Hermenêutica e racismo – BTCast 476
15/11/2022
Hermenêutica e racismo – BTCast 476
Muito bem, muito bem, muito bem, começa mais um BTCast, o seu podcast de teologia! Nesse episódio de estreia da nossa BTWeek, Rodrigo Bibo conversa com Leonardo Cruz, Ana Bezerra, Jacira Monteiro e Higor Ferreira para falar sobre hermenêutica e racismo. Como os dois lados usam e usaram a bíblia para justificar seus pensamentos muitas vezes racistas e entender como através da história esses homens e mulheres se equivocaram nessas questões. Como era a questão do racismo no Brasil? A igreja protestante tinha relevância e influência nessas questões na época? A hermenêutica racista existe? Como entender? A teologia da substituição é racista? Isso e muito mais agora, nesse BTCast!
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Fonte: Bibotalk
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[Música] teologia é nosso Esporte [Música] muito bem muito bem muito bem começa mais uma btu e que aqui em bivotal.com eu sou o Rodrigo bivo e tenho a honra de Dizer para vocês que vocês terão uma semana de podcasts aqui em bioport.com seja no nosso site no nosso YouTube no Spotify Deezer Amazon Apple apps de Podcast você por uma semana vai ter a nossa presença aqui discutindo um tema que é fundamental para nossa sociedade que é Bíblia e racismo por uma semana de maneira séria acadêmica e teológica vamos discutir esse tema galera separamos aqui alguns temas sensacionais convidados sensacionais para que você pense com a gente esta temática Bíblia e racismo e eu já quero começar aqui agradecendo a editora Thomas Nelson Brasil que está patrocinando esta BT Week essa Editora que é Nossa parceira que lança aí os nossos livros que tem um podcast com a gente aqui na casa ela está tornando possível essa discussão então quero pedir a você siga Thomas Nelson nas redes sociais adquira os seus livros porque isso ajuda bastante também essa Editora a continuar produzindo boa literatura teológica e também financiando projetos e podcasts que edificam a igreja brasileira que é o caso aqui do bibotal Quero Agradecer aos amigos e amigas que estão fazendo acontecer essa btwick junto comigo na verdade eu tô aqui só de orelha aprendendo com essas mentes esferas Começando por elas pela Ana e pela Jacira mulheres incríveis inteligentes que sabem falar do que estão falando e eu tenho certeza que você será ricamente abençoado com a presença delas aqui neste podcast Agradeço ao Léo basicamente isso nasceu da cabeça do Léo da mente do Léo A ideia foi dele e ele trouxe o Igor para essa história professor de história que inclusive para essa história professor de história tem muita história né saber teu i a Amei conhecer o Igor e eu trouxe o Paulo Cruz aqui para falar de Martin Luther King foi sensacional então agradeço a esses homens e essas mulheres que fizeram essa btu comigo gente sim ó você vai ter uma semana aí de Podcast um publicado a cada dia segunda terça quarta quinta e sexta para nós pensarmos essa temática que é sensacional neste primeiro episódio hermenêutica e racismo como a Bíblia foi usada dos dois lados tanto para perpetuar a escravidão como para lutar por liberdade vamos para esse episódio mas antes é claro os nossos recados paroquiais [Música] e não sei aquelas paroquiais dessa btwi que eu quero agradecer mais uma vez a Thomas Nelson Brasil que permite e que financia esse projeto e por isso a gente pode estar aqui por uma semana pensando esse tema tão importante galera Quero Dizer para vocês aí que ela tem o engajamento cultural um curso intensivo sobre questões contemporâneas e as diferentes perspectivas cristãs de josral e Karen Prior tá Gente esse livro aqui ele é muito legal ele lembra bastante a pegada do livro do Johnny Stop o Cristão Em uma sociedade não Cristã que é o livro que nós estamos utilizando no btcast Plus não sei se você conhece mas é um detecast Onde nós estamos passando o capítulo por capítulo deste livro do Johnny stott que é também lançado pela Thomas Nelson Brasil neste engajamento cultural aqui você vai ter vários temas também discutido em perspectivas diferentes então é um livro muito legal de ler muito rico e nós temos assim gente vários temas como cristianismo e cultura o modo como ensinar a Bíblia e o engajamento cultural daí tem questões contemporâneas sexualidade tem muita coisa envolvendo a questão da sexualidade inclusive gênero e Sexo repensando relacionamento entre pessoas do mesmo sexo você tem aqui a resposta teológica e Pastoral para desforia de gênero Você tem o papel do homem e da mulher você minha vida humana e a tecnologia reprodutiva imigração e Raça aqui ó inclusive toca dentro do tema desta BT Week você tem criação e o cuidado das criaturas temos o assunto da política aqui em vários capítulos discutindo a questão da política temos a questão do trabalho a questão da arte a questão da guerra e também o engajamento cultural orientado pelo evangelho gente livro sensacional gostoso de ler engajamento cultural Josh chadral e Karen Prior um curso intensivo sobre questões contemporâneas e as diferentes perspectivas cristãs o link para esse livro tá aqui na descrição deste Episódio da BT Week Aliás a gente vai recomendar ele em todos os episódios porque é um livro que vale muito a pena você ter na sua biblioteca e pesquisar E outra ele é um livro que abre portas desses temas para outros autores Então vale a pena você ter aí como ponto de partida este livro engajamento cultural da Thomas Nelson Brasil embora pra esse episódio que eu tenho que você vai gostar demais [Música] Caraca gente estamos aqui olha num papo gente eu não tenho eu não tenho roupa para estar nesse podcast mas estamos aí com uma pauta que o nosso amigo Léo Cruz esse integrante aqui do btcast né já apresentou para a gente tantas pausas legais e podcast legais trouxe aí essa galera que manja desse tema Bíblia período da escravidão aliás esse tema da escravidão já tivemos alguns btcashes aqui falando desse tema da escravidão muito legal e a gente vai ampliar obviamente fazer outros recortes daquilo que nós já conversamos sobre esse tema aqui em bivotal.com no nosso podcast então Joga aí escravidão bibliotal que do Google gente usa o Google antes de me perguntar se a gente já fez um podcast sobre joga o tema mas me botar algo no Google que vai dar tudo certo e você vai achar o tema se a gente fez ou não Tá então a gente já tem pelo menos uns dois podcast sobre a escravidão um de forma geral um falando sobre John Wesley e tivemos já também dois ou três Episódio sobre racismo e a gente agora tá aqui para discutir um pouquinho sobre hermenêutica sobre o uso da Bíblia tanto para defender né o status quo Não tudo bem manter escravos negros como não espera aí vamos libertar essa galera e Léo eu queria que você apresentasse aqui eh alguns dos nossos convidados a Ana já é conhecida aqui da casa do buttow que já participou de um ou dois podcasts da bc2 E agora me corrijando é porque eu gravo com tanta gente que eu não sei onde quem participou na onde no que e também do podcast que é uma nutrição do livro do Snow me Collie uma mensagem uma leitura Negra aliás sensacional sensacional esse podcast esse livro ah Jacira é a primeira vez que grava aqui com a gente certo Jacira é Jacira como é Podcast tem que falar É verdade eu achei que a Jacira só ia ficar balançando a cabeça assim a primeira vez que eu tô participando eu só Jacira Monteiro Sou A autora do livro eu estigma da cor também faço pós-graduação em Teologia bíblica e energética do novo testamento e é um prazer estar aqui né nesse podcast que eu já uso há tanto tempo tá participando É uma honra a Ana também aí Alguns eventos de teologia pelo Brasil e tal é muito legal e vocês estiveram no btd se não me falha a memória tiveram no btd e não tiveram você não Jacira Que absurdo assim mas a Ana esteve junto com o maridão e tal antes né o último evento antes de partir para a América para o seu sanduíche doutoral muito legal e Léo Tem um brother aí que eu não conheço mas se é teu amigo é meu amigo também o Igor mais conhecido também como questão de História o Igor ele é um cara assim que eu ele é amigo de um amigo meu da faculdade famoso aí Pedro Pedrinho abraço pra você provavelmente você vai ouvir isso aí eu conheci o Igor por indicação do Pedro e acompanha o trabalho do Igor assim no Instagram e ele é um cara com uma didática é incrível para falar sobre história da África sobre escravidão e muito crente também por isso que ele tá aqui com a gente aí a bondade do Léo né do do carinho do elogio Mas é isso a gente tem produzido na internet algum tempo mas há muito mais tempo também sou professor né do aulão uns 14 anos já comecei cedo até com 18 anos de idade já dava aula e desde então nunca parei sou professor do Colégio Pedro II aqui no Rio de Janeiro trabalha com temáticas raciais de dragão África na pós-graduação e também sou professor de um modo geral de ensino médio e minha pesquisa toda É nisso né escolarização de negros racismo preconceito de classe intercrosados Então pegando no Brasil século 19 para cá E aí então é para contribuir também com um toquezinho outro de teologia que talvez a gente possa ter para trazer aqui olha aí gente perceberam que o time é de peso e tem o Léo né da casa aqui também enfim Léo olha só Tu é o dono dessa pauta e eu vi aqui que você tem uns slenders né inclusive disclemer já remete ao meu amigo Mac a galera pergunta quando é com máquina foi intencional Olha o Léo é um grande 2020 também do btcast já fez uma homenagem velada ou agora não tão velada almanaque que falava dos displayers e tal enfim Léo que disclemers são esse aí pra gente tratar desse assunto né o uso da Bíblia na história aí do racismo da escravidão enfim usada aí pelos dois lados gente é bem legal vai ter hermenêutica aqui hein hermenêutica racista hermenêuticabolicionista tem muita coisa legal tá assim ouça antes de julgar qualquer coisa cuidado aí com o seu preconceito tá bom dá uma ouvida até o final para você tecer os seus comentários porque o que me dá raiva é gente que só lê o título do episódio já começa a comentar Nossa não seja essa pessoa não só com bibotal mas em qualquer lugar do planeta tá não seja essa pessoa que vê a Redline ali e já sai por aí emitindo opiniões Calma calma seja menos Léo mas aí que esclamers são esses aí meu irmão então eu vou jogar aqui o pauta dos disclemas e a galera também vai contribuir depois o primeiro deles antes da gente entrar na nossa pauta em si é que algumas questões aqui de uso da história da procriação do passado a já discutiu no Episódio primeiro episódio de história da bc2 tem aqui no bibliotal e também no episódio sobre humanidade também tem algumas coisas ali então a gente não vai entrar assim muito é detalhes de algumas questões um pouquinho mais de abordagem agora indo já para o que a gente vai conversar tem alguns cuidados que a gente precisa ter vamos limpar o terreno aqui primeiro eu vou usar na nossa primeira situação aqui o que o Tinker fala sobre moralismo você aí que a lei todo tipo eu deve lembrar que mais de um livro ele fala do Cuidado que a gente precisa ter para não colocar a nossa régua moral como um critério para eu me julgar superior ou mais digno que os outros o que que são problema porque embora nós cristãos aqui todos concordemos que existem verdades fundamentais e absolutas toda a nossa visão moral ela tem algumas coisas que são contextuais então eu não posso pegar aquilo que é do meu contexto e dizer que é o certo se quando eu mudar para outro contexto que ela vai ser errado o que que eu quero dizer com isso dentro do nosso tema aqui a gente vai ter alguns caminhos possíveis deles ao meu ver são os principais o primeiro que a gente quer evitar é usar o nosso conhecimento atual sobre o que foi escravidão sobre esse passado e transformar esse episódio numa espécie de Malhação de Judas olha um caso público gente só dá um Google vocês vão ver Jonathan Edwards teve escravos Jorge White filtro defendeu escravidão olha feio o bobo chato não lê ele não sei o quê não a gente não tá aqui para isso a gente fez é esse o nível da Galera na internet mesmo a gente quer explicar como que esses caras que a gente ainda toma como referencial de fé cristã puderam acreditar nisso óbvio que a gente não vai conseguir entrar na cabeça deles mas a gente consegue ter algumas pistas do porque eles estavam mais inclinados a seguir uma postura escravista do que não e a outra postura que a gente quer evitar do moralismo é porque eles são referenciais de fé para a gente ainda hoje dizer que o erro deles não foi tão grave assim porque era do contexto da época então a gente pode dar uma relevada E isso não funciona desse jeito porque assim se a gente diz que ele só defenderam essa posição e outras tantas erradas pelo contexto da época o que garante que a gente hoje não esteja agindo da mesma forma ou seja ele tá pegando pesado porque essa passada de pano é boa vai essa passada de pano aí Ah mano nem a gente vai usar ela um pouco eu tô falando é esse que eu sou branco aqui desse rolê né eu sou eu sou o branco aqui do Rolê mas não falando sério agora é uma passada de pano isso aí inegável mas de alguma forma ainda que não justifica não dá uma explicada eles tinham eles tinham condições de pensar diferente na época essa é a pergunta que eu sei que a gente vai responder nesse Episódio pode fazer um comentário aqui não não pode mano foi convidado para ficar no mute aqui tá bom E daí só para ter o teu nome aqui até a cota mas não vai falar nada não registrado eu acredito que existe uma diferença entre explicar justificar eu acho que a gente pode explicar certos fenômenos certas percepções de mundo agora isso não as torna dignas né legítimas justificadas E aí eu acho que o cuidado o Léo Está apresentando aqui é o cuidado de entender que são humanos com falências com inclinações para o mal e que De algum modo cometeram o equívocos que para nós parece Absurdos mas de algum modo Nós também talvez cometamos alguns erros que no futuro serão usados para nos julgar Ou seja a nossa tentativa de identificar essas falhas do passado Visa não sinalizar uma virtude pessoal não é essa ideia é basicamente dar uma construção só sua Histórica de como o cristianismo se relacionou com o tema da escravidão através de diferentes figuras diferentes contexto então é muito mais explicativo e muito menos a ideia de monopolizar as virtudes para o nosso tempo tem detrimento ao passado eu acho que se a gente fizesse exercício a gente vai no caminho bom isso aí menina sobre esse fato de explicar acredito que o discler do Léo vai no sentido de que a gente pode explicar contextualizar né e tudo entender as realidades históricas os horizontes possíveis né naquela época e tudo mais só que o que acontece geralmente esse argumento ele é utilizado para silenciar a discussão quando nós encontramos encontramos diante desses impasses a relação a escravidão em relação às mulheres ou o que for aí se usa esse argumentar era o homem do seu tempo aí encerrou entendeu Aí é só esse é o cuidado que a gente tem que ter a gente pode entender sim o trabalho do historiador é esse é tentar chegar a uma compreensão mais possível daquela época histórica porém a gente precisar não encerrar a discussão nisso né para falar então tudo vale porque era época dele excelente cara sabe que eu lembrei o assunto não é esse mas foi a justificativa que os criadores da nova série da HBO a casa do Dragão que a propósito nem tá tão legal assim eles vão ter cenas aí de abuso e tal e aí a galera meio que pô para que de novo Tem estupro e tal Porque na época do Game of Throne já teve reclamações e tal aí não porque era assim na época e tal Pô cara que legal esses dias da Consultoria page só para deixar registrado aí e ainda tem mais um ponto dentro dessa questão para a gente ir caminhando aqui no Just clamers é que as pessoas fazem escolhas o contexto ele joga uma série de opções e dependendo do lugar que a gente está tendo como ponto de partida algumas opções elas são mais impactantes do que outras então por exemplo se a gente tem vão pegar o caso do Jonathan Edwards e do George whitefood que eu já citei aqui são conhecidos ok Um inglês branco da aristocracia Colonial ele provavelmente teria algum escravo doméstico a defender a escravidão Essa era uma tendência mas a gente tem registro histórico de inglês brancos aristocracia Colonial na mesma posição que optaram por não fazer isso E aí o nosso trabalho é uma vez que alguém na mesma condição optou por fazer diferente qual era o horizonte possível dessa pessoa o que que ela viu para que ela pudesse agir na contramão E aí a gente não cai no erro que as pessoas dizem Ah você tá querendo impor a régua moral do presente sobre o passado que alguém chama de anacronismo isso pode sim acontecer mas o devido cuidado para evitar que isso ocorra é entender que hoje em 2022 se alguém dissesse Olha eu acho que é legal ter escravos a gente tem muito mais argumentos e experiência social para mostrar que isso é um absurdo do que para uma pessoa de século 18 porque ela dizia olha escravidão não é legal isso Tinha um custo muito maior do que para alguém dizer isso hoje as pessoas talvez elas poderia ser acusada de um crime de traição de traição em relação ali as leis públicas enfim e várias outras repressões sociais porque elas estaria jogando contra um elemento fundamental da organização da sociedade e a gente vai falar de uns casos desses aqui hoje então a questão aqui do moralismo é olhar para o passado e entender quem tava ali mais próximo do status pode defender a situação e quem agiu contra a maré e entender quais eram os elementos ali que estavam na mesa e qualquer algumas pessoas tinham mais inclinação aonde do que a outros e isso ajuda a gente a refletir também sobre como nosso contexto hoje tem forças que nos empurram mais para um lado do que para outro isso ajuda a gente a tomar cuidado para evitar aí na tendência de momento quando essa tendência tá caminhando para um lado errado mesmo que todo mundo esteja fazendo porque a gente é mais forçado a seguir o fluxo do que a gente imagina E aí Léo eu acho que tem outra coisa interessante também que é que você traz até o topo da teoria da história que é o que você mencionou os indivíduos eles estão inseridos em certos contextos mas eles não são determinados por esses contextos embora eles possam informar demais os agentes históricos Então todo toda a experiência histórica tem que ser avaliada dentro de certas categorias analíticas básicas né que é toda a história vivida num certo tempo num certo espaço e que todos os indivíduos a partir desses constrangimentos temporais e espaciais tomam decisões ou seja eles têm agência históricas tem capacidade de fazer escolhas é claro que a margem de agência de carga indivíduo na história varia em função de uma série de questões Mas todos têm algum poder de escolha algum Poder Desse usuário e esse indivíduo em especial que eu isso E além disso eu acho que esse nosso nossa conversa aqui vai também a explorar uma questão específica que era a escravidão das Américas Porque existe esse fenômeno à parte e o nosso debate é parte muito disso né a gente começa a ser remeleiros como essas leituras foram feitas dentro desse contexto o que a categoria escravidão é uma categoria muito elástica muito abrangente cabem muitos tipos de experiências históricas diferentes dentro que a gente chama de escravidão e essa experiência são muito difusas elas são diferentes entre si não existe uma homogeneidade então quando a gente fala a escravidão a gente tem que entender contextos históricos E aí quando a gente fala de escravidão moderna a gente tá falando de uma forma específica de expressão desse fenômeno escravista e que afeta diretamente uma grande comunidade de origem africana né na sua maioria Negra e que gerou efeitos implicações fundamentais na construção das Américas e também na nossa própria forma de expressar Nossa religiosidade Cristã [Música] agora a gente vai para um ponto que talvez esteja no momento esteja mais familiar depois do livro Deus homocólice é publicado aqui no Brasil que é questão da teologia acadêmica e de como a gente para entender esse processo do racismo da interpretação bíblica a gente precisa deixar de lado um pouco a teologia acadêmica porque porque em primeiro lugar nem toda elaboração teológica ela é em si mesmo racista a gente vai ver um caso clássico aqui que é a maldição de o caso da maldição é evidentemente assiste mas em outros momentos uma teologia racista ela não é em si mesma algo que tira dignidade de um outro grupo social né nos casos Branco porque a gente está falando aqui no caso desse Episódio os brancos colocando a população negra em situação inferior mas às vezes os argumentos de apoio para construir uma teologia direcionam esse raciocínio para uma para legitimar uma situação como foi a da escravidão e por isso que é importante a gente tomar todo esse cuidado que a gente está tendo aqui com o moralismo com os Horizonte possíveis porque às vezes tem posições que a gente mantém até hoje mas elas não são hoje em 2022 consideradas racistas porque lá atrás alguém percebeu que Opa ao lado dela vinha alguma coisa que empurrava essa posição por racismo hoje já não tem mais essa posição e como que a gente encontra isso que é o que usar uma colher fala da teologia eclesiástica Negra porque uma vez que os negros eles não ocupavam esses espaços de reflexão acadêmica formal no caso dos Estados Unidos eles só vão chegar nos anos 60 então o pensamento negro ou de quem era abolicionista tava em geral ali dentro das igrejas dentro das comunidades que liam a Bíblia fora desse ambiente da teologia acadêmica mais formal então quando a gente olha para esses espaços em que os negros tão lendo a bíblia nas suas igrejas nas suas comunidades e o exabolicionistas também Principalmente aqueles que não estão é nas instituições se a gente for pensar no caso dos Estados Unidos que é o que eu tenho mais familiaridade aqueles que não estão nas instituições acadêmicas em que mal ou bem É no mínimo o debate sobre a abolição ele era silenciado porque aparentemente os dois lados bíblicos abre e fecha aspas é nessas comunidades de fé que esses argumentos vão sendo construídos então quando a gente olha para esses grupos a gente tem uma dimensão de como a teologia ela foi sendo construída também eh na população em geral fora desse ambiente da Elite teológica e que se a gente olha só para esse ambiente talvez a gente não tenha dimensão do tamanho do problema Inclusive a gente reforça aí esse livro uma leitura Negra desde uma cólen é um livro da Mundo Cristão acho que já é de 2021 sendo que falha a memória gente livrasso vale a pena leitura principalmente porque a galera às vezes falou em leitura Negra falou em discutir racismo tem toda essa polarização no Brasil e que é muito forte ainda e às vezes as pessoas não ouvem os argumentos e já colocam em determinadas espectro e tal e não raciocínio né Gente não vamos ser assim tá não vamos ser assim uma coisa você traz aí que é interessante que é uma demonstração que para aqueles homens e mulheres do passado Era óbvio mas que vale a pena reforçar no presente que a teologia ela não tá presa a espaço institucionais acadêmicos né a teologia ela se constrói nos espaços experiência do culto no espaço cotidiano né É na vida comum que se pensa sobre religiosidade Então se a gente entender teologia não como uma sistematização acadêmica mas como um conjunto de experiência de reflexões sobre a vida cristã tá todo mundo de algum modo produzindo teologia então a gente rompe também com certo elitismo que coloca o teólogo como alguém muito distante né da população e da vida comum como se para pensar na fé eu tivesse que me afastado do Povo né do vulgo e a verdade é que o ambiente vulgar é um ambiente totalmente propício e provocativo para construções religiosas a gente vê isso nas comunidades negras norte-americanos fazendo as suas próprias formas de produção de um cristianismo negro assim como no Brasil a gente tem exemplos histórico sobre os quais a gente pode até falar depois mas como de um padre lá de um pastor melhor dizendo lá no Recife que fazia uma leitura teológica de libertação e meio aos fiéis ali que ele ajudava a levar né para o reino do céu dentro da sua concepção de época Enfim então acho que isso também tem que ser bem avaliado para vocês poder romper com esse paradigma de que teologia é uma coisa de uma alta academia e que ela não se faz no cotidiano Pelo contrário né pelo contrário nem sempre a teologia acadêmica chega né no chão da Igreja é por isso até que a gente brinca aqui no btcast que a galera fica acusando o outro de Ah seu teólogo liberal e tal mano a teologia Liberal nem chegou direito no chão da igreja né então ficou uma parada mais presa também nos ambientes acadêmicos e às vezes tem até essa dificuldade que é o que a gente tenta fazer aqui no bipotal né a gente tenta trazer coisas acadêmicas e levo para o povo de forma geral pessoas que não estudam teologia inclusive que o que sabem de teologia aprendem aqui 12 microfones do btcast Então esse é um esforço muito grande que a gente tem aqui de tentar trazer aquilo que tem na academia né as discussões relevantes da teologia para o nosso público porque nem sempre chega nem sempre chega por exemplo né que um parente meio longo peço desculpas mas é que eu vim do Movimento Pentecostal cara tem muito absurdo no Movimento Pentecostal que a literatura eu não diria nem acadêmica mas a Lite teológica já rechaçava já falava contra se você pega alguns escritos do gunarving ele já falava contra o reteté coisa tão comum e marcante no Movimento Pentecostal assembleiano mas que o próprio fundador já escrevia contra desordem a bagunça no culto e tal então você percebe que às vezes tem essa dificuldade mesmo das questões acadêmicas ou das questões teóricas e doutrinárias desaguarem mesmo na comunidade isso é um grande esforço cara é um grande esforço e no fundo muito da igreja acaba sendo guiada justamente por essa teologia do chão essa teologia do Povo essa teologia que nem sempre dialoga com a academia e por isso o papel do pastor é tão importante para fazer essa ponte né mas enfim só um parênteses Ô Léo tô ansioso vamos pra pauta tem muito Slender ainda não agora é o último porque esse eu acho inclusive o mais importante pra mim que a gente quer protestante evangélico A gente fica meio que num Limbo quando o assunto é escravidão nas Américas porque no cenário do Brasil o crescimento do movimento protestante evangélico veio muito muito tempo depois não né até porque em termos historiográficos né tanto tempo assim mas vem o tempo depois da Abolição então assim a gente não tem muita dimensão de como foi ser protestante durante a escravidão no Brasil porque é justamente no momento final da escravidão no Brasil que as igrejas protestantes no do protestantismo de Missão tão chegando aqui no Brasil então assim se for pegar por exemplo a minha a igreja que a Igreja Presbiteriana do Brasil ela chega aqui e se forma institucionalmente faltando 30 40 anos para terminar a escravidão então ela não tem ainda uma força uma representatividade numérica pra gente ter esses exemplos em larga escala Como foi no caso da formação do Brasil com catolicismo que eu quero dizer com tudo isso é que quando a gente fala de teologia de gravidão isso Parece coisa de católico pra gente e eu já ouvi isso às vezes quando cheguei a comentar com colegas de igreja e tal e essa questão do apoio teológico a escravidão Parece coisa de católico pra gente já fazia muito sentido é ver um protestantismo distante disso mas é o grande problema que inclusive missionários e pastores brasileiros do século 19 como presbiteriano Eduardo Carlos Pereira já apontava existia uma influência teológica vinda dos Estados Unidos dois missionários americanos que reforçavam a escravidão presente no Brasil então assim se já no século 19 no início do protestantismo institucional aqui no Brasil existia um pastores que percebiam essa influência da teologia norte-americana para diminuir amenizar a situação da escravidão e do racismo no Brasil Então hoje a gente precisa continuar tendo esse mesmo cuidado seja para ideias que surgem aqui no próprio Brasil seja pro legado para continuidade de ideias da nossa formação católica e seja também para as influências norte-americanas que a gente tenha e esse episódio aqui ele surge justamente para tentar suprir essa lacuna para introduzir Esse aspecto de como que a teologia principalmente protestante trabalhou na questão do lado escravista para justificar a situação de subjugação do povo negro ou no lá da abolicionista e a gente vai tentar fazer Pontes com o Brasil também quando der para fazer essas Pontes muito bom a entrada do Igor diz que ainda tá rolando a parada né então a gente tem chance aí de fazer história né Igor é isso se a gente entender a abolição como mais do que uma assinatura de um documento mas com uma construção de um modo de vida em que as pessoas ligas vão poder usufruir de bens que eles foram negados Então acho que a gente pode fazer muita coisa ainda muito bom se embora então para essa pauta gente ó tô bem emocionado mesmo acho que é um assunto bem importante e é isso simbora [Música] Léo hermenêutica racista essa parada de hermenêutica a gente tem um episódio dois só sobre hermenêutica eu acho que é uma é uma deficiência do btcash é que nos falta mais essa pauta da hermenêutica de interpretação bíblica ainda que a gente tem vários podcasts bíblicos e onde consequentemente a gente acaba abordando questões hermenêuticas mas povo tem muita dificuldade e eu atendo muita gente no Instagram e tal respondendo caixinha e até mesmo quando eu converso com as pessoas as pessoas acreditam que é o seguinte é uma Bíblia só E é só um espírito santo então a maioria dos cristãos eles têm essa dificuldade de entender a diversidade no povo de Deus porque é uma Bíblia só E é só um espírito santo e muitos pregadores famosos falam isso né Você pode ler a Bíblia com o autor do lado né Como assim se eu tivesse com a Jacira tal já Cida mas o que que tu quis dizer que a ideia Já Cida vai lá e me explica o que ela quis dizer naquele trecho do livro dela e vice-versa enfim não é bem assim com a Bíblia né então quando a gente em leitura colaborativa em leitura corporativa né em leitura em conjunto da Bíblia ou uma interpretação colaborativa ou quando a gente lê a Bíblia a partir da história da igreja a maioria das pessoas têm Muita confusão e eu penso que esse episódio vai ajudar nisso também as pessoas entenderem como a mesma bíblia pode ser usada para fins é diferentes e até antagônicos então o Léo essa hermenêutica racista o que que é ser hermenêutica racista que você traz aí pra gente ó a gente vai voltar aqui naquele ponto em que Eu mencionei que existem elaborações teológicas que não são em si mesmo nas fascistas mas em conjunto com outros tipos de pensamento essas teologias elas foram direcionadas para isso então o que a gente vai tentar demonstrar é como um cenário foi construído a ponto de se alguém nascesse ou fosse formado por esse cenário dificilmente não é impossível mas dificilmente ela veria a escravidão como algo ruim como algo a ser evitado o primeiro desses pontos e o mais antigo deles uma convicção teológica que ainda hoje está presente que é o supersticionismo ou conhecido como Teologia da substituição e aqui eu vou tentar explicar com cuidado porque algumas pessoas devem estar com os olhos arregalado mas como assim da substituição racista Calma ela em si mesma não é vai depender de outros argumentos que caminham ao lado e a gente vai seguir isso ainda nesse Episódio como que a teologia da substituição acabou contribuindo para esse cenário a teologia da substituição diz de maneira curta grossa a igreja substitui Israel como povo de Deus nos planos de Deus a partir do novo testamento em que sentido isso passou a ser racista ou preconceituoso a partir do momento que ali no século terceiro século quarto cristianismo ele vai estar sendo do Judaísmo existe toda essa essa argumentação para dizer que os judeu que reconhece Jesus como senhor e salvador ele precisa abrir mão do Judaísmo Mas qual que é o problema se hoje pra gente que tem as categorias já isso é cultural isso é étnico isso é religioso já é difícil separar o que é cultura o que a religioso e o que étnico do Judaísmo para aquela época muito mais então abrir mão do Judaísmo é Não significava apenas a pessoa deixar de seguir a dieta coxa ou deixar de usar um determinado tipo de roupa mas era abrir mão do que hoje a gente chamaria de sua ajuda a idade abrir mão da sua identidade quanto pessoa e se a gente tomar no nosso Horizonte a perspectiva de que o século terceiro quarto e o quinto vão marcando a institucionalização do cristianismo o surgimento de uma cristandade um judeus tornar-se Cristão era se submeter a um tipo de poder a um tipo de cultura a sua origem étnica era apagada e no longo prazo o que que isso Vai resultar quando o europeu ele vai por meio das navegações e outros Empreendimentos comerciais tendo contato com povos principalmente abaixo da linha do Equador porque curiosidade existia a crença que a linha do Equador era tão quente que nenhum ser humano vivia ali então quando os portugueses descem o cabo bojador em 1492 se eu não me engano mas se tiver errado dá um Google aí vocês vão descobrir a data mas quando eles cruzam o cabo hoje a dor e vem que tem gente andando abaixo da linha do Equador isso dá um nó na cabeça deles porque não se tinha essa imagem que tinha vida basta a linha do Equador E aí nesse empreendimento comercial/de expansão missionária também nesse contato com os negros e com indígenas o europeu vai estender essa noção dos judeu para o negro para o indígena que a catequese do indígena e do negro envolvia ele abrir mão de tudo aquilo que tava ligado a sua origem étnica cultural religiosa porque essas divisões o que étnico religioso e cultural não era tão Claras era tudo um bolo só Tanto que por exemplo tem um documento muito importante que é do Padre Manuel da Nóbrega diálogo sobre a conversão do Gentil ele foi escrito em 1556 e 1557 o Gentil ali não é o que a gente aprende na escola dominical que é todo aquele que não ajudou o Gentil é o índio e o índio para ele poder tornar-se cristão ele deveria abrir mão disso daquilo que tava ligado à sua origem e essa é abrir mão envolvia adotar o nome Cristão adotar costumes portugueses E por aí vai a gente chega na situação do negro isso envolve também a si mesmo processo de abrir mão do nome de origem africana e adotar um nome Cristão tanto que aqui no Brasil por exemplo acho que a Ana tava estudando um pouco isso ela pode até falar mais existe uma diferença em relação aos Estados Unidos que a maior parte dos negros aqui não conseguiu manter vínculos inclusive no próprio nome com os nomes de origem africana e ter essa essa memória sobre de onde vieram de Que família vieram de que povo vieram da África nos Estados Unidos Ainda teve um pouco mais de facilidade nisso então essa visão da Teologia da substituição elas caminhou para essa linha a partir do momento em que tornasse Cristão era ao mesmo tempo submeter-se a cristandade que traduzindo era parecer-se mais com o branco europeu e aí sim no fim das contas o europeu ele fez um Jesus da sua imagem semelhança e impôs esse Jesus para os outros povos via catequização e isso o Igor me corrigiu aqui acaba o bojador 1434 Valeu Eu queria falar uma coisa rapidinho sobre o Jesus da sua imagem semelhança que muitas vezes por causa algumas Porque então Jesus era assim Jesus Vai representar em diversas culturas e de fato diversas culturas Jesus foi representado de conforme a cultura que a pessoa era que o aquele povo era o problema do Jesus Branco Europeu é que esse Jesus desta cultura foi imposto aos outros entendeu Então se verem Jesus fazer uma representação artística em que você se enxerga no seu Deus porque você é feita a imagem de semelhança dele é algo que foi como um adversos culturas da terra agora o problema disso é que um Jesus foi eleito acima dos outros e aí só desse pequeno observação é o famoso Jesus loirão né que todo mundo que nos livros de história aí ou até mesmo Isso mudou um pouco acho que até na igreja católica Não sei faz tempo que não frequento nada mas até então na minha catequese Jesus era o loirão né Jesus loirão olhos azuis e tal as próprias imagens né eu lembro de na casa da minha avó tinha um Jesus lá bem loiro bem loiro não vou desistir ao olho azul que eu acho que daí talvez eu já estou forçando a barra mas que era um cabelo então exatamente lembra bastante o obi o ano mas assim o o olho azul eu confesso que eu não lembro se tinha eu acho que não mas ele com certeza tinha um cabelo lindão parecia propaganda da L'Oréal assim Jesus fazendo propaganda L'Oréal tá ligado um cabelão claro assim um castanho bem claro puxando para o loiro isso era muito comum assim essa imagem de Jesus isso depois acho que até a própria Igreja Católica foi criando algumas consciências mas isso é inegável e se Jesus europeu realmente é o que a gente recebeu aqui e era muito difícil né até teve nós tivemos um convidado aqui de um programa sobre racismo e ele queria interpretar Jesus e ele negro e ele nunca dava um papel de Jesus para ele né justamente por ele ser negro então isso bugava a cabeça dele né E essa é uma das razões pelas quais a gente acaba escutando muitas vezes enquanto o cristãos e negros que nós estamos de alguma forma traindo né não ter passado porque estamos incorporando a tradição do colonizador porque o cristianismo acabou sendo subordinado por esse tipo de leitura é uma ideia de uma religião europeia quando na verdade é no próprio tempo de Jesus essa compreensão espacial de África Europa Oriente Médio não estava estabelecida como hoje e a gente tem que pensar muito mais do que alguém quanto o mundo Mediterrâneo que em relação uma parte com outra foi construindo a própria cristandade então em alguns sentidos africanos não receberam o cristianismo eles produziram o cristianismo Então quando você inverte esse olhar você muda essa percepção toda sua visão sobre a sua própria fé e o seu lugar no mundo também alterar junto hoje a Cida se balança a cabeça Você concorda e tal você fica à vontade né eu sei que não precisa esperar o seu momento da pauta aliás seria tão educada que eu acho que ela tá esperando Ah tá o meu nome tá nessa parte aqui da pauta eu vou falar nessa parte não Jacira entra rasgando aí né pode ir fazer a sua colaboração e a Sua percepção sobre o tema eu estou esperando a minha parte porque eu tenho mais a contribuir nessa parte não quero falar besteira aqui legal então vamos pra tua parte então já deu supercencionismo porque o Igor Sabino não tá aqui e aí a gente a gente corre muitos riscos de falar desse tema aqui presente Sobrevivência para entender esse molho mesmo tem que saber tem que trazer o Igor Sabino não inclusive tô já pensando numa pauta com ele e tal tem muita coisa pra gente falar sobre isso bem nós temos essa hermenêutica racista com a maldição de cam essa clássica famosa em aí algum Teve até Pregador Pentecostal que já falou isso depois voltou atrás e tal mas e aí Jacira maldição de cães contextualiza um pouquinho para nós Até biblicamente porque temos ouvintes que não sabem que maldição que é essa quem é esse clã e por aí vai em Gênesis a gente tem um relato aí do dilúvio né e depois do livro não é tem os seus filhos né os três filhos sem cães e já faz E aí em determinado momento ele faz uma Lavoura de vinho e tal ele bebe muito fica muito bêbado e ele fica nu e o seu filho vê ele no Nesse contexto quando não é ele fica sóbrio ele amaldiçoa o seu filho na verdade ele amaldiçoa a descendência de Campo enfim esse foi um dos pontos que foi utilizado para construir uma narra a parte da Bíblia Martin Luther King em uma entrevista BBC News ele falou que não tem como você fazer algo que é ruim por muito tempo sem eventualmente você racionalizar isso E aí ele aplica isso a escravidão você não tem como fazer uma coisa muito ruim ao longo do tempo se você criar justificativas para aquilo e a escravidão foi justificada a partir de diversas esferas a partir da esfera moral dizendo que a cultura europeia era superior a cultura todas as outras culturas especialmente a cultura africana a partir da espera biológica e pseudo científica a partir de estudos como cronometria por exemplo se você der um Google você vai conseguir entender melhor sobre isso mas basicamente era uma pseudociência para dizer que o cérebro da pessoa africana da pessoa negra estava muito mais semelhante ao cérebro do Macaco e que o cérebro da pessoa branca ela era muito mais desenvolvida muito melhor estruturado justifica para escravidão a partir da religião a partir da Bíblia e a partir desse mito de canto a ideia que foi construída é que o sinal físico da maldição de Noé para Khan foi a pele escura de seus descendentes Esse foi um dos primeiros pontos segundo ponto Isidoro de Sevilha ainda 560 o padre Isidoro de Sevilha ele localiza geograficamente que esse local onde foram amaldiçoados seria a África Então essa ideia que ainda permeia em várias as nossas igrejas de que a África foi amaldiçoada por Deus Veio desse mito aí do mito de canto já falou pouco e ainda eu interrompo Parabéns Rodrigo você é um ótimo host mas é que é o seguinte Jacira é quando a gente eu já ouvi falar dessa questão da maldição de cão e tal e a própria marca de Caim Mas é isso tem um lastro na história assim já antigo eu achei que isso era as bobiça de Pentecostal assim não isso tem um lastro na história da teologia Caraca que assustador maluco Pô tu tá falando aí em 500 e pouco e século vi isso nossa então foi base foi base aí para as escravidão e principalmente a moderna né do da forma como foi conjugado mas aí quando a gente vai olhar o texto bíblico fazendo uma exegese realmente do texto bíblico de Gênesis primeiro a gente precisa entender que os africanos ele nem sempre foram escravizados então quando se coloca que Deus criou a África para escravidão a gente precisa voltar realmente para o estudo de toda a África e entender que nem sempre existiu uma África aonde o imperialismo Foi eles foram colonizados existe uma história de África antes da escravidão e é preciso lembrar disso para que a gente seja justo historicamente segundo em Gênesis 9:24 a gente vê que não é ele não tá mal dizendo a cama e de todos os filhos foram para África das descendências deles não foram para a África Esse é um ponto importante também para a gente entender outra coisa que não há nenhuma referência explícita nessa passagem a questões de raça a questão de cor Isso aí foi imputado na Bíblia para justificar Justamente a ideia da escravidão a ideia racista que estava por de trás mas que não há nenhuma referência de forma explícita na Bíblia isso por outro lado também Outro ponto é que escapa a Bíblia qualquer referência direta a África não há nenhuma referência direta Então esse é um mito né que começou há muito tempo atrás mas que tem a vieses que tem voz até os tempos atuais né mas que foi utilizado como uma das justificativas aí para escravidão para se fazer escravidão de forma com a mente tranquila entendendo-se que Deus havia criado os africanos os negros para uma posição de subserviência uma posição de legal antes do Igor falar que ele já tá se preparando ali já tá aquecendo a sua barba é porque cara a gente tem agoxinho provavelmente era negro Atanázio não era o Atanázio que era chamado de anão negro Satanás Então por ser tu tem figuras né importantes da história da teologia e que ainda assim você cria né você acha um subterfúgio hermenêutico para justificar uma barbaridade cara enfim e é muito interessante que o aliás interessante aqui não é a palavra adequada né mas que foi horrível para quem sofreu isso porque a mulher sempre foi já complicada na história da humanidade né a mulher não tinha a alma já anda lá esses grego meio maluco lá e com o negro é interessante que não foi só mulher negra né o homem negro também então o homem e mulher ou seja uma raça mesmo inteira sofrendo abusos e tal cara que doideira que doideira enfim depois até Igor na tua fala é até indica um bom livro sobre história da escravidão até esse lance que a Jacira também dedicar sobre África né porque cara a gente fala em África aqui agora falam como leigo mano parece que a África sempre foi escravizada colonizada né tipo uma parada meio a gente sempre tem essa mentalidade da galera escravizado e tal subjugada enfim é mas vamos lá voltando para pauta aí gordo o maldição de câncer que você tem uma parada para colaborar aí também é eu acho que já será matou bem a questão com relação a descendência né porque a maldição foi sobre Canaã E aí se você seguir ali à risca como a Bíblia tá tentando construir o desenvolvimento dessas Nações Canaã teria ocupado a parte do Oriente Médio vamos dizer assim é o pai dos povos cananeus enquanto que são os outros descendentes de escritos de clã seria um representante da África mesmo significa Egito então assim a gente tem ali uma clareza de que o próprio texto não aponta para isso E aí a gente vai ter uma construção ao longo de séculos dessa visão que vai ou com a pouco a associar um ambiente a uma certa dimensão de cor porque o conceito de raça não tá muito bem forjado ainda mais mais chamaríamos aqui nesse mais moderno com o teu plano de raça né e condição jurídica da escravidão Então acho que isso é uma coisa importante que vai se desenvolver como a Jacira falou lá do início da idade média e que vai ter avanços de recuos então isso não é uma posição isso não representa uma visão homogênea no meio Cristão a posições diversas sobre isso e mesmo as bulas papais que De algum modo tentaram administrar Cristina escravidão muitas vezes não recorriam aliás e não me recordo do recurso à questão racial mas muito mais lá no século 15 e 16 é uma questão até de ordem religiosa uma vez quer ver uma atenção com um mundo islâmico afirma a atenção como um dinâmico uma expansão da Fronteira islâmica e até uma incorporação de muitos europeus como escravos então também isso é uma outra questão importante a escravidão é um fenômeno horizontal né no ambiente africano já havia escravidão antes dos europeus os europeus apenas incorporam uma estrutura que ele estava fundamentada e dão para ela uma ampliação uma abrangência como num controle já havia acontecido então na África a escravidão tinha um caráter um pouco mais marginal não era tão central e passa a ser uma coisa fundamental então o escravo era produto da Guerra agora não com a presença europeia a escravidão vai ser a motivação da Guerra né então antes o escravo era produto da Guerra agora não agora a guerra é motivada pelo Desejo da escravização uma vez que a compradores no litoral então europeu ele se apresenta em como um comprador potencial disposto a levar essa grande carga de mão humana de mão de obra humana para as Américas aí eu acho que tem uma outra coisa importante assim a destacar antes ele é um documento que a tecla separei aqui é que essa ideia de que não havia alma na comunidade Negra É muito mais produto de uma leitura do presente do que do passado porque a ideia não é inexistência de alma porque se assim fosse sequer haveria batismo para que esse batismo alguém se essa pessoa é inteligente porque não tem alma então assim uma forma de religiosidade uma conversão forçada violenta nos seus termos mas a ideia de existência de alma não é exatamente a tônica do período o próprio padre antonil faz discurso com relação aos negros e compara Jesus aos africanos aos negros Por que ele faria isso se ele não acreditasse numa eternidade para esses indivíduos então isso também tá em debate né em debate o quê como é que você vai alcançar Esses povos agora o problema é que o método que foi encontrado foi uma tragédia que foi a escravização então a gente legitima escravidão você escravidão Tira essas pessoas daquele ambiente e permite que elas tenham acesso à luz Cristã E aí a gente vai ter esse cenário confuso para poder não entender mais eu até separei um trecho aqui de um documento George o dance chamado economia Cristã dos Senhores no governo dois escravos é uma obra de 1705 e que ele vai falar assim é na página 28 ele diz o seguinte a servidão e cativeiro teve sua primeira origem do ludmio que fez Kan da desde não é seu pai sabido é que dormindo este Patriarca com menos decência descoberto vendo escarnecendo desta vez foi publicar logo a seus irmãos foi contar para todo mundo né não conseguiu ver e ficar consigo essa informação e em castigo deixa abominável atrevimento foi amaldiçoada do pai toda a sua descendência que nos sentir de muitos veja ele é mesmo fala no sentido de muitos não é nem uma posição hegemônica ou necessariamente homogênea é a posição de muitos é a mesma geração dos Pretos que nos servem e aprovando Deus esta maldição foi condenada a escravidão e cativeiro ou seja aqui tem uma dupla dimensão mostra que há uma crença com relação a essa maldição mas em simultâneo denota para gente que não é a única visão sobre os africanos e sobre as comunidades negras porque volta no que eu comentei ainda no início do episódio que uma teologia Ela será racista dependendo dos argumentos de apoio então a maldição de cana é um elemento dentro desse cenário que a gente está montando não precisa fazer o apelo a ela para que uma teologia se construa de forma assista até porque como você indicou inclusive e tem os documentos para da questão da guerra contra os muçulmanos que justificam a escravidão como a Dom diversas e a Romanos pontíficos duas bulas papais muito importante nesse sentido que a pauta ali para justificar o cativeiro do negro para uma catequização forçada é a rejeição do cristianismo pelo Islamismo a gente trouxe a pauta aqui para maldição de campo porque esse é um argumento que ainda se faz presente hoje vou dar um exemplo a Bíblia de estudo deic na edição dela de 63 e de 91 tinha uma nota nos Capítulos 9 e 11 de Gênesis falando que a separação dos povos a segregação dos povos era um projeto de Deus que a maldição de Khan retornava porque Deus Ele criou em Gênesis a noção de que a humanidade cresceria e cada povo se distinguiria e separaria uns dos outros para cada um crescer ali dentro dos limites que Deus te estabelecido e a maldição de cam ela é uma tentativa Aliás era uma iniciativa de Deus para retornar esse projeto original que a torre de babel tava lutando contra vai dizer essa nota que toda a tentativa de integração de raças ela é contra o propósito original de Deus então assim a gente está falando de uma bíblia de estudo que se popularizou em inglês e português eu não sei ainda hoje eu não consegui ter acesso se hoje essa nota se mantém do jeito que está mas até a edição de 1991 essa nota ainda estava lá então assim é uma situação muito importante a gente tá discutindo aqui a maldição aproveitar só para deixar as sugestões de livros que o Bibo pediu né Às vezes o nosso ouvinte não conhece a gente tem a clássica coleção da Unesco de história geral da África gratuita você encontra em PDF pela internet desde a época pré-histórica até o presente então são organizações são livres organizados que tem vários autores falam sobre África então é uma excelente fonte de estudo gratidão num ambiente africano especificamente como é que ela era operada inclusive antes da presença europeia Eu sugiro o livro do Paulo Love Joe acho que a vida é um na África uma história de suas transformações e quem quer conhecer mais sobre história no Brasil história da escravidão no Brasil Brasil como é que ela foi desenvolvida e as grandes sociedades atlânticas no Brasil sobretudo do Rio de Janeiro Salvador Recife Porto Alegre eu sugeriria o dicionário da escravidão e liberdade Dalila e do Flávio Gomes que é uma obra base e também de referência ela é útil tanto para aqueles que são especialistas quanto para aqueles querem começar a entender um pouco mais esse fenômenos prevista muito bom muito bom então tá aí Se tiver link tem link aqui no post [Música] gente seguindo essa pauta aqui galera Ó depois eu vou botar esse podcast eu vou botar até o arroba dessa turma aí para você seguir no Instagram Olha isso é uma prática que a gente tinha no passado depois dá muito trabalho ficar caçando a roupa da turma na época da Twitter né agora Instagram e Twitter mas o Twitter deles eu não vou divulgar porque eles são muito chatos no Twitter eu gosto mais do narcisismo do Instagram porque no Instagram A Ana tá na Times Square né no Twitter ela tá discutindo política eu prefiro ela na Times Square que é mais legal você tem que escolher gente a raiva do Twitter ou narcisismo do Instagram você tem essa não tem muita né ou tem o ostracismo do Facebook mas isso aí deixa quieto mas vamos lá Ana tem aqui literalismo bíblico Ou seja a gente está falando galera de uma hermenêutica racista ou seja de como a interpretação bíblica foi usada para se manter aí um status quo para permear e para justificar escravidão E aí tem um literalismo bíblico Como assim primeiro você flagrou meus dois Alter Ego né das duas redes sociais Mas tudo bem Instagram é mais legal mesmo então realmente Nós Somos evangélicos e uma grande característica do evangélicolismo ao longo de todas as gerações é isso é você colocar a Bíblia em primeiro lugar falar que a bíblia é a palavra de Deus é a respiração de Deus só que existe uma diferença entre a gente acreditar na inspiração das escrituras e a gente tornar a nossa leitura das escrituras canônica e o que seria isso é o Mark know ele chama isso de bem preciso que seria assim a gente pegar a nossa leitura e colocar ela na mesma altura do que a própria escritura bíblica e isso assim lá no segundo a metade do século 18 lá nos Estados Unidos houve muitas discussões antes da guerra civil né e as pessoas se apoiavam muito nessa leitura da Bíblia somente a Bíblia Babilônia né Então essa esse literalismo ele era muito usado Lia sillevítico 25 e dizia-se que então os africanos eram aqueles estrangeiros porque eles eles entendiam que tinham um pouquinho de dificuldade então se você pegar Levítico e aplicar as mesmas leis da escravidão a escravidão deles mas aí como que eles encaixavam os africanos muitas vezes diziam eles são os estrangeiros porque na palavra de Deus você não tem você tem uma Todas aquelas leis do Jubileu e o perdão de dívidas em que os escravos seriam libertos mas interprete essas leis não se aplicam aos estrangeiros né E aí você coloca o africano como estrangeiro E aí você vê que se conecta um pouco com o supersensionismo que o Léo explicou Porque se os africanos são os estrangeiros do Povo de Deus somos nós brancos escravistas que temos nos escravos e muitas dessas leituras muitos desses pastores eles realmente se colocavam como se os Estados Unidos e aqui é outra coisa que acontece também né que essa teologia do Destino Manifesto os Estados Unidos eles estavam Ali no lugar de Israel na mesma relação que Israel tinha com Deus no antigo testamento seria a relação que os Estados Unidos tinham E aí é engraçado porque se falava muito em Vamos ler a Bíblia somente a Bíblia mas em nenhum lugar se explicava de que maneira os Estados Unidos ficou respondiam a Israel Ana não é engraçado Ana é curioso só nós somos somos engraçados não tem nada a ver né com esse contexto É interessante como em nenhum momento né aqui no capítulo que eu tô citando o mar que não no livro que fala sobre o testemunho político Cristão e nesse capítulo ele tá falando sobre o perigo e o potencial da Bíblia na esfera pública então lá para 1860 o que aconteceu Essa é um evento bem específico que aconteceu nos Estados Unidos que seriam essa Jeremias a Jeremias eram esses encontros de oração e jejum convocados por agentes públicos que igrejas de diversas iluminações participavam o intuito deles era porque o clima de guerra a guerra civil que depois se tornou tão famosa ele tava chegando perto e os estados estavam sentindo isso então esse pessoal se reuniu e nesse jejums públicos muitos pastores emitiram diversos discursos e pregações e o mar que não ele Analisa essas pregações então para você ver como não é necessariamente teologia acadêmica que a gente falou lá no começo e essas pregações esses discursos públicos elas nos mostram como que esses pastores de meu gente aí nenhuma denominação se salva tá de diversas denominações estavam aí lendo a bíblia e assim ele fala que mesmo das pessoas que eram abolicionistas contra a escravidão essa ideia de que os Estados Unidos eram Um Novo Israel ela assim permeia todo mundo sabe ninguém se salva dessa que ele chama de uma heresia o mar que não chama isso de heresia porque isso levava um orgulho nacional que era herético E aí praticamente a gente fala aqui de literalismo bíblico e tudo porque a Bíblia assume essa posição nessa pública e todo mundo tá usando a Bíblia todo mundo tá citando ela de diversas formas e todo mundo tá dizendo que está lendo somente a Bíblia e a gente observa essa situação até para a gente entender como que nós né Por exemplo nós temos aqui no Brasil tem um grande contingente de evangélicos E como que nós utilizamos a Bíblia na esfera pública esse fato que aconteceu lá perto da Abolição nos Estados Unidos pode nos ensinar muitas coisas então era uma leitura bíblica que continha muita ingenuidade porque eles acreditavam que estavam realmente sendo Novo Israel os africanos eram aqueles estrangeiros o evangelho estava chegando a eles por meio dessa escravidão existiam tantas camadas fora da Bíblia que nada que seja como a Jacira até explicou da maldição você não pode nem encontrar na Bíblia essas coisas que eles estão falando se você fizer uma leitura então de somente a Bíblia como ele dizer só que para eles eles estavam lendo a bíblia literalmente Então esse é o que é a gente chama de literalismo bíblico não é uma leitura que você pode contrapor a literal metafórica deixa um jeito de ler mas o literalismo é essa leitura em que você tá na realidade em toda uma interpretação com uma visão de mundo bem específica só que você tá falando que você tá lendo só a Bíblia Ô gente me ajuda aí vocês são ligados nessas paradas mas por exemplo tem um cara muito famoso na sistemática que é o Charles Rod e ele tem uma declaração bem infeliz né E tu aí o cara é um baita assim teólogo sistemático inclusive já havia e elogios que ele faz boa teologia sistemática com boa teologia bíblica né um dos elogios que fazem a Charles Rod digital ele ele tá nesse bolo que a Ana acabou de falar aí aquela declaração dele se encaixa dentro desse bolo né dessa dessa paçoca Me ajuda aí Léo que declaração que é essa aí do Charles Rod como é que ela se encaixa dentro desse contexto que a Ana tá falando aí dentro do elogio que você falou do ódio vamos localizar ele faz uma boa teologia bíblica e sistemática para o contexto do que o século XIX oferecia de recurso intelectual nos Estados Unidos porque dentro desse Cristo ele vai estar entre o topo vai estar assim Top Five Mas é porque o século 19 exigia e aí a declaração dele é que se os abolicionistas estiverem certos o caminho o jeito de Jesus e dos Apóstolos está errado tá essa declaração dele se você der um Google você vai achar não tem muito mistério E por que que esse tipo de coisa surge né aí vamos voltar um pouquinho do podcast lá sobre o fundamentalismo porque tem a ver com essa treta aí porque assim como argumento de apoio pro literalismo bíblico os caras têm uma visão de mundo eles acreditavam que todo ser humano por meio dos seus sentidos conseguiam captar um nível de verdade Universal então assim se você tem dois olhos se você tem uma boca se você tem o nariz de dois ouvidos em alguma medida vai ter uma coisa que eu vou enxergar igual a você e isso vai ser intransponível Tá e isso é baseado numa filosofia chamada Realismo do senso comum escocês que ele era muito forte principalmente entre os presbiterianos e o que que esse tipo de filosofia ela ela acaba tendo como implicação né É porque ela tá muito ligada com o empreendimento da teologia natural de fazer o seguinte Olha a gente tem a revelação especial que a gente conhece Deus como salvador o que a gente consegue conhecer de Deus a partir da Revelação geral e a teologia natural ela é todo esse esforço de será que eu consigo saber ou provar que Deus existe será que eu consigo conhecer as suas características sua seus atributos olhando para a natureza sem precisar das escrituras no primeiro momento só pela minha razão o negócio é que isso não parou só em Deus porque Deus ele também para os seus decretos estabelece como a criação e sociedade funcionam então ficou uma coisa assim será que eu consigo pelos meus sentidos somente saber a verdades universais sobre como Deus quer que o mundo se Organize E aí nesse momento aparece a gente dizendo Olha o branco Surgiu uma terra diferente do negro Então a gente tem que ficar separados não pode juntar e aí eles vão olhar para a Bíblia e vão encontrar textos como por exemplo é Esdras e Neemias dizendo que inclusive por meio da violência isso tá lá de 93 por meio da violência separaram o casamento misto eles vão dizer tá vendo o casamento misto é proibido porque Deus não quer Deus quer um povo puro acho que um povo Santo E aí quando a gente vai falar da escravidão sendo a escravidão já com toda essa carga do supersticionismo da maldição de cam e da própria experiência escravista naturalizada eles vão olhar e dizer olha o nosso Pai da Fé Abraão tinha escravos a Bíblia diz que ele tinha escravos em nenhum momento do novo testamento Paulo tá batendo frontalmente contra a escravidão E aí por meio desse desse argumento de texto prova em que olha se o versículo diz logo isso é verdade não tem esse esse passo interpretativo de olhar por qual Prisma por qual critério eu tô avaliando o texto bíblico ou não por meio desse tipo de artifício o literalismo bíblico ele foi usado também pra justificar a escravidão Porque como a Ana apontou os abolicionistas também tentavam convencer os escravistas que olha se a gente usar o texto prova na verdade o que a gente consegue demonstrar é que a abolição é o correto e a escravidão é anticristã E aí por meio desse embate em algumas circunstâncias principalmente em alguns seminários neutros na na discussão entre o fundamento e Modernismo eles vão dizer que essa discussão não deveria acontecer porque os abre aspas são bíblicos fecha aspas por quê Porque eles estão citando o Versículos da Bíblia e esse é o nome problema e isso continuou na teologia de forma a que a separação de raças também implicavam uma separação teológica tem um presbiteriano que publicou em 1872 no jornal Presbiteriano do Sul chamado Benjamim Palmer ele vai fazer exegese de Gênesis 11 para falar que Deus ele dispersou os povos ali da tentativa de Torre de Babel construir um povo com uma língua com um costume e vai dizer que cada povo pensa sobre Deus de forma diferente então todos os povos deveriam viver em segregação em distinção porque a mistura dos povos implicaria numa compreensão teológica errada e por isso é situações como a integração racial casamento misto era uma iniciativa de satanás para corromper a ortodoxia cristã nos Estados Unidos e é por isso que como a gente vai caminhar agora para o argumento abolicionista é embora as comunidades negras que interpretassem a Bíblia não estivessem de modo algum conectadas com a liberar o patologia Modernista porque o argumento deles parece embora não tenha a mesma fonte intelectual filosófica os conservadores conservadores nesse sentido de conservar a teologia escravista eles vão se dizer que concordar com a abolição também abre imagem para o liberalismo teológico porque para eles principalmente a partir do da popularização dos textos do Benjamin Power a união de raças também era em alguma medida a corrupção da teologia esse mesmo argumento vai aparecer no Apartheid depois quando a situação lá da da África do Sul quando ela perde o domínio Holandês passa para o domínio inglês os holandeses criam um esquema de separação das igrejas negras aliás dois negros e dos brancos uma justificação teológica é essa de que a mistura das raças ela tava produzindo uma corrupção teológica então a gente tá vendo aí que essa sintonia é fina porém muito desagradável entre teologia e racismo ela foi sendo construída a ponto de defender que a escravidão e a segregação estavam contra a família era necessariamente em correr em heresia cara é muito louco o que é louco também isso tudo Eu gosto de usar um termo assim um tanto quanto zoeiro que é o tal do salto analítico com vara que é o que essa galera tá fazendo né Tá pegando uma vaca fazendo um salto analítico gigantesco porque essa incorporação de esses Neemias como você mencionou a mesma questão de amparar escravidão moderna os termos da escravidão antiga né mosaica que tinha uma natureza própria E aí isso não é passar fome reconhecer como eu falei é categoria escravidão tem várias nuances eu não estou sendo elogioso a isso apenas reconhecendo a pluralidade desse fenômeno né é quando você coloca esse pé de igualdade e ignorando algumas coisas é muito conveniente também além de um salto né Por exemplo você tem a proibição do sequestro E aí isso não conta nesse momento também tem lá uma proibição Clara ao sequestro né até a forma de reproduzir o sistema escravista tinha a sua forma específica tinha uma modalidade específica para o mundo antigo mosaico mas quando se trata é do mundo moderno aí isso é ignorado então você pode sequestrar pessoas ao máximo Quantas você desejar para poder atender uma demanda Econômica social do Sul norte-americano sim é o que você falou é perfeito justamente se fazer uma equivalência Total a escravidão que ele está ouvindo naquele momento a escravidão bíblica Então nem mesmo a reflexão das Diferenças daquilo que isso não existia né em todos esses discursos e eu queria ler uma citação que eu acho que traz assim o peso de quanto isso era importante para as pessoas daquela época em toda essa discussão que aconteceu Então esse é um pequeno trecho de um texto do James banner então que é um pastor abolicionista daquela época e ele fala assim né nesses debates que ele tá discutindo um pastor negro com as pessoas que são a favor da escravidão ele fala assim será que a bíblia condena a escravidão independentemente da circunstâncias ou não gostaria de saber uma vez por todas meu arrependimento minha fé minha esperança amor minha perseverança tudo tudo me diz que não Eu repito isso para mim mesmo mas tudo volta a esse ponto Se eu estiver enganado aqui se a palavra de Deus sanciona a escravidão Eu quero um outro livro um outro arrependimento uma outra fé uma outra Esperança então assim esse pastor ele está nessa nessa situação e aquilo que o Léo até falou o quanto custava para uma pessoa naquela época assumir essa posição talvez muito diferente da nossa leitura hoje depois de muitos de várias gerações eu vejo que as falas dele né no final gente tranquilo no final do texto ele chega à conclusão que a bíblia condena a escravidão só que ele tá colocando assim o peso o que que como a vida dele depende disso e as outras pessoas entendam isso né e ele é um pastor negro então ele precisa que as pessoas entendam isso [Música] Aliás a gente até pode ir para esse ponto que o Léo já tinha cantado a bola ali que é justamente Então essa hermenêutica abolicionista ou seja existe uma hermenêutica e obviamente interpretando o mesmo livro sagrado Que condena essa escravidão Igor traz para nós um pouquinho aí é legal querendo já trouxe essa questão bem pessoal Pastoral mas tem todo um contexto histórico e tal e se eu me lembro bem muitas dessas lutas abolicionistas envolvem brancos é tipo assim é pessoas brancas precisavam ter essa consciência que o negro já sentia na pele literalmente né e por isso até o apelo Como é que é o nome desse pastor né que você acabou de ler para nós ou seja brancos precisavam sentir isso né por isso toda essa mobilização a de teólogos e pastores negros mas obviamente que é um contexto histórico para isso se atualiza a gente qual é a palavra gente Você misturou você juntou atualiza com situações você atualiza a gente aí Igor se atualiza que é uma coisa situa e atualiza a gente aí por gentileza ó eu quero virar Vereador só para poder essa palavra entrar no dicionário tá bom E aí vai se tornar algo e mexível vai lá assim basicamente a gente tem essa questão que a Ana colocou né no caso norte-americano também enfim eu acho que tem alguns filmes para a gente poder pensar também sobre esses usos tá amigo eu acho que o melhor dele seja o próprio 12 anos de escravo não quem te acompanha o caso de um cara na história real de um cara chamado fala manofa não sei se vocês mesmos aqui já viram o filme ou Janeiro um livro mas é produto de uma biografia dele e aliás a gente tem muito desse gênero ajudando a gente o gênero biográfico ajuda a gente ia pensar muito sobre essas experiências históricas e ele passa pela mão de dois senhores ele é ele é escravizado ilegalmente porque ele era um homem livre do Nordeste americano e a escravizado ilegalmente para o sul né finge que vão contratá-lo para trabalhar num circo Na verdade o dopom e o vendem para um senhor escravista no sul ele vai ter o primeiro senhor que ele mesmo diz que é mais benevolência você vai ter alguns problemas com fator e vai ser revendido por um segundo Senhor e esse segundo Senhor ele usa das escrituras para exatamente conformar os escravos nessa condição de cativeiro agora o caminho contrário também existe no próprio filme mostra os negros no momento ali de enterramento um funeral eles celebrando ali a cristandade deles cantando que aliás é título de um livro muito importante do dia de genovese que é o mundo que os escravos criaram mostrando como os próprios escravos eles construíram sentido histórico é no meio da dor também enfim eram a gente históricos dotados de consciência própria e desejos próprios por causa do Brasil eu acho que vale muito a pena pontuar o caso de um pastor Episódio chamado Agostinho José Pereira Ele é bem mencionado no artigo para quem quiser ver tem aí na internet também fácil de achar chamado rumores e rebeliões estratégias de resistência escrava no Recife de 1817 a 1848 é um texto do Marcos Car de 98 é um texto relativamente antigo em que ele trata de vários momentos de resistência negra e ele vai acompanhar alguns personagens e um dos personagens que ele cita esse pastor Agostinho de Zé Pereira que era conhecido como divino mestre segundo os fiéis é um cara Alfabetizado segundo o texto ele eram né que era Alfabetizado sabia ler sabia escrever é afirmava-se cristão mas não católico falava que tinha recebido de Deus uma revelação em sonho né aquela coisa muito pessoal assim Deus falou com ele o chamou e ele nas suas pregações usava a Bíblia exatamente para fortalecer a dimensão de liberdade então alguns usavam Velho Testamento pentateuco sobre tudo para afirmar a questão do cativeiro ele fazia a leitura ao contrário ele usava para afirmar a questão da Liberdade fazendo muitas alusões até o povo de Israel cativeiro do Egito né E era visto como um cara perigoso a gente só conhece ele bíblico a história desse cara porque na época qualquer tipo de ajuntamento negro sabe como é que é pô tem uma galera ali que tá se reunindo na casa do fulano tão fazendo o quê então eles vão lá e dá uma revista às vezes é só uma festa mas quem sabe não é um ajuntamento com uma revolta E aí por esse medo é que eles chegam lá né nesse cara antes do Medo do comunismo tinham medo do haitianismo isso exatamente E aí assim qualquer galera Negra reunida pode ser alguma coisa mais Severa eu até escrevi um artigo há uns tempos atrás né junto com outros dois pesquisadores e que a gente mencionavam casa do Maranhão que é Até que a chefia local a polícia local tinha medo da reuniões e mandou investigar as casas e aí no final é uma coisa curiosa tipo assim o relato é ah na casa do ciclano os negros se reúnem para dançar então assim aquele medo às vezes não se mostra verdadeiro não é congruente mas há um medo né dessa reunião é o tal do eh de tudo pode acontecer né o negro ele é culpado antes de ser avaliado tem até um vereador que trabalha muito com isso que é algo tão mais rola e ele usa um conceito de suspensão generalizada quer dizer todo negro é suspeito né você está sempre de olho porque eles podem fazer uma Insurreição se levantar Como foi o caso lá em Salvador a revolta de uma leis é uma revolta Negra escrava que acabou sendo rapidamente dispensada mas que foi a maior no sentido de organização de pretensão na história do Brasil né que já conseguiu ser documentada assim e bem identificado legal Oi Igor aproveitando aproveitando essa tua expertise aí porque o Movimento Pentecostal é um movimento negro movimento Cristão que mais abarcou negros Eu imagino hoje em dia não sei como é que tá mas é a religião mais negra do Brasil foi o pentecostalismo por muito tempo se bobear ainda é nessas suas pesquisas é né ainda era nessa tua pesquisa Já rolou isso tipo no fundo é um ajuntamento de crente lá tipo tem algum relato nesse sentido tanto aqui como lá fora esse relato da Gotinha é muito isso os caras estão com medo do que ele tá representando e no final ela juntamente de crente um pouco crítico porque ele encontraram também com ele os papéis sobre Haiti então o cara meio crente meio barulhento tipo assim ele não tá preocupado Só com energia Não ele tá preocupado com uma dimensão prática também e o pessoal Rio dele tá quando ele foi responder a justiça quando ele falou que Deus falou com ele diretamente de sonho isso gerou risada e ele não Deus falou comigo e Manteve essa posição agora uma coisa importante também é que a própria igreja Católica também se ocupou desse processo porque o Léo até comentou disso mais cedo Ah não os protestantes meio que se colocam ao Largo disso né a gente não tem nada a ver com isso isso é coisa dos católica Mas entre os Católicos também houve um esforço pela Abolição tá a gente tem indicações de jornais disso Salvo engano tem um jornal que é publicado entre o final do 19 de 20 no Brasil no Rio de Janeiro acho que é chamado o apóstolo eu não sei a qual Apóstolo faz referência mas é o aposta e nesse jornal eles tinham discursos escravistas discursos abolicionistas eu já achei nocumentação de pároco né de padre de outras pessoas mais assim da Igreja Católica atendendo meninos ingênuos para quem não sabe menino Engenheiro não é um menino bobinho não o menino ingênuo é o filho da Escrava que nasceu livre né porque teve aquela Lei do Ventre Livre no Brasil em 28 de setembro de 71 e toda a criança que nascesse daquela data em diante era nascia livre embora o vento e fosse escravo e aí aquela criança chamada de ingênua e vários padres propondo a educação para engenhos você encontra associações católicas associações filantrópicas é sem Organizações das mais variadas se ocupando disso e pensando no lugar no negro na sociedade então a gente também tem que ter esse olhar panorâmico de perceber que o terreno histórico ele é complexo né E aí eu acho que o último caso que vale a pena ver você tá é de um cara chamado eu até falei com o Léo antes da gente gravar que é um cara islâmico africano foi traficado para o Brasil e ele fala da conversão dele também ele inclusive escreve a biografia dele é porque ele é incentivado por uma sociedade Batista escrever Batistas abolicionistas que incentivaram a escrever sobre a sua vida para poder denunciar os males da escravidão sabe qual é e aí tem um trecho que ele fala assim ó durante minha viagem no navio negreiro são comentário relato da metade do século 19 tá ali 1857 por aí durante minha viagem no navio negreiro consegui aprender um pouco de português com aqueles homens que mencionei antes e como meu senhor eram português podia compreender muito bem o que ele queria ele Deia entender que faria tudo que ele precisava também quanto me fosse possível Ele pareceu bastante satisfeito com isso essa que é a parte chave cara olha isso aqui sua família era composta por ele sua mulher duas crianças e uma parente além de mim ele tinha quatro escravos ele era católico e fazia regularmente orações com a família duas vezes por dia mais ou menos a seguinte maneira ele tinha um grande relógio na entrada da sua casa dentro do qual havia algumas imagens feitas de Barro que eram utilizadas no cu nós todos tínhamos que nos ajoelhar diante delas a família na frente e os escravos atrás fomos ensinados a entoar algumas palavras cujo significado não sabíamos carta reproduzir sem entender também tínhamos que fazer o sinal da cruz diver peso enquanto orava meu senhor segurava um chicote na mão olha que pedagogia né curiosa mais uma vez no chicote na mão e aqueles que mostravam sinais de desatenção ou sonolência eram prontamente trazidos a consciência pelo toque ardido do chicote então assim a gente tem experiências cristãs das mais diversas e o que é mais curioso Bigo é que esse cara no futuro se converte quer dizer não por essa experiência ele usa isso aqui como uma denúncia de um mau cristianismo mas lá na frente ele vai ser acolhido por um pastor chamado juts lá no Haiti e ele vai se converter então pra gente ver como cristianismo ele é plural na sua experiência histórica era no passado e era no presente e é por isso que esse episódio é tão importante porque se a gente achar que isso é uma coisa do passado a gente não reflete sobre a forma como a gente lê e pratica o nosso cristianismo no presente Caraca até agora até ia fazer ia ser esse pulo na pauta Por exemplo quando a gente fala de presente galera O que que a gente poderia trazer então agora de presente nessa experiência de Bíblia e Vida Negra a existência do negro na na igreja vocês teriam algo assim não tá na pauta né mas enfim às vezes já vivemos conectar com a pauta Vamos fazer as duas cores e conectando com a pasta muito metida em que que é isso a gente ficar dando corda É isso aí gente é isso aí Brasil vocês são testemunhando trazendo para o presente vou agora vamos voltar um pouquinho no passado para entender as nossa visão da igreja de teologia inclusive para discutir temas sensíveis como racismo a partir da Bíblia ela também é muito baseada naquilo que a gente não fala na igreja então que a gente silencia se eu não me engano essa situação essa ideia que eu tirei foi do do livro uma igreja chamada tove que foi publicado recentemente é porque eu vi a situação do livro espalhada não li o livro mas eu vi a situação achei interessante porque que essa questão do silenciamento ela é relevante porque justamente essa questão essa questão da das biografias de escravos que o Igor tá trazendo e a gente pode citar um episódio aqui sobre a abolição e John Wesley e ele leu ele e o Rubens a biografia de um escravo chamado o laudecuano ele era o escravo calvinista que se converteu a partir da da pregação do George whitefield e ele contra punho George White dizendo você não entendeu predestinação direito porque Deus escolheu o povo negro também e se Deus escolheu o povo negro Por que que a gente tinha colocado como escravo e o outro outros eleitos do Senhor vivem em liberdade ele fazia esse tipo de esquema porque porque a experiência dos negros nessa conversão e a experiência também dos brancos que tiveram contato com essa experiência Negra fizeram os perceber que existiam textos bíblicos que eram silenciados E isso aconteceu de forma institucional inclusive em 1807 foi publicado um texto aliás um livro que é chamado de a Bíblia escrava que nome completo é parte selecionadas da Bíblia Sagrada para uso exclusivo de escravos nas índias orientais e colônias britânicas ou seja não é de hoje que entre aspas estão tentando atualizar a Bíblia nessa Bíblia foi retirado o texto do Êxodo texto de Jesus falando do seu ministério que ele veio para libertar os cativos foi retirados menores foi retirado a carta de Filemon então assim viu por isso que tem que ter uma lei por isso tem que ter uma lei para tornar a Bíblia inexível não pode mexer na Bíblia aquele cara lá tava certo e a gente rindo daquele Deputado lá evangélico olha aí ó brincadeira Léo é bem curioso deveres curioso então assim essas experiências esse contato com essas experiências pensando que na cabeça do sujeito branco né ao ler essas autobiografia ele percebia que tinha alguma coisa que era silenciado ali naquela sociedade a gente tem um outro caso brasileiro do Reverendo o Eduardo Carlos Pereira que eu já trouxe aqui ele abre um livreto aquele publicou contra a escravidão chamada religião cristã e sua relação com a escravidão de 1886 ele abre contando uma memória de infância que ele tava ele fala que ele tava começando a aprender a escrever ele diz a idade mas ele fala isso então assim a gente deve imaginaria entre os seis sete oito anos e ele ouve um gemidos na fazenda em que ele tava e ao ver Da onde era esse gemidos ele viu um escravo pedindo comida e ele ouve a conversa dele estava vendo que esse escravo foi castigado porque eles escapou da Senzala indo para o Mato e ele não tinha o que comer e voltou para pedir comida na fazenda e ele viu ele viu feitor castigando escravo e depois viu teve contato com os escravo no dia seguinte e viu as feridas ali uma situação bem bem gráfica mesmo ele escreve e ele fala que essa experiência de Infância tava na base do da rejeição dele a escravidão e a partir daí ele vai comentando textos bíblicos e Filemon os textos dos profetas menores o texto do Êxodo e diz que nos púlpitos das igrejas evangélicas brasileiras esses textos não vão falar é esse contato com esse tipo de experiência que faz com que uma própria visão de Bíblia seja alterada a ponto de não só reconhecer que a escravidão moderna ela é fundamentalmente distinta da escravidão bíblica mas também que existem textos da própria Bíblia que são silenciados nas igrejas e porque a gente não conhece esses textos a gente não tem recurso teológico para olhar para um problema e que ele errado porque ele foi naturalizado dentro do teologia eu acho que tudo isso também dentro da pergunta que eu vivo fez faz a gente pensar sobre o presente na questão do Mago Day né porque pensar sobre quem nós somos é muito importante nesse cenário que embora a questão da do Infame comércio com uma cena chamada a escravidão era chamada de um Infame comércio tenha terminado é os efeitos as máculas continuam elas continuam presentes na nossa realidade Então as exclusões simbólicas estão aí e a igreja ela não é um ambiente hermeticamente fechado ao que vem de fora né as questões sociais atravessam todos os espaços institucionais Inclusive a igreja então muitas vezes a gente vê certas exclusões certas falas que denotam realmente uma exclusão simbólica e que ainda são perpetuadas no nosso meio no tom de brincadeiras e coisas assim então Acho que já até explora isso bem né nas palestras no livro dela quando ela fala sobre esse lugar do negro na sociedade né A questão de como a deve lidar com isso e até as propostas para trazer Esse aspecto a doutrina do emagodei é uma doutrina essencial e base lá né para se lutar contra o racismo trazendo aí a questão da hermenêutica redentiva né então o imago Dei essa doutrina que se vê em Gênesis nós vemos que Deus ele cria todas as coisas a sua própria espécie apenas os seres humanos que Deus ele cria a sua imagem e semelhança essa imagem é semelhança que é imago dele então nós somos feitos Nós pensamos porque Deus pensa nós amamos porque Deus ama nós fazemos o uso que nós fazemos das faculdades mentais enfim de toda a nossa relação com a sociedade é porque Deus ele também faz isso claro que de uma forma perfeita né nós fazemos de uma forma imperfeito porque nós somos pecadores né mas mesmo após a queda a imagem da e permanece em todos os seres humanos sem mago dele não está apenas nos cristãos mas nem todos os seres humanos Deus cria todas as pessoas a sua imagem semelhança Então nesse sentido a ideia aqui a partir da emmago dei todas as pessoas têm direito a serem respeitadas todas as pessoas são dignas porque são feitas a imagem e semelhança de Deus então não é porque eu sou eu tenho dinheiro que eu devo ser respeitada Não é porque eu tenho uma posição privilegiada na sociedade que eu devo ser respeitada Não é porque eu sou branca que eu dei você respeitada não eu devo ser respeitada pelo simples fato de ser humano então na construção inclusive dos direitos humanos na da das leis de direitos humanos eles vão se basear A partir dessa doutrina Cristã porque apenas o cristianismo que vai trazer esse conceito de que o ser humano ele tem um valor simplesmente por ser humano então a ideia de que você tem um valor em Cristo que começa lá no Caputo Direitos Humanos vem a partir dessa doutrina cristã do imago dele o professor Michael no seu livro Justice ele fala citando e Mano é o que o filósofo Emanuel na verdade 1724 a 1804 que ele falava dos seres humanos somos racionais e por isso nós somos merecedores de dignidade e respeito então essa esse é um conceito bíblico do imago dele e por que que é tão interessante falar sobre o mago Day quando a gente vai falar sobre essa sobre esse combate ao racismo só um pouquinho volta na declaração ali Qual é a declaração do immanuel Kant o Sandro cita que o Emanuel canta e ele disse que nós seres humanos nós somos seres Racionais e portanto nós somos merecedores de dignidade e respeito e esse é um conceito aí de modo geral do que a gente tem do imago deles Racionais ali e tal mas é de forma geral né É porque senão é como se a dignidade tivesse só na em quem usa razão né e a gente sabe que tem pessoas que não não conseguem utilizar essa faculdade O que é curioso é um cara que reforça assim tem umas falas bem bem complicadas como muitos dos filósofos do seu tempo também né então assim por um lado tem uma contribuição Mas por outro também se a gente for mais a fundo da obra mas não muda o Ponto Central da fala Jacira né da questão da dignidade humana mas pensando até para além de Kant né Talvez ele tenha lançado luz para isso e tem esse limitado em algum sentido até a um certo sentido do que a Humanidade para ele né com a extensão disso para ele é outra questão mas enfim toca o bar então a ideia do imago dele é que todas as pessoas Independente de gênero independente corro independente localidade são feitas a imagem de semelhança de Deus Portanto tem dignidade devem ser respeitados ele fala no seu texto o sonho sobre porque as políticas públicas não são apenas a única coisa que é necessário nos Estados Unidos e aí ele fala uma coisa vou fazer aqui uma situação ele disse que vidas negras nunca terão importância a menos que o preço post final para a dignidade humana seja em mago dele mais dependemos de políticas públicas para fazer o trabalho pesado do reino Mas vamos transformar os políticos em figuras messiânicas acreditar que o governo é o problema e a solução e por extensão esquecer que uma sociedade verdade verdadeiramente virtuosa é impossível sem o evangelho Então o que o entra no Bradley tá falando aqui é que sem uma doutrina de que há uma dignidade básica basilar no ser humano se a gente for depender apenas de políticas públicas para transformação para validação das pessoas enfim a gente vai acabar transformando os políticos em figuras messiânicas que é o que a gente vê muitos movimentos aí de combate às injustiças onde acham que a redenção está apenas na política mas aí ele traz esse conceito do enalgo d que é uma base para a gente entender que uma sociedade realmente virtuosa uma sociedade onde há uma Fraternidade social uma integridade verdadeira é impossível o Evangelho é impossível Sem essas bases de valorização intrínseca do ser humano Então essa é uma das formas principais de gente combate combater o racismo atualmente a partir dessa doutrina bíblica inclusive foi uma doutrina que mata em Luther King Ele usou para lutar contra o separatismo e a escravidão né que também aconteceu separatismo Apartheid e as divisões que aconteciam lá nos Estados Unidos Martin Luther King ele cita essa doutrina na sua autobiografia e ele não é uma construção de agora né mas é uma construção que as pessoas que têm hermenêutica bíblica rede antiga já estava falando há muito tempo e nós podemos nos utilizar disso atualmente principalmente para não fazer aí nas figuras messiânicas os políticos né muito bom muito bom [Música] eu não lembro exatamente de como foi o nosso Episódio sobre o John Wesley e a escravidão mas é a caminha também nessa direção né Acho que esse meio que é o básico da hermenêutica redentiva né para usar essa expressão que vocês estão falando isso é muito bacana é muito bacana E aí gente o que me deixa assim tipo uau é isso é a mesma Bíblia é os mesmos 66 Livros não tem não teve um acréscimo né mas percebam é como a compreensão como a leitura tá muito pautada a partir do seu contexto a partir do seu histórico como a gente não lê a Bíblia sozinho mas junto conosco lendo a Bíblia tem toda uma comunidade tem toda uma ideologia uma filosofia uma teologia é como a gente não se por mais se tem o espírito santo que nos ajude na leitura da Bíblia mas percebam como tem essa camada é sociológica que é fortíssima e muitas vezes acaba suprimindo e abafando A Voz do Espírito Santo curioso aprendi aqui em relação a essa questão da imago Day né porque a gente veio trabalhando com a ideia que existem sim teologias evidentemente racistas existem outras que podem se tornar dependendo dos argumentos de apoio então quando a gente percorre todo esse caminho que a gente segura até aqui ficam tanto mais fácil de olhar para o presente e principalmente para o passado que é quando a gente já tem mais é um distanciamento que nos permite ali um ser uma certa frieza na análise e ver certos caminhos que a gente olha e fala assim Putz cara isso aqui não dá isso aqui não importa quem defendeu isso isso aqui é evidentemente racista que que eu vou falar que tem a ver com a godê existe uma teoria chamada a teoria dos pré-adamitas que que é isso a galera que era literalista bíblica tentava explicar a origem dos povos e sabendo que sabendo entre aspas que os negros Eles não têm a condição de humanidade perfeita porque são pagãos por herança ou porque não tem a capacidade racional devida eles não devem ser descendentes de Adão porque Adão é plenamente imagem e semelhança de Deus então cria-se uma teoria até para explicar depois como é que Caim arranja uma esposa quem são os filhos dos homens que as filhas dos homens que casaram com os filhos de Deus em Gênesis 6 criam uma teoria de que os negros eles são parte de um pré ser humano que surgiu antes de Adão o Adão e o Ivo digamos assim e os evangélicos eh nos Estados Unidos ele só deixaram de defender essa teoria Não por conta da Abolição mas porque a ideia de que um ser humano existia antes de Adão dava margem para a Teoria da Evolução ser verdadeira então eles deram para trás nisso por conta de uma disputa teológica uma disputa de espaço e não por um argumento de olha realmente a gente estava errado e esse tipo de coisa quando a gente tem conhecimento a gente fica muito mais vacinado para certas posturas que talvez a gente veja hoje de embate que embora pareça um piedosos como tentava se fazer parecer com a teoria dos pré-adamitas que é uma teoria antiga ela tem existe desde Jordano Bruno ele que popularizou a versão moderna é mas a manutenção desse tipo de teoria só se justificava em relação por conta da Manu de um sistema de Privilégio exclusão e exploração não tem outro argumento para isso e quando a gente traz isso para emagodei para igreja como é que a gente vai considerar pessoas que se a gente for olhar para os argumentos da própria comunidade eclesiástica Negra pessoas como o lado equando ubaqua aí tantos outros que olharam para a Bíblia e falaram Olha é Deus Ele já presente olhar para a igreja de Novo Testamento ele aceita pessoas de diversos povos e essas pessoas não deixaram de pertencer a sua não deixaram a sua origem porque se converteram porque reconhecendo Jesus como salvador o Eduardo Carlos Pereira que você tem aqui ele vai dizer que o cristianismo ele tem uma catolicidade que aceita pessoas Independente de cor de riqueza e condição Então como um cristão pode considerar outro ser humano feito em mais semelhança de Deus e tão digno de pertence ao corpo de Cristo quanto ele alguém inferior alguém digno de cativeiro Aliás indigno a ponto de ser submetido a cativeiro e tudo isso todos esses argumentos que a gente tá falando aqui em peso para falar da hermenêutica Resident Evil em específico eles perdem peso quando a discussão ela sai do texto prova e parte para essa para esse pré-requisito interpretativo para essa pré-condição de hermenêutica que é o seguinte olha para além do texto que movimentos a gente vai ver Deus fazendo na Bíblia a gente vê Deus Escolhendo gente de todo o povo tribo ligação a gente vê Deus como libertador de Israel como Libertador dos nossos pecados e aí as comunidades negras especialmente aqui para citar um caso específico os negros da rebelião escravam demerara de 1823 que hoje demerara é Guiana os negros ali eles se identificavam com Israel eles diziam que eles eram Israel mas e que sentido era diferente do caso dos norte-americanos falou os norte-americanos eles viviam Como Israel em situação de conquista da terra eles viviam Como Israel em situação de nós estamos perto de viver a plenitude do reino por conta do pode me Alienígena então nós estamos super de superioridade os negros eles viviam Como Israel na condição de escravos na condição de oprimidos na exilados Se Jesus ele vem nos libertar do pecado e o pecado é aquele que está afastado de Deus e sofre por conta disso Aquele que tava afastado da Liberdade social também ele precisa ser libertar desse cativeiro então tanto negros quanto brancos abolicionistas eles vão mudar a chave da discussão quando para além do texto prova eles vão dizer que não importa qual versículo você cite se a sua citação ela não tem conta Deus como Libertador Israel Libertador da humanidade do seu pecado Você tá lendo a bíblia errada e aí que a discussão que já mencionei de separar ele separar não de juntar defesa da Abolição com uma defesa de uma teologia heterodoxo herege ela ganha mais força porque esse argumento de mudar a postura hermenêutica no caso do cenário norte-americano ele é parecido com a postura dos liberais que eles queriam mudar para requisitos hermenêuticos obviamente com fontes diferentes as comunidades negras elas continuavam querendo que a bíblia era infalível palavra de Deus autoridade de fé não tinham nenhum acesso ou pouquíssimo acesso ao da filosofia Iluminista europeia mas tem alguns movimentos que na ponta do processo interpretativo são parecidos com os liberais então aí cria-se uma um artifício para dizer que defender uma postura abolicionista antes segregação antirracista é porque o Cristão ortodoxo cedeu a uma influência externa ao comunismo ou geralmente o comunismo no século 20 mas algo iluminismo aos germanismo no século XIX então a culpa é sempre externa não tá na gente porque tudo isso fruto de um hermenêutica que não considerou os movimentos que Deus faz na Bíblia mas tenta isolar as passagens para justificar um viés já estabelecido Nessas questões de leituras históricas fazendo gancho com isso é importante sempre lembrar também que a gente precisa ler o texto bíblico com as suas categorias do seu tempo né eu sei que a gente já falou sobre isso mas assim a própria reprodução da escravidão é diferente no passado né E mesmo no ambiente africano que muita gente fala isso também poxa mas na África também pela natureza do modelo de reprodução né reprodução da escravidão Velho Testamento e mesmo em contextos mais próximos a nós e outros espaços é muito por guerra né E aí o sobrevivente para para poder sobreviver para que ele possa viver se cobra dele de modo colateral um trabalho escravo né então é colateral a manutenção da vida do cara por dívidas ou por crimes muitas vezes então essa leitura que associa a escravismo e racionalidade ela é muito mais próxima da gente e é por isso que a nossa experiência de cristianismo e a nossa experiência escravista das Américas é tão peculiar né aí a gente percebe que essa questão da cor não estava presente naquele contexto ela não era um morte não era um Ponto Central se a gente pega mesmo Atos Capítulo 13 a gente tem a indicação ali da missão de Barnabé e Paulo aí começa assim na igreja de Antioquia havia profetas e Mestres provavelmente esse cara era negro porque é uma referência é uma característica física Muito provavelmente característica é essa uma cor mais escurecida então assim isso não é uma questão não é um problema não era um impeditivo Essa atrelação ela é muito mais de um medievalismo e que vai ganhar força de fato com a modernidade europeia e que vai ganhar traços próprios na contemporaneidade porque a noção de raça na modernidade é uma da contemporaneidade é outra até com o uso da ciência né uma ciência racial E aí ninguém tá livre porque as coisas não são que elas são mas aquilo que a gente faz delas uma faca pode ser um instrumento para poder passar Manteiga no pão ou para definir a pessoa depende do uso que você faz e eu acho que isso vale também tanto para a ciência a gente não precisa demonizar a ciência eu uso ela pode ser equivocado pode ser muito positivo e também na nossa fé a nossa fé pode servir para poder te refletir sobre essas questões de modo maduro ou pode ser para destruir para escarnecer para excluir isso vai depender dos outros que a gente faz de tudo né e é por isso que eu falei que a nossa Abolição não acabou porque a gente ainda tem que continuar né dizia o Joaquim Nabuco acabar com a escravidão não basta é preciso acabar com a obra da escravidão essas exclusões que permanecem e que a igreja tem que encarar né porque a igreja também foi chamada para a justiça do reino e isso passa também pelas questões relativas a raças no nosso país muito bem gente que aula de história que aula gente muito obrigado muito obrigado mas enfim microfone aberto aí por uma palavra final para uma reflexão final indicação de literatura já fizemos algumas indicações de livros inclusive o livro do lesão Macaulay uma leitura negra negra negra é uma caule Negra aí ó virei o Cebolinha agora tá assim mas enfim tem outras talvez se vocês possam indicar eu queria só falar umas coisas com relação à unidade na diversidade do novo testamento né ampliar um pouco mais a discussão que os meninos já falaram é a gente vê uma coisa com relação a redenção de Cristo né que a gente precisa se atentar enquanto Igreja Cristo Ele veio nos redimir de volta de Deus porque nós pecamos contra o senhor Mas ele também ele veio nos redimir de volta uns com os outros ele veio tirar as barreiras que nos separam quando seres humanos a gente voltar no Éden e entender que a queda ela trouxe uma divisão tanto vertical de nós com Deus mas também horizontal de nós com o nosso próximo e de nós com cuidado com a natureza francischer ele fala sobre isso dizendo que o evangelho também tem algo a dizer para a cultura para como a gente lida uns com os outros porque nós enquanto seres humanos nós somos seres sociais também Então nesse sentido a gente precisa ter uma visão do Evangelho do que o evangelho de fato está se propondo a fazer então a igreja lá do novo testamento também existe alguns conflitos principalmente com relação ao Ministério de Paulo de que Deus ele vai falar isso em todo quase todas as cartas dele Ele defende o seu ministério de Que Deus o chamou para também falar aos Gregos falar aos helenicos e trazê-los de vó e estava trazendo eles também para a comunidade dos Santos então em Atos 6 de 1 a 11 por exemplo a gente vê um relato das viúvas helênicas que elas estavam reclamando da Porção diária que estavam sendo distribuídas e que a elas estavam elas estavam sendo lesadas nesse nessa Distribuição e os apóstolos eles disseram não é correto a gente deixar de pregar para poder cuidar dessa questão E aí vai ser instituído o ministério da diaconia a partir disso e vai ser cuidado daquelas daquela questão no livro dele exclusão e abraço ele traz uma coisa muito interessante ele fala que a partir desse momento os apóstolos eles vão pegar algumas pessoas alguns algumas pessoas para ficar responsável por esse ministério diaconia e dos nomes que a gente tem na referência bíblica todos eles eram nomes gregos e aí ele conclui dizendo é muito importante que nós enquanto cristãos nós escutamos as não é apenas ficar na posição de defensiva mas ouvir Quem está sofrendo isso é muito importante e isso é um princípio bíblico não é coisa do esquerdismo não gente não é coisa do comunismo é um princípio bíblico é o princípio da empatia da comunidade porque nós somos igreja então é necessário que a gente ouça os nossos irmãos negros as coisas que estão passando atualmente no meu livro chamado quando final dou algumas dicas práticas de combate ao racismo e uns deles é esse você ouvir a sua comunidade né é importante isso outra questão que a gente vê por exemplo que o apóstolo Paulo ele vai repreender Pedro em Gálatas 2 11 a 14 Porque Pedro ele estava agindo de forma dissimulada ele estava com os gregos e de repente quando ele viu os apóstolos chegando ele se levanta enfim nós estamos vendo um caso aí de discriminação de problema e Paulo ele repreende então a gente vê essa ideia de que existe uma diversidade e a diversidade não é algo fácil de ser lidado porque existe esse conceito da gente sempre ficar com o que é confortável para nós com o meu grupo entre aspas então a chamada de Cristo para reconciliação com os nossos irmãos também tem a ver com a gente repreender dentro de nós os nossos preconceitos a discriminações e os problemas que a gente tem internamente é tanto que o Pacto de lausan no ponto lá sobre a responsabilidade social Cristã eles falam reafirmando essa questão da Redenção de Cristo e que o evangelho também tem a ver com a gente denunciar as injustiças as discriminações e os problemas que a gente tem na nossa sociedade sempre lembrando unidade na diversidade da igreja tem muito a ver principalmente primordialmente com a nova criação que Cristo está fazendo em Apocalipse 7:9 nós vemos que Cristo ele congrega em si mesmo o alvo de todas as nações os povos e línguas Cristo ele não está nem aí para o seu preconceito para o seu racismo para sua discriminação ele congrega esse povos que ele próprio criou porque se Deus ele quisesse que tudo fosse igual ele não teria feito tudo diferente e a gente vê na palavra do senhor que tudo que o senhor faz dura eternamente Então a gente tem aí 400 Anos de Escravidão é do Povo de Deus em Egito e a gente tem mais ou menos o mesmo período aí de escravidão dos africanos aqui no Brasil nessa semana de gravação aí do podcast a gente vai comemorar depois de amanhã aniversário do Brasil né Brasil teve a independência aí em 1822 mas a escravidão a libertação dos escravos aconteceu em 1888 uma diferença é de 66 anos então por isso que eu comecei o podcast falando que é impossível entender o Brasil sem entender aí a escravidão negra e como que isso construiu a economia brasileira e quando a gente vê projetos aí da hermenêutica Resident Evil em Êxodo as leis que Deus dá a respeito de escravos nós temos leis com relação ao Jubileu né de libertação do escravo e não apenas libertação mas dar condição para que esses escravos se estabelecessem na sociedade isso prescreve-se nas escrituras em Levíticos no sétimo ano de libertação e dar condições para esses escravos que foi essa condição aí que não foi dada os nossos irmãos negros africanos aqui no Brasil não foi feita uma integração a gente tem aí colhendo problemas estruturais sistêmicos com relação a essa questão e é por isso que eu concordo também com Igor a gente precisa ir de novas e novas abolições escravatura e assim plenamente nós vamos viver uma unidade uma Fraternidade humana tanto na igreja quanto na sociedade só vou dar uma chance para o Igor que é o novato aqui e tal já são da casa não tem espaço se quiser né dá uma Saideira te dou esse espaço aí galera só queria agradecer mesmo o convite muito honrado com convite com a oportunidade Obrigado Rodrigo aí o Léo que foi esse contato também a Ana e a Jacira quem acompanha nas redes sociais cujos trabalhos gosto bastante Aprendo muito com todos vocês e não posso deixar também de fazer o meu Jabá aqui por favor sigam minha página lá questão de história eu falo muito sobre isso que meu tema de pesquisa né E também Bibo tem que fazer a minha ser um homem casado sabe como é que é mandar um beijo minha esposa a Isabela te amo amor e vou mandar um beijo para um amigo meu que é o maior fã do btcast que eu conheço que alguém ganhar Aragão ele vai chorar quando eu falar isso então amigão tamo junto vencemos a vida Igão beijão e Obrigado de verdade tá gente a Globo dos crentes Quando tiver no Rio de Janeiro Vamos tomar um café um abraço e vamos falar mais vezes Ana tô brincando obviamente é claro que você pode dar palavra final aí também já aproveita para se despedir Aliás a Jacira também depois volta para se despedir né que ela só deu essa essa pregada e daí depois a gente ficou aqui reflexível e tal gente minha palavra final só queria eu vou trazer só uma citação aqui do Reverendo Emanuel vanorden com o Reverendo o Holandês que foi pastor no Brasil pastor presbiteriano e morreu em 1917 E aí ele tá ele fala assim né um recado na realidade na igreja ele fala no dia 20 de Fevereiro de 1878 10 anos antes da abolição foi organizada nesta cidade Rio Grande como a igreja evangélica composta de oito pessoas foi adotada por unanimidade a resolução de que considerando ser a escravidão um pecado contra Deus e o homem nenhum proprietário de escravos seja admitido a igreja a menos que primeiro liberta os seus escravos Caraca muito bom muito bom né uma igreja de oito membros decidiu isso né que o evangelista no Brasil eu acho que isso pode servir para a gente inspiração para como Igor falou continuar essa Abolição no Brasil e aí Léo Você quer dar sua palavra final Jacira dá tchau para a gente foi um prazer estar aqui com vocês obrigada Léo pelo convite foi muito bom Foi muito legal mesmo muita informação Espero que o pessoal que tá ouvindo aí possa ser edificado Obrigada vivo pelo espaço e é isso tamo junto eu te agradeço cara por essa pauta muito obrigado por ajudar aí o bibotal quer levar uma pauta tão importante que não seria sem a sua intervenção Obrigado mano Eu que agradeço cara mais uma vez o espaço confiança e assim as minhas palavras de finais eu vou retomar como abrir esse btcast a frase do Reverendo Eduardo Carlos Pereira a voz da justiça e a voz de Jeová Porque Deus sempre tem os 7.000 que não se dobraram a gente precisa parar de usar como desculpa que todo mundo acreditava nisso todo mundo acredita Deus sempre tem aqueles que se levantam para falar da Justiça A gente precisa ouvir essas vozes Olha aí gente e olha só digo mais ouça novamente este Episódio porque o Léo ele tá pensando o seguinte bi vamos fazer primeiro uma base histórica para depois a gente vir com biografias inclusive o Igor até numa das suas falas falou que como biografias tem nos ajudado a perceber aí algumas questões do tempo antigo e tal e como nos fazem refletir sobre o nosso tempo a partir dessas biografias então grave bem esse episódio aqui ok ouça mais de uma vez procure esses btqueces aqui em suas redes sociais Tá eu vou colocar ó Tuller Vou colocar aqui na descrição deste Episódio porque a gente vai voltar a falar desse tema a partir daí de biografias então o Léo falou bivo temos que dar uma base histórica para a galera primeiro depois a gente vai para as biografias E é isso que vai acontecer se Deus assim permitir e voltamos a semana que vem com mais podcast é isso Fiquem todos na paz do Senhor Jesus este podcast Foi editado por bibotal que Produções