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A fé vem pelo ouvir

Exposição em DANIEL (Parte I) Aula 10/15 -Antonio Neto

Exposição em DANIEL (Parte I) Aula 10/15 -Antonio Neto




Fonte: Escola Charles Spurgeon

Legendas automáticas:

E aí
[Música]
E aí
E aí pessoal vamos lá partir então agora
para o texto de Daniel Capítulo 2
Versículos 31 A 49 esse texto um que é
um dos textos mais conhecidos talvez
depois do texto das setenta semanas de
Daniel Talvez esse texto e também dá
Daniel na cova dos leões Esse é um dos
textos mais conhecidos mais debatidos
dentro do livro de Daniel que é o texto
onde Daniel vai interpretar o sonho de
Nabucodonosor então aqui só passando
rapidamente no esboço da sessão é
sucessão faz um paralelo já mostrei para
vocês conversa com Capítulo 3 nesse
sonho você tem eu desculpe nessa seção
você tem na boca do nosor sonhando com a
imagem e no capítulo 3 você vai
encontrar alí um da boca do nosor
exigindo
o coração a uma imagem Ok então são
textos certa forma paralelos e como eu
já expliquei para vocês Pessoal esse
texto que completa o Capítulo dois ele é
a terceira parte do capítulo 2 onde na
primeira parte o Daniel aqui ele ele
exibe a fraqueza de Nabucodonosor e o
quanto Nabucodonosor é dependente do
deus da história na segunda parte é a
parte onde Daniel exibir a sua
dependência de Deus através da sua
oração e refletido na sua oração ou na
sua adoração a Deus E então agora nessa
terceira parte quando o Daniel vai
interpretar o sonho de Faraó a ideia
Central aqui é falar a respeito da
soberania
a Deus sobre as nações é revelada
através de seu controle sobre os reinos
deste mundo EA vinda do reino eterno de
Deus essa na verdade é a temática Geral
do livro de Daniel e normalmente a
temática das chamadas literaturas
apocalípticas gente trabalhou sobre isso
no começo dessa nossa análise na parte
da introdução então o sonho de Faraó e
esse texto é um texto que serve para
ensinar para os seus leitores que os
reinos deste mundo os reinos dos gente
US que estão sobre a nação de Israel
Estes são reinos temporários existe são
reinos passageiros e que Deus ele é o
Deus das nações ele é o Deus no céu que
controla o fluxo
o fluxo da história humana e que no
final da história humana é o reino
eterno de Deus a partir de Israel que
tomará conta de todas as nações Então
essa haverá uma espécie de reversão onde
enquanto Israel é dominado Pelas Nações
no futuro o reino de Israel dominará as
nações e isso servia de enorme consolo
para aquele povo que ou estava em exílio
ou estava em uma situação de exílio
mesmo na sua própria Terra esse texto
que nós vamos analisar ele se divide em
três partes a primeira parte é onde
ocorre a descrição do sonho a segunda
parte do Versículo 36 a 45
nós temos ali a interpretação do sonho e
a terceira parte a reação de
Nabucodonosor ao som antes da gente
então partir para a análise do texto eu
preciso fazer aqui algumas ressalvas e
algumas questões importantes em primeiro
lugar Normalmente quando se estuda a
quando vocês tudo essa questão da
interpretação do sonho de Faraó
normalmente estuda-se dentro de um
contexto de estudo escatológico então
talvez você já tenha talvez o seu
primeiro contato com esse texto tenha
sido através de alguém dando uma
pregação uma palestra falando a respeito
do plano escatológico ou seja de como
Deus há de cumprir o seu plano lá no
futuro
bom E isso não é em si equivocado Ok
Esse é um texto que de fato tem enorme
revelando relevância escatológico e por
isso naturalmente Ele é tratado quando
se vai falar de escatologia no entanto o
problema que acontece é quando a alguns
princípios hermenêuticos eles não são
obedecidas nessa análise Ok é quando é
quando a interpretação ela vai além do
que o próprio texto ou do que os textos
Paralelos de Daniel ou o contexto
histórico de Daniel eles de fato revelam
então lá no começo dessa matéria
Especialmente quando a gente tava
falando sobre a Literatura eu passei
para vocês duas informações que você
precisa ter em mente
a vida que a gente anda Lisa aqui esse
texto em primeiro lugar que muito embora
a literatura Apocalíptica ela seja
repleta de símbolos os símbolos eles
possuem ligação histórica e que por isso
é necessário que se procure de alguma
forma tanto dentro da literatura nas
suas próprias e interpretações qual é a
relação histórica entre o símbolo e o
evento o a situação a relação real que
existe entre o símbolo e o evento
histórico Ok então por exemplo você vai
para Apocalipse capítulo 12 você tem ali
uma mulher ela dando à luz a uma criança
bom então isso é tudo é muito simbólico
agora isso tem a ver com algum elemento
histórico algum evento histórico e
portanto é necessário que se procure no
próprio texto ou em textos paralelos e
no seu contexto histórico Quais são os
elementos históricos referidos ali Ok
tendo dito isso é o que qual a
importância disso A importância é
primeiro tentar encontrar no próprio
livro de Daniel as mais informações para
que nós entendamos a que a interpretação
desse texto e também a gente procurar
ver qual a relação histórica quais
eventos históricos que indique fato e
claramente são entendidos como como
sendo referidos ali Ok então uma vez
se você faz isso você evita uma
interpretação superficial do texto onde
você vai simplesmente dizendo aqui é
Babilônia aqui é a medo-pérsia aqui é
isso aqui e você vai fazendo isso e uma
vez que você percebe que as coisas não
se encaixam direito então algumas
teorias começam a ser criadas ok então
nós não vamos fazer isso a outra coisa
que eu falei para vocês que também é
muito importante aqui é aquilo que eu
falei para vocês sobre padrão Profético
ok que quando uma profecia é feita ela
não é feita uma predição certo A
Profecia nem toda profecia e
especialmente A Profecia Apocalíptica
Ela não é uma predição
é mas é na verdade o estabelecimento de
uma ementa de um padrão Divino qual é a
diferença que eu vou refrescar a sua
memória a predição ela tem o simples
propósito de dizer como as coisas vão
acontecer o padrão Profético ele tem um
elemento teológico aqui então os eventos
e são preditos aqui eles na verdade
apontam para uma ideia teológica que
pode ser repetida ok Por exemplo quando
é prometido quando é dito no Salmo 110
assenta-te à minha direita até que eu
ponha os teus inimigos por estrado dos
teus pés então ali você tem o
estabelecimento de um padrão Profético O
que é o que o Messias iria subir para
é de Deus quando os discípulos os
apóstolos em Atos Capítulo 3 ou Atos
Capítulo dois desculpe eles interpretam
a ascensão de Jesus porque que Jesus é
assunto ao céu eles entendem não e só o
cumprimento de um padrão Profético que
padrão Profético é esse a ideia de que o
Messias é alguém que sobe até o trono
então Jesus foi assunto ao céu para
demonstrar que ele está subindo até o
trono o que Então essa é a ideia de
padrão Profético isso quer dizer que
então quando Jesus é assunto ao céu Isso
quer dizer que que isso é o fim ou seja
essa profecia está se cumprindo e. Não
porque é isso não é mera predição Então
esse padrão Profético ele pode se
repetir o livro de Hebreus por exemplo e
o livro de Coríntios por exemplo colocam
esse evento
o Cristo assentando-se à direita de Deus
lá no futuro certo então a perceba que o
padrão Profético não é mera preguição
essas duas ideias então precisam estar
na sua mente à medida que a gente
Analisa aqui o texto e mais uma ressalva
importante é que eu estou esticando
muito mas eu preciso fazer essa essa
ressalva é que nós vamos pessoal
analisar texto por texto Ok então muito
embora o Capítulo 8 lance bastante luz
sobre o Capítulo dois mas nós vamos
interpretar o Capítulo dois certo a
gente ainda não vai ver como é que o
Capítulo 8 ilumina o Capítulo dois certo
o que a gente vai ver essa existe
indícios
e no restante do livro de Daniel que nos
ajudem a entender melhor que ele está
falando ok mas a gente não vai antecipar
aqui a interpretação lá dos símbolos e
das imagens utilizadas no Capítulo 8 ok
que é paralelo a esse texto aqui do
capítulo 2 tá bom além disso nós também
não vamos nos aprofundar aqui sobre o
como o Novo Testamento utiliza esse
texto certo eu vou pincelar aqui mas
esse é o seu papel como estudante como
teólogo ir atrás das das implicações no
Novo Testamento
a partir daquilo que vai ser explicado
aqui tá bom então vamos começar aqui com
a primeira parte que a parte da
descrição do sonho
e o texto começa nos dizendo tu o rei
estava vendo e eles uma grande estátua
Aqui nós temos o elemento central do
sonho uma grande estátua e estátuas eram
elementos muito comuns não só na não só
para Reis como também nas questões
religiosas Ok então sendo que o contexto
aqui é um contexto real Então imagina se
que essa estátua imaginado aqui era uma
estátua de celebração de um rei Ok Isso
vai explicar um pouco a alegria de
Nabucodonosor com a interpretação desse
som Então o texto diz que era uma
estátua imensa com extraordinário
esplendor
e em pé diante de ti Ok então Sabe sim
que muitos Reis construíam e suas
estátuas diante do Palácio então talvez
seja essa a ideia aqui e o texto diz
então que sua aparência era terrível
talvez aqui o Terrível Tenha a ideia de
grandeza certo então ele começa a
descrever a cabeça era de fino ouro o
peito e os braços de prata o ventre e os
quadris de bronze as pernas de Ferro os
pés em parte de Ferro em parte de bar
nós vamos começar aqui a entender alguns
detalhes dessa parte primeiro você tem
aqui a utilização de elementos de metais
né ouro
e a prata bronze e ferro outro detalhe
importante é que as pernas e os pés eles
contém o mesmo elemento o que mostra que
existe uma ligação entre as pernas e os
pés certo o ou seja como se os pés fosse
uma espécie de extensão das pernas isso
vai ficar mais claro ainda mais para
frente só que existe uma diferença aqui
é que os pés possuem uma parte de Barro
certo então as já sabe se que havia as
imagens estátuas que usavam partes de
barro para dar modelagem ou coisas do
tipo tá certo mas o fato é que havia
Barro ali na parte dos pés alguns
elementos importantes
o índice observar também primeiro você
tem aqui a descrição de diversos metais
no caso ouro prata bronze ferro e no
caso o bar Então você tem diversas
partes da estátua mas era uma grande
estátua o que isso indica é que existe
uma existe algo que conecta todas essas
imagens todas essas partes fazem parte
de uma grande imagem fazem parte de uma
grande estátua e isso é importante de
você manter em perspectiva segundo se
você percebeu existe uma ordem
decrescente de valor a estátua ela
começa com a cabeça de ouro e ela
termina com os pés
o ferro e Barro Então existe um processo
de deteriorização do valor Ok E aí Cabe
nos posteriormente entender Em que
sentido ele está dando para esses
valores aqui mas um terceiro elemento a
se observar aqui é que muito embora a
estátua ela vá se decrescendo em valor
ela vai crescendo em força isso porque
na Prata ela é mais forte que o ouro o
bronze ele é mais forte que a prata e o
ferro é mais forte aqui o bronze Mas
então no final ele fica de fato mais
frágil que é o barro Ok então ele começa
com algo que é mais valor e ele termina
com algo que é mais forte mas é também
é mais frágil ao mesmo tempo Desculpe
ele é mais a menos valioso ele é mais
forte e um sentido mas ele é mais frágil
em outro sentido também ok
e a também pessoal é outro detalhe que
eu quero comentar com vocês é o fato de
que esse texto aqui ele não é o primeiro
texto que traz essa ideia de uma ordem
sucessiva de reinos como parte da
história especialmente uma ordem
sucessiva de quatro reinos Ok então já
havia no meio da literatura grega já
havia no meio da literatura persa esse
tipo da imagem esse tipo de imagem de
uma sucessão de reinos durante a
história Ok mais basicamente o que era
mais comum na época de Daniel era
sucessão de assíria média Persa e grego
Ok então essa era a sucessão mais comum
Aí você pergunta o que então
é fiel ele não está tendo uma visão ele
está pegando a literatura um palmo que
já era conhecido e a questão é não
pessoal questão é que Deus utiliza de
imagens conhecidas da época Ok então por
exemplo Daniel aqui quando ele recebe
revelações ele recebe revelações na sua
própria língua usando imagens da sua
época usando animais conhecidos então a
ideia aqui é que assim Nabucodonosor já
seria familiarizado com essa ideia de
que há uma dinâmica de conquistas nas na
história das Nações Ok então já era
familiarizado com isso e mais uma vez
isso contribui com a explicação para o
fato de Nabucodonosor tem se alegrado
tanto
e a imagem porque ele é descrito como a
cabeça de ouro então é o seu reino não
reino da Síria que é aquele que dá
início a essa sucessão de reinos
gloriosos ok
bom então texto diz aqui que continuando
Quando ele estava olhando Uma pedra foi
cortada sem auxílio de mãos feriu a
estátua nos pés de ferro e o barro
eosimias milson quando ele fala que que
é sem auxílio de mãos está se fazendo o
contraste entre a estátua que é composta
de materiais que são manufaturadas então
ouro a prata eo bronze o ferro e seus
são são elementos mais manufaturados o
frevo é muito mais manufaturado do que o
bronze mais do que a prata mais do que o
ouro então aí fazer aqui
e é dessa questão de manufaturado na
estátua já essa pedra Ela não é uma
pedra que é manufaturada ela não é uma
pedra que tem origem humana
oi e ela vem e fere a estátua mais para
frente vai ficar mais claro que esse
ferir ele mantém essa sequência essa
sequência da Babilônia E por aí vai
então é uma espécie de conquista também
mas ela é uma conquista que não vende
reinos humanos que não tem origem humana
e ela atingir a estátua nos pés e usa os
milson então a estátua ela ainda é
mantida quando o ferro e o barro estão
em vigor e são atingidos a estátua ela
ainda existe e então foi todos
esmiuçados o ferro o barro o bronze a
prata e o ouro
Tá certo então eles se tornaram como
Palhas o Vento Levou e essa ideia quem
de vento é uma ideia de juízo você vai
encontrar especialmente no Novo
Testamento né e o vento os levou mas a
pedra que feriu a estátua se tornou uma
grande montanha que encheu toda a terra
e aqui você então ver uma ligação com
Israel Ok eu sei que aqui eu já estou
interpretando é o reino Israelita eu já
estou aqui interpretando certo mas a
essas imagens aqui de montanha e de
encher toda a terra em contraste com os
reinos deste mundo isso já ponta então
em uma transição da cabeça de ouro para
a pedra da cabeça de ouro
e para essa montanha Esse é o processo
histórico que a imagem está revelando
agora resta-nos fazer algumas perguntas
para entender aqui essa interpretação do
texto primeiro Quais são esses quatro
reinos mencionados aqui por Daniel
existe diferentes opiniões a respeito
disso nós vamos trabalhar isso na
próxima aula mas basicamente existem
três opiniões normalmente se alistam
duas mas eu vou colocar aqui uma
terceira existe a opinião mais defendida
no meio de teólogos liberais
se você já daqueles que não acreditam na
autenticidade de uma profecia ok que
eles afirmam que aqui Está se referindo
ao reino da Babilônia da Média da Pérsia
e da Grécia Essa é a sequência aqui Aí
você pergunta Ok mas depois do reino da
Grécia não teve o reino de Israel eles
dizem que isso é a razão pela qual
Daniel no capítulo 12 vendo então que
isso não se cumpriu ou não se cumprir se
cumpriria ele acrescentou a ideia de que
vai haver uma ressurreição ele parou de
falar desse reino e acrescenta Ou seja é
são são interpretações que justificam
uma visão antes Sobrenatural lista do
texto e que Muitas delas não fazem
é um menor sentir ok uma segunda
interpretação é uma interpretação que
que corre por fora mas que tem algum
sentido é que aqui está se falando de
Nabucodonosor E os seus filhos e da
queda da Babilônia Ok então a cabeça de
ouro Nabucodonosor ou o peito e os
braços de prata é o seu filho o ventre e
os quadris o seu neto e então as pernas
e os pés o seu bisneto que foi destruído
pelo Reinado de Ciro que foi enviado por
Deus para mandar Israel então voltar
para sua terra e então aqui estaria se
referindo a reconstrução de Jerusalém Ok
então faz algum sentido faz algum
sentido sim OK mas ela também não é
e não resolve todos os problemas
especialmente diante do fato de que as
demais visões do livro de Daniel não se
referem aos filhos de Nabucodonosor
certo isso faria com que apenas Essa
visão mas as outras claramente falam de
uma sucessão de reinos reinos e não de
reis e uma terceira posição essa que
ocupa a visão majoritária é a visão mais
comum é que aqui vai de ouro é Babilônia
prata significa o reino da média e da pé
seus melhor peças por isso que tem os
braços o ventre e os quadris de bronze
representam a Grécia e as pernas e os
pés representam Roma Ok o o império
romano existem variações
O que são variações eu vou comentar na
próxima aula mas a variação principal é
aquela proposta por um escritor pelo
escritor desse livro aqui Joel
Richardson chamado a besta vem do
Oriente Médio da editora impacto onde
ele propõe que na verdade esse último
Império aqui nessa último reino que tem
os seus pés de ferro e Barro não é um
império romano mas sim o califado
islâmico Ok o controle islâmico sobre
Israel nos últimos tempos Tá bom então
na próxima aula a gente parte para
interpretação do sonho de Nabucodonosor
e nós vamos então tentar avaliar e ver
qual dessas opções ela se encaixa melhor
no no meu ponto de vista
e aqui no texto Ok então fique com Deus
e até a próxima