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A fé vem pelo ouvir

Linguagem, Fé e Comunicação: A linguagem da beleza | Leandro Abrantes | IBNU | 11

Linguagem, Fé e Comunicação: A linguagem da beleza | Leandro Abrantes | IBNU | 11

Linguagem, Fé e Comunicação: A linguagem da beleza | Leandro Abrantes | IBNU | 11

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[Música]
Olá sejam todos muito bem vindos ao
nosso curso linguagem e fé e comunicação
hoje nós vamos a nossa aula de número 11
falar sobre a linguagem da beleza
Quais são as características
da que são usadas na linguagem que por
serem usadas na linguagem trazem para
gente esse sentimento de alegria de
poesia né hoje nós vamos falar sobre a
linguagem poética
a língua que nós usamos
enfim seja qual for a língua a ser usada
a língua é usada com propósitos
Diferentes né E hoje a gente vai ver
quais são os elementos como é que a
gente define essas esses usos da
linguagem do linguajar da fala e como é
que a linguagem poética quais são os
recursos que a linguagem poética traz
consigo que tanto nos agrada né que
tanto
nos alegra
bom a linguagem é definida e a gente
poderia ir inicialmente falar
na linguagem do ponto de vista da do
plano de comunicação né então
muita gente já deve se lembrar de ir na
escola ter visto aquele quadro de
emissor receptor código mensagem né que
coloca de uma maneira
mais ou menos
matemática de uma maneira diagramada o
processo da comunicação dito o processo
matemático da comunicação em que um
emissor ou remetente envia uma mensagem
a um receptor
e isso essa mensagem se esse emissor e
esse receptor estão se comunicando por
meio de um canal né essa mensagem flui
por meio de um canal
e essa mensagem está escrita em um
código então todos esses elementos que
envolvem a comunicação podem ser mais ou
menos privilegiados mais ou menos
focalizados
por esses usos da linguagem e a
linguagem poética é um desses usos é um
uso que como a gente vai ver privilegia
a própria mensagem
Então a gente tem retomando aí um
pouquinho Essas funções da linguagem
como isso é costuma ser estudado a gente
tem a linguagem referencial né a função
referencial da linguagem que é aquela
que presta atenção ao referente preste
atenção a aquilo a que se faz menção ao
se falar então a linguagem referencial é
aquela utilizada no texto jornalístico
usada num texto
em textos que tem como objetivo falar de
algo descrever algo
e
enfim
dar uma informação a alguém então o foco
principal na linguagem referencial é
esse referente
o contexto no qual estão inseridos todos
esses elementos que a gente falou
inicialmente
a linguagem referencial costuma ser
objetiva e ser feita em terceira pessoa
ao lado dela a gente tem a linguagem
emotiva né O Chamado a chamada função e
motiva da linguagem a função emotiva é
aquela que focaliza o emissor
um exemplo de uma linguagem emotiva é um
texto que alguém escreve para outra
pessoa falando de si né então uma carta
pessoal uma comunicação pessoal um
e-mail uma mensagem
escrita para uma pessoa que
né de uma pessoa escreve para uma pessoa
B falando de si parece a pessoa B é uma
linguagem utiliza uma linguagem chamada
linguagem emotiva que a linguagem
focalizada em quem escreve
[Música]
a linguagem fática é que é linguagem que
focaliza que enfoca o canal é ela abre
ou fecha esse canal e até mesmo a
verifica se esse canal está em bom
funcionamento então Oi um alô um até já
um né um entendeu Então essas expressões
são chamadas de linguagem fática porque
Elas
abrem esse canal de comunicação fecham
esse canal de comunicação e também é
verificam Se esse canal está em bom
funcionamento
a gente tem a linguagem poética né que a
tem um enfoque na mensagem em si
quer dizer tem enfoque nos sentidos mas
de uma maneira mais como a gente vai ver
daqui a pouquinho de uma maneira mais
estética apontando para características
da relacionadas à beleza a relacionadas
a como essa mensagem se apresenta para o
leitor do ponto de vista do emissor né o
enfoque é na estética da sua mensagem do
ponto de vista do receptor é o enfoque é
a o aproveitar ou sentir o fluir como a
gente diz com R né fluir como a gente
diz em literatura em estudos literários
é esse aproveitar de uma obra literária
ler e sentir a obra literária lida
a gente ainda tem a função conativa ou a
linguagem conativa que é aquela que
busca convencer alguém ou que busca a
que tem como enfoque o receptor né é
aquela linguagem que aquele aquela
função do convencimento do receptor a
fazer alguma coisa e por fim a gente tem
aquilo que a gente chama de
metalinguagem a meta linguagem é uma
função metalinguística da linguagem tem
a ver com o código então
um livro de língua portuguesa
por exemplo é tem essa função
metalinguística porque é ele está
escrito
utilizando
a língua portuguesa é linguagem que
explica a própria linguagem então é por
isso é chamado de metalinguagem né então
é o código explicando a si mesmo então a
língua explicando a própria língua Então
essa é a característica dessa função bom
então colocando essas esse plano de
fundo aí das chamadas funções da
linguagem é ou das espécies
de linguagem a gente vai hoje focalizar
na chamada linguagem poética linguagem
poética é aquela que pertence ao tipo
lírico como a gente viu o anteriormente
nos gêneros textuais pertence ao tipo
lírico é valoriza a linguagem no seu
aspecto de apresentação quer dizer na
sua estética e utiliza-se nessa
linguagem a conotação
Antes de a gente falar um pouco mais
sobre conotação
convém a gente lembrar que nos estudos
de linguagem geralmente tradicionalmente
define-se para a linguagem humana duas
funções básicas dos propósitos
principais que são a de comunicar e de
exprimir Qual é a diferença entre
comunicação e expressão
comunicar pressupõe a interlocução né
então se eu me comunico eu torno comum a
ideia eu tomo eu torno comum o meu
pensamento então a comunicação se dá num
espaço de interlocução de conversa
e essa interlocução é quase sempre
direta ou pressupõe-se direta
troca né Essa troca de ideias e de
mensagens
já a expressão mesmo que ela não impeça
uma interlocução né quer dizer
uma
uma participação também da pessoa que
que houve da pessoa que recebe é ela não
focaliza essa essa interlocução mas ela
se baseia na experiência na declaração
de algo no sentir no contemplar de algo
então é comunicar quer dizer trocar quer
dizer a fazer comum né tornar comum um
pensamento uma ideia exprimir quer dizer
declarar apenas declarar algo colocar
para fora né Isso que é exprimir e de
outro lado né do lado do receptor de uma
linguagem poética de uma linguagem
expressiva a gente tem o sentimento
dessa dessa mensagem a contemplação que
é gerada pela recepção mensagem e não é
que
vai haver aí uma uma comunicação de
ideias necessariamente embora não seja
essa comunicação não seja impedida Não é
esse o foco numa
numa linguagem expressiva numa linguagem
que
se baseia e que focaliza a expressão com
isso a gente tem dois termos bastante
utilizados nesses estudos que são a
denotação e a conotação a denotação é o
uso das palavras das expressões no seu
sentido próprio
então quando eu digo por exemplo o tigre
é uma fera a palavra fera tem o seu
sentido próprio fera quer dizer um
animal selvagem um animal feroz então
quando eu digo a
o tigre o tigre é uma fera eu estou
fazendo uma denotação estou denotando a
palavra fera É denotativa nesse contexto
mas quando eu digo uma frase como a mãe
do Pedro é uma fera a palavra fera Nesse
contexto não tem o seu sentido próprio
ela tem um sentido figurado né a mãe do
Pedro Com certeza não é uma leoa não é
um tigre fêmea não é um animal
selvagem né mas ela tem um ela é essa
palavra fera está sendo usada aqui de
maneira metafórica
eu estou usando aqui um sentido figurado
e o sentido figurado Então o que seria o
sentido figurado seria um entre aspas um
desvio dos significado de uma palavra
para gerar um efeito expressivo é a
linguagem poética como ela está ligada a
função expressiva da linguagem Ela é
Rica em conotação tá ela é rica em
notarão Ela é Rica em figuras de
linguagem portanto porque elas
enriquecem o texto expressivo as figuras
de linguagens chamam a atenção para o
seu aspecto para sua estética para sua
apresentação
E aí a parte da da gramática parte dos
estudos de linguagem que a Versa sobre
isso né que trabalha com isso com esses
elementos chama-se estilística
a estilística é o estudo das figuras de
linguagem que também são chamados de
recursos de estilo isso a gente vai ver
hoje a gente vai falar sobre os
diferentes recursos de estilo que
existem na linguagem expressiva poética
essas figuras de linguagem que são
estudadas neste lixo podem ser de três
espécies figuras de palavras quando uma
palavra é substituída por outra ou
quando a esse essa modificação nesse
fenômeno acontece por conta de uma
palavra em si figuras de construção
quando a ordem das palavras é alterada
ou quando a relação entre as palavras é
alterada né são figuras que tem aspectos
sintáticos
Associados e figuras de pensamento que
quando aquilo que se altera é são a
não tem tanto a ver com a palavra não
tem apenas a ver com a palavra mas é um
fenômeno que acontece a partir dos
Sentidos e da de como esse sentidos se
relacionam no contexto utilizado
Então a primeira o primeiro recurso
estilístico que eu quero comentar é um
dos mais conhecidos e mais usados que é
a metáfora a metáfora é uma comparação
mental
metáfora é
o uso
de uma palavra em vez de outra é para
afirmar o para comparar essas palavras
por uma característica que elas tenham
em comum
essas palavras não são relacionadas tá
elas não tem nenhuma relação
entre células apenas tem um item de
significado Elas têm apenas um aspecto
de significado em comum e através desse
aspecto em comum é uma palavra é usada
por outra numa espécie de comparação
mental
alguns exemplos esse que a gente viu
primeiro né a mãe do Pedro é uma fera É
como se eu estivesse comparando
mentalmente a mãe do Pedro a uma fera a
mãe do Pedro é brava como uma fera né
Essa seria uma comparação direta né
agora se digo a mãe do Pedro é uma fera
né sem esse como aí a mãe do Pedro é uma
fera então essa frase contém uma
metáfora porque é uma comparação mental
que se baseia no fato de que uma fera é
um animal bravo um animal feroz e né É
nesse caso aqui a frase o que a frase
parece
significar é que a mãe do Pedro tem uma
atitude aí brava
por trás das Colinas e um se escondendo
os últimos Ouros daquele dia
então aqui a palavra Ouros está no lugar
dos raios de sol né que nesse caso estão
sendo comparados né ao a cor do ouro
então você ao ler isso imagina um raios
Dourados de sol Então
os últimos Ouros naquele dia quer dizer
é que o sol se pondo né o sol se pondo
atrás por trás do da das Colinas aqui aí
a cor que lembra a cor do ouro a cor
dourada
toda profissão tem seus Espinhos aqui a
palavra espinho também não é literal né
a palavra espinho aqui
é figurada e é uma metáfora porque
o espinho é algo que causa dor né
sofrimento é algo que machuca
que causa incômodo e nesse caso na frase
toda profissão tem seus Espinhos o
sentido que a gente recupera é que toda
a profissão tem as suas
questões incômodas né então novamente a
metáfora é uma comparação mental uma
comparação indireta
já a comparação própria né também
chamada de símile é essa confrontação de
ideias mas de 10 que tem palavras que
tem uma característica em comum
mas ela possui o conectivo presente por
exemplo se eu digo a mãe do Pedro é
brava como uma fera nesse sentido eu não
tenho uma metáfora tem uma comparação
uma símile notem que eu tenho aí o
Síndico como podia ser como tal como
igual a semelhante a E por aí vai
outro exemplo aquele jovens andavam sem
direção Como folhas levadas pelo vento
então aqui novamente eu tenho também o
Síndico explicitando essa essa
comparação né é de maneira que não não
se trata de uma de uma metáfora agora se
eu quisesse transformar isso aqui numa
metáfora seria o caso de eu
reescrever isso aqui sem o cinto por
exemplo né aqueles jovens eram folhas
levadas pelo vento Então você viu
aqueles jovens eram levadas pelo vento
Isso é uma metáfora né uma comparação a
comparação se torna mental porque parte
dessa comparação né a outra parte dessa
comparação está na minha na minha mente
na mente do emissor né ele não não
declara com todas as letras
outra outro recurso
que a gente
conhece e que menciona é a metonímia
a metonímia Como o próprio nome já diz é
o uso de uma palavra por outra aí ela é
relacionada então no caso da metonímia e
as palavras são as palavras têm algum
tipo de relação a gente vai ver que
algumas dessas relações E aí então essa
troca das de uma palavra por outra não
se dá pelos sentidos ser parecido mas
pelo fato de que essas palavras são
relacionadas por exemplo a causa com o
efeito né ganhar a vida
na verdade não é que se ganha a vida
ganha se o que é aquilo que é suficiente
para se manter né para manutenção da
vida aquilo que é necessário para a
manutenção da vida então
esse aquilo que é necessário seria causa
né E a vida seria então o efeito semear
a discórdia bom a gente tem duas duas
questões né o semear é uma metáfora né
porque a discórdia não é uma semente e
o semear a discórdia
integralmente a discórdia não é também é
não está também no seu sentido literal
que se semeia nesse caso aqui o que se
difunde né semear aqui quer dizer
difundir né trazer apresentar é palavras
ou ações que geram a discórdia né que
que possibilitam a discórdia então aqui
a gente tem a troca de uma palavra por
outra que estão relacionadas
dessa maneira uma sendo a causa e a
outra sendo efeito essa relação
metonímica também pode ser autor obra
traduzir Machado de Assis ler Homero nem
ninguém traduz a pessoa de Machado de
Assis mas traduz a obra de Machado de
Assis né então é aqui substituição do
autor pela obra
continente pelo conteúdo né tomar uma
xícara tomar uma xícara de café tomar
duas xícaras Então na verdade a pessoa
não tomou a xícara ela tomou o café que
estava dentro da xícara Então
passa o sal por favor
né nesse caso
também nesse caso eu eu falo do conteúdo
não sal é o conteúdo né e o continente o
saleiro eu quero que a pessoa me
entregue o saleiro passa para mim o
saleiro Quando eu digo passe o sal por
favor
o todo é parte uma outra relação de
palavras né Entre palavras que podem ser
substituídas
na metonímia
Por exemplo quando eu digo assim assim
diz a escritura né a escritura é o todo
mas eu me refiro né Geralmente eu me
refiro a um trecho a um versículo então
quando eu digo diz a escritura Isso é
uma metonímia ou todo pela parte Estou
usando o todo para indicar a parte
não ter um teto para se abrigar na
verdade o que a pessoa quer dizer com
essa frase que a pessoa não tem uma casa
em que se abrigar
quando alguém diz que tem que alimentar
quatro bocas
por exemplo né bloqueia a parte na
verdade precisa alimentar quatro pessoas
pedir a mão da moça em casamento né
obviamente vai a pessoa intenciona casar
com uma moça inteira
a matéria pelo objeto também né é isso
custa 20 pratas né ideia do dinheiro né
que pode ser feito de antigamente era
havia Moeda de Prata
não ter um níquel né níquel é um
material
que se faziam moedas de pouco valor em
moedas de baixo valor no caso do dólar
americano é o apelido até hoje da moeda
de 5 cents de cinco centavos americanos
sentava de dólar
o lugar pelos habitantes ou seus
produtos né
a mais cedo hoje o Brasil enfrentou a
Sérvia na verdade não foi o Brasil o
país que enfrentou o país Sérvia né na
verdade foi
foi uma equipe né Foi um time de
jogadores brasileiros que jogaram que
enfrentaram um time de jogadores sérvios
então quando a gente o Brasil jogou com
a Sérvia na verdade isso também é uma
metonímia o lugar pelos seus habitantes
comprar uma roupa de Jersey né Jersey é
o nome de uma cidade na grã-bretanha
Jazzy e também é o nome de um tecido que
é
tradicionalmente produzido nessa região
então uma roupa de Jersey na verdade é
também uma metonímia no sentido de que
Jersey aqui é a uma palavra que indica o
local é
onde é feito o produto
outra relação metonímica relação de
abstrato concreto né
quando digo a virtude vence o crime na
verdade não é virtude que vence o crime
porque são são coisas abstratas as
pessoas que têm virtude as pessoas
Virtuosas vencem as pessoas criminosas
então quando a pessoa diz a virtude
Vencerá o crime né O que se quer dizer é
que você tá fazendo é uma metonímia
também substituindo o abstrato pelo
concreto
praticar a caridade na verdade ninguém
pratica a caridade as pessoas praticam
atos de caridade né
atos caridosos então também é uma
metonímia que a gente usa até bastante
comumente
outra relação metonímica é sinal coisa
significada
tome sua cruz e siga-me né a cruz é um
sinal de algo né então não é
literalmente pegar uma cruz
e seguir mas é a cruz tem um sinal
da mesma maneira a coroa britânica
quando a gente fala coroa britânica
emitiu uma nota
não é coroa é aquilo que se relaciona a
ao rei né hoje o rei britânico
singular pelo plural né que é o
particular pelo geral o homem é mortal
quando alguém diz O homem é mortal quer
dizer os homens os seres humanos são
mortais
criança gosta de brincar né então a
pessoa dizendo isso quer dizer as
Crianças gostam de brincar então
particular pelo geral
é o nome desse tipo de metonímia
indivíduo pela espécie ou pela classe
[Música]
houve um probleminha aqui pessoal
vamos voltar aqui assim Estamos vendo tá
o indivíduo pela classe então quando nós
temos aqui ouve senhor a minha oração
suplicou o salmista aqui a palavra
salmista é a classe né o tipo de pessoas
persas de pessoa é que nós estamos nos
referindo É em vez de Davi né em vez da
pessoa específica né que
segundo aí a tradição escreveu esse
Salmo
aquele rapaz eu Judas do grupo né Judas
foi uma pessoa foi uma pessoa foi um
indivíduo mas nessa frase aqui a palavra
ajuda está sendo usada de maneira
genérica né de maneira é a
particular quer dizer não
particularizado de maneira generalizada
maneira genérica
e no meme conhecido aí né parece que
temos um Sherlock Holmes aqui um
Sherlock Holmes
Sherlock Holmes é um personagem
é conhecido
detetive investigador é muito esperto né
Então nesse sentido a paz pressão parece
que temos um Sherlock Holmes aqui às
vezes até usado com ironia né que a
gente vai ver também daqui a pouco
também é um recurso é também um recurso
poético
mas nesse sentido aqui uma pessoas
esperta numa pessoa que investiga as
coisas que descobre as coisas ocultas
qualidade pelo ser ou espécie
então quando eu digo os vivos e os
mortos o rico e o pobre
na verdade é vivo é a característica dos
das pessoas né característica de pessoas
de pessoas de seres enfim né então os
vivos e os mortos né as pessoas vivas as
pessoas mortas O Rico e o Pobre a pessoa
rica e a pessoa Pobre tem que eu tô
usando só a qualidade
para representar as pessoas que possuem
essa qualidade o ser ou a espécie né que
tem essa qualidade
bom é
terminada aí a
metonímias espécies de metonímia próximo
recurso que eu quero abordar é a
perífrase é perífrase é a substituição
de um nome de um ser ou lugar por uma
característica que celebrizou esse mesmo
ser né No mesmo lugar tornou Popular
esse ser e esse lugar por exemplo quando
eu me refiro a cidade maravilhosa
né em vez de dizer Rio de Janeiro quando
eu digo a terra da garoa em vez de dizer
São Paulo Digo o rei dos animais em vez
de dizer Leão o leão né então a
substituição de
uma uma palavra de um nome pela por um
apelido né uma espécie de alcunha que
celebrizou esse lugar ou essa pessoa a
gente chama esse recurso de
próximo recurso que eu quero mencionar é
o recurso da sinestesia a sinestesia é
quando a gente transfere percepção de
sentidos diferentes né quando a gente
fala de escutar algo
doce quando a gente fala de
ver Algo
amargo enfim quando a gente usa essa
essa transferência de sentido já essa
transferência da percepção Seu trânsito
da percepção por sentidos diferentes a
gente chama esse recurso de sinestesia
por exemplo um olhar frio né alguém ter
um olhar frio ou alguém falar com uma
voz doce e aveludada então olhar né É
ver com a visão e frio tem a ver com o
tato né
a voz tem a ver com a audição doce tem a
ver com o paladar e aveludado tem a ver
contato então quando a gente usa em
conjunto essas palavras que se
relacionam a sentidos diferentes
esse também é um recurso poético que é
utilizado
que se chama sinestesia
outro recurso utilizado o recurso da
elipse na elipse é um recurso de
construção que é em que um termo é
omitido porque ele pode ser recuperado
pelo contexto ele pode ser subentendido
no contexto da frase apresentada por
exemplo as mãos eram pequenas e os dedos
finos e delicados notem que na segunda
parte dessa frase não existe aí a
palavra não foi dita a palavra eram as
mãos eram pequenas e os dedos eram finos
e delicados não mas se disse as mãos
eram pequenas e os dedos finos e
delicados isso aqui é um exemplo é de
elipse elipse repetindo é quando a gente
omite um termo que pode ser recuperado
pelo contexto
perguntei-lhe quando voltava ele disse
que não sabia então ele disse que não
sabia o que quem sabe sabe alguma coisa
ele disse que não sabia quando voltava
então aqui também houve a elipse
dessa expressão
pleonasmo é o contrário né se na elipse
a gente tem a omissão de um termo no
pleonasmo a gente tem a redundância a
gente tem a repetição de termos com o
propósito de um termo com um propósito
de trazer
ênfase
por exemplo Viver a Vida sonhar um sonho
né sonhar Novos Sonhos
ou nessa outra frase a mim resta-me a
liberdade de nada a dizer
Então esse a mim e resta-me a gente tem
aí um pronome a gente tem o objeto é
indireto aí né e a gente tem um objeto
pleonástico esse pleonástico aí
repetindo a ideia
no policinto a repetição intencional e
repetição do conectivo Então conectivo
se repete de maneira proposital também
para
se criar uma um efeito uma
ênfase né então por exemplo quando eu
digo ele veio mas chorou mais protestou
mais reclamou
as outras crianças brincavam e pulavam e
dançavam e gritavam felizes então notem
a repetição desse desse conectivo que
geralmente um conectivo de coordenação
né então a gente tem esse mais mais mais
a gente tem esse e e e aí sendo
repetidos é para gerar essa essa esse
efeito expressivo de
que várias coisas estavam acontecendo né
de para gerar essa diferença
qualitativa estética
na inversão a ordem das palavras é que
muda né se altera
quando digo Ouro e Prata não tem
isso eu não quero então a inversão é
quando a gente troca ordem que seria
esperada Não tenho ouro e prata então
primeiro o sujeito depois o verbo depois
o objeto né ouro e prata e objeto de tem
é aquilo que eu não tenho
então quando a gente faz essa essa
inversão a gente chama a atenção para
isso a gente enfatiza é a palavra ouro e
prata
ouro e prata esse objeto aí
O anacoluto que é muito comum na fala
principalmente na fala real na fala
menos cuidada ela fala não lida fala
espontânea
o anacoluto é interrupção do fluxo da
frase e quando
acontece o anacoluto é uma primeira
sessão da frase fica sem função
sintática fica
desvinculada do restante da frase então
um exemplo Como nessa rua não é que ele
mora não
então notem que não é aqui que ele mora
não tem aí relações essas palavras têm
relações e esse nessa rua que foi o
início ficou deslocado não faz parte
dessa dessa segunda da segunda é parte
da frase né ele ela mora ela não mora
aqui então aqui é o lugar onde ela não
mora e nessa rua ficou isolado no início
aí tá o João soube o João soube que ele
está bem
eu soube que ele está bem eu soube que o
João está bem mas o sujeito nessa frase
ou ele ele está bem né Eu soube que ele
está bem o sujeito dessa segunda oração
aí que ele está bem ou ele não João
então João ficou isolado um termo né que
a frase começa e esse termo fica isolado
né depois na frase a gente chama isso de
anacoluto
isso é bastante comum como eu disse na
fala
espontânea né o inverno ele vem o
inverno ele vai chegar né então quando a
gente faz esse tipo de
frase né Fulano Ele disse que tal coisa
e fulano
vira uma anacoluto não inverno ele vai
chegar o inverno vira na coluto porque o
sujeito passa a ser ele então essa essa
maneira de de expressão que é bastante
comum na fala
espontânea É pode ser um recurso de lixo
presente no texto poético mas novamente
presente no texto poético que tem um
sentido expressivo né que tem uma
intenção expressiva e não comunicativa
Então a gente tem que prestar atenção a
isso né É na aula passada a gente falou
sobre os registros os vários registros
que a língua pode ter né que os tipos de
fala podem ter então é tudo precisa ser
adequado ao contexto tudo precisa ser
adequado a situação
um texto que tem essa
essa ideia de
comunicar pode ficar prejudicado pelo
uso de algumas dessas dessas ferramentas
dessas ferramentas poéticas porque elas
se aplicam ao contexto da expressão e
não o contexto da comunicação ela se
aplica a um contexto poético não ao
contexto referencial por exemplo
a concordância
acontece não com a forma mas com o
sentido
há alguns tipos de sileps eu vou colocar
aqui para a gente
notar alguns exemplos
a gente estava atrasado
né a gente estava atrasado e se a gente
aí quer dizer nós mas se há pelo menos
uma pessoa né do gênero gramatical né
que tem um gênero mais gramatical
masculino junto
a concordância pode ser feita no
masculino
singular então a gente
não tem esse cor aqui não tá gente no
início então quando a gente a gente
estava atrasado Está correto assim como
está correto a gente estava atrasada o
sentido é diferente em a gente estava
atrasada não há silepse
quando a gente diz a gente estava
atrasada não há silepse mas a a ideia
que a gente tem né A ideia que se dá
quando a gente estava atrasado é que é
um grupo de mulheres falando né um grupo
de pessoas do sexo feminino do gênero
feminino
agora se digo a gente estava atrasado é
um grupo de pessoas do gênero masculino
ou um grupo que tem pelo menos um
elemento do gênero masculino
aqui também quando a gente diz Sua
Majestade já foi informado nem a palavra
Majestade é uma palavra do gênero
feminino tanto é que o pronome aí está
no feminino Sua Majestade é porém a
quando eu estou falando de um rei né
eu vou usar a
no predicativo aqui eu vou usar enfim
perdão eu vou usar aqui o verbo
na forma na forma masculina vou usar o
particípio aqui na forma masculina Sua
Majestade já foi informado tá dizer Sua
Majestade já foi informada indicaria que
indicaria uma rainha né que se estaria
falando sobre uma rainha
ou uma imperatriz os brasileiros
pensamos assim tá então aqui também uma
silepse só que uma silepse de pessoa é
quando digo os brasileiros o comum né o
mais esperado seria que eu
utilizasse aqui a terceira pessoa do
plural nesse verbo os brasileiros pensam
assim mas aquilo que foi dito é os
brasileiros pensamos assim quer dizer
que eu me inclua a pessoa que fala
inclui-se nesse grupo de brasileiros né
Então essa silepse é possível se ele é
preciso de pessoa né
e também certas silepsies de
silepse de número também é podem ser
podem estar aí adequadas principalmente
no texto principalmente no texto
literário
por exemplo a flor tem vida curta logo
murcham secam
são exemplo de uma silepse de número
quando digo a flor eu estou falando
sobre
estou falando sobre as flores em geral
né Se for tem vida curta né não é só uma
flor específica toda a flor tem vida
curta né então é como isso aqui é essa
fala esse uso né da palavra flor é um
uso de uma palavra no singular
representando um plural
aqui também é houve uma silepse nos
verbos né para apresentarem isso nesse
caso né então uma outra outro exemplo de
figura de linguagem figura de construção
aqui eu tenho dois dois recursos né em
flor eu tenho como recurso aí uma
metonímia uma metonímia de singular
plural né a relação aqui é singular
plural estou usando a palavra flor no
singular mas eu quero dizer as flores em
geral
e ao mesmo tempo Emotion e secam que
estão no plural eu tenho uma silepse de
número porque eu estou fazendo a
concordância dessas palavras não com a
palavra flor
no singular nem que está formalmente no
singular estou fazendo a concordância
com a ideia que é de flores em geral as
flores em geral
outro recurso estilístico que a gente
tem é o recurso da onomatopeia A
onomatopeia é a imitação do som dos
seres dos objetos etc tá por exemplo o
leão rugia ao longe então a palavra
rugir né a palavra rugido é uma palavra
criada na nossa língua a partir da
imitação do som que faz o leão então o
leão rugia ao longe né Eu quero dizer
eu estou usando uma palavra que imita o
som feito pelo leão as folhas das
árvores
falhavam com o vento né então aquele
barulho né que as folhas fazem ao vento
né é indicado pelo verbo falhar
então
ao dizer isso nem esse verbo far falhar
imita esse som das Folhas se movendo né
E aí
se tocando umas as outras nesse
movimento causado pelo vento
miau miau miava insistentemente a
gatinha com fome né então aqui também a
palavra miau a própria palavra miar é um
uma onomatopeia são palavras que tem
origem onomatopeia quer dizer tem origem
na imitação do som feito por seres por
objetos no caso de
o Sino badalava na torre né o Badalo do
Sino badalar do Sino essa palavra
badalar tem a ver com a imitação do
barulho que faziam aqueles sinos grandes
né que ficavam no alto de Torres de
igrejas
então daí vem a palavra badalar é uma
palavra que foi criada por meio de
onomatopeia
outro recurso é um recurso da repetição
a repetição de palavras
reiteração né repetição de palavras ou
frases para trazerem a fazer aí a
própria palavra é repetida não o sentido
mais tá então por exemplo e o dia foi
ficando escuro
tudo tudo parado ninguém anda com esse
trânsito então aqui a repetição da
palavra em si esse esse também é um
recurso estilístico utilizado é
utilizado na linguagem poética
a gente ainda tem
a antítese antítese é a agora a gente
vai começar a falar sobre
as figuras de pensamento
antítese é a figura que se caracteriza
pela aproximação de palavras que tem
sentido oposto Então essas palavras têm
sentido oposto mas o referente dessas
palavras utilizadas são referentes
diferentes não são o mesmo referente tá
tô dizendo isso que mais à frente a
gente vai ver uma outra figura de
linguagem que também lida com opostos
com características Opostas de um mesmo
referente não é o caso da antítese
antítese é a aproximação do uso próximo
né de palavras em que tem sentido oposto
mas que se referem a coisas diferentes
Por exemplo quando eu digo assim quando
cheguei vi você saindo
então cheguei eu cheguei
e você estava saindo
nesse caso a gente tem uma síntese
quando a bola saia entravam os
comentários dos torcedores então a bola
sair saía aqui também sair e entrar né
sair aqui
quem saiu que sair era a bola e que quem
entravam aqui o que entravam aí nos
comentários
então aqui a gente tem uma dítese porque
são é as palavras que são tem o sentido
opostos se referem a coisas ou a pessoas
diferentes e aí a gente também tem
apóstrofe apóstrofe é uma interrupção
feita para se dirigir a algo a alguém é
o uso o recurso nome do recurso
estilístico
da função sintática do vocativo né então
vocativo é uma interrupção no fluxo da
da frase a gente vê lá na análise
sintática que o vocativo ele precisa ser
separado do restante da frase né Se ele
vier no meio da frase ele vai vir entre
vírgulas Se ele vier no início ou no
final ele ainda assim vai ser isolado
por pelo menos uma vírgula
E por que esse isolamento porque é uma
interrupção do fluxo da frase para se
dirigir a alguém ou a algo por exemplo
no Salmo 55 no primeiro Versículo a
gente tem assim escuta a minha oração ó
Deus não ignores a minha Súplica esse ó
Deus é um vocativo é um salmista fala
diretamente
com Deus ele interrompe a frase né a
frase Escuta minha oração Não ignores a
minha Súplica para fazer essa essa
para se dirigir né a Deus
para falar diretamente dessa desse
direcionamento daquilo que ele está
dizendo
o eufemismo é a suavização de uma
expressão desagradável
Por exemplo quando a gente diz o doente
foi operado mas não resistiu
quando Jesus não resistiu a ideia de que
o doente morreu né o paciente morreu
então é expirar não resistir falecer né
dar o último suspiro são exemplos de
eufemismo são exemplos de suavização de
um de uma expressão que é tabu ou de uma
expressão que é
desconfortável
existem
existiam vários tipos
outros de de eufemismos
utilizados em português antigamente por
exemplo também havia usava-se muito né
usavam seu feminismos para para bebida
né
Januária é água que passarinho não bebe
porque era considerado um pouco mais as
pessoas tinham um pouco mais
constrangimento de mencionar
a bebida alcoólica não era algo assim
tão
que não era não era uma palavra que as
pessoas falavam de maneira confortável
era era um pouco Tabu então por isso o
uso dessas palavras para suavizar
de pessoas para suavizar essa
nesses contextos também partes íntimas
né referência a partes íntimas
referência
as necessidades fisiológicas
várias delas possuem eufemismo que são
representação
suavizada a sua representação suavizada
por conta do fato de elas serem
desagradáveis de serem ditas
de serem ditas de maneira clara a gente
não pode confundir o eufemismo com o
disfemismo né então o disfemismo é é ao
contrário né seria piorar uma uma
expressão
sem se importar com com
o Tabu então aí o disfemismo já entra já
começa a entrar né pelo pelos insultos
né Muitos insultos são formados através
de disfenismo de usar uma palavra que
choca te usar uma palavra que é
desconfortável A ideia é contrária a
ideia do eufemismo e como a gente hoje
aqui tá falando sobre a linguagem da
Beleza a gente não está falando sobre
esses essas outras questões que são
incluídas em muitas gramáticas como
vícios né vícios de linguagem entre eles
estão lá está lá o disfenismo
a gente ainda tem a graduação perdão
agradação agradação é a sequência de
ideias que são dispostas de maneira
ascendente ou descendente quer dizer
Subindo ou descendo é aumentando o grau
ou diminuindo o grau por exemplo o tal
sujeito foi um tímido um frouxo um
covarde então vejam que a palavra tímido
é um pouco mais Branda do que a palavra
frouxo a palavra
covarde é mais forte do que a palavra
frouxo então aqui a gente tem uma
gradação ascendente
e na segunda frase a gente tem o
contrário uma graduação descendente
apenas uma palavra um gesto um olhar
quer dizer uma palavra mais do que um
gesto um gesto é mais do que um olhar né
no sentido prático né da coisa a gente
tem uma gradação
descendente nesse caso
outra figura de linguagem aí figura de
pensamento
é chamada é chamada hipérbole tá até em
letras maiores aí é a afirmação
exagerada né muita gente
até fora do contexto não necessariamente
no contexto poético é gosta de usar uma
hipérbole negócio de
exagerar nas palavras Na expressão na
sua expressão a gente precisa ter
um pouco de de cuidado prestar atenção
em textos referenciais não cabe o uso da
hipérbole né Então é pelo menos na
maioria das vezes não cabe o uso da da
hipérbole mas aí hipérbole que é esse
exagero tem a função enfim tem essa
intenção de trazer a também de ressaltar
uma característica de trazer ênfase a
uma característica e de dar
destaque a estética parte estética a
parte de apresentação do texto
por exemplo chorar rios de Lágrimas
estar morto de sede né então são
exemplos aí de hipérbole de uso é dessa
dessa ferramenta de linguagem outra
ferramenta que a gente usa né outro
recurso estilístico que pode ser usado o
recurso da
ironia então a ironia é uma afirmação
contrária Ao que se pensa né Ela é
geralmente tem um objetivo de sarcasmo
né de expressar o sarcasmo então quando
eu digo assim muito bonito hein destruiu
todo o Jardim então quer dizer bom se
destruiu-se alguma coisa se alguém ou
alguma coisa destruiu todo o Jardim
obviamente não foi bonito né então a
ironia também é
um recurso
o paradoxo é a afirmação proposital de
10 contraditórias
do mesmo do mesmo referente do mesmo
referencial então Diferentemente aí da
antítese né na antítese a gente tem
elementos diferentes que tem a
características ou que tem ações
contraditórias ações
Opostas agora no paradoxo o mesmo
elemento tem
ideias aí contraditórias associadas a
ele
então quando eu digo assim os braços que
aconchegavam hoje repelem né É aqui a
gente tem essa ideia
esses braços aconchegavam esses braços
repelem então mesma o mesmo referente
está associado a ambas as ideias que são
Opostas que se opõe
vida e morte saem da mesma boca então
que a gente tem elementos que se opõe
vida e morte
relacionados ao mesmo ao mesmo elemento
né boca a mesma boca da mesma boca sai
vida e morte
a gente tem também
a personificação a personificação é a
atribuição de características humanas a
seres não humanos
isso é bastante comum nas fábulas isso é
bastante comum em textos
infantis por exemplo né mas não só
nesse nesse caso
em que se atribuem em que se atribui em
características humanas a seres não
humanos nós temos como exemplo
as árvores dançam com o vento para a
gente poderia até acrescentar aqui mais
coisas né
dizer aqui por exemplo é os pássaros
cantam belas canções
e as árvores dançam com o vento são
exemplos de atribuição de
características humanas a seres não
humanos as árvores não dançam elas se
movem por causa do vento né os pássaros
cantam belas canções não os passos não
cantam canções eles
sim tem fazemções
belos são as bonitos pessoas que nós
identificamos como belos mas que tem
outras outros usos no contexto lá se um
ornitólogo né uma pessoa que pesquisa os
pássaros que estudam os pássaros for
falar sobre o canto dos pássaros eles
vão dizer para que servem esses cantos
são como forma de comunicação você tem
se eles estão chamando outros
indivíduos da mesma espécie Então na
verdade o
Santo dos pássaros não é o canto no
sentido de que o pássaro está lá
cantando uma canção né Isso é
quando a gente faz esse tipo de
afirmação a gente está personificando
a um ser que não é que não é a
humano né está atribuindo uma
característica humana é um ser não
humano isso também é chamado de
prosopopéia né esse nome aí que que
alguns Alguns aí mais antigos devem se
lembrar né então a personificação é a
prosopopéia outro exemplo aí bastante
conhecido é quando a gente tem no Salmo
19 Versículo 1 os céus declaram a glória
de Deus bom os céus são o céu né não é
uma pessoa o céu não é um ser humano e
quem declara é o ser humano o ser humano
que declara o ser humano que fala o ser
humano é que usa
a linguagem então quando Jesus céus
declaram glórias Deus isso é também é
uma personificação
uma espécie de
personificação porém é que não
que não se
não é comparável a esses exemplos que a
gente deu aqui é a chamada
antropomorização ou então
antropomorfismo que é atribuição de uma
forma humana a seres Celestiais então
quando se fala sobre
Deus
se assentou né Deus
a mão de Deus né então é mão é a parte
do corpo humano é o pé é a parte do
corpo humano assentar-se é uma é uma
humana é só que aí nesse caso a gente
chama esse tipo de uso que é bastante
comum no texto bíblico de
antropomorfismo né que a atribuição da
forma humana a Deus né existem vários
outros vários outros elementos que vão
na mesma na mesma ideia né mas é a isso
também tem a ver com uma linguagem
também um recurso poético recurso de
linguagem que é utilizado nesse caso do
texto bíblico não só para
fins
para fins estéticos mas também porque
se trata de uma espécie de tradução de
algo que não é exprimível
com a língua o linguajar humana Então
são aproximações
humanas aproximações da linguagem das
Ferramentas dos recursos humanos
é de algo que é sobre humano que é algo
que vai além daquilo que é a experiência
possível da expressão possível é humana
bom mas um recurso que a gente tem aqui
é o recurso da reticência
é a interrupção de uma frase de um de
uma fala
deixando-se o pensamento em aberto então
vocês conhecem os três pontinhos né as
reticências e geralmente a o recurso da
reticência faz uso das reticências né
dos três pontinhos da pontuação
que marcam Exatamente isso essa
suspensão do pensamento né a pessoa para
e não simplesmente não termina aquilo
que é dizendo
aquele presente foi um
enfim é uma pessoa não
não termina o que é dizer nesse enfim né
poderia nem estar aí algumas pessoas nem
nem colocam uma palavra ou uma expressão
ao final
tá então a reticência
é também uma uma figura de linguagem uma
figura de pensamento quando não se
conclui o pensamento
por fim a gente tem aqui a
retificação a retificação é quando se
faz uma Emenda a uma afirmação anterior
quando se conserta uma afirmação
anterior
quando a gente diz assim se alguém diz
assim é uma jóia ou melhor uma
Preciosidade Este quadro nesse ou melhor
introduz o fato de que esse uma
Preciosidade é uma retificação do que se
disse antes
dos que voltaram 3 digo 2 eram meus
conhecidos
então aqui também esse digo está
demonstrando o fato de que a frase foi
retificada né foi
modificada emendada consertar Então esse
esse o melhor quer dizer quero dizer
digo também é são recursos recursos
estilísticos utilizados aí no contexto
da linguagem poética tá então
Relembrando
esses essas figuras de pensamento de
construção e de palavras que formam as
conhecidas as chamadas figuras de
linguagem tem o propósito aí de
estabelecer um destaque maior de dar um
destaque maior para a estética a questão
estética a afirmação chamar atenção para
o modo como se fala chamar atenção para
a mensagem que está sendo apresentada na
maneira como ela está sendo apresentada
e é justamente isso que traz para a
gente essa
essa noção essa percepção de beleza
Além disso é claro a linguagem poética
tem várias outras apresentações né tanto
na prosa como no verso a prosa sendo
aquele o texto corrido conhecido texto
corrido e o verso é sendo aí tendo
sílabas contadas né tendo um número
específico de sílabas e
muitas vezes rima né
então todas essas questões e todas essas
potencialidades esses elementos
utilizados juntos dão aí aos nossos
ouvidos
essa esse do Sul né para usar aí uma
sinestesia é esses Às vezes a repetição
de Sonhos
Não só
das rimas Mas enfim no interior das
palavras
que quando é feito por meio de
consoantes se chama se aliteração por
meio de vogais e assonância enfim e
vários outros recursos que são usados
tanto na na
poesia tanto na poética a que nós
estamos acostumados
em língua portuguesa como também em
outras línguas existem inclusive algumas
questões que são utilizadas alguns tipos
específicos de
recursos que são muito utilizados é na
poesia Hebraica então quando se leem os
salmos e se vem aquele Salmos como o
Salmo 119 por exemplo que é começado por
letras né Tem diversas partes
que na tradução Nas traduções em
português
aparecem os nomes das letras hebraicas é
isso é porque aquele aquela sessão
começou com aquela letra
Então os acrósticos as
repetições né E mesmo tanto a repetição
da palavra em si como as redundâncias de
repetições de ideias são
os pleonasmo né são bastante são partes
bastante é comum na poesia Hebraica Além
disso outra questão bastante comum na
poesia Hebraica é o polissíndeto né é a
repetição do
conectivo isso também se verifica muito
e até nas versões mais antigas as
traduções mais antigas a gente encontra
bastante resquício desses recursos
literários
hebraicos sendo transportados para a
língua portuguesa
além disso a estrutura que ética né em
que o início e o final de uma sessão às
vezes de um poema
são semelhantes se não iguais
formalmente mas se não iguais
formalmente são pelo menos semelhantes
em termos de ideias e a o meio concentra
também uma mensagem diferente né então é
como se fosse uma abertura de um
uma abertura de uma ideia a ideia
principal uma frase principal no meio
depois um fechamento que vai na mesma
sequência então isso gera um efeito
bastante interessante que deve ser
notado e que também contribui para essa
essa percepção do Belo essa percepção
daquilo que vai ser sentido né a
linguagem para se sentir a linguagem
para se aproveitar se ouvir com e se ler
com o coração né então sobre a poesia no
texto bíblico
a poesia no texto bíblico não tem
características não tem todas as
características que tem a poesia em
língua portuguesa porque a gente precisa
lembrar que a poesia no texto bíblico é
de base principalmente né Principalmente
Hebraica e a poesia Hebraica como eu
acabei de falar tem características tem
elementos aí diferentes usa com mais é
com mais
com mais mais vezes mais frequentemente
alguns recursos
de
diversificação diferentes daqueles que a
gente está acostumado por exemplo a
gente está bastante acostumado a rima né
no texto hebraico existe uma incidência
muito grande das repetições
dos pleonasmo das das até mesmo de
aliterações de repetição de sons coisas
algumas dessas coisas não são de
traduzíveis diretamente para a língua
portuguesa se é mais uma é
isso é mais uma
razão mais um motivo para você estudar
as línguas originais da inclusive nós
temos playlists no nosso canal de
língua grega de língua hebraica que você
pode aproveitar né e começar aí esse
assim inteirar sobre essas línguas e
também sobre características específicas
delas no texto bíblico
Não é só na no texto bíblico Não é só
nas poesias e na literatura mas também
nas letras de músicas a gente também
encontra muitas vezes recursos
estilísticos né desses e por isso as
letras de música Quando
aplicam de maneira
de maneira realmente bela e cuidada
elas trazem para a gente aí uma uma
alegria e uma percepção da Beleza também
né então no caso das das músicas em
português
as rimas
as metáforas né as metonímias Então tudo
isso a gente também percebe nas letras
de música e as letras de músicas também
precisam quer dizer
elas precisam atentar para adequações
Então existe o espaço obviamente para a
o uso dessas desses elementos que nós
mencionamos mas também deve haver aí
espaço para uma uma
uma escrita uma organização adequada da
língua né uma uma uma adequação que leve
a um texto Claro um texto que não
permita ambiguidades que um texto que
não tenha é
os cacófatos né que são as palavras é
que colocadas juntas Às vezes o final de
uma palavra Invista outra
dão uma
então uma uma um entendimento diferente
surge ali no meio uma palavra diferente
né então isso tudo deve ser levado em
consideração também na nas letras de
músicas letras de música
devem ser
cuidadas também devem ser trabalhadas de
maneira aqui né tanto em termos de
diversificação né que infelizmente nós
não temos não temos o tempo
necessário para para
abordar nesse curso também foge um pouco
ao escopo desse curso né o ritmo a
métrica a expansão né o número de
sílabas as rimas onde começam determina
Como ler as acentuações né que a
prosódia do do da leitura dos versos é
Enfim tudo isso deve ser deve ser levado
com com cuidado que merece porque afinal
de contas as letras de música também tem
essa esse caráter de expressão também
seguem a essa a esse tipo de uso da
linguagem que tem
uma uma relação com aquilo que é o belo
né aquilo que é
aquilo que é a percepção
da beleza
muito bem pessoal então
é esse é esse foi o nosso tema de hoje
Opa Lembrando aqui os comentários um
abraço Marília um abraço do Rio de
Janeiro
muito bem então por hoje é esse o nosso
o nosso tema o tema da nossa penúltima
aula né e na próxima aula que a nossa
aula final aí no dia primeiro de
dezembro nós vamos falar do logos a
palavra texto bíblico e comunicação esse
é o nosso tema da aula da semana que vem
e que é a nossa a nossa aula final uma
revisão daquilo que a gente
é uma revisão comentada né do que a
gente abordou durante esse nosso curso
um grande abraço para todos vocês até a
semana que vem
tchau tchau

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