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PASTOR, COMO LIDAR COM A SOLIDÃO? | ENCONTRANDO CRISTO NA PANDEMIA #04

PASTOR, COMO LIDAR COM A SOLIDÃO? | ENCONTRANDO CRISTO NA PANDEMIA #04




Fonte: Edições Vida Nova

Legendas automáticas:

E aí
[Música]
E aí
e em dezoito de Julho de 1944 Dietrich
onde Rafa importante teólogo aí do
período entre guerras ele estava preso
integrar numa prisão ali nos arredores
de Berlim
Oi e ele estava preso organismo por que
fazer a parte de uma conspiração contra
Hitler
e escreveu um belíssimo poema que
expressava uma série de problemas que
envolviam ou que vou via não só sua dor
não só a sua dor em Face da Solidão Mas
as consequências dessa solidão diante
desta prisão que é uma maneira de
torná-lo só contra sua própria vontade
então de triomphe nos Entregou um
belíssimo poema chamado werberich ou
seja quem sou eu e eu queria ler esse
poema junto com vocês hoje porque eu
acredito que nele nós encontramos alguns
sites poderosos para pensar a questão da
Solidão em nossos dias
os dias de confinamento dias em que a
solidão nos é imposta
e o poema corre assim
e quem sou eu seguidamente me dizem que
deixo a minha cela Sereno Alegre firme
Qual o dono que sai de seu castelo do
Observe que o poema começa com a
pergunta né bem isso quem sou eu E aí
ele começa afirmando ali algumas coisas
que dizem respeito ao que pensam dele na
pensão que ele todas as vezes que sai da
célula em vez de sair triste em vez de
sair cabisbaixo vez de sair lamurioso
ele sai Sereno ele sai Alegre firme e a
sua aparência não é de alguém que está
preso não é de alguém que está confinado
e sofrendo por causa da solidão mas é
aparência de alguém que sai de seu
castelo como sendo o dono dele ou seja
alguém poderoso alguém que sai com toda
a segurança que o dono de um castelo
o seu próprio castelo então do segundo
verso ele volta ou na segunda estrofe
ele volta a fazer novamente a pergunta
velho início quem sou eu E aí novamente
ele repete seguidamente me dizem ou seja
se seguidamente me dize não é algo que
aconteceu uma vez é algo que acontece
sempre sempre dizem e o veem como alguém
alegre sorridente Sereno e que parece
não está numa prisão parece não estar no
confinamento nesse segunda estrofe mesma
coisa seguidamente me dizem que falo com
os que me guardam livre amável e com
clareza como se fosse eu a mandar
E então em primeiro lugar ele sai alegre
sorridente uefism ao dono sai de seu
castelo segunda estrofe é ver alguém não
rancoroso não ressentido contra os seus
algozes a sua reação com aqueles que o
agridem com aqueles que são os seus
algozes os seus guardas é uma reação de
amor é uma reação de alguém é que fala
com liberalidade com ternura mais alguém
que ao falar dessa forma parece que está
na inversão parece que não é não é quem
está recebendo ordens parece que aqui
está dando ordens ou seja porque a sua
maneira de falar sua maneira de lidar
com os guardas fazer com que os guardas
tivesse um profundo respeito por ele e o
serviço inclusive
o que vai acontecer se você lê por
exemplo resistência e submissão que é
uma série de cartas que o bom Fer
escreve na prisão e que tem inclusive
esse poema publicado em português você
vai perceber ali o Várias cenas em que
os guardas são amáveis e retribuem essa
maneira do Bonfim lidar com eles um a
mesma moeda pelo menos usuário né a
gente sabe que um ano depois vou ver
será enforcado não é precisamente em
abril de 1945 próximo da do desfecho da
segunda guerra ele é enforcado mas o que
a gente sabe é que a reação dele aos
guardas pelo próprio poema é a reação de
alguém que dizem ser ele amável no que
fala na maneira que fala na maneira que
diz a terceira estrofe
se repete a pergunta que parece celular
e Que motivo aquilo que aquele tom que
sempre tá ali voltando aquele acorde que
está sempre repetindo pensou eu quem sou
eu e pela terceira vez maior foi
pergunta Quem Sou Eu também me dizem que
suporta os dias de infortúnio e
impassível sorridente Altivo como alguém
acostumado a vencer a terceira estrofe é
a confirmação de que este que está preso
é visto por aqueles que estão ao seu
redor como alguém que suporta as
aflições como alguém que aguenta dos e
aguenta a dor como se fosse impassível
como se não fosse afetado pelas paixões
e que está acostumado a vencer e que ali
é só mais uma batalha é só mais uma luta
é só mais uma situação controversa
é mas aí depois dessas três estrofes que
perguntam sempre que apresentou sempre a
pergunta Quem sou eu ele muda o Tom e
apresenta agora 2 estrofes importantes
esses dois estrofes são importantes
porque eles quebram Justamente a fala do
que os outros dizem que ele é para ele
dizer agora quem ele pensa ser vejo que
ele diz sou é mesmo que os outros dizem
a meu respeito ou sou apenas o que sei a
respeito de mim mesmo ou seja ele coloca
em xeque as percepções que os outros têm
dele e as percepções que ele tem dele
mesmo e o que faz ele chegar a essa
dúvida sobre quem é ele mesmo e o que os
outros pensam eles ser sofrimento
especial aqui a solidão Observe como
esses troço depois das perguntas vai
tratar
o inquieto saudoso doente como um
pássaro na gaiola ou seja um pássaro na
gaiola preso Solitário doente saudoso
com saudade dos amigos Ô saudade da
família com saudade da igreja com
saudade daqueles que estão envolvidos e
que são envolvidos com a sua própria que
fazem parte da sua própria vida
e respirando com dificuldade
é como se apertasse a garganta faminto
de cores de flores do Canto dos Pássaros
sedento de palavras boas de proximidade
humana Ou seja é alguém que está com
saudade da vida no saudade de andar
pelas ruas de andar de um parque de
ouvir o canto dos pássaros de B pessoas
de contar gente na rua de encontrar suas
fotos sua família seus amigos de ouvir o
gorgurinho das pessoas se encontrar as
pessoas que naquele naquela a gente
poderia dizer aglomeração que hoje estão
nos impedida em Face da pandemia tô
Imagine que a sensação de saudosismo de
saudade de sede por palavras e
proximidade humana
no Mais ao contrário no contraste disso
ele apresenta também outros sentimentos
tremendo de irá por causa da
arbitrariedade ofensa mispinha e ri
quieto à espera de grandes coisas ou
seja alguém que ao mesmo tempo se
incomoda com o estado de coisas e que
esse estado de coisas que poderia ser
evitado não evitado pela arbitrariedade
pela mesquinhez humana mas ao mesmo
tempo Henrique é tu não se trata de
alguém Calmo Sereno e Tranquilo não se
trata daquela pessoa besta por aqueles
que no início do poema ele descreve
acerca da sua perspectiva dele não agora
está dando a perspectiva de lhe pedir
mesmo alguém Henrique é tu que vive
esperando grandes coisas que não se
contenta com pequenas coisas que sempre
que vem uma pequena coisa ele se a
sombra eu queria uma grande notícia não
há uma uma notícia de que a coisa já
passou
E aí eu queria que já tivesse resolvido
tudo em angústia impotente pela sorte de
amigos distantes cansado e vazio até
para orar pensar criar desanimado e
pronto para me dizer para me despedir de
tudo e observe que o final de todas
essas descrições que ele faz são
finalizadas com uma interrogação ou seja
tudo isso que ele está dizendo que ele
pensa dele mesmo está colocando uma
questão será que ele é aquilo que os
outros dizem será que ele é aquilo que
os outros pensam que ele é ou será que
ele é isso que ele pensa ser alguém
Henrique é tu que só esperar coisas
grandes que quer que aconteça logo as
coisas que precisam acontecer né alguém
vazio até para orar a pensar criar
desanimado e quieto Bel irado com a
mesquinhas
e na sedento de proximidade humana de
palavra de passear de andar por aí tá
preso Solitário uma prisão
Oi e aí ele volta ao problema Inicial
quem sou e Ru deve me parece novamente e
agora caminhando para conclusão do poema
ao perguntar quem sou eu ele volta a
esse acorde que vai se repetindo a cada
momento crucial do poema E aí depois de
perguntar quem sou eu ele diz este que
ele acabou de descrever que é o oposto
daquele Ou aquele que o oposto deste
eu sou hoje este e amanhã aquele o seu
ambos ao mesmo tempo
em diante das pessoas um hipócrita ou
seja alguém que veste uma máscara alguém
que se apresenta como forte como
poderoso mas que no fundo no fundo está
sofrendo é fraco é de exame tá
desanimado tá desesperado por causa da
solidão e da ausência dos amigos
distantes e
em diante de mim um covarde que shuzo
desprezível
o ou aquilo que ainda em mim será como
um exército derrotado que foge
desordenado a vista da Vitória já obtida
e quem sou eu
Oi e aí vem o solitário perguntar zomba
de mim quem quer que eu seja o Deus
Observe que aqui
e não parece que ele está se dirigindo a
nós
e aqui fica claro que o vocativo o Deus
indica que ele está se dirigindo a Deus
e dizendo quem sou eu o solitário
solitário perguntar a sombra de mim quem
quer que eu seja ó Deus tu tu quem Deus
me conhece
e ele termina o poema dizendo sou teu
e a você e como bom fiz
e se sente só no meio dessa pandemia
e a você que no meio dessa pandemia se
sentir Solitário no conta da ausência
dos irmãos da igreja seja porque sua
igreja ainda está sob as condições a
remotas seja porque sua igreja voltou
mas não voltou todo mundo porque ela
está seguindo o protocolo cê tá reduzido
e não postei aglomeração e as pessoas
ficam distantes seja por que você optou
por ficar em casa
como evitar maiores transtornos
Olá seja porque você está questionando
até mesmo tudo que está acontecendo o
sentimento de solidão
e ele é um sentimento do que pode é o
mesmo tempo nos levar a cometer as mais
terríveis ações
há como aproveitarmos este sentimento
como motivo como Bonfim nos ensinou
nesse poema para perguntar sobre quem
nós somos
Oi e a gente não faz essa pergunta de
forma mais poderosa se não quando
estamos diante de Deus
e eu quero me lembrar Nesse final
é de um outro Prisioneiro
o que como bom roça estava preso
bom e que sabia que era dali para morte
o seu fim ele escreve uma epístola
segunda Timóteo que John stott se refere
essa epístola como o canto do cisne'
aquele último canto não é de Paulo antes
da sua morte
é mas sabemos que depois dali Paulo será
mais utilizado Paulo vai morrer e vai
morrer por causa do Evangelho
bom e o que é curioso e semelhante
e parece que bom filho repete as mesmas
Sensações que a gente encontra por
exemplo em Paulo mas de uma forma
interessante porque se no poema do
borrou Fer ao questionamento sobre quem
ele é e ele no final chega à conclusão
de que embora de nós saiba que ele
realmente já se ele é tanto um covarde
como corajoso se ele é essa ambiguidade
eu Ramos né Ele sabe de uma coisa que o
deixa Seguro
é de que ele pertence ao Senhor Observe
que em segundo a Timóteo Paulo ele diz
com todas as letras no Capítulo 11
quando ele vai soltar a Timóteo que
parece esquecer-se de si mesmo esquecer
de quem ele é Paulo diz a Timóteo
Versículo 11 Capítulo primeiro para este
evangelho Eu fui designado o pregador
apóstolo mestre e por isso estou
sofrendo essas coisas mas não me
envergonho porque sei em quem tenho
crido e eu estou certo de que ele é
poderoso para guardar aquilo que me foi
confiado até aquele dia mantém o padrão
das suas palavras que de mim você ouviu
com fé e com amor que há em Cristo Jesus
por meio do Espírito Santo que habita em
nós guarde o bom tesouro que lhe foi
confiado a consciência de alguém que
sabe quem ele é surge nesses momentos de
solidão
é nesses momentos em que somos obrigados
a solidão e transformamos a solidão que
nos causa a todos sentimento de
distanciamento do mundo e tristeza pelo
afastamento das pessoas transformamos
essa dores e sofrimento numa
oportunidade de saber quem nós somos eu
quero encorajar você que está se
sentindo só por causa do confinamento
por causa de toda essa situação que
estamos vivendo hoje ao
auto-conhecimento a buscar esse
autoconhecimento mas existem dois
caminhos que você pode seguir um caminho
é aquele que os filósofos da Grécia nos
ensinaram conhece-te a ti mesmo você já
tem que descobrir quem você é
mergulhando no seu interior se tentando
descobrir você mesmo em você
é mais existe um outro caminho que é o
caminho e os teólogos cristãos dizem ser
o caminho que nos leva ao verdadeiro
autoconhecimento que conheça a Deus que
possamos transformar os nossos momentos
de Solidão Em Momentos de conhecimento
de Deus para que esse conhecimento
O que é o conhecimento de Deus possa
revelar quem nós Realmente somos quero
encorajar você a transformar o seu tempo
de solidão
e numa busca por autoconhecimento é
pergunta para você hoje é uma só quem é
você
E aí