
vermos que organismos internacionais até
a própria unesco ela começou a falar
bastante de paz a gente pode às vezes
até nem identificar o que ela considera
pais com aquilo que nós consideramos os
pais do nosso dia a dia no nosso
ambiente mas é declarações como essa
promoção da paz pela educação está no
coração da missão da unesco
oi e a declaração universal dos direitos
humanos no artigo 26 diz assim a
educação deve ser direcionado em prol do
pleno desenvolvimento da personalidade
humana e para o fortalecimento do
respeito aos direitos humanos e as
liberdades fundamentais deverá promover
o entendimento a tolerância ea
fraternidade entre todas as nações e
grupos raciais ou religiosos e deverá
apoiar as atividades das nações unidas
para a manutenção da paz nas ações e nós
temos registrados aqui como iniciativas
da unesco e nós vemos que por exemplo a
década 2001/2010 foi denominada década
internacional para uma cultura de paz e
não violência hora nós estamos vivendo
quase dez anos depois apesar dos
obstáculos
a série nobres aqui e apesar desse
desejo desse anseio por paz que eu creio
que é um é um desejo é de dos cidadãos
as pessoas das famílias e conviver em
paz nosso estamos caminhando muito bem
não é porque só temos visto a violência
crescer mas vejo em 1960 e isso 40 anos
antes antes dessa década internacional
de uma cultura de paz foi o documento
estabelecia uma estrutura normativa que
apresentava os elementos essenciais do
direito à educação em 1974 também no
bojo da unesco aqui o outro documento
tinha recomendações sobre a educação
para a compreensão cooperação e paz
internacionais 1995 esforço continua
declaração plano de ação integrado
é sobre a educação para paz direitos
humanos e a democracia e isso vem
inspirando diversos autores também toda
essa busca pela paz infelizmente nem
todos compreendem o que é paz verdadeira
nem todos compreendem que a paz não é
conivência com o erro nem diluir o a
percepção daquilo que está errado mas
vários autores inspirados por esse por
essa paz está sendo objetivado
escreveram por exemplo morto android ele
escreveu um livro chamado educando para
o mundo pacífico em 1993 e nesse livro
ele coloca um programa que poderia ser
seguido por escolas para encorajar
valores atitudes e conhecimentos que
promovessem relacionamentos construtivos
e não destrutivos preparando para o
mundo pacífico
oi e ele traz aqui quatro componentes
chaves primeiro ele propõe que haja uma
educação cooperativa segundo que haja
treinamento em resolução de conflito e
nós escolas e terceiro a utilização
construtiva da controvérsia no ensino
das matérias a verificação de que
existem pontos de vistas e são
diferentes mas isso não deve levar
necessariamente a um conflito mas é
tentar utilizar construtivamente essas
controvérsias objetivando a verdade e
quarto criação de centros de solução de
disputas nas escolas são todos objetivos
é nobres como eu tenho dito aqui e são
todos os demonstrativos e que existe
essa sem o para pais e que alguém por
favor encontra é a fórmula mágica para
termos a paz
e nas escolas e na nossa sociedade um
outro altura aqui e as harrison dois
autores aqui john cena ele se
inscreveram educação para a paz em um
novo século e em 2002 e eles elencam as
três pontos aqui e devem estar presentes
no processo educacional a educação deve
promover encontros que estranham das
pessoas o desejo de paz enfatizem formas
não-violentas de resolução de conflitos
ensinem o desenvolvimento de habilidades
e análise de estruturas e legitimam
injustiça e desigualdade
que acontece que todos essa toda essa
concentração todos esses poços às vezes
nós chegamos a desanimar porque nós não
vemos a verdadeira paz estando presente
e consequentemente lhe estamos lidando
trabalhando no contexto de ausência de
paz e consequentemente trazendo diversos
problemas para a saúde mental dos nossos
alunos dentro do ambiente escolar numa
audiência pública o dr roberto dorner e
dornas e ao presidente da confederação e
federação nacional dos estabelecimentos
de ensino ele disse é patente
intolerável a indisciplina ea violência
nas escolas que vem crescendo dia a dia
a ponto de tornar extremamente perigoso
o exercício das atividades educacionais
eu senti isso foi no audiência pública
de discutir o projeto lei 267 ad2 de
2011 e dizia respeito a o que é que o
professor ou as escolas poderiam fazer
para uma promoção mais intensa da
disciplina e ele continua constituem
sementes da criação da sociedade
indesejável de amanhã são a consequência
da enganosa afirmação de que não se deve
dizer não na atividade educacional e
aquele se aproxima daquela da resposta
àquela pergunta por que tantos esforços
com tantos anseios para pais a gente não
consegue essa paz tão almejada nós
estamos é trabalhando também e
competindo com intensidade a intensidade
é que é colocada na promoção de uma
sociedade
oi siva onde não pode haver disciplina
onde não pode haver nenhum tipo de
limites colocados e onde você tem que
deixar é somente o indivíduo o recheio
as suas próprias ações e é tão chegamos
a situação entre nós os encontramos é
nos dias de hoje onde a violência sim
tampei a nas escolas bem olhada a essa
reportagem aqui que já é já tem cinco
anos mas que mostra essa ausência de
bares que tem outro assunto que a gente
está aqui em brasília são imagens
impressionantes de um quebra-quebra
promovido por alunos que destruíram a
escola onde eles mesmos estudam e
juliano o motivo para esse vandalismo
todo é igualmente revoltante né é que
motivo né ana aparentemente com o
esforço da direção da escola ali para
tentar impor alguma ordem alguma
disciplina
a nova diretora foi considerada por
esses alunos rígida demais
[Aplausos]
e a cena são impressionantes e
a gritaria correria as imagens feitas
pelo celular de um aluno mostra os
colegas do 6º ao 9º ano que se uniram
para destruir a escola é o caique
presidente tancredo neves em valparaíso
goiás na divisa com o distrito federal
carteira são jogadas e amontoadas uma
porta é quebrada chutes aqui um armário
venha abaixo
de 1.300 alunos estudam na escola as
aulas não foram suspensas a secretaria
de educação organizou um mutirão para
recuperar a escola mas o lugar ainda
está destruindo essas fotos mostram que
muitos vidros continuam quebrados só
restaram as estruturas da janelas várias
carteiras foram inutilizados veja a
porta como ficou o colégio está todo
pichado esta ex-professora que tem medo
de ser identificada conta que já existe
um histórico de problemas com alunos ela
pediu demissão em fevereiro nossa
amiguinha normalmente professores
segundo a professora insatisfação se
agravou com a vinda da diretora atual
que é mais rígida e cobrava disciplina
no colégio o que teria motivado a
manifestação
[Aplausos]
a selvageria em sala de aula o
fantástico conversou com a professora
que foi atacada pelos próprios alunos em
carapicuíba na grande são paulo na
última quinta-feira os funcionários da
escola e disseram que alguns estudantes
são muito agressivos não respeita
ninguém e atormentam os professores com
humilhações constantes né fazer mais ou
menos que começaram a fazer isso é
o carro falar sabe está na frente para
mim pedir uma senhora pessoa ameaçando
falando qual é
é a idade desse salão foto entre hoje a
gente vocês aí a confusão e
e também isso está condicionado à
e eu não sei como como uma campanha que
vai ficar adiando a
e essas cenas aconteceram na última
quinta-feira a professora de ciências
foi a primeira ajudar a colega
hostilizada pelos alunos eles fazem esse
tipo de situações e falar que ninguém
manda lá dentro da escola que ninguém
pode fazer nada com eles esse tipo de
coisa então eles querem todo dia mostrar
que a escola não pode fazer nada contra
ele e essa é a situação apenas um
exemplo que nós encontramos em diversas
escolas uma situação que leva uma
professora a escrever aqui uma
professora à beira de um ataque de
nervos a escrever esse livro aqui a
dignidade ultrajada
a ser professora do ensino público nos
dias atuais é o título do livro dela
kátia simone benedetti kátia simone
benedetti ela diz assim depois de 15
anos na educação tornei-me uma pessoa
absolutamente desesperada em relação ao
futuro de nosso país com certeza a saúde
mental da kátia e dos alunos que se
envolvem não sei se prestaram atenção
mas naquele naquela reportagem enquanto
alguns estão quebrando tem as algumas
meninas lá gritando para para então a
violência afeta a todos ela dá aquela
sensação de poder aos que são violentos
mas ela angústia tremendamente aqueles
que são vítimas da violência e os
efeitos colaterais da violência rodrigo
constantino escrevendo sobre esse livro
ele diz assim
e aqui ausência de limites e regras de
conduta leva a essa situação uma um
contexto onde a autoridade passa a ser
exercido pelos alunos e não por aqueles
que deveriam estar dando direcionamento
aos alunos como é que nós podemos educar
para uma cultura de paz realmente
nós temos que refletir em conceitos
filosóficos ou pedagógicos correntes
esses conceitos eles são tão repetidos e
eles são absorvidos de forma acrítica
por nossos pedagogo e muitos desses eles
não são promotores da paz mas eles
promovem a violência nós não podemos é
descartar progressos nós não podemos
descartar a visão de que com tantas
pessoas escrevendo sobre paz sempre tem
alguma coisa que a gente possa aprender
utilizar nas nossas escolas ter um
ambiente para uma saúde mental mais
propícia ao processo de
ensino-aprendizagem
é mas nós temos que inquirir é
profundamente que tipo de cidadãos nós
estamos formando são pessoas que
conscientemente é efetivamente procuram
a paz
hum será que nós temos um ambiente que
promove a paz e consequentemente a saúde
mental bom pelo menos é 5 áreas ou
conceitos pedem a nossa reflexão de
situações que hoje são é trazidos aqui
para esse contexto educacional primeiro
a questão da autonomia segundo a
relativização terceiro complexidade
quarto professor o papel do professor e
quinto a questão da tecnologia
rapidamente passeando aqui nesse nessas
quatro áreas vamos ver o que é que cada
uma delas tem a ver com a promoção da
paz com a promoção da nossa saúde mental
da saúde mental dos alunos
e se queremos uma educação para a paz
promotora de saúde mental de professores
e alunos nós não podemos encorajar o
desprezo das regras mais trabalhar para
que elas sejam internalizadas
oi hoje se fala muito de autonomia
autonomia significa lei própria ausência
de regras é isso realmente que nós
queremos ou queremos que essas regras
sejam internalizados então falemos de
responsabilidades tirou por autonomia
nós entendemos internalização das regras
e utilização das regras já
internalizados para moldar o nosso
comportamento aí sim mas não hoje em dia
fala-se em autonomia como um termo vago
onde cabe tudo e no final quando você
espreme o que sai é o desprezo por
limites ou regras
o doutor roberto dornas que já citamos
anteriormente aqui nesses nossos
momentos ele diz assim retiraram do
professor ainda em frente à autoridade
pedagógica para dirigir o ambiente
escolar e por norma interna corporis
didaticamente controlar os atos de
indisciplina que constituem a germinação
do desprezo luto entre os integrantes de
qualquer coletividade e conduzem à
violência e ao crime é quebrado o
princípio da autoridade e do binômio
direito de ver pessoas têm direitos mas
elas têm também número dos deveres e ele
está chamando a atenção para que isso aí
está sendo quebrado fracionado dentro
das nossas escolas isso é especialmente
verdade dentro das escolas públicas onde
é
a série de amarrar é hierárquicas
governamentais que vão impedindo que
haja essa regência esse casa essa
disciplina dentro das salas de aula
autonomia ou responsabilidade
relativização de tudo
o que é o contexto que nós vivemos hoje
a nossa sociedade nela descarta-se a
existência de princípios e valores
universais nada existe que não devo ser
colecionado parece ser a norma tudo é
contextualizado redefine-se até a
mentira a mentira ela é colocada como se
fosse um catalisador social isso não é
invenção isso é foi fruto de uma
reportagem anos atrás da uma reportagem
de capa da revista veja sobre mentira e
a chamada de capa dizia assim são
ouvidas 200 mentiras por dia e sem elas
veja que colocação é intrigante a vida
seria o inferno antes a mentira levava
para o inferno agora a mentira
necessária para que a vida não seja o
inferno
é de prática condenável parceiro a ser
passou a ser uma postura socialmente
aceitável até essencial para vida livros
didáticos paradidáticos encaminham os
nossos alunos dentro dessa visão de vida
eles não estão promovendo saúde mental
mas estão promovendo dissociações
problemas aqui de éticos dentro de suas
pequenas mentes que clamam por um
direcionamento
e se queremos uma proposta de educação
para a paz nós temos que reconhecer a
existência sim de princípios e valores
universais existe sim isso certo e
errado princípios e valores universais
independentemente da era da civilização
do local do contexto eles estão ali
cortar era errado no passado continua
sendo errado hoje
é obviamente tem existem coisas que são
dos costumes de cada terra de cada povo
de cada era de cada civilização mas é
como uma axiologia atravessando tudo
isso existem princípios e valores
universais e esses estão sendo
descartados a questão da complexidade é
um nome muito um tema muito falado
dentro do contexto pedagógico
educacional ele procede de uma
contribuição fenomenal do pedagogo é de
carro moan
e ele disse que as coisas não são tão
simples assim não são estanques mas ela
se mestre lam ela se entrelaçam e daí
flui a ideia isso é tão trabalhado nas
escolas os ossos dias os temas
transversais ou multi-disciplinary sou a
transdisciplinaridade
é mas a pergunta é pertinente será que
nós não estamos levando esse conceito um
pouco longe demais porque muitos têm
dito não as coisas são tão complexas que
a gente nunca vai conseguir entender las
não é bem assim será que nós estamos
levando professores e alunos a um
desespero com o objetivo uma espécie de
agnosticismo do saber
se não nós temos que enxergar a
complexidade mas é uma complexidade é
como o fruto de um criador que é
complexo também ele é a fonte de todo
conhecimento e obviamente todas as
coisas conversam todas as áreas
conversam entre si mas se não vemos com
clareza os caminhos corretos a serem
tomados nós não contribuímos a proposta
de educar para a paz muito sem esses
cuidados sim nessa questão da
complexidade para dizer que nós não
podemos saber nada com profundidade com
propriedade tudo tem que ser equacionado
mas algumas coisas são claras deveriam
ser ensinadas claramente apreendidas
compreendidas internalizados também com
a mesma clareza e qual o papel do
professor no nisso tudo
e o professor hoje em dia é chamado de
facilitador foge esse até do nome de
professor de mestre a uma conotação
pejorativa por quê disse não antigamente
o professor era o detentor do
conhecimento e hoje ele tem que ser
apenas o facilitador mas será que cê
facilitador é uma promoção é um novo
status dentro dos professores aqui
ou será que a ele tem que deixar de ser
aquele que conhece bem e com bem
profundidade as coisas que tem que
ensinar
e será que nós temos que entregar alunos
a sua sorte em classes cheias e
facilitadores quando eles estão ali
clamando ansiando e precisando de
direção em suas vidas
ah e hoje há muitos ramos da pedagogia
dizem que se o professor da
direcionamento isso significa coação
pedagógica e pior se ele der algum
direcionamento de certo e de errado e
não deixar que o aluno descubra isso daí
ele está fazendo uma coação moral ele
está trabalhando contra a saúde mental
quando é o contrário
e os alunos as crianças principalmente
precisam líder acionamento e precisão
daqueles que sabem aquilo que pretendem
ensinar como é que era a andragogia ou
pedagogia dos mestres dos mestres será
que ele agia apenas como facilitadora é
isso que nós temos em jesus ou como
agente transmissor
e ele agia meramente de forma passiva
com seus alunos ou ele é de direcionava
apontava corrigir a motivava
e agora se nós estamos buscando a
promoção da saúde mental e queremos
educar para a paz nós temos que
valorizar os professores e trabalhar com
eles como veículos de paz aos nossos
alunos e a questão da tecnologia será
que ela é um fim em si
e nós procuramos aqui par nossas escolas
nossas vidas com aquilo que há de mais
moderno mais rápido as comunicações
melhores as formas de apresentação mas
vai ficar as queremos ter recursos de
vanguarda mas esquecemos que tecnologia
especialmente a tecnologia da informação
é apenas um veículo de conteúdo e pode
ser utilizado tanto para o bem como para
o mau temos que ter um resgate da ética
nessa área aqui exercitar a gestão das
informações e uma proposta de educar
para a paz que promovam a saúde mental
tem que levar em consideração regramento
no uso da tecnologia definições precisas
do que é certo do que é errado nesse
campo também ele não é um campo exemplo
e muito mistério não ele
e também está dentro desse contexto de
ser utilizado para a promoção da paz
para a promoção da saúde mental daqueles
que utilizam e enfim que tipo de cidadão
a gente está querendo formar
os cidadãos autônomos que dizem eu sou a
lei cidadãos egoístas que dizem eu sou a
prioridade cidadãozinho sensíveis e
dizem o meu bem-estar é o que importa
cidadão os rebeldes que dizem faço
sempre aquilo que é contrário ao que
devo fazer cidadãos violentos onde a se
diz a eles e eles dizem a si próprio se
quer brar é forma legítima de protesto e
expressão temos visto aqui nesses dias
em que nós vivemos aqui de confinamento
também tantos e tantos protestos
violentos e aquilo sendo aceito como uma
forma legítima e expressar alguma
proposição alguma desejo de mudança numa
situação outra
o cidadão é bonitas e dizem o meu prazer
é o alvo da minha vida hora nenhuma
dessas categorias aqui o desses cidadãos
com esses descritivos aqui tem saúde
mental não tem paz e consequentemente
não promovem a paz
é mas nós devemos objetivar cidadãos e
em vez de autônomos no sentido da
palavra lei própria seja responsáveis em
vez de ar ao egoísta sejam altruístas em
vez de insensíveis sejam sensíveis às
necessidades dos seus circunstantes em
vez de rebeldes sejam ordeiros em vez de
violentos sejam pacíficos em vez de
hedonismo sejam solidários para com
aqueles que têm necessidades não
procurem apenas o seu bem-estar
a saúde mental paz e educação escolar
cristã tem tudo a ver esses conceitos
uns com os outros esse anseio pela paz
que a gente tem falado aqui é algo belo
promissor construtivo mas ele é também
inerente à educação escolar cristã ele é
um elemento essencial ao nosso processo
educacional consequentemente almejamos
uma paz e promova e que conduza à saúde
mental dos educandos essa deve ser a
perspectiva de instituições de ensino
cristãs
bom e tudo isso começa com a constatação
que o fator pecado é uma realidade esse
fator primordial não pode ser negado
porque todas as construções os
construtos as deduções serão falhas que
nós não considerarmos e as pessoas são
pecadoras
e a educação cristã lidar com essas
questões e origens da ausência de paz de
uma forma extremamente profundas
o e constata que a necessidade de
correção de rumo de disciplina o anseio
pela paz é tema recorrente nas
escrituras e as escrituras são pedra
fundacional da nossa visão de mundo
eu percebo do conceito da própria
palavrinha paz no hebraico shalom esse
conceito de bem-estar
e aqui englobado na definição do que é
shalom é está completo equilíbrio
percebe a harmonia com aquilo que se
coloca como saúde mental integridade de
inteireza
e na saudação né shalom é utilizado como
saudação também shallow um pai
o que é expresso desejo de que todos os
que estejam sendo saldadas tenham saúde
física e mental recursos espirituais
para isso tem tudo a ver paz com saúde
mental e o tema da paz ele está presente
nas escrituras de forma abundante são
3114 diz a parte do mal prática o que é
bom procura paz e empenha-se por
alcançá-la
o ou seja existe mal existe bem existe
ética existe certo existe errado
o rapaz é com seguida seguindo seguindo
se o que é bom aquilo que estava falando
como sendo princípios universais
princípios e valores universais para
isso é preciso empenho a exortação do
salmo é aparta-te do mal para ti que o
que é bom dois lados aqui o salmo 37 11
desses os mansos herdarão a terra e se
deleitarão na abundância da paz mansidão
é recompensada não deve ser olhada de
forma derrogatória de forma a ser
ridicularizada
as pessoas pacíficas e pacificadoras e
classificadas são reconhecidas
e a mansidão é algo é um bem e deve ser
prezado e que está presente aqui e esse
anseio por abundância de paz será
satisfeito
e no salmo 85 versículo 10 nós lemos
essa situação aqui encontraram-se a
graça e a verdade a justiça ea paz se
beijaram nós aprendemos aqui que esses
valores afins eles conversam entre si se
relacionam graça e verdade justiça e paz
queremos uma cultura de paz então
olhemos para a justiça e a justiça
significa discernimento entre o certo e
errado também salmo 119 165 diz grande e
paz tem os que amam a tua lei para eles
não há tropeço
a paz implica em respeito à lei paz onde
não há lei onde ia ou onde a desprezo
pela lei é uma impossibilidade total
e as escrituras são bem realistas elas
não se constitui em uma coletânea de
situações utópicas não é são bem
realistas por exemplo no salmo 126 diz
assim já tempo demais que hábito com os
que odeiam a paz vejam essa não é a
situação ideal mas é aquela que nós nos
acostumamos a conviver com ela várias
vezes o mundo tá cheio de violência
o salmo 120 versículo 7 diz sou pela paz
porém quando eu falo eles teiman pela
guerra mostra que sempre vai haver
oposição mas nós nunca devemos oferecer
nós em nossos esforços de promover a paz
devemos sim saber que muitos serão
contra pais não somos ingênuos sabemos
que vivemos no mundo e é tenebroso que é
pecado e o mestre dos mestres' jesus o
que é que ele é chamado o príncipe da
paz a paz está no âmago da sua mensagem
aqui ele é chamado o príncipe da paz
profeticamente isaías 96 ele é
apresentado como professor da paz pelo
profeta malaquias
é a verdadeira instrução esteve em sua
boca a injustiça não se achou nos seus
lábios andou comigo em paz e em retidão
e da iniquidade apartou a muito ele era
promotor da paz apartando muitos da
iniquidade como nós devemos ser também
promotores da paz e assim nós vamos
estar agindo em prol da saúde mental
daqueles que estão sob nossa direção
é por isso que nós celebração da vinda
de cristo nós temos aquele cântico tão
conhecido né glória a deus nas maiores
alturas e paz na terra entre os homens a
quem ele ter bem ea paz maior que nós
podemos ver é exatamente o nosso deus
criador
e quando buscamos a justiça perfeita que
é dele é mana dele e está presente nele
isaías 32 1718 efeito da justiça será
paz e o fruto da justiça repouso e
segurança para sempre os nossos olhos
devem estar simples nessa paz
o encerremos então nesses nossos
momentos aqui conjuntos onde eu tentei
mostrar que há um entrelaçamento entre a
questão da saúde mental a paz e deve
informar o contexto no qual o processo
de ensino-aprendizagem deve se processar
aqui haja
é retroalimentada a saúde mental
daqueles que educam e daqueles que são
educados eu encerro com essas palavras
do profeta zacarias capítulo 8 versículo
16 ex as coisas que deveis fazer falai a
verdade cada um com o seu próximo
executai juízo nas vossas portas segundo
a verdade em favor da paz pois bem esse
é o ambiente promotor da saúde mental
que objetivamos na educação escolar
crista muito obrigado pela atenção de
vocês
e aí