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Linguagem, Fé e Comunicação: Qual a língua mais difícil do mundo? | Leandro A. | IBNU | 04

Linguagem, Fé e Comunicação: Qual a língua mais difícil do mundo? | Leandro A. | IBNU | 04

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Olá pessoal sejam todos muito bem-vindos
ao nosso curso linguagem fé e
comunicação Hoje a gente vai começar aí
a nossa quarta aula que tem o título
Qual a língua mais difícil do mundo
Será que que a gente consegue responder
a essa pergunta né como como responder a
essa pergunta que talvez seja a questão
de muita gente né algumas pessoas querem
saber outras tem certeza que sabem né
Qual é a língua mais difícil do mundo na
Pelo menos tem uma opinião sobre isso
então a gente vai
analisar aí essa essa pergunta pelo
menos do ponto de vista da linguística
Será que existe mesmo uma língua mais
difícil do que as outras
Será que existem as línguas fáceis e as
línguas difíceis quando a gente fala que
uma língua é fácil ou que uma língua é
mais fácil que outra língua é mais
difícil Qual é a nossa perspectiva como
é que a gente está fazendo essa análise
como é que a gente está chegando a essa
a essa percepção né a gente precisa
entender que é a quando a gente fala de
línguas a gente está falando de um
fenômeno que é produzido a partir da
linguagem né a linguagem como a gente
viu nas primeiras aulas de acordo com a
linguística moderna essa capacidade do
ser humano de produzir línguas e de se
comunicar por meio de línguas que são
fenômenos sociais fenômenos
desenvolvidos em comunidade
nas comunidades naturais
como é que é a mesma linguagem que essa
mesma capacidade que é inata ao ser
humano e que é
né todo ser humano possui pelo menos né
assim diz a
chamada linguística moderna produz
línguas tão diferentes
e se todos nós temos essa mesma
capacidade né como é que funciona essa
capacidade E aí dentro mesmo da
linguística existem muitas opiniões
diferentes existem muitas teorias
diferentes existem teorias mais ainda
mais inatistas né teorias formalistas
que dizem por exemplo que existe uma
gramática Universal né existe uma
gramática inata
e todo ser humano ao nascer Já possui
essa gramática Universal que seria
assim dizendo de uma maneira bastante
simplificada seria uma espécie de
protótipo né uma espécie uma espécie de
gramática pré-fabricada digamos E aí a
criança estando em qualquer comunidade
linguística vai desenvolver a língua
falada ali A partir dessa percepção da
língua
que está envolvida que está sendo usado
está sendo usada naquela naquela área
lembrando que quando a gente fala de
língua
na linguística a gente se referindo a
esse fenômeno social e na verdade
é esse conjunto de conhecimentos esse
conjunto estruturado de conhecimentos
que esses falantes da mesma comunidade
linguística tem em comum então quando eu
falo da língua por exemplo do português
do Brasil
a língua português do Brasil
seria o conjunto de conhecimento de
conjunto de conhecimentos conjunto
sistematizado de conhecimentos que todos
os brasileiros têm em comum e a gente
sabe que bom todos os brasileiros têm em
comum é a gente ainda dentro do Brasil a
gente tem muitas diferenças tem muitas
variedades internas né mas enfim quando
a gente fala de língua a gente fala
desse conhecimento compartilhado
como é que toda essa variabilidade tanto
Interna nas línguas como externa
a elas quer dizer essa essa
diferenciação toda essa todas essas
diferenças que a gente consegue notar
entre entre as línguas é possível de
se demonstrar é possível é aparecer né
Se todas elas vem da mesma capacidade
humana que é a linguagem e aí volta a
pergunta para a gente responder a isso a
gente precisa primeiro pensar como é que
a gente Analisa essa língua como é que a
gente é
se a gente vai dizer que uma língua mais
fácil e outra língua é mais difícil Qual
é a perspectiva que a gente adota para
fazer essa essa afirmação
Será que a perspectiva da pessoa que
adquire Será que existe uma língua mais
fácil de adquirir do que outra
será que é da perspectiva de quem
aprende e já já a gente vai falar aí da
de como tradicionalmente na linguística
se diferenciava a aquisição da
aprendizagem
ou será que a gente vai falar do ponto
de vista de quem aprende a língua né
Será que é observando essa
observando esse esse essa questão da
perspectiva a gente consegue definir
então uma língua como sendo mais fácil
ou mais difícil Será que é possível
determinar bom talvez acho que o mais
próximo que a gente consegue chegar é
seria dizer uma coisa mais ou menos
óbvia né então que a língua mais fácil
seria para mim seria a língua mais
próxima a minha e que uma língua difícil
seria uma língua mais distante da minha
mas mesmo assim
Como determinar esse conceito de língua
fácil e de língua difícil Será que
existem
parâmetros Gerais nas línguas que eu
posso usar
para determinar que uma língua ou um
conjunto de línguas é mais fácil ou é
mais difícil
bom embora muita gente tenha opiniões né
bastante
contundentes vamos dizer assim né sobre
língua fácil língua difícil algumas
pessoas como eu disse já no início né
Tenha certeza de que a língua mais
difícil do mundo é a língua portuguesa é
mas talvez não seja bem esse o caso né
Depende do ponto de vista que que a
gente tem
pensando nisso
pensando nessa nessa questão de
parâmetros para analisar as línguas e
também tentar então definir a
proximidade entre as línguas a gente
volta lá ao início do século 19
com as teorias de análise genealógica
das línguas Então antes do surgimento da
chamada linguística moderna ali no
início do século 20
se tornou bastante Popular bastante
bastante difundida essa é análise
genealógica das línguas que dizia que
tentava estudar o parentesco descobrir o
parentesco das línguas então
sabendo por meio até documental é que
línguas como francês o português o
espanhol
italiano tinham defendido do latim é
e comparando o próprio latim a outras
línguas como o grego o alemão antigo
é
as línguas eslavas mais antigas
e até mais tarde aos sânscrito é a
partir dessa comparação ver semelhanças
e diferenças
e com base nisso tentar chegar a teorias
tanto teorias de que explicariam essa
essa geração essa modificação e tentar
chegar a uma usparra né uma língua
anterior
também chamada de proto língua né então
uma proto-língua seria essa língua da
qual outras línguas teriam derivada
derivado então o caso do do português do
espanhol do francês a nossa a gente pode
dizer que a nossa língua anterior nossa
língua a língua que deu origem a essas
nossas línguas línguas românicas é a
língua latina né Mais especificamente o
latim Popular o latim na sua variedade
popular de origem as línguas românicas
assim como também
o a língua o germânico antigo o
proto-germânico deu origem às línguas
germânicas né as línguas germânicas
nórdicas são o norueguês o dinamarquês o
sueco deu origem também as línguas
germânicas ocidentais como o alemão o
inglês
as línguas da Holanda é enfim e também
ao ramo que está extinto né que seria o
germânico oriental que é a língua gótica
bem então isso que eu exemplifiquei aqui
rapidamente nas línguas germânicas e nas
línguas românicas também era feita essa
árvore né genealógica é era então foi se
expandindo E aí ao se estudar uma língua
os filólogos né os gramáticos
comparatistas
buscavam então
estabelecer esses parentescos Quais
línguas eram aparentadas a quais outras
línguas quais eram as relações entre
essas línguas e qual era a quais eram as
características das línguas
antecessoras né Principalmente as
línguas já extintas
então esse método através desse método
comparativo de se observarem as línguas
na sua estrutura de sonhos que a gente
chama de fonologia na sua estrutura de
de composição das palavras né do léxico
que a gente chama de morfologia e também
na organização das palavras que a gente
chama de sintaxe então observando essas
características da língua
se buscava chegar a regras de
que permitiam explicar essa sucessão
digamos essa sucessão linguística e
chegar então as características da
língua anterior para a gente ver um
exemplo aqui né Desse proto chamado
proto índo europeu próton indo europeu
seria a língua antecessora
de línguas antigas como o próprio
latim o germânico antigo seu próprio
germânico o prótons lavo né
os la vônico antigo que deu origem a
língua como Russo búlgaro polonês né etc
o grego né antigo que tinha ali diversas
línguas os conhecidos dialetos gregos
e também são escritos iraniano e outras
línguas é esse próton europeu eu
coloquei aqui para a gente observar eu
sei que vai ficar bem pequenininho aí
mas é só para gente observar aí o número
1
escrito né escrito da maneira como se
pronuncia
em diversas línguas não todas mas
diversas línguas indo europeias e a
gente tem aí em algum lugar por aí um do
português né e várias outras né
a forma do inglês a forma do das línguas
germânicas as línguas românicas as
línguas
helênicas as línguas lavas
E aí com base nessa comparação chegou-se
a conclusão de que a forma
do número um em nessa língua teria sido
alguma coisa como Oi nosso né então
oi-nos ou sem então teria sido uma ou
outra forma ou em algum momento essas
duas formas
teriam estado em variação
número 2
né então o número 2 teria sido alguma
coisa como Duo
e a partir dessa forma
teriam surgido todas as formas né de se
falar dois nas línguas
nas línguas posteriores né nas línguas
que a gente tem muitas línguas europeias
a maioria das línguas europeias tem essa
essa
esse parentesco né tem essa origem aí no
próton
então para falar um pouquinho sobre a
história desse desse tipo de método
desse tipo de análise comparativa que
como eu já disse era bastante comum Foi
bastante comum durante o século XIX na
Europa isso também veio para as Américas
e até ali a primeira parte do século 20
ainda era essa
a maneira de se estudar ou de se estudar
em as línguas né o método comparativo
chamado né Por muita gente De filologia
o método o método da filosofia chamado
método da gramática comparativa E aí
alguns personagens bastante importantes
né Alguns alguns nomes muito importantes
no método comparativo que a gente vai
ver aqui agora um dos primeiros nomes é
o nome do ácido
vocês ele foi um dos primeiros
comparatistas né talvez aí um dos
criadores do do chamado método
comparatista com esse nome
ele como bom gramática comparatista era
um poliglota e Conhecia já em 1822
conhecia pelo menos 25 línguas muito bem
e especula-se que ele teria estudado o
dobro né de línguas fez viagens para
Ásia conhecia praticamente todas as
línguas europeias e
publicou alguns dos seus estudos
comparando essas línguas né
especialmente línguas germânicas
línguas lavas as línguas latinas né
línguas helênicas né viajou Como disse
para Ásia também para comparar
as línguas da Europa com línguas da Ásia
outro nome bastante importante nessa
nessa história é o nome do fãspop
que é um dos principais expoentes da
chamada gramática comparada ele é tem
uma importância muito grande porque
ajudou a popularizar o sânscrito Fez
muitas análises do são escrito que até
então era desconhecido na Europa
muito mais ainda a proximidade do Sam
escrito a da língua são escrita as
línguas europeias Então esse nome da da
proto-língua né o proto indo europeu
essa parte indo tem a ver com o San
escrito né
uma língua antiga da Índia e não só
ajudou a popularizar os sonhos tudo mas
também as obras a obra de Panini que
como eu comentei na primeira na nossa
primeira aula
havia compilado os estudos
as obras
orais
dos indianos
de séculos anteriores a respeito da do
são escrito como são escritos deveria
ser usado pronunciado no contexto dos
cultos
dos cultos hindus né então todo esse
material que não era conhecido no
ocidente Passa então a ser popularizado
a partir dos comparatistas né
outro nome também bastante importante
dessa época é o Anthony
francês teve uma importância muito
grande no estudo das línguas caucasianas
entre elas a principal do estudo dele o
armênio e a comparação
entre essas línguas
ele junto com o boto né que que publicou
um
material bastante importante uma obra
bastante importante a gramática
comparada das línguas indo-europeias né
um material que reunia essas comparações
quanto a me
focalizava na variação e na mudança duas
duas características das línguas
naturais muito importantes e muito
mencionadas né no contexto da
linguística até hoje né Muito estudadas
no contexto
nosso linguístico até hoje o que quer
dizer isso quer dizer que as línguas
naturais possuem variação
as línguas possuem sotaques variedades
E com o tempo elas vão se modificando
então uma forma de falar uma forma de
pronunciar uma forma de construir a
frase isso vai se modificando ao longo
do tempo nem isso a gente chama de
mudança mudança linguística e o os
estudos do António
foram desembocar mais adiante já na
década de 1970
no conceito de gramaticalização né O que
seria gramaticalização seria quando uma
forma variante da língua se torna parte
da gramática dessa língua né então é
muita coisa do que a gente fala hoje em
dia muitas palavras que a gente fala
hoje em dia forma de
construir a
as palavras e as frases hoje em dia já
foram variantes né Para a gente dar um
exemplo aí é o nosso futuro do presente
o futuro do pretérito em português que
hoje são formas gramaticais são formas
gramaticalizadas eram formas populares
né eram formas
coloquiais que foram se fixando na
língua a gente dizia
o verbo por exemplo o verbo estudar não
havia ou estudar
eu estudar
Ei no verbo haver estudar mas o verbo
haver tu as de estudar tu estudar as ele
estudar a E aí com o tempo isso foi
sendo falado cada vez mais próximo mais
junto e as pessoas perderam a noção de
que eram duas palavras diferentes duas
palavras separadas passaram a tratar uma
palavra só e aí que surge é toda a
maneira de formar o futuro do presente o
futuro do pretérito em português estudar
e estudar as estudará com esse verbo no
infinitivo seguido do verbo haver
e por isso que se você comparar o a
forma de de
configuração do futuro do presente no
português e o futuro do presente no
latim que é a língua da qual o português
veio é completamente diferente né o
futuro no latim tinha outras terminações
né estudar
então tinha outra outro tipo de
terminação diferente da determinação que
a gente foi ter porque essa terminação
que nós temos hoje em Português Vem de
um processo de variação que acabou com o
tempo se tornando mudança e essa mudança
automaticalizou na nossa estrutura
começou a fazer parte da nossa estrutura
linguística então é esse conceito de que
a variação normal que acontece a
variação que acontece nas línguas
naturalmente que com o passar do tempo
vai se solidificando e vai transformando
a língua isso era esse era um conceito
bastante importante nos estudos do me
por isso ele até hoje é bastante
reconhecido por isso outro nome é
importante é o nome do cálicerina que
era também
um alemão conhecido pela pela chamada
lei de Werner
que foi depois retomada né de alguma
maneira foi
ampliada né também pelo
um dos conhecidos Irmãos Grimm né o Jack
game ele não só escrevia Os Contos As
fábulas e se interessava pela origem
pela história do Alemão é
mas também o pessoal conhece bastante Os
Irmãos Grimm por conta das fábulas e das
e das histórias né mas ele também foi
bastante importante o Jacó Grêmio foi
bastante importante nos seus estudos de
linguística geral né Não só com relação
a chamada filologia Germânica quer dizer
como é que o proto germânico havia se
transformado no alemão da sua época mas
também quais eram as relações entre a as
línguas
as línguas da mesma família né do mesmo
grupo linguístico as línguas
indo-europeias e portanto como teria
sido a língua anterior o proto indo
europeu
e a parte quer dizer um exemplo assim
bem
um exemplo mais ou menos simples que eu
poderia dar dessa lei de
ganho
seria essa aqui né então
comparando aí o latim ao dinamarquês por
exemplo né então teria o
dinamarquês/norguês Barra enfim línguas
germânicas nórdicas então a gente teria
que a palavras que tinham o som é
aplicativo lábio dental né o som do F em
latim tinham o som
algumas palavras a gente não
é o som da oclusiva bilabial
nas línguas germânicas nórdicas então
por exemplo
carregar
era Dara em
nessas línguas germânicas nórdicas
a palavra fava né a palavra aqui que deu
a palavra fava em português é uma
espécie de feijão era Bena em
dinamarquês antigo Então a gente tem
essa nessa comparação a gente tem
palavras que Teoricamente né tiveram a
mesma procedência porque se eu trocar o
fã de uma pelo Ban da outra eu vou ter
uma estrutura bastante parecida Outro
exemplo é a comparação do som com som
então em línguas latinas palavras com
como caça
tem o som em línguas germânicas então
comparação aqui de caça com novamente aí
em norueguês em dinamarquês
a palavra canis né o cão o cachorro
canes
em novamente já Marquês norueguês Enfim
então é essa é uma outra relação que a
gente encontra no em línguas latinas e
línguas germânicas então aqui é só eu só
coloquei dois pequenos exemplos das
comparações que eles faziam entre as
línguas e aí incluíam tentavam incluir
nas suas comparações é línguas que nem
parecem tão aparentadas assim né
desculpem aí o trocardilho mas é como o
armênio comparado com grego compa com
latim comparado com francês comparado
enfim com o Russo comparado com o
sânscrito com o iraniano Então essas
comparações
eram eram bastante era uma parte
bastante importante dos seus estudos e
aí a gente tem o outro nome bastante
importante que é o nome do algost like
que é tenta reconstruir de fato é o que
teria sido essa língua anterior nesse
próton indo europeu e publica então a
sua gramática do índio europeu e nessa
gramática do hino Europeu é ele
além de apresentar o que Teoricamente
teria sido a língua ele cria uma fábula
conhecida Fábula da ovelha e o cavalo
e aí ele traduz essa fábula no que teria
sido
europeu claro que essa essa tradução
dele e essa gramática dele tem sido
objeto de de crítica de revisão de
discussão desde então né
até hoje nos redutos aí de estudo de
filologia isso tem sido discutido e
outro filósofo bastante conhecido foi
ferrodinando acessível o suíço é tido
como o pai da linguística moderna Ele
também era um dramático comparado ou
gramático comparatista
comparou diversas línguas Como o próprio
armênio sânscrito grego e a um deu um
curso na ministrou o curso de
linguística geral que depois da da sua
morte foi publicado pelos por dois de
seus alunos o Bali e o cche com ajuda de
um de um terceiro
integrante aí com base nas anotações e
Com base no curso que eles tinham feito
com o social e essas ideias vão
desembocar aí vão influenciar tanto
filósofos como pessoas que vão
desenvolver os estudos de semiótica a
partir da sua descrição do signo
linguístico é vão desenvolver áreas da
psicanálise Como o próprio Lacan
e a partir dos trabalhos também do Lener
bloomfield nos Estados Unidos do Círculo
linguístico de Praga né que era essa
reunião de vários de vários linguistas é
também de outros círculos na Europa na
que se reunião na França que se reuniu
na Dinamarca na no próprio Reino Unido
né além dos norte-americanos a deu
origem aí Ao que se convencionou a
chamar de linguística estruturalista ou
estruturalismo linguístico que é uma das
primeiras escolas de estudo é uma das
primeiras linhas de
pensamento linguístico moderno
bom mas
associo é um dos que começa a criticar a
exclusividade dessa análise de acrônica
quer dizer analisar somente a mudança
linguística né estudar apenas como uma
língua teria se modificado ao longo do
tempo como faziam os
comparatistas né um método comparatista
era essencialmente esse de comparar como
as línguas variavam ao longo do tempo e
o seu parentesco umas com as outras
uma das dicotomias desconhecidas
dicotomias do Soci é dizer exatamente
isso que uma língua pode ser analisada
no seu momento atual ela pode ser
analisada de maneira sincrônica porque a
língua é um sistema e esse sistema pode
ser analisado então A análise de crônica
que privilegiava os parentescos
linguísticos e tentava encontrar
proto-línguas né Essa Ideia da uspharra
é começou então a dar lugar a outras
possibilidades de início isso foi apenas
criticado né mas com o tempo isso deu
lugar A análise chamada tipológica né
então a não é que os estudos da
filologia e da gramática comparativa
gramática comparativa foram
imediatamente absorvidos pela pela
Nascente
disciplina da linguística moderna Mas é
ao longo do tempo né dentro da dessa
disciplina foram surgindo estudos
históricos também a chamada linguística
histórica e linguística tipológica ou a
tipologia linguística
bom por que isso bom Como eu posso
estudar como é que eu posso definir
as línguas como é que eu posso conhecer
as línguas
sem fazer uma análise com base em uma
uspar com base em uma língua anterior
uma próto língua que eu não tenho nem
como comprovar de fato a existência que
eu posso
propor uma forma e outra pessoa pode
chegar a outra conclusão de uma outra
forma um pouco diferente né com base ali
nas suas análises né como é que eu posso
fazer essa análise sem recorrer a não
documentos né recorrer a uma técnica não
documental
eu posso analisar as línguas pela
maneira como ela se apresentam hoje né
E aí que surge a ideia da análise
tipológica observar a estrutura de
sonhos das línguas e observarem então é
sistemas dentro desses conjuntos de sons
e observar
como é que as línguas se comportam como
é que se comportam aí para usar um termo
bastante formalista na linguística Como
se comportam os inventários de sonhos
das línguas Como se comportam os
inventários de formas né os inventários
morfológicos das línguas como é que se
comportam é a como é que se comporta
Organização das frases nas línguas e eu
cheguei já a falar um pouquinho aí em
algumas em algumas dessas aulas se não
na segunda aula é sobre por exemplo a
ordem sujeito verbo objeto Esse é um
exemplo
um exemplo bastante clássico já da
chamada tipologia linguística
é uma das primeiras coisas que se
observa é qual é a ordem de formação
mais comum e mais simples em uma língua
Qual é a ordem que assumem o sujeito o
verbo e o objeto então línguas como
português como inglês são línguas do
tipo svo o que isso quer dizer quer
dizer que as frases mais simples as
frases mais diretas mais comuns mais
frequentes
tem essa organização primeiro vem o
sujeito depois vem o verbo depois vem o
objeto mas nem todas as línguas do mundo
são assim existem línguas em que vem o
sujeito depois primeiro vem o objeto e
por fim vem o verbo existem línguas que
primeiro vem o objeto depois vem o
sujeito e depois vem o verbo existem
línguas que primeiro o objeto depois o
verbo depois do sujeito existem Essa é
em cada uma dessas línguas que eu tô
aqui é
mencionando né Essa é a ordem mais
frequente mais natural e mais normal tá
então esse é um exemplo de como a gente
pode estudar as línguas de maneira
tipológica só para dar um exemplo aqui o
português é uma língua svo
ou espanhol tem algumas áreas de aletais
que se comportam
que se comportam de maneira um pouco
diferente nem sempre então svo às vezes
sov
já o hebraico é uma língua vso é uma
língua em que primeiro aparece o sujeito
o primeiro aparece o verbo depois
aparece o sujeito e depois vem o objeto
então por isso nas traduções mais
antigas em que se copiava Inclusive a
ordem das palavras a gente tem traduções
para o português né e disse Deus haja
luz e viu Deus que era bom então viu o
verbo Deus sujeito que era bom objeto
quem viveu alguma coisa viu que era bom
então é Essa ordem é exatamente a ordem
do hebraico mas não é a ordem mas
comum a ordem mais frequente e mais
simples de as pessoas entenderem em
português então por isso é versões
traduções da Bíblia mas mais recentes
tem traz a ordem de palavras que é mais
fácil de ser entendida porque a ordem
que a gente usa para falar e para
comunicar tá tudo isso parte também
desses estudos de tipologia linguística
conhecer as línguas é também conhecer o
diferenciar as línguas é também
diferenciar os o tipo de construção que
cada uma delas tem
isso é possibilita então a abordagem
sincrônica quer dizer em vez de eu
observar a mudança de uma língua ao
longo do tempo eu posso observar Qual é
a característica
de uma determinada língua em um tempo
específico em um momento específico
daquela língua e
uma ilustração que tem sido dada aí
frequentemente para explicar isso é
ilustração do jogo de xadrez
né o jogo de Xadrez é todo um processo
Há muitas modificações que são feitas as
peças né a ordem e a colocação das peças
no tabuleiro Mas eu posso Em algum
momento descrever a posição das Peças em
um momento específico do Tabuleiro
a explicação a definição enfim a
descrição
das peças do local em que cada peça está
em um determinado momento no tabuleiro
seria uma abordagem sincrônica
a narrativa ou a narração dessas
modificações ou a descrição das
modificações das peças do Tabuleiro
desde o início do jogo até o final isso
seria uma abordagem de acrônica uma
abordagem que leva em consideração as
modificações que aconteceram ao longo do
tempo bom então essa abordagem
sincrônica é abordagem é mais comum na
linguística né da linguística é trabalha
mais com a com essa leitura e com essa
descrição sincronica embora também haja
a linguística histórica e a própria
historiografia linguística que tem aí
uma abordagem também temporal também tem
uma abordagem de acrórica o objetivo da
linguística moderna não é É dizer que é
impossível uma análise de crônica ou que
não se deve fazer uma análise de crônica
mas que ambas as perspectivas precisam
com existir eu não não
devo é eu não devo limitar ou não devo
desacreditar uma uma
abordagem de acrônica Mas eu também
preciso poder fazer a
descrições sincrônicas eu não eu não
preciso atrelar o estudo de uma
determinada língua ao estudo é de outras
línguas e o estudo de outros momentos
daquela língua Então essa é um esse é um
ganho dos estudos de língua e de
linguagem a partir do século 20
e falando Mais especificamente agora né
É Nossa pergunta Inicial é se é possível
definir línguas mais fáceis e línguas
mais difíceis a gente começou pensando
se existiria uma maneira de
criar parâmetros para então submeter as
línguas a esses parâmetros e descobrisse
a línguas fáceis e línguas difíceis
é outra perspectiva que a gente tem
nessa seria uma perspectiva do
Observador
outra perspectiva que a gente tem é
perspectiva de quem
adquire a língua né de quem adquire e de
quem de quem fala língua de quem estuda
língua e a gente entra
na Seara de uma outra área da
linguística e da chamada linguística
aplicada
que área de aquisição linguística então
dizendo aqui aqui são linguística
Entenda se a aquisição de língua
e essa área aí também chamada de sla por
conta por conta da sua sigla em inglês é
seria a área da linguística que estuda a
aquisição e a aprendizagem de línguas
adicionais essa área Como disse costuma
fazer parte da chamada linguística
aplicada Então o que seria né Será que
haveria aí uma diferença entre aquisição
e aprendizagem qual seria a diferença
proposta pelo menos tradicionalmente aí
hoje em dia muita gente toma esses
termos como mais ou menos sinônimos e
usam até mais o termo aquisição Mas qual
seria a diferença tradicionalmente
proposta é que a aquisição seria aquilo
que a criança faz né seria
a criança ao se notar em uma comunidade
de linguística adquire aquela língua do
meio a partir das suas
a partir das suas dos seus recursos que
fazem que perfazem a linguagem
a aquisição Então seria inconsciente
seria um processo inconsciente que E aí
pelo menos né As crianças é
completariam né e depois a gente vê
porque eu tô frisando aqui as crianças
né para algumas pessoas isso faz
bastante sentido bastante diferença já
aprendizagem seria um processo é
consciente né então é a criança não tem
consciência de que ela está adquirindo
uma língua ela não estuda
algo ela não recebe instrução para para
começar a falar a sua língua materna né
esse da sua inconsciente então a
aquisição seria o processo natural
inconsciente e aprendizagem seria um
processo cultural né seria um processo
consciente
voluntário
é um pouco mais voluntário um pouco
menos voluntário em alguns casos
e aí hoje a gente chama essa área de
aprendizagem de línguas adicionais
existe aí uma alguma diferença entre
entre
primeira língua ou segunda língua
estrangeira e por isso hoje a gente usa
mais o termo línguas adicionais
dois nomes bastante importantes nessa
nessa área são o lar e o Steven Crash
o primeiro deles publicou em 1972 um
artigo chamado interlingua
né e a partir desse desse artigo
praticamente foi fundada essa vertente
de estudos dentro da linguística
aplicada que a se refere aí a aquisição
e aprendizagem de línguas de línguas
adicionais e a gente vai daqui a
pouquinho falar um pouco mais sobre
sobre esse termo e sobre as implicações
desse termo e esse termo depois foi
retomado pelo Steven Crash e tem sido
complementado nesse essa área depois de
nascida ela tem sido bastante
bastante incrementada ao longo dos anos
por vários pesquisadores é
observando várias áreas da língua do
comportamento linguístico né várias
áreas do contexto da aprendizagem e essa
área tem sido bastante útil não só para
os linguistas e para os linguistas
aplicados mas também para os professores
para os tradutores os professores de
idioma
as pessoas que querem entender melhor
essa situação de o que acontece na
aprendizagem né então algumas
diferenciações que a gente precisa fazer
língua materna o que seria a língua
materna
Como o próprio nome já diz a língua que
a criança aprende
ao se notar em uma
determinada comunidade comunidade de
fala né é a primeira língua que alguém
aprende é a sua língua materna a segunda
língua
da pessoa e a língua estrangeira eu não
vou aqui entrar muito
numa diferenciação
mais técnica mas a segunda língua seria
um pouquinho mais
seria uma língua de uso né uma língua
que que eu uso é faz parte do meu
repertório
linguístico
mas não tem o mesmo não tem a mesma
característica não tem algumas
características da minha língua materna
é a aquisição ou aprendizagem dela foi
tardia né foi foi posterior é uma língua
adicional e a língua estrangeira também
é uma língua adicional só que eu vejo
como a língua do outro né não é a minha
língua então existe um distanciamento aí
um pouco maior e o uso dela também é
estritamente em contextos de comunicação
externa
então a língua estrangeira portanto
seria diferente da segunda língua E aí o
conceito que o Larry a sellenger
apresenta
o conceito da Inter língua é que a
aquisição de uma língua estrangeira né E
aí
começa-se a usar o termo aquisição como
sinônimo do termo aprendizagem então
aquisição barra aprendizagem da língua
adicional acontece da seguinte maneira
o indivíduo tendo uma língua materna e
entrando em contato com uma língua
estrangeira
ele começa a produzir uma outra língua
uma terceira língua essa língua possui
características
que ele nota nessa língua nessa língua
estrangeira nessa segunda língua e
também possui características da sua
própria língua
e esse sistema linguístico novo essa
terceira língua que que surge
na mente desse indivíduo desse aprendiz
vai se modificando porque as línguas
se modificam naturalmente ela vai se
modificando através de vários outros
processos
e vai se aproximando dessa que o
processo natural e que ela se aproxime
da língua alvo que ela se aproxime da
língua
estrangeira que está sendo apreendida E
aí Alguns termos importantes são como é
que esse indivíduo
constrói essa língua primeiro ele olha
para essa língua estrangeira
e começa a perceber tenta começa a
perceber aí se o processo for
inconsciente ele faz isso né ele adquire
né E se o processo for consciente se ele
estiver estudando Por exemplo essa
língua tiver um contexto de de livro né
de contato com escola com professor
alguma coisa assim
ele vai
reconhecer esses essas características
da língua é alvo né dessa língua
estrangeira vai reconhecer as estruturas
as palavras os sons e a partir do que
ele vê do que ele ouve as pessoas
usando nessa língua ele vai criar regras
essas Regras São criadas por
generalizações então ele vai fazer
generalizações a partir dessa língua
como acontece isso ele ouve uma palavra
Observe essa palavra ele ouve uma outra
palavra Observe essa outra palavra daí a
pouco ele começa a partir dessas
palavras que ele ouve ele generaliza
determinadas coisas para todas as outras
palavras dessa língua então questões de
sonhos questões de formação de palavra
questões de organização vou dar um
exemplo aqui
é de alguém Aprendendo Português por
exemplo poderia
dizer algo como
o verbo o verbo fazer né
a partir de uma generalização dos verbos
em português eu sei que
o verbo os verbos no presente na
primeira pessoa termina em o porque eu
vejo o estudo falo
né tenho geralmente terminam em o então
talvez esse aprendiz
generalizar-se e dissesse eu faço porque
o verbo fazer aí coloca um mor então eu
faço
então começa dessa maneira né com
generalização eu ouço um verbo ouço o
estudo
ouço vejo né lá um exemplo muito bom
porque também regular mas é de perceber
alguns verbos de generalizar algumas
regras para todos os outros e isso vai
se modificando a medida que esse
aprendiz vai se dando conta dos das
diferenças das exceções e vai
deixando essas regras mais específicas e
vai fazendo que o seu o seu sistema
criado que é um sistema próprio essa
interl língua vai se modificando no
sentido de se aproximar dessa língua
estrangeira e também acontece o que a
gente chama de transferência o que seria
a transferência essa inter- língua não
só tem
é dados da observação da língua
estrangeira né que se quer aprender mas
também possui características da língua
materna
transferidas para dentro dessa língua a
ser aprendida então isso acontece
bastante por exemplo em pronúncia isso
acontece em léxico isso acontece em né
nas palavras as pessoas criarem palavras
na outra língua que não existem essa
coisa de
um aluno iniciante né Por exemplo dizer
uma palavra que não existe em uma
determinada como inglês por exemplo com
uma terminação
em terminação que que de fato existe né
claro que hoje a gente já usa esse termo
que eu vou citar aqui como uma espécie
de brincadeira né o termo passou a
existir porque é uma espécie de
brincadeira né a palavra
né que as pessoas usam assim ah tô
falando tá de bromation né que que
embumation embromation é o embromar do
português com chan que é uma terminação
é comum ao substantivos em inglês então
isso é um exemplo aí de uma
transferência então transferir esse item
lexical para essas posta né
Inter língua E aí sim eu posso ir
criando coisas a partir isso é muito
visível no chamado portunhol né que é
quando um falante de português
cria essa língua que faz essa ponte
entre a sua língua materna e a língua
estrangeira e aí essa essa língua
intermediária essa interlingua possui
tanto características observadas no
espanhol como características
transferidas do português para ela né E
aí o que se espera é que essa língua se
desenvolva essa interligo se desenvolva
até ficar bem parecida com a língua que
se deseja aprender
Às vezes acontece o que a gente chama de
fossilização né O que é fossilização
são é quando essa língua essa Inter
língua para de se desenvolver
E aí que a gente nota o sotaque nota que
a pessoa fala né ali no meio do caminho
ou mais parecido com a sua língua
materna numa Clara transferência ou ela
fala completamente diferente porque ela
hipergeneralizou alguma coisa né Por
exemplo a pessoa que que diz a palavra
maçã em inglês em vez de dizer é Apolo
ou então Apple tem que seria uma
transferência de Apple porque a pessoa
diz Apple que não
corresponde a nenhuma realidade porque
ela observou palavras em inglês que tem
o a e o a tem som de Ei Então ela
generalizou isso e pronuncia a Apple
quando é Apple então é esse é um exemplo
de hipergeralização e às vezes essa
Inter língua se fosse Lisa
e para de se desenvolver e aí a gente
consegue a gente começa então a perceber
esse o sotaque a diferença de formação
palavras a diferença de ordem de
palavras né etc isso tudo tem muito a
ver
com várias questões né é a aquisição
linguística não é um processo simples
não é um processo apenas de aprendizagem
não é um processo apenas de
recepção de regras e de palavras e de
internalização de informação
aprender uma língua não é só receber
informação e fixarem informação né é uma
uma das muitas
contribuições para o estudo de aquisição
de língua adicional fala sobre a
diferença entre o que se chama de input
e o que se chama de in tag o ímpar seria
tudo aquilo a todas as mostras de língua
as quais eu sou exposto
né tudo aquilo que eu recebo né tudo
aquilo que que se coloca diante de mim
né da minha audição da minha visão da
minha leitura só que nem tudo isso que é
apresentado para mim dessa outra língua
eu vou
nem eu não vou me apoderar de todas as
informações eu vou retirar uma parte
disso eu vou compreender uma parte disso
né tanto em movimentos
inconscientes como em movimentos
conscientes então o Inter que é o que eu
retiro daquilo que se apresenta para mim
da língua é diferente daquilo que se
apresenta por isso aqui é a gente não
não tem não É só eu
passar informação
para o aluno sobre a
os sonhos as palavras as frases de uma
língua e ele vai automaticamente né
reconhecer aquilo e tomar para si tudo
aquilo que eu informei né o ímpar é
diferente do intake
Além disso existem outras coisas outras
questões como os próprios filtros
afetivos como esse aprendiz enxerga a
comunidade que fala aquela língua
qual é a situação de aquisição ou de
aprendizagem Será que essa pessoa está
aprendendo essa língua porque ela gosta
dessa dessa língua admira essa
comunidade admira alguém que fala essa
língua se sente se identifica
de alguma forma com as pessoas que falam
essa língua Ou será que essa pessoa está
aprendendo porque ela está sendo
obrigada por alguém a falar essa língua
porque ela está é por decisão própria ou
por decisão de outras pessoas em um país
em uma cidade em que ela precisa falar
essa língua para se comunicar e
sobreviver ou será que ela é precisa por
uma questão de trabalho né Se ela falar
essa língua ela vai ser promovida ou ela
pode ser promovida
então existem muitas variáveis
na aprendizagem de língua que é que
podem limitar que podem facilitar que
podem incidir sobre a própria memória
sobre a própria questão de de relações e
a própria construção dessa Inter língua
e também pode precipitar processos de
generalização de transferência de
fossilização
e nesse meio todo a gente tem o chamado
multilinguismo né o bilinguismo e o
Multi linguismo O que que é uma pessoa
bilíngue O que que é uma situação de
multilinguismo
em termos muito simples assim a gente
vai retomar esse assunto é futuramente
no curso
a bilinguismo é o bilíngue seria uma
pessoa que tem
que fala duas línguas com praticamente a
mesma competência né que tem a mesma
competência uma competência parecida em
duas línguas então uma pessoa que
que consegue se que tem uma desenvoltura
tal é em uma língua estrangeira que
nesse caso é uma segunda língua
necessariamente né
em que ela consegue ele transitar tanto
pela sua língua materna como na nessa
nessa segunda língua
é de maneira
muito parecida e a situação de multi
linguismo É quando isso envolve mais de
mais de duas línguas geralmente o
contexto de multi linguismo
tem a ver com uma sociedade
multilingo e também existem sociedades
bilíngues né
regiões diversas regiões do planeta em
que as pessoas falam uma língua em casa
com a sua família e uma outra língua
para se comunicar com pessoas que falam
outras línguas também então essa
situação de vários países da África é
situação de da índia de vários locais na
Índia e de vários outros locais na Ásia
em vários lugares do mundo existem
comunidades que
são
em que as pessoas são B ou multilingues
na sua maioria
com base nisso a gente precisa Então
começar a entender
diferentes métodos e abordagens Porque
se é essa essas questões de aquisição e
de aprendizagem de língua são
notadas
se tudo isso que a gente percebe sobre
a Como chegar a falar outra língua né se
a gente se a gente entende tudo isso
isso vai
obviamente
influenciar a maneira e as propostas de
métodos de abordagem de ensino de
aprendizagem de línguas estrangeiras
embora
muitos teóricos de da linguística
aplicada estejam mais interessados em
explicar como é que as pessoas chegam a
adquirir ou aprender uma uma língua
adicional é obviamente também existe
muito interesse de como ensinar ou como
possibilidade essa aquisição de uma
língua adicional então também existem
esses tipos de estudos e ao longo do
tempo muitas coisas têm se modificado e
a gente vê uma diferença muito grande
por exemplo em cursos de línguas
estrangeiras a 60 anos a 50 anos é e
hoje em dia né havia com o passar do
tempo vários várias metodologias várias
abordagens foram sendo desenvolvidas
né é abordagem com com os discos né os
discos e as fitas o método áudio lingual
a pessoa ouve e vai falando o método é o
método visual e com áudio né o método da
repetição os drills os exercícios de
repetição
os exercícios de de escrita né e de
cópia os exercícios enfim diversos tipos
diferentes método da tradução como como
aprendizagem também de língua e mais
recentemente os métodos
que se baseiam metodologias que se
baseiam em interação né os métodos
interacionistas
os métodos interacionistas ele surgem
como uma tentativa né a hipótese do
período crítico
Então antes a gente falar dos métodos
interacionistas que
perfazem é a maioria das abordagens de
ensino e aprendizagem de língua
estrangeira hoje a gente hoje em dia a
gente precisa entender o que essa
hipótese do período crítico bom na
linguística
especialmente aí a partir da década de
60 nos Estados Unidos suas metas de 60
surge o que se convencionou chamar de
gerativismo que é uma
uma
teoria né linguística uma uma escola de
estudos a linguísticos mas alinhada com
formalismo isso surge em meados do da
década de 60 a partir de trabalhos de
homens que morres
e a partir desses dessas pesquisas e
desses estudos é se convencionou dizer
que as apenas as crianças têm acesso
aquela gramática Universal que eu estava
mencionando agora a pouco né então a
linguagem seria segundo essa visão a
linguagem seria uma gramática Universal
inata e a partir né de posse dessa
gramática a criança estando em uma
em umas
comunidade linguística nos primeiros
anos da sua vida então ela ela Faria
essas esses ajustes esses adaptações
essas escolhas com base
nesse
nesses padrões que ela já traz
princípios e parâmetros que ela já traz
consigo
nessa gramática Universal então segundo
Essa visão isso tem
isso teria uma hora para
o acesso a essa gramática
terminaria E aí as propostas as idades
né variam né alguns dizem lá pelos seis
anos outros dizem pelos oito outros
dizem isso adolescência então o certo
aqui segundo essa visão é num
determinado momento
essa esse Portal se fecha né E aí já não
há mais acesso direto a gramática
Universal E aí estaria apenas a
aprendizagem de línguas adicionais e não
mais a possibilidade da aquisição de
línguas de línguas adicionais né Então
aí seria mesmo o estudo e isso
explicaria
a diferença de alguém
que estuda uma língua adicional depois
assim a partir do adolescência na idade
adulta e uma pessoa que é exposta a uma
língua adicional ainda na infância né
bom mas aí então as hipóteses
interacionistas é combatem essa ideia
dizendo que na verdade a língua aí já
Com base no funcionalismo que surge a
partir da década de 70 e em outras
abordagens funcionalistas
que dizem que na verdade
esse a linguagem não é composta de uma
não seria composta de uma gramática
pré-fabricada Mas seria um conjunto de
habilidades que reúnem diversas áreas do
nosso diversas capacidades que nós temos
de generalização de categorização enfim
que estão inclusive relacionadas aos
nossos sentidos né E a nossa memória
questão de psicológicas também e a
partir dessa dessa realidade então a
gente
não só criaria língua e gramática mas
essa gramática variaria esse modificaria
ao longo de toda a nossa vida
Então a partir da interação e a partir
do uso né que nós fazemos da da língua a
visão funcionalista é traz o seu enfoque
para a o fato de que a língua é uma
característica dessa comunidade assim
como a linguagem uma característica do
ser humano então é essa essa fala que se
desenvolve essas questões linguísticas
que se desenvolvem são dissociáveis do
ser humano elas não são não são
como objetos né Elas são características
são um fenômeno que surge que é
desenvolvido continuamente a partir do
seu uso das interações
bom então a parte dessa discussão toda e
eu já vou caminhando aqui para para o
término para a gente responder às
perguntas que vocês estão colocando aí
nos comentários então coloquem as suas
perguntas aí nos comentários que a gente
vai daqui a pouquinho começar a
responder
então a pergunta que a gente faz agora é
o que eu sei quando eu sei uma língua
então quando eu aprendo uma língua
adicional uma língua estrangeira uma
segunda língua o que é que eu sei é como
eu consigo mensurar como eu consigo
falar sobre aquilo que eu sei como eu
estudo uma língua estrangeira bom é isso
tem a ver lá nos a gente falou sobre os
métodos e abordagens e eu comecei a
dizer que a maioria das abordagens é que
são utilizadas hoje em dia tem uma base
interacionista e Muitas delas se definem
como comunicativas
e as abordagens comunicativas
definem esse esse conhecimento
linguístico E essas habilidades
linguísticas a partir desse uso então
geralmente além das competências que são
marcadas aí pela pelas pelo que se sabe
de gramática e o que se sabe de
vocabulário né o léxico
a maneira como isso se apresenta na fala
na escrita da pessoa é justamente é
justamente é justamente essas
habilidades que ela tem a leitura a
escrita a fala produção oral né e a
percepção oral a capacidade de entender
o que ela ouve naquela língua a
capacidade de falar né de produzir é
oralidade produzir fala naquela língua a
capacidade de naquela língua é textos
naquela língua e a capacidade de ler e
compreender textos escritos naquela
língua então as famosas 4 habilidades
que sei que fazem parte da de todos os
cursos praticamente todos os cursos de
línguas estrangeiras hoje em dia que
se alinham aí com com esse com essa
proposta essa visão interacionista né É
E com isso o uso linguístico assume um
papel muito importante
na tanto na aquisição como na
aprendizagem quer dizer tanto na
aquisição que é um processo
um processo inconsciente como na
aprendizagem como processo aí consciente
informado em que eu recebo informações
de como funciona a língua de como
funcionam as estruturas e a partir
dessas informações e inclusive consigo
monitorar a minha fala né algumas das
pesquisas mais recentes umas algumas das
tendências mais recentes teóricas sobre
a aquisição de linguagem sobre a própria
inter-língua dão conta de que a inter
língua seria um mecanismo de
monitoramento né então é de
monitoramento da fala de monitoramento
do uso Então o que eu sei sobre a língua
é essa esse conjunto de conhecimentos e
conjunto de competências que o reunir de
uma língua seja conscientemente ou seja
inconscientemente funcionam como um
módulo de monitoramento daquilo que eu
falo né E também um filtro daquilo que
eu ouço daquilo que eu leio
por isso é muito comum que o aprendiz do
Estudante ele começa a falar e aí
comece a se consertar e aí consertar o
que disse por conta desse desse
monitoramento Como eu disse antes
é bastante complexo
o processo de de aprender uma língua
bastante complexo e envolve a memória né
a memória das instâncias de uso né
envolve as conexões que se faz né entre
aquela
aquelas características da língua que se
né com que a gente tem contato com a
conhecimentos que eu já tenho que eu já
trago também com
itens do mundo real com possibilidade de
uso o próprio contexto de aprendizado se
é um contexto agradável se não é o uso
que eu faço a possibilidade de uso seu
conecto aquele aquele conhecimento
aquela informação algo prático algo da
minha vida é
da Minha Vida Prática é porque a gente
não aprende coisas que a gente não
entende que a gente não contextualiza
que a gente não conecta com mais nada na
nossa mente e que a gente não usa que
não tem uma dimensão prática isso não é
retido pela pela memória e isso a gente
nem chega a focalizar a atenção para
isso de maneira que seria da maneira que
seria necessário então
em linhas muito Gerais
aprender seria fazer relações né fazer
conexões Entre esses conhecimentos entre
essas características da língua que a
gente
de que a gente tem notícia e tudo isso é
mediado pelo afeto né o afeto no sentido
de como eu me posiciono em relação não
só a língua como eu disse a língua não é
um objeto né a língua é uma
característica de uma de uma um fenômeno
que surge como característica de um
grupo de pessoas né então como eu vejo
essas pessoas
como eu me posiciono se eu me identifico
com essas pessoas
e para a gente fechar Então
isso é até aqui a gente a gente viu
língua no seu aprendizagem de língua no
seu aspecto mais geral né mas também
existe o chamado o chamado ensino o
estudo de língua instrumental que é
aprender uma língua com um propósito
específico então por exemplo eu quero
aprender determinada língua para
ler textos naquela língua eu quero
aprender uma língua para escrever textos
naquela língua então não por exemplo não
me interessa nessa língua conversar com
ninguém só me interessa aprender a ler
textos e poderes escrever textos eu
posso então desenvolver uma técnica de
estudo de ensino instrumental que é
focalize essas habilidades para essa
pessoa para atender a uma necessidade
específica Hoje em dia a gente tem
chamado a ensino de língua para
propósitos específicos né
o conhecido espi english for específico
né em inglês para propósitos específicos
e assim também existem as outras ensinos
de outras línguas para propósitos
específicos que é chamado de ensino de
língua instrumental então geralmente
nos
mais diversos cursos o que se estuda de
língua inglesa de língua francesa de
língua alemã né até mesmo
de língua hebraica de língua grega é
mais ou deveria ser mais instrumental no
sentido de que é para uma
um propósito específico então
a gente viu que a aquisição e
aprendizagem são duas né Teoricamente aí
duas questões um pouco diferentes e o
que diferencia esses esses dois
o que diferenciaria né porque para
algumas pessoas são sinônimas seria a
instrução a importância da da instrução
na
aprendizagem e não nem tanto assim na
aquisição mais muito na aprendizagem
e para para fechar eu eu queria trazer
assim uma uma reflexão de como isso ou
porque isso é importante mesmo que a
gente não consiga
determinar Que língua é a mais fácil que
língua é mais difícil isso no ponto de
vista da linguística não existe que pode
existir uma língua mais distante de
outra ou uma língua mais próxima de
outra com base na sua na sua
caracterização tipológica né uma língua
que tem sons diferentes de outra língua
uma língua que tem maneira de agrupar as
partes das palavras de formar as
palavras diferentes de outra língua é
quanto mais diferente mais distante
essas línguas são uma língua que tem uma
forma de organização das frases
diferente também né Quanto mais quanto
maior a diferença né a Organização das
frases maior a distância entre essas
línguas Mas de fato não existe nenhuma
possibilidade de a gente estabelecer de
maneira técnica e de maneira é
de maneira clara que língua é mais fácil
que língua é mais difícil né Essa é uma
percepção geralmente ou de quem observa
de fora como a gente viu ou de quem está
envolvido nesse processo de ensino e de
aprendizagem de alguma maneira Mas qual
a importância
de tudo isso
bom se a gente Comparar as línguas
qualquer comparação que a gente faça da
dos recursos de línguas diferentes nem
quando os recursos os sons as palavras a
Organização das palavras
qualquer comparação é insuficiente para
a gente notar facilidade dificuldade de
se aprender uma língua porque porque
como eu já disse eu quero frisar as
línguas não são objetos as línguas são
um fenômeno social que é construído a
partir de características que não se
dissociam do ser humano quer dizer a
linguagem é uma característica do ser
humano e a partir dessa característica
surge esse fenômeno social que é a
língua E além disso a língua é
identidade e identificação a linguagem
identifica nos identifica como seres
humanos Porque só os seres humanos
possuem linguagem na acepção da
linguística
Assim como as línguas cada língua cada
idioma
identifica o seu povo identifica o grupo
social
então nós somos identificados como nós
nos identificamos como seres humanos por
conta da linguagem nós nos identificamos
como brasileiros né falantes de
português brasileiro por conta da nossa
língua e a fala nos identifica como
indivíduos e como subgrupos né como
subunidades como setores dessa
comunidade então a o meu o meu sotaque
me identifica dentro do meu micro grupo
dentro desse grupo maior né que é o
grupo do português do Brasil e a minha
fala pessoal me identifica como
indivíduo que faz parte desse grupo
por isso falar a língua do outro é
necessariamente me identificar com esse
outro
enxergar esse outro é ouvir é perceber
esse outro e é também comunicar para
esse outro
e nesse sentido falar a língua do outro
é partir o pão e a comunicação é
comunhão Então eu queria deixar essa
essa reflexão
nesse nesse momento sobre é aprender
adquirir línguas e a importância disso
no contexto do nosso curso
muito bem então vamos lá as perguntas
para a gente poder
vamos lá
é mais fácil que alguém saiba o hebraico
que alguém que saiba hebraico aprender
português ou seria mais fácil Alguém
sabe português aprender o hebraico na
perspectiva de tradução bom aí Eu
acredito que a pergunta é sobre a língua
instrumental né aprendizagem como
línguas instrumentais é bom eu diria que
não há uma possibilidade de a gente
diferenciar porque a gente tá com o
mesmo par de línguas né o hebraico e o
português então a distância entre o
hebraico e o português é a mesma da
distância é a mesma distância do
português para o hebraico
então eu acredito que não haja uma uma
diferença nessa base Talvez uma
diferença
é pessoal de outras línguas que esse
falante de português saiba conheça e
outras línguas que esse falante de
hebraico conheça né então se esse
falante de hebraico conhece por exemplo
em inglês vai ser mais difícil aprender
pelo menos instrumentalmente o português
ler os textos em português né o passo
que se esse esse falante de português
sabe árabe por exemplo vai ser mais
fácil aprender hebraico Então depende de
das línguas adicionais depende também de
outras línguas mas não vejo
possibilidade de a gente diferenciar
diretamente o
fluxo do hebraico para o português do
português para o hebraico
beijamos mais uma pergunta aqui podemos
O que podemos dizer sobre o Esperanto
que podemos dizer sobre Esperanto é que
o Esperanto é uma língua
artificial né Por mais que algumas
pessoas Não gostem dessa
dessa
noção né Mas isso não é desmerecer a
língua muito pelo contrário
as línguas artificiais como Esperanto a
inter língua foram criadas para que
o objetivo de facilitar a comunicação
entre as pessoas e que a comunicação
entre as pessoas não ficasse não fosse
algo político né não fosse algo definido
por uma língua falada por um povo que
exerce alguma algum poderia sobre as
outras Nações então a intenção não é uma
intenção é interessante algumas dessas
línguas foram criadas a partir do estudo
de línguas naturais né e de fato essa
esse é o argumento de muitos
esperantistas
que até defendem que o Esperanto não
seria uma língua artificial porque ela é
criada a partir de línguas naturais mas
é criada artificialmente a partir de
línguas de línguas humanas e aí a outra
outra questão é que há mas o esperando é
posto jornais possui pessoas que
conversam e fóruns e tal pela internet e
tal
e mesmo isso não é suficiente para se
definir uma língua nos termos
linguísticos como uma língua natural
então uma língua se torna uma língua
natural se tornaria uma língua natural
na medida em que nascem crianças
em comunidades que falam Esperanto E
essas crianças aprendem esperando como
primeira língua e essas crianças passam
a sua língua materna esperando para os
seus filhos Então nesse sentido de que
existe uma comunidade essa língua
funcione organicamente
É nesse sentido Então seria uma uma
língua natural Tá mas até que isso
aconteça é uma língua artificial que
repito não é demérito nem
eu
estudo
é pois é para fazer o passado aí existe
uma discussão nesse é do havia do havia
de estudar ou se doía não o verbo ir ia
estudar nem estudar ia né e até hoje
essa forma do e.d é bastante usada em
Portugal né eu hei de fazer eu hei de
estudar eu ei de ser né E aqui no Brasil
a gente usa mais a forma
quer dizer a gente não usa tanto essa
forma estudarei estudarás a gente usa
mais a forma com outro verbo aí agora a
gente já né Tá gramaticalizando voo né
vou estudar vou fazer vou ser
como uma forma de futuro isso na língua
falada na língua escrita a gente tem
essas essas três possibilidades
é essa letra bom aí Eu acho que você tá
se referindo ao ar com o e no que a
gente identificaria como a junto com é
isso é uma letra é em depende da língua
e norueguês por exemplo chama-se a é o
som a
E aí um professor de norobismo no
organismo vai ficar bem bravo se eu
disser que é um agrudado não é eles vão
dizer que não é que é um a e o a como a
gente que a gente identificaria como a é
a letra a deles
mas esse como um símbolo fonético a
gente usa também bastante como símbolo
fonético ele tem um nome específico é o
nome dele é
a s h
agora se você tiver se referindo ao ó
grudado não é uma outra letra e essa é
um mais os ditongos do latinhas
ligaduras né do latim se mantiveram aí
como símbolos fonéticos e também que se
mantém no que se mantém algumas línguas
o próprio francês usa o ó com é né Essa
essa ligadura para para definir aí o som
geralmente são
palavras como Coração em francês que é
bom pessoal então é isso é
muito obrigado aí pela pela atenção de
vocês pela
pela companhia hoje e na nossa próxima
aula na próxima semana a gente vai
continuar com esses assuntos aí de
linguagem e a gente vai falar sobre esse
tema quem é que vai passar no teste do x
ou seria teste do X
Isso é o que nós vamos ver aí na próxima
semana se você
quer saber se você vai passar nesse
teste Então você é meu convidado para
participar com a gente na próxima semana
às 7 horas da noite
então uma boa noite uma bom dia uma boa
tarde para todos e até semana que vem

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