Linguagem, Fé e Comunicação: Escreveu, não leu, ninguém entendeu! | Leandro Abrantes | IBNU | 02
22/09/2022
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[Música] Olá muito bem-vindo a ao Nosso a nossa segunda aula do curso linguagem fé e comunicação boa noite bom dia boa tarde é a todos vocês que já se conectaram aqui também aos que vão ver depois esse esse vídeo gravado então o nosso tema de hoje é Escreveu não leu ninguém entendeu É nós vamos continuar aí a nossa conversa da semana passada que era sobre linguagem sobre língua como a gente pode entender esses conceitos da linguística Como que o pensamento sobre a língua e sobre a linguagem foi se desenvolvendo ao longo do tempo né ao longo da história e hoje a gente vai focalizar aí a escrita é bastante interessante a gente notar que é para muita gente para a maioria das pessoas alfabetizadas né a referência principal da língua referência principal da de uma palavra é a sua forma escrita isso quer dizer que muita gente curiosamente quando pensa numa palavra pensa na sua forma escrita e se a gente leva isso em consideração é importante a gente perguntar o que é então a escrita né como a linguística como disciplina descritiva da linguagem como essa disciplina enxerga a escrita de onde vem a escrita Como surge a escrita Será que que a todas elas surgem de um mesmo de um mesmo padrão da mesma maneira Será que a maneiras diferentes Será que que as escritas por mais que elas tenham formas diferentes Elas têm a mesma os mesmos princípios né Quais são as qual é a situação da escrita no mundo de hoje então esses são algumas alguns temas Essas são algumas das perguntas que a gente vai procurar responder né Principalmente aí o que é a escrita do que se trata a escrita Nesse contexto da linguagem e como ela se relaciona tanto com a linguagem como também com as a língua da qual ela provém-o na qual ela se forma como eu disse a pouco na nossa aula passada a gente falou sobre a linguagem do ponto de vista da linguística né E aí a gente não deve confundir a palavra linguagem como uma palavra comum né que quer dizer língua linguajar enfim a palavra linguagem como termo técnico da linguística quer dizer a essa capacidade humana dessa capacidade humana que nos possibilita a criar línguas estando em comunidade nos permite criar línguas e nos comunicarmos os utilizando línguas que são fenômenos sociais não então para a gente entender para a gente relembrar um pouquinho vamos ver se esse quadro aqui né então a observando esse quadro aqui a gente tem que a linguagem é uma capacidade né enquanto a língua seria um conhecimento e a fala seria uma expressão Então já para a gente ir começando a entender onde é que a fala se localiza para a gente lembrar e para a gente entender onde é que a fala se localiza nessas descrições enquanto a linguagem seria uma capacidade humana é inata e Universal quer dizer é uma capacidade que todo ser humano com a qual todo ser humano nasce então todo ser humano é para a linguística para forma de entendimento da linguística moderna todo ser humano é dotado de linguagem no sentido de que todo ser humano estando em uma comunidade social estando em grupo social consegue adquirir língua e consegue a se comunicar por meio de uma língua a língua por sua vez é um fenômeno social é um fenômeno é que é retrata o conhecimento compartilhado então é um conjunto de conhecimentos compartilhados por um grupo de pessoas por um grupo de indivíduos que perfazem uma comunidade linguística isso seria então uma definição de língua Nesse contexto técnico por isso a gente pode dizer que a linguagem é um traço humano é um traço indissociável do ser humano e que o caracteriza como tal para a linguística né para o linguista por mais que haja outras outras formas de comunicação na em outras espécies em animais enfim em flores enfim essas formas de comunicação não perfazem linguagem porque elas não resultam desse traço inato articulado da mesma maneira como é acontece na Perspectiva humana né a língua então seria como eu já disse esse conjunto de conhecimentos que são compartilhados pelos indivíduos de uma determinada de um determinado grupo social de um determinado grupo linguístico e portanto é uma abstração então quando a gente fala de língua portuguesa né O que é a língua portuguesa mais precisamente para usar termos técnicos aí da língua o que é o português do Brasil o português do Brasil é o conjunto de conhecimentos que são compartilhados pelos brasileiros que são compartilhados pelos brasileiros falantes dessa língua o que é o francês da França francês da França é um conjunto de conhecimentos compartilhados pelos falantes dessa língua por essa comunidade de fala então a língua na linguística é precisamente um fenômeno e é abstrato é uma abstração né tem a ver como a gente diz em linguística tem a ver com as representações mentais sistematizadas então é um conhecimento sistematizado abstrato representado mentalmente que é compartilhado pelos falantes de uma determinada de uma determinada comunidade por isso identifica esses falantes como tal é a o português do Brasil tem qualidades por mais que dentro dele haja variedade a gente vai tratar disso também mas adiante no curso por mais por mais que haja variedades existem questões estruturais no português do Brasil que identificam essa língua como tal que identificam o brasileiro a língua português brasileiro como uma língua própria uma língua particular uma língua natural calcular e a fala por outro lado é seria a expressão da língua então a medida que a linguagem é se a gente observar e comparar não é a linguagem é universal quer dizer todos os seres humanos têm no importa a língua que eles vão desenvolver todo ser humano já nasce com essa capacidade a língua seria então essa esse sistematização esse conhecimento sistematizado abstrato que é compartilhado pelos falantes de uma de uma determinada comunidade e a fala é a expressão desse conhecimento e essa expressão da língua né que a fala expressão natural da língua é individual Claro que tem alguma perspectiva aí é adquirida também né a gente também adquire fala mas a fala como ela é produzida depende é muito em grande medida depende de cada indivíduo cada indivíduo tem hábitos milimetricamente diferentes cada indivíduo tem a órgãos da fala estruturas articulatórias estruturas é músculos estruturas e maneiras de posicionar milimetricamente diferente e essa essa embora essa variabilidade toda a gente não consiga perceber né porque a gente tem uma série de de filtros fonológicos uma série de meios de categorizar aquilo que a gente ouve portanto entender coisas variadas como sendo parte de uma mesma de uma mesma questão parte de um mesmo grupo é a fala é uma expressão individual por isso que a gente diz que a fala é um fenômeno idiossincrático é um fenômeno individual um fenômeno que tenha a ver com a características do indivíduo a fala localiza esse indivíduo na comunidade a forma como uma pessoa fala é caracteriza essa pessoa muitas vezes quando a gente ouve alguém falar mas ainda não viu que era aquela pessoa se a gente conhece essa pessoa a gente conhece o jeito de falar a entonação da pessoa maneira como ela pronuncia as palavras a gente às vezes já reconhece aquela pessoa porque a fala identifica a pessoa existe uma uma área é dos estudos de linguagem chamada fonética forense a fonética forense é uma uma área que liga tanto a fonética que é uma área de estudos da fala com o direito né uma parte do direito e uma parte da medicina legal e essa essa disciplina a fonética forense estuda é ou se se debruça sobre a identificação de falantes então às vezes quando acontece um crime por exemplo e alguém que é identificar se aquela sequela gravação se aquela voz que aparece na gravação é daquela pessoa existem meios de comparação existem meios experimentais meios técnicos de fazer uma comparação Claro com auxílio de equipamentos de equipa apropriados e de se não digo determinar mas mas de se chegar a conclusões bastante interessantes e bastante próximas de se é ou não é determinada pessoa falando é determinada coisa né Então essa essa área da da fonética forense é um exemplo de como a fala nos identifica né Algumas pessoas dizem por exemplo que na nossa fala a gente tem quer dizer quando a gente fala a gente tem como se fosse impressões digitais né claro que não são digitais são dos dedos mas tem algo parecido com as impressões digitais nas nossas na nossa fala na maneira como a gente fala porque quando a gente fala esse som que a gente produz esses sonhos que a gente produz refletem os formatos que a gente tem internamente refletem também a maneira característica de cada um pronunciar os hábitos articulatórios de cada um por isso é que a nossa fala identifica bastante a gente identifica as pessoas dentro da comunidade linguística pela fala bom então a gente já viu que a fala a expressão natural antes que eu me esqueça né alguém a gente tá falando aqui sobre a fala né a fala oral fala auditivo articulatória né alguém pode perguntar assim mas Vem Cair e a língua de sinais e as línguas de sinais as línguas de sinais são línguas mesmo são línguas que possuem uma estrutura diferente das línguas das línguas orais né que fazem parte da mesma comunidade daquela língua de sinais então por exemplo a libras libras é a língua brasileira de sinais a língua brasileira de sinais não é português é uma outra língua a língua brasileira de sinais possui uma estrutura uma gramática diferente da estrutura e da gramática do português não é e também possui fala né a as estruturas que os os falantes né de língua de sinais compartilhem esses conhecimentos que eles compartilham fazem parte da desse né Desse conhecimento que é a mentalmente representado então fazem parte da língua própria e a osternar disso a expressão disso os gestos a face os movimentos né os movimentos na face as expressões faciais é perfazem então a fala então existe tanto a fala tanto a fala é oral né a fala articulatória e auditiva é natural e é uma expressão natural da língua de uma língua abstrata que é esse conhecimento compartilhado como também a fala gestual que é a fala que caracteriza que caracterização da fala das línguas de sinais também é de maneira muito semelhante a fala oral também tem as suas as suas a sua qualidade de localizar esse falante de identificar esse falante porque os falantes têm né nem precisa dizer que são diferentes tem formatos diferentes tem maneiras é milimetricamente diferentes hábitos um pouco diferentes de fazer os sinais além das outras variações que acontecem em termos de vocais né existem sotaques inclusive na libras na fala da libras também Existem os sotaques que a gente verifica na fala oral então fechando esse parênteses libras é língua e a fala e também tem tá então é uma fala gestual visual ao passo de que as línguas orais né como português a língua portuguesa é uma língua que tem fala articulatório auditiva né uma fala oral e auditiva vão Deixando as perguntas aqui para gente nos comentários e a gente vai daqui a pouquinho abrir o momento de responder as perguntas tá então não se esqueçam podem escrever aqui nos comentários as perguntas de vocês e a gente vai retomar daqui a pouquinho continuando aqui bom se a fala é a gente disse aqui que a fala é a expressão natural da língua onde é que fica a escrita nessa nessa situação toda qual é a situação da escrita nessa questão toda bom já que é a gente disse aqui que a fala é a expressão natural a escrita é o quê expressão anti-natural Não foi isso que a gente disse né então qual é o local da escrita na verdade a linguística acaba se debruçando sobre as duas a linguística se interessa tanto pela pelo estudo da expressão né na fala como também pela inspeção na escrita mas primordialmente o meio de a gente de a gente acessar ou então pelo menos buscar acessar esse conhecimento compartilhado as variações desse conhecimento esse próprio sistema se dá por meio da fala porque a fala sempre vem primeiro A fala é o a maneira de expressão é que a gente adquire naturalmente uma pessoa pode Não pode nunca aprender a escrever mas isso não quer dizer que ela não vá aprender a falar nós não temos é pessoas que é em situações né de normalidade que aprendam a escrever antes de aprender a falar ou que aprendam a escrever e não aprendam a falar a escrita é então tem uma tem um lugar e a gente vai ver a gente vai falar sobre isso agora é em seguida a gente já viu aqui que é linguagem então é esse essa capacidade que nos possibilita é desenvolver língua e que a fala a expressão dessa dessa língua a escrita também é uma expressão dessa língua Mas então qual seria a diferença entre essas duas expressões a expressão da fala e a expressão da escrita A fala é como a gente diz é uma expressão natural né e a escrita é uma expressão cultural não que a gente quer dizer com isso o que a gente quer dizer com expressão natural e expressão cultural a gente quer dizer que a escrita é uma habilidade aprendida e por isso mesmo é uma habilidade convencional e sócio-histórica é então a Diferentemente da da fala que é naturalmente organizada produzida construída por esse por esse falante para esse indivíduo a escrita a aprendizagem da escrita o uso da escrita vai depender muito das características dessa dessa cultura das características dessa comunidade em que se insere bom nós temos hoje no mundo atualmente é em uso aproximadamente 7.150 línguas né se você achou que que não havia tantas línguas assim né são mais ou menos 7.150 línguas é esse é o valor esse é o número mais atualizado que a gente conseguiu encontrar tá de línguas dessas 7.150 línguas 200 estão no Brasil então se você acha que no Brasil só é só se fala português né é um pouco mais do que isso né Nós temos aí muitas línguas no Brasil línguas tanto línguas de imigrantes línguas de imigração como também muitas línguas indígenas no Brasil algumas delas ainda agrafas inclusive né É uma parte considerável dessas 7 mil 150 é agrafa tá então é mais ou menos a metade dessas línguas não tem um sistema de escrita e é isso lança para Gente uma outra reflexão né de que é essas línguas Será que essas línguas seriam inferiores Será que essas línguas seriam menos válidas Será que essas línguas seriam né inferiorizadas pelo fato de não terem uma expressão escrita muito pelo contrato muito pelo contrário né na verdade a escrita isso mostra para a gente como a escrita é uma questão cultural a escrita é um produto da cultura e é desenvolvido a partir de questões sociais históricas e algumas comunidades simplesmente não desenvolveram né talvez não tenham sentido necessidade de desenvolver um sistema de escrita e como é que surge então a escrita de onde vem essa ideia da escrita a escrita surge como uma tecnologia como uma tecnologia de fixação de registro né como a gente sabe o que a gente fala É principalmente Antes de a gente ter meios de gravar meios de gravar os sonhos meio de gravar os vídeos antes de tudo isso o que se dizia ficava simplesmente na memória daqueles que tinham ouvido né E aí as histórias então tinham que ser é contadas oralmente decoradas declamadas para que as outras pessoas é as conhecessem as memorizassem e passassem adiante então a escrita surge como uma tecnologia de fixação e de registro com a escrita era possível então registrar pessoas situações e acontecimentos para que isso permanecesse permanecesse para as gerações que que viriam e Tudo começa com um desenho né Tudo começa com o que a gente chama de escrita pictográfica e entre as escritas criptográficas aí mais conhecidas a gente pode citar os próprios hieróglifos né é um exemplo de escrita criptográfica que tem lá uma não é uma escrita tão antiga como outras escritas criptográficas Mas é uma escrita bastante antiga e é uma escrita que se baseia primariamente né primeiro se baseia em símbolos em desenhos de coisas animais pessoas ações e claro que depois disso há algumas modificações enfim algumas alguns desdobramentos mas a escrita ptográfica ela não permanece ptográfica nesses desenhos de pessoas de animais de coisas e situações de ações vão se modificando vão tanto simplificando o seu traço como também vão passando a há uma escrita ideográfica Qual é diferente de uma diferença de uma escrita pictográfica para uma escrita ideográfica bom é diferente eu fazer um desenho de alguma coisa que eu vi ou de alguma coisa que eu a de um objeto ou de uma pessoa específica Essa é a base da escrita pitográfica né é o desenho de algo específico desenho de um elemento do mundo real já a escrita ideográfica é uma é quando esse desenho se torna a representação de um conceito a representação de uma ideia por exemplo é diferente eu desenhar uma mesa que eu estou vendo específica e é diferente eu criar um símbolo um desenho que vai passar a representar qualquer mesa que eu quiser representar aí esse desenho esse segundo tipo de desenho ele não representa um objeto do mundo real ele representa uma ideia que eu tenho a ideia de mesa nesse momento a gente tem aí o início dessa dessa criação de escritas ideográficas na escritas em que cada ideia era representada por um símbolo era não né porque ainda existem escritas ideográficas hoje em dia no mundo né então aqui para a gente entender o esse esse percurso né então eu tenho a escrita pictográfica eu tenho o desenho do objeto do mundo real né E aí quando as pessoas é começam a fazer virar essa chavezinha né começam a entender é essa esse desenho não como aquele objeto a representação daquele objeto algumas em algumas línguas em algumas alguns tipos de escrita Inclusive essa representação essa ligação com o objeto do mundo real era tão grande na mente das pessoas que que escreviam que assim como nos hieróglifos assim como em outras escritas né enfim aquela escrita não só era tida como sagrada como também o fato de escrever o fato de fazer aqueles desenhos era tido como a quase que um ritual quase que uma maneira de se referenciar de se chamar de se invocar aquelas aquelas coisas aquelas pessoas aquelas aqueles objetos aqueles itens do mundo real então a escrita criptográfica tem muito essa tem muito forte essa ideia da relação entre o desenho o traço não traçado e o elemento do mundo real quando as pessoas começam a entender que aquele traço aqueles traços podem indicar palavras da língua a relação começa a ser diferente começa a ser com a própria aquilo que aquilo que se fala aquilo que se tem E aí voltando para linguística né a esse conhecimento linguístico isso vai depender se vai ser diferente para de comunidade para comunidade vai ser diferente com base na percepção que cada é que cada grupo de indivíduos né É tem da sua língua então isso vai depender de muitos fatores mas vai desembocar primeiro aqui nas escritas e chamadas ideográficas e para a gente ver um exemplo aí de escrita ideográfica muito antigo a gente tem das escritas mais antigas que se tem notícia que são documentos aí ou inscrições de 3.500 antes de Cristo a gente tem aqui na no primeiro traço vocês veem aí um A primeira é um sol né o primeiro traço aí na linha de cima na primeira linha nós temos um a representação gráfica de um sol depois a gente tem essa mesma representação é rotacionada E aí é a partir dessa dessa rotação do desenho simplificado do Sol a gente tem as formas chamadas cuneiformes as escritas cuneiformes essas duas primeiras aí seriam escritas sumério do sumério né seria a palavra sol depois a gente tem as duas seguintes a gente tem em babilônio já um pouco mal no período um pouco mais posterior né A primeira seria uma primeira forma de escrita dessa palavra da palavra sol a segunda já é ainda um período um pouco depois um pouco posterior e por fim a gente tem aí a escrita em assírio né escrita a Síria a essas escritas cuneiformes que vocês vêm aqui né especialmente as três últimas são produzidas em argila em tabuletas de argila era cortada O junco né era cortado um ângulo e a pessoa segurava esse Junco com a mão fechada E aí ia então movimentando esse Junco e fazendo traços né que se parecem com espetoszinhos é por isso que tem esse formato é cada figura é formada por vários desses dessas dessas de traços esses traços menores o segundo elemento aí quer dizer boi né então nós temos novamente aí o sumério Né o sumério e acádiano que são as escritas mais antigas que a gente tem depois a gente tem aí as escritas babilônicas né os dois seguintes e depois a gente tem aí que tem a Sírio e o último peixe né também é a mesma até aqui a gente tem um tipo de escrita é chamada logo silábica O que quer dizer isso essa escrita surge de da observação da forma das coisas né coisas pessoas enfim então é tem uma origem pictórica e depois essa representação acaba se tornando silábica porque as palavras né nessas línguas nas palavras nessa língua nessas línguas mais antigas aqui no sumério eram palavras essas ideias eram expressas em geralmente em sílabas únicas né claro que depois isso vai se modificando e se né algumas línguas modificam o entendimento desses símbolos mas inicialmente o que se tenha um conjunto de símbolos pictóricos que vão se transformando em ideogramas né em maneiras de se indicar as palavras da língua é uma outra língua aí mais mais recente que tem até hoje né O que tem outra língua não outra escrita uma outra forma de escrita que até hoje é utiliza a o a escrita aí ideográfica é a o chinês né que é São os ideogramas chineses que também são usados em japonês que também vem da questão pictográfica né a gente tem aqui a representação do Sol é uma representação ptográfica que deu origem a uma simplificação uma simples é que vocês vem mais facilmente ainda né simplificação do traçado da origem aí é um uma forma mais antiga do ideograma para sol e depois a forma recente a forma atual do ideograma Sol que hoje em dia tem outro significado também até lados tá dependendo língua japonês ou chinês enfim e das variedades do chinês mas é nós temos aí essa esse fluxo dos pictogramas até os ideogramas e até hoje vocês veem Como surgiu o ideograma de sódio de lua de montanha de água e de chuva né Então existe um conjunto de ideogramas no caso do chinês um conjunto de ideogramas é que tem a pronúncia ou pronúncias específicas E aí a partir desses ideogramas com essas pronúncias é que são geralmente no caso do chinês em uma sílaba no caso japonês né nem tanto Mas a partir disso tudo é escrito em chinês a partir dos ideogramas tudo é escrito em chinês em japonês a questão um pouquinho diferente além dos ideogramas existem outras complementações de escrita né que a gente vai ver é que eu vou mencionar adiante mas os ideogramas chineses começam a ser desenvolvidos aí em 1300 antes de Cristo bem agora não foram só as escritas e deu gráficas que surgiram a partir do espectogramas né algumas pessoas começaram a pensar que existem se eu e se eu observasse as palavras da língua e dividisse essa palavra essas palavras nas suas partes constitutivas e se é em vez né tem a palavra pássaro né em vez de eu criar um símbolo para pássaro e escrever esse símbolo para pássaro E se eu escrevesse se eu criasse um símbolo para pá um símbolo para Sá e outro símbolo para arô né é o esse esse pedacinho pa aparece em outras palavras eu posso reutilizar esse mesmo símbolo em outras palavras então com o par que eu uso para pássaro eu posso usar para capa eu posso usar para país eu posso usar para outras palavras né e assim sucessivamente aí começam-se a pensar nos sonhos E aí a gente tem dois tipos de desenvolvimento a partir daí né que é que são aqueles que começaram a pensar nas sílabas né então Vamos separar os pedaços da que a gente nota nas palavras e aqueles que começaram a pensar foram além ainda né porque se eu se eu penso nas sílabas né sílaba tem a ver com combinação então eu tenho é nesse caso do som eu tenho pi pelo menos em português né português do Brasil Então eu tenho aí sete combinações para cada som mais ou menos isso Eu tenho um número muito grande de símbolos para usar e né para e para para recorrer e para administrar se eu divido isso divido ainda mais esse seu presto atenção analiso mais ainda essa essas palavras eu consigo entender sons que formam essas sílabas eu diminua o número de elementos que eu preciso usar que eu preciso desenhar e eu ganho em combinação e então eu tenho menos elementos que se combinam mais vezes e aí formam tudo aquilo que é dito nessa língua e com base nisso é que surgem os alfabetos essa ideia dos alfabetos Então tudo começa lá no pictórico Tudo começa no desenho a partir daí a alguma muitas vezes por comparação de como soava aquela palavra escolhida aquela palavra desenhada que ele símbolo Às vezes a primeiro primeiro som daquele símbolo é que ia depois a fornecer essa ideia da letra né Aí é que surge a ideia da letra como a gente tem hoje em dia e eu trouxe aqui outro quadrinho para a gente para a gente visualizar vários alfabetos que a gente conhece outros que a gente não conhece tanto é são formados com essa mesma ideia então a gente tem aqui não sei se vai dar para para enxergar bem mas é tá bem pequenininho Mas enfim nós temos aqui lá na linha de cima nós temos a o desenho de um boi nenhuma cabeça de boi aí depois dessa cabeça de boi é simplificada um pouco mais depois a gente tem aí uma representação é Fenícia né O Chamado alfabeto Fenício é que acaba se né expandindo E tem muitas variedades uma delas é o próprio Palio hebraico Então os textos muitas inscrições muito antigas em hebraico é eram escritas dessa maneira né eram escritas com esse alfabeto aqui não com alfabeto quadrado que a gente conhece hoje em dia eram escritas com esse chamado Palio hebraico proton hebraico é um hebraico antigo que era semelhante ao Fenício É porque também vinha lá do Espírito gramas Então as letras as letras tinham nomes e os nomes das Letras também tinham por isso que quando a gente aprende esses alfabetos as letras tem os nomes um pouco diferentes né esses esses essas letras vinham dos desenhos pictóricos né tinham vindo dos desenhos de escritórios E daí que vem o Alef no hebraico que é o próximo quadrinho também daí vem um Alef no no alfabeto árabe daí também vem a primeira letra do alfabeto é do alfabeto usado na Etiópia o alfabeto do Etiópia antigo o guess alfabeto usado para escrever hoje em dia algumas línguas entre elas o amárico na Etiópia né o guess era uma língua antiga da Etiópia que também era semítica e que também foi criada aí a partir desse dessa ideia né Depois a gente tem umas uma escrita cuneiforme posterior que já que já era alfabética não era mais logo logo silábica e depois a gente tem aqui o grego antigo né o alfa no grego antigo e depois a gente tem aqui o alfa no grego posterior e a gente tem aqui a nossa conhecido a do alfabeto Romano no alfabeto Latino né passou aí do do Fenício para o etrusco para o para o latim né e o grego também entrou nessa nessa história um pouco né E aí a gente tem algumas letras a outra é o desenho de uma casa ou de uma de uma tenda né que foi virando aí o bate né O bar foi virando a segunda letra desses alfabetos que que a gente mencionou inclusive o nosso conhecido B aí do alfabeto Latino tá então se você tá estudando o hebraico aí e tá achando as letras muito diferentes né saiba que essas letras tem uma origem em comum aí então nem tudo está perdido e se você não estudou não está estudando mas quer estudar nós temos cursos tanto de grego como o dia hebraico aqui em playlists na no nosso canal no canal da evenil então é procure lá e Aproveite esses cursos também é a partir daí a gente tem aí o alfabeto Latino arcaico agora eu vou mostrar alguns desses alfabetos e outros menos conhecidos também para a gente ver algumas particularidades aí de alfabetos como alguns deles são mais parecidos outros são mais diferentes e a gente conversar sobre isso então esse é o alfabeto Latino arcaico né um alfabeto que vem do etrusco Alguns chamam de alfabeto etrusco inclusive o alfabeto Latino que a gente conhece né que baseia o nosso que serve de base para o nosso para nossa escrita para o nosso alfabeto português aqui a gente tem o Palio hebraico né que é uma variante do alfabeto Fenícia bem parecido com com o alfabeto Fenício que também surge daquelas representações criptográficas mas já com essa ideia de com essa ideia de som a questão uma coisa diferente do alfabeto dos alfabetos semíticos notadamente o alfabeto hebraico e hoje em dia o alfabeto árabe é além né do fato de a escrita ser feita da direita para a esquerda né a direção da escrita é diferente é São escritas que só utilizam consoantes né então aqui a gente só tem nessa nessa tela a gente só tem as consoantes e por isso a aí alguma alguma dificuldade né que as pessoas inicialmente tenham é claro que foram criados aí sinais né os pontinhos os famosos pontinhos né foram criados para auxiliar a leitura especialmente das pessoas sendo alfabetizadas as crianças e tal e também para para se fixar típica uma pronúncia específica mas no dia a dia né não são usados os pontinhos são usados apenas as consoantes isso é uma coisa é bastante interessante e bastante diferente é um alfabeto bastante diferente tá o alfabeto árabe também tem essa essa característica né as vogais são colocadas como diacríticos como acentos e uma outra característica do alfabeto árabe é que as letras podem ter até quatro variações né Inicial Medial final e isolada então uma mesma letra pode ser escrita de até quatro maneiras diferentes dependendo de do local em que ela está na palavra né nós temos aqui também o nosso Aí talvez um pouco mais conhecido o alfabeto grego que muitas pessoas conhecem pelo menos uma ou outra uma outra letra da Matemática das ciências né da geometria então nós temos essa essa configuração aí em tempos mais mais recente é uma configuração mais recente do alfabeto grego nós temos um alfabeto cirílico moderno né um alfabeto cílico é usado para escrever várias línguas e lavas entre elas o Russo o Russo serve e outras línguas é o alfabeto cirílico tem aí a sua origem nos alfabetos no alfabeto grego para o alfabeto Latino e também alguma influência do próprio alfabeto hebraico né então tem algumas letras foram inspiradas em letras do alfabeto hebraico como é o caso do chá é que se parece com o Shiny que vem do shin do alfabeto hebraico e alguns alfabetos menos conhecidos né para curiosidade é aqui a gente tem o alfabeto armênio que a gente falou aqui na aula passada sobre a tradução Armênia que foi uma das primeiras traduções do texto bíblico e aqui a gente tem o alfabeto armênio que é utilizado na Armênia né nas variedades do armênio São duas principais o armênio oriental armênio ocidental que tem pronúncias diferentes Então esse aqui é o alfabeto armênio outro alfabeto também bastante interessante alfabeto georrgiano que é usado na Geórgia que é um país próximo Armênia na Ásia né são países ali da Ásia e é uma é um alfabeto também bastante diferente em termos de forma né é bastante diferente dos demais alfabetos e é um outro alfabeto que é bastante interessante que eu quero mencionar é o alfabeto coreano o orgulho que foi criado no século 15 pelo pelo Rei sejam e esse alfabeto diferente dos outros Porque em vez de ter uma origem pictórica ele tem na sua origem uma tentativa de reprodução da maneira como as pessoas ou da visualização da observação da pronúncia articulação dos sonhos então assim não não vou aprofundar muito mas cada cada consoante a gente tem as três primeiras linhas são as consoantes né e as três linhas do Meio são as vogais é o formato das consoantes das vogais tem alguma relação com a maneira como esses sonhos são articulados e a escrita não é linear como os outros alfabéticos que a gente viu até agora né até agora a gente viu o alfabetos que escrevem da esquerda para direita alfabeto escreve na direita para esquerda e a no coreano as letras são organizadas em sílabas Então dependendo do formato da letra dependendo do som da posição do som na sílaba é essa essa maneira aí a localização dos símbolos é diferente e a gente também tem as os chamados as escritas chamadas semi-afabéticas né ou escritas quase silábicas escritos silábicas que também são chamados de Abu guguidas então é um exemplo desses a bugidas é o devanage que é a uma forma de escrita utilizada na Índia para escrever várias línguas entre elas o próprio são escrito né língua antiga da Índia Qual é a característica dessa porque não é um alfabeto como os outros porque existem as consoantes aqui a gente tem as consoantes né e as vogais são adições são traços adicionados a essas consoantes mas não são de acríticos como no caso do hebraico ou do Árabe né não são pontinhos não são tio não são não são de acríticos São realmente partes são modificações feitas a forma da consoante é que vão dar as diferentes vogais tá é por isso O resultado é acaba sendo um silabário Então você em vez de ter é como se em vez de eu tenho o som tem a letra B aí se eu quero fazer bar eu já tenho no B agora se eu quero fazer bé eu tenho que mudar algum traço no b então muda um pedacinho lá do B ele vira uma outra coisa ele vira um símbolo um pouco diferente aqui aí eu faço outra modificação faço outra perninha então e assim vai então para cada vogal eu vou fazer uma alteração Diferente ao traço daquela letra e o resultado acaba sendo um silabário na medida em que você tem aí já as combinações graficamente prontas enfim a escrita é um produto cultural né a escrita retomo o que a gente falou na no início a por ser um produto cultural a escrita marca é a identidade daquele povo né marca a forma de pensamento então vocês viram aqui que cada sistema de escrita é desenvolvido a partir de uma maneira de pensar e cada escrita contém características próprias da língua em que ela se desenvolve né então o fato de a em hebraico por exemplo não serem escritas as vogais faz com que algumas características verbais sejam mais facilmente explicadas ou notadas né porque as vogais que ficam entre as consoantes ou antes ou depois não modificam a escrita da palavra então é cada sistema de escrita traz consigo também características da língua em que se desenvolve e as escritas tem sempre uma toda todas as formas de escrita que existem possuem algum tipo de desafio as escritas ideográficas tem como desafio aí um dos Desafios registrar novos conceitos porque se eu se eu tenho um conjunto de elementos um conjunto mais ou menos fixo de e deu gramas né de letras vamos dizer assim é que representam ideias as ideias que eu conheço quando surgem novas ideias novas tecnologias novos conceitos eu preciso então é Eu precisaria criar novas coisas né criar novos é novas maneiras registrar esses conceitos Existem várias maneiras né claro que é existem a noção de de também de análise dessas letras e reconfiguração dessas letras isso também acontece mas uma das maneiras em que isso é feito é pela própria junção de ideias anteriores né Por exemplo como é o caso de da palavra telefone em japonês a palavra telefone em Japonês é junta duas letras né dois ideogramas o primeiro desses ideogramas que vocês estão vendo aí né da esquerda para direita quer dizer eletricidade e o segundo elemento quer dizer fala então assim a fala junto com eletricidade ou eletricidade junto com a fala em japonês bem lá dá o telefone então é uma das maneiras de se resolver esse desafio de representar novos conceitos é justamente reutilizando reagrupando os conceitos que já existem na língua tradicionalmente agora as escritas alfabéticas também tem desafios um dos principais desafios da escrita alfabética das escritas alfabéticas e a própria ortografia né a ideia de sistema ortográfico é uma ideia bastante importante bastante interessante inicialmente a grafia era livre né as pessoas escreviam mais ou menos como como elas queriam como elas elas estavam acostumadas é o hábito né se a gente pega documentos antigos né de 1.500 1600 1700 século 16 17 18 A gente vai ver uma grafia na língua portuguesa por exemplo muito mais muito mais livre do que aquela que a gente conhece hoje em dia essa fixação é bem mais tardia esse esse sistema essa essa convenção essa convencionalidade da escrita acaba sendo mais tardia e a ortografia fixa em si também traz algumas questões importantes como fazer essas regras como criar essas essas Convenções a gente tem pelo menos duas maneiras duas visões nas línguas alfabéticas que tem ortografia fixa uma delas é o uso dos padrões dos parâmetros etimológicos quer dizer de onde vem as palavras línguas que usam esse esse esquema né esse esse parâmetro para a sua ortografia o inglês e o francês você vê que são línguas que tem às vezes uma escrita que se distancia bastante da pronúncia muitas vezes essa é uma reclamação de muita gente né ah mas porque eu escrevo night em inglês com GH se eu não pronuncio esse GH né É como é que eu sei se esse Ivo pronunciar aí e o ai ou o que quer que seja né na verdade a escrita tem a ver com a origem da palavra tem a ver com a forma anterior as formas mais antigas daquela palavra né e antigamente a palavra era pronunciada nisto E aí daí é que foi daí que veio a pronúncia mudou mas a palavra a escrita da palavra permaneceu então padrões adotar um parâmetro etimológico é uma possibilidade para a ortografia para que a ortografia seja fixa e a gente tem os padrões fonológicos né línguas como português por exemplo são línguas que são muito adeptas do chamado parâmetro fonológico que essa ideia de que a escrita tem que acompanhar a fala tem que acompanhar a pronúncia das palavras né e a língua muda e as regras mudam no caso do português Às vezes a língua nem bem muda mas as regras já mudam né a gente sofreu aí diversas modificações diversos diversas modificações ortográficas nos últimos 100 anos uma coisa é um número muito maior do que de outras línguas né das outras línguas majoritárias aí né o português é uma língua bastante falada no mundo né grande parte por conta da do tamanho da população do Brasil mas é uma língua em praticamente todos os continentes e é uma língua que tem uma uma certa importância no cenário linguístico Mundial e a escrita dessa língua é foi alterada aí umas cinco vezes nos últimos 100 anos o que é um número bastante bastante é considerável fora isso a gente tem o próprio a própria influência da fala sobre a escrita e da escrita sobre a fala que são constantes porque são expressões da língua que se influenciam mutuamente então a Como eu disse no início né para muita gente a referência da língua está na escrita então a pessoa acha que deve falar como escreve por outro lado também a gente tem as pessoas que utilizam muitas marcas da oralidade na escrita e querem escrever como falam no caso do português por mais que tenha havido aí tantas tantas alterações a nossa grafia a nossa grafia continua sendo diferente da nossa fala no caso do português né bastante diferente então a gente tem a gente observa numa escrita menos cuidada numa escrita mais informal muita muita muitas características muitas marcas da oralidade parece às vezes que a pessoa tá conversando tá transcrevendo o que ela disse o que ela diria em vez de escrevendo a escrita começa como registro né Mas a escrita com a sua convencionalidade acaba se tornando uma expressão que tem os seus próprios parâmetros diferentes dos parâmetros da fala E por que isso é importante já vou aqui abrir para as perguntas já vou terminando aqui mas assim por que que isso é importante é bom ler interpretar traduzir transliterar e comunicar né os textos e principalmente o texto bíblico Pede uma familiaridade com a escrita e com as escritas né porque é como a gente viu aqui os próprios as próprias línguas originais tem aí é alfabetos diferentes características diferentes e não só elas né então além de as línguas originais terem sistemas de escrita diferente porque tem características diferentes e isso auxilia até entender determinadas coisas por exemplo j lá de Mateus que J é esse né na verdade é o yod que é uma letra menor letra do alfabeto hebraico então não passará a menor letra não vai se passar então a familiaridade com a escrita a compreensão com a escrita ajuda a gente entender o próprio texto também não só isso mas também a tradução as línguas alvo de tradução do texto bíblico né Há muitas traduções sendo feitas sendo revisadas né traduções feitas que já estão muito antigas que já já não comunicam mais né já estão numa língua que as pessoas já não falam e precisam ser revisadas precisam ser atualizadas para que não a mensagem seja mudada mas que as pessoas entendam a mesma mensagem da maneira como elas falam hoje né porque aquela aquela transmissão a forma como a mensagem está transmitida as pessoas não entendem mais porque aquela língua mudou né isso é importante as pessoas entenderem a as revisões as traduções é do texto bíblico precisam ter essa esse pensamento não de modificar a mensagem mas de comunicar a mensagem na língua de hoje na língua que as pessoas de fato entendem além disso a gente também tem o problema das línguas ágrafas dos povos não alcançados E aí por conta disso a gente tem várias pessoas trabalhando né vários linguistas trabalhando ainda para descrever para criar sistemas de escrita para documentar como a gente diz né essas línguas e a partir dessa documentação então é possível que sejam feitas as traduções que sejam feitas para que sua auxilie na comunicação para essas pessoas Então é bastante importante a gente ter a gente pensar sobre a escrita o lugar da escrita na não só na linguística mas também no nosso Labor de leitura de tradução de comunicação do texto muito bem então vamos agora as perguntas que vocês deixaram aqui eu vi aqui algumas perguntas passando Mas é Então vamos lá assim Boa pergunta é então a Marília pergunta aqui para a gente porque muitas pessoas não gostam de ouvir sua própria voz gravada por exemplo é uma questão é uma questão bastante interessante a gente muita gente não gosta de ouvir sua voz gravada porque ela é diferente da voz e que a gente está acostumado a ouvir e ela é diferente porque quando a gente pronuncia quando a gente fala né a gente cria os sonhos a gente articula os sonhos a gente ouve as outras pessoas ouvem apenas pelo meio aéreo então quando a gente produziu os sonhos a gente libera no ar essas moléculas de ar com padrão de vibração que se propaga pelo ar então a outra pessoa ouve pelo meio aéreo a gente ouve a própria voz por dois canais pelo meio aéreo né porque sai da boca e se propaga até chegar ao nosso ouvido mas a gente também houve pelo meio ósseo né a gente também tem uma audição óssea quer dizer que quando a gente fala e produz essas vibrações essas vibrações também fazem os ossos vibrarem então a gente ouve de uma forma diferente né diria que até mais complementar né uma forma uma forma mais completa É por isso quando a gente ouve a própria voz gravada a gente só tem ali a voz propagada em meio aéreo então é como se fosse a metade da nossa voz que a gente ouve uma voz diferente daquela que a gente está acostumado por isso muita gente não tão identifica não se identifica Como eu disse né fala identifica a pessoa e a gente não se reconhece com aquela fala que não é que a gente está acostumada que a gente está acostumado a Perceber vejamos aqui sem Paulo não só sotaque Mineiro mas o meu sotaque carioca o sotaque Paulista hoje sotaques Paulistas hoje sotaques cariocas hoje sotaques mineiros porque são vários é ou isso tá aqui paulistanos é todos esses táxis todos os demais sotaques que nós temos em português nos identificam e nos nos identificam as pessoas nos identificam através do sotaque e a gente também se identifica através de sotaque que a gente fala então quando a gente se identifica com as pessoas né Quanto mais a gente se identifica com as pessoas é possível que a gente adquirir algumas marcas daquele sotaque também tem muita coisa envolvida aí nessa nessa questão a gente vai falar do sotaque nenhuma das nossas aulas a seguir nesse curso Ah sim vamos ver aqui Carol Faz uma pergunta também bastante interessante como saber a razão de algumas pessoas terem facilidade de falar outros idiomas com sotaque muito semelhantes nativos é por causa da articulação da fala olha essa pergunta pode ter várias possibilidades de resposta né ela ela tem muita gente poderia fazer um curso só sobre isso é uma área chamada aquisição de línguas né aquisição de linguagem a gente vai tratar isso em uma das Uma das uma das nossas aulas mas o que eu já poderia adiantar é que a aquisição isso aqui que a gente chama né o aprendizado de uma língua estrangeira aquisição de língua é um assunto bastante complexo é um assunto bastante complexo porque não é apenas é não não lida apenas com a com capacidades que a pessoa tenha e que já que já tenha nascido em que já tenha já tenha disponíveis de forma inata mas com também habilidades que a pessoa desenvolve tem a ver também com atenção né com a maneira com uma pessoa direciona a sua atenção então também tem a ver com uma questão aí é neuropsicológica né tem a ver com a maneira como a pessoa percebe né chamada psicofonética tem a ver também com o afeto né como é que a pessoa se como é que a pessoas ver as pessoas daquela com da língua se ela de Mira célula admira se ela gosta se ela não gosta se ela foi obrigada a fazer o curso se ela não foi obrigada a fazer o curso se ela se ela tá isolada no país que só tem gente que fala aquilo a língua e ela se sente muito mal com isso é tem a ver com muitas questões são muitas muitas questões e inclusive também de uso e de maneira de aprendizado né hábito de aprendizado então é uma questão muito boa muito interessante e bastante complexa de se explicar São muitos os fatores que determinam aí o a própria identificação da pessoa com a sua própria com a sua língua Nativa né com a sua língua mãe eu conheço muita gente que se mudou para os Estados Unidos Por exemplo para falar inglês mas aprendeu a falar espanhol muito melhor porque os melhores amigos que que a pessoa tinha a pessoa foi morar num local fui estudar numa escola que tinha muita gente de origens pânica E aí aprendeu a falar espanhol e o inglês continuou né como era o inglês que falava aqui no Brasil né outras pessoas também que vão morar em outro lugar mas vão com a família e aí por mais que aprendam aqui ali alguma coisa mas demora para aprender e essa questão da identificação da fala né no sotaque né na esses ajustes finos né Fica um pouco comprometidos justamente porque não tem toda essa identificação a pessoa ainda continua ali com uma micro inserida numa micro comunidade dentro dessa comunidade maior Pois é Paulas 7000 e poucas línguas lembram bastante aí a Torre de Babel isso Ana Maria fala daí do do dialeto de Veneto Exatamente é uma das línguas que a gente tem aqui no Brasil né esse esse Veneto aqui do Brasil não é o mesmo de lá assim como nas colônias alemães no Brasil Muitas delas falam uma língua que já se distanciou da língua falada pela comunidade original na Europa então é bastante interessante ouvir relatos isso não acontece só no Brasil isso também acontece em comunidades de origem alemã nos Estados Unidos na Pensilvânia por exemplo tem o que tem uma comunidade alemã que que falam uma espécie de que fala uma língua que é diferente né que é bastante diferente do Alemão falado na Alemanha existem a no sul da Louisiana nos Estados Unidos também gente que falam o francês Cage né que é bastante diferente tanto do francês falado no Canadá como do francês falado na França então isso vai acontecendo as línguas vão se desenvolvendo assim né e são línguas e são línguas a diferença entre língua e dialeto né aqui a Carol faz essa pergunta é a diferença entre idioma e dialeto é uma diferença política né porque a de identificação porque a durante muito tempo a dizer que determinada língua era apenas um dialeto era uma maneira de menosprezar essa língua de relegar essa língua de reforçar a ideia de que essa língua não tinha um estatuto de poder não estava enfim não era a língua principal né a língua principal era uma outra língua escolhida né ou uma a língua do da Metrópole Europeia então muitas pessoas utilizaram e utilizam essa essa nomenclatura dessa forma a palavra dialeto é usada Tecnicamente em linguística como variedade né uma variedade de uma língua O que diferencia uma variedade de uma língua de uma língua própria de um idioma é apenas uma questão política por exemplo a diferença entre o português e O galego é uma diferença muito talvez muito pequena principalmente assim O galego e o brasileiro falando de português brasileiro conseguem se entender razoavelmente bem né O galego O galego é uma língua falada no Noroeste da Espanha na região da Galiza que faz aí fronteira com norte de Portugal e Por que então é considerado um porque não é considerada da mesma língua é que o português né porque não é considerado português porque estão em países diferentes porque tem perspectivas sociais e políticas diferentes então a decisão de se duas dois sistemas né ou duas variedades são línguas diferentes ou se são variedades de uma só língua não é uma coisa essa decisão não é uma decisão é uma decisão prática uma decisão objetiva é uma decisão subjetiva que é tomada com base em outros fatores não fatores descritivos de fatores científicos de quanto é 25% diferente se é 10% diferente né não é nesses termos que que a coisa caminha por isso que a gente tem essa essas nomenclaturas [Risadas] é uma variedade Paulo é uma variedade do português são muitas das variedades do português então por mais por mais diferente que seja e a gente brinca e a gente gosta de falar dessa dessa maneira dessa dessa variabilidade mas a variabilidade é inerente a qualquer língua qualquer língua natural e viva né todas as línguas naturais e vivas tem uma variação tanto comprovada atualmente né tanto comprovada no mesmo momento como também uma variação histórica uma variação temporal a língua varia tanto ao longo do tempo ao longo dos anos séculos como também varia nesse momento que a gente observa a língua ela varia de região para região né de pessoa até de pessoa para pessoa de situação para situação uma maneira como a gente fala numa situação mais formal e diferente da maneira como a gente fala em outra situação a gente vai falar mais com mais detalhes sobre essa sobre essa sobre essa questão Marília pergunta se nós podemos chamar as ferramentas digitais de linguagens tecnológicas é bom o conceito de de linguagem na linguística não limita o uso da palavra linguagem né então a gente pode usar a palavra linguagem de maneira de maneira mais Ampla é linguagem como uma forma de comunicação linguagem como linguajar linguagem como uma uma forma particular de comunicação né então do ponto de vista técnico a linguagem é para linguística é uma coisa bastante específica Mas isso não limita o uso da palavra no contexto um contexto mais amplo então nós temos aqui sobre o Húngaro o Húngaro também é escrito no alfabeto Latino né então é a as línguas muitas línguas europeias São escritas com hoje em dia São escritas com o alfabeto Latino salvo pouquíssimas exceções o que acontece com o a escrita do Húngaro e também acontece com a escrita do norueguês com a escrita do Sueco dinamarquês do irlandês são é uma adaptação de determinadas letras é criação para criação de novas letras com de acríticos ou com algumas modificações para que seja possível se representarem aí todos os sonhos da língua as variabilidade da língua então você vai ver lá no norueguês e norueguês um homem cortado ao meio né que é um som específico são do norueguês você vai ver um agrudado não que eu sou um a do norueguês você vai ver um a com uma bolinha em cima que é Então essas modificações são só assim como em português a gente tem né um a com uma Cobrinha em cima que é a gente tem um outro lá com Chapeuzinho que é o e o e com Chapeuzinho que é o e né então para diferenciar do grampinho né Como dizia lá a professora da da época do da cartilha né enfim então a gente faz essas essas alterações essas ajustes para que a gente consiga escrever a nossa língua afinal de contas o alfabeto Latino foi desenvolvido para escrever o latim e aí como a gente fala outras línguas a gente precisa fazer esses ajustes para adequar aí as coisas não é exatamente né Essa é a Paulo diz aqui levar a mensagem aos povos não alcançados Isso é uma das das responsabilidades é que nós temos aí nós que nos interessamos com pela linguagem né Acho que nos interessamos pela Boa pergunta a gente vai a gente vai falar mais sobre essa variabilidade né das línguas nas aulas a seguir então cada aula a gente vai ter um tema e um dos temas é justamente a variação das línguas como é que a gente Por que que as línguas variam como é que como é que isso acontece e sim as línguas as línguas sempre variam toda língua toda língua natural né o que eu quero dizer com língua natural natural uma língua que não foi inventada não é uma língua artificial tá então se eu sentar aqui e começar inventar um alfabeto inventar uma gramática inventar palavras em mentar tudo isso essa vai ser uma língua artificial tá existem línguas artificiais no mundo que são bastante conhecidas esperando é um exemplo de desses né uma língua que foi criada que foi criada Claro com um propósito tem o espero tem outras línguas chamada interlingo vou lá pique tem outras outras possibilidades também é com Com intenção de que aquela língua se tornasse uma língua Franca utilizada mundialmente para facilitar a comunicação etc mas desde o momento em que eu assim se eu tenho uma língua aqui não circula né com a fala de maneira orgânica quer dizer se não há crianças que nascem e ao nascer encontram uma sociedade que fala aquela língua para Que ela possa adquirir aquela língua como sistema né compartilhado e desenvolver a fala a partir do que ela ouve com as suas variações né propondo ali as suas próprias variações né e manutenções essa língua não vai funcionar como sistema ela não vai funcionar de uma maneira orgânica natural a maneira convencional ela vai ser também um produto cultural assim como é escrita então É nesse sentido sim as línguas antigas também tinham variação também tinham variabilidade né E a gente vai a gente vai falar sobre isso inclusive no contexto bíblico tem umas historinhas que falam sobre isso já falam sobre variação linguística lá na Bíblia se você acha que variação linguística é uma coisa né da atualidade professor de português que estudam linguística na faculdade fica aí falando que né as pessoas podem falar de qualquer jeito e tal né porque avaliação linguística fica atento aí fica atento a uma das nossas próximas aulas em que a gente vai a esse tema inclusive é remetendo aí retomando uma história no contexto bíblico bom pessoal então é por hoje é isso nós vamos continuar falando sobre isso eu queria retornar aqui a mensagem do Paulo sobre a questão de levar a mensagem aos povos não alcançados a gente estava falando sobre isso né sobre a questão da tradução que para a gente traduzir para a gente entender para a gente comunicar a gente precisa entender a linguagem escrita também a gente precisa ter essa familiaridade com a linguagem escrita e na próxima semana todos vocês estão convidados porque a gente vai falar sobre o tema seguinte tradução a tradição do tradutores traidores né então será que a tradução é a tradição dos tradutores traidores se você acha que sim se você acha que não se você não sabe do que a gente está falando você está convidado para participar da nossa próxima aula que vai falar sobre esse tema Tá bem então é uma boa noite para vocês Bom dia boa tarde não se esqueça de se você gosta desse conteúdo se interessa por esse conteúdo não se esqueça de se inscrever aqui no canal da ibnu não se esqueça de compartilhar essa esse link com outra pessoa que talvez se interessa também por esse assunto e também não se esqueça de aproveitar os outros conteúdos gratuitos que nós temos aqui no canal sobre texto bíblico sobre línguas bíblicas sobre filosofia e fé cristã sobre história da Bíblia sobre muitas outras coisas inclusive os podcasts da Bíblia que também 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