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Os Reformadores e a Celebração do Natal (Ao Vivo) – Filipe Fontes

Os Reformadores e a Celebração do Natal (Ao Vivo) – Filipe Fontes




Fonte: IP Santo Amaro

Legendas automáticas:

E aí
o passar dos irmãos nós estamos dando
início a nossa aula de escola dominical
a partir de hoje nos nesses Domingos de
final de ano e início do ano seguinte
nós teremos aulas em conjunto E eu tenho
o privilégio de dar início aqui a esta
série de aulas conjuntas que serão
ministradas pelos pastores da nossa
igreja nós damos as boas-vindas a todos
os membros da nossa igreja que nos
acompanham Nesta aula e damos também as
boas-vindas aqueles que nos visitam os
amigos que acompanham o nosso canal na
internet e que tem acompanhado as nossas
aulas eu vou conduzir conduzir nos numa
oração pedindo a Deus que Ele nos
abençoe nos de graça e eu já vou
explicar o que eu pretendo fazer com
vocês Nesta aula de escola dominical
vamos portanto falar com o senhor
bom obrigado Deus pelo privilégio de
cultuarte esta manhã e agora obrigado
porque o Mesmo distantes podemos nos
valer desse recurso que o Senhor nos deu
a tecnologia para estudarmos juntos a
tua palavra é o que nós queremos fazer
hoje Estudando um pouco da maneira como
ela foi recebida pela nossa Tradição ao
longo da história e pedimos ao senhor
que tu queiras nos abençoar pacificaram
o nosso coração enquanto nós estudamos
as coisas que nos propomos a estudar
neste dia damos um domingo abençoado nós
Te pedimos essas coisas em nome de Jesus
amém pois bem mãos o assunto a respeito
do qual eu quero falar com vocês hoje é
um assunto relativamente polêmico eu tô
estou intitulando a nossa aula como os
reformadores e a celebração do Natal
Qual é o objetivo dessa aula basicamente
é lidar com uma
a clínica não é existe aí uma polêmica
em torno da questão do céu da celebração
do Natal uma polêmica que é alimentada
basicamente por alguns adeptos da
tradição reformada que entendem e
defendem que essa data e outras datas
comumente celebrados pelos cristãos como
a data da páscoa por exemplo não
deveriam ser celebrada eu creio que em
algum momento você já devem ter lidado
com essa discussão com esse debate Não é
ele é bater não é em si mesmo algo
problemático como não é problema alguém
não Celebrar o Natal não é até aí não
tem nenhum problema não existe nenhuma
ordem na escritura nenhuma ordem bíblica
Clara para que o Natal seja celebrado
então aquelas pessoas que entendem que
não devem Celebrar o Natal estão no
direito de fazer isso né não há nenhum
problema e não Celebrar o Natal O
problema é que
e os adeptos desse entendimento eles
advogam essa prática ou essa não pratica
identificando-a com a tradição reformada
Ou seja a algumas pessoas defendem que a
não comemoração de datas relacionadas a
vida de Jesus Cristo é como o Natal EA
Páscoa por exemplo que são comumente
celebrados pela cristandade algumas
pessoas defendem que não Celebrar seria
uma característica da tradição reformada
e aqui sim nós temos um problema porque
este é um erro histórico é um equívoco
histórico e o que eu pretendo mostrar
para vocês hoje por ocasião desta aula é
exatamente isso então nós vamos discutir
um pouco nesta manhã como os
reformadores e alguns deles lidaram com
a questão da celebração do Natal esse é
o nosso
a passo ir para começar eu gostaria de
conversar com vocês um pouquinho a
respeito do contexto da reforma
protestante No que diz respeito à
celebração de datas especiais então é
importante lembrar de quando a reforma
protestante do século 16 eclodiu havia
uma organização da dinâmica temporal que
incluia tanto a vida eclesiástica quanto
à vida social e que tinha como base a fé
cristã obviamente de Matriz católica e
era natural que fosse assim não é por
quê organizar o tempo é uma necessidade
essencial Nossa Nós seres somos seres
humanos temporais nós precisamos criar
dinâmicas e rotinas para regular a nossa
vida tanto individualmente quanto
socialmente Então você sabe que você na
noite de um dia
e vai fazer planos para outro dia e
organizar o seu dia seguinte não eu já
estou aqui no domingo pensando o que eu
vou fazer na segunda-feira e socialmente
também nós temos a necessidade de
organizar afinal de contas a maneira
como eu indo com o meu tempo interfere
na sua vida e a maneira como você linda
como seu tempo interfere na minha vida
eu preciso saber se você é um
comerciante se você vai abrir o seu
comércio amanhã por exemplo então
organizar o tempo é uma necessidade
essencial Nossa de seres humanos
temporais Nós criamos essas dinâmicas e
rotinas que regulam a nossa vida e
durante a idade média a influência
social do cristianismo havia sido muito
grande a igreja havia se tornado a
grande potência cultural daquela época
então era bem natural que a organização
do tempo na vida social
a liberar se de alguma forma as
convicções da igreja e as convicções
cristãs e foi o que aconteceu quando a
reforma protestante eclodiu no século 16
portanto havia uma organização da
dinâmica temporal na vida social que
reverbera vá estava embasada em algum
nível na fé cristã e na tradição Cristã
essa organização do tempo ela seguia
basicamente duas rotinas tá a primeira
dessas rotinas era uma rotina semanal
que é a dinâmica seis por um que os
cristãos se apropriaram do Judaísmo com
uma diferença né a diferença de que um
no judaísmo eu sábado Enquanto o mundo
cristianismo é o domingo então às vezes
a gente não percebe que algumas coisas
com as quais nós estamos lidando com
muita naturalidade elas nem sempre
É sim e Elas tiveram um começo Então
essa dinâmica de 6 por um esse negócio
de trabalhar 6 dia separar em um dia ou
esse negócio de trabalhar de segunda a
sábado e parar no domingo isso tem a ver
com essa rotina semanal essa dinâmica de
organização do tempo que se estabeleceu
no início da era Cristã A partir dessa
rotina semanal que os cristãos
estabelecendo então desde os primeiros
anos da era Cristã os cristãos
estabeleceram essa rotina segunda a
sábado trabalho e domingo culto e
descanso e ela se tornou a o ciclo mais
básico de organização do tempo naquela
naquela ocasião na época dos
reformadores então era assim e de certa
forma é assim até hoje em bora a
santidade do domingo na nossa cultura já
não seja uma questão
é batizada né então a gente tem essa
dinâmica de 6 por um na nossa cultura de
parar no domingo mas as pessoas já não
sabem Exatamente porque elas fazem isso
para nós com tudo que estamos que somos
cristãos o domingo é um dia santo no
sentido de que ele é singular em relação
a todos os demais inclusive na maneira
como ele não cito a em relação a
história da Redenção existe um teólogo
luterano chamado Oscar cullmann ele tem
um argumento bastante interessante que
diz que nós usamos algumas expressões
extraídas da escritura para nos referir
ao domingo que vinculam o domingo tanto
ao passado quanto ao futuro é como se
nós o suspendêssemos da relação temporal
e relacionassemos o domingo tanto ao
passado quanto ao futuro então o açúcar
como se diz por exemplo que a gente uma
das
a costumam usar para o domingo é o
primeiro dia da semana né primeiro dia
da semana e com essa expressão nós
estamos vinculando o domingo aqui ao
passado a ressurreição de Jesus como o
marco de uma nova era o que é que o
domingo é para nós o primeiro dia da
semana porque esse é o raiar de uma nova
realidade que vem a existência por meio
da Ressurreição de Jesus Cristo que
aconteceu neste dia e o commands que a
gente usa uma outra expressão para o
domingo muito interessante que é
expressão dia do Senhor que é uma
expressão muito utilizada na Bíblia para
se referir ao juízo final e o que que a
gente tá fazendo com isso quando a gente
é recebe se refere ao domingo com a
expressão dia do Senhor de alguma forma
nós estamos vinculando o domingo aquilo
que a verade acontecer então é muito
interessante
o fato de que o domingo é um dia cinco
para nós que somos cristãos ele é
singular em relação a todos os outros
dias no que diz respeito à maneira como
ele no situa em relação a história da
Redenção então para usar que as palavras
do Oscar cullmann ele diz que o domingo
é nessa obra chamada Cristo Cristo e o
tempo ele disse que o domingo nos
reconduz para trás ao crucificado e ao
ressuscitado e nos transporta em seguida
para aquele que virá no final dos tempos
então a ao longo da história da tradição
Cristã os cristãos tinham estabeleceram
uma rotina semanal para a organização do
tempo que era uma rotina seis por 16
dias de trabalho um dia de descanso
sendo esse do dia de descanso ou domingo
também utilizado obviamente para o culto
ao Senhor visto que diz que
a tradição Cristã não tem a ver com
parar de trabalhar simplesmente mas tem
a ver com a deleitar-se na comunhão com
Deus ou de alguma forma aprofundar a
comunhão com o senhor além dessa rotina
semanal é importante a gente saber que a
organização do tempo com a qual os
reformadores se depararam no século 16
seguir também uma rotina anual ou seja
não apenas a semana tinha uma dinâmica
naquela época mais um ano também tinha
uma dinâmica muito relacionada à
temáticas religiosas essa rotina anual é
aquilo que historicamente convencional
ou se chamar de ano litúrgico ou de
calendário litúrgico a nossa tradição no
Brasil não tem seguindo muito o
calendário litúrgico mas ainda hoje
vários ramos da tradição Cristã
e o catolicismo Talvez seja o principal
dentro da cristandade de um modo geral
mas o luteranismo anglicanismo também se
valem muito do calendário litúrgico para
se organizar no tempo Veja a nossa
sociedade ainda hoje embora seja
circular ela Experimenta impactos desse
calendário tão alguns dos nossos
feriados plenos como a Páscoa Corpus
Christi e o Natal vieram daí dessa
tendência medieval de organizar o tempo
com base na história da Redenção agora o
impacto que essas datas tem hoje né esse
calendário tem hoje é ímpar finitamente
menor do que tinha naquele período
principalmente principalmente em termos
de sente então para você entender aqui o
posicionamento dos reformadores sobre
essa questão de celebração de datas
especiais
e elas Natal primeira coisa que você tem
que ter aí na cabeça é isso quando a
reforma aconteceu havia uma organização
do tempo muito baseada na tradição
Cristã uma organização que tinha um
núcleo semanal e que tinha também um
núcleo anual deixe-me dar aqui algumas
curiosidades a respeito do calendário
litúrgico ou do ano litúrgico aqui que
para mim são bastante interessantes e
nos ajudam assim a colocar em
perspectiva aquilo que acontecia naquela
ocasião a primeira curiosidade para
quando eu quero chamar a atenção aqui é
que essa ideia de organizar a passagem
do tempo anual com base em temáticas
religiosas ela é bastante antiga e ela
remonta aos primeiros séculos da era
cristã ou seja ela antecede a
organização da Igreja Católica Romana em
enquanto Denon
e são tão logo nos primeiros séculos da
era Cristã Já havia Esse costume de
organizar a passagem do tempo anual com
base em temáticas religiosa embora a
expressão ano litúrgico o calendário
litúrgico ela seja mais tardia a
primeira vez em que a gente vê essa
expressão ano litúrgico é em um material
do ano de 1585 O que é uma apostila de
um pastor evangélico chamado João
Honório é a primeira vez que a expressão
ano litúrgico aparece segundo os
estudiosos de liturgia Cristã Mais 1ª
curiosidade é nós estamos lidando com
algo bem tradicional na cristandade que
essa ideia de organizar a passagem de
tempo do tempo anual com base em é
matemática crista a segunda coisa é
curiosidade aqui que eu quero para qual
quero chamar atenção
e é que ao que tudo indica a primeira
celebração dentre aquelas que compuseram
o calendário o ano litúrgico foi a
celebração da morte de Jesus Cristo
estão os cristãos começam a sua Saga
comemorativas sua Saga Celebrar ativa
anual não a semanal né semanal é o culto
comemorado todo domingo mas a sua Saga
comemorativa anual com a celebração da
Morte e da Ressurreição de Jesus os
historiadores costumam dizer que essa
celebração começou entre os cristãos de
Jerusalém que foi a cidade onde Jesus
Cristo morreu eles tinham inclusive o
costume de passar pelos lugares
marcantes da caminhada de Jesus em
direção a classificação por ocasião
dessa comemoração e esse estudiosos
dizem que a identificação da data com a
Páscoa foi quase imediata visto que os
Evangelhos afirmam
a Jesus Cristo foi crucificado por
ocasião da comemoração da festa da
páscoa então foi muito natural que os
primeiros cristãos identificassem então
a comemoração a respeito da Morte e da
Ressurreição de Jesus Cristo com a
celebração da páscoa Judaica
substituindo de alguma forma assim o seu
sentido não é o sentido atribuído aquela
festa e há registro de que antes do
quarto século a celebração da páscoa Já
tinha recebido o seu envelope litúrgico
no ano litúrgico tradicional Qual é o
envelope litúrgico da festa da páscoa
aquele período de seis semanas que
antecede a Páscoa que depois ficou
fixado em um período de 40 dias que é
aquilo que o catolicismo romano chama de
quaresma e depois um período de 7
o anos de celebração que combina no
Pentecostes que era que é no calendário
litúrgico uma festa comemorada 50 dias
depois da páscoa Então veja antes no
quarto século a gente já tem registro de
criança comemoração da páscoa entre os
cristãos primitivos já estava envelopada
por esses dois grandes períodos aí né um
período de demonstração de tristeza que
é aquilo que ficou conhecido
historicamente como Quaresma e depois um
período de sete semanas de celebração
culminando na comemoração do Pentecostes
que é o envio do Espírito Santo por
parte do Senhor Jesus Cristo o quarto
século foi também o período dizem os
historiadores a partir do qual o Natal
começa a substituir a Páscoa a Páscoa
como a festa principal na Piedade
Popular atenção é essa
bom então ok Piedade popular no
calendário da igreja nunca houve uma
supervalorização de uma festa em
detrimento da outra no calendário
litúrgico que se estabeleceu no período
medieval e com qual os reformadores vão
lidar no século 16 mas na Piedade
Popular o Natal talvez porque ele seja
menos a sangrento não é menos agressivo
do que é a comemoração da morte de Jesus
Cristo ele acabou ganhando a sua espécie
de primazia na Piedade Popular o que
acontece até hoje né a gente percebe na
nossa cultura aqui o natal é uma data
muito mais celebrada não é muito mais
polpa EA muito mais paralisação por
exemplo por ocasião do natal do que por
ocasião da festa da páscoa Então a
partir do quarto século a gente já tem
ou não quarto século a gente tem
registro de que o natal está ganhando
vai ganhando 11
eu fazia na Piedade popular entre os
cristãos primitivos Isso significa que
ele já era celebrado anteriormente pelos
cristãos Deixa eu fazer um parêntese
aqui para lidar com uma questão que
talvez alguns nos que estamos assistindo
possam pensar a coisa que eu falando
aqui dos cristãos celebrando natal é os
cristãos primitivos eventualmente Você
pode perguntar assim mas pastor é o
Natal não é aquela festa do Deus sol que
foi cristianizada como costumam algumas
pessoas dizer mas eu ouvi algumas
pessoas dizerem que o Natal era uma peça
anterior dedicada ao Deus sol e que aí
num determinado momento alguém pegou
essa festa aí substituiu essa festa pelo
Natal vejam essa é uma teoria para
tentar explicar um porque no dia 25/12
ou seja ela não é nenhuma tentativa de
explicar a comemoração do Nascimento de
Jesus em si mas é
a teoria Que pena explicar faz uma
proposta para explicar por que os
cristãos passaram a comemorar o
nascimento de Jesus no dia 25/12 ela
ficou historicamente conhecida como a
teoria da história das religiões e ela
defende que a comemoração do Natal teria
substituído uma festa a uma divindade
pagã que havia sido instituída pelo
Imperador Aureliano no ano de 274 Então
essa teoria existe existe de que o Natal
seria celebrado em 25 12 por causa dessa
festa sim é uma teoria possível mas ela
é a única teoria a resposta é não
existem pelo menos outras duas teorias
Quanto a essa questão do porquê cristãos
celebram o natal no dia 25/12 a uma
teoria uma outra teoria é chamada de
teoria do cálculo e ela
a contar evidências na própria
literatura Cristã de que a data do
nascimento do Cristo teria sido
determinada independentemente de festas
pagãs Então ela busca por exemplo
registros de algumas pessoas que fizeram
coletâneas a respeito da vida dos
Mártires marcando ali a data de
nascimento EA data do falecimento deles
e existem documentos antigos que
registram ali a data de nascimento de
Jesus Cristo como dia vinte e cinco de
dezembro estou dizendo que isso é um
fato não eu não estou dizendo isso é um
fato que eu estou dizendo é que existem
documentos que fazem isso é que existe
essa teoria do cálculo então costuma
apontar evidências de que na verdade os
cristãos encontraram dentro da própria
literatura Cristã razões para Celebrar
no dia 25/12 e mais recentemente no ano
de 2007 a um estudioso chamado Foster um
estudioso
a lojista austríaco Ele criou uma teoria
que acabou levando o nome dele a de que
a data de 25 12 teria vindo de uma de um
costume de peregrinações a Palestina que
começou no quarto século depois de
Cristo mas atenção o Foster defende que
essa data estaria errada segundo ele a
data correta do nascimento de Jesus
Cristo seria o dia seis de Janeiro O que
é o dia em que é cristãos ortodoxos é
ortodoxos e cristãos costas celebram o
natal até o dia de hoje fato é que todas
essas são teorias lidar com a
documentação antiga é algo muito difícil
porque ela é escassa e nem sempre a
gente consegue lidar com ela como
gostaria mas eu creio que a gente deve
no mínimo problema
a essas questões quando nós ouvimos
alguma coisa sendo afirmado de maneira
muito categórica então a o dia 25/12 é
por que o natal é a festa do Deus sol
calma essa é uma teoria existem outras
outras duas teorias que são diferentes
desta e que procuram localizar dentro do
próprio cristianismo a razão pela qual
os cristãos escolhe esta ocasião veja
ainda no século 4º o Natal também
recebeu o seu envelope litúrgico OK
então Com a Páscoa o Natal também tem um
envelope litúrgico né que são as quatro
semanas preparatórias do Advento hoje as
mães fazem muito isso com as crianças em
casa não é a preparar durante o mês de
dezembro as crianças estudando a
respeito do ensino de Natal tem a ver
com o calendário litúrgico atrás havia
quatro semanas preparatórias
a chamada de semana do Advento e depois
o lado posterior do envelope aqueles
dois dias de exultação e de celebração
que separavam o natal da comemoração da
epifania que que era a epifania era a
comemoração no calendário litúrgico da
primeira aparição de Jesus ao Gentil por
ocasião da visita dos magos se você
conta aí 12 dias depois no dia 25 vai
dar o dia seis de Janeiro O que é um dia
em que se comemora o famoso Dia de Reis
não é de onde vem isso ainda comemoração
da epifania a primeira aparição de Jesus
ao gentinhas na visita dos magos então é
essa é um envelope que de alguma forma
vai envelopar essa data do Natal no
calendário litúrgico aonde curioso é
bastante relevante que escrever um livro
tem publicado em
O Lado Oculto Cristão teologia e prática
chamado jean-jacques zona aumente e o
Ronald que é um reformado diz que em
torno desses dois grandes ciclos o ciclo
da páscoa e o ciclo da páscoa
cronológica e teologicamente prioritário
Rildo Natal cristalizou-se Pouco a Pouco
todo o ano litúrgico ao sabor de Fases
diversas e às vezes contraditórias a
respeito das quais jamais se atingiu
unanimidade na igreja Então veja aqui
algumas informações importantes que nós
temos nessa situação do vonau me
primeiro a gente tem aqui esse movimento
de criação ele disse que o calendário
litúrgico Ele nasceu a partir dessas
duas comemorações mais antigas que foram
dando origem a outras comemorações
comemoração da páscoa EA comemoração do
nascimento de Jesus Cristo
a segunda informação importante é que
essa questão das datas comemorativas ela
sempre foram um problema ao longo da
história da igreja eu não sei ver que o
vonau me dizendo que esse calendário
cristalizou-se ao sabor de Fases
diversas e às vezes contraditórias a
respeito das quais (de novo jamais se
atingiu unanimidade na igreja Então essa
Gastão sempre foi uma questão
problemática do ok comemorar do como
comemorar e etc embora mais
solitariamente ao longo do período
medieval se cristalizou um calendário ou
um ano grito no século 16 irmãos quando
os reformadores entraram em cena Ele
chegam para realizar a reforma eles vão
se deparar com um calendário litúrgico
absurdamente complexo que se dividia
quase que
é realmente em dois conjuntos de
celebrações Aliás a isso é uma
característica do movimento da reforma a
o cristianismo católico Romano naquele
período ele era cheio de complexidades
mas ele era cheio de pompa e os
reformadores eles trabalharam para
atenuar essas complexidades típicas do
catolicismo romano naquela ocasiao Veja
por exemplo o que o historiador
reformado os quatro meses diz a respeito
do calendário litúrgico naquela ocasião
ele diz assim do final de Novembro a
junho os católicos observavam a
promulgação do ritual da vida e do
ministério de Jesus Cristo através dos
principais Dias festivos quais seriam
esses dias do Natal antecedidas por
quatro Domingos do Advento epifania em
seis de Janeiro Páscoa antecedida pela
quarta-feira de Cinzas
a 40 dias da Quaresma ascensão 40 dias
após a Páscoa Pentecostes cinquenta dias
depois da páscoa e Corpus christis
Cristo 11 dias depois do Pentecostes o
que que ele tá dizendo aqui que o
primeiro semestre na verdade no final de
Novembro até o final do primeiro
semestre havia uma série de datas
comemorativas todas elas relacionadas à
Vida e ao Ministério de Jesus Cristo
Então esse é um critério comemorativo
para igreja naquela ocasião a igreja
entendia que Deveria celebrar as datas
ou os acontecimentos os eventos
relacionados ao Ministério de Jesus
Cristo a segunda metade do ano Continua
aí o Esporte Net
e até do final de Junho até o final de
Novembro continha a maioria dos Dias
Santos incluindo cinco das sete maiores
festividades a Virgem Maria Dias
comemorando cada um dos Doze Apóstolos e
os catorze Santos auxiliares bem como
uma festa de todos os santos eo Dia de
Finados Deus você deu uma olhada aí você
vai perceber que o calendário litúrgico
medieval com qual os reformadores vão me
dar é um negócio altamente complexo não
é a na verdade parece que não tinha o
dia livre né são tantos dias
comemorativos e o todo dia tem uma
comemoração diferente nesse calendário
litúrgico que além de ter um critério de
celebrar a vida de Jesus tem também o
critério de celebrar a vida dos Santos e
também o critério são tutorial E aí você
tem aqui a toda a questão da celebração
é a figura de Maria dos Apóstolos dos
Santos e algumas festas mais específicas
como o Dia de Todos os Santos eo Dia de
Finados e você pode imaginar o peso que
isso certa forma colocava sobre os
cristãos né sobre os fiéis Porque além
das celebrações comunitárias nas missas
que eram feitas nessas ocasiões pela
igreja para Celebrar cada uma dessas
datas essas datas comemorativas elas
exigiam dos fiéis algumas atividades de
devoção pessoal como por exemplo jejum
abstenção de trabalho a participação em
procissões especiais de modo que o vonau
menos naquele livro que Eu mencionei lá
o culto Cristão teologia e prática ele
vai afirmar que o resultado foi que o
ano o ano litúrgico do período se tornou
muito pesado se tornou muito cheio de
elementos e havia uma ameaça ali que é
e colocar o núcleo da Fé genuína ou
núcleo da Fé verdade isso aqui é um
pouco do contexto para a gente entender
com o que os reformadores vão lidar
quando eles chegam existe um calendário
litúrgico que tem dois grandes
movimentos um semanal eo manual esse
anual com dois grandes ciclos um
relacionado a vida eo Ministério de
Jesus Cristo e outro relacionado a
tradição da igreja EA figuras
importantes que são marcantes ao longo
dessa tradição EA pergunta é o que fazem
os reformadores nessa ocasião Qual é a
atitude dos Pais da nossa tradição
quando ele se deparam com essa situação
que eu acabei aqui de mencionar também
essa objetivo é do nosso restante da
aula e eu quero basicamente dividir a
minha
e são aqui em dois momentos com mais
longo mais extenso e outro mais curto
que é o momento de síntese daquilo que
eu vou apresentar nesse momento mais
extenso Então a primeira coisa que eu
gostaria que vocês soubessem ao refletir
sobre essa questão é que a atitude dos
reformadores em relação ao calendário
litúrgico não foi uma relação ou uma
atitude uniforme abordagem não foi uma
abordagem uniforme como aliás meus
irmãos não foi a abordagem dos
reformadores em relação a maioria das
questões de natureza litúrgica em geral
o que acontece no pensamento litúrgico
dos reformadores é que eles reconhecem
princípios comuns oriundos da escritura
com os quais todos eles concordam mas
eles também reconhecem o espaço de
a cidade na aplicação desses princípios
uma evidência disso é que a reforma ou a
tradição reformada Mais especificamente
de Matriz calvinista ela nunca ela nunca
elaborou um modelo inclusivo de liturgia
ao Contrário de outras tradições como o
catolicismo romano o anglicanismo
existem livros prontos de liturgia
nesses Ramos das dessas tradições que
estabelecem um modelo exclusivo de
liturgia na tradição calvinista
especificamente a gente não tem isso o
que a gente tem é pública que quer
rubricas são modelos que devem ser
seguidos e aplicados a luz de contextos
específicos e particulares todos esses
modelos obviamente reverberando
princípios absolutos que se encontram na
palavra do Senhor então assim como
acontece com a little
um modo geral a atitude dos reformadores
em relação ao calendário litúrgico a
maneira como nós devemos lidar devemos
lidar com essas comemorações né a igreja
deveria lidar com elas não é um
posicionamento ou uma abordagem uma ação
uniforme então eu vou destacar aqui
quatro reformadores diferentes e mostrar
como é que eles lhe darão é com algumas
peculiaridades com a questão do
calendário litúrgico e no final eu quero
mostrar já vou adiantar Qual é o meu
segundo argumento é que embora não tenha
sido uma ação uniforme teve elementos
semelhantes e eu quero que vocês vão
percebendo aqui o que é que a diferente
e o que é o diferente o que é que algo
semelhante à medida que eu apresento a
proposta não é a maneira como esse
reformadores lidaram com a festa tão
primeiro dos reformadores com qual eu
quero trabalhar aqui é Martinho Lutero
e aqui Lutero não é o corrente primeiro
da reforma protestante vai lidar com
essa questão do calendário e tu veja aí
o que diz o jornal me no livro culto
Cristão segundo jornal me Lutero
preservou todas as comemorações
diretamente relacionadas a história da
salvação resumida no Credo dos Apóstolos
são alteram usou o credo como uma
maneira de verificar a a fé da igreja na
vida de Jesus Cristo nos eventos
importantes e preservou essas
comemorações assim preservaram se não só
o Natal a Páscoa A Ascensão e o
Pentecostes como também a anunciação a
Candelária a circuncisão de Cristo e a
epifania então vocês sabem que a
tradição Luterana é uma tradição muito
mais inscrito jica muito mais formal num
certo sentido do que a tradição
E aí a gente percebe isso aqui já a
quantidade de festas que Lutero Manteve
o outro detalhe foi também bastante
tolerante com respeito a outras festas
por exemplo só no anno de 1523 foi que
Lutero suprimiu O Corpus Christi que é a
comemoração da Eucaristia instituída no
ocidente a partir de 1264 pedindo também
nesse mesmo ano aos seus seguidores que
esperassem um pouco antes de abolir a
festa da Natividade da Virgem Maria e da
Assunção interessante Lutero mantém
inclusive algumas festas cristãs aí
relacionadas a figura de Maria embora a
gente percebe aqui logo no texto que ele
parece estar tomando essa decisão por
uma razão contextual Porque ele disse
que esperassem um pouco o antes de
abolir a festa da Natividade pela
entendi aquela deveria ser a bolina mas
o que eles poderiam ser um pouco mais a
mais tolerante com esta comemoração
antes de tomar essa decisão de um modo
geral o que a gente percebe aqui na
maneira como Lutero lida com o
calendário litúrgico especially que ele
primeiro preserva todas as celebrações
relacionadas à Vida e ao Ministério de
Jesus Cristo e a gente percebe que ele
foi relativamente condescendente com
algumas das festas relacionadas
sobretudo a figura da Virgem Maria
descontinuando essas festas apenas aos
poucos quando nós poderíamos dizer que
Lutero foi assim um pouco mais tolerante
com algumas coisas da liturgia católica
Romana naquela ocasião como ele foi com
outros aspectos como o uso de velas e
assim sucessivamente Então essa é a
maneira como Lutero age quando tem que
discutir essas questões
e nada as comemorações de festas
relacionadas ao calendário litúrgico
segunda reformador acerca do qual eu
quero falar com vocês hoje é zimbro no
Window foi um reformador muito
importante um defensor do colegiado
ministerial por isso é sempre que
Juninho vem à tona é importante falar
daquilo que os grupos que ele liberou
fizeram elas livro era alguém que não
fazia muitas coisas sozinho sozinho mas
ele compartilhava essas decisões com os
pastores de Zurique foi o primeiro a
elaborar a construir Construir Um
Conselho de Pastores e como é que o juiz
no então no seu conselho lida com essa
questão bem a os historiadores mostram
que Juninho Manteve seis das festas
relacionadas a vida de Jesus Cristo é um
índios defendeu que a cidade de Zurique
comemorar assim Natal circuncisão
Anunciação paz
A Ascensão é pentecostes e ele aboliu de
imediato sem nenhuma condescendência
todas as festas relacionadas a Maria e
aos outros Santos católicos Então essa
foi a atitude de julho no ano de 1.566 o
sucesso sucessor diz o índio Henrique
boulenger ele vai elaborar uma
construção de fé que ainda hoje é
adotada por várias igrejas reformadas ao
redor do mundo por exemplo a igreja
reformada na Suíça na França na Escócia
são algumas das igrejas que se inscrevem
essa Confissão de Fé publicado em 1566
pelo trabalho de Henrique Burger que era
um sucessor de zuinglio na reforma da
Suíça tô me referindo a segunda condição
helvética e veja o que ela dízimo
Capítulo de número 24 que é o capítulo
que trata das fé
a Cristo e dos Santos ela diz assim
ademais se na Liberdade Cristã as
igrejas celebram de modo religioso a
lembrança do nascimento do senhor a
circuncisão a paixão a ressurreição EA
sua ascensão ao céu bem como o envio no
Espírito Santo sobre os discípulos damos
da moseler plena aprovação então a
Confissão de Fé a segunda condição de
Ferro Vert que entende que ser um
aspecto de liberdade e das Comunidades
cristãs e se elas estão a ser lembrando
aquela primeira parte do calendário
relacionada à Vida e Ministério de Jesus
Cristo então a construção a prova essas
celebrações continuando não aprovamos
contudo as festas instituídas em honra
de homens ou dos Santos os dias
santificados tem a ver com a primeira
tábua da Lei e só a Deus pertencem
e o g santificado os instituídos em
honra dos Santos os quais abolimos tem
muito de absurdo inútil e não devem ser
tolerados entretanto confessamos que a
lembrança dos Santos em hora e lugar
apropriados pode ser recomendada de modo
a aproveitar meu ao povo em sermões e o
seu santo santos exemplos apresentados
como dignos de serem imitados por todos
estão a condição de Ferro védica ela é
sugere que os dias relacionadas a vida
de Cristo possam ser comemorados de
acordo com a liberdade de cada
comunidade mas ela ignora os dias é
relacionados ao Santos Léo ao aquele
elemento são thoreau do calendário
litúrgico e ela traz à tona aqui uma
questão importante que é a maneira como
Bom dia serão celebrados e Aqui nós
temos uma questão que vai ser muito cara
para os reformadores que é não
transformar essas comemorações em Dias
Santos e Dias Santos tem a ver muito com
a questão do feriado pleno também porque
esses dias Santos eram considerados
feriados prêmios pessoas fecharam o
comércio para Vamos trabalhar esse
dentro de casa um exclusivamente a
comemoração dessas coisas isso os
reformadores tinham muita dificuldade
com isso porque não entendiam que o
ciclo de movimento e parada era aquele
determinado pela palavra de Deus do
quarto mandamento seis dias para um
serviço para um serviço para um ir à
igreja não tinha o direito de dizer o
que era um dia santo Eo que não era Deus
é quem diz o que é um dia só ele disse
que é o sábado no antigo testamento Ele
disse que é o domingo no nosso
entendimento no Novo Testamento e não há
outro dia santo Além disso
o que comemorar Diz aqui a condição de
pé você vai cansar pode comemorar agora
não transforma esse dia em um dia santo
é o ponto da confissão helvética aqui
tanto psl que é Juninho também Manteve
algumas dessas festas abolindo o segundo
ou a segunda parte segundo elemento aí
do calendário que é aquele relacionado
mais ao Santos católicos o terceiro
reformador com qual eu quero trabalhar
aqui é o Martin bucer ou aportuguesando
aí o nome dele Martinho do cérebro né
aqui no Brasil as pessoas falam usam
mais o Martin bucer mas eu é traduzido
aqui poderia chamá-lo de Martinho do céu
você foi um grande mentor de João
Calvino na cidade de estrasburgo Calvino
tinha um profundo respeito por ele era
considerado por Calvino como um pai
cozinha ele alguém escreve uma carta
para ele quando o Retorno à Genebra de
e se por acaso eu falhar em alguma coisa
você tem todo direito de mim orientar
com o filho você não era mais velho que
está ouvindo havia recebido o Calvino e
dado a primeira oportunidade de Calvino
pastorear na cidade de estrasburgo numa
Congregação de refugiados franceses
havia morado numa casa que tinha um
quintal comum com Calvino Porque ele
queria se reunir com ele frequentemente
para trocarem ideias então você não foi
um reformador muito importante para o
reformador João Calvino posteriormente
você não foi inicialmente o mais radical
de todos os reformadores e ele eliminou
de início todas as celebrações no
calendário litúrgico é o no ano de 1.524
ele escreve um manual de princípios para
a igreja de estrasburgo manual litúrgico
para igreja de estrasburgo e ele vai
defender textualmente a eliminação de
todos os dias Santos -
o domingo EA razão pela qual alguns Hero
fez isso ele deixa isso claro no texto é
que ele considerava inapropriado e o
trabalho fosse suspenso em um dia não
ordenado na escritura ele entendia que o
excesso de feriados dizer ele reforçava
a preguiça conduziram os homens a
imoralidade e promovia pobreza da
sociedade é o mundo interessante essa
divisão aqui dele entendendo que o
correto seria a seguir única e
exclusivamente aquela rotina semanal que
Deus estabeleceu na mandamento e ignorar
todas as outras comemorações isso em
1524 mas todas as pessoas mudam e não é
diferente com o Booster com o tempo você
não vai voltar atrás e ele vai reter as
celebrações mais tradicionais
relacionadas a vida de Jesus príncipe
rejeitando todas as outras relacionadas
obviamente a Maria e aos santos Então
há 24 anos depois da publicação desse
manual de princípios para a igreja de
estrasburgo os pregadores e pastores
dias transburgo liderados pelo bussero
escreveram uma obra chamada resumo da
doutrina Cristã e nessa obra Nós lemos a
o seguinte a respeito das festas
litúrgicas da mesma forma devem também
ser celebradas as outras festas e os
tempos que foram prescritos assim de
meditar para edificação da Piedade sobre
os altos feitos do Senhor realizados
para nossa redenção e para nossa
salvação eterna e a fim de render graças
a Deus Tais são as festas da Encarnação
e do natal de Cristo de sua ascensão e
etc então a gente percebe aqui que 20
anos depois não é de ter
há quatro anos depois de termos
publicado aquele manual de princípios a
bussero juntamente com os outros
pastores da cidade de estrasburgo
consideram útil consideram relevante a
comemoração dessas datas litúrgicas
relacionadas à Vida e ao Ministério de
Jesus e ele disse Qual é a razão aqui né
assim de meditar para edificação da
Piedade sobre os altos feitos do Senhor
realizados para nossa redenção e para
nossa salvação eterna e a fim de render
graças a Deus tão bom ser entendia nesse
documento eu entendi neste documento que
a um papel importante para memória nessa
questão da do do ciclos temporais e
marcar com comemorações relacionadas a
nossa vida cristã estimula de alguma
forma as pessoas a piada
O Último dos reformadores com os quais
eu quero trabalhar aqui é João Calvino
não é tão trabalhamos com o útero
Juninho você e agora chegamos a aquele
de onde a nossa tradição Presbiteriana
descende que é a figura de João Calvi
quando Calvino chega em Genebra no ano
de 1.536 a cidade de Genebra tinha
abolido todas as comemorações do
calendário litúrgico por iniciativa de
farelo em Devir e tão farelo direito
também foram radicais como bolseiro e
eles entenderam que não deveria
comemorar Calvino chega em 1536 em
Genebra 2 anos depois em 1538 seguindo
uma mudança litúrgica que estava
acontecendo na cidade de Berna que era
uma cidade aliada da reforma em Genebra
Calvino vai introduzida no calendário
anual de Genebra sem celebrações
diferentes são elas Natal a circuncisão
a criação a Páscoa ascensão e o
Pentecoste tão calminho vai propor dois
anos depois de chegar seguindo uma
mudança que estava acontecendo em outro
lugar a comemoração ao a celebração de
seis datas nessas datas duas eram
bastante pacíficas em Genebra porque
elas eram consideradas bíblicas e elas
caíram no domingo que eram a Páscoa e o
Pentecoste então Essas eram as festas
pacíficas para os responsáveis pelas
discussões o conselho da cidade
administrativa da cidade e os pastores
da cidade as outras quatro eram bem
polêmicas né muita gente considerava não
bíblicas elas caíram as quartas-feiras
então isso adicionava a discussão a
questão da paralisação do trabalho e
isso vai gerar um debate Na cidade que
vai acirrar os ânimos da relação de
Calvino e Farel com o
e o resultado vai ser que ele vai ser
expulso da cidade de Genebra Não
exatamente por causa dessa questão mas
por uma questão mais relacionada a ceia
do senhor uma briga que havia na cidade
relacionada a senha do Senhor mas a
estudiosa alguns historiadores dizem que
essa questão da discussão no calendário
litúrgico acaba acirrando os ânimos sim
colocando o Calvin uma situação mais
delicada naquela que ele já estava
contra o conselho da cidade que era a a
questão da Ceia do Senhor então
calvinhos sai expulso de Genebra e
alguns anos depois ele vai retornar à
cidade a convite do mesmo conselho que
expulsou então eles vão chegar à
conclusão de que não deveria ter feito
aqui no chão ou Calvino de volta e dessa
vez Então ele estabelece como condição
que as questões relacionadas a liturgia
fosse decidida exclusivamente pelos
pastores sem a interferência do conselho
administrativo
o livro da cidade E aí sobre a liderança
dele a cidade vai ser conduzida as
seguintes decisões no seu segundo
momento na presente em janela pneu Vai
haver a manutenção é de cinco das festas
relacionadas a vida de Cristo Natal para
paixão é Páscoa paixão Páscoa ascensão e
Pentecostes estão no segundo momento
essas cinco festas é serão celebradas na
igreja em Genebra o Natal a paixão a
ressurreição A Ascensão eo Pentecostes
segundo Calvino vai sugerir a criação de
um culto regular as quartas-feiras já
que tem umas datas lá que caia nas
quartas-feiras pessoal queria comemorar
fazendo na quarta-feira Porque não
fazendo mais um culto e cultural todo
todo toda quarta-feira com todo domingo
e contou a todo mundo quarta-feira
também já faz a celebração no culto
regular que tem quarta-feira quando a
data cair nessa ocasião eu não sei se
essa é a hor
um dos estudos bíblicos de quarta-feira
né que se estenderam a é por boa parte
das igrejas até o tempo presente mas
está ouvindo vai propor essa criação e
vai ser aceita lá na cidade de Genebra
depois que ao vivo vai propor a
transferência da celebração de datas
comemorativas para o domingo mais
próximo então esse negócio de ficar
parando para comemorar o Natal
sexta-feira se ele cair na sexta ou na
terça feira etc está errado não está
certo não porque tá ouvindo também tinha
em alta conta aquela questão do quarto
mandamento como o modelo de regulação do
nosso tempo semanal Então Deus é que
disse que já tem que trabalhar seis
preparar um meu celular fica parando o
tempo inteiro não tá adequado à luz de
uma visão de mundo bíblica e ele tem um
diz olha quando o Natal cair na
quinta-feira Então vamos comemorar ele
no domingo tem que fazer feriado nenhum
quando ele cair na sexta no sábado nós
vamos comemorar ele no domingo tem que
é feriado Você vai transferir a
celebração dessas datas comemorativas
para o domingo mais próximo e por último
ele vai propor a revogação de todos os
feriados plenos por ocasião dessas
celebrações inclusive de no caso de uma
data que não tinha como mudar né que é o
caso da sexta-feira da paixão você ainda
não tem como mudar a comemoração precisa
ser na sexta-feira mesmo até porque no
domingo seguinte a gente tem a
comemoração da Ressurreição então quê
que tá ouvindo faz ele propõe que se
celebre faça uma celebração na
sexta-feira mais que o dia não fosse
feriado pleno ou seja fosse apenas
feriados parcial as pessoas iam para
igreja de manhã celebravam a Paixão de
Jesus Cristo e depois Elas irão abrir o
comércio e um trabalhar naturalmente
como convinha a todas as pessoas que
regulavam a sua vida
o fundamento Divino dinheiro trabalhar
seis dias e ficar um dia de descanso a
gente percebe aqui como Calvino age né
em relação ao calendário litúrgico e a
título de conclusão a Historiador ael
cima aqui que é uma das principais
estudiosos do pensamento liturgia de
Calvino faz essa afirmação muito
interessante a respeito do pensamento do
reformador de Genebra ela diz assim Isso
serve para demonstrar que o assunto para
Calvino não era se alguém deveria ou não
se lembrar dos eventos mais importantes
da vida de Cristo no culto público é
indeterminado as estações do ano isso
Era óbvio mas que relação essa
observância tinha com o ensino bíblico a
respeito de descanso e trabalho diário
ou seja era indiscutível para Calvino
que a igreja deveria se lembrar nos
eventos relacionados a vida de Cristo e
celebrá-los
e o que importava para ele ela tentar
entender como essa questão se
relacionaria com o ensino bíblico a
respeito da questão do descanso e do
trabalho diário a respeito da questão do
dia do Senhor da do Único dia santo
determinado pela palavra de Deus e ela
diz ainda o pensamento de Calvino quanto
ao calendário litúrgico foi moldado por
sua teologia bíblica e serve como uma
expressão coerente de como essa teologia
foi incorporada no templo religioso as
mudanças radicais não eram simplesmente
um fervor iconoclasta de remover tudo
que não fosse claramente ordenado pela
escritura as modificações a tradição
foram planejadas para seguir orientações
bíblicas sobre descanso e trabalho ainda
assim o ponto não era um novo legalismo
nenhuma
o som de distinguir tempos a tempos
sacro e profano o assunto era
providenciar um uso apropriado de todo o
tempo já que tudo pertence a Deus pela
que nós temos um bom apanhado da maneira
como Lutero uso inubus Hero e Calvino
lidaram com essa questão do tempo
litúrgico do ano litúrgico das
comemorações relacionadas a vida de
Jesus Cristo e a primeira coisa que eu
quis enfatizar foi que essa não foi uma
abordagem uniforme
e por outro lado irmão a verdade é que a
embora não tenha sido uniforme ação ou
abordagem dos reformadores teve pontos
em comum ela foi uma abordagem bem
semelhante não é E aí o que nós
poderemos apontar de semelhança na
abordagem dos reformadores Primeiro eles
em geral aceitaram a celebração das
datas relativas a vida de Jesus Cristo
são todos os reformadores entenderam que
o redentor os eventos relacionados a
vida do Redentor eram dignos de ser
celebrado dignos de ser celebrado eu me
incomoda profundamente quando a gente às
vezes celebra algumas coisas diz que não
pode Celebrar o Natal a Páscoa por
exemplo mas Celebra a chegada do
presbiterianismo no Brasil a vinda de
Saimon também Doze de agosto
o que parece aqui é muito mais óbvio que
a vida do Redentor e os eventos
relacionados ao Redentor são mais dignos
de celebração do que por exemplo uma
data histórica relacionada alguém que
não é o nosso Redentor então todos os
reformadores aceitaram a celebração das
datas relativas a Jesus Cristo Isso
inclui o Natal inclui Natal falando
sobre Calvin de maneira específica
naquele mesmo artigo que Eu mencionei
antes a Elsa e Mark diz o seguinte a
respeito da celebração do Natal em
Genebra ela disse a celebração anual do
nascimento de Cristo continuou até o
mais alto status uma liturgia especial
dois cultos conteúdo diferenciado que
também inclui a a ceia do senhor além do
status diferenciado por ser celebrado no
domingo a principal mudança
e foi o ajuste entre no Vinte e Cinco de
dezembro e o domingo mais próximo desta
data as é interessante perceber aqui é
quando ela fala de conteúdo diferenciado
Possivelmente é uma referência a um
sermão específico lembra Calvino pregava
left continuar ele pregava livros em
série como nós temos o costume não é de
fazer isso aqui na nossa igreja então
ele pregava do início ao fim de um livro
mas quando chegava numa data como essa o
Natal ele abrir a oportunidade parava
sua série e realizar um sermão mais
específico aquela data a gente tem
alguns sermões de Calvino pregados
especificamente a datas relacionadas a
datas especiais Então isso é comum em
todos os reformadores eles aceitavam a
celebração das datas relativas a vida de
Jesus Cristo a segunda característica é
a objeção à av
e São dos Santos traz percebe de todos
eles entenderam que se por um lado a
vida de Jesus Cristo era digna de ser
celebrada a vida dos Santos não era
digna de ser celebrada e não significa
que elas não eram dignas de lembrança e
que eles não deveriam ser usados pela
igreja como um estímulo a fé dão ao
texto que Lemos atrás que dizem
inclusive que em sermões os pastores
deveriam reclamar o exemplo de pessoas
do passado que viveram a fé de maneira
adequada como um estímulo para a vida
cristã mas eles entenderam que a datas
relativas ao Santos não deveriam ser
celebradas não é a pessoas importantes
da vida da igreja assim não deveria ser
celebrada todos eles evitaram é o núcleo
setorial do calendário litúrgico e por
último todos eles demonstraram uma
preocupação
e com a afirmação do domingo como o
único dia santo ou o dia desse honrar a
Cristo como o senhor a aqui é às vezes
acontece isso não é algumas pessoas
naturalmente faltam Os cultos inclusive
e perdem a ceia E aí quando chega no
domingo de Páscoa quando vê que alguém
não foi a igreja fica escandalizado não
é como se o domingo de Páscoa ele fosse
um domingo especial em relação aos
demais irmãos o nosso dia santo é o
domingo nosso dia santo é o dia do
Senhor essa é a nossa festa é que Deus
mandou a gente comemorar a gente até
pode usar essas outras estações do ano
para relembrar trazer à memória
comemorar Celebrar falar a respeito de
momentos da vida de Jesus Cristo que
compõem o obviamente a nossa redenção
mas nenhuma dessas ocasiões é mais
importante do que aquele dia que o
se deu com uma ocasião para que fossemos
juntos como igreja o núcleo de
adoradores que realizassem o culto
público então basicamente Essa foi a
maneira como os reformadores lidaram com
a questão e o meu objetivo é ajudar a
usar a com informações muni-los de
informações que podem ajudá-los a
refletir sobre a maneira como nós
devemos lidar com essas ocasiões que
sempre levantam algumas polêmicas não é
e frequentemente nós não recebemos as
informações a respeito de como os nossos
pais lidaram com essa com essa questão
eu consigo enxergar muita semelhança
entre a maneira como nós atuamos no
presente com a maneira EA maneira como
eles atuaram no passado é um
frequentemente que nós fazemos é isso
também é Celebrar no dia do Senhor mais
próximo aquela data a
o que nos traz a lembrança o ato
Redentor realizado por Deus a nosso
favor e eu creio que é isso que nós
devemos continuar fazendo usar o culto
público que é a reunião que o Senhor nos
deu para trazer a memória eventos
relacionados a vida do nosso Redentor dá
um se você pertence a nossa igreja se
você é de outra igreja aí não tem
compromisso às dezoito horas eu quero já
convidar você a Celebrar conosco Natal
Rio grande do Daniel será o pregador por
ocasião do culto vespertino e a nossa
igreja vai celebrar o nascimento do
nosso Redentor como igreja reformada que
é seguindo o costume da sua da sua
tradição Que Deus nos abençoe muito
irmãos Espero que o tempo ser tecido
rico e ajudado vocês a lidar com esta
com essa questão vamos orar e pedir a
Deus para que nos ajude a celebrar a ele
de maneira reverente e ao mesmo Alegre
mais
a ser daquilo que é mais importante que
é o culto público e o dia do Senhor
vamos falar com o senhor
bom obrigado Deus porque esses homens
viveram no passado para nos ajudar de
alguma forma viver no presente também
obrigado porque o que eles fizeram
norteiam a nossa notei a nossa atitude e
obrigado pelo privilégio de Celebrar os
feitos do Senhor na história louvado
seja Deus pela vida de Jesus Cristo pelo
seu nascimento pela sua morte e
ressurreição ascensão envio do Espírito
Santo louvado sejas o Deus pela promessa
do retorno da segunda vinda ensina-nos a
Celebrar todas essas coisas e ensina-nos
a Deus a fazer isso de modo a não
suprimir aquilo que é mais importante na
vida da tua igreja que é o dia do Senhor
e o culto público que nós guardamos e
queremos guardar com tanto afinco
ensina-nos portanto senhor amar estar na
igreja com os nossos irmãos para ouvir a
tua palavra para sermos juntos para nos
prepararmos para servir uns aos outros
e ajuda-nos também a celebrar como
convém aqueles que amam ao senhor a
ocasiões em que nós nos propusermos a
fazer sem exageros sem desviar o nosso
foco de ti ensina-nos a Deus ajudar
ensinar os nossos filhos a respeito
daquilo que Tu fizeste por nós ao longo
da nossa trajetória e ao longo da
história da humanidade que essa semana
seja um tempo de refrigério quando nós
nos lembramos da primeira vinda do nosso
salvador é oração que fazemos em nome de
Jesus Cristo amém Tenham todos um
excelente domingo meus irmãos até a
próxima Vista se Deus quiser