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A fé vem pelo ouvir

Baquaqua, Divino e narrativas de liberdade (retratos de baquaqua e divino) – BTCast 478

Baquaqua, Divino e narrativas de liberdade (retratos de baquaqua e divino) – BTCast 478

Baquaqua, Divino e narrativas de liberdade (retratos de baquaqua e divino) – BTCast 478

Muito bem, muito bem, muito bem, começa mais um BTCast, o seu podcast de teologia! Nesse episódio de estreia da nossa BTWeek, Rodrigo Bibo conversa com Leonardo Cruz e Higor Ferreira para falar sobre Baquaqua, Divino e a escravidão. Você sabe o que esses nomes significam? Como esses personagens foram relevantes para a fé cristã e também para esse período de escravidão? Como se deu essa luta deles nesse tema? Saiba mais sobre a vida desses homens que lutaram muito pela liberdade e sua relevância para a fé cristã. Mahommah Gardo Baquaqua foi um homem africano, sequestrado escravizado por traficantes. Nativo de Zooggoo na África Central, um reino tributário do reino de Bergoo, trabalhou no Brasil como cativo, contudo conseguiu fugir para Nova York em 1847 garantindo sua liberdade. A história de Agostinho deixa muita perguntas sem resposta. Pouco se sabe da vida dele, de onde veio, para onde foi. O que se sabe é que ele era um negro letrado e que fundou a primeira igreja protestante brasileira, e que essa igreja era negra. Sabe-se também que na sua trajetória política conheceu Sabino, o líder da revolta baiana conhecida como a sabinada. Ele participou da Confederação do Equador. Quer saber mais sobre essas histórias? Isso e muito mais agora, nesse BTCast!

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O podcast cristão do Bibotalk tem a missão de ensinar teologia em áudio a fim de ver o crescimento bíblico-teológico da igreja brasileira.

Arte da capa: Guilherme Match (conheça o trabalho dele http://instagram.com/yohke)

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Legendas automáticas:

[Música]
muito bem muito bem muito bem começa
mais um btcast aqui na btu Bíblia e
racismo estamos no terceiro episódio E
hoje vamos falar sobre duas figuras
históricas aliás gente figuras
históricas ou personagens históricas ou
as duas formas são possíveis já quero
começar sendo já aprendendo isso aqui
olha eu acho que cabe tudo isso aí né
figuras históricas históricos
personagens sujeito Depende do que você
quer enfatizar né Depende do discurso
que você propõe Mas cabe tudo agentes
históricos cabe bem aqui para esses dois
personagens que a gente vai falar hoje
hein Olha só que legal terceiro episódio
da btwick Bíblia racismo Léo Cruz e
igor@ questão de história se você ainda
não segue segue lá no Tik Tok no
Instagram @ questão de história e Leo
Qual é o teu Instagram Léo Onde é que tu
mais age no Twitter né Léo no Twitter
mas o teu Twitter é mais esquisito não é
@_96 olha aí Léo underline Cruz
underline 90 e 96
vocês cara meu deus do céu Sério mano é
uma criança gente é um menino é um
menino prodígio gênio Tem quantos anos
Igor eu tenho 32 nasci em noventa Caraca
se que legal mano Poxa eu nasci em 82 tô
com quarentinho aí é nós mas gente olha
só então Léo Cruz e Igor professor de
história estão com a gente aí nesses
episódios falando sobre Bíblia e racismo
já tivemos dois episódios sensacionais
Tá bom então volta aí caso você chegou
aqui nesse Episódio por conta do nome ou
alguém compartilhou com você sabe que
nós estamos numa semana inteira pensando
a questão da hermenêutica da Bíblia da
questão do racismo então tem muita
informação legal pra gente pensar e se
conscientizar Hoje vamos falar então de
dois agentes históricos a gente falou do
Luther King no episódio passado uma
história Mega conhecida aí que a gente
deu alguns contornos e fez algumas
colocações até relacionando com a
questão da fé e vimos como questões
teológicas é influenciam nessa luta aí
pela questão da liberdade e hoje Léo e
gordo duas personagens aí que a é vocês
realmente cavocam a história porque até
a gente entendida e dos Paranauê tipo
nossa nunca ouvi falar debaqua nossa
então assim Hoje vamos falar dessas
desses dois agentes sujeitos históricos
aí porque nós temos também no Brasil
lutas pela Liberdade que merecem ser
conhecidas bem vou aqui me recolher e
deixar os meus dois amigos aí
conversarem porque gente ó Parabéns
Quero Agradecer aqui a vocês aí
agradecer ao léu né pela ideia de fazer
essa btu aí que e esses podcast sobre
Bíblia racismo hermenêutica aí me
apresentou o Igor cara gente boa demais
bem-vindo à família Igor e estamos gente
é Igor com a gata não é o Igor ele não é
o Igor do Flow está bom ele é o Igor é
só o Igor mesmo com h e gente boa tá bom
[Música]
E aí Vamos lá gente No Brasil temos
histórias legais para conhecer também
sobre essa luta e por onde a gente
começa já me localizem eu gosto de ser
localizado na linha do tempo entendeu
Tipo bem assim didático de documentário
o ano era de 1800 essas duas figuras aí
sobre as quais a gente vai falar elas
são do século 19 ali da metade do século
19 mais ou menos e é um século bem
interessante escravismo não apenas
porque ele ainda permanece ali muito
presente nas chamadas sociedades
atlânticas Então pega tanto a África
como as Américas e também algum nível
Europa mas também porque o século XIX é
um século que tem muita documentação
então a gente consegue localizar muita
coisa acaba sendo até um lugar mais
tranquilo para pesquisa histórica
Geralmente quem trabalha com a minha
temática trabalha com temática de
escravidão algo assim costuma fugir um
pouquinho no século 18 se puder ou então
pega ali aquele último quartel os
últimos 25 anos no caso e século 17 mano
é loucura é difícil né mas claro tem
fonte também mas quem quer muita fonte
assim Ir para arquivos sem enxurrado de
fonte vai no século XIX Então são duas
figuras de um século onde ainda a
permanecer da escravidão e no qual a
muita documentação disponível para a
gente e aí a gente acaba conseguindo
fazer toda essa perscrita aí da vida
dessas pessoas de algumas figuras
históricas importantes como a gente
falou personagens para poder enfatizar
questão do protagonismo deles que nos
ajuda a pensar não apenas as suas
trajetórias de modo isolado mas a
interação dessas trajetórias com o
contexto maior dos cabíveis colonial e
também com as lutas pela Liberdade
porque são figuras que estão pensando e
agindo em favor da libertação pessoal e
também algum nível de uma libertação
coletiva e nesse caso desse podcast de
hoje duas figuras que também mobilizam a
fé cristã para isso Ou que também não é
uma Norma não quer dizer que todos assim
eu façam mas essas duas aí tem essa
característica esses dois personagens
dessa característica e é por isso que
está fazendo catequese bora bora bora
então bora lá ó Isso é muito legal né
enfim depois a gente
Divino Divino mais divino mestre Olha aí
ele tem o nome ou esse é o apelido ou
esse é o nome apelido o nome dele é
Agostinho José Pereira reconhecido como
Martinho Lutero negro Caraca que da hora
bem vamos por quem que a gente começa né
que são duas figuras de alguma forma não
estão conectadas pessoalmente mas estão
na mesma luta mas em momentos um pouco
diferentes ou lugares diferentes por
quem que a gente Comece então para falar
mais uma história inspiradora da luta
pela Liberdade e tendo como plano de
fundo a fé cristã eu acho que a gente
pode começar pelo bacura né o bacupar é
uma figura fundamental né que é muito
mais conhecida até por algumas pessoas
pelo fato de ter uma autobiografia que
foi aí explorada historicamente Então eu
acho que tem esse traço importante tinha
José ele é conhecido a partir das fontes
investigativas sobre ele daqui a pouco a
gente fala melhor sobre isso mas bacura
não ele é conhecido porque ele produzia
uma narrativa sobre a sua própria
história e acabou que isso chamou muita
atenção né porque quando você se vê
diante de um documento que é uma
autobiografia de um sujeito que foi
escravizado na África trazido Américas e
passou por diferentes cidades atlânticas
obviamente Isso vai ser tratado como
ouro como uma coisa muito valiosa pelos
historiadores e vai estar presente aí em
vários cursos em várias pesquisas
históricas Então acho que vale a pena
agora tem uma coisa importante Bibo que
é situar os do ponto de vista como você
falou assim eles estão em lugares
diferentes estão em lugares próximos Bom
vamos lá do ponto de vista temporal Eles
são muito próximos Ambos são do século
19 próximo daquele meado no século 19
ali então eles estão ali interagindo
historicamente no mesmo tempo embora
relacionalmente não tem um se conhecido
não tenho trocado ideia tá então são
histórias simultâneas vamos dizer assim
em algum sentido mas que não se tocam no
ponto de vista relacional e isso ajuda a
gente a pensar como tem muita gente é um
indício né como tem muita gente lutando
por essa causa que não tá
necessariamente em contato mas que tá
pensando essas questões e interagindo
com elas tanto no ponto de vista teórico
como também do ponto de vista da prática
da ação cotidiana me lembro até a
reforma protestante né que começa em
vários lugares da Europa sem conexão
aparente né é o movimento do Espírito
Santo porque o Igor ele mencionou ali no
início cidades atlânticas tá ele não tá
falando de Atlântida da cidade perdida
gente Poxa ainda em tempos aí de wakanda
Mano não não é isso não é isso é porque
é o seguinte mais recentemente na
história As pessoas foram percebendo que
não existe o que a gente costumava
chamar assim para quem que estudou na
escola ali nos anos 80 90 de essa
história dois Ingleses essa história
dois espanhóis dois portugueses
fechadinho não é É principalmente essas
biografias de escravos Elas mostram que
esse mundo era muito mais interconectado
com vários pontos de relação e trocas
entre senhores escravos entre Ingleses
espanhóis portugueses mestiços crioulos
e é uma coisa muito mais complexa tanto
que o bacu é ele ele sai da África passa
pelo Brasil Nordeste do Brasil vai para
o Sudeste Vai para os Estados Unidos vai
te Canadá Inglaterra e quer voltar pra
África e ele assim Ele viveu tudo isso
outros libertos conseguiram ter essa
dinâmica de vida não só buscar
libertação não Só porque foram induzidos
a isso por migrações forçadas pelo
cativeiro mas também porque quando
Livres eles queriam lutar pela causa
então foram tentar mobilizar outros
escravos outros africanos ou negros pela
pela causa abolicionista então assim são
cidades atlânticas porque são pontos de
conexão em toda uma rede comercial uma
rede migratória que passa pelo Oceano
Atlântico e isso é o que a gente chama
de história Atlântica né dentro da
pesquisa
essa não aprendeu nem na escola Fala
sério mas vamos lá então gente legal a
gente fez achar já colocamos as peças
aqui esse barco também é nome também é
nome de guerra como é que é é nome
próprio mesmo é o nome dele próprio é na
Romar gado da capa e marromar aqui é
como se fosse uma corruptela de Mohamed
então tem uma correlação histórica
também com o local onde ele estava
situado na África ele morava numa região
que ele vai chamar de zubu aí me
confirmar e Léo É isso mesmo né sim é
essa essa região dos una em inglês é
onde hoje é cidade de judô
porque até Bibo ajuda a pensar num filme
que não sei quando as pessoas estão
ouvindo esse podcast mas eu tô aqui
presumindo que vocês estão vendo a gente
no lançamento porque essa forma correta
de consumir as coisas né enfim e aí é lá
o filme mulher Race passa no Benny né o
filme que tá agora no cinema mulher rei
é esse contexto eu vi que você fez até
um Rios aí falando um pouquinho sobre a
região e diz que o filme é bom para
caramba né mano tem alguns probleminhas
mas o filme é bom o filme é bom eu gosto
do filme
probleminha cinematográficos ou de
leitura histórica assim
que tenha tentação histórica mas assim
ainda assim o filme vale a pena mas a
gente pode falar desse outro momento
ficou
boa vou pedir para ele te chamar Igor
vocês falaram sobre mulher tá então ele
é dessa região lá tem essa essa E então
lá ele ele é escravo nessa região não
ele é tirado de lá como escravo é isso é
ele é um cara livre Ele é um homem livre
de uma família de gente livre inclusive
o pai dele ele menciona o pai dele ele
usa o termo maom metano Ou seja é
islâmico né ele só serve a Maomé e na
autobiografia dele inclusive ele
registra como é que isso funcionava
aquela sociedade como é que era o culto
e ele até informar uma coisa bem
interessante ele fala assim eu percebo
que os maom metanos são muito mais
Devotos nos seus cultos do que os
cristãos e é isso já é o bacura já
escrevendo já sendo cristalizado né
porque é bom deixar claro que ele tá
escrevendo a biografia dele já depois de
ter passado pelo cativeiro cristianizado
né através de um contato com um pastor
um missionário batista e tá voltando e
refletindo sobre a sua trajetória então
ele vai ser um homem livre vai trabalhar
para o rei inclusive da região só que
dado momento em função ali de alguns
problemas locais ele vai ser escravizado
o que era muita gente não sabe disso
muito comum no ambiente africano tá a
instituição da escravidão na África não
é uma instituição que vem de fora para
dentro ela já está estabelecida
inclusive é uma instituição
profundamente consensual tanto no
ambiente africano quanto no ambiente
também sul-americano de modo geral
americano de um modo mais amplo então
ele vai ser escravizado vai sair pelo
Porto de cuidar que inclusive é o porto
que aparece no filme Muriaé também e
dali vai ser trazido para as Américas
ele vai narrar os terrores da escravidão
ali e vai narrar os terrores do Navio
Negreiro Então a gente tem ali um relato
de alguém que viveu no navio negreiro e
vai contar um pouquinho pra gente essa
trajetória mas antes morava na África
ali no Berlim e aí depois vai ficar e
antes de ser traficado pelos europeus
ele tinha sido cativo dentro dessa
dinâmica interna na África porque o bacu
ele vai dizer que começou os estudos ali
dentro do do Islã né para aprender o
coral e ele não se dedicava muito a isso
era um moleque que não gostava muito de
estudar o tio dele era Ferreiro e ele
não quer aprender a profissão do tio
então ele vai trabalhar como carregador
numa caravana até que ele em algum
momento ele resolve tomar um rumo na
vida e vai trabalhar serviço do rei da
região dos Gugu como guardar pessoal
sendo guarda pessoal do Rei bom para uma
excursão para negociar com uma outra
cidade que é a cidade de Sul bruku que
hoje fica na região norte de Gana e lá
tem uma festa ele fica bêbado quando ele
acorda ele já tá sendo traficado viu
pessoal drogas não compensam beber não
compensa galera viu ali ou é sério esse
negócio aí mano o cara foi num rolê e do
Rolê tava no navio negreiro velho tava
falando Navio Negreiro ele é cativo
dessa região de guerra em 1831 Aí depois
ele liberta E aí tem uma incursão na
África que aí ele vai vir na igreja 845
E aí ele nesse ano ele faz essa
trajetória que se chama de travessia do
Meio inglês Mira ou peça porque essas
narrativas de liberdade elas enfatizam
muito isso e de como atravessar o
Atlântico saindo da África chegando na
América a percepção do mundo do cara
muda e aí ele desembarca em Pernambuco
né em Recife mas depois ele é comprado
no mesmo ano por um confeiteiro de
Olinda E aí ele fica lá um tempo com
esse cara e depois ele vai para as mãos
de um comerciante português a gente tem
até o nome dele Clemente o Zé da e ele
vem para o Rio de Janeiro e ele trabalha
como um serviçal do navio isso era navio
de carga e essa relação do David carga
tem tem a ver para explicar como é que
ele consegue a libertação dele que não é
no Brasil é nos Estados Unidos
[Música]
Pois é então o cara rodou mesmo mas
vamos lá eu queria um pouquinho não sei
se vocês saberiam dizer porque o Igor
falou ali do naquele narra Os horrores
do Navio Negreiro a gente já ouviu falar
sobre isso Inclusive tem até uma
discussão sobre esse nome que não pode
falar esse nome lá tentando uma
discussão aí do Politicamente correto
pelo que eu lembro e tal mas enfim um
pouquinho sobre esse horror do que era
esses navios aí eu lembro muito do filme
Amistar do Spielberg é com aquele ator
clássico lá que eu esqueci o nome dele
agora o bicho ele tá é quase diante de
tudo quanto é filme e nesse Ele é Um
clássico que tu esqueceu o nome do cara
né mas mano sabe aqueles coadjuvante não
mas em mim é defesa eu tenho metade da
audiência comigo que aqueles códigos
que tu não lembra o nome do cara tu
lembra o nome do ator o cara tá em tudo
mas você não sabe
eu ia falar sem olhar no Google Houston
isso aí esse cara tem tudo e se o menino
é com ele esse filme é Amistar mas enfim
como é que era esses na visitar o que
que o bacuca relata ou que vocês é de
como professores de história só poderiam
aí questão de um ou dois minutos relatar
um pouquinho como é que funcionava essa
dinâmica desses navios que transportavam
os escravos e tal então eu vou deixar o
barco a falar né eu separei um trecho
aqui da biografia dele no qual ele narra
o navio negreiro Então não vai ser nem a
minha interpretação é aduba 4 ele fala
assim a única comida que tínhamos
durante a viagem era milho cozido
mergulhado em água não consigo dizer
quanto tempo ficamos confinados daquela
maneira Mas pareceu um período muito
longo nós sofremos de muitíssimo com a
falta d'água Mas você era negado tudo
que precisava meio litro por dia era
tudo que era permitido e nada mais e um
grande número de escravos morreram na
travessia houve um pobre companheiro que
ficou tão desesperado pela falta d'água
que tentou retirar de supetão a faca do
homem branco que trazia a água quando
foi levado para o convés no alto e eu
jamais soube o que sucedeu a ele Suponha
que ele tenha sido lançado ao mar quando
qualquer um de nós se rebelava a sua
carne era cortada com uma faca e Pimenta
e vinagre era um esfregados a fim de nos
tornar dóceis inicialmente eu sofri
junto com o restante de nós muito de
enjoo do mar mas isso não provocava
nenhuma preocupação nos nossos brutais
proprietários os nossos Sofrimentos eram
só nossos não tínhamos ninguém com quem
compartilhar as nossas aflições ninguém
para cuidar de nós nem para nos falar
uma palavra de consolo alguns eram
lançados ao mar enquanto ainda tinham
fôlego nos seus corpos quando se pensava
que uma pessoa não conseguiria viver ele
se livravam dela dessa forma só duas
vezes durante a viagem tivemos permissão
para subir ao convés para nos lavarmos
uma vez em alto mar e outra vez um pouco
antes de entrarmos no porto ou seja o
cara narrar aqui o terror dessa viagem
né É um lugar fértil do escuro uma
umidade muito grande pouca comida pouca
água risco constante de morrer com
doenças quando não também de ser
violentada de alguma maneira ou ser
jogado fora do navio se ficar enfim se
fizer mais sobre ordenação Se ficar
doente tem muitos riscos aí naturais e
também de ação humana de uns contra os
outros Nossa E aí daí a gente para uma
polêmica que volta e meia aparece dos
africanos escravizarem os africanos
então não tem porque reclamar de racismo
e consequências do racismo e tal Eu
falei agora pouco que o bacura ele se
tornou cativo por conta de uma incursão
em 1831 quando ele ainda estava em
África por conta do reino de zugui sobre
o cu que são duas cidades diferentes
Então isso é uma evidência do que o
Google falou que a escravidão era ativa
era consensual na África Mas a gente não
pode dizer que são africanos
escravizando africanos porque essa
identidade comum ela não é construída na
África ela é construída por conta dessa
experiência de Sofrimento compartilhada
na travessia do Atlântico então é quando
esses caras que vem de nações diferentes
eles são forçados sobre a mesma condição
quando eles desembarcam no Brasil eles
são forçados a estarem Unidos ou algo
buscarem uma união porque se na África
eles estavam luta contra os outros aqui
eram eles contra os brancos e para os
brancos eles eram tudo negro não tinha
essa a diferença de origem de origem
étnica ela não tinha um peso
significativo a ponto de distinguiar
vamos
do pessoal da Guiné como povos distintos
não ela tava tava tudo debaixo da
categoria negro então é quando eles vão
experimentar esse sofrimento
compartilhado que a escravidão é
infringiu sobre eles é que Inclusive a
gente vê isso no bacura mas em outras
histórias como por exemplo uma mais
conhecida que é do o lauder coreano é
que surge essa essa compreensão de que
somos todos irmãos e precisamos libertar
nossos irmãos e isso é construído pela
escravidão na América isso não tá na
África por isso que não faz sentido
dizer que africanos escravizadas
africanos e a gente não pode olhar de
forma crítica pra escravidão porque na
África essa compreensão de Irmandade
africana ela ainda não tinha sido
construída ela é resultado da Leitura
que os africanos fazem Ao serem
escravizados e Passarem a viver na
América debaixo do regime da escravidão
E aí isso acontece um dos problemas do
filme mulher rei que é exatamente
colocar na boca de personagens do século
xixi africanos um discurso que é
praticamente um plano africanismo fora
do seu tempo então ele pega um discurso
do presente e é boca de alguém do
passado percebe é tem uma dimensão
política nisso aí que Claro tem o seu
valor mas o ponto de vista histórico É
inacurado agora só complementar uma
coisa que o Léo falou é embora é claro
do ponto de vista relacional escrava
escravo né o negro é visto como negro os
senhores comprendiam que eles eram de
origem diferentes inclusive usavam isso
em seu favor então não por várias vezes
na montagem das escravarias eles
misturavam por exemplo um cara que é
iboco um iorubá com outro cara que é
Cabinda um Benguela um Gege coloco todos
nós gravaria sobre a intenção exatamente
de dificultar articulações internas uma
vez que ele sabiam que embora fosse
africanos era africano de origem
distintas e portanto muitas vezes
inclusive traziam historicamente
conflitos das suas regiões de origem que
tinham que ser superados ali né num
outro contexto porque você elabora né
bíblico A relação mas que De algum modo
poderiam dificultar mas como o Léo falou
é até o Robert lente fala isso antes que
os europeus conhecessem a África os
africanos a conheceram eles abriram
antes Como assim é como se todos eles se
encontrassem navio negreiro e
percebessem que entre eles Há muitos
traços comuns Então antes que os
europeus descobrissem a África os
africanos já descobriram no processo de
espórico caraca olha aí gente bacana
bacana esse essa explicação aí voltando
então para o quá quá ele vem nesse navio
aqui então ele é comercializado para um
confeiteiro certo seja um confeiteiro
tem uma quaco aí como sei lá ajudante ou
sei lá o que que um escravo fazia ele
comprava as coisas na feira os cara
fazia várias coisas mas no caso do que a
gente tem de fonte o bacu ele ia
resolver as coisas na feira Poxa então
tu ele era um auxiliar do do Confeiteiro
é interessante porque quando a gente
pensa em escravo geralmente é uma figura
e de fato aconteceu é a Senzala é o
campo é o aquele cara que batia nos
escravos esqueci o nome agora
é exato exato a gente pensa muito em
escravidão E com isso eu não tô querendo
diminuir tá gente querendo ou não ele
era um escravo e ele tinha um senhor mas
a função dele era uma função de tipo
auxiliar ele não era eu não imagino
assim ele tava ali sendo açoitado ou não
também não sei também né vai que ele
chegava lá com a encomenda o cara como
pagamento dava uma chicotada uma
chibatada nele mas e assim tu falou que
ele era um auxiliar como é que é assim
os escravos Tinha sim Essas funções mas
comuns por assim dizer porque a
geralmente a gente pensa em escravidão
pensa muito essa questão da Senzala né
do sofrimento e tal é claro gente eu sei
que é um sofrimento ser escravo mas
Vocês entenderam onde eu quero chegar
tipo ele era um auxiliar de um
confeiteiro às vezes ele poderia até ter
uma vida Tecnicamente é ok ok ok não é a
palavra Olha eu usando alguém aqui mas
não é possível sabe porque Bíblia porque
acontece existe um Imaginário nosso
sobre como a escravidão funciona esse
Imaginário sempre nos associa ao
ambiente da Senzala e das suas dores e é
claro que esse ambiente é muito forte
porque porque o Brasil é estabelecer os
seus cada vez no colonial sobre essa
lógica tá então o Brasil ele construiu
uma dinâmica Extra muito voltada pra
montagem de pequenas médias e grandes
trabalhistas em regiões rurais para a
produção rural em geral para exportação
ou para outras funções ali próprias da
ambientação Rural mas existia também
outras ocupações para os escravos porque
a escravidão ela tem uma capilaridade
Então ela tá penetrando em todos os
ambientes da sociedade então havia por
exemplo uma escrava doméstica que
cuidava de uma criança e que do ponto de
vista comparativo obviamente usufruir de
uma existência para não chamar de melhor
para não apanhar aqui menos penosa
entendeu mas comparativamente a gente
poderia chamar de melhor porque ela não
tá subordinada a certas dores que outros
africanos inclusive da sua própria
região Talvez né outras dores as quais
eles também estavam submetidos gente
querendo deixar bem claro a gente não tá
diminuindo por favor gente a gente tá
fazendo comparando a complexidade disso
só o Episódio quando ele racismo
estrutural exatamente e essa operação
dos escravismo nas cidades no campo
tinha suas diferenças de Fato né e o uso
do fruto da vida é diferente por isso
que a gente sempre fala tão importante
ou mais do que pensar na Liberdade
jurídica é pensar na experiência
histórica porque porque a palavra
escravo ela dá conta de uma série de
experiências diferentes uma categoria
muito abrangente por exemplo escravo na
África também tinha escravo trabalhando
por rei tinha escravo que era
trabalhando uma casa
[Música]
Isso me lembra inclusive o império
romano que tinha escravos com trabalhos
bem manuais pesados iam para as batalhas
enfim né eram experiências circenses né
E lá dos Coliseu e por aí vai enfim
trabalhos assim que realmente a vida era
prejudicada enquanto outros escravos na
escravos de César do império eram até
enterrados dignamente né então você
ambos eram escravos obviamente tinham a
categoria de coisa por assim dizer e
tinha um senhor mas em termos de
qualidade de vida por assim dizer sim ou
Nossa eram coisas bem abissais entre um
e outro né Exatamente esse é o Ponto
Central O que marca a escravidão o que
denota a escravidão não é exatamente o
tipo de vida que a pessoa vai levar do
ponto de vista laboral mas o fato dela
ser propriedade Esse é o ponto da
escravidão ele é um objeto transmissível
Então ele pode ser comprado vendido
herdado alugado Esse é o Ponto Central e
a qualidade o tipo de vida que esse
carro vai ter é diretamente relacionado
ao perfil do seu então existem senhores
que parecem ser mais Eh vamos dizer
assim tênues tá e outro senhores que são
mais tirânicos então a relação é muito
importante você tem que pensar o
seguinte o escravo ele não é um alvo ele
não é um objeto de fetiche meramente ele
é um trabalhador e existem pessoas que
sabem lidar melhor com seus é Operários
e outros não mesmo no mundo da Liberdade
como nosso hoje em dia todos nós aqui
temos empregos Mas ou alguns somos
autônomos né enfim mas temos trabalho e
não necessariamente a forma como nós nos
relacionamos com o Patronato desse
trabalho quando nós não somos patrão
também né é igual não é necessariamente
igual então assim é claro que existe
todo um conjunto de Dores não estamos
negando isso com relação à escravidão
porque a primeira violência já é a
questão da desterritorialização
arrancado no seu continente para poder
ir pra outro pra trabalhar então essa
dor já está aplicada aí mas existem sim
é possibilidades e possibilidades e a
gente vai saber onde a Bíblia impossível
no filme 12 anos de escravidão quando o
sol é uma nova que é uma outra história
que não é Central pra gente aqui mas
pode ajudar a gente pensar nesse ponto
ele fala que ele vai servir bem ao
Senhor dele que é o senhor Ford porque o
Senhor Ford nas palavras dele eram
senhor decente Porque dava para ele
comida não o penalizava fisicamente com
recorrência Então o senhor decente então
se ele fosse um bom cativo para esse
senhor decente ele provavelmente
continuaria ali e não iria para mão de
um de um senhor muito pior e isso
inclusive bíblico tá presente na boca do
bacupa o bacon fala sobre isso ele fala
sobre como o senhor dele penalizava ele
de modo injusto Olha que curioso ele é
um escravo mas ele tá falando existe em
formas justas e injustas de operar
porque porque isso já em Pernambuco
porque ele ia lá e vendia as coisas
agora não lembro se o Pernambuco não ri
mas acho que Pernambuco porque no rio
ele trabalhou navio enfim é Pernambuco
ele vendia as coisas e colocava ali as
cesta nos pães e ele ia vender os pães e
todo dia ele trazia o dinheiro certinho
pro senhor e ainda assim o senhor é
muito ruim com ele era muito mal batia
nele era atirando enquanto outros
escravos desse mesmo senhor é bebiam
eram ébrios né respeitavam tanto o
senhor e sofria a mesma penalização que
que ele pensou bom se o tratamento é
igual mesmo com uma resposta senhorial
uma resposta serviu melhor dizendo
diferente então vamos igualar por baixo
Então ele pegou o dia todos os pães
vendeu pegou dinheiro comprou uma
cachaça São Luiz que sei lá uma bebida
pesada ficou embriagado e apanhou mas
pelo menos fiz valer o apanhar sabe como
é que é porque porque o cara tem essa
noção de Justiça do Tipo pô não posso eu
ser um servo bom um escravo bom e
apanhar Não é justo então também vou vou
tocar o terror aqui vou chamar o Coreto
né a coisa vai ficar estranha e nessa
ocasião inclusive ele tenta se matar né
Depois que ele ficar bêbado tenta se
matar só que daí ele é salvo e aí como
ele já escreve essa biografia no fim da
sua no fim não né lá na frente da sua
vida ele fala que foi a misericórdia
divina foi a providência que o salvou
porque ele passa a ler tudo obviamente
com uma ótica Cristã legal bem a gente
falou então que ele teve esse senhor Aí
depois ele muda Em que momento a gente
tem aí o relato da conversão ele como é
que se dá né esse escravo que tem agora
um contato com a fé cristã este senhor
Clemente José da Costa ele era
comerciante e ele vai com um navio um
carregamento de café para Nova York e lá
o quá já sabia que ele poderia ir no Rio
de Janeiro né do Rio de Janeiro saiu do
Rio de Janeiro Isso isso acho que eu
falei a data eu já presumi que vocês
estavam ligados que era o senhor do Rio
de Janeiro a gente falou que ele vai do
Confeiteiro para outro lugar daí depois
a gente entrou nesse Mega parça
E aí quando ele chega ele até relata que
é a primeira palavra que ele aprendeu
inglês era free e ele queria sair ele
tentou fugir do navio inclusive mas o
capitão do navios Clemente José da Costa
prendeu ele e esse caso chamou a atenção
dos abolicionista de Nova York que vão
lá tentar convencer ela sair do navio
junto com outros dois escravos um outro
homem uma menina a menina decide ficar
no navio ou bacaa e o outro colega é
descerem sair e isso virar caso de
Justiça esses abolicionistas eles vão
apelar para uma lei de 1840 que dizia
que todo navio chegasse com escravos no
porto de Nova York esses escravos seriam
automaticamente libertos E aí tem uma
treta porque o capitão do navio apela
para um tratado o Brasil e Inglaterra
dizendo que tinha que ter negociação
entre os poderes e aí fica num parece
que vai dar em pizza mas no final a
apelação dos abolicionistas da certo e
aí o bacaa junto com esse amigo dele
saiu oferecido uma viagem para ou
Inglaterra ou Haiti e eles decidem ir
para o Haiti por conta da revolução
haitiana e já tinha abrido a escravidão
E aí tinha basicamente uma república
fundada por por eles escravos e lá ele
tem contato com Missionários do inglês é
free Will bepiche mas são os Batistas
que são arminianos e lá tem a sociedade
livre de missões que era uma divisão
dessa free Will BEP porque esses
Batistas arminianos eles eram
majoritariamente a favor da da
escravidão e Essa sociedade livre não e
ela tava fazendo uma missão no Haiti
justamente para evangelizar aqueles que
agora foram libertos pela revolução
haitiana e o babaca ele chega lá como
cozinheiro do Reverendo
nessa convivência com cozinheiro ele se
converte em março de 1848 é batizado em
julho do mesmo ano e dali ele começa a
se alinhar com as missões da sociedade
livre para tentar retornar à África e
evangelizar sua família e o povo de
origem dele
então ele tem essa conversão ali no
Haiti se envolve com uma missão Batista
e depois essa Todo Esse envolvimento
como um homem livre Ele Decide então que
estudar e para justamente é o que levar
uma conscientização para o seu
continente o que que acontece então ele
vai exatamente tentar levar de volta
para a África vamos dizer assim levar a
África cristianização É bom deixar claro
que já tem que achar mesmo na África Tá
mas é aquele fenômeno aquele movimento
comum de muitos africanos ou
descendentes que se cristianizaram ao
longo do processo de modo consciente
mesmo assim não é aquela conversão meio
sobre a pressão né o cara que se
converteu mesmo e que quer viver uma
vida de devoção e muitos deles querem
voltar para a África vai tentar alcançar
a sua parentela alcançar a sua cidade da
qual eles foram oriundos e ele vai
tentar fazer isso só que o grande ponto
e aí é o problema que a gente tem a
gente não tem registros sobre se isso
aconteceu ou não a gente não sabe o
desfecho do barco a gente tem até o
momento em que ele se cristianismo que
ele escreve isso aí mas o momento
posterior a gente não tem agora o traço
interessante bíblico e que eu acho que
ajuda a gente a pensar até o nosso
momento atual e todos os momentos também
do cristianismo de um modo geral é como
ele tem acesso a diferentes
cristianismos no decurso do processo da
sua conversão porque lá em Pernambuco
ainda lá atrás quando ele surge ali é na
América do Sul para trabalhar como
escravo ele narra o caso de um culto
doméstico então assim o primeiro contato
dele com o cristianismo não foi com o
pastor batista que pegou o evangelho
para ele conforme o Léo citou pra gente
não foi o primeiro contato obviamente
como uma sociedade catolicisada e
cristianizada portanto ele teve contato
com o cristianismo ele narra até o caso
do culto doméstico que ele fala assim do
Senhor dele né sua família era composta
por ele sua mulher duas crianças e uma
parente além de mim ele tinha quatro
escravos ele era católico e fazia
regularmente orações com a família duas
vezes por dia mais ou menos da seguinte
maneira ele tinha um grande relógio na
entrada da sua casa dentro do qual havia
algumas imagens feitas de Barro que eram
utilizadas no culto nós todos tínhamos
que nos ajoelhar diante delas a família
na frente e os escravos atrás fomos
ensinados a entoar algumas palavras cujo
significado não sabemos também tínhamos
de fazer o sinal da cruz diversas vezes
enquanto orava meu senhor segurava um
chicote na mão e aqueles que mostravam
sinais de desatenção ou sonolência eram
prontamente trazidos a consciência pelo
toque ardido do chicote esta era
principalmente a cena dos escravos que
adormeciam apesar das imagens das
perseguições e de outros divertimentos
semelhantes ou seja o primeiro contato
que ele teve com o cristianismo pelo
menos narrado na sua biografia é esse aí
né é um contato de cerceamento de
controle então a gente percebe que ele
teve contato com diferentes porque se
fosse só questão do contato com o
cristianismo Para ser salvo ele seria
salvo tu pode da nossa teologia aqui né
como a gente crê ele seria salva pelo
momento se é só isso se é só o contato
mas a natureza do contato o veículo do
contato como ele transmite a mensagem se
ele de fato é um transmissor ou só um
reprodutor de uma mensagem cristã fala
muita diferença
e tem outras coisas também que explicam
esse esse silenciamento sobre o final da
história do bacura porque essa biografia
não é aquela biografia do fim da vida
quando ele publica em 854 ele tá ali
assim a galera especula Entrando nos
seus 30 anos porque porque ele tá ele
usa essa biografia meio que como naquela
vibe de você tem cinco minutinhos da sua
atenção para me dar porque eu quero ele
tava querendo buscar financiamento para
voltar para a África ele ele deixou a
missão Batista e foi procurar a missão
Metodista nos Estados Unidos não
conseguiu financiamento foi para o
Canadá morou lá trabalhou ninguém sabe
com o quê mas para conseguir dinheiro
para publicar a biografia do Canadá ele
foi pra Inglaterra tentava voltar para a
África com uma missão Africana e aí em
1857 que a gente sabe que ele deixou a
Inglaterra e a gente não sabe se ele
conseguiu chega na África com apoio
missionário ou se ele decidiu fazer tudo
na força do braço e a gente espera que
ele tenha conseguido mas não tem mais
fonte mas são assim a própria biografia
dele não é aquela proposta de uma
reflexão sobre a minha vida e tudo mais
completa porque na verdade era um meio
de propaganda tanto que a maior parte da
biografia ele fala mais da África do que
exatamente sobre a experiência dele no
transcurso de escravidão libertação
porque a ideia é fazer essa propaganda
da África como o campo Missionário
o gente um parentese aqui esse desejo
dele de voltar para África que a gente
não sabe se ele foi ou não esse desejo
ele poderia colocar em risco novamente a
liberdade dele porque ele saiu de lá
como escravo e voltar para lá poderia
ser um risco ou não as coisas já tinham
evoluído lá e esse risco já não era mais
factível olha difícil saber 100%, né mas
assim risco sempre tem porque sobretudo
na região que ele tava ali que é de onde
ele veio do benim existe uma
persistência dos escravismo muito grande
inclusive tá aí mais um dos problemas do
filme mulher Rei mas não vou falar hoje
eu vou falar no futuro então assim
existe uma persistência ali quando a
Inglaterra tá pressionando pelo fim da
escravidão seja por motivos econômicos
Barro ou é ou humanitários não importa
alguns pontos da África resistiam né Por
exemplo o reino dalmé ali do benim
existia isso então impossível impossível
nunca é bebo o risco sempre existe mas
assim para ser sincero nas Américas esse
risco também existia porque tem muita
gente sendo resgatada todo momento ou
ilegalmente escravizado então a verdade
é que enquanto a escravidão não fosse
totalmente abolida no local onde você
está o risco é sempre real ele tá sempre
posto é só um dado para colaborar com
isso que falou quando o a qual ele é ele
é trazido para o Brasil como como
escravo já se tinha aprovado a lei que
proibiu o tráfico buscava porque ela só
vai ser aplicada efetivamente a partir
de 1850 então ele já vem pro Brasil como
ilegal a princípio então tem esse
detalhe o risco sempre tem porque
inclusive como ele veio pro Brasil era
legalmente ele entra como africano livre
inclusive né o nome que se dá para essas
pessoas que chegam traficadas após a lei
Feijó que a lei de 1831 é africanos
livres só que a sua categoria ah são os
africanos vivem chegando no porto E aí o
que que se faz com eles vende-se em
ambiente de tráfico escravista né então
assim é uma categoria histórica do
Brasil africano livre para todos esses
indivíduos de 500 de 31 até 50 mas que
na prática funcionava como escravos e às
vezes até tutelados pelo estado
brasileiro gente meu Deus e aí vamos lá
acabamos com uma qua- porque temos o
Divino ainda né gente temos o divino
mestre é só eu comentar E aí eu acho que
a conexão é importante com o divino que
a gente pode fazer é que o o os dois
como eu falei né já a gente já falou que
várias vezes então vinculados pelo
cristianismo e pelo fato também de ter
moral no Pernambuco em algum momento né
mas e aqui tá conexão entre eles eu acho
importante o próprio bacuca coloca na
biografia dele um trecho nesse tom de
denúncia em que ele vai mostrar a
contradição que segundo ele existe entre
cristianismo escravismo ele vai
evidenciar isso ele falou não não existe
Associação possível as duas coisas são
contraditórias E aí coloca uma frase
assim é dele mesmo né oh cristianismo Tu
és um medicador do Sofrimentos do homem
tu és o guia do cego e a força do fraco
Vai tu na tua missão fala as notícias
pacíficas da salvação por toda a parte e
Alegre o coração do homem então o
deserto se alegrará e florescerá como a
Rosa então a escravidão com todos os
seus horrores finalmente será assim pois
ninguém possuindo o teu poder e sobre a
tua influência poderá perpetuar um
chamado em discrepância tão aberta então
repugnante a todas as tua doutrinas ou
seja para evacuar a doutrina Cristã é
diametralmente oposta ao escravismo o
que não quer dizer que era um pensamento
acolhido por todos A gente sabe disso
porque os usos são variados mas na
cabeça do barco as duas coisas não casam
não faz fazem sentido tanto é que
segundo ele onde o cristianismo chega a
escravidão sai e essa também é a visão
do divino mestre que a gente tem como
outro personagem para poder falar o
divino mestre alcunha do Agostinho José
Pereira a gente não tem muitas Fontes
sobre ele até porque nós conhecemos dele
vende Fontes investigativo ou seja do
que ele falou quando estava sendo
interrogado pela polícia em Pernambuco
então a gente não tem uma biografia e
tal tem basicamente desse recorte a
partir de 1846 E aí tem a conexão que o
Igor falou que a gente tem namorado em
Pernambuco e numa cronologia muito
próxima porque o bacu- qual ele chega em
Pernambuco e 845 e fica até 847 então
eles estavam em Pernambuco Quando
aconteceu os problemas da chamada aceita
do divino mestre
No mestre Agostinho José Pereira que se
sabe da partida no interrogatório dele é
que ele era desertou do exército porque
ele lutou contra a revolta da Sabinada
porque a Amanda do Senhor que era o
capitão do exército e depois ele fugiu
para o Rio de Janeiro fugiu da Bahia
para o Rio de Janeiro e lá o melhor aqui
no Rio de Janeiro porque eu tô no Rio de
Janeiro ele conheceu o Sabino na prisão
Sabino o líder da Revolta sabe nada que
a gente ama zoar os alunos na escola né
Igor sabe nada
tá pronta né E aí lá ele conheceu enfim
mas ele disse que não tinha nenhum
interesse na revolta e tal e isso tudo
porque porque o divino mestre ele tá
sendo investigado porque ele tem uma
seita E ele se chama seita porque o
catolicismo era religião predominante
oficial do Brasil nesse momento uma
certa que se diz Cristã que rejeita os
santos que ela diz que todo cristão deve
deve ler a Bíblia pessoalmente e essa
aceita ela é composta basicamente de 300
seguidores é negros existem suspeitas de
que ela incentive a luta contra a
escravidão e faça a menção a revolução
haitiana então a gente até brincou no
podcast sobre hermenêutica racismo que
antes do Medo do comunismo tinham medo
do haitianismo que era a influência da
revolução haitiana entre os escravos já
que os negros o Brasil foi o maior
receptor de de Africanos cativos Então
tinha essas especulação que olha a gente
tem que tomar cuidado aí com essa com
esse pensamento com essa filosofia
haitiana para não ter um caos
generalizada aqui no Brasil e ele é um
desse suspeito de estar disseminando
essa filosofia haitiana então ele passa
a ser investigado vem cá qual é a tua o
que que tu prega o que tu acredita E aí
começa assim interrogatório dele e aí
ele fala de que ele sentiu o chamado uma
visão uma visão espiritual porque ele
foi chamada pregar e a partir dali ele
critica os santos critica que a igreja
católica e
o que as fontes especulam é que ele não
bate de frente com catolicinho até para
não prejudicar a situação do seu
seguidores e do início da igreja dele
que era uma igreja de de inveja assim
marcadamente protestante
ênfase no livre exame mas A grande
questão é que ele foi achado um
documento com ele que ninguém sabia o
que que era era o tal do ABC do divino
mestre e tem todo uma especulação se
esse documento era de fato algum texto
vindo do Haiti que estimulava a
Revolução Ou se era alguma outra coisa
que a esposa dele falou que era um poema
bonito que ela recebeu E aí na
investigação desse documento os
policiais vão interrogar outros
seguidores de Agostinho e acabam
descobrindo um pouco mais de detalhes
sobre o que o grupo deles acreditava
tanto em termos de escravidão e religião
uma coisa importante também se destacar
é que essa investigação a natureza dela
ela dialoga um contexto sociocultural do
Brasil porque era muito comum tá sempre
que houvesse reuniões de negros que a
polícia é meio que fosse chamar pra
investigar então isso não é uma coisa
anormal era comum é totalmente
recorrente no Brasil colonial então
assim claro que já é Brasil Império né
mas colonial do ponto de vista do modo
de operação Colonial modo de produção
Colonial Enfim então assim toda vez que
havia uma uma junção negro juntos ali
rolava uma investigação Nem que fosse
para concluir Ah eles estão se reunindo
para dançar eles estão se reunindo para
festejar porque havia medo de qualquer
reunião poderia ser uma espécie de
núcleo de insurgência um núcleo de
Insurreição Então a gente tem que
mitigando esses núcleos aí não deixava
lançar o divino mestre ele não tá
propondo como Léo falou uma revolução né
mas ele quer uma revolução de Fé vamos
dizer assim por quê Porque ele faz duas
coisas fundamentais ele é alfabetiza os
fiéis então ele ajuda eles a aprender a
ler a escrever e também ele enfatiza na
texto bíblico as passagens vinculadas a
ideia de libertação então a narrativa
dele é uma narrativa emancipadora ele
usa a Bíblia para este propósito Tem uma
função política claro todo o uso da
Bíblia tem função política quem tá
ouvindo aqui pode ficar chocado com isso
mas cada vez ser os documentos tá usando
ele politicamente também tá E ele tem
muita clareza do uso político que ele
está fazendo Quem tá me ouvindo pode
ficar com raiva aqui quando tá falando
isso mas veja se você fala Olha nós
temos que respeitar uns aos outros tem
alguns políticos né então mesmo quando
eu uso mais bobinho é um uso político
também de uma maneira e ele tá usa Usa o
político aqui Emancipador ele tá
mobilizando a sua autoridade
eclesiástica obtido junto aos fiéis para
incentivá-los a confiar num Deus
Libertador não Deus que livrou o povo da
antiguidade né Israel é antes de ser
Israel e também já sendo Israel como
também pode libertar a gente desse
cenário aqui ele pode nos ajudar Então é
quase aquela ideia de nossa bandeira é o
senhor né ele não ele tá fazendo muito
esse discurso essa narrativa Deus pode
nos livrar desses Mares dessas mazelas
só que obviamente como alguém que não tá
ligado a você católico como um homem
quer narrado como e aqui uma
questão importante né é aquele
cara que é nascido no Brasil descendente
de africano tá então ele é um ele
não é africano então sendo ele um homem
 sendo ele um cara que não tá
ligado ao ser católico em si ele pode
ser visto como um cara perigoso né ele
tem que chamar ele de um corpo perigoso
o corpo intelectual e o corpo físico
perigoso para as autoridades políticas
da época
aí dentro dessa questão de ensinar as
pessoas a ler tava centrado dentro de
algo que a gente conversou no episódio
sobre hermenêutica que é como essa
experiência Negra muda a percepção do
Fio condutor da história bíblica porque
a gente chegou a comentar aqui enquanto
por exemplo era mais tendência dos
Senhores de escravos e dos brancos no
caso da América do Norte né se verem
como o povo de Israel enquanto monarquia
reinante receberem nesse sentido quando
o divino mestre ele fala que um povo
negro deveria olhar para Moisés ele tá
se chegando por Israel sofredor no
Israel exilado né
O que depende da libertação vinda de
Deus e ele que é interessante é que esse
documento chamado ABC do divino mestre
ficou muito tempo se especulando o que
que era e em 2004 Acharam ele um arquivo
em Pernambuco aliás achou-se um
documento que que é consenso que se
trata desse ABC do divino mestre que é
uma é um poema em que todos os versos a
primeira letra segue por ordem
alfabética é um poema escrito pelo
divino mestre e que ele usava para
concretizar esses negros que seguiam ele
né ali na sua igreja e nesse poema a
gente vê versos falando de pagar o crime
do povo ou seja nós já fomos escravos há
muito tempo então como aconteceu com
Moisés que o Senhor nos liberte e além
de falar da importância do cristianismo
como Libertador para os escravos tem
duas coisas que são interessantes porque
esse documento ele fala da referência do
Haiti da Inglaterra como movimentos
abolicionistas e ele reclama que o
Brasil não olha para o Haiti para
Inglaterra como referência e tem uma
outra que teologicamente é mais
interessante ainda é que ele ao
contrário do que se acreditava na época
ele diz que Adão Moisés e Jesus era um
morenos ou que é um Pele Negra porque
ele fala que se Jesus e Moisés sofreram
como escravos eles deviam ser como a
gente então eles tinham Pele Negra vou
olhar aqui os dois versos Moisés Adão e
Jesus ele diz do Egito segundo Moisés
vinde logo libertar e já apaguemos o
crime de nossas antigos pais herdeira
pela natureza de dignação desta Nobre
cor morena o primeiro foi Adão e sobre
Jesus luz ele diz o seguinte são tão
certas as experiências que nos dá a
entender que dos morenos foi que Cristo
quis nascer então A ideia é a seguinte
se a Bíblia ela fala de um povo que
sofre de um povo que precisa de
libertação e os nosso senhor sofreu para
nos libertar Ele é gente como a gente
então ele também é negro e isso e isso é
muito distintivo da teologia do divino
mestre então tanto que hoje para quem tá
mais ligado a teologia negra no Brasil
ele é um grande diferencial porque antes
de ter toda a discussão da teologia
Negra ele já tá ali de forma um tanto
incipiente fazendo essa essa
Identificação do negro com Jesus e com o
povo de Israel
de libertação e esse documento eu não tô
conseguindo achar a data não é sobre
o mestre década de 40 sem investir 1846
é a grande investigação dele é em 46
entendeu Então ele tá escrevendo e
produzindo essa daí 40 50 então ele tá
agindo nesse período aí na metade mesmo
no século XIX legal
[Música]
eu percebo acho que eu tenho aquele
livro do esal Macaulay né o leitura
Negra a gente tem um pouco essa ideia de
que até a gente fala no episódio também
sobre racismo e hermenêutica como essa
passagem do êxo ela se torna uma
passagem muito importante mesmo nessa
leitura Negra por assim dizer da Bíblia
nesses homens que refletem a sua fé e
pregam a sua fé e fazem uma análise
também a partir da sua realidade então
assim por favor gente antes de você
ficar julgando por nada a ver o cara vê
Jesus como negro ou Nada a ver tem
sentido gente né eles nem a parte todo
mundo ler a Bíblia a partir do seu ponto
de vista ou ler a Bíblia a partir da sua
história Então isso é muito comum tá
então assim acho que é o tipo de
julgamento que não é legal fazer agora
nesse momento porque a gente também não
tá na pele dele então e é muito é você
achar na Bíblia e ler a Bíblia a partir
do seu ambiente né então eles como
escravos leem a partir disso e eu
percebi que é muito comum isso né
diferentes lugares do mundo
pode mostrar isso também tem uma cena
deles lendo uma Bíblia Ilustrada e
quando eles passam pelo
Êxodo pelo cativeiro na Babilônia eles
falam que ele sofriam como a gente olha
aí cara então assim poxa é interessante
interessante mesmo é com essa narrativa
de libertação da Bíblia ela é apropriada
então né pelos escravos como de alguma
forma uma confiança em Deus que Deus há
de fazer algo por eles e tal é
interessante mas e aí gente em termos de
Divino quá quá legados porque de ambos a
gente não tem o fim da vida né pelo que
conversavamos aqui em of top mas aí qual
legado que esses homens deixam para nós
aí nessa reflexão de Bíblia escravidão
liberdade eu acho que tem duas coisas
importantes aí que a gente pode falar a
primeira delas é demonstrar como havia
uma agência né voltando aquela categoria
de agente histórica havia uma agência
havia um protagonismo das Comunidades
populares a questão das suas lutas pela
Liberdade e eu acho que isso ajuda a
gente tinha pensado Inclusive a questão
do abolicionismo porque a gente pensa
muito abolicionismo não por várias vezes
com uma ação que parte da política
pública do Estado brasileiro então é uma
ação da política pública mas não é só
isso abolicionismo ele pode ser
entendido como todo o conjunto de ações
pensamentos práticas que contribuem para
forjar uma sociedade mais livre E para
levar essas comunidades que eram
escravizadas há um lugar de mais
autonomia autonomia política econômica
social então quando uma figura como
Agostinho tá lá ensinando outras pessoas
a ler escrever ele tá de algum modo
movendo abolicionismo ele tá produzindo
possibilidades de fruta liberdade e a
mesma coisa acontece com uma quaquaqua
né em outra medida é claro que o macaco
tem uma outro caminho uma outra história
mas os dois estão mostrando para gente
que existe ação popular quer dizer os
indivíduos não estão parados no tempo
esperando que o estado faça alguma coisa
eles estão agindo claro como homens de
fé movido também por referenciais de fé
e eu acho que a segunda coisa importante
é exatamente isso vão estar como
cristianismo foi apropriado foi
mobilizado pelas pessoas segundo também
as suas dores é normal que se espera que
um Deus compassivo seja compassivo com a
minha dor se esse Deus que dizem para
mim compassivo que amoroso e que se
preocupa com o pecador existe logo ele
também se preocupa com a minha dor mesmo
nas vezes em que eu não consigo
superá-la ou não consigo entender porque
ela tá ali né mas ele se preocupa de
alguma maneira ou me ajudando a
superá-la ou me ajudando a ter conforto
no meio dela então acho que são homens
que nos ajudam a pensar nesse aspecto
também na relação com a dor e com a
dificuldade da vida e como o
cristianismo ele não é antagônico a
dureza ele não é antagônico as
dificuldades esse relacionamento com
elas também sim dentro dessa histórias a
gente vê um ciclo Virtuoso que dá
experiência a pessoa vai para a Bíblia a
Bíblia leva a comunhão a Deus e de Deus
ela retorna pra vida pra vida dela para
analisar a experiência então esses caras
eles estão sempre olhando para a
escritura como uma fonte de resposta
para dores deles não é não existe essa
dicotomia E aí existe algo até mais
amplo que transcende essa questão da
Abolição mas vale para todo o século 19
que é um século de transformações muito
grandes e serve para a gente pensar hoje
né em termos que a gente discute se
justiça social é válido para o cristão
não sei o quê por conta das nossas que
as nossos questionamentos políticos
atuais é que no século 19 seja entre
negros ou entre brancos a gente vê um
grande número de pessoas que olham para
problemas factives assim da sociedade
falam Cara eu acho que tem uma resposta
para isso na Bíblia Eu vou me dedicar
encontrar seja a escravidão seja a
pobreza seja desigualdade seja violência
alcoolismo prostituição enfim século 19
ele é meio caótico É nesse sentido e por
isso tem muitas Fontes Mas se a gente
também encontra pessoas que não olham e
fala assim Ah isso é coisa do mundo
Jesus está voltando e vamos só pregar o
evangelho e viver cada um no seu
quadrado não é isso tem muita gente
inclusive Principalmente aqueles que
mais sofrem com esses problemas que
estão olhando para o mundo e falando
cara Deus tem uma resposta pra isso eu
vou achar e a vida dessas pessoas é
dedicada encontrar essa resposta e falar
essa resposta para outras para outros
irmãos legal que legal seja são ativos é
ou seja reagem ao texto bíblico é um
texto Vivo para comunidade isso é muito
legal muito legal mesmo gente é isso
barco aí Divino São personagens
históricos aí a Fontes pra galera poder
ler mais sobre eles enfim que que vocês
têm para indicar pra galera aí o Divino
não tem biografia mas tem dois artigos
que a gente pode colocar aqui pra galera
acessado Marcos Carvalho que é o
historiador que falou da das revoltas
escravas em Pernambuco e fala da
história do divino mestre e o texto em
que ele fala que encontrou esse
documento ABC do divino mestre que é o
poema que eu citei alguns versos aqui
legal o link vai estar aqui na descrição
deste episódio em que botar o.com e
alguma recomendação Igor é do bacupar a
própria biografia né você encontra
biografia eu hoje em dia está sendo
comercializada Então você consegue
comprar E aí bebo eu vou fazer uma outra
sugestão aqui mas aí é quase um Jabá que
acabou de sair um livro no qual eu
escrevi um artigo né E que eu falo não
sobre essas figuras mas eu falo sobre
essa questão da agência negra do ponto
de vista da escolarização Olha a pessoas
que estão se escolarizando fazendo uma
luta né o livro chama-se dois
letramentos escravidão escolas e
professores no Brasil 8 cientista que é
resultado de um projeto do CNPQ que a
gente teve aí nos últimos dois anos e a
gente teve como resultado essa pesquisa
histórica é um livro Não Tô Ganhando
Nada Com Isso não é questão de recurso
mesmo é uma questão de transformar a
pesquisa científica em algo mais
acessível Então tá disponível o pessoal
consegue também adquirir esse livro aí
no qual eu falo sobre o caso de uma
figura específica do Rio de Janeiro
chamada Bel da Trindade é mais um desses
personagens interessantes que falam pra
gente sobre luta histórica escolarização
e luta contra escravidão Legal muito bom
muito bom e o link também está aqui na
descrição deste Episódio em bivotar
o.com meus amigos mais um episódio da
btwick tem mais dois aí para você ouvir
ainda sobre esse tema de Bíblia racismo
Então tá muito legal obrigado Léo
Obrigado Igor pela presença de vocês
aqui nesse Episódio e ó já dá play no
próximo porque tem mais dois aí para
você aprender sobre esse tema e com
certeza temos muito a aprender Lembrando
que esse episódio chega até você com o
apoio da Thomas Nelson Brasil essa
Editora que tem lançado aí muitos livros
na linha da teologia devocional teologia
acadêmica tá Thomas é parceiro nessa btu
Week aqui então já sabe Siga a Thomas
Elsa nas suas redes sociais Novembro tá
cheio de lançamentos aí muita coisa
legal a Thomas Elson lançando inclusive
ela tem um livro engajamento cultural
Onde tem um capítulo que fala também
sobre racismo é um livro bem legal na
pegada ali do Johnny stot mas esse livro
engajamento cultural ele tem outros
temas que o livro do Johnny stott não
tem o livro do Johnny stot também da
Thomas Nelson é o Cristão Em uma
sociedade não Cristã e esse livro
encaixamento cultural toca em outros
temas e é um livro sensacional e um
desses temas obviamente que é a questão
do racismo tem também sobre a questão da
homossexualidade é um livro bem bacana
para você estar dando uma olhada também
é isso então Já sabe siga Thomas Nelson
ela está apoiando esse projeto e essa
bt8 que só está chegando até vocês
graças aí ao empenho dos meus amigos que
estão gravando comigo e também da Thomas
Nelson que está financiando aí tá bom
gente é nem vou nem vou me despedir
porque você já vai dar play no próximo
episódio a gente se vê daqui a pouco
então
[Música]
esse podcast Foi editado por Bibo tal
que Produções

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