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Linguagem, Fé e Comunicação: No princípio era a linguagem … | Leandro Abrantes | IBNU | 01

Linguagem, Fé e Comunicação: No princípio era a linguagem … | Leandro Abrantes | IBNU | 01

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[Música]
muito boa noite bom dia boa tarde
sejam bem-vindos a esse nosso curso
linguagem fé e comunicação
nesse nesse curso a gente vai ter aí a
oportunidade de conversar sobre vários
temas né vários tópicos da linguística
dos estudos de linguagem e ver aí como é
que esses estudos podem contribuir para
a nossa para nossa leitura do texto
bíblico para nossa Interpretação para
tradução e até mesmo para comunicação do
texto bíblico
e
nós vamos aqui
iniciar né O meu nome é Leandro eu sou o
Leandro Abrantes é faço parte da
ibmu e tenho trabalhado aí Alguns anos
com esse com esses temas relacionados à
língua a linguística E sobre isso que
nós vamos começar mas muito bem então
começando pelo título do curso né antes
de a gente falar sobre o título dessa
primeira aula
é o título do curso tem Três Palavrinhas
aí importante linguagem fé e comunicação
O que é que essas palavras têm
de relação né Que relação essas três
palavras tem umas com as outras né Essa
é uma das perguntas que a gente vai
procurar responder nesse nesse curso E
para isso a gente vai nessa aula
introdutória aí ao nosso curso
a gente vai falar sobre esse tema que No
princípio era a linguagem não essa não é
uma tradução nova da Bíblia você não não
leu errado é No princípio era a
linguagem e se você quer descobrir
porque porque é que No princípio era a
linguagem
eu Convido você a continuar assistindo
para a gente poder descobrir né
como eu disse anteriormente
nós vamos trabalhar nesse curso vários
temas relacionados a linguística e a
linguística tem sido descrita
modernamente como o estudo científico da
linguagem e da linguagem humana né o
estudo descritivo da linguagem humana
mas o que é linguagem né O que o que
essa palavra
é quer dizer
nesse contexto bom muitas coisas na
verdade a palavra linguagem é uma
palavra que tem muitos usos com muito
sentido diferentes não uso popular da
palavra linguagem
faz muitas vezes menção a língua a
língua já é um jeito específico de falar
é um código né a um tipo de comunicação
às vezes é um estilo comunicativo
e para um linguista né para uma pessoa
que estuda a linguagem de maneira
científica quer dizer com um método
descritivo próprio é a linguagem tem um
significado um pouco diferente né que
vai sendo construído ao longo da
história do pensamento sobre
a língua a linguagem dessa observação é
de todas essas de todos esses recursos
que nós temos como seres humanos da sua
aplicação na sociedade da sua aplicação
no dia a dia
A partir dessa observação ao longo do
tempo
isso vai sendo construído né Essa essa
esse pensamento específico esse termo
específico vai sendo construído a
linguagem na linguística linguagem como
termo da linguística é faz referência é
uma condição humana faz referência a um
a uma capacidade humana
que possibilita
a criação de línguas que possibilita a
comunicação por meio de línguas de
línguas particulares né é
linguagem na linguística não tem a ver
com língua qual seria a diferença
então em linhas muitos Gerais a gente
vai retomar
esses temas mais adiante nessa aula
quando a gente falar sobre a formação da
chamada linguística moderna
a linguagem seria essa capacidade humana
que é universal quer dizer que contempla
todos os seres humanos todos os seres
humanos não importa o lugar onde eles
nascem não importa a língua que eles
fazem não importa a variedade
linguística que eles falam eles possuem
linguagem que essa capacidade
inata essa capacidade com que a gente já
nasce segundo a linguística de
conseguir estando em comunidade estando
em sociedade
desenvolver língua E aí a concepção de
língua seria
Mais especificamente um fenômeno social
um fenômeno social porque é um conjunto
uma estrutura
codificada que permite que esses seres
humanos que fazem parte de uma
comunidade
social de uma comunidade linguística
consigam Então se comunicar consigam
desenvolver códigos desenvolver as
palavras né as frases dizendo de uma
maneira mais concreta assim desenvolver
os sonhos
e manter essa comunicação e essa
expressão do seu pensamento
e o que seria então a fala será que a
fala
que também está relacionada aqui aos
tanto a linguagem como a língua né a
fala no contexto da linguística é a
expressão natural dessa língua de uma
língua particular né e a fala que tem
uma característica e tem um escopo mais
pessoal um corpo mais
individual né
nem tanto pessoal mas individual A fala
é a expressão que cada indivíduo faz com
que a gente chama em termos mais
técnicos né a realização que cada
indivíduo faz da sua língua a língua
como fenômeno social é Teoricamente
compartilhada pelos falantes
pertencentes àquela comunidade
já fala é a concretização
dessa
desse conhecimento compartilhado
é por meio de sonhos né normalmente por
meio de sonhos
e a escrita Será que a escrita tem lugar
aí nessa nessa conversa Será que a
escrita participa dessa conversa
claro que participa a escrita também tem
o seu lugar como uma expressão da fala
embora
a linguagem
perdão a linguística
Se dedique
primariamente ao estudo da fala
é porque porque a fala é um meio de nós
e aí aí algumas controvérsias também
entre os linguistas mas em termos mais
gerais da fala é uma das maneiras que a
gente tem de chegar a língua chegar
aquilo que é interno que é codificação
mental como a gente diz né conhecimento
é
compartilhado pelos pelos falantes de
uma determinada língua de uma
determinada comunidade de fala É mas é
uma expressão natural que eu quero dizer
com isso
ninguém precisa ir à escola para
aprender a falar a sua língua materna
sua primeira língua
A fala é a expressão que a gente adquire
para usar um termo técnico da
linguística a gente adquire ainda na
infância
como a partir da fala dos outros da
observação da fala dos outros a gente
reconhece essa língua e aí a gente A
partir dessa fala a gente também
desenvolve tanto esse conhecimento
linguístico nesse conhecimento da língua
que é repito interno conhecimento
interno compartilhado pelas pessoas como
também a gente desenvolve a própria fala
e a fala é individual porque porque cada
pessoa tem
uma uma possibilidade
utiliza uma variação específica
dessa língua que é compartilhada
primeiro se a gente for pensar
na própria pronúncia né a própria
articulação dos sonhos Cada pessoa tem
como a gente diria dimensões
articulatórias diferentes dos órgãos da
fala Então minimamente a maneira como
usar um uma análise mais física mas mais
acústica né cada pessoa pronuncia
minimamente diferente os sonhos mas
embora isso seja verdade também é
verdade que a gente consegue
se entender uns aos outros
Enfim então A fala é um recurso natural
é uma expressão natural dessa linha que
é compartilhada pelos falantes
os indivíduos de uma determinada
comunidade social e a escrita é uma
expressão da da língua que é aprendida e
na linguística a gente faz uma
diferenciação entre aquilo que é
adquirido daquilo que é
aprendido né então a escrita é aprendida
a escrita não é
não tem uma aplicação para todos os
indivíduos né até porque a maioria das
línguas é agrafa é a maioria das línguas
não possui escrita no mundo
então é já por aí a gente vê que o meio
natural de expressão da língua primeiro
né digamos de expressão de uma língua é
a fala e a escrita surge de uma
organização social então muitas
sociedades linguísticas Muitas
comunidades de fala desenvolvem escrita
muitas não não desenvolvem escrita e nem
por isso essas línguas são menos
importantes ou menos
ou menos válidas
bem mas então agora é pensando aqui na
história desse pensamento sobre a língua
sobre a linguagem sobre a fala é a
atenção
a esses a essas questões não é uma coisa
que começa com a linguística moderna
embora esses conceitos que que eu
apresentei aqui
nesses primeiros minutos tem uma ver já
com
um raciocínio da linguística moderna que
se desenvolve ali é no início e meados
do século 20
então É bem recente né mas como como
ciência É bem recente mas o pensamento
sobre a língua e sobre a linguagem a
própria língua no caso não é algo
recente algo que remonta tempos muito
antigos
Então a gente tem aí no próprio no
próprio relato bíblico na no próprio
texto bíblico já em Gênesis a gente tem
a maneira de falar sobre o início de
todas as coisas leve em consideração a
fala né É Deus diz
em Deus cria através da palavra através
do que ele diz do que ele fala
mas adiante a gente tem o relato sobre a
torre de babel e a confusão das línguas
mas adiante a gente tem
muitos outros relatos sobre situações de
língua de tradução de explicação
de
o que isso quer dizer em outra língua do
contato de pessoas que tinham línguas
diferentes que falavam línguas
diferentes então no próprio texto
bíblico o próprio texto bíblico deixa é
antever alguns deixa entender né deixa
nas Entrelinhas
que havia já em tempos muito antigos
esse essa esse pensamento acerca essa
essa curiosidade sobre como é que surgir
como é que como é que acontecia
a fala de onde vinha de onde vinham as
palavras de onde vinham as de onde
vinham de onde vinha a própria língua
E aí os povos tinham os outros povos
tinham obviamente também essa
curiosidade e
nos registros que que a gente tem né
parte dos registros que a gente tem
especialmente
enfocando aí a história desse pensamento
mais é
ocidental né do pensamento mas ocidental
embora a gente começa pela índia é
história do pensamento ocidental porque
houve no século 18 a descoberta
esse de determinadas descrições
dos hindus né que remontam ao século
quinto antes de Cristo e o expoente
principal daquela
daquela é época então é o hindu paini
que no século mais ou menos no século
quinto não é possível uma data muito
precisa nem entre o século vi século
quarto antes de Cristo é Panini
compila as descrições várias descrições
sobre o San escrito né a língua Sagrada
daquele daquele povo compila isso
escreve né e publica isso é muito dessas
senão a
totalidade dessas dessas descrições
desse material desses elementos
descritivos eram orais e havia ali uma
preocupação muito grande com a questão
religiosa né a motivação que havia nos
hindus de explicar a língua a sua língua
era uma motivação religiosa de que
nos nos rituais
religiosos não não houvessem nenhuma
variação não houvesse nenhuma mudança na
forma de se pronunciarem as palavras na
forma de se
dizerem as frases
e com isso
a pane em me descreve a elementos
fonéticos ainda escreve os sonhos a
formação das palavras a formação das
frases de maneira muito precisa
e isso é só é descoberto pelo ocidente
né Isso é descoberto
pela pela Europa né digamos já no século
17 né que isso é
isso ainda leva um tempo para ser mais
popularizado junto do san escrito isso
vai ter uma influência muito grande
naquilo que veio a ser conhecido como
gramática comparada né ou filologia né
como hoje em dia
se convencer não chamar mas não não só
não eram só os indus que tinham essa
essa curiosidade e essa necessidade que
vinham essa necessidade de descrever e
de pensar sobre a sua língua
os gregos também né os gregos também
tinham é um uma sentiam essa necessidade
de pensar sobre a língua e descrever
porém a descrição é linguística dos
gregos era mais geral inicialmente né
nas descrições que a gente tem
em Platão por exemplo Um século por
volta do século 4º antes de Cristo no
diálogo de kráctilo por exemplo a gente
tem
várias questões que vão ser retomadas
muitas vezes depois
na História do Pensamento
descritivo sobre a linguagem sobre sobre
as línguas que dizem respeito à
etimologia Ou seja a origem das palavras
de onde de onde é que as palavras vem
que dizem respeito a relação entre as
palavras e o significado né o
significante o significado como a gente
diz
também sobre a forma e a substância A
arbitrariedade ou não né do signo o
valor social da linguagem qual é o lugar
que o papel que a linguagem possui no
seio da sociedade então se as discussões
já estão já aparecem em Platão e essas
discussões vão ser filosoficamente
É nos séculos
seguintes e vão ser
ampliadas né então se primeiramente a
discussão as discussões eram mais em
torno da própria filosofia quer dizer
eram mais relativas aos significados a
relação entre as palavras do significado
etimologia seja uma maneira mais geral e
não de uma maneira descritiva como a
gente tem nos séculos que seguem né
ainda na Grécia a gente tem em
Aristóteles também no século 4 antes de
Cristo uma maior
sistematização dessas estruturas da
língua então aí a língua já começa a
língua própria né o grego começa a ser
mais descrito em termos das suas das
suas estruturas e para descrever essas
estruturas os gregos
é dão ao pensamento linguístico primeiro
né é diversas categorias que são criadas
por eles né categorias que são
utilizadas depois
por exemplo a divisão das partes do
discurso que a gente chama lá na
gramática tradicional né de classes de
palavras o substantivo o adjetivo verbo
pronome o artigo Então essas categorias
já começam a ser
criadas na Grécia
no a partir né do século quarto
e essa essas criações né Essas esse
pensamento e essa e essas
descrições iniciais essas categorizações
iniciais vão sendo mais e mais
desenvolvidas ainda na Grécia Até que a
gente tem a
Dionísio da trácia já no século primeiro
depois de Cristo
é compondo a
famosa
aqui né que a arte gramática arte da
gramática
e esse e esse e essa compilação
dá para os estudos que né os estudos
gramaticais e é inclusive esse o próprio
termo gramática vem do pensamento grego
né é gramática vem de grama que quer
dizer letra né então a própria palavra
gramática vem do grego porque vem dessas
estruturações e dessa e desse Pensamento
desse desenvolvimento do pensamento
grego que começa a voltar a sua atenção
para isso ainda no século 4 antes de
Cristo
E isso se espraia para Roma né porque é
os romanos
tinham como
um hábito né os romanos é cultos
consideravam que era que era a cultura
era aprender grego e compreender grego
estudar com os filósofos gregos e com
isso então os romanos
desenvolvem também a gramática do latim
a partir da terminologia a partir das
estruturas que haviam sido criadas pelos
gregos traduzindo
e
encaixando primariamente nem encaixando
a língua latina dentro das estruturas
que já haviam sido criadas pelos gregos
por exemplo
a palavra que a gente classe gramatical
né que a gente chama hoje de substantivo
é como é que os latinos chamavam essa
essa classe
era mais ou menos uma mistura de
substantivo e adjetivo é o que seria né
hoje mais ou menos uma mistura disso
Como é que os gregos chamavam isso
tinham chamado isso antes dos Romanos
onoma
em Latim é nome em português nome né
então a essa essa é um exemplo de como
os latinos tomam esse esse conhecimento
que é sistematizado pelos gregos essa
observação que é sistematizada é pesada
elaborada pelos gregos e aí
encaixam procura um primariamente
encaixar as estruturas latinas dentro
dessa dessa dessa ordem gramatical
digamos né É até porque o pensamento de
cada até então o pensamento de cada
sociedade ou de cada
expoente que buscava se debruçar sobre a
sua
debruçar sobre a língua a origem da
língua a descrição da língua até então
havia sido mas relacionado a própria
língua a sua própria língua e agora
então a gente começa a ter
não propriamente uma comparação de
línguas mas
o uso de estruturas que já estavam
prontas em outra língua
para explicar a língua latina
E aí a gente tem aqui uma
Leandro Tudo bom sim tudo bem
Olá pessoal tudo bom sou de Leandro Tô
entrando aqui meio que agora é meio de
me intrometendo aqui né o Leandro a sua
câmera tá travando bastante será que
daria para dar um refresh aí só para a
gente ver se ela consegue pegar ou se de
repente você tá com outro aplicativo
aberto aí fechar no seu computador
porque tá realmente assim a qualidade da
imagem né Tá vindo Bem travado pra gente
tá vamos ver se a gente consegue aqui se
de repente tem um outro aplicativo aí
que tá talvez pegando um pouco da banda
da internet né E tiver vamos fechar
vamos ver aqui eu não sei se
só um momentinho
pois obrigado e ó aulas isso aqui tá
muito show de bola ajuda talvez
você me concentrar aqui nesse outro aqui
Beleza agora parece que já deu uma
melhorada é não sei se é assim melhor
mas eu vou fechar mais algumas coisinhas
aqui tá
Vou colocar você de novo aqui vou sair
da tela aqui já para você voltar com a
aula
e a gente vai então outra coisa que eu
vou fazer aqui é fechar
essa janela aqui
vamos ver se melhora aí aqui aí agora
beleza então
bom então
voltando aqui os romanos
então
a partem desse parte desse conhecimento
que já estava sistematizado nesse
conhecimento leu que já já estava
sistematizado mas um expoente da da
gramática
Latina é o varão né bastante conhecido
já também no primeiro no primeiro século
depois de Cristo porque varão é
apresenta alguma alguns esforço tanto de
mostrar a gramática como como
um estudo mas
metodológico né mas seguindo um método
mais científico digamos né não sei se dá
para usar essa palavra ainda no primeiro
século mas é e ao mesmo tempo uma arte
então
A Arte da gramática né a gramática como
tanto uma arte como uma disciplina mais
mais científica mas descritiva e também
ele apresenta algumas
inovações né ao aquilo que havia sido
exposto pelos gregos quando ele
tenta explicar certo detalhes do sistema
de verbos latinos né que tem uma coisa
chamada aspecto que a gente vai abordar
em outra aula nesse nesse curso
Então por isso varão é bastante
reconhecido entre os gramáticos latinos
isso não para por aí não é na Idade
Média a gente vê
uma um procedimento dessa dessa
curiosidade desse pensamento dessa
sistematizações e o cristianismo Por
incrível que pareça né tem aí uma a sua
a sua parcela de contribuição para o
pensamento linguístico para a própria
formação
daquilo que seria hoje
o pensamento linguístico estudo da
linguagem porque
as primeiras traduções da Bíblia começam
já a ser feitas por essa época a gente
tem aqui é a tradução da Bíblia em
língua gótica que é feito que é uma
língua Germânica ocidental que é feita
no século quarto depois de Cristo né
então uma das primeiras aí a primeira
tradução é e a partir daí é outras
traduções também são feitas como a
tradução Armênia tradução da Bíblia para
língua Armênia que é feita no século
quinto depois de Cristo e a tradução
é para os la vônico antigo né uma língua
aí precursora das línguas de línguas
como Russo
ucraniano é
polonês nem várias outras línguas
eslavas e a tradução é feita no século
nono depois de Cristo e essas traduções
implicam não só no pensamento como a
gente vinha dizendo anteriormente nem
inicialmente o pensamento era o
pensamento sobre a língua era um
pensamento sobre a própria língua então
eu como como curioso como Pensador como
é como linguista digamos né com os
primeiros linguistas é pensava em
descrever a minha língua é entender o
funcionamento da minha língua entender
de onde vinham as palavras da minha
língua
e aqui a gente tem um começo para
para uma comparação entre línguas
diferentes e isso se já começa a se
mostrar pela influência positiva aí do
cristianismo
e já no período escolástico ainda aí no
na Idade Média já para
partindo né para
os finais para o meio para os finais da
Idade Média a
ênfase na gramática é retomada no
período escolástico né no período
patrístico na parte Escolástica agora
Diferentemente do que era feito
anteriormente Porque até então a
tradição grega era de pensar a gramática
como uma parte da filosofia né gramática
fazia parte da de uma de uma digamos uma
disciplina da filosofia chamada lógica
então não havia uma pessoa que estudasse
gramática as pessoas não estavam
gramática as pessoas estavam filosofias
estavam lógica e aí dentro dos assuntos
desenvolvidos em lógica havia ali uma
sessão que se a pensar a linguagem
pensar como o significado e as palavras
se relacionavam etc
E então é aqui na Escolástica gramática
passa a fazer parte do ensino né
passa a fazer parte da da instrução
formal da
como uma disciplina paralela a outra
disciplinas como a retórica lógica
e aí isso representa um crescimento uma
percepção aumentada né uma maior uma
maior percepção de importância desse
tema nessa nessa época e aí surgem
é três tipos né três grupos de
pensamento né começa aí já começam aí as
divergências né
haviam havia o grupo dos realistas né os
realistas eram as pessoas que tentavam
relacionar as palavras as ideias dizendo
que as palavras refletem as ideias né
então
tentavam dizer que as palavras vinham
das ideias que elas aqui elas se
associavam então havia uma associação
direta entre as palavras e as ideias
os naturalistas não concordavam com eles
Os naturalistas é diziam que na verdade
as palavras eram arbitrárias que que as
palavras não tinham a ver com com a com
a ideia que os nomes eram dados
arbitrariamente as coisas então quer
dizer não tem nada na palavra gato que
remeta ao bicho gato né não há nada na
palavra é casa que remeta a o objeto ao
local casa
essa essa
esses nomes que são que são Dados eram
nomes arbitrários
e como se não bastassem surgem também os
modistas os modistas já focalizavam a
própria relação da gramática com as
línguas os modistas
diziam que defendiam que que a gramática
era uma estrutura Universal aos seres
humanos Então já a partir daquelas
comparações que surgem dessas primeiras
traduções né
enfim desse momento que que se está
vivendo ali pelo século 14 século 15
é os modistas tendo contato como as
pessoas estavam começando a ter contato
com muitas outras povos e as línguas e
prestando atenção essas línguas e
comparando essas línguas os modistas
diziam que na verdade a gramática era
uma estrutura Universal única que é se
realizava que encontrava a sua
realização nas línguas diferentes do
mundo né parecido com algumas ideias
mais recentes aí de uma de alguns grupos
linguísticos
nesse nessa discussão toda né nesse
pensamento todo que é até então via a
gramática de uma maneira mais
exclusiva das línguas
estabelecidas né então assim estudava
essa gramática do latim estudava a ser
gramática do grego
estudava essa gramática do san escrito
não estava gramática das línguas
chamadas vulgares né as línguas vulgares
né Para a gente entender alinhar melhor
isso né eram as línguas populares eram
eram as variações das línguas que depois
se tornariam línguas por exemplo
o português né de onde surge o português
o latim é levado a península ibérica
assim como é levado a várias outras
regiões do império romano é levado a
Gália é levado a
ali né na península itálica levado
também a antiga dalmácia
E com o tempo e com a separação
geográfica né com a com essa com essa
distância geográfica
esse latim Popular nesse latim falado
pelas pessoas comuns que não eram
pessoas curtas né maioria não sabia
sequer ler e escrever é essa esse latim
Popular que era um pouco mais
simplificado passava a adquirir
características daqueles locais né e é
mais ou menos se misturando a outras a
outras línguas que eram antes faladas
por aqueles povos né ou em invasões por
conta de Invasões de outras de outros
povos e de outras de outras
enfim de outras tribos esses essas
línguas foram quer dizer esses
vernáculos populares né esses essas
línguas chamadas na época línguas
vulgares línguas populares que eram
vistas como dialetos eram vistas como
meros variações meras variantes do
principal não era reconhecido como uma
língua então francês que surgiu na Gália
o espanhol enfim espanhol não no
Castelhano que surgiu na região de
Castela o assim como o Catalão que surge
na Catalunha várias línguas surgiram
dentro da Península Ibérica tanto na
parte da Espanha como também na parte
na parte ocidental O galego né que
depois vai se dividir aí em várias
outras línguas como próprio espanhol que
hoje a gente chama de espanhol que na
verdade é o castelhano
o português o mirandês enfim é esse
essas línguas não eram vistas como
línguas que devessem ser descritas né
por isso nessa época muito pouca
discrição há muito pouca referência
a essas línguas populares chamadas
línguas vulgares mas havia um ponto fora
da curva nessa época Dante Alighieri
Dante Alighieri era um ponto fora da
curva porque né apesar de ser muito
conhecido aí pela Divina Comédia né um
inferno de Dante é conhecido também
pelas seus
pelos seus
pela sua atuação política pela sua
atuação Nas artes mas dá até aliviar e
também é pensava sobre línguas e de
maneira bastante séria
e tanto que ele publica mais ou menos em
1305
a obra de Bulgari e eloquência né que
sobre as línguas populares né sobre as
falares populares
e nesse nessa publicação ele
ele descreve
diversas diversas línguas populares
versos dialetos inclusive ele descreve
14 dialetos só na Itália só na península
itálica
então é essa essa obra que aparece já
nesse momento outras obras parecidas nem
outras obras semelhantes só vão aparecer
alguns séculos depois
é só mais uma coisinha a gente que eu
esqueci de mencionar no início vocês
podem ir fazendo as perguntas nos
comentários tá E aí a gente vai
ao final ter um momento aí de
interagir de ler as perguntas e de
responder tá bom então podem fazer as
perguntas para não esquecerem podem
anotar aí as perguntas nos comentários a
gente vai
responder daqui a pouquinho
E então daí a gente tem na Renascença
mas influência
dos cristãos mais influência da fé né a
as controvérsias teológicas que surgem
nesse nesse período
é século 15 século XIV 16 né 17 por aí
levam ao recurso do hebraico quer dizer
volta-se a
volta se aí a atenção ao hebraico que
até então não fazia parte dos A não ser
que alguém fosse traduzir né E talvez
até a tradução fosse feita do próprio
grego da própria
septuaginta né que é a tradução grega do
Antigo Testamento da Bíblia Hebraica
Mas enfim algumas controvérsias
teológicas levaram as os estudiosos a
recorrerem ao hebraico para dirimir
algumas dúvidas Então aqui a gente tem é
uma ampliação ainda dessa comparação
entre as línguas desse estudo comparado
sobre as línguas isso vai abrindo
caminho para o que vem a seguir no
século 18 século 19 a gramática
comparativa etc que também é pavimentam
aí o caminho para a formação daquilo que
se convencionou chamar a linguística
moderna
a própria reforma né a própria reforma é
propicia aí a multiplicação das
traduções bíblicas né E aí a gente rompe
com aquele paradigma de que a
só a tradução só só
a Bíblia em grego né seja septuaginta
com o novo testamento em grego é usada
aí mais no ocidente ou a Bíblia né
depois mais tarde as traduções latinas
enfim que só isso seria suficiente mas
que a deveria haver outras traduções
para que o povo pudesse ler pudesse ter
contato essas pessoas que estavam aí em
locais mais distantes né precisavam ter
também acesso ao texto bíblico E aí a
reforma acaba contribuindo dessa maneira
tanto para a as traduções bíblicas e
também é por isso mesmo para o
pensamento sobre a linguagem a o estudo
né sobre a própria prática da tradução
as diferenças entre as línguas a
dificuldade que tudo isso representa
também as grandes navegações
nesse momento é contribuem porque novas
experiências linguísticas acontecem né
então
os portugueses mesmo é eles começam a né
a ir ali para mais próximo norte da
África depois
mais adiante na costa da África vão até
os Açores e a Madeira depois vem até o
Brasil
é viajam o mundo inteiro começam a fazer
uma rota cria uma rota para chegar a
China né as índias Como se chamava
naquela época então
começa a ver muito mais contato
com outras realidades que não línguas
europeias não línguas
mais ou menos ali parecidas né
e surgem Então os primeiros dicionários
poliglotas e uma coisa curiosa é que
muitos desses dicionários apresentavam
além de uma certa chamada de dicionário
mas na verdade são descrições das
línguas né uma descrição comparada das
línguas mas uma coisa curiosa que muitos
desses dicionários apresentavam
o Pai Nosso traduzido em muitas línguas
né começaram ali com 22 línguas depois
40 línguas 60 línguas até que é surge
surge uma tradução com 400 línguas né já
Incluindo aí línguas ameríndias né as
línguas dos nativos das das Américas
então vejam aí que a essa comparação das
línguas tá efervescendo essa comparação
das línguas a o registro das línguas
inclusive algumas vulgares das línguas
Agora sim já no século 15 século 16 né é
que surge o registro da gente por isso
que a gente diz lá que o Dante era um
ponto fora da curva lá ainda na no
finalzinho ali da idade média né ali
ainda na Idade Média antes de chegar ou
antes de vir o a reforma antes de vir
essa Essa época da produção dos
dicionários bilíngues e tudo isso leva
tudo isso pavimenta o caminho para a
criação do método comparatista né que é
se inicialmente cada estudioso cada
pesquisador
se concentrava na sua própria língua na
descrição da sua própria língua agora
não mais agora a descrição sobre
não se fazia mais sobre a própria língua
mas sobre as línguas conhecidas E aí
começou uma outra curiosidade a povoar
aí as mentes né dessas desses desses
pesquisadores curiosos
que era de onde vem as línguas né Será
que as línguas tem uma origem em comum
será que né como como aconteceu como
aconteceram essas essas línguas porque
existem tantas línguas Quais são as
relações entre elas
Então tudo isso vai levando vai
pavimentando né esse caminho para o
método comparatista que desemboca no
conceito de parentesco das línguas então
comparando aí o San escrito
com o germânico antigo
né e as pessoas viam uma semelhança ora
essas essas formas aqui são número 7 né
número 7 é em
san escrito em latim em grego em slavone
com antigo na língua slava antiga e em
germânico antigo uma língua que depois
deu aí origem ao alemão ou
ao inglês a próprio inglês em parte né
ao várias outras línguas germânicas
Holandês então
é as línguas devem ser parentes nem se
as pessoas começam a pensar essas
línguas devem ser parentes e surgem
então e aí vários nomes um desses nomes
aí um dos precursores um dos nomes
principais é o
alemão linguista alemão
é que aí no século
entre o meados do início né do século
XIX já é se torna um grande expoente
junto com dinamarquês rasmim rasque
junto com game com vários outros com
vários outros nomes que a gente não
menciona aqui também por conta do nosso
tempo mas é Bup foi um dos maiores e
considerado inclusive pelos outros como
um grande um grande comparatista um
grande gramático comparatista que é como
ele se
referiam naquela época esse tipo de
estudo e ele era tido dessa maneira
porque ele popularizou o sânscrito né
então vou conhecia são escrito a
popularizou a obra de Panini para o
ocidente para Europa então aquilo que
havia sido escrito
e produzido tudo bem que com uma
com aí para atender uma necessidade
religiosa
era uma descrição que não explicava né o
material de pano de uma descrição muito
aprofundada porém não havia explicação
né do porquê das coisas não tentava
explicar origem né os porquês enfim
apenas indicava como era até porque o
propósito desse material era orientar as
pessoas a
se comportar linguisticamente
adequadamente né com a sua com a sua
linguagem com a sua forma de falar mas
nas cerimônias hindus
então boba compara o sânscrito com
armênio com o grego com o latim com
várias outras línguas e
então publica as suas as suas
conclusões A esse respeito e nesse nesse
momento aí então
da gramática comparativa é que surgem as
teorias conhecidas ainda hoje em dia
das línguas das famílias de línguas né
que aí chegou-se à conclusão de que as
línguas não poderiam ser todas embora
todas elas possam até ser parentes
segundo eles né Elas não são
algumas delas não são parentes próximos
existem grupos dentro dessa dessa
família esses grupos são chamados de
famílias linguísticas
e
a esse esse conceito e esse
desenvolvimento do conceito do das
línguas anteriores é uma delas talvez a
mais conhecida é o indo-europeu também
chamado de proto indo europeu nem que
seria a língua que teria dado origem ao
latim ao
grego ao germânico antigo ou sã escrito
né por isso indo europeias e aí
tem uma uma grande contribuição tem uma
parcela de contribuição pela
popularização dos estudos de
nos estudos de Panini né que também
tinha tido uma grande contribuição ao
compilar
a
as tradições orais de descrição do
sânscrito e publicar isso é de forma
escrita Enfim então
chegou-se a essa conclusão de que havia
famílias e aí começou-se a procurar
essas línguas descrever essas línguas
comparando-as comparando as suas
gramáticas através principalmente dos
textos escritos E aí infelizmente Por
enquanto né por hora só se comparavam
mesmo é basicamente as línguas que
tinham escrita
muitas línguas que não que não tinham
escritas não eram consideradas aí por
pelos pelos comparatistas porque o
estudo deles era baseado em textos
principalmente textos literários
bem um outro grande gramático
comparatista dessa dessa época é
Ferdinando um suíço também
que também viveu aí no século
xixinho do século 20 que também teve
obras muito importantes sobre comparação
de gramáticas do armênio com o sânscrito
com enfim né com grego
várias várias obras bastante importantes
lecionou em diversos universidades na
Europa é e no finalzinho da sua vida na
virada do século é ele ministra um curso
chamado curso de linguística geral né o
famoso curto e longo Stick General
em que ele
faz de certa maneira uma virada
nesse modelo de pensamento
é retomando diversas ideias que já
haviam sido propostas anteriormente lá
pelos gregos né E que outras questões
que haviam sido pensadas na história
desse pensamento ele retoma muitas
coisas claro que também contribui é de
si mesmo com muitas coisas ele é
reconhecido como como linguista é
fundador da chamada linguística moderna
E também como como filósofo que vai
influenciar vários outros vários outros
pensadores psicanalistas filósofos né um
exemplo deles é Lacan é Lacan vai ser
bastante influenciado pelas teorias de
sentido né teoria de de signo
linguístico como é descrito por socio
vai ser um elemento bastante importante
da psicanálise lacraniana da produção
lacraniana bom voltando até aqui o esse
curso de linguística geral vocês viram
lá na que vocês vem aqui sócio faleceu
em 1913 e o curso foi publicado o livro
foi publicado em 1916 ele ele ministrou
esse curso começou a ministrar esse
curso na virada do século 1899
1901 ministrou o curso algumas vezes e
na verdade o esse esse livro é posta uma
obra póstuma e é uma reconstrução das
aulas né do sociocínio por dois de seus
alunos com a colaboração de um terceiro
autor né então dois dos seus alunos
reuniram materiais de aulas reuniram
anotações e a partir disso publicaram o
em 1916 já depois da morte do seu filho
publicaram o curso de linguística geral
que vai dar início aí como a gente já
disse vai dar início a chamada
linguística moderna porque Qual é a
importância do pensamento de
dissociar para Fundação da linguística
moderna o pensamento sobre a linguagem
essas
na descrição da linguagem Claro o
pensamento disso surgir depois vai ser
discutido vai ser ampliado vai ser
trabalhado por diversos em diversos
redutos na própria América e até mesmo
nos Estados Unidos vai ser trabalhado
por aquilo que vai formar nessa
discussão essas discussões sobre
os materiais dissolfie vão ajudar a
formar aquilo que veio a ser chamado ver
esse conhecido como estruturalismo
linguístico
isso começa ali
nas primeiras décadas né talvez na
terceira década do século 20
com o círculo linguístico de Praga
também a
diversos outros centros de discussão na
Europa existe a chamada escola de
kopenhague o círculo né de Copenhague
existe na própria França também alguns
centros existia né naquela época mais ou
menos por aquela época também a escola
britânica né e vários vários expoentes
na Inglaterra e também a partir da
década talvez de 40 50 bastante disso
começa a ser discutido do outro lado do
Atlântico
por bluefield sabia nos Estados Unidos
né também em
alinhando essas ideias sobre que a gente
comentou aqui no início da linguagem
como da linguagem como uma
faculdade mental né como uma capacidade
Universal
que é É exclusiva né do ser humano e que
nos possibilita a criar línguas né a
adquirir na verdade línguas que que esse
fenômeno social é nós adquirimos língua
desde que nós estejamos inseridos num
contexto social
e
ao mesmo tempo
expor expressar essa língua por meio de
fala né
é o Saci também contribuiu e isso depois
foi continua sendo discutido nesses
círculos sobre o que ele chamou de signo
linguístico né a definição de signo
linguístico é fazendo uma diferenciação
entre significante e significado né
Então desse ponto de vista dizendo assim
em termos mais mais
simples e tentando ser mais mais claro e
objetivo
é o significado
seriam as palavras né o significado
seria a
imagem sonora
que a gente usa para se referir aos as
categorias de significado né agora vamos
ver como é que a gente como é que a
gente destrincha isso aí o significante
então seriam as palavras o significado
seriam as categorias mentais
relacionadas a esse significado quer
dizer por exemplo mesa
a palavra mesa esses sonhos que eu
produzo quando eu digo mesa são o
significado
em português
e essa essa esse significante se
relaciona com algo que é mental que é a
ideia que eu tenho o conceito que eu
tenho de mesa
Então esse conceito que eu tenho mental
de mesa não é a mesa concreta não é o
objeto mesmo o objeto mesa é um objeto
da do mundo real
é justamente porque eu já vi várias
mesas na minha vida que eu compus na
minha na minha mente eu criei junto com
a minha sociedade nós já vimos várias
mesas muitas vezes mesas diferentes de
formatos diferentes de cores diferentes
então isso possibilitou Que nós
tivéssemos criado esse conceito de mesa
então quando eu digo a palavra mesa ela
se relaciona com um conceito que é
mental
esse conceito é o significado
né Então essa distinção quebra aquela
ideia de que as palavras teriam uma
relação muito próxima com a com os
significados né que as palavras é viriam
do significado de como diziam os
realistas
Além disso ele discute bastante também a
arbitrariedade do signo linguístico né
novamente aí então as palavras os nomes
são Dados as coisas de maneira
arbitrária quer dizer não não é não
existe nada na palavra mesa que indique
né que ela
o objeto mesa
até porque em outras línguas esse essa
mesmo esse mesmo objeto tem
nomes diferentes tem composições
diferentes né então é se é mesa em
português table em inglês por exemplo né
e não tem uma palavra não tem nada a ver
com outra e se eu continuar listando
aqui as outras línguas eu vou perceber
que é não há nada em nenhuma dessas
palavras que indique o que relacione que
se relaciona diretamente com a o sentido
ou com o objeto do mundo real
a linguagem como capacidade humana então
aí isso vai ser desenvolvido por tanto
no círculo linguístico de Praga como
depois também no próprio durante o
próprio estruturalismo um dos autores
que discute bastante isso é
Martini André Martini um estuista
francês um linguista francês que é
fala bastante sobre o fato de que a
linguagem é uma capacidade Universal aos
seres humanos Justamente a linguagem é
diferencia os seres humanos dos animais
das plantas né dos outros das outras
espécies e
isso talvez jogue jogue um banho de água
fria
em algumas pessoas que ficam se
perguntando sobre a linguagem dos
animais né que alguns animais se
comunicam né então a gente tem aí os
golfinhos a gente tem até as flores a
gente tem as abelhas né mas existe uma
diferença entre essas formas de
comunicação então linguisticamente ou
para um linguista a gente diria assim
que esses animais possuem algum tipo de
comunicação mas essa comunicação é
geralmente reativa é uma comunicação que
é uma reação ao meio e é uma e é uma
comunicação uma forma de comunicação
codificada pelo instinto daquele animal
Além disso é uma comunicação que não é
articulada quer dizer ele não usa
diversos elementos sem significado
próprio para formar elementos com
significado nós usamos nós fazemos isso
Nós seres humanos fazemos isso né o som
sozinho são sozinhos são e sozinho não
tem significado mas quando a gente junta
esses sonhos isso passa a ter
significado e a gente consegue compor
tudo que a gente fala com o número
limitado de elementos que sozinhos não
tem significado Então a nossa linguagem
é articulada O que é não acontece na
comunicação dos animais por isso que os
linguistas estudam a comunicação a
linguagem humana e não as os meios de
comunicação é que né são chamados por
vezes de linguagem mas não no sentido
técnico no sentido mais popular no
sentido mais geral
É como diz aí a o adágio é inglês né um
animal um cachorro Enfim pode até
indicar para o outro onde tem perigo é
onde onde é que tem comida mas um
cachorro nunca vai poder dizer para o
outro que os seus pais eram pobres porém
honrados Então isso é uma é um dizer aí
Popular que ilustra essa diferença na
comunicação
dos animais e a aquilo que a gente
descreve em linguística como linguagem
também um esforço muito grande foi feito
especialmente no Brasil né para definir
a linguística como uma disciplina
científica o que isso quer dizer quer
dizer que é uma disciplina descritiva e
não
prescritiva né porque o estudo da
gramática assumiu uma tomou uma
um formato assim
um jeitão muito prescritivo Muitas
pessoas estudam gramática até hoje com
objetivo de saber como elas devem falar
né e o estudo da linguística não tem
esse propósito de dizer as pessoas como
elas devem falar o estudo da linguística
tem um propósito de descrever aquilo que
existe Então antes que existam as regras
né de como falar em determinada situação
enfim antes de que exista
existam os livros de gramática né que
que ensinem as pessoas vamos dizer assim
se comportar com o seu linguajar precisa
ver uma descrição daquilo que de fato
acontece na língua de fato acontece nas
variedades
é outra distinção que é bastante feito
também a gente já abordou aqui é a fala
escrita né A fala é uma expressão
natural da das línguas humanas e a
escrita é uma é uma expressão também
válida Mas é uma expressão aprendida é
uma expressão aprendida que não é a
realidade de todas as línguas do mundo
e o método linguístico então que é o que
a gente vai ver
nesse nesse curso né nas próximas nas
próximas aulas
a aula de hoje é uma introdução ao que a
gente vai estudar a seguir o método
linguístico lida com os sonhos Como é
que os sonhos da língua se organizar as
línguas né de uma língua particular
também se organizam como é que eles são
produzidos as variações dos sonhos né os
sotaques que a gente tem seja muita
percebendo meu sotaque né pelo meus táxi
já sabem de onde eu sou né saudações
cariocas
enfim os sonhos dizem muito sobre a
nossa identidade sobre a nossa
identificação
diz sobre a identificação de nós mesmos
e a identificação do outro e existe uma
variabilidade muito grande que existe
entre que existe nos sons mas os sonhos
são codificados no nosso conhecimento
linguístico e como é como isso acontece
a gente vai vai ver nas próximas nas
próximas aulas também como é que as
palavras né se organizam na língua para
formar o vocabulário que nós usamos
quais são os tipos de palavras que nós
temos não tudo isso é parte do método de
estudo é são níveis de análise como a
gente chama é
linguística né níveis de análise e
descrição linguística as estruturas que
são formadas a partir das palavras
é
umas expressões as frases que são que
são aí colocadas
fantasma como a gente como a gente diz
né são colocadas juntas aí lado a lado
para formar estruturas ainda maiores Até
formar o que a gente chama de discurso
no discurso oral que pode ser oral ou
escrito né tudo isso é escopo de estudo
tudo isso está
contemplado no estudo da linguística
E por que isso não é para que isso aliás
Além disso né além do discurso
a gente também também faz parte do corpo
da linguística a própria leitura Porque
se o texto escrito também está no escopo
do de análise da linguística a leitura e
interpretação também fazem parte desse
estudo assim como a tradução a tradução
também é
uma parte importante desse estudo e a
variabilidade as variabilidades que
existem nas línguas tanto né no mesmo
momento no momento sincrônico como
também de maneira dia crônica né com o
passar do tempo as línguas também é
sofrem variações sofrem mudança
também como aquisição e aprendizagem
acontece como é que a gente adquire uma
língua como é que a gente aprende uma
língua né como é que a gente adquire
nossa língua materna como é que a gente
aprende uma língua estrangeira ou
algumas línguas estrangeiras né várias
línguas estrangeiras como é que isso
acontece tudo isso está no escopo de
análise e isso pode é auxiliar a gente
isso pode dar para a gente algumas dicas
sobre a nossa a nossa a própria leitura
que a gente faz do texto bíblico a
interpretação desse texto a explicação
desse texto a comunicação desse texto né
várias questões que podem aí é que é
sobre as quais a linguística e os temas
estudados na linguística podem luz né
que é seja
em leitura quer seja na aprendizagem de
das línguas originais quer seja na
explicação do texto bíblico que é seja
na comunicação quer dizer na tradução né
Há várias questões aí que a gente pode
que a gente pode se beneficiar através
do estudo da linguagem e é por isso que
esse curso se chama
linguagem fé e comunicação e também é
por isso que o título dessa aula é no
início era a linguagem né Não só no
início era a linguagem
do ponto de vista bíblico né porque a
gente veio desde Gênesis essa essa
ênfase na linguagem né o próprio texto
de João 1 se refere a Cristo né a pessoa
eterna de Cristo como o verbo a palavra
né então no início era linguagem
biblicamente falando no início também
era a linguagem
linguisticamente falando já que a
linguagem para a linguística é uma
capacidade humana inata e Universal
Então ela já está lá quando a gente
nasce então no início era linguagem No
princípio era a linguagem e continua
sendo
continua sendo desde né do meio da
história né do pensamento sobre sobre as
línguas sobre a formação e as estruturas
das línguas e continua sendo porque nós
continuamos usando a linguagem como
forma de expressão como forma de
comunicação como
várias aplicações que a gente acabou de
ver aqui então agora a gente vai
passar passar para as perguntas vamos
ver se nós temos aqui
perguntas
vejamos aqui
podem fazer pessoal podem fazer as
perguntas
aqui pelo
então assim é
nós temos aqui né Caminho da Fé Pergunta
a língua é adquirida sim a língua é
segundo uma
uma das
Vertentes da linguística né apenas a
língua materna é adquirida né aquisição
da língua tem a ver com esse com um
processo que se dá na infância e ainda
na infância e as demais línguas as
línguas adicionais como a gente chama
Teoricamente seriam aprendidas é claro
que é para outras existem outras
opiniões né então assim dentro da
linguística não é diferente a gente tem
200 200 mil 489 opiniões diferentes né
então
[Música]
é mais ou menos por aí
sim a escrita
a escrita é apreendida e aprendida não
por todos né não é aprendida por todos
os falantes do mundo porque algumas
línguas não tem expressão escrita em
algumas algumas línguas não
desenvolveram escrita
então vejamos aqui a Marília pergunta
assim não há linguagem nem a palavras e
deles não se ouve nenhum som
na verdade a linguagem
e as palavras Bom enfim
na questão
Hebraica né trabalha assim muita
linguagem poética Hebraica trabalha-se
muito com a repetição de palavras isso é
uma maneira poética de se referir Então
na verdade linguagem e palavras Aqui tem
o mesmo sentido né Então essas duas
palavras são usadas no mesmo sentido né
que a
são palavras utilizadas
poéticamente para se referirem a mesma
coisa e não estão sendo usadas
obviamente como é um recurso linguístico
quer dizer como uma como terminologia
linguística então aqui a gente vai
entender linguagem Como fala como
linguajar como comunicação e não como
essa essa experiência essa capacidade
humana Universal e nada
eu espero que a conexão tenha melhorado
eu não sei como é que foi aí mas espero
que
a gente tenha conseguido se comunicar né
já que o nosso foco aqui é
comunicação eu espero que a gente tenha
conseguido
se comunicar aí bom
mais perguntas
que vocês tenham que a gente possa
explicar aí
bom então eu vou falar um vou falar
sobre né fazer aqui a vou fazer
a propaganda da nossa próxima aula né já
fazer aqui as cenas dos próximos
capítulos não é
então na nossa próxima aula
o nosso tema é Escreveu não leu ninguém
entendeu Aí eu de propósito não vou
explicar o que isso quer dizer se você
quiser saber o que é que isso quer dizer
você é meu convidado a participar da
nossa próxima aula que vai ser no dia 22
quinta-feira que vem nesse mesmo horário
nesse mesmo canal
nós vamos durante esses esses meses
esses próximos meses
abordar aí
temas relacionados à linguagem tradução
escrita leitura fala gramática
e ver como é que isso pode ajudar a
gente no processo
nosso de comunicação de todos os dias e
também como isso pode ajudar a gente
na experiência e no próprio Labor
teológico né como a gente diz
muito bem pessoal então
vou aqui me despedindo por hoje
e
convidando você não sei se você chegou
agora se você acompanha desde o início
mas eu quero dizer que nós temos aqui
muitos conteúdos
importantes interessantes que foram
pensados que foram estudados e
produzidos pensando na sua edificação
pensando
em que você possa se beneficiar então
fique à vontade para
olhar os outros conteúdos que nós temos
para ver os acompanhar os outros
conteúdos que nós temos acompanhar a
ibmu nas redes sociais no YouTube é
espalhar esses conteúdos né dizer para
outras pessoas que você acha que podem
se interessar por esse tema
e nós nos encontramos então na próxima
quinta-feira às 19 horas um abraço para
todos vocês e até lá

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