Linguagem, Fé e Comunicação: Qual a língua mais difícil do mundo? | Leandro A. | IBNU | 04
06/10/2022
Linguagem, Fé e Comunicação: Qual a língua mais difícil do mundo? | Leandro A. | IBNU | 04
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[Música] [Aplausos] [Música] Olá pessoal sejam todos muito bem-vindos ao nosso curso linguagem fé e comunicação Hoje a gente vai começar aí a nossa quarta aula que tem o título Qual a língua mais difícil do mundo Será que que a gente consegue responder a essa pergunta né como como responder a essa pergunta que talvez seja a questão de muita gente né algumas pessoas querem saber outras tem certeza que sabem né Qual é a língua mais difícil do mundo na Pelo menos tem uma opinião sobre isso então a gente vai analisar aí essa essa pergunta pelo menos do ponto de vista da linguística Será que existe mesmo uma língua mais difícil do que as outras Será que existem as línguas fáceis e as línguas difíceis quando a gente fala que uma língua é fácil ou que uma língua é mais fácil que outra língua é mais difícil Qual é a nossa perspectiva como é que a gente está fazendo essa análise como é que a gente está chegando a essa a essa percepção né a gente precisa entender que é a quando a gente fala de línguas a gente está falando de um fenômeno que é produzido a partir da linguagem né a linguagem como a gente viu nas primeiras aulas de acordo com a linguística moderna essa capacidade do ser humano de produzir línguas e de se comunicar por meio de línguas que são fenômenos sociais fenômenos desenvolvidos em comunidade nas comunidades naturais como é que é a mesma linguagem que essa mesma capacidade que é inata ao ser humano e que é né todo ser humano possui pelo menos né assim diz a chamada linguística moderna produz línguas tão diferentes e se todos nós temos essa mesma capacidade né como é que funciona essa capacidade E aí dentro mesmo da linguística existem muitas opiniões diferentes existem muitas teorias diferentes existem teorias mais ainda mais inatistas né teorias formalistas que dizem por exemplo que existe uma gramática Universal né existe uma gramática inata e todo ser humano ao nascer Já possui essa gramática Universal que seria assim dizendo de uma maneira bastante simplificada seria uma espécie de protótipo né uma espécie uma espécie de gramática pré-fabricada digamos E aí a criança estando em qualquer comunidade linguística vai desenvolver a língua falada ali A partir dessa percepção da língua que está envolvida que está sendo usado está sendo usada naquela naquela área lembrando que quando a gente fala de língua na linguística a gente se referindo a esse fenômeno social e na verdade é esse conjunto de conhecimentos esse conjunto estruturado de conhecimentos que esses falantes da mesma comunidade linguística tem em comum então quando eu falo da língua por exemplo do português do Brasil a língua português do Brasil seria o conjunto de conhecimento de conjunto de conhecimentos conjunto sistematizado de conhecimentos que todos os brasileiros têm em comum e a gente sabe que bom todos os brasileiros têm em comum é a gente ainda dentro do Brasil a gente tem muitas diferenças tem muitas variedades internas né mas enfim quando a gente fala de língua a gente fala desse conhecimento compartilhado como é que toda essa variabilidade tanto Interna nas línguas como externa a elas quer dizer essa essa diferenciação toda essa todas essas diferenças que a gente consegue notar entre entre as línguas é possível de se demonstrar é possível é aparecer né Se todas elas vem da mesma capacidade humana que é a linguagem e aí volta a pergunta para a gente responder a isso a gente precisa primeiro pensar como é que a gente Analisa essa língua como é que a gente é se a gente vai dizer que uma língua mais fácil e outra língua é mais difícil Qual é a perspectiva que a gente adota para fazer essa essa afirmação Será que a perspectiva da pessoa que adquire Será que existe uma língua mais fácil de adquirir do que outra será que é da perspectiva de quem aprende e já já a gente vai falar aí da de como tradicionalmente na linguística se diferenciava a aquisição da aprendizagem ou será que a gente vai falar do ponto de vista de quem aprende a língua né Será que é observando essa observando esse esse essa questão da perspectiva a gente consegue definir então uma língua como sendo mais fácil ou mais difícil Será que é possível determinar bom talvez acho que o mais próximo que a gente consegue chegar é seria dizer uma coisa mais ou menos óbvia né então que a língua mais fácil seria para mim seria a língua mais próxima a minha e que uma língua difícil seria uma língua mais distante da minha mas mesmo assim Como determinar esse conceito de língua fácil e de língua difícil Será que existem parâmetros Gerais nas línguas que eu posso usar para determinar que uma língua ou um conjunto de línguas é mais fácil ou é mais difícil bom embora muita gente tenha opiniões né bastante contundentes vamos dizer assim né sobre língua fácil língua difícil algumas pessoas como eu disse já no início né Tenha certeza de que a língua mais difícil do mundo é a língua portuguesa é mas talvez não seja bem esse o caso né Depende do ponto de vista que que a gente tem pensando nisso pensando nessa nessa questão de parâmetros para analisar as línguas e também tentar então definir a proximidade entre as línguas a gente volta lá ao início do século 19 com as teorias de análise genealógica das línguas Então antes do surgimento da chamada linguística moderna ali no início do século 20 se tornou bastante Popular bastante bastante difundida essa é análise genealógica das línguas que dizia que tentava estudar o parentesco descobrir o parentesco das línguas então sabendo por meio até documental é que línguas como francês o português o espanhol italiano tinham defendido do latim é e comparando o próprio latim a outras línguas como o grego o alemão antigo é as línguas eslavas mais antigas e até mais tarde aos sânscrito é a partir dessa comparação ver semelhanças e diferenças e com base nisso tentar chegar a teorias tanto teorias de que explicariam essa essa geração essa modificação e tentar chegar a uma usparra né uma língua anterior também chamada de proto língua né então uma proto-língua seria essa língua da qual outras línguas teriam derivada derivado então o caso do do português do espanhol do francês a nossa a gente pode dizer que a nossa língua anterior nossa língua a língua que deu origem a essas nossas línguas línguas românicas é a língua latina né Mais especificamente o latim Popular o latim na sua variedade popular de origem as línguas românicas assim como também o a língua o germânico antigo o proto-germânico deu origem às línguas germânicas né as línguas germânicas nórdicas são o norueguês o dinamarquês o sueco deu origem também as línguas germânicas ocidentais como o alemão o inglês as línguas da Holanda é enfim e também ao ramo que está extinto né que seria o germânico oriental que é a língua gótica bem então isso que eu exemplifiquei aqui rapidamente nas línguas germânicas e nas línguas românicas também era feita essa árvore né genealógica é era então foi se expandindo E aí ao se estudar uma língua os filólogos né os gramáticos comparatistas buscavam então estabelecer esses parentescos Quais línguas eram aparentadas a quais outras línguas quais eram as relações entre essas línguas e qual era a quais eram as características das línguas antecessoras né Principalmente as línguas já extintas então esse método através desse método comparativo de se observarem as línguas na sua estrutura de sonhos que a gente chama de fonologia na sua estrutura de de composição das palavras né do léxico que a gente chama de morfologia e também na organização das palavras que a gente chama de sintaxe então observando essas características da língua se buscava chegar a regras de que permitiam explicar essa sucessão digamos essa sucessão linguística e chegar então as características da língua anterior para a gente ver um exemplo aqui né Desse proto chamado proto índo europeu próton indo europeu seria a língua antecessora de línguas antigas como o próprio latim o germânico antigo seu próprio germânico o prótons lavo né os la vônico antigo que deu origem a língua como Russo búlgaro polonês né etc o grego né antigo que tinha ali diversas línguas os conhecidos dialetos gregos e também são escritos iraniano e outras línguas é esse próton europeu eu coloquei aqui para a gente observar eu sei que vai ficar bem pequenininho aí mas é só para gente observar aí o número 1 escrito né escrito da maneira como se pronuncia em diversas línguas não todas mas diversas línguas indo europeias e a gente tem aí em algum lugar por aí um do português né e várias outras né a forma do inglês a forma do das línguas germânicas as línguas românicas as línguas helênicas as línguas lavas E aí com base nessa comparação chegou-se a conclusão de que a forma do número um em nessa língua teria sido alguma coisa como Oi nosso né então oi-nos ou sem então teria sido uma ou outra forma ou em algum momento essas duas formas teriam estado em variação número 2 né então o número 2 teria sido alguma coisa como Duo e a partir dessa forma teriam surgido todas as formas né de se falar dois nas línguas nas línguas posteriores né nas línguas que a gente tem muitas línguas europeias a maioria das línguas europeias tem essa essa esse parentesco né tem essa origem aí no próton então para falar um pouquinho sobre a história desse desse tipo de método desse tipo de análise comparativa que como eu já disse era bastante comum Foi bastante comum durante o século XIX na Europa isso também veio para as Américas e até ali a primeira parte do século 20 ainda era essa a maneira de se estudar ou de se estudar em as línguas né o método comparativo chamado né Por muita gente De filologia o método o método da filosofia chamado método da gramática comparativa E aí alguns personagens bastante importantes né Alguns alguns nomes muito importantes no método comparativo que a gente vai ver aqui agora um dos primeiros nomes é o nome do ácido vocês ele foi um dos primeiros comparatistas né talvez aí um dos criadores do do chamado método comparatista com esse nome ele como bom gramática comparatista era um poliglota e Conhecia já em 1822 conhecia pelo menos 25 línguas muito bem e especula-se que ele teria estudado o dobro né de línguas fez viagens para Ásia conhecia praticamente todas as línguas europeias e publicou alguns dos seus estudos comparando essas línguas né especialmente línguas germânicas línguas lavas as línguas latinas né línguas helênicas né viajou Como disse para Ásia também para comparar as línguas da Europa com línguas da Ásia outro nome bastante importante nessa nessa história é o nome do fãspop que é um dos principais expoentes da chamada gramática comparada ele é tem uma importância muito grande porque ajudou a popularizar o sânscrito Fez muitas análises do são escrito que até então era desconhecido na Europa muito mais ainda a proximidade do Sam escrito a da língua são escrita as línguas europeias Então esse nome da da proto-língua né o proto indo europeu essa parte indo tem a ver com o San escrito né uma língua antiga da Índia e não só ajudou a popularizar os sonhos tudo mas também as obras a obra de Panini que como eu comentei na primeira na nossa primeira aula havia compilado os estudos as obras orais dos indianos de séculos anteriores a respeito da do são escrito como são escritos deveria ser usado pronunciado no contexto dos cultos dos cultos hindus né então todo esse material que não era conhecido no ocidente Passa então a ser popularizado a partir dos comparatistas né outro nome também bastante importante dessa época é o Anthony francês teve uma importância muito grande no estudo das línguas caucasianas entre elas a principal do estudo dele o armênio e a comparação entre essas línguas ele junto com o boto né que que publicou um material bastante importante uma obra bastante importante a gramática comparada das línguas indo-europeias né um material que reunia essas comparações quanto a me focalizava na variação e na mudança duas duas características das línguas naturais muito importantes e muito mencionadas né no contexto da linguística até hoje né Muito estudadas no contexto nosso linguístico até hoje o que quer dizer isso quer dizer que as línguas naturais possuem variação as línguas possuem sotaques variedades E com o tempo elas vão se modificando então uma forma de falar uma forma de pronunciar uma forma de construir a frase isso vai se modificando ao longo do tempo nem isso a gente chama de mudança mudança linguística e o os estudos do António foram desembocar mais adiante já na década de 1970 no conceito de gramaticalização né O que seria gramaticalização seria quando uma forma variante da língua se torna parte da gramática dessa língua né então é muita coisa do que a gente fala hoje em dia muitas palavras que a gente fala hoje em dia forma de construir a as palavras e as frases hoje em dia já foram variantes né Para a gente dar um exemplo aí é o nosso futuro do presente o futuro do pretérito em português que hoje são formas gramaticais são formas gramaticalizadas eram formas populares né eram formas coloquiais que foram se fixando na língua a gente dizia o verbo por exemplo o verbo estudar não havia ou estudar eu estudar Ei no verbo haver estudar mas o verbo haver tu as de estudar tu estudar as ele estudar a E aí com o tempo isso foi sendo falado cada vez mais próximo mais junto e as pessoas perderam a noção de que eram duas palavras diferentes duas palavras separadas passaram a tratar uma palavra só e aí que surge é toda a maneira de formar o futuro do presente o futuro do pretérito em português estudar e estudar as estudará com esse verbo no infinitivo seguido do verbo haver e por isso que se você comparar o a forma de de configuração do futuro do presente no português e o futuro do presente no latim que é a língua da qual o português veio é completamente diferente né o futuro no latim tinha outras terminações né estudar então tinha outra outro tipo de terminação diferente da determinação que a gente foi ter porque essa terminação que nós temos hoje em Português Vem de um processo de variação que acabou com o tempo se tornando mudança e essa mudança automaticalizou na nossa estrutura começou a fazer parte da nossa estrutura linguística então é esse conceito de que a variação normal que acontece a variação que acontece nas línguas naturalmente que com o passar do tempo vai se solidificando e vai transformando a língua isso era esse era um conceito bastante importante nos estudos do me por isso ele até hoje é bastante reconhecido por isso outro nome é importante é o nome do cálicerina que era também um alemão conhecido pela pela chamada lei de Werner que foi depois retomada né de alguma maneira foi ampliada né também pelo um dos conhecidos Irmãos Grimm né o Jack game ele não só escrevia Os Contos As fábulas e se interessava pela origem pela história do Alemão é mas também o pessoal conhece bastante Os Irmãos Grimm por conta das fábulas e das e das histórias né mas ele também foi bastante importante o Jacó Grêmio foi bastante importante nos seus estudos de linguística geral né Não só com relação a chamada filologia Germânica quer dizer como é que o proto germânico havia se transformado no alemão da sua época mas também quais eram as relações entre a as línguas as línguas da mesma família né do mesmo grupo linguístico as línguas indo-europeias e portanto como teria sido a língua anterior o proto indo europeu e a parte quer dizer um exemplo assim bem um exemplo mais ou menos simples que eu poderia dar dessa lei de ganho seria essa aqui né então comparando aí o latim ao dinamarquês por exemplo né então teria o dinamarquês/norguês Barra enfim línguas germânicas nórdicas então a gente teria que a palavras que tinham o som é aplicativo lábio dental né o som do F em latim tinham o som algumas palavras a gente não é o som da oclusiva bilabial nas línguas germânicas nórdicas então por exemplo carregar era Dara em nessas línguas germânicas nórdicas a palavra fava né a palavra aqui que deu a palavra fava em português é uma espécie de feijão era Bena em dinamarquês antigo Então a gente tem essa nessa comparação a gente tem palavras que Teoricamente né tiveram a mesma procedência porque se eu trocar o fã de uma pelo Ban da outra eu vou ter uma estrutura bastante parecida Outro exemplo é a comparação do som com som então em línguas latinas palavras com como caça tem o som em línguas germânicas então comparação aqui de caça com novamente aí em norueguês em dinamarquês a palavra canis né o cão o cachorro canes em novamente já Marquês norueguês Enfim então é essa é uma outra relação que a gente encontra no em línguas latinas e línguas germânicas então aqui é só eu só coloquei dois pequenos exemplos das comparações que eles faziam entre as línguas e aí incluíam tentavam incluir nas suas comparações é línguas que nem parecem tão aparentadas assim né desculpem aí o trocardilho mas é como o armênio comparado com grego compa com latim comparado com francês comparado enfim com o Russo comparado com o sânscrito com o iraniano Então essas comparações eram eram bastante era uma parte bastante importante dos seus estudos e aí a gente tem o outro nome bastante importante que é o nome do algost like que é tenta reconstruir de fato é o que teria sido essa língua anterior nesse próton indo europeu e publica então a sua gramática do índio europeu e nessa gramática do hino Europeu é ele além de apresentar o que Teoricamente teria sido a língua ele cria uma fábula conhecida Fábula da ovelha e o cavalo e aí ele traduz essa fábula no que teria sido europeu claro que essa essa tradução dele e essa gramática dele tem sido objeto de de crítica de revisão de discussão desde então né até hoje nos redutos aí de estudo de filologia isso tem sido discutido e outro filósofo bastante conhecido foi ferrodinando acessível o suíço é tido como o pai da linguística moderna Ele também era um dramático comparado ou gramático comparatista comparou diversas línguas Como o próprio armênio sânscrito grego e a um deu um curso na ministrou o curso de linguística geral que depois da da sua morte foi publicado pelos por dois de seus alunos o Bali e o cche com ajuda de um de um terceiro integrante aí com base nas anotações e Com base no curso que eles tinham feito com o social e essas ideias vão desembocar aí vão influenciar tanto filósofos como pessoas que vão desenvolver os estudos de semiótica a partir da sua descrição do signo linguístico é vão desenvolver áreas da psicanálise Como o próprio Lacan e a partir dos trabalhos também do Lener bloomfield nos Estados Unidos do Círculo linguístico de Praga né que era essa reunião de vários de vários linguistas é também de outros círculos na Europa na que se reunião na França que se reuniu na Dinamarca na no próprio Reino Unido né além dos norte-americanos a deu origem aí Ao que se convencionou a chamar de linguística estruturalista ou estruturalismo linguístico que é uma das primeiras escolas de estudo é uma das primeiras linhas de pensamento linguístico moderno bom mas associo é um dos que começa a criticar a exclusividade dessa análise de acrônica quer dizer analisar somente a mudança linguística né estudar apenas como uma língua teria se modificado ao longo do tempo como faziam os comparatistas né um método comparatista era essencialmente esse de comparar como as línguas variavam ao longo do tempo e o seu parentesco umas com as outras uma das dicotomias desconhecidas dicotomias do Soci é dizer exatamente isso que uma língua pode ser analisada no seu momento atual ela pode ser analisada de maneira sincrônica porque a língua é um sistema e esse sistema pode ser analisado então A análise de crônica que privilegiava os parentescos linguísticos e tentava encontrar proto-línguas né Essa Ideia da uspharra é começou então a dar lugar a outras possibilidades de início isso foi apenas criticado né mas com o tempo isso deu lugar A análise chamada tipológica né então a não é que os estudos da filologia e da gramática comparativa gramática comparativa foram imediatamente absorvidos pela pela Nascente disciplina da linguística moderna Mas é ao longo do tempo né dentro da dessa disciplina foram surgindo estudos históricos também a chamada linguística histórica e linguística tipológica ou a tipologia linguística bom por que isso bom Como eu posso estudar como é que eu posso definir as línguas como é que eu posso conhecer as línguas sem fazer uma análise com base em uma uspar com base em uma língua anterior uma próto língua que eu não tenho nem como comprovar de fato a existência que eu posso propor uma forma e outra pessoa pode chegar a outra conclusão de uma outra forma um pouco diferente né com base ali nas suas análises né como é que eu posso fazer essa análise sem recorrer a não documentos né recorrer a uma técnica não documental eu posso analisar as línguas pela maneira como ela se apresentam hoje né E aí que surge a ideia da análise tipológica observar a estrutura de sonhos das línguas e observarem então é sistemas dentro desses conjuntos de sons e observar como é que as línguas se comportam como é que se comportam aí para usar um termo bastante formalista na linguística Como se comportam os inventários de sonhos das línguas Como se comportam os inventários de formas né os inventários morfológicos das línguas como é que se comportam é a como é que se comporta Organização das frases nas línguas e eu cheguei já a falar um pouquinho aí em algumas em algumas dessas aulas se não na segunda aula é sobre por exemplo a ordem sujeito verbo objeto Esse é um exemplo um exemplo bastante clássico já da chamada tipologia linguística é uma das primeiras coisas que se observa é qual é a ordem de formação mais comum e mais simples em uma língua Qual é a ordem que assumem o sujeito o verbo e o objeto então línguas como português como inglês são línguas do tipo svo o que isso quer dizer quer dizer que as frases mais simples as frases mais diretas mais comuns mais frequentes tem essa organização primeiro vem o sujeito depois vem o verbo depois vem o objeto mas nem todas as línguas do mundo são assim existem línguas em que vem o sujeito depois primeiro vem o objeto e por fim vem o verbo existem línguas que primeiro vem o objeto depois vem o sujeito e depois vem o verbo existem línguas que primeiro o objeto depois o verbo depois do sujeito existem Essa é em cada uma dessas línguas que eu tô aqui é mencionando né Essa é a ordem mais frequente mais natural e mais normal tá então esse é um exemplo de como a gente pode estudar as línguas de maneira tipológica só para dar um exemplo aqui o português é uma língua svo ou espanhol tem algumas áreas de aletais que se comportam que se comportam de maneira um pouco diferente nem sempre então svo às vezes sov já o hebraico é uma língua vso é uma língua em que primeiro aparece o sujeito o primeiro aparece o verbo depois aparece o sujeito e depois vem o objeto então por isso nas traduções mais antigas em que se copiava Inclusive a ordem das palavras a gente tem traduções para o português né e disse Deus haja luz e viu Deus que era bom então viu o verbo Deus sujeito que era bom objeto quem viveu alguma coisa viu que era bom então é Essa ordem é exatamente a ordem do hebraico mas não é a ordem mas comum a ordem mais frequente e mais simples de as pessoas entenderem em português então por isso é versões traduções da Bíblia mas mais recentes tem traz a ordem de palavras que é mais fácil de ser entendida porque a ordem que a gente usa para falar e para comunicar tá tudo isso parte também desses estudos de tipologia linguística conhecer as línguas é também conhecer o diferenciar as línguas é também diferenciar os o tipo de construção que cada uma delas tem isso é possibilita então a abordagem sincrônica quer dizer em vez de eu observar a mudança de uma língua ao longo do tempo eu posso observar Qual é a característica de uma determinada língua em um tempo específico em um momento específico daquela língua e uma ilustração que tem sido dada aí frequentemente para explicar isso é ilustração do jogo de xadrez né o jogo de Xadrez é todo um processo Há muitas modificações que são feitas as peças né a ordem e a colocação das peças no tabuleiro Mas eu posso Em algum momento descrever a posição das Peças em um momento específico do Tabuleiro a explicação a definição enfim a descrição das peças do local em que cada peça está em um determinado momento no tabuleiro seria uma abordagem sincrônica a narrativa ou a narração dessas modificações ou a descrição das modificações das peças do Tabuleiro desde o início do jogo até o final isso seria uma abordagem de acrônica uma abordagem que leva em consideração as modificações que aconteceram ao longo do tempo bom então essa abordagem sincrônica é abordagem é mais comum na linguística né da linguística é trabalha mais com a com essa leitura e com essa descrição sincronica embora também haja a linguística histórica e a própria historiografia linguística que tem aí uma abordagem também temporal também tem uma abordagem de acrórica o objetivo da linguística moderna não é É dizer que é impossível uma análise de crônica ou que não se deve fazer uma análise de crônica mas que ambas as perspectivas precisam com existir eu não não devo é eu não devo limitar ou não devo desacreditar uma uma abordagem de acrônica Mas eu também preciso poder fazer a descrições sincrônicas eu não eu não preciso atrelar o estudo de uma determinada língua ao estudo é de outras línguas e o estudo de outros momentos daquela língua Então essa é um esse é um ganho dos estudos de língua e de linguagem a partir do século 20 e falando Mais especificamente agora né É Nossa pergunta Inicial é se é possível definir línguas mais fáceis e línguas mais difíceis a gente começou pensando se existiria uma maneira de criar parâmetros para então submeter as línguas a esses parâmetros e descobrisse a línguas fáceis e línguas difíceis é outra perspectiva que a gente tem nessa seria uma perspectiva do Observador outra perspectiva que a gente tem é perspectiva de quem adquire a língua né de quem adquire e de quem de quem fala língua de quem estuda língua e a gente entra na Seara de uma outra área da linguística e da chamada linguística aplicada que área de aquisição linguística então dizendo aqui aqui são linguística Entenda se a aquisição de língua e essa área aí também chamada de sla por conta por conta da sua sigla em inglês é seria a área da linguística que estuda a aquisição e a aprendizagem de línguas adicionais essa área Como disse costuma fazer parte da chamada linguística aplicada Então o que seria né Será que haveria aí uma diferença entre aquisição e aprendizagem qual seria a diferença proposta pelo menos tradicionalmente aí hoje em dia muita gente toma esses termos como mais ou menos sinônimos e usam até mais o termo aquisição Mas qual seria a diferença tradicionalmente proposta é que a aquisição seria aquilo que a criança faz né seria a criança ao se notar em uma comunidade de linguística adquire aquela língua do meio a partir das suas a partir das suas dos seus recursos que fazem que perfazem a linguagem a aquisição Então seria inconsciente seria um processo inconsciente que E aí pelo menos né As crianças é completariam né e depois a gente vê porque eu tô frisando aqui as crianças né para algumas pessoas isso faz bastante sentido bastante diferença já aprendizagem seria um processo é consciente né então é a criança não tem consciência de que ela está adquirindo uma língua ela não estuda algo ela não recebe instrução para para começar a falar a sua língua materna né esse da sua inconsciente então a aquisição seria o processo natural inconsciente e aprendizagem seria um processo cultural né seria um processo consciente voluntário é um pouco mais voluntário um pouco menos voluntário em alguns casos e aí hoje a gente chama essa área de aprendizagem de línguas adicionais existe aí uma alguma diferença entre entre primeira língua ou segunda língua estrangeira e por isso hoje a gente usa mais o termo línguas adicionais dois nomes bastante importantes nessa nessa área são o lar e o Steven Crash o primeiro deles publicou em 1972 um artigo chamado interlingua né e a partir desse desse artigo praticamente foi fundada essa vertente de estudos dentro da linguística aplicada que a se refere aí a aquisição e aprendizagem de línguas de línguas adicionais e a gente vai daqui a pouquinho falar um pouco mais sobre sobre esse termo e sobre as implicações desse termo e esse termo depois foi retomado pelo Steven Crash e tem sido complementado nesse essa área depois de nascida ela tem sido bastante bastante incrementada ao longo dos anos por vários pesquisadores é observando várias áreas da língua do comportamento linguístico né várias áreas do contexto da aprendizagem e essa área tem sido bastante útil não só para os linguistas e para os linguistas aplicados mas também para os professores para os tradutores os professores de idioma as pessoas que querem entender melhor essa situação de o que acontece na aprendizagem né então algumas diferenciações que a gente precisa fazer língua materna o que seria a língua materna Como o próprio nome já diz a língua que a criança aprende ao se notar em uma determinada comunidade comunidade de fala né é a primeira língua que alguém aprende é a sua língua materna a segunda língua da pessoa e a língua estrangeira eu não vou aqui entrar muito numa diferenciação mais técnica mas a segunda língua seria um pouquinho mais seria uma língua de uso né uma língua que que eu uso é faz parte do meu repertório linguístico mas não tem o mesmo não tem a mesma característica não tem algumas características da minha língua materna é a aquisição ou aprendizagem dela foi tardia né foi foi posterior é uma língua adicional e a língua estrangeira também é uma língua adicional só que eu vejo como a língua do outro né não é a minha língua então existe um distanciamento aí um pouco maior e o uso dela também é estritamente em contextos de comunicação externa então a língua estrangeira portanto seria diferente da segunda língua E aí o conceito que o Larry a sellenger apresenta o conceito da Inter língua é que a aquisição de uma língua estrangeira né E aí começa-se a usar o termo aquisição como sinônimo do termo aprendizagem então aquisição barra aprendizagem da língua adicional acontece da seguinte maneira o indivíduo tendo uma língua materna e entrando em contato com uma língua estrangeira ele começa a produzir uma outra língua uma terceira língua essa língua possui características que ele nota nessa língua nessa língua estrangeira nessa segunda língua e também possui características da sua própria língua e esse sistema linguístico novo essa terceira língua que que surge na mente desse indivíduo desse aprendiz vai se modificando porque as línguas se modificam naturalmente ela vai se modificando através de vários outros processos e vai se aproximando dessa que o processo natural e que ela se aproxime da língua alvo que ela se aproxime da língua estrangeira que está sendo apreendida E aí Alguns termos importantes são como é que esse indivíduo constrói essa língua primeiro ele olha para essa língua estrangeira e começa a perceber tenta começa a perceber aí se o processo for inconsciente ele faz isso né ele adquire né E se o processo for consciente se ele estiver estudando Por exemplo essa língua tiver um contexto de de livro né de contato com escola com professor alguma coisa assim ele vai reconhecer esses essas características da língua é alvo né dessa língua estrangeira vai reconhecer as estruturas as palavras os sons e a partir do que ele vê do que ele ouve as pessoas usando nessa língua ele vai criar regras essas Regras São criadas por generalizações então ele vai fazer generalizações a partir dessa língua como acontece isso ele ouve uma palavra Observe essa palavra ele ouve uma outra palavra Observe essa outra palavra daí a pouco ele começa a partir dessas palavras que ele ouve ele generaliza determinadas coisas para todas as outras palavras dessa língua então questões de sonhos questões de formação de palavra questões de organização vou dar um exemplo aqui é de alguém Aprendendo Português por exemplo poderia dizer algo como o verbo o verbo fazer né a partir de uma generalização dos verbos em português eu sei que o verbo os verbos no presente na primeira pessoa termina em o porque eu vejo o estudo falo né tenho geralmente terminam em o então talvez esse aprendiz generalizar-se e dissesse eu faço porque o verbo fazer aí coloca um mor então eu faço então começa dessa maneira né com generalização eu ouço um verbo ouço o estudo ouço vejo né lá um exemplo muito bom porque também regular mas é de perceber alguns verbos de generalizar algumas regras para todos os outros e isso vai se modificando a medida que esse aprendiz vai se dando conta dos das diferenças das exceções e vai deixando essas regras mais específicas e vai fazendo que o seu o seu sistema criado que é um sistema próprio essa interl língua vai se modificando no sentido de se aproximar dessa língua estrangeira e também acontece o que a gente chama de transferência o que seria a transferência essa inter- língua não só tem é dados da observação da língua estrangeira né que se quer aprender mas também possui características da língua materna transferidas para dentro dessa língua a ser aprendida então isso acontece bastante por exemplo em pronúncia isso acontece em léxico isso acontece em né nas palavras as pessoas criarem palavras na outra língua que não existem essa coisa de um aluno iniciante né Por exemplo dizer uma palavra que não existe em uma determinada como inglês por exemplo com uma terminação em terminação que que de fato existe né claro que hoje a gente já usa esse termo que eu vou citar aqui como uma espécie de brincadeira né o termo passou a existir porque é uma espécie de brincadeira né a palavra né que as pessoas usam assim ah tô falando tá de bromation né que que embumation embromation é o embromar do português com chan que é uma terminação é comum ao substantivos em inglês então isso é um exemplo aí de uma transferência então transferir esse item lexical para essas posta né Inter língua E aí sim eu posso ir criando coisas a partir isso é muito visível no chamado portunhol né que é quando um falante de português cria essa língua que faz essa ponte entre a sua língua materna e a língua estrangeira e aí essa essa língua intermediária essa interlingua possui tanto características observadas no espanhol como características transferidas do português para ela né E aí o que se espera é que essa língua se desenvolva essa interligo se desenvolva até ficar bem parecida com a língua que se deseja aprender Às vezes acontece o que a gente chama de fossilização né O que é fossilização são é quando essa língua essa Inter língua para de se desenvolver E aí que a gente nota o sotaque nota que a pessoa fala né ali no meio do caminho ou mais parecido com a sua língua materna numa Clara transferência ou ela fala completamente diferente porque ela hipergeneralizou alguma coisa né Por exemplo a pessoa que que diz a palavra maçã em inglês em vez de dizer é Apolo ou então Apple tem que seria uma transferência de Apple porque a pessoa diz Apple que não corresponde a nenhuma realidade porque ela observou palavras em inglês que tem o a e o a tem som de Ei Então ela generalizou isso e pronuncia a Apple quando é Apple então é esse é um exemplo de hipergeralização e às vezes essa Inter língua se fosse Lisa e para de se desenvolver e aí a gente consegue a gente começa então a perceber esse o sotaque a diferença de formação palavras a diferença de ordem de palavras né etc isso tudo tem muito a ver com várias questões né é a aquisição linguística não é um processo simples não é um processo apenas de aprendizagem não é um processo apenas de recepção de regras e de palavras e de internalização de informação aprender uma língua não é só receber informação e fixarem informação né é uma uma das muitas contribuições para o estudo de aquisição de língua adicional fala sobre a diferença entre o que se chama de input e o que se chama de in tag o ímpar seria tudo aquilo a todas as mostras de língua as quais eu sou exposto né tudo aquilo que eu recebo né tudo aquilo que que se coloca diante de mim né da minha audição da minha visão da minha leitura só que nem tudo isso que é apresentado para mim dessa outra língua eu vou nem eu não vou me apoderar de todas as informações eu vou retirar uma parte disso eu vou compreender uma parte disso né tanto em movimentos inconscientes como em movimentos conscientes então o Inter que é o que eu retiro daquilo que se apresenta para mim da língua é diferente daquilo que se apresenta por isso aqui é a gente não não tem não É só eu passar informação para o aluno sobre a os sonhos as palavras as frases de uma língua e ele vai automaticamente né reconhecer aquilo e tomar para si tudo aquilo que eu informei né o ímpar é diferente do intake Além disso existem outras coisas outras questões como os próprios filtros afetivos como esse aprendiz enxerga a comunidade que fala aquela língua qual é a situação de aquisição ou de aprendizagem Será que essa pessoa está aprendendo essa língua porque ela gosta dessa dessa língua admira essa comunidade admira alguém que fala essa língua se sente se identifica de alguma forma com as pessoas que falam essa língua Ou será que essa pessoa está aprendendo porque ela está sendo obrigada por alguém a falar essa língua porque ela está é por decisão própria ou por decisão de outras pessoas em um país em uma cidade em que ela precisa falar essa língua para se comunicar e sobreviver ou será que ela é precisa por uma questão de trabalho né Se ela falar essa língua ela vai ser promovida ou ela pode ser promovida então existem muitas variáveis na aprendizagem de língua que é que podem limitar que podem facilitar que podem incidir sobre a própria memória sobre a própria questão de de relações e a própria construção dessa Inter língua e também pode precipitar processos de generalização de transferência de fossilização e nesse meio todo a gente tem o chamado multilinguismo né o bilinguismo e o Multi linguismo O que que é uma pessoa bilíngue O que que é uma situação de multilinguismo em termos muito simples assim a gente vai retomar esse assunto é futuramente no curso a bilinguismo é o bilíngue seria uma pessoa que tem que fala duas línguas com praticamente a mesma competência né que tem a mesma competência uma competência parecida em duas línguas então uma pessoa que que consegue se que tem uma desenvoltura tal é em uma língua estrangeira que nesse caso é uma segunda língua necessariamente né em que ela consegue ele transitar tanto pela sua língua materna como na nessa nessa segunda língua é de maneira muito parecida e a situação de multi linguismo É quando isso envolve mais de mais de duas línguas geralmente o contexto de multi linguismo tem a ver com uma sociedade multilingo e também existem sociedades bilíngues né regiões diversas regiões do planeta em que as pessoas falam uma língua em casa com a sua família e uma outra língua para se comunicar com pessoas que falam outras línguas também então essa situação de vários países da África é situação de da índia de vários locais na Índia e de vários outros locais na Ásia em vários lugares do mundo existem comunidades que são em que as pessoas são B ou multilingues na sua maioria com base nisso a gente precisa Então começar a entender diferentes métodos e abordagens Porque se é essa essas questões de aquisição e de aprendizagem de língua são notadas se tudo isso que a gente percebe sobre a Como chegar a falar outra língua né se a gente se a gente entende tudo isso isso vai obviamente influenciar a maneira e as propostas de métodos de abordagem de ensino de aprendizagem de línguas estrangeiras embora muitos teóricos de da linguística aplicada estejam mais interessados em explicar como é que as pessoas chegam a adquirir ou aprender uma uma língua adicional é obviamente também existe muito interesse de como ensinar ou como possibilidade essa aquisição de uma língua adicional então também existem esses tipos de estudos e ao longo do tempo muitas coisas têm se modificado e a gente vê uma diferença muito grande por exemplo em cursos de línguas estrangeiras a 60 anos a 50 anos é e hoje em dia né havia com o passar do tempo vários várias metodologias várias abordagens foram sendo desenvolvidas né é abordagem com com os discos né os discos e as fitas o método áudio lingual a pessoa ouve e vai falando o método é o método visual e com áudio né o método da repetição os drills os exercícios de repetição os exercícios de de escrita né e de cópia os exercícios enfim diversos tipos diferentes método da tradução como como aprendizagem também de língua e mais recentemente os métodos que se baseiam metodologias que se baseiam em interação né os métodos interacionistas os métodos interacionistas ele surgem como uma tentativa né a hipótese do período crítico Então antes a gente falar dos métodos interacionistas que perfazem é a maioria das abordagens de ensino e aprendizagem de língua estrangeira hoje a gente hoje em dia a gente precisa entender o que essa hipótese do período crítico bom na linguística especialmente aí a partir da década de 60 nos Estados Unidos suas metas de 60 surge o que se convencionou chamar de gerativismo que é uma uma teoria né linguística uma uma escola de estudos a linguísticos mas alinhada com formalismo isso surge em meados do da década de 60 a partir de trabalhos de homens que morres e a partir desses dessas pesquisas e desses estudos é se convencionou dizer que as apenas as crianças têm acesso aquela gramática Universal que eu estava mencionando agora a pouco né então a linguagem seria segundo essa visão a linguagem seria uma gramática Universal inata e a partir né de posse dessa gramática a criança estando em uma em umas comunidade linguística nos primeiros anos da sua vida então ela ela Faria essas esses ajustes esses adaptações essas escolhas com base nesse nesses padrões que ela já traz princípios e parâmetros que ela já traz consigo nessa gramática Universal então segundo Essa visão isso tem isso teria uma hora para o acesso a essa gramática terminaria E aí as propostas as idades né variam né alguns dizem lá pelos seis anos outros dizem pelos oito outros dizem isso adolescência então o certo aqui segundo essa visão é num determinado momento essa esse Portal se fecha né E aí já não há mais acesso direto a gramática Universal E aí estaria apenas a aprendizagem de línguas adicionais e não mais a possibilidade da aquisição de línguas de línguas adicionais né Então aí seria mesmo o estudo e isso explicaria a diferença de alguém que estuda uma língua adicional depois assim a partir do adolescência na idade adulta e uma pessoa que é exposta a uma língua adicional ainda na infância né bom mas aí então as hipóteses interacionistas é combatem essa ideia dizendo que na verdade a língua aí já Com base no funcionalismo que surge a partir da década de 70 e em outras abordagens funcionalistas que dizem que na verdade esse a linguagem não é composta de uma não seria composta de uma gramática pré-fabricada Mas seria um conjunto de habilidades que reúnem diversas áreas do nosso diversas capacidades que nós temos de generalização de categorização enfim que estão inclusive relacionadas aos nossos sentidos né E a nossa memória questão de psicológicas também e a partir dessa dessa realidade então a gente não só criaria língua e gramática mas essa gramática variaria esse modificaria ao longo de toda a nossa vida Então a partir da interação e a partir do uso né que nós fazemos da da língua a visão funcionalista é traz o seu enfoque para a o fato de que a língua é uma característica dessa comunidade assim como a linguagem uma característica do ser humano então é essa essa fala que se desenvolve essas questões linguísticas que se desenvolvem são dissociáveis do ser humano elas não são não são como objetos né Elas são características são um fenômeno que surge que é desenvolvido continuamente a partir do seu uso das interações bom então a parte dessa discussão toda e eu já vou caminhando aqui para para o término para a gente responder às perguntas que vocês estão colocando aí nos comentários então coloquem as suas perguntas aí nos comentários que a gente vai daqui a pouquinho começar a responder então a pergunta que a gente faz agora é o que eu sei quando eu sei uma língua então quando eu aprendo uma língua adicional uma língua estrangeira uma segunda língua o que é que eu sei é como eu consigo mensurar como eu consigo falar sobre aquilo que eu sei como eu estudo uma língua estrangeira bom é isso tem a ver lá nos a gente falou sobre os métodos e abordagens e eu comecei a dizer que a maioria das abordagens é que são utilizadas hoje em dia tem uma base interacionista e Muitas delas se definem como comunicativas e as abordagens comunicativas definem esse esse conhecimento linguístico E essas habilidades linguísticas a partir desse uso então geralmente além das competências que são marcadas aí pela pelas pelo que se sabe de gramática e o que se sabe de vocabulário né o léxico a maneira como isso se apresenta na fala na escrita da pessoa é justamente é justamente é justamente essas habilidades que ela tem a leitura a escrita a fala produção oral né e a percepção oral a capacidade de entender o que ela ouve naquela língua a capacidade de falar né de produzir é oralidade produzir fala naquela língua a capacidade de naquela língua é textos naquela língua e a capacidade de ler e compreender textos escritos naquela língua então as famosas 4 habilidades que sei que fazem parte da de todos os cursos praticamente todos os cursos de línguas estrangeiras hoje em dia que se alinham aí com com esse com essa proposta essa visão interacionista né É E com isso o uso linguístico assume um papel muito importante na tanto na aquisição como na aprendizagem quer dizer tanto na aquisição que é um processo um processo inconsciente como na aprendizagem como processo aí consciente informado em que eu recebo informações de como funciona a língua de como funcionam as estruturas e a partir dessas informações e inclusive consigo monitorar a minha fala né algumas das pesquisas mais recentes umas algumas das tendências mais recentes teóricas sobre a aquisição de linguagem sobre a própria inter-língua dão conta de que a inter língua seria um mecanismo de monitoramento né então é de monitoramento da fala de monitoramento do uso Então o que eu sei sobre a língua é essa esse conjunto de conhecimentos e conjunto de competências que o reunir de uma língua seja conscientemente ou seja inconscientemente funcionam como um módulo de monitoramento daquilo que eu falo né E também um filtro daquilo que eu ouço daquilo que eu leio por isso é muito comum que o aprendiz do Estudante ele começa a falar e aí comece a se consertar e aí consertar o que disse por conta desse desse monitoramento Como eu disse antes é bastante complexo o processo de de aprender uma língua bastante complexo e envolve a memória né a memória das instâncias de uso né envolve as conexões que se faz né entre aquela aquelas características da língua que se né com que a gente tem contato com a conhecimentos que eu já tenho que eu já trago também com itens do mundo real com possibilidade de uso o próprio contexto de aprendizado se é um contexto agradável se não é o uso que eu faço a possibilidade de uso seu conecto aquele aquele conhecimento aquela informação algo prático algo da minha vida é da Minha Vida Prática é porque a gente não aprende coisas que a gente não entende que a gente não contextualiza que a gente não conecta com mais nada na nossa mente e que a gente não usa que não tem uma dimensão prática isso não é retido pela pela memória e isso a gente nem chega a focalizar a atenção para isso de maneira que seria da maneira que seria necessário então em linhas muito Gerais aprender seria fazer relações né fazer conexões Entre esses conhecimentos entre essas características da língua que a gente de que a gente tem notícia e tudo isso é mediado pelo afeto né o afeto no sentido de como eu me posiciono em relação não só a língua como eu disse a língua não é um objeto né a língua é uma característica de uma de uma um fenômeno que surge como característica de um grupo de pessoas né então como eu vejo essas pessoas como eu me posiciono se eu me identifico com essas pessoas e para a gente fechar Então isso é até aqui a gente a gente viu língua no seu aprendizagem de língua no seu aspecto mais geral né mas também existe o chamado o chamado ensino o estudo de língua instrumental que é aprender uma língua com um propósito específico então por exemplo eu quero aprender determinada língua para ler textos naquela língua eu quero aprender uma língua para escrever textos naquela língua então não por exemplo não me interessa nessa língua conversar com ninguém só me interessa aprender a ler textos e poderes escrever textos eu posso então desenvolver uma técnica de estudo de ensino instrumental que é focalize essas habilidades para essa pessoa para atender a uma necessidade específica Hoje em dia a gente tem chamado a ensino de língua para propósitos específicos né o conhecido espi english for específico né em inglês para propósitos específicos e assim também existem as outras ensinos de outras línguas para propósitos específicos que é chamado de ensino de língua instrumental então geralmente nos mais diversos cursos o que se estuda de língua inglesa de língua francesa de língua alemã né até mesmo de língua hebraica de língua grega é mais ou deveria ser mais instrumental no sentido de que é para uma um propósito específico então a gente viu que a aquisição e aprendizagem são duas né Teoricamente aí duas questões um pouco diferentes e o que diferencia esses esses dois o que diferenciaria né porque para algumas pessoas são sinônimas seria a instrução a importância da da instrução na aprendizagem e não nem tanto assim na aquisição mais muito na aprendizagem e para para fechar eu eu queria trazer assim uma uma reflexão de como isso ou porque isso é importante mesmo que a gente não consiga determinar Que língua é a mais fácil que língua é mais difícil isso no ponto de vista da linguística não existe que pode existir uma língua mais distante de outra ou uma língua mais próxima de outra com base na sua na sua caracterização tipológica né uma língua que tem sons diferentes de outra língua uma língua que tem maneira de agrupar as partes das palavras de formar as palavras diferentes de outra língua é quanto mais diferente mais distante essas línguas são uma língua que tem uma forma de organização das frases diferente também né Quanto mais quanto maior a diferença né a Organização das frases maior a distância entre essas línguas Mas de fato não existe nenhuma possibilidade de a gente estabelecer de maneira técnica e de maneira é de maneira clara que língua é mais fácil que língua é mais difícil né Essa é uma percepção geralmente ou de quem observa de fora como a gente viu ou de quem está envolvido nesse processo de ensino e de aprendizagem de alguma maneira Mas qual a importância de tudo isso bom se a gente Comparar as línguas qualquer comparação que a gente faça da dos recursos de línguas diferentes nem quando os recursos os sons as palavras a Organização das palavras qualquer comparação é insuficiente para a gente notar facilidade dificuldade de se aprender uma língua porque porque como eu já disse eu quero frisar as línguas não são objetos as línguas são um fenômeno social que é construído a partir de características que não se dissociam do ser humano quer dizer a linguagem é uma característica do ser humano e a partir dessa característica surge esse fenômeno social que é a língua E além disso a língua é identidade e identificação a linguagem identifica nos identifica como seres humanos Porque só os seres humanos possuem linguagem na acepção da linguística Assim como as línguas cada língua cada idioma identifica o seu povo identifica o grupo social então nós somos identificados como nós nos identificamos como seres humanos por conta da linguagem nós nos identificamos como brasileiros né falantes de português brasileiro por conta da nossa língua e a fala nos identifica como indivíduos e como subgrupos né como subunidades como setores dessa comunidade então a o meu o meu sotaque me identifica dentro do meu micro grupo dentro desse grupo maior né que é o grupo do português do Brasil e a minha fala pessoal me identifica como indivíduo que faz parte desse grupo por isso falar a língua do outro é necessariamente me identificar com esse outro enxergar esse outro é ouvir é perceber esse outro e é também comunicar para esse outro e nesse sentido falar a língua do outro é partir o pão e a comunicação é comunhão Então eu queria deixar essa essa reflexão nesse nesse momento sobre é aprender adquirir línguas e a importância disso no contexto do nosso curso muito bem então vamos lá as perguntas para a gente poder vamos lá é mais fácil que alguém saiba o hebraico que alguém que saiba hebraico aprender português ou seria mais fácil Alguém sabe português aprender o hebraico na perspectiva de tradução bom aí Eu acredito que a pergunta é sobre a língua instrumental né aprendizagem como línguas instrumentais é bom eu diria que não há uma possibilidade de a gente diferenciar porque a gente tá com o mesmo par de línguas né o hebraico e o português então a distância entre o hebraico e o português é a mesma da distância é a mesma distância do português para o hebraico então eu acredito que não haja uma uma diferença nessa base Talvez uma diferença é pessoal de outras línguas que esse falante de português saiba conheça e outras línguas que esse falante de hebraico conheça né então se esse falante de hebraico conhece por exemplo em inglês vai ser mais difícil aprender pelo menos instrumentalmente o português ler os textos em português né o passo que se esse esse falante de português sabe árabe por exemplo vai ser mais fácil aprender hebraico Então depende de das línguas adicionais depende também de outras línguas mas não vejo possibilidade de a gente diferenciar diretamente o fluxo do hebraico para o português do português para o hebraico beijamos mais uma pergunta aqui podemos O que podemos dizer sobre o Esperanto que podemos dizer sobre Esperanto é que o Esperanto é uma língua artificial né Por mais que algumas pessoas Não gostem dessa dessa noção né Mas isso não é desmerecer a língua muito pelo contrário as línguas artificiais como Esperanto a inter língua foram criadas para que o objetivo de facilitar a comunicação entre as pessoas e que a comunicação entre as pessoas não ficasse não fosse algo político né não fosse algo definido por uma língua falada por um povo que exerce alguma algum poderia sobre as outras Nações então a intenção não é uma intenção é interessante algumas dessas línguas foram criadas a partir do estudo de línguas naturais né e de fato essa esse é o argumento de muitos esperantistas que até defendem que o Esperanto não seria uma língua artificial porque ela é criada a partir de línguas naturais mas é criada artificialmente a partir de línguas de línguas humanas e aí a outra outra questão é que há mas o esperando é posto jornais possui pessoas que conversam e fóruns e tal pela internet e tal e mesmo isso não é suficiente para se definir uma língua nos termos linguísticos como uma língua natural então uma língua se torna uma língua natural se tornaria uma língua natural na medida em que nascem crianças em comunidades que falam Esperanto E essas crianças aprendem esperando como primeira língua e essas crianças passam a sua língua materna esperando para os seus filhos Então nesse sentido de que existe uma comunidade essa língua funcione organicamente É nesse sentido Então seria uma uma língua natural Tá mas até que isso aconteça é uma língua artificial que repito não é demérito nem eu estudo é pois é para fazer o passado aí existe uma discussão nesse é do havia do havia de estudar ou se doía não o verbo ir ia estudar nem estudar ia né e até hoje essa forma do e.d é bastante usada em Portugal né eu hei de fazer eu hei de estudar eu ei de ser né E aqui no Brasil a gente usa mais a forma quer dizer a gente não usa tanto essa forma estudarei estudarás a gente usa mais a forma com outro verbo aí agora a gente já né Tá gramaticalizando voo né vou estudar vou fazer vou ser como uma forma de futuro isso na língua falada na língua escrita a gente tem essas essas três possibilidades é essa letra bom aí Eu acho que você tá se referindo ao ar com o e no que a gente identificaria como a junto com é isso é uma letra é em depende da língua e norueguês por exemplo chama-se a é o som a E aí um professor de norobismo no organismo vai ficar bem bravo se eu disser que é um agrudado não é eles vão dizer que não é que é um a e o a como a gente que a gente identificaria como a é a letra a deles mas esse como um símbolo fonético a gente usa também bastante como símbolo fonético ele tem um nome específico é o nome dele é a s h agora se você tiver se referindo ao ó grudado não é uma outra letra e essa é um mais os ditongos do latinhas ligaduras né do latim se mantiveram aí como símbolos fonéticos e também que se mantém no que se mantém algumas línguas o próprio francês usa o ó com é né Essa essa ligadura para para definir aí o som geralmente são palavras como Coração em francês que é bom pessoal então é isso é muito obrigado aí pela pela atenção de vocês pela pela companhia hoje e na nossa próxima aula na próxima semana a gente vai continuar com esses assuntos aí de linguagem e a gente vai falar sobre esse tema quem é que vai passar no teste do x ou seria teste do X Isso é o que nós vamos ver aí na próxima semana se você quer saber se você vai passar nesse teste Então você é meu convidado para participar com a gente na próxima semana às 7 horas da noite então uma boa noite uma bom dia uma boa tarde para todos e até semana que vem