Linguagem, Fé e Comunicação: No princípio era a linguagem … | Leandro Abrantes | IBNU | 01
15/09/2022
Linguagem, Fé e Comunicação: No princípio era a linguagem … | Leandro Abrantes | IBNU | 01
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[Música] muito boa noite bom dia boa tarde sejam bem-vindos a esse nosso curso linguagem fé e comunicação nesse nesse curso a gente vai ter aí a oportunidade de conversar sobre vários temas né vários tópicos da linguística dos estudos de linguagem e ver aí como é que esses estudos podem contribuir para a nossa para nossa leitura do texto bíblico para nossa Interpretação para tradução e até mesmo para comunicação do texto bíblico e nós vamos aqui iniciar né O meu nome é Leandro eu sou o Leandro Abrantes é faço parte da ibmu e tenho trabalhado aí Alguns anos com esse com esses temas relacionados à língua a linguística E sobre isso que nós vamos começar mas muito bem então começando pelo título do curso né antes de a gente falar sobre o título dessa primeira aula é o título do curso tem Três Palavrinhas aí importante linguagem fé e comunicação O que é que essas palavras têm de relação né Que relação essas três palavras tem umas com as outras né Essa é uma das perguntas que a gente vai procurar responder nesse nesse curso E para isso a gente vai nessa aula introdutória aí ao nosso curso a gente vai falar sobre esse tema que No princípio era a linguagem não essa não é uma tradução nova da Bíblia você não não leu errado é No princípio era a linguagem e se você quer descobrir porque porque é que No princípio era a linguagem eu Convido você a continuar assistindo para a gente poder descobrir né como eu disse anteriormente nós vamos trabalhar nesse curso vários temas relacionados a linguística e a linguística tem sido descrita modernamente como o estudo científico da linguagem e da linguagem humana né o estudo descritivo da linguagem humana mas o que é linguagem né O que o que essa palavra é quer dizer nesse contexto bom muitas coisas na verdade a palavra linguagem é uma palavra que tem muitos usos com muito sentido diferentes não uso popular da palavra linguagem faz muitas vezes menção a língua a língua já é um jeito específico de falar é um código né a um tipo de comunicação às vezes é um estilo comunicativo e para um linguista né para uma pessoa que estuda a linguagem de maneira científica quer dizer com um método descritivo próprio é a linguagem tem um significado um pouco diferente né que vai sendo construído ao longo da história do pensamento sobre a língua a linguagem dessa observação é de todas essas de todos esses recursos que nós temos como seres humanos da sua aplicação na sociedade da sua aplicação no dia a dia A partir dessa observação ao longo do tempo isso vai sendo construído né Essa essa esse pensamento específico esse termo específico vai sendo construído a linguagem na linguística linguagem como termo da linguística é faz referência é uma condição humana faz referência a um a uma capacidade humana que possibilita a criação de línguas que possibilita a comunicação por meio de línguas de línguas particulares né é linguagem na linguística não tem a ver com língua qual seria a diferença então em linhas muitos Gerais a gente vai retomar esses temas mais adiante nessa aula quando a gente falar sobre a formação da chamada linguística moderna a linguagem seria essa capacidade humana que é universal quer dizer que contempla todos os seres humanos todos os seres humanos não importa o lugar onde eles nascem não importa a língua que eles fazem não importa a variedade linguística que eles falam eles possuem linguagem que essa capacidade inata essa capacidade com que a gente já nasce segundo a linguística de conseguir estando em comunidade estando em sociedade desenvolver língua E aí a concepção de língua seria Mais especificamente um fenômeno social um fenômeno social porque é um conjunto uma estrutura codificada que permite que esses seres humanos que fazem parte de uma comunidade social de uma comunidade linguística consigam Então se comunicar consigam desenvolver códigos desenvolver as palavras né as frases dizendo de uma maneira mais concreta assim desenvolver os sonhos e manter essa comunicação e essa expressão do seu pensamento e o que seria então a fala será que a fala que também está relacionada aqui aos tanto a linguagem como a língua né a fala no contexto da linguística é a expressão natural dessa língua de uma língua particular né e a fala que tem uma característica e tem um escopo mais pessoal um corpo mais individual né nem tanto pessoal mas individual A fala é a expressão que cada indivíduo faz com que a gente chama em termos mais técnicos né a realização que cada indivíduo faz da sua língua a língua como fenômeno social é Teoricamente compartilhada pelos falantes pertencentes àquela comunidade já fala é a concretização dessa desse conhecimento compartilhado é por meio de sonhos né normalmente por meio de sonhos e a escrita Será que a escrita tem lugar aí nessa nessa conversa Será que a escrita participa dessa conversa claro que participa a escrita também tem o seu lugar como uma expressão da fala embora a linguagem perdão a linguística Se dedique primariamente ao estudo da fala é porque porque a fala é um meio de nós e aí aí algumas controvérsias também entre os linguistas mas em termos mais gerais da fala é uma das maneiras que a gente tem de chegar a língua chegar aquilo que é interno que é codificação mental como a gente diz né conhecimento é compartilhado pelos pelos falantes de uma determinada língua de uma determinada comunidade de fala É mas é uma expressão natural que eu quero dizer com isso ninguém precisa ir à escola para aprender a falar a sua língua materna sua primeira língua A fala é a expressão que a gente adquire para usar um termo técnico da linguística a gente adquire ainda na infância como a partir da fala dos outros da observação da fala dos outros a gente reconhece essa língua e aí a gente A partir dessa fala a gente também desenvolve tanto esse conhecimento linguístico nesse conhecimento da língua que é repito interno conhecimento interno compartilhado pelas pessoas como também a gente desenvolve a própria fala e a fala é individual porque porque cada pessoa tem uma uma possibilidade utiliza uma variação específica dessa língua que é compartilhada primeiro se a gente for pensar na própria pronúncia né a própria articulação dos sonhos Cada pessoa tem como a gente diria dimensões articulatórias diferentes dos órgãos da fala Então minimamente a maneira como usar um uma análise mais física mas mais acústica né cada pessoa pronuncia minimamente diferente os sonhos mas embora isso seja verdade também é verdade que a gente consegue se entender uns aos outros Enfim então A fala é um recurso natural é uma expressão natural dessa linha que é compartilhada pelos falantes os indivíduos de uma determinada comunidade social e a escrita é uma expressão da da língua que é aprendida e na linguística a gente faz uma diferenciação entre aquilo que é adquirido daquilo que é aprendido né então a escrita é aprendida a escrita não é não tem uma aplicação para todos os indivíduos né até porque a maioria das línguas é agrafa é a maioria das línguas não possui escrita no mundo então é já por aí a gente vê que o meio natural de expressão da língua primeiro né digamos de expressão de uma língua é a fala e a escrita surge de uma organização social então muitas sociedades linguísticas Muitas comunidades de fala desenvolvem escrita muitas não não desenvolvem escrita e nem por isso essas línguas são menos importantes ou menos ou menos válidas bem mas então agora é pensando aqui na história desse pensamento sobre a língua sobre a linguagem sobre a fala é a atenção a esses a essas questões não é uma coisa que começa com a linguística moderna embora esses conceitos que que eu apresentei aqui nesses primeiros minutos tem uma ver já com um raciocínio da linguística moderna que se desenvolve ali é no início e meados do século 20 então É bem recente né mas como como ciência É bem recente mas o pensamento sobre a língua e sobre a linguagem a própria língua no caso não é algo recente algo que remonta tempos muito antigos Então a gente tem aí no próprio no próprio relato bíblico na no próprio texto bíblico já em Gênesis a gente tem a maneira de falar sobre o início de todas as coisas leve em consideração a fala né É Deus diz em Deus cria através da palavra através do que ele diz do que ele fala mas adiante a gente tem o relato sobre a torre de babel e a confusão das línguas mas adiante a gente tem muitos outros relatos sobre situações de língua de tradução de explicação de o que isso quer dizer em outra língua do contato de pessoas que tinham línguas diferentes que falavam línguas diferentes então no próprio texto bíblico o próprio texto bíblico deixa é antever alguns deixa entender né deixa nas Entrelinhas que havia já em tempos muito antigos esse essa esse pensamento acerca essa essa curiosidade sobre como é que surgir como é que como é que acontecia a fala de onde vinha de onde vinham as palavras de onde vinham as de onde vinham de onde vinha a própria língua E aí os povos tinham os outros povos tinham obviamente também essa curiosidade e nos registros que que a gente tem né parte dos registros que a gente tem especialmente enfocando aí a história desse pensamento mais é ocidental né do pensamento mas ocidental embora a gente começa pela índia é história do pensamento ocidental porque houve no século 18 a descoberta esse de determinadas descrições dos hindus né que remontam ao século quinto antes de Cristo e o expoente principal daquela daquela é época então é o hindu paini que no século mais ou menos no século quinto não é possível uma data muito precisa nem entre o século vi século quarto antes de Cristo é Panini compila as descrições várias descrições sobre o San escrito né a língua Sagrada daquele daquele povo compila isso escreve né e publica isso é muito dessas senão a totalidade dessas dessas descrições desse material desses elementos descritivos eram orais e havia ali uma preocupação muito grande com a questão religiosa né a motivação que havia nos hindus de explicar a língua a sua língua era uma motivação religiosa de que nos nos rituais religiosos não não houvessem nenhuma variação não houvesse nenhuma mudança na forma de se pronunciarem as palavras na forma de se dizerem as frases e com isso a pane em me descreve a elementos fonéticos ainda escreve os sonhos a formação das palavras a formação das frases de maneira muito precisa e isso é só é descoberto pelo ocidente né Isso é descoberto pela pela Europa né digamos já no século 17 né que isso é isso ainda leva um tempo para ser mais popularizado junto do san escrito isso vai ter uma influência muito grande naquilo que veio a ser conhecido como gramática comparada né ou filologia né como hoje em dia se convencer não chamar mas não não só não eram só os indus que tinham essa essa curiosidade e essa necessidade que vinham essa necessidade de descrever e de pensar sobre a sua língua os gregos também né os gregos também tinham é um uma sentiam essa necessidade de pensar sobre a língua e descrever porém a descrição é linguística dos gregos era mais geral inicialmente né nas descrições que a gente tem em Platão por exemplo Um século por volta do século 4º antes de Cristo no diálogo de kráctilo por exemplo a gente tem várias questões que vão ser retomadas muitas vezes depois na História do Pensamento descritivo sobre a linguagem sobre sobre as línguas que dizem respeito à etimologia Ou seja a origem das palavras de onde de onde é que as palavras vem que dizem respeito a relação entre as palavras e o significado né o significante o significado como a gente diz também sobre a forma e a substância A arbitrariedade ou não né do signo o valor social da linguagem qual é o lugar que o papel que a linguagem possui no seio da sociedade então se as discussões já estão já aparecem em Platão e essas discussões vão ser filosoficamente É nos séculos seguintes e vão ser ampliadas né então se primeiramente a discussão as discussões eram mais em torno da própria filosofia quer dizer eram mais relativas aos significados a relação entre as palavras do significado etimologia seja uma maneira mais geral e não de uma maneira descritiva como a gente tem nos séculos que seguem né ainda na Grécia a gente tem em Aristóteles também no século 4 antes de Cristo uma maior sistematização dessas estruturas da língua então aí a língua já começa a língua própria né o grego começa a ser mais descrito em termos das suas das suas estruturas e para descrever essas estruturas os gregos é dão ao pensamento linguístico primeiro né é diversas categorias que são criadas por eles né categorias que são utilizadas depois por exemplo a divisão das partes do discurso que a gente chama lá na gramática tradicional né de classes de palavras o substantivo o adjetivo verbo pronome o artigo Então essas categorias já começam a ser criadas na Grécia no a partir né do século quarto e essa essas criações né Essas esse pensamento e essa e essas descrições iniciais essas categorizações iniciais vão sendo mais e mais desenvolvidas ainda na Grécia Até que a gente tem a Dionísio da trácia já no século primeiro depois de Cristo é compondo a famosa aqui né que a arte gramática arte da gramática e esse e esse e essa compilação dá para os estudos que né os estudos gramaticais e é inclusive esse o próprio termo gramática vem do pensamento grego né é gramática vem de grama que quer dizer letra né então a própria palavra gramática vem do grego porque vem dessas estruturações e dessa e desse Pensamento desse desenvolvimento do pensamento grego que começa a voltar a sua atenção para isso ainda no século 4 antes de Cristo E isso se espraia para Roma né porque é os romanos tinham como um hábito né os romanos é cultos consideravam que era que era a cultura era aprender grego e compreender grego estudar com os filósofos gregos e com isso então os romanos desenvolvem também a gramática do latim a partir da terminologia a partir das estruturas que haviam sido criadas pelos gregos traduzindo e encaixando primariamente nem encaixando a língua latina dentro das estruturas que já haviam sido criadas pelos gregos por exemplo a palavra que a gente classe gramatical né que a gente chama hoje de substantivo é como é que os latinos chamavam essa essa classe era mais ou menos uma mistura de substantivo e adjetivo é o que seria né hoje mais ou menos uma mistura disso Como é que os gregos chamavam isso tinham chamado isso antes dos Romanos onoma em Latim é nome em português nome né então a essa essa é um exemplo de como os latinos tomam esse esse conhecimento que é sistematizado pelos gregos essa observação que é sistematizada é pesada elaborada pelos gregos e aí encaixam procura um primariamente encaixar as estruturas latinas dentro dessa dessa dessa ordem gramatical digamos né É até porque o pensamento de cada até então o pensamento de cada sociedade ou de cada expoente que buscava se debruçar sobre a sua debruçar sobre a língua a origem da língua a descrição da língua até então havia sido mas relacionado a própria língua a sua própria língua e agora então a gente começa a ter não propriamente uma comparação de línguas mas o uso de estruturas que já estavam prontas em outra língua para explicar a língua latina E aí a gente tem aqui uma Leandro Tudo bom sim tudo bem Olá pessoal tudo bom sou de Leandro Tô entrando aqui meio que agora é meio de me intrometendo aqui né o Leandro a sua câmera tá travando bastante será que daria para dar um refresh aí só para a gente ver se ela consegue pegar ou se de repente você tá com outro aplicativo aberto aí fechar no seu computador porque tá realmente assim a qualidade da imagem né Tá vindo Bem travado pra gente tá vamos ver se a gente consegue aqui se de repente tem um outro aplicativo aí que tá talvez pegando um pouco da banda da internet né E tiver vamos fechar vamos ver aqui eu não sei se só um momentinho pois obrigado e ó aulas isso aqui tá muito show de bola ajuda talvez você me concentrar aqui nesse outro aqui Beleza agora parece que já deu uma melhorada é não sei se é assim melhor mas eu vou fechar mais algumas coisinhas aqui tá Vou colocar você de novo aqui vou sair da tela aqui já para você voltar com a aula e a gente vai então outra coisa que eu vou fazer aqui é fechar essa janela aqui vamos ver se melhora aí aqui aí agora beleza então bom então voltando aqui os romanos então a partem desse parte desse conhecimento que já estava sistematizado nesse conhecimento leu que já já estava sistematizado mas um expoente da da gramática Latina é o varão né bastante conhecido já também no primeiro no primeiro século depois de Cristo porque varão é apresenta alguma alguns esforço tanto de mostrar a gramática como como um estudo mas metodológico né mas seguindo um método mais científico digamos né não sei se dá para usar essa palavra ainda no primeiro século mas é e ao mesmo tempo uma arte então A Arte da gramática né a gramática como tanto uma arte como uma disciplina mais mais científica mas descritiva e também ele apresenta algumas inovações né ao aquilo que havia sido exposto pelos gregos quando ele tenta explicar certo detalhes do sistema de verbos latinos né que tem uma coisa chamada aspecto que a gente vai abordar em outra aula nesse nesse curso Então por isso varão é bastante reconhecido entre os gramáticos latinos isso não para por aí não é na Idade Média a gente vê uma um procedimento dessa dessa curiosidade desse pensamento dessa sistematizações e o cristianismo Por incrível que pareça né tem aí uma a sua a sua parcela de contribuição para o pensamento linguístico para a própria formação daquilo que seria hoje o pensamento linguístico estudo da linguagem porque as primeiras traduções da Bíblia começam já a ser feitas por essa época a gente tem aqui é a tradução da Bíblia em língua gótica que é feito que é uma língua Germânica ocidental que é feita no século quarto depois de Cristo né então uma das primeiras aí a primeira tradução é e a partir daí é outras traduções também são feitas como a tradução Armênia tradução da Bíblia para língua Armênia que é feita no século quinto depois de Cristo e a tradução é para os la vônico antigo né uma língua aí precursora das línguas de línguas como Russo ucraniano é polonês nem várias outras línguas eslavas e a tradução é feita no século nono depois de Cristo e essas traduções implicam não só no pensamento como a gente vinha dizendo anteriormente nem inicialmente o pensamento era o pensamento sobre a língua era um pensamento sobre a própria língua então eu como como curioso como Pensador como é como linguista digamos né com os primeiros linguistas é pensava em descrever a minha língua é entender o funcionamento da minha língua entender de onde vinham as palavras da minha língua e aqui a gente tem um começo para para uma comparação entre línguas diferentes e isso se já começa a se mostrar pela influência positiva aí do cristianismo e já no período escolástico ainda aí no na Idade Média já para partindo né para os finais para o meio para os finais da Idade Média a ênfase na gramática é retomada no período escolástico né no período patrístico na parte Escolástica agora Diferentemente do que era feito anteriormente Porque até então a tradição grega era de pensar a gramática como uma parte da filosofia né gramática fazia parte da de uma de uma digamos uma disciplina da filosofia chamada lógica então não havia uma pessoa que estudasse gramática as pessoas não estavam gramática as pessoas estavam filosofias estavam lógica e aí dentro dos assuntos desenvolvidos em lógica havia ali uma sessão que se a pensar a linguagem pensar como o significado e as palavras se relacionavam etc E então é aqui na Escolástica gramática passa a fazer parte do ensino né passa a fazer parte da da instrução formal da como uma disciplina paralela a outra disciplinas como a retórica lógica e aí isso representa um crescimento uma percepção aumentada né uma maior uma maior percepção de importância desse tema nessa nessa época e aí surgem é três tipos né três grupos de pensamento né começa aí já começam aí as divergências né haviam havia o grupo dos realistas né os realistas eram as pessoas que tentavam relacionar as palavras as ideias dizendo que as palavras refletem as ideias né então tentavam dizer que as palavras vinham das ideias que elas aqui elas se associavam então havia uma associação direta entre as palavras e as ideias os naturalistas não concordavam com eles Os naturalistas é diziam que na verdade as palavras eram arbitrárias que que as palavras não tinham a ver com com a com a ideia que os nomes eram dados arbitrariamente as coisas então quer dizer não tem nada na palavra gato que remeta ao bicho gato né não há nada na palavra é casa que remeta a o objeto ao local casa essa essa esses nomes que são que são Dados eram nomes arbitrários e como se não bastassem surgem também os modistas os modistas já focalizavam a própria relação da gramática com as línguas os modistas diziam que defendiam que que a gramática era uma estrutura Universal aos seres humanos Então já a partir daquelas comparações que surgem dessas primeiras traduções né enfim desse momento que que se está vivendo ali pelo século 14 século 15 é os modistas tendo contato como as pessoas estavam começando a ter contato com muitas outras povos e as línguas e prestando atenção essas línguas e comparando essas línguas os modistas diziam que na verdade a gramática era uma estrutura Universal única que é se realizava que encontrava a sua realização nas línguas diferentes do mundo né parecido com algumas ideias mais recentes aí de uma de alguns grupos linguísticos nesse nessa discussão toda né nesse pensamento todo que é até então via a gramática de uma maneira mais exclusiva das línguas estabelecidas né então assim estudava essa gramática do latim estudava a ser gramática do grego estudava essa gramática do san escrito não estava gramática das línguas chamadas vulgares né as línguas vulgares né Para a gente entender alinhar melhor isso né eram as línguas populares eram eram as variações das línguas que depois se tornariam línguas por exemplo o português né de onde surge o português o latim é levado a península ibérica assim como é levado a várias outras regiões do império romano é levado a Gália é levado a ali né na península itálica levado também a antiga dalmácia E com o tempo e com a separação geográfica né com a com essa com essa distância geográfica esse latim Popular nesse latim falado pelas pessoas comuns que não eram pessoas curtas né maioria não sabia sequer ler e escrever é essa esse latim Popular que era um pouco mais simplificado passava a adquirir características daqueles locais né e é mais ou menos se misturando a outras a outras línguas que eram antes faladas por aqueles povos né ou em invasões por conta de Invasões de outras de outros povos e de outras de outras enfim de outras tribos esses essas línguas foram quer dizer esses vernáculos populares né esses essas línguas chamadas na época línguas vulgares línguas populares que eram vistas como dialetos eram vistas como meros variações meras variantes do principal não era reconhecido como uma língua então francês que surgiu na Gália o espanhol enfim espanhol não no Castelhano que surgiu na região de Castela o assim como o Catalão que surge na Catalunha várias línguas surgiram dentro da Península Ibérica tanto na parte da Espanha como também na parte na parte ocidental O galego né que depois vai se dividir aí em várias outras línguas como próprio espanhol que hoje a gente chama de espanhol que na verdade é o castelhano o português o mirandês enfim é esse essas línguas não eram vistas como línguas que devessem ser descritas né por isso nessa época muito pouca discrição há muito pouca referência a essas línguas populares chamadas línguas vulgares mas havia um ponto fora da curva nessa época Dante Alighieri Dante Alighieri era um ponto fora da curva porque né apesar de ser muito conhecido aí pela Divina Comédia né um inferno de Dante é conhecido também pelas seus pelos seus pela sua atuação política pela sua atuação Nas artes mas dá até aliviar e também é pensava sobre línguas e de maneira bastante séria e tanto que ele publica mais ou menos em 1305 a obra de Bulgari e eloquência né que sobre as línguas populares né sobre as falares populares e nesse nessa publicação ele ele descreve diversas diversas línguas populares versos dialetos inclusive ele descreve 14 dialetos só na Itália só na península itálica então é essa essa obra que aparece já nesse momento outras obras parecidas nem outras obras semelhantes só vão aparecer alguns séculos depois é só mais uma coisinha a gente que eu esqueci de mencionar no início vocês podem ir fazendo as perguntas nos comentários tá E aí a gente vai ao final ter um momento aí de interagir de ler as perguntas e de responder tá bom então podem fazer as perguntas para não esquecerem podem anotar aí as perguntas nos comentários a gente vai responder daqui a pouquinho E então daí a gente tem na Renascença mas influência dos cristãos mais influência da fé né a as controvérsias teológicas que surgem nesse nesse período é século 15 século XIV 16 né 17 por aí levam ao recurso do hebraico quer dizer volta-se a volta se aí a atenção ao hebraico que até então não fazia parte dos A não ser que alguém fosse traduzir né E talvez até a tradução fosse feita do próprio grego da própria septuaginta né que é a tradução grega do Antigo Testamento da Bíblia Hebraica Mas enfim algumas controvérsias teológicas levaram as os estudiosos a recorrerem ao hebraico para dirimir algumas dúvidas Então aqui a gente tem é uma ampliação ainda dessa comparação entre as línguas desse estudo comparado sobre as línguas isso vai abrindo caminho para o que vem a seguir no século 18 século 19 a gramática comparativa etc que também é pavimentam aí o caminho para a formação daquilo que se convencionou chamar a linguística moderna a própria reforma né a própria reforma é propicia aí a multiplicação das traduções bíblicas né E aí a gente rompe com aquele paradigma de que a só a tradução só só a Bíblia em grego né seja septuaginta com o novo testamento em grego é usada aí mais no ocidente ou a Bíblia né depois mais tarde as traduções latinas enfim que só isso seria suficiente mas que a deveria haver outras traduções para que o povo pudesse ler pudesse ter contato essas pessoas que estavam aí em locais mais distantes né precisavam ter também acesso ao texto bíblico E aí a reforma acaba contribuindo dessa maneira tanto para a as traduções bíblicas e também é por isso mesmo para o pensamento sobre a linguagem a o estudo né sobre a própria prática da tradução as diferenças entre as línguas a dificuldade que tudo isso representa também as grandes navegações nesse momento é contribuem porque novas experiências linguísticas acontecem né então os portugueses mesmo é eles começam a né a ir ali para mais próximo norte da África depois mais adiante na costa da África vão até os Açores e a Madeira depois vem até o Brasil é viajam o mundo inteiro começam a fazer uma rota cria uma rota para chegar a China né as índias Como se chamava naquela época então começa a ver muito mais contato com outras realidades que não línguas europeias não línguas mais ou menos ali parecidas né e surgem Então os primeiros dicionários poliglotas e uma coisa curiosa é que muitos desses dicionários apresentavam além de uma certa chamada de dicionário mas na verdade são descrições das línguas né uma descrição comparada das línguas mas uma coisa curiosa que muitos desses dicionários apresentavam o Pai Nosso traduzido em muitas línguas né começaram ali com 22 línguas depois 40 línguas 60 línguas até que é surge surge uma tradução com 400 línguas né já Incluindo aí línguas ameríndias né as línguas dos nativos das das Américas então vejam aí que a essa comparação das línguas tá efervescendo essa comparação das línguas a o registro das línguas inclusive algumas vulgares das línguas Agora sim já no século 15 século 16 né é que surge o registro da gente por isso que a gente diz lá que o Dante era um ponto fora da curva lá ainda na no finalzinho ali da idade média né ali ainda na Idade Média antes de chegar ou antes de vir o a reforma antes de vir essa Essa época da produção dos dicionários bilíngues e tudo isso leva tudo isso pavimenta o caminho para a criação do método comparatista né que é se inicialmente cada estudioso cada pesquisador se concentrava na sua própria língua na descrição da sua própria língua agora não mais agora a descrição sobre não se fazia mais sobre a própria língua mas sobre as línguas conhecidas E aí começou uma outra curiosidade a povoar aí as mentes né dessas desses desses pesquisadores curiosos que era de onde vem as línguas né Será que as línguas tem uma origem em comum será que né como como aconteceu como aconteceram essas essas línguas porque existem tantas línguas Quais são as relações entre elas Então tudo isso vai levando vai pavimentando né esse caminho para o método comparatista que desemboca no conceito de parentesco das línguas então comparando aí o San escrito com o germânico antigo né e as pessoas viam uma semelhança ora essas essas formas aqui são número 7 né número 7 é em san escrito em latim em grego em slavone com antigo na língua slava antiga e em germânico antigo uma língua que depois deu aí origem ao alemão ou ao inglês a próprio inglês em parte né ao várias outras línguas germânicas Holandês então é as línguas devem ser parentes nem se as pessoas começam a pensar essas línguas devem ser parentes e surgem então e aí vários nomes um desses nomes aí um dos precursores um dos nomes principais é o alemão linguista alemão é que aí no século entre o meados do início né do século XIX já é se torna um grande expoente junto com dinamarquês rasmim rasque junto com game com vários outros com vários outros nomes que a gente não menciona aqui também por conta do nosso tempo mas é Bup foi um dos maiores e considerado inclusive pelos outros como um grande um grande comparatista um grande gramático comparatista que é como ele se referiam naquela época esse tipo de estudo e ele era tido dessa maneira porque ele popularizou o sânscrito né então vou conhecia são escrito a popularizou a obra de Panini para o ocidente para Europa então aquilo que havia sido escrito e produzido tudo bem que com uma com aí para atender uma necessidade religiosa era uma descrição que não explicava né o material de pano de uma descrição muito aprofundada porém não havia explicação né do porquê das coisas não tentava explicar origem né os porquês enfim apenas indicava como era até porque o propósito desse material era orientar as pessoas a se comportar linguisticamente adequadamente né com a sua com a sua linguagem com a sua forma de falar mas nas cerimônias hindus então boba compara o sânscrito com armênio com o grego com o latim com várias outras línguas e então publica as suas as suas conclusões A esse respeito e nesse nesse momento aí então da gramática comparativa é que surgem as teorias conhecidas ainda hoje em dia das línguas das famílias de línguas né que aí chegou-se à conclusão de que as línguas não poderiam ser todas embora todas elas possam até ser parentes segundo eles né Elas não são algumas delas não são parentes próximos existem grupos dentro dessa dessa família esses grupos são chamados de famílias linguísticas e a esse esse conceito e esse desenvolvimento do conceito do das línguas anteriores é uma delas talvez a mais conhecida é o indo-europeu também chamado de proto indo europeu nem que seria a língua que teria dado origem ao latim ao grego ao germânico antigo ou sã escrito né por isso indo europeias e aí tem uma uma grande contribuição tem uma parcela de contribuição pela popularização dos estudos de nos estudos de Panini né que também tinha tido uma grande contribuição ao compilar a as tradições orais de descrição do sânscrito e publicar isso é de forma escrita Enfim então chegou-se a essa conclusão de que havia famílias e aí começou-se a procurar essas línguas descrever essas línguas comparando-as comparando as suas gramáticas através principalmente dos textos escritos E aí infelizmente Por enquanto né por hora só se comparavam mesmo é basicamente as línguas que tinham escrita muitas línguas que não que não tinham escritas não eram consideradas aí por pelos pelos comparatistas porque o estudo deles era baseado em textos principalmente textos literários bem um outro grande gramático comparatista dessa dessa época é Ferdinando um suíço também que também viveu aí no século xixinho do século 20 que também teve obras muito importantes sobre comparação de gramáticas do armênio com o sânscrito com enfim né com grego várias várias obras bastante importantes lecionou em diversos universidades na Europa é e no finalzinho da sua vida na virada do século é ele ministra um curso chamado curso de linguística geral né o famoso curto e longo Stick General em que ele faz de certa maneira uma virada nesse modelo de pensamento é retomando diversas ideias que já haviam sido propostas anteriormente lá pelos gregos né E que outras questões que haviam sido pensadas na história desse pensamento ele retoma muitas coisas claro que também contribui é de si mesmo com muitas coisas ele é reconhecido como como linguista é fundador da chamada linguística moderna E também como como filósofo que vai influenciar vários outros vários outros pensadores psicanalistas filósofos né um exemplo deles é Lacan é Lacan vai ser bastante influenciado pelas teorias de sentido né teoria de de signo linguístico como é descrito por socio vai ser um elemento bastante importante da psicanálise lacraniana da produção lacraniana bom voltando até aqui o esse curso de linguística geral vocês viram lá na que vocês vem aqui sócio faleceu em 1913 e o curso foi publicado o livro foi publicado em 1916 ele ele ministrou esse curso começou a ministrar esse curso na virada do século 1899 1901 ministrou o curso algumas vezes e na verdade o esse esse livro é posta uma obra póstuma e é uma reconstrução das aulas né do sociocínio por dois de seus alunos com a colaboração de um terceiro autor né então dois dos seus alunos reuniram materiais de aulas reuniram anotações e a partir disso publicaram o em 1916 já depois da morte do seu filho publicaram o curso de linguística geral que vai dar início aí como a gente já disse vai dar início a chamada linguística moderna porque Qual é a importância do pensamento de dissociar para Fundação da linguística moderna o pensamento sobre a linguagem essas na descrição da linguagem Claro o pensamento disso surgir depois vai ser discutido vai ser ampliado vai ser trabalhado por diversos em diversos redutos na própria América e até mesmo nos Estados Unidos vai ser trabalhado por aquilo que vai formar nessa discussão essas discussões sobre os materiais dissolfie vão ajudar a formar aquilo que veio a ser chamado ver esse conhecido como estruturalismo linguístico isso começa ali nas primeiras décadas né talvez na terceira década do século 20 com o círculo linguístico de Praga também a diversos outros centros de discussão na Europa existe a chamada escola de kopenhague o círculo né de Copenhague existe na própria França também alguns centros existia né naquela época mais ou menos por aquela época também a escola britânica né e vários vários expoentes na Inglaterra e também a partir da década talvez de 40 50 bastante disso começa a ser discutido do outro lado do Atlântico por bluefield sabia nos Estados Unidos né também em alinhando essas ideias sobre que a gente comentou aqui no início da linguagem como da linguagem como uma faculdade mental né como uma capacidade Universal que é É exclusiva né do ser humano e que nos possibilita a criar línguas né a adquirir na verdade línguas que que esse fenômeno social é nós adquirimos língua desde que nós estejamos inseridos num contexto social e ao mesmo tempo expor expressar essa língua por meio de fala né é o Saci também contribuiu e isso depois foi continua sendo discutido nesses círculos sobre o que ele chamou de signo linguístico né a definição de signo linguístico é fazendo uma diferenciação entre significante e significado né Então desse ponto de vista dizendo assim em termos mais mais simples e tentando ser mais mais claro e objetivo é o significado seriam as palavras né o significado seria a imagem sonora que a gente usa para se referir aos as categorias de significado né agora vamos ver como é que a gente como é que a gente destrincha isso aí o significante então seriam as palavras o significado seriam as categorias mentais relacionadas a esse significado quer dizer por exemplo mesa a palavra mesa esses sonhos que eu produzo quando eu digo mesa são o significado em português e essa essa esse significante se relaciona com algo que é mental que é a ideia que eu tenho o conceito que eu tenho de mesa Então esse conceito que eu tenho mental de mesa não é a mesa concreta não é o objeto mesmo o objeto mesa é um objeto da do mundo real é justamente porque eu já vi várias mesas na minha vida que eu compus na minha na minha mente eu criei junto com a minha sociedade nós já vimos várias mesas muitas vezes mesas diferentes de formatos diferentes de cores diferentes então isso possibilitou Que nós tivéssemos criado esse conceito de mesa então quando eu digo a palavra mesa ela se relaciona com um conceito que é mental esse conceito é o significado né Então essa distinção quebra aquela ideia de que as palavras teriam uma relação muito próxima com a com os significados né que as palavras é viriam do significado de como diziam os realistas Além disso ele discute bastante também a arbitrariedade do signo linguístico né novamente aí então as palavras os nomes são Dados as coisas de maneira arbitrária quer dizer não não é não existe nada na palavra mesa que indique né que ela o objeto mesa até porque em outras línguas esse essa mesmo esse mesmo objeto tem nomes diferentes tem composições diferentes né então é se é mesa em português table em inglês por exemplo né e não tem uma palavra não tem nada a ver com outra e se eu continuar listando aqui as outras línguas eu vou perceber que é não há nada em nenhuma dessas palavras que indique o que relacione que se relaciona diretamente com a o sentido ou com o objeto do mundo real a linguagem como capacidade humana então aí isso vai ser desenvolvido por tanto no círculo linguístico de Praga como depois também no próprio durante o próprio estruturalismo um dos autores que discute bastante isso é Martini André Martini um estuista francês um linguista francês que é fala bastante sobre o fato de que a linguagem é uma capacidade Universal aos seres humanos Justamente a linguagem é diferencia os seres humanos dos animais das plantas né dos outros das outras espécies e isso talvez jogue jogue um banho de água fria em algumas pessoas que ficam se perguntando sobre a linguagem dos animais né que alguns animais se comunicam né então a gente tem aí os golfinhos a gente tem até as flores a gente tem as abelhas né mas existe uma diferença entre essas formas de comunicação então linguisticamente ou para um linguista a gente diria assim que esses animais possuem algum tipo de comunicação mas essa comunicação é geralmente reativa é uma comunicação que é uma reação ao meio e é uma e é uma comunicação uma forma de comunicação codificada pelo instinto daquele animal Além disso é uma comunicação que não é articulada quer dizer ele não usa diversos elementos sem significado próprio para formar elementos com significado nós usamos nós fazemos isso Nós seres humanos fazemos isso né o som sozinho são sozinhos são e sozinho não tem significado mas quando a gente junta esses sonhos isso passa a ter significado e a gente consegue compor tudo que a gente fala com o número limitado de elementos que sozinhos não tem significado Então a nossa linguagem é articulada O que é não acontece na comunicação dos animais por isso que os linguistas estudam a comunicação a linguagem humana e não as os meios de comunicação é que né são chamados por vezes de linguagem mas não no sentido técnico no sentido mais popular no sentido mais geral É como diz aí a o adágio é inglês né um animal um cachorro Enfim pode até indicar para o outro onde tem perigo é onde onde é que tem comida mas um cachorro nunca vai poder dizer para o outro que os seus pais eram pobres porém honrados Então isso é uma é um dizer aí Popular que ilustra essa diferença na comunicação dos animais e a aquilo que a gente descreve em linguística como linguagem também um esforço muito grande foi feito especialmente no Brasil né para definir a linguística como uma disciplina científica o que isso quer dizer quer dizer que é uma disciplina descritiva e não prescritiva né porque o estudo da gramática assumiu uma tomou uma um formato assim um jeitão muito prescritivo Muitas pessoas estudam gramática até hoje com objetivo de saber como elas devem falar né e o estudo da linguística não tem esse propósito de dizer as pessoas como elas devem falar o estudo da linguística tem um propósito de descrever aquilo que existe Então antes que existam as regras né de como falar em determinada situação enfim antes de que exista existam os livros de gramática né que que ensinem as pessoas vamos dizer assim se comportar com o seu linguajar precisa ver uma descrição daquilo que de fato acontece na língua de fato acontece nas variedades é outra distinção que é bastante feito também a gente já abordou aqui é a fala escrita né A fala é uma expressão natural da das línguas humanas e a escrita é uma é uma expressão também válida Mas é uma expressão aprendida é uma expressão aprendida que não é a realidade de todas as línguas do mundo e o método linguístico então que é o que a gente vai ver nesse nesse curso né nas próximas nas próximas aulas a aula de hoje é uma introdução ao que a gente vai estudar a seguir o método linguístico lida com os sonhos Como é que os sonhos da língua se organizar as línguas né de uma língua particular também se organizam como é que eles são produzidos as variações dos sonhos né os sotaques que a gente tem seja muita percebendo meu sotaque né pelo meus táxi já sabem de onde eu sou né saudações cariocas enfim os sonhos dizem muito sobre a nossa identidade sobre a nossa identificação diz sobre a identificação de nós mesmos e a identificação do outro e existe uma variabilidade muito grande que existe entre que existe nos sons mas os sonhos são codificados no nosso conhecimento linguístico e como é como isso acontece a gente vai vai ver nas próximas nas próximas aulas também como é que as palavras né se organizam na língua para formar o vocabulário que nós usamos quais são os tipos de palavras que nós temos não tudo isso é parte do método de estudo é são níveis de análise como a gente chama é linguística né níveis de análise e descrição linguística as estruturas que são formadas a partir das palavras é umas expressões as frases que são que são aí colocadas fantasma como a gente como a gente diz né são colocadas juntas aí lado a lado para formar estruturas ainda maiores Até formar o que a gente chama de discurso no discurso oral que pode ser oral ou escrito né tudo isso é escopo de estudo tudo isso está contemplado no estudo da linguística E por que isso não é para que isso aliás Além disso né além do discurso a gente também também faz parte do corpo da linguística a própria leitura Porque se o texto escrito também está no escopo do de análise da linguística a leitura e interpretação também fazem parte desse estudo assim como a tradução a tradução também é uma parte importante desse estudo e a variabilidade as variabilidades que existem nas línguas tanto né no mesmo momento no momento sincrônico como também de maneira dia crônica né com o passar do tempo as línguas também é sofrem variações sofrem mudança também como aquisição e aprendizagem acontece como é que a gente adquire uma língua como é que a gente aprende uma língua né como é que a gente adquire nossa língua materna como é que a gente aprende uma língua estrangeira ou algumas línguas estrangeiras né várias línguas estrangeiras como é que isso acontece tudo isso está no escopo de análise e isso pode é auxiliar a gente isso pode dar para a gente algumas dicas sobre a nossa a nossa a própria leitura que a gente faz do texto bíblico a interpretação desse texto a explicação desse texto a comunicação desse texto né várias questões que podem aí é que é sobre as quais a linguística e os temas estudados na linguística podem luz né que é seja em leitura quer seja na aprendizagem de das línguas originais quer seja na explicação do texto bíblico que é seja na comunicação quer dizer na tradução né Há várias questões aí que a gente pode que a gente pode se beneficiar através do estudo da linguagem e é por isso que esse curso se chama linguagem fé e comunicação e também é por isso que o título dessa aula é no início era a linguagem né Não só no início era a linguagem do ponto de vista bíblico né porque a gente veio desde Gênesis essa essa ênfase na linguagem né o próprio texto de João 1 se refere a Cristo né a pessoa eterna de Cristo como o verbo a palavra né então no início era linguagem biblicamente falando no início também era a linguagem linguisticamente falando já que a linguagem para a linguística é uma capacidade humana inata e Universal Então ela já está lá quando a gente nasce então no início era linguagem No princípio era a linguagem e continua sendo continua sendo desde né do meio da história né do pensamento sobre sobre as línguas sobre a formação e as estruturas das línguas e continua sendo porque nós continuamos usando a linguagem como forma de expressão como forma de comunicação como várias aplicações que a gente acabou de ver aqui então agora a gente vai passar passar para as perguntas vamos ver se nós temos aqui perguntas vejamos aqui podem fazer pessoal podem fazer as perguntas aqui pelo então assim é nós temos aqui né Caminho da Fé Pergunta a língua é adquirida sim a língua é segundo uma uma das Vertentes da linguística né apenas a língua materna é adquirida né aquisição da língua tem a ver com esse com um processo que se dá na infância e ainda na infância e as demais línguas as línguas adicionais como a gente chama Teoricamente seriam aprendidas é claro que é para outras existem outras opiniões né então assim dentro da linguística não é diferente a gente tem 200 200 mil 489 opiniões diferentes né então [Música] é mais ou menos por aí sim a escrita a escrita é apreendida e aprendida não por todos né não é aprendida por todos os falantes do mundo porque algumas línguas não tem expressão escrita em algumas algumas línguas não desenvolveram escrita então vejamos aqui a Marília pergunta assim não há linguagem nem a palavras e deles não se ouve nenhum som na verdade a linguagem e as palavras Bom enfim na questão Hebraica né trabalha assim muita linguagem poética Hebraica trabalha-se muito com a repetição de palavras isso é uma maneira poética de se referir Então na verdade linguagem e palavras Aqui tem o mesmo sentido né Então essas duas palavras são usadas no mesmo sentido né que a são palavras utilizadas poéticamente para se referirem a mesma coisa e não estão sendo usadas obviamente como é um recurso linguístico quer dizer como uma como terminologia linguística então aqui a gente vai entender linguagem Como fala como linguajar como comunicação e não como essa essa experiência essa capacidade humana Universal e nada eu espero que a conexão tenha melhorado eu não sei como é que foi aí mas espero que a gente tenha conseguido se comunicar né já que o nosso foco aqui é comunicação eu espero que a gente tenha conseguido se comunicar aí bom mais perguntas que vocês tenham que a gente possa explicar aí bom então eu vou falar um vou falar sobre né fazer aqui a vou fazer a propaganda da nossa próxima aula né já fazer aqui as cenas dos próximos capítulos não é então na nossa próxima aula o nosso tema é Escreveu não leu ninguém entendeu Aí eu de propósito não vou explicar o que isso quer dizer se você quiser saber o que é que isso quer dizer você é meu convidado a participar da nossa próxima aula que vai ser no dia 22 quinta-feira que vem nesse mesmo horário nesse mesmo canal nós vamos durante esses esses meses esses próximos meses abordar aí temas relacionados à linguagem tradução escrita leitura fala gramática e ver como é que isso pode ajudar a gente no processo nosso de comunicação de todos os dias e também como isso pode ajudar a gente na experiência e no próprio Labor teológico né como a gente diz muito bem pessoal então vou aqui me despedindo por hoje e convidando você não sei se você chegou agora se você acompanha desde o início mas eu quero dizer que nós temos aqui muitos conteúdos importantes interessantes que foram pensados que foram estudados e produzidos pensando na sua edificação pensando em que você possa se beneficiar então fique à vontade para olhar os outros conteúdos que nós temos para ver os acompanhar os outros conteúdos que nós temos acompanhar a ibmu nas redes sociais no YouTube é espalhar esses conteúdos né dizer para outras pessoas que você acha que podem se interessar por esse tema e nós nos encontramos então na próxima quinta-feira às 19 horas um abraço para todos vocês e até lá