Sermões Online

A fé vem pelo ouvir

Jesus e John Wayne – BTCast 467

Jesus e John Wayne – BTCast 467

Jesus e John Wayne – BTCast 467

Muito bem, muito bem, muito bem, começa mais um BTCast, o seu podcast de teologia! Nesse episódio Rodrigo Bibo conversa com André Reinke, Victor Fontana e Leonardo Cruz sobre o livro Jesus e John Wayne, da autora Kristin Kobes Du Mez. Em que momento as manifestações políticas cooptaram o evangelho? Como isso atinge nossa igreja? Jesus e John Wayne é uma análise histórica contundente e desconcertante que revisita os últimos 75 anos do evangelicalismo branco estadunidense – definição que extrapola qualquer autodeclaração que leve em conta a cor da pele, indicando a adesão a um conjunto de ideologias – e revela como os cristãos têm substituído o humilde Jesus dos Evangelhos por ídolos de masculinidade autoritária e pelo nacionalismo cristão. Para a aclamada historiadora Kristin Kobes Du Mez, o segredo para compreender essa inversão é reconhecer a centralidade da cultura popular no evangelicalismo dos Estados Unidos. Muitos dos evangélicos de hoje podem não ser teologicamente instruídos, mas foram influenciados por uma cultura que idealiza a masculinidade agressiva e militante — tipo simbolizado por John Wayne, ícone hollywoodiano de um tempo em que os homens não se deixavam intimidar pelo “politicamente correto”. Como argumenta Du Mez, tal cultura culminou na defesa de valores que traem o cristianismo, como o patriarcado, o governo autoritário, uma política externa agressiva, a intolerância e o racismo. Um reexame necessário de uma das mais influentes subculturas dos Estados Unidos, Jesus e John Wayne mostra que, longe de abraçar princípios bíblicos, os evangélicos adeptos à essas ideologias recriaram sua fé gerando consequências duradouras para toda uma tradição. Os insights oferecidos por Du Mez certamente nos fazem olhar com ainda mais zelo para o cristianismo vivido e pregado também no contexto brasileiro.   Isso e muito mais agora, nesse BTCast!

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O podcast cristão do Bibotalk tem a missão de ensinar teologia em áudio a fim de ver o crescimento bíblico-teológico da igreja brasileira.

Arte da capa: Guilherme Match (conheça o trabalho dele http://instagram.com/yohke)

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Legendas automáticas:

[Música]
teologia é nosso Esporte
[Música]
muito bem muito bem muito bem começa
mais um btcast o de número
467 meu nome é Elton de Tanabi São Paulo
mantenedor do betecast eu sou Rodrigo
bivo e tem muita coisa que a galera
chama de exegese mas não passa de
assimilação cultural ai ai
eu sou Victor Fontana e quem não tem
teto de vidro que atire com sua primeira
R15
Nossa não cara tem criança ouvindo esse
podcast Cara isso foi Cavernoso velho
isso
posso mudar não tem problema isso eu ia
fazer uma piada com isso pronto
[Risadas]
sim dá aquela incomodada não atuou
alguns movimentos e editoras até se
afastaram de nós porque a gente meio que
saiu do padrãozinho E por que que a
gente saiu do padrãozinho porque de
repente a gente percebe que o padrão ele
não é assim 100% bíblico mas ele é uma
construção cultural e se é uma
construção cultural a gente pode abrir
mão de algumas coisas e hoje a gente vai
pensar um pouquinho a gente vai arranhar
a superfície de um livro chamado Jesus e
John Wayne como o evangelho foi copitado
por movimentos culturais e políticos da
Kristen cobys do Messi eu não sei se eu
pronunciei o nome dela correto do meio
do meio do meio do meio tá a Christian
kobs do mei e esse é um livro que causou
um certo alvoroço nos Estados Unidos e
obviamente que se for lido aqui no
Brasil e aí nosso objetivo é que você dê
uma chance essa leitura também vai
causar alguns desconfortos mas o bibutal
Existe Para isso para confortar e para
confrontar e às vezes a gente algumas
coisas que a galera não tá acostumada
mas a gente faz pelo menos pensar a
gente estica um pouquinho para o outro
lado para a galera poder pensar
raciocinar e não aceitar assim tudo Ah
enfim vamos para os recados paroquiais e
depois eu continuo esse meu disclemmer
aqui até para manter o emprego sacanagem
simbora para os recados paroquiais
[Música]
[Aplausos]
[Música]
e nos recados paroquiais essa semana
galera é o seguinte a versão infantil do
livro Deus que destrói sonhos já está
disponível para você comprar quando o
meu sorvete cai Que história fantástica
para você ler para o seu filho para sua
filha Vivo qual a idade gente Depende
muito da maturidade da criança mas vamos
lá você quer números entre quatro e nove
anos eu penso que a historinha que eu
escrevi junto confere pro William e com
as ilustrações de Guilherme match vão
ser sensacionais para você trabalhar o
conceito de frustração com as crianças
afinal quando o meu sorvete cai deixa de
me amar quando as coisas começam a dar
erradas na minha vida o que que eu faço
como é que eu entendo isso vem
acompanhar As Aventuras da Júlia e a sua
amiga mileninha nessa descoberta para
entender um pouco mais sobre o amor de
Deus quando o meu sorvete cai já está
disponível nas livrarias tem o link da
Amazon aqui tem o link da El Shaday que
estão um precinho bem bacana também
então aqui na postagem deste btcast 467
em bibotal.com bem como também no nosso
YouTube você tem um link aí para
adquirir essa obra tão legal que eu
tenho certeza que vai edificar demais a
fé da sua criança Garanta já quando o
meu sorvete cai e Gente esse livro que a
gente tá trabalhando aí também diz e
John Wayne é um livro sensacional e
claro às vezes dá uma arranhada na
garganta porque você não acredita
naquilo que ela tá escrevendo mas a do
Messi faz um trabalho sensacional de
pesquisa de análise Vale Realmente você
conhecer essa obra gente Aliás a Thomas
tá lançando coisa pra caramba e coisa
maravilhosa então assim gente ó quer
comprar livro bom tecnologia sem sombra
de dúvida Thomas Nelson é uma dessas
editoras que lançam livros aí
fundamentais para você crescer na graça
no conhecimento ter acesso a uma boa
teologia então recomendo demais você
conhecer o catálogo da Thomas Nelson
Brasil o que o que é produção o quê
Bíblia do CS Lois vai até Bíblia do CSU
está vindo aí tá tá vindo aí a exibida
de estudo também vai vir aí quem sabe
até final do ano o início do ano que vem
uma que eu já falei lá atrás Parece que
agora tá bem perto de acontecer é isso
gente outra coisa Vai comprar na Amazon
compra pelo link do bibliotal que nunca
esqueça qualquer coisa que você comprar
na Amazon entra aqui e botar algo.com
clica no banner da Amazon ou clica no
link da nossa Bio e compre porque as
comissões que recebemos por essa compra
que você faz abençoam demais o nosso
ministério inclusive Parte dessas
comissões a gente destina também um
projeto na África o Cafe já gravamos
aqui conheça os gari Bulls com
missionário Beto então eu espero dar uma
acumulada eu pego mais uns 10% dessas
comissões e direciona para esse projeto
missionário eu espero acumular um
pouquinho e faça uma colaboração com o
Cafe que faz um trabalho sensacional lá
em Burkina Faso Então vai comprar na
Amazon compra pelo link do bibotal que é
claro se você gosta muito do nosso
trabalho e quer nos ajudar mensalmente
torne-se um mantenedor tem aí acesso a
uma comunidade exclusiva fique sabendo
com antecedência o que a gente tá
fazendo Tá bom Às vezes a gente até
consegue adiantar alguma coisa já até de
temas para galera e também o pessoal
escolhe temas e tem o BT Cash exclusivo
para os mantenedores e a e
bimestralmente a gente lança um episódio
Se bem que agora tem uma entendedor
fazendo a conta mas eu acho que tem já
tem mais de dois meses que não saem
Episódio novo é verdade é verdade isso é
verdade mas vai sair em breve já está
com o tema já estou com a pessoa que vai
gravar e vai ser sensacional um episódio
sobre divórcio olha
sensacional e deve sair ainda no mês de
setembro para você e eu estou preparando
já um especial para novembro gente olha
já consegui patrocinador uma galera top
para gravar a gente tá trabalhando sem
mantenedor é propiciar isso esse tempo
para eu produzir esse podcast que você
tanto ama que abençoa as suas viagens
abençoa as moças as suas faxinas a sua
academia e por aí vai eu falei caminhada
falei caminhada eu não falei uma pessoa
também a sua caminhada o seu tempo no
trânsito é isso muito obrigado pelo
carinho de vocês quer ser mantevedor é
só mandar um e-mail para
contato@bibotoal.com Só lembrando a
Camila demora até umas 48 horas para lhe
responder beleza gente mas ela responde
só é só mandar para
contato@bibotalq.com só ponto com e a
Camila te responde em 48 horas e você
pode ser o mantenedor do nosso
Ministério simbora para esse episódio
que tá demais
então voltando aqui para o displayer
gente é porque eu tenho aprendido muito
com vocês é os meus amigos são os
grandes gigantes Nos quais eu só subo
nos ombros e cara assim eu tenho
aprendido muito com vocês de verdade
vocês assim são pessoas têm me feito
pensar muito fora da caixa assim né
muito fora da caixa boa parte do que eu
sou de fato tem a ver com os meus amigos
que gravam o btcast e eu sou muito bem
aventurado porque tenho essa plataforma
que é o btcast que faz é as conversas
que eu tenho com os meus amigos chegarem
aí a tantas pessoas pelo menos a gente
tem uma base de 20 mil ouvintes Então
isso é maravilhoso né que 20 uma média
de 20 mil pessoas estão ouvindo as
nossas conversas que eu julgo serem
conversas muito boas bíblicas com uma
boa exegese cultural e eu tenho
aprendido muito isso é que olha existe
exegese existe mas ainda assim parte
muito do ponto de vista do leitor e a
exegese Nem sempre é neutra então tem
coisas que a gente consegue Tem coisas
que não adianta vai ter o ponto de
partida do leitor do intérprete vai ter
a tradição do intérprete enfim e a gente
vou aprendendo muito isso com vocês
então tem me dado uma certa habilidade
na leitura do texto bíblico a
assimilação e aquilo que eu conversava
com vocês também nos Bastidores né como
conhecer a história faz a gente entender
e sacar algumas coisas que estão
acontecendo no próximo no nosso próprio
país então assim lendo aqui esse livro
que fala sobre questão cultural e
política dos Estados Unidos fica muito
Evidente como nós brasileiros
evangélicos e importamos um
comportamento teológico social dos
Estados Unidos né então assim é
impressionante como a gente assimila
muito algumas coisas e claro né temos a
gente também é a brasileira muitas
coisas dá aquela tupinada mas é mano o
modo operando é muito parecido enfim mas
quero vocês aí começar o podcast
agradecendo vocês por me ensinarem a ver
assim sabe Ah não aceitar não comprar
muito algumas coisas o pessoal até
pergunta eu vou falar isso aqui com
muito temor tá galera eu tô dando um
baita de scanner Eu sei mas é porque eu
tô nervoso e aí quando eu tô nervoso eu
falo para caramba mas é no começo do
bipotal que a gente estava fazendo uma
curva em direção a uma linha teológica
né só você ver os convidados que tinham
no início do podcast e cara e glória a
Deus por tudo aquilo ótimo episódios e
coisas realmente muito boas a gente
produziu só que de repente eu comecei a
perceber o seguinte Opa é não isso aqui
eu não concordo tanto Ah se você não
concorda com isso então você tá fora do
clube e na verdade foi gravando com
pessoas distintas E aí foi conhecendo
vocês que realmente eu não fui comprando
todo o pacote de determinada tradição
teológica e obviamente por não comprar
todo o pacote da tradição teológica a
gente sai fora do clubinho né e tudo bem
E eu fiquei é triste porque pô é sério
que para ser da tribo tem que vestir a
sunga desse lado e botar o traço nessa
cor e fazer assim esse e não pode fazer
isso e eu glória a Deus porque eu
mantive a pluralidade inicial do
bibotalking então a gente não foi tanto
com um amigo meu chegou a dar um
conselho cara por que tu não transforma
o BT cash não podcast reformado mano é o
movimento é o que tá crescendo no Brasil
é a galera que lê a galera que estuda É
parece que a galera que tu tem que
comunicar eu falei não mano é porque eu
não quero o pacote completo não dá para
eu pegar só aquilo que eu acho legal e
eu mas eu estou aqui para dialogar
também né reformados continuarão tendo
espaço aqui mas eu gosto de ouvir outras
linhas tudo e tal mas enfim a gente não
foi coopitado assim né a gente não
seguiu uma linha específica por que que
eu tô falando tudo isso porque lendo
esse livro aqui né comecei a leitura
desse livro aqui da do do mei do Meio
isso não é do CLT não é do meio do Meio
exatamente aí eu percebo cara que muita
da nossa construção que é dita bíblica
né porque a Bíblia quase uma visão
Cristã é essa mano meu Deus se essa
mulher tiver certa e aí eu quero que
vocês me ajudem a entender o que ela
escreveu caraca é uma construção
cultural Mas enfim Qual é o tema então
pra gente começar aqui a startar
com os meus amigos gente o evangelho
copitado por movimentos culturais a
gente pode começar de falar de forma
mais geral o que que ela quer dizer
assim quer dizer que o Evangelho não tá
influenciando a cultura a gente não tá
sendo sal a gente não tá sendo luz quer
dizer que ela tá dizendo que é um
movimento contrário os evangélicos é que
estão sofrendo uma adaptação cultural
para se moldar ao status quo do mundo
como é que é isso eu não sei se ela vai
ao ponto de dizer que o evangelho o
evangelho não prega o evangelho e não
influencia a cultura tanto quanto ela
está dizendo que a cultura influencia os
evangélicos boa tá então
é evidente que o evangélico ao fazer uma
pregação Fiel do Evangelho impactará o
ambiente no qual ele está e ela não está
afirmando que onde o evangélico está
pregando o evangelho isso não acontece
não é este ponto o ponto é vamos
observar a história e como ela se
desenrolou que a gente vai receber
evangélicos fiéis ao evangelho e outros
que não são e nós sabemos que eles
existem são influenciados pela cultura
muitas vezes inclusive sem perceber esse
é um ponto que eu acho que ela sublinha
de maneira muito clara e o que eu vou
falar aqui nessa minha fala Inicial é o
seguinte Bibo você falou bastante sobre
exegese e coisas que a gente acha que
acredita porque fez exegese na verdade a
gente acredita porque a cultura diz e a
gente já saiu acreditando e achando que
foi a Bíblia que diz né É nesse sentido
de que esse olhar bíblico muito com os
óculos da cultura exato isso isso vai
acontecer qualquer manual de
hermenêutica evangélico conservador vai
te alertar para isso eu tô olhando aqui
vocês estão só ouvindo eu tô vendo os
vídeos lindos do rosto do Bibo tô vendo
o rosto do Léo e tô vendo rosto do rosto
do Rai mas atrás do bíblico ir atrás do
High que tem livros e mais livros e
atrás deles eu vejo tanto numa
prateleira quanto em outra tanto do
bíblico quanto do Heineken Klein
Bloomberg e rugberg Júnior introdução
interpretação bíblica tá ali atrás é
verdade super evangélico super
conservador e já fala isso é importante
para saberem
liberar eu não sei quem olha o que que
eu leio então ali no fundo tô vendo a
corzinha dele é muito característica né
um verdinho meio pastel com laranjinha
né combinação clássica de cores aí mas o
que que acontece o manual como esse
super evangélicou conservador vai
alertar isso pra gente que a gente
carrega a nossa cultura para nossa
leitura o que eu acho importante sacar é
que existem dois jeitos de perceber que
a gente tá deixando o nosso a nossa
visão cultural influenciar demais a
nossa interpretação do texto eles tem
dois jeitos e não só geralmente a gente
assume que a gente só Descobre isso
estudando mais e mais e mais a respeito
do texto mas a gente também pode
descobrir estudando mais a respeito da
cultura se a gente estuda mais a
respeito da Cultura a gente às vezes se
flagra falando Poxa eu pensava isso e eu
achava que era por causa do texto e não
é É porque a minha cultura é assim e o
livro da Kristen e esse Kristen é com k
é então assim quem quiser colocá-la no
papel de vilã aqui no Brasil e já tem
gente colocando antes da publicação do
livro né da publicação do livro em
português né é Christian com k você vai
você pode dizer que ela é não cara não
ai Gente pelo amor de Deus olha isso né
quem quiser colocar ela pode colocar
excepcional excepcional mas o povo não
compra seguidores Russos né enfim como
aconteceu aqui no Brasil continua
entendedores entenderão mas o ponto que
a Christian está fazendo é precisamente
esse que por meio de uma compreensão
cultural mais aguda a gente é capaz de
perceber no antes da nossa própria
interpretação então a exemplo da Beth
bar que já foi tratada aqui no podcast o
que a Cristine vai trazer é uma
percepção da cultura ela não vai fazer
exegese de texto bíblico ela vai trazer
uma percepção da cultura que vai mostrar
para a gente nuances que talvez a gente
esteja desatanto Michael gorhein outro
evangelical conservador missiólogo fala
isso com frequência não pergunte ao
peixe O que é a água que que o rim tá
querendo dizer com esse ditado com esse
provérbio não pergunte ao peixe que é a
água o peixe está tão habituado com água
em volta dele que embora ele tenha todo
esse contato com a água ele é incapaz de
perceber que ali tem nuance de perceber
detalhes a respeito da água porque
aquilo pra ele simplesmente é o que ele
já vive então ele vai ter muita
dificuldade em descrever uma realidade
tão próxima se você quiser uma outra e
eu termino com isso é no fundo no fundo
que a crise tá fazendo é o seguinte ela
tá quando a gente como sujeito e
arrastando a gente para trás quando a
gente fala em pesquisar qualquer coisa
na modernidade a gente fala o seguinte a
coisa que a gente está pesquisando é o
objeto quem pesquisa é o sujeito se o
sujeito tá muito próximo do objeto você
vai ter distorções na maneira como você
visualiza esse objeto Então tem que
existir um determinado distanciamento
entre sujeito e objeto Claro após
modernidade veio aí para dizer que esse
distanciamento é praticamente impossível
que é uma ilusão e tudo mais mas o ponto
é na medida em que a gente tenta se
distanciar do objeto a gente enxerga as
coisas com mais clareza o que aqui isso
em clube do meio tá fazendo é cara deixa
eu te arrastar um pouquinho para trás
para você enxergar esse objeto com um
pouco mais de objetividade é basicamente
esse trabalho que ela vai fazer no livro
e acho que ela faz muito bem uma nota
que dentro do que o Vitor falou mas
relacionada ao tipo de livro que a gente
tá recebendo porque vem junto no bojo do
livro da Betty bar e até outros livros
como o livro Deus é uma colega vamos lá
só para situar a galera é o livro da
Betty bar é como é que é o nome a
construção da construção da feminilidade
exato que a gente tem um podcast que
inclusive Ok a construção da
feminilidade bíblica e tem uma
entrevista com a Bete bar também do
canal doubimotal e ainda no Léo se eu
não me engano o Léo tu também publicou
tu traduziu uma defesa né que fizeram
não a página Campus teológico vai lá no
midium traduziram uma defesa do Michael
buard Art críticas que o Kevin da Young
fez a Beth bar e depois lá no meu perfil
do midium Eu dei um Pitaco lá de cinco
minutos sobre um dos argumentos contra
Beth bar que é olha ela é historiadora
não pode falar de teologia E aí é mais
legal que é outro livro que a gente já
falou aqui esse da Betty bar também ele
toca nas feridas e é legal que a Thomas
lançou esse livro antes do escândalo da
convenção Batista do Sul então quando
estoura o escândalo gente ó é desse
contexto que a Betty bar tá vindo aí
então é um livro também que toca
naquelas estruturas solidificadas da
masculinidade bíblica e também a
feminilidade bíblica né e a do meio aqui
então é enfim tem esses dois livros a
uma corja com elefante do escândalo o
exalma Cola em também uma leitura negra
da Mundo Cristão também toca numas
feridas interessantes mas continua Léo
vai lá só quis falar o nome dos livros
para quem não tá tá chegando agora nesse
Episódio beleza tranquilo mas o que que
eu quero dizer em relação aos livros
aqui no Brasil a gente já tá recebendo
uma segunda geração de intelectuais e
pesquisadores evangélicos que se dedicam
a refletir sobre o movimento evangélico
existe uma lacuna aqui em que a gente
pensa de pesquisa de Ciências Sociais e
de história para igreja normalmente está
muito ligada a exaltação dos grandes
personagens e não temos muita
preocupação assim com o processo tá uma
coisa não anula a outra vão lá no btcast
sobre história e fé cristã que vocês vão
ouvir isso não tem problema querer saber
se a esposa do Jonathan levitou e
quantas vezes ele olhava por dia mas
isso não anula o fato de eu tentar
entender como ele escreveu o sermão que
defende a escravidão ou como ele era
influenciado por pensadores os ministros
E por aí vai Qual que é a sacada desses
livros aqui em 67 1967 surge a
conferência de fé história que é uma
associação de historiadores cristãos nos
Estados Unidos que é afiliada a
associação de historiadores dos Estados
Unidos a geral secular entre aspas que é
esse conjunto de pessoas de
pesquisadores dedicados a entender o
movimento evangélico A luz da história
ao longo do tempo se preocupado com o
processo e os primeiros livros desses
caras já causaram um barulho danado nos
Estados Unidos ponto de ter treta com o
francischefe porque o chefe ele escreveu
para o marknot por George margenem que
foi orientador da Christian do meiota
que é outro Historiador famoso dizendo
olha se vocês continuarem escrevendo
dessa forma que não é que eu sugeriria
vocês vocês se tornaram perigosos para
as nossas lutas e como evangélico as
nossas lutas sociais e o que esses caras
estavam escrevendo eles estão escrevendo
justamente no cenário que a do me coloca
no livro do surgimento da chamada nova
direita cristã da maioria moral em que
eles estão tentando resgatar as supostas
bases da fundação Cristã dos Estados
Unidos e esses caras eles vão escrever
dizendo Olha tem uma influência enorme
do cristianismo na Fundação dos Estados
Unidos tem mas Estados Unidos não é
fundado para ser uma nação cristã ou
como uma nação Cristã a Bíblia faz parte
de um de um sistema cultural em que as
pessoas usam a Bíblia como referência
mas ela não tem muita relação com aquilo
que nós evangélicos esperamos de uma
entre aspas Cultura convertida a Bíblia
ela é referência as pessoas têm um
vocabulário entre aspas bíblico fazem
referências histórias da Bíblia Mas a
vida delas é muito distante de um padrão
ético que nós evangélicos concordamos e
esses caras vão trazer isso com fontes
Com referência teorica metodológica E
esses são os primeiros que vão receber
as críticas severas das figuras
evangélicas de momento Tanto que por
exemplo no episódio que a gente gravou
sobre fundamentalismo um dos livros que
a gente usou bastante foi orientador da
Cristine fundamentalismo e a cultura
americana do George é um clássico desse
movimento então assim o livro da
talvez outros que virão já são de uma
segunda geração que tá fazendo estudo de
caso muito específicos então a gente não
teve contato com as primeiras
literaturas que estudaram o movimento
evangélico de forma mais Ampla mas
panorâmica apontando o problemas Gerais
e já tá chegando para gente a pessoa que
está ali com bisturi abrindo aquela
ferida muito específica mas também muito
séria dentro do movimento evangélico
então assim para quem não teve para quem
já tem contato com a historiografia com
as pesquisas com a forma como as coisas
andaram já é assustador ver algumas
informações sendo trazidas por esses
autores e imagina para você ouvinte do
buttow que não fazia ideia de que esse
cenário existia então às vezes parece
uma coisa gratuita mas não é tão
gratuito assim todo um processo de
pesquisa uma trajetória de reflexão que
a Cristine do meio e outros estão
pegando onde esses caras do passado que
estão enfim de carreira hoje terminaram
e eles estão levando para frente legal
muito legal esse apontamento aí Léo
muito legal mesmo e o fato de fazerem
essa análise histórica eu acho isso e
por isso que não precisa ter tanto uma
preocupação exegética porque é uma
análise histórica obviamente que eu não
estou dizendo E aqui defendam-se
historiadores e o e o Vitor Fontana é
jornalista é uma espécie de historiador
também é uma espécie Não tô dizendo que
é Afinal muitos livros de história do
Brasil fornecidos por jornalistas e não
por historiadores mas tudo bem isso é
uma outra discussão mas assim é claro
que o jornalista ele não é um ele não é
um purista no sentido de que a análise
dele é perfeita Não historiadores também
podem ter os seus vieses na na leitura
da história nós somos meros cronistas do
que acontece o jornalismo o bom
jornalista ele se consideram narrador a
gente não tem pressuposto teórico
historiográfico claro ou explícita
deveria né Depende do que você está
fazendo Depende do que você tá fazendo o
que acontece é o seguinte se você admite
de antemão O problema é que essas coisas
são sempre muito implícitas entendeu se
você admite de antemão que você é um
mero cronista da história que que você
está fazendo É narrando o fato tal qual
você ouviu e buscando a maior atividade
possível a partir daquilo que você viu o
que você tá gerando na verdade documento
para que depois o historiador consulte é
você tá virando fonte primária o papel
do jornalista é muito mais esse do que
fazer reconstrução histórica como
Historiador faz agora essas duas
atividades elas são duas atividades
fundamentais para a gente entender
igreja para a gente entender a igreja
essas duas atividades elas são duas
atividades que elas não são
prescindíveis porque porque a gente
precisa saber de onde veio as coisas que
a gente fala caras fundamentais da
história é esclarecer a memória porque
eu lembro isso e porque eu esqueço
daquilo e isso serve a qual propósito
Então é isso é uma das dessas grandes
funções e por isso é tão importante no
trabalho como esse de procurar
compreender de onde vem essa cultura
também porque é uma história da cultura
não é apenas a cultura não é uma cultura
não é assim desde sempre o americano é
assim não tem um dado construído
historicamente e reforçado em dado
momento em dada circunstâncias
específicas históricas né E que tá
dentro de todo esse desse combo aí que
foi a Guerra Fria essa loucura que a
gente viveu aí no século passado já veja
só ai que para terminar encerrar todo
esse bloco aqui com que o Fontana falou
lá no início sobre uma exegese cultural
e ao lado da exegese bíblica a própria
Christian do Meio ela tem uma uma
separação didática numa fala que ela
teve no na conferência de fé história em
que ela diz o seguinte qual que é a
questão do Historiador já que ele não é
neutro então ela vai dividir entre
subjetividade e viés Então vai dizer que
a subjetividade é quando eu assumo e
reconheço meu ponto de partida e
trabalho a partir daquilo então o
historiador ele deixa quando ele falar
para os pares isso é mais ou menos
implícito mas quando ele faz para o
público precisa esclarecer um pouquinho
mais isso de onde que eu estou falando
quem eu sou Qual é o método que eu tô
escolhendo Por que que esse método
importa tudo isso é feito num trabalho
de historiografia o viés é quando eu uso
a minha subjetividade como barreira para
dividir o confrontamento com outras
perspectivas é quando eu tento
normalizar aquilo que eu acredito como
que todo mundo deveria acreditar também
então é assim que o viés opera é quando
eu olho e faço aquilo que o rank diz
olha Do jeito que eu vejo as coisas o
mundo sempre foi assim então eu não
preciso refletir sobre como cheguei até
tava mais ou menos assim que a do Melo
vai trabalhar ela vai assumir a
subjetividade dela Como uma mulher
evangélica pesquisadora de formação
calvinista e não é o calvinista e
informada também por misólogos ela fala
muito sobre quanto o Legend New Big
ajudou ela a entender história e ela vai
usar isso para entender como que a
cultura de masculinidade se construiu
então ela não é neutra ela tem um ponto
de partida mas ela reconhece isso e
assume essa limitações
[Música]
[Aplausos]
[Música]
gente ó Fantástico galera isso aqui tudo
esses 20 minutos de papo foi para vocês
terem meio que uma introdução mesmo ao
livro que eu acho fundamental para você
poder e saber como se aproximar desse
tipo de literatura bem um dos temas que
ela começa a explorar essa crise na
masculinidade
Americana e como isso foi sendo
resgatado tanto pela cultura e como os
evangélicos foram entendendo que essa é
uma postura bíblica de masculinidade
gente conta um pouquinho para nós essa
história aí que é do me traz já Afinal
vai falar como o evangelho e os
evangélicos se deixaram dominar por
aspectos culturais que caldeirão é esse
aí que vespero que é esse aí que é agora
o nome dela é do método É mais do meio
que
por gentileza Pensa como se nome fosse
francês Você só não vai se pronunciar o
z do Meio
pensa que tu é íntimo dela chama ela de
Cristo
eu não acho uma associação legal vai
Poxa não gostei muito Victor Poxa ela
parece uma pessoa tão legal adoné ela é
muito legal primeira coisa ela é muito
legal segunda coisa cara as pessoas são
perigosas ou vilãs depende Pra Quem
Entendeu ser vilão para algumas pessoas
Talvez seja bom é isso foi muito
profundo vamos voltar padronizado do
Méier aqui beleza gente depois se tiver
errado a galera correr mas vamos
padronizado do Méier aqui e aí já é
legal Vamos beber um domé para entender
esse rolê todo aí mas vamos lá então ela
começa a falar dessa crise de
masculinidade e como a cultura alguns
personagens históricos e até mesmo
cinematográficos foram construindo essa
ideia de masculinidade que para nós aqui
no Brasil chegou muito né como a ideia
cara o homem bíblico é esse aqui né é o
provedor do lar é o guerreiro é o
defensor tal é esse cara embrochado
mesmo galera desculpa é inevitável a
gente tá gravando esse episódio no dia 8
de setembro e no dia 7 de Setembro
discurso do nosso presidente atual
presidente em 2022 Ele falou que é
broxava e fez o povo né repetir né em
alta voz né diga pro irmão que está do
seu lado e broxarável engrochável sim
nosso Presidente da República fez isso
no discurso de 7 de Setembro Mas é por
200 anos de 200 anos exato mas
conhecendo um pouquinho a história do
Donald trump cara maravilhoso A Ascensão
do trump e ascensão do bolsonaro são
muito parecidas e antes que você
desligue o episódio porque ama o
bolsonaro galera só uma
histórica a gente é cristão a gente
também ama o bolsonaro cara como a gente
mesmo Inclusive a questão histórica não
tô fazendo aqui entendeu gente é uma
questão histórica e a gente também não
apoia o Lula por conta disso por favor é
sejam sábios no que a gente está falando
aqui aliás esse episódio tá saindo
recente eu achei que esse episódio ia
sair sei lá quando vai sair agora na
semana que vem que a gente tá gravando a
gente apoia o cabo daciolo cara a prova
que a gente não apoia o Lula é que Bibo
hoje está sem a camisa vermelha exato
exato eu tô com uma camisa preta de luto
pelo país Olha aí né e quem tá de
vermelho é o André rike Mas a gente não
esperava nada diferente se bem que a
camiseta dos Incríveis né olha aí é
maravilhosa eu vou comprar também lá na
na
capitalismo hollywoodiano caramba depois
que entrou os royalties da tal mas faz
tempo cara o mercado vence todas as
batalhas cara é pega o vermelho pega
cara o socialismo mas só o capitalismo
te dar TV de 65 polegadas ou led não tem
como Mano Veio anéis de poder numa TV
boa é maravilhoso mas enfim galera vamos
voltar aqui pra nossa pauta mas é isso é
muito interessante que é só históricas
mesmo e tal tô até essa questão assim é
do homem engrochável potente cara como é
que é como é que é essa construção
cultural que foi assimilada pelos
Evangélicos contem para mim um pouco
dessa história aí desse rolê como
historiadora a Cristina vai mostrar um
processo então assim ela mesmo toma
cuidado para não transmitir a imagem que
os evangélicos sempre foram assim e
agora eles revelaram uma camada
escondida não é então existem coisas que
vão não está existiam não estavam
conectadas e ela vai mostrando esses
pontos de conexão e duas delas são
importantes no início uma visão de uma
masculinidade militarizada do Homem de
Guerra e a visão do homem forte viria o
musculoso que vem dos esportes vamos
começar primeiro pelos esportes o que
que isso aqui é importante no século XIX
tem toda uma mudança com o surgimento
das fábricas e revolução industrial em
que o trabalho que era concentrado em
casa tanto homem quanto mulher dividiam
algumas tarefas ali agora o homem vai
pra fábrica enorme nível que as mulheres
mais mulheres também iam para a fábrica
mas enfim o homem vai para a fábrica e
agora volta para casa com a provisão com
dinheiro e Isso muda a percepção do que
é trabalho de como homem e mulher se
relacionam dentro desses esquemas de
trabalho e daí cria-se toda uma
justificativa fundamentada em diversos
tipos de argumentos às vezes biológicos
horas teológicos também para dizer que o
espaço da mulher era cada vez mais
restrita ao lar e o do homem a restrito
a fábrica a indústria porque ali você
precisava de alguém com vigor para
trabalhar alguém ambicioso e isso não
surgiu nada tem elementos mais antigos
também só para lembrar o dia na
toneladas ele foi criticado porque ele
foi criado ele era o único filho de nove
da família dele e os outros teve oito
irmãs e quando acontece o avivamento
nova Inglaterra eu não vou lembrar agora
o nome do crítico mas se você procurar
no Google vai achar ele foi acusado de
ter uma eclesiologia de mulherzinha que
ele foi criado com mulheres e ele era
muito piedoso então assim muito gentil
né Será que ela chama ali é o
cristianismo Vitoriano
isso E aí da onde que vem essa imagem do
homem tem a ver com a
institucionalização pastores quando o
pastorado ele deixa de ser um tanto
assim vocação e passa a ser mais uma
profissão por quê não tá nesse livro da
do Medo tá em outro livro que é o do
cara chamado Patrick past que é para
além da teoria da feminização Ele
explica isso antes da
institucionalização do pastorado o
espaço social de não só de recreação Mas
também de comunhão podemos dizer assim
dos homens era a igreja porque ali ele
se dividiam as tarefas de apoio das
famílias de cuidado da cuidar da
vizinhança era uma tarefa mais
comunitária A partir do momento em que o
pastor começa a receber mais salário
para fazer as coisas e ter uma equipe
Pastoral por trás nasce a sociologia
percebe-se uma um distanciamento dos
homens das igrejas a partir do momento
em que tudo fica concentrado na mão do
pastor porque ele tá recebendo dinheiro
para isso e os homens eles vão ter o seu
espaço social nos esportes então aí
principalmente o boxe surge como essa
imagem de um cristianismo que atrai o
homem porque o boxe você luta você
demonstra sua força e o reino do céu ele
só é tomada força Então você tem que
manifestar essa virilidade essa vontade
de superar inclusive no braço as
dificuldades e tudo isso vira uma
estratégia para atrair os homens à
igreja e no caso dos Estados Unidos tem
um pregador muito famoso que é o Billy
Sunday ele era presbiteriano e ele era
jogador de beisebol e quando ele se
converte ele vira também inclusive um
grande ativo do movimento
fundamentalista Porque apesar dele não
sei lá um grande teólogo ele concordava
com algum concordava com as premissas e
com certos valores sociais em geral do
movimento fundamentalista e ele tinha
uma retórica que atraía muita gente essa
retórica inclusive é tratava de um
cristianismo musculoso forte porque
Jesus Ele é o campeão que deu a vida por
nós Jesus é aquele que lutou contra a
terra e inferno pra que a gente pudesse
ser salvo pra gente pra que nós
pudéssemos nos tornar guerreiros
soldados de Cristo então para atrair os
homens voltam para a igreja essa
linguagem da guerra da força da briga do
sangue do suor ela foi retomada e por
outro lado que é a questão do homem
militar surge dentro de uma necessidade
dos Estados Unidos de engajamento para
Primeira Guerra ali com o Ted Roosevelt
em que ele mesmo assume a figura do
Cowboy ele passa a se vestir e se
apresentar o público é dentro dessa
desse traje de cowboy falar mais duro
ele tem essa raiz mas ele usa isso como
uma linguagem política para resgatar
aquela sensação da expansão americana
para o oeste de conquistar Os
territórios dos índios daqueles que eram
contra a civilização e chamar as pessoas
para guerra isso aí que ela fala que
inclusive ele não tinha tanta moral e o
cara vai lá para uma região para poder
tipo assim aqui o cara vai sei lá pro
cara vai para o Nordeste para aprender a
ser cabra macho e tal não sei o quê
entendeu Tipo é como se ele escolhesse
uma região tipo vou lá para aprender a
ser mais cabra macho não é esse cara aí
que você acabou de citar aquela que teve
esse movimento aí eu tô confundido as
personagens tem um cara que ela fala que
é político mas eu acho que é o rosa esse
cara que se vestia de cowboy dizia que
era o cowboy não sei da onde é
provavelmente era ele mas tem uma
temática assim muito grande no livro que
quando os homens querem demo
masculinidade ele sempre vão tentar de
alguma forma registrar sua presença em
Rancho comprar Rancho tirar foto Rush
fez isso então assim a matemática tá no
livro inteiro então por isso que eu
acabei esquecendo Quem é exatamente mas
provavelmente
tipo não era aquele homem viria o
embochava e tal e de repente o cara pô a
estratégia foi vou para o rancho vou
entendeu Aí ele até se deu um nome mais
viril pra ele que era caubói não sei das
quantas também no começo do livro ali
por isso que o pior até lembrei é bom
que o heim que tirou do mundo porque o
rank pode falar um pouco sobre cultura
dos Pampas que tem um pouco disso porque
você falou de ir para o Nordeste mas não
quis dar moral para os Gaúcho entendeu
esse lance assim também no Imaginário
mítico do do gaúcho especificamente né
Tem tem bastante figura do gaúcho ela é
construída principalmente a partir dos
anos 50 também olha só bate mais ou
menos com a cronologia do livro do John
Wayne né Essa figura e é resgata uma
ideia
um tipo que existiu de fato no passado
né que é um tipo é da metade surdo Pampa
do Rio Grande do Sul e Mas é
interessante porque o gaúcho
Originalmente ele era um ladrão de gado
né era uma figura um vagabundo não Então
essa figura ela só pode se tornar
idealizada quando ela não existe mais né
então não existe mais essa figura
desprendida correndo pelos Pampas Eles
foram todos acabaram trabalhando nas
Charqueadas depois e tal e uma vida na
verdade muito difícil e essa figura
acaba sendo idealizada Então como esse
ideal masculino Gaúcho e tal e aí você
constrói toda uma cultura né e depois
que ela tá construída você passa a
imaginar que sempre foi assim né eu
mesmo tive a experiência de eu cresci no
Rio Grande do Sul no resto do Estado mas
dentro de uma colônia alemã praticamente
né então eu tenho sotaque gaúcho tem os
três gente tem tudo mas eu com 15 anos
de idade fui trabalhar numa seguradora
tinha uma turma lá de CTG e tal e aí eu
comecei a me enturmar com o pessoal e
eu tirei usar bombacha essa coisa toda
até que eu percebi que era uma fantasia
na verdade em mim era uma fantasia para
eles funcionavam mas eu não então tocava
começando a imaginar essas coisas daqui
a pouco percebe Não mas eu cresci Nesse
contexto Mas eu sou outra vertente diga
Gaúcho eu sou um gaúcho que vende uma
cultura alemã e que vivia completamente
a parte desse Mas essa é a força da
cultura Essa é a força da cultura do
Imaginário porque de repente você tem um
pacote inteiro que você passa a se
imaginar como parte disso tudo é quando
na verdade é uma construção cultural que
tem seu valor para determinadas coisas
né mas a gente tem que tomar cuidado
para não passar a tornar isso um padrão
de comportamento e ainda mais chamar
isso de padrão bíblico por exemplo Esse
é o ponto e não é tão diferente essa
história nem do Caubói do filme de Velho
Oeste do próprio John Wayne ou o cara da
corrida para o Oeste em sua maioria era
também
um sujeito meio bandidão aí nesse mesmo
esquema e que depois que ele deixa eu
desistir você consegue idealizar a mesma
coisa para o cangaceiro o Robin Hood ele
pode virar um mito quando não existe
mais ladrões se assaltando no caminho da
floresta é então assim é uma mitificação
desse tipo de personagem que encontra
uma resistência muito grande e isso é
uma coisa curiosa é no âmbito religioso
pode até haver um certo abraço a isso
mas
você vai acabar encontrando uma grande
resistência quando quando a igreja
abraça esses modelos a igreja acaba
encontrando uma grande resistência
inclusive em uma parcela do mundo lá de
fora que olha para esses modelos e acham
track um tanto canastrão a literatura
brasileira produziu coisas na linha de
como é que eu posso dizer satirizar esse
tipo de mitologia então tem uma linha de
literatura no Brasil que chama romance
picaresco quem leu Memórias de um
Sargento de Milícias Vai se lembrar Mas
você pode pensar de repente no Dom
Quixote é um negócio muito mais antigo
né que é que é o que é perceber que
assim assistir um filme do Rambo para se
divertir e achar que o Rambo é um herói
tudo bem tá valendo Mas você realmente
achar que você pode viver o heroísmo do
Rambo na vida real é um negócio meio
brega além de tudo então nada é pecado
por ser brega Não é esse nosso ponto
aqui mas vai gerar um certo tipo de
atrito com a própria sociedade e por
isso você vai ter cada vez mais homens
que são retratados como talvez frescos
femininos porque vai existir uma reação
de quem idealiza esse super-heróis
diante de quem satiriza diante de quem
ridiculariza algo que tem algo
satirizável de fato não deve ser a nossa
reação como cristãos ficar utilizando
caras que que são desse jeito mas o fato
é que quando a gente Analisa friamente
esse tipo de modelo mitológico ele não
resiste muito quando a gente Traz ele
para a realidade quando a gente Traz ele
para a realidade ele soa meio ridículo
quando você pega tem um filme que eu
acho genial nesse aspecto já que o Bibo
é é cinéfilo eu não sou eu só assisto
Marvel mas como esse tem quadrinho
também mas como esse tem quadrinho
também tem um filme genial nesse aspecto
que é uma sátira do loan norder
transformado em
mitologia Então em vez de você pegar o
bandido e transformar ele num mito que
que acontece quando você pega as forças
de segurança e transforma ele no mito
heróico Você tem o juiz de dred Olha aí
muito bom e do calor cara é um saco é
bom também tem dois né tem outros
Stallone que é o clássica
né O que que é o juiz é uma sátira ali
uma piada com quem acha que levar a lei
a ordem as últimas consequências vai
produzir uma sociedade virtuosa aquilo
lá é uma piada E aí qual que é a piada
da piada São pessoas que pegam o juiz e
acham que aquele é um modelo heroico
mesmo que aqui no modelo de
masculinidade que esse é o verdadeiro
homem né então é você pegar a sátira não
perceber que é sátira e assumir a sátira
como a sua mitologia como seu mito
fundacional este mundo Tenebroso do
Frank perrette sendo utilizado como o
livro de batalha espiritual Tipo isso
então é esse tipo de percepção que do
meta tentando identificar a raiz pô De
onde veio que esses caras pegam algo que
é evidentemente satírico como o
personagem masculino do Stallone ela tá
usando Johnny não está longe mas é como
que ela pega como que as pessoas pegam
um personagem que é evidentemente
satírico como vários personagens de
Stallone e transformam esse cara aqui é
evidentemente sátira em mitologia é como
pegar o Quixote e falar Esse é o meu
romance de Cavalaria quero ser um
cavaleiro como Quixote é como escolher
lutar contra Moinhos de Vento vendo os
Moinhos de Vento sabendo que são Moinhos
de Vento e propaganda de ar para todo
mundo que são gigantes agora porque John
Wayne pergunta por que que ela faz Jesus
e John Wayne da onde vem essa Porque que
o John Wayne é uma figura tão importante
aí para do mé e ela faz esse paralelo é
como se o John Wayne fosse né o
estereótipo da masculinidade que foi
assumido por muitos com a masculinidade
bíblica a gente tem que ir pro Billy
grana Caraca mas não o cara morreu não
vamos falar do cara mano Meu Deus velho
pô mas a minha profissão de gente morta
É verdade tá bom pode vai tu e o André
pode e o Vitor pode porque é jornalista
Então tá tudo certo vai falar dos vivos
É verdade
[Música]
eu tava falando desses dois modelos né
do cristianismo musculoso dos esportes e
do militar aí ela vai mostrar que isso
se junta exatamente na pessoa do Billy
Graham porque quando mais jovem é até
até essa foto no livro eu achei achei
Hilário quando eu vi que eu não conhecia
o Billy Graham ele era um cara que fazia
exercícios para poder aguentar muito
tempo pregando evangelizando ele usava
roupas assim com que assim faltava o
Esquadrão da Moda lá falar com Billy
Olha só isso aí tá chamativo demais e
ele tinha uma retórica muito muito
expansiva e impulsiva se você ver
Qualquer vídeo do Billy Graham mesmo
idoso ele mexe muito os braços ele fala
com entonação de voz bastante alta o
Billy Graham tem um determinado momento
em que ele se aproxima do Duarte que
está para concorrer a presidência dos
Estados Unidos ali no início da guerra
fria e ele vai dizer o seguinte olha
para você conseguir o voto dos
Evangélicos que geralmente são foram
Democratas como eu precisa construir uma
retórica que a grade essa galera e o
Billy grande vai dar o toque de falar em
relação à família e da importância de
uma má masculinidade de uma virtude do
que é ser homem que envolva a expansão
do interesse dos Estados Unidos na
política externa e também envolva uma
defesa liderança masculina dentro do Lar
o Billy Graham que vai fazer essa ponte
entre o cristianismo viril dos esportes
e o cristianismo militarizado do Destino
Manifesto dos Estados Unidos para
aconselhar o Duarte na campanha
presidencial dele e ela vai mostrar como
isso vai se construindo a ponto de que
nesse momento da guerra fria quando
aparecem os filmes do John Wayne e toda
a postura dele de o cara Durão com os
bandidos com os índios com os mexicanos
o cara que protege a donzela que tá
necessitando de ser salvada pela herói
do vilão maldoso que que abusa dela e
tal o John Wayne ele se torna a imagem
desse tipo de cristianismo militarizado
musculoso e líder absoluto lá no caso
dos homens é encontrado nessa figura do
John Lennon a ponto de o próprio Johnny
apesar de todos os problemas pessoais
que ele tenha com álcool com casa três
casamentos com traição e tudo mais ele
ser chamado para palestrar eventos de
masculinidade é proteção da família de
instituições como a fuga sendo Family
foco na família e outras instituições
paralelas então assim É nesse momento
que a gente está falando aqui mais ou
menos nos anos 50 60 e 70 que depois
dessa dessa desse nó que o Billy Grand
deu para ajudar na retórica política do
eisen Hauer em que olha o homem patriota
ideal é um homem Cristão que se preocupa
com a expansão dos valores Americanos no
mundo e a liderança absoluta masculina
no lar E isso se constrói ao mesmo tempo
que o John Wayne está fazendo sucesso
então ele capta essa imagem de Opa é
esse homem que a gente quer ser é esse
homem que a gente quer que esteja nos
nossos lares protegendo a nossa família
e proteger a nossa família do que é da
influência dos gays das feministas da
Integração racial até dependendo de que
a gente está falando principalmente e
isso comunistas até porque gay lésbico é
gay feminista e negro era tudo comunista
nessa época toda influenciado Pois é
cara tem esse é um ambiente histórico
interessante também que é muito parecido
com o que se fala hoje né a gente tem
aqui no Brasil por exemplo o discurso a
de determinado candidato de determinados
candidatos né Não só a presidente mas
vários candidatos a deputados e tal
estão usando bastante esse discurso né
contra a agenda LGBT contra a a Os
Comunistas que podem tomar conta do
Brasil e tal Não deixe o Brasil a virar
uma Venezuela e tal ou seja é uma parada
que nos Estados Unidos já acontece desde
a década de 50 e tal muito interessante
E aí um cara que de alguma forma é
contra aquilo que são Inimigos da Nação
né ou seja cara que que tá impedindo a
América de ser América aquela virilidade
da América sabe é a gente precisa
impedir a gente não pode ter efeminados
a gente não pode ter essa coisa fraca
mulheres é feministas e tal e aí o
Johnny mesmo sendo um cara não Cristão
ele acabou então evocando essa tipo esse
é o cara que a gente precisa para nos
proteger ele tal que é o discurso que
fez o trump vencer esse aí o Vitor até
pode me ajudar aí já que morando nos
Estados Unidos o trump mesmo se dizia
crist mas as atitudes do trump era
totalmente contrárias né nem segurar a
Bíblia ele sabia cara exato tal né cita
dois Coríntios lá né enfim é mas mas é
impressionante com o mesmo ele inclusive
os líderes religiosos falavam isso ele
não é cristão mas é o cara que vai nos
defender é interessante isso o que
acontece Bíblia isso eu vivenciei
bastante né é assim algumas dessas
pautas elas são pautas que são
absolutamente legítimas e é bom frisar é
algo do ponto de vista político tá do
ponto de vista democrático todas essas
patas são legítimas Porque qualquer
pessoa tem o direito de lutar pelas
pautas que entende nem dentro da
Democracia Então se o cara quer lutar
por uma pauta específica a favor da
família isso é dentro da Democracia algo
legítima se ele quiser se partidarizar
em torno disso ele pode se ele quiser
votar no candidato dele por causa disso
ele pode é se ele quiser se candidatar
em torno desse tema pode também então do
ponto de vista político e da Democracia
isso é legítimo do ponto de vista
bíblico espiritual cara dentro de uma
tradição protestante algumas dessas
pautas além de legítimas São até
importantes é bom de se dizer a questão
toda é que muito antes do trump Quando
surge algo que o Léo chamou de maioria
moral a maneira como o evangélico em
especial o evangélico Branco nos Estados
Unidos escolheu lutar por algumas pautas
foi
Apostando em políticos e no sistema
partidário no sistema bipartidário como
que eu defendo determinadas pautas bom a
gente tá num sistema bipartidário tem
dois partidos só Eu voto sempre no
presidente que defenda essas patas Eu
voto sempre no partido que defende essas
pautas para preencher o congresso com
aquele partido E então deixou de ser a
marca do evangelicalismo a partir da
década de 60 e 70 com um movimento de
direito civis porque a maioria moral
surge e isso é um negócio que precisa
ficar muito claro o movimento de maioria
moral que tá defendendo essas pautas que
a gente tá dizendo que são importantes e
tal ele sur como contraponto ao
movimento de jeito civis que também é o
movimento evangélico também o movimento
Cristão e também é o movimento Uai como
que dois movimentos evangélicos se
contrapõem desse jeito Um é preto outro
é branco é importante ser colocado aí um
movimento de maioria moral ele não
começa brigando ele não começa a sua
luta contra pautas LGBT ele não começa a
sua luta a princípio contra aborto e
bioética ele não começa a sua luta a
favor de uma família monogâmica ele
começa a sua luta a favor de uma família
monoracial pauta da maioria moral começa
assim na década de 60 na década de 70
Então eu preciso da proteção do estado
para que o estado continue permitindo
que nas minhas escolas e nas minhas
faculdades eu proíba os meninos e as
meninas de se casarem ao mesmo de
namorarem com pessoas com pele de cor
diferente tem Universidade cristã nos
Estados Unidos eu sinto o nome a Bob
Jones aliás tem personalidade brasileira
evangélica é importante que tem diploma
dessa universidade e até anos 2000
impedia namoro interracial então é
importante que se diga isso que embora
existam pautas legítimas a tal da
maioria moral ela é uma maioria moral
que se constrói em torno da família
monorracial e não monogâmica esse é um
sublinhar importante das coisas isso
assim poxa Martin Luther King era pastor
sim ele tava do outro lado ele tava no
do lado do movimento direito civis então
o que que acontece ao longo dessa
história recente nos Estados Unidos o
evangélicos escolheram lutar cada uma
dessas pautas votando em vez de pregando
o evangelho voltando ao invés de pregar
o Evangelho Esse é o grande ponto né que
o trump fosse pessoalmente na vida
pessoal dele e cara em parte Ele é uma
pessoa absolutamente depravada eu vou
votar nele porque por causa das pautas
porque a única opção é votar nele é
assim que funciona e é assim que
funciona 50 anos mais ou menos tá cara
interessante e aí o que acontece que vai
acontecer é que isso escala para baixo
não vai ser só o trump vai ser o trampo
vai ser o juiz da cidade vai ser o
deputado vai ser o senador ao ponto de
você ter nas primárias Ainda bem que não
passou mas nas primárias para senador do
Mississipi o Partido Republicano quase
colocou um pedófilo para concorrer
pedófilo provado que é mas por quê
Porque ele era mais conservador mas não
importa o que ele é mas perdeu o seu
perdeu por um trisquinho nas primárias
mas perdeu então assim por que isso
porque a pauta moral individual do cara
não é tão importante quanto as patas que
Ele defende principalmente se ele for
percebido como alguém suficientemente
forte macho o suficiente para levar
essas pautas até as últimas
consequências daí a retórica
extremamente agressiva que esses caras
assumem porque eles precisam ser
percebidos como caras suficientemente
arrojados se a gente quiser usar uma
palavra mais é positiva né eles têm que
ser vistos como suficientemente
arrojados como esse ideal de
masculinidade não tá contra tudo e
contra todos e ao lutar contra tudo e
contra todos vencer no final por isso
que eu uso como análogo para nós aqui no
Brasil não o John Wayne mas o Sylvester
Stallone porque se tivesse ele Stallone
ele tem todos esses filmes O Imaginário
dos filmes dos anos 80 e 90 é um
Imaginário que Povoa adulto homem médio
nosso do ponto de vista musculares
Stallone é mais legal do que o John
Wayne e do ponto de vista armamentista
também pô John Wayne lutava com com eu
tinha um revólver Stallone então lançar
mísseis cara mata
o Stallone é tão brabo tão bravo que
quando ele não tem um lança mísseis ele
atira arco e flecha com bomba na ponta
você entendeu
no cinema é OK Esse é o ponto no cinema
é maravilhoso no cinema você é um cocô
lembra desse filme cobra eu
e ele carregava um pouco desse lance né
um homem da roça que veio para a cidade
para ser policial militar que de vez em
quando aparecia umas cobras no quintal
ele matava cobra nata mancada essa coisa
toda uma das coisas que meu avô falava
de vez em quando era o seguinte é não
tem nada que atrapalha mais o meu
trabalho do que a pessoa que acha que
policial é herói a pessoa que acha que
policial herói bota a mim a minha vida
em risco por dois motivos porque ele
espera que eu faça coisas que não é
trabalho do policial e porque corre o
risco do meu parceiro acreditar e botar
a vida de Todo Mundo em risco então o
que que eu tô querendo dizer no cinema
tudo bem no cinema tudo bem mas o ponto
é que assim cara pra emular ou estivesse
Stallone como propaganda eu não preciso
ter a rotina de tre- isso que é mais
legal de tudo para emular ou se tivesse
Stallone ou Johnny como propaganda não
preciso ter a rotina de treino do cara
eu não preciso ter a dieta do cara eu só
preciso ter histórica é isso que é
maravilhoso e nesse aspecto preferências
políticas à parte se você gosta do
bolsonaro não tem problema talvez tenha
motivos talvez você acha que ele é um
menos pior não tem problema eu só tô
exemplificando aqui com o bolsonaro o
que que é esse lance de território é eu
deitar para fazer flexão e mexer só o
pescoço mas o importante é que eu deitei
para fazer a flexão eu não preciso pagar
a flexão bonitinho fazer o movimento
certinho eu só preciso deitar para pagar
porque o importante é o Terra retórica e
é assim que a coisa vai funcionando se
eu tiver a retórica se eu for macho o
suficiente no discurso isso basta para
que as pessoas percebam essa virilidade
que é suficiente para brigar para que
esses valores sejam impostos algumas
dessas pautas e alguns desses valores
absolutamente legítimos além de
legítimos alguns deles importantes até
mesmo mas no lugar da gente falar dessas
pautas desses valores por meio de
exposição do evangelho e do discipulado
a gente escolheu fazer isso votando é é
tipo e para fazer isso votando é na
briga é na imposição é tentar passar sei
que obrigue todo mundo a ser do jeito
que eu acho tem que ser é mais ou menos
por aí que a coisa vai rapaz
[Música]
meus amigos e aí considerações finais de
vocês André você você que ficou calado
esse você que ler um trecho do livro
ficou boca aberto com o trecho traga-os
aqui esse trecho que ele chamou tanta
atenção neste livro Jesus e John Wayne
da Cris do mei da Christine da christien
Christian com carne
ela fala sobre como ele personifica né
esse tipo ideal para os conservadores
norte-americanos e às vezes então que o
n modelavam uma masculinidade
estadunidense heroica que unia o bem
contra o mal orgulhava-se das cores
vermelha branca e azul não tinha medo de
sujar as mãos o fato de o Wayne nunca
ter lutado por seu país ele deu um jeito
escapar da Guerra do Vietnã né
abandonado uma série de casamentos e de
adicionar alegações de abuso nada disso
parecia importar o n podia ser falho
quanto a virtude tradicionais porém se
destacava ou incorporar um conjunto
diferente de virtudes em momentos de
instabilidade social o n modelava a
força agressão e a violência Redentora
masculina é absolutamente simbólico
Caraca fala Léo sei que você tá se
coçando aí Léo fala Léo acho que tem
duas coisas que vale a pena ressaltar
uma ainda dentro desse tema central do
livro da masculinidade outra que é
subjacente ao todo o trabalho da
Cristine do meio a primeira tem a ver
com que a gente comentava nos Bastidores
até da própria tradução que eles deram
uma aliviada Em algumas situações de
fontes primárias que são até mais
gráficas em termos sexuais para falar é
dessa questão dessa habilidade E aí tem
a ver com a minha abertura que eu citei
o Douglas porque o que o Vítor Fontana
falou de essa virilidade precisa estar
lá no presidente mas para chegar no
presidente ele precisa representar todo
um padrão do que é ser homem dos Estados
Unidos isso vai escalando até o nível de
igreja tijolos isso ele tem inúmeros
textos em que ele fala que o homem Ele
tem um impulso sexual praticamente
Indomável e que cabe a mulher pela
modéstia evitar que o homem de evasão
desse impulso ao pecado porque o homem é
aquele que conquista que coloniza que
introduz e que penetra e que a mulher
ela é só aquela que recebe e isso se o
homem Ele é masculinomente bíblico abre
e fecha aspas por isso que eu falei que
a palavra de Deus ela era para essa
galera em brochável porque se você é o
homem bíblico você vai poder
experimentar esse potencial é sexual
viril no casamento de maneira que
nenhuma atriz pornô se satisfaria e
esses caras falam isso que eu falava
isso então assim tem todo um estímulo
para que esse tipo de masculinidade
agressiva sexualmente gráfica aconteça
no nível local e quando esse cara tipo
trump ou bolsonaro qualquer outro
apareça as pessoas acham normal porque é
isso que eles acostumaram a ver como
bíblicos a ponto de é onde que eu queria
entrar em relação à tradução num
Capítulo dois que fala Johnny vai salvar
a sua pele a Cristina intelectual
Resumindo Como era a visão do evangélico
nesse momento em que eles olhavam para o
Jimmy Carter que eram Democrata
evangélico nascido de novo Professor de
escola dominical e diziam eu não quero
votar num professor de EBD eu quero
alguém que lute pelo meu país que esteja
lá na ponta na guerra então Jesus vai
salvar sua alma mas é que eu peço a
licença porque tá no original Johnny vai
salvar o seu rabo é isso que é nesse
tipo de coisa que a galera fala
inclusive em púlpito ela cita isso em
fonte para imagem a gente viu essas
coisas serem faladas muito impúpus no
Brasil ultimamente cada pouco rola
alguma coisa desse gênero que alguém
falou e que foi gravado e tá correndo
muito pela internet tem um negócio que é
sintomático tem uma frase de ordem que
que tá sendo entoada nos Estados Unidos
agora entre os republicanos que é let's
go branding que que é let's go branding
let's go branding é um jeito de falar
dane-se e dane-se eu tô suavizando
porque é o outro jeito de falar dane-se
tá que é
exatamente a palavra com f
porque
o pessoal tava gritando dane-se o biden
numa corrida de Nascar e a repórter
dissimuladamente diz assim que que eles
estão cantando let's go branding e não
FJU
Então os conservadores gritam let's go
branding como se fosse dane-se de o
baiden recentemente Mega igreja nos
Estados Unidos a igreja inteira a
primeira batista de Dallas é a primeira
Igreja Batista de Dallas eu não ia falar
com a igreja mas essa aí mesmo
com os Batistas pessoal me ajudem por
favor me ajudem o trump diz que é pra
repiteliano Então assim Então a igreja
que o pastor é o Bob Jefferson que
aparece no livro da Dama inclusive
algumas vezes né Ele é mencionado no
livro dela mencionado Antes desse
Episódio desse Episódio é mais recente a
igreja do Bob Jefferson é e que chama
ali um político que já tinha sido preso
né então é então o pessoal fica muito
indignado Fulano já foi preso e tal eu
eu fico mesmo eu eu acho que tem que
ficar mas é um político tinha sido preso
chama o cara propúlpito e o cara comanda
a igreja inteira ao let's go branding né
então assim é não é palavrão porque eu
não falei o palavrão hã cara E aí é o
seguinte ah do Meio Não fala isso no
livro A Bete bar não fala isso no livro
mas eu vou falar nós somos chamados para
maturidade em Cristo você foi chamado
para ser adulto essa masculinidade porca
que é uma masculinidade de porca Eu não
gosto de falar de masculinidade tóxica
porque aí é tóxico não é masculino de
porca é é porque é picareta Não cara é
rocambolez que é quixotesca é é ela é um
tanto ridícula a gente não ganha dela
ridicularizando mas a gente tem que
saber que ela é um tanto ridícula tem um
componente ridículo nela e por isso
existem os romance explicares leia a
Memórias de um Sargento de Milícias
genial é esse lance aí é um atentado um
outro verdadeiro problema é aliás é um
atentado que reforça o verdadeiro
problema da masculinidade Cristã
verdadeiro problema da masculinidade
Cristã é que nós temos homens que não
crescem e a resposta que essa galera tá
dando é ser eterna quinta série ai não é
palavrão porque eu falei diferente é
isso cara é cera eterna quinta série
Essa é a resposta que esses caras estão
dando só que ser eterna quinta série com
problemas de adulto significa coberta
abuso significa minimizar a dor da
vítima significa se vitimizar e dizer
que é o outro que está se vitimizando
que que o moleque da quinta série faz
importuno ou outro importuno ou outro
importuno no outro quando o outro vai
devolve ele fala tia Tia olha o que ele
fez porque ele tá na quinta série ele
ainda não aprendeu a falar professor ele
ainda fala tia sabe então
essa masculinidade
[Música]
essa masculinidade trompista é eterna
quinta série são 200 anos de
independência do Brasil um Brasil que é
o maior repetente de todos os tempos 200
anos na quinta série cara é sério isso
então isso do meio que tá falando isso
não é a Beth bar que fala e sou eu que
tô dizendo e absolutamente cômico quando
o cara se auto satiriza porque você vai
no Instagram você pega a página de
masculinidade Quem que é o cara que tá
lá como o modelo da masculinidade
bíblica É de fato Stallone isso não é
caricatura minha os cara pega e bota a
foto de Stallone que é igual Johnny tá
no 15º casamento quem conhece o cara
sabe que o cara assim é difícil mala é
para ficar na palavra suave então assim
eu falei que eu tinha para falar as
minhas palavras finais são essas saia na
quinta série evolua se quisesse a quinta
série faz um trocadilho ingênua ou
alguma coisa assim é cara é bem isso
mesmo assim gente espero que vocês
tenham maturidade pra ouvir esse
episódio não é um ataque frontal O
bolsonaro que foi ou não quer Ah vocês
não citaram o Lula aqui é que com o Lula
esse movimento Pelo menos eu não vejo
acontecer né se acontece eu não sei é
realmente ele não mas enfim mas deixa eu
te falar uma coisa a respeito do Lula o
Lula tem uma parte do magnetismo dele
também relacionado a virilidade a gente
não pode ser ingênuo em relação a isso é
legal legal né isso é importante Fala aí
o Lula é perdoado
e queda ou entre quem gosta dele por
declarações e jeitos de Cera às vezes
não tão explícitos quanto do bolsonaro
teve piadas com gays de Pelotas já teve
piadinha com mulher com seu feminismo lá
do Rio Grande Do que é piada com a
feminista lá não sei do que a gente tá
ele teve vários episódios e a esquerda
passa a mão bonito nele do mesmo jeito
olha nessa campanha inclusive ele deu
umas escorregadas nesse sentido e quem
me ouvi falando escorregado quer dizer
aí ó tá vendo escorregada passou pano
não eu não tô passando pano eu tô
dizendo o que não vai me dar processo é
muito bom pelo contrário eu tô trazendo
a luz que cara é o Lula ele também é a
figura que é e a gente tem que se
perguntar isso porque que na esquerda os
presidenciáveis que aparecem com chances
reais de Vitória também incorporam
algumas dessas características podem não
incorporar todas podem não estereótipo
ou podem incorporar todas em graus
diferentes Tá mas essa é a pergunta que
a gente tem que se fazer porque o alerta
da da do meio é muito esse e isso faz
parte do tecido cultural não é uma coisa
que é exclusiva de um determinado grupo
Sindicalista é basicamente aquele que
vai peitar o poder que vai né levar bolo
então o romantismo e aí o romantismo
inclusive o Sindicalista da mesma
maneira que o romantizei tudo bem Não tô
dizendo que todos indica a lista é
bandido não é isso Tá Mas eu quando se
indica a lista já não é mais o problema
que era na guerra fria ou ameaça que era
na Guerra Fria para não usar a palavra
problema quando se Sindicalista já não é
mais a ameaça que representava na Guerra
Fria eu consigo um Romantizar o
Sindicalista também do mesmo jeito que
eu faço com o John Wayne e o cowboy ou
com Virgulino Lampião e o cangaceiro ou
com não me venha a mente nenhuma figura
célebre dos Pampas desculpa André mas
com Borba Gato e os bandeirantes os
bandeirantes também um bando de de de
Getúlio Vargas cara toda imagem em cima
pronto pronto né o stansieiro o militar
pronto pronto então assim quando o cara
não representa mais uma ameaça eu
consigo romantizado entendeu é e é por
aí que a Turbo carrega então ah o
pessoal tá bravo por causa do bolsonaro
não fique cara perceba que essas
características existem em outras
personas políticas e a gente deveria se
perguntar porque que os presidenciáveis
como chance todos têm todos têm em
alguma medida essas medidas podem ser
diferentes mas todos têm alguma de
medida características desse tipo que
remetem a esse tipo de virilidade Por
que que você consegue desidratar um
candidato quando ele dá amostras de
estar doente por exemplo Qual é
acreditar né quando você o que o baile
aconteceu naquele é velho e tal como é
que vai governar o país aquela coisa
toda poderia ser qualquer candidato de
qualquer espectro político né mas assim
quando o cara da amostras de fragilidade
quaisquer que seja por que que você
consegue desidratá-lo certo então é algo
para a gente se perguntar e para a gente
começar a refletir agora para fins de
cristianismo eu acho que é mais
importante ainda a gente refletir a
respeito do modelo de masculino idade
que a gente encontra na cruz e na
ressurreição né que tem o seu ápice o
seu cume no pendurado É verdade cara a
gente colocou uma uma tanguinha em Jesus
né mas Jesus Ele foi crucificado no
gente no então assim a ressurreição faz
parte da história da salvação a
consumação faz parte da história da
salvação mas a crucificação também faz o
nosso modelo de ser humano para homens e
mulheres foi crucificado num falavam da
Outra Face quando teve a oportunidade de
invadir Roma não fez quando poderia ter
quando poderia ter convocado uma turba e
tinha todas as condições políticas de
aprontar uma revolução não fez esse é o
nosso modelo de humanidade de ser humano
Ah mas ele é purificou o templo e
expulsou de lá os vendedores verdade
quando a gente precisar purificar as
coisas de Deus a gente purifica e a
gente faz isso com energia
seremérgico não tá excluído quando a
gente precisa purificar as coisas de
Deus e isso é um pontinho de todo o
ministério de Jesus enorme que tem um
monte de outras coisas que tem a mulher
siro-fenícia e ele recebendo a mulher
sendo Fenícia que nem recebia que tem
ele convidando Marta e Maria para o
aprendizado que tem todo sermão do monte
e as bem-aventuranças e as
bem-aventuranças falando de um modelo de
ser humano que é bem distante do John
Wayne de um novo testamento que traz o
fruto do espírito e as obras da Carne
compara fruto do espírito e obras da
carne com um filme do Stallone e aí você
vai falando e o Stallone pareceu ter
fruto do espírito e aqui o Stallone
pareceu tá fazendo a obra da carne e vai
ficando compara e vai vendo muito bom eu
acho que esse é um ponto fundamental da
história e por fim desculpa terminar com
isso mesmo mas precisa ser falado porque
o Léo tocou nesse ponto e assim que é a
história e eu vou ser individual aqui tá
então eu nem sei se a Bíblia tal que
Produções adverte o comentário a seguir
é de responsabilidade individual de
Victor Fontana não dos responsabilizamos
é o seguinte é o Léo falou sobre um
teólogo que diz que o ímpeto sexual
masculino é incontrolável e existe uma
existe uma série de autores dizem coisas
nessa direção e recentemente eu vi
comentários aqui no bibutal que de gente
que nos assiste na mesma direção dizendo
por exemplo que é ilusão poder colocar
uma pastora no púlpito porque o homem
que tem esse apetite sexual vai
desejá-la Então ela não pode estar
naquele lugar eu sou Presbiteriano do
Brasil gente ordenação feminina tem um
episódio aqui no bibliotal que a minha
denominação não ordena pastoras tá É eu
aqui na bibliotal que fala a respeito da
essa posição de não ordenar pastoras
você pode ir lá ver agora essa
justificativa Cara eu tenho que falar
com você que escreveu isso você que de
repente escreveria algo assim e que
pensa que a o desejo sexual masculino é
incontrolável eu tô falando isso para
você porque ninguém vai ter talvez
ninguém tenha coragem de falar isso tão
diretamente para você tão Olho no olho e
alguém tem que te dizer isso não é
normal você precisa de ajuda se você
pensa isso se você sente isso eu não tô
te recriminando não é isso se você sente
isso você pensa isso não tô te
reclinando Não tô dizendo que você é o
pior do ser humano eu estou te dizendo
que como homem como homem que conhece
muitos homens que aconselha outros
homens essa ideia de que a libido
masculina incontrolável isso não é
verdade isso não é normal você precisa
de ajuda você precisa compartilhar isso
com um profissional da área da saúde que
você corre riscos você pode estar
colocando outras pessoas em risco uma
vez que você coloca outras pessoas e
risco eu quero enfatizar que eu não
estou aqui te recriminando porque talvez
você ainda não tenha feito nada mas você
pode vir a fazer então antes disso
acontecer não deixa para amanhã faça
hoje Procura ajuda de alguém você
precisa talvez ninguém tenha coragem de
te dizer isso Olho no Olho se eu tiver
eu queria estar pessoalmente com você
para poder te dizer isso cara a cara
olho no olho mas não estando
pessoalmente com você eu queria hoje te
dar esse toque pode ser você que
escreveu isso aqui nos comentários ou
pode ser você que talvez não tenha
escrito nada mas pense desse jeito não é
normal o biblioteco Produções faz aqui
uma retificação e sim ele falou em nome
do beautiful muito bom muito bom ô gente
que legal ó galera só de ter uma ideia a
gente não abordou muito tema do livro tá
a gente rodeou uma outra coisa o Léo tá
inclusive indignado porque estava
preparadaço para dissecar o livro aqui
do livro inteiro cara ele estava pronto
o Léo fez um fichamento dele qualquer um
não rola exato mas galera assim é Porque
de fato o livro tem muitas complexidades
a gente fez uma introdução aqui para
você saber se aproximar desse livro Como
se aproximar desse livro Como encarar as
esse livro e é uma leitura pesada assim
o porque eu não li o livro inteiro e o
pouco que eu li e achei pesado tentavam
com os meus amigos historiadores cara
como é que vocês aguentam viver porque
eu lendo aqui o livro mano Quer dizer
que esse problema que a gente enfrenta
agora meu Deus já na década de 50 a
galera já tava vivendo isso lá nos
Estados Unidos né e a gente importa os
erros né o que me dá raiva é que a gente
importa os erros a gente importa os
preconceitos a gente importa os
estereótipos e isso é muito complicado
Jesus e John Wayne como o evangelho foi
copitado por movimentos culturais e
políticos da Christian kobs do Man Ok
lançamento e da Thomas Elson Brasil o
link para você adquirir está aqui na
descrição deste btcast tá bom gente
Jesus e John Wayne lançamento da Thomas
Nelson Brasil mas eu queria Léo se você
tem uma palavra final aí né alguma coisa
que você cara a gente não pode terminar
esse podcast sobre esse livro Sem dar
essa letra aqui e André da mesma forma
se tiver alguma coisa aí por gentileza
Vitor Fontana já deu a sua palavra final
mas Léo fica à vontade e André também
Léo finaliza aí eu acho que só tem uma
coisa que a gente não pode perder de
vista porque tá por baixo de tudo aquilo
que a Cristina também tá falando o tema
do livro é essa masculinidade mas tem
uma coisa que ela fala no início e que o
Bibo falou também no início desse
Episódio que ajuda a explicar por que
que isso se torna padrão e ela vai
mostrar muito bem que uma série de
coalizões de estrutura de mercado
contribui para que esse tipo de visão
faça parte de uma de uma mentalidade
padrão e exclua quem tenta mostrar os
erros porque esse tipo de coisa vende
porque esse tipo de coisa também para
quem tem uma índole e abusa das
estruturas eclesiásticas ajuda a criar
argumentos para se proteger e tem amigos
para dar tapinhas nas costas e ela vai
falar isso no início que a igreja
evangélica nos Estados Unidos ela se
expande dentro de uma estrutura de
mercado Então a nossa ortodoxia como
evangélico A gente tem que tomar muito
cuidado porque com frequência ao longo
da história aquilo que era dito como
ortodo bíblica Na verdade é um motodoxia
definida por valores de mercado e
sociais Quem tá dentro e quem tá fora
não é só quem acredita na ininância
bíblica é que é em discorda da minha
visão política é quem diz que a música
que eu faço é diferente é quem não
compra do mesmo pregador que eu compro E
se esses caras vendem porque é uma
retórica gráfica ela é agressiva ela é
polêmica com muita frequência a gente
vai acabar cedendo não só no caso da
masculinidade mas em outros casos a
retóricas agressivas o alienistas
extremistas porque a gente está dentro
de um mercado que consome isso e acha
que é bíblico porque todo mundo diz que
é bíblico excepcional excepcional gente
tá aí é um livro que precisa ser
apreciado que precisa ser lido precisa
ser investigado assim como o da best bar
também é muito importante galera sério
para nós termos um cristianismo mais
saudável mais dialogal mais bíblico e
menos cultural eu penso que esse recado
ficou muito claro para todos vocês
ouvindo este podcast é isso voltamos a
semana que vem se Deus quiser assim
permitir Fiquem todos na paz do Senhor
Jesus
[Música]
esse podcast Foi editado por bibotal que
Produções

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