Linguagem, Fé e Comunicação: Quem tem medo da análise sintática? | Leandro A. | IBNU | 07
27/10/2022
Linguagem, Fé e Comunicação: Quem tem medo da análise sintática? | Leandro A. | IBNU | 07
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[Música] Olá a todos sejam muito bem-vindos ao nosso curso linguagem fé e comunicação hoje com esse tema né quem tem medo da análise sintática Quem tem medo da análise sintática será que é mesmo para se ter medo né Será que alguém tem medo da análise sintática não é propriamente aí um lobo mau mas muita gente é se se assusta com a análise sintática e com o estudo da gramática não é que é o que está aí por trás desse desse título da análise sintática a gente vai ver um pouco além da somente aí da análise sintática a gente vai estudar gramática mas o que seria isso né O que é o estudo o que seria o estudo da gramática eu não vou aqui entrar em dados muito técnicos em definições muito técnicas [Música] de que leva em consideração aí teorias mas específicas da linguístico de áreas da linguística mas eu vou pensar aqui de uma forma mais geral né associando aí o estudo mais tradicional da gramática ao a própria percepção descritiva percepção mais descritivista da linguística então sobre esse ponto de vista a gramática o estudo da gramática seria o estudo linhas Gerais né o estudo dos elementos que compõem uma língua e do seu funcionamento isso porque as línguas tem elementos diferentes podem ter elementos diferentes e o funcionamento desses desses elementos dessas formas também pode ser bastante diferente e como a gente viu a tudo isso surge a partir da linguagem que essa capacidade humana de de estando em sociedade estando numa comunidade de uma comunidade de fala desenvolver língua e essa língua então que esse esse conhecimento compartilhado pelos falantes dessa comunidade se expressa primariamente pela fala né se expressa naturalmente pela fala e também em muitos contextos pode se expressar culturalmente por algum tipo de escrita como a gente já viu nas aulas anteriores né então é quem ainda não se alguém ainda não não é não viu a nossa discussão sobre esses elementos né nas aulas anteriores a gente discute principalmente aí a partir da primeira aula a gente já discute esses elementos Então desse tomando esse ponto de vista o que seria o estudo da gramática porque estudar a gramática né O que seriam o que seria essa produção de falo que seria essa produção de escrita que expressam esse conhecimento compartilhado pelos falantes de uma língua essa produção de enunciados falados ou escritos seria então uma para que eles sejam produzidos é necessário é necessário combinar elementos e relacionar esses elementos para formar estruturas maiores Então por mais que as línguas sejam diferentes umas das outras as línguas possuem elementos base né E aí a gente pode pensar em palavras a gente pode pensar é em morfemas a gente pode pensar em sonhos e esses esses elementos menores são combinados para formar elementos estruturas maiores e essas estruturas maiores tem um determinado funcionamento na língua e quando a gente a gente estuda gramática a gente estuda Exatamente isso isso também é faz que a gente retome o outro outra dicotomia importante já vista lá no início do nosso curso que é dicotomia do Paradigma e do sintagma né a língua se desenvolve a partir desses dois eixos o eixo do paradigma seria o eixo dos elementos que existem na língua e suas reflexões suas variedades suas variações possíveis e o eixo do sintagma seria a organização desses elementos né então quando a gente de fato coloca esses elementos em contato uns com os outros de maneira organizada para criar estruturas então para a gente dar um exemplo concreto desse desse do uso desses eixos se a gente pensa em um verbo qualquer um verbo estudar né é dentro desse do eixo paradigmático desse verbo a gente tem todas as formas possíveis trabalho trabalhei trabalharei trabalharemos vou trabalhar trabalhar se trabalhar sem trabalharssemos todas as formas possíveis né Eu disse estudar e depois desse trabalhar mas enfim o verbo estudar ou o verbo trabalhar qualquer verbo né vai possuir uma uma estrutura paradigmática e o eixo sim pragmático se dá quando a gente seleciona elementos desse paradigma que estão adequados o que se ajustam a uma situação de fala então quando eu vou compor uma estrutura de uma frase de uma sentença eu vou usar aquela palavra Ou aquele aquele termo de dentro do meu paradigma que funciona no contexto específico Então se digo nós isso é a ideia é de passado né É Pode ser que eu escolha a forma é estudávamos ou então trabalhavamos para poder colocar na minha frase então a frase vai ficar nós estudavamos e isto pela manhã nós trabalhavamos muito naquele naquela época então o eixo paradigmático e o eixo sintagmático é o funcionamento desses dois eixos é indicam indica para gente aquilo que a gente precisa estudar em termos dos elementos da língua né então novamente por mais que as línguas sejam diferentes tanto na no formato desses elementos na até mesmo na quantidade desses elementos né na variabilidade interna possível desses elementos por exemplo em português o substantivo costuma variar em gênero e número em outras línguas isso pode não acontecer quer dizer que o paradigma de um dado substantivo em português pode ter quatro elementos ao passo aqui em outra língua pode ter um ou dois então é o eixo paradigmático pode ser diferente em línguas diferentes e também o eixo sintagmático a maneira como esses elementos são organizados para formar os enunciados né o enunciado é tudo aquilo que a gente diz o que a gente escreve né É com um sentido Então as perguntas que a gente pode se fazer e que são respondidas o que a que a gramática busca responder né como é que esses elementos que fazem parte do paradigma são formados como é que é esses elementos podem ser classificados como é que esses elementos se agrupam para formar unidades maiores como é que esses elementos se organizam né quando a gente de fato cria as sentenças quando a gente de fato cria esses enunciados Quais são as características desses enunciados como é que isso é organizado e quais as relações que cada um desses elementos e dessas dessas estruturas maiores criadas estabelecem uns com os outros isso é o estudo da gramática assim linhas muito Gerais né é isso esse seria o estudo da gramática e já vou dizendo aqui que o nosso objetivo hoje obviamente não é nesses nesses poucos minutos falar tudo sobre a gramática ou tudo sobre todas as gramática tudo sobre a gramática da língua portuguesa mas é abordar esse tema próprio do estudo da gramática e abordar também esse tema de porque o estudo da gramática não precisa ser assustador né porque é o estudo da gramática não precisa ser um Bicho de Sete Cabeças né como diz o outro tem no máximo umas três ou quatro mais sete sete não então a gente vai ver que bicho é esse do estudo da gramática o que é no caso da língua portuguesa né Quais são esses elementos que a gente estuda e essas relações de organização principais que a gente estuda e aí já já vou dizendo a você já vou pedindo a vocês que coloquem aí nos comentários as perguntas que vocês forem tendo daqui a pouco a gente vai procurar responder então o estudo da gramática como a gente viu né se debruça sobre esses elementos tanto no eixo paradigmático como no eixo sintagmático e também obviamente nos elementos que constituem a fala e nos elementos que constituem a escrita então é dentro dos elementos que constituem a escrita por exemplo a gente tem o estudo da ortografia né os níveis de estudo ou níveis de análise enfim os âmbitos de estudo né da gramática é um dos principais aí que as pessoas devem se lembrar da época da escola é o estudo da ortografia a ortografia é o estudo das Convenções ou que são estabelecidas para uma padronização da modalidade escrita de uma língua então obviamente é esse esse estudo é vai ser altamente dependente dessas dessas Convenções vai ser dependente do momento histórico que em que se faz né então no caso do português com as nossas reformas ortográficas aí é a cada reforma ortográfica os estudos de ortografia precisaram ser atualizados e modificados o que não o que não acontece necessariamente com outras áreas assim com tanta com tanta urgência É mas o estudo da ortografia é se baseia nisso né outra questão a ser estudada já que né eu falei sobre a modalidade escrita da língua também existe a modalidade falada da língua E aí a gente tem o estudo da fonologia fonologia o estudo de como Quais são os sonhos os elementos sonoros que existem em uma determinada língua como esses sons se agrupam como eles funcionam em determinada língua e depois a gente tem então o estudo da morfologia né o estudo de como as palavras são formadas como as palavras se flexionam quer dizer como é que elas se modificam para refletir as necessidades de relacionamento interno de relacionamento gramatical da língua né então é no caso do português a gente modifica uma palavra para que ela reflita uma espécie de categoria gramatical a categoria gramatical do número por exemplo categoria gramatical do gênero a categoria gramatical da pessoa a categoria gramatical do tempo né e assim por diante Então as palavras se modificam para que existem ajuste das palavras as situações é sintagmáticas né digamos assim depois a gente tem o estudo da sintaxe a palavra sintaxe tem a ver com organização né como é que as palavras se organizam como é como acontecem essas relações entre essas palavras como é que elas se agrupam formam estruturas maiores e como é que essas estruturas se relacionam e a gente tem também a semântica Como é que os sentidos numa língua se formam interagem como é que eles interagem com as formas as próprias palavras né Qual é a relação Quais são as relações entre as palavras e os sentidos Então tudo isso é estudado nesse na Perspectiva da semântica que a gente tem ainda a pragmática que estuda o uso né como é que esses elementos da língua e os sentidos interagem e se contextualizam no uso agora a gente vai ver alguns exemplos de cada uma dessas áreas alguns um pouco mais Breves né talvez nem todas hoje a gente tem um foco um pouquinho mais um pouquinho mais estreito até por conta do nosso tempo mas a gente vai voltar aos outros esses outros elementos em posteriores do nosso curso tá com outros temas é então hoje já que a gente está falando aí de análise sintática a gente vai focalizar mas a gente vai focalizar esses esses três temas aí ao tema da ortografia que são as Convenções gráficas da morfologia forma das palavras e a sintaxe para gente falar sobre morfossintaxe né que é aí uma das questões mais estudadas em gramática e é também uma das questões que pode dar contribuições importantes para a nossa leitura a nossa escrita Enfim então começando aí pela ortografia como a gente viu anterior autografia é o estudo aí da padronização das formas vocabulários e das Convenções gráficas de uma língua a gente também tem isso no caso do português as aplicações da da ortografia são facilitar a leitura né então se se as palavras fossem escritas Se as pessoas escrevessem as palavras da maneira como Elas quisessem de fato esse isso já aconteceu na nossa língua a ortografia já foi mais livre né e Isso dificulta dificultaria a leitura isso aí limitaria leitura a um processo mais de decodificação então dificultaria uma leitura mais certos níveis de leitura que a gente que a gente tem que a gente exercita hoje em dia é a ortografia também ajuda a gente a estabelecer distinções entre certas palavras que se parecem né então certas palavras que tem o mesmo som podem se diferenciar pela grafia né a ortografia também aponta pode apontar para a pronúncia de um vocábulo que a gente desconhece ou pode apontar para etimologia né para origem dessa palavra é o caso de interim então se a pessoa nunca viu nunca tinha ouvido essa palavra né pelo fato de ela ter um acento agudo aí nesse nesse primeiro e isso indica que a pronúncia dessa palavra é ínter assim de maneira parecida também a gente tem a palavra edomadário uma palavra em português que vem né de uma palavra do grego e aí esse H aí é uma alusão ao número epitá né o número 7 em grego que também se escreve com h né a também é transliterado com h por conta de uma particularidade da grafia dessa palavra em grego pelo menos no grego clássico então isso aponta para a origem dessa palavra né do madario tem a ver com sete tem a ver Domada que seria semana então adário quer dizer um semanário uma publicação semanal e a palavra circense né a palavra circense que tem a ver com circo e o fato de que esse segundo esse som segundo som serem escrito com c é uma alusão bastante Clara a palavra circo né então a manutenção é desse desse ser com esse som diferente já faz que a gente relacione essas duas palavras de maneira mais mais simples mais fácil quais são os temas principais em português do estudo da ortografia a gente tem aí o emprego de certas letras e a diferenciação de certos homônimos quer dizer palavras que se parecem a acentuação gráfica né que existe em português e o emprego de outras notações então geralmente o estudo da ortografia esse subdivide nesses três nessas três nesses três temas principais ou em temas é aí subtemas desses dessas áreas estudar ortografia né o estudo da da ortografia é assim como o estudo de grande parte da gramática requer bastante leitura mas uma leitura bastante especial que a gente vai comentar aqui mais adiante né a memorização das formas a memorização da escrita não não parece eu memorização de regras não parece ser aí a conduta metodologia mais mais acertado o mais bem sucedida para se aprender a ortografia para Se melhorar ortografia a gente vai mais adiante falar sobre sobre isso eu vou juntar essas essas dicas aí ao final para a gente direcionar e alinhar isso bom a gente tem ainda o estudo da morfologia a palavra morfologia tem a ver com forma é o estudo da forma e essa palavra esse termo tem origem na análise anatômica né então um empréstimo que foi feito aí da anatomia e a o estudo da morfologia em gramática tem a ver com a observação da de como as palavras são formadas né como é que as os elementos da língua se os elementos menores né que as palavras assim interagem aí para poder formar essas palavras e como é que elas podem ser categorizadas como é que elas podem ser classificadas então por exemplo quando a gente olha para a palavra livros a gente vê que essa palavra está no plural é um substantivo é um substantivo masculino plural nem tudo isso fica é tudo isso a gente pode notar pela própria forma da palavra né no caso do português fica bem claro que é uma palavra no plural porque termina em ss é uma característica do plural nos substantivos e nos objetivos em português Já a palavra começassemos não é uma palavra é não é um substantivo mas é um é um verbo e é um verbo que tem diversas diversas informações aqui na sua forma então começassemos é um essa parte sse aqui de começarmos já remete a um tempo específico em perfeito do subjuntivo esse mois final aqui remete a primeira pessoa do plural então é nós nós começassemos né é assim como várias outras coisas que a gente poderia aqui notar né vogais temáticas temáticas ajudam a gente a criar categorias menores né categorias de análise dentro dos substantivos dentro dos verbos e assim sucessivamente Quais são as aplicações da do estudo da morfologia o reconhecimento né das estruturas o reconhecimento é de quais são as categorias e classificações que elas têm porque se a gente reconhece Qual é a estrutura e qual é a categoria aquela pertence a gente consegue entender Quais são as possíveis flexões Quais são as possíveis modificações dessa categoria então por exemplo se eu reconheço que um verbo é um verbo de primeira conjugação um verbo que termina em a r né que tem a vogal temática a e eu tenho uma série de uma série de características que estão atreladas a esse fato é essa classificação então por exemplo a maneira de formar o tempo verbal do pretérito imperfeito do indicativo vai ser invad né vai ter essa essa desinênciazinha Vá então por exemplo amar trabalhar e estudar amava trabalhava estudava ao passo que se o verbo terminar em er ou ir no infinitivo nesse for de segunda ou de terceira conjugação e eu sei que são de segundo de terceiro conjugação por conta da vogal temática esse mesmo tempo o imperfeito do indicativo vai ser formado em guia né então escrever escrevia sair então é reconhecer Quais quais são as classificações e quais são as categorias das estruturas é importante para a gente saber como é que elas funcionam como aquelas funcionam na língua isso ajuda a gente aí a saber como trabalhar com elas e também a formação de novas palavras né a formação de novos vocábulos é os temas estudados como a gente viu né a própria estrutura das palavras e a flexão delas é então na palavra meninas aqui a gente tem uma flexão de gênero e uma facção de número né Por Conta aí das desinências desinência a a flexão de gênero feminino e a desinência splicção de número plural em falávamos a gente tem depois do radical aí é um verbo a gente tem a vogal temática a que diz que esse é um verbo de primeira conjugação a gente tem a desinência de imperfeito do indicativo que é o vá né e tem o Moji aí que é a desinência de primeira pessoa do plural então eu sei que isso aqui se relacionar a nós eu sei que é o tempo é pretérito imperfeito do indicativo e eu sei que é um verbo de primeira conjugação e escrevesses né escrevi esses Quando eu olho para esse verbo eu já sei que é um verbo de segunda conjugação tem uma vogal temática é esse SSS já me remete a ao imperfeito do subjuntivo do modo subjuntivo e esse S aqui me remete com comum é um verbo né me remete a segunda pessoa do singular né tu escrevesseis se tu escrevesses a formação das palavras né tanto pela derivação pela composição eu vou falar muito resumidamente sobre isso né Só mesmo para a gente ilustrar os temas vistos em morfologia Então a gente tem a partir de uma palavra primitiva como certo a gente tem derivações por sufixação como certeza a inserção aí de um sufixo sufixo é essa esse pedacinho colocado depois do radical né incerto que é uma derivação por prefixação a gente tem aí uma um pedacinho colocado antes do radical da palavra a gente tem incerteza em que a gente tem os dois né a gente tem tanto uma prefixação em uma sufixação e a gente tem um caso como anoitecer em que o prefixo e o sufixo são adicionados ao mesmo tempo né como é que eu sei que são adicionados ao mesmo tempo porque não existe nem anoitecer e nem à noite Assim como uma palavra só então eu sei que não como não existe somente o radical com prefixo radical Com sufixo Eu sei que eles foram adicionados juntos e aí a gente o nome para isso a gente dá um nome em grego né para a síntese então a gente diz que aqui foi uma parassíntese a gente também tem o caso das das palavras que são criados substantivos que são criados a partir dos verbos e acabam ficando menores né em vez de você acrescentar uma terminação você tira a terminação você tira e você coloca uma vogal temática nominal e pronto então pescar pesca né o ato de pescar é a pesca combater Combate o ato de combater é o combate outra outras outros exemplos aí já exemplos de composição a gente tem Girassol né que a gente tem duas palavras e aí a gente simplesmente junta essas duas palavras no caso tem uma leve modificação aqui ortográfica simplesmente para manter esse som né Girassol e é que a gente diz que foi uma justaposição Hoje simplesmente dois elementos grudou dos elementos ali um ao outro e esse é um tipo de composição outro tipo de composição é quando a gente junta dos elementos mais perde a algum tipo de som né Existe alguma perda sonora então água mas ardente perde um desses ais e vira aguardente né filho de algo quando junta vira Fidalgo né então existe uma perda de sonhos aí nessa junção e quando isso acontece a gente chama de aglutinação ou então aqui é somente um Panorama aí da de alguns temas vistos e morfologia na parte de formação de palavras além disso a gente também tem outro tema bastante importante que é o da classificação das palavras né então Quais são as classes de palavras são 10 no caso do português é seis delas são variáveis quer dizer tem modificações né de para feminino para plural para gênero né para número para para pessoa Enfim então substantivos né que são as palavras que que nomeiam os seres as coisas os sentimentos as pessoas os lugares adjetivos né que são as qualidades são as descrições palavras descritivas dois substantivos normalmente os artigos que são palavras que delimitam e definem ou indefinem os substantivos os verbos que são as palavras que expressam ação estado fenômeno da natureza os pronomes que são as palavras que substituem os substantivos e os numerais que são as palavras que expressam as quantidades Essas palavras são passíveis de flexão então elas são chamadas de classes de variáveis são as seis classes variáveis e as quatro últimas aqui são classes invariáveis Por que elas não mudam elas não têm diferença de singular para plural de masculino para feminino de passado para presente de primeira pessoa para segunda pessoa elas não tem esse tipo de diferenciação que são os advérbios né os advérbios são as circunstâncias as circunstâncias de intensidade ou de modo ou de lugar ou de tempo que são aplicadas a verbos advérbios né outros advérbios e a adjetivos as preposições que são palavras que estabelecem é relações internas e criam unidades maiores como D com em né as conjunções que são palavras que estabelecem relações um pouco mais complexas geralmente relações oracionais então de termos que tem a mesma a mesma função sintática e as interjeições que são expressões de espanto de admiração são as palavras que expressam sentimentos e para alguns gramáticos não não estariam não deveriam fazer parte dessa lista aqui é porque as interjeições segundo essas esses gramáticos expressam frases inteiras Então são aquelas palavras que expressam frases inteiras né é oi ai né esse tipo de palavras bom e é além dessas dessas classificações que a gente tem com base nas palavras simples a gente também tem as locuções que são as junções aí imediatas né as combinações dessas palavras é para exercerem a uma uma para formarem uma uma expressão que tem exatamente o valor de uma dessas classes Então a gente tem por exemplo aí no caso do português a locução adjetiva as locuções adjetivas que são duas ou mais palavras que se juntam e tem é aí o valor de um adjetivo então o produto do Brasil esse do Brasil não é um aditivo porque é mais de uma palavra mas exerce a função né morfológica e de um adjetivo eu posso poderia trocar no Brasil por brasileiro que é um adjetivo então isso aqui é uma locução adjetiva a gente tem as locuções adverbiais que são muito comuns e muito são podem acontecer em muitas de muitas maneiras não podem acontecer de muitas para muitas circunstanciações Então como a gente viu os advérbios são circunstanciadores eles dão uma circunstância de tempo de lugar de modo nesse caso aqui a gente tem estudávamos à noite À noite é circunstância de tempo né tá fazendo aí às vezes um advérbio de tempo é a gente tem a locução prepositiva duas ou mais palavras que exercem aí a função de uma preposição estavam embaixo da mesa né embaixo D aí esse a não faz parte por isso que tá separado é embaixo de aí é uma locução prepositiva a gente poderia nesse caso substituir por uma preposição só que a preposição sob né com o mesmo valor aí a locução verbal são dois ou mais verbos que exercem a função de um verbo quando a gente diz assim íamos fazer isto quer dizer faríamos isso né a gente tem também as locuções conjuntivas também bastante comuns duas ou mais palavras que tem que exercem a função de uma conjunção veio a fim de que conversassemos então aí essa esse a fim de que é uma locução conjuntiva né que tem esse valor final que estabelece né que inicia essa expressão de finalidade a fim de que conversassemos é a finalidade para qual essa outra pessoa aí veio assentasse tem origem na análise lógica lá nos tempos da filosofia clássica né da filosofia é grega e assentasse estuda a organização e a inter-relação dessas estruturas algumas aplicações da sintaxe são o reconhecimento das relações entre as estruturas a Organização das ideias e os mecanismos de coesão estabelecimento desses mecanismos de coesão a gente Andou vendo alguma coisa sobre isso na nossa aula passada eu não cheguei a falar nesses termos mas né Quem ainda não viu pode depois ver a nossa a nossa aula da semana passada em que a gente fez uma um exemplo um exercício de um breve exercício de análise de um de alguns trechos e nessa análise muito do que a gente conseguiu destacar de elementos de coesão tinha havia exatamente com questões sintáticas né questões aí de marcadores discursivos de conectivos né que são na maioria das vezes prepos e conjunções e muitas das circunstâncias que a gente notou lá né muitas das assinaturas de tempo de modo de lugar de finalidade são justamente categorias que existem e que são estudadas e analisadas também pela gramática na sintaxe especialmente naquilo que se chama sintaxe do período composto é para a gente estudar a aqui nos temas da sintaxe né uma das questões principais é a própria ordem direta como é que é ordem direta em português sujeito verbo e objeto todos os outros elementos os elementos acessórios vem depois de tudo isso né Qualquer é intromissão de um elemento diferente Ou qualquer modificação nessa ordem a gente geralmente colocam geralmente a gente demonstra essa essa modificação por meio da própria pontuação a gente tem a centralidade né também um outro tema bastante importante no estudo da sintaxe a centralidade do verbo na análise oracional na análise das orações por que isso porque o verbo indica o sujeito o verbo pode reger complementos o verbo pode ser circunstanciado por um elemento adverbial né então ele pode ter aí tá ligado a uma expressão de modo uma expressão de tempo uma expressão de lugar uma expressão de finalidade e assim por diante então muitas das relações sintáticas a gente vê a partir do verbo as relações sintáticas que a gente nas principais relações sintáticas que a gente pode notar e que a gente pode estudar no caso do português são aí entre o sujeito e o predicado né estão nessa nessa interação entre o sujeito e o predicado entre o sujeito e o seu predicativo que é um estado atribuído ao sujeito uma qualidade atribuído ao sujeito o verbo entre o verbo e os seus complementos entre o verbo e os seus acessórios tá então os complementos do verbo são itens rígidos pelo verbo que a que tem que dão essa essa ideia de objeto né o objeto da ação é o foco da ação e os acessórios que são justamente essas circunstâncias de tempo de lugar de modo enfim alguns exemplos de sentenças para a gente analisar minimamente aí esse não é o foco é novamente nosso mas só para a gente dar deixar algum exemplo de do que a gente tá falando né para as pessoas irem se lembrando quando a gente diz uma frase como estávamos satisfeitos né estávamos satisfeitos tem várias questões aí para notar a primeira delas é que o sujeito não aparece na frase escrito com todas as letras né mas a gente consegue notar Quem é esse sujeito pela forma do verbo não mais uma vez aí a gente vê a importância tanto da questão morfológica né a forma do verbo nos dá esse essa partezinha moish aí nos dá que a gente tá falando da primeira pessoa do plural então isso aqui se refere a um nós estávamos satisfeitos e esse satisfeitos é uma característica de sujeito que que é atribuída nesse nesse momento né nessa enunciação Então a gente tem aqui um sujeito que não aparece com todos as letras por gente diz que é um sujeito desinencial que a gente consegue perceber pela desinência do verbo algumas pessoas chamam também de sujeito elíptico o sujeito oculto né E a gente tem um verbo que liga esse sujeito a uma característica dele nesse caso aqui é um estado desse sujeito que é satisfeitos e esse estado ou característica que a gente chama de predicativo do sujeito nessa segunda frase aqui as crianças chegaram atrasadas a gente já tem um sujeito Expresso as crianças né um sujeito simples porque tem um núcleo só crianças chegaram atrasadas chegaram é a ação que é que esse sujeito praticou então notem aqui que sujeito está no plural e o verbo Então concorda com esse sujeito no plural então mais uma interrelação aí entre as características da da forma das palavras as formas da palavras se ajustam ou se se manifestam para demonstrar essas relações sintáticas que as palavras têm então chegaram porque o sujeito é plural nas crianças chegaram atrasadas também manifesta essa relação atrasadas relaciona-se às a essas crianças então aqui a gente tem um caso bem interessante né As crianças chegaram praticaram essa ação de chegar e ao chegarem elas chegaram e estavam quando elas chegaram elas estavam atrasadas então atrasadas é o estado das crianças quando elas chegaram então aqui a gente tem tanto um verbo de ação como a gente tem uma atribuição de característica nesse caso aqui de estado né aí sujeito então aqui a gente tem o que a gente chama de predicado verbo nominal tem um predicado que tem dois núcleos o verbo chegaram e um outro elemento que é o predicativo do sujeito Então essa frase aqui também tem predicativo do sujeito a terceira frase que a gente vai olhar aqui é Janete leu um livro então aqui a gente tem o verbo leu né quem leu Janete então vejam que o verbo mesmo aponta para o sujeito aponta para as outras é para as outras os outros elementos a partir das relações que desempenha e que desenvolve com eles então quem leu Janete leu Janete leu o que quem lê lê alguma coisa Isso demonstra para mim que um livro é o objeto dessa dessa leitura né o objeto dessa ação então a Janete leu um livro quem lê alguma coisa essa ligação entre o verbo e essa esse objeto esse seu complemento cidade maneira direta então a gente chama isso de objeto direto então quem lê alguma coisa leu o que ele leu um livro Janete tem um livro então Janete o sujeito é um verbo que a gente chama é para usar a terminologia tradicional um verbo transitivo direto e um livro aí é o objeto direto traga meu lápis amanhã então aqui a gente tem uma situação é em certa medida parecida com anterior mas também certa medida diferente então aqui a gente tem traga quem traga então o sujeito não aparece aqui mas eu consigo também por conta desse verbo entender que é você né o sujeito dessa ação é você essa oração aqui é um pedido essa esse pedido se dirige a uma uma pessoa né que seria ou Você que não aparece aqui e geralmente quando a gente faz uma uma sentença uma frase com utilizando o imperativo a gente não coloca junto aí o sujeito a gente omite esse sujeito então sujeito elíptico traga quem traz traz alguma coisa então novamente a gente tem aí uma ligação direta né entre o verbo e o seu complemento traga meu lápis meu lápis ou objeto desse verbo quando quando é a circunstância de tempo então esse verbo aqui é circunstanciado esse verbo aqui tem a circunstância amanhã então amanhã é uma circunstância de tempo com o chamado também na tradição gramatical de adjunto adverbial adjunto adverbial de tempo próxima frase é ela se referia a mãe então aqui a gente tem o verbo referir-se né então o verbo referir-se que é um verbo pronominal quem referia-se ela então ela o sujeito desse verbo quem se refere refere-se a alguém então aqui a gente já tem um verbo que seleciona um complemento é mais entre esse verbo e o complemento o verbo rege uma preposição é que se refere repito refere-se a alguém ou a algo então aqui a gente tem esse a com o sinal de crase que representa Justamente a junção a fusão da preposição a com o artigo A tá então lembro que esse a aqui com o sinal de crase né que muita gente tem dúvidas aí é simplesmente o feminino de ao né então ao feminino de a o é tchau né é a e o feminino de auge é as né com o sinal de crase se eu Trocasse essa palavra que mãe por uma outra palavra masculina ela se referia ao pai a gente teria aqui ao né a preposição a mais o artigo o se eu colocasse aqui uma palavra no masculino plural ela se referia aos irmãos né que a gente teria preposição a combinada com o artigo hoje tá então isso indica para gente além obviamente do exame do verbo é o que a gente chama de Regência o verbo rege esse complemento mais entre o verbo e o complemento o verbo rege uma preposição intermediária por isso a gente chama de um objeto indireto escrevi um e-mail a empresa aqui a gente tem algumas situações semelhantes as anteriores e algo diferente aqui a gente tem escrevi escrevi me indica que o sujeito é primeira pessoa do singular né porque é embora não esteja aqui explicitamente escrevi como é a primeira pessoa é um verbo de primeira pessoa então o sujeito seria um eu que não aparece aqui tem que estar oculto escrevi quem escreve escreve alguma coisa a alguém então notem que aqui a gente tem dois esse verbo seleciona dois complementos um direto quem escreve escreve alguma coisa há alguém então a gente tem dois complementos um direto e um indireto é um verbo transitivo direto e indireto em que isso ajuda a gente é muitas coisas uma delas como a gente vai ver adiante é justamente em saber quando eu devo usar esse sinalzinho aqui de crase quando é que eu devo usar esse assento grave aqui em cima do ar se eu tiver um verbo ou se eu tiver algum elemento que reja a preposição a e junto a essa preposição a eu tenha um elemento feminino um substantivo feminino então isso quer dizer que eu posso usar aí eu devo usar em muitos casos esse sinal de crase tá então é por isso é tudo isso caminha junto toda essa análise toda essa todo esse estudo caminha junto mas mais algumas aqui para a gente para a gente finalizar essa parte né fomos a pracinha mais cedo bom quem vai vai a algum lugar então notem que aqui esse A pracinha não é um complemento de fomos mas é uma circunstância de lugar é a dá para a gente aí a ideia de contextualização dessa ideia de circunstanciação Então nesse caso a gente tem um verbo intransitivo seguido de uma circunstância de lugar e de outras circunstância de tempo fomos Aonde a pracinha quando mais cedo então as perguntas que a gente faz ao verbo são diferentes e as perguntas que a gente faz ao verbo nos deixam aí entrever nos fazem entender Quais são as relações que esse verbo tem com as demais palavras os demais elementos das orações Mas duas frases aqui para a gente fechar duas frases relacionadas de certa maneira assim em termos de sentido Creia em Deus se eu digo Creia em Deus que em crê crê em alguém né É aqui novamente eu tenho um sujeito elíptico que não aparece né eu sei que é você o sujeito é um isso aqui é um imperativo né um pedido é um enfim Creia em Deus e quem crê em alguém esse em Deus é o objeto indireto de crer Ok então eu tenho um verbo e o seu objeto indireto agora se eu digo ponha sua fé em Deus é muito parecida em termos de São muito parecidas em termos de sentido mas em termos de estrutura Elas têm uma diferença quando eu digo põe a sua fé em Deus o verbo é ponha quem põe põe alguma coisa sua fé objeto direto de ponha tá porque entre esse verbo e e o seu termo regido seu objeto não há nenhuma preposição regida pelo verbo agora fé tem um complemento assim como quem crê crê em alguém quem tem fé tem fé em alguém então esse em Deus é um complemento nominal ele completa nesse caso aqui não verbo mas um nome tá um substantivo E então aqui a gente a gente fecha essa essa parte nessa sessão e juntando as essas segundas e a terceira segundo tópico e terceiro tópico que é o tópico da morfologia com ascentar se a gente tem esse que o estudo desses aspectos da forma ou das formas das palavras é quando eles se manifestam para apontar as relações que essas palavras têm entre si na construção das frases a gente chama isso esse tipo de estudo de amor porcentagem por isso que muito daquilo que se estuda na na escola nem em gramática acaba sendo morfossintaxe porque essa junção da forma né é qual é a terminação do verbo Qual é a flexão do nome enfim e como é que essas essas questões estão ligadas com as relações que essas palavras têm na frase então por exemplo quando a gente tem uma frase como os documentos solicitados vão anexos a essa a esta mensagem então os documentos solicitados o fato de que solicitados está flexionado no masculino plural é um adjetivo que está aqui flexionado masculino plural é demonstra né Deixa claro que essa essa palavra nesse esse adjetivo é está relacionado aqui a documentos aqui é uma briga né ou o verbo né porque na verdade isso aqui é um particípio né mas enfim solicitados está ligado a documentos vão anexos aqui novamente né na Nexus também está no masculino plural para demonstrar essa relação com documentos a esta mensagem então os documentos vão anexos essa mensagem vão para terminar o verbo também concorda com documentos que é o sujeito aqui é o seu sujeito é então isso aqui só para demonstrar a importância inicialmente né a importância desses estudos as aplicações da da morfossintaxe e né de todo de todo esse de toda essa parte né que a gente comentava do estudo a gente pode ver aplicações para aquilo que a gente estuda como concordância então é essa questão aqui dos documentos solicitados né isso a gente chama de concordância as palavras que se relacionam entre si sintaticamente é devem concordar o que isso quer dizer quer dizer que elas vão ter características morfológicas parecidas Então as crianças chegaram atrasadas chegaram é plural né terceira pessoa do plural para concordar com as crianças que é né crianças é um substantivo feminino plural o artigo concorda com o substantivo que delimita né as é um artigo definido feminino plural atrasadas que é aqui a característica é o estado atribuído essas crianças quando elas chegaram também está no feminino plural então notem que as palavras que estão relacionadas sintaticamente tem características morfológicas em comum em outras palavras as relações sintáticas entre as palavras em português transparece o deve transparecer na maneira como as palavras se constroem na maneira como as palavras se formam né estão estão formatadas isso tem a ver com aquilo que a gente conversava no início do eixo paradigmático e do eixo sintagmático né então para é compor esse eixo sintagmático eu vou buscar no meu eixo paradigmático as palavras que estejam adequadas que se ajustem a essa a Tagima ou essa construção essas construções criadas Outro exemplo é a regência né então a regência que é são essas perguntinhas que a gente faz ao verbo não é assim grosso modo são essas perguntinhas que a gente faz ao verbo para descobrir quais são as relações entre as palavras os termos que estão próximos e aquele verbo Então ela se referia a mãe esse sinal de crase aqui né esse eu uso desse sinal de crase é é uma decorrência né seu seus saber usar isso aqui decorre de eu minimamente entender a regência desse verbo né se eu sei que quem se refere refere-se a alguém ou a alguma coisa eu sei que eu devo aqui ter uma preposição a E se eu sei que mãe é um substantivo feminino eu sei que antes de substantivo eu vou ter também um artigo feminino que é a quando eu junto a preposição e a artigo elas essas duas essas duas palavras que são iguais foneticamente se fundem em uma só essa fusão a gente chama em grego de crase então crase quer dizer fusão de duas de dois sonhos iguais tá isso também pode ajudar a gente aqui na tradução eu trouxe só um exemplo de um de um trechinho pequenininho para a gente ver que é embora as línguas sejam diferentes e aqui eu não quero não quero dizer só que o estudo da gramática é importante na língua é na língua da qual a gente vai fazer a tradução Isso é óbvio né É óbvio que é importante estudar vocabulário e a gramática da língua da qual a gente vai traduzir mas também é importante saber a língua portuguesa né Quais são as características morfológicas e sintáticas da língua portuguesa para que essa tradução seja possível afinal de contas a gente traduz o grego o hebraico em inglês o francês o Alemão para português então é o processo se a gente não conhece bem as estruturas da língua portuguesa a gente não tem muitas vezes as ferramentas adequadas para fazer uma tradução acertada então aqui só para a gente observar né se eu fosse procurar essas palavras num dicionário especializado né uma por uma expressão por expressão num dicionário especializado Então a gente tem aqui é a primeira a primeira parte do de João 3 16 Então a gente tem outros em grego então outros ou para quem prefere outra pronúncia né rutus então roto seria assim de tal forma dessa maneira Lar segunda palavra hajar quer dizer pois porque depois a gente tem Zap e gapsen é uma forma do verbo amar do verbo ágapor O Haja pau então a forma desse verbo que está no auristo é ativo terceira pessoa do singular Deus na forma do nominativo O que é a forma dominativa a forma dominativa usada para o sujeito ou para o para o predicativo do sujeito e depois a gente tem Tony cosmona o mundo no na forma de do acusativo que se traduz por objeto direto então vejam que essa inter-relação e conhecer Quais são as características morfossintáticas do português e conhecer a gramática da língua da qual eu estou traduzindo é necessário para que a partir dessa inter-relação desse olhar é comparativo eu consiga proceder aí a essa tarefa da tradução então aí E outra coisa né se eu preciso é deixar mais adequada ajustar melhor o meu texto como é que eu vou saber quais são as outras possibilidades que eu tenho em termos de paradigma então como é que eu sei que é assim ou de tal forma ou outra palavra com outra expressão qualquer né é eu eu na hora de traduzir isso aqui eu preciso prestar atenção a Quais são as opções que eu tenho no Paradigma e para eu saber qual é a qual é o paradigma Quais são as minhas opções eu preciso conhecer Qual é a classificação dessa palavra na língua original eu preciso conhecer Qual é a classificação dessa palavra original e eu preciso conhecer as classificações em português para comparar os paradigmas Então se aqui eu tenho é esse tipo de marcador esse tipo de conectivo né que indica é dessa forma assim né Essa questão essa questão é adverbial eu preciso entender também quais são as opções em português mesma coisa é todas as outras todas as outras expressões que a gente tem aqui o próprio lugar que é outro marcador que pode indicar resultado que pode indicar conclusão que pode indicar pode indicar causa né aqui parece indicar mais causa Então porque pois né eu tenho Então as palavras no paradigma do português que são mais adequadas para essa tradução então é essa é mais uma das possibilidades aqui mais uma das [Música] mais uma das possibilidades de uso né de aplicação da morfossintaxe então por isso né porque eu devo estudar gramática se eu pensar na construção textual na forma como a como eu construo na forma como a gente constrói os textos É muita gente não um reflete muito né sobre isso eu gosto sempre de lembrar que ninguém quando vai fazer um texto ninguém quando vai redigir alguma coisa fazer uma redação ninguém hoje em dia pelo menos eu não conheço alguém que vá fazer um texto de maneira mais mais séria né Eu não conheço ninguém que faça Aí o procedimento dadaísta então dadaísmo foi uma das vanguardas modernistas que teve uma expressão não só na literatura mas também em outras áreas das Artes e no próprio Manifesto dadaísta existe a receita de como se fazer uma uma poesia um poema dadaísta né dizia lá pega assim um saquinho de papel pega-se um jornal recortam-se as palavras colocam-se as palavras cuidosamente nesse saquinho de papel cha de papel e retiram-se as palavras e colam-se as palavras na ordem que elas são retiradas do saquinho de papel bom então é claro que O dadaísmo foi um movimento é de crítica a literatura enfim criticar os movimentos contemporâneos anteriores e contemporâneas e nesse sentido ele nesse nesse contexto então ele ele fazer isso tinha um sentido mas a gente não não escreve dessa maneira a gente não escreve com palavras aleatórias E pelo fato de muita gente não pensar né como é que elas fazem para escrever elas acabam hiperestimando a sua intuição Quando aquela coisa de escrever uma frase e pensar assim será que essa frase está bem escrita Ai eu acho que essa frase está bem eu acho que essa frase não está bem escrita essa frase tem algum problema como é que eu posso modificar essa frase Esse é um uma descrição de um de um de alguém que escreve sobrecarregando aí a sua intuição Olha a frase e tenta então ver se essa frase está bem informada ou não está bem informada muita gente especialmente hoje em dia é atende aí as sugestões do corretor ortográfico do corretor de gramática e de maneira sim quase que instantânea e cega né confia cegamente no corretor é o que pode ser um problema porque o corretor não entende de não entende por melhor que seja o corretor ele não entende de palavras que são que se parecem ou que são Às vezes tem a mesma grafia mas tem sentidos diferentes o corretor não costuma dar a você a adequação daquele texto a situação de fala não costuma dar a você é algumas opções sobre o peso daquele daquelas palavras né se aquelas palavras estão adequadas ao contexto então muitas vezes confiar cegamente no corretor é Pode ser aí é pode pode se a receita para se escrever algo que não está tão bem adequado e mesmo assim alguns algumas inadequações gramaticais podem passar justamente porque o corretor por melhor que seja repito não substitui a essa essa leitura e essa essa leitura atenta e crítica pessoal não é Além disso a gente escreve tentando dar clareza objetividade e precisão e se a gente tem as ferramentas adequadas para isso né que não vão ser dadas pelo próprio computador pelo corretor ortográfico que dificilmente vão ser dadas pela intuição A não ser que essa nossa intuição seja muito bem alimentada e instruída por uma leitura crítica e atenta e até mesmo pelo estudo né é a clareza a objetividade e a precisão que são características muito importantes do texto não vão vir assim não vão cair do céu né não vão vir é do nada para que a gente tem essa clareza essa objetividade e essa precisão a gente precisa desenvolver essa consciência e esse Domínio das estruturas da língua e de como elas funcionam e como é que a gente pode desenvolver tudo isso a gente pode desenvolver isso tudo isso através da leitura né e a gente volta a aquela aqueles comentários né que sempre os professores de português costumam fazer não para escrever bem você precisa ler mais você precisa ler é você precisa ler para escrever melhor né mas que tipo de leitura seria essa né uma leitura é interpretativa uma leitura crítica no sentido de ser aquela leitura que faz perguntas né Porque será que o autor escreveu dessa maneira porque será que esse texto utilizou essa construção das palavras Será que essa construção tem no sentido mais específico será que é essa essa palavra aqui é poderia ter sido outra né Será que aqui poderia ter sido escolhida outra estrutura né porque foi usada essa esse sinal de crase Quem foi usado esse sinal de crase Nesse contexto aqui então essa observação essa interação com o texto né de ler o texto fazer perguntas sobre esse mesmo texto observar os detalhes desse texto isso cria no leitor essa da ao leitor essas ferramentas de pela percepção da essas ferramentas que podem ser reaproveitadas mais tarde na produção textual é uma produção textual que também precisa ser exercitada precisa ser exercitada para que ela tenha intencionalidade adequação e precisão né como eu disse é a gente não vai escrever como no procedimento dadaísta a gente não vai escrever simplesmente É sobrecarregando talvez aí a intuição Talvez uma intuição que nem esteja sendo tão bem informada por uma leitura mais atenta mas estudada nesse caso a nossa Além de a gente trabalhar e a gente exercitar esse tipo de leitura mas direcionada a gente também precisa exercitar uma escrita intencional escrever as estruturas construir as estruturas de propósito fazer as frases de propósito prestar atenção a adequação não só adequação gramatical mas também adequação dos Sentidos das palavras utilizadas A precisão é muito importante usar termos mais genéricos mais Gerais usar qualquer palavra que vem a cabeça muitas vezes não é aí o meio mais acertado e mais adequado de se inscrever tá é importante exercitar a precisão as palavras não significam não querem dizer todas o sinônimos não significa exatamente a mesma coisa eles têm aí é nuances de sentido e se diferenciam às vezes por nuances e é importante a gente a gente notar essas essas diferenças na hora de descrever tá então porque será o medo né porque o medo da gramática e dá análise sintática algumas razões para isso podem ser a própria o estudo descontextualizado estudar as formas da língua simplesmente com atenção para a nomenclatura das estruturas e não para as funções dessas dessas construções na língua então na memorização das regras a memorização então aquelas aquelas coisas das musiquinhas das regras para decorar quando é que eu uso isso quando é que eu uso aquilo Enfim sem entender como é que isso está relacionado ao texto né que eu leio como isso está relacionado o texto que eu escrevo então Claro aqui a gente deu alguns exemplos isolados de frases isoladas Mas isso não é essa não é a maneira mais adequada a maneira mais adequada é a gente fazer esse estudo sempre atrelado aos próprios textos é que é em última análise o material com que a gente vai trabalhar tá então o estudo desse contextualizado das estruturas da língua seja qualquer língua o estudo das formas com atenção para as formas em si e não para as funções que elas têm para o seu uso é geram aí uma situação de dificuldade de grande dificuldade né de entendimento de compreensão e que caminhos a gente poderia propor aí para para finalizar é mais atenção ao método que se usa né então novamente é o a metodologia aí da memorização das regrinhas né de das regrinhas observacionais a memorização de certas de certas musiquinhas e certas certas ajudas para memória né memorização de dos termos técnicos das nomenclaturas isso pode ajudar a gente a passar de repente aí uma prova de concurso Mas é só isso né talvez é muito provável que a coisa não não siga muito adiante né Depois da aprovação no concurso aí a pessoa né Mas se for mais ali se fosse mais mais justa e honesta e Teria que começar a estudar todas as coisas que que simplesmente memorizou antes para que tenha aqueles conhecimentos Se eles forem necessários de Fato né para suar atuação é Então essa é uma questão uma outra questão seria a conscientização das formas e das suas funções quer dizer estudar as formas nos seus contextos observar as formas dos seus contextos então analisar em vez de analisar uma frase em vez de fazer uma análise sintática de uma frase observar no texto um parágrafo observar uma frase em um texto e nessa frase observar as características da forma né as características morfológicas as características sintáticas Quais são as relações sintáticas E aí de quebra Você ainda estuda também a estrutura do texto e observa ali como é que as ideias se organizam nesse texto e dessa maneira você treina você exercita uma leitura crítica e direcionada lembra que crítica nesse sentido é uma leitura que que faz perguntas uma leitura que percebe as características é uma leitura que percebes nuances e que se pergunta se alterações poderiam ser feitas qual seria ou quais seriam as consequências dessas alterações né isso seria uma leitura crítica uma leitura mais atenta estudada direcionada e também uma escrita intencional então é por isso que eu digo que a análise gramatical né ela não é um bicho de sete cabeças e nem de quatro nem de 3 análise gramatical pode deixar de ser um pesadelo sim e pode passar a ser uma ferramenta uma ferramenta de descoberta uma ferramenta de estudo de uso consciente da língua é tanto para leitura para uma leitura mais direcionada e mais atenta aos detalhes como para uma escrita mais precisa e direcional e intencional tá Então essa é minha a minha sugestão aí para você que estuda ou para que para você que não estuda ainda o que pensa em estudar a gramática de maneira mais atenta aí mais séria Essas são as minhas sugestões para você obviamente o nosso objetivo nesses minutos aí a gente até extrapolou um pouquinho hoje mas o nosso objetivo hoje não é aqui ser uma uma gramática ambulante né um curso de gramática completo mas é simplesmente falar de quais são as partes principais desse estudo e dar aí algumas sugestões sobre como esse estudo pode deixar de ser um lobo mau um bicho papão que as pessoas têm têm medo e se Assustam para ser ferramentas importantes que podem ajudar você a ler melhor a escrever melhor a traduzir melhor né seja no contexto geral de texto Gerais seja no contexto mais específico de leitura do texto bíblico ou até mesmo num contexto de exegese de análise energética dos textos bíblicos muito bem então é isso gente por hoje a gente falou aqui de alguns temas bastante tocou Aí em algumas palavras bastante importantes e bastante fortes né mas palavras meio Poderosas né Na próxima aula a gente vai falar sobre o tema as palavras têm poder que que você acha você acha que as palavras têm poder se você acha que sim se você acha que não ou muito pelo contrário não é se você não tem uma opinião sobre isso então na próxima quinta-feira você é meu convidado a se juntar a nós nesse estudo é nosso curso linguagem fé e comunicação e a gente vai falar sobre com esse título sobre temas da linguística e também temas que dizem respeito e que podem ser ferramentas colocadas à disposição de uma leitura melhor e mais atenta e de uma escrita também mais precisa Uma boa noite para todos muito obrigado aí a quem se juntou a nós no dia de hoje e na quinta-feira que vem a gente continua essa conversa e a gente continua esse curso Tchau tchau