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Linguagem, Fé e Comunicação: Escreveu, não leu, ninguém entendeu! | Leandro Abrantes | IBNU | 02

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[Música]
Olá muito bem-vindo a ao Nosso a nossa
segunda aula do curso linguagem fé e
comunicação boa noite bom dia boa tarde
é a todos vocês que já se conectaram
aqui também aos que vão ver depois esse
esse vídeo gravado então o nosso tema de
hoje é Escreveu não leu ninguém entendeu
É nós vamos continuar aí a nossa
conversa da semana passada que era sobre
linguagem sobre língua como a gente pode
entender esses conceitos da linguística
Como que o pensamento sobre a língua e
sobre a linguagem foi se desenvolvendo
ao longo do tempo né ao longo da
história e hoje a gente vai focalizar aí
a escrita é
bastante interessante a gente notar que
é para muita gente para a maioria das
pessoas alfabetizadas né a referência
principal da língua referência principal
da de uma palavra é a sua forma escrita
isso quer dizer que muita gente
curiosamente quando pensa numa palavra
pensa na sua forma escrita e
se a gente leva isso em consideração é
importante a gente perguntar o que é
então a escrita né como a linguística
como disciplina descritiva da linguagem
como essa disciplina enxerga a escrita
de onde vem a escrita Como surge a
escrita Será que que a todas elas surgem
de um mesmo
de um mesmo padrão da mesma maneira Será
que a maneiras diferentes Será que que
as escritas por mais que elas tenham
formas diferentes Elas têm a mesma os
mesmos princípios né Quais são as
qual é a situação da escrita no mundo de
hoje então esses são algumas alguns
temas Essas são algumas das perguntas
que a gente vai procurar responder né
Principalmente aí o que é a escrita do
que se trata a escrita Nesse contexto da
linguagem e como ela se relaciona
tanto com a linguagem como também com as
a língua da qual ela
provém-o na qual ela se forma
como eu disse
a pouco na nossa aula passada a gente
falou sobre a linguagem do ponto de
vista da linguística né E aí a gente não
deve confundir a palavra linguagem como
uma palavra comum né que quer dizer
língua linguajar enfim a palavra
linguagem como termo técnico da
linguística quer dizer a
essa capacidade humana dessa capacidade
humana que nos possibilita
a criar línguas estando em comunidade
nos permite criar línguas e nos
comunicarmos os utilizando línguas que
são fenômenos sociais não então para a
gente entender para a gente relembrar um
pouquinho
vamos ver se esse quadro aqui né então a
observando esse quadro aqui a gente tem
que
a linguagem é uma capacidade né enquanto
a língua seria um conhecimento e a fala
seria uma expressão Então já para a
gente ir começando a entender onde é que
a fala se localiza para a gente lembrar
e para a gente entender onde é que a
fala se localiza
nessas descrições
enquanto a linguagem seria uma
capacidade humana é inata e Universal
quer dizer é uma capacidade que todo ser
humano com a qual todo ser humano nasce
então todo ser humano é para a
linguística para forma de entendimento
da linguística moderna todo ser humano é
dotado de linguagem no sentido de que
todo ser humano estando em uma
comunidade
social estando em grupo social consegue
adquirir língua e consegue a se
comunicar por meio de uma língua a
língua por sua vez é um fenômeno social
é um fenômeno é que é retrata o
conhecimento
compartilhado então é um conjunto de
conhecimentos
compartilhados por um grupo de pessoas
por um grupo de indivíduos que perfazem
uma comunidade linguística isso seria
então uma definição de língua Nesse
contexto técnico
por isso a gente pode dizer que a
linguagem é um traço humano é um traço
indissociável do ser humano e que o
caracteriza como tal
para a linguística né para o linguista
por mais que haja outras outras formas
de comunicação na
em outras espécies em animais enfim em
flores enfim essas formas de comunicação
não perfazem linguagem porque elas não
resultam desse traço inato articulado da
mesma maneira como é
acontece na
Perspectiva humana né
a língua então seria como eu já disse
esse conjunto de conhecimentos que são
compartilhados
pelos indivíduos de uma determinada de
um determinado grupo social de um
determinado grupo linguístico e portanto
é uma abstração então quando a gente
fala de língua portuguesa né O que é a
língua portuguesa mais precisamente para
usar termos técnicos aí da língua o que
é o português do Brasil o português do
Brasil é o conjunto de conhecimentos que
são
compartilhados pelos brasileiros que são
compartilhados pelos brasileiros
falantes dessa língua o que é o
francês da França francês da França é um
conjunto de conhecimentos compartilhados
pelos falantes dessa língua por essa
comunidade de fala então a língua na
linguística é precisamente um fenômeno
e é abstrato é uma abstração né tem a
ver como a gente diz em linguística tem
a ver com as representações mentais
sistematizadas então é um conhecimento
sistematizado
abstrato representado mentalmente que é
compartilhado pelos falantes de uma
determinada de uma determinada
comunidade por isso identifica esses
falantes como tal é a o português do
Brasil tem qualidades por mais que
dentro dele haja variedade a gente vai
tratar disso também mas adiante no curso
por mais por mais que haja variedades
existem questões estruturais no
português do Brasil que identificam essa
língua como tal que identificam
o brasileiro a língua português
brasileiro como uma língua própria uma
língua particular uma língua natural
calcular
e a fala por outro lado é seria a
expressão da língua então a medida que a
linguagem é se a gente observar e
comparar não é a linguagem é universal
quer dizer todos os seres humanos têm no
importa a língua que eles vão
desenvolver todo ser humano já nasce com
essa capacidade a língua seria então
essa esse sistematização esse
conhecimento sistematizado abstrato que
é compartilhado
pelos falantes de uma de uma determinada
comunidade e a fala é a expressão desse
conhecimento e essa expressão da língua
né que a fala expressão natural da
língua é individual
Claro que tem alguma perspectiva aí é
adquirida também né a gente também
adquire fala mas a fala como ela é
produzida depende é muito em grande
medida depende de cada indivíduo cada
indivíduo tem hábitos milimetricamente
diferentes cada indivíduo tem a
órgãos da fala estruturas articulatórias
estruturas é
músculos estruturas e maneiras de
posicionar milimetricamente diferente
e essa essa embora essa variabilidade
toda a gente não consiga
perceber né porque a gente tem uma série
de de filtros fonológicos uma série de
meios de categorizar aquilo que a gente
ouve portanto
entender coisas variadas como sendo
parte de uma mesma de uma mesma questão
parte de um mesmo grupo é a fala é uma
expressão individual por isso que a
gente diz que a fala é um fenômeno
idiossincrático é um fenômeno individual
um fenômeno que tenha a ver com a
características do indivíduo a fala
localiza esse indivíduo na comunidade
a forma como uma pessoa fala é
caracteriza essa pessoa muitas vezes
quando a gente
ouve alguém falar mas ainda não viu que
era aquela pessoa se a gente conhece
essa pessoa a gente conhece o jeito de
falar a entonação da pessoa maneira como
ela pronuncia as palavras a gente às
vezes já reconhece aquela pessoa porque
a fala identifica
a pessoa existe uma uma área é dos
estudos de linguagem chamada fonética
forense a fonética forense é uma
uma área que liga tanto a fonética que é
uma área de estudos da fala com o
direito né uma parte do direito e uma
parte da medicina legal e essa essa
disciplina a fonética forense estuda é
ou se se debruça sobre a identificação
de falantes então às vezes quando
acontece um crime por exemplo e
alguém que é identificar se aquela
sequela gravação se aquela voz que
aparece na gravação é daquela pessoa
existem meios de comparação
existem meios experimentais meios
técnicos de fazer uma comparação Claro
com auxílio de equipamentos de equipa
apropriados e de
se não digo determinar mas mas de se
chegar a conclusões bastante
interessantes e bastante próximas de se
é ou não é determinada pessoa falando é
determinada coisa né Então essa essa
área da da fonética forense é um exemplo
de como a fala nos identifica né Algumas
pessoas dizem por exemplo que na nossa
fala
a gente tem quer dizer quando a gente
fala a gente tem como se fosse
impressões digitais né claro que não são
digitais são dos dedos mas tem algo
parecido com as impressões digitais nas
nossas na nossa fala na maneira como a
gente fala porque quando a gente fala
esse som que a gente produz esses sonhos
que a gente produz
refletem os formatos que a gente tem
internamente refletem também a maneira
característica de cada um pronunciar os
hábitos articulatórios de cada um por
isso é que a nossa fala identifica
bastante a gente identifica as pessoas
dentro da comunidade linguística pela
fala
bom então a gente já viu que a fala a
expressão natural antes que eu me
esqueça né alguém a gente tá falando
aqui sobre a fala né a fala oral fala
auditivo articulatória né alguém pode
perguntar assim mas Vem Cair e a língua
de sinais e as línguas de sinais as
línguas de sinais são línguas mesmo são
línguas que possuem
uma estrutura diferente
das línguas das línguas orais né que
fazem parte da mesma comunidade daquela
língua de sinais então por exemplo a
libras libras é a língua brasileira de
sinais a língua brasileira de sinais não
é português é uma outra língua a língua
brasileira de sinais possui uma
estrutura uma gramática diferente da
estrutura e da gramática do português
não é e também possui fala né a as
estruturas que os os falantes né de
língua de sinais
compartilhem esses conhecimentos que
eles compartilham
fazem parte da
desse né Desse conhecimento que é a
mentalmente representado então fazem
parte da língua própria e a osternar
disso a expressão disso os gestos a
face os movimentos né os movimentos na
face as expressões faciais é perfazem
então a fala então existe tanto a fala
tanto a fala é oral né a fala
articulatória e auditiva é natural e é
uma expressão natural da língua de uma
língua abstrata que é esse conhecimento
compartilhado como também a fala gestual
que é a fala que caracteriza que
caracterização da fala das línguas de
sinais também é de maneira muito
semelhante a fala oral também tem as
suas
as suas
a sua qualidade de localizar esse
falante de identificar esse falante
porque os falantes têm
né nem precisa dizer que são diferentes
tem formatos diferentes tem maneiras é
milimetricamente diferentes hábitos um
pouco diferentes de fazer os sinais além
das outras variações que acontecem em
termos de vocais né existem sotaques
inclusive na libras na fala da libras
também Existem os sotaques que a gente
verifica na fala oral então fechando
esse parênteses libras é língua e a fala
e também tem tá então é uma fala gestual
visual
ao passo de que as línguas orais né como
português a língua portuguesa é uma
língua que tem fala
articulatório auditiva né uma fala oral
e auditiva
vão Deixando as perguntas aqui para
gente nos comentários e a gente vai
daqui a pouquinho
abrir o momento de responder as
perguntas tá então não se esqueçam podem
escrever aqui nos comentários as
perguntas de vocês e a gente vai retomar
daqui a pouquinho
continuando aqui bom se a fala é a gente
disse aqui que a fala é a expressão
natural da língua onde é que fica a
escrita nessa nessa situação toda qual é
a situação da escrita nessa questão toda
bom já que é a gente disse aqui que a
fala
é a expressão natural a escrita é o quê
expressão anti-natural Não foi isso que
a gente disse né então qual é o local da
escrita na verdade a linguística acaba
se debruçando sobre as duas a
linguística se interessa tanto pela pelo
estudo da expressão né na fala como
também pela inspeção na escrita mas
primordialmente o meio de a gente de a
gente acessar ou então pelo menos buscar
acessar esse conhecimento compartilhado
as variações desse conhecimento esse
próprio sistema se dá por meio da fala
porque a fala sempre vem primeiro
A fala é o a maneira de expressão é que
a gente adquire naturalmente uma pessoa
pode Não pode nunca aprender a escrever
mas isso não quer dizer que ela não vá
aprender a falar nós não temos é pessoas
que é em situações né de normalidade que
aprendam a escrever antes de aprender a
falar ou que aprendam a escrever e não
aprendam a falar a escrita é então tem
uma tem um lugar e a gente vai ver a
gente vai falar sobre isso agora é em
seguida a gente já viu aqui que é
linguagem então é esse essa capacidade
que nos possibilita é
desenvolver língua e que a fala a
expressão
dessa dessa língua a escrita também é
uma expressão dessa língua Mas então
qual seria a diferença entre essas duas
expressões a expressão da fala e a
expressão da escrita A fala é como a
gente diz é uma expressão natural né e a
escrita é uma expressão cultural não que
a gente quer dizer com isso o que a
gente quer dizer com expressão natural e
expressão cultural a gente quer dizer
que a escrita é uma habilidade aprendida
e por isso mesmo é uma habilidade
convencional e sócio-histórica é então a
Diferentemente da da fala que é
naturalmente
organizada produzida construída por esse
por esse falante para esse indivíduo
a escrita a aprendizagem da escrita o
uso da escrita vai depender muito das
características dessa dessa cultura das
características dessa comunidade
em que se insere
bom nós temos hoje no mundo atualmente é
em uso
aproximadamente
7.150 línguas
né se você achou que que não havia
tantas línguas assim né são mais ou
menos
7.150 línguas é esse é o valor
esse é o número mais atualizado que a
gente conseguiu encontrar tá de línguas
dessas 7.150 línguas 200 estão no Brasil
então se você acha que no Brasil só é só
se fala português né é um pouco mais do
que isso né Nós temos aí muitas línguas
no Brasil línguas tanto línguas de
imigrantes línguas de imigração como
também muitas línguas indígenas no
Brasil algumas delas ainda agrafas
inclusive né É uma parte considerável
dessas 7 mil 150
é agrafa tá então é mais ou menos a
metade dessas línguas não tem um sistema
de escrita
e é isso lança para Gente uma outra
reflexão né de que é
essas línguas Será que essas línguas
seriam inferiores Será que essas línguas
seriam menos válidas Será que essas
línguas seriam né
inferiorizadas pelo fato de não terem
uma expressão escrita muito pelo
contrato muito pelo contrário né
na verdade a escrita isso mostra para a
gente como a escrita é uma questão
cultural a escrita é um produto da
cultura e é desenvolvido a partir de
questões
sociais históricas e algumas comunidades
simplesmente não desenvolveram né talvez
não tenham sentido necessidade de
desenvolver um sistema de escrita
e como é que surge então a escrita de
onde vem essa ideia da escrita a escrita
surge como uma tecnologia como uma
tecnologia de fixação de registro né
como a gente sabe o que a gente fala É
principalmente Antes de a gente ter
meios de gravar meios de gravar os
sonhos meio de gravar os vídeos
antes de tudo isso o que se dizia ficava
simplesmente na memória daqueles que
tinham ouvido né E aí as histórias então
tinham que ser é contadas oralmente
decoradas declamadas para que as outras
pessoas é
as conhecessem as memorizassem e
passassem adiante
então a escrita surge como uma
tecnologia de fixação e de registro com
a escrita era possível então registrar
pessoas situações e acontecimentos para
que isso permanecesse permanecesse para
as gerações
que que viriam
e Tudo começa com um desenho né Tudo
começa com o que a gente chama de
escrita pictográfica e entre as escritas
criptográficas aí mais conhecidas a
gente pode citar
os próprios hieróglifos né é um exemplo
de escrita criptográfica que tem lá uma
não é uma escrita tão antiga como outras
escritas criptográficas Mas é uma
escrita bastante antiga e é uma escrita
que se baseia
primariamente né primeiro
se baseia em símbolos em desenhos de
coisas animais pessoas ações e claro que
depois disso há algumas modificações
enfim algumas alguns desdobramentos mas
a escrita ptográfica ela não permanece
ptográfica nesses desenhos de pessoas de
animais de coisas e situações de ações
vão se modificando vão tanto
simplificando o seu traço como também
vão passando a
há uma escrita ideográfica Qual é
diferente de uma diferença de uma
escrita pictográfica para uma escrita
ideográfica bom é diferente eu fazer um
desenho de alguma coisa que eu vi ou de
alguma coisa que eu a de um objeto ou de
uma pessoa específica
Essa é a base da escrita pitográfica né
é o desenho de algo específico desenho
de um elemento do mundo real
já a escrita ideográfica é uma é quando
esse desenho se torna a representação de
um conceito a representação de uma ideia
por exemplo é diferente eu desenhar uma
mesa que eu estou vendo específica e é
diferente eu criar um símbolo um desenho
que vai passar a representar qualquer
mesa que eu quiser representar aí esse
desenho esse segundo tipo de desenho ele
não representa um objeto do mundo real
ele representa uma ideia que eu tenho a
ideia de mesa nesse momento a gente tem
aí o início dessa dessa criação de
escritas ideográficas na escritas em que
cada ideia
era representada por um símbolo era não
né porque ainda existem escritas
ideográficas hoje em dia no mundo né
então aqui para a gente entender o esse
esse percurso né então eu tenho a
escrita pictográfica eu tenho o desenho
do objeto do mundo real né E aí quando
as pessoas é começam a fazer virar essa
chavezinha né começam a
entender é essa esse desenho não como
aquele objeto a representação daquele
objeto algumas em algumas línguas em
algumas alguns tipos de escrita
Inclusive essa representação essa
ligação com o objeto do mundo real era
tão grande na mente das pessoas que que
escreviam que assim como nos hieróglifos
assim como em outras escritas
né enfim
aquela escrita não só era tida como
sagrada como também o fato de escrever o
fato de fazer aqueles desenhos era tido
como a quase que um ritual quase que uma
maneira de se referenciar de se chamar
de se invocar aquelas aquelas coisas
aquelas pessoas aquelas aqueles objetos
aqueles itens do mundo real então a
escrita criptográfica tem muito essa tem
muito forte essa ideia da relação entre
o desenho o traço não traçado e o
elemento do mundo real quando as pessoas
começam a entender que aquele traço
aqueles traços podem indicar palavras da
língua a relação começa a ser diferente
começa a ser com a própria aquilo que
aquilo que se fala aquilo que se tem E
aí voltando para linguística né
a esse conhecimento linguístico isso vai
depender se vai ser diferente para de
comunidade para comunidade vai ser
diferente com base na percepção que cada
é que cada grupo de indivíduos né É tem
da sua língua então isso vai depender de
muitos fatores mas vai desembocar
primeiro aqui nas
escritas e chamadas ideográficas e para
a gente ver um exemplo aí de escrita
ideográfica muito antigo a gente tem
das escritas mais antigas que se tem
notícia que são
documentos aí ou inscrições de 3.500
antes de Cristo a gente tem aqui na no
primeiro traço
vocês veem aí um
A primeira é um sol né o primeiro traço
aí na linha de cima na primeira linha
nós temos um a representação gráfica de
um sol depois a gente tem essa mesma
representação
é
rotacionada E aí é a partir dessa dessa
rotação do
desenho simplificado do Sol a gente tem
as formas chamadas cuneiformes as
escritas cuneiformes essas duas
primeiras aí seriam escritas sumério do
sumério né seria a palavra sol
depois a gente tem as duas seguintes a
gente tem em babilônio
já um pouco mal no período um pouco mais
posterior né
A primeira seria
uma primeira forma de escrita dessa
palavra da palavra sol a segunda já é
ainda um período um pouco depois um
pouco posterior e por fim a gente tem aí
a escrita
em assírio né escrita a Síria a essas
escritas cuneiformes que vocês vêm aqui
né especialmente as três últimas são
produzidas em argila em tabuletas de
argila era cortada
O junco né era cortado um ângulo e a
pessoa segurava esse Junco com a mão
fechada E aí ia então
movimentando esse Junco e fazendo traços
né que se parecem com
espetoszinhos é por isso que tem esse
formato é
cada figura é formada por vários desses
dessas dessas de traços esses traços
menores o segundo elemento aí quer dizer
boi né então nós temos novamente aí o
sumério Né o sumério e acádiano que são
as escritas mais antigas que a gente tem
depois a gente tem aí as escritas
babilônicas né os dois
seguintes e depois a gente tem aí que
tem a Sírio e o último peixe né também é
a mesma até aqui a gente tem um tipo de
escrita é
chamada logo silábica O que quer dizer
isso
essa escrita surge de da observação da
forma das coisas né
coisas pessoas enfim então é tem uma
origem pictórica
e depois essa representação acaba se
tornando
silábica porque as palavras né nessas
línguas nas palavras nessa língua nessas
línguas mais antigas aqui no sumério
eram palavras essas ideias eram
expressas em geralmente em sílabas
únicas né claro que depois isso vai se
modificando e se né algumas línguas
modificam o entendimento desses símbolos
mas
inicialmente o que se tenha um conjunto
de símbolos pictóricos que vão se
transformando em ideogramas né em
maneiras de
se indicar as palavras da língua
é uma outra língua aí mais mais recente
que tem até hoje
né O que tem outra língua não outra
escrita uma outra forma de escrita que
até hoje é utiliza a o a escrita aí
ideográfica é a o chinês né que é São os
ideogramas chineses que também são
usados em japonês
que também vem da questão pictográfica
né a gente tem aqui a representação do
Sol é uma representação ptográfica que
deu origem a uma simplificação uma
simples é que vocês vem mais facilmente
ainda né simplificação do traçado da
origem
aí é um uma forma mais antiga do
ideograma para sol e depois a forma
recente a forma atual do ideograma Sol
que hoje em dia tem outro significado
também até lados tá dependendo língua
japonês ou chinês enfim e das variedades
do chinês mas é nós temos aí essa esse
fluxo dos pictogramas até os ideogramas
e até hoje vocês veem Como surgiu o
ideograma de sódio de lua de montanha de
água e de chuva né Então existe um
conjunto de ideogramas no caso do chinês
um conjunto de ideogramas é que tem
a pronúncia ou pronúncias específicas E
aí a partir desses ideogramas com essas
pronúncias é que são geralmente no caso
do chinês em uma sílaba no caso japonês
né nem tanto
Mas a partir disso tudo é escrito em
chinês a partir dos ideogramas tudo é
escrito em chinês em japonês a questão
um pouquinho
diferente além dos ideogramas existem
outras complementações de escrita né que
a gente vai ver é
que eu vou mencionar adiante mas os
ideogramas chineses começam a ser
desenvolvidos aí em 1300 antes de Cristo
bem agora não foram só as escritas e deu
gráficas que surgiram a partir do
espectogramas né algumas pessoas
começaram a pensar que existem
se eu
e se eu observasse as palavras
da língua e
dividisse essa palavra essas palavras
nas suas partes constitutivas e se é em
vez né tem a palavra pássaro né em vez
de eu criar um símbolo para pássaro e
escrever esse símbolo para pássaro E se
eu escrevesse se eu criasse um símbolo
para pá um símbolo para Sá e outro
símbolo para arô né é o esse esse
pedacinho pa aparece em outras palavras
eu posso reutilizar esse mesmo símbolo
em outras palavras então com o par que
eu uso para pássaro eu posso usar para
capa eu posso usar para
país eu posso usar para outras palavras
né
e assim sucessivamente aí
começam-se a pensar nos sonhos
E aí a gente tem dois tipos de
desenvolvimento a partir daí né que é
que são aqueles que começaram a pensar
nas sílabas né então Vamos separar os
pedaços da que a gente nota nas palavras
e
aqueles que começaram a pensar foram
além ainda né porque se eu se eu penso
nas sílabas né sílaba tem a ver com
combinação então eu tenho é nesse caso
do som eu tenho
pi pelo menos em português né português
do Brasil Então eu tenho aí sete
combinações para cada som mais ou menos
isso
Eu tenho
um
número muito grande de símbolos para
usar e né para e para para recorrer e
para administrar se eu divido isso
divido ainda mais esse seu presto
atenção analiso mais ainda essa essas
palavras eu consigo entender
sons que formam essas sílabas eu diminua
o número
de elementos que eu preciso usar que eu
preciso desenhar
e eu ganho em combinação e então eu
tenho menos elementos que se combinam
mais vezes e aí formam tudo aquilo que é
dito nessa língua e com base nisso é que
surgem os alfabetos essa ideia dos
alfabetos Então tudo começa lá no
pictórico Tudo começa no desenho a
partir daí a alguma muitas vezes por
comparação de como soava aquela palavra
escolhida aquela palavra desenhada que
ele símbolo Às vezes a primeiro primeiro
som daquele símbolo é que ia depois
a fornecer essa ideia da letra né Aí é
que surge a ideia da letra como a gente
tem hoje em dia e eu trouxe aqui outro
quadrinho para a gente
para a gente visualizar
vários alfabetos que a gente
conhece outros que a gente não conhece
tanto é são formados com essa mesma
ideia então a gente tem aqui não sei se
vai dar para para enxergar bem mas é tá
bem pequenininho Mas enfim nós temos
aqui lá na linha de cima
nós temos a
o desenho de um boi nenhuma cabeça de
boi aí depois dessa cabeça de boi é
simplificada um pouco mais depois a
gente tem aí uma representação é Fenícia
né O Chamado alfabeto Fenício
é que acaba se né
expandindo E tem muitas variedades uma
delas é o próprio Palio hebraico
Então os textos muitas inscrições muito
antigas em hebraico é eram escritas
dessa maneira né eram escritas com esse
alfabeto aqui não com alfabeto quadrado
que a gente conhece hoje em dia eram
escritas com esse chamado Palio hebraico
proton hebraico é um hebraico antigo que
era semelhante ao
Fenício É porque também vinha lá do
Espírito gramas Então as letras as
letras tinham nomes e os nomes das
Letras também tinham por isso que quando
a gente aprende esses alfabetos as
letras tem os nomes um pouco diferentes
né
esses esses
essas letras vinham dos desenhos
pictóricos né tinham vindo dos desenhos
de escritórios E daí que vem o Alef no
hebraico que é o próximo quadrinho
também daí vem um Alef no
no alfabeto árabe daí também vem a
primeira letra do alfabeto é do alfabeto
usado na Etiópia o alfabeto do Etiópia
antigo o guess alfabeto usado para
escrever hoje em dia algumas línguas
entre elas o amárico na Etiópia né o
guess era uma língua antiga da Etiópia
que também era semítica e que também foi
criada aí a partir desse dessa ideia né
Depois a gente tem umas uma escrita
cuneiforme posterior que já que já era
alfabética não era mais
logo logo silábica e depois a gente tem
aqui
o grego antigo né o alfa no grego antigo
e depois a gente tem aqui o alfa no
grego posterior e a gente tem aqui a
nossa conhecido a do alfabeto Romano no
alfabeto Latino né passou aí do do
Fenício para o etrusco para o para o
latim né e o grego também entrou nessa
nessa história um pouco né E aí a gente
tem algumas letras a outra é o desenho
de uma casa ou de uma de uma tenda né
que foi virando aí o bate né O bar foi
virando a segunda letra desses alfabetos
que que a gente mencionou inclusive o
nosso conhecido B aí do alfabeto Latino
tá então se você tá estudando o hebraico
aí e tá achando as letras muito
diferentes né saiba que essas letras tem
uma origem em comum aí então nem tudo
está perdido e se você não estudou não
está estudando mas quer estudar nós
temos cursos tanto de grego como o dia
hebraico aqui em playlists na no nosso
canal no canal da evenil então é procure
lá e Aproveite esses cursos também
é
a partir daí a gente tem aí o alfabeto
Latino arcaico agora eu vou mostrar
alguns desses alfabetos e outros menos
conhecidos também para a gente ver
algumas particularidades aí de alfabetos
como alguns deles são mais parecidos
outros são mais diferentes e a gente
conversar sobre isso então esse é o
alfabeto Latino arcaico né um alfabeto
que vem do etrusco Alguns chamam de
alfabeto etrusco inclusive o alfabeto
Latino que a gente conhece né que baseia
o nosso que serve de base para o nosso
para nossa escrita para o nosso alfabeto
português
aqui a gente tem o Palio hebraico né que
é uma variante do
alfabeto Fenícia bem parecido com com o
alfabeto Fenício que também surge
daquelas representações criptográficas
mas já com essa ideia de com essa ideia
de
som a questão uma coisa diferente do
alfabeto dos alfabetos semíticos
notadamente o alfabeto hebraico e hoje
em dia o alfabeto árabe
é além né do fato de a escrita ser feita
da direita para a esquerda né a direção
da escrita é diferente é São escritas
que só utilizam consoantes né então
aqui a gente só tem
nessa nessa tela a gente só tem as
consoantes
e
por isso a aí alguma alguma dificuldade
né que as pessoas
inicialmente tenham
é claro que foram criados aí sinais né
os pontinhos os famosos pontinhos né
foram criados para
auxiliar a leitura especialmente das
pessoas sendo alfabetizadas as crianças
e tal e também para para se fixar
típica uma pronúncia específica mas
no dia a dia né não são usados os
pontinhos são usados apenas as
consoantes isso é uma coisa é bastante
interessante e bastante diferente é um
alfabeto bastante diferente tá
o alfabeto árabe também
tem essa essa característica né as
vogais são colocadas como diacríticos
como acentos e uma outra característica
do alfabeto árabe é que as letras podem
ter até quatro variações né Inicial
Medial final e isolada então uma mesma
letra pode ser escrita de até quatro
maneiras diferentes dependendo de do
local em que ela está na palavra né
nós temos aqui também o nosso Aí talvez
um pouco mais conhecido o alfabeto grego
que
muitas pessoas conhecem pelo menos uma
ou outra uma outra letra da Matemática
das ciências né da geometria então nós
temos
essa essa configuração aí em tempos mais
mais recente é uma configuração mais
recente do alfabeto
grego nós temos um alfabeto
cirílico moderno né um alfabeto cílico é
usado para escrever
várias línguas e lavas entre elas o
Russo
o Russo serve e outras línguas é o
alfabeto cirílico tem aí a sua origem
nos alfabetos no alfabeto grego para o
alfabeto Latino e também alguma
influência do próprio alfabeto hebraico
né
então tem algumas letras foram
inspiradas em letras do alfabeto
hebraico
como é o caso do chá é que se parece com
o Shiny que vem do shin do alfabeto
hebraico e alguns alfabetos menos
conhecidos né para curiosidade é aqui a
gente tem o alfabeto armênio
que a gente falou aqui na aula passada
sobre a tradução
Armênia que foi uma das primeiras
traduções do texto bíblico e aqui a
gente tem o alfabeto armênio
que é utilizado na Armênia né nas
variedades do armênio São duas
principais o armênio oriental armênio
ocidental que tem pronúncias diferentes
Então
esse aqui é o alfabeto armênio
outro alfabeto também bastante
interessante alfabeto georrgiano que é
usado na Geórgia que é um país próximo
Armênia
na Ásia né são países ali da Ásia e é
uma é um alfabeto também bastante
diferente em termos de forma né é
bastante diferente dos demais alfabetos
e é um outro alfabeto que é bastante
interessante que eu quero mencionar é o
alfabeto coreano o orgulho que foi
criado no século 15 pelo pelo Rei sejam
e esse alfabeto
diferente dos outros Porque em vez de
ter uma origem pictórica ele tem na sua
origem uma tentativa de reprodução da
maneira como as pessoas ou da
visualização da observação da pronúncia
articulação dos sonhos então assim não
não vou aprofundar muito mas cada cada
consoante a gente tem as três primeiras
linhas são as consoantes né e as três
linhas do Meio são as vogais
é
o formato das consoantes das vogais tem
alguma relação com a maneira como esses
sonhos são articulados e a escrita não é
linear como os outros alfabéticos que a
gente viu até agora né até agora a gente
viu o alfabetos que escrevem da esquerda
para direita alfabeto escreve na direita
para esquerda e a no coreano as
letras são organizadas em sílabas Então
dependendo do formato da letra
dependendo do som da posição do som na
sílaba é essa
essa maneira aí
a localização
dos símbolos é diferente
e a gente também tem as os chamados
as escritas chamadas
semi-afabéticas né ou escritas quase
silábicas escritos silábicas
que também são chamados de Abu guguidas
então é um exemplo desses a bugidas é o
devanage que é a uma forma de escrita
utilizada na Índia para escrever várias
línguas entre elas o próprio são escrito
né língua antiga da Índia
Qual é a característica dessa porque não
é um alfabeto como os outros
porque existem as consoantes aqui a
gente tem as consoantes né e as vogais
são adições são traços adicionados a
essas consoantes mas não são de
acríticos como no caso do hebraico ou do
Árabe né não são pontinhos não são tio
não são não são de acríticos São
realmente
partes são modificações feitas a forma
da consoante é que vão dar as diferentes
vogais tá é por isso O resultado é acaba
sendo um silabário Então você em vez de
ter é como se em vez de eu tenho o som
tem a letra B aí se eu quero fazer
bar eu já tenho no B agora se eu quero
fazer bé eu tenho que mudar algum traço
no b então muda um pedacinho lá do B ele
vira uma outra coisa ele vira um símbolo
um pouco diferente aqui aí eu faço outra
modificação faço outra perninha
então e assim vai então para cada vogal
eu vou fazer uma alteração Diferente ao
traço daquela letra e o resultado acaba
sendo um silabário na medida em que você
tem aí já as combinações graficamente
prontas
enfim
a escrita é um produto cultural né a
escrita retomo o que a gente falou na no
início
a por ser um produto cultural a escrita
marca é a identidade
daquele povo né marca a forma de
pensamento então vocês viram aqui que
cada sistema de escrita é desenvolvido a
partir de uma maneira de pensar e cada
escrita contém características próprias
da língua em que ela se desenvolve né
então o fato de a em hebraico por
exemplo não serem escritas as vogais faz
com que algumas características verbais
sejam mais facilmente explicadas ou
notadas né porque as vogais que ficam
entre as consoantes ou antes ou depois
não modificam a escrita da palavra
então é cada sistema de escrita traz
consigo também características da língua
em que se desenvolve e as escritas tem
sempre uma toda todas as formas de
escrita que existem possuem algum tipo
de desafio
as escritas ideográficas tem como
desafio aí um dos Desafios registrar
novos conceitos porque se eu se eu tenho
um conjunto de elementos um conjunto
mais ou menos fixo de
e deu gramas né de letras vamos dizer
assim é que representam ideias as ideias
que eu conheço quando surgem novas
ideias novas tecnologias novos conceitos
eu preciso então é Eu precisaria criar
novas coisas né criar novos é novas
maneiras registrar esses conceitos
Existem várias maneiras né claro que é
existem a noção de de também de análise
dessas letras e
reconfiguração dessas letras isso também
acontece mas uma das maneiras em que
isso é feito é pela própria junção de
ideias anteriores né Por exemplo como é
o caso de da palavra telefone em japonês
a palavra telefone em Japonês é junta
duas letras né dois ideogramas o
primeiro desses ideogramas que vocês
estão vendo aí né da esquerda para
direita quer dizer eletricidade e o
segundo elemento quer dizer fala
então assim a fala junto com
eletricidade ou eletricidade junto com a
fala em japonês bem lá dá o telefone
então é uma das maneiras de se resolver
esse desafio de representar novos
conceitos é justamente reutilizando
reagrupando os conceitos que já existem
na língua tradicionalmente
agora as escritas alfabéticas também tem
desafios um dos principais desafios da
escrita alfabética das escritas
alfabéticas e a própria ortografia né a
ideia de sistema ortográfico é uma ideia
bastante importante bastante
interessante
inicialmente a grafia era livre né as
pessoas escreviam mais ou menos como
como elas queriam como elas elas estavam
acostumadas é o hábito né se a gente
pega documentos antigos né de 1.500 1600
1700 século 16 17 18 A gente vai ver uma
grafia na língua portuguesa por exemplo
muito mais muito mais
livre do que aquela que a gente conhece
hoje em dia essa fixação é bem mais
tardia esse esse
sistema essa essa convenção essa
convencionalidade da escrita acaba sendo
mais tardia e a ortografia fixa em si
também traz algumas questões importantes
como fazer essas regras como criar essas
essas Convenções
a gente tem pelo menos duas maneiras
duas visões nas línguas alfabéticas que
tem ortografia fixa
uma delas é
o uso dos padrões dos parâmetros
etimológicos quer dizer de onde vem as
palavras
línguas que usam esse esse esquema né
esse esse parâmetro para a sua
ortografia o inglês e o francês você vê
que são línguas que tem às vezes uma
escrita que se distancia bastante da
pronúncia muitas vezes essa é uma
reclamação de muita gente né ah mas
porque eu escrevo night em inglês com GH
se eu não pronuncio esse GH né É como é
que eu sei se esse Ivo pronunciar aí e o
ai ou o que quer que seja né na verdade
a escrita tem a ver com a origem da
palavra tem a ver com a forma anterior
as formas mais antigas daquela palavra
né e antigamente a palavra era
pronunciada nisto
E aí daí é que foi daí que veio a
pronúncia mudou mas a palavra a escrita
da palavra permaneceu
então padrões adotar um parâmetro
etimológico é uma possibilidade para a
ortografia para que a ortografia seja
fixa
e a gente tem os padrões fonológicos né
línguas como português por exemplo são
línguas que são muito
adeptas do chamado parâmetro fonológico
que essa ideia de que a escrita tem que
acompanhar a fala tem que acompanhar a
pronúncia das palavras né e a língua
muda e as regras mudam no caso do
português Às vezes a língua nem bem muda
mas as regras já mudam né a gente sofreu
aí
diversas
modificações diversos
diversas modificações ortográficas nos
últimos 100 anos uma coisa é um número
muito maior do que de outras línguas né
das outras línguas majoritárias aí né o
português é uma língua bastante falada
no mundo né
grande parte por conta da do tamanho da
população do Brasil mas é uma língua
em praticamente todos os continentes e é
uma língua que tem uma uma certa
importância no cenário linguístico
Mundial
e a escrita dessa língua é foi alterada
aí umas cinco vezes nos últimos 100 anos
o que é um número bastante bastante é
considerável
fora isso a gente tem o próprio a
própria influência da fala sobre a
escrita e da escrita sobre a fala que
são constantes
porque são expressões da língua que se
influenciam mutuamente então a Como eu
disse no início né para muita gente a
referência da língua está na escrita
então a pessoa acha que deve falar como
escreve
por outro lado também a gente tem as
pessoas que
utilizam muitas marcas da oralidade na
escrita e querem escrever como falam no
caso do português por mais que tenha
havido aí tantas
tantas alterações a nossa grafia a nossa
grafia continua sendo diferente da nossa
fala
no caso do português né bastante
diferente então a gente tem
a gente observa numa escrita menos
cuidada numa escrita mais informal
muita muita muitas características
muitas marcas da oralidade parece às
vezes que a pessoa tá conversando tá
transcrevendo o que ela disse o que ela
diria em vez de escrevendo a escrita
começa como registro né
Mas a escrita com a sua
convencionalidade acaba se tornando uma
expressão que tem os seus próprios
parâmetros diferentes dos parâmetros da
fala
E por que isso é importante já vou aqui
abrir para as perguntas já vou
terminando aqui mas assim por que que
isso é importante
é bom ler interpretar traduzir
transliterar e comunicar né
os textos e principalmente o texto
bíblico
Pede uma familiaridade com a escrita e
com as escritas né porque é como a gente
viu aqui os próprios as próprias línguas
originais tem aí é
alfabetos diferentes características
diferentes e não só elas né então além
de as línguas originais terem sistemas
de escrita diferente porque tem
características diferentes
e isso auxilia até entender determinadas
coisas por exemplo j lá de Mateus
que J é esse né na verdade é o yod
que é uma letra menor letra do alfabeto
hebraico então não passará a menor letra
não vai se passar
então
a familiaridade com a escrita a
compreensão com a escrita ajuda a gente
entender o próprio texto também não só
isso mas também a tradução as línguas
alvo de tradução do texto bíblico né Há
muitas traduções sendo feitas sendo
revisadas né traduções feitas que já
estão muito antigas que já já
não comunicam mais né já estão numa
língua que as pessoas já não falam e
precisam ser revisadas precisam ser
atualizadas para que não a mensagem seja
mudada mas que as pessoas entendam a
mesma mensagem da maneira como elas
falam hoje né porque aquela aquela
transmissão a forma como a mensagem está
transmitida as pessoas não entendem mais
porque aquela língua mudou né isso é
importante as pessoas entenderem a as
revisões as traduções é do texto bíblico
precisam ter essa esse pensamento não de
modificar a mensagem mas de comunicar a
mensagem na língua de hoje na língua que
as pessoas de fato entendem
além disso a gente também tem o problema
das línguas ágrafas dos povos não
alcançados E aí por conta disso a gente
tem
várias pessoas trabalhando né vários
linguistas trabalhando ainda para
descrever para criar sistemas de escrita
para documentar como a gente diz né
essas línguas e a partir dessa
documentação então é possível
que sejam feitas as traduções que sejam
feitas para que sua auxilie na
comunicação
para essas pessoas Então é bastante
importante a gente ter a gente pensar
sobre a escrita o lugar da escrita
na não só na linguística mas também no
nosso Labor de leitura de tradução de
comunicação do texto
muito bem então vamos agora as perguntas
que vocês
deixaram aqui eu vi aqui algumas
perguntas passando Mas é
Então vamos lá
assim
Boa pergunta
é então a Marília pergunta aqui para a
gente porque muitas pessoas não gostam
de ouvir sua própria voz gravada por
exemplo
é uma questão é uma questão bastante
interessante a gente muita gente não
gosta de ouvir sua voz gravada porque
ela é diferente da voz e que a gente
está acostumado a ouvir e ela é
diferente porque quando a gente
pronuncia quando a gente fala né a gente
cria os sonhos a gente articula os
sonhos a gente ouve
as outras pessoas ouvem apenas pelo meio
aéreo então quando a gente produziu os
sonhos a gente libera no ar
essas moléculas de ar com padrão de
vibração que se propaga pelo ar então a
outra pessoa ouve pelo meio aéreo
a gente ouve a própria voz por dois
canais pelo meio aéreo né porque sai da
boca e se propaga até chegar ao nosso
ouvido mas a gente também houve pelo
meio
ósseo né a gente também tem uma audição
óssea quer dizer que quando a gente fala
e produz essas vibrações essas vibrações
também fazem os ossos vibrarem então a
gente ouve de uma forma diferente né
diria que até mais complementar né uma
forma uma forma mais completa
É por isso quando a gente ouve a própria
voz gravada a gente só tem ali a
voz propagada em meio aéreo então é como
se fosse a metade da nossa voz que a
gente ouve uma voz diferente daquela que
a gente está acostumado por isso muita
gente não tão identifica não se
identifica Como eu disse né
fala identifica a pessoa e a gente não
se reconhece com aquela fala que não é
que a gente está acostumada que a gente
está acostumado a Perceber
vejamos aqui
sem Paulo não só sotaque Mineiro mas o
meu sotaque carioca o sotaque Paulista
hoje sotaques Paulistas hoje sotaques
cariocas hoje sotaques mineiros porque
são vários é ou isso tá aqui paulistanos
é todos esses táxis todos os demais
sotaques que nós temos em português
nos identificam e nos
nos identificam as pessoas nos
identificam através do sotaque e a gente
também se identifica através de sotaque
que a gente fala então quando a gente se
identifica com as pessoas né Quanto mais
a gente se identifica com as pessoas é
possível que a gente
adquirir algumas marcas daquele sotaque
também tem muita coisa envolvida aí
nessa nessa questão a gente vai falar do
sotaque nenhuma das nossas aulas
a seguir nesse curso
Ah sim vamos ver aqui Carol Faz uma
pergunta também bastante interessante
como saber a razão de algumas pessoas
terem facilidade de falar outros idiomas
com sotaque muito semelhantes nativos é
por causa da articulação da fala olha
essa pergunta pode ter várias
possibilidades de resposta né ela ela
tem muita gente poderia fazer um curso
só sobre isso é uma área chamada
aquisição de línguas né aquisição de
linguagem a gente vai tratar isso em uma
das Uma das uma das nossas aulas mas o
que eu já poderia adiantar
é que a aquisição isso aqui que a gente
chama né o aprendizado de uma língua
estrangeira aquisição de língua é um
assunto bastante complexo é um assunto
bastante complexo porque não é apenas é
não não lida apenas com a com
capacidades que a pessoa tenha e que já
que já tenha nascido em que já tenha
já tenha disponíveis de forma inata mas
com também habilidades que a pessoa
desenvolve tem a ver também com atenção
né com a maneira com uma pessoa
direciona a sua atenção então também tem
a ver com uma questão aí é
neuropsicológica né tem a ver com a
maneira como a pessoa percebe né chamada
psicofonética tem a ver também com o
afeto né como é que a pessoa se
como é que a pessoas
ver
as pessoas daquela com da língua se ela
de Mira célula admira se ela gosta se
ela não gosta se ela foi obrigada a
fazer o curso se ela não foi obrigada a
fazer o curso se ela se ela tá isolada
no país que só tem gente que fala aquilo
a língua e ela se sente muito mal com
isso é tem a ver com muitas questões são
muitas muitas questões
e inclusive também de uso e de
maneira de aprendizado né hábito de
aprendizado então é uma questão muito
boa muito interessante e bastante
complexa de se explicar São muitos os
fatores que determinam aí o
a própria identificação da pessoa com a
sua própria com a sua língua Nativa né
com a sua língua mãe
eu conheço muita gente que
se mudou para os Estados Unidos Por
exemplo para falar inglês
mas aprendeu a falar espanhol muito
melhor porque os melhores amigos que que
a pessoa tinha a pessoa foi morar num
local fui estudar numa escola que tinha
muita gente de origens pânica E aí
aprendeu a falar espanhol e o inglês
continuou né como era o inglês que
falava aqui no Brasil né outras pessoas
também que vão morar em outro lugar mas
vão com a família e aí por mais que
aprendam aqui ali alguma coisa mas
demora para aprender e essa questão da
identificação da fala né no sotaque né
na esses ajustes finos né Fica um pouco
comprometidos justamente porque não tem
toda essa identificação a pessoa ainda
continua ali com uma micro inserida numa
micro comunidade dentro dessa comunidade
maior
Pois é Paulas 7000 e poucas línguas
lembram bastante aí a Torre de Babel
isso Ana Maria fala daí do do dialeto de
Veneto Exatamente é uma das línguas que
a gente tem aqui no Brasil né esse esse
Veneto aqui do Brasil não é o mesmo de
lá assim como nas colônias alemães no
Brasil Muitas delas falam uma língua que
já se distanciou
da língua falada pela comunidade
original na Europa então é bastante
interessante ouvir relatos isso não
acontece só no Brasil isso também
acontece em comunidades
de origem alemã nos Estados Unidos
na Pensilvânia por exemplo tem o que tem
uma comunidade alemã
que que falam uma espécie de que fala
uma língua que é diferente né que é
bastante diferente do Alemão
falado na Alemanha existem a no sul da
Louisiana nos Estados Unidos também
gente que falam o francês Cage né que é
bastante diferente tanto do francês
falado no Canadá como do francês falado
na França então isso vai acontecendo as
línguas vão se desenvolvendo assim né
e são línguas e são línguas a diferença
entre língua e dialeto né aqui a Carol
faz essa pergunta é a diferença entre
idioma e dialeto é uma diferença
política né porque a de identificação
porque a durante muito tempo
a dizer que
determinada língua era apenas um dialeto
era uma maneira de menosprezar essa
língua de relegar essa língua de
reforçar a ideia de que essa língua não
tinha um estatuto de poder não estava
enfim não era a língua principal né a
língua principal era uma outra língua
escolhida né ou uma a língua do da
Metrópole Europeia
então
muitas pessoas utilizaram e utilizam
essa essa nomenclatura dessa forma a
palavra dialeto é usada Tecnicamente em
linguística como variedade né uma
variedade de uma língua O que diferencia
uma variedade de uma língua de uma
língua própria de um idioma é apenas uma
questão política por exemplo
a diferença entre o português e O galego
é uma diferença muito talvez muito
pequena principalmente
assim O galego e o brasileiro falando de
português brasileiro conseguem se
entender razoavelmente bem né O galego O
galego é uma língua falada no Noroeste
da Espanha na região da Galiza
que faz aí fronteira com norte de
Portugal e
Por que então é considerado um
porque não é considerada da mesma língua
é que o português né porque não é
considerado português porque estão em
países diferentes porque tem
perspectivas
sociais e políticas diferentes então a
decisão de se duas dois sistemas né ou
duas variedades são línguas diferentes
ou se são
variedades de uma só língua não é uma
coisa essa decisão não é uma decisão
é uma decisão prática uma decisão
objetiva é uma decisão subjetiva que é
tomada com base em outros fatores não
fatores descritivos de fatores
científicos de quanto é 25% diferente se
é 10% diferente né não é nesses termos
que que a coisa caminha por isso que a
gente tem essa
essas nomenclaturas
[Risadas]
é uma variedade Paulo é uma variedade do
português são muitas das variedades do
português então por mais por mais
diferente que seja e a gente brinca e a
gente gosta de falar
dessa dessa maneira dessa dessa
variabilidade mas a variabilidade é
inerente a qualquer língua qualquer
língua natural e viva né
todas as línguas naturais e vivas tem
uma variação tanto
comprovada atualmente né tanto
comprovada no mesmo momento como também
uma variação histórica uma variação
temporal a língua varia tanto ao longo
do tempo ao longo dos anos séculos
como também varia nesse momento que a
gente observa a língua ela varia de
região para região né de pessoa até de
pessoa para pessoa de situação para
situação uma maneira como a gente fala
numa situação mais formal e diferente da
maneira como a gente fala em outra
situação a gente vai falar mais com mais
detalhes sobre essa sobre essa
sobre essa questão
Marília pergunta se nós podemos chamar
as ferramentas digitais de linguagens
tecnológicas
é bom o conceito de de linguagem na
linguística não limita o uso da palavra
linguagem né então a gente pode usar a
palavra linguagem de maneira de maneira
mais Ampla é linguagem como uma forma de
comunicação linguagem como linguajar
linguagem como uma uma forma particular
de
comunicação né então do ponto de vista
técnico a linguagem é para linguística é
uma coisa bastante específica Mas isso
não limita o uso da palavra no contexto
um contexto mais amplo
então nós temos aqui
sobre o Húngaro o Húngaro também é
escrito no alfabeto Latino né então é a
as línguas
muitas línguas europeias São escritas
com hoje em dia São escritas com o
alfabeto Latino salvo pouquíssimas
exceções o que acontece com o a escrita
do Húngaro e também acontece com a
escrita do norueguês com a escrita do
Sueco dinamarquês do irlandês são
é uma adaptação de determinadas letras é
criação para criação de novas letras com
de acríticos ou com algumas modificações
para que seja possível se representarem
aí todos os
sonhos da língua as variabilidade da
língua então você vai ver lá no
norueguês e
norueguês um homem cortado ao meio né
que é um som específico são do norueguês
você vai ver um agrudado não que eu sou
um a do norueguês você vai ver um a com
uma bolinha em cima que é Então
essas modificações são só assim como em
português a gente tem né um a com uma
Cobrinha em cima que é a gente tem um
outro lá com Chapeuzinho que é o e o e
com Chapeuzinho que é o e né então para
diferenciar do grampinho né Como dizia
lá a professora da da época do da
cartilha né enfim
então a gente faz essas essas alterações
essas
ajustes para que a gente consiga
escrever a nossa língua afinal de contas
o alfabeto Latino foi desenvolvido para
escrever o latim e aí como a gente fala
outras línguas a gente precisa fazer
esses ajustes para
adequar aí as coisas
não é
exatamente né Essa é a Paulo diz aqui
levar a mensagem aos povos não
alcançados Isso é uma das das
responsabilidades é que nós temos aí nós
que nos interessamos com pela linguagem
né Acho que nos interessamos pela
Boa pergunta a gente vai a gente vai
falar mais sobre essa variabilidade né
das línguas nas aulas a seguir então
cada aula a gente vai ter um tema e um
dos temas é justamente a variação das
línguas como é que a gente Por que que
as línguas variam como é que como é que
isso acontece e sim as línguas as
línguas sempre variam toda língua toda
língua natural né o que eu quero dizer
com língua natural natural uma língua
que não foi inventada não é uma língua
artificial tá então se eu sentar aqui e
começar inventar um alfabeto inventar
uma gramática inventar palavras em
mentar tudo isso essa vai ser uma língua
artificial tá existem línguas
artificiais no mundo que são bastante
conhecidas esperando é um exemplo de
desses né uma língua que foi criada
que foi criada Claro com um propósito
tem o espero tem outras línguas chamada
interlingo vou lá pique tem outras
outras possibilidades também é com Com
intenção de que aquela língua se
tornasse uma língua Franca utilizada
mundialmente para facilitar a
comunicação etc
mas
desde o momento em que eu assim se eu
tenho uma língua aqui não circula né com
a fala de maneira orgânica quer dizer se
não há crianças que nascem e ao nascer
encontram uma sociedade que fala aquela
língua para Que ela possa adquirir
aquela língua como sistema né
compartilhado e desenvolver a fala a
partir do que ela ouve
com as suas variações né propondo ali as
suas próprias variações né e manutenções
essa língua não vai funcionar como
sistema ela não vai funcionar de uma
maneira orgânica natural a maneira
convencional ela vai ser também um
produto cultural assim como é escrita
então É nesse sentido sim as línguas
antigas também tinham variação também
tinham variabilidade né E a gente vai a
gente vai falar sobre isso inclusive no
contexto bíblico tem umas historinhas
que falam sobre isso já falam sobre
variação linguística lá na Bíblia se
você acha que variação linguística é uma
coisa né da atualidade professor de
português que estudam linguística na
faculdade fica aí falando que né as
pessoas podem falar de qualquer jeito e
tal né porque avaliação linguística fica
atento aí fica atento a uma das nossas
próximas aulas em que a gente vai a esse
tema inclusive é remetendo aí retomando
uma história no contexto bíblico
bom pessoal então é por hoje é isso nós
vamos continuar falando sobre isso eu
queria retornar aqui a mensagem do Paulo
sobre a questão de levar a mensagem aos
povos não alcançados a gente estava
falando sobre isso né sobre a questão da
tradução que para a gente traduzir para
a gente entender para a gente comunicar
a gente precisa entender a linguagem
escrita também a gente precisa ter essa
familiaridade com a linguagem escrita
e na próxima semana
todos vocês estão convidados porque a
gente vai falar sobre o tema seguinte
tradução
a tradição do tradutores traidores né
então será que
a tradução é a tradição dos tradutores
traidores se você acha que sim se você
acha que não se você não sabe do que a
gente está falando você está convidado
para participar da nossa próxima aula
que vai falar sobre
esse tema
Tá bem então é uma boa noite
para vocês Bom dia boa tarde
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também estão sendo aí apresentados toda
semana tá bom então que Deus abençoe nós
nos vemos na próxima quinta-feira com
esse novo tema
tchau tchau

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