Linguagem, Fé e Comunicação: Quem é que vai passar no teste do xis? | Leandro A. | IBNU | 05
13/10/2022
Linguagem, Fé e Comunicação: Quem é que vai passar no teste do xis? | Leandro A. | IBNU | 05
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[Música] Olá pessoal sejam todos muito bem vindos a esse momento aqui as quintas feiras em que a gente fala sobre linguística sobre temas relacionados à linguagem no nosso curso linguagem fé e comunicação e hoje nessa quinta aula do nosso curso a gente vai abordar o tema quem é que vai passar no teste do X mas que Teste será esse né Será que vai ser um alguém algum carioca que vai avaliar aí o x ou será que a gente vai ter aí um Catarinense ou então um paraense avaliando o x das pessoas ou será um mineiro avaliando x ou será um Paulista avaliando X ou será um gaúcho avaliando o x do pessoal como é que será que essa coisa vai acontecer aí na verdade é no período do juízes da aproximadamente 1300 Anos Antes de Cristo o relato texto bíblico relata em juízes 12 dos Versículos de 1 a 6 um conflito que aconteceu e a uma relação aí com a que tem relação com variedades linguísticas tem relação aí com variantes da língua falada naquele local diz assim o relato bíblico os homens de Efraim foram convocados para a batalha dirigiram-se para zafon e disseram a Jefté Por que você foi lutar contra os amonitas sem nos chamar para irmos juntos vamos queimar a sua casa e você junto quer dizer a coisa ficou mesmo sério aqui né a gente até respondeu eu e meu povo estávamos envolvidos numa grande Contenda com os amonitas e embora eu tenha chamado vocês não me livraram das mãos deles quando vi que vocês não ajudariam arrisquei a vida e fui lutar contra os amonitas e o senhor me deu a vitória sobre eles e por que vocês e por que vocês vieram para cá hoje para lutar contra mim Jefté reuniu então todos os homens Gileade e lutou contra Efraim o gileaditas feriram os efraimitas porque existiam dito vocês de leads são desertores de Efraim e de Manassés o geleditas tomaram as passagens do Jordão que conduziam a Efraim sempre que um fugitivo de Efraim dizia deixe-me atravessar os homens de Gileade perguntavam você é para imita se respondessem que não diziam Então diga chibolete se ele dissesse se bolete sem conseguir pronunciar corretamente a palavra prendiam e matavam no lugar de passagem do Jordão 42 militas foram mortos naquela ocasião então aqui a questão do teste do x nesse sentido aqui de Juízes 12 esse conflito que aconteceu era uma diferenciação que se fazia uma identificação que se fazia da origem né da relação da pessoa é ali no local de passagem mediante a maneira como essa pessoa pronunciava uma determinada palavra nem a palavra em questão era essa palavra aqui chibolete no chibolete é que segundo os estudiosos pode significar espiga de milho ou até de trigo ou então corrente de águas de maneira que aqui a questão era fonética os efraimitas não pronunciavam esse primeiro som com som de X né do nosso dizendo assim na nossa maneira mais é mais comum mais clara não pronunciavam esse som de X como chibolete então eles pronunciavam simbolete e nessa nessa ocasião eles eram identificados Então como efraimitas e portanto é o povo contra quem hoje ele aditas estavam tendo esse conflito né E esse e esse problema mas por que é essa questão toda envolvendo a linguagem porque essa discriminação essa diferenciação é possível ela é possível justamente porque a fala identifica né a fala serve também para nos identificar eu mesmo toda vez que abro a minha boca aqui em São Paulo eu sou identificado como carioca aquilo de fato só a língua tem a toda língua natural tem essa variabilidade e a variação essas variantes da língua identificam o falante individualmente então quando alguém começa a falar a gente identifica essa essa fala como sendo de uma pessoa específica mas a fala também identifica o grupo ao qual essa pessoa está aí afiliada ou grupo é ao qual essa pessoa pertence e a gente vê isso não só no antigo testamento no Novo Testamento a gente também tem um exemplo de desse teste do X né dessa variação aí dessa variabilidade e os Evangelhos sinóticos Mateus Marcos e Lucas nos registram quando a Pedro vai negar Jesus os Evangelhos sinóticos especialmente Mateus registra que essa essa identificação direita né Pedro foi identificado pela maneira como ele falava então vejamos aqui Mateus 26 dos Versículos 69 a 73 especialmente com atenção especial ao último Versículo vejamos Pedro estava sentado no pátio e uma criada aproximando-se dele e disse você também estava com Jesus O Galileu mas ele o negou diante de todos dizendo não sei do que você está falando depois saiu em direção a porta onde outra criada viu o viu e disse aos que estavam ali este homem estava com Jesus o Nazareno e ele jurando o nego outra vez não conheço esse homem pouco tempo depois os que estavam por ali chegaram a Pedro e disseram certamente você é um deles o seu modo de falar o denúncia e de forma bem parecida Marcos também registra de novo ele negou pouco tempo depois os que estavam sentados ali perto disseram Pedro certamente você é um deles você é Galileu então ele foi identificado como é alguém da mesma região que Jesus ele foi identificado como alguém que era próximo a Jesus que era relacionado a Jesus que tinha identificações com Jesus e até mesmo identificações linguísticas né a forma de falar também identifica Lucas também de forma parecida registra cerca de uma hora mais tarde outro afirmou certamente esse homem estava com ele pois é Galileu embora Marcos e Lucas não é afirmem não falem sobre a identificação em ter sido feita pela fala a fala é sem dúvida uma das formas mais comuns e mais primárias de a gente identificar as pessoas como eu disse antes né tanto como indivíduos individualmente a gente fala diferente a gente a nossa fala tem características diferentes e também a fala nos identifica como sendo parte quando como fazendo parte de um grupo de um grupo de fala É mesmo dentro de uma língua a gente nota essa essa variabilidade a gente diz que as línguas naturais variam e mudam então esses dois temas são temas muito importantes no estudo de qualquer língua e também é obviamente no estudo da linguística a variação e a mudança talvez você já tenha ouvido falar sobre variação linguística e mudança linguística e hoje a gente vai ver aqui alguns exemplos e ver como é que isso é e o que isso pode nos como isso pode nos ajudar também a interpretar o contexto aqui envolve aí as línguas tanto as línguas contemporâneas como também as línguas antigas especialmente aí as línguas originais do texto bíblico como eu acabei de dizer né as línguas naturais variam e mudam e essas é variantes linguísticas se apresentam se manifestam por meio de formas concorrentes então é na língua vão aparecendo formas que são usadas ao mesmo tempo né Por falantes diferentes às vezes até mesmo pelo mesmo pelo mesmo falante em ocasiões diferentes até que muitas vezes uma dessa forma uma formas né Às vezes até mais do que duas formas uma dessas formas se fixa na língua e a outra o as demais caem em desuso e se tornam formas arcaicas Então isso é quando isso acontece né enquanto as formas estão ali competindo entre si enquanto as formas estão sendo usadas de maneira em conjunto de maneira conjunta a gente a gente fala sobre elas como variação a gente estuda essas formas como parte da variação da variação linguística quando uma forma se fixa e a outra ou as outras caem em desuso a gente chama esse processo de mudança linguística então a gente diz que houve uma mudança linguística quando é uma de mais formas concorrentes se fixa na língua em detrimento das outras e assim as línguas vão se modificando assim as línguas vão mudando características de sons né características fonéticas vão mudando características de formação das palavras de características que a gente chama de morfológicas vão mudando até mesmo a maneira de organizar as palavras nas frases no discurso que como a gente chama é mudanças sintáticas vão mudando vão mudando também é Lex de maneira lexical quer dizer qual é a palavra utilizada com o termo utilizado para se referir a determinada coisa e nesse meio tempo muita coisa acontece quando a gente olha para a língua para qualquer língua em um determinado momento a gente observa essas essas mudanças essas variações e só daqui alguns exemplos de desse estudo no contexto do Brasil a gente tem aqui alguns nomes bastante importantes é que na história desse desse tipo de estudo é o primeiro nome aí que se destaca é o nome de Amadeu Amaral que é reconhecido como o primeiro o primeiro tólogo primeiro de electologista brasileiro então ele publica em 1920 o livro chamado dialeto caipira e é defende que as os estudos precisam ser feitos no local onde essas essas variedades existem então não se devem publicar estudos você devem fazer estudos apenas com uma observação à distância e ele reconhece né esses primeiros intelectólogos reconhecem a dificuldade disso nesse momento no Brasil a gente tá falando aqui do início do século passado década de 20 Então é isso essa dificuldade é também faz parte dessas descrições Mas de fato já desde o início registra-se essa essa necessidade de que os as variantes as variações sejam registradas em bloco né então surge esse pensamento essa ideia da viagem a campo para se fazerem esses registros né para se fazerem essas descrições de maneira mais adequada e mais próxima outro nome muito importante um dos nomes mais importantes no estudo das variedades do português do Brasil é o nome de Antenor Nascentes Antenor Nascentes Teve uma grande assim um grande importância tanto em termos de publicação como também em termos de atuação de ensino sobre as variedades do português do Brasil Antenor Nascentes publica em 1922 o livro linguajar carioca e lança bases né um outro material que ele publica base para a elaboração de um Atlas linguístico do Brasil que ele publica em dois volumes o primeiro em 1958 segundos em 1961 até normacentes apresentou uma divisão de aletar uma proposta de divisão de letal do Brasil já em 1922 e essa e essa divisão capital do Brasil é utilizada posteriormente né por muitos outros estudiosos é das variedades do português do Brasil né outro nome que também se destaca no estudo das variedades do português do Brasil o nome de Serafim da Silva Neto é que teve uma importância além das suas publicações também é na criação de meios e na sustentação dessas ideias em vários colóquios em várias ocasiões em diversas cidades Serafim da Silva Neto expõe né Essa necessidade e urgência de se estudarem os nossos falares como ele disse em 1954 em São Paulo no segundo Coloque os estudos brasileiros e como ações práticas ele ele publica em 1955 guia para estudos de eletrológicos com essa preocupação de que pessoas fossem formadas para fazer esses estudos né das variedades do português do Brasil registrassem essas diferenças e ele fundou o Centro de Estudos de geletologia brasileira no Museu Nacional no Rio de Janeiro então a gente nota aqui que no a partir da segunda década do século 20 começa a surgir essa essa preocupação essa esse interesse em se estudarem as variedades do português do Brasil é e a pergunta que alguém pode fazer porque esse interesse não surge antes né por muito tempo a variação as variações de uma língua foram vistas como uma um corromper dessa língua né uma espécie de corrupção dessa língua então é o foco principal era a prescrição gramatical de como se deveria dizer em vez da do estudo e da descrição dessas variantes depois de Serafim da Silva Neto vou fazer um salto né para a década de 90 a década de 1990 e aí um nome que se destaca o nome da Professora Suzana Cardoso que foi responsável aí pelo projeto chamado alívio projeto de Atlas linguístico do Brasil né havia até a década de 1990 alguns estudos locais então havia aí é um Atlas feito na Bahia sobre o português da Bahia havia um atlas do português Mineiro havia outras descrições ali também descrições no Rio de Janeiro e a ideia da Professora Suzana é que a houvesse pontos e houvesse houvesse estudos de Campo estudos in loco Como era a preocupação né É em diversos pontos tanto nas capitais como cidades do interior de norte a sul no Brasil da Costa até o interior os limites a oeste do território nacional que tivesse né que o que houvesse Esse estudo em todos os estados Em vários pontos de todos os estados é para que a gente descrevesse Como de fato as pessoas falam como é essa essa variação É como essa variabilidade da língua chamada e conhecida como português do Brasil é com a o falecimento da Professora Suzana Cardoso a professora já ser a mota assume a presidência do projeto do atletismo do Brasil que ainda está em curso né várias publicações já no sentido de se demonstrarem o que a gente chama de cartas linguísticas né que são mapas em que se demonstram ali as variações então há vários tipos de carta um exemplo de carta que a gente pode colocar que carta mapa tá quando a gente fala de carta vou aumentar aqui um pouquinho embora ainda esteja pequeno né esse é um exemplo de carta que mostra a variação no português do Brasil dá da pronúncia E é em posição como a gente chama a posição pretônica né então palavras como é palavras como relógio e relógio né então que em que locais aqui a gente tem apenas as marcações das capitais mas existem dados de muitas outras cidades né então é como Nessas cidades em termos de em termos de percentuais Então qual o percentual de pronúncia e numa palavra como relógio por exemplo e como é o percentual de pronúncia de é uma palavra como relógio ou relógio né seria então como essa carta a várias outras várias outras mapas que demonstram é pronúncia léxico né variação lexical que são palavras diferentes usadas para retratar a mesma mesmo objeto a mesma ação então é há vários Esse estudo aqui ainda está em andamento tá ainda vários estudos Há muitos dados que já foram colhidos tá então já foram colhidos aí desde final da década de 90 década de 2000 foram colhidos muitos dados não sei se ainda estão colhendo dados Provavelmente sim mas há muito ainda a ser feito com os dados que já foram colhidos em termos de descrição em termos de de apresentação né desses dados em termos de publicação a sede desse projeto atualmente é junice nem atualmente é na Universidade Federal da Bahia e há várias publicações sendo ainda hoje lançadas teses dissertações sendo orientadas monografias e vários outros artigos sendo produzidos a partir desses dados então para a gente ficar aqui não ficar só em nomes e datas vamos ver alguns exemplos de variação no português do Brasil vou começar aqui com a variantes fonéticas né maneira de pronunciar as palavras de norte a sul de Leste a oeste do nosso país Então se a gente por exemplo toma a palavra conhecer né eu pronuncio essa palavra conhecer mas há muitas maneiras de pronunciar essa palavra e que a gente tem diversas transcrições fonéticas meio diferentes aqui né Então essa palavra se a gente observar a maneira como ela é pronunciada no Brasil tem gente que pronuncia conhecer como essa primeira aqui tem gente que pronuncia conhecer tem gente que pronuncia conhecer então há várias pronúncias para mesma palavra isso aqui é um exemplo de variação fonética né então na maneira como a gente articula as palavras existe uma variabilidade muito significativa que a gente pode descrever em diversas áreas do país além dessa dessas variações de pronúncia a gente também tem variações lexicais né é às vezes até dentro do mesmo estado cidades vizinhas tem variações lexicais usam palavras diferentes para descrever a mesma a mesma coisa né é um exemplo para quem é do Rio e de Niterói conhecido caso do joelho e do italiano o conhecido caso também do biscoito e da bolacha ou da bolacha né é outro conhecido caso aí do Aipim que é a mesma coisa que a mandioca que é a mesma coisa que é macaxeira E também o caso da tangerina que pode ser mexerica em alguns lugares e a Bergamota em outros lugares é a tange a laranja cravo é Enfim uma infinidade de outros nomes então esses são também exemplos de variações lexicais são termos que são observados ao mesmo tempo termos que coexistem na língua então no caso das variações fonéticas a gente tem Todas aquelas pronúncias em curso hoje em dia coexistindo na língua no caso das variações lexicais a gente tem todas essas palavras sendo usadas para se referirem a mesma ao mesmo objeto a mesma coisa a mesma ação mesmo a situação de maneira a coexistirem também né agora também existem quando Como eu disse no início né quando a se eu tenho diversas formas competindo e uma dessas formas passa a ser a forma fixa a forma que se fixa na língua e as outras caem em desuso eu tenho então um exemplo de mudança linguística E aí eu trouxe aqui alguns tipos de mudança linguística inclusive é as línguas né a gente notas nota alguns contínuos né alguns contínuos entre o latim especialmente o latim vulgar ou O galego Português o Português arcaico Português médio português moderno então a contínuos linguísticos que perpassam essa formação de uma língua né E essas modificações de uma língua então por exemplo a palavra Bispo de onde vem a palavra Bispo né palavra Bispo vem da palavra grega episco E psicopos literalmente é um supervisor né aquele que está numa posição de organizar Então essa é o significado literal da palavra em grego essa palavra grega e piscopos foi emprestada pelos Romanos né pelos para o latim como episcopus e episcopum uma outra forma dessa palavra em determinado momento a forma episcopum ganhou né nessa passagem aí do latim vulgar para o Galego português e se tornou episcopo o episco no português é nessas formas mais arcaicas né depois essa primeira essa primeira vogal caiu virou bi esse Pan virou Ban nesse som de pirou Ban então virou Hibisco virou bispo e Bispo essa pronúncia se normalizou na escrita da maneira como a gente tem hoje é por isso é que a palavra mesmo a palavra sendo Bispo aquilo que se refere ao bispo é Episcopal né a condição de bispo é o episcopado por esse motivo são palavras menos usuais palavras menos comuns que exatamente por terem sido menos usadas na língua Ou por terem sido empréstimo tardio né a gente ter mais tarde recorrido essas palavras no grego e no e no latim essas palavras ficaram aí na nossa língua lado a lado com a palavra Bispo que é uma um desenvolvimento vamos dizer assim um desenvolvimento que marcam uma série de variações uma série de fenômenos linguísticos uma série de fenômenos fonéticos que foram se sobrepondo até que a forma episcopus tenha virado Bispo em português a gente tem muitos exemplos como esses esse apenas um deles tá um outro exemplo bastante interessante é de como a gente conseguiu a palavra chão em português né a palavra chão vem de planos em latim né planos que no latim vulgar variava com plano Então já havia uma variação linguística nesse nesse tempo Em algum momento aí entre o latim vulgar e o português arcaico a forma planum é a forma que vence nessa digamos essa disputa e a plano vira plano lá no vira cháno provavelmente houve uma simplificação aí das palavras que tinham dos dos encontros consonantais né plcl né e TL então plano virou provavelmente alguma coisa próxima de Shannon já não virou e chão virou chão e aí a gente assim a gente conseguiu a palavra chão né com essa pronúncia que se normalizou na escrita dessa maneira que a gente tem hoje então daí a gente vê como é que a palavra planos lá do latim virou chão em português foi pouco a pouco foi por conta das variações da língua então tudo isso mostra para a gente é reforça essa ideia de que as variações são naturais na língua nas línguas e as línguas naturais pressupõe variabilidade e essa variabilidade com o tempo com o passar do tempo vai fazendo que essas línguas se modifiquem Além disso existe o fato do contato linguístico né porque as línguas não se apresentam e não existem de maneira isolada elas não estão isoladas no vácuo as línguas não são não são faladas e não existem em bolhas elas as pessoas que falam essas línguas tem contato umas com as outras e cada vez mais contato né com a facilidade de formas de comunicação que a gente tem hoje em dia cada vez maior essa possibilidade de comunicação e de contato entre as pessoas o contato entre as línguas também tende a crescer cada vez mais e isso faz que as aquilo que a gente poderia pensar como fronteiras linguísticas sejam redefinidas ou sejam muito diferentes se aquelas de fato existem não é mas essas fronteiras seriam muito diferentes das Fronteiras dos países serem muito diferentes das Fronteiras geográficas dos países né e das regiões essa essa comunicação esse contato entre as línguas são a gente nota por vários fatos linguísticos por vários fenômenos um deles que a gente tem é um fenômeno dos empréstimos então é a quando sempre que a gente tem uma palavra nova um termo novo um conceito diferente né bastante comum que a gente é Receba essa palavra que já é usada em outro contexto no contexto de outra língua em português a gente tem aqui alguns exemplos né tem a palavra slide que emprestada para o português né E cria a palavra slide ou slide de maneira que a própria maneira a própria forma como a gente pronuncia essa palavra já denuncia que a palavra já foi nativizada sempre que a gente faz um empréstimo a gente toma emprestado uma palavra de outra língua né nem sempre essa palavra que a gente toma de outra língua é ela encaixa na nossa maneira de pronunciar Nossa maneira de falar então muitas vezes a gente precisa fazer aquilo que alguns estudiosos chamam de tradução fonológica essa tradução fonológica é feita através de estratégias de nativização de palavras estrangeiras para que essa palavra estrangeira seja ela caiba nessa nessa maneira Nossa de pronunciar que tem os sons que nós temos que tenha né as combinações possíveis Então se a gente pensa numa palavra como kimono em japonês essa palavra funciona melhor nas nossas relação a nossa maneira de pronunciar do que uma palavra como slide não funciona muito na nossa maneira de pronunciar por isso é que a gente modifica menos uma palavra como kimono para kimono e modifica mais uma palavra como slide para slide ou algumas pessoas pronunciavam siláide né então siládio slide ou slide alguma coisa desse tipo uma coisa parecida acontece com spray então spray também em na nossa na nossa no nosso uso em português spray se diz spray spray alguma coisa desse tipo você vê que a gente tanto nativiza essas palavras que elas inclusive cabem nas nossas variedades internas né então um vai dizer spray é um vai dizer spray outro vai dizer spray não vai dizer slide outro vai dizer slide e assim sucessivamente uma palavra como Facebook uma palavra como Facebook também não cabe na nossa na nossa maneira de pronunciar então a gente nativiza isso geralmente né para Facebook né algumas pessoas até diminuem mais ainda palavra para ficar mais curtinha Face né então a gente nativiza as palavras e que a gente toma como empréstimo de outras línguas a gente toma empréstimo a gente pode virtualmente tomar empréstimo de qualquer língua é muitas palavras que a gente tem na verdade em português são emprestadas do Tupi São emprestadas de do Árabe são emprestadas do inglês do francês do Japonês então Há muitas esse contato linguístico ele é muitas vezes observado por pelas por empréstimos que passam por estratégias de nativização então em algumas pessoas ficam preocupadas com a maneira de pronunciar certas coisas né os nomes das redes sociais nomes de marcas e a gente vê né muita algumas pessoas preocupadas não mas essa marca como é que eu vou pronunciar essa marca aquela outra marca e eu não sei dizer esse som nessa outra língua Será que eu tenho mesmo que fazer essa essa modificação na verdade quando Como eu disse né quando a gente faz essa esse empréstimo a gente nativiza a gente cria uma palavra baseada naquela que a gente Tomou emprestado então é basicamente slide em português é slide assim como Facebook em português e Facebook né o Face alguma coisa desse tipo essas palavras estão em português tanto é que com o tempo elas aparecem Elas começam a aparecer nos nossos dicionários né tanto quanto mais a gente vai usando quanto mais elas vão cabendo na nossa forma articulatória na nossa maneira de falar né tanto mais elas vão fazendo parte também do nosso do nosso léxico do nosso conjunto de palavras é outra questão outros fatos importantes que a gente pode apontar aqui nos no contato linguístico são as situações de bilinguismo de multilinguismo existem tanto o caso de pessoas que falam mais de uma língua tem uma uma língua materna e aprendem outra língua e desenvolvem uma habilidade de [Música] comunicação nessa segunda língua é que é maior ou que é menor que é melhor ou não tão boa mas enfim é que utilizam frequentemente duas línguas e às vezes existem assim olhando para o mundo descrevendo algumas regiões em algumas regiões que a gente tem situações da verdade de multi linguismo em que as pessoas falam normalmente mais do que até duas línguas né Isso é não é tão incomum assim como se possa pensar né tudo isso essa essa esse contato todo com certeza cria uma relação dessa pessoa dessas pessoas dessas comunidades com essas línguas que é bastante diferente então existem fatos muito curiosos que acontecem de transferências entre línguas né entre essas línguas existem inserção de termos de uma língua dentro de outra língua que é o que a gente chama de sweeting na tradição da pesquisa em segunda língua em sócio Mística em contato linguístico que é justamente isso a gente usar uma palavra ou uma expressão de outra língua é falando nossa língua por exemplo se tiver falando em português e utilizar um termo em inglês uma expressão em francês uma expressão em espanhol que denote essa situação de bilinguismo né isso isso é aquilo que tem sido chamado aí de coach sweeting essa mudança de código eu mudo o código enquanto eu estou falando enquanto eu estou usando e nesse contexto também do contato das línguas existe aquilo que se chama língua Franca né língua Franca seria uma língua utilizada como meio de comunicação entre pessoas que não possuem a mesma língua materna hoje em dia não resta dúvida de que o inglês é uma língua Franca é uma língua utilizada por pessoas que têm diversas línguas maternas diferentes né e que não conseguem utilizar não consegue se comunicar utilizando essas línguas maternas então recorrem a uma terceira língua para que essa comunicação seja feita o caso de da Índia né Durante algum tempo durante bastante tempo em inglês foi uma língua Franca que possibilitou a comunicação entre diversos povos que tinham línguas diferentes na Índia na Índia tem a muitas tem centenas de línguas né então durante muito tempo em inglês foi usado como língua Franca Até que foi finalmente instituído como segunda língua né como língua de trabalho língua de comunicação E aí passou-se a usar o inglês na educação passou a usar o inglês em diversas diversas questões mais formais e que tem a ver com o país né como um todo Para justamente ajudar essa comunicação mas com durante o os anos né muitas diversas outras línguas nos séculos muitas outras línguas também algumas outras línguas foram a língua Franca regionalmente e a gente nota isso por exemplo na época de Alexandre o Grande né que expandiu aí com as suas conquistas a helenizou né grande parte do mundo conhecido na época então o seu domínio ia da Europa atual Grécia até o norte da África passava pelo pelo oriente médio né O que a Turquia né conhecida como Ásia menor né então todo esse mundo conhecido na época todo em torno do Mediterrâneo é falava grego mas não falava o mesmo grego necessariamente como a gente viu as línguas possuem variedades né e é essa o grego utilizado como língua Franca chamado de koiné por alguns né o grego que o grego comum era em sendo língua Franca tinha também variabilidade né até mesmo as línguas as línguas Franca também tem as línguas Frank né as línguas francas tem variabilidade tanto pelo substrato né pela tanto pela pela bagagem da pessoa que aprende essa língua pelo fato das transferências da língua materna como também pelo pela própria característica da língua de já ser variável já já ter esse essa questão da variabilidade outra questão importante para tratar no tocante a ao contato linguístico são os pidgens e os crioulos e os crioulos é uma forma de comunicação entre dois povos que não falam a mesma língua pela simplificação dessas pela mistura dessas duas línguas às vezes até demais línguas mas uma mistura simplificada dessas línguas que não constitui uma língua completa então é essa essa questão prática nessa tentativa prática de comunicação de povos que falam línguas diferentes pela simplificação a gente nota pidgens sendo desenvolvidos é baseados no francês né as tentativas de comunicação dos Franceses com os nativos de determinados localidades na América Central na América do Sul na África pides também baseados em português para essas tentativas de comunicação entre os portugueses e determinados determinados povos de localidade na África e também na no norte da América do Sul e na América Central do inglês enfim há vários tipos né de de pittgens agora quando essa essa tentativa de comunicação entre esses dois povos misturando essas línguas simplificando tudo isso quando isso se torna língua uma língua sistematizada uma língua completa quando surgem os filhos dessas desses primeiros dessas pessoas que estão ali tentando se comunicar nascem e começam a falar essa língua isso se torna isso se torna uma língua crioula E aí nesse caso a gente tem diversas línguas crioulas ou o próprio papinhamento o francês o do Haiti a línguas crioulas na no norte da América do Sul Suriname tem línguas crioulas a região né das guianas no norte da América do Sul também na África há diversos crioulos de base francesa de base holandesa de base portuguesa né de base espanhola misturas né dessas línguas todas como caso do papiamento e isso é talvez a prova a demonstração mais Cabal dessa desse relacionamento desse contato linguístico do que pode acontecer quando línguas entram em contato né quer dizer os falantes de línguas diferentes entram em contato Então tudo isso pode acontecer desde o empréstimo até mesmo a criação de um né de uma língua que surge a partir da mistura de línguas diferentes com a simplificação dessas línguas então o X da questão é que como a gente disse né desde o início as línguas naturais contém variação então durante bastante tempo as pessoas não não se deu não se deu a devida a devida atenção a esse a esse fato e as variações das línguas os sotaques as diferenças lexicais as diferenças de falar das línguas foram vistas de maneira negativa né como uma fuga a um padrão e a gente vê que isso não essa variabilidade nas línguas não começou ontem isso não é uma coisa que só acontece em português né isso acontece em qualquer língua natural e a gente vê isso até com relação à línguas muito antigas porque a gente tem indícios em textos históricos dessas variações dessas variabilidade dessa variabilidade a gente tem os próprios estudos de ortoépia né que seria ortoépia seria a forma correta de se pronunciarem as palavras iniciando aí como remontando os sofistas gregos no século quarto antes de Cristo quer dizer se havia se havia textos se eram escritos textos indicando a forma correta de se falar né fale assim não fale assado isso quer dizer que havia variação isso quer dizer que havia pessoas havia formas concorrentes mas essas formas concorrentes eram vistas como erros Apenas não eram vistas como parte da variabilidade da língua então a havia uma tentativa de direcionamento da maneira como as pessoas deveriam todas falar como se alguém dissesse chegar assim agora né você não pode mais falar aipim você tem que falar mandioca não pode falar macaxeira tem que falar mandioca porque essa é a forma correta as outras formas estão erradas né e começar a se a fazer esse tipo de esse tipo de determinação então o estudo Esse estudo que não vê as formas variantes de maneira negativa sim Esse estudo é mais recente mas a variabilidade das línguas que se apresenta por meio da fala isso não é recente isso é tão antigo como a fala a própria fala em si né outra questão que a gente tem ainda mais antiga é da gramática de Panini né no século quinto antes de Cristo recomendando maneiras de se falar né de se pronunciar de se construírem as palavras se construírem as frases porque o objetivo aqui era um objetivo religioso relacionado às práticas induz então é havia uma uma visão de que a variabilidade linguística variabilidade trazida pela fala nesse contexto é era negativa né então mesmo estudo que é tido né o conjunto de lá de Panini na verdade é a é a compilação de vários estudos anteriores né de tradições orais anteriores é tudo isso retrata uma visão negativa da variabilidade Mas mesmo retratando uma visão negativa da variabilidade mostra para a gente que havia essa variabilidade retrata essa variabilidade E se a gente pensar sobre as línguas bíblicas se a gente pensar sobre o antigo e o novo testamento bom a gente já viu que no antigo testamento em juízes por exemplo Houve essa essa questão aí do teste do X né do chipolete e do simbolete e que com base nisso as pessoas Ao serem identificadas pela sua maneira de falar elas eram diferenciadas né E como é o contexto ele era um contexto de conflito essas pessoas eram inclusive mortas no contexto do novo testamento a gente tem o exemplo lá de Pedro que foi reconhecido como Galileu pela sua maneira de falar Ou seja no Antigo e principalmente no Novo Testamento a gente nota um contato linguístico bastante complexo Essa é a posição de muitos estudiosos é alinhados né com com a linguística e a pesquisa de inscrições por meio da arqueologia né e diz estudos do próprio texto também de comparações com o próprio texto bíblico então muita coisa tem sido estudada muita coisa tem sido descoberta com relação a esse contexto linguístico do novo testamento e alguns autores como e do bites tem defendido isso defendido justamente essa ideia de que o contexto linguístico da região da província Romana da Judeia na época do primeiro século Era bastante complexa né não era tão simples assim não era uma língua todo mundo falavaramaico era um tipo só de aramaico era uma língua é as línguas são monolíticas né são blocos homogêneos Muito provavelmente segundo segundo esses segundo esses autores Muito provavelmente havia pelo menos quatro línguas em contato naquela naquela época o latim que era a língua do império né grego comum grego CNI o hebraico que era especialmente a língua é do texto bíblico a língua religiosa enfim e o aramaico também que era uma língua de espécie de língua Franca local então o grego comum o grego CNI era uma espécie de língua Franca para todo o a toda a região que havia sido helenizada havia sido conquistada por Alexandre o Grande e portanto era uma língua importante de comunicação e de comércio entre as os povos que estavam ali no entorno do Mediterrâneo ao mesmo passo que ao mesmo Da mesma forma que o aramaico parece ser uma língua parecia ser uma língua uma espécie de língua Franca também utilizada a leste né do Mediterrâneo na região da Judeia da Síria e regiões próximas né das províncias romanas da Judeia e da Síria agora tem uma outra questão quando a gente fala de Latim havia variedades no latim quando a gente fala de grego havia variedades do grego de fala de hebraico havia variedades no hebraico quando a gente fala de aramaico havia variedade porque eram todas as línguas todas elas se tratam de línguas naturais né então havia variabilidade tanto é que Pedro foi reconhecido é pela sua forma de falar a fala como diz o texto da NVI o seu modo de falar te denuncia né Essa forma de falar denuncia você então volto a pergunta né retorno aí a pergunta Inicial quem é que vai passar então no teste do X que teste do X seria esse se a gente for trazer para nossa reflexão de hoje né o teste do X pode ter a ver com a questão dos gileaditas e dos efraimitas mas o teste do X também pode ter a ver com essa ideia da de que as línguas são variáveis né O que seria passar então no teste do X seria entender que nenhuma língua é um bloco homogêneo estático quer dizer nenhuma língua natural é totalmente padronizada em todas as pessoas daquela que falam aquela língua falam da mesma maneira utilizam aquela língua da mesma maneira na sua forma de pronunciar na sua forma de na sua forma de formar nessa maneira de formar as palavras de nomear as coisas os eventos os situações as ações a variação isso é normal isso é natural Além disso as línguas não são estáticas porque elas não permanecem da mesma maneira para sempre se assim fosse ainda hoje a gente falaria latim né Não é esse o caso é justamente porque as línguas variam e essa variação vai dando origem a modificações da língua mudança na língua que hoje a gente fala da maneira como a gente fala com toda variabilidade que existe né houve mudanças que a gente consegue retratar se a gente comparar a língua de hoje com a língua de séculos atrás Então as línguas não são um bloco homogêneo e nem um bloco estático entender isso é é também passar aí no teste do X bom vamos ver aqui se vocês têm perguntas vamos ver se vocês têm perguntas sobre esse esse nosso assunto de hoje podem colocar aqui as perguntas no nosso nos nossos comentários para a gente responder para a gente tratar talvez aí de alguns desses assuntos é um tema realmente bastante necessário é um tema bastante necessário eu eu sou suspeito gosto muito desse tema né Acho muito interessante não só na questão das línguas naturais contemporâneas né Não só na questão das línguas é de hoje em dia mais nesse tendo essa ideia né tendo essa ideia de que a essa observação das línguas hoje e também a observação dos resultados de vários né de vários achados de vários [Música] de vários desdobramentos aí da de estudos de inscrições e de estudos arqueológicos a gente tem notado que também as línguas antigas possuíam [Música] essa variabilidade né Isso não é uma coisa que surgiu como eu já disse não é uma coisa que surgiu ontem isso é uma coisa bastante bastante comum nas línguas e em que medida isso pode ajudar a gente a a entender né Em que medidas pode ajudar a gente na leitura isso pode ajudar na medida em que a gente entende melhor o contexto da época né entende também o contexto de produção de determinados textos é entendendo que havia variabilidade a gente entende se havia contato linguístico a gente relaciona essas questões esses fatos históricos e fatos contextuais aos próprios fatos linguísticos que estão ali apresentados na escrita do texto né olhar para um texto escrito em interpretar esse texto não não é somente ler e traduzir as suas palavras mas entender como Aquela língua se comporta na forma como ela se manifesta na fala das pessoas dá para gente uma visão mais Ampla dá para a gente uma visão mais uma visão mais adequada de como aquelas comunicações de como Aquela comunicação se dava entender então a questão lá do inclusive sobre a questão do chibolete né É questão do chibolete e simolete a diversas há várias outras outros exemplos inclusive de conflitos em que as pessoas foram identificadas dessa maneira né Foram identificadas pela fala né Inclusive inclusive aqui mais próximo né no Brasil houve aí no final do século XIX início do século 20 se eu não me engano é uma situação em que brasileiros e brasileiros identificavam os uruguaios pedindo que eles pronunciassem certas palavras né do português pauzinhos né Vocês podem ser assim pauzinhos alguma coisa assim eles eram identificados né pronunciar a palavra região também eram identificados então isso aconteceu aqui próximo o mundo todo várias outras vários outros exemplos né de Então esse termo tipo em inglês né passou a ser utilizado como como descrição de uma de uma situação como essa né em que pessoas podiam ser identificadas pela sua maneira de fala especialmente num conflito numa numa situação de conflito muito bem pessoal Então esse é o nosso tema de hoje né Acho que o pessoal é [Música] pessoal não não tem mais perguntas e nem e nem comentários Então esse é o nosso tema de hoje é a nossa a nossa sugestão aí para que você reflita sobre as variações né certamente você já já em algum momento pensou sobre os sotaques as diferenças de como as pessoas no mesmo país falam né isso repito não é algo que acontece só no Brasil em qualquer língua a gente a gente percebe variabilidade se a gente olhar para o inglês a gente tem várias regiões de variação né algumas pessoas imaginam o inglês britânico inglês americano os ingleses britânicos os ingleses americanos né e várias outras várias outras possibilidades que a gente tem no mundo então no próprio contexto dos Estados Unidos há várias possibilidades a vários muitas formas é muitas variedades né o Canadá igualmente na Austrália igualmente no Reino Unido igualmente né em várias regiões da Inglaterra na Escócia na Irlanda do Norte há muitas variantes do inglês a mesma coisa acontece com o português de Portugal que também tem muitas variedades português de Angola português de Cabo Verde o espanhol também tem muitas regiões dia letais um argentino não fala como um chileno que não fala como um venezuelano que não fala como um mexicano que não fala como um espanhol de Madrid e assim sucessivamente né então há várias em todas as línguas que a gente notar até em línguas faladas em locais menores por um número menor de pessoas também tem variação a gente falou aqui em uma das aulas sobre o caso curioso do armênio né que tem duas duas jaletos principais o armênio oriental e o armênio ocidental é então não é o caso de que um país tenha que ter muitos muitos milhões de falantes né para que haja variabilidade caso também dos países nórdicos né Noruega a tem muita variabilidade a Alemanha tem muita variabilidade também então países pequenos e países grandes tem variação línguas que são faladas em países que têm território pequeno ou território grande uma uma população menor ou maior tem igualmente essa variabilidade que é natural Então você já deve ter percebido essa essa questão e nossa nosso Nossa sugestão de hoje é a reflexão acerca disso acerca do teste do X e espero que todo mundo passe nesse teste entendendo justamente essa questão da variabilidade e da mudança nas línguas que é natural entendendo isso e aplicando isso também para o A reflexão dos contextos do contexto linguístico das línguas originais inclusive do novo testamento tá e na nossa próxima aula nós vamos falar de um outro tema também é na linguística que é o tema texto bem estruturado pensamento alinhado então na nossa próxima aula a gente vai falar sobre a O que é o texto como o texto se estrutura como é que a gente reconhece as estruturas do texto como é que elas se relacionam com o nosso pensamento Será que nosso pensamento anda bem alinhado será que os nossos textos andam bem estruturados conhece os coerentes como é que isso como é que isso se processa então se você tem curiosidade A esse respeito você é meu convidado para Na próxima quinta-feira a gente tratar desse assunto não se esqueça se você gosta desse tipo de conteúdo inscreva-se aqui no canal da ibmu né ativa o Sininho para você receber notificações compartilha com outras pessoas e também siga nas outras nas demais redes sociais a gente tem diversos conteúdos aí disponibilizados para você todo dia é um conteúdo aí que vai servir para o seu para o seu aproveitamento e para o seu desenvolvimento e para o seu conhecimento também tá bom pessoal então a gente se vê na quinta-feira que vem falando sobre o texto bem estruturado pensamento alinhado até lá