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A fé vem pelo ouvir

Linguagem, Fé e Comunicação: As palavras têm poder? | Leandro Abrantes | IBNU | 08

Linguagem, Fé e Comunicação: As palavras têm poder? | Leandro Abrantes | IBNU | 08

Linguagem, Fé e Comunicação: As palavras têm poder? | Leandro Abrantes | IBNU | 08

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[Música]
Olá a todos sejam todos muito bem-vindos
ao nosso curso linguagem e fé e
comunicação
E hoje é a nossa oitava aula do curso
que tem aula de hoje né tem o título as
palavras têm poder
como como responder a essa a essa
pergunta
para muita gente
as palavras
tem sim tem poder e tem muito poder né E
esta a gente
discutir né e saber em que sentido né se
as palavras têm poder Quais são esses
poderes né ou esse poder Qual é esse
poder
que as palavras têm Quais são esses
poderes que as palavras têm
muita gente a ouvir essa frase já vai
emendando algumas outras afirmações né
do tipo muito cuidado com que você diz a
gente precisa ter muito cuidado com
aquilo que fala né porque as palavras
têm poder
muita gente usa ou a ouvir essa frase já
faz uma relação Direta com aquelas
frases né com aquelas expressões
bastante conhecidas e bastante usadas em
Muitas comunidades de fé é hoje em dia
como eu declaro isso e aquilo eu
profetizo assim assim eu recebo tal
coisa né ultimamente ficou até bem
famosa uma expressão parecida com essa
essas expressões nem esse pensamento
tem a ver com algo que
se convencionou a chamar de confissão
positiva e a confissão positiva remonta
o início do século 20 a um pregador
norte-americano a chamado e w Kennel
então ele começa ali nas primeiras
décadas do século 20
nas suas pregações na sua
na sua atuação é utilizar
da confissão positiva e do pensamento
positivo
[Música]
e outras medidas
na sua ênfase em cura e milagres e até
mesmo um início muitos apontam
este como tendo sido o início do que
mais tarde viria ser a
prosperidade né a ênfase na prosperidade
que além da confissão positiva e do
próprio pensamento positivo também é
utiliza a sugestão né no sentido da
sugestão hipnótica ou da
sugestionamento
é a própria aí hipnose de palco é
bastante comum
muitos meios atualmente e o próprio
modelamento do inconsciente ou Enfim
uma um estudo no sentido uma tentativa
de
modelamento do inconsciente
e isso Começou a tomar bastante
tomar uma forma mais
tomar mais consistência é com o trabalho
e a ação de no início dos anos 70 de
dois jovens
[Música]
psicólogos de formação
embora o John Granger depois tenha
estudado
na área feito estudos na área da
linguagem
mas a sua atuação era principalmente na
área
da Psicologia e da psicanálise né esses
nomes se você não reconhece são os nomes
dos criadores do que eles chamaram de
programação neurolinguística
que tem a ver também com essa questão da
do uso das palavras de maneira
a modelar o inconsciente das pessoas
agora embora eles tenham dado esse nome
de programação
neurolinguística na verdade o
construto né a as teorias enfim e a
própria
atuação tem muito mais a ver com a
psicanálise do que propriamente com a
área dos estudos de linguagem que é a
neurolinguística né então para que não
fique aí dúvida a programação
neurolinguística nada tem a ver com a
área da linguística chamada
neurolinguística o que é
neurolinguística é uma área que estuda a
relação entre as relações da linguagem
humana com as partes do cérebro e o
próprio funcionamento do cérebro alguns
dos estudos principais da área de
neurolinguística são os estudos de
afasia
investigam os casos de perda de fala
muitas vezes
a resultado de acidente de vasculares ou
então acidentes que resultam em perda de
massa encefálica nem aí como essas
pessoas após esses acidentes tem esse
como eu uso da língua
desses afásicos né dessas pessoas Depois
desses acidentes ao terem algum tipo de
perda
de linguagem
então ou perda enfim de
possibilidade de uso da língua então
voltando lá a
programação neurolinguística que como eu
disse já como eu já disse tem mais a ver
com psicanálise até porque ambos eram
envolvidos com estudos de psicanálise de
psicanálise é
mas enfim isso vai com substanciando
isso vai
aumentando essa substância
desses movimentos de confissão positiva
que crescem se expandem se multiplicam
né por essa por essa época nos anos 70
já havia se multiplicado com vários
outros é pregadores renomados e a
confissão positiva chega então ao Brasil
na década de 1980
com a difusão aqui a tradução e a
difusão dos livros de que na tag e Benny
principalmente não só eles mas eles
principalmente E com isso muitos grupos
religiosos é no Brasil
em alguma medida absorve inclusive
grupos mais históricos absorvem em
alguma medida essas ideias da confissão
positiva né Essa Ideia de chamar a
realidade as coisas que ainda não
existem do declarar do receber do
[Música]
Cuidado com as palavras no sentido de
que
as palavras trazem a existência as
coisas
que não existem as coisas serão
acontecerão serão feitas Enfim pelo
poder da palavra
é acontece que e agora a gente vai
começar
relacionar isso ver como é que a gente
pode observar isso do ponto de vista dos
estudos de linguagem né dos estudos de
linguagem
científicos de linguagem
essa palavra a ideia de que uma
determinada palavra acessa ou invoca uma
coisa uma pessoa um objeto no mundo real
tem mais a ver com um pensamento Místico
não tem a ver com a ideia o entendimento
nos estudos de linguagem de como as
palavras se relacionam com as coisas né
Essa
própria prática da confissão positiva ou
do pensamento positivo tem muito mais a
ver nesse sentido com as práticas de
ocultismo de neopaganismo de Nova Era e
de religiões orientais né que é em vez
de enxergar em Deus pessoal que a é
aquele que é o amor é o sustentador de
todas as coisas
enxergam Na verdade o universo como
uma unidade e todos os seres como parte
desse universo né então a ideia de
pedir algo ao universo ou de declarar
algo ao Universo para que a natureza se
encarregue de fazer determinada coisa
então a confissão positiva mesmo em
grupos religiosos que se identificam
como cristãos ainda assim
espelha essas essas práticas e essas
relações por mais que algumas pessoas
tentem
relacionar essas essas práticas e esses
estudos como ou com algo científico
ou com alguma aparência científico né
por isso a gente vai hoje nesse estudo
ver como é que a gente entende como é
que
nos estudos de linguagem como em
linguística a gente observa essas
relações entre as palavras e as coisas
que elas identificam ou com que elas se
relacionam em certa medida
mas
eu sei que alguns vão perguntar e
legitimamente um perguntar alguma coisa
assim mas
provérbios 18 Versículo 21 diz que a
língua tem poder sobre a vida e a morte
os que gostam de usá-la comerão do seu
fruto em Tiago no capítulo 3 também se
fala muito sobre a língua no Versículo
10 diz assim da mesma boca procedem
benção e maldição
Então como entender esses Versículos a
luz do que a gente acabou de dizer né
que essas essa questão de
o poder da das palavras o poder da fala
é outro que a gente ainda vai discutir
não é esse de
pelo fato de eu dizer alguma coisa
declarar alguma coisa que algo vá é
realmente que eu vá invocar o que eu vou
trazer a existência alguma coisa então
como entender esses Versículos é o poder
da vida e da Morte está é na palavra na
língua né e da mesma boca procedem
benção e maldição como entender isso a
gente entende esses Versículos a gente
se a gente analisa o contexto deles né
os versículos anteriores e posteriores
enfim a gente faz uma análise um pouco
mais atenta você vai perceber que eles
estão tratando das consequências do uso
da língua das consequências do uso e
refletido das palavras
e aí em vários em vários contextos
realmente a
uma má comunicação uma comunicação não
refletida tem consequências né a o que a
gente fala Tem consequências positivas
ou consequências negativas por isso a
gente precisa prestar muita atenção ao
que a gente diz a como a gente diz as
coisas também mas não esses Versículos
não não
apoiam não não servem de de apoio para
essas essa ideia de que a palavra que se
diz invoque
o espírito de alguma coisa ou invo
alguma coisa ou invoque uma pessoa
é necessariamente nesse sentido Não
Então qual seria o poder das palavras
as palavras têm um uma grande um grande
poder vamos dizer assim que é o poder de
indexarem os conceitos de uma língua
O que é isso né O que significa isso as
palavras
apontam né indicam
conceitos que existem em uma língua o
que são esses conceitos aí a gente vai
voltar algumas questões que a gente
mencionou já nas primeiras aulas
notadamente na primeira aula e na
terceira aula então se você
não não acompanhou pode acompanhar está
neste canal na mesma playlist
as palavras e o sentido né Qual é a
relação entre as palavras e o sentido e
aí lá nas primeiras aulas a gente falou
sobre a ideia
sosidiana do signo linguístico né o
signo linguístico seria então composto
pelo significante e o significado
o significado é a palavra em si que
existe na língua né Essa é essa esse
conjunto de sonhos essa sequência de
sonhos
que existe na língua então quando eu
digo mesa por exemplo esses sonhos que
eu produzo né a palavra em si é o
significado
e o conceito que eu tenho de mesa e esse
conceito eu compartilho com todas as
pessoas que falam essa língua é um
conceito baseado na análise de vários na
categorização
de várias mesas que eu já vi Durante a
minha vida e que são comuns né na região
em que eu moro enfim
esse esse conceito seria o significado
esse conceito de
mesa que não é o objeto do mundo real né
é o conceito mental seria o significado
e o significante repito seria a palavra
que indexa né que aponta para este
conceito
e Ambos são diferentes da referência no
mundo real então é em linguística a
nossa percepção sobre a relação entre as
palavras e o sentido não é de que a
palavra invoque o sentido é ou que
perdão que invoque o item do mundo real
o que seja o mundo real né mas que a
palavra cria um índice a palavra aponta
para um conceito que é formado a partir
da observação desses itens do mundo real
então que a gente consegue entender a
partir disso até aqui é que a palavra
não é a coisa né Como diz aí a frase
conhecida a palavra cachorro não morde
né então a palavra não é a coisa
e a palavra também não é o conceito né a
palavra aponta para o conceito mas a
palavra não é o conceito daquilo que ela
é daquilo é para que ela aponta
e falando de conceito falando dessas
relações a área da linguística que
estuda É essa a que estudar essas
relações é a semântica lexical semântica
lexical estuda as relações entre as
palavras e o sentido as palavras e os
sentidos e
o que a gente
pode observar em uma das linhas de
estudo uma das linhas de pensamento
na segundo a semântica lexical é que
cada palavra cada lexema está atrelado a
um conjunto de propriedade quer dizer
cada
item de sentido é composto na verdade
por um conjunto de traços um conjunto de
propriedades eu fiz aqui um quadro para
a gente para a gente observar né se
palavras
e sentidos como pedra árvore cachorro e
menino
e eu vou dispondo aqui as
características né que eu percebo dentro
de cada uma dessas
desse sentido desses itens de sentido na
palavra pedra se eu uso a categoria vivo
né a pedra não é Vivo Então coloca ali
eu tenho na minha análise semântica
formal a gente tem ali um menos um sinal
negativo não possui esse esse item de
sentido essa propriedade de sentido
árvore sim é um elemento vivo
o cachorro também é um elemento vivo o
menino também um elemento vivo Então
nesse nessa comparação e com esse traço
de sentido com esse esse com essa
propriedade de sentido eu consigo
diferenciar apenas Pedra dos demais
elementos agora se eu uso elemento
animado um ser animado versus um ser
inanimado né você animado a pedra é um
ser inanimado a árvore também é um ser
inanimado e o menino é o cachorro é um
ser animado e o menino é um ser animado
então aqui a gente já tem uma
possibilidade um pouco maior de
diferenciação
o a item humano traço humano
a pedra não é não tem não possui esse
traço né então A negação desse traço a
árvore também não é humana o cachorro
também não é humano o menino sim então
aqui a gente consegue diferenciar com
esse que a gente consegue
diferenciar todos eles de menino mas não
consegue diferenciar por exemplo pedra e
árvore o cachorro e a árvore tá Então na
verdade se a gente a gente poderia
expandir essa análise aqui colocando
mais e mais características e a partir
dessas características ou da
observação dessas dessas dessas
características é positivas ou negativas
em cada para cada item de sentido a
gente teria então aí um quadro um mapa
de traços distintivos ou traços
distintivos de sentido
então pedra
seria um elemento não vivo não animado e
não humano uma árvore seria um ser vivo
não animado não humano um cachorro seria
um ser vivo animado e não humano o
menino seria um ser vivo animado e
humano agora é essas comparações podem
seguir e podem ser mais
ter menos elementos né a serem
comparados por exemplo se eu comparo
menino e homem essas duas palavras ou
essas duas essas duas categorias de
sentido eu tenho aqui vivo
Ambos são ambos possuem essa categoria
positiva animado ambos possuem essa
categoria positiva são ambos seres
animados
humanos Ambos são seres humanos
adulto aí menino não possui essa
característica homem possui essa
característica então assim a gente pode
ir expandindo essa análise aqui para
conseguir diferenciar os elementos o que
que isso aqui indica para gente é que na
verdade o que a gente
chama de sentido na verdade é a reunião
é a integração é a inter-relação
é de vários traços diferentes de vários
traços é cada palavra ou cada sentido
cada unidade de sentido em que a gente
chama é na semântica lexical de lexema
então cada item de sentido é na verdade
um conjunto é um conjunto de elementos
que a gente chama de traços distintivos
de sentido
e esses traços é a comparação desses
traços distintivos que permitem que a
gente entenda as semelhanças de
diferenças nas relações entre as
palavras e o sentido e também
permitem que a gente Entenda como é que
essas palavras são usadas Quais são as
relações entre as palavras os itens
eficaz e o seu uso porque essas
propriedades vão estabelecer as relações
dessas palavras com os contextos né E
dizer para a gente quando a gente deve
usar uma e outra cada par de
itens de sentido né cada par de lexemas
tem pelo menos um traço semântico
distintivo até mesmo os sinônimos então
aqui a gente já começa é
a
falar de uma coisa é bastante importante
sinônimos são palavras que significam a
mesma coisa
sinônimos não são palavras que tenham
sentido idêntico o que tem uma
identidade de sentido né
as palavras as relações entre as
palavras e os sentidos são um pouco mais
detalhadas são um pouco mais complexas
do que isso né se houvesse realmente
duas palavras que significam a mesma
coisa né quer dizer a ver duas palavras
que significam a mesma coisa em uma
língua provavelmente essas palavras iam
ser consideradas variantes entre si e
com o tempo uma delas ia se tornar
ia cair em desuso porque não é prático
não não é
não faz sentido que uma língua tenha
duas ou mais palavras que tenham
exatamente o mesmo sentido Então as
palavras têm carga semântica distinta
peso semântico distinto e tem traços
semânticos em comum e traços semânticos
distintivos né entre si Então vamos
analisar aqui essas relações entre as
palavras e o sentido entre as relações
entre as palavras e sentido a gente
destaca aqui o quatro tipos principais
a simonímia antonímia a hiponímia e a
meronímia talvez você já tenha ouvido
falar das duas primeiras Talvez não
tenha ouvido falar das duas últimas e a
gente vai falar que rapidamente sobre
esses quatro tipos principais de relação
entre as palavras e os sentidos né
começando pela sinonímia os sinônimos
são como eu já disse não são palavras
que querem dizer a mesma coisa mas são
palavras que tem algum tipo de
compatibilidade de sentido né A gente
vai ver em que termos a gente define
essas compatibilidades de sentido essa
compatibilidade pode ser dia letal por
exemplo biscoito bolacha aipim mandioca
macaxeira são
sinônimos de aletais porque são palavras
que tem um sentido que tem
um sentido compat
e são usadas e tem um uso aí
diferenciado pela
pela posição geográfica pelo dialeto do
falante é homem e cara então você diga
um homem estava ali um cara estava ali é
uma compatibilidade estilística Essas
palavras são são sinônimos estilísticos
sinônimos de compatibilidade estilística
porque a diferença entre elas é estilo
de fala
problema em questão vocês Fulano tem
problemas nem Fulano tem questões é são
é isso aqui são sinônimos de
compatibilidade emotiva a gente
dizer uma coisa e dizer outra a gente
diz uma coisa ou diz outra com base em
como a gente se importa de antes se
porta afetivamente diante dessas dessas
palavras ou dessas da pessoa de escrito
da coisa descrita
Quando eu digo azedo ou rançoso né é uma
compatibilidade de colocação quer dizer
depende da palavra a que se refere eu
digo leite azedo né mas geralmente não
se diz Leite rançoso né de se manteiga
rançosa mas não se diz geralmente
manteiga azeda então o mais comum é que
se diga leite azedo e manteiga rançosa e
esses nesse sentido aqui essas adjetivos
têm são sinônimos são sinônimos de
compatibilidade de colocação como
compatibilidade de colocação quer dizer
é a diferença entre eles é que eles são
usados com palavras diferentes mas com
sentido é um sentido sobreposto né
bonito e Belo bonito e Belo Já é já são
adjetivos que tem uma uma
compatibilidade de sobreposição né são
praticamente tidos como é
chamado sinônimos perfeitos também aí na
tradição gramatical no Brasil são
chamados sinônimos perfeitos Mas mesmo
palavras que são tidas como sinônimos
perfeitos como bonito e Belo você
percebe que elas não são usadas
da mesma maneira de maneira tão
intercambiável quer dizer não é que
sempre eu posso trocar bonito por Belo
Elas têm pesos diferentes Elas têm elas
representam
elas podem ter alguma conotação um pouco
diferente tá então esse peso de sentido
é essa esse uso mais específico é afeta
até mesmo as o chamado sinônimos
perfeitos
os sinônimos portanto são palavras que
tem relações de sentido né relações de
compatibilidade de sentido e não
igualdade de sentido O Chamado sinônimos
absolutos são aqueles que tem maior
sobreposição de traços né Maior
sobreposição de traços distintivos de
sentido os chamados sinônimos parciais
são aqueles que tem uma menor
sobreposição de traços de sentido e o
chamado sinônimo de proximidade são
palavras próximas que não
necessariamente tem sobre que não tem
nenhuma sobreposição de traços mas que
tem relação pelo uso
[Música]
assim também a gente tem a
antonímia uma outra relação entre
palavras e sentido a estabelecida pela
antonímia são os antônimos né O que que
são antônimos são palavras Opostas né O
que quer dizer palavras Opostas Na
verdade são palavras que tem algum tipo
de
incompatibilidade de sentido e aí como é
que a gente entende essa
incompatibilidade essa incompatibilidade
pode ser gradual
por exemplo velho novo alto e baixo
quente e frio então quando eu digo é
velho e novo
se eu digo é
um livro velho e um livro novo
a gradação é uma agora se eu digo
país velho o território velho o
território novo agradação provavelmente
é bem diferente né então eu posso dizer
que algo é velho
porque já existe a
três anos então é velho então eu sou de
algum computador é velho né Acho que
essa seria aí uma
analogia melhor um computador velho um
computador novo né e um
carro velho um carro novo e um livro
velho um vídeo um livro novo um livro de
1950 o livro de
1920 é um livro de 1840 um livro velho
e um livro novo um livro de 2022
publicado em 2022
Então na verdade a grau se eu digo uma
pessoa alta e uma pessoa baixa se eu
digo um prédio alto e um prédio baixo
agradação é completamente diferente por
mais que o prédio seja baixo ele não vai
ser da mesma altura que uma pessoa por
mais baixa o alta que ela seja então a
gradação é diferente então esses são
sinônimos de incompatibilidade gradual
existe também a incompatibilidade
binária quer dizer incompatibilidade que
não é gradual por exemplo se digo morto
e vivo aprovado e reprovado uma pessoa
não pode ser
mais morto menos morto que outra
ser mais vivo ou menos vivo será mais
aprovado menos menos aprovado Então são
antônimos
discretos né são antônimos não graduais
a gente tem a incompatibilidade total
que a gente poderia
dar como exemplo aí o caso das cores
Então as cores se opõem umas as outras
de maneira Total não existe uma
não existe nenhuma graduação e também
não existe uma uma incompatibilidade
binária a relação entre o azul e o
vermelho por exemplo não é uma relação
de oposição é
o oposto direto de azul é não Azul tudo
aquilo que não azul né mas o vermelho
esse não É oposto de azul agora é
incompatível então tem uma
incompatibilidade total por isso é
também é uma espécie de antônimo
tá a mesma coisa a diferença entre o
azul e verde
a relação semântica relação de
significado entre azul e verde existe a
incompatibilidade ordenada
por exemplo os dias da semana até a
segunda não é terça que não é a quarta
né mas a disposição desses elementos é
feita de maneira ordenada está
existe de maneira ordenada
então uma incompatibilidade Total
ordenada parecida com o caso das cores e
existe também compatibilidade Total não
ordenada como é por exemplo lá aquela
dos utensílios de mesa um prato um copo
um garfo uma faca né é um copo é um não
prato um prato não copo Mas isso não é
uma mas eles não são diretamente opostos
apesar de serem incompatíveis apesar de
serem
compatíveis de maneira não ordenada mas
essa incompatibilidade
é desenhada dentro de um campo
semântico eles pertencem a um campo
semântico é então são palavras próximas
tá embora sejam palavras incompatíveis
de sentido digamos né sentido
incompatível
além disso a gente tem os antônimos
direcionais né os antônimos relacionais
direcionais Como descer e subir comprar
e vender chegar e sair que são antônimos
que se a que denotam a direções né
sentidos diferentes são a diferença que
entre eles no sentido no sentido
espacial né
já seria uma relação é um pouco
diferente né algumas alguns autores
classificam a hiponímia a meronímia
dentro da iponina hiponímia dentro da
sinonímia mas porque a gente separou
porque tem aqui algumas características
importantes para a gente
mencionar né a
hiponímia tem a ver com a o sentido um
sentido mais geral e um sentido mais
específico é um iPhone uma palavra é
imponema de outra palavra quando ela
representa algo de sentido mais
específico que outra por exemplo
é se a gente Analisa esse quadro aqui a
palavra fruta é
hiperônimo de maçã de laranja e de
banana
maçã
laranja e banana por sua vez são
hipônimos de frutas são palavras mais
específicas do que fruta e fruta é uma
palavra mais Geral do que maçã laranja
banana e assim sucessivamente tá então a
relação entre essas essas palavras é uma
relação de entre os sentidos dessas
palavras é uma relação de
hiponímia é as palavras que estão aqui
na base maçã laranja e banana em relação
a fruta são coimpônimos Então são
co-ipônimos de fruta é
fruta então hiperônimo dessas três
palavras
pode ter vários vários níveis né as
palavras podem ter estabelecer ainda
outras relações por exemplo abaixo desse
quadro
eu poderia continuar aqui o desenho
embaixo de laranja por exemplo quais são
os tipos de de laranja e possíveis
hipônimos de laranja Então a gente tem
laranja pêra Laranja Lima laranja da
terra são hipônimos de laranja são
palavras ainda
itens ainda mais específicos do que o
item laranja Então nesse caso aqui
laranja que é um hipônimo de fruta é
hiperônimo de laranja pêra Laranja Lima
Laranja da Terra então aqui a gente tem
a relação de e tem mais específico de
sentido mais específico e a sentido mais
geral
E para finalizar Então a gente tem aqui
a meronímia a meronímia é a relação
entre as partes e o todo
então por exemplo quando a gente se
refere aqui a nariz e boca nariz e Bocas
são meronimos de rosto são partes desse
todo que é o rosto
obviamente se a nariz e Bocas são
meronimos que eles são partes do rosto o
rosto é homônimo de nariz boca olho
orelha etc né então é uma palavra que é
parte do todo é um seu meronimo a
palavra a relação de sentido entre o
todo e a parte é relação de homônimo de
olonímia
entre os neurônios a gente consegue
ainda subdividir dois tipos os chamados
neurônios funcionais que são aqueles que
podem ser destacados não podem ser
[Música]
que existem em
separado desse todo tá então no caso
para-brisa porta retrovisor são
meronimos funcionais de carro funcionam
juntos mas é eu posso
efetivamente tirar esses
itens existem esses elementos existem em
separado
em relação ao seu homônimo que é o carro
e existem o chamados meronimos contínuos
a fumaça e a chama por exemplo não podem
ser separados da fogueira São porque são
meronimos
contínuos são partes desse tudo
que não existem em separado não existem
de maneira isolada
Então pessoal as relações entre
as relações entre as
palavras e os sentidos
para a linguística
são o expressam esse poder das palavras
né e a importância de nós prestarmos
atenção a isso está é na qualidade e na
forma comum nós conduzimos o discurso
nós conduzimos a nossa fala
como eu disse mesmo mesmo os sinônimos
não possuem
um sentido idêntico não existe essa essa
identidade de sentir não existe essa não
existem duas palavras com sentidos
iguais então a
dizer uma palavra
específica com precisão
E aí a gente volta ao que a gente andou
mencionando na aula passada nas aulas
anteriores né é bastante importante essa
noção de precisão no discurso então
dizer a como a gente viu ali né os
sinônimos estilísticos os sinônimos é
mesmo os chamados sinônimos perfeitos
eles podem ter conotações diferentes
podem ter contextualizações diferentes e
por isso seu uso vai ser diferente se eu
digo casa
residência
domicílio
lá eu tenho
pensamentos e usos diferentes
eu não uso essas palavras
da mesma maneira com exatamente
o mesmo eu não posso em não posso trocar
uma palavra por outra e refletidamente
né não posso trocar a palavra lá por
casa por a domicílio por residência
embora elas sejam sinônimas eu não posso
trocar essas palavras em qualquer frase
eu não posso usar essas palavras de
maneira igual em qualquer frase porque
elas têm é características Diferentes né
sejam seja pelo fato de que elas são
formadas aí por traços distintivos de
sentido diferente seja pelo fato de que
elas né e até mesmo Por conta desses
traços distintivos de sentido ela se
aplicam a situações diferentes elas
estão relacionadas
outras palavras é que a gente chama de
colocação né diferentes e por isso a
gente precisa atentar para essas
diferenças e essas relações que as
palavras têm com o sentido quando a
gente vai comunicar se a gente quer
comunicar de maneira adequada e de
maneira precisa
E aí a gente volta a ideia e tanto
contida no Versículo que a gente citou
em provérbios como no Versículo a gente
citou em Tiago né O Poder
da língua né a vida e a morte o fato de
a vida e a morte está na língua o fato
de a língua ser é poder ser
um mundo de problemas né
poder sustentar diversas dificuldades
ser como um Leme de um grande navio que
Embora tenha um tamanho pequeno
comparado com o corpo é capaz de ter
ações é capaz de ações muito complicadas
é muito problemáticas tudo isso tem a
ver com as consequências do uso e
refletido da fala e o uso e refletido da
fala leva em consideração principalmente
a disposição dos Sentidos né a maneira
como os sentidos são dispostos tanto de
maneira formal né que a gente
viu Nessa aula como também de maneira
pragmática que é a pragmática pragmática
é a parte dos estudos de linguagem que
lida com a contextualização daquilo que
se diz
a construção discursiva é como é que os
discursos são construídos como eles são
aplicados como eles são contextualizados
quais são as situações Quais são as
inferências que se podem fazer né então
quando alguém diz assim a
você tem fogo nem a outra pessoa
responde eu não fumo Por que que ela
responde eu não fumo porque né
aparentemente perguntar você tem fogo e
outra pessoa respondeu ou não fumo
aparentemente uma conversa de doidos né
aparentemente não faz o menor sentido
mas porque nesse caso faz sentido uma
pessoa perguntar você tem fogo porque na
verdade quando ela pergunta você tem
fogo é você tem isqueiro né Você tem um
isqueiro para que eu possa usar para
acender alguma coisa não cigarro por
exemplo
e a outra pessoa dizendo Eu não fumo a
outra pessoa vai subir entender bom se é
se não fuma então não carrega isqueiro
não carrega fósforos não carrega nada
parecido com isso
então a
tanto na noção
formal tanto na ideia de como as o
significado se constroem como as
palavras em si se a se relacionam com
esse sentido né para construir para
identificar esses sentidos etc mas
também o que se lê a partir dessas
construções né como a gente disse nas
aulas anteriores é se a gente observar
como o léxico como o conjunto de
palavras de uma língua funciona
observando o português por exemplo
o léxico tem uma característica
paradigmática então olhando para o
léxico eu vejo palavras que estão
distribuídas como
categorias como partes de categorias é
nas quais a gente enxerga diversas
variantes
né que a gente chama
linguística de flexões e a partir dessas
e a partir do contexto que eu tenho do
uso que eu vou fazer da frase que eu
tenho para usar eu vou usar uma variante
específica eu vou usar uma flexão
específica daquelas então da mesma forma
que isso acontece nessa noção de
paradigma né e do sintagma da mesma
forma que isso acontece é na entre a
morfologia e a sintaxe da mesma forma
que acontece quando eu vou usar uma
forma específica de um verbo de um
pronome de um adjetivo que se encaixe na
sintaxe da frase que eu escrevo né Para
que fique ali é ajustado como a gente
diz também em gramática para que haja
concordância da mesma forma que isso
acontece também acontece a disposição
na questão semântica né Então dependendo
das das relações de sentido que aquelas
palavras têm
né E aí eu vou analisar
eu vou analisar paradigmas Talvez um
pouco diferente né paradigmas que Alguns
linguistas chamam de frames né Então as
palavras que possuem sentido as OS
grupos de palavras os chamados grupos
semânticos são
basicamente
digamos aqui de uma maneira bem
simplificada né são basicamente listas
mentais de palavras eu talvez listras
não seja a palavra mais adequada mas são
redes né de palavras que estão
relacionadas umas com as outras
e a partir dessas redes de palavras
relacionadas umas com as outras a partir
dessas relações das propriedades que
cada uma dessas palavras é tem em se
como ela se relacionam com o sentido é
que eu vou poder selecionar a palavra
mais adequada para usar em determinado
contexto E como eu ia dizendo né Não só
na sua questão formal de
quer dizer a maneira como uma palavra se
relaciona com o sentido para ter então
relações com outras palavras de
sinônimos
mas também
que pesos essas palavras têm que carga
semântica essas essa palavra é tem
se eu usar uma dessas palavras no meu no
meu discurso meu discurso vai ter qual
tipo de Tom qual o tipo de estilo eu vou
eu vou transparecer né qual vai ser a
leitura do meu discurso construído com
uma palavra ou com outra
Então isso é
extremamente importante algumas pessoas
não têm essa não não pensam acerca disso
e acabam aí mais uma vez né acabam dizer
isso né acabam
se valendo muito da da sua intuição
e às vezes essa essa intuição estiver
bem informada né Talvez isso nem se
perceba tanto mas
se não for o caso pode haver aí um para
usar uma palavra que a gente já usou de
maneira de forma técnica mais cedo né
uma incompatibilidade pode criar um
problema lá e ter consequências esse
discurso ser lido de forma a ter
consequências é mais problemáticas até
desastrosas como os textos que a gente
leu os textos bíblicos que a gente leu
identificam
muito bem
bom pessoal é se vocês tiverem mais mais
perguntas podem colocando aqui a Marília
pergunta onde apareceu essa questão da
confissão positiva uma corrente
filosófica é
[Música]
muitos de onde muitos clientes adotam
isso bom a confissão positiva
dentro quer dizer no seu uso em igrejas
no seu uso Eclesiástico vamos dizer
assim surge no contexto Pentecostal
norte-americano
[Música]
nome bastante
citado com relação a isso é w
né que nasceu aí na segunda na em meados
do século XIX e aí conta-se que no
início do século 20 já nas primeiras
décadas do século 20 ele começa a adotar
essa essa postura esse tipo de de
metodologia vamos dizer assim
nas suas pregações né
começa com uma ênfase muito grande nas
curas e milagres e também
dizem em certa medida até também em
prosperidade
[Música]
e aliado a isso
com já com essas ideias de confissão
positiva nessa ideia de
determinar determinar algo de profetizar
algo de
geralmente Essa é a Gênese como a gente
já já disse no início né geralmente Essa
é a linha
comentada nem isso vai
obviamente influenciar outros
outros pregadores né um deles que também
é muito muito citado é o próprio Roberts
também norte-americano isso vai se
disseminando
e isso dentro dos
de comunidades
religiosos né de comunidade de fé fora
das Comunidades de fé obviamente havia a
própria psicanálise o próprio estudos né
de de psicanálise
que vão aí
influenciar
pensamento
do de
[Música]
Bender e grinder que são
os psicólogos norte-americanos da
Califórnia que na década de 70 no início
da década de 70 vão criar a chamada
a chamada programação neurolinguística
E aí É nesse momento que eles vão
associar diversos
diversas ideias sobre o inconsciente né
tentando fazer
Tentando criar uma uma forma de modelar
esse esse inconsciente por meio por meio
da palavra por meio da sugestão e até
mesmo da de algumas técnicas de hipnose
isso obviamente vai aumentando né isso
obviamente vai vai se
inicialmente isso é introduzido até
mesmo na para a comunidade científica
como
uma nova
uma nova possibilidade científica um
novo estudo científico né E talvez até
aí pelo nome
escolhido de
neurolinguística dando essa essa
passando essa ideia de que seria algo
relativo a linguística e algo relativo a
Neurologia
mas não na verdade não tem essas
relações né então já nos anos nas
décadas seguintes já depois da primeira
década a comunidade científica
não
endossou né Essa
minhas práticas e nem a esse modelo
criado como como
tendo uma afiliação como sendo afiliado
Como estando relacionados à linguística
e nem a propriamente a Psicologia ou a
psicanálise
Mas enfim continuou isso continua a
formação de
Bender é mais relacionada a psicologia a
psicanálise né a formação inicial do
grinder do grinder era em psicologia e
depois ele foi estudar foi fazer
continuar os seus estudos ainda na
Califórnia na área de linguística
mas
não não os direcionamentos que foram
dados a essa
a essa escola ou essa enfim esse modelo
não tinham a ver diretamente com a não
tinham a ver diretamente com pensamento
ou enfim com o com a metodologia
linguística tinham mais a ver com
algumas técnicas práticas utilizadas em
psicanálise
isso talvez explique também né o
interesse de muitas
de muitas pessoas ainda hoje em
psicanálise
pessoas que têm outras formações
iniciais né pessoas que têm informação
talvez aí em filosofia em Teologia
justamente para entenderem mais de
algumas dessas Talvez né entenderem mais
algumas
de algumas dessas
ferramentas utilizadas que são
utilizadas também
que a pnl tem comum e é bom Dizer que
duas coisas repetir né na verdade duas
coisas primeiro
existe uma área de estudo na linguística
que se chama é neurolinguística que tem
a ver com funcionamento do cérebro é
completamente diferente tem a ver
com as partes do cérebro estudar fazia
enfim
é uma área que trabalha com imagem
cerebrais
observando aí o funcionamento do cérebro
especialmente no caso de pessoas que tem
algum tipo de afasia causada por um
acidente cerebral um acidente com perda
encefálica
e a outra questão também relacionada a
isso é que o próprio termo programação
neurolinguística ou muito usado no
Brasil com pnl
também não é o único utilizado né então
existem outras outras
nomenclaturas que também são utilizadas
é terapia né terapia
terapia linguística terapia
neural terapia neurolinguística terapia
enfim existem vários outros vários
outros
outras
utilizadas e até
não uso de nomenclatura até pessoas que
usam as técnicas sem
[Música]
referir aí A nomenclatura outra coisa
que também é importante dizer é que
aqui a gente tá a gente tá abordando
aqui
essa questão da relação entre
as palavras e os e as coisas do mundo
real né as pessoas as ações os
acontecimentos
e essa relação
exacerbada no sentido de que é a gente
está analisando Principalmente dentro do
contexto
de de
identificação Cristã dentro do contexto
das Comunidades religiosas aí de
identificação Cristã E aí é nesse nesse
contexto é que a confissão positiva
embora a ideia de pensamento positivo
também exista bastante
no
na própria programação em busca mas não
só né essas ideias existem aí
nas práticas ocultistas em relações em
religiões ou pensamento religioso
oriental de Base
orientalismo a Nova Era
essas essas ideias essas práticas e tem
existem aí há muito mais tempo
então
[Música]
muito bem pessoal então é esse é o nosso
tema de hoje né então aquelas aquelas
frases que a gente viu no início né de
Tome muito cuidado com o que diz né e as
suas palavras têm poder né Realmente as
palavras têm sim poder mas como a gente
viu a as palavras têm o poder que a
gente dá a elas no sentido de atenção ao
que elas significam né como elas
relacionam os sentidos então a gente
precisa estar aí atento ao poder das
palavras de apontarem para os sentidos
que a gente quer utilizar o que a gente
precisa utilizar no nosso discurso Então
esse é a o poder aí das das palavras que
a gente pode notar e pode observar com a
ajuda da linguística
não um poder Místico de fazer coisas ou
de trazer coisas ou de decretar coisas
etc
na próxima aula a gente vai continuar
essa essa série que já está chegando ao
fim nessa série de estudos na nossa
próxima aula é nós vamos estudar
sobre o título
Entendes o que leis então se você quer
saber mais sobre esse tema
você é meu convidado para nossa próxima
aula igualmente as quintas na
quinta-feira que vem né no dia no dia
na quinta-feira que vem às 19 horas a
gente se encontra novamente no dia 10 né
não no dia 6 mas no dia 10/11 a gente se
encontra novamente para continuar a
falar sobre esses temas muito obrigado
por ter nos acompanhado aqui Fique à
vontade para
ver os outros vídeos dessa playlist e
das outras playlists que a gente tem
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podem se interessar por ele até a
quinta-feira que vem Deus abençoe

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