Exposição em DANIEL (Parte I) Aula 10/15 -Antonio Neto
07/06/2021Exposição em DANIEL (Parte I) Aula 10/15 -Antonio Neto
Fonte: Escola Charles Spurgeon
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E aí [Música] E aí E aí pessoal vamos lá partir então agora para o texto de Daniel Capítulo 2 Versículos 31 A 49 esse texto um que é um dos textos mais conhecidos talvez depois do texto das setenta semanas de Daniel Talvez esse texto e também dá Daniel na cova dos leões Esse é um dos textos mais conhecidos mais debatidos dentro do livro de Daniel que é o texto onde Daniel vai interpretar o sonho de Nabucodonosor então aqui só passando rapidamente no esboço da sessão é sucessão faz um paralelo já mostrei para vocês conversa com Capítulo 3 nesse sonho você tem eu desculpe nessa seção você tem na boca do nosor sonhando com a imagem e no capítulo 3 você vai encontrar alí um da boca do nosor exigindo o coração a uma imagem Ok então são textos certa forma paralelos e como eu já expliquei para vocês Pessoal esse texto que completa o Capítulo dois ele é a terceira parte do capítulo 2 onde na primeira parte o Daniel aqui ele ele exibe a fraqueza de Nabucodonosor e o quanto Nabucodonosor é dependente do deus da história na segunda parte é a parte onde Daniel exibir a sua dependência de Deus através da sua oração e refletido na sua oração ou na sua adoração a Deus E então agora nessa terceira parte quando o Daniel vai interpretar o sonho de Faraó a ideia Central aqui é falar a respeito da soberania a Deus sobre as nações é revelada através de seu controle sobre os reinos deste mundo EA vinda do reino eterno de Deus essa na verdade é a temática Geral do livro de Daniel e normalmente a temática das chamadas literaturas apocalípticas gente trabalhou sobre isso no começo dessa nossa análise na parte da introdução então o sonho de Faraó e esse texto é um texto que serve para ensinar para os seus leitores que os reinos deste mundo os reinos dos gente US que estão sobre a nação de Israel Estes são reinos temporários existe são reinos passageiros e que Deus ele é o Deus das nações ele é o Deus no céu que controla o fluxo o fluxo da história humana e que no final da história humana é o reino eterno de Deus a partir de Israel que tomará conta de todas as nações Então essa haverá uma espécie de reversão onde enquanto Israel é dominado Pelas Nações no futuro o reino de Israel dominará as nações e isso servia de enorme consolo para aquele povo que ou estava em exílio ou estava em uma situação de exílio mesmo na sua própria Terra esse texto que nós vamos analisar ele se divide em três partes a primeira parte é onde ocorre a descrição do sonho a segunda parte do Versículo 36 a 45 nós temos ali a interpretação do sonho e a terceira parte a reação de Nabucodonosor ao som antes da gente então partir para a análise do texto eu preciso fazer aqui algumas ressalvas e algumas questões importantes em primeiro lugar Normalmente quando se estuda a quando vocês tudo essa questão da interpretação do sonho de Faraó normalmente estuda-se dentro de um contexto de estudo escatológico então talvez você já tenha talvez o seu primeiro contato com esse texto tenha sido através de alguém dando uma pregação uma palestra falando a respeito do plano escatológico ou seja de como Deus há de cumprir o seu plano lá no futuro bom E isso não é em si equivocado Ok Esse é um texto que de fato tem enorme revelando relevância escatológico e por isso naturalmente Ele é tratado quando se vai falar de escatologia no entanto o problema que acontece é quando a alguns princípios hermenêuticos eles não são obedecidas nessa análise Ok é quando é quando a interpretação ela vai além do que o próprio texto ou do que os textos Paralelos de Daniel ou o contexto histórico de Daniel eles de fato revelam então lá no começo dessa matéria Especialmente quando a gente tava falando sobre a Literatura eu passei para vocês duas informações que você precisa ter em mente a vida que a gente anda Lisa aqui esse texto em primeiro lugar que muito embora a literatura Apocalíptica ela seja repleta de símbolos os símbolos eles possuem ligação histórica e que por isso é necessário que se procure de alguma forma tanto dentro da literatura nas suas próprias e interpretações qual é a relação histórica entre o símbolo e o evento o a situação a relação real que existe entre o símbolo e o evento histórico Ok então por exemplo você vai para Apocalipse capítulo 12 você tem ali uma mulher ela dando à luz a uma criança bom então isso é tudo é muito simbólico agora isso tem a ver com algum elemento histórico algum evento histórico e portanto é necessário que se procure no próprio texto ou em textos paralelos e no seu contexto histórico Quais são os elementos históricos referidos ali Ok tendo dito isso é o que qual a importância disso A importância é primeiro tentar encontrar no próprio livro de Daniel as mais informações para que nós entendamos a que a interpretação desse texto e também a gente procurar ver qual a relação histórica quais eventos históricos que indique fato e claramente são entendidos como como sendo referidos ali Ok então uma vez se você faz isso você evita uma interpretação superficial do texto onde você vai simplesmente dizendo aqui é Babilônia aqui é a medo-pérsia aqui é isso aqui e você vai fazendo isso e uma vez que você percebe que as coisas não se encaixam direito então algumas teorias começam a ser criadas ok então nós não vamos fazer isso a outra coisa que eu falei para vocês que também é muito importante aqui é aquilo que eu falei para vocês sobre padrão Profético ok que quando uma profecia é feita ela não é feita uma predição certo A Profecia nem toda profecia e especialmente A Profecia Apocalíptica Ela não é uma predição é mas é na verdade o estabelecimento de uma ementa de um padrão Divino qual é a diferença que eu vou refrescar a sua memória a predição ela tem o simples propósito de dizer como as coisas vão acontecer o padrão Profético ele tem um elemento teológico aqui então os eventos e são preditos aqui eles na verdade apontam para uma ideia teológica que pode ser repetida ok Por exemplo quando é prometido quando é dito no Salmo 110 assenta-te à minha direita até que eu ponha os teus inimigos por estrado dos teus pés então ali você tem o estabelecimento de um padrão Profético O que é o que o Messias iria subir para é de Deus quando os discípulos os apóstolos em Atos Capítulo 3 ou Atos Capítulo dois desculpe eles interpretam a ascensão de Jesus porque que Jesus é assunto ao céu eles entendem não e só o cumprimento de um padrão Profético que padrão Profético é esse a ideia de que o Messias é alguém que sobe até o trono então Jesus foi assunto ao céu para demonstrar que ele está subindo até o trono o que Então essa é a ideia de padrão Profético isso quer dizer que então quando Jesus é assunto ao céu Isso quer dizer que que isso é o fim ou seja essa profecia está se cumprindo e. Não porque é isso não é mera predição Então esse padrão Profético ele pode se repetir o livro de Hebreus por exemplo e o livro de Coríntios por exemplo colocam esse evento o Cristo assentando-se à direita de Deus lá no futuro certo então a perceba que o padrão Profético não é mera preguição essas duas ideias então precisam estar na sua mente à medida que a gente Analisa aqui o texto e mais uma ressalva importante é que eu estou esticando muito mas eu preciso fazer essa essa ressalva é que nós vamos pessoal analisar texto por texto Ok então muito embora o Capítulo 8 lance bastante luz sobre o Capítulo dois mas nós vamos interpretar o Capítulo dois certo a gente ainda não vai ver como é que o Capítulo 8 ilumina o Capítulo dois certo o que a gente vai ver essa existe indícios e no restante do livro de Daniel que nos ajudem a entender melhor que ele está falando ok mas a gente não vai antecipar aqui a interpretação lá dos símbolos e das imagens utilizadas no Capítulo 8 ok que é paralelo a esse texto aqui do capítulo 2 tá bom além disso nós também não vamos nos aprofundar aqui sobre o como o Novo Testamento utiliza esse texto certo eu vou pincelar aqui mas esse é o seu papel como estudante como teólogo ir atrás das das implicações no Novo Testamento a partir daquilo que vai ser explicado aqui tá bom então vamos começar aqui com a primeira parte que a parte da descrição do sonho e o texto começa nos dizendo tu o rei estava vendo e eles uma grande estátua Aqui nós temos o elemento central do sonho uma grande estátua e estátuas eram elementos muito comuns não só na não só para Reis como também nas questões religiosas Ok então sendo que o contexto aqui é um contexto real Então imagina se que essa estátua imaginado aqui era uma estátua de celebração de um rei Ok Isso vai explicar um pouco a alegria de Nabucodonosor com a interpretação desse som Então o texto diz que era uma estátua imensa com extraordinário esplendor e em pé diante de ti Ok então Sabe sim que muitos Reis construíam e suas estátuas diante do Palácio então talvez seja essa a ideia aqui e o texto diz então que sua aparência era terrível talvez aqui o Terrível Tenha a ideia de grandeza certo então ele começa a descrever a cabeça era de fino ouro o peito e os braços de prata o ventre e os quadris de bronze as pernas de Ferro os pés em parte de Ferro em parte de bar nós vamos começar aqui a entender alguns detalhes dessa parte primeiro você tem aqui a utilização de elementos de metais né ouro e a prata bronze e ferro outro detalhe importante é que as pernas e os pés eles contém o mesmo elemento o que mostra que existe uma ligação entre as pernas e os pés certo o ou seja como se os pés fosse uma espécie de extensão das pernas isso vai ficar mais claro ainda mais para frente só que existe uma diferença aqui é que os pés possuem uma parte de Barro certo então as já sabe se que havia as imagens estátuas que usavam partes de barro para dar modelagem ou coisas do tipo tá certo mas o fato é que havia Barro ali na parte dos pés alguns elementos importantes o índice observar também primeiro você tem aqui a descrição de diversos metais no caso ouro prata bronze ferro e no caso o bar Então você tem diversas partes da estátua mas era uma grande estátua o que isso indica é que existe uma existe algo que conecta todas essas imagens todas essas partes fazem parte de uma grande imagem fazem parte de uma grande estátua e isso é importante de você manter em perspectiva segundo se você percebeu existe uma ordem decrescente de valor a estátua ela começa com a cabeça de ouro e ela termina com os pés o ferro e Barro Então existe um processo de deteriorização do valor Ok E aí Cabe nos posteriormente entender Em que sentido ele está dando para esses valores aqui mas um terceiro elemento a se observar aqui é que muito embora a estátua ela vá se decrescendo em valor ela vai crescendo em força isso porque na Prata ela é mais forte que o ouro o bronze ele é mais forte que a prata e o ferro é mais forte aqui o bronze Mas então no final ele fica de fato mais frágil que é o barro Ok então ele começa com algo que é mais valor e ele termina com algo que é mais forte mas é também é mais frágil ao mesmo tempo Desculpe ele é mais a menos valioso ele é mais forte e um sentido mas ele é mais frágil em outro sentido também ok e a também pessoal é outro detalhe que eu quero comentar com vocês é o fato de que esse texto aqui ele não é o primeiro texto que traz essa ideia de uma ordem sucessiva de reinos como parte da história especialmente uma ordem sucessiva de quatro reinos Ok então já havia no meio da literatura grega já havia no meio da literatura persa esse tipo da imagem esse tipo de imagem de uma sucessão de reinos durante a história Ok mais basicamente o que era mais comum na época de Daniel era sucessão de assíria média Persa e grego Ok então essa era a sucessão mais comum Aí você pergunta o que então é fiel ele não está tendo uma visão ele está pegando a literatura um palmo que já era conhecido e a questão é não pessoal questão é que Deus utiliza de imagens conhecidas da época Ok então por exemplo Daniel aqui quando ele recebe revelações ele recebe revelações na sua própria língua usando imagens da sua época usando animais conhecidos então a ideia aqui é que assim Nabucodonosor já seria familiarizado com essa ideia de que há uma dinâmica de conquistas nas na história das Nações Ok então já era familiarizado com isso e mais uma vez isso contribui com a explicação para o fato de Nabucodonosor tem se alegrado tanto e a imagem porque ele é descrito como a cabeça de ouro então é o seu reino não reino da Síria que é aquele que dá início a essa sucessão de reinos gloriosos ok bom então texto diz aqui que continuando Quando ele estava olhando Uma pedra foi cortada sem auxílio de mãos feriu a estátua nos pés de ferro e o barro eosimias milson quando ele fala que que é sem auxílio de mãos está se fazendo o contraste entre a estátua que é composta de materiais que são manufaturadas então ouro a prata eo bronze o ferro e seus são são elementos mais manufaturados o frevo é muito mais manufaturado do que o bronze mais do que a prata mais do que o ouro então aí fazer aqui e é dessa questão de manufaturado na estátua já essa pedra Ela não é uma pedra que é manufaturada ela não é uma pedra que tem origem humana oi e ela vem e fere a estátua mais para frente vai ficar mais claro que esse ferir ele mantém essa sequência essa sequência da Babilônia E por aí vai então é uma espécie de conquista também mas ela é uma conquista que não vende reinos humanos que não tem origem humana e ela atingir a estátua nos pés e usa os milson então a estátua ela ainda é mantida quando o ferro e o barro estão em vigor e são atingidos a estátua ela ainda existe e então foi todos esmiuçados o ferro o barro o bronze a prata e o ouro Tá certo então eles se tornaram como Palhas o Vento Levou e essa ideia quem de vento é uma ideia de juízo você vai encontrar especialmente no Novo Testamento né e o vento os levou mas a pedra que feriu a estátua se tornou uma grande montanha que encheu toda a terra e aqui você então ver uma ligação com Israel Ok eu sei que aqui eu já estou interpretando é o reino Israelita eu já estou aqui interpretando certo mas a essas imagens aqui de montanha e de encher toda a terra em contraste com os reinos deste mundo isso já ponta então em uma transição da cabeça de ouro para a pedra da cabeça de ouro e para essa montanha Esse é o processo histórico que a imagem está revelando agora resta-nos fazer algumas perguntas para entender aqui essa interpretação do texto primeiro Quais são esses quatro reinos mencionados aqui por Daniel existe diferentes opiniões a respeito disso nós vamos trabalhar isso na próxima aula mas basicamente existem três opiniões normalmente se alistam duas mas eu vou colocar aqui uma terceira existe a opinião mais defendida no meio de teólogos liberais se você já daqueles que não acreditam na autenticidade de uma profecia ok que eles afirmam que aqui Está se referindo ao reino da Babilônia da Média da Pérsia e da Grécia Essa é a sequência aqui Aí você pergunta Ok mas depois do reino da Grécia não teve o reino de Israel eles dizem que isso é a razão pela qual Daniel no capítulo 12 vendo então que isso não se cumpriu ou não se cumprir se cumpriria ele acrescentou a ideia de que vai haver uma ressurreição ele parou de falar desse reino e acrescenta Ou seja é são são interpretações que justificam uma visão antes Sobrenatural lista do texto e que Muitas delas não fazem é um menor sentir ok uma segunda interpretação é uma interpretação que que corre por fora mas que tem algum sentido é que aqui está se falando de Nabucodonosor E os seus filhos e da queda da Babilônia Ok então a cabeça de ouro Nabucodonosor ou o peito e os braços de prata é o seu filho o ventre e os quadris o seu neto e então as pernas e os pés o seu bisneto que foi destruído pelo Reinado de Ciro que foi enviado por Deus para mandar Israel então voltar para sua terra e então aqui estaria se referindo a reconstrução de Jerusalém Ok então faz algum sentido faz algum sentido sim OK mas ela também não é e não resolve todos os problemas especialmente diante do fato de que as demais visões do livro de Daniel não se referem aos filhos de Nabucodonosor certo isso faria com que apenas Essa visão mas as outras claramente falam de uma sucessão de reinos reinos e não de reis e uma terceira posição essa que ocupa a visão majoritária é a visão mais comum é que aqui vai de ouro é Babilônia prata significa o reino da média e da pé seus melhor peças por isso que tem os braços o ventre e os quadris de bronze representam a Grécia e as pernas e os pés representam Roma Ok o o império romano existem variações O que são variações eu vou comentar na próxima aula mas a variação principal é aquela proposta por um escritor pelo escritor desse livro aqui Joel Richardson chamado a besta vem do Oriente Médio da editora impacto onde ele propõe que na verdade esse último Império aqui nessa último reino que tem os seus pés de ferro e Barro não é um império romano mas sim o califado islâmico Ok o controle islâmico sobre Israel nos últimos tempos Tá bom então na próxima aula a gente parte para interpretação do sonho de Nabucodonosor e nós vamos então tentar avaliar e ver qual dessas opções ela se encaixa melhor no no meu ponto de vista e aqui no texto Ok então fique com Deus e até a próxima