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Linguagem, Fé e Comunicação: Quem tem medo da análise sintática? | Leandro A. | IBNU | 07

Linguagem, Fé e Comunicação: Quem tem medo da análise sintática? | Leandro A. | IBNU | 07

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[Música]
Olá a todos sejam muito bem-vindos ao
nosso curso linguagem fé e comunicação
hoje com esse tema né quem tem medo da
análise sintática
Quem tem medo
da análise sintática será que
é mesmo para se ter medo né Será que
alguém tem medo da análise sintática não
é propriamente aí um lobo mau mas muita
gente é se se assusta com a análise
sintática e com o estudo da gramática
não é que é o que está aí por trás desse
desse título
da análise sintática a gente vai ver um
pouco além da somente aí da análise
sintática a gente vai estudar gramática
mas o que seria isso né O que é o estudo
o que seria o estudo da gramática
eu não vou aqui entrar em dados muito
técnicos em definições muito técnicas
[Música]
de que leva em consideração aí teorias
mas específicas
da linguístico de áreas da linguística
mas eu vou pensar aqui de uma forma mais
geral né associando aí o estudo mais
tradicional da gramática ao a própria
percepção descritiva percepção mais
descritivista
da linguística então sobre esse ponto de
vista
a gramática o estudo da gramática seria
o estudo linhas Gerais né o estudo dos
elementos que compõem uma língua e do
seu funcionamento isso porque
as línguas tem elementos diferentes
podem ter elementos diferentes e o
funcionamento desses desses elementos
dessas formas também
pode ser bastante diferente e como a
gente viu a tudo isso surge a partir da
linguagem que essa capacidade humana de
de estando em sociedade estando numa
comunidade de
uma comunidade de fala desenvolver
língua
e essa língua então que esse esse
conhecimento compartilhado pelos
falantes dessa comunidade se expressa
primariamente pela fala né se expressa
naturalmente pela fala e também em
muitos contextos pode se expressar
culturalmente por algum tipo de escrita
como a gente já viu nas aulas anteriores
né então é quem ainda não se alguém
ainda não não é
não viu a nossa discussão sobre esses
elementos né nas aulas anteriores a
gente discute principalmente aí a partir
da primeira aula a gente já discute
esses elementos Então desse tomando esse
ponto de vista o que seria o estudo da
gramática porque estudar a gramática né
O que seriam o que seria essa produção
de falo que seria essa produção de
escrita que expressam esse conhecimento
compartilhado pelos falantes de uma
língua essa produção de enunciados
falados ou escritos seria então uma para
que eles sejam produzidos é necessário é
necessário combinar elementos e
relacionar esses elementos para formar
estruturas maiores Então por mais que as
línguas sejam diferentes umas das outras
as línguas possuem
elementos base né E aí a gente pode
pensar em palavras a gente pode pensar é
em morfemas a gente pode pensar em
sonhos e esses esses elementos menores
são combinados para formar elementos
estruturas maiores e essas estruturas
maiores tem um determinado funcionamento
na língua e quando a gente a gente
estuda gramática a gente estuda
Exatamente isso isso também é faz que a
gente retome o outro outra dicotomia
importante
já vista lá no início do nosso curso que
é dicotomia do Paradigma e do sintagma
né a língua se desenvolve a partir
desses dois eixos o eixo do paradigma
seria o eixo dos elementos que existem
na língua e suas reflexões suas
variedades suas variações possíveis e o
eixo do sintagma seria a organização
desses elementos né então quando a gente
de fato coloca esses elementos em
contato uns com os outros de maneira
organizada para criar estruturas então
para a gente dar um exemplo concreto
desse desse do uso desses eixos se a
gente pensa em um verbo qualquer um
verbo estudar né é dentro desse do eixo
paradigmático desse verbo a gente tem
todas as formas possíveis
trabalho trabalhei trabalharei
trabalharemos vou trabalhar trabalhar se
trabalhar sem trabalharssemos todas as
formas possíveis né Eu disse estudar e
depois desse trabalhar mas enfim
o verbo estudar ou o verbo trabalhar
qualquer verbo né vai possuir uma
uma estrutura paradigmática e
o eixo sim pragmático se dá quando a
gente seleciona elementos desse
paradigma que estão adequados o que se
ajustam a uma situação de fala então
quando eu vou compor uma estrutura de
uma frase de uma sentença eu vou usar
aquela palavra Ou aquele aquele termo de
dentro do meu paradigma que funciona no
contexto específico Então se digo nós
isso é a ideia é de passado né É
Pode ser que eu escolha a
forma é estudávamos ou então
trabalhavamos para poder colocar na
minha frase então a frase vai ficar nós
estudavamos e isto pela manhã nós
trabalhavamos muito naquele naquela
época então
o eixo paradigmático e o eixo
sintagmático é
o funcionamento desses dois eixos é
indicam indica para gente aquilo que a
gente precisa estudar em termos dos
elementos da língua né então novamente
por mais que as línguas sejam diferentes
tanto na no formato desses elementos na
até mesmo na quantidade desses elementos
né na variabilidade interna possível
desses elementos
por exemplo em português
o substantivo costuma variar em gênero e
número em outras línguas isso pode não
acontecer quer dizer que o paradigma de
um dado substantivo em português pode
ter quatro elementos ao passo aqui em
outra língua pode ter um ou dois então é
o eixo paradigmático pode ser diferente
em línguas diferentes e também o eixo
sintagmático a maneira como esses
elementos são organizados para formar os
enunciados né o enunciado é tudo aquilo
que a gente diz o que a gente escreve né
É com um sentido
Então as perguntas que a gente pode se
fazer e que são
respondidas o que a que a gramática
busca responder né como é que esses
elementos que fazem parte do paradigma
são formados
como é que é esses elementos podem ser
classificados
como é que esses elementos se agrupam
para formar unidades maiores
como é que esses elementos se organizam
né quando a gente de fato cria as
sentenças quando a gente de fato cria
esses enunciados Quais são as
características desses enunciados como é
que isso é organizado
e quais as relações que cada um desses
elementos e dessas
dessas estruturas maiores criadas
estabelecem uns com os outros
isso é o estudo da gramática assim
linhas muito Gerais né é isso esse seria
o estudo da gramática
e já vou dizendo aqui que o nosso
objetivo hoje obviamente não é nesses
nesses poucos minutos falar tudo sobre a
gramática ou tudo sobre todas as
gramática tudo sobre a gramática da
língua portuguesa mas é abordar esse
tema próprio do estudo da gramática e
abordar também esse tema de porque o
estudo da gramática não precisa ser
assustador né porque é o estudo da
gramática não precisa ser um Bicho de
Sete Cabeças né como diz o outro tem no
máximo umas três ou quatro mais sete
sete não
então a gente vai ver que bicho é esse
do estudo da gramática o que é no caso
da língua portuguesa né Quais são esses
elementos que a gente estuda e essas
relações de organização
principais que a gente estuda e aí já já
vou dizendo a você já vou pedindo a
vocês que coloquem aí nos comentários as
perguntas que vocês forem tendo daqui a
pouco a gente vai
procurar responder
então
o estudo da gramática como a gente viu
né se debruça sobre esses elementos
tanto no eixo paradigmático como no eixo
sintagmático
e também obviamente nos elementos que
constituem a fala e nos elementos que
constituem a escrita então é dentro dos
elementos que constituem a escrita por
exemplo a gente tem o estudo da
ortografia né os níveis de estudo ou
níveis de análise enfim os
âmbitos de estudo né da gramática é um
dos principais aí que as pessoas devem
se lembrar da época da escola é o estudo
da ortografia a ortografia é o estudo
das Convenções ou que são estabelecidas
para uma padronização da modalidade
escrita de uma língua
então obviamente é esse esse estudo é
vai ser altamente dependente dessas
dessas Convenções vai ser dependente do
momento histórico que em que se faz né
então no caso do português com as nossas
reformas ortográficas aí é a cada
reforma ortográfica os estudos de
ortografia precisaram ser atualizados e
modificados o que não o que não acontece
necessariamente com outras áreas assim
com tanta com tanta urgência É mas o
estudo da ortografia é se baseia nisso
né outra questão a ser estudada já que
né eu falei sobre a modalidade escrita
da língua também existe a modalidade
falada da língua
E aí a gente tem o estudo da fonologia
fonologia o estudo de como Quais são os
sonhos os elementos sonoros que existem
em uma determinada língua como esses
sons se agrupam como eles funcionam em
determinada língua
e depois a gente tem então o estudo da
morfologia né o estudo de como as
palavras são formadas como as palavras
se flexionam quer dizer como é que elas
se modificam para refletir as
necessidades de relacionamento interno
de relacionamento gramatical da língua
né então é no caso do português a gente
modifica uma palavra para que ela
reflita
uma espécie de categoria
gramatical a categoria gramatical do
número por exemplo categoria gramatical
do gênero a categoria gramatical da
pessoa a categoria gramatical do tempo
né e assim por diante Então as palavras
se modificam para que existem ajuste das
palavras as situações é
sintagmáticas né digamos assim
depois a gente tem o estudo da sintaxe a
palavra sintaxe tem a ver com
organização né como é que as palavras se
organizam como é como
acontecem essas relações entre essas
palavras como é que elas se agrupam
formam estruturas maiores e como é que
essas estruturas se relacionam
e a gente tem também a semântica Como é
que os sentidos numa língua se formam
interagem como é que eles interagem com
as formas as próprias palavras né Qual é
a relação Quais são as relações entre as
palavras e os sentidos Então tudo isso é
estudado nesse na Perspectiva da
semântica que a gente tem ainda a
pragmática que estuda o uso né como é
que esses elementos da língua e os
sentidos interagem e se contextualizam
no uso agora a gente vai ver alguns
exemplos
de cada uma dessas áreas alguns um pouco
mais Breves né
talvez nem todas hoje a gente tem um
foco um pouquinho mais um pouquinho mais
estreito até por conta do nosso tempo
mas a gente vai voltar aos outros esses
outros elementos em
posteriores do nosso curso tá com outros
temas é então hoje já que a gente está
falando aí de análise sintática a gente
vai focalizar mas
a gente vai focalizar esses esses três
temas aí ao tema da ortografia que são
as Convenções gráficas da morfologia
forma das palavras e a sintaxe para
gente falar sobre morfossintaxe né que é
aí uma das questões mais estudadas em
gramática e é também uma das questões
que pode
dar contribuições importantes para a
nossa leitura a nossa escrita Enfim
então começando aí pela ortografia
como a gente viu anterior autografia é o
estudo aí da padronização das formas
vocabulários e das Convenções gráficas
de uma língua a gente também tem isso no
caso do português
as aplicações da da ortografia são
facilitar a leitura né então se se as
palavras fossem escritas Se as pessoas
escrevessem as palavras da maneira como
Elas quisessem
de fato esse isso já aconteceu na nossa
língua a ortografia já foi
mais livre né
e Isso
dificulta dificultaria a leitura isso aí
limitaria leitura a um processo mais de
decodificação
então dificultaria uma leitura mais
certos níveis de leitura que a gente que
a gente tem que a gente exercita hoje em
dia é a ortografia também ajuda a gente
a estabelecer distinções entre certas
palavras que se parecem né então certas
palavras que tem o mesmo som podem se
diferenciar pela grafia né
a ortografia também aponta pode apontar
para a pronúncia de um vocábulo que a
gente desconhece ou pode apontar para
etimologia né para origem dessa palavra
é o caso de interim então se a pessoa
nunca viu nunca tinha ouvido essa
palavra né pelo fato de ela ter um
acento agudo aí nesse nesse primeiro e
isso indica que a pronúncia dessa
palavra é ínter
assim de maneira parecida também a gente
tem a palavra edomadário
uma palavra em português que vem né de
uma palavra do grego e aí esse H aí é
uma alusão ao número epitá né o número 7
em grego que também se escreve com h né
a também é transliterado com h por conta
de uma particularidade da grafia dessa
palavra em grego pelo menos no grego
clássico
então isso
aponta para a origem dessa palavra né do
madario tem a ver com sete tem a ver
Domada que seria semana então adário
quer dizer um semanário uma publicação
semanal
e a palavra circense né a palavra
circense que tem a ver com circo e o
fato de que esse segundo esse som
segundo som serem escrito com c é uma
alusão bastante Clara a palavra circo né
então a manutenção é desse desse ser com
esse som diferente já faz que a gente
relacione essas duas palavras de maneira
mais mais simples mais fácil
quais são os temas principais em
português do estudo da ortografia
a gente tem aí o emprego de certas
letras e a diferenciação de certos
homônimos quer dizer palavras que se
parecem
a acentuação gráfica né que existe em
português e o emprego de outras notações
então geralmente o estudo da ortografia
esse subdivide nesses três nessas três
nesses três temas principais ou em temas
é
aí subtemas desses dessas áreas
estudar ortografia né o estudo da da
ortografia é
assim como o estudo de grande parte da
gramática
requer bastante leitura mas uma leitura
bastante especial que a gente vai
comentar aqui mais adiante né a
memorização das formas a memorização da
escrita não não parece eu memorização de
regras não parece ser aí a conduta
metodologia mais mais acertado o mais
bem sucedida para se aprender a
ortografia para Se melhorar ortografia a
gente vai mais adiante falar sobre sobre
isso eu vou juntar essas
essas dicas aí ao final para a gente
direcionar e alinhar isso
bom a gente tem ainda o estudo da
morfologia a palavra morfologia tem a
ver com forma é o estudo da forma e essa
palavra esse termo tem origem na análise
anatômica né então um empréstimo que foi
feito aí da anatomia
e a
o estudo da morfologia em
gramática tem a ver com a observação da
de como as palavras são formadas né como
é que as
os elementos da língua se os elementos
menores né que as palavras assim
interagem aí para poder formar essas
palavras e como é que elas podem ser
categorizadas como é que elas podem ser
classificadas então por exemplo quando a
gente olha para a palavra livros a gente
vê que essa palavra está no plural é um
substantivo é um substantivo masculino
plural nem tudo isso fica
é tudo isso a gente pode notar pela
própria forma da palavra né no caso do
português fica bem claro que é uma
palavra no plural porque termina em ss é
uma característica do plural nos
substantivos e nos objetivos em
português Já a palavra começassemos não
é uma palavra é não é um substantivo mas
é um é um verbo e é um verbo que tem
diversas
diversas informações aqui na sua forma
então começassemos é um essa parte sse
aqui de começarmos já remete a um tempo
específico em perfeito do subjuntivo
esse mois final aqui remete a primeira
pessoa do plural então é nós nós
começassemos né é assim como várias
outras coisas que a gente poderia aqui
notar né vogais temáticas temáticas
ajudam a gente a criar categorias
menores né categorias de análise dentro
dos substantivos dentro dos verbos e
assim sucessivamente
Quais são as aplicações da do estudo da
morfologia o reconhecimento né das
estruturas
o reconhecimento é de quais são as
categorias e classificações que elas têm
porque se a gente reconhece Qual é a
estrutura e qual é a categoria aquela
pertence a gente consegue
entender Quais são as possíveis flexões
Quais são as possíveis modificações
dessa categoria então por exemplo se eu
reconheço que um verbo é um verbo de
primeira conjugação um verbo que termina
em a r né que tem a vogal temática a e
eu tenho uma série de
uma série de características que estão
atreladas a esse fato é essa
classificação então por exemplo a
maneira de formar o tempo verbal
do pretérito imperfeito do indicativo
vai ser invad né vai ter essa essa
desinênciazinha Vá então por exemplo
amar trabalhar e estudar amava
trabalhava estudava ao passo que se o
verbo terminar em er ou ir no infinitivo
nesse for de segunda ou de terceira
conjugação e eu sei que são de segundo
de terceiro conjugação por conta da
vogal temática
esse mesmo tempo
o imperfeito do indicativo vai ser
formado em guia né então escrever
escrevia sair
então é reconhecer Quais quais são as
classificações e quais são as categorias
das estruturas é importante para a gente
saber como é que elas funcionam como
aquelas funcionam na língua isso ajuda a
gente aí a saber como trabalhar com elas
e também a formação de novas palavras né
a formação de novos vocábulos
é os temas estudados como a gente viu né
a própria estrutura das palavras e a
flexão delas é então na palavra meninas
aqui a gente tem uma flexão de gênero e
uma facção de número
né Por Conta aí das desinências
desinência a a flexão de gênero feminino
e a desinência splicção de número plural
em falávamos a gente tem depois do
radical aí é um verbo a gente tem a
vogal temática a que diz que esse é um
verbo de primeira conjugação a gente tem
a desinência
de
imperfeito do indicativo que é o vá né e
tem o Moji aí que é a desinência de
primeira pessoa do plural então eu sei
que isso aqui se relacionar a nós eu sei
que é o tempo é pretérito imperfeito do
indicativo e eu sei que é um verbo de
primeira conjugação
e escrevesses né escrevi esses Quando eu
olho para esse verbo eu já sei que é um
verbo de segunda conjugação tem uma
vogal temática é esse SSS já me remete a
ao imperfeito do subjuntivo do modo
subjuntivo e esse S aqui me remete com
comum é um verbo né me remete a segunda
pessoa do singular né tu escrevesseis se
tu escrevesses
a formação das palavras né tanto pela
derivação pela composição eu vou falar
muito resumidamente sobre isso né Só
mesmo para a gente ilustrar os temas
vistos em morfologia Então a gente tem a
partir de uma palavra primitiva como
certo a gente tem
derivações por sufixação como certeza
a inserção aí de um sufixo
sufixo é essa esse pedacinho colocado
depois do radical né incerto que é uma
derivação por prefixação a gente tem aí
uma um pedacinho colocado antes do
radical da palavra a gente tem incerteza
em que a gente tem os dois né a gente
tem tanto uma prefixação em uma
sufixação e a gente tem um caso como
anoitecer em que o prefixo e o sufixo
são adicionados ao mesmo tempo né como é
que eu sei que são adicionados ao mesmo
tempo porque não existe nem anoitecer e
nem à noite Assim como uma palavra só
então eu sei que não como não existe
somente o radical com prefixo radical
Com sufixo Eu sei que eles foram
adicionados juntos e aí a gente o nome
para isso a gente dá um nome em grego né
para a síntese então a gente diz que
aqui foi uma parassíntese a gente também
tem o caso das das palavras que são
criados substantivos que são criados a
partir dos verbos e acabam ficando
menores né em vez de você acrescentar
uma terminação
você tira a terminação você tira e você
coloca uma vogal temática nominal e
pronto então pescar pesca né o ato de
pescar é a pesca
combater Combate o ato de combater é o
combate
outra outras outros exemplos aí já
exemplos de composição a gente tem
Girassol né que a gente tem duas
palavras e aí a gente simplesmente junta
essas duas palavras no caso tem uma leve
modificação
aqui ortográfica simplesmente para
manter esse som né Girassol
e é que a gente diz que foi uma
justaposição Hoje simplesmente
dois elementos
grudou dos elementos ali um ao outro e
esse é um tipo de composição outro tipo
de composição é quando a gente junta dos
elementos mais perde a algum tipo de som
né Existe alguma perda sonora então água
mas ardente perde um desses ais e vira
aguardente né filho de algo quando junta
vira Fidalgo né então existe uma perda
de sonhos aí nessa junção e quando isso
acontece a gente chama de aglutinação ou
então aqui é somente um Panorama aí da
de alguns temas vistos e morfologia na
parte de formação de palavras
além disso a gente também tem outro tema
bastante importante que é o da
classificação das palavras né então
Quais são as classes de palavras são 10
no caso do português
é seis delas são variáveis quer dizer
tem modificações né de para feminino
para plural para
gênero né para número para para
pessoa Enfim então
substantivos né que são as palavras que
que nomeiam
os seres as coisas os sentimentos as
pessoas os lugares
adjetivos né que são as qualidades são
as descrições palavras descritivas dois
substantivos normalmente os artigos que
são palavras que delimitam e definem ou
indefinem os substantivos os verbos que
são as palavras que expressam ação
estado fenômeno da natureza
os pronomes que são as palavras que
substituem os substantivos
e os numerais que são as palavras que
expressam as quantidades Essas palavras
são
passíveis de flexão então elas são
chamadas de classes de variáveis são as
seis classes variáveis e as quatro
últimas aqui são classes invariáveis Por
que elas não mudam elas não têm
diferença de singular para plural de
masculino para feminino de
passado para presente de primeira pessoa
para segunda pessoa elas não tem esse
tipo de diferenciação que são os
advérbios né os advérbios são as
circunstâncias as circunstâncias de
intensidade ou de modo ou de lugar ou de
tempo que são aplicadas a verbos
advérbios né outros advérbios e a
adjetivos
as preposições que são palavras que
estabelecem é relações internas e criam
unidades maiores
como D com em né as conjunções que são
palavras que estabelecem
relações um pouco mais complexas
geralmente relações oracionais então de
termos que tem a mesma
a mesma função sintática
e as interjeições que são
expressões de
espanto de admiração são as palavras que
expressam sentimentos e
para alguns gramáticos não não estariam
não deveriam fazer parte dessa lista
aqui é porque as interjeições segundo
essas esses gramáticos expressam frases
inteiras Então são aquelas palavras que
expressam frases inteiras né é oi
ai né
esse tipo de palavras
bom e é além dessas dessas
classificações que a gente tem com base
nas palavras simples a gente também tem
as locuções que são as
junções aí
imediatas né as
combinações dessas palavras é para
exercerem a uma uma
para formarem uma
uma expressão que tem exatamente o valor
de uma dessas classes Então a gente tem
por exemplo aí no caso do português a
locução adjetiva as locuções adjetivas
que são duas ou mais palavras que se
juntam
e tem é aí o valor de um adjetivo então
o produto do Brasil esse do Brasil não é
um aditivo porque é mais de uma palavra
mas exerce a função né
morfológica e de um adjetivo eu posso
poderia trocar no Brasil por brasileiro
que é um adjetivo então isso aqui é uma
locução adjetiva a gente tem as locuções
adverbiais que são
muito comuns e muito
são podem acontecer em muitas de muitas
maneiras não podem acontecer de muitas
para muitas circunstanciações Então como
a gente viu os advérbios são
circunstanciadores eles dão uma
circunstância de tempo de lugar de modo
nesse caso aqui a gente tem
estudávamos à noite À noite é
circunstância de tempo né tá fazendo aí
às vezes um advérbio de tempo é
a gente tem a locução prepositiva duas
ou mais palavras que exercem aí a função
de uma preposição estavam embaixo da
mesa né embaixo D aí esse a não faz
parte por isso que tá separado é embaixo
de aí é uma locução prepositiva a gente
poderia nesse caso
substituir por uma preposição só que a
preposição sob né
com o mesmo valor aí
a locução verbal são dois ou mais verbos
que exercem a função de um verbo quando
a gente diz assim íamos fazer isto
quer dizer faríamos isso né
a gente tem também as locuções
conjuntivas também bastante comuns
duas ou mais palavras que tem que
exercem a função de uma conjunção veio a
fim de que conversassemos então aí essa
esse a fim de que é uma locução
conjuntiva né que tem esse valor final
que estabelece né que inicia
essa expressão de finalidade a fim de
que conversassemos é a finalidade para
qual essa outra pessoa aí veio
assentasse
tem origem na análise lógica lá nos
tempos
da filosofia clássica né da filosofia é
grega e
assentasse estuda a organização e a
inter-relação dessas estruturas
algumas aplicações da sintaxe são o
reconhecimento das relações entre as
estruturas a Organização das ideias e os
mecanismos de coesão estabelecimento
desses mecanismos de coesão a gente
Andou vendo alguma coisa sobre isso na
nossa aula passada
eu não cheguei a falar nesses termos mas
né
Quem ainda não viu pode depois ver a
nossa a nossa aula da semana passada em
que a gente fez uma um exemplo um
exercício de um breve exercício de
análise de um de alguns trechos e nessa
análise muito do que a gente conseguiu
destacar de
elementos de coesão tinha havia
exatamente com questões sintáticas né
questões aí de marcadores discursivos de
conectivos né que são na maioria das
vezes prepos e conjunções
e
muitas das circunstâncias que a gente
notou lá né muitas das
assinaturas de tempo de
modo de lugar de finalidade são
justamente categorias que existem e que
são estudadas e analisadas também pela
gramática na sintaxe especialmente
naquilo que se chama sintaxe do período
composto
é para a gente estudar a aqui nos temas
da sintaxe né uma das questões
principais é a própria ordem direta como
é que é ordem direta em português
sujeito verbo e objeto todos os outros
elementos os elementos acessórios vem
depois de tudo isso né Qualquer é
intromissão de um elemento
diferente Ou qualquer modificação nessa
ordem
a gente geralmente
colocam geralmente a gente demonstra
essa essa modificação por meio da
própria pontuação
a gente tem a centralidade né também um
outro tema bastante importante no estudo
da sintaxe a centralidade do verbo na
análise oracional na análise das orações
por que isso porque o verbo indica o
sujeito o verbo pode reger complementos
o verbo pode ser circunstanciado por um
elemento adverbial né então ele pode ter
aí tá ligado a uma expressão de modo uma
expressão de tempo uma expressão de
lugar uma expressão de finalidade e
assim por diante então muitas das
relações sintáticas a gente vê a partir
do verbo
as relações sintáticas que a gente nas
principais relações sintáticas que a
gente pode
notar e que a gente pode estudar no caso
do português são aí entre o sujeito e o
predicado né estão nessa nessa
interação entre o sujeito e o predicado
entre o sujeito e o seu predicativo que
é um estado atribuído ao sujeito uma
qualidade atribuído ao sujeito
o verbo entre o verbo e os seus
complementos
entre o verbo e os seus acessórios tá
então os complementos do verbo são
itens rígidos pelo verbo que a que tem
que dão essa essa ideia de objeto né o
objeto da ação é o foco da ação e os
acessórios que são justamente essas
circunstâncias de tempo de lugar de modo
enfim
alguns exemplos de sentenças para a
gente analisar minimamente aí esse não é
o foco é novamente nosso mas só para a
gente dar deixar algum exemplo de do que
a gente tá falando né para as pessoas
irem se lembrando
quando a gente diz uma frase como
estávamos satisfeitos né estávamos
satisfeitos tem várias questões aí para
notar a primeira delas é que o sujeito
não aparece na frase escrito com todas
as letras né mas a gente consegue notar
Quem é esse sujeito pela forma do verbo
não mais uma vez aí a gente vê a
importância tanto da questão morfológica
né a forma do verbo nos dá esse essa
partezinha moish aí nos dá que a gente
tá falando da primeira pessoa do plural
então isso aqui se refere a um nós
estávamos satisfeitos
e esse satisfeitos é uma característica
de sujeito que que é atribuída nesse
nesse momento né nessa enunciação Então
a gente tem aqui um sujeito que não
aparece com todos as letras por gente
diz que é um sujeito
desinencial que a gente consegue
perceber pela desinência do verbo
algumas pessoas chamam também de sujeito
elíptico o sujeito oculto né
E a gente tem um verbo que liga esse
sujeito a uma característica dele nesse
caso aqui é um estado desse sujeito que
é satisfeitos e esse estado ou
característica que a gente chama de
predicativo do sujeito
nessa segunda frase aqui as crianças
chegaram atrasadas a gente já tem um
sujeito Expresso as crianças né um
sujeito simples porque tem um núcleo só
crianças
chegaram atrasadas chegaram é a ação que
é que esse sujeito praticou então notem
aqui que sujeito está no plural e o
verbo Então concorda com esse sujeito no
plural então mais uma interrelação aí
entre as características da da forma das
palavras as formas da palavras se
ajustam ou se se
manifestam para demonstrar essas
relações sintáticas que as palavras têm
então chegaram porque o sujeito é plural
nas crianças chegaram atrasadas também
manifesta essa relação atrasadas
relaciona-se às a essas crianças então
aqui a gente tem um caso bem
interessante né As crianças chegaram
praticaram essa ação de chegar
e ao chegarem elas chegaram e estavam
quando elas chegaram elas estavam
atrasadas então atrasadas é o estado das
crianças quando elas chegaram então aqui
a gente tem tanto um
verbo de ação como a gente tem uma
atribuição de
característica nesse caso aqui de estado
né aí sujeito então aqui a gente tem o
que a gente chama de predicado verbo
nominal tem um predicado que tem dois
núcleos o verbo chegaram e um outro
elemento que é o predicativo do sujeito
Então essa frase aqui também tem
predicativo do sujeito
a terceira frase
que a gente vai olhar aqui é Janete leu
um livro então aqui a gente tem o verbo
leu né quem leu Janete então vejam que o
verbo mesmo aponta para o sujeito aponta
para as outras é para as outras os
outros elementos a partir das relações
que desempenha e que desenvolve com eles
então quem leu Janete leu Janete leu o
que quem lê lê alguma coisa Isso
demonstra para mim que um livro é o
objeto dessa dessa leitura né o objeto
dessa ação então a Janete leu um livro
quem lê alguma coisa essa ligação entre
o verbo e essa
esse objeto esse seu complemento cidade
maneira direta então a gente chama isso
de objeto direto então quem lê alguma
coisa leu o que ele leu um livro Janete
tem um livro então Janete o sujeito é um
verbo que a gente chama é para usar a
terminologia tradicional um verbo
transitivo direto e um livro aí é o
objeto direto
traga meu lápis amanhã
então aqui a gente tem uma situação é em
certa medida parecida com anterior mas
também certa medida diferente
então aqui a gente tem traga quem traga
então o sujeito não aparece aqui mas eu
consigo também por conta desse verbo
entender que é você né o sujeito dessa
ação é você essa oração aqui é um pedido
essa esse pedido se
dirige a
uma uma pessoa né que seria ou Você que
não aparece aqui e geralmente quando a
gente faz uma
uma sentença uma frase com utilizando o
imperativo a gente não coloca junto aí o
sujeito a gente omite esse sujeito então
sujeito elíptico traga quem traz traz
alguma coisa então novamente a gente tem
aí uma ligação direta né entre o verbo e
o seu complemento traga meu lápis meu
lápis ou objeto desse verbo
quando quando é a circunstância de tempo
então esse verbo aqui é circunstanciado
esse verbo aqui tem a circunstância
amanhã então amanhã é uma circunstância
de tempo com o chamado também na
tradição
gramatical de adjunto adverbial adjunto
adverbial de tempo
próxima frase é ela se referia a mãe
então aqui a gente tem o verbo
referir-se né então o verbo referir-se
que é um verbo pronominal quem
referia-se ela então ela o sujeito desse
verbo quem se refere
refere-se a alguém então aqui a gente já
tem um verbo que seleciona um
complemento é mais entre esse verbo e o
complemento o verbo rege uma preposição
é que se refere repito refere-se a
alguém ou a algo então aqui a gente tem
esse a com o sinal de crase que
representa Justamente a junção a fusão
da preposição a com o artigo A tá então
lembro que esse a aqui com o sinal de
crase né que muita gente
tem dúvidas aí é simplesmente o feminino
de ao né então ao feminino de a o é
tchau né é a e o feminino de auge é as
né com o sinal de crase
se eu Trocasse essa palavra que mãe por
uma outra palavra masculina ela se
referia ao pai
a gente teria aqui ao né a preposição a
mais o artigo o
se eu colocasse aqui uma palavra no
masculino plural ela se referia aos
irmãos né que a gente teria preposição a
combinada com o artigo hoje tá então
isso indica para gente além obviamente
do exame do verbo é o que a gente chama
de Regência o verbo rege esse
complemento mais entre o verbo e o
complemento o verbo rege uma preposição
intermediária por isso a gente chama de
um objeto indireto
escrevi um e-mail a empresa
aqui a gente tem algumas situações
semelhantes as anteriores e algo
diferente aqui a gente tem escrevi
escrevi
me indica que o sujeito é primeira
pessoa do singular né porque é embora
não esteja aqui explicitamente escrevi
como é a primeira pessoa é um verbo de
primeira pessoa então o sujeito seria um
eu que não aparece aqui tem que estar
oculto
escrevi quem escreve escreve alguma
coisa
a alguém
então notem que aqui a gente tem dois
esse verbo seleciona dois complementos
um direto quem escreve escreve alguma
coisa
há alguém então a gente tem dois
complementos um direto e um indireto é
um verbo transitivo direto e indireto em
que isso ajuda a gente é muitas coisas
uma delas como a gente vai ver adiante é
justamente em saber quando eu devo usar
esse sinalzinho aqui de crase quando é
que eu devo usar esse assento grave aqui
em cima do ar se eu tiver um verbo ou se
eu tiver algum elemento que reja a
preposição a e junto a essa preposição a
eu tenha um elemento feminino um
substantivo feminino então isso quer
dizer que eu posso usar aí eu devo usar
em muitos casos esse sinal de crase tá
então é por isso é tudo isso caminha
junto toda essa análise toda essa todo
esse estudo caminha junto
mas mais algumas aqui para a gente para
a gente finalizar essa parte né fomos a
pracinha mais cedo bom quem vai vai a
algum lugar então notem que aqui esse A
pracinha não é um complemento de fomos
mas é uma circunstância de lugar é a dá
para a gente aí a ideia de
contextualização dessa ideia de
circunstanciação Então nesse caso a
gente tem um verbo intransitivo seguido
de uma circunstância de lugar e de
outras circunstância de tempo fomos
Aonde a pracinha quando mais cedo então
as perguntas que a gente faz ao verbo
são diferentes e as perguntas que a
gente faz ao verbo
nos deixam aí entrever nos fazem
entender Quais são as relações que esse
verbo tem com as demais palavras os
demais elementos das orações
Mas duas frases aqui para a gente fechar
duas frases relacionadas
de certa maneira assim em termos de
sentido Creia em Deus se eu digo Creia
em Deus que em crê crê em alguém né É
aqui novamente eu tenho um sujeito
elíptico que não aparece né eu sei que é
você o sujeito é um isso aqui é
um imperativo né um pedido é um enfim
Creia em Deus e quem crê em alguém esse
em Deus é o objeto indireto de crer
Ok então eu tenho um verbo e o seu
objeto indireto agora se eu digo ponha
sua fé em Deus
é muito parecida em termos de São muito
parecidas em termos de sentido mas em
termos de estrutura Elas têm uma
diferença quando eu digo põe a sua fé em
Deus o verbo é ponha quem põe põe alguma
coisa sua fé objeto direto de ponha tá
porque entre esse verbo e e o seu termo
regido seu objeto não há nenhuma
preposição regida pelo verbo
agora fé tem um complemento
assim como quem crê crê em alguém quem
tem fé tem fé em alguém então esse em
Deus é um complemento nominal ele
completa nesse caso aqui não verbo mas
um nome tá um substantivo
E então aqui a gente a gente fecha essa
essa parte nessa sessão e juntando as
essas
segundas e a terceira segundo tópico e
terceiro tópico que é o tópico da
morfologia com ascentar se a gente tem
esse que o estudo desses aspectos da
forma ou das formas das
palavras
é quando eles se manifestam para apontar
as relações que essas palavras têm entre
si na construção das frases a gente
chama isso esse tipo de estudo de amor
porcentagem por isso que muito daquilo
que se estuda
na na escola nem em gramática acaba
sendo morfossintaxe porque essa junção
da forma né é qual é a terminação do
verbo Qual é a flexão do nome enfim e
como é que essas essas questões estão
ligadas com as relações que essas
palavras têm na frase então por exemplo
quando a gente tem uma frase como os
documentos solicitados vão anexos a essa
a esta mensagem então os documentos
solicitados o fato de que solicitados
está flexionado no masculino plural é um
adjetivo que está aqui flexionado
masculino plural
é demonstra né Deixa claro que essa essa
palavra nesse esse adjetivo é está
relacionado aqui a documentos aqui é uma
briga né
ou o verbo né porque na verdade isso
aqui é um particípio né mas enfim
solicitados está ligado a documentos vão
anexos aqui novamente né na Nexus também
está no masculino plural para demonstrar
essa relação com documentos
a esta mensagem então os documentos vão
anexos essa mensagem vão para terminar o
verbo também concorda com documentos que
é o sujeito
aqui é o seu sujeito
é então isso aqui só para demonstrar a
importância
inicialmente né a importância desses
estudos as aplicações da da
morfossintaxe e né de todo de todo esse
de toda essa parte né que a gente
comentava do estudo
a gente pode ver aplicações para aquilo
que a gente estuda como concordância
então é essa questão aqui dos documentos
solicitados né isso a gente chama de
concordância as palavras que se
relacionam entre si sintaticamente é
devem concordar o que isso quer dizer
quer dizer que elas vão ter
características morfológicas parecidas
Então as crianças chegaram atrasadas
chegaram é plural né terceira pessoa do
plural para concordar com as crianças
que é né crianças é um substantivo
feminino plural o artigo concorda com o
substantivo que delimita né as é um
artigo definido feminino plural
atrasadas que é aqui a característica
é o estado atribuído essas crianças
quando elas chegaram
também está no feminino plural então
notem que as palavras que estão
relacionadas sintaticamente tem
características
morfológicas em comum em outras palavras
as relações sintáticas entre as palavras
em português
transparece o deve transparecer na
maneira como as palavras se constroem na
maneira como as palavras
se formam né estão estão formatadas isso
tem a ver com aquilo que a gente
conversava no início do eixo
paradigmático e do eixo sintagmático né
então para é compor esse eixo
sintagmático eu vou buscar no meu eixo
paradigmático as palavras que estejam
adequadas que se ajustem a essa a
Tagima ou essa construção essas
construções criadas
Outro exemplo é a regência né então a
regência que é são essas perguntinhas
que a gente faz ao verbo não é assim
grosso modo são essas perguntinhas que a
gente faz ao verbo para descobrir quais
são
as relações entre as palavras os termos
que estão próximos e aquele verbo Então
ela se referia a mãe
esse sinal de crase aqui né esse eu uso
desse sinal de crase é é uma decorrência
né seu seus saber usar isso aqui decorre
de eu minimamente entender a regência
desse verbo
né se eu sei que quem se refere
refere-se a alguém ou a alguma coisa eu
sei que eu devo aqui ter uma preposição
a E se eu sei que mãe é um substantivo
feminino eu sei que antes de substantivo
eu vou ter também um artigo feminino que
é a quando eu junto a preposição e a
artigo elas essas duas essas duas
palavras que são iguais foneticamente se
fundem em uma só essa fusão a gente
chama em grego de crase então crase quer
dizer fusão de duas de dois sonhos
iguais tá
isso também pode ajudar a gente aqui na
tradução eu trouxe só um exemplo de um
de um trechinho pequenininho para a
gente ver que é embora as línguas sejam
diferentes e aqui eu não quero não quero
dizer só que o estudo da gramática é
importante na língua é na língua da qual
a gente vai fazer a tradução Isso é
óbvio né É óbvio que é importante
estudar
vocabulário e a gramática da língua da
qual a gente vai traduzir mas também é
importante saber a língua portuguesa né
Quais são as características
morfológicas e sintáticas da língua
portuguesa para que essa tradução seja
possível
afinal de contas a gente traduz o grego
o hebraico em inglês o francês o Alemão
para português então é
o processo se a gente não conhece bem as
estruturas da língua portuguesa a gente
não tem muitas vezes as ferramentas
adequadas para fazer uma tradução
acertada então aqui só para a gente
observar né se eu fosse procurar essas
palavras num dicionário especializado né
uma por uma expressão por expressão num
dicionário especializado Então a gente
tem aqui é a primeira a primeira parte
do
de João 3 16
Então a gente tem outros em grego então
outros ou para quem prefere outra
pronúncia né rutus então
roto seria assim de tal forma dessa
maneira
Lar segunda palavra hajar quer dizer
pois porque
depois a gente tem
Zap e gapsen é uma forma do verbo amar
do verbo ágapor O Haja pau então a forma
desse verbo que está no auristo é ativo
terceira pessoa do singular
Deus na forma do nominativo
O que é a forma dominativa a forma
dominativa usada para o sujeito ou para
o para o predicativo do sujeito
e depois a gente tem
Tony cosmona o mundo no na forma de do
acusativo que se traduz por objeto
direto então vejam que essa
inter-relação e conhecer Quais são as
características
morfossintáticas do português e conhecer
a gramática da língua da qual eu estou
traduzindo é necessário para que a
partir dessa inter-relação desse olhar é
comparativo eu consiga
proceder aí a essa tarefa da tradução
então aí E outra coisa né se eu preciso
é deixar mais adequada ajustar melhor o
meu texto como é que eu vou saber quais
são as outras possibilidades que eu
tenho em termos de paradigma então
como é que eu sei que é assim ou de tal
forma
ou outra palavra com outra expressão
qualquer né é eu eu na hora de traduzir
isso aqui eu preciso prestar atenção a
Quais são as opções que eu tenho no
Paradigma e para eu saber qual é a qual
é o paradigma Quais são as minhas opções
eu preciso conhecer Qual é a
classificação dessa palavra na língua
original eu preciso conhecer Qual é a
classificação dessa palavra original e
eu preciso conhecer as classificações em
português para comparar os paradigmas
Então se aqui eu tenho é esse tipo de
marcador esse tipo de conectivo né que
indica é
dessa forma
assim né Essa questão essa questão é
adverbial eu preciso entender também
quais são as opções em português mesma
coisa
é todas as outras todas as outras
expressões que a gente tem aqui o
próprio lugar que é outro marcador que
pode indicar
resultado que pode indicar conclusão que
pode indicar
pode indicar causa né aqui parece
indicar mais causa Então porque
pois né eu tenho Então as palavras no
paradigma do português que são mais
adequadas para essa tradução
então é essa é mais uma das
possibilidades aqui mais uma das
[Música]
mais uma das
possibilidades de uso né de aplicação
da morfossintaxe então por isso né
porque eu devo
estudar gramática
se eu pensar na construção textual na
forma como a como eu construo na forma
como a gente constrói os textos
É muita gente não
um reflete muito né sobre isso
eu gosto sempre de lembrar que ninguém
quando vai fazer um texto ninguém quando
vai redigir alguma coisa fazer uma
redação
ninguém hoje em dia pelo menos eu não
conheço alguém que vá fazer um texto de
maneira mais mais séria né Eu não
conheço ninguém que
faça Aí o procedimento dadaísta
então dadaísmo foi uma das vanguardas
modernistas
que teve uma expressão não só na
literatura mas também em outras áreas
das Artes e no próprio Manifesto
dadaísta existe a receita de como se
fazer uma uma poesia um poema dadaísta
né dizia lá pega assim um saquinho de
papel pega-se um jornal recortam-se as
palavras
colocam-se as palavras cuidosamente
nesse saquinho de papel cha de papel e
retiram-se as palavras e colam-se as
palavras na ordem que elas são retiradas
do saquinho de papel bom então é claro
que O dadaísmo foi um movimento é de
crítica
a
literatura enfim
criticar os movimentos
contemporâneos anteriores e
contemporâneas
e nesse sentido ele nesse nesse contexto
então ele ele fazer isso tinha um
sentido mas a gente não não escreve
dessa maneira a gente não escreve com
palavras
aleatórias
E pelo fato de muita gente não pensar né
como é que elas fazem para escrever elas
acabam
hiperestimando a sua intuição
Quando aquela coisa de escrever uma
frase e pensar assim será que essa frase
está bem escrita Ai eu acho que essa
frase está bem eu acho que essa frase
não está bem escrita essa frase tem
algum problema como é que eu posso
modificar essa frase Esse é um uma
descrição de um de um de alguém que
escreve
sobrecarregando aí a sua intuição
Olha a frase e
tenta então ver se essa frase está bem
informada ou não está bem informada
muita gente especialmente hoje em dia
é atende aí as sugestões do corretor
ortográfico do corretor de gramática e
de maneira sim quase que instantânea e
cega né confia cegamente no corretor é o
que pode ser um problema porque o
corretor não entende de não entende por
melhor que seja o corretor ele não
entende de palavras que são que se
parecem ou que são Às vezes tem a mesma
grafia mas tem sentidos diferentes o
corretor não costuma
dar a você a adequação daquele texto a
situação de fala não costuma dar a você
é
algumas opções sobre o peso daquele
daquelas palavras né se aquelas palavras
estão adequadas ao contexto então
muitas vezes confiar cegamente no
corretor é Pode ser aí é pode pode
se a receita para se escrever algo que
não está tão bem adequado e mesmo assim
alguns
algumas inadequações gramaticais podem
passar justamente porque o corretor por
melhor que seja repito não substitui a
essa essa leitura e essa
essa
leitura atenta e crítica pessoal não é
Além disso
a gente escreve tentando dar clareza
objetividade e precisão
e se a gente tem as ferramentas
adequadas para isso né que não vão ser
dadas pelo próprio computador pelo
corretor ortográfico que dificilmente
vão ser dadas pela intuição A não ser
que essa nossa intuição seja muito bem
alimentada e instruída por uma leitura
crítica e atenta
e até mesmo pelo estudo né é a clareza a
objetividade e a precisão que são
características muito importantes do
texto não vão vir assim não vão cair do
céu né não vão vir é do nada
para que a gente tem essa clareza essa
objetividade e essa precisão a gente
precisa desenvolver essa consciência e
esse Domínio das estruturas da língua e
de como elas funcionam
e como é que a gente pode desenvolver
tudo isso a gente pode desenvolver isso
tudo isso através da leitura né e a
gente volta
a
aquela aqueles comentários né que sempre
os professores de português costumam
fazer não para escrever bem você precisa
ler mais você precisa ler é
você precisa ler para escrever melhor né
mas que tipo de leitura seria essa né
uma leitura é interpretativa uma leitura
crítica no sentido de ser aquela leitura
que faz perguntas né Porque será que o
autor escreveu dessa maneira porque será
que esse texto utilizou essa construção
das palavras Será que essa construção
tem no sentido mais específico será que
é essa essa palavra aqui é poderia ter
sido outra né Será que aqui poderia ter
sido escolhida outra estrutura né porque
foi usada essa esse sinal de crase Quem
foi usado esse sinal de crase Nesse
contexto aqui então essa observação essa
interação com o texto né de ler o texto
fazer perguntas sobre esse mesmo texto
observar os detalhes desse texto isso
cria
no leitor essa da ao leitor essas
ferramentas de
pela percepção da essas ferramentas que
podem ser reaproveitadas mais tarde na
produção textual é uma produção textual
que também precisa ser exercitada
precisa ser exercitada para que ela
tenha
intencionalidade adequação e precisão
né como eu disse é a gente não vai
escrever como no procedimento dadaísta a
gente não vai escrever simplesmente É
sobrecarregando talvez aí a intuição
Talvez uma intuição que nem esteja sendo
tão bem informada por uma leitura mais
atenta mas estudada
nesse caso a nossa
Além de a gente trabalhar e a gente
exercitar esse tipo de leitura mas
direcionada a gente também precisa
exercitar uma escrita intencional
escrever
as estruturas construir as estruturas de
propósito fazer as frases de propósito
prestar atenção a adequação não só
adequação gramatical mas também
adequação dos Sentidos
das palavras utilizadas A precisão é
muito importante usar termos mais
genéricos mais Gerais usar qualquer
palavra que vem a cabeça muitas vezes
não é aí o meio mais acertado e mais
adequado de se inscrever tá é importante
exercitar a precisão as palavras não
significam não querem dizer todas o
sinônimos não significa exatamente a
mesma coisa eles têm aí é
nuances de sentido e se diferenciam às
vezes por nuances e é importante a gente
a gente notar essas essas diferenças na
hora de descrever tá então porque será o
medo né porque o medo da gramática e dá
análise sintática
algumas razões para isso podem ser a
própria o estudo descontextualizado
estudar as formas da língua simplesmente
com atenção para a nomenclatura das
estruturas e não para as funções dessas
dessas construções na língua
então
na memorização das regras
a memorização então aquelas aquelas
coisas das musiquinhas das regras para
decorar quando é que eu uso isso quando
é que eu uso aquilo Enfim
sem entender como é que isso está
relacionado ao texto né que eu leio como
isso está relacionado o texto que eu
escrevo então Claro aqui a gente deu
alguns exemplos isolados de frases
isoladas Mas isso não é essa não é a
maneira mais adequada a maneira mais
adequada é a gente
fazer esse estudo sempre atrelado
aos próprios textos
é que é em última análise o material com
que a gente vai trabalhar tá então o
estudo desse contextualizado
das estruturas da língua seja qualquer
língua o estudo das formas com atenção
para as formas em si e não para as
funções que elas têm para o seu uso
é geram aí uma situação de
dificuldade de grande dificuldade né de
entendimento de compreensão
e que caminhos a gente poderia propor aí
para para finalizar
é mais atenção ao método que se usa né
então novamente
é o a metodologia aí da memorização das
regrinhas né de das regrinhas
observacionais
a memorização de certas de certas
musiquinhas e certas certas ajudas para
memória né
memorização de dos termos técnicos das
nomenclaturas isso pode ajudar a gente a
passar de repente aí uma prova de
concurso Mas é só isso né talvez
é muito provável que a coisa não não
siga muito adiante né Depois da
aprovação no concurso aí a pessoa né
Mas
se for mais ali
se fosse mais mais justa e honesta e
Teria que começar a estudar todas as
coisas que que simplesmente memorizou
antes para que tenha aqueles
conhecimentos Se eles forem necessários
de Fato né para suar atuação
é Então essa é uma questão uma outra
questão seria a conscientização das
formas e das suas funções
quer dizer estudar
as formas nos seus contextos
observar as formas dos seus contextos
então analisar em vez de analisar uma
frase em vez de fazer uma análise
sintática de uma frase
observar no texto um parágrafo observar
uma frase em um texto e nessa frase
observar as características
da forma né as características
morfológicas as características
sintáticas Quais são as relações
sintáticas E aí de quebra Você ainda
estuda também a estrutura do texto e
observa ali como é que as ideias
se
organizam nesse texto e dessa maneira
você
treina você exercita uma leitura crítica
e direcionada lembra que crítica nesse
sentido é uma leitura que que faz
perguntas uma leitura que percebe as
características é uma leitura que
percebes nuances e que se pergunta se
alterações poderiam ser feitas qual
seria ou quais seriam as consequências
dessas alterações né isso seria uma
leitura crítica uma leitura mais atenta
estudada direcionada e também uma
escrita intencional
então
é por isso que eu digo que a análise
gramatical né ela não é um bicho de sete
cabeças e nem de quatro nem de 3
análise gramatical pode deixar de ser um
pesadelo sim e pode passar a ser uma
ferramenta uma ferramenta de descoberta
uma ferramenta de estudo de uso
consciente da língua
é tanto para leitura para uma leitura
mais direcionada e mais atenta aos
detalhes como para uma escrita mais
precisa e direcional e intencional tá
Então
essa é minha a minha sugestão aí para
você que estuda ou para que para você
que não estuda ainda o que pensa em
estudar a gramática de maneira mais
atenta aí mais séria Essas são as minhas
sugestões para você obviamente o nosso
objetivo nesses minutos aí a gente até
extrapolou um pouquinho hoje mas o nosso
objetivo hoje não é
aqui ser uma uma gramática ambulante né
um curso de gramática completo mas é
simplesmente falar de quais são as
partes
principais desse estudo e dar aí algumas
sugestões sobre como esse estudo pode
deixar de ser um
lobo mau um bicho papão que as pessoas
têm têm medo e se Assustam para ser
ferramentas importantes que podem ajudar
você a ler melhor a escrever melhor a
traduzir melhor né seja no contexto
geral de texto Gerais seja no contexto
mais específico de leitura do texto
bíblico ou até mesmo num contexto de
exegese de análise energética dos textos
bíblicos
muito bem então é isso gente por hoje a
gente falou aqui de alguns temas
bastante
tocou Aí em algumas palavras bastante
importantes e bastante fortes né
mas palavras meio Poderosas né Na
próxima aula a gente vai falar sobre o
tema
as palavras têm poder que que você acha
você acha que as palavras têm poder se
você acha que sim se você acha que não
ou muito pelo contrário não é se você
não tem uma opinião sobre isso então na
próxima quinta-feira você é meu
convidado a se juntar a nós nesse estudo
é nosso curso linguagem fé e comunicação
e a gente vai falar sobre
com esse título sobre temas da
linguística e também
temas que dizem respeito e que podem ser
ferramentas
colocadas à disposição de uma leitura
melhor e mais atenta e de uma escrita
também mais precisa
Uma boa noite para todos muito obrigado
aí a quem se juntou a nós no dia de hoje
e na quinta-feira que vem a gente
continua essa conversa e a gente
continua esse curso
Tchau tchau

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