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Os Desequilíbrios Teológicos e Ministeriais de Nosso Tempo | Luiz Sayão | IBNU

Os Desequilíbrios Teológicos e Ministeriais de Nosso Tempo | Luiz Sayão | IBNU

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[Música]
o nosso foco será
desequilíbrios teológicos e ministeriais
de nosso tempo e como é que
começamos a avaliar Essa realidade
o desequilíbrio
curiosamente é um tema pertinente a
realidade da Igreja Primitiva Se nós
formos observar a literatura
neotestamentária grande parte do que nós
encontramos ali é uma proposta
especialmente do apóstolo Paulo mas
também das cartas Gerais de tentar
trazer é aquelas comunidades cristãs do
primeiro século a uma compreensão mais
adequada de como é que deveria ser a
caminhada cristã o entendimento da Fé
então nós temos
apelos de natureza prática de perfil
ético de perfil doutrinário Então vamos
assim dizer Estamos diante de um tema
que é uma realidade pertinente não só de
hoje
e quando Nós pensamos sobre esse assunto
O que fica muito nítido na nossa
percepção
os desafios passam pelo o caminho como
nós construímos teologia e sendo a nossa
caminhada sintonizada com a tradição da
convenção Batista brasileira das igrejas
Batistas da tradição da reforma claro
que a nossa referência
envolve nitidamente a escritura Então
como é que se constrói teologia em
sintonia com a escritura o desafio
filosófico eu tenho uma impressão que
nós estamos passando por um período
sei que a gente pode dizer assim de
fragmentação na educação né nesse mundo
pós iluministas nós temos cada vez
aparentemente mais presente um óculos
segmentador da realidade né o corte dos
frios da nossa padaria filosófica é
sempre um corte menor nas fatias são
finíssimas né Então essa percepção ela
se afasta de uma educação histórica por
exemplo de humanidades onde você tinha
que lidar com história com filosofia com
perspectivas culturais diferentes ou
aquele aquele lado assim vamos dizer de
uma herança medieval
sintetizadora mas num caminho de um
enfoque globalizador do conhecimento
estamos hoje diante de um elemento muito
mais fragmentado e diante disso o
caminho da história da filosofia
conscientemente ou não traz para nós a
uma abordagem vamos dizer teológica com
um sabor específico é mais ou menos
quando você toma aquele suco de laranja
que tinha morango melancia no fundo você
torna mais esse gosto aqui que eu tô
sentindo da onde vem né então nós temos
aí vários sabores filosóficos
inconscientes na construção teológica de
muita gente às vezes a inconsciente Às
vezes o suco inteiro de morango e a
pessoa tá plenamente consciente disso
outra coisa que
passa por isso pela questão e é
importante é questão de identidade
cultura bastante comum né a gente pensar
em Teologia do ponto de vista vamos
dizer da tradição mais histórica e
sistemática da tentativa de apresentação
do modelo teológico ideal e com uma
interação muito limitada com a noção com
de identidade de cultura que aliás é uma
referência que acaba tendo um impacto
significativo Especialmente nos contexto
do mundo contemporâneo outra coisa que é
necessariamente pertinente essa
discussão é a realidade social é muitas
pessoas às vezes discutem a teologia
numa sintonia com uma proposta ligada
metafísica ou um modelo pré-definido e
não Às vezes tem uma sensibilidade para
perceber isso e claro se estamos falando
daquilo que pensadores como miser é
ilíade ou Rodolfo gostavam de chamar na
relação consagrado nós temos esse
elemento Místico pertinente a construção
da fé e da experiência religiosa a gente
não fala em Teologia só do ponto de
vista de uma descrição acadêmica
pormenorizada Mas também da realidade
prática da vida das pessoas
particularmente dentro do ambiente no
qual nós estamos inseridos e somos
participantes e claro isso tem
seguramente um elemento existencial
participando né nessa busca de
significado para vida numa aliança seja
ela pertinente ou não com a realidade do
contexto Místico Qual é um grande
desafio para nós historicamente no nosso
admirável mundo antigo a nossa tarefa em
grande parte era muito mais simples
porque porque nós costumávamos
compartilhar de um determinado ambiente
sócio cultural com uma
cosmovisão quase que única Ou pelo menos
predominante então se nós tivéssemos uma
realidade por exemplo europeia de dois
séculos atrás a gente teria quase todo
mundo pensando de maneira semelhante
isso também é era comum em outros
ambientes nesse ambiente novo com a
troca de culturas com a interação cada
vez mais globalizante com uma
multiplicação dos meios de comunicação
nós estamos nesse ambiente
politribau dentro dos nossos contextos
sociais e religiosos isso significa
traduzindo para o português claro que no
ambiente onde você ministra que era você
esteja no que você vai chamar de uma
igreja batista ou numa universidade
ou no ambiente de trabalho você vai
encontrar a gente cuja cosmovisão é
predominantemente marcada pelo
secularismo
que rompe com a pertinência do Sagrado
No que diz respeito à experiência humana
você vai achar pessoas de perfis
diferentes dentro de um contexto teísta
né hoje o indivíduo vive de fato essa
polisquizofrenia sócio psicológica
religiosa Amém irmãos Quem foi abençoado
levante a mão né porque Porque de fato o
indivíduo na verdade convive com
cosmovisões diferentes e às vezes eu
penso que ele nem tem o trabalho de
fazer uma sintonia entre elas Ele
simplesmente troca a faixa e coloca né
ele funciona com a outra E aí ele
permite um passeio interno dentro de si
mesmo né para ver onde é que ele vai
conseguir chegar e ao mesmo tempo você
tem pessoas que vivem no universo
animista então numa simples congregação
religiosa você tem gente que tem uma
compreensão secular
muitas vezes agnóstica em relação à
realidade você tem gente de perfil
extremamente animista que acha que um
determinado bicho dá azar e ele não
passa debaixo da escada para que as
coisas né possam funcionar bem e gente
de perfil ti está acontece de encontrar
também né mas então a gente tem esse
cenário diante de nós e nessa caminhada
de construção de maneira de entender a
realidade
o fato é que nós vivemos debaixo de
um contexto geral curiosamente com a
predominância de dualismo um dualismo
que tem por exemplo a origem
europeia Lembrando que nós temos aí uma
uma tradição com muita influência
platônica e uma formação religiosa
marcada por isso talvez uma coisa
difícil para muita gente entender que
muitas pessoas no ambiente
Batistas são assim do ponto de vista do
seu verniz mas a sua constituição
interna sua visão de realidade muitas
vezes tem outros perfis né E esse mundo
dualista né esse mundo da carne do
Espírito esse mundo da realidade Vamos
ser superior ele está presente em grande
parte talvez já chegou das razões porque
por exemplo o nosso meio protestante
brasileiro tem pouca pertinência de
transformação da realidade da cultura
porque nós entendemos que
espiritualidade maior é sempre um
distanciamento disso
curiosamente a matriz africana que tem a
ver com nossa tradição que especialmente
percebida por exemplo naquilo que a
gente encontra
em perspectivas de Interpretação da
realidade é como por exemplo na umbanda
né que é pertinente a realidade
brasileira também divide o mundo em dois
andares as Semelhança do que acontece no
ambiente europeu
Você tem o ouro 1 e o você tem a
realidade espiritual em oposição
realidade física o mundo estrutural e o
mundo etérico de modo que quando há um
desequilíbrio na realidade do nosso
cotidiano é necessário né resolver a
coisa de modo espiritual para que depois
as coisas do ponto de vista concreto
venham a se manifestar e ao mesmo tempo
em que esse paradigma de divisão da
realidade e esse paradigma que faz parte
de quase de uma percepção Mística
inconsciente de grande parte da nossa
população hoje é bastante atingida por
aquilo que nós podemos definir como
secularismo né que tem a ver com o
desdobramento de uma cultura
racionalista Iluminista altamente
crítica de certos ambientes da Europa
que trouxeram a uma maneira de romper
com a possibilidade de qualquer conexão
com o sagrado como pertinente a
experiência humana então de qualquer
forma percebam que a separação entre
natureza e depende que nome vocês vão
querer dar vocês vão orar para Deus
revelar Qual o nome né esse mundo
metafísico algo semelhante que não é
pertinente no mínimo tem um ponto de
interrogação no fundo no fundo tem muito
a ver com aquilo que se desdobra na
história tanto filosófica como teológica
que marca a compreensão do mundo vamos
dizer contemporâneo que sem entender
isso a gente não consegue muito longe
que é o famoso dualismo kantiano é o
famoso Emanuel Kant o grande estudioso
de crônicas que nunca se afastou 80 km
da sua casa e que foi aí conhecido pela
Crítica da Razão Pura Crítica da Razão
prática né o autor do das juleno
imperativo categórico como referência
ética de organização da vida o que fica
marcado a partir de Kant a ideia de que
de fato a coisa em si o número como ele
costumava dizer é inacessível
um livro interessante de história da
teologia não sei se a gente encontra ele
ainda quase da época de Kant
vitorioso Sueco que apresenta com muita
clareza o pensamento de cante o seu
desdobramento e que tem a ver com
uma espécie de conexão com essa
tendência dualista que nós temos e que
constrói a realidade desse mundo
contemporâneo que ajuda a gente a
dividir o mundo em dois andares que
ajuda a estabelecer uma oposição entre
essas realidades e de certa forma
nos faz compreender porque uma caminhada
na direção da conexão da compreensão do
mundo e da busca filosófica antiga e da
espiritualidade estão separadas e
dificulta a nossa trajetória de conectar
as realidades
favorecendo um caminho de polarização de
distanciamento de perspectivas e de
certa forma explica o que nós temos no
mundo contemporâneo Se temos essa
influência na história
então pensamento filosófico e teológico
que vão marcar muito na nossa cultura do
ponto de vista da nossa vamos dizer
construção
teológica e até mesmo a denominacional
nós temos o quê Uma herança que tem a
ver com a reforma
muitos Batistas Batista
baptistas né os baptistas que são
baptistas de raiz geralmente até dizem
Olha nós Batistas não somos protestantes
nós somos diferentes nossa situação é
outra
e de certa forma tem lá sua razão esse
argumento por razões históricas e outras
questões Mas querendo ou não A
configuração da construção da teologia
fundamental da reforma faz parte da
tradição
que era a gente queira que não então de
uma maneira ou de outra nós temos essa
essa percepção a definida na nossa
caminhada agora O Curioso nessa história
é que não tá tão claro para todo mundo
essa Herança da reforma que traz a
importante ruptura com caminhos
medievais e que certamente estavam em
crise
um retorno a importância da escritura
uma espécie de libertação do indivíduo
capaz agora de se tornar
intérprete do texto agora acessível e
livre das determinações daquilo que era
absolutamente
inquestionável e que abrem uma das veias
pelos quais se constrói a modernidade
essa herança está construída dentro de
um caminho de uma Escolástica medieval e
ela nasce também sobre égide da razão e
se constrói muito em cima eu poderia
dizer da espiritualidade da razão e da
certeza todo mundo sabe até hoje que o
bom crente não tem dúvidas porque a
dúvida é do diabo é do mal então toda
vez que a gente está bem com Deus a
gente tá com certeza de tudo menos da
nota da prova de grego de hebraico isso
aí a gente não tem certeza assim
essa herança reformada ela acompanha
aquilo que pode não ter uma conexão
histórica tão imediata mas faz parte
daquilo que tem a ver conosco no impacto
da reforma radical inspirada pelos
movimentos anabatistas anteriores o
movimento menorita que vingou e chega
até hoje uns desdobramentos Batistas
propriamente ditos na Inglaterra na
Holanda e depois se espalhando por
outras partes e não há dúvida que esse
caminho de maior Independência de maior
autonomia né
Como diria o professor Doutor Israel
Belo de Azevedo da celebração do
indivíduo fazem parte dessa construção
que certamente vai chegar até nós que tá
marcado então por esse caminho de
construção da modernidade que que acaba
adoecendo no sentido das suas
expectativas de certeza que acaba
fazendo parte desse difícil de busca de
segurança teológica e ao mesmo tempo de
liberdade de interpretação do texto da
reforma e com uma pitada maior de
autonomia e de individualidade que
funciona basicamente com uma pimenta
mais forte no caldo da reforma que chega
até nós
diante disso o que que acontece
especialmente do ponto de vista da
construção histórica nós temos um
caminho difícil
que é um caminho
da igreja reagindo do que diz respeito à
realidade do mundo secular do mundo novo
que nós enfrentamos e que tem sido um
grande desafio e é curioso que esse
mundo de polarizações esse mundo que
caminha na discussão né do acessível não
acessível do mais espiritual não
espiritual espiritualidade concreta ou
ligada a uma inspiração metafísica nós
temos um caminho interessante que o
mundo contemporâneo com secularismo
trouxe uma caminhada para a igreja e que
faz parte do nosso entendimento de
acomodação
aquilo que o universo secular parecia
apresentar como um desafio maior Isso aí
depende né esses rótulos são difíceis da
gente colocar depois vocês quiserem
trocar fiquem à vontade aquilo que muito
chamado de protestantismo Liberal hoje
Alguns chamam de protestantismo
Progressista ou protestantismo vamos
dizer de perfil de reação que entende
que
as percepções da realidade desse mundo
o pensamento secular trouxe Exige uma
reformulação da leitura bíblica a partir
dessas referências consideradas
fundamentais por outro lado é curioso
isso ao mesmo tempo em que esse Triunfo
da razão e da Razão
especialmente questionada é Traz essa
exigência de um do outro lado você tem o
que a gente pode chamar de uma reação do
perfil fundamentalista Ultra conservador
que ao mesmo tempo
trata dessa realidade da imposição
secular é de uma maneira em que busca
vamos dizer o apoio da Razão da certeza
da delimitação como grande aliado da fé
e isso faz parte da construção de muito
daquilo que a gente chama de
evangelicalismo O Curioso é que a
maneira como os dois pensamentos se
construíram apesar de estarem numa certa
relação de oposição tem muitas
semelhanças na maneira de apresentar a
sua forma de argumentar em relação à
construção teológica
E além disso esse mundo secular passa né
Por um caminho é que envolve uma mudança
de cenário de um velho paradigma do
mundo moderno predominantemente
cartesiano Iluminista para esse novo
paradigma pós-moderno onde isso é
questionado e de uma maneira tal que a
gente
se encontra em dificuldades para poder
caminhar em relação a isso o que que
acontece né esse é um drama de grande
parte do chamado evangelicalismo
conservador por exemplo né Porque porque
ele tem a sua estrutura de segurança num
tipo de construção teológica
principalmente feita no século 16 e 17
e apesar dos muitos Pontos importantes
que precisa ser observados e
considerados a dinâmica da mudança de
pensamento da mudança
sócio
histórica traz desafios Tais que a única
maneira de lidar com tudo isso muitas
vezes é
refugiar-se num projeto de
pretéritofilia e numa espécie de
segurança dizendo daqui para frente a
gente não vai mais né E aí então se
sente uma segurança que até
conforta muita gente mas tem muito pouca
possibilidade
de caminhar de modo professor dentro do
ambiente onde nós estamos inseridos hoje
a gente observa uma coisa que quem anda
por diversos países europeus certas
áreas da América do Norte onde Muitas
igrejas fecharam já não existem mais
tanto igrejas que se renderam ao
secularismo de maneira absolutamente
e refletida como grupos extremamente
fechados que também não conseguiram
fazer essa lição de casa na conversa com
o novo jeito de ser e de pensar
diante disso eu sei que vocês estão
ficando chateados mas eu eu prometo que
eu já vai melhorar daqui a pouco né Nós
estamos num negócio muito estranho que
ninguém nunca entendeu Até hoje chamado
Brasil
o Brasil é a coisa mais diferente que
existe nesse planeta e é diferente
porque Portugal já era diferente na
Europa já é um país que tem uma
construção peculiar tem uma uma história
distinta de construção
com diversas etnias um primeiro estado
secular que foi grande e tem vários
elementos que não são pertinentes mas
esse Brasil Continental formado por
portugueses indígenas africanos e
imigrantes na Europa Ásia e América do
Norte
Itália Alemanha Portugal Espanha Líbano
Síria Japão e Coreia marcou a imigração
nos últimos anos a gente sabe o Brasil
recebeu muito chineses haitianos
bolivianos venezuelanos e
cílios mais recentes diferentes da
imigração antiga e nós temos o desafio
da brasilidade Por que que isso é muito
significativo que preste atenção a nossa
construção de referência teológica ela
passa por um caminho de
romantização do protestantismo histórico
nosso que é predominantemente um
protestantismo que tem origem nos
Estados Unidos na Inglaterra no País de
Gales na Escócia na Suíça na Alemanha
em grande parte da nossa população Não
tem qualquer conexão cultural histórica
com isso então esse desafio ele é
pertinente e traz para a gente é um
caminho de tensão cultural como é que a
gente lida com isso talvez ajude a gente
a pensar e entender nesse cenário ainda
que a teologia precisa ter a sua
articulação exegética
psicológica do ponto de vista do método
trabalhado construído adequadamente ela
não pode desconsiderar esse fator
especialmente em nossos dias quando isso
se torna uma discussão tão pertinente
então nós temos aí essa essa discussão
forte né que é absolutamente necessário
atenção entre contextualização ruptura e
mudança da cultura Qual é o caminho a
cultura nos coloca numa situação de que
o Cristão se opõe a cultura ele é contra
né boa parte né uma das grandes críticas
ao movimento evangélico é que ele muitas
vezes não é favor de nada é contra ele é
contra qualquer coisa é um movimento
reativo não tem proposta não quer
construir fica esperando alguém fazer
alguma coisa ele é
a teologia do zagueiro feroz fica na
área só esperando ele quebrar a perna
dele então é complicado né o cristão da
Cultura né que reflete aquilo que faz
parte dessa realidade o Cristão que se
coloca acima da cultura
ou questão que estabelece uma relação de
paradoxo com a cultura ou cristão como a
gente
transformador da cultura é claro que
nenhum desses elementos é absoluto sem
dúvida a fé cristã tem um paradigma tal
que vai confrontar a cultura em outros
aspectos ela não tem qualquer
questão de oposição à cultura nós temos
elementos que simplesmente não tem
qualquer pertinência de discussão mais
intensa e claro que ela também funciona
como como a gente de transformação mas é
necessário
considerar isso como elemento Vital e
extremamente importante na nossa
caminhada para construção de uma
proposta é entenda a teologia a história
e a construção do que a gente pode
chamar de uma teologia
equilibrada dentro da nossa realidade
para isso é importante entender algumas
coisas como
a espiritualidade bem Pentecostal e o
seu significado não sei se vocês têm
ideia disso mas as assembleias de deus
brasileiras que começam com
missionário suecos está entre as quase
que a maior Ou entre as maiores
denominações evangélicas da história e
do planeta
e é interessante pensar nisso porque
porque a caminhada do Movimento
Pentecostal
às vezes entendido uma distância né
porque esse movimento não representa a
teologia e chama atenção por alguns
aspectos vitais interessantes
Diferentemente por exemplo de uma
abordagem
da proposta de entendimento Cristã
essencialmente marcada pela força da
Razão sobre a eja de um racionalismo
Iluminista essa proposta sempre foi
intensamente existencial
A ideia era do encontro profundo e até
para a maior parte dos brasileiros que
não
compartilhavam de uma percepção europeia
da realidade ao entender ou ao receber
uma percepção do universo da fé a partir
de uma experiência intensa de
ressignificação da vida à luz do
evangelho e de reconstrução da realidade
teve um impacto que historicamente boa
parte das dominações do contexto
tradicional não entenderam muito bem mas
surpreendentemente esses movimentos a
gente tem o Luiz de francês quando a
congregação cristã que eu peço desculpas
por apenas mencionar porque aí seria uma
outra aula um tanto mas demorada porque
é um Outro fator
peculiar mas deve não chamar atenção
no sentido de entender porque num certo
sentido esse tipo de espiritualidade
teve o impacto muito grande dentro da
realidade brasileira e faz parte de uma
espécie de construção de brasilidade no
eixo religioso e a gente não vai
entender muita coisa sem passar por isso
por incrível que pareça um dos maiores
estudiosos desse assunto foi um suíço
chamado Roller estudioso que escreveu
uma enciclopédia gigante a respeito do
Movimento Pentecostal no mundo incluindo
a experiência brasileira e aqui eu sei
que você precisa de uma oração forte
para entender tá o gráfico está
inclusive em línguas estranhas aí né
mas ele vai mostrar para a gente uma
coisa curiosa e que muito pertinente
para nossa realidade por exemplo o
Movimento Pentecostal Quando começa na
América do Norte ele representa uma
relação de tensão promissora entre
as igrejas afro-americanas e as igrejas
americanas
tradicionais
anglo-saxãs
é no pentecostalismo a que as barreiras
raciais vão ser primeiramente vencidas
William saymore é uma das referências
nessa caminhada e ele coloca né
Essa a tradição religiosa afro-americana
africana afro-americana que tem a ver
com essa cultura de base que encontra é
a partir da
espiritualidade Wesleyana Metodista que
bebe de fonte católica e da reforma e
faz parte do movimento Holidays que não
se entende a tradição Pentecostal sem
esse movimento e com uma série de
elementos que dificilmente a gente
consegue separar nessa salada de fruta
bem diversificada né tem desde morango
limão goiaba e manga bem doce então tem
elemento católico evangélico crítico
ecumênico da origem né a esse
pentecostalismo que acaba depois por um
processo de fragilização desse
pensamento racional Iluminista fazendo
com que as igrejas históricas não tenham
Como conter a onda daquilo que vai ser
entendido como movimentos de renovação
isso é importante para a gente entender
que de certa forma esse é um fenômeno
religioso
social que se desdobra nos nossos
ambientes Mas é uma das marcas definidas
da própria cultura
surpreendentemente surge o mundo
diferente nesse cenário em vez de
depender do contexto do movimento
Holidays essa digamos caminhada de uma
espiritualidade intensa encontra o mundo
que interpreta a vida muito em função do
Sucesso do pensamento ligado ao capital
o que significa isso significa que é
Diferentemente dessa dessa separação
desse distanciamento que a gente tinha
né que é um separação entre espiritual e
não espiritual agora não agora
esse elemento vai ser englobado o
indivíduo não busca mais uma
espiritualidade para fugir vamos dizer
entre aspas do mundo mas para
conquistá-lo e tudo aquilo que o
pensamento
Triunfante do
neoliberalismo do mundo do Capital
parece oferecer como Alternativa de vida
considerada melhor agora incluído na
espiritualidade e destinada aos menos
favorecidos e surge no final da década
de 70 aquilo que a gente conhece como
Teologia da prosperidade e precisa ser
estudado e entendido e bem de perto
porque isso atinge diretamente a vida de
milhões de pessoas Especialmente na
realidade brasileira e aí você vai ter o
que eu gostaria de chamar aqui né Essa
essa conexão que eu diria que seria
Inesperada uma ou duas décadas antes
entre o Místico e o capital
e isso é um Desafio né E muito grande
para as igrejas históricas Mas é uma
lição de casa que precisa ser entendida
porque num certo sentido apesar de toda
a crítica pertinente a este movimento o
seu apelo maior está no fato do que o
indivíduo parece crer na possibilidade
de superação de um fatalismo
socioeconômico a partir de um elemento
inspirador a dentro dessa nova
espiritualidade que inclusive no meu
entender é um rompimento uma ruptura em
relação ao pentecostalismo anterior
tudo isso passa por um caminho
de busca de espiritualidade intensa
de busca de uma condição de vida que
represente uma espécie de caminhada
adequada perante Deus e a vida e no
refinamento do entendimento da sua
própria identidade o que que isso traz
para a gente uma coisa curiosa chamada o
apelo do judaico
quando alguém Ouve isso e fala mas tudo
aí tem um monte de gente maluca aí que
agora tá querendo virar judeu e parece
apenas uma questão de meramente
legalismo de pensamento mas a coisa é
muito além disso que que acontece na
nossa tradição histórica
nós temos a percepção da nossa origem de
fé ligada à inspiração
da Europa e da América do Norte grande
parte dessa população brasileira comum
não tem essas conexões nem históricas
nem culturais Mas de repente o indivíduo
descobre que o sobrenome dele é Pereira
Ferreira é Oliveira e Alguém já disse
que no fundo no fundo ele tem uma origem
Judaica então ele que nunca teve um
verdadeiro Pedigree reformado um
Pedigree extraordinário disse olha eu
sou parente de Abraão e Abraão é pouco
Sou parente de Jesus o primo Aí talvez
um pouco distante que houve nesse
negócio e tem essa história do Brasil os
cristãos novos Quer saber de uma coisa
eu vou achar essa raiz importante que
tenha um aspecto fundamental Porque nós
não temos herança histórica suficiente
nós não temos Raízes que parecem vamos
dizer nos trazer uma inspiração maior
Então essa busca ela passa por um
caminho que a idealização do mundo por
exemplo ângulo americano o germânico ela
é trocada por uma indenização de Israel
a herança teológica predominante na
construção do evangelicalismo Brasileiro
ela foi de perfil
dispensacionalistas com fio de ano que
por definição dava a Israel um lugar
muito peculiar na construção
escatológica isso certamente Faz parte
dessa caminhada e no fundo no fundo tem
a ver com uma busca de identidade eu
como vocês bem sabe tem muito contato
com esse ambiente com essa cultura
Judaica e eu vivo no meio de um caminho
difícil de explicação porque em Israel
várias pessoas me perguntou o professor
o que que tá acontecendo aqui né porque
que essas pessoas estão fazendo isso E
aí explicar um para o outro ponto é Um
Desafio que não funciona nem hebraico
nem português nem qualquer língua né uma
das últimas novidades curiosas é o talit
cor-de-rosa para mulheres fazendo oração
em hebraico e os judeus até hoje não
consegue entender o que que tá
acontecendo
esse ambiente
da realidade brasileira que é pertinente
essa discussão trouxe uma discussão
muito importante que envolve a questão
da teologia e o enfoque social nós temos
uma herança que passa por um histórico
de escravidão de colonialismo de uma
série de dificuldades de uma construção
que todo mundo sabe muito bem o
significa Casa Grande Senzala e como
esse esse ambiente
de convivência social tem uma série de
elementos que devem ser superados e que
isso não é fato conseguido então no
ambiente brasileiro e a gente sabe que
um dos protagonistas disso foi o famoso
Leonardo Boff e também na América Latina
não desdobramento que surge a partir do
Conselho o segundo e depois na
conferência do senso surge a teologia da
libertação que Claro qualquer pessoa de
perfil de uma teologia
Ortodoxa vai dizer Olha tem vários
problemas nessa construção teológica mas
o fato é que tem um desafio social
diante de nós e esse desafio social vai
trazer essa discussão A de sensibilidade
diante da pobreza né que inclusive vai
ser um dos fatores para por exemplo
surgimento da Teologia da Missão
integral Deus favorece os pobres a
hermenêutica é como é bem colocada né
a partir do próprio leitor a igreja
precisa olhar a coisa da perspectiva
sócio-política e libertar os oprimidos
do sistema
houve é o que nem todo mundo tem atenção
a influência da Teologia da Esperança
Richard show e yoga
construtores do paradigma que vai dar
origem a teologia da libertação e a
teologia política e nós sabemos aí dos
nomes que eu já mencionei Gutierrez
segundo bofe bonino e mais recentemente
essa questão teve o desdobramentos para
a teologias de minorias e discutindo
hoje também a questão de gênero um dos
elementos que fazem parte dessa
situação que nós encontramos aí
diante disso lembrando nessa construção
de teologia nós não podemos esquecer de
teologia escritura a gente vai chegar lá
desafio filosófico identidade e cultura
realidade social humístico e existencial
sendo considerado um dos problemas
sérios
do mundo em que vivemos com essa
limitação de percepção e que as pessoas
vão construindo a partir de um enfoque
único sem uma visão mais Ampla da
realidade construir na sua Ilha separada
e hoje no clima bélico e polarizado a
gente tem as Ilhas sendo virando
verdadeiros castelos de oposição sem
entender porque que uma perspectiva
surge Qual é o elemento que ela
considerou Vital e significativo e como
ela construiu tentando absolutizar a sua
leitura sem querer conversar nesse
Arquipélago de isolamentos e
dificuldades a gente precisa ver se
conseguimos construir pontes
favorecedoras de um entendimento da
responsabilidade completa daquilo que
envolve essa relação de desequilíbrio e
é interessante o fenômeno de ordem
e eclesiológico que a gente enfrenta
hoje que que a gente tem duas coisas que
chama atenção
o meu surgimento das Mega chutes e a
lógica do estádio
Por que será que isso é tão forte parece
que nessa cultura de vazio existencial e
de
grande isolamento do indivíduo existe
uma sensação de desamparar o profundo
que parece ser aliviada com uma um
sentimento de possível pertinência ao
todo e aí você quer estar dentro do
ambiente grande que parece refletir o
Todo parece a busca do Uno né se uma
coisa então de certa forma é curioso
como em pouco tempo nós temos hoje Mega
estádios né e Inclusive tem um fenômeno
curioso que é relativamente recente que
é a igreja multi site é que você tem
aquela referência maior que parece ser
um Cabo da Boa Esperança e ela se
multiplica e as pessoas então todas se
conectam porque
a um movimento ou um grupo ou uma igreja
que parece ter a força do holofote
midiático e ao mesmo tempo
completar essa sensação de todo nos faz
sentir que de alguma maneira nós temos
devidamente inseridos então grande parte
das Mega igrejas foram criadas pelo
rádio pela TV pela internet e essa
interação é algo que necessariamente
precisa passar pela nossa reflexão
enquanto existe esse senso de
pertinência curiosamente existe a
individuação e o mundo Digital ao mesmo
tempo em que o indivíduo pertence a uma
realidade Ampla e grande ele não
pertence a nada ele é Refém de si mesmo
Essa é a grande dificuldade
ser Pastor de uma igreja batista o
indivíduo é membro da igreja o que
significa isso muitas vezes nada ele tá
lá a família dele é de lá mas a cabeça
dele o indivíduo vive intensamente o
mundo interior hoje se tá numa sociedade
onde o sujeito está muito próximo de
quem tá muito longe muito longe quem tá
próximo e esse processo de individuação
de fragmentação Ampla é um grande
desafio que precisa nos levar a pensar
como é que a gente vai caminhar Nessa
proposta de entendimento do que tá
acontecendo na nossa volta
diante desse cenário que passa pela
filosofia que passa pela
construção da teologia que passa pela
realidade cultural e pela realidade
brasileira e por esses fenômenos
sócio midiáticos a gente dá um resumo
aqui mais ou menos do que desequilíbrios
principais estão
presentes diante da realidade visão
dualista traz o desprezo do mundo o
individualismo traz o desprezo Do social
a religião de mercado que é uma
verdadeira rendição a Mamon traz acho
que o desprezo de tudo o misticismo
desprezo da razão e da teologia o
denominacionalismo desprezo da unidade
das relações de proximidade com outros
que poderiam construir junto
o formalismo e o tradicionalismo
desprezo Do criativo uma coisa curiosa
como a gente vai ver por exemplo na
reforma quando ela surge ela surge com
uma força de construção artística você
tem pintores você tem literatus hoje
você tem um movimento religioso que
parece não construir muito crise de
ética desprezo da moral alienação
desprezo do contexto e da realidade
espiritualidade importada desprezo da
cultura Isso faz parte de um processo de
pasteurização da fé a gente precisa
achar o que foi que deu certo na
Colômbia o que que deu certo na Coréia o
que que deu certo na Alemanha o que foi
feito nos Estados Unidos pega o pacote
joga aqui dentro nem se importa com que
que tá nem nem eu me lembro que eu
Visitei uma grande igreja na América do
Norte
e eu vi um líder falando
queria entender o contexto E ele disse
[Música]
Everything you
quer dizer você tem que desembrulhar e
depois embrulhar empacotar de novo tudo
que você tá aprendendo aqui e parece que
ninguém tava ouvindo esse conselho
simplesmente querendo
comprar um pacote que parece
pragmaticamente útil e jogá-lo no grande
mercado religioso
fatalismo interessante como Tem surgido
a um tipo de
mentalidade teológica mais conservadora
que coloca como Suprema Soberania Divina
por definição sobre um fator teológico
importante a questão não é essa
é a questão como é que essa apropriação
em que ambiente ela cai historicamente a
tradição luz ou brasileira
sempre flertou com o fatalismo não tem
jeito é assim mesmo pau que nasce torto
morre torto Não há o que fazer quando o
mau uso da ideia da soberania de Deus
cai numa população que tem receio de ser
sujeito da história e que tem receio de
errar de lidar com suas próprias
escolhas indevidas entendendo que
qualquer coisa que aconteceu no final
das contas
é responsabilidade e Ação divina e ele
não tem nada a ver com isso esse
resultado não sai da melhor maneira que
poderia sair existe até uma herança
islâmica na península ibérica né Você
sabe que fado tem a ver com
fatalismo no final das contas onde essa
visão negativa da vida pode encontrar
o medo da Liberdade associada a
responsabilidade e outra conservadorismo
que também acaba sendo uma espécie de
suposta proteção da verdade que tem mais
a ver com o desprezo da razão e não
reflete a proposta dele portanto a gente
pergunta de onde vem esse desequilíbrio
desequilíbrio surge quando nos afastamos
da referência bíblica
e referência bíblica que leia-se o texto
na sua amplitude com a sua diversidade
literária com sua riqueza
e quando nesse mundo limitado a gente
escolhe uma referência x e passa a fazer
um corte limitador no texto certamente
seremos prejudicados
O desequilíbrio surge quando a igreja
prioriza o secundário isso aqui é a
primeira igreja do Twitter um lugar para
todo mundo pregar né Ou seja é curioso
como coisas vitais e essenciais da Fé
elementos dos quais não se abre mão
passam para segundo plano e as pessoas
começam a brigar e a discutir coisas
absolutamente secundárias O
desequilíbrio surge quando a igreja
polariza uma ênfase da Fé A questão não
é simplesmente se aquele tema tem
pertinência o valor o problema é como
ele serve de arma de conflito você sabe
eu
viajei por mais de 20 países europeus
uma das coisas quando você começa a
conversar com essas pessoas e tenta
falar um pouquinho da imediatamente diz
como isso pode ser sério se aqui na
nossa história tanta gente o outro por
causa de um determinado pensamento A ou
B Então existe uma espécie de ressaca da
mais espiritualidade na construção de
uma história social que é Um Desafio
muito grande
O desequilíbrio surge quando a igreja
perde a noção da submissão do que
importa quer dizer as referências mais
importantes da fé a referência da
escritura referência da missão aquilo
que é paradigma de amar Deus amar Cristo
amar o próximo começa a perder
relevância e as pessoas passam a
levantar outras Bandeiras e nós não
temos diretrizes e esse desequilíbrio
surge quando a igreja se decladia e
perde
relevância do mundo conversando com
pessoas seculares e
de certa forma
distanciadas da realidade da igreja eles
têm a seguinte impressão ao que me
parece que tá um grupo de pessoas que se
entende como um grupo de pessoas
especiais em relação ao mundo que não
está nem um pouco preocupado com o
sofrimento e com a dificuldade que as
pessoas têm a sua volta e eles não tem
intenção de fazer nada benefício da
comunidade Então
se essa percepção não nos atingir e nós
não entendermos essa caminhada
certamente alguma coisa precisa mudar e
para finalizar eu queria apenas destacar
uma tentativa de apresentar aqui uma
conversa do passado com tendências de
hoje o que a gente pode imaginar como um
caminho de vitória sobre os
desequilíbrios O que seria uma igreja
focalizada na missão uma igreja que
apenas repete o passado que apenas
entende que devemos pensar numa tradição
denominacional ela escolhe o seu pastor
como um Capelão
os membros serão pacientes necessitados
papel do pastor é consolar as pessoas e
que se espera que ele faça visitação
somos um pequeno povo muito feliz e é
isso uma igreja que se rendeu ao
admirável mundo novo se tornou uma
igreja empresa que agora ela olha para a
sociedade Consumista e o pastor não
precisa entender de teologia fazer
cursos com Professor Jonas quem aí
Marcos
William starts não tem necessidade de
Luciano sairão tudo é perda de tempo
você tem que entender de gestão você é o
CEO do Senhor
os membros são clientes que precisam ser
satisfeitos e o papel do pastor é causar
Impacto emocional e social e a
expectativa são grandes reuniões eventos
para arrebanhar essas pessoas
outras igrejas se tornaram
predominantemente políticas fazendo uma
leitura da teologia exclusivamente de
perfil sociológico então elas acabam
tendo uma visão partidária seja de
qualquer tipo o pastor ele se torna um
político de massas membros são ativistas
hoje nesse ambiente que nós temos está
muito presente o papel mobilizar membros
para causas escolhidas e se espera que
ele tem articulação nessa área em vez de
ver a igreja na sua condição de na sua
natureza de estar comprometida com a
missão onde se vê o pastor conforme a
Efésios 4 como mentor e mestre os
membros devem ser discípulos e
seguidores não meramente Associados
pastor deveria ensinar e treinar
inclusive na eclesiologia do novo
testamentária você tem na verdade o
presbitério né Você tem o grupo de
pessoas e não um indivíduo não o Coronel
de Cristo que determina Tudo E a
expectativa é ensino para capacitação
diante da realidade do mundo a nossa
volta a igreja que se coloca como mero o
hospital tudo que tem lá fora é inimigo
da fé é o mundo nós não podemos eu fico
pensando é um dia eu tava inclusive
gravando um determinado
programa e o indivíduo foi me gravar e
eu resolvi fazer uma reflexão sobre a
música do Scorpions still love you
E aí o indivíduo falou mas eu não posso
na minha comunidade é proibido ouvir
música do mundo eu falei mas essa música
tem uma mensagem muito boa melhor o hino
nacional que disse que a gente tem a
pátria amada idolatrada são salve
e que a gente deve colocar o peito a
própria morte eu acho que o estilo
Loving You nesse aspecto um pouquinho
mais razoável na minha percepção pode
estar errado mas eu acho assim mas
qualquer coisa que não for do ambiente
interno é inimigo música boa é até o
século 19
bar já é quase um pós-moderno a gente
tem que tomar cuidado ao final é o
bem-estar nós estamos felizes estamos e
a palavra-chave é manutenção vamos
continuar sendo que sempre fomos
a igreja empresa não aliado o mundo é a
cultura é aliada que permite estratégia
e ações aí o pessoal faz qualquer coisa
a gente pega o elemento e usa do ponto
de vista do marketing o estilo musical
música gospel com todos os seus
contornos que vocês conhecem ao final é
números e o que importa é a satisfação
do cliente então você não vai falar não
vai pregar nada Que incomode ninguém
senão você deixa de receber não
comprometimento política a igreja se
torna algo ligado a uma ação
mobilizadora entre quem tem poder e quem
não tem dominado de dominantes o estilo
musical é Popular mobilizador algo final
são política a palavra é engajamento
e na visão missional a igreja ela tem a
cultura confrontada pelos valores da Fé
Mas ao mesmo tempo essa Cultura como em
Atos 17 ela serve de Ponte para
contextualização o estilo musical deve
ser contextualizado para você comunicar
o que vai ser recebido o alvo final e
maturidade chegar a estatura de alguém
que cresceu o bom pastor é o que faz os
membros se desenvolverem e caminharem na
sua vida como cristãos e cidadãos e a
palavra chave é missão terminando no
sentido mais profundo para lidar com
isso nós precisamos Sem dúvida de um
retorno às escrituras E aí o grande
teólogo Dom Pedro II grande referência
aí gosta de citá-lo porque na história
do Brasil teve o seu papel e era um
homem que Lia a Bíblia todos os dias e
amava
Salmo 119 diz como eu amo a tua lei né
não é só entender a bíblia alimentar-se
dela é beber e é amar e com uma
espiritualidade que envolve mente
coração né Essa essa dissociação não faz
sentido envolve ação mente coração e
mãos e por último para refletirmos a
proposta que envolve a chegada do Reino
de Deus proposta do rei né ser sal e Luz
seu desafio para nós na construção de
teologia que se desdobra em prática isso
envolve reflexão
contra todo obscurantismo e postura
negativa missão contra uma atitude de
renúncia responsabilidade
espiritualidade Claro porque não é
porque você tá fazendo Teologia na
faculdade você agora tá lendo livros
complicados e se tornou um Pensador que
você pode abrir mão da sua
espiritualidade e devoção diante de Deus
e compaixão que é graça concreta diante
de quem sofre Que Deus nos abençoe nessa
noite amém
[Música]

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