Os Desequilíbrios Teológicos e Ministeriais de Nosso Tempo | Luiz Sayão | IBNU
27/09/2022
Os Desequilíbrios Teológicos e Ministeriais de Nosso Tempo | Luiz Sayão | IBNU
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Fonte: Igreja Batista Nações Unidas
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[Música] o nosso foco será desequilíbrios teológicos e ministeriais de nosso tempo e como é que começamos a avaliar Essa realidade o desequilíbrio curiosamente é um tema pertinente a realidade da Igreja Primitiva Se nós formos observar a literatura neotestamentária grande parte do que nós encontramos ali é uma proposta especialmente do apóstolo Paulo mas também das cartas Gerais de tentar trazer é aquelas comunidades cristãs do primeiro século a uma compreensão mais adequada de como é que deveria ser a caminhada cristã o entendimento da Fé então nós temos apelos de natureza prática de perfil ético de perfil doutrinário Então vamos assim dizer Estamos diante de um tema que é uma realidade pertinente não só de hoje e quando Nós pensamos sobre esse assunto O que fica muito nítido na nossa percepção os desafios passam pelo o caminho como nós construímos teologia e sendo a nossa caminhada sintonizada com a tradição da convenção Batista brasileira das igrejas Batistas da tradição da reforma claro que a nossa referência envolve nitidamente a escritura Então como é que se constrói teologia em sintonia com a escritura o desafio filosófico eu tenho uma impressão que nós estamos passando por um período sei que a gente pode dizer assim de fragmentação na educação né nesse mundo pós iluministas nós temos cada vez aparentemente mais presente um óculos segmentador da realidade né o corte dos frios da nossa padaria filosófica é sempre um corte menor nas fatias são finíssimas né Então essa percepção ela se afasta de uma educação histórica por exemplo de humanidades onde você tinha que lidar com história com filosofia com perspectivas culturais diferentes ou aquele aquele lado assim vamos dizer de uma herança medieval sintetizadora mas num caminho de um enfoque globalizador do conhecimento estamos hoje diante de um elemento muito mais fragmentado e diante disso o caminho da história da filosofia conscientemente ou não traz para nós a uma abordagem vamos dizer teológica com um sabor específico é mais ou menos quando você toma aquele suco de laranja que tinha morango melancia no fundo você torna mais esse gosto aqui que eu tô sentindo da onde vem né então nós temos aí vários sabores filosóficos inconscientes na construção teológica de muita gente às vezes a inconsciente Às vezes o suco inteiro de morango e a pessoa tá plenamente consciente disso outra coisa que passa por isso pela questão e é importante é questão de identidade cultura bastante comum né a gente pensar em Teologia do ponto de vista vamos dizer da tradição mais histórica e sistemática da tentativa de apresentação do modelo teológico ideal e com uma interação muito limitada com a noção com de identidade de cultura que aliás é uma referência que acaba tendo um impacto significativo Especialmente nos contexto do mundo contemporâneo outra coisa que é necessariamente pertinente essa discussão é a realidade social é muitas pessoas às vezes discutem a teologia numa sintonia com uma proposta ligada metafísica ou um modelo pré-definido e não Às vezes tem uma sensibilidade para perceber isso e claro se estamos falando daquilo que pensadores como miser é ilíade ou Rodolfo gostavam de chamar na relação consagrado nós temos esse elemento Místico pertinente a construção da fé e da experiência religiosa a gente não fala em Teologia só do ponto de vista de uma descrição acadêmica pormenorizada Mas também da realidade prática da vida das pessoas particularmente dentro do ambiente no qual nós estamos inseridos e somos participantes e claro isso tem seguramente um elemento existencial participando né nessa busca de significado para vida numa aliança seja ela pertinente ou não com a realidade do contexto Místico Qual é um grande desafio para nós historicamente no nosso admirável mundo antigo a nossa tarefa em grande parte era muito mais simples porque porque nós costumávamos compartilhar de um determinado ambiente sócio cultural com uma cosmovisão quase que única Ou pelo menos predominante então se nós tivéssemos uma realidade por exemplo europeia de dois séculos atrás a gente teria quase todo mundo pensando de maneira semelhante isso também é era comum em outros ambientes nesse ambiente novo com a troca de culturas com a interação cada vez mais globalizante com uma multiplicação dos meios de comunicação nós estamos nesse ambiente politribau dentro dos nossos contextos sociais e religiosos isso significa traduzindo para o português claro que no ambiente onde você ministra que era você esteja no que você vai chamar de uma igreja batista ou numa universidade ou no ambiente de trabalho você vai encontrar a gente cuja cosmovisão é predominantemente marcada pelo secularismo que rompe com a pertinência do Sagrado No que diz respeito à experiência humana você vai achar pessoas de perfis diferentes dentro de um contexto teísta né hoje o indivíduo vive de fato essa polisquizofrenia sócio psicológica religiosa Amém irmãos Quem foi abençoado levante a mão né porque Porque de fato o indivíduo na verdade convive com cosmovisões diferentes e às vezes eu penso que ele nem tem o trabalho de fazer uma sintonia entre elas Ele simplesmente troca a faixa e coloca né ele funciona com a outra E aí ele permite um passeio interno dentro de si mesmo né para ver onde é que ele vai conseguir chegar e ao mesmo tempo você tem pessoas que vivem no universo animista então numa simples congregação religiosa você tem gente que tem uma compreensão secular muitas vezes agnóstica em relação à realidade você tem gente de perfil extremamente animista que acha que um determinado bicho dá azar e ele não passa debaixo da escada para que as coisas né possam funcionar bem e gente de perfil ti está acontece de encontrar também né mas então a gente tem esse cenário diante de nós e nessa caminhada de construção de maneira de entender a realidade o fato é que nós vivemos debaixo de um contexto geral curiosamente com a predominância de dualismo um dualismo que tem por exemplo a origem europeia Lembrando que nós temos aí uma uma tradição com muita influência platônica e uma formação religiosa marcada por isso talvez uma coisa difícil para muita gente entender que muitas pessoas no ambiente Batistas são assim do ponto de vista do seu verniz mas a sua constituição interna sua visão de realidade muitas vezes tem outros perfis né E esse mundo dualista né esse mundo da carne do Espírito esse mundo da realidade Vamos ser superior ele está presente em grande parte talvez já chegou das razões porque por exemplo o nosso meio protestante brasileiro tem pouca pertinência de transformação da realidade da cultura porque nós entendemos que espiritualidade maior é sempre um distanciamento disso curiosamente a matriz africana que tem a ver com nossa tradição que especialmente percebida por exemplo naquilo que a gente encontra em perspectivas de Interpretação da realidade é como por exemplo na umbanda né que é pertinente a realidade brasileira também divide o mundo em dois andares as Semelhança do que acontece no ambiente europeu Você tem o ouro 1 e o você tem a realidade espiritual em oposição realidade física o mundo estrutural e o mundo etérico de modo que quando há um desequilíbrio na realidade do nosso cotidiano é necessário né resolver a coisa de modo espiritual para que depois as coisas do ponto de vista concreto venham a se manifestar e ao mesmo tempo em que esse paradigma de divisão da realidade e esse paradigma que faz parte de quase de uma percepção Mística inconsciente de grande parte da nossa população hoje é bastante atingida por aquilo que nós podemos definir como secularismo né que tem a ver com o desdobramento de uma cultura racionalista Iluminista altamente crítica de certos ambientes da Europa que trouxeram a uma maneira de romper com a possibilidade de qualquer conexão com o sagrado como pertinente a experiência humana então de qualquer forma percebam que a separação entre natureza e depende que nome vocês vão querer dar vocês vão orar para Deus revelar Qual o nome né esse mundo metafísico algo semelhante que não é pertinente no mínimo tem um ponto de interrogação no fundo no fundo tem muito a ver com aquilo que se desdobra na história tanto filosófica como teológica que marca a compreensão do mundo vamos dizer contemporâneo que sem entender isso a gente não consegue muito longe que é o famoso dualismo kantiano é o famoso Emanuel Kant o grande estudioso de crônicas que nunca se afastou 80 km da sua casa e que foi aí conhecido pela Crítica da Razão Pura Crítica da Razão prática né o autor do das juleno imperativo categórico como referência ética de organização da vida o que fica marcado a partir de Kant a ideia de que de fato a coisa em si o número como ele costumava dizer é inacessível um livro interessante de história da teologia não sei se a gente encontra ele ainda quase da época de Kant vitorioso Sueco que apresenta com muita clareza o pensamento de cante o seu desdobramento e que tem a ver com uma espécie de conexão com essa tendência dualista que nós temos e que constrói a realidade desse mundo contemporâneo que ajuda a gente a dividir o mundo em dois andares que ajuda a estabelecer uma oposição entre essas realidades e de certa forma nos faz compreender porque uma caminhada na direção da conexão da compreensão do mundo e da busca filosófica antiga e da espiritualidade estão separadas e dificulta a nossa trajetória de conectar as realidades favorecendo um caminho de polarização de distanciamento de perspectivas e de certa forma explica o que nós temos no mundo contemporâneo Se temos essa influência na história então pensamento filosófico e teológico que vão marcar muito na nossa cultura do ponto de vista da nossa vamos dizer construção teológica e até mesmo a denominacional nós temos o quê Uma herança que tem a ver com a reforma muitos Batistas Batista baptistas né os baptistas que são baptistas de raiz geralmente até dizem Olha nós Batistas não somos protestantes nós somos diferentes nossa situação é outra e de certa forma tem lá sua razão esse argumento por razões históricas e outras questões Mas querendo ou não A configuração da construção da teologia fundamental da reforma faz parte da tradição que era a gente queira que não então de uma maneira ou de outra nós temos essa essa percepção a definida na nossa caminhada agora O Curioso nessa história é que não tá tão claro para todo mundo essa Herança da reforma que traz a importante ruptura com caminhos medievais e que certamente estavam em crise um retorno a importância da escritura uma espécie de libertação do indivíduo capaz agora de se tornar intérprete do texto agora acessível e livre das determinações daquilo que era absolutamente inquestionável e que abrem uma das veias pelos quais se constrói a modernidade essa herança está construída dentro de um caminho de uma Escolástica medieval e ela nasce também sobre égide da razão e se constrói muito em cima eu poderia dizer da espiritualidade da razão e da certeza todo mundo sabe até hoje que o bom crente não tem dúvidas porque a dúvida é do diabo é do mal então toda vez que a gente está bem com Deus a gente tá com certeza de tudo menos da nota da prova de grego de hebraico isso aí a gente não tem certeza assim essa herança reformada ela acompanha aquilo que pode não ter uma conexão histórica tão imediata mas faz parte daquilo que tem a ver conosco no impacto da reforma radical inspirada pelos movimentos anabatistas anteriores o movimento menorita que vingou e chega até hoje uns desdobramentos Batistas propriamente ditos na Inglaterra na Holanda e depois se espalhando por outras partes e não há dúvida que esse caminho de maior Independência de maior autonomia né Como diria o professor Doutor Israel Belo de Azevedo da celebração do indivíduo fazem parte dessa construção que certamente vai chegar até nós que tá marcado então por esse caminho de construção da modernidade que que acaba adoecendo no sentido das suas expectativas de certeza que acaba fazendo parte desse difícil de busca de segurança teológica e ao mesmo tempo de liberdade de interpretação do texto da reforma e com uma pitada maior de autonomia e de individualidade que funciona basicamente com uma pimenta mais forte no caldo da reforma que chega até nós diante disso o que que acontece especialmente do ponto de vista da construção histórica nós temos um caminho difícil que é um caminho da igreja reagindo do que diz respeito à realidade do mundo secular do mundo novo que nós enfrentamos e que tem sido um grande desafio e é curioso que esse mundo de polarizações esse mundo que caminha na discussão né do acessível não acessível do mais espiritual não espiritual espiritualidade concreta ou ligada a uma inspiração metafísica nós temos um caminho interessante que o mundo contemporâneo com secularismo trouxe uma caminhada para a igreja e que faz parte do nosso entendimento de acomodação aquilo que o universo secular parecia apresentar como um desafio maior Isso aí depende né esses rótulos são difíceis da gente colocar depois vocês quiserem trocar fiquem à vontade aquilo que muito chamado de protestantismo Liberal hoje Alguns chamam de protestantismo Progressista ou protestantismo vamos dizer de perfil de reação que entende que as percepções da realidade desse mundo o pensamento secular trouxe Exige uma reformulação da leitura bíblica a partir dessas referências consideradas fundamentais por outro lado é curioso isso ao mesmo tempo em que esse Triunfo da razão e da Razão especialmente questionada é Traz essa exigência de um do outro lado você tem o que a gente pode chamar de uma reação do perfil fundamentalista Ultra conservador que ao mesmo tempo trata dessa realidade da imposição secular é de uma maneira em que busca vamos dizer o apoio da Razão da certeza da delimitação como grande aliado da fé e isso faz parte da construção de muito daquilo que a gente chama de evangelicalismo O Curioso é que a maneira como os dois pensamentos se construíram apesar de estarem numa certa relação de oposição tem muitas semelhanças na maneira de apresentar a sua forma de argumentar em relação à construção teológica E além disso esse mundo secular passa né Por um caminho é que envolve uma mudança de cenário de um velho paradigma do mundo moderno predominantemente cartesiano Iluminista para esse novo paradigma pós-moderno onde isso é questionado e de uma maneira tal que a gente se encontra em dificuldades para poder caminhar em relação a isso o que que acontece né esse é um drama de grande parte do chamado evangelicalismo conservador por exemplo né Porque porque ele tem a sua estrutura de segurança num tipo de construção teológica principalmente feita no século 16 e 17 e apesar dos muitos Pontos importantes que precisa ser observados e considerados a dinâmica da mudança de pensamento da mudança sócio histórica traz desafios Tais que a única maneira de lidar com tudo isso muitas vezes é refugiar-se num projeto de pretéritofilia e numa espécie de segurança dizendo daqui para frente a gente não vai mais né E aí então se sente uma segurança que até conforta muita gente mas tem muito pouca possibilidade de caminhar de modo professor dentro do ambiente onde nós estamos inseridos hoje a gente observa uma coisa que quem anda por diversos países europeus certas áreas da América do Norte onde Muitas igrejas fecharam já não existem mais tanto igrejas que se renderam ao secularismo de maneira absolutamente e refletida como grupos extremamente fechados que também não conseguiram fazer essa lição de casa na conversa com o novo jeito de ser e de pensar diante disso eu sei que vocês estão ficando chateados mas eu eu prometo que eu já vai melhorar daqui a pouco né Nós estamos num negócio muito estranho que ninguém nunca entendeu Até hoje chamado Brasil o Brasil é a coisa mais diferente que existe nesse planeta e é diferente porque Portugal já era diferente na Europa já é um país que tem uma construção peculiar tem uma uma história distinta de construção com diversas etnias um primeiro estado secular que foi grande e tem vários elementos que não são pertinentes mas esse Brasil Continental formado por portugueses indígenas africanos e imigrantes na Europa Ásia e América do Norte Itália Alemanha Portugal Espanha Líbano Síria Japão e Coreia marcou a imigração nos últimos anos a gente sabe o Brasil recebeu muito chineses haitianos bolivianos venezuelanos e cílios mais recentes diferentes da imigração antiga e nós temos o desafio da brasilidade Por que que isso é muito significativo que preste atenção a nossa construção de referência teológica ela passa por um caminho de romantização do protestantismo histórico nosso que é predominantemente um protestantismo que tem origem nos Estados Unidos na Inglaterra no País de Gales na Escócia na Suíça na Alemanha em grande parte da nossa população Não tem qualquer conexão cultural histórica com isso então esse desafio ele é pertinente e traz para a gente é um caminho de tensão cultural como é que a gente lida com isso talvez ajude a gente a pensar e entender nesse cenário ainda que a teologia precisa ter a sua articulação exegética psicológica do ponto de vista do método trabalhado construído adequadamente ela não pode desconsiderar esse fator especialmente em nossos dias quando isso se torna uma discussão tão pertinente então nós temos aí essa essa discussão forte né que é absolutamente necessário atenção entre contextualização ruptura e mudança da cultura Qual é o caminho a cultura nos coloca numa situação de que o Cristão se opõe a cultura ele é contra né boa parte né uma das grandes críticas ao movimento evangélico é que ele muitas vezes não é favor de nada é contra ele é contra qualquer coisa é um movimento reativo não tem proposta não quer construir fica esperando alguém fazer alguma coisa ele é a teologia do zagueiro feroz fica na área só esperando ele quebrar a perna dele então é complicado né o cristão da Cultura né que reflete aquilo que faz parte dessa realidade o Cristão que se coloca acima da cultura ou questão que estabelece uma relação de paradoxo com a cultura ou cristão como a gente transformador da cultura é claro que nenhum desses elementos é absoluto sem dúvida a fé cristã tem um paradigma tal que vai confrontar a cultura em outros aspectos ela não tem qualquer questão de oposição à cultura nós temos elementos que simplesmente não tem qualquer pertinência de discussão mais intensa e claro que ela também funciona como como a gente de transformação mas é necessário considerar isso como elemento Vital e extremamente importante na nossa caminhada para construção de uma proposta é entenda a teologia a história e a construção do que a gente pode chamar de uma teologia equilibrada dentro da nossa realidade para isso é importante entender algumas coisas como a espiritualidade bem Pentecostal e o seu significado não sei se vocês têm ideia disso mas as assembleias de deus brasileiras que começam com missionário suecos está entre as quase que a maior Ou entre as maiores denominações evangélicas da história e do planeta e é interessante pensar nisso porque porque a caminhada do Movimento Pentecostal às vezes entendido uma distância né porque esse movimento não representa a teologia e chama atenção por alguns aspectos vitais interessantes Diferentemente por exemplo de uma abordagem da proposta de entendimento Cristã essencialmente marcada pela força da Razão sobre a eja de um racionalismo Iluminista essa proposta sempre foi intensamente existencial A ideia era do encontro profundo e até para a maior parte dos brasileiros que não compartilhavam de uma percepção europeia da realidade ao entender ou ao receber uma percepção do universo da fé a partir de uma experiência intensa de ressignificação da vida à luz do evangelho e de reconstrução da realidade teve um impacto que historicamente boa parte das dominações do contexto tradicional não entenderam muito bem mas surpreendentemente esses movimentos a gente tem o Luiz de francês quando a congregação cristã que eu peço desculpas por apenas mencionar porque aí seria uma outra aula um tanto mas demorada porque é um Outro fator peculiar mas deve não chamar atenção no sentido de entender porque num certo sentido esse tipo de espiritualidade teve o impacto muito grande dentro da realidade brasileira e faz parte de uma espécie de construção de brasilidade no eixo religioso e a gente não vai entender muita coisa sem passar por isso por incrível que pareça um dos maiores estudiosos desse assunto foi um suíço chamado Roller estudioso que escreveu uma enciclopédia gigante a respeito do Movimento Pentecostal no mundo incluindo a experiência brasileira e aqui eu sei que você precisa de uma oração forte para entender tá o gráfico está inclusive em línguas estranhas aí né mas ele vai mostrar para a gente uma coisa curiosa e que muito pertinente para nossa realidade por exemplo o Movimento Pentecostal Quando começa na América do Norte ele representa uma relação de tensão promissora entre as igrejas afro-americanas e as igrejas americanas tradicionais anglo-saxãs é no pentecostalismo a que as barreiras raciais vão ser primeiramente vencidas William saymore é uma das referências nessa caminhada e ele coloca né Essa a tradição religiosa afro-americana africana afro-americana que tem a ver com essa cultura de base que encontra é a partir da espiritualidade Wesleyana Metodista que bebe de fonte católica e da reforma e faz parte do movimento Holidays que não se entende a tradição Pentecostal sem esse movimento e com uma série de elementos que dificilmente a gente consegue separar nessa salada de fruta bem diversificada né tem desde morango limão goiaba e manga bem doce então tem elemento católico evangélico crítico ecumênico da origem né a esse pentecostalismo que acaba depois por um processo de fragilização desse pensamento racional Iluminista fazendo com que as igrejas históricas não tenham Como conter a onda daquilo que vai ser entendido como movimentos de renovação isso é importante para a gente entender que de certa forma esse é um fenômeno religioso social que se desdobra nos nossos ambientes Mas é uma das marcas definidas da própria cultura surpreendentemente surge o mundo diferente nesse cenário em vez de depender do contexto do movimento Holidays essa digamos caminhada de uma espiritualidade intensa encontra o mundo que interpreta a vida muito em função do Sucesso do pensamento ligado ao capital o que significa isso significa que é Diferentemente dessa dessa separação desse distanciamento que a gente tinha né que é um separação entre espiritual e não espiritual agora não agora esse elemento vai ser englobado o indivíduo não busca mais uma espiritualidade para fugir vamos dizer entre aspas do mundo mas para conquistá-lo e tudo aquilo que o pensamento Triunfante do neoliberalismo do mundo do Capital parece oferecer como Alternativa de vida considerada melhor agora incluído na espiritualidade e destinada aos menos favorecidos e surge no final da década de 70 aquilo que a gente conhece como Teologia da prosperidade e precisa ser estudado e entendido e bem de perto porque isso atinge diretamente a vida de milhões de pessoas Especialmente na realidade brasileira e aí você vai ter o que eu gostaria de chamar aqui né Essa essa conexão que eu diria que seria Inesperada uma ou duas décadas antes entre o Místico e o capital e isso é um Desafio né E muito grande para as igrejas históricas Mas é uma lição de casa que precisa ser entendida porque num certo sentido apesar de toda a crítica pertinente a este movimento o seu apelo maior está no fato do que o indivíduo parece crer na possibilidade de superação de um fatalismo socioeconômico a partir de um elemento inspirador a dentro dessa nova espiritualidade que inclusive no meu entender é um rompimento uma ruptura em relação ao pentecostalismo anterior tudo isso passa por um caminho de busca de espiritualidade intensa de busca de uma condição de vida que represente uma espécie de caminhada adequada perante Deus e a vida e no refinamento do entendimento da sua própria identidade o que que isso traz para a gente uma coisa curiosa chamada o apelo do judaico quando alguém Ouve isso e fala mas tudo aí tem um monte de gente maluca aí que agora tá querendo virar judeu e parece apenas uma questão de meramente legalismo de pensamento mas a coisa é muito além disso que que acontece na nossa tradição histórica nós temos a percepção da nossa origem de fé ligada à inspiração da Europa e da América do Norte grande parte dessa população brasileira comum não tem essas conexões nem históricas nem culturais Mas de repente o indivíduo descobre que o sobrenome dele é Pereira Ferreira é Oliveira e Alguém já disse que no fundo no fundo ele tem uma origem Judaica então ele que nunca teve um verdadeiro Pedigree reformado um Pedigree extraordinário disse olha eu sou parente de Abraão e Abraão é pouco Sou parente de Jesus o primo Aí talvez um pouco distante que houve nesse negócio e tem essa história do Brasil os cristãos novos Quer saber de uma coisa eu vou achar essa raiz importante que tenha um aspecto fundamental Porque nós não temos herança histórica suficiente nós não temos Raízes que parecem vamos dizer nos trazer uma inspiração maior Então essa busca ela passa por um caminho que a idealização do mundo por exemplo ângulo americano o germânico ela é trocada por uma indenização de Israel a herança teológica predominante na construção do evangelicalismo Brasileiro ela foi de perfil dispensacionalistas com fio de ano que por definição dava a Israel um lugar muito peculiar na construção escatológica isso certamente Faz parte dessa caminhada e no fundo no fundo tem a ver com uma busca de identidade eu como vocês bem sabe tem muito contato com esse ambiente com essa cultura Judaica e eu vivo no meio de um caminho difícil de explicação porque em Israel várias pessoas me perguntou o professor o que que tá acontecendo aqui né porque que essas pessoas estão fazendo isso E aí explicar um para o outro ponto é Um Desafio que não funciona nem hebraico nem português nem qualquer língua né uma das últimas novidades curiosas é o talit cor-de-rosa para mulheres fazendo oração em hebraico e os judeus até hoje não consegue entender o que que tá acontecendo esse ambiente da realidade brasileira que é pertinente essa discussão trouxe uma discussão muito importante que envolve a questão da teologia e o enfoque social nós temos uma herança que passa por um histórico de escravidão de colonialismo de uma série de dificuldades de uma construção que todo mundo sabe muito bem o significa Casa Grande Senzala e como esse esse ambiente de convivência social tem uma série de elementos que devem ser superados e que isso não é fato conseguido então no ambiente brasileiro e a gente sabe que um dos protagonistas disso foi o famoso Leonardo Boff e também na América Latina não desdobramento que surge a partir do Conselho o segundo e depois na conferência do senso surge a teologia da libertação que Claro qualquer pessoa de perfil de uma teologia Ortodoxa vai dizer Olha tem vários problemas nessa construção teológica mas o fato é que tem um desafio social diante de nós e esse desafio social vai trazer essa discussão A de sensibilidade diante da pobreza né que inclusive vai ser um dos fatores para por exemplo surgimento da Teologia da Missão integral Deus favorece os pobres a hermenêutica é como é bem colocada né a partir do próprio leitor a igreja precisa olhar a coisa da perspectiva sócio-política e libertar os oprimidos do sistema houve é o que nem todo mundo tem atenção a influência da Teologia da Esperança Richard show e yoga construtores do paradigma que vai dar origem a teologia da libertação e a teologia política e nós sabemos aí dos nomes que eu já mencionei Gutierrez segundo bofe bonino e mais recentemente essa questão teve o desdobramentos para a teologias de minorias e discutindo hoje também a questão de gênero um dos elementos que fazem parte dessa situação que nós encontramos aí diante disso lembrando nessa construção de teologia nós não podemos esquecer de teologia escritura a gente vai chegar lá desafio filosófico identidade e cultura realidade social humístico e existencial sendo considerado um dos problemas sérios do mundo em que vivemos com essa limitação de percepção e que as pessoas vão construindo a partir de um enfoque único sem uma visão mais Ampla da realidade construir na sua Ilha separada e hoje no clima bélico e polarizado a gente tem as Ilhas sendo virando verdadeiros castelos de oposição sem entender porque que uma perspectiva surge Qual é o elemento que ela considerou Vital e significativo e como ela construiu tentando absolutizar a sua leitura sem querer conversar nesse Arquipélago de isolamentos e dificuldades a gente precisa ver se conseguimos construir pontes favorecedoras de um entendimento da responsabilidade completa daquilo que envolve essa relação de desequilíbrio e é interessante o fenômeno de ordem e eclesiológico que a gente enfrenta hoje que que a gente tem duas coisas que chama atenção o meu surgimento das Mega chutes e a lógica do estádio Por que será que isso é tão forte parece que nessa cultura de vazio existencial e de grande isolamento do indivíduo existe uma sensação de desamparar o profundo que parece ser aliviada com uma um sentimento de possível pertinência ao todo e aí você quer estar dentro do ambiente grande que parece refletir o Todo parece a busca do Uno né se uma coisa então de certa forma é curioso como em pouco tempo nós temos hoje Mega estádios né e Inclusive tem um fenômeno curioso que é relativamente recente que é a igreja multi site é que você tem aquela referência maior que parece ser um Cabo da Boa Esperança e ela se multiplica e as pessoas então todas se conectam porque a um movimento ou um grupo ou uma igreja que parece ter a força do holofote midiático e ao mesmo tempo completar essa sensação de todo nos faz sentir que de alguma maneira nós temos devidamente inseridos então grande parte das Mega igrejas foram criadas pelo rádio pela TV pela internet e essa interação é algo que necessariamente precisa passar pela nossa reflexão enquanto existe esse senso de pertinência curiosamente existe a individuação e o mundo Digital ao mesmo tempo em que o indivíduo pertence a uma realidade Ampla e grande ele não pertence a nada ele é Refém de si mesmo Essa é a grande dificuldade ser Pastor de uma igreja batista o indivíduo é membro da igreja o que significa isso muitas vezes nada ele tá lá a família dele é de lá mas a cabeça dele o indivíduo vive intensamente o mundo interior hoje se tá numa sociedade onde o sujeito está muito próximo de quem tá muito longe muito longe quem tá próximo e esse processo de individuação de fragmentação Ampla é um grande desafio que precisa nos levar a pensar como é que a gente vai caminhar Nessa proposta de entendimento do que tá acontecendo na nossa volta diante desse cenário que passa pela filosofia que passa pela construção da teologia que passa pela realidade cultural e pela realidade brasileira e por esses fenômenos sócio midiáticos a gente dá um resumo aqui mais ou menos do que desequilíbrios principais estão presentes diante da realidade visão dualista traz o desprezo do mundo o individualismo traz o desprezo Do social a religião de mercado que é uma verdadeira rendição a Mamon traz acho que o desprezo de tudo o misticismo desprezo da razão e da teologia o denominacionalismo desprezo da unidade das relações de proximidade com outros que poderiam construir junto o formalismo e o tradicionalismo desprezo Do criativo uma coisa curiosa como a gente vai ver por exemplo na reforma quando ela surge ela surge com uma força de construção artística você tem pintores você tem literatus hoje você tem um movimento religioso que parece não construir muito crise de ética desprezo da moral alienação desprezo do contexto e da realidade espiritualidade importada desprezo da cultura Isso faz parte de um processo de pasteurização da fé a gente precisa achar o que foi que deu certo na Colômbia o que que deu certo na Coréia o que que deu certo na Alemanha o que foi feito nos Estados Unidos pega o pacote joga aqui dentro nem se importa com que que tá nem nem eu me lembro que eu Visitei uma grande igreja na América do Norte e eu vi um líder falando queria entender o contexto E ele disse [Música] Everything you quer dizer você tem que desembrulhar e depois embrulhar empacotar de novo tudo que você tá aprendendo aqui e parece que ninguém tava ouvindo esse conselho simplesmente querendo comprar um pacote que parece pragmaticamente útil e jogá-lo no grande mercado religioso fatalismo interessante como Tem surgido a um tipo de mentalidade teológica mais conservadora que coloca como Suprema Soberania Divina por definição sobre um fator teológico importante a questão não é essa é a questão como é que essa apropriação em que ambiente ela cai historicamente a tradição luz ou brasileira sempre flertou com o fatalismo não tem jeito é assim mesmo pau que nasce torto morre torto Não há o que fazer quando o mau uso da ideia da soberania de Deus cai numa população que tem receio de ser sujeito da história e que tem receio de errar de lidar com suas próprias escolhas indevidas entendendo que qualquer coisa que aconteceu no final das contas é responsabilidade e Ação divina e ele não tem nada a ver com isso esse resultado não sai da melhor maneira que poderia sair existe até uma herança islâmica na península ibérica né Você sabe que fado tem a ver com fatalismo no final das contas onde essa visão negativa da vida pode encontrar o medo da Liberdade associada a responsabilidade e outra conservadorismo que também acaba sendo uma espécie de suposta proteção da verdade que tem mais a ver com o desprezo da razão e não reflete a proposta dele portanto a gente pergunta de onde vem esse desequilíbrio desequilíbrio surge quando nos afastamos da referência bíblica e referência bíblica que leia-se o texto na sua amplitude com a sua diversidade literária com sua riqueza e quando nesse mundo limitado a gente escolhe uma referência x e passa a fazer um corte limitador no texto certamente seremos prejudicados O desequilíbrio surge quando a igreja prioriza o secundário isso aqui é a primeira igreja do Twitter um lugar para todo mundo pregar né Ou seja é curioso como coisas vitais e essenciais da Fé elementos dos quais não se abre mão passam para segundo plano e as pessoas começam a brigar e a discutir coisas absolutamente secundárias O desequilíbrio surge quando a igreja polariza uma ênfase da Fé A questão não é simplesmente se aquele tema tem pertinência o valor o problema é como ele serve de arma de conflito você sabe eu viajei por mais de 20 países europeus uma das coisas quando você começa a conversar com essas pessoas e tenta falar um pouquinho da imediatamente diz como isso pode ser sério se aqui na nossa história tanta gente o outro por causa de um determinado pensamento A ou B Então existe uma espécie de ressaca da mais espiritualidade na construção de uma história social que é Um Desafio muito grande O desequilíbrio surge quando a igreja perde a noção da submissão do que importa quer dizer as referências mais importantes da fé a referência da escritura referência da missão aquilo que é paradigma de amar Deus amar Cristo amar o próximo começa a perder relevância e as pessoas passam a levantar outras Bandeiras e nós não temos diretrizes e esse desequilíbrio surge quando a igreja se decladia e perde relevância do mundo conversando com pessoas seculares e de certa forma distanciadas da realidade da igreja eles têm a seguinte impressão ao que me parece que tá um grupo de pessoas que se entende como um grupo de pessoas especiais em relação ao mundo que não está nem um pouco preocupado com o sofrimento e com a dificuldade que as pessoas têm a sua volta e eles não tem intenção de fazer nada benefício da comunidade Então se essa percepção não nos atingir e nós não entendermos essa caminhada certamente alguma coisa precisa mudar e para finalizar eu queria apenas destacar uma tentativa de apresentar aqui uma conversa do passado com tendências de hoje o que a gente pode imaginar como um caminho de vitória sobre os desequilíbrios O que seria uma igreja focalizada na missão uma igreja que apenas repete o passado que apenas entende que devemos pensar numa tradição denominacional ela escolhe o seu pastor como um Capelão os membros serão pacientes necessitados papel do pastor é consolar as pessoas e que se espera que ele faça visitação somos um pequeno povo muito feliz e é isso uma igreja que se rendeu ao admirável mundo novo se tornou uma igreja empresa que agora ela olha para a sociedade Consumista e o pastor não precisa entender de teologia fazer cursos com Professor Jonas quem aí Marcos William starts não tem necessidade de Luciano sairão tudo é perda de tempo você tem que entender de gestão você é o CEO do Senhor os membros são clientes que precisam ser satisfeitos e o papel do pastor é causar Impacto emocional e social e a expectativa são grandes reuniões eventos para arrebanhar essas pessoas outras igrejas se tornaram predominantemente políticas fazendo uma leitura da teologia exclusivamente de perfil sociológico então elas acabam tendo uma visão partidária seja de qualquer tipo o pastor ele se torna um político de massas membros são ativistas hoje nesse ambiente que nós temos está muito presente o papel mobilizar membros para causas escolhidas e se espera que ele tem articulação nessa área em vez de ver a igreja na sua condição de na sua natureza de estar comprometida com a missão onde se vê o pastor conforme a Efésios 4 como mentor e mestre os membros devem ser discípulos e seguidores não meramente Associados pastor deveria ensinar e treinar inclusive na eclesiologia do novo testamentária você tem na verdade o presbitério né Você tem o grupo de pessoas e não um indivíduo não o Coronel de Cristo que determina Tudo E a expectativa é ensino para capacitação diante da realidade do mundo a nossa volta a igreja que se coloca como mero o hospital tudo que tem lá fora é inimigo da fé é o mundo nós não podemos eu fico pensando é um dia eu tava inclusive gravando um determinado programa e o indivíduo foi me gravar e eu resolvi fazer uma reflexão sobre a música do Scorpions still love you E aí o indivíduo falou mas eu não posso na minha comunidade é proibido ouvir música do mundo eu falei mas essa música tem uma mensagem muito boa melhor o hino nacional que disse que a gente tem a pátria amada idolatrada são salve e que a gente deve colocar o peito a própria morte eu acho que o estilo Loving You nesse aspecto um pouquinho mais razoável na minha percepção pode estar errado mas eu acho assim mas qualquer coisa que não for do ambiente interno é inimigo música boa é até o século 19 bar já é quase um pós-moderno a gente tem que tomar cuidado ao final é o bem-estar nós estamos felizes estamos e a palavra-chave é manutenção vamos continuar sendo que sempre fomos a igreja empresa não aliado o mundo é a cultura é aliada que permite estratégia e ações aí o pessoal faz qualquer coisa a gente pega o elemento e usa do ponto de vista do marketing o estilo musical música gospel com todos os seus contornos que vocês conhecem ao final é números e o que importa é a satisfação do cliente então você não vai falar não vai pregar nada Que incomode ninguém senão você deixa de receber não comprometimento política a igreja se torna algo ligado a uma ação mobilizadora entre quem tem poder e quem não tem dominado de dominantes o estilo musical é Popular mobilizador algo final são política a palavra é engajamento e na visão missional a igreja ela tem a cultura confrontada pelos valores da Fé Mas ao mesmo tempo essa Cultura como em Atos 17 ela serve de Ponte para contextualização o estilo musical deve ser contextualizado para você comunicar o que vai ser recebido o alvo final e maturidade chegar a estatura de alguém que cresceu o bom pastor é o que faz os membros se desenvolverem e caminharem na sua vida como cristãos e cidadãos e a palavra chave é missão terminando no sentido mais profundo para lidar com isso nós precisamos Sem dúvida de um retorno às escrituras E aí o grande teólogo Dom Pedro II grande referência aí gosta de citá-lo porque na história do Brasil teve o seu papel e era um homem que Lia a Bíblia todos os dias e amava Salmo 119 diz como eu amo a tua lei né não é só entender a bíblia alimentar-se dela é beber e é amar e com uma espiritualidade que envolve mente coração né Essa essa dissociação não faz sentido envolve ação mente coração e mãos e por último para refletirmos a proposta que envolve a chegada do Reino de Deus proposta do rei né ser sal e Luz seu desafio para nós na construção de teologia que se desdobra em prática isso envolve reflexão contra todo obscurantismo e postura negativa missão contra uma atitude de renúncia responsabilidade espiritualidade Claro porque não é porque você tá fazendo Teologia na faculdade você agora tá lendo livros complicados e se tornou um Pensador que você pode abrir mão da sua espiritualidade e devoção diante de Deus e compaixão que é graça concreta diante de quem sofre Que Deus nos abençoe nessa noite amém [Música]