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Linguagem, Fé e Comunicação: Quem é que vai passar no teste do xis? | Leandro A. | IBNU | 05

Linguagem, Fé e Comunicação: Quem é que vai passar no teste do xis? | Leandro A. | IBNU | 05

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[Música]
Olá pessoal sejam todos muito bem vindos
a esse momento aqui as quintas feiras em
que a gente fala sobre linguística sobre
temas relacionados à linguagem no nosso
curso linguagem fé e comunicação e hoje
nessa quinta aula do nosso curso a gente
vai abordar o tema quem é que vai passar
no teste do X mas que Teste será esse né
Será que vai ser um alguém algum carioca
que vai avaliar aí o x
ou será que
a gente vai ter aí um Catarinense ou
então
um paraense avaliando o x das pessoas ou
será um mineiro avaliando x ou será um
Paulista avaliando X
ou será um gaúcho avaliando o x do
pessoal como é que será que essa coisa
vai
acontecer aí na verdade
é no período do juízes da
aproximadamente 1300 Anos Antes de
Cristo
o relato texto bíblico relata em juízes
12 dos Versículos de 1 a 6 um conflito
que aconteceu e a uma relação aí
com a que tem relação com variedades
linguísticas tem relação aí com
variantes
da língua falada naquele local
diz assim o relato bíblico
os homens de Efraim foram convocados
para a batalha
dirigiram-se para zafon e disseram a
Jefté Por que você foi lutar contra os
amonitas sem nos chamar para irmos
juntos vamos queimar a sua casa e você
junto quer dizer a coisa ficou mesmo
sério aqui né a gente até respondeu eu e
meu povo
estávamos envolvidos numa grande
Contenda com os amonitas e embora eu
tenha chamado vocês não me livraram das
mãos deles quando vi que vocês não
ajudariam arrisquei a vida e fui lutar
contra os amonitas e o senhor me deu a
vitória sobre eles e por que vocês e por
que vocês vieram para cá hoje para lutar
contra mim
Jefté reuniu então todos os homens
Gileade e lutou contra Efraim o
gileaditas feriram os efraimitas porque
existiam dito vocês de leads são
desertores de Efraim e de Manassés o
geleditas tomaram as passagens do Jordão
que conduziam a Efraim sempre que um
fugitivo de Efraim dizia deixe-me
atravessar os homens de Gileade
perguntavam você é para imita se
respondessem que não
diziam Então diga chibolete se ele
dissesse se bolete sem conseguir
pronunciar corretamente a palavra
prendiam e matavam no lugar de passagem
do Jordão
42 militas foram mortos naquela ocasião
então aqui a questão do teste do x nesse
sentido aqui de Juízes 12
esse conflito que aconteceu era uma
diferenciação que se fazia uma
identificação que se fazia da origem né
da relação
da pessoa é ali no local de passagem
mediante a maneira como essa pessoa
pronunciava uma determinada palavra nem
a palavra em questão era essa palavra
aqui chibolete no chibolete é que
segundo os estudiosos pode significar
espiga de milho ou até de trigo ou então
corrente de águas de maneira que aqui a
questão era fonética os
efraimitas não pronunciavam esse
primeiro som com som de X né do nosso
dizendo assim na nossa maneira mais é
mais comum mais clara não pronunciavam
esse som de X como chibolete então eles
pronunciavam
simbolete e nessa nessa ocasião
eles eram identificados Então como
efraimitas e portanto é o povo contra
quem hoje ele aditas estavam tendo esse
conflito né E esse e esse problema mas
por que é essa questão toda envolvendo a
linguagem porque essa discriminação essa
diferenciação é possível ela é possível
justamente porque a fala
identifica né a fala serve também para
nos identificar
eu mesmo toda vez que abro a minha boca
aqui em São Paulo eu sou identificado
como carioca aquilo de fato só
a língua tem a toda língua natural tem
essa variabilidade e a variação
essas variantes da língua identificam o
falante
individualmente então quando alguém
começa a falar
a gente
identifica essa essa fala como sendo de
uma pessoa específica mas a fala também
identifica o grupo
ao qual essa pessoa está aí afiliada ou
grupo é ao qual essa pessoa pertence
e a gente vê isso não só no antigo
testamento no Novo Testamento a gente
também tem um exemplo de
desse teste do X né dessa variação aí
dessa variabilidade e os Evangelhos
sinóticos Mateus Marcos e Lucas nos
registram quando a Pedro
vai negar Jesus
os Evangelhos sinóticos
especialmente Mateus registra que essa
essa identificação
direita né Pedro foi identificado pela
maneira como ele falava então vejamos
aqui Mateus 26 dos Versículos 69 a 73
especialmente
com atenção especial ao último Versículo
vejamos Pedro estava sentado no pátio e
uma criada aproximando-se dele e disse
você também estava com Jesus O Galileu
mas ele o negou diante de todos dizendo
não sei do que você está falando
depois saiu em direção a porta onde
outra criada viu o viu e disse aos que
estavam ali este homem estava com Jesus
o Nazareno
e ele jurando o nego outra vez não
conheço esse homem
pouco tempo depois os que estavam por
ali chegaram a Pedro e disseram
certamente você é um deles o seu modo de
falar o denúncia
e de forma bem parecida Marcos também
registra de novo ele negou pouco tempo
depois os que estavam sentados ali perto
disseram Pedro certamente você é um
deles você é Galileu então ele foi
identificado como é alguém da mesma
região que Jesus ele foi identificado
como alguém que era próximo a Jesus que
era relacionado a Jesus que tinha
identificações com Jesus e até mesmo
identificações linguísticas né a forma
de falar também identifica Lucas também
de forma parecida registra cerca de uma
hora mais tarde outro afirmou certamente
esse homem estava com ele pois é Galileu
embora Marcos e Lucas não é afirmem não
falem sobre a identificação em ter sido
feita pela fala a fala é sem dúvida uma
das formas mais comuns e mais primárias
de a gente identificar as pessoas como
eu disse antes né tanto como indivíduos
individualmente a gente fala diferente a
gente a nossa fala tem características
diferentes e também a fala nos
identifica como sendo parte quando como
fazendo parte de um grupo de um grupo de
fala
É mesmo dentro de uma língua a gente
nota essa essa variabilidade a gente diz
que as línguas naturais variam e mudam
então esses dois temas são temas muito
importantes no estudo de qualquer língua
e também é obviamente no estudo da
linguística a variação e a mudança
talvez você já tenha ouvido falar sobre
variação linguística e mudança
linguística e hoje a gente vai ver aqui
alguns exemplos e ver como é que isso é
e o que isso pode
nos como isso pode nos ajudar também a
interpretar o contexto aqui envolve aí
as línguas tanto as línguas
contemporâneas como também as línguas
antigas especialmente aí as línguas
originais do texto bíblico
como eu acabei de dizer né as línguas
naturais variam e mudam e essas é
variantes linguísticas se
apresentam se manifestam por meio de
formas concorrentes então é na língua
vão aparecendo formas
que são usadas ao mesmo tempo né Por
falantes diferentes às vezes até mesmo
pelo mesmo pelo mesmo falante em
ocasiões diferentes até que muitas vezes
uma dessa forma uma formas né Às vezes
até mais do que duas formas uma dessas
formas se fixa na língua e a outra o as
demais caem em desuso e se tornam formas
arcaicas Então isso é quando isso
acontece né enquanto as formas estão ali
competindo entre si enquanto as formas
estão sendo usadas de maneira
em conjunto de maneira conjunta a gente
a gente fala sobre elas como variação a
gente estuda essas formas como parte da
variação da variação linguística quando
uma forma se fixa e a outra ou as outras
caem em desuso a gente chama esse
processo de mudança linguística então a
gente diz que houve uma mudança
linguística quando é
uma de mais formas concorrentes se fixa
na língua em detrimento das outras e
assim as línguas vão se modificando
assim as línguas vão
mudando características de sons né
características fonéticas vão mudando
características de formação das palavras
de características que a gente chama de
morfológicas vão mudando até mesmo a
maneira de organizar as palavras nas
frases no discurso que como a gente
chama é
mudanças sintáticas vão mudando
vão mudando também é Lex de maneira
lexical quer dizer qual é a palavra
utilizada com o termo utilizado para se
referir a determinada coisa e nesse meio
tempo muita coisa acontece quando a
gente olha para a língua para qualquer
língua em um determinado momento a gente
observa essas essas mudanças essas
variações e só daqui alguns exemplos de
desse estudo no contexto do Brasil a
gente tem aqui alguns nomes bastante
importantes é que na história desse
desse tipo de estudo
é o primeiro nome aí que se destaca é o
nome de Amadeu Amaral que é reconhecido
como o primeiro
o primeiro tólogo primeiro de
electologista brasileiro então ele
publica em 1920 o livro chamado dialeto
caipira e é defende que as os estudos
precisam ser feitos no local onde essas
essas variedades existem então não se
devem publicar estudos você devem fazer
estudos apenas com uma observação à
distância e ele reconhece né esses
primeiros
intelectólogos reconhecem a dificuldade
disso nesse momento no Brasil a gente tá
falando aqui do início do século passado
década de 20
Então é isso essa dificuldade é também
faz parte dessas descrições Mas
de fato
já desde o início registra-se essa essa
necessidade de que os as variantes as
variações sejam
registradas em bloco né então surge
esse pensamento essa ideia da viagem a
campo para se fazerem esses registros né
para se fazerem essas descrições de
maneira mais
adequada e mais próxima outro nome muito
importante um dos nomes mais importantes
no estudo das variedades do português do
Brasil é o nome de Antenor Nascentes
Antenor Nascentes Teve uma grande
assim
um grande importância tanto em termos de
publicação como também em termos de
atuação de ensino sobre
as variedades do português do Brasil
Antenor Nascentes publica em 1922 o
livro linguajar carioca
e lança bases né um outro material que
ele publica base para a elaboração de um
Atlas linguístico do Brasil que ele
publica em dois volumes
o primeiro em 1958 segundos em 1961 até
normacentes
apresentou uma divisão de aletar uma
proposta de divisão de letal do Brasil
já em
1922 e essa e essa divisão capital do
Brasil é utilizada
posteriormente né por muitos outros
estudiosos é das variedades do português
do Brasil né
outro nome que também se destaca no
estudo das variedades do português do
Brasil o nome de Serafim da Silva Neto é
que teve uma importância
além das suas publicações também é
na criação de meios e na
sustentação dessas ideias em vários
colóquios em várias
ocasiões em diversas cidades
Serafim da Silva Neto
expõe né Essa necessidade e urgência de
se estudarem os nossos falares como ele
disse em 1954 em São Paulo no segundo
Coloque os estudos brasileiros e como
ações práticas ele
ele publica em 1955 guia para estudos de
eletrológicos com essa preocupação de
que
pessoas fossem formadas para fazer esses
estudos né das variedades do português
do Brasil registrassem essas diferenças
e ele fundou o Centro de Estudos de
geletologia brasileira no Museu Nacional
no Rio de Janeiro
então a gente nota aqui que
no a partir da segunda década do século
20 começa a surgir essa essa preocupação
essa esse interesse em se estudarem as
variedades do português do Brasil
é e a pergunta que alguém pode fazer
porque esse interesse não surge antes né
por muito tempo a variação as variações
de uma língua foram vistas como
uma um corromper dessa língua né uma
espécie de corrupção dessa língua então
é o foco principal era a prescrição
gramatical de como se deveria dizer
em vez da do estudo e da descrição
dessas variantes
depois de Serafim da Silva Neto vou
fazer um salto né para a década de 90
a década de 1990
e aí um nome que se destaca o nome da
Professora Suzana Cardoso que foi
responsável aí pelo projeto
chamado alívio projeto de Atlas
linguístico do Brasil né havia até a
década de 1990
alguns estudos locais então havia aí é
um Atlas feito na Bahia sobre o
português da Bahia havia um atlas do
português Mineiro havia outras
descrições ali também descrições no Rio
de Janeiro e a ideia da Professora
Suzana é que a houvesse pontos e
houvesse
houvesse estudos de Campo estudos in
loco Como era a preocupação
né É em diversos pontos tanto nas
capitais como cidades do interior de
norte a sul no Brasil da Costa até o
interior os limites a oeste do
território nacional que tivesse né que o
que houvesse Esse estudo em todos os
estados Em vários pontos de todos os
estados é para que a gente descrevesse
Como de fato as pessoas falam como é
essa essa variação É como essa
variabilidade da língua chamada e
conhecida como português do Brasil é com
a o falecimento da Professora Suzana
Cardoso a professora
já ser a mota assume a presidência do
projeto do atletismo do Brasil que ainda
está em curso né várias publicações já
no sentido de
se demonstrarem o que a gente chama de
cartas linguísticas né que são mapas em
que se demonstram ali as variações então
há vários tipos de carta um exemplo de
carta que a gente pode colocar que carta
mapa tá quando a gente fala de carta vou
aumentar aqui um pouquinho embora ainda
esteja pequeno né esse é um exemplo de
carta que mostra a variação no português
do Brasil
dá da pronúncia E é em posição como a
gente chama a posição pretônica né então
palavras como é
palavras
como relógio e relógio né então
que em que locais aqui a gente tem
apenas as marcações das capitais mas
existem dados de muitas outras cidades
né então é como Nessas cidades em termos
de em termos de percentuais
Então qual o percentual de pronúncia e
numa palavra como relógio por exemplo e
como é o percentual de pronúncia de é
uma palavra como relógio ou relógio né
seria
então como essa carta a várias outras
várias outras mapas que demonstram é
pronúncia léxico né variação lexical que
são palavras diferentes usadas para
retratar a mesma
mesmo objeto a mesma ação
então é há vários Esse estudo aqui ainda
está em andamento tá ainda vários
estudos Há muitos dados que já foram
colhidos tá então já foram colhidos
aí desde final da década de 90 década de
2000 foram colhidos muitos dados não sei
se ainda
estão colhendo dados Provavelmente sim
mas há muito ainda a ser feito com os
dados que já foram colhidos em termos de
descrição em termos de
de apresentação né desses dados em
termos de publicação a sede desse
projeto atualmente é junice nem
atualmente é na Universidade Federal da
Bahia
e há várias publicações sendo ainda hoje
lançadas teses dissertações sendo
orientadas monografias e vários outros
artigos sendo produzidos a partir desses
dados então para a gente ficar aqui não
ficar só em nomes e datas vamos ver
alguns exemplos de variação no português
do Brasil
vou começar aqui com a variantes
fonéticas né maneira de pronunciar as
palavras de norte a sul de Leste a oeste
do nosso país
Então se a gente por exemplo toma a
palavra conhecer né eu pronuncio essa
palavra conhecer mas há muitas maneiras
de pronunciar essa palavra e que a gente
tem diversas transcrições fonéticas meio
diferentes aqui né Então essa palavra
se a gente observar a maneira como ela é
pronunciada no Brasil tem gente que
pronuncia conhecer como essa primeira
aqui tem gente que pronuncia
conhecer tem gente que pronuncia
conhecer então há várias pronúncias para
mesma palavra
isso aqui é um exemplo de variação
fonética né então na maneira como a
gente articula as palavras
existe uma variabilidade muito
significativa que a gente pode descrever
em diversas áreas do país
além dessa dessas variações de pronúncia
a gente também tem variações lexicais né
é às vezes até dentro do mesmo estado
cidades vizinhas tem variações lexicais
usam palavras diferentes para descrever
a mesma a mesma coisa né é um exemplo
para quem é do Rio e de Niterói
conhecido caso do
joelho e do italiano
o conhecido caso também do biscoito e da
bolacha ou da bolacha né é outro
conhecido caso aí do Aipim que é a mesma
coisa que a mandioca que é a mesma coisa
que é macaxeira
E também o caso da tangerina que pode
ser mexerica em alguns lugares e a
Bergamota em outros lugares é a tange a
laranja cravo é Enfim uma infinidade de
outros nomes
então esses são também exemplos de
variações lexicais são
termos que são observados ao mesmo tempo
termos que coexistem na língua então no
caso das variações fonéticas a gente tem
Todas aquelas pronúncias em curso hoje
em dia coexistindo na língua no caso das
variações lexicais a gente tem todas
essas palavras sendo usadas para se
referirem a mesma ao mesmo objeto a
mesma coisa a mesma ação mesmo a
situação
de maneira
a coexistirem também né agora também
existem quando Como eu disse no início
né quando a se eu tenho diversas formas
competindo e uma dessas formas passa a
ser a forma fixa a forma que se fixa na
língua e as outras caem em desuso eu
tenho então um exemplo de mudança
linguística
E aí eu trouxe aqui alguns tipos de
mudança linguística inclusive
é
as línguas né a gente notas nota alguns
contínuos né alguns contínuos entre
o latim especialmente o latim vulgar ou
O galego Português o Português arcaico
Português médio português
moderno então a contínuos linguísticos
que perpassam essa formação de uma
língua né E essas modificações de uma
língua então por exemplo a palavra Bispo
de onde vem a palavra Bispo né palavra
Bispo vem da palavra grega episco E
psicopos literalmente é um supervisor né
aquele que
está numa posição de organizar Então
essa é o significado
literal da palavra em grego
essa palavra grega e piscopos foi
emprestada pelos Romanos né pelos para o
latim como episcopus e episcopum uma
outra forma dessa palavra
em determinado momento a forma episcopum
ganhou né nessa passagem aí do latim
vulgar para o Galego português e se
tornou episcopo o episco no português é
nessas formas mais arcaicas né
depois essa primeira essa primeira vogal
caiu virou
bi esse Pan virou Ban nesse som de pirou
Ban então virou Hibisco virou bispo e
Bispo essa pronúncia se
normalizou na escrita da maneira como a
gente tem hoje
é por isso é que a palavra mesmo a
palavra sendo Bispo aquilo que se refere
ao bispo é Episcopal né
a condição de bispo é o episcopado
por esse motivo são palavras menos
usuais palavras menos comuns que
exatamente por terem sido menos usadas
na língua Ou por terem sido empréstimo
tardio né a gente ter
mais tarde recorrido essas palavras no
grego e no
e no latim essas palavras ficaram aí
na nossa língua lado a lado com a
palavra Bispo que é uma um
desenvolvimento vamos dizer assim um
desenvolvimento
que marcam uma série de variações uma
série de fenômenos linguísticos uma
série de fenômenos fonéticos que foram
se sobrepondo até que a forma
episcopus tenha virado Bispo em
português a gente tem muitos exemplos
como esses esse apenas um deles tá um
outro exemplo bastante interessante é de
como a gente conseguiu a palavra chão em
português né a palavra chão vem de
planos em latim né planos que no latim
vulgar
variava com plano Então já havia uma
variação linguística nesse nesse tempo
Em algum momento aí entre o latim vulgar
e o português arcaico a forma planum é a
forma que vence nessa digamos essa
disputa e a plano vira plano lá no vira
cháno provavelmente houve uma
simplificação aí das palavras que tinham
dos dos encontros consonantais né plcl
né e TL então
plano virou provavelmente alguma coisa
próxima de Shannon já não virou
e chão virou chão e aí a gente assim a
gente conseguiu a palavra chão né com
essa pronúncia que se normalizou na
escrita dessa maneira que a gente tem
hoje então daí a gente vê como é que a
palavra planos
lá do latim virou chão em português foi
pouco a pouco foi por conta das
variações
da língua então tudo isso mostra para a
gente é reforça essa ideia de que as
variações são naturais na língua nas
línguas e as línguas naturais pressupõe
variabilidade e essa variabilidade com o
tempo com o passar do tempo vai fazendo
que essas línguas se modifiquem
Além disso
existe o fato do contato linguístico né
porque as línguas não se apresentam e
não existem de maneira isolada elas não
estão isoladas no vácuo as línguas não
são
não são faladas e não existem em bolhas
elas
as pessoas que falam essas línguas tem
contato umas com as outras e cada vez
mais contato né com a facilidade de
formas de comunicação que a gente tem
hoje em dia cada vez maior essa
possibilidade de comunicação e de
contato entre as pessoas o contato entre
as línguas também
tende a crescer cada vez mais e isso faz
que as aquilo que a gente poderia pensar
como fronteiras linguísticas
sejam
redefinidas ou sejam muito diferentes
se aquelas de fato
existem não é mas essas fronteiras
seriam muito diferentes das Fronteiras
dos países serem muito diferentes das
Fronteiras
geográficas dos países né e das regiões
essa essa comunicação esse contato entre
as línguas são a gente nota por vários
fatos linguísticos por vários fenômenos
um deles que a gente tem é um fenômeno
dos empréstimos
então é a
quando sempre que a gente
tem uma palavra nova um termo novo um
conceito diferente né bastante comum que
a gente
é
Receba essa palavra que já é usada em
outro contexto no contexto de outra
língua em português a gente tem aqui
alguns exemplos né
tem a palavra
slide que emprestada para o português né
E cria a palavra slide ou slide
de maneira que a própria maneira a
própria forma como a gente pronuncia
essa palavra já denuncia que a palavra
já foi
nativizada sempre que a gente faz um
empréstimo a gente toma emprestado uma
palavra de outra língua né nem sempre
essa palavra que a gente toma de outra
língua é ela
encaixa na nossa maneira de pronunciar
Nossa maneira de falar então muitas
vezes a gente precisa fazer aquilo que
alguns estudiosos chamam de tradução
fonológica essa tradução fonológica é
feita através de estratégias de
nativização de palavras estrangeiras
para que essa palavra estrangeira seja
ela caiba nessa nessa maneira Nossa de
pronunciar que tem os sons que nós temos
que tenha né as combinações possíveis
Então se a gente pensa numa palavra como
kimono em japonês essa palavra funciona
melhor nas nossas
relação a nossa maneira de pronunciar do
que uma palavra como slide
não funciona muito na nossa maneira de
pronunciar por isso é que a gente
modifica menos uma palavra como kimono
para kimono e modifica mais uma palavra
como slide para slide ou algumas pessoas
pronunciavam siláide né então siládio
slide ou slide alguma coisa desse tipo
uma coisa parecida acontece com spray
então spray também em
na nossa na nossa no nosso uso em
português
spray se diz spray
spray alguma coisa desse tipo você vê
que a gente tanto nativiza essas
palavras que elas inclusive cabem nas
nossas variedades internas né então um
vai dizer spray é um vai dizer spray
outro vai dizer spray
não vai dizer slide outro vai dizer
slide e assim sucessivamente uma palavra
como Facebook uma palavra como Facebook
também não cabe na nossa na nossa
maneira de pronunciar então a gente
nativiza isso geralmente né para
Facebook né algumas pessoas até diminuem
mais ainda palavra para ficar mais
curtinha Face né então a gente nativiza
as palavras e que a gente toma como
empréstimo de outras línguas a gente
toma empréstimo a gente pode
virtualmente tomar empréstimo de
qualquer língua
é muitas palavras que a gente tem na
verdade em português são emprestadas do
Tupi São emprestadas de do Árabe são
emprestadas do inglês do francês do
Japonês então Há muitas
esse contato linguístico
ele é muitas vezes observado por pelas
por empréstimos que passam por
estratégias de nativização então
em algumas pessoas
ficam preocupadas com a maneira de
pronunciar certas coisas né os nomes das
redes sociais nomes de marcas e a gente
vê né muita algumas pessoas preocupadas
não mas essa marca como é que eu vou
pronunciar essa marca aquela outra marca
e eu não sei dizer esse som nessa outra
língua Será que eu tenho mesmo que fazer
essa essa modificação
na verdade quando Como eu disse né
quando a gente faz essa esse empréstimo
a gente nativiza a gente cria uma
palavra baseada naquela que a gente
Tomou emprestado então é basicamente
slide em português é slide assim como
Facebook em português e Facebook né o
Face alguma coisa desse tipo
essas palavras estão em português tanto
é que com o tempo elas aparecem Elas
começam a aparecer nos nossos
dicionários né tanto quanto mais a gente
vai usando quanto mais elas vão cabendo
na nossa forma articulatória na nossa
maneira de falar né tanto mais elas vão
fazendo parte também do nosso do nosso
léxico do nosso conjunto de palavras
é outra questão outros fatos
importantes que a gente pode
apontar aqui nos no contato linguístico
são as situações de bilinguismo de
multilinguismo
existem
tanto o caso de pessoas que falam mais
de uma língua tem uma uma língua materna
e aprendem outra língua e desenvolvem
uma habilidade de
[Música]
comunicação
nessa segunda língua é que é
maior ou que é menor que é melhor ou não
tão boa mas enfim é que utilizam
frequentemente
duas línguas e às vezes existem
assim olhando para o mundo descrevendo
algumas regiões em algumas regiões que a
gente tem situações da verdade de multi
linguismo em que as pessoas falam
normalmente mais do que até duas línguas
né
Isso é não é tão incomum assim como se
possa pensar né tudo isso
essa essa esse contato todo com certeza
cria uma relação
dessa pessoa dessas pessoas dessas
comunidades com essas línguas que é
bastante diferente então existem fatos
muito curiosos que acontecem de
transferências entre línguas né entre
essas línguas
existem inserção de termos de uma língua
dentro de outra língua que é o que a
gente chama de
sweeting na tradição da pesquisa
em segunda língua em sócio Mística em
contato linguístico que é justamente
isso a gente usar uma palavra ou uma
expressão de outra língua é
falando nossa língua por exemplo se
tiver falando em português e utilizar um
termo em inglês uma expressão em francês
uma expressão em espanhol que denote
essa situação de bilinguismo
né isso isso é aquilo que tem sido
chamado aí de coach sweeting essa
mudança de código eu mudo o código
enquanto eu estou falando enquanto eu
estou usando
e nesse contexto também do contato das
línguas existe aquilo que se chama
língua Franca né língua Franca seria uma
língua utilizada como meio de
comunicação entre pessoas que não
possuem a mesma língua materna
hoje em dia não resta dúvida de que o
inglês é uma língua Franca é uma língua
utilizada por pessoas que têm
diversas línguas maternas diferentes né
e que não conseguem utilizar não
consegue se comunicar utilizando essas
línguas maternas então recorrem a uma
terceira língua
para que essa comunicação seja feita
o caso de
da Índia né Durante algum tempo durante
bastante tempo em inglês foi uma língua
Franca que possibilitou a comunicação
entre
diversos povos que tinham línguas
diferentes na Índia na Índia tem a
muitas tem centenas de línguas né então
durante muito tempo em inglês foi usado
como língua Franca Até que foi
finalmente instituído como segunda
língua né como língua de trabalho língua
de comunicação E aí passou-se a usar o
inglês na educação passou a usar o
inglês em diversas
diversas questões mais formais e
que tem a ver com o país né como um todo
Para justamente ajudar essa comunicação
mas com
durante o os anos né muitas diversas
outras línguas nos séculos muitas outras
línguas também algumas outras línguas
foram
a língua Franca regionalmente
e a gente nota isso por exemplo na época
de Alexandre o Grande né que
expandiu aí com as suas conquistas
a
helenizou né
grande parte do mundo conhecido na época
então o seu domínio ia da Europa
atual Grécia até o norte da África
passava pelo pelo oriente médio né O que
a Turquia né conhecida como Ásia menor
né então
todo esse mundo conhecido na época todo
em torno do Mediterrâneo é falava grego
mas não falava o mesmo grego
necessariamente como a gente viu as
línguas possuem variedades né e é essa o
grego utilizado como língua Franca
chamado de koiné por alguns né o grego
que o grego comum era
em sendo língua Franca tinha também
variabilidade né até mesmo as línguas as
línguas
Franca também tem as línguas Frank né as
línguas francas tem variabilidade tanto
pelo substrato né pela tanto pela pela
bagagem da pessoa que aprende essa
língua pelo fato das transferências da
língua materna
como também pelo pela própria
característica da língua de já ser
variável já já ter esse essa questão da
variabilidade outra questão importante
para tratar no tocante a ao contato
linguístico são os pidgens e os crioulos
e os crioulos é uma forma de comunicação
entre dois povos que não falam a mesma
língua pela simplificação
dessas pela mistura dessas duas línguas
às vezes até demais línguas mas uma
mistura simplificada dessas línguas que
não constitui uma língua completa então
é essa essa questão prática nessa
tentativa prática de comunicação
de povos que falam línguas diferentes
pela simplificação
a gente nota pidgens sendo desenvolvidos
é
baseados no francês né as tentativas de
comunicação dos Franceses com
os nativos de determinados localidades
na América Central na América do Sul na
África
pides também baseados em português para
essas tentativas de comunicação entre os
portugueses e
determinados
determinados povos
de localidade na África e também na no
norte da América do Sul e na América
Central
do inglês enfim há vários tipos né de de
pittgens agora quando essa essa
tentativa de comunicação entre esses
dois povos misturando essas línguas
simplificando tudo isso quando isso se
torna língua uma língua sistematizada
uma língua completa quando
surgem os filhos dessas desses primeiros
dessas pessoas que estão ali tentando se
comunicar nascem e começam a falar essa
língua isso se torna isso se
torna uma língua crioula
E aí nesse caso a gente tem diversas
línguas crioulas ou o próprio
papinhamento
o francês o do Haiti a
línguas crioulas na no norte da América
do Sul
Suriname tem línguas crioulas
a região né das guianas no norte da
América do Sul também na África há
diversos crioulos de base francesa de
base
holandesa de base portuguesa né de base
espanhola misturas né dessas línguas
todas como caso do papiamento
e isso é talvez a
prova
a demonstração mais
Cabal dessa desse relacionamento desse
contato linguístico do que pode
acontecer quando línguas entram em
contato né quer dizer os falantes de
línguas diferentes
entram em contato Então tudo isso pode
acontecer desde o empréstimo até mesmo a
criação de um né de uma língua
que surge a partir da mistura de línguas
diferentes com a simplificação dessas
línguas
então
o X da questão
é que como a gente disse né desde o
início as línguas naturais
contém variação então durante bastante
tempo as pessoas
não não se deu
não se deu a devida a devida atenção a
esse a esse fato e as variações das
línguas os sotaques as diferenças
lexicais as diferenças de falar
das línguas foram vistas de maneira
negativa né como uma fuga a um padrão
e a gente vê que isso não essa
variabilidade nas línguas não começou
ontem
isso não é uma coisa que só acontece em
português né isso acontece em qualquer
língua natural e a gente vê isso até com
relação à línguas muito antigas porque a
gente tem indícios em textos históricos
dessas variações dessas variabilidade
dessa variabilidade
a gente tem os próprios estudos de
ortoépia né que seria ortoépia seria a
forma correta de se pronunciarem as
palavras iniciando aí como remontando os
sofistas gregos no século quarto antes
de Cristo quer dizer
se havia se havia textos
se eram escritos textos
indicando a forma correta de se falar né
fale assim não fale assado isso quer
dizer que havia variação isso quer dizer
que havia pessoas havia formas
concorrentes mas essas formas
concorrentes eram vistas como erros
Apenas não eram vistas como parte da
variabilidade da língua
então a havia uma tentativa de
direcionamento da maneira como as
pessoas deveriam todas falar como se
alguém dissesse chegar assim agora né
você não pode mais falar aipim você tem
que falar mandioca não pode falar
macaxeira tem que falar mandioca porque
essa é a forma correta as outras formas
estão erradas
né e começar a se a fazer esse tipo de
esse tipo de
determinação
então o estudo Esse estudo que não vê as
formas variantes de maneira negativa
sim Esse estudo é mais recente mas a
variabilidade das línguas que se
apresenta por meio da fala isso não é
recente isso é tão antigo como a fala a
própria fala em si né outra questão que
a gente tem ainda mais antiga é da
gramática de Panini né no século quinto
antes de Cristo
recomendando maneiras de se falar né de
se pronunciar de se construírem as
palavras se construírem as frases porque
o objetivo aqui era um objetivo
religioso relacionado às práticas induz
então é havia uma uma visão de que a
variabilidade linguística variabilidade
trazida pela fala nesse contexto
é era negativa né então mesmo estudo que
é tido né o conjunto de lá de Panini na
verdade é a é a compilação de vários
estudos anteriores né de tradições orais
anteriores
é tudo isso retrata uma visão negativa
da variabilidade Mas mesmo retratando
uma visão negativa da variabilidade
mostra para a gente que havia essa
variabilidade
retrata essa variabilidade E se a gente
pensar sobre as línguas bíblicas se a
gente pensar sobre o antigo e o novo
testamento bom a gente já viu que no
antigo testamento
em juízes por exemplo Houve essa essa
questão aí do teste do X né do chipolete
e do simbolete e que com base nisso as
pessoas Ao serem identificadas pela sua
maneira de falar elas eram diferenciadas
né E como é o contexto ele era um
contexto de conflito essas pessoas eram
inclusive mortas
no contexto do novo testamento a gente
tem o exemplo lá de Pedro que foi
reconhecido como Galileu pela sua
maneira de falar
Ou seja
no Antigo e principalmente no Novo
Testamento a gente nota um contato
linguístico bastante complexo Essa é a
posição de muitos estudiosos é alinhados
né com com a linguística e a pesquisa de
inscrições
por meio da arqueologia né e diz estudos
do próprio texto também de comparações
com o próprio texto bíblico então muita
coisa tem sido
estudada muita coisa tem sido descoberta
com relação a esse contexto linguístico
do novo testamento e alguns autores como
e
do bites tem
defendido isso defendido justamente essa
ideia de que o contexto linguístico
da região da província Romana da Judeia
na época do primeiro século Era bastante
complexa né não era tão simples assim
não era uma língua todo mundo
falavaramaico era um tipo só de aramaico
era uma língua é as línguas são
monolíticas né são blocos homogêneos
Muito provavelmente segundo segundo
esses
segundo esses autores Muito
provavelmente havia pelo menos quatro
línguas
em contato naquela naquela época o latim
que era a língua do império né grego
comum grego CNI o hebraico que era
especialmente a língua é do texto
bíblico a língua religiosa enfim e o
aramaico também que era uma língua de
espécie de língua Franca local então o
grego comum o grego CNI era uma espécie
de língua Franca para todo o a toda a
região que havia sido helenizada
havia sido conquistada por Alexandre o
Grande e portanto era uma língua
importante de
comunicação e de comércio
entre as os povos que estavam ali no
entorno do Mediterrâneo ao mesmo passo
que ao mesmo Da mesma forma que o
aramaico parece ser uma língua parecia
ser uma língua uma espécie de língua
Franca também utilizada
a leste né do Mediterrâneo na região da
Judeia da Síria e regiões próximas né
das províncias
romanas da Judeia e da Síria agora tem
uma outra questão quando a gente fala de
Latim havia variedades no latim quando a
gente fala de grego havia variedades do
grego de fala de hebraico havia
variedades no hebraico quando a gente
fala de aramaico havia variedade porque
eram todas as línguas
todas elas se tratam de línguas naturais
né então havia variabilidade
tanto é que Pedro foi reconhecido é pela
sua forma de falar a fala como diz o
texto da NVI
o seu modo de falar te denuncia né Essa
forma de falar denuncia você
então volto a pergunta né retorno aí a
pergunta Inicial quem é que vai passar
então no teste do X
que teste do X seria esse se a gente for
trazer para nossa
reflexão de hoje né o teste do X pode
ter a ver com a questão dos gileaditas e
dos efraimitas mas o teste do X também
pode ter a ver com essa ideia da de que
as línguas são variáveis né
O que seria passar então no teste do X
seria entender que nenhuma língua é um
bloco homogêneo
estático quer dizer nenhuma língua
natural
é totalmente padronizada em todas as
pessoas daquela que falam aquela língua
falam da mesma maneira utilizam aquela
língua da mesma maneira na sua forma de
pronunciar na sua forma de
na sua forma de formar nessa maneira de
formar as palavras de nomear as coisas
os eventos os
situações as ações
a variação isso é normal isso é natural
Além disso as línguas não são estáticas
porque elas não permanecem da mesma
maneira para sempre se assim fosse ainda
hoje a gente falaria latim né Não é esse
o caso é justamente porque as línguas
variam
e essa variação vai dando origem a
modificações da língua mudança na língua
que hoje a gente fala da maneira como a
gente fala com toda variabilidade que
existe né houve mudanças que a gente
consegue retratar se a gente comparar a
língua de hoje com a língua de séculos
atrás Então as línguas não são um bloco
homogêneo e nem um bloco estático
entender isso é
é também passar aí no teste do X bom
vamos ver
aqui se vocês têm perguntas
vamos ver se vocês têm perguntas sobre
esse esse nosso assunto de hoje podem
colocar aqui as perguntas no nosso nos
nossos comentários para a gente
responder para a gente tratar
talvez aí de alguns desses assuntos
é um tema realmente bastante necessário
é um tema bastante necessário eu eu sou
suspeito gosto muito desse tema né Acho
muito interessante
não só na questão das línguas
naturais contemporâneas né Não só na
questão das línguas é de hoje em dia
mais
nesse tendo essa ideia né tendo essa
ideia de que a
essa observação das línguas hoje
e também a observação dos resultados
de vários né de vários achados de vários
[Música]
de vários desdobramentos aí da de
estudos de inscrições e de estudos
arqueológicos a gente tem notado que
também as línguas antigas possuíam
[Música]
essa variabilidade
né Isso não é uma coisa que surgiu como
eu já disse não é uma coisa que surgiu
ontem isso é uma coisa bastante
bastante comum nas línguas e em que
medida isso pode ajudar a gente
a a entender né Em que medidas pode
ajudar a gente na leitura isso pode
ajudar na medida em que a gente entende
melhor o contexto
da época né
entende também o contexto de produção de
determinados textos
é entendendo que havia variabilidade a
gente entende se havia contato
linguístico a gente relaciona essas
questões esses fatos históricos e fatos
contextuais aos próprios fatos
linguísticos que estão ali apresentados
na escrita do texto né olhar para um
texto escrito em interpretar esse texto
não não é somente ler e traduzir
as suas palavras mas entender como
Aquela língua se comporta na forma como
ela se manifesta na fala das pessoas
dá para gente uma visão mais Ampla dá
para a gente uma visão mais
uma visão mais adequada
de como aquelas comunicações de como
Aquela comunicação
se dava
entender então a
questão lá do
inclusive sobre a questão do chibolete
né É questão do chibolete e simolete a
diversas
há várias outras
outros exemplos inclusive de conflitos
em que as pessoas foram identificadas
dessa maneira né Foram identificadas
pela fala
né Inclusive inclusive aqui mais próximo
né no Brasil
houve aí no final do século XIX
início do século 20 se eu não me engano
é uma situação em que
brasileiros e brasileiros identificavam
os uruguaios pedindo que eles
pronunciassem certas palavras né do
português
pauzinhos né Vocês podem ser assim
pauzinhos alguma coisa assim eles eram
identificados né pronunciar a palavra
região
também eram identificados então isso
aconteceu
aqui próximo
o mundo todo várias outras
vários outros exemplos né de Então esse
termo tipo
em inglês né passou a ser utilizado como
como
descrição de uma de uma situação como
essa né em que
pessoas podiam ser identificadas pela
sua maneira de fala especialmente num
conflito numa numa situação de conflito
muito bem pessoal Então esse é o nosso
tema de hoje né Acho que o pessoal é
[Música]
pessoal não não tem mais perguntas e nem
e nem comentários Então esse é o nosso
tema de hoje é a nossa
a nossa sugestão aí para que você
reflita sobre as variações né certamente
você já já em algum momento pensou sobre
os sotaques as diferenças de
como as pessoas no mesmo país falam né
isso repito não é algo que acontece só
no Brasil em qualquer língua a gente a
gente percebe variabilidade se a gente
olhar para o inglês a gente tem várias
regiões
de variação né algumas pessoas
imaginam o inglês britânico inglês
americano os ingleses britânicos os
ingleses americanos né e várias outras
várias outras possibilidades que a gente
tem no mundo então no
próprio contexto dos Estados Unidos há
várias possibilidades a vários
muitas formas é muitas variedades né o
Canadá igualmente na Austrália
igualmente no Reino Unido igualmente né
em várias regiões da Inglaterra na
Escócia na Irlanda do Norte há muitas
variantes do inglês a mesma coisa
acontece com o português de Portugal que
também tem muitas variedades
português de Angola português
de Cabo Verde o espanhol também tem
muitas regiões dia letais
um argentino não fala como um chileno
que não fala como um venezuelano que não
fala como um mexicano que não fala como
um espanhol de Madrid e assim
sucessivamente né então há várias
em todas as línguas que a gente notar
até em línguas faladas em locais menores
por um número menor de pessoas também
tem variação a gente falou aqui em uma
das aulas sobre o caso curioso do
armênio né que tem duas
duas jaletos principais o armênio
oriental e o armênio ocidental é
então não é o caso de que um país tenha
que ter muitos muitos milhões de
falantes né
para que haja variabilidade caso também
dos países nórdicos né Noruega a tem
muita variabilidade
a Alemanha tem muita variabilidade
também então países pequenos e países
grandes tem variação línguas que são
faladas em países que têm território
pequeno ou território grande
uma uma população menor ou maior tem
igualmente essa variabilidade que é
natural
Então você já deve ter percebido essa
essa questão e nossa nosso Nossa
sugestão de hoje é a reflexão acerca
disso acerca do
teste do X e espero que todo mundo passe
nesse teste entendendo justamente essa
questão
da variabilidade e da mudança nas
línguas que é natural entendendo isso e
aplicando isso também para o A reflexão
dos contextos do contexto linguístico
das línguas originais inclusive do novo
testamento tá e na nossa próxima aula
nós vamos falar de um outro tema também
é na linguística que é
o tema texto bem estruturado pensamento
alinhado então na nossa próxima aula a
gente vai falar sobre
a O que é o texto como o texto se
estrutura como é que a gente reconhece
as estruturas do texto como é que elas
se relacionam com o nosso pensamento
Será que nosso pensamento anda bem
alinhado será que os nossos textos andam
bem estruturados conhece os coerentes
como é que isso como é que isso se
processa então se você tem curiosidade A
esse respeito você é meu convidado para
Na próxima quinta-feira a gente tratar
desse assunto não se esqueça se você
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conhecimento também tá bom pessoal então
a gente se vê na quinta-feira que vem
falando sobre o texto bem estruturado
pensamento alinhado até lá

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