PASTOR, COMO LIDAR COM A SOLIDÃO? | ENCONTRANDO CRISTO NA PANDEMIA #04
07/05/2021PASTOR, COMO LIDAR COM A SOLIDÃO? | ENCONTRANDO CRISTO NA PANDEMIA #04
Fonte: Edições Vida Nova
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E aí [Música] E aí e em dezoito de Julho de 1944 Dietrich onde Rafa importante teólogo aí do período entre guerras ele estava preso integrar numa prisão ali nos arredores de Berlim Oi e ele estava preso organismo por que fazer a parte de uma conspiração contra Hitler e escreveu um belíssimo poema que expressava uma série de problemas que envolviam ou que vou via não só sua dor não só a sua dor em Face da Solidão Mas as consequências dessa solidão diante desta prisão que é uma maneira de torná-lo só contra sua própria vontade então de triomphe nos Entregou um belíssimo poema chamado werberich ou seja quem sou eu e eu queria ler esse poema junto com vocês hoje porque eu acredito que nele nós encontramos alguns sites poderosos para pensar a questão da Solidão em nossos dias os dias de confinamento dias em que a solidão nos é imposta e o poema corre assim e quem sou eu seguidamente me dizem que deixo a minha cela Sereno Alegre firme Qual o dono que sai de seu castelo do Observe que o poema começa com a pergunta né bem isso quem sou eu E aí ele começa afirmando ali algumas coisas que dizem respeito ao que pensam dele na pensão que ele todas as vezes que sai da célula em vez de sair triste em vez de sair cabisbaixo vez de sair lamurioso ele sai Sereno ele sai Alegre firme e a sua aparência não é de alguém que está preso não é de alguém que está confinado e sofrendo por causa da solidão mas é aparência de alguém que sai de seu castelo como sendo o dono dele ou seja alguém poderoso alguém que sai com toda a segurança que o dono de um castelo o seu próprio castelo então do segundo verso ele volta ou na segunda estrofe ele volta a fazer novamente a pergunta velho início quem sou eu E aí novamente ele repete seguidamente me dizem ou seja se seguidamente me dize não é algo que aconteceu uma vez é algo que acontece sempre sempre dizem e o veem como alguém alegre sorridente Sereno e que parece não está numa prisão parece não estar no confinamento nesse segunda estrofe mesma coisa seguidamente me dizem que falo com os que me guardam livre amável e com clareza como se fosse eu a mandar E então em primeiro lugar ele sai alegre sorridente uefism ao dono sai de seu castelo segunda estrofe é ver alguém não rancoroso não ressentido contra os seus algozes a sua reação com aqueles que o agridem com aqueles que são os seus algozes os seus guardas é uma reação de amor é uma reação de alguém é que fala com liberalidade com ternura mais alguém que ao falar dessa forma parece que está na inversão parece que não é não é quem está recebendo ordens parece que aqui está dando ordens ou seja porque a sua maneira de falar sua maneira de lidar com os guardas fazer com que os guardas tivesse um profundo respeito por ele e o serviço inclusive o que vai acontecer se você lê por exemplo resistência e submissão que é uma série de cartas que o bom Fer escreve na prisão e que tem inclusive esse poema publicado em português você vai perceber ali o Várias cenas em que os guardas são amáveis e retribuem essa maneira do Bonfim lidar com eles um a mesma moeda pelo menos usuário né a gente sabe que um ano depois vou ver será enforcado não é precisamente em abril de 1945 próximo da do desfecho da segunda guerra ele é enforcado mas o que a gente sabe é que a reação dele aos guardas pelo próprio poema é a reação de alguém que dizem ser ele amável no que fala na maneira que fala na maneira que diz a terceira estrofe se repete a pergunta que parece celular e Que motivo aquilo que aquele tom que sempre tá ali voltando aquele acorde que está sempre repetindo pensou eu quem sou eu e pela terceira vez maior foi pergunta Quem Sou Eu também me dizem que suporta os dias de infortúnio e impassível sorridente Altivo como alguém acostumado a vencer a terceira estrofe é a confirmação de que este que está preso é visto por aqueles que estão ao seu redor como alguém que suporta as aflições como alguém que aguenta dos e aguenta a dor como se fosse impassível como se não fosse afetado pelas paixões e que está acostumado a vencer e que ali é só mais uma batalha é só mais uma luta é só mais uma situação controversa é mas aí depois dessas três estrofes que perguntam sempre que apresentou sempre a pergunta Quem sou eu ele muda o Tom e apresenta agora 2 estrofes importantes esses dois estrofes são importantes porque eles quebram Justamente a fala do que os outros dizem que ele é para ele dizer agora quem ele pensa ser vejo que ele diz sou é mesmo que os outros dizem a meu respeito ou sou apenas o que sei a respeito de mim mesmo ou seja ele coloca em xeque as percepções que os outros têm dele e as percepções que ele tem dele mesmo e o que faz ele chegar a essa dúvida sobre quem é ele mesmo e o que os outros pensam eles ser sofrimento especial aqui a solidão Observe como esses troço depois das perguntas vai tratar o inquieto saudoso doente como um pássaro na gaiola ou seja um pássaro na gaiola preso Solitário doente saudoso com saudade dos amigos Ô saudade da família com saudade da igreja com saudade daqueles que estão envolvidos e que são envolvidos com a sua própria que fazem parte da sua própria vida e respirando com dificuldade é como se apertasse a garganta faminto de cores de flores do Canto dos Pássaros sedento de palavras boas de proximidade humana Ou seja é alguém que está com saudade da vida no saudade de andar pelas ruas de andar de um parque de ouvir o canto dos pássaros de B pessoas de contar gente na rua de encontrar suas fotos sua família seus amigos de ouvir o gorgurinho das pessoas se encontrar as pessoas que naquele naquela a gente poderia dizer aglomeração que hoje estão nos impedida em Face da pandemia tô Imagine que a sensação de saudosismo de saudade de sede por palavras e proximidade humana no Mais ao contrário no contraste disso ele apresenta também outros sentimentos tremendo de irá por causa da arbitrariedade ofensa mispinha e ri quieto à espera de grandes coisas ou seja alguém que ao mesmo tempo se incomoda com o estado de coisas e que esse estado de coisas que poderia ser evitado não evitado pela arbitrariedade pela mesquinhez humana mas ao mesmo tempo Henrique é tu não se trata de alguém Calmo Sereno e Tranquilo não se trata daquela pessoa besta por aqueles que no início do poema ele descreve acerca da sua perspectiva dele não agora está dando a perspectiva de lhe pedir mesmo alguém Henrique é tu que vive esperando grandes coisas que não se contenta com pequenas coisas que sempre que vem uma pequena coisa ele se a sombra eu queria uma grande notícia não há uma uma notícia de que a coisa já passou E aí eu queria que já tivesse resolvido tudo em angústia impotente pela sorte de amigos distantes cansado e vazio até para orar pensar criar desanimado e pronto para me dizer para me despedir de tudo e observe que o final de todas essas descrições que ele faz são finalizadas com uma interrogação ou seja tudo isso que ele está dizendo que ele pensa dele mesmo está colocando uma questão será que ele é aquilo que os outros dizem será que ele é aquilo que os outros pensam que ele é ou será que ele é isso que ele pensa ser alguém Henrique é tu que só esperar coisas grandes que quer que aconteça logo as coisas que precisam acontecer né alguém vazio até para orar a pensar criar desanimado e quieto Bel irado com a mesquinhas e na sedento de proximidade humana de palavra de passear de andar por aí tá preso Solitário uma prisão Oi e aí ele volta ao problema Inicial quem sou e Ru deve me parece novamente e agora caminhando para conclusão do poema ao perguntar quem sou eu ele volta a esse acorde que vai se repetindo a cada momento crucial do poema E aí depois de perguntar quem sou eu ele diz este que ele acabou de descrever que é o oposto daquele Ou aquele que o oposto deste eu sou hoje este e amanhã aquele o seu ambos ao mesmo tempo em diante das pessoas um hipócrita ou seja alguém que veste uma máscara alguém que se apresenta como forte como poderoso mas que no fundo no fundo está sofrendo é fraco é de exame tá desanimado tá desesperado por causa da solidão e da ausência dos amigos distantes e em diante de mim um covarde que shuzo desprezível o ou aquilo que ainda em mim será como um exército derrotado que foge desordenado a vista da Vitória já obtida e quem sou eu Oi e aí vem o solitário perguntar zomba de mim quem quer que eu seja o Deus Observe que aqui e não parece que ele está se dirigindo a nós e aqui fica claro que o vocativo o Deus indica que ele está se dirigindo a Deus e dizendo quem sou eu o solitário solitário perguntar a sombra de mim quem quer que eu seja ó Deus tu tu quem Deus me conhece e ele termina o poema dizendo sou teu e a você e como bom fiz e se sente só no meio dessa pandemia e a você que no meio dessa pandemia se sentir Solitário no conta da ausência dos irmãos da igreja seja porque sua igreja ainda está sob as condições a remotas seja porque sua igreja voltou mas não voltou todo mundo porque ela está seguindo o protocolo cê tá reduzido e não postei aglomeração e as pessoas ficam distantes seja por que você optou por ficar em casa como evitar maiores transtornos Olá seja porque você está questionando até mesmo tudo que está acontecendo o sentimento de solidão e ele é um sentimento do que pode é o mesmo tempo nos levar a cometer as mais terríveis ações há como aproveitarmos este sentimento como motivo como Bonfim nos ensinou nesse poema para perguntar sobre quem nós somos Oi e a gente não faz essa pergunta de forma mais poderosa se não quando estamos diante de Deus e eu quero me lembrar Nesse final é de um outro Prisioneiro o que como bom roça estava preso bom e que sabia que era dali para morte o seu fim ele escreve uma epístola segunda Timóteo que John stott se refere essa epístola como o canto do cisne' aquele último canto não é de Paulo antes da sua morte é mas sabemos que depois dali Paulo será mais utilizado Paulo vai morrer e vai morrer por causa do Evangelho bom e o que é curioso e semelhante e parece que bom filho repete as mesmas Sensações que a gente encontra por exemplo em Paulo mas de uma forma interessante porque se no poema do borrou Fer ao questionamento sobre quem ele é e ele no final chega à conclusão de que embora de nós saiba que ele realmente já se ele é tanto um covarde como corajoso se ele é essa ambiguidade eu Ramos né Ele sabe de uma coisa que o deixa Seguro é de que ele pertence ao Senhor Observe que em segundo a Timóteo Paulo ele diz com todas as letras no Capítulo 11 quando ele vai soltar a Timóteo que parece esquecer-se de si mesmo esquecer de quem ele é Paulo diz a Timóteo Versículo 11 Capítulo primeiro para este evangelho Eu fui designado o pregador apóstolo mestre e por isso estou sofrendo essas coisas mas não me envergonho porque sei em quem tenho crido e eu estou certo de que ele é poderoso para guardar aquilo que me foi confiado até aquele dia mantém o padrão das suas palavras que de mim você ouviu com fé e com amor que há em Cristo Jesus por meio do Espírito Santo que habita em nós guarde o bom tesouro que lhe foi confiado a consciência de alguém que sabe quem ele é surge nesses momentos de solidão é nesses momentos em que somos obrigados a solidão e transformamos a solidão que nos causa a todos sentimento de distanciamento do mundo e tristeza pelo afastamento das pessoas transformamos essa dores e sofrimento numa oportunidade de saber quem nós somos eu quero encorajar você que está se sentindo só por causa do confinamento por causa de toda essa situação que estamos vivendo hoje ao auto-conhecimento a buscar esse autoconhecimento mas existem dois caminhos que você pode seguir um caminho é aquele que os filósofos da Grécia nos ensinaram conhece-te a ti mesmo você já tem que descobrir quem você é mergulhando no seu interior se tentando descobrir você mesmo em você é mais existe um outro caminho que é o caminho e os teólogos cristãos dizem ser o caminho que nos leva ao verdadeiro autoconhecimento que conheça a Deus que possamos transformar os nossos momentos de Solidão Em Momentos de conhecimento de Deus para que esse conhecimento O que é o conhecimento de Deus possa revelar quem nós Realmente somos quero encorajar você a transformar o seu tempo de solidão e numa busca por autoconhecimento é pergunta para você hoje é uma só quem é você E aí