Sermões Online

A fé vem pelo ouvir

3. Segurança no Justo Juízo do Senhor (Habacuque 2.2-20) – Lucas Previde

3. Segurança no Justo Juízo do Senhor (Habacuque 2.2-20) – Lucas Previde

3. Segurança no Justo Juízo do Senhor (Habacuque 2.2-20) – Lucas Previde

Como a doutrina do juízo de Deus impacta sua concepção de justiça no presente momento? Sua fé em relação ao juízo de Deus o permite confiar que o Senhor não está alheio à vida dos justos e dos soberbos?

Mais informações em:

Lidando de forma esperada com o inesperado

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Sobre a música de abertura
Música: Louvai a Deus, soberano Senhor (Hinário Novo Cântico nº16). Título original em português: Louvor a Deus
Compositor: Stralsund Gesangbuch (1665), Joachim Neander (1680)

Ficha Técnica
Arranjos e produção musical: Samuel Cintra Santos
Gravação, mixagem e masterização: SCS Produções
Produção: Igreja Presbiteriana de Santo Amaro
ISRC: BR-075-22-00001

Legendas automáticas:

Eu
[Música]
convido os irmãos para que abram a sua
Bíblia no livro do profeta Abacu. Nós
iremos dar sequência à nossa série
intitulada fé que nos faz prosseguir.
Como uma série, nós estamos indo para o
nosso terceiro episódio e cabe
lembrarmos o que aconteceu nos episódios
anteriores.
Hoje o nosso texto será Abacu 2 de 2 a
20 intitulado Segurança no justo juízo
do Senhor. Se você está com seu guia de
pregação,
este sermão está na página 235,
onde você poderá acompanhar algumas
dicas de introdução ao texto, como
também um espaço para anotação, se assim
você quiser.
Nos últimos episódios, nos episódios
anteriores da nossa série em Abacuk,
nós vimos a o dilema pelo qual Abacuk
passava ao compreender que o justo
também está exposto aos males da
corrupção humana. O livro de Abacu que
trabalhar muito sobre isso, sobre o
problema do mal ou a questão de que por
justo também sofre. Nós vimos então em
nosso primeiro sermão a que justo,
aquele que está no caminho do Senhor,
aquele que busca o caminho do Senhor,
não está isento aos males da corrupção
humana. Os dias de Amacu não eram bons,
assim como os nossos dias,
corrupção, imoralidade,
um mundo que cada vez mais busca
contrariar a vontade do Senhor.
E é nesse dilema que Abacuk se encontra.
Nós vimos também quais são os perigos
desse dilema.
Abacuk
responde da forma com que se é esperado
a questões inesperadas. O nosso segundo
sermão, aqueles que acompanharam
respondendo de forma esperada pelo
inesperado.
Mas quais são os perigos em se enfrentar
esses dilemas em termos os males da
corrupção humana sobre nós que
entendemos ser justos em Cristo Jesus?
a indignação,
murmuração,
desejo pela própria justiça.
O livro de Abacu nos ensina como
responder a isso. A indignação
se torna lamento, a murmuração se torna
clamor.
O desejo pela própria justiça
é transformada em uma perplexidade, mas
sem desespero.
O que poderia nos distanciar de Deus?
Nós encerramos o nosso último sermão
vendo que deve nos aproximar do Senhor.
É assim que Abacu termina o seu clamor
quando é posto diante dos planos de
Deus. Lembremos que Abacuk está clamando
por justiça, olhando o seu povo
caminhando em imoralidade.
Abacuk tem uma noção, um senso do que
deveria acontecer. Nós vimos que Abacuk
viveu um período de santidade do seu
povo no reinado de Josias. Então Abacu
se achega ao Senhor, pede para que o
povo seja disciplinado. Só que a
resposta que Abacuk recebe, os irmãos
lembram qual é?
Pode deixar, Abacu, que minha justiça
será feita por um povo pior ainda.
Eu enviarei um povo pior ainda do que o
meu povo está sendo para discipliná-lo.
Então, Abacu, confuso, perplexo, nos
ensina qual a forma correta de lhe dar.
Então ele encerra e inicia o capítulo
dois dizendo: "Aguardarei no Senhor,
esperarei no Senhor".
Abacu
Deus
em tempos difíceis, em tempos em que um
justo é exposto aos males da corrupção
humana.
Em vez de nos distanciarmos, nos
aproximamos do Senhor. Deixamos-nos nos
ser conduzidos pelo Senhor, aguardamos
no Senhor e o Senhor responderá. E nesta
manhã eu gostaria que nós víssemos qual
é a resposta do Senhor a Abacu e a nós
para que possamos ter a segurança no
justo juízo do Senhor. Acompanhem
comigo. Abacoque 2 versículos
dois em diante.
O Senhor me respondeu e disse:
"Escreva a visão, torne-a bem legível
sobre tábuas para que possa ser lida até
por quem passa correndo,
porque a visão ainda está para se
cumprir no tempo determinado.
Ela se apressa para o fim e não falhará.
Mesmo que pareça demorar, espere, porque
certamente virá, não tardará.
Eis que a sua alma está orgulhosa.
A sua alma não é reta nele, mas o justo
viverá pela sua fé. Assim como o vinho é
enganoso, também o arrogante não se
contém. O seu apetite é como a
sepultura.
Ele é como a morte que nunca se farta.
Ele ajunta para si todas as nações e
congrega todos os povos.
Não é fato que todos esses povos
proferirão contra ele um provérbio, um
dito em tom de zombaria.
Eles dirão: Ai daquele que acumula o que
não é seu. Até quando? E daquele que se
enche de coisas penhoradas.
Será que não se levantarão de repente
contra você os seus credores?
E não despertarão aqueles que farão você
tremer? Você lhe servirá de despojo.
Visto que você despojou muitas nações,
todos os povos que restaram virão
despojá-lo.
Porque você derramou muito sangue e
cometeu violência contra a terra, contra
as cidades e contra todos os seus
moradores.
Pai daquele que ajunta em sua casa bens
mal adquiridos para pôr o seu o seu
ninho num lugar bem alto, a fim de
livrar-se das garras do mal. Os seus
planos resultarão em vergonha para sua
casa. Ao destruir muitos povos, você
pecou contra a sua própria vida.
Porque as pedras das paredes clamarão
contra você, e as vigías do madeiramento
farão e ai daquele que edifica uma
cidade com sangue e a fundamenta na
iniquidade.
Será que não é a vontade do Senhor dos
Exércitos que os povos trabalhem para o
fogo e que as nações se fatiguem em vão?
Porque a terra se encherá do
conhecimento da glória do Senhor, como
as águas cobrem o mar. Ai daquele que dá
ao seu companheiro vinho misturado com
seu furor e que o embebeda para lhe
contemplar a nudez.
Você ficará coberto de vergonha em vez
de honra. Beba você também e mostre a
sua incircuncisão.
Chegará a sua vez de pegar o cálice da
mão direita do Senhor e a sua glória se
transformará em vergonha. Porque a
violência contra o Líbado cairá sobre
você e você ficará apavorado por ter
destruído os animais. Porque você
derramou muito sangue, cometeu muita
violência contra a terra, contra cidades
e contra todos os seus moradores.
Para que serve o ídolo, visto que o seu
artifício escupiu?
E de que serve imagem de fundição,
mestre de mentiras, para que o artifício
confie em sua obra, fazendo ídolos
mudos?
Ai daquele que diz a madeira: "Acorde e
a pedra muda, levante-se."
Pode os ídolos, pode ídolo ensinar.
Eis que está coberto de ouro de prata,
mas no seu interior não há fôlego
nenhum. O Senhor, porém, está no seu
santo templo. Cálice-se diante dele toda
a terra. Até aqui a palavra do nosso
Senhor. Vamos orar mais uma vez.
Senhor, diante de ti nos colocamos
certos de que o Senhor responde as
nossas orações. O Senhor responde o
clamor daqueles que o buscam e nessa
manhã assim queremos fazer,
confiando no teu santo espírito que nos
consola, nos instrui pelos méritos de
Cristo. É no nome dele que oramos. Amém.
Meus irmãos, quando o Abacuk
compreende que o que tem que fazer é se
aproximar do Senhor e esperar no Senhor,
não de uma forma passiva, mas vigiando,
buscando, orando,
nós vemos que o Senhor responde a Abacu
por meio de sua palavra. É muito
importante nós iniciarmos a o nosso
sermão nessa manhã enfatizando.
A resposta do Senhor virá por meio de
sua palavra.
O Senhor responde a Bacuque, dizendo:
"Escreva a visão, torne-a bem legível
sobre tábuas, para que possa ser lida
até por quem passa correndo."
A escritura em tábuas
fixadas no Antigo Testamento tinham essa
conotação de perpetuidade. Nós veremos
aqui o Novo Testamento cita por diversas
vezes essa passagem de Abacu,
demonstrando que os nossos irmãos do
Novo Testamento, os apóstolos,
compreenderam,
utilizavam-se
da palavra do Senhor. O Senhor responde
por meio da sua palavra. Por que eu digo
isso? Porque muitas vezes nós buscamos a
palavra do Senhor ou a resposta do
Senhor por meios em que ele não nos dá a
sua resposta.
Muitas vezes queremos compreender o
nosso Deus, não pelo meio pelo qual ele
se faz compreendido.
Parece uma incoerência, eu sei, mas por
diversas vezes em nossa vida, quando
somos colocados diante ou dos males da
corrupção humana, quando vemos a nossa
vida afligida, quando somos
prejudicados, como passamos por momentos
de provação,
nos esquecemos que o Senhor nos deu o
caminho para conhecer a sua resposta.
Mas aqui então Deus começa a conduzir
aquele abacuque tão perdido ou tão
angustiado que nós vemos nos sermões
anteriores,
nos mostrando que cada vez mais que nos
aproximamos do Senhor, o Senhor vai
moldando o nosso coração. Cada vez mais
que buscamos conhecer a Deus pela forma
com que ele se revelou, Deus vai nos
dando cada vez mais aquilo que
precisamos.
Escreve
no sentido de esta é a minha palavra,
mas também no sentido de pode confiar.
Sabe quando você diz naquela expressão,
ó, escreve aí o que eu vou te dizer.
Toma nota. Tome nota do que vai
acontecer.
O nosso Deus está mostrando por meio de
sua palavra que os seus planos não são
frustrados.
Ele ensina a Bacuque e a todos aqueles
que buscarem em sua palavra a
reconhecerem que os seus planos não são
frustrados. Veja o versículo 3. Porque a
visão ainda está para se cumprir. Faz um
paralelo um pouquinho mais para baixo.
Não falhará,
certamente virá.
Se você tiver um lápis ou alguma coisa,
pode grifar. Serão cumpridos. Não
falhará.
Certamente
virá.
Mas de que forma? Ainda no versículo 3,
no meu tempo não tardará.
Nós vimos que a teologia de Abacuk não
era uma teologia rasa. Abacu, no nosso
Último sermão, no início do no a partir
do versículo 12 do capítulo 1, ele
demonstra que conhece o Senhor. Ele
relata quem é o seu Deus. Não és tu
desde a eternidade, ó Senhor meu Deus, o
meu santo, não morreremos. O Senhor
puseste aquele povo para executar juízo.
Tu és puro. Problema de Abacuk não era o
conhecimento. O seu dilema era em como
aplicar a sua fé de forma prática.
Como resolver esse dilema de crer,
conhecer e experimentar.
O Senhor então mostra no que devemos
crer.
Os seus planos não são frustrados, meus
irmãos.
Mas o que devemos fazer quando nosso
Deus nos revela que os seus planos serão
cumpridos, não falharão, certamente
acontecerão,
mas não no nosso tempo,
não da forma com que desejaríamos que
fosse. Eu sei que você olhando para o
mundo em que vivemos, para essa para a
desigualdade,
nós estamos aí nos aproximando a a de um
tempo de eleições e cada vez mais
fervilha isso em nosso coração,
ver tanta desigualdade, corrupção,
quando olhamos muitas vezes para a nossa
vida ou aqueles que caminham pelo meio
religioso, sentimos vergonha
e queremos que a justiça seja feita
agora da forma com que nós
Queremos, tem que ser assim. Se não for
assim, o meu coração não descansará.
Mas o Senhor diz: "Meus planos não são
frustrados, porque eles acontecem no meu
tempo. Eles não estão tardando,
certamente
virá". Então, no meio dessas verdades
que o Senhor nos ensina a respeito dele,
há uma palavra. Espere,
espere no Senhor. Mas como? Como
esperar? Ah, não. Tá bom, Senhor. Eu vou
esperar. Mas olha,
como devemos esperar? Sabendo que os
planos do Senhor não são frustrados,
sabendo que os seus planos, o seu juízo
acontecerá no seu devido tempo da forma
com que tem que ser. Como esperar?
Então, nós somos apresentados pela
palavra do Senhor,
um modo de vida baseado pela fé.
Eis que a sua alma está orgulhosa que
Deus está agora falando para a respeito
do povo babilônico e fazendo um
contraste com os justos,
vivendo pela fé. Versículo 4.
O justo viverá pela fé.
Eu acho que você já deve ter ouvisto
esta expressão
muito dita no Novo Testamento.
O justo viverá pela fé.
Esta fé é aquela que nos concede a
salvação, como nos ensina Romanos,
capítulo 1, versículo 16 e 17. Pois não
me envergonho do evangelho, porque é o
poder de Deus para a salvação de todo
aquele que crê, primeiro judeu e também
o grego. Porque a justiça de Deus se
revela no Evangelho de fé em fé, como
está escrito,
o justo viverá pela fé.
Esta fé também é a que nos faz
prosseguir em perseverança.
Quando tratamos da nossa fé, nós não
estamos falando somente a de crer na
obra de Cristo Jesus como aquele que nos
deu vida, a salvação, mas também a fé
que nos faz prosseguir em perseverança.
Efésios 2 vai nos ensinar isso. Somos
salvos mediante a fé, não por méritos,
mas para algo.
Para algo.
Viver pela fé é transformar ou é
experimentar
a obra de Deus em nossa vida de forma
prática,
naquele dilema que provavelmente você
pode enfrentar hoje à tarde ou na sua
terça-feira à noite,
quando você forá cometido por uma
injustiça ou quando algo lhe parecer sem
sentido.
Estou andando no caminho, Senhor. Estou
buscando, estou sofrendo
os males deste mundo.
O Senhor nos ensina a viver pela fé
aquela que nos salvou, mas aquela que
também nos faz perseverar,
como nos ensina Hebreus 10 37 a 39.
conduzidos
em perseverança, não retroagindo.
Uma fé
que nos dá sustento em dias difíceis.
O justo viverá pela fé.
A fé como modo de vida que contrasta,
como nós lemos no Salmo 1, iremos
utilizar aqui a vida do ímpio e do
justo. Aqui, quando Deus diz, "Ó alma
orgulhosa",
nós podemos utilizar os sinônimos de
soberba.
Viver pela fé é viver de um modo
contrastante
entre soberbo
e justo, mas também é a forma de
testemunhar
o justo juízo do Senhor. é a forma de
nos colocarmos
ou nos posicionarmos
sobre a consciência, compreensão e
confiança de que o juízo do Senhor virá.
Viver pela fé é saber onde você estará
no dia do tribunal do Senhor. É saber
exatamente em qual cadeira você estará.
Alma dos orgulhosos. Soberba. capítulo
4, capítulo 5, Deus irá mostrar
que o soberbo entende ter o poder em
suas mãos,
se embriaga em sua arrogância.
A soberba
traz isso
quando olhamos para os nossos dias, como
Abacu olhava para os seus, nós vemos
isso.
O Salmo 73 nos ensina também, parece que
o mal vai de vai de mal a pior.
Parece que não há solução.
A impiedade prospera
cada vez mais é jogado em nossa em nossa
cara, em nossos dias. Como lidar com
essa situação?
Realmente
os soberbos detém
certo poder em sua mão, no sentido de
fazerem a maldade,
de se embriagarem no seu próprio
conhecimento, no seu próprio prazer.
Mas qual é o contraste dos justos que
vivem pela fé?
Se o soberbo acha que tem o poder em
suas mãos, a certeza dos que vivem pela
fé é saber que o poder está em outras
mãos.
Capítulo 1, versículo 12, nos ensina
isso quando Abacu diz: "Não és tu desde
a eternidade,
ó Senhor, meu Deus, o meu santo, não
morreremos?"
Aqui Abacu sintetiza em uma frase tão
pequena a sua compreensão de que o
Senhor é o Senhor da aliança. O Senhor é
o Senhor que cumpre as suas promessas. O
Senhor é aquele que não deixa
o seu.
O soberbo confia no poder em suas mãos,
mas os que vivem pela fé sabem que este
poder está nas mãos do Senhor e nele
confiam.
Você já parou para pensar na de forma
prática na sua vida?
Qual os efeitos de você saber que Deus é
um Deus de aliança, um Deus de promessas
e que cumprirá a sua promessa?
Como você experimenta, como você usufrui
desta verdade de forma prática em sua
vida? Nos dilemas que você encontra, nas
injustiças que você sofre, nos males que
lhe são expostos, desde uma doença a
perda de um parente de forma tão
trágica?
Como você responde à pergunta, até
quando o Senhor?
O Senhor mostra em sua palavra que ele é
Deus de aliança,
que irá cumprir as suas promessas. Como
usufruir disso?
Como pegar dessa verdade que
confessamos, cantamos
para a nossa vida?
Os justos,
em contraste com soberbos que se
embriagam em sua arrogância, são
conduzidos a aguardar no Senhor,
mas não aguardar
esperando saber o que vai acontecer. Há
uma diferença entre você aguardar sem
saber o que vai acontecer e aguardar
sabendo exatamente o que vai acontecer.
Há toda a diferença.
E a palavra do Senhor nos dá esse
benefício de nos dizer exatamente o que
vai acontecer para então podermos
aguardar confiantes.
E o que o Senhor nos ensina a aguardar?
Que haverá um justo juízo.
Haverá, meus irmãos, um justo juízo da
parte do Senhor.
Soberba. será transformada em vergonha.
Versículos 10. Os seus planos resultarão
em vergonha para sua casa.
Mas se a soberba será transformada em
vergonha,
a vergonha, humilhação,
os males dos justos será transformado em
glória.
Então aqui eu recorro ao Salmo que nós
lemos em nossa liturgia, que nos ensina
isso, o contraste da vergonha do soberbo
e da glória do justo.
O salmão nos mostra um pouco dos
versículos
6,
9, 12, 15 de Abacu.
Deem uma olhada os ais que são
colocados,
a certeza do juízo que Deus dá aos
ímpios.
Versículo 6. Ai daquele que acumula o
que não é seu. Versículo 9. Ai daquele
que ajunta em sua casa bens maus.
adquiridos.
Versículo 12. Ai daquele que edifica uma
cidade com sangue e fundamenta na
iniquidade.
Versículo 15. Ai daquele que dá ao seu
companheiro vinho misturado com seu
furor e o embebeda para lhe contemplar a
nudez. Aqui não é só a questão de despir
alguém, mas de expor alguém a à vergonha
de usar de mal para com o próximo.
Essa é a vida do ímpio.
Ele anda,
ele se detém, ele se assenta no prazer
da iniquidade.
Ele se satisfaz em atender os seus
desejos. Ele anda, se detém e se assenta
no prazer da iniquidade. Enquanto os que
vivem pela fé
não andam, não se detém, não se
assentam, porque o seu prazer está no
Senhor.
Onde está o nosso prazer? Onde está o
nosso consolo? Onde está o nosso senso
de justiça?
Como vivemos pela fé? nos apropriando
daquilo que o Senhor nos deu para que
assim vivamos.
O Senhor nos dá pelo que aguardar.
Então, aguardando a nossa presente
vergonha, humilhação aparente neste
mundo,
se torna já a certeza
da glória que temos no nosso Senhor.
Quando o peso da glória do Senhor foi
mais pesado do que o peso dos males
desse mundo para você, ou o quanto a
glória do Senhor prometida ao seu povo
tem pesado mais na balança quando
enfrentamos os males deste mundo.
Essa não é uma tarefa fácil, meus
irmãos. Eu não estou dizendo que passar
pelos males desse mundo deve ser algo
que tiramos de letra,
mas há o caminho.
Assim como os ímpios, nós também
pecamos.
Assim como o soberbo, muitas vezes nós
transgredimos os mandamentos do Senhor.
Mas que a questão está
na concepção de como nos tornamos
justos.
Aqui o texto utiliza: "O justo viverá
pela fé".
Eu não estou falando que nós conseguimos
isso pela nossa própria conduta de vida.
Você sabe o quanto você cai, você sabe o
quanto você peca, você sabe o quanto
você flerta com aqueles perigos que
vimos de um coração soberbo.
Mas quando compreendemos o nosso lugar
diante do juízo do Senhor,
devemos lembrar que somos justificados
em Cristo Jesus.
A culpa não nos é tirada no sentido de
sermos os infratores.
O justo que morre pelo injusto.
Justo e justificador. Você já deve ter
ouvido a palavra de Deus dizer.
E novamente eu gostaria que
refletíssemos nessa manhã como eu me
aproprio dessa verdade,
como eu usufruo sabendo que os meus
delitos, os meus pecados, assim como
soberbos,
quando estiver diante do Senhor em seu
retorno em glória, onde Cristo voltará
como justo juiz. Você para para pensar
nisso de forma prática, que quando o
nosso Senhor Jesus Cristo voltar, ele
não voltará mais para arrependimento,
mas para juízo.
Em seu tribunal, onde estaremos,
como aqueles que foram justificados
e viveram pela fé até aquele momento, ou
como aqueles que andam, se detém e se
satisfazem no prazer da iniquidade.
Haverá juízo, meus irmãos.
Haverá juízo, porque ele já foi
determinado em Cristo Jesus.
Vejam como é diferente quando sabemos
pelo que aguardar. E não só sabemos, mas
confiamos
nos no que nos é prometido.
O Salmo 1 irá mostrar qual é o resultado
disso, dizendo que o caminho dos ímpios
não prevalecerá,
mas o Senhor conhece o caminho dos
justos. E aqui não é somente dizer que o
Senhor está olhando para todas as
coisas, que o Senhor sabe o que o justo
está fazendo. Não. Esse conhecer é
aquele conceito de intimidade que nós
encontramos nas Escrituras. Conhecer é
algo íntimo, muitas vezes utilizado para
relações entre homem e uma mulher.
os ímpios, o seu caminho, este que
parece tão lindo, que parece tão
próspero, que parece que vai de vento e
poupa,
prevalecerá.
Mas o caminho daqueles que caminham pela
fé é o caminho onde o nosso Senhor Jesus
Cristo está.
O nosso caminho é o caminho feito pelo
nosso Senhor.
Deus conhece o caminho do justo, pois
ele o justificou em Cristo Jesus. E qual
o veredito?
Haverá um justo juízo.
O veredito que a palavra nos ensina
é o da experiência para ambas as partes,
do experimentar
o veredito de Deus. Versículo 16 vai nos
ensinar um pouco sobre o veredito dos
ímpios.
Você ficará coberto de vergonha, de
vergonha em vez de honra. Beba você
também e mostre a sua incircusão, ou
seja, mostre a sua vergonha.
E agora grife se você puder em sua
Bíblia, chegará a sua vez de pegar o
cálice da mão direita do Senhor
e a sua glória se transformará em
vergonha. E aqui, meus irmãos, quando
nós encontramos mão direita nas
escrituras, nós estamos falando da
conotação de poder, de soberania, de
domínio. O que a palavra nos ensina é
que a experiência
dos ímpios será experimentar
a ira do Senhor. Aquela que Efésios 2
nos ensina que antes estávamos como
mortos em nossos delitos e pecados, como
filhos da ira de Deus.
A sua glória se transformará em
vergonha.
Essa era a promessa de Deus a Abacu.
Esta é a promessa de Deus a nós. Abacuk
experimentou, de certa forma, o
cumprimento dessa profecia quando os
babilônicos invadiram a terra de Judá e
dizimaram.
experimentou o juízo.
Mas nós sabemos que as escrituras
apresentam uma revelação progressiva,
culminando em Cristo Jesus.
E o cumprimento de que o cálice do
Senhor será derramado, os ímpios
experimentarão, meus irmãos, creia
nisso. A impiedade não prevalecerá
diante do Senhor.
Apocalipse 14, versículo 10, nos ensina
a respeito disso,
quando nos diz também este bebará,
beberá do vinho do furor de Deus,
preparado sem mistura, no cálice da sua
ira, e será atormentado com fogo e
enxofre diante dos santos anjos e na
presença do cordeiro. Você
aguarda por isso,
você confia.
O seu coração é conduzido a esta verdade
quando você é submetido aos males da
corrupção humana nos dias de hoje em
saber que a ira do Senhor sem mistura,
é um termo que diz: "Não haverá,
não haverá concessões, não haverá
justificativa. O Senhor exercerá
exercerá a sua justiça."
Um pouquinho mais para frente, no
capítulo 16 ainda,
versículo 14,
19, perdão,
nos ensina:
"E a grande cidade se dividiu em três
partes e caíram as cidades das nações. E
Deus se lembrou da grande Babilônia para
lhe dar-lhe o cálice do vinho do furor
da sua ira". aqui fazendo menção à
Babilônia de Abacue.
Mas de uma forma metafórica.
O Senhor exercerá o seu juízo e o
veredito será ira,
condenação eterna.
Será que nos apropriamos disso, meus
irmãos, muitas vezes quando olhamos os
nossos dias e saber que o Senhor
exercerá o seu justo juízo.
O quanto a a concepção de condenação
eterna
é vivida hoje por nós? O quanto a
concepção de que o justo viverá pela fé
e o ímpio será condenado
em uma condenação eterna? O quanto nos
apropriamos da promessa do nosso Senhor,
escrita em tábuas
atemporais, fora de tempo
ou em todo tempo.
Como nos apropriamos
vivendo por elas? O justo vive pela fé.
Se o ímpio experimentará a ira do
Senhor, o versículo 14 nos ensina que os
justos experimentarão
a terra sendo enchida da glória do
Senhor, como as águas cobrem o mar.
A aparente vergonha, o aparente
sofrimento
nos levará a experimentar a o
conhecimento da glória do Senhor em sua
plenitude.
Em sua plenitude.
Mas o que eu pergunto hoje é o quanto
nós já experimentamos disso hoje. Deus
estava tratando Abacuk em seus dias. Ele
não estava dizendo: "Olha, Bacu, é assim
mesmo. Agora espera que um dia,
um dia a situação vai melhorar. Agora,
olha, não tem o que fazer. Agora é é
sofrer mesmo. Não. As promessas do
Senhor são para que possamos, se podemos
usar esse termo de uma forma correta,
tomar posse nos dias de hoje. Se você
quer tomar posse de alguma coisa, tome
posse da certeza do justo juízo do
Senhor no seu tempo, que não falhará,
que não tardará e que nos dará a glória
do Senhor por toda a terra.
Apocalipse 15 nos ensina, versículo 7 ao
versículo 8, a respeito desta verdade.
Então, dos quatro seres viventes, deu
aos sete anjos sete taças de ouro,
cheias da ira de Deus, que vive para
todo sempre. O santuário se encheu da
fumaça da glória de Deus e do seu poder,
e ninguém podia entrar no santuário
enquanto não se cumprissem os flagelos
dos sete anjos. A glória do Senhor está
estritamente ligada ao seu juízo.
O quanto a certeza que experimentaremos
a glória do Senhor nos faz caminhar
pelos dias atuais.
O versículo 19 nos ensina que aqueles
que se entregam à soberba são como seus
próprios ídolos,
mortos,
sem vida, que não podem ser conduzidos à
verdade. Ai daquele que diz a madeira,
acorde
e a pedra muda, levante-se.
Pode o ídolo ensinar?
Eis que está coberto de ouro e de prata,
mas no seu interior não há fôlego
nenhum.
Meus irmãos,
a aparência de que o mal prevalecerá
é tratada pelos olhos dos ímpios desta
forma, como uma estátua ouro reluzente,
que aparenta algum valor, mas vazia,
morta e já condenada.
Já condenada.
já sentenciada,
veredito dado.
Mas a nossa certeza, segurança está em
saber que o Senhor, porém, está no seu
santo templo. O Senhor está,
o Senhor vive, reina para sempre.
Aqueles que vivem pela fé refletem a
confiança de que o Senhor está no seu
santo templo como rei sobre todas as
coisas, inclusive sobre a impiedade,
iniquidade, pois os seus planos não são
frustrados.
Algumas aplicações que podemos tirar
nessa manhã.
Deus sempre esteve, está e estará no
controle, seja nos dias de Abacoque,
como nos nossos dias,
como justos justificados em Cristo
Jesus,
como vivemos sabendo dessas coisas?
Como vivemos ao sermos apresentados pela
forma como que Deus se revelou e nos
ensina esta verdade?
viver pela fé, porque ela nos deu uma
vida.
A fé em Cristo Jesus, na obra de Cristo
Jesus, nos diz, uma vida lhe foi dada
para viver nesses dias. João 17 nos
ensina quando Cristo diz: "Olha, eles
não são do mundo, mas estão neste
mundo."
Uma nova vida nos foi dada,
a fé de que uma nova vida nos foi dada.
E a fé de que essa vida nos foi dada é
para que possamos
vivê-la, nos apropriar dela.
Fé e prática.
Você crê? Viva, se aproprie,
tome para si, busque
as promessas de Deus para sua vida.
E quando a encontrar
e ela dizer que é no tempo dele,
segundo a forma com que ele desejar,
cálice diante de tanta soberania, poder.
Confie, apropie, guarde, esperando pelo
que virá.
A segurança do justo juízo do Senhor
deve ser vivida de forma prática,
aguardando
o ainda,
mas vivendo o já. Sabe o Já e ainda não.
Você crê na obra de Cristo Jesus,
sabendo que ela será progressivamente
completada no sentido de nos fazer
experimentar todas as coisas em sua
volta. Você crê que um dia Cristo Jesus
irá voltar como justo juiz
e o veredito da condenação eterna para
os ímpios e glória eterna para os justos
acontecerá? Você crê nessa verdade? Você
crê que um dia Cristo Jesus voltará para
que a todas as coisas se façam novas?
Você crê?
Como você vive isso hoje?
Como você viveu? Ainda não já
como nos apropriamos
aguardando no Senhor, refletindo sobre
quem Deus é, indo às tábuas que o Senhor
nos escreveu para conhecermos cada vez
mais quem é este nosso Deus. Soberania,
controle, poder sobre todas as coisas.
refletindo na soberania do Senhor, nos
calando diante do seu poder
para testemunhar a toda a terra o Deus
que nós cremos.
Essa será a conclusão da nossa última
série, nosso último sermão desta série,
dando um spoiler.
Depois leia na sua casa o livro de Abacu
completo e veja o coração de Abacuk
sendo moldado
à medida em que ele se aproxima do
Senhor. Ouve, aguarda, busca e o Senhor
lhe responde.
Mas nessa manhã, meus irmãos, eu
gostaria que
refletíssemos e perguntássemos para nós
como a minha fé me faz andar nos dias de
hoje, como a minha fé me faz viver nos
dias de hoje. O justo vive por essa fé,
vive pela certeza. Aguarda o que lhe é
certo,
compreende quem o Senhor é se apropria
de quem Deus é. Que Deus nos abençoe,
meus irmãos, a continuarmos
não andando, não nos detendo, não nos
assentando,
não sendo
atingidos por um sentimento que nos
distancie de Deus quando submetido aos
males da corrupção desse mundo. Cristo
venceu.
Se há um sinônimo que poderíamos colocar
para Apocalipse, é Cristo venceu.
Não haverá batalha, não haverá a luta.
Cristo venceu.
Nos apropriemos disso agora, assim como
foi ensinado a Abacu. Escreva em seu
coração.
Viva da forma pelo que você diz crer.
Que Deus nos abençoe. como o seu povo,
os justos, a descansarmos, a sermos
consolados e a nos alegrarmos
nas verdades que nos são dadas. Feche
seus olhos. Vamos orar.
Santo Deus, eterno Pai, louvado seja o
teu nome
sobre toda a terra,
criador de todas as coisas, mantedor de
todas as coisas,
aquele que se revelou a nós. Obrigado,
Senhor, por um dia nos dar o
conhecimento de quem tu és.
Obrigado, Senhor, por em sua
condescendência, ó Pai, nos ensinar de
uma forma que poderíamos compreender
aquilo que nos é suficiente para viver,
ó Pai, em santidade de vida.
Obrigado, Senhor, porque o Senhor
escreve as tuas palavras em nosso
coração por meio do seu santo espírito
na obra de Cristo Jesus.
Que tudo aquilo que conheçamos, que tudo
aquilo que nos seja apresentado por meio
da tua palavra, Senhor,
seja o que conduz à fé que nos faz
viver.
É o que lhe pedimos, que clamamos
confiados no nome do nosso Senhor Jesus
Cristo, Rei, Senhor sobre todas as
coisas. Amém. No.

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