Linguagem, Fé e Comunicação: A linguagem da beleza | Leandro Abrantes | IBNU | 11
24/11/2022
Linguagem, Fé e Comunicação: A linguagem da beleza | Leandro Abrantes | IBNU | 11
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[Música] Olá sejam todos muito bem vindos ao nosso curso linguagem e fé e comunicação hoje nós vamos a nossa aula de número 11 falar sobre a linguagem da beleza Quais são as características da que são usadas na linguagem que por serem usadas na linguagem trazem para gente esse sentimento de alegria de poesia né hoje nós vamos falar sobre a linguagem poética a língua que nós usamos enfim seja qual for a língua a ser usada a língua é usada com propósitos Diferentes né E hoje a gente vai ver quais são os elementos como é que a gente define essas esses usos da linguagem do linguajar da fala e como é que a linguagem poética quais são os recursos que a linguagem poética traz consigo que tanto nos agrada né que tanto nos alegra bom a linguagem é definida e a gente poderia ir inicialmente falar na linguagem do ponto de vista da do plano de comunicação né então muita gente já deve se lembrar de ir na escola ter visto aquele quadro de emissor receptor código mensagem né que coloca de uma maneira mais ou menos matemática de uma maneira diagramada o processo da comunicação dito o processo matemático da comunicação em que um emissor ou remetente envia uma mensagem a um receptor e isso essa mensagem se esse emissor e esse receptor estão se comunicando por meio de um canal né essa mensagem flui por meio de um canal e essa mensagem está escrita em um código então todos esses elementos que envolvem a comunicação podem ser mais ou menos privilegiados mais ou menos focalizados por esses usos da linguagem e a linguagem poética é um desses usos é um uso que como a gente vai ver privilegia a própria mensagem Então a gente tem retomando aí um pouquinho Essas funções da linguagem como isso é costuma ser estudado a gente tem a linguagem referencial né a função referencial da linguagem que é aquela que presta atenção ao referente preste atenção a aquilo a que se faz menção ao se falar então a linguagem referencial é aquela utilizada no texto jornalístico usada num texto em textos que tem como objetivo falar de algo descrever algo e enfim dar uma informação a alguém então o foco principal na linguagem referencial é esse referente o contexto no qual estão inseridos todos esses elementos que a gente falou inicialmente a linguagem referencial costuma ser objetiva e ser feita em terceira pessoa ao lado dela a gente tem a linguagem emotiva né O Chamado a chamada função e motiva da linguagem a função emotiva é aquela que focaliza o emissor um exemplo de uma linguagem emotiva é um texto que alguém escreve para outra pessoa falando de si né então uma carta pessoal uma comunicação pessoal um e-mail uma mensagem escrita para uma pessoa que né de uma pessoa escreve para uma pessoa B falando de si parece a pessoa B é uma linguagem utiliza uma linguagem chamada linguagem emotiva que a linguagem focalizada em quem escreve [Música] a linguagem fática é que é linguagem que focaliza que enfoca o canal é ela abre ou fecha esse canal e até mesmo a verifica se esse canal está em bom funcionamento então Oi um alô um até já um né um entendeu Então essas expressões são chamadas de linguagem fática porque Elas abrem esse canal de comunicação fecham esse canal de comunicação e também é verificam Se esse canal está em bom funcionamento a gente tem a linguagem poética né que a tem um enfoque na mensagem em si quer dizer tem enfoque nos sentidos mas de uma maneira mais como a gente vai ver daqui a pouquinho de uma maneira mais estética apontando para características da relacionadas à beleza a relacionadas a como essa mensagem se apresenta para o leitor do ponto de vista do emissor né o enfoque é na estética da sua mensagem do ponto de vista do receptor é o enfoque é a o aproveitar ou sentir o fluir como a gente diz com R né fluir como a gente diz em literatura em estudos literários é esse aproveitar de uma obra literária ler e sentir a obra literária lida a gente ainda tem a função conativa ou a linguagem conativa que é aquela que busca convencer alguém ou que busca a que tem como enfoque o receptor né é aquela linguagem que aquele aquela função do convencimento do receptor a fazer alguma coisa e por fim a gente tem aquilo que a gente chama de metalinguagem a meta linguagem é uma função metalinguística da linguagem tem a ver com o código então um livro de língua portuguesa por exemplo é tem essa função metalinguística porque é ele está escrito utilizando a língua portuguesa é linguagem que explica a própria linguagem então é por isso é chamado de metalinguagem né então é o código explicando a si mesmo então a língua explicando a própria língua Então essa é a característica dessa função bom então colocando essas esse plano de fundo aí das chamadas funções da linguagem é ou das espécies de linguagem a gente vai hoje focalizar na chamada linguagem poética linguagem poética é aquela que pertence ao tipo lírico como a gente viu o anteriormente nos gêneros textuais pertence ao tipo lírico é valoriza a linguagem no seu aspecto de apresentação quer dizer na sua estética e utiliza-se nessa linguagem a conotação Antes de a gente falar um pouco mais sobre conotação convém a gente lembrar que nos estudos de linguagem geralmente tradicionalmente define-se para a linguagem humana duas funções básicas dos propósitos principais que são a de comunicar e de exprimir Qual é a diferença entre comunicação e expressão comunicar pressupõe a interlocução né então se eu me comunico eu torno comum a ideia eu tomo eu torno comum o meu pensamento então a comunicação se dá num espaço de interlocução de conversa e essa interlocução é quase sempre direta ou pressupõe-se direta troca né Essa troca de ideias e de mensagens já a expressão mesmo que ela não impeça uma interlocução né quer dizer uma uma participação também da pessoa que que houve da pessoa que recebe é ela não focaliza essa essa interlocução mas ela se baseia na experiência na declaração de algo no sentir no contemplar de algo então é comunicar quer dizer trocar quer dizer a fazer comum né tornar comum um pensamento uma ideia exprimir quer dizer declarar apenas declarar algo colocar para fora né Isso que é exprimir e de outro lado né do lado do receptor de uma linguagem poética de uma linguagem expressiva a gente tem o sentimento dessa dessa mensagem a contemplação que é gerada pela recepção mensagem e não é que vai haver aí uma uma comunicação de ideias necessariamente embora não seja essa comunicação não seja impedida Não é esse o foco numa numa linguagem expressiva numa linguagem que se baseia e que focaliza a expressão com isso a gente tem dois termos bastante utilizados nesses estudos que são a denotação e a conotação a denotação é o uso das palavras das expressões no seu sentido próprio então quando eu digo por exemplo o tigre é uma fera a palavra fera tem o seu sentido próprio fera quer dizer um animal selvagem um animal feroz então quando eu digo a o tigre o tigre é uma fera eu estou fazendo uma denotação estou denotando a palavra fera É denotativa nesse contexto mas quando eu digo uma frase como a mãe do Pedro é uma fera a palavra fera Nesse contexto não tem o seu sentido próprio ela tem um sentido figurado né a mãe do Pedro Com certeza não é uma leoa não é um tigre fêmea não é um animal selvagem né mas ela tem um ela é essa palavra fera está sendo usada aqui de maneira metafórica eu estou usando aqui um sentido figurado e o sentido figurado Então o que seria o sentido figurado seria um entre aspas um desvio dos significado de uma palavra para gerar um efeito expressivo é a linguagem poética como ela está ligada a função expressiva da linguagem Ela é Rica em conotação tá ela é rica em notarão Ela é Rica em figuras de linguagem portanto porque elas enriquecem o texto expressivo as figuras de linguagens chamam a atenção para o seu aspecto para sua estética para sua apresentação E aí a parte da da gramática parte dos estudos de linguagem que a Versa sobre isso né que trabalha com isso com esses elementos chama-se estilística a estilística é o estudo das figuras de linguagem que também são chamados de recursos de estilo isso a gente vai ver hoje a gente vai falar sobre os diferentes recursos de estilo que existem na linguagem expressiva poética essas figuras de linguagem que são estudadas neste lixo podem ser de três espécies figuras de palavras quando uma palavra é substituída por outra ou quando a esse essa modificação nesse fenômeno acontece por conta de uma palavra em si figuras de construção quando a ordem das palavras é alterada ou quando a relação entre as palavras é alterada né são figuras que tem aspectos sintáticos Associados e figuras de pensamento que quando aquilo que se altera é são a não tem tanto a ver com a palavra não tem apenas a ver com a palavra mas é um fenômeno que acontece a partir dos Sentidos e da de como esse sentidos se relacionam no contexto utilizado Então a primeira o primeiro recurso estilístico que eu quero comentar é um dos mais conhecidos e mais usados que é a metáfora a metáfora é uma comparação mental metáfora é o uso de uma palavra em vez de outra é para afirmar o para comparar essas palavras por uma característica que elas tenham em comum essas palavras não são relacionadas tá elas não tem nenhuma relação entre células apenas tem um item de significado Elas têm apenas um aspecto de significado em comum e através desse aspecto em comum é uma palavra é usada por outra numa espécie de comparação mental alguns exemplos esse que a gente viu primeiro né a mãe do Pedro é uma fera É como se eu estivesse comparando mentalmente a mãe do Pedro a uma fera a mãe do Pedro é brava como uma fera né Essa seria uma comparação direta né agora se digo a mãe do Pedro é uma fera né sem esse como aí a mãe do Pedro é uma fera então essa frase contém uma metáfora porque é uma comparação mental que se baseia no fato de que uma fera é um animal bravo um animal feroz e né É nesse caso aqui a frase o que a frase parece significar é que a mãe do Pedro tem uma atitude aí brava por trás das Colinas e um se escondendo os últimos Ouros daquele dia então aqui a palavra Ouros está no lugar dos raios de sol né que nesse caso estão sendo comparados né ao a cor do ouro então você ao ler isso imagina um raios Dourados de sol Então os últimos Ouros naquele dia quer dizer é que o sol se pondo né o sol se pondo atrás por trás do da das Colinas aqui aí a cor que lembra a cor do ouro a cor dourada toda profissão tem seus Espinhos aqui a palavra espinho também não é literal né a palavra espinho aqui é figurada e é uma metáfora porque o espinho é algo que causa dor né sofrimento é algo que machuca que causa incômodo e nesse caso na frase toda profissão tem seus Espinhos o sentido que a gente recupera é que toda a profissão tem as suas questões incômodas né então novamente a metáfora é uma comparação mental uma comparação indireta já a comparação própria né também chamada de símile é essa confrontação de ideias mas de 10 que tem palavras que tem uma característica em comum mas ela possui o conectivo presente por exemplo se eu digo a mãe do Pedro é brava como uma fera nesse sentido eu não tenho uma metáfora tem uma comparação uma símile notem que eu tenho aí o Síndico como podia ser como tal como igual a semelhante a E por aí vai outro exemplo aquele jovens andavam sem direção Como folhas levadas pelo vento então aqui novamente eu tenho também o Síndico explicitando essa essa comparação né é de maneira que não não se trata de uma de uma metáfora agora se eu quisesse transformar isso aqui numa metáfora seria o caso de eu reescrever isso aqui sem o cinto por exemplo né aqueles jovens eram folhas levadas pelo vento Então você viu aqueles jovens eram levadas pelo vento Isso é uma metáfora né uma comparação a comparação se torna mental porque parte dessa comparação né a outra parte dessa comparação está na minha na minha mente na mente do emissor né ele não não declara com todas as letras outra outro recurso que a gente conhece e que menciona é a metonímia a metonímia Como o próprio nome já diz é o uso de uma palavra por outra aí ela é relacionada então no caso da metonímia e as palavras são as palavras têm algum tipo de relação a gente vai ver que algumas dessas relações E aí então essa troca das de uma palavra por outra não se dá pelos sentidos ser parecido mas pelo fato de que essas palavras são relacionadas por exemplo a causa com o efeito né ganhar a vida na verdade não é que se ganha a vida ganha se o que é aquilo que é suficiente para se manter né para manutenção da vida aquilo que é necessário para a manutenção da vida então esse aquilo que é necessário seria causa né E a vida seria então o efeito semear a discórdia bom a gente tem duas duas questões né o semear é uma metáfora né porque a discórdia não é uma semente e o semear a discórdia integralmente a discórdia não é também é não está também no seu sentido literal que se semeia nesse caso aqui o que se difunde né semear aqui quer dizer difundir né trazer apresentar é palavras ou ações que geram a discórdia né que que possibilitam a discórdia então aqui a gente tem a troca de uma palavra por outra que estão relacionadas dessa maneira uma sendo a causa e a outra sendo efeito essa relação metonímica também pode ser autor obra traduzir Machado de Assis ler Homero nem ninguém traduz a pessoa de Machado de Assis mas traduz a obra de Machado de Assis né então é aqui substituição do autor pela obra continente pelo conteúdo né tomar uma xícara tomar uma xícara de café tomar duas xícaras Então na verdade a pessoa não tomou a xícara ela tomou o café que estava dentro da xícara Então passa o sal por favor né nesse caso também nesse caso eu eu falo do conteúdo não sal é o conteúdo né e o continente o saleiro eu quero que a pessoa me entregue o saleiro passa para mim o saleiro Quando eu digo passe o sal por favor o todo é parte uma outra relação de palavras né Entre palavras que podem ser substituídas na metonímia Por exemplo quando eu digo assim assim diz a escritura né a escritura é o todo mas eu me refiro né Geralmente eu me refiro a um trecho a um versículo então quando eu digo diz a escritura Isso é uma metonímia ou todo pela parte Estou usando o todo para indicar a parte não ter um teto para se abrigar na verdade o que a pessoa quer dizer com essa frase que a pessoa não tem uma casa em que se abrigar quando alguém diz que tem que alimentar quatro bocas por exemplo né bloqueia a parte na verdade precisa alimentar quatro pessoas pedir a mão da moça em casamento né obviamente vai a pessoa intenciona casar com uma moça inteira a matéria pelo objeto também né é isso custa 20 pratas né ideia do dinheiro né que pode ser feito de antigamente era havia Moeda de Prata não ter um níquel né níquel é um material que se faziam moedas de pouco valor em moedas de baixo valor no caso do dólar americano é o apelido até hoje da moeda de 5 cents de cinco centavos americanos sentava de dólar o lugar pelos habitantes ou seus produtos né a mais cedo hoje o Brasil enfrentou a Sérvia na verdade não foi o Brasil o país que enfrentou o país Sérvia né na verdade foi foi uma equipe né Foi um time de jogadores brasileiros que jogaram que enfrentaram um time de jogadores sérvios então quando a gente o Brasil jogou com a Sérvia na verdade isso também é uma metonímia o lugar pelos seus habitantes comprar uma roupa de Jersey né Jersey é o nome de uma cidade na grã-bretanha Jazzy e também é o nome de um tecido que é tradicionalmente produzido nessa região então uma roupa de Jersey na verdade é também uma metonímia no sentido de que Jersey aqui é a uma palavra que indica o local é onde é feito o produto outra relação metonímica relação de abstrato concreto né quando digo a virtude vence o crime na verdade não é virtude que vence o crime porque são são coisas abstratas as pessoas que têm virtude as pessoas Virtuosas vencem as pessoas criminosas então quando a pessoa diz a virtude Vencerá o crime né O que se quer dizer é que você tá fazendo é uma metonímia também substituindo o abstrato pelo concreto praticar a caridade na verdade ninguém pratica a caridade as pessoas praticam atos de caridade né atos caridosos então também é uma metonímia que a gente usa até bastante comumente outra relação metonímica é sinal coisa significada tome sua cruz e siga-me né a cruz é um sinal de algo né então não é literalmente pegar uma cruz e seguir mas é a cruz tem um sinal da mesma maneira a coroa britânica quando a gente fala coroa britânica emitiu uma nota não é coroa é aquilo que se relaciona a ao rei né hoje o rei britânico singular pelo plural né que é o particular pelo geral o homem é mortal quando alguém diz O homem é mortal quer dizer os homens os seres humanos são mortais criança gosta de brincar né então a pessoa dizendo isso quer dizer as Crianças gostam de brincar então particular pelo geral é o nome desse tipo de metonímia indivíduo pela espécie ou pela classe [Música] houve um probleminha aqui pessoal vamos voltar aqui assim Estamos vendo tá o indivíduo pela classe então quando nós temos aqui ouve senhor a minha oração suplicou o salmista aqui a palavra salmista é a classe né o tipo de pessoas persas de pessoa é que nós estamos nos referindo É em vez de Davi né em vez da pessoa específica né que segundo aí a tradição escreveu esse Salmo aquele rapaz eu Judas do grupo né Judas foi uma pessoa foi uma pessoa foi um indivíduo mas nessa frase aqui a palavra ajuda está sendo usada de maneira genérica né de maneira é a particular quer dizer não particularizado de maneira generalizada maneira genérica e no meme conhecido aí né parece que temos um Sherlock Holmes aqui um Sherlock Holmes Sherlock Holmes é um personagem é conhecido detetive investigador é muito esperto né Então nesse sentido a paz pressão parece que temos um Sherlock Holmes aqui às vezes até usado com ironia né que a gente vai ver também daqui a pouco também é um recurso é também um recurso poético mas nesse sentido aqui uma pessoas esperta numa pessoa que investiga as coisas que descobre as coisas ocultas qualidade pelo ser ou espécie então quando eu digo os vivos e os mortos o rico e o pobre na verdade é vivo é a característica dos das pessoas né característica de pessoas de pessoas de seres enfim né então os vivos e os mortos né as pessoas vivas as pessoas mortas O Rico e o Pobre a pessoa rica e a pessoa Pobre tem que eu tô usando só a qualidade para representar as pessoas que possuem essa qualidade o ser ou a espécie né que tem essa qualidade bom é terminada aí a metonímias espécies de metonímia próximo recurso que eu quero abordar é a perífrase é perífrase é a substituição de um nome de um ser ou lugar por uma característica que celebrizou esse mesmo ser né No mesmo lugar tornou Popular esse ser e esse lugar por exemplo quando eu me refiro a cidade maravilhosa né em vez de dizer Rio de Janeiro quando eu digo a terra da garoa em vez de dizer São Paulo Digo o rei dos animais em vez de dizer Leão o leão né então a substituição de uma uma palavra de um nome pela por um apelido né uma espécie de alcunha que celebrizou esse lugar ou essa pessoa a gente chama esse recurso de próximo recurso que eu quero mencionar é o recurso da sinestesia a sinestesia é quando a gente transfere percepção de sentidos diferentes né quando a gente fala de escutar algo doce quando a gente fala de ver Algo amargo enfim quando a gente usa essa essa transferência de sentido já essa transferência da percepção Seu trânsito da percepção por sentidos diferentes a gente chama esse recurso de sinestesia por exemplo um olhar frio né alguém ter um olhar frio ou alguém falar com uma voz doce e aveludada então olhar né É ver com a visão e frio tem a ver com o tato né a voz tem a ver com a audição doce tem a ver com o paladar e aveludado tem a ver contato então quando a gente usa em conjunto essas palavras que se relacionam a sentidos diferentes esse também é um recurso poético que é utilizado que se chama sinestesia outro recurso utilizado o recurso da elipse na elipse é um recurso de construção que é em que um termo é omitido porque ele pode ser recuperado pelo contexto ele pode ser subentendido no contexto da frase apresentada por exemplo as mãos eram pequenas e os dedos finos e delicados notem que na segunda parte dessa frase não existe aí a palavra não foi dita a palavra eram as mãos eram pequenas e os dedos eram finos e delicados não mas se disse as mãos eram pequenas e os dedos finos e delicados isso aqui é um exemplo é de elipse elipse repetindo é quando a gente omite um termo que pode ser recuperado pelo contexto perguntei-lhe quando voltava ele disse que não sabia então ele disse que não sabia o que quem sabe sabe alguma coisa ele disse que não sabia quando voltava então aqui também houve a elipse dessa expressão pleonasmo é o contrário né se na elipse a gente tem a omissão de um termo no pleonasmo a gente tem a redundância a gente tem a repetição de termos com o propósito de um termo com um propósito de trazer ênfase por exemplo Viver a Vida sonhar um sonho né sonhar Novos Sonhos ou nessa outra frase a mim resta-me a liberdade de nada a dizer Então esse a mim e resta-me a gente tem aí um pronome a gente tem o objeto é indireto aí né e a gente tem um objeto pleonástico esse pleonástico aí repetindo a ideia no policinto a repetição intencional e repetição do conectivo Então conectivo se repete de maneira proposital também para se criar uma um efeito uma ênfase né então por exemplo quando eu digo ele veio mas chorou mais protestou mais reclamou as outras crianças brincavam e pulavam e dançavam e gritavam felizes então notem a repetição desse desse conectivo que geralmente um conectivo de coordenação né então a gente tem esse mais mais mais a gente tem esse e e e aí sendo repetidos é para gerar essa essa esse efeito expressivo de que várias coisas estavam acontecendo né de para gerar essa diferença qualitativa estética na inversão a ordem das palavras é que muda né se altera quando digo Ouro e Prata não tem isso eu não quero então a inversão é quando a gente troca ordem que seria esperada Não tenho ouro e prata então primeiro o sujeito depois o verbo depois o objeto né ouro e prata e objeto de tem é aquilo que eu não tenho então quando a gente faz essa essa inversão a gente chama a atenção para isso a gente enfatiza é a palavra ouro e prata ouro e prata esse objeto aí O anacoluto que é muito comum na fala principalmente na fala real na fala menos cuidada ela fala não lida fala espontânea o anacoluto é interrupção do fluxo da frase e quando acontece o anacoluto é uma primeira sessão da frase fica sem função sintática fica desvinculada do restante da frase então um exemplo Como nessa rua não é que ele mora não então notem que não é aqui que ele mora não tem aí relações essas palavras têm relações e esse nessa rua que foi o início ficou deslocado não faz parte dessa dessa segunda da segunda é parte da frase né ele ela mora ela não mora aqui então aqui é o lugar onde ela não mora e nessa rua ficou isolado no início aí tá o João soube o João soube que ele está bem eu soube que ele está bem eu soube que o João está bem mas o sujeito nessa frase ou ele ele está bem né Eu soube que ele está bem o sujeito dessa segunda oração aí que ele está bem ou ele não João então João ficou isolado um termo né que a frase começa e esse termo fica isolado né depois na frase a gente chama isso de anacoluto isso é bastante comum como eu disse na fala espontânea né o inverno ele vem o inverno ele vai chegar né então quando a gente faz esse tipo de frase né Fulano Ele disse que tal coisa e fulano vira uma anacoluto não inverno ele vai chegar o inverno vira na coluto porque o sujeito passa a ser ele então essa essa maneira de de expressão que é bastante comum na fala espontânea É pode ser um recurso de lixo presente no texto poético mas novamente presente no texto poético que tem um sentido expressivo né que tem uma intenção expressiva e não comunicativa Então a gente tem que prestar atenção a isso né É na aula passada a gente falou sobre os registros os vários registros que a língua pode ter né que os tipos de fala podem ter então é tudo precisa ser adequado ao contexto tudo precisa ser adequado a situação um texto que tem essa essa ideia de comunicar pode ficar prejudicado pelo uso de algumas dessas dessas ferramentas dessas ferramentas poéticas porque elas se aplicam ao contexto da expressão e não o contexto da comunicação ela se aplica a um contexto poético não ao contexto referencial por exemplo a concordância acontece não com a forma mas com o sentido há alguns tipos de sileps eu vou colocar aqui para a gente notar alguns exemplos a gente estava atrasado né a gente estava atrasado e se a gente aí quer dizer nós mas se há pelo menos uma pessoa né do gênero gramatical né que tem um gênero mais gramatical masculino junto a concordância pode ser feita no masculino singular então a gente não tem esse cor aqui não tá gente no início então quando a gente a gente estava atrasado Está correto assim como está correto a gente estava atrasada o sentido é diferente em a gente estava atrasada não há silepse quando a gente diz a gente estava atrasada não há silepse mas a a ideia que a gente tem né A ideia que se dá quando a gente estava atrasado é que é um grupo de mulheres falando né um grupo de pessoas do sexo feminino do gênero feminino agora se digo a gente estava atrasado é um grupo de pessoas do gênero masculino ou um grupo que tem pelo menos um elemento do gênero masculino aqui também quando a gente diz Sua Majestade já foi informado nem a palavra Majestade é uma palavra do gênero feminino tanto é que o pronome aí está no feminino Sua Majestade é porém a quando eu estou falando de um rei né eu vou usar a no predicativo aqui eu vou usar enfim perdão eu vou usar aqui o verbo na forma na forma masculina vou usar o particípio aqui na forma masculina Sua Majestade já foi informado tá dizer Sua Majestade já foi informada indicaria que indicaria uma rainha né que se estaria falando sobre uma rainha ou uma imperatriz os brasileiros pensamos assim tá então aqui também uma silepse só que uma silepse de pessoa é quando digo os brasileiros o comum né o mais esperado seria que eu utilizasse aqui a terceira pessoa do plural nesse verbo os brasileiros pensam assim mas aquilo que foi dito é os brasileiros pensamos assim quer dizer que eu me inclua a pessoa que fala inclui-se nesse grupo de brasileiros né Então essa silepse é possível se ele é preciso de pessoa né e também certas silepsies de silepse de número também é podem ser podem estar aí adequadas principalmente no texto principalmente no texto literário por exemplo a flor tem vida curta logo murcham secam são exemplo de uma silepse de número quando digo a flor eu estou falando sobre estou falando sobre as flores em geral né Se for tem vida curta né não é só uma flor específica toda a flor tem vida curta né então é como isso aqui é essa fala esse uso né da palavra flor é um uso de uma palavra no singular representando um plural aqui também é houve uma silepse nos verbos né para apresentarem isso nesse caso né então uma outra outro exemplo de figura de linguagem figura de construção aqui eu tenho dois dois recursos né em flor eu tenho como recurso aí uma metonímia uma metonímia de singular plural né a relação aqui é singular plural estou usando a palavra flor no singular mas eu quero dizer as flores em geral e ao mesmo tempo Emotion e secam que estão no plural eu tenho uma silepse de número porque eu estou fazendo a concordância dessas palavras não com a palavra flor no singular nem que está formalmente no singular estou fazendo a concordância com a ideia que é de flores em geral as flores em geral outro recurso estilístico que a gente tem é o recurso da onomatopeia A onomatopeia é a imitação do som dos seres dos objetos etc tá por exemplo o leão rugia ao longe então a palavra rugir né a palavra rugido é uma palavra criada na nossa língua a partir da imitação do som que faz o leão então o leão rugia ao longe né Eu quero dizer eu estou usando uma palavra que imita o som feito pelo leão as folhas das árvores falhavam com o vento né então aquele barulho né que as folhas fazem ao vento né é indicado pelo verbo falhar então ao dizer isso nem esse verbo far falhar imita esse som das Folhas se movendo né E aí se tocando umas as outras nesse movimento causado pelo vento miau miau miava insistentemente a gatinha com fome né então aqui também a palavra miau a própria palavra miar é um uma onomatopeia são palavras que tem origem onomatopeia quer dizer tem origem na imitação do som feito por seres por objetos no caso de o Sino badalava na torre né o Badalo do Sino badalar do Sino essa palavra badalar tem a ver com a imitação do barulho que faziam aqueles sinos grandes né que ficavam no alto de Torres de igrejas então daí vem a palavra badalar é uma palavra que foi criada por meio de onomatopeia outro recurso é um recurso da repetição a repetição de palavras reiteração né repetição de palavras ou frases para trazerem a fazer aí a própria palavra é repetida não o sentido mais tá então por exemplo e o dia foi ficando escuro tudo tudo parado ninguém anda com esse trânsito então aqui a repetição da palavra em si esse esse também é um recurso estilístico utilizado é utilizado na linguagem poética a gente ainda tem a antítese antítese é a agora a gente vai começar a falar sobre as figuras de pensamento antítese é a figura que se caracteriza pela aproximação de palavras que tem sentido oposto Então essas palavras têm sentido oposto mas o referente dessas palavras utilizadas são referentes diferentes não são o mesmo referente tá tô dizendo isso que mais à frente a gente vai ver uma outra figura de linguagem que também lida com opostos com características Opostas de um mesmo referente não é o caso da antítese antítese é a aproximação do uso próximo né de palavras em que tem sentido oposto mas que se referem a coisas diferentes Por exemplo quando eu digo assim quando cheguei vi você saindo então cheguei eu cheguei e você estava saindo nesse caso a gente tem uma síntese quando a bola saia entravam os comentários dos torcedores então a bola sair saía aqui também sair e entrar né sair aqui quem saiu que sair era a bola e que quem entravam aqui o que entravam aí nos comentários então aqui a gente tem uma dítese porque são é as palavras que são tem o sentido opostos se referem a coisas ou a pessoas diferentes e aí a gente também tem apóstrofe apóstrofe é uma interrupção feita para se dirigir a algo a alguém é o uso o recurso nome do recurso estilístico da função sintática do vocativo né então vocativo é uma interrupção no fluxo da da frase a gente vê lá na análise sintática que o vocativo ele precisa ser separado do restante da frase né Se ele vier no meio da frase ele vai vir entre vírgulas Se ele vier no início ou no final ele ainda assim vai ser isolado por pelo menos uma vírgula E por que esse isolamento porque é uma interrupção do fluxo da frase para se dirigir a alguém ou a algo por exemplo no Salmo 55 no primeiro Versículo a gente tem assim escuta a minha oração ó Deus não ignores a minha Súplica esse ó Deus é um vocativo é um salmista fala diretamente com Deus ele interrompe a frase né a frase Escuta minha oração Não ignores a minha Súplica para fazer essa essa para se dirigir né a Deus para falar diretamente dessa desse direcionamento daquilo que ele está dizendo o eufemismo é a suavização de uma expressão desagradável Por exemplo quando a gente diz o doente foi operado mas não resistiu quando Jesus não resistiu a ideia de que o doente morreu né o paciente morreu então é expirar não resistir falecer né dar o último suspiro são exemplos de eufemismo são exemplos de suavização de um de uma expressão que é tabu ou de uma expressão que é desconfortável existem existiam vários tipos outros de de eufemismos utilizados em português antigamente por exemplo também havia usava-se muito né usavam seu feminismos para para bebida né Januária é água que passarinho não bebe porque era considerado um pouco mais as pessoas tinham um pouco mais constrangimento de mencionar a bebida alcoólica não era algo assim tão que não era não era uma palavra que as pessoas falavam de maneira confortável era era um pouco Tabu então por isso o uso dessas palavras para suavizar de pessoas para suavizar essa nesses contextos também partes íntimas né referência a partes íntimas referência as necessidades fisiológicas várias delas possuem eufemismo que são representação suavizada a sua representação suavizada por conta do fato de elas serem desagradáveis de serem ditas de serem ditas de maneira clara a gente não pode confundir o eufemismo com o disfemismo né então o disfemismo é é ao contrário né seria piorar uma uma expressão sem se importar com com o Tabu então aí o disfemismo já entra já começa a entrar né pelo pelos insultos né Muitos insultos são formados através de disfenismo de usar uma palavra que choca te usar uma palavra que é desconfortável A ideia é contrária a ideia do eufemismo e como a gente hoje aqui tá falando sobre a linguagem da Beleza a gente não está falando sobre esses essas outras questões que são incluídas em muitas gramáticas como vícios né vícios de linguagem entre eles estão lá está lá o disfenismo a gente ainda tem a graduação perdão agradação agradação é a sequência de ideias que são dispostas de maneira ascendente ou descendente quer dizer Subindo ou descendo é aumentando o grau ou diminuindo o grau por exemplo o tal sujeito foi um tímido um frouxo um covarde então vejam que a palavra tímido é um pouco mais Branda do que a palavra frouxo a palavra covarde é mais forte do que a palavra frouxo então aqui a gente tem uma gradação ascendente e na segunda frase a gente tem o contrário uma graduação descendente apenas uma palavra um gesto um olhar quer dizer uma palavra mais do que um gesto um gesto é mais do que um olhar né no sentido prático né da coisa a gente tem uma gradação descendente nesse caso outra figura de linguagem aí figura de pensamento é chamada é chamada hipérbole tá até em letras maiores aí é a afirmação exagerada né muita gente até fora do contexto não necessariamente no contexto poético é gosta de usar uma hipérbole negócio de exagerar nas palavras Na expressão na sua expressão a gente precisa ter um pouco de de cuidado prestar atenção em textos referenciais não cabe o uso da hipérbole né Então é pelo menos na maioria das vezes não cabe o uso da da hipérbole mas aí hipérbole que é esse exagero tem a função enfim tem essa intenção de trazer a também de ressaltar uma característica de trazer ênfase a uma característica e de dar destaque a estética parte estética a parte de apresentação do texto por exemplo chorar rios de Lágrimas estar morto de sede né então são exemplos aí de hipérbole de uso é dessa dessa ferramenta de linguagem outra ferramenta que a gente usa né outro recurso estilístico que pode ser usado o recurso da ironia então a ironia é uma afirmação contrária Ao que se pensa né Ela é geralmente tem um objetivo de sarcasmo né de expressar o sarcasmo então quando eu digo assim muito bonito hein destruiu todo o Jardim então quer dizer bom se destruiu-se alguma coisa se alguém ou alguma coisa destruiu todo o Jardim obviamente não foi bonito né então a ironia também é um recurso o paradoxo é a afirmação proposital de 10 contraditórias do mesmo do mesmo referente do mesmo referencial então Diferentemente aí da antítese né na antítese a gente tem elementos diferentes que tem a características ou que tem ações contraditórias ações Opostas agora no paradoxo o mesmo elemento tem ideias aí contraditórias associadas a ele então quando eu digo assim os braços que aconchegavam hoje repelem né É aqui a gente tem essa ideia esses braços aconchegavam esses braços repelem então mesma o mesmo referente está associado a ambas as ideias que são Opostas que se opõe vida e morte saem da mesma boca então que a gente tem elementos que se opõe vida e morte relacionados ao mesmo ao mesmo elemento né boca a mesma boca da mesma boca sai vida e morte a gente tem também a personificação a personificação é a atribuição de características humanas a seres não humanos isso é bastante comum nas fábulas isso é bastante comum em textos infantis por exemplo né mas não só nesse nesse caso em que se atribuem em que se atribui em características humanas a seres não humanos nós temos como exemplo as árvores dançam com o vento para a gente poderia até acrescentar aqui mais coisas né dizer aqui por exemplo é os pássaros cantam belas canções e as árvores dançam com o vento são exemplos de atribuição de características humanas a seres não humanos as árvores não dançam elas se movem por causa do vento né os pássaros cantam belas canções não os passos não cantam canções eles sim tem fazemções belos são as bonitos pessoas que nós identificamos como belos mas que tem outras outros usos no contexto lá se um ornitólogo né uma pessoa que pesquisa os pássaros que estudam os pássaros for falar sobre o canto dos pássaros eles vão dizer para que servem esses cantos são como forma de comunicação você tem se eles estão chamando outros indivíduos da mesma espécie Então na verdade o Santo dos pássaros não é o canto no sentido de que o pássaro está lá cantando uma canção né Isso é quando a gente faz esse tipo de afirmação a gente está personificando a um ser que não é que não é a humano né está atribuindo uma característica humana é um ser não humano isso também é chamado de prosopopéia né esse nome aí que que alguns Alguns aí mais antigos devem se lembrar né então a personificação é a prosopopéia outro exemplo aí bastante conhecido é quando a gente tem no Salmo 19 Versículo 1 os céus declaram a glória de Deus bom os céus são o céu né não é uma pessoa o céu não é um ser humano e quem declara é o ser humano o ser humano que declara o ser humano que fala o ser humano é que usa a linguagem então quando Jesus céus declaram glórias Deus isso é também é uma personificação uma espécie de personificação porém é que não que não se não é comparável a esses exemplos que a gente deu aqui é a chamada antropomorização ou então antropomorfismo que é atribuição de uma forma humana a seres Celestiais então quando se fala sobre Deus se assentou né Deus a mão de Deus né então é mão é a parte do corpo humano é o pé é a parte do corpo humano assentar-se é uma é uma humana é só que aí nesse caso a gente chama esse tipo de uso que é bastante comum no texto bíblico de antropomorfismo né que a atribuição da forma humana a Deus né existem vários outros vários outros elementos que vão na mesma na mesma ideia né mas é a isso também tem a ver com uma linguagem também um recurso poético recurso de linguagem que é utilizado nesse caso do texto bíblico não só para fins para fins estéticos mas também porque se trata de uma espécie de tradução de algo que não é exprimível com a língua o linguajar humana Então são aproximações humanas aproximações da linguagem das Ferramentas dos recursos humanos é de algo que é sobre humano que é algo que vai além daquilo que é a experiência possível da expressão possível é humana bom mas um recurso que a gente tem aqui é o recurso da reticência é a interrupção de uma frase de um de uma fala deixando-se o pensamento em aberto então vocês conhecem os três pontinhos né as reticências e geralmente a o recurso da reticência faz uso das reticências né dos três pontinhos da pontuação que marcam Exatamente isso essa suspensão do pensamento né a pessoa para e não simplesmente não termina aquilo que é dizendo aquele presente foi um enfim é uma pessoa não não termina o que é dizer nesse enfim né poderia nem estar aí algumas pessoas nem nem colocam uma palavra ou uma expressão ao final tá então a reticência é também uma uma figura de linguagem uma figura de pensamento quando não se conclui o pensamento por fim a gente tem aqui a retificação a retificação é quando se faz uma Emenda a uma afirmação anterior quando se conserta uma afirmação anterior quando a gente diz assim se alguém diz assim é uma jóia ou melhor uma Preciosidade Este quadro nesse ou melhor introduz o fato de que esse uma Preciosidade é uma retificação do que se disse antes dos que voltaram 3 digo 2 eram meus conhecidos então aqui também esse digo está demonstrando o fato de que a frase foi retificada né foi modificada emendada consertar Então esse esse o melhor quer dizer quero dizer digo também é são recursos recursos estilísticos utilizados aí no contexto da linguagem poética tá então Relembrando esses essas figuras de pensamento de construção e de palavras que formam as conhecidas as chamadas figuras de linguagem tem o propósito aí de estabelecer um destaque maior de dar um destaque maior para a estética a questão estética a afirmação chamar atenção para o modo como se fala chamar atenção para a mensagem que está sendo apresentada na maneira como ela está sendo apresentada e é justamente isso que traz para a gente essa essa noção essa percepção de beleza Além disso é claro a linguagem poética tem várias outras apresentações né tanto na prosa como no verso a prosa sendo aquele o texto corrido conhecido texto corrido e o verso é sendo aí tendo sílabas contadas né tendo um número específico de sílabas e muitas vezes rima né então todas essas questões e todas essas potencialidades esses elementos utilizados juntos dão aí aos nossos ouvidos essa esse do Sul né para usar aí uma sinestesia é esses Às vezes a repetição de Sonhos Não só das rimas Mas enfim no interior das palavras que quando é feito por meio de consoantes se chama se aliteração por meio de vogais e assonância enfim e vários outros recursos que são usados tanto na na poesia tanto na poética a que nós estamos acostumados em língua portuguesa como também em outras línguas existem inclusive algumas questões que são utilizadas alguns tipos específicos de recursos que são muito utilizados é na poesia Hebraica então quando se leem os salmos e se vem aquele Salmos como o Salmo 119 por exemplo que é começado por letras né Tem diversas partes que na tradução Nas traduções em português aparecem os nomes das letras hebraicas é isso é porque aquele aquela sessão começou com aquela letra Então os acrósticos as repetições né E mesmo tanto a repetição da palavra em si como as redundâncias de repetições de ideias são os pleonasmo né são bastante são partes bastante é comum na poesia Hebraica Além disso outra questão bastante comum na poesia Hebraica é o polissíndeto né é a repetição do conectivo isso também se verifica muito e até nas versões mais antigas as traduções mais antigas a gente encontra bastante resquício desses recursos literários hebraicos sendo transportados para a língua portuguesa além disso a estrutura que ética né em que o início e o final de uma sessão às vezes de um poema são semelhantes se não iguais formalmente mas se não iguais formalmente são pelo menos semelhantes em termos de ideias e a o meio concentra também uma mensagem diferente né então é como se fosse uma abertura de um uma abertura de uma ideia a ideia principal uma frase principal no meio depois um fechamento que vai na mesma sequência então isso gera um efeito bastante interessante que deve ser notado e que também contribui para essa essa percepção do Belo essa percepção daquilo que vai ser sentido né a linguagem para se sentir a linguagem para se aproveitar se ouvir com e se ler com o coração né então sobre a poesia no texto bíblico a poesia no texto bíblico não tem características não tem todas as características que tem a poesia em língua portuguesa porque a gente precisa lembrar que a poesia no texto bíblico é de base principalmente né Principalmente Hebraica e a poesia Hebraica como eu acabei de falar tem características tem elementos aí diferentes usa com mais é com mais com mais mais vezes mais frequentemente alguns recursos de diversificação diferentes daqueles que a gente está acostumado por exemplo a gente está bastante acostumado a rima né no texto hebraico existe uma incidência muito grande das repetições dos pleonasmo das das até mesmo de aliterações de repetição de sons coisas algumas dessas coisas não são de traduzíveis diretamente para a língua portuguesa se é mais uma é isso é mais uma razão mais um motivo para você estudar as línguas originais da inclusive nós temos playlists no nosso canal de língua grega de língua hebraica que você pode aproveitar né e começar aí esse assim inteirar sobre essas línguas e também sobre características específicas delas no texto bíblico Não é só na no texto bíblico Não é só nas poesias e na literatura mas também nas letras de músicas a gente também encontra muitas vezes recursos estilísticos né desses e por isso as letras de música Quando aplicam de maneira de maneira realmente bela e cuidada elas trazem para a gente aí uma uma alegria e uma percepção da Beleza também né então no caso das das músicas em português as rimas as metáforas né as metonímias Então tudo isso a gente também percebe nas letras de música e as letras de músicas também precisam quer dizer elas precisam atentar para adequações Então existe o espaço obviamente para a o uso dessas desses elementos que nós mencionamos mas também deve haver aí espaço para uma uma uma escrita uma organização adequada da língua né uma uma uma adequação que leve a um texto Claro um texto que não permita ambiguidades que um texto que não tenha é os cacófatos né que são as palavras é que colocadas juntas Às vezes o final de uma palavra Invista outra dão uma então uma uma um entendimento diferente surge ali no meio uma palavra diferente né então isso tudo deve ser levado em consideração também na nas letras de músicas letras de música devem ser cuidadas também devem ser trabalhadas de maneira aqui né tanto em termos de diversificação né que infelizmente nós não temos não temos o tempo necessário para para abordar nesse curso também foge um pouco ao escopo desse curso né o ritmo a métrica a expansão né o número de sílabas as rimas onde começam determina Como ler as acentuações né que a prosódia do do da leitura dos versos é Enfim tudo isso deve ser deve ser levado com com cuidado que merece porque afinal de contas as letras de música também tem essa esse caráter de expressão também seguem a essa a esse tipo de uso da linguagem que tem uma uma relação com aquilo que é o belo né aquilo que é aquilo que é a percepção da beleza muito bem pessoal então é esse é esse foi o nosso tema de hoje Opa Lembrando aqui os comentários um abraço Marília um abraço do Rio de Janeiro muito bem então por hoje é esse o nosso o nosso tema o tema da nossa penúltima aula né e na próxima aula que a nossa aula final aí no dia primeiro de dezembro nós vamos falar do logos a palavra texto bíblico e comunicação esse é o nosso tema da aula da semana que vem e que é a nossa a nossa aula final uma revisão daquilo que a gente é uma revisão comentada né do que a gente abordou durante esse nosso curso um grande abraço para todos vocês até a semana que vem tchau tchau