3. Segurança no Justo Juízo do Senhor (Habacuque 2.2-20) – Lucas Previde
10/07/2022
3. Segurança no Justo Juízo do Senhor (Habacuque 2.2-20) – Lucas Previde
Como a doutrina do juízo de Deus impacta sua concepção de justiça no presente momento? Sua fé em relação ao juízo de Deus o permite confiar que o Senhor não está alheio à vida dos justos e dos soberbos?
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Sobre a música de abertura
Música: Louvai a Deus, soberano Senhor (Hinário Novo Cântico nº16). Título original em português: Louvor a Deus
Compositor: Stralsund Gesangbuch (1665), Joachim Neander (1680)
Ficha Técnica
Arranjos e produção musical: Samuel Cintra Santos
Gravação, mixagem e masterização: SCS Produções
Produção: Igreja Presbiteriana de Santo Amaro
ISRC: BR-075-22-00001
Legendas automáticas:
Eu [Música] convido os irmãos para que abram a sua Bíblia no livro do profeta Abacu. Nós iremos dar sequência à nossa série intitulada fé que nos faz prosseguir. Como uma série, nós estamos indo para o nosso terceiro episódio e cabe lembrarmos o que aconteceu nos episódios anteriores. Hoje o nosso texto será Abacu 2 de 2 a 20 intitulado Segurança no justo juízo do Senhor. Se você está com seu guia de pregação, este sermão está na página 235, onde você poderá acompanhar algumas dicas de introdução ao texto, como também um espaço para anotação, se assim você quiser. Nos últimos episódios, nos episódios anteriores da nossa série em Abacuk, nós vimos a o dilema pelo qual Abacuk passava ao compreender que o justo também está exposto aos males da corrupção humana. O livro de Abacu que trabalhar muito sobre isso, sobre o problema do mal ou a questão de que por justo também sofre. Nós vimos então em nosso primeiro sermão a que justo, aquele que está no caminho do Senhor, aquele que busca o caminho do Senhor, não está isento aos males da corrupção humana. Os dias de Amacu não eram bons, assim como os nossos dias, corrupção, imoralidade, um mundo que cada vez mais busca contrariar a vontade do Senhor. E é nesse dilema que Abacuk se encontra. Nós vimos também quais são os perigos desse dilema. Abacuk responde da forma com que se é esperado a questões inesperadas. O nosso segundo sermão, aqueles que acompanharam respondendo de forma esperada pelo inesperado. Mas quais são os perigos em se enfrentar esses dilemas em termos os males da corrupção humana sobre nós que entendemos ser justos em Cristo Jesus? a indignação, murmuração, desejo pela própria justiça. O livro de Abacu nos ensina como responder a isso. A indignação se torna lamento, a murmuração se torna clamor. O desejo pela própria justiça é transformada em uma perplexidade, mas sem desespero. O que poderia nos distanciar de Deus? Nós encerramos o nosso último sermão vendo que deve nos aproximar do Senhor. É assim que Abacu termina o seu clamor quando é posto diante dos planos de Deus. Lembremos que Abacuk está clamando por justiça, olhando o seu povo caminhando em imoralidade. Abacuk tem uma noção, um senso do que deveria acontecer. Nós vimos que Abacuk viveu um período de santidade do seu povo no reinado de Josias. Então Abacu se achega ao Senhor, pede para que o povo seja disciplinado. Só que a resposta que Abacuk recebe, os irmãos lembram qual é? Pode deixar, Abacu, que minha justiça será feita por um povo pior ainda. Eu enviarei um povo pior ainda do que o meu povo está sendo para discipliná-lo. Então, Abacu, confuso, perplexo, nos ensina qual a forma correta de lhe dar. Então ele encerra e inicia o capítulo dois dizendo: "Aguardarei no Senhor, esperarei no Senhor". Abacu Deus em tempos difíceis, em tempos em que um justo é exposto aos males da corrupção humana. Em vez de nos distanciarmos, nos aproximamos do Senhor. Deixamos-nos nos ser conduzidos pelo Senhor, aguardamos no Senhor e o Senhor responderá. E nesta manhã eu gostaria que nós víssemos qual é a resposta do Senhor a Abacu e a nós para que possamos ter a segurança no justo juízo do Senhor. Acompanhem comigo. Abacoque 2 versículos dois em diante. O Senhor me respondeu e disse: "Escreva a visão, torne-a bem legível sobre tábuas para que possa ser lida até por quem passa correndo, porque a visão ainda está para se cumprir no tempo determinado. Ela se apressa para o fim e não falhará. Mesmo que pareça demorar, espere, porque certamente virá, não tardará. Eis que a sua alma está orgulhosa. A sua alma não é reta nele, mas o justo viverá pela sua fé. Assim como o vinho é enganoso, também o arrogante não se contém. O seu apetite é como a sepultura. Ele é como a morte que nunca se farta. Ele ajunta para si todas as nações e congrega todos os povos. Não é fato que todos esses povos proferirão contra ele um provérbio, um dito em tom de zombaria. Eles dirão: Ai daquele que acumula o que não é seu. Até quando? E daquele que se enche de coisas penhoradas. Será que não se levantarão de repente contra você os seus credores? E não despertarão aqueles que farão você tremer? Você lhe servirá de despojo. Visto que você despojou muitas nações, todos os povos que restaram virão despojá-lo. Porque você derramou muito sangue e cometeu violência contra a terra, contra as cidades e contra todos os seus moradores. Pai daquele que ajunta em sua casa bens mal adquiridos para pôr o seu o seu ninho num lugar bem alto, a fim de livrar-se das garras do mal. Os seus planos resultarão em vergonha para sua casa. Ao destruir muitos povos, você pecou contra a sua própria vida. Porque as pedras das paredes clamarão contra você, e as vigías do madeiramento farão e ai daquele que edifica uma cidade com sangue e a fundamenta na iniquidade. Será que não é a vontade do Senhor dos Exércitos que os povos trabalhem para o fogo e que as nações se fatiguem em vão? Porque a terra se encherá do conhecimento da glória do Senhor, como as águas cobrem o mar. Ai daquele que dá ao seu companheiro vinho misturado com seu furor e que o embebeda para lhe contemplar a nudez. Você ficará coberto de vergonha em vez de honra. Beba você também e mostre a sua incircuncisão. Chegará a sua vez de pegar o cálice da mão direita do Senhor e a sua glória se transformará em vergonha. Porque a violência contra o Líbado cairá sobre você e você ficará apavorado por ter destruído os animais. Porque você derramou muito sangue, cometeu muita violência contra a terra, contra cidades e contra todos os seus moradores. Para que serve o ídolo, visto que o seu artifício escupiu? E de que serve imagem de fundição, mestre de mentiras, para que o artifício confie em sua obra, fazendo ídolos mudos? Ai daquele que diz a madeira: "Acorde e a pedra muda, levante-se." Pode os ídolos, pode ídolo ensinar. Eis que está coberto de ouro de prata, mas no seu interior não há fôlego nenhum. O Senhor, porém, está no seu santo templo. Cálice-se diante dele toda a terra. Até aqui a palavra do nosso Senhor. Vamos orar mais uma vez. Senhor, diante de ti nos colocamos certos de que o Senhor responde as nossas orações. O Senhor responde o clamor daqueles que o buscam e nessa manhã assim queremos fazer, confiando no teu santo espírito que nos consola, nos instrui pelos méritos de Cristo. É no nome dele que oramos. Amém. Meus irmãos, quando o Abacuk compreende que o que tem que fazer é se aproximar do Senhor e esperar no Senhor, não de uma forma passiva, mas vigiando, buscando, orando, nós vemos que o Senhor responde a Abacu por meio de sua palavra. É muito importante nós iniciarmos a o nosso sermão nessa manhã enfatizando. A resposta do Senhor virá por meio de sua palavra. O Senhor responde a Bacuque, dizendo: "Escreva a visão, torne-a bem legível sobre tábuas, para que possa ser lida até por quem passa correndo." A escritura em tábuas fixadas no Antigo Testamento tinham essa conotação de perpetuidade. Nós veremos aqui o Novo Testamento cita por diversas vezes essa passagem de Abacu, demonstrando que os nossos irmãos do Novo Testamento, os apóstolos, compreenderam, utilizavam-se da palavra do Senhor. O Senhor responde por meio da sua palavra. Por que eu digo isso? Porque muitas vezes nós buscamos a palavra do Senhor ou a resposta do Senhor por meios em que ele não nos dá a sua resposta. Muitas vezes queremos compreender o nosso Deus, não pelo meio pelo qual ele se faz compreendido. Parece uma incoerência, eu sei, mas por diversas vezes em nossa vida, quando somos colocados diante ou dos males da corrupção humana, quando vemos a nossa vida afligida, quando somos prejudicados, como passamos por momentos de provação, nos esquecemos que o Senhor nos deu o caminho para conhecer a sua resposta. Mas aqui então Deus começa a conduzir aquele abacuque tão perdido ou tão angustiado que nós vemos nos sermões anteriores, nos mostrando que cada vez mais que nos aproximamos do Senhor, o Senhor vai moldando o nosso coração. Cada vez mais que buscamos conhecer a Deus pela forma com que ele se revelou, Deus vai nos dando cada vez mais aquilo que precisamos. Escreve no sentido de esta é a minha palavra, mas também no sentido de pode confiar. Sabe quando você diz naquela expressão, ó, escreve aí o que eu vou te dizer. Toma nota. Tome nota do que vai acontecer. O nosso Deus está mostrando por meio de sua palavra que os seus planos não são frustrados. Ele ensina a Bacuque e a todos aqueles que buscarem em sua palavra a reconhecerem que os seus planos não são frustrados. Veja o versículo 3. Porque a visão ainda está para se cumprir. Faz um paralelo um pouquinho mais para baixo. Não falhará, certamente virá. Se você tiver um lápis ou alguma coisa, pode grifar. Serão cumpridos. Não falhará. Certamente virá. Mas de que forma? Ainda no versículo 3, no meu tempo não tardará. Nós vimos que a teologia de Abacuk não era uma teologia rasa. Abacu, no nosso Último sermão, no início do no a partir do versículo 12 do capítulo 1, ele demonstra que conhece o Senhor. Ele relata quem é o seu Deus. Não és tu desde a eternidade, ó Senhor meu Deus, o meu santo, não morreremos. O Senhor puseste aquele povo para executar juízo. Tu és puro. Problema de Abacuk não era o conhecimento. O seu dilema era em como aplicar a sua fé de forma prática. Como resolver esse dilema de crer, conhecer e experimentar. O Senhor então mostra no que devemos crer. Os seus planos não são frustrados, meus irmãos. Mas o que devemos fazer quando nosso Deus nos revela que os seus planos serão cumpridos, não falharão, certamente acontecerão, mas não no nosso tempo, não da forma com que desejaríamos que fosse. Eu sei que você olhando para o mundo em que vivemos, para essa para a desigualdade, nós estamos aí nos aproximando a a de um tempo de eleições e cada vez mais fervilha isso em nosso coração, ver tanta desigualdade, corrupção, quando olhamos muitas vezes para a nossa vida ou aqueles que caminham pelo meio religioso, sentimos vergonha e queremos que a justiça seja feita agora da forma com que nós Queremos, tem que ser assim. Se não for assim, o meu coração não descansará. Mas o Senhor diz: "Meus planos não são frustrados, porque eles acontecem no meu tempo. Eles não estão tardando, certamente virá". Então, no meio dessas verdades que o Senhor nos ensina a respeito dele, há uma palavra. Espere, espere no Senhor. Mas como? Como esperar? Ah, não. Tá bom, Senhor. Eu vou esperar. Mas olha, como devemos esperar? Sabendo que os planos do Senhor não são frustrados, sabendo que os seus planos, o seu juízo acontecerá no seu devido tempo da forma com que tem que ser. Como esperar? Então, nós somos apresentados pela palavra do Senhor, um modo de vida baseado pela fé. Eis que a sua alma está orgulhosa que Deus está agora falando para a respeito do povo babilônico e fazendo um contraste com os justos, vivendo pela fé. Versículo 4. O justo viverá pela fé. Eu acho que você já deve ter ouvisto esta expressão muito dita no Novo Testamento. O justo viverá pela fé. Esta fé é aquela que nos concede a salvação, como nos ensina Romanos, capítulo 1, versículo 16 e 17. Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro judeu e também o grego. Porque a justiça de Deus se revela no Evangelho de fé em fé, como está escrito, o justo viverá pela fé. Esta fé também é a que nos faz prosseguir em perseverança. Quando tratamos da nossa fé, nós não estamos falando somente a de crer na obra de Cristo Jesus como aquele que nos deu vida, a salvação, mas também a fé que nos faz prosseguir em perseverança. Efésios 2 vai nos ensinar isso. Somos salvos mediante a fé, não por méritos, mas para algo. Para algo. Viver pela fé é transformar ou é experimentar a obra de Deus em nossa vida de forma prática, naquele dilema que provavelmente você pode enfrentar hoje à tarde ou na sua terça-feira à noite, quando você forá cometido por uma injustiça ou quando algo lhe parecer sem sentido. Estou andando no caminho, Senhor. Estou buscando, estou sofrendo os males deste mundo. O Senhor nos ensina a viver pela fé aquela que nos salvou, mas aquela que também nos faz perseverar, como nos ensina Hebreus 10 37 a 39. conduzidos em perseverança, não retroagindo. Uma fé que nos dá sustento em dias difíceis. O justo viverá pela fé. A fé como modo de vida que contrasta, como nós lemos no Salmo 1, iremos utilizar aqui a vida do ímpio e do justo. Aqui, quando Deus diz, "Ó alma orgulhosa", nós podemos utilizar os sinônimos de soberba. Viver pela fé é viver de um modo contrastante entre soberbo e justo, mas também é a forma de testemunhar o justo juízo do Senhor. é a forma de nos colocarmos ou nos posicionarmos sobre a consciência, compreensão e confiança de que o juízo do Senhor virá. Viver pela fé é saber onde você estará no dia do tribunal do Senhor. É saber exatamente em qual cadeira você estará. Alma dos orgulhosos. Soberba. capítulo 4, capítulo 5, Deus irá mostrar que o soberbo entende ter o poder em suas mãos, se embriaga em sua arrogância. A soberba traz isso quando olhamos para os nossos dias, como Abacu olhava para os seus, nós vemos isso. O Salmo 73 nos ensina também, parece que o mal vai de vai de mal a pior. Parece que não há solução. A impiedade prospera cada vez mais é jogado em nossa em nossa cara, em nossos dias. Como lidar com essa situação? Realmente os soberbos detém certo poder em sua mão, no sentido de fazerem a maldade, de se embriagarem no seu próprio conhecimento, no seu próprio prazer. Mas qual é o contraste dos justos que vivem pela fé? Se o soberbo acha que tem o poder em suas mãos, a certeza dos que vivem pela fé é saber que o poder está em outras mãos. Capítulo 1, versículo 12, nos ensina isso quando Abacu diz: "Não és tu desde a eternidade, ó Senhor, meu Deus, o meu santo, não morreremos?" Aqui Abacu sintetiza em uma frase tão pequena a sua compreensão de que o Senhor é o Senhor da aliança. O Senhor é o Senhor que cumpre as suas promessas. O Senhor é aquele que não deixa o seu. O soberbo confia no poder em suas mãos, mas os que vivem pela fé sabem que este poder está nas mãos do Senhor e nele confiam. Você já parou para pensar na de forma prática na sua vida? Qual os efeitos de você saber que Deus é um Deus de aliança, um Deus de promessas e que cumprirá a sua promessa? Como você experimenta, como você usufrui desta verdade de forma prática em sua vida? Nos dilemas que você encontra, nas injustiças que você sofre, nos males que lhe são expostos, desde uma doença a perda de um parente de forma tão trágica? Como você responde à pergunta, até quando o Senhor? O Senhor mostra em sua palavra que ele é Deus de aliança, que irá cumprir as suas promessas. Como usufruir disso? Como pegar dessa verdade que confessamos, cantamos para a nossa vida? Os justos, em contraste com soberbos que se embriagam em sua arrogância, são conduzidos a aguardar no Senhor, mas não aguardar esperando saber o que vai acontecer. Há uma diferença entre você aguardar sem saber o que vai acontecer e aguardar sabendo exatamente o que vai acontecer. Há toda a diferença. E a palavra do Senhor nos dá esse benefício de nos dizer exatamente o que vai acontecer para então podermos aguardar confiantes. E o que o Senhor nos ensina a aguardar? Que haverá um justo juízo. Haverá, meus irmãos, um justo juízo da parte do Senhor. Soberba. será transformada em vergonha. Versículos 10. Os seus planos resultarão em vergonha para sua casa. Mas se a soberba será transformada em vergonha, a vergonha, humilhação, os males dos justos será transformado em glória. Então aqui eu recorro ao Salmo que nós lemos em nossa liturgia, que nos ensina isso, o contraste da vergonha do soberbo e da glória do justo. O salmão nos mostra um pouco dos versículos 6, 9, 12, 15 de Abacu. Deem uma olhada os ais que são colocados, a certeza do juízo que Deus dá aos ímpios. Versículo 6. Ai daquele que acumula o que não é seu. Versículo 9. Ai daquele que ajunta em sua casa bens maus. adquiridos. Versículo 12. Ai daquele que edifica uma cidade com sangue e fundamenta na iniquidade. Versículo 15. Ai daquele que dá ao seu companheiro vinho misturado com seu furor e o embebeda para lhe contemplar a nudez. Aqui não é só a questão de despir alguém, mas de expor alguém a à vergonha de usar de mal para com o próximo. Essa é a vida do ímpio. Ele anda, ele se detém, ele se assenta no prazer da iniquidade. Ele se satisfaz em atender os seus desejos. Ele anda, se detém e se assenta no prazer da iniquidade. Enquanto os que vivem pela fé não andam, não se detém, não se assentam, porque o seu prazer está no Senhor. Onde está o nosso prazer? Onde está o nosso consolo? Onde está o nosso senso de justiça? Como vivemos pela fé? nos apropriando daquilo que o Senhor nos deu para que assim vivamos. O Senhor nos dá pelo que aguardar. Então, aguardando a nossa presente vergonha, humilhação aparente neste mundo, se torna já a certeza da glória que temos no nosso Senhor. Quando o peso da glória do Senhor foi mais pesado do que o peso dos males desse mundo para você, ou o quanto a glória do Senhor prometida ao seu povo tem pesado mais na balança quando enfrentamos os males deste mundo. Essa não é uma tarefa fácil, meus irmãos. Eu não estou dizendo que passar pelos males desse mundo deve ser algo que tiramos de letra, mas há o caminho. Assim como os ímpios, nós também pecamos. Assim como o soberbo, muitas vezes nós transgredimos os mandamentos do Senhor. Mas que a questão está na concepção de como nos tornamos justos. Aqui o texto utiliza: "O justo viverá pela fé". Eu não estou falando que nós conseguimos isso pela nossa própria conduta de vida. Você sabe o quanto você cai, você sabe o quanto você peca, você sabe o quanto você flerta com aqueles perigos que vimos de um coração soberbo. Mas quando compreendemos o nosso lugar diante do juízo do Senhor, devemos lembrar que somos justificados em Cristo Jesus. A culpa não nos é tirada no sentido de sermos os infratores. O justo que morre pelo injusto. Justo e justificador. Você já deve ter ouvido a palavra de Deus dizer. E novamente eu gostaria que refletíssemos nessa manhã como eu me aproprio dessa verdade, como eu usufruo sabendo que os meus delitos, os meus pecados, assim como soberbos, quando estiver diante do Senhor em seu retorno em glória, onde Cristo voltará como justo juiz. Você para para pensar nisso de forma prática, que quando o nosso Senhor Jesus Cristo voltar, ele não voltará mais para arrependimento, mas para juízo. Em seu tribunal, onde estaremos, como aqueles que foram justificados e viveram pela fé até aquele momento, ou como aqueles que andam, se detém e se satisfazem no prazer da iniquidade. Haverá juízo, meus irmãos. Haverá juízo, porque ele já foi determinado em Cristo Jesus. Vejam como é diferente quando sabemos pelo que aguardar. E não só sabemos, mas confiamos nos no que nos é prometido. O Salmo 1 irá mostrar qual é o resultado disso, dizendo que o caminho dos ímpios não prevalecerá, mas o Senhor conhece o caminho dos justos. E aqui não é somente dizer que o Senhor está olhando para todas as coisas, que o Senhor sabe o que o justo está fazendo. Não. Esse conhecer é aquele conceito de intimidade que nós encontramos nas Escrituras. Conhecer é algo íntimo, muitas vezes utilizado para relações entre homem e uma mulher. os ímpios, o seu caminho, este que parece tão lindo, que parece tão próspero, que parece que vai de vento e poupa, prevalecerá. Mas o caminho daqueles que caminham pela fé é o caminho onde o nosso Senhor Jesus Cristo está. O nosso caminho é o caminho feito pelo nosso Senhor. Deus conhece o caminho do justo, pois ele o justificou em Cristo Jesus. E qual o veredito? Haverá um justo juízo. O veredito que a palavra nos ensina é o da experiência para ambas as partes, do experimentar o veredito de Deus. Versículo 16 vai nos ensinar um pouco sobre o veredito dos ímpios. Você ficará coberto de vergonha, de vergonha em vez de honra. Beba você também e mostre a sua incircusão, ou seja, mostre a sua vergonha. E agora grife se você puder em sua Bíblia, chegará a sua vez de pegar o cálice da mão direita do Senhor e a sua glória se transformará em vergonha. E aqui, meus irmãos, quando nós encontramos mão direita nas escrituras, nós estamos falando da conotação de poder, de soberania, de domínio. O que a palavra nos ensina é que a experiência dos ímpios será experimentar a ira do Senhor. Aquela que Efésios 2 nos ensina que antes estávamos como mortos em nossos delitos e pecados, como filhos da ira de Deus. A sua glória se transformará em vergonha. Essa era a promessa de Deus a Abacu. Esta é a promessa de Deus a nós. Abacuk experimentou, de certa forma, o cumprimento dessa profecia quando os babilônicos invadiram a terra de Judá e dizimaram. experimentou o juízo. Mas nós sabemos que as escrituras apresentam uma revelação progressiva, culminando em Cristo Jesus. E o cumprimento de que o cálice do Senhor será derramado, os ímpios experimentarão, meus irmãos, creia nisso. A impiedade não prevalecerá diante do Senhor. Apocalipse 14, versículo 10, nos ensina a respeito disso, quando nos diz também este bebará, beberá do vinho do furor de Deus, preparado sem mistura, no cálice da sua ira, e será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e na presença do cordeiro. Você aguarda por isso, você confia. O seu coração é conduzido a esta verdade quando você é submetido aos males da corrupção humana nos dias de hoje em saber que a ira do Senhor sem mistura, é um termo que diz: "Não haverá, não haverá concessões, não haverá justificativa. O Senhor exercerá exercerá a sua justiça." Um pouquinho mais para frente, no capítulo 16 ainda, versículo 14, 19, perdão, nos ensina: "E a grande cidade se dividiu em três partes e caíram as cidades das nações. E Deus se lembrou da grande Babilônia para lhe dar-lhe o cálice do vinho do furor da sua ira". aqui fazendo menção à Babilônia de Abacue. Mas de uma forma metafórica. O Senhor exercerá o seu juízo e o veredito será ira, condenação eterna. Será que nos apropriamos disso, meus irmãos, muitas vezes quando olhamos os nossos dias e saber que o Senhor exercerá o seu justo juízo. O quanto a a concepção de condenação eterna é vivida hoje por nós? O quanto a concepção de que o justo viverá pela fé e o ímpio será condenado em uma condenação eterna? O quanto nos apropriamos da promessa do nosso Senhor, escrita em tábuas atemporais, fora de tempo ou em todo tempo. Como nos apropriamos vivendo por elas? O justo vive pela fé. Se o ímpio experimentará a ira do Senhor, o versículo 14 nos ensina que os justos experimentarão a terra sendo enchida da glória do Senhor, como as águas cobrem o mar. A aparente vergonha, o aparente sofrimento nos levará a experimentar a o conhecimento da glória do Senhor em sua plenitude. Em sua plenitude. Mas o que eu pergunto hoje é o quanto nós já experimentamos disso hoje. Deus estava tratando Abacuk em seus dias. Ele não estava dizendo: "Olha, Bacu, é assim mesmo. Agora espera que um dia, um dia a situação vai melhorar. Agora, olha, não tem o que fazer. Agora é é sofrer mesmo. Não. As promessas do Senhor são para que possamos, se podemos usar esse termo de uma forma correta, tomar posse nos dias de hoje. Se você quer tomar posse de alguma coisa, tome posse da certeza do justo juízo do Senhor no seu tempo, que não falhará, que não tardará e que nos dará a glória do Senhor por toda a terra. Apocalipse 15 nos ensina, versículo 7 ao versículo 8, a respeito desta verdade. Então, dos quatro seres viventes, deu aos sete anjos sete taças de ouro, cheias da ira de Deus, que vive para todo sempre. O santuário se encheu da fumaça da glória de Deus e do seu poder, e ninguém podia entrar no santuário enquanto não se cumprissem os flagelos dos sete anjos. A glória do Senhor está estritamente ligada ao seu juízo. O quanto a certeza que experimentaremos a glória do Senhor nos faz caminhar pelos dias atuais. O versículo 19 nos ensina que aqueles que se entregam à soberba são como seus próprios ídolos, mortos, sem vida, que não podem ser conduzidos à verdade. Ai daquele que diz a madeira, acorde e a pedra muda, levante-se. Pode o ídolo ensinar? Eis que está coberto de ouro e de prata, mas no seu interior não há fôlego nenhum. Meus irmãos, a aparência de que o mal prevalecerá é tratada pelos olhos dos ímpios desta forma, como uma estátua ouro reluzente, que aparenta algum valor, mas vazia, morta e já condenada. Já condenada. já sentenciada, veredito dado. Mas a nossa certeza, segurança está em saber que o Senhor, porém, está no seu santo templo. O Senhor está, o Senhor vive, reina para sempre. Aqueles que vivem pela fé refletem a confiança de que o Senhor está no seu santo templo como rei sobre todas as coisas, inclusive sobre a impiedade, iniquidade, pois os seus planos não são frustrados. Algumas aplicações que podemos tirar nessa manhã. Deus sempre esteve, está e estará no controle, seja nos dias de Abacoque, como nos nossos dias, como justos justificados em Cristo Jesus, como vivemos sabendo dessas coisas? Como vivemos ao sermos apresentados pela forma como que Deus se revelou e nos ensina esta verdade? viver pela fé, porque ela nos deu uma vida. A fé em Cristo Jesus, na obra de Cristo Jesus, nos diz, uma vida lhe foi dada para viver nesses dias. João 17 nos ensina quando Cristo diz: "Olha, eles não são do mundo, mas estão neste mundo." Uma nova vida nos foi dada, a fé de que uma nova vida nos foi dada. E a fé de que essa vida nos foi dada é para que possamos vivê-la, nos apropriar dela. Fé e prática. Você crê? Viva, se aproprie, tome para si, busque as promessas de Deus para sua vida. E quando a encontrar e ela dizer que é no tempo dele, segundo a forma com que ele desejar, cálice diante de tanta soberania, poder. Confie, apropie, guarde, esperando pelo que virá. A segurança do justo juízo do Senhor deve ser vivida de forma prática, aguardando o ainda, mas vivendo o já. Sabe o Já e ainda não. Você crê na obra de Cristo Jesus, sabendo que ela será progressivamente completada no sentido de nos fazer experimentar todas as coisas em sua volta. Você crê que um dia Cristo Jesus irá voltar como justo juiz e o veredito da condenação eterna para os ímpios e glória eterna para os justos acontecerá? Você crê nessa verdade? Você crê que um dia Cristo Jesus voltará para que a todas as coisas se façam novas? Você crê? Como você vive isso hoje? Como você viveu? Ainda não já como nos apropriamos aguardando no Senhor, refletindo sobre quem Deus é, indo às tábuas que o Senhor nos escreveu para conhecermos cada vez mais quem é este nosso Deus. Soberania, controle, poder sobre todas as coisas. refletindo na soberania do Senhor, nos calando diante do seu poder para testemunhar a toda a terra o Deus que nós cremos. Essa será a conclusão da nossa última série, nosso último sermão desta série, dando um spoiler. Depois leia na sua casa o livro de Abacu completo e veja o coração de Abacuk sendo moldado à medida em que ele se aproxima do Senhor. Ouve, aguarda, busca e o Senhor lhe responde. Mas nessa manhã, meus irmãos, eu gostaria que refletíssemos e perguntássemos para nós como a minha fé me faz andar nos dias de hoje, como a minha fé me faz viver nos dias de hoje. O justo vive por essa fé, vive pela certeza. Aguarda o que lhe é certo, compreende quem o Senhor é se apropria de quem Deus é. Que Deus nos abençoe, meus irmãos, a continuarmos não andando, não nos detendo, não nos assentando, não sendo atingidos por um sentimento que nos distancie de Deus quando submetido aos males da corrupção desse mundo. Cristo venceu. Se há um sinônimo que poderíamos colocar para Apocalipse, é Cristo venceu. Não haverá batalha, não haverá a luta. Cristo venceu. Nos apropriemos disso agora, assim como foi ensinado a Abacu. Escreva em seu coração. Viva da forma pelo que você diz crer. Que Deus nos abençoe. como o seu povo, os justos, a descansarmos, a sermos consolados e a nos alegrarmos nas verdades que nos são dadas. Feche seus olhos. Vamos orar. Santo Deus, eterno Pai, louvado seja o teu nome sobre toda a terra, criador de todas as coisas, mantedor de todas as coisas, aquele que se revelou a nós. Obrigado, Senhor, por um dia nos dar o conhecimento de quem tu és. Obrigado, Senhor, por em sua condescendência, ó Pai, nos ensinar de uma forma que poderíamos compreender aquilo que nos é suficiente para viver, ó Pai, em santidade de vida. Obrigado, Senhor, porque o Senhor escreve as tuas palavras em nosso coração por meio do seu santo espírito na obra de Cristo Jesus. Que tudo aquilo que conheçamos, que tudo aquilo que nos seja apresentado por meio da tua palavra, Senhor, seja o que conduz à fé que nos faz viver. É o que lhe pedimos, que clamamos confiados no nome do nosso Senhor Jesus Cristo, Rei, Senhor sobre todas as coisas. Amém. No.