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A ARTE PRECISA SER BELA PARA SER CONSIDERADA ARTE? | NORMA BRAGA

A ARTE PRECISA SER BELA PARA SER CONSIDERADA ARTE? | NORMA BRAGA




Fonte: Edições Vida Nova

Legendas automáticas:

em uma segunda pergunta aqui também
ligado é aparência da Norma
A Arte precisa ser bela para ser
considerada arte
é essa pergunta é muito interessante
porque eu me lembro de mulher né
aí trazendo toda essa atmosfera de
questionamento das ideias do que era
Belo Antes de ele na ideias assim mais
relacionadas a razão no sentido da
ordenação no sentido da
correlação Estreita com a realidade ele
chega e diz o belo é sempre bizarros
então é uma
enfim a gente tem que tentar entender o
que seria o conceito de Belo de acordo
com as escrituras né Esse é um trabalho
gigantesco enfim eu nem saberia por onde
começar
mas isso que ele falou e ele fala isso
também dentro do Espírito romântico que
veio antes dele é talvez até um pouco
mais realista do que os anteriores aí
punham que não é um belo idealizado mas
um belo que comporta o feio também penso
na literatura por exemplo a literatura
dentro da Graça comum de Deus às vezes
ela Age de um modo Profético no nosso
espírito porque ela expõe o mal de modo
cruamente modo cru e como Jonas falou a
gente não tem só uma apreciação
intelectual do mal mas a gente sente o
mal na pele do personagem que faz
experimentando aquele mal então é muito
poderosa né como denúncia do mal então
eu não e eu acredito que a ideia
idealizada grega e toda certinha do
equilíbrio não relacionada o belo também
ignorava Esse aspecto da realidade eu
não acredito que seja nem como os
antigos neoclássicos diziam aqui tá
falando mais em relação a teoria
francesa né porque eu estudei eu
acredito que não era nem como os
neoclássicos que eles meio que
embelezavam a realidade de um modo que o
feio não podia comparecer e nem como os
modernos que acaba que só o fez rir
muitas vezes acaba aqui você tira a
técnica você tira a ordenação você tira
tanto que no final sobra como você já
devem ter visto por aí né o aquele
italiano aqui Colocou as próprias fezes
dentro de um saquinho e fé em dia o nome
era Mazzoni E aí mas outra palavra e
vendeu loucamente então assim o que que
sobrou também
foi tirada tanta coisa que nos que não
sobra nada então a gente tem que ir
procurar aí uma concepção de fato é que
pudesse ser vista dentro de uma
cosmovisão Cristã sem tirar o pecado mas
sem tirar a queda mas sem tirar a
criação sem ser a redenção que
compareçam juntos para formar um sentido
que como o Davi Charles Gomes falou para
mim uma vez uma conversa sobre a arte né
que a arte a conta para si e para Deus
mas não tem essa duplas e
mensagem né
arte mesmo quando ela denuncia o mal e
aponta o feio ela cria em nós a fome do
Belo a fome do bem a fome e ele é nisso
que ela conta para Deus o Jonas brincou
a pouco do cs2 dizendo que se encontrado
lá no século 13 14 zonas será que as
reflexões de Anselmo da Cantuária
microblog em monologue eu não daria um
pistas pra gente conceituar o belo sim
sim com certeza eu acho que ia Selmo
seria um excelente é
fonte de
inspiração para pensar a questão do Belo
mas eu confesso para você frango aqui
quem me veio mais a mente até mais do
que Anselmo podiam traidores cabeça é
o que eu penso que o Jonathan está
dizendo deu para gente dois parâmetros
para beleza primeiro lugar Beleza é
porque que existe a beleza porque não
desiste não é e que todo crente deveria
ter as suas afeições né para dizer
nesses temos as suas paixões né aguçados
a contemplação da Beleza Divina porque é
a beleza Divina que deve nos atrair e o
que caracteriza esse padrão de beleza
Divino duas coisas
ordem e proporção
então a tudo aquilo que apresenta a
ordem e que presenta proporções que não
são desproporcionais e não são
desordeiras estariam dentro desse
parâmetro
daquilo que refletiria a beleza Isso é
uma isso a gente pode tirar da própria
criação a gente vê na ligação as
proporções a gente vê na criação as
ordens que a gente sabe identificar a
queda nas desordens
identificar a guerra nas desproporções
daquilo que é desproporcional e tudo
aquilo que é desordem é aquilo que de
alguma forma nos agride
Então eu acho que a gente tem uma pista
aí também com Jonathan e duas para
pensar questão de uma estética aí O que
é estranha pintada aí no soli deo Glória
aqui que teria aí uma uma uma
abertura para
uma espécie de de contemplação da obra
de arte humana à luz de uma ordem Divina
de uma proporção de virar vendeu os é
mais belo que é né
exato já sinergia ai perispírito e isso
tira a gente Franklin do gnosticismo lá
em porque o que nós precisamos é a
maneira de você transformar Deus é
apenas um ente lógico sem mente que você
pode compreender apenas racionalmente e
do outro lado também a rejeição da
criação né que é outro ponto exato de
sismo na prensa com por meio de uma
iluminação misteriosa esotérica mas
torneio a rejeição de uma pintura de
Rembrandt amo um filme como Amadeus na
música bonita mesmo tocada por alguém
que não é cristão não aí quando a gente
pega a holandesa né dos da tradição
reformada do jogo é que eles deixam são
os primeiros né a a
representarem a natureza não é mais do
que as as imagens sacras né as imagens
religiosas né mostrando ali na própria
reprodução a da natureza morta não é a
proporção a beleza lá então é isso aí só
acho interessantíssimo acho que isso
Responde um pouco também é a pergunta
que a norma fez a provocação nós isso
que tá acontecendo com a gente que te
perdeu a imaginação lá acho que boa
parte da nossa maneira de de trabalhar a
fé se tornou bastante agnóstica Mirim o
que que eu tento dizer que nós Para
justamente não cair naquela naquele erro
e às vezes eu acho que esse é o Às vezes
o problema que o Smith Às vezes cai
quando ele vai trabalhar a questão de
Agostinho EA questão dos afetos etc
dizendo ir né a gente precisaria a e
esse racionalismo e se entregar mais ao
coração e etc é uma usa tem uma crítica
muito interessante esse pensamento dos
níveis e quando ele disse que a gente
precisa quebrar o gnosticismo
não oferecendo um fideísmo um não
ofender oferecendo mais emocionalismo
mais sentimentalista
verdade
você vai para o outro lado Ai bem então
não seria você fazer uma escolha seria
você
entender que a natureza e o ser de Deus
exige do ser humano muito mais do que
seus pensamentos ele não elas
pensamentos mas até mesmo né