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A fé vem pelo ouvir

Feminilidade Negra – BTCast 479

Feminilidade Negra – BTCast 479

Feminilidade Negra – BTCast 479

Muito bem, muito bem, muito bem, começa mais um BTCast, o seu podcast de teologia! Nesse episódio de estreia da nossa BTWeek, Rodrigo Bibo conversa com Ana Bezerra e Jacira Monteiro para falar sobre a feminilidade negra e o cristianismo. Como a mulher negra e cristã deve lidar com esses assuntos? Por que se preocupar com ele é importante para nós? A mulher deve seguir o modelo de Provérbios 31 ou mudamos essa percepção? Isso e muito mais agora, nesse BTCast!

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O podcast cristão do Bibotalk tem a missão de ensinar teologia em áudio a fim de ver o crescimento bíblico-teológico da igreja brasileira.

Arte da capa: Guilherme Match (conheça o trabalho dele http://instagram.com/yohke)

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Legendas automáticas:

[Música]
teologia é nosso Esporte
muito bem muito bem muito bem começa
mais um btcast nesta btwick e o btcast
de número
479 eu sou Rodrigo e hoje vamos receber
aqui a Ana e a Jacira para falarmos
sobre feminilidade Negra o lugar da
mulher dentro do discurso de
feminilidade que nós vemos Lemos e
ouvimos por aí galera Episódio
sensacional valoriza porque a gente
acordou bem cedo para gravar esse
episódio aliás uma marca dessa vtwick é
que estamos gravando alguns Episódios
bem cedo pela manhã porque a galera aqui
tem que sair trabalhar ralar e pô
obrigado demais já agradeço aqui ó de
novo aos meus amigos e amigas dessa
btwick que tão ralando para você ter
esse conteúdo aí gratuitamente do seu
feed Lembrando que essa btwick sobre
Bíblia e racismo chega até graças á
Thomas Nelson Brasil essa Editora que é
amiga e parceira do bibotal que galera
Deixa Eu Dizer para vocês novamente
engajamento Cultural de Joshua e da
Karen é um livro sensacional para você
pensar questões contemporâneas e as
diferentes perspectivas cristãs um ótimo
livro pra te introduzir inclusive no
tema do racismo fé e trabalho arte e
cultura tem muitos temas envolvidos aqui
neste livro não é o livro difícil de ler
é um livro bem bacana é uma ótima
introdução para você pensar aí as
questões
contemporâneas como política criação e
cuidados das criaturas guerra arte
trabalho e muitas outras coisas é um
livro sobre engajamento cultural
inclusive o tema está no título um curso
intensivo sobre questões contemporâneas
e as diferentes perspectivas cristãs
vale a pena você dar uma atenção para
esse livro que inclusive ele é parecido
com o livro O crist Em uma sociedade não
cristã do Johnny stott livro esse que
inclusive estamos utilizando do btcast
Plus um livro sensacional galera ou seja
uma ótima porta de entrada para a
cosmovisão Cristã por assim dizer uma
ótima porta de entrada a diferença desse
engajamento cultural para o estoque é
que no engajamento cultural nós temos
vários autores e perspectivas nesse aqui
é o John stot dando seus preciosos
pitacos sobre os mais variados temas do
nosso mundo e quero reforçar que também
o livro do Dr Martin Luther King Júnior
eu tenho um sonho e tenho prefácio
diamanda gourman é da Harper Collins
Brasil mas para quem não sabe a Harper
colins Brasil é parceira da Thomas
Nelson Brasil ambas aí são debaixo do
guarda-chuva da Harper Collins Christian
publicher então tem esse livro gente
capa dura é uma edição comemorativa do
grande discurso do marketing Luther King
eu tenho um sonho então capa dura é uma
versão bilíngue então assim você já
treina o seu inglês inclusive e é uma
ótima tradução tem uma pequena biografia
mas é um livro comemorativo aí do
discurso eu tenho um sonho discurso esse
que marca a luta do Luther King Júnior
contra a segregação racial inclusive se
você tá chegando nesse Episódio por
conta do tema nesta btwick a gente fez
um episódio só sobre o Martin Luther
King Júnior tá bom vai lá conferir tá
bem legal com o professor Igor e o
professor Paulo Cruz e tem essa edição
aqui bem especial da Harper Collins
Brasil ficou bem bonita mesmo um ótimo
presente aí para você lembrando Tá
chegando o dia da consciência negra Às
vezes você pode presentear algum amigo
com esse discurso tão emblemático é isso
vamos então para esse episódio que está
sensacional a Ana e a Jacira Dá uma aula
e a gente tem muita coisa para aprender
aqui e pensarmos juntos
[Música]
e neste penúltimo episódio da btui que
racismo e Bíblia estou aqui com as Duas
maravilhosas Jacira Monteiro e Ana
Bezerra Felício minhas amigas muito
bem-vindas aqui a essa btu e que mais
uma vez muito obrigada Hoje vamos falar
de um assunto muito importante estou
empolgada
por favor ah eu tô muito empolgada eu tô
muito muito empolgado muito feliz Acho
que vai ser bem legal a piada aqui do
empolgado ou empolgada é porque a gente
começou a gravar 7 horas da manhã esse
episódio sendo que para a Ana é 5 horas
da manhã lá em New York City e para
Jacira Temos alguma diferença de fuso
horário aqui Jacira não não estamos no
mesmo fuso horário gente feminilidade
negra tá Jacira tem um livro que fala
sobre o racismo de forma Ampla que é o
estigma da cor da editora Quitanda e no
capítulo 4 ela fala então sobre existe
espaço para a mulher negra na
feminilidade bíblica na feminilidade que
nós ouvimos por aí que nós vemos nas
páginas de e até mesmo em livros
publicados ou até em palestras e
conferências E por aí vai meninas quero
entender um pouco isso eu não sei nem
por onde começar devido à delicadeza
desse assunto e eu sei que a gente vai
alguém a gente vai desagradar nesse
Episódio Então acho que vocês eu espero
que vocês que são meninas online estejam
preparados psicologicamente para isso né
que a gente vai desagradar alguém nesse
Episódio porque falou em masculinidade
falou em feminilidade aliás
principalmente feminilidade é muito
difícil a gente ter um discurso que todo
mundo fala nossa Concordo É isso aí
então vocês estão Preparadas
psicologicamente para desagradar algumas
pessoas né okay Que bom adoro pessoas
Preparadas para gravar comigo porque é
isso que vai acontecer nesse tema mas
Jacira Ana apertei no mute né E foi só
quando tiver dúvida eu apareço aqui por
favor os próximos 40 minutos são de
vocês eu acredito que uma das bases né
do meu Capítulo é o provérbios 31 né que
é o a base praticamente para se falar
sobre feminilidade em todos os grupos de
feminilidade em todos os as reuniões
sobre feminilidade em todo dia da mulher
quando se fala sobre feminilidade se
fala sobre provérbios 31 eu acredito que
existe um problema muito grande que as
pessoas não leem totalmente provérbios
31 não vem totalmente que é quais são as
características Quais são as qualidades
da mulher virtuosa A mulher lá do
provérbios 31 eu acho que essa é uma das
bases uma das falhas para se excluir
pessoas da feminilidade bíblica que a
Bíblia não exclui eu sigo aí a linha
mais reformada minha teologia um pouco
mais reformada e eu sempre caio nessa
coisa de criação queda Redenção né então
com relação a feminilidade Eu acredito
que a criação tem a ver com a doutrina
do Mago dele que Deus criou todas as
coisas daquela doutrina que a gente já
sabe a queda Na verdade seria
feminilidade que eu chamo de
feminilidade cultural existe uma
feminilidade que é muito mais da cultura
que se coloca como bíblica mas que na
verdade ela não é bíblica e aí ao longo
do episódio a gente vai
pedir para tu desenhar
que vocês querem chamar como
feminilidade cultural para ficar bem
claro mesmo mas se ao longo do episódio
vai rolar vamos lá então vamos pro pro
terceiro três pontos você falar né E
isso eu acho que com o tempo fica mais
claro talvez fique mais claro para os
nossos ouvintes então a queda seria essa
feminilidade cultural e a redenção seria
realmente feminilidade bíblica O que é
de fato o que que a Bíblia está dizendo
sobre as mulheres e aí eu trago como
referência provérbios 31 se a gente
falar então dessa feminilidade que foi
estabelecida por uma certa cultura ela
vai se aplicar somente a o período
histórico talvez que a gente vive E aí
se a gente voltar até mesmo 100 Anos
Atrás a gente não pode falar que aquela
mulher que vivia 100 anos atrás porque
muitas vezes Tinha que cuidar né de uma
família assim tô falando da aristocracia
né que tinha que trabalhar dentro e fora
de casa cuidar dos animais tinha que
plantar e tudo então assim realmente a
gente vai falar desse fato que como essa
feminilidade que se prega muitas vezes
ela tá totalmente inserida no contexto
numa sociedade numa história e até não
se aplica nem mesmo ao nosso país né ao
Brasil consequentemente a mulher negra
porque assim já é difícil ser mulher no
Brasil o pessoal acha que isso aqui é
discurso de esquerda que isso aqui é
discurso gente eu acompanho Eu sou amigo
de muitas mulheres nem para academia
mulher consegue em paz muitas vezes
dependendo do contexto Então eu tenho
agravante de ser mulher e tem ainda a
ideia de ser uma mulher negra então
assim vocês têm dupla dificuldade né ser
mulher e ser uma mulher negra e aí tem
essa questão aí de onde fica a mulher
negra dentro do discurso da feminilidade
atual acho que a gente podia caminhar
então pra responder essa pergunta
lembrando gente que obviamente Eu
imagino né até em defesa das meninas
aqui não que elas precisam ser
defendidas mas aqui como o roxo do
podcast a gente é tudo meio geral a
gente faz análise mais gerais do que a
gente vê das páginas não estão batendo
martelo e ninguém e tal e nem bater no
Martelo sobre o assunto mas é que de
forma geral se criou mesmo nas últimas
décadas um discurso de feminilidade e eu
queria entender que discurso é esse E
por que que muitas diz a mulher negra
não se encaixa e nem a mulher pobre né
Por assim dizer né exatamente tem a ver
com a pobreza e tem a ver com o fato que
a maioria dos pobres no Brasil é negro
né Exatamente esse discurso ele é
pregado seja em páginas de Instagram
seja em grupos reunidos seja inclusive
nos grupos das nossas igrejas né Eu já
Visitei vários locais vários lugares e
eventos na verdade sobre feminilidade
que se prega também esse discurso Então
eu acho que é importante também deixar
claro que não é só uma coisa de rede
social e como o bíblico mesmo falou né
em livros a gente consegue perceber isso
então eu trouxe alguns casos aqui que
deixa bem claro que feminilidade é essa
que a gente tá falando se pesquisar no
Google consegue ver a notícia do Edir
Macedo sugerindo que mulheres Não façam
faculdade para ter casamento feliz aí
ele disse que deve se casar com macho
ele fala isso numa pregação E aí algumas
pessoas vão malhar não é de Macedo ele é
o pe tá não sei o que a teologia é ruim
mas também existe alguns pastores
reformados inclusive alguns de vez em
quando na internet fica mostrando o
vídeo de uma pessoa específica eu não
vou ficar nomes não só esse pastor mas
também outros pastores da linha
reformada tem livros sobre grandes
teólogos reformados se envolvendo em
coisas como esses dizendo aí por exemplo
que a mulher ela tem que ser
intelectualmente preguiçosa não deve
estudar muito para poder conseguir um
casamento não pode olhar fora do Lar tem
que ficar sempre dentro de casa que é
errado que biblicamente que uma mulher
trabalha fora de casa e existe esse
discurso né de que a mulher ela deve
simplesmente existir para fornecer
conforto dar comida sexo e Vida familiar
feliz então basicamente é essa ideia né
de que a mulher ela foi criada para um
matrimônio para uma eternidade ela deve
ser fraca e se limitar a isso e aí Esse
é um problema que eu tenho porque tem a
ver muito mais com uma questão cultural
do que coma questão bíblica em si porque
quando a gente vai olhar para a Bíblia
como as mulheres atuam como as mulheres
da Bíblia ao longo da Bíblia do antigo
ao Novo Testamento E também o que que
nós vemos na própria mulher de
provérbios 31 nós vemos incoerências E
aí é uma coisa interessante você que tá
ouvindo você pode até dar um Google e
ver tem algumas alguns jornais de época
nos jornais no período mais antigo
chamado jornais de mulheres jornais para
as mulheres né nos períodos mais antigos
existiam jornais para as mulheres tente
notar a estética mesmo desses jornais é
incrível de vez em quando eu faço esse
exercício você olha o jornal a estética
do que se fala e as imagens das mulheres
que são colocadas as saias rodadas as
mulheres com os bolos né com a cozinha e
tal e aí você olha
das páginas de feminilidade é
literalmente igual enquanto nós cristãos
somos chamados para sermos
contraculturais ou coisa do tipo você
percebe que na verdade essa feminilidade
que é pregada muito mais do que algo foi
construído pela cultura de uma época
específica de um período específico essa
feminilidade vai surgir diretamente da
época vitoriana é aí no Reino Unido do
século XIX vai ser também construída a
partir de uma visão do american way of
life do estilo de vida americano isso é
que acontece mais ou menos depois do
período da Guerra em que as mulheres
tinham que ficar dentro de casa e os
homens iam para guerra elas tinham que
se responsabilizar e a ideia aqui era
simplesmente falar realmente da
domesticidade porque a mulher ela tinha
que ficar dentro de casa cuidando dos
seus filhos a da educação familiar
enquanto o homem ia pregar mas aí esse é
meu problema como é que a gente pega
algo de um período específico de uma
realidade específica de pessoas
específicas e aplica um Brasil de 2022
com uma realidade outra com uma questão
Econômica outra financeira e que
simplesmente não se alinha e a gente
coloca a ideia de que é bíblica quando
não é E aí a gente entra também a
questão que também se fala muito né no
Brasil especificamente que é a questão
da Solidão da mulher negra né que em
geral e suas estatísticas mostram de
como as mulheres negras são preferidas
nos relacionamentos se a gente encontra
essa esse preterimento E aí uma mulher
negra Cristã Pode ser que ela nunca
venha casar Pode ser que ela fique
solteira a vida toda ela vai ser menos
mulher porque ela e aí ela não vai ter
que estudar porque ela vai ter que
esperar um homem que estude por ela que
isso se sente ela enfim é realmente não
se aplica a eu acredito que não se
aplica isso há muitas mulheres é
brasileiras e muito menos as mulheres
negras né que muitas vezes é como a
maioria das mulheres mais pobres tem que
lutar todo dia né pelo seu destino e
para conseguir melhorar um pouquinho de
vida
[Música]
tem uma série de questões econômicas é
que a gente não tem como fazer uma
análise completa aqui mas por exemplo a
questão de educação pública a ter onde
deixar os filhos e tal a gente sabe que
é pesa muito sobre a mulher e a mulher
pobre né Essa responsabilidade é muitas
mulheres é mãe solteiras né por conta
que o marido que era para estar ali no
lar e e tá junto pegando junto não tá né
simplesmente some então tem uma série de
questões e é por isso que esse modelo de
feminilidade da mulher doméstica assim
vamos eu vou falar agora como em branco
privilegiado aqui né E aí vocês me
corrigem por favor é legal a mulher se
ela quiser ficar em casa cuidar dos
filhos fazer home schooling que seja
cuidar da casa e que é um baita trabalho
né cuidar de uma casa é um trabalho
honérico isso é uma coisa legal eu penso
que sim né eu falando aqui do privilégio
de homem branco né tipo assim se a
mulher deseja isso se é um combinado né
o famoso combinado não sai caro é uma
coisa bacana de fato você está mais
presente com os filhos você tem mais
tempo fim você a o marido Então vai vai
trabalhar e chega a mulher tá ali
preparando aquela vem é propaganda
Doriana sabe E aí tem a janta e tal é
uma realidade que milhares de pessoas
conseguem viver e tudo bem eu acho que
vocês não têm um um Eu imagino né pelo
pouco que eu conheço de vocês que tudo
bem se você consegue viver isso eu acho
que pra galera entender e talvez você
não esteja tão antenado neste universo O
problema é que essa imagem do homem que
sai pra trabalhar e da mulher que fica
trabalhando em casa né com a sua saia
midi com a sua batedeira e fazendo bolo
entendeu E ainda depois que as crianças
dormem e ela tira aquela saia miga ela
tá com uma mega lingerie pronto para
fazer aventuras sexuais com seu marido
vocês não são contra isso né O problema
é você pegar esse modelo e Ó gente é
isso que a Bíblia ensina e é por isso
que a Jacira fala do do provérbios 31
porque não não casa com provérbios 31
o problema pegar isso e colocar como se
fosse bíblico E também como você disse
tem pessoas que conseguem viver esse
modelo justamente pela condição de vida
que tem pelo combinado pela pelo Desejo
que a mulher também expressa fala não
vou ficar em casa e tudo mais só que
quando a gente vive num país que ganhar
3000 uma casa né uma casa que ganha r$
3000 por mês tá bem tipo esse é o Brasil
né tá tipo assim entre os 10% da
população porque esse é o Brasil Quer
dizer que o resto da população ganha
muito menos e o resto da população que é
muita gente é muita gente não tem como
viver essa condição Eu acho que é Um
Mundo Ideal e eu deixo isso muito Claro
no capítulo Logo no início no Mundo
Ideal talvez a mulher talvez o homem ele
ele trabalha ele ganha um valor um
salário que dê para sustentar toda a
família mas em um mundo quebrado é um
mundo de Pecado não é assim que as
coisas acontecem e esse é o problema de
o ideal que nem todas as pessoas possam
seguir então as pessoas colocam aí um
peso espiritual de como se a mulher elas
tivessem pecado Há muitas mulheres se
questionam pelo fato de estar
trabalhando fora se elas estão pecando
quando a Bíblia não está dizendo isso
então esse peso espiritual é algo que
assim é errado e eu acho que é
importante a gente deixar isso claro
para que as pessoas elas entendam que
não estão pecando simplesmente não tem
como né existe uma questão uma realidade
muito específica e no Brasil nós temos
abandono parental ou da mulher se torna
chefe do ar especialmente nas periferias
nas mulheres mais pobres né ah existe
questão de viver e se a mulher ficar
viúva como como funciona como é que ela
vai deixar de ser bíblica só porque ela
ficou viúva
de cortar mas é que eu já vivenciei de
perto isso pelo menos uns quatro casos
Davi vez e do abandono do marido né tipo
divórcio E aí a mulher foi a vida
inteira do e Gente pelo amor de Deus não
tô sabe a gente não tá diminuindo a
mulher que é do Lar Tá mas a dica que eu
daria eu não sei se as minhas amigas
concordam é você quer ser do Lar
combinaram vocês lá em casa lá em casa a
gente convidou achando tá se dedicando
Full Time a casa e até e principalmente
o kaleo né que tem uma condição especial
então assim é Beleza mas se eu morrer ou
eu me separar da Xanda que Deus livre
assiste até isolar aqui na madeira
afinal eu sou de sagitário se eu me
separar ou eu morrer achando ainda tem
uma profissão ela consegue voltar para o
mercado de trabalho e se virar nos 30
então assim e eu já vi muitas mulheres
que se dedicaram lá e a única coisa que
ela sabiam fazer é cuidar de um lar aí
não tem mais o provedor né pra usar essa
linguagem Ok como é que eu ah eu tenho
eu vou limpar o ar dos outros então né
então eu vou me tornar uma diarista uma
mensalista enfim porque era o que a
mulher sabia fazer então esse discurso
da feminilidade que veio muito forte na
última década eu acho ele perigoso pro
mundo que a gente vive eu acho ele
perigoso porque tem muita menina que Ah
então eu vou fazer um curso de culinária
vou fazer aqui um curso e vou ser uma
grande beleza faça mas não esqueça de
ter também uma profissão aí porque o
maridão pode vir a faltar
e mulheres isso implica né que mulheres
assim sem ser mãe e pai né a gente tem
realidade em vários vários filhos que
foram criados simplesmente pela mãe e a
mãe teve que ser mãe e pai Essa é a
realidade do Brasil Então tem que fazer
um discurso que seja condizente com a
realidade não simplesmente algo que não
se aplica e como como você falou aqui
desses casos realmente dessas mulheres
eu acredito que esse discurso quando
entra na igreja esconde algumas outras
questões teológicas que precisam ser
discutidas eu acho que tem a ver com uma
primeiro justificação por meio da
domesticidade casamento é muito
interessante como ela se vem
justificadas perante Deus pelo que elas
estão fazendo pelo fato de casarem ou
seja se não casar meu Deus é o desespero
né Eu já ouvi amigas dizendo eu quero
muito que Jesus volte mas que ele volte
depois de eu casar eu tenho que casar
primeiro então Existe sim uma certa
idolatria do casamento é interessante a
gente eu gosto muito de primeiro fazer
definições O que é feminilidade segundo
o dicionário de Cambridge são as
características de incentivas o ser
feminino então quando eu vou num grupo
de feminilidade eu quero que a fale
sobre Deus sobre Jesus sobre as
doutrinas do evangelho e aplica-me
enquanto mulher enquanto uma pessoa que
é diferente de um homem quanto as
características que eu tenho quanto
mulher para servir ao Senhor Mas nos
discursos de feminilidade é simplesmente
sobre casamento e domesticidade E se eu
nunca casar a mulher solteira onde é que
fica nesse discurso então tem muita
coisa por trás parece que é uma
justificação por meio da domesticidade o
próprio Keller em deuses falsos no livro
Deus descalços ele no capítulo 2 ele
fala sobre essa justificação essa
idolatria do casamento Quando ele fala
sobre Lia que tentava se justificar
parecia tentar se ficasse mesmo né a
partir do amor que ele que ela buscava
de Jacó né ela procurava encontrar a sua
identidade a partir do amor de Jacó o
Keller diz isso E aí É bem interessante
que muitas das vezes parece que esse
discurso retroalimenta essa justificação
por meio do casamento eu acho também que
existe um discurso de justificação por
meio da docilidade né então a mulher ela
precisa ser fraca E aí é que o que eu
acho que vale a pena dar uma olhada
muito bem no que nas características de
gengivas da mulher de provérbios 31
porque a Bíblia fala primeiro que ela é
confiável traz características da de
qualidade Ela é confiável Versículo 11
ela trabalha Versículo 13 mostra que ela
trabalha então quando começa essas
discussões sejam na internet ou seja
nesses grupos de feminilidade Ah mulher
pode trabalhar mulher pode trabalhar
fora de casa é muito sem sentido segundo
a realidade que a gente tá vendo aqui e
a gente tá falando de um período Bíblico
onde as mulheres de fato eram
sustentados pelos seus maridos mas mesmo
assim ela estava trabalhando e a gente
vê vários relatos bíblicos de muitas
mulheres também trabalhando ela dá
mantimento a sua casa ela cuida do seu
lar Versículo 15 vai deixar isso muito
claro ela compra ela Versículo 16 ela
tem força Versículo 17 Ou seja quando
vai falar sobre essa questão da
docenidade e que a mulher precisa ser
fraca não é raro ver textos pregações
das pessoas falando a mulher ela precisa
ser fraca quando a gente vê são mulheres
fortes na Bíblia são mulheres eu não vou
usar a expressão empoderada porque é uma
expressão politizada mas são mulheres
fortes são mulheres que que vão lá e
fazem as coisas que são necessários ela
ajuda necessitados Versículo 20 ela tem
uma preocupação com as pessoas
necessitadas ela tem uma preocupação com
as pessoas que estão invulnerabilidade
inclusive antes de falar das
características distintivas da mulher de
provérbios no iníciozinho do Capítulo 31
se fala sobre o rei também e diz que
esse rei ele julga com a entidade ele
observa as condições dos Pobres ele não
deixa as pessoas que passam necessidades
ao Léo o que é interessante né Para nós
enquanto cristãos as boas obras que nós
devemos praticar essa mulher ela vende
Versículo 24 ela é sabe bondosa por
último Versículo 28 Versículo 31 eles
dizem sabe fala né que essa mulher ela é
louvada e ela é louvada não porque ela é
boa coisa do tipo ela não é louvada
pelas boas obras que ela faz mas ela é
louvado porque ela teme ao Senhor Então
qual é a característica distintiva e
principal da mulher enquanto Cristã é
temer ao Senhor uma boa Cristã ela vai
ser uma boa mulher ela vai ser uma
mulher em suas características
específicas aí de feminilidade uma boa
mulher eu acho que é importante
ressaltar isso e mostrar que as
características da feminilidade vão
muito além do que essas caixinhas que
muitas das vezes são colocados que é
isso nos coloca né diante da compreensão
de que a referência seja para o homem
seja para mulher é o próprio Cristo né é
a gente ser como Cristo eu sendo mulher
eu sendo casado eu sendo solteira eu
sendo uma dona de casa conhecendo uma
profissional no meu trabalho e eu
acredito que esse parâmetro de Cristo né
ele pode realmente nos guiar e muitas
vezes quando a gente coloca essas outras
coisas culturais aí acho que a gente
pode fazer até a prova dos nove eu posso
me perguntar mas Jesus seria assim Jesus
que que ele fez e aí eu acho que eu
posso também ver como eu posso ser como
mulher e desenvolver essa mulher que
serve né que tá lá em provérbios
[Música]
hoje a Cida para ficar bem claro que a
gente está falando porque eu tenho
certeza que alguns ouvintes e gente aqui
a gente não tá te julgando tá é porque
às vezes a gente vive numa bolha eu
tenho 40 anos e muitos assuntos que eu
trago aqui no bivotal que eu fui ter
noção deles depois de velho então por
favor não se sinta mal o que a gente só
quer trazer para você que a gente não tá
aqui inventando um discurso Ela não é
uma vitimização Não é nada disso né
Conheço as duas são duas mulheres bem
resolvidas aqui mas algumas coisas a
gente precisa falar Jacina alguma
história você tem para ilustrar porque
histórias marcam né alguma história você
teria para nos contar que exemplifica
que desenha né A verdade é essa que
desenha o que você está falando para nós
você é Ana estão falando para nós aqui
sim
alguns anos atrás em que o feminismo
chegou contudo de uma forma mais pública
aqui no Brasil mesmo e aí os reformados
especialmente eu estou mais nesse
ambiente tradicional reformado começamos
a falar muito sobre feminilidade
resgatar as questões de feminilidade
para que as nossas mulheres e as meninas
né não sejam somadas pelo discurso
feminista E aí nisso Tinha muitos grupos
muitos grupos de feminilidade e eu eu
participava assim desses grupos
Inclusive eu promovi alguns encontros
sobre essa questão na minha igreja gente
teve alguns problemas de algumas meninas
que viraram feministas viraram lésbicas
inclusive saíram da igreja a gente teve
um problemão Inclusive a primeira
participação que eu tive em livros foi
um livro da minha igreja tinha 17 anos
quando escrevi sobre essa questão do
feminismo e feminilidade em que eu fiz
algumas críticas ao feminismo porque era
o que realmente tava crescendo muito na
nossa igreja e tal então nessa época
tava muito enfermeirado essa essa
questão e eu participei do e que uma das
a palestrante Ela é conhecida no Brasil
todo e no final quando eu fui começar
com ela ela disse assim nossa não
imaginava alguém como você da sua cor
tipo nesse evento e era uma palestra no
seminário Cristão do seminários
principais aqui do Nordeste então foi
algo que me assustou e foi nessa época
foi nesse momento que ligou um start
para mim do tipo Puxa tem alguma coisa
errada veio um estado assim tipo o que
que tá de errado por que que ela fez
esse comentário aí eu comecei a
pesquisar um pouco mais e observar a
questão da estética especialmente eu
olhei o meu redor realmente só tinha
mulher branca eu era a única que ele
estudava e tal é e eu comecei a olhar a
estética também das páginas dos eventos
dos lugares aonde eu tinha ido que eu
não tinha parado para perceber e
realmente não tinha Pessoas igual a mim
e o discurso eu comecei a observar um
pouco mais aprofundadamente e eu vi
também que não fazia muito sentido com a
história da mulher negra quer dizer as
pessoas estavam perguntando se a mulher
podia trabalhar e a mulher negra ela
sempre teve de trabalhar porque foi
trazida como escrava que sempre teve de
trabalhar tinha mulher podia ser forte e
historicamente as mulheres negras e eu
sou do Nordeste né as mulheres
Nordestinas toda Paraíba né Tem uma
música aí do Luiz Gonzaga Paraíba
masculina Mulher macho sim senhor porque
as mulheres elas faziam absolutamente
todas as coisas que os homens faziam
porque eram mulheres do Sertão na
verdade os pobres que elas tinham de
trabalhar porque senão os filhos não ia
comer então eu comecei a observar os
discurso comecei a observar a estética
comecei a observar as coisas e percebi
que de fato fazia sentido era errado o
que ela falou é errado que ela falou né
mas é fazia sentido de acordo com as
coisas funcionava Foi aí que eu comecei
a observar mesmo na Bíblia o que que a
Bíblia fala sobre feminilidade e o que
que ela não fala o que que é cultural
que foi imputado para a Bíblia como se
fosse bíblico
da Betty bar que a gente até tem podcast
aqui construção da feminilidade bíblica
acho que é seu nome a da Thomas Elson
Brasil sensacional tem um traz muito
esses pontos históricos que a Jacira e
Ana colocaram aqui e tem também uma
entrevista maravilhosa que nós fizemos
com a christianie que tá o Vitor Fontana
a Bruna Santini e o Léo entrevistando a
autora do livro Jesus e John Wayne
também lançado aqui pela Thomas Nelson
Brasil o link para essa entrevista tá
aqui também na descrição deste btcast
tanto podcast sobre o livro da Beth bar
como a entrevista com a Christian e do
mee você encontra aqui na descrição
deste podcast dessa btwick.com Ana pra
gente finalizar aqui gente só pra vocês
saberem É que eu queria falar muito mais
com as meninas aqui mas é que elas têm
compromisso às 8 horas da manhã e eu
quero aproveitar então Ana em 5 minutos
uma história que pra ti representa um
pouco e coroa isso tudo que a gente tá
falando perfeito Então eu tenho uma
história maravilhosa que se eu não
soubesse que é real eu diria sem refil
isso aí é infecção né que a história de
vida
essa mulher negra cristã do Estado de
Nova York cozinha onde eu agora ela
nasce na em 1797 nasce já escravizado
porque seus pais eram escravos ela
diferente dos irmãos dela que a mãe dela
teve 10 filhos teve entre aspas o
privilégio de crescer com a mãe dela
porque os irmãos dela eram vendidos
então era e um irmãozinho ficaram com a
mãe até a mãe morrer ela conta porque
que eu tô falando da mãe dela porque ela
na biografia dela ela conta de como foi
a mãe dela que ensinou ela a orar a Deus
né então a mãe dela só falava Holandês
porque o primeiro senhor de escravos
deles e o único Senhor de escravos da
mãe era um holandês então a mãe dela não
falava inglês porque vivia só lá na casa
e ela fala assim Ah então a minha mãe me
ensinava falava assim olha quando você
for espancada Olha o que uma mãe ensina
para uma filha né quando você for
espancada a hora para Deus porque é
somente ele que nos ajuda a suportar
isso e tudo e aí ela fala que ela lembra
da mãe dela orando algum salve
geralmente falando ó Deus até quando e
enfim e aí ela e ela tem esses que ela
tinha com a mãe dela mas mãe onde está
Deus Aí ela fala Deus está no céu olha
para o céu e ora e toda essa formação né
que a mãe dela tão simples deu para ela
porque a mãe dela também não sabia né
grandes teologias de tudo é foi aquilo
que levou e caracterizou depois toda a
vida dessa de ornitor porque depois ela
foi vendida para sucessivas e senhores
de escravos e ela cuida de como foi
difícil porque ela só falava Holandês
com nove anos e aí ela foi para um
senhor de escravas falava inglês que
maltratava ela porque ela fala assim ele
me entendia mas eu não entendia ele e aí
quando ele dava uma ordem e ela entendia
errada ela era espancada Até ela
aprender inglês né E aí quando ela tinha
mais ou menos 30 anos o estado de Nova
York aboia escravidão mesmo né que no
norte escravidão foi abolida bem antes
que no sul e ela se torna uma mulher
livre e aí ela começa a trabalhar em
casa de família limpar a casa ela começa
a frequentar uma igreja e nisso ela
escreve o livro dela e ela também começa
a ser uma pregadora ambulante e ela
também é uma abolicionista ela é como a
não é ainda não era abolido em todos os
Estados Unidos é ela é uma ativista a
favor da abolição e uma mulher
extremamente forte que tem todas essas
memórias esses relatos né por isso que a
gente sabe tanto da vida dela que ela
chegou a sobreviver né enquanto tantos
morreram ela viveu para ser liberta E aí
contar tudo isso e como ela sempre faz
referência a Deus em tudo que ela coloca
na nos discursos dela e também sobre ser
mulher porque era diferente ser um
escravo homem e uma escrava mulher que
era muitas vezes abusada e não podia
viver a sua maternidade a própria cinco
filhos e não teve como crescer esses
filhos Então ela nem sabia onde eles
estavam então todos esses Sofrimentos de
uma mulher que não consegue viver a sua
maternidade ama seus filhos é uma mulher
que Como já será de ter que trabalhar
desde sempre não é essa questão e nesse
período Como é final de 1700 1800 e tava
também nascendo os discursos feministas
da primeira onda nos Estados Unidos é
ela chega com isso ela fala vocês falam
que o homem tem que tratar a gente a
mulher com delicadeza eu não sou tratada
com delicadeza eu nunca fui tratada com
delicadeza não sou eu uma mulher ou
discurso muito forte dela que ficou
muito famoso inclusive que ela faz
várias vezes essa pergunta eu não sou
uma mulher Eu sempre tive que trabalhar
e eu continuo e eu sou uma mulher ela
fica perguntando isso e eu quero só
terminar eu vou ler para vocês verem só
o quanto Deus era muito importante na
vida dessa mulher e como vocês podem
encontrar livros que tem a biografia
dela tem um em português porque é muito
lindo e aí tem um relato né que outro
abolicionista estava falando que era o
Frederick Douglas que no caso ele já foi
um ex escravizado que se libertou
sozinho ele brigou até o sangue com o
próprio Senhor e foi embora então outra
história e mais a mesma época e depois
tornou um ativista do abolicionismo e
tudo e esses essas pessoas elas estavam
todas no contexto Cristão porque todo
mundo foi formado como Cristão e aí ela
tava assistindo um discurso de Frederick
Douglas e ele tava falando e ela conta
que ele tava falando cheio de raiva
dizendo que não havia nenhuma esperança
pelos negros que os negros não podiam
esperar Nenhum Nada dos brancos que eles
tinham que lutar pelas próprias mãos e
tudo mais e ela fala que ele estava
cheio de Ira e tudo mais e aí ela
Sentada né na plateia na primeira
fileira ela fala assim Frederick por
acaso seu Deus está morto porque ela vê
que o Frederico no discurso dela tá
tirando a esperança de Deus está
colocando a esperança assim numa força
numa luta e assim e eu só coloquei assim
esse contexto não dizendo que um Tá
certo tá errado mas dizendo como Deus
permeia toda o discurso e a
éticabolicionistas desses escravizados
aí um lê de um jeito outro lê de outro
jeito como o evangelho e a relação deles
com Deus foi tão importante para ele se
entenderem como pessoas Livres né E
também para se julga e ela entender a
dignidade dela como mulher porque
ninguém dava essa dignidade para ela e
ela e ela encontrava isso ela fala de
Deus em relação a esse ser mulher dela
[Música]
tem várias histórias também que você
conta no seu livro e estima da cor
Jacira Fala um pouquinho para gente do
seu livro Por gentileza sim o meu livro
se encontra na Amazon você consegue
encontrar na Amazon o objetivo dele é
falar sobre o racismo a partir da Bíblia
luz da Bíblia mesmo a ideia é falar a
parte das doutrinas cristãs né como que
a gente pode falar desse problema desse
mal observando aí as escrituras o que
ele o que elas dizem então não sei se é
para fazer já o fechamento
aqui o cronômetro
7:59 minutos eu quero que você mas eu
quero mais você vai conseguir cancelar o
compromisso tô dentro aqui ó a Ana já
acordou de madrugada né para orar e se
preparar podcast então e depois tem que
sair para estudar e trabalhar né que é a
vida então no livro eu pego um pouco da
pesquisa que eu fiz né da contabilidade
no período da escravidão sou né e eu fiz
uma pesquisa sobre a contabilidade no
período da escravidão sobre como os
senhores e escravos contabilizavam seus
escravos porque eles eram tratados como
mercadoria mesmo civilmente então essa
instrumentalização e observando isso a
luz da Bíblia né falou no seu livro
Cristão numa sociedade não Cristã ele
fala que os cristãos que lutaram contra
a escravidão eles tinham que mostrar
aqui de maneira nenhuma os negros Eles
não eram objeto mas sim que eles eram
criados na imagem e semelhança de Deus
que eles eram seres humanos tinha
começado ali então trazendo as doutrinas
cristãs com os fatos históricos né que
de como as coisas aconteceram Então você
consegue adquirir o meu livro aí pela
pela Amazon mas para só fazer um
fechamento sobre esse assunto eu acho
muito legal o texto do saião que ele que
ele intitula assim não existe mulher
virtuosa Eu acho esse texto muito bom e
aí ele vai explicar porque que ele diz
isso aqui a palavra no hebraico não não
se traduz melhor por Virtuosas sim por
guerreira e aí ele vai explicando que as
características distintivas dessa mulher
nós vemos que uma mulher plena né Eu
acho legal que ele coloca é uma mulher
plena então eu recomendo esse texto acho
que faz muito sentido e de novo irmãs a
gente não tá colocando nenhuma pressão
se você é uma mulher do Lar a gente não
acha isso ruim não estamos falando
contra você nós estamos mostrando que o
que nós vemos na Bíblia seja pelas
mulheres desde o antigo testamento Rute
seja Rebeca sendo pastora seja Maria
Madalena lá estudando com Cristo seja as
mulheres que estavam lá aos pés de Jesus
estudando né porque Jesus era um Rabino
era um mestre né enfim seja o que a
gente vê todas as escrituras não tem
essa caixinha que muita das vezes limita
nas vezes às vezes as mulheres então
nosso recado aqui é mais do tipo não
limite as mulheres e não coloca que Deus
não coloca na Bíblia para colocar aí uma
uma opressão espiritual mais ou menos né
do que a gente vê e eu gostaria de
concluir dizendo é que o papel da esposa
é algo específico e isso é diferente do
papel da mulher que é algo amplo opa
olha aí olha aí pô tudo Solta essa agora
no final
jaciram no Episódio segundo Ana a Jacira
vai com nós aqui na cabeça
é para me chamar de novo depois tá
marcado não tá marcado então acredito
que a feminilidade bíblica matrimonial é
diferente da feminilidade bíblica que é
algo um pouco mais Ampla muito boa vai
ter que voltar pra gente esclarecer um
pouquinho melhor isso mas eu entendi e
acho que quem prestou atenção fica claro
aí Se você prestar atenção na própria
Bíblia Acho que você consegue dizer
nisso também Ana Muito obrigado pela tua
presença aqui a sua palavra final por
favor não deixa coisa quicando aí na
nossa cabeça aí a Jacira já fez isso
muito obrigada pela participação é de
verdade eu gosto muito de falar desse
assunto e só como eu tava falando desse
jornal e a Jacira falou que os escravos
eram contabilizados com mercadoria ela
só vou terminar falando isso ela foi
vendida com 9 anos junto com 300 ovelhas
para outro Senhor nossa gente essa que
tá chegando ao fim esse é o penúltimo
episódio mas amanhã a galera volta Ana
Jacira Léo e Igor para falarmos aí sobre
racismo e o racismo brasileiro enfim tem
mais um episódio muito importante para
pensarmos esse tema os links dos livros
que falamos aqui estão na descrição
deste podcast Obrigado Jacira obrigado
Ana e até amanhã e a gente continua e
termina esse tema e essa PT aí que tão
especial
[Música]
esse podcast Foi editado por bibotal que
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