Os Reformadores e a Celebração do Natal (Ao Vivo) – Filipe Fontes
19/12/2020Os Reformadores e a Celebração do Natal (Ao Vivo) – Filipe Fontes
Fonte: IP Santo Amaro
Legendas automáticas:
E aí o passar dos irmãos nós estamos dando início a nossa aula de escola dominical a partir de hoje nos nesses Domingos de final de ano e início do ano seguinte nós teremos aulas em conjunto E eu tenho o privilégio de dar início aqui a esta série de aulas conjuntas que serão ministradas pelos pastores da nossa igreja nós damos as boas-vindas a todos os membros da nossa igreja que nos acompanham Nesta aula e damos também as boas-vindas aqueles que nos visitam os amigos que acompanham o nosso canal na internet e que tem acompanhado as nossas aulas eu vou conduzir conduzir nos numa oração pedindo a Deus que Ele nos abençoe nos de graça e eu já vou explicar o que eu pretendo fazer com vocês Nesta aula de escola dominical vamos portanto falar com o senhor bom obrigado Deus pelo privilégio de cultuarte esta manhã e agora obrigado porque o Mesmo distantes podemos nos valer desse recurso que o Senhor nos deu a tecnologia para estudarmos juntos a tua palavra é o que nós queremos fazer hoje Estudando um pouco da maneira como ela foi recebida pela nossa Tradição ao longo da história e pedimos ao senhor que tu queiras nos abençoar pacificaram o nosso coração enquanto nós estudamos as coisas que nos propomos a estudar neste dia damos um domingo abençoado nós Te pedimos essas coisas em nome de Jesus amém pois bem mãos o assunto a respeito do qual eu quero falar com vocês hoje é um assunto relativamente polêmico eu tô estou intitulando a nossa aula como os reformadores e a celebração do Natal Qual é o objetivo dessa aula basicamente é lidar com uma a clínica não é existe aí uma polêmica em torno da questão do céu da celebração do Natal uma polêmica que é alimentada basicamente por alguns adeptos da tradição reformada que entendem e defendem que essa data e outras datas comumente celebrados pelos cristãos como a data da páscoa por exemplo não deveriam ser celebrada eu creio que em algum momento você já devem ter lidado com essa discussão com esse debate Não é ele é bater não é em si mesmo algo problemático como não é problema alguém não Celebrar o Natal não é até aí não tem nenhum problema não existe nenhuma ordem na escritura nenhuma ordem bíblica Clara para que o Natal seja celebrado então aquelas pessoas que entendem que não devem Celebrar o Natal estão no direito de fazer isso né não há nenhum problema e não Celebrar o Natal O problema é que e os adeptos desse entendimento eles advogam essa prática ou essa não pratica identificando-a com a tradição reformada Ou seja a algumas pessoas defendem que a não comemoração de datas relacionadas a vida de Jesus Cristo é como o Natal EA Páscoa por exemplo que são comumente celebrados pela cristandade algumas pessoas defendem que não Celebrar seria uma característica da tradição reformada e aqui sim nós temos um problema porque este é um erro histórico é um equívoco histórico e o que eu pretendo mostrar para vocês hoje por ocasião desta aula é exatamente isso então nós vamos discutir um pouco nesta manhã como os reformadores e alguns deles lidaram com a questão da celebração do Natal esse é o nosso a passo ir para começar eu gostaria de conversar com vocês um pouquinho a respeito do contexto da reforma protestante No que diz respeito à celebração de datas especiais então é importante lembrar de quando a reforma protestante do século 16 eclodiu havia uma organização da dinâmica temporal que incluia tanto a vida eclesiástica quanto à vida social e que tinha como base a fé cristã obviamente de Matriz católica e era natural que fosse assim não é por quê organizar o tempo é uma necessidade essencial Nossa Nós seres somos seres humanos temporais nós precisamos criar dinâmicas e rotinas para regular a nossa vida tanto individualmente quanto socialmente Então você sabe que você na noite de um dia e vai fazer planos para outro dia e organizar o seu dia seguinte não eu já estou aqui no domingo pensando o que eu vou fazer na segunda-feira e socialmente também nós temos a necessidade de organizar afinal de contas a maneira como eu indo com o meu tempo interfere na sua vida e a maneira como você linda como seu tempo interfere na minha vida eu preciso saber se você é um comerciante se você vai abrir o seu comércio amanhã por exemplo então organizar o tempo é uma necessidade essencial Nossa de seres humanos temporais Nós criamos essas dinâmicas e rotinas que regulam a nossa vida e durante a idade média a influência social do cristianismo havia sido muito grande a igreja havia se tornado a grande potência cultural daquela época então era bem natural que a organização do tempo na vida social a liberar se de alguma forma as convicções da igreja e as convicções cristãs e foi o que aconteceu quando a reforma protestante eclodiu no século 16 portanto havia uma organização da dinâmica temporal na vida social que reverbera vá estava embasada em algum nível na fé cristã e na tradição Cristã essa organização do tempo ela seguia basicamente duas rotinas tá a primeira dessas rotinas era uma rotina semanal que é a dinâmica seis por um que os cristãos se apropriaram do Judaísmo com uma diferença né a diferença de que um no judaísmo eu sábado Enquanto o mundo cristianismo é o domingo então às vezes a gente não percebe que algumas coisas com as quais nós estamos lidando com muita naturalidade elas nem sempre É sim e Elas tiveram um começo Então essa dinâmica de 6 por um esse negócio de trabalhar 6 dia separar em um dia ou esse negócio de trabalhar de segunda a sábado e parar no domingo isso tem a ver com essa rotina semanal essa dinâmica de organização do tempo que se estabeleceu no início da era Cristã A partir dessa rotina semanal que os cristãos estabelecendo então desde os primeiros anos da era Cristã os cristãos estabeleceram essa rotina segunda a sábado trabalho e domingo culto e descanso e ela se tornou a o ciclo mais básico de organização do tempo naquela naquela ocasião na época dos reformadores então era assim e de certa forma é assim até hoje em bora a santidade do domingo na nossa cultura já não seja uma questão é batizada né então a gente tem essa dinâmica de 6 por um na nossa cultura de parar no domingo mas as pessoas já não sabem Exatamente porque elas fazem isso para nós com tudo que estamos que somos cristãos o domingo é um dia santo no sentido de que ele é singular em relação a todos os demais inclusive na maneira como ele não cito a em relação a história da Redenção existe um teólogo luterano chamado Oscar cullmann ele tem um argumento bastante interessante que diz que nós usamos algumas expressões extraídas da escritura para nos referir ao domingo que vinculam o domingo tanto ao passado quanto ao futuro é como se nós o suspendêssemos da relação temporal e relacionassemos o domingo tanto ao passado quanto ao futuro então o açúcar como se diz por exemplo que a gente uma das a costumam usar para o domingo é o primeiro dia da semana né primeiro dia da semana e com essa expressão nós estamos vinculando o domingo aqui ao passado a ressurreição de Jesus como o marco de uma nova era o que é que o domingo é para nós o primeiro dia da semana porque esse é o raiar de uma nova realidade que vem a existência por meio da Ressurreição de Jesus Cristo que aconteceu neste dia e o commands que a gente usa uma outra expressão para o domingo muito interessante que é expressão dia do Senhor que é uma expressão muito utilizada na Bíblia para se referir ao juízo final e o que que a gente tá fazendo com isso quando a gente é recebe se refere ao domingo com a expressão dia do Senhor de alguma forma nós estamos vinculando o domingo aquilo que a verade acontecer então é muito interessante o fato de que o domingo é um dia cinco para nós que somos cristãos ele é singular em relação a todos os outros dias no que diz respeito à maneira como ele no situa em relação a história da Redenção então para usar que as palavras do Oscar cullmann ele diz que o domingo é nessa obra chamada Cristo Cristo e o tempo ele disse que o domingo nos reconduz para trás ao crucificado e ao ressuscitado e nos transporta em seguida para aquele que virá no final dos tempos então a ao longo da história da tradição Cristã os cristãos tinham estabeleceram uma rotina semanal para a organização do tempo que era uma rotina seis por 16 dias de trabalho um dia de descanso sendo esse do dia de descanso ou domingo também utilizado obviamente para o culto ao Senhor visto que diz que a tradição Cristã não tem a ver com parar de trabalhar simplesmente mas tem a ver com a deleitar-se na comunhão com Deus ou de alguma forma aprofundar a comunhão com o senhor além dessa rotina semanal é importante a gente saber que a organização do tempo com a qual os reformadores se depararam no século 16 seguir também uma rotina anual ou seja não apenas a semana tinha uma dinâmica naquela época mais um ano também tinha uma dinâmica muito relacionada à temáticas religiosas essa rotina anual é aquilo que historicamente convencional ou se chamar de ano litúrgico ou de calendário litúrgico a nossa tradição no Brasil não tem seguindo muito o calendário litúrgico mas ainda hoje vários ramos da tradição Cristã e o catolicismo Talvez seja o principal dentro da cristandade de um modo geral mas o luteranismo anglicanismo também se valem muito do calendário litúrgico para se organizar no tempo Veja a nossa sociedade ainda hoje embora seja circular ela Experimenta impactos desse calendário tão alguns dos nossos feriados plenos como a Páscoa Corpus Christi e o Natal vieram daí dessa tendência medieval de organizar o tempo com base na história da Redenção agora o impacto que essas datas tem hoje né esse calendário tem hoje é ímpar finitamente menor do que tinha naquele período principalmente principalmente em termos de sente então para você entender aqui o posicionamento dos reformadores sobre essa questão de celebração de datas especiais e elas Natal primeira coisa que você tem que ter aí na cabeça é isso quando a reforma aconteceu havia uma organização do tempo muito baseada na tradição Cristã uma organização que tinha um núcleo semanal e que tinha também um núcleo anual deixe-me dar aqui algumas curiosidades a respeito do calendário litúrgico ou do ano litúrgico aqui que para mim são bastante interessantes e nos ajudam assim a colocar em perspectiva aquilo que acontecia naquela ocasião a primeira curiosidade para quando eu quero chamar a atenção aqui é que essa ideia de organizar a passagem do tempo anual com base em temáticas religiosas ela é bastante antiga e ela remonta aos primeiros séculos da era cristã ou seja ela antecede a organização da Igreja Católica Romana em enquanto Denon e são tão logo nos primeiros séculos da era Cristã Já havia Esse costume de organizar a passagem do tempo anual com base em temáticas religiosa embora a expressão ano litúrgico o calendário litúrgico ela seja mais tardia a primeira vez em que a gente vê essa expressão ano litúrgico é em um material do ano de 1585 O que é uma apostila de um pastor evangélico chamado João Honório é a primeira vez que a expressão ano litúrgico aparece segundo os estudiosos de liturgia Cristã Mais 1ª curiosidade é nós estamos lidando com algo bem tradicional na cristandade que essa ideia de organizar a passagem de tempo do tempo anual com base em é matemática crista a segunda coisa é curiosidade aqui que eu quero para qual quero chamar atenção e é que ao que tudo indica a primeira celebração dentre aquelas que compuseram o calendário o ano litúrgico foi a celebração da morte de Jesus Cristo estão os cristãos começam a sua Saga comemorativas sua Saga Celebrar ativa anual não a semanal né semanal é o culto comemorado todo domingo mas a sua Saga comemorativa anual com a celebração da Morte e da Ressurreição de Jesus os historiadores costumam dizer que essa celebração começou entre os cristãos de Jerusalém que foi a cidade onde Jesus Cristo morreu eles tinham inclusive o costume de passar pelos lugares marcantes da caminhada de Jesus em direção a classificação por ocasião dessa comemoração e esse estudiosos dizem que a identificação da data com a Páscoa foi quase imediata visto que os Evangelhos afirmam a Jesus Cristo foi crucificado por ocasião da comemoração da festa da páscoa então foi muito natural que os primeiros cristãos identificassem então a comemoração a respeito da Morte e da Ressurreição de Jesus Cristo com a celebração da páscoa Judaica substituindo de alguma forma assim o seu sentido não é o sentido atribuído aquela festa e há registro de que antes do quarto século a celebração da páscoa Já tinha recebido o seu envelope litúrgico no ano litúrgico tradicional Qual é o envelope litúrgico da festa da páscoa aquele período de seis semanas que antecede a Páscoa que depois ficou fixado em um período de 40 dias que é aquilo que o catolicismo romano chama de quaresma e depois um período de 7 o anos de celebração que combina no Pentecostes que era que é no calendário litúrgico uma festa comemorada 50 dias depois da páscoa Então veja antes no quarto século a gente já tem registro de criança comemoração da páscoa entre os cristãos primitivos já estava envelopada por esses dois grandes períodos aí né um período de demonstração de tristeza que é aquilo que ficou conhecido historicamente como Quaresma e depois um período de sete semanas de celebração culminando na comemoração do Pentecostes que é o envio do Espírito Santo por parte do Senhor Jesus Cristo o quarto século foi também o período dizem os historiadores a partir do qual o Natal começa a substituir a Páscoa a Páscoa como a festa principal na Piedade Popular atenção é essa bom então ok Piedade popular no calendário da igreja nunca houve uma supervalorização de uma festa em detrimento da outra no calendário litúrgico que se estabeleceu no período medieval e com qual os reformadores vão lidar no século 16 mas na Piedade Popular o Natal talvez porque ele seja menos a sangrento não é menos agressivo do que é a comemoração da morte de Jesus Cristo ele acabou ganhando a sua espécie de primazia na Piedade Popular o que acontece até hoje né a gente percebe na nossa cultura aqui o natal é uma data muito mais celebrada não é muito mais polpa EA muito mais paralisação por exemplo por ocasião do natal do que por ocasião da festa da páscoa Então a partir do quarto século a gente já tem ou não quarto século a gente tem registro de que o natal está ganhando vai ganhando 11 eu fazia na Piedade popular entre os cristãos primitivos Isso significa que ele já era celebrado anteriormente pelos cristãos Deixa eu fazer um parêntese aqui para lidar com uma questão que talvez alguns nos que estamos assistindo possam pensar a coisa que eu falando aqui dos cristãos celebrando natal é os cristãos primitivos eventualmente Você pode perguntar assim mas pastor é o Natal não é aquela festa do Deus sol que foi cristianizada como costumam algumas pessoas dizer mas eu ouvi algumas pessoas dizerem que o Natal era uma peça anterior dedicada ao Deus sol e que aí num determinado momento alguém pegou essa festa aí substituiu essa festa pelo Natal vejam essa é uma teoria para tentar explicar um porque no dia 25/12 ou seja ela não é nenhuma tentativa de explicar a comemoração do Nascimento de Jesus em si mas é a teoria Que pena explicar faz uma proposta para explicar por que os cristãos passaram a comemorar o nascimento de Jesus no dia 25/12 ela ficou historicamente conhecida como a teoria da história das religiões e ela defende que a comemoração do Natal teria substituído uma festa a uma divindade pagã que havia sido instituída pelo Imperador Aureliano no ano de 274 Então essa teoria existe existe de que o Natal seria celebrado em 25 12 por causa dessa festa sim é uma teoria possível mas ela é a única teoria a resposta é não existem pelo menos outras duas teorias Quanto a essa questão do porquê cristãos celebram o natal no dia 25/12 a uma teoria uma outra teoria é chamada de teoria do cálculo e ela a contar evidências na própria literatura Cristã de que a data do nascimento do Cristo teria sido determinada independentemente de festas pagãs Então ela busca por exemplo registros de algumas pessoas que fizeram coletâneas a respeito da vida dos Mártires marcando ali a data de nascimento EA data do falecimento deles e existem documentos antigos que registram ali a data de nascimento de Jesus Cristo como dia vinte e cinco de dezembro estou dizendo que isso é um fato não eu não estou dizendo isso é um fato que eu estou dizendo é que existem documentos que fazem isso é que existe essa teoria do cálculo então costuma apontar evidências de que na verdade os cristãos encontraram dentro da própria literatura Cristã razões para Celebrar no dia 25/12 e mais recentemente no ano de 2007 a um estudioso chamado Foster um estudioso a lojista austríaco Ele criou uma teoria que acabou levando o nome dele a de que a data de 25 12 teria vindo de uma de um costume de peregrinações a Palestina que começou no quarto século depois de Cristo mas atenção o Foster defende que essa data estaria errada segundo ele a data correta do nascimento de Jesus Cristo seria o dia seis de Janeiro O que é o dia em que é cristãos ortodoxos é ortodoxos e cristãos costas celebram o natal até o dia de hoje fato é que todas essas são teorias lidar com a documentação antiga é algo muito difícil porque ela é escassa e nem sempre a gente consegue lidar com ela como gostaria mas eu creio que a gente deve no mínimo problema a essas questões quando nós ouvimos alguma coisa sendo afirmado de maneira muito categórica então a o dia 25/12 é por que o natal é a festa do Deus sol calma essa é uma teoria existem outras outras duas teorias que são diferentes desta e que procuram localizar dentro do próprio cristianismo a razão pela qual os cristãos escolhe esta ocasião veja ainda no século 4º o Natal também recebeu o seu envelope litúrgico OK então Com a Páscoa o Natal também tem um envelope litúrgico né que são as quatro semanas preparatórias do Advento hoje as mães fazem muito isso com as crianças em casa não é a preparar durante o mês de dezembro as crianças estudando a respeito do ensino de Natal tem a ver com o calendário litúrgico atrás havia quatro semanas preparatórias a chamada de semana do Advento e depois o lado posterior do envelope aqueles dois dias de exultação e de celebração que separavam o natal da comemoração da epifania que que era a epifania era a comemoração no calendário litúrgico da primeira aparição de Jesus ao Gentil por ocasião da visita dos magos se você conta aí 12 dias depois no dia 25 vai dar o dia seis de Janeiro O que é um dia em que se comemora o famoso Dia de Reis não é de onde vem isso ainda comemoração da epifania a primeira aparição de Jesus ao gentinhas na visita dos magos então é essa é um envelope que de alguma forma vai envelopar essa data do Natal no calendário litúrgico aonde curioso é bastante relevante que escrever um livro tem publicado em O Lado Oculto Cristão teologia e prática chamado jean-jacques zona aumente e o Ronald que é um reformado diz que em torno desses dois grandes ciclos o ciclo da páscoa e o ciclo da páscoa cronológica e teologicamente prioritário Rildo Natal cristalizou-se Pouco a Pouco todo o ano litúrgico ao sabor de Fases diversas e às vezes contraditórias a respeito das quais jamais se atingiu unanimidade na igreja Então veja aqui algumas informações importantes que nós temos nessa situação do vonau me primeiro a gente tem aqui esse movimento de criação ele disse que o calendário litúrgico Ele nasceu a partir dessas duas comemorações mais antigas que foram dando origem a outras comemorações comemoração da páscoa EA comemoração do nascimento de Jesus Cristo a segunda informação importante é que essa questão das datas comemorativas ela sempre foram um problema ao longo da história da igreja eu não sei ver que o vonau me dizendo que esse calendário cristalizou-se ao sabor de Fases diversas e às vezes contraditórias a respeito das quais (de novo jamais se atingiu unanimidade na igreja Então essa Gastão sempre foi uma questão problemática do ok comemorar do como comemorar e etc embora mais solitariamente ao longo do período medieval se cristalizou um calendário ou um ano grito no século 16 irmãos quando os reformadores entraram em cena Ele chegam para realizar a reforma eles vão se deparar com um calendário litúrgico absurdamente complexo que se dividia quase que é realmente em dois conjuntos de celebrações Aliás a isso é uma característica do movimento da reforma a o cristianismo católico Romano naquele período ele era cheio de complexidades mas ele era cheio de pompa e os reformadores eles trabalharam para atenuar essas complexidades típicas do catolicismo romano naquela ocasiao Veja por exemplo o que o historiador reformado os quatro meses diz a respeito do calendário litúrgico naquela ocasião ele diz assim do final de Novembro a junho os católicos observavam a promulgação do ritual da vida e do ministério de Jesus Cristo através dos principais Dias festivos quais seriam esses dias do Natal antecedidas por quatro Domingos do Advento epifania em seis de Janeiro Páscoa antecedida pela quarta-feira de Cinzas a 40 dias da Quaresma ascensão 40 dias após a Páscoa Pentecostes cinquenta dias depois da páscoa e Corpus christis Cristo 11 dias depois do Pentecostes o que que ele tá dizendo aqui que o primeiro semestre na verdade no final de Novembro até o final do primeiro semestre havia uma série de datas comemorativas todas elas relacionadas à Vida e ao Ministério de Jesus Cristo Então esse é um critério comemorativo para igreja naquela ocasião a igreja entendia que Deveria celebrar as datas ou os acontecimentos os eventos relacionados ao Ministério de Jesus Cristo a segunda metade do ano Continua aí o Esporte Net e até do final de Junho até o final de Novembro continha a maioria dos Dias Santos incluindo cinco das sete maiores festividades a Virgem Maria Dias comemorando cada um dos Doze Apóstolos e os catorze Santos auxiliares bem como uma festa de todos os santos eo Dia de Finados Deus você deu uma olhada aí você vai perceber que o calendário litúrgico medieval com qual os reformadores vão me dar é um negócio altamente complexo não é a na verdade parece que não tinha o dia livre né são tantos dias comemorativos e o todo dia tem uma comemoração diferente nesse calendário litúrgico que além de ter um critério de celebrar a vida de Jesus tem também o critério de celebrar a vida dos Santos e também o critério são tutorial E aí você tem aqui a toda a questão da celebração é a figura de Maria dos Apóstolos dos Santos e algumas festas mais específicas como o Dia de Todos os Santos eo Dia de Finados e você pode imaginar o peso que isso certa forma colocava sobre os cristãos né sobre os fiéis Porque além das celebrações comunitárias nas missas que eram feitas nessas ocasiões pela igreja para Celebrar cada uma dessas datas essas datas comemorativas elas exigiam dos fiéis algumas atividades de devoção pessoal como por exemplo jejum abstenção de trabalho a participação em procissões especiais de modo que o vonau menos naquele livro que Eu mencionei lá o culto Cristão teologia e prática ele vai afirmar que o resultado foi que o ano o ano litúrgico do período se tornou muito pesado se tornou muito cheio de elementos e havia uma ameaça ali que é e colocar o núcleo da Fé genuína ou núcleo da Fé verdade isso aqui é um pouco do contexto para a gente entender com o que os reformadores vão lidar quando eles chegam existe um calendário litúrgico que tem dois grandes movimentos um semanal eo manual esse anual com dois grandes ciclos um relacionado a vida eo Ministério de Jesus Cristo e outro relacionado a tradição da igreja EA figuras importantes que são marcantes ao longo dessa tradição EA pergunta é o que fazem os reformadores nessa ocasião Qual é a atitude dos Pais da nossa tradição quando ele se deparam com essa situação que eu acabei aqui de mencionar também essa objetivo é do nosso restante da aula e eu quero basicamente dividir a minha e são aqui em dois momentos com mais longo mais extenso e outro mais curto que é o momento de síntese daquilo que eu vou apresentar nesse momento mais extenso Então a primeira coisa que eu gostaria que vocês soubessem ao refletir sobre essa questão é que a atitude dos reformadores em relação ao calendário litúrgico não foi uma relação ou uma atitude uniforme abordagem não foi uma abordagem uniforme como aliás meus irmãos não foi a abordagem dos reformadores em relação a maioria das questões de natureza litúrgica em geral o que acontece no pensamento litúrgico dos reformadores é que eles reconhecem princípios comuns oriundos da escritura com os quais todos eles concordam mas eles também reconhecem o espaço de a cidade na aplicação desses princípios uma evidência disso é que a reforma ou a tradição reformada Mais especificamente de Matriz calvinista ela nunca ela nunca elaborou um modelo inclusivo de liturgia ao Contrário de outras tradições como o catolicismo romano o anglicanismo existem livros prontos de liturgia nesses Ramos das dessas tradições que estabelecem um modelo exclusivo de liturgia na tradição calvinista especificamente a gente não tem isso o que a gente tem é pública que quer rubricas são modelos que devem ser seguidos e aplicados a luz de contextos específicos e particulares todos esses modelos obviamente reverberando princípios absolutos que se encontram na palavra do Senhor então assim como acontece com a little um modo geral a atitude dos reformadores em relação ao calendário litúrgico a maneira como nós devemos lidar devemos lidar com essas comemorações né a igreja deveria lidar com elas não é um posicionamento ou uma abordagem uma ação uniforme então eu vou destacar aqui quatro reformadores diferentes e mostrar como é que eles lhe darão é com algumas peculiaridades com a questão do calendário litúrgico e no final eu quero mostrar já vou adiantar Qual é o meu segundo argumento é que embora não tenha sido uma ação uniforme teve elementos semelhantes e eu quero que vocês vão percebendo aqui o que é que a diferente e o que é o diferente o que é que algo semelhante à medida que eu apresento a proposta não é a maneira como esse reformadores lidaram com a festa tão primeiro dos reformadores com qual eu quero trabalhar aqui é Martinho Lutero e aqui Lutero não é o corrente primeiro da reforma protestante vai lidar com essa questão do calendário e tu veja aí o que diz o jornal me no livro culto Cristão segundo jornal me Lutero preservou todas as comemorações diretamente relacionadas a história da salvação resumida no Credo dos Apóstolos são alteram usou o credo como uma maneira de verificar a a fé da igreja na vida de Jesus Cristo nos eventos importantes e preservou essas comemorações assim preservaram se não só o Natal a Páscoa A Ascensão e o Pentecostes como também a anunciação a Candelária a circuncisão de Cristo e a epifania então vocês sabem que a tradição Luterana é uma tradição muito mais inscrito jica muito mais formal num certo sentido do que a tradição E aí a gente percebe isso aqui já a quantidade de festas que Lutero Manteve o outro detalhe foi também bastante tolerante com respeito a outras festas por exemplo só no anno de 1523 foi que Lutero suprimiu O Corpus Christi que é a comemoração da Eucaristia instituída no ocidente a partir de 1264 pedindo também nesse mesmo ano aos seus seguidores que esperassem um pouco antes de abolir a festa da Natividade da Virgem Maria e da Assunção interessante Lutero mantém inclusive algumas festas cristãs aí relacionadas a figura de Maria embora a gente percebe aqui logo no texto que ele parece estar tomando essa decisão por uma razão contextual Porque ele disse que esperassem um pouco o antes de abolir a festa da Natividade pela entendi aquela deveria ser a bolina mas o que eles poderiam ser um pouco mais a mais tolerante com esta comemoração antes de tomar essa decisão de um modo geral o que a gente percebe aqui na maneira como Lutero lida com o calendário litúrgico especially que ele primeiro preserva todas as celebrações relacionadas à Vida e ao Ministério de Jesus Cristo e a gente percebe que ele foi relativamente condescendente com algumas das festas relacionadas sobretudo a figura da Virgem Maria descontinuando essas festas apenas aos poucos quando nós poderíamos dizer que Lutero foi assim um pouco mais tolerante com algumas coisas da liturgia católica Romana naquela ocasião como ele foi com outros aspectos como o uso de velas e assim sucessivamente Então essa é a maneira como Lutero age quando tem que discutir essas questões e nada as comemorações de festas relacionadas ao calendário litúrgico segunda reformador acerca do qual eu quero falar com vocês hoje é zimbro no Window foi um reformador muito importante um defensor do colegiado ministerial por isso é sempre que Juninho vem à tona é importante falar daquilo que os grupos que ele liberou fizeram elas livro era alguém que não fazia muitas coisas sozinho sozinho mas ele compartilhava essas decisões com os pastores de Zurique foi o primeiro a elaborar a construir Construir Um Conselho de Pastores e como é que o juiz no então no seu conselho lida com essa questão bem a os historiadores mostram que Juninho Manteve seis das festas relacionadas a vida de Jesus Cristo é um índios defendeu que a cidade de Zurique comemorar assim Natal circuncisão Anunciação paz A Ascensão é pentecostes e ele aboliu de imediato sem nenhuma condescendência todas as festas relacionadas a Maria e aos outros Santos católicos Então essa foi a atitude de julho no ano de 1.566 o sucesso sucessor diz o índio Henrique boulenger ele vai elaborar uma construção de fé que ainda hoje é adotada por várias igrejas reformadas ao redor do mundo por exemplo a igreja reformada na Suíça na França na Escócia são algumas das igrejas que se inscrevem essa Confissão de Fé publicado em 1566 pelo trabalho de Henrique Burger que era um sucessor de zuinglio na reforma da Suíça tô me referindo a segunda condição helvética e veja o que ela dízimo Capítulo de número 24 que é o capítulo que trata das fé a Cristo e dos Santos ela diz assim ademais se na Liberdade Cristã as igrejas celebram de modo religioso a lembrança do nascimento do senhor a circuncisão a paixão a ressurreição EA sua ascensão ao céu bem como o envio no Espírito Santo sobre os discípulos damos da moseler plena aprovação então a Confissão de Fé a segunda condição de Ferro Vert que entende que ser um aspecto de liberdade e das Comunidades cristãs e se elas estão a ser lembrando aquela primeira parte do calendário relacionada à Vida e Ministério de Jesus Cristo então a construção a prova essas celebrações continuando não aprovamos contudo as festas instituídas em honra de homens ou dos Santos os dias santificados tem a ver com a primeira tábua da Lei e só a Deus pertencem e o g santificado os instituídos em honra dos Santos os quais abolimos tem muito de absurdo inútil e não devem ser tolerados entretanto confessamos que a lembrança dos Santos em hora e lugar apropriados pode ser recomendada de modo a aproveitar meu ao povo em sermões e o seu santo santos exemplos apresentados como dignos de serem imitados por todos estão a condição de Ferro védica ela é sugere que os dias relacionadas a vida de Cristo possam ser comemorados de acordo com a liberdade de cada comunidade mas ela ignora os dias é relacionados ao Santos Léo ao aquele elemento são thoreau do calendário litúrgico e ela traz à tona aqui uma questão importante que é a maneira como Bom dia serão celebrados e Aqui nós temos uma questão que vai ser muito cara para os reformadores que é não transformar essas comemorações em Dias Santos e Dias Santos tem a ver muito com a questão do feriado pleno também porque esses dias Santos eram considerados feriados prêmios pessoas fecharam o comércio para Vamos trabalhar esse dentro de casa um exclusivamente a comemoração dessas coisas isso os reformadores tinham muita dificuldade com isso porque não entendiam que o ciclo de movimento e parada era aquele determinado pela palavra de Deus do quarto mandamento seis dias para um serviço para um serviço para um ir à igreja não tinha o direito de dizer o que era um dia santo Eo que não era Deus é quem diz o que é um dia só ele disse que é o sábado no antigo testamento Ele disse que é o domingo no nosso entendimento no Novo Testamento e não há outro dia santo Além disso o que comemorar Diz aqui a condição de pé você vai cansar pode comemorar agora não transforma esse dia em um dia santo é o ponto da confissão helvética aqui tanto psl que é Juninho também Manteve algumas dessas festas abolindo o segundo ou a segunda parte segundo elemento aí do calendário que é aquele relacionado mais ao Santos católicos o terceiro reformador com qual eu quero trabalhar aqui é o Martin bucer ou aportuguesando aí o nome dele Martinho do cérebro né aqui no Brasil as pessoas falam usam mais o Martin bucer mas eu é traduzido aqui poderia chamá-lo de Martinho do céu você foi um grande mentor de João Calvino na cidade de estrasburgo Calvino tinha um profundo respeito por ele era considerado por Calvino como um pai cozinha ele alguém escreve uma carta para ele quando o Retorno à Genebra de e se por acaso eu falhar em alguma coisa você tem todo direito de mim orientar com o filho você não era mais velho que está ouvindo havia recebido o Calvino e dado a primeira oportunidade de Calvino pastorear na cidade de estrasburgo numa Congregação de refugiados franceses havia morado numa casa que tinha um quintal comum com Calvino Porque ele queria se reunir com ele frequentemente para trocarem ideias então você não foi um reformador muito importante para o reformador João Calvino posteriormente você não foi inicialmente o mais radical de todos os reformadores e ele eliminou de início todas as celebrações no calendário litúrgico é o no ano de 1.524 ele escreve um manual de princípios para a igreja de estrasburgo manual litúrgico para igreja de estrasburgo e ele vai defender textualmente a eliminação de todos os dias Santos - o domingo EA razão pela qual alguns Hero fez isso ele deixa isso claro no texto é que ele considerava inapropriado e o trabalho fosse suspenso em um dia não ordenado na escritura ele entendia que o excesso de feriados dizer ele reforçava a preguiça conduziram os homens a imoralidade e promovia pobreza da sociedade é o mundo interessante essa divisão aqui dele entendendo que o correto seria a seguir única e exclusivamente aquela rotina semanal que Deus estabeleceu na mandamento e ignorar todas as outras comemorações isso em 1524 mas todas as pessoas mudam e não é diferente com o Booster com o tempo você não vai voltar atrás e ele vai reter as celebrações mais tradicionais relacionadas a vida de Jesus príncipe rejeitando todas as outras relacionadas obviamente a Maria e aos santos Então há 24 anos depois da publicação desse manual de princípios para a igreja de estrasburgo os pregadores e pastores dias transburgo liderados pelo bussero escreveram uma obra chamada resumo da doutrina Cristã e nessa obra Nós lemos a o seguinte a respeito das festas litúrgicas da mesma forma devem também ser celebradas as outras festas e os tempos que foram prescritos assim de meditar para edificação da Piedade sobre os altos feitos do Senhor realizados para nossa redenção e para nossa salvação eterna e a fim de render graças a Deus Tais são as festas da Encarnação e do natal de Cristo de sua ascensão e etc então a gente percebe aqui que 20 anos depois não é de ter há quatro anos depois de termos publicado aquele manual de princípios a bussero juntamente com os outros pastores da cidade de estrasburgo consideram útil consideram relevante a comemoração dessas datas litúrgicas relacionadas à Vida e ao Ministério de Jesus e ele disse Qual é a razão aqui né assim de meditar para edificação da Piedade sobre os altos feitos do Senhor realizados para nossa redenção e para nossa salvação eterna e a fim de render graças a Deus tão bom ser entendia nesse documento eu entendi neste documento que a um papel importante para memória nessa questão da do do ciclos temporais e marcar com comemorações relacionadas a nossa vida cristã estimula de alguma forma as pessoas a piada O Último dos reformadores com os quais eu quero trabalhar aqui é João Calvino não é tão trabalhamos com o útero Juninho você e agora chegamos a aquele de onde a nossa tradição Presbiteriana descende que é a figura de João Calvi quando Calvino chega em Genebra no ano de 1.536 a cidade de Genebra tinha abolido todas as comemorações do calendário litúrgico por iniciativa de farelo em Devir e tão farelo direito também foram radicais como bolseiro e eles entenderam que não deveria comemorar Calvino chega em 1536 em Genebra 2 anos depois em 1538 seguindo uma mudança litúrgica que estava acontecendo na cidade de Berna que era uma cidade aliada da reforma em Genebra Calvino vai introduzida no calendário anual de Genebra sem celebrações diferentes são elas Natal a circuncisão a criação a Páscoa ascensão e o Pentecoste tão calminho vai propor dois anos depois de chegar seguindo uma mudança que estava acontecendo em outro lugar a comemoração ao a celebração de seis datas nessas datas duas eram bastante pacíficas em Genebra porque elas eram consideradas bíblicas e elas caíram no domingo que eram a Páscoa e o Pentecoste então Essas eram as festas pacíficas para os responsáveis pelas discussões o conselho da cidade administrativa da cidade e os pastores da cidade as outras quatro eram bem polêmicas né muita gente considerava não bíblicas elas caíram as quartas-feiras então isso adicionava a discussão a questão da paralisação do trabalho e isso vai gerar um debate Na cidade que vai acirrar os ânimos da relação de Calvino e Farel com o e o resultado vai ser que ele vai ser expulso da cidade de Genebra Não exatamente por causa dessa questão mas por uma questão mais relacionada a ceia do senhor uma briga que havia na cidade relacionada a senha do Senhor mas a estudiosa alguns historiadores dizem que essa questão da discussão no calendário litúrgico acaba acirrando os ânimos sim colocando o Calvin uma situação mais delicada naquela que ele já estava contra o conselho da cidade que era a a questão da Ceia do Senhor então calvinhos sai expulso de Genebra e alguns anos depois ele vai retornar à cidade a convite do mesmo conselho que expulsou então eles vão chegar à conclusão de que não deveria ter feito aqui no chão ou Calvino de volta e dessa vez Então ele estabelece como condição que as questões relacionadas a liturgia fosse decidida exclusivamente pelos pastores sem a interferência do conselho administrativo o livro da cidade E aí sobre a liderança dele a cidade vai ser conduzida as seguintes decisões no seu segundo momento na presente em janela pneu Vai haver a manutenção é de cinco das festas relacionadas a vida de Cristo Natal para paixão é Páscoa paixão Páscoa ascensão e Pentecostes estão no segundo momento essas cinco festas é serão celebradas na igreja em Genebra o Natal a paixão a ressurreição A Ascensão eo Pentecostes segundo Calvino vai sugerir a criação de um culto regular as quartas-feiras já que tem umas datas lá que caia nas quartas-feiras pessoal queria comemorar fazendo na quarta-feira Porque não fazendo mais um culto e cultural todo todo toda quarta-feira com todo domingo e contou a todo mundo quarta-feira também já faz a celebração no culto regular que tem quarta-feira quando a data cair nessa ocasião eu não sei se essa é a hor um dos estudos bíblicos de quarta-feira né que se estenderam a é por boa parte das igrejas até o tempo presente mas está ouvindo vai propor essa criação e vai ser aceita lá na cidade de Genebra depois que ao vivo vai propor a transferência da celebração de datas comemorativas para o domingo mais próximo então esse negócio de ficar parando para comemorar o Natal sexta-feira se ele cair na sexta ou na terça feira etc está errado não está certo não porque tá ouvindo também tinha em alta conta aquela questão do quarto mandamento como o modelo de regulação do nosso tempo semanal Então Deus é que disse que já tem que trabalhar seis preparar um meu celular fica parando o tempo inteiro não tá adequado à luz de uma visão de mundo bíblica e ele tem um diz olha quando o Natal cair na quinta-feira Então vamos comemorar ele no domingo tem que fazer feriado nenhum quando ele cair na sexta no sábado nós vamos comemorar ele no domingo tem que é feriado Você vai transferir a celebração dessas datas comemorativas para o domingo mais próximo e por último ele vai propor a revogação de todos os feriados plenos por ocasião dessas celebrações inclusive de no caso de uma data que não tinha como mudar né que é o caso da sexta-feira da paixão você ainda não tem como mudar a comemoração precisa ser na sexta-feira mesmo até porque no domingo seguinte a gente tem a comemoração da Ressurreição então quê que tá ouvindo faz ele propõe que se celebre faça uma celebração na sexta-feira mais que o dia não fosse feriado pleno ou seja fosse apenas feriados parcial as pessoas iam para igreja de manhã celebravam a Paixão de Jesus Cristo e depois Elas irão abrir o comércio e um trabalhar naturalmente como convinha a todas as pessoas que regulavam a sua vida o fundamento Divino dinheiro trabalhar seis dias e ficar um dia de descanso a gente percebe aqui como Calvino age né em relação ao calendário litúrgico e a título de conclusão a Historiador ael cima aqui que é uma das principais estudiosos do pensamento liturgia de Calvino faz essa afirmação muito interessante a respeito do pensamento do reformador de Genebra ela diz assim Isso serve para demonstrar que o assunto para Calvino não era se alguém deveria ou não se lembrar dos eventos mais importantes da vida de Cristo no culto público é indeterminado as estações do ano isso Era óbvio mas que relação essa observância tinha com o ensino bíblico a respeito de descanso e trabalho diário ou seja era indiscutível para Calvino que a igreja deveria se lembrar nos eventos relacionados a vida de Cristo e celebrá-los e o que importava para ele ela tentar entender como essa questão se relacionaria com o ensino bíblico a respeito da questão do descanso e do trabalho diário a respeito da questão do dia do Senhor da do Único dia santo determinado pela palavra de Deus e ela diz ainda o pensamento de Calvino quanto ao calendário litúrgico foi moldado por sua teologia bíblica e serve como uma expressão coerente de como essa teologia foi incorporada no templo religioso as mudanças radicais não eram simplesmente um fervor iconoclasta de remover tudo que não fosse claramente ordenado pela escritura as modificações a tradição foram planejadas para seguir orientações bíblicas sobre descanso e trabalho ainda assim o ponto não era um novo legalismo nenhuma o som de distinguir tempos a tempos sacro e profano o assunto era providenciar um uso apropriado de todo o tempo já que tudo pertence a Deus pela que nós temos um bom apanhado da maneira como Lutero uso inubus Hero e Calvino lidaram com essa questão do tempo litúrgico do ano litúrgico das comemorações relacionadas a vida de Jesus Cristo e a primeira coisa que eu quis enfatizar foi que essa não foi uma abordagem uniforme e por outro lado irmão a verdade é que a embora não tenha sido uniforme ação ou abordagem dos reformadores teve pontos em comum ela foi uma abordagem bem semelhante não é E aí o que nós poderemos apontar de semelhança na abordagem dos reformadores Primeiro eles em geral aceitaram a celebração das datas relativas a vida de Jesus Cristo são todos os reformadores entenderam que o redentor os eventos relacionados a vida do Redentor eram dignos de ser celebrado dignos de ser celebrado eu me incomoda profundamente quando a gente às vezes celebra algumas coisas diz que não pode Celebrar o Natal a Páscoa por exemplo mas Celebra a chegada do presbiterianismo no Brasil a vinda de Saimon também Doze de agosto o que parece aqui é muito mais óbvio que a vida do Redentor e os eventos relacionados ao Redentor são mais dignos de celebração do que por exemplo uma data histórica relacionada alguém que não é o nosso Redentor então todos os reformadores aceitaram a celebração das datas relativas a Jesus Cristo Isso inclui o Natal inclui Natal falando sobre Calvin de maneira específica naquele mesmo artigo que Eu mencionei antes a Elsa e Mark diz o seguinte a respeito da celebração do Natal em Genebra ela disse a celebração anual do nascimento de Cristo continuou até o mais alto status uma liturgia especial dois cultos conteúdo diferenciado que também inclui a a ceia do senhor além do status diferenciado por ser celebrado no domingo a principal mudança e foi o ajuste entre no Vinte e Cinco de dezembro e o domingo mais próximo desta data as é interessante perceber aqui é quando ela fala de conteúdo diferenciado Possivelmente é uma referência a um sermão específico lembra Calvino pregava left continuar ele pregava livros em série como nós temos o costume não é de fazer isso aqui na nossa igreja então ele pregava do início ao fim de um livro mas quando chegava numa data como essa o Natal ele abrir a oportunidade parava sua série e realizar um sermão mais específico aquela data a gente tem alguns sermões de Calvino pregados especificamente a datas relacionadas a datas especiais Então isso é comum em todos os reformadores eles aceitavam a celebração das datas relativas a vida de Jesus Cristo a segunda característica é a objeção à av e São dos Santos traz percebe de todos eles entenderam que se por um lado a vida de Jesus Cristo era digna de ser celebrada a vida dos Santos não era digna de ser celebrada e não significa que elas não eram dignas de lembrança e que eles não deveriam ser usados pela igreja como um estímulo a fé dão ao texto que Lemos atrás que dizem inclusive que em sermões os pastores deveriam reclamar o exemplo de pessoas do passado que viveram a fé de maneira adequada como um estímulo para a vida cristã mas eles entenderam que a datas relativas ao Santos não deveriam ser celebradas não é a pessoas importantes da vida da igreja assim não deveria ser celebrada todos eles evitaram é o núcleo setorial do calendário litúrgico e por último todos eles demonstraram uma preocupação e com a afirmação do domingo como o único dia santo ou o dia desse honrar a Cristo como o senhor a aqui é às vezes acontece isso não é algumas pessoas naturalmente faltam Os cultos inclusive e perdem a ceia E aí quando chega no domingo de Páscoa quando vê que alguém não foi a igreja fica escandalizado não é como se o domingo de Páscoa ele fosse um domingo especial em relação aos demais irmãos o nosso dia santo é o domingo nosso dia santo é o dia do Senhor essa é a nossa festa é que Deus mandou a gente comemorar a gente até pode usar essas outras estações do ano para relembrar trazer à memória comemorar Celebrar falar a respeito de momentos da vida de Jesus Cristo que compõem o obviamente a nossa redenção mas nenhuma dessas ocasiões é mais importante do que aquele dia que o se deu com uma ocasião para que fossemos juntos como igreja o núcleo de adoradores que realizassem o culto público então basicamente Essa foi a maneira como os reformadores lidaram com a questão e o meu objetivo é ajudar a usar a com informações muni-los de informações que podem ajudá-los a refletir sobre a maneira como nós devemos lidar com essas ocasiões que sempre levantam algumas polêmicas não é e frequentemente nós não recebemos as informações a respeito de como os nossos pais lidaram com essa com essa questão eu consigo enxergar muita semelhança entre a maneira como nós atuamos no presente com a maneira EA maneira como eles atuaram no passado é um frequentemente que nós fazemos é isso também é Celebrar no dia do Senhor mais próximo aquela data a o que nos traz a lembrança o ato Redentor realizado por Deus a nosso favor e eu creio que é isso que nós devemos continuar fazendo usar o culto público que é a reunião que o Senhor nos deu para trazer a memória eventos relacionados a vida do nosso Redentor dá um se você pertence a nossa igreja se você é de outra igreja aí não tem compromisso às dezoito horas eu quero já convidar você a Celebrar conosco Natal Rio grande do Daniel será o pregador por ocasião do culto vespertino e a nossa igreja vai celebrar o nascimento do nosso Redentor como igreja reformada que é seguindo o costume da sua da sua tradição Que Deus nos abençoe muito irmãos Espero que o tempo ser tecido rico e ajudado vocês a lidar com esta com essa questão vamos orar e pedir a Deus para que nos ajude a celebrar a ele de maneira reverente e ao mesmo Alegre mais a ser daquilo que é mais importante que é o culto público e o dia do Senhor vamos falar com o senhor bom obrigado Deus porque esses homens viveram no passado para nos ajudar de alguma forma viver no presente também obrigado porque o que eles fizeram norteiam a nossa notei a nossa atitude e obrigado pelo privilégio de Celebrar os feitos do Senhor na história louvado seja Deus pela vida de Jesus Cristo pelo seu nascimento pela sua morte e ressurreição ascensão envio do Espírito Santo louvado sejas o Deus pela promessa do retorno da segunda vinda ensina-nos a Celebrar todas essas coisas e ensina-nos a Deus a fazer isso de modo a não suprimir aquilo que é mais importante na vida da tua igreja que é o dia do Senhor e o culto público que nós guardamos e queremos guardar com tanto afinco ensina-nos portanto senhor amar estar na igreja com os nossos irmãos para ouvir a tua palavra para sermos juntos para nos prepararmos para servir uns aos outros e ajuda-nos também a celebrar como convém aqueles que amam ao senhor a ocasiões em que nós nos propusermos a fazer sem exageros sem desviar o nosso foco de ti ensina-nos a Deus ajudar ensinar os nossos filhos a respeito daquilo que Tu fizeste por nós ao longo da nossa trajetória e ao longo da história da humanidade que essa semana seja um tempo de refrigério quando nós nos lembramos da primeira vinda do nosso salvador é oração que fazemos em nome de Jesus Cristo amém Tenham todos um excelente domingo meus irmãos até a próxima Vista se Deus quiser