Exposição em DANIEL (Parte I) Aula 8/15 -Antonio Neto
07/06/2021Exposição em DANIEL (Parte I) Aula 8/15 -Antonio Neto
Fonte: Escola Charles Spurgeon
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E aí [Música] E aí o ok irmãos então agora nós vamos partir para o Capítulo de número dois aqui do livro de Daniel e esse capítulo ele se divide em três partes eu vou falar sobre isso com vocês nessa aula nós vamos analisar a primeira parte que é que vai dos Versículos um até o Versículo 16 e bem como a gente viu o capítulo um ele é uma espécie de prólogo que nos prepara para a leitura de todo o livro ele faz um certo paralelo com o capítulo 12 a gente ainda vai se aprofundar de nisso um pouco mais para frente mas agora nós vamos para uma sessão do livro de Daniel nos Capítulos 2 e nos Cap nos Capítulos 2 e 3 que são centrados em torno de duas imagens uma imagem que Nabucodonosor Sônia no capítulo 2 e uma imagem que ele produz para ser adorado e no capítulo três então livro de Daniel ele gosta de trabalhar com diversos tipos de de sequenciamentos de ordens então ele vai trabalhar aqui dois personagens duas imagens depois Nabucodonosor belsazar então constantemente nesse tipo de sequenciamento de dois agora eu quero chamar a sua atenção para alguns detalhes fundamentais e que precisam ser considerados a partir de agora que nós estamos entrando no capítulo dois primeiro quanto à questão da estrutura literária o capítulo 2 a partir do capítulo 2 até o Capítulo 7 nós encontramos aqui uma estrutura quiástica ok Oi aqui é chamado de quiasmo o que que é o que as no caso você nunca tenha visto isso eu vou dar uma breve explicação na escrita Judaica é muito comum a existência de paralelismos e diversos tipos de paralelismos você tem paralelismo sinonímico que é quando um alguém fala uma uma sentença e depois ele repete a mesma ideia só que com outras palavras nós encontramos também um paralelismo de contrários quando alguém fala algo e no no seu paralelo ele fala o oposto disso Isso é muito comum do Livro de Provérbios e um desses tipos de paralelo também é chamado de quiasmo e como é que funciona o que as mãos normalmente o que é asma ele funciona basicamente na seguinte estrutura AB b a onde essa sentença que faz paralelo a esta e esta sentença B faz paralelo a esta sentença de um ok então normalmente isso aqui é estrutura básica de um quiasmo essa parte Sinhá aqui B ela é chamado de um centro do quiasmo que normalmente é para onde o escritor está querendo enfatisar aquilo que ele está querendo chamar a atenção nem sempre Mas normalmente é isso que acontece Então como é que você identifica a presença de um quiasmo você identifica isso através de parar o piso as vezes em um determinado o texto você tem paralelismos através de sinônimos de palavras parecidas de ideias parecidas em textos mais curtos só que você vai encontrar paralelismos temáticos ideias muito parecidas e às vezes textos mais distantes uns dos outros mas que são paralelos e isso pode ser percebido pela mesma temática às vezes pelo mesmo uso de jogo de palavras e etc então que asma é algo que você vai encontrar na Bíblia toda o que em tanto no antigo testamento quanto no Novo Testamento existe que asma por exemplo de Romanos Capítulo 5 até Romanos Capítulo 8 sendo que o Capítulo cinco é paralela 8 Capítulo 6 é paralela ao 7 então enfim quiasmo você vai encontrar em toda a bíblia agora aqui no livro de Daniel se você encontra alguns diferentes que as mãos um desses e um dos mais importantes é esse e vai do capítulo 2 até o Capítulo 7 e é justamente a sessão escrita em aramaico do livro de Daniel Ok o capítulo 2 que é o capítulo que fala a respeito do sonho de Nabucodonosor ele tem essa seguinte temática os reinos das Nações e o reino do Messias porque tanto no capítulo dois tanto a visão do capítulo 2 quanto a visão à revelação do Capítulo 7 fala a respeito dessa sucessão de reinos substituído pelo reino do Messias Essa é a mesma temática do capítulo 2 e do Capítulo 7 no Capítulo 3 e nós encontramos a história do Livramento da fornalha pelos amigos dos amigos de Daniel e no capítulo 6 o livramento dos leões por parte de Daniel Nas duas situações nós encontramos aqui Daniel e os seus amigos se recusando a submeter-se a idolatria ou a ordens que avançam contra a fé EA o compromisso que eles têm com Deus de Israel e aí você chega no capítulo 4 e então tem ali a humilhação de Nabucodonosor e no capítulo 5 a humilhação de belsazar E aí você percebe que enquanto as partes maiores Capítulo 12 Capítulo 7 falam dos reinos das Nações isso vai se afunilando até a humilhação de Nabucodonosor belsazar certo tudo isso forma então uma um sequenciamento tem matico que tem o propósito de demonstrar a fraqueza dos reinos deste mundo quem tem o propósito de demonstrar que os reinos deste mundo eles são temporais eles são passageiros eles são frágeis diante de Deus eles não são poderosos diante de Deus tão constantemente isso vai sendo enfatizado você vai encontrar a medida que esses textos pro seguem você vai encontrar um processo de exibição de que o Deus de Israel ele ele é mais poderoso do que os deuses das nações ele e de fato aquele que é o senhor de todas as nações e isso é exibido sistematicamente e um detalhe interessante é que muito embora a Babilónia esteja dominando e Israel o Deus de Israel é quem domina a Babilônia certo e isso vai vai ser deixado bastante Claro aqui e não apenas o Deus de Israel é quem domina a Babilônia como ele é aquele que domina o curso das Nações até a chegada do reino do Messias Tá bom então esse aqui é o o esboço Literário de toda esta sessão Ok e o outra outro ponto que eu quero chamar sua atenção é então agora sobre esse texto aqui fim do Capítulo dois Versículos de 1 a 16 então como eu disse a você isso o Capítulo dois ele é dividido em três partes Ok sendo que na primeira parte você vai encontrar a descrição do sonho de Nabucodonosor na segunda parte você vai encontrar a interpretação do sonho a descrição do sonho por Daniel e na terceira parte interpretação do sonho de Nabucodonosor Então essas três sessões formam aqui o capítulo 2 e tem como o seu tema geral Capítulo dois tem como o seu tema geral a descrição da fraqueza da temporalidade dos reinos deste mundo EA sua substituição do reino de Israel a partir do Messias de Israel Oi e o Capítulo dois nessa primeira parte nos Versículos 1 a 16 enfatiza então a fraqueza dos reinos deste mundo obviamente que o texto tá falando aqui de Nabucodonosor e dos seus sábios então de forma mais direta ele vai falar aqui a fraqueza da Babilônia a fraqueza do Rei da Babilônia e dos seus príncipes e dos seus sábios no entanto a história de Nabucodonosor ela é Mulan a história das Nações a própria imagem que Nabucodonosor tem no seu sonho em que o seu reino é substituído por outro e por outro mostra a fragilidade dos reinos deste mundo diante do Senhor e essa então a ímpar cê aqui dos versículos a 16 demonstrar a fragilidade de Nabucodonosor e dos seus sábios demonstrar a sua fraqueza e enfatizando aquilo que eu acabei de falar para vocês que muito embora a Babilônia esteja sobre Israel ela não está sobre o rei de Israel e esse texto do Capítulo dois Versículos de 1 a 16 ele pode ser se dividido em três partes caso você vai ensinar o pregar nesse texto você pode seguir esse esquema na primeira parte fala a respeito de um sonho perturbador de Nabucodonosor Versículos de 1 a 3 depois Versículos de 4 a 11 a sua ordem perturbadora a sua ordem que perturba aqueles os sábios da Babilônia e em um lugar uma sentença perturbadora e note aqui a ênfase que eu estou dando no termo perturbador porque esse isso daqui é o que revela a fraqueza os reinos deste mundo e eles diante das grandezas de Deus eles ficam perturbados eles ficam perdidos por não saberem lidar com a grandeza do Deus de Israel Começando aqui com a primeira parte que fala a respeito do sonho a um detalhe interessante iniciar o pessoal é que aqui você tem um marcador de um marcador literário Ok quando ele diz no segundo ano do Reinado de da boca do nosor isso daqui é um marcador literário o que que seria o marcador literário é quando um e do escritor ele utiliza determinado as sentenças para marcar uma sessão certo você vai encontrar isso também em outros textos das sagradas escrituras como por exemplo no Salmo 119 onde cada letra do alfabeto hebraico é um marcador literário ali começando um novo um novo Versículo aqui e você vai encontrar no Capítulo 2 Versículo 1 depois lá no Capítulo 8 no capítulo 9 e no capítulo 10 esse marcador afirmando o nome de um do rei e a data uma espécie de data certo então só a título de exemplo aqui eu estou abrindo a Bíblia na sua frente no programa insulte aqui olha lá no Capítulo 8 ele diz no terceiro ano do é de belsazar depois Capítulo 9 no primeiro ano de daria o filho de Assuero e depois no capítulo 10 no terceiro ano de Ciro rei da Pérsia então Aqui você encontra um marcador literário e esse marcador literário todos eles eles ocorrem na língua hebraica Ok então esse essa porção do Capítulo 2 e ele ainda está em hebraico a sessão em aramaico texto aramaico ele só começa de fato a partir do Versículo 4 na resposta dos caldeus para Nabucodonosor certo então aqui você tem a sessão em hebraico que está indicando para gente que ele vai começar uma nova sessão outro detalhe importante que eu deveria eu deveria ter mencionado antes acabei não mencionando é que esse marcador nos indica que vai ser narrado um evento aqui assim como os demais marcadores lá partir do capítulo 8 9 e 10 só que entre o capítulo 2 e o Capítulo 8 9 e 10 você encontra mais seis eventos Ok então cá 12 capítulos 8 9 e 10 são mar com quatro eventos marcados aqui na língua hebraica Mas entre eles você tem a descrição ali demais seis eventos no caso de mais seis a texto seis Capítulos ali e cada capítulo narrando um evento fazendo um total de eventos no livro de Daniel de 10 como eu já expliquei para vocês que o número 10 ele é um número especial ele é um número importante no livro de Daniel pois descreve uma espécie de completude no livro de Daniel então Daniel organiza o seu livro em 10 eventos esse alguns desses eventos misturam Store a visão outros desses eventos a partir ali no capítulo 7 em diante você tem focados apenas em visões Tá bom então vamos lá o texto aqui diz Então faz esse marcador foi no segundo ano do Reinado de Nabucodonosor alguns estudiosos marcam aqui um um problema de hidratação certo porque é dito aqui que foi no segundo ano do Reinado de Nabucodonosor que ele teve esse sonho e então ele chama Daniel como um dos sábios e a gente sabe que levaria a pelo menos três anos para Daniel se tornar um sábio da Babilônia Então como é que em Daniel demoraria três anos autorizado por Nabucodonosor e aqui você tá pelo ainda no segundo ano ok então isso aqui é um problema que os estúdios é obviamente não é um problema sem solução Existem várias propostas de solução para isso daqui certo inclusive baseados na questão dos anos da Babilônia e na na ideia de que levaria Mais mais pelo menos mais um ano aqui para que Daniel fosse de fato reconhecido como um sabe mas aqui ele já estava com um sábio Mas enfim vamos continuar aqui no texto diz que Nabucodonosor Então teve um sonho e aí nós ouvimos que ele se perturbou internamente e ele perdeu o seu sono o texto Então nos avisa que ele mandou chamar os magos e encantadores isso daqui nós já vimos no texto anterior o capítulo 1 que Magos dizem respeito a sabe os estudiosos ali dá daquela região do oriente E especialmente voltados para a Astrologia enquanto os encantadores eram aqueles que haviam recebido a sabedoria egípcia focados mais na espécie de da manipulação na magia ou coisas do tipo como a gente encontra por exemplo no livro de Gênesis mas o texto também diz que Nabucodonosor chamou também os Feiticeiros e os feiticeiros eram aquelas pessoas que lidavam com bruxarias inclusive envolvidos com uso de elementos entorpecentes eram pessoas que estudavam o transe EA magia negra como nós chamamos nos dias de hoje e é dito também que ele manda chamar os caldeus e de a fazer recai toda sobre os caldeus porque o termo caldeu no livro de Daniel é e também outros livros da Bíblia ele é utilizado com duas ervas uma ênfase é uma ênfase étnica referindo-se à etnia do reino de Nabucodonosor na Babilônia eles eram os caldeus mas isso daqui também se refere aos sacerdotes aos religiosos Eles não eram simplesmente estudiosos Mas eles eram os religiosos que cuidavam no palácio do Rei então A ideia é que sabe que Nabucodonosor ficou tão perturbado com o seu sonho que ele chamou todo o seu arsenal de sábios e o seu interesse era que ele que parassem ao Rei duas coisas primeiro quais eram os seus sonhos e depois a sua interpretação certo então o rei jeans para eles tive um sonho e para saber o sonho está perturbado o meu espírito então aqui na rua com donosor parece não ter consciência de qual foi o sonho que ele teve e muito menos do seu significado isso a gente todos nós sabemos a que Isso é perfeitamente possível de acontecer isso já aconteceu diversas vezes comigo Imagino com você também quando você acorda e você sabe que sonhou você tá sentindo os efeitos desse sonho mas você não sabe o que você sonhou é uma coisa natural que então estava acontecendo com Nabucodonosor e ele não sabia ali o que estava acontecendo e o que que nós percebemos aqui primeiro pedir naturalmente naturalmente pela interpretação de Daniel bem trouxe esse sonho para Nabucodonosor Foi Deus Ok então Deus está por trás deste sonho para Nabucodonosor o que nos mostra aqui certo que embora Nabucodonosor fosse um rei extremamente Poderoso Ele era um rei frágil diante de Deus ele era um rei que conseguia ser vencido um sonho ele era um rei que era inferior e são mero sonho dado a ele por Deus Ok então aqui você já é semi esse traço de humilhação de Nabucodonosor diante de Deus traço esse que vai apenas se afunilando até a chegada no capítulo 4 a segunda parte agora nós temos aqui a o pedido perturbador de Nabucodonosor essa essa parte Sinhá ela é organizada em torno das três respostas dos caldeus no Versículo 4 versículo 7 no Versículo 10 a primeira os caldeus então a disseram ao rei em aramaico então Aqui começa a Sessão em aramaico de Daniel Ok então Aqui começa oficialmente a sessão em aramaico de Daniel você talvez se você não sai do aramaico E era uma língua comum na Babilônia durante o período de Nabucodonosor era a língua comum que se falava não só ali como em toda aquela região então eles pedem para que dá na boca gozou revele a eles o sonho e eles então daria a interpretação Note que quem toma a frente dos sábios são os caldeus são os religiosos mostrando que existe uma diferença entre os sábios puramente intelectuais e os religiosos Os Religiosos eram aqueles mais voltados para as ações Sobrenaturais havia o reconhecimento de que o sonho por vezes poderia ser um ato de Revelação Sobrenatural por isso ele chama aqui os religiosos e os religiosos tomam a frente bom então o rei faz aqui uma sentença uma uma ordem muito perturbadora que eles precisavam revelar não apenas qual era o sonho como também a sua interpretação sobre pena de morte deles e das suas casas certo mas se eles fizessem isso eles receberiam todo o toda sorte de bençãos por parte de Nabucodonosor então perceba aqui nessas duas partes vizinhas a a forma como Nabucodonosor ainda insiste em manter a sua soberania em manter o seu controle Mas então os seus servos AC os caldeus diz que respondem para ele diga o rei o sonho a seus servos e lhe darei interpretação ou seja eles e assim aqui a sua fragilidade Eles não sabem revelar Qual o sonho de Nabucodonosor teve o rei então desconfia que eles estavam querendo ganhar tempo certo tem como se eles estivessem querendo que se o rei dissesse Qual é o sonho eles iriam criar ali qualquer interpretação Ok então ele faz mais uma vez aqui é a sua sentença se não me fizeres sabe fazer saber o sonho uma só sentença será a vossa que é essa que ele já vida aclarado então ele desconfia que eles estavam com mentiras e com pvc cidades certo então ele queria saber o sonho note aqui o paralelo de novo me diga o sonho interpretação Diz aí meu sonho então vocês saberão a interpretação E aí começa a terceira PA e onde eles reconhecem o seguinte não a mortal sobre a terra que possa revelar o que o rei exige então ele descrevem eles descrevem aqui a fragilidade humana a fragilidade dos sábios deste mundo mas não apenas a fragilidade dos sábios ele diz que também não houve rei que por maior que fosse exibir-se coisa de um Mago encantador ou um caldeu ou seja e não apenas a fragilidade nos sábios como a fragilidade do Rei e isso tudo para exibir a fragilidade dos reinos deste mundo diante de um sonho dado por Deus então a coisa que o rei exige é difícil e ninguém há que possa revelar-se não os deuses e estes não moram com os homens ou seja os homens os reis e os deuses todas essas toda essa casta ela é frágil diante de Deus e na terceira parte Então vem aqui a sentença perturbadora de Nabucodonosor ele se ira E ordenou que matassem a todos os sábios da Babilônia E então quando o Daniel ficou sabendo ele disse que iria falar com o rei e pediu ao Rei disse que ele revelaria ao rei a interpretação bom então Daniel revelaria ao rei a interpretação é um esse aqui é o lote isso aqui é já a primeira exibição de que Daniel estava ao lado do Deus de Israel e por isso ele estava ao lado daquele que dá os sonhos e que dá a revelação tão Daniel Decidi Confiar no Senhor Ok a lição então aqui Que Nós aprendemos pessoal é que toda todo todo o sentimento de altivez diante de Deus ele um dia é humilhado Ok sentimento por mais grandiosa e tenha sido a sua obra por mais famoso por mais um se for mais histórico que sejam os seus atos Como foram os atos de Nabucodonosor diante de Deus Nós não somos nada sem nada diante de Deus nós somos humilhados por pequenas coisas Diante do Senhor então Nabucodonosor ele era capaz de vencer os reis mais poderosos da terra como o rei do Egito e o Rei da Síria mas ele não era capaz de vencer um sonho dado por Deus mas Daniel que estava do lado de Deus sem Ok então qualquer altivez diante do Senhor Ela será humilhada Tá bom então com isso eu encerro aqui essa aula na próxima aula a gente prossegue Então nossa análise do Capítulo dois fique com Deus e até