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Linguagem, Fé e Comunicação: Entre bordões e bordoadas-o que é que você quis dizer? Leandro IBNU 10

Linguagem, Fé e Comunicação: Entre bordões e bordoadas-o que é que você quis dizer? Leandro IBNU 10

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[Música]
Olá boa noite a todos sejam muito bem
vindos ao nosso curso linguagem fé e
comunicação hoje
na aula de número 10 entre bordões e
bordoadas o que que você quis dizer
bom e a nossa pergunta uma das perguntas
que a gente vai
tentar responder hoje essa Existe uma
forma certa de falar Existe uma forma
certa de de se expressar com a língua e
se sim o que é falar errado quer falar
certo o que é falar errado Bom depende
da maneira como a gente
visualiza os fatos da língua depende da
maneira como a gente trata
a língua a linguagem e aí se você não
viu as nossas primeiras aulas em que a
gente falou acerca da linguagem da
língua da Fala dessas expressões
e desses termos você pode depois
retornar retornar essas esses vídeos é
portanto assim o que seria falar certo e
errado se a gente tem uma abordagem
pela prescrição se a gente tem uma
abordagem
prescritivista
da língua e da linguagem como é
abordagem tradicional
da da gramática tradicional
é a gente vai dizer sim Existe uma forma
certa e uma forma errada de se escrever
questão maior aí é instituir o padrão né
entender aquilo que é ou ter um padrão e
ter um padrão que seja ajustado as que
esteja ajustadas necessidades da língua
o que acontece muitas vezes é que se
busca um padrão muito
ou antiquado ou relativo apenas a
escrita um específico de escrita numa
escrita mais artística né a boa chamada
boa literaturas bons autores é e não
contempla outros gêneros literários não
contempla gêneros orais quer dizer a
própria linguagem falada né da língua
então é esse seria esse seria um desafio
para abordagem prescritivista né ser
fazer sentido ser
de fato é
relevante
no contexto integral de uso da língua
se a gente tem uma abordagem
descritivista quer dizer se a gente
descreve a língua como um fenômeno
complexo
em todas as suas em todas as suas
possibilidades e manifestações Então aí
fica um pouco difícil a gente é a gente
dizer que uma forma utilizada seja certa
ou errada né É em uma primeira vista
todas essas formas que são retratadas e
que são descritas na língua por
existirem e por comunicarem
elas estariam entre muitas aspas certas
né Mas qual seria
qual seria então esse esse critério para
se dizer que alguma uma determinada
expressão uma determinada forma de
comunicação estaria certa ou errada
o fato de que ela se aplique
corretamente que ela
tenha atinja o seu objetivo primário né
então se uma pessoa diz
uma aí não produz uma enunciação que se
diz uma palavra diz uma expressão uma
frase e essa frase é perfeitamente
entendida é pela outra pessoa né da
maneira como
a essa esse enunciador que quis dizer
então Teoricamente Não Há um erro de
comunicação Não Há um erro linguístico
agora essa fala pode estar adequada ou
inadequada E aí quais são esses
critérios de adequação
de determinada forma
utilizada da língua bom primeiro se a
gente tem esse essa percepção da língua
pelos seus
da descrição da língua a gente percebe
que a língua tem diversos registros você
já deve ter notado que a nossa forma de
falar muda
conforme mudam as situações em que a
gente precisa falar em que a gente
precisa se comunicar a gente não fala ou
não deveria falar da mesma maneira com
as pessoas né da nossa casa da nossa
família
que são pessoas mais próximas a gente
não usa a língua da mesma maneira
falando com essas pessoas e falando em
contextos mais formais conversando com
uma pessoa
que a gente não conhece conversando com
uma pessoa a quem a gente quer
Demonstrar um certo respeito uma
deferência é ou quando a gente fala em
público
quando a gente fala em público quando a
gente fala tentando demonstrar uma certa
um certo respeito a mais por alguém que
a gente não conhece ainda muito bem a
primeira vez que a gente que a gente
conversa
essas maneiras todas de falar a gente
chama de registros né essas situações
essas formas de usar a língua que são
diferentes umas das outras e que a
se aplicam a situações de fala diferente
a gente chama de registros da língua
e a gente tem aqui entre esses registros
né três registros principais a gente
poderia notar aí três Há muitos
registros Tá mas assim é que eu vou
falar de três registros principais e
dois tipos de inadequação que vão aos
extremos
do uso da língua então a gente tem aqui
um registro mais formal o registro
chamado semi formal o registro informal
e nos extremos a gente tem aí o chamado
preciosismo que aquele uso exagerado da
língua né que ele uso exagerado das
regras geralmente a regras da escrita
uso de palavras antigas palavras pouco
conhecidas uso de formas verbais mais
complicadas
isso aí tudo
isso tudo configura o chamado
preciosismo e na outra ponta a gente tem
o chamado plebeísmo ou vulgarismo né que
é uma fala é
excessivamente
é não vou dizer só simplificada Mas é
uma fala que usa excessivamente a
palavras e expressões
que
são tidas como vulgares que chocam
outras pessoas ou que
não usam
determinadas ou que que usam de maneira
diferente certas regras da língua de
maneira a parecerem
se colocarem essas pessoas que usam a se
colocarem numa posição de desvantagem
então é quando se usa uma fala
desse desse tipo quando se usa o quando
se faz o chamado vulgarismo né o
playbolismo
essa fala geralmente é vista
de maneira negativa essa fala é vista de
maneira estereotipada
e se não estiver servindo a um objetivo
humorístico por exemplo né com certeza
será criticada é
intuitivamente pelos falantes da língua
tá E aqui não tô nem dizendo de uma
crítica simplesmente do professor de
português uma crítica de uma pessoa que
seja
literato estudioso da língua ou enfim
não mas é a fala excessivamente
Popular não é
ela recebe crítica recebe pelo menos um
estranhamento dos outros das outras
pessoas né das dos demais
participantes aí da comunidade de fala
e eu trouxe aqui alguns exemplos de cada
uma dessas
desses registros ou desses tipos de
expressão então é uma uma frase aí
utilizando preciosismo né
desliguei aqui vim então a gente nota e
o uso do
da mesóclise né que é quando o pronome
crítico é colocado entre
as partes do verbo né
entre o radical e a terminação do verbo
e ainda usa faz uso aí de uma expressão
né dizer aqui vim
desliguei a que vem né
o propósito de eu ter vindo a razão de
eu ter vindo então uma expressão
excessivamente
complicada
isso aí configura um exemplo de
preciosismo uma essa mesma frase uma
frase que tem um sentido parecido no
registro formal ficaria assim vou lhe
dizer porque vim
né então notem que não há um excesso aí
mas
existe uma certa preocupação com a
questão sintática né a organização da da
frase as palavras estão
todas completas né com todas as suas
partes então
no registro formal essa frase poderia
caber
num registro semi formal né que é um
registro aí intermediário
do formal para o informal né tem aí
algumas algumas questões
da informalidade sendo utilizadas junto
a um padrão geral
é
inconsonância a chamada gramática
tradicional na gramática escrita né
notem que a medida que a gente vai
passando do mais formal para o menos
formal a gente vai se distanciando
daquilo que seria a escrita tá então a
fala mais formal muitas vezes
especialmente preciosismo tem como como
fonte de inspiração tem como base
principal a própria escrita a própria
gramática que sobre a escrita
o a gramática da escrita então registrou
sem me informar o seria vou falar para
você porque eu vim então aqui a gente
tem é o uso de
o verbo falar aí em vez do dizer que
seria o mais né adequado digamos assim
em termos da língua a gente tem que um
verbo falar que é um verbo menos menos
Preciso né então vou falar para você eu
vou falar para você um registro sem me
formal e um registro informal seria vou
te falar porque é que eu vim
né a gente já tem aí uma uma repetição é
que de reforço né então a gente já tem
uma uma fala mais
né menos cuidado
e o que seria um exemplo aí de
vulgarismo ou playbolismo né Se alguém
dissesse assim aí eu vou bater real para
tu
isso seria um exemplo de
plebeísmo né seria o uso já no extremo
oposto né no oposto do que seria aí o
preciosismo a gente teria eu o plebeísmo
vou bater a real para tu
quer dizer mais ou menos a mesma coisa
né vou vou dizer vou dizer para você
porque eu vim né vou dizer para você
seria mais ou menos teria mais ou menos
esse mesmo sentido
bom os registros como a gente viu é
importante a gente notar Qual é o
registro porque porque como registro
hoje é cada registro Ajusta a expressão
da língua a uma determinada situação de
uso a intenção do falante é importante
notar o registro para saber se aquilo
que eu estou dizendo
está adequado a minha intenção e a minha
e a situação né de fala que se apresenta
então a palavra-chave para gente hoje
aqui é adequação é adequação desse
registro
eu posso usar uma fala menos formal uma
fala mais é
com uma variação maior com uma
variabilidade maior né A que se
distancia da gramática da escrita
posso usar isso Bom depende se estiver
numa contexto mais informal conversando
com amigos uma situação descontraída
e entre esses amigos ninguém se quer
perceber que a gente está conversando
com essa com essa característica né mais
formal não há problema agora numa
situação de uso mais formal falando em
público conversando com alguém é a quem
eu quero demonstrar respeito Ou
conversando com alguém que eu não
conheço
nem eu preciso saber outras
possibilidades né E aí é que mora
uma aí que está uma uma
questão bastante preocupante que é as
pessoas não conhecerem outras formas
outras variedades né
é muito preocupante quando uma pessoa só
conhece o jeito informal de falar só
conhece né o jeito é que se distancia
das regras da gramática escrita da
gramática da escrita né
que como eu já disse né a fala mais
formal fala mais cuidado é mais próxima
tá que claro a gente tá fazendo uma
aproximação
mas grosso modo seria isso
Então eu preciso nessa adequação eu
preciso pensar na fala da chamada fala
culta né o nosso o nosso É objetivo aqui
hoje é falar um pouco de escrever um
pouco essa fala culta é que não se
engane fala culta quer dizer cuidada
cultivada tá não é fala curta porque a
fala das pessoas que são mais
inteligentes do que as outras e quem não
fala dessa maneira é porque é não é
inteligente alguma coisa assim não é
esse o sentido
é uma fala cultivada uma fala cuidada
as pessoas Teoricamente deveriam
aprender a se expressar também numa fala
culta para que elas possam escolher para
que elas possam adequar a sua maneira de
expressão a situação e a minha intenção
também tá se eu só sei falar né como
aquela pessoa lá uai eu vou bater real
para tu se eu só sei falar desse jeito
né
em muitas situações eu vou ser
eu vou a minha fala vai ser vista
negativamente né A minha fala vai ser
estigmatizada mesmo que eu nem sequer
perceba isso é isso aqui é uma questão
preocupante
bom então a gente vai passar aqui agora
algumas inadequações comuns que são os
nossos bordões E bordoadas aí do título
da aula de hoje
vamos começar aí com algumas alguns
bordões
vamos começar falando aí sobre alguns
bordões
mas antes disso
Antes de nós falarmos aí sobre
alguns bordões vamos ver quais são
algumas inadequações é comuns em geral
tá então primeiro os clichês que são aí
Os bordões
são as palavras ou expressões na verdade
as expressões e frases né que já foram
muito usadas e por terem sido muito
usadas é elas acabam chamando mais
atenção
para esse fato no profato de serem muito
conhecidas do que
de fato para o seu sentido então o uso
dos clichês acaba sendo a
análogo muitas vezes acaba sendo
comparável ao uso dos bordões no humor
né o bordão no humor é aquela frase
aquela palavra que aquela expressão que
é repetida muitas vezes pelo personagem
E aí essa repetição dessa frase dessa
palavra né é acaba sendo a
característica daquele daquele
personagem muitas vezes daquele artista
né e é o bordão que torna engraçado
às vezes uma frase que não tem graça em
si nela pode se tornar engraçada pela
repetição então é esse o cuidado que a
gente precisa ter com os clichês né o
uso dos clichês então está proibido não
de maneira nenhuma Agora se a minha fala
é uma fala mais formal quanto mais
formal eu quero que seja a minha fala eu
preciso prestar atenção uma quais
clichês eu estou usando e assim eu estou
usando muitos clichês porque os clichês
E daqui a pouquinho a gente vai ver
alguns exemplos os clichês Como eu disse
são palavras que expressões porque que
por terem sido muito Muitas vezes
repetidas podem causar mais aí serem
mais estarem mais próximas do humor do
que dá comunicação normal da comunicação
regular
as redundâncias também entram nessa
nessa questão aqui né das inadequações
muito comuns
as redundâncias é quando a gente repete
uma ideia ou repete palavras por exemplo
subir para cima descer para baixo entrar
para dentro sair para fora
Então essas redundâncias é
podem ser usadas
[Música]
literária de maneira literária para
reforçar uma ideia para
chamar atenção para essa para as
próprias palavras para o próprio texto
tá mas a gente precisa ir ter um cuidado
de limitar essas essas redundâncias ou
então não usar essas redundâncias num
contexto mais formal
os chamados solecismos E barbarismos aí
da da
gramática tradicional né O que seriam os
solicismos e barbarismos seriam as
questões de
sintaxeletismos né então por exemplo
quando a pessoa diz as cadeiras as
pessoas né E aí falta a concordância né
as plural pessoas Então as pessoas
concordam com mais lógico concorda com
pessoas Então as duas palavras que
concordam que se relacionam
sintaticamente precisam estar
ajustadas ali aí alinhadas com relação a
sua morfologia
e a falta dessa falta dessa
concordância né
seria classificada aí de solecismo isso
é só um exemplo de solicismo e o
barbarismo seria a uma pronúncia é uma
escrita equivocada de uma palavra então
o fato de dizer é circuito em vez de
circuito por exemplo né esse seria um
barbarismo seria uma pronúncia é uma
pronúncia
considerada equivocada dessa dessa
palavra a pronúncia não ajustada
o preciosismo como a gente viu também né
que essa fala excessivamente
essa fala
que demonstra o que que utiliza a
estruturas da língua que são mais
complicadas de propósito
o
pretérito-mais-que-perfeito
o a mesóclise palavras pouco utilizadas
pouco conhecidas né Então tudo isso é
faz parte desse desse uso chamado de
preciosismo
e do outro lado a gente tem o vulgarismo
ou plebeísmo que é o uso é excessivo de
palavras mais populares palavras de
baixo calão a não a não o não uso das
concordâncias né então não se fazerem as
concordâncias então é o tué nós vai né o
agente vamos então isso estaria esse
tipo de
soletismo estaria dentro do
estilo de fala do vulgarismo
além disso a gente tem também o
estrangeirismo né os estrangeirismo é o
uso de palavras estrangeiras no contexto
de fala do português então a gente vê
isso muito frequentemente em algumas
em alguns nichos né alguns nichos parece
que tem maior isso tem uma uma
aceitação maior né É comum quando surgem
termos novos
havia algum tipo de interação aí entre
as palavras da língua em que esses
termos surgiram e a nossa língua mas é
ultimamente até por conta do avanço da
tecnologia a gente tem visto muitas
palavras entrarem para o português vindo
do inglês por exemplo então internet
modem
e algumas palavras vem diretamente então
questão de bra a questão de
tanto palavras que vem diretamente como
branding e a count Beauty por exemplo
são palavras utilizadas no meio
corporativo por exemplo ou pelo pessoal
de da tecnologia da informação
e outras palavras parecidas e outras
palavras vem de maneira indireta
vou explicar então a palavra existe já
em português e a pessoa usa essa palavra
que já existe em português
com o sentido que ela tem na língua
estrangeira né é o caso de câncestante
por exemplo né
é uma palavra que em português
consistente né já existe em português em
português consistente quer dizer algo
que tem consistência o que tem
substância né
agora muita gente tem usado a palavra
kansistente com o sentido de algo que é
frequente algo que é confiável algo que
é viável então ser
consistente entre aspas na sua no seu
posicionamento né seria
ser firme no seu posicionamento ser
constante no seu posicionamento e não
consistente como a gente tem visto
pessoas
utilizarem a palavra também assertivo
assertivo quer dizer afirmativo né a ser
assertivo tem a ver com a serção
E no entanto algumas pessoas têm usado a
palavra
assertivo em vez de acessão aí nem seria
tanto caso talvez de estrangeirismo mas
mas o que a gente chama de catacrese que
é quando a gente usa uma palavra
sem prestar atenção o seu sentido
Inicial seu sentido original é que é
usar o assertivo com sentido de correto
ou acertado né então meio que uma
confusão aí de palavras é então esses
são essas são algumas inadequações agora
a gente vai começar falando sobre alguns
bordões
né ou seja algumas alguns clientes que
são bastante usados e que a gente deve
prestar atenção pelo menos né não digo
para não usar mas nenhuma dessas formas
aqui mas para prestar atenção é para
saber qual é a intenção se a intenção é
o amor sem intenção é se a situação de
uso é uma situação informal ou se é uma
situação mais formal então alguns
bordões seriam em uns clichês né lugares
comuns abrir com chave de ouro ou fechar
com chave de ouro ao amanhecer do dia
também é um outro Clichê ao apagar das
luzes né bater em retirada é um outro
exemplo aí de clichê cair como uma luva
também caixinha de surpresas alguém é
uma caixinha de surpresas
chegaram denominador comum são frases ou
muito usadas
e que por terem sido muito usadas chamam
mais atenção é para si do que como
componente de uma frase maior né são
como se fossem mini ditados
chover no molhado é um outro exemplo
Como manda a tradição
Fulano dispensa apresentação
alguma coisa ser um divisor de águas
do Oiapoque ao Chuí
um erro gritante né alguma coisa ser uma
faca de dois gumes
alguém fazer das tripas coração
ou se fazer uma colocação em vez de se
dizer alguma coisa
uma inflação galopante
um jogo de vida ou morte
lavar a alma
ter um leque de opções
buscar um lugar ao sol
ver uma luz no fim do túnel
né alguém que se refere a uma escrita
de maneira geralmente isso é
se refere alguma coisa que foi escrita
como essas maltratadas linhas né
no fundo do poço
Parece que foi ontem
né passar em brancas nuvens alguma coisa
passar em brancas nobes com certeza você
já ouviu muitas vezes essas expressões
que a gente está mencionando aqui né
pegar o bonde andando
pelo andar da Carruagem
perder o bonde da história o bonde
novamente aí
estar perdidamente apaixonado
estar em petição de miséria
ser o pomo da discórdia
preencher uma lacuna
procurar chifre em cabeça de cavalo
procurar pelo em ovo
quebrar o protocolo
fazer algo com Requinte de crueldade
sair de mãos abanando
sentir na pele determinada coisa
tecer comentários em vez de comentar
dar um tiro de Misericórdia ou receber
um tiro de Misericórdia voltar a estaca
zero né para usar um Clichê para fechar
com chave de ouro né
por último mas não menos importante
outros dois clichês voltar a estaca zero
então esses são alguns bordões aí que se
o objetivo for o humor né Fazer um
glacejo e brincar com alguém né Essas
essas expressões são perfeitas porque
elas
são muito conhecidas já foram vidas
muitas vezes as pessoas entendem de
pronto é o que elas aplicação delas mas
também por outro lado tem essa essa
outra questão de ela se prestarem mais
quando são
repetidas por já terem sido muito usadas
ela se prestam mais aí amor do que
propriamente a comunicação
agora algumas bordoadas né É abordoada é
literalmente aí um golpe de bordão né um
golpe com pedaço de madeira uma paulada
É mas aqui Bordo A gente tá usando com
sentido de dessas outras inadequações
que não se encaixam né nos clichês não
são os clichês mas são outras
inadequações aí que a gente precisa
atentar para que a gente precisa tentar
então vou descrever algumas aqui
pronomes verbos né algumas algumas
questões que são dúvidas muito
frequentes que as pessoas têm
primeira que eu quero aqui mencionar é a
da palavra onde ou da palavra aonde as
duas palavras existem mas a gente
precisa ter aí um cuidado de quando usar
uma quando usar outra né então a palavra
onde pressupõe em então onde quer dizer
em algum lugar e aonde já tem aí a
preposição A então é Há algum lugar para
algum lugar tá então a ideia de
movimento está em onde a ideia de
permanência está em onde portanto
eu digo quando eu pergunto onde você
está Porque a pessoa está em algum lugar
agora eu pergunto aonde você vai porque
a gente tem aí a ideia de movimento né a
gente tem
na própria palavra a gente tem o a né
para
a gente também tem uma outra forma que a
forma de onde de onde você vem né De
onde você vem procedência
agora Quais formas na verdade não
existem digamos né existem porque as
pessoas usam mas que estão inadequadas
na língua
a forma na onde então a forma na onde
está inadequada Então em vez de dizer na
onde você está né as pessoas é para se
quiserem falar de maneira adequada né
mais formal elas deveriam dizer onde
você está
numa fala mais cuidada né em vez de Na
onde você vai né uma fala mais cuidado
seria aonde você vai
da mesma forma o da onde né da onde
também é não estaria adequado em vez da
onde você veio a forma mais adequada
seria de onde você veio né assumindo aí
uma Fala novamente falando assumindo uma
fala mais culta né uma fala cultivada
uma fala cuidada
algumas outras questões aí né o seje a
palavra seje não faz parte da da do
paradigma do verbo ser né então seria
seja então espero que você seja
feliz né seja seja seja seja seja
sejamos e todas todas as outras formas
desse verbo tem o a e não é Então seja
da mesma maneira
esteja e não esteja né então
esteja bem espero que você esteja bem
então esteja esteja E aí assim segue a o
verbo estar também nessa conjugação aí
nesse nesse paradigma com o a
outra dúvida que as pessoas costumam ter
bastante é sobre meio e meia quando uso
meio e meia
eu posso usar os dois se o sentido for
metade
por exemplo meio-dia quer dizer metade
do dia
meia hora metade de uma hora 30 minutos
portanto meio-dia e meia quer dizer
metade do dia e metade da hora tá então
é esse horário aqui meio-dia e meia 12 e
30
meio cansado outro uso é de meio é com
sentido de um pouco né então meio
cansado quer dizer um pouco cansado
e esse nesse uso meio não não tem
modificação porque um advérbio meio
cansado meio cansada Tá então não há
concordância aí porque meio é uma
palavra invariável com esse sentido de
um pouco
meio cansado então se a pessoa diz meia
cansada que será que ela está querendo
dizer
meia cansada ou meio cansada
menos lugares tá então menos
é invariável também menos lugares
a menos pessoas não não tem a forma não
tem forma feminina essa palavra então
menos lugares menos pessoas e nem forma
singular menos cheio menos gente então
sempre é invariável tá
outra falando em variável né também fica
invariável sempre na terceira pessoa o
verbo haver com o sentido de existir
então quando eu quero dizer né havia
pessoas mesmo que seja plural então
havia uma pessoa Havia duas pessoas né é
não importa o tempo dessa desse verbo né
pode ser presente pode ser passado pode
ser futuro pode ser a pessoas né sempre
a no singular nunca amo
a sempre é
a haverá ouvir
né então não digo houveram Dias Mas ouve
dias porque porque haver aqui tem o
sentido de existir tá o existir sim vai
para o plural então aqui eu poderia
dizer existirão dias mas eu digo ouve
dias
é esse é uma uma dúvida essa é uma
dúvida que muita gente tem muita dúvida
que muita gente tem é sobre o mim né
quando eu uso o mim
é geralmente Sim a gente usa o mim
depois de uma preposição faça isto para
mim né É mas nunca é esse mim é sujeito
de um verbo como aconteceria aqui nessa
frase se ela fosse possível né
dá para mim ver quem é que vai ver mim
então dá para eu ver então mesmo numa
fala mais informal ela pode ser mais
cuidada é usando aí eu em vez do mim
outra questão aí que tem Aparecido cada
vez mais é a
conjugação aí com a
falta de conjugação do plural ou enfim a
estagnação na terceira pessoa do
singular né então o tué Tu viu tu foi né
que é bastante comum tanto aqui no Rio
como no sul também no Norte no Nordeste
é em algumas regiões assim também o nós
é né Nós É em vez de nós somos então a
uma Fala uma fala mais cuidada
exige aí uma fala cultivada exige aí uma
atenção
ao pronome né
nós somos e nós fazemos né e não é nós é
e nós faz
e o uso também do agente com o sentido
de nós a gente pode ser usado
tranquilamente com sentido de nós mas
deve ter o verbo na terceira do singular
então é a gente faz a gente faz a gente
é a gente vê tá Mesmo mesmo indicando
muitas pessoas a gente é a gente faz a
gente viu a gente foi
e não o verbo aí no plural
outra dúvida que as pessoas têm é
desrespeito a
desrespeito a alguns particípios né de
verbos por exemplo
o verbo pegar o verbo pegar no
particípio é pegado né e não pego então
algumas pessoas me perguntam assim ah
mas qual é eu pronuncio aberto ou
fechado Qual é o certo de dizer eu tinha
pego eu tinha pego né é Teoricamente se
for uma fala mais culta
é uma fala mais cuidada né é pegado
nenhum nem outro então seria pegado ou
apanhado tinha
surpreendido né ah como é que eu falo
pego de surpresa eu pego de surpresa ela
surpreendido numa fala mais culta uma
fala mais informal mais popular E aí não
há não há problema se a pessoa decidiu
então se a pessoa tiver usando de
propósito né para para indicar alguma
coisa mas é numa fala mais cuidada tinha
surpreendido né eu tinha apanhado alguém
de surpresa ou tinha mesmo pegado alguém
de surpresa
assim também o particípio de trazer é
trazido Então tinha trazido e não tinha
trago
o particípio de chegar é chegado então é
tinha chegado e não tinha chego
o particípio de comprar é tinha comprado
e não tinha compro e assim
sucessivamente tá
outra dúvida que as pessoas têm É
em vez de né quando usar em vez de e
quando usar ao invés de
em vez de quer dizer alternativamente
e ao invés de quer dizer ao contrário
então é a gente é muito mais fácil a
gente achar uma situação para usar em
vez de do que ao invés dele tá então
faça isto em vez daquilo né é uma
alternância estudando uma alternativa
propondo uma alternativa e não faça isso
ao invés daquilo não faz sentido isso A
não ser que uma ação seja inversa seja
oposta a outra né então ao invés de
entrar saia
aí eu tenho uma ideia de oposição
agora se eu não tiver ideia de oposição
você simplesmente tiver uma ideia de
alternância ou mais adequado será dizer
em vez de
assim também a gente tem a medida que e
o na medida que então a medida que tem a
ideia de proporção então a medida que as
pessoas iam chegando e iam se sentando
né a proporção que as pessoas iam
chegando e iam se sentando e na medida
que tem a ideia de causa né então na
medida que as pessoas
não vinham
enviavam uma um pedido de desculpas
Então é porque as pessoas
não vinham Porque as pessoas não não
tinham vindo enviaram pedidos desculpas
então a medida que tem ideia de
proporção e a na medida que tem ideia de
causa de motivo na medida que quer dizer
porque
pelo fato de
outras expressões a de encontro a e ao
encontro de né muita gente confunde
essas duas expressões de encontro lá
quer dizer contra
e ao encontro de quer dizer a favor
então elas são contrárias
nessas expressões são contrárias e você
não deve confundi-las então ir de
encontro a uma pessoa é discordar dela é
ir contra o que diz uma pessoa e ao
encontro de alguém é ir no mesmo sentido
ir a favor né dizer a mesma coisa que
então se eu digo assim a sua a sua fala
veio ao encontro da minha ideia
quer dizer a sua fala é você tá dizendo
a mesma coisa que eu já tinha pensado
antes digo a sua fala vem de encontro a
minha ideia quer dizer você está falando
uma coisa contra aquilo que eu tinha
pensado então não confunda essas duas
expressões
enquanto tem a ideia de tempo
Tá então não devo dizer frases como eu
enquanto Professor faço tal coisa não eu
na qualidade de professor faz tal coisa
eu como professor faço tal coisa tá
então é enquanto tem ideia de tempo não
deve ser usado
com o sentido de como ou na qualidade
dele tá repito numa fala cuidado tá
o gerúndios os famosos gerúndios que
assolam aí a nação principalmente ou de
maneira mais fervorosa desde o
finalzinho da década de 90 né É
na no final da década de 90 início da
década de 2000 saiu uma reportagem numa
revista especializada
que tinha o título O gerúndio dos
assassinos e a era uma reportagem bem
humorada sobre o uso excessivo dos
gerúndios dos verbos no gerúndio
existem verbos o verbo no gerúndio não é
não é em princípio errado né A questão é
o excesso e é o uso indiscriminado do
gerúndio O que quer dizer o gerúncio
quer dizer uma ação em curso uma ação
que está acontecendo em algum momento
então se eu digo é por isso essa frase
não faz não faz sentido vou estar
emitindo o boleto para o senhor estar
pagando né
vou estar emitindo uma ação que vai
estar em curso
mas não há nenhuma outra quer dizer não
há quando vou estar emitindo quando
enquanto o que mais vai estar
acontecendo né antes do que eu durante o
que né uma ação durativa
para o senhor estar pagando não para o
senhor pagar né Então essa
essa frase anterior não é não está
adequada porque ela não não faz sentido
gerúndio é durativo agora se eu dissesse
alguma coisa do tipo vou estar emitindo
boletos quando aquela porta se abrir
então notem que eu tenho um foco na
duração de uma ação em uma ação eu tenho
foco em uma ação durativa É exatamente
esse o propósito do gerúndio né eu estou
falando eu estava falando quando outra
coisa aconteceu eu estarei falando
quando tá outra coisa acontecer então o
gerúndio é é uma marca de uma ação
durativa tá se ação não for dura ativa
não faz sentido usar o gerúndio tá então
vou estar convidando alguém para estar
pedindo é que vocês estejam fazendo qual
tal coisa Nada disso faz sentido porque
nenhuma dessas ações são durativas a
gente pode simplesmente dizer vou pedir
ou peço a alguém para
solicitar tal coisa enfim ou vou boletos
para o senhor pagar né então não precisa
o uso do gerúndio nesse sentido então
troca tira o gerúndio fez sentido então
Muito provavelmente esse gerúndio aí não
é necessário porque não se refere a uma
ação durativa
outra questão também bastante comum hoje
né um verbo mediar tem sido um verbo
muito muito usado né muito comum é fazer
a mediação de algo só que esse verbo é
um verbo irregular né então esse verbo
se conjuga eu me odeio eu me dei um
debate né
então eu me dei o tu medeias ele me Deia
nós mediamos vós mediais eles me deiam
então a conjugação desse verbo é um
pouquinho
diferente aí embora ele terminem e ar
ele tem esse essa terminação aí como se
ele terminassem errar em algumas pessoas
Então é
quer aí atenção
o outro verbo que requer também a
atenção verbo adequar né Vamos lá vamos
conjugar o verbo adequar eu
ajusto acertou Quem disse eu a justo é a
conjugação uma conjugação possível aí do
verbo adequar porque o verbo adequar é
um verbo defectivo que quer dizer isso é
um verbo que não tem todas as formas
então o verbo adequar não tem a forma da
primeira pessoa
tá então eu preciso substituir por um
outro verbo que tenha a
um sentido próximo tá então eu ajusto ou
eu faço a adequação
é
as únicas duas formas do verbo adequar
no presente são adequamos e adequais só
isso então não tem a primeira pessoa nem
a segunda nem a terceira do singular e
nem a última nem a terceira do plural
nenhuma delas existe no presente então
eu ajusto você ajusta ele ajusta nós
adequamos e eles vocês ou eles ajustam
nessa é uma forma aí de usar Não tente
usar o verbo adequar nas formas que não
existem é outros verbos que também são
definitivos e não tem todas as formas
são os verbos colorir verbo falir verbo
explodir tá então o verbo colorir não
tem a forma da primeira
pessoa tá é como é que é colorir eu
pinto Então não é seu uso verbo pintar
seu uso verbo né outro verbo que tem o
mesmo sentido tá falir também não tem
então é as pessoas têm até uma expressão
né eu vou à falência né então porque não
tem a primeira pessoa o verbo Faria
então é falimos o verbo colorir esse
conjuga colorimos
colorir falimos e falheis e o verbo
explodir também explodirmos explodir né
aliás até tem outras formas explode tem
explode existe tá explode explode
explodindo explodir explodem mas não tem
a primeira pessoa do singular verbo
explodir também é defensivo mas não tem
só a primeira pessoa do singular
outra dúvida aí por causa de né e por
causa que por causa de Ok então é por
causa disso é que tal coisa acontece por
isso aconteceu por causa de tal situação
mas não por causa que tá em vez de usar
por causa que o sugestão né o ideal é
que se use Porque
não vim por causa que estava doente não
não vim porque estava doente
outra questão aí que
gera dúvida
são os plurais das palavras que terminam
em ão em português tá a gente tivesse
tempo a gente poderia explicar um pouco
mais de maneira um pouco mais
aprofundada tinha isso tem a ver com a
própria
origem de cada palavra por isso a gente
tem aí três grupos de palavras e existem
um grupo de palavras que tem muitas
possibilidades
Então a gente tem a as palavras que
terminam em ão por exemplo e que fazem o
plural em unhas como é o caso de limão e
campeão então limão Limões campeão
campeões mas nem todas as palavras têm
essa aqui esse é o mais é o mais comum
né mas nem todas as palavras que
terminam em ão fazem plural em homens em
português a gente tem algumas palavras
que fazem Torão o plural em anos como no
caso de mão mãos irmão irmãos cidadão
cidadãos bênção
bênçãos chão
chãos grão grãos artesão e artesãos
Então essas palavras fazem plural em
anos e não em homens
existe um terceiro grupo de palavras que
terminam em ão e que fazem plural em
ães então pão pães alemão alemães
Tabelião tabeliões charlatão charlatans
cão cães e Guardião Guardiões
então existem esses três grupos e como
eu disse existem um grupo de palavras
como alazão ancião né que podem é duas
ou mais dessas formas é o caso de ancião
a forma mais comum para o plural de
ancião é anciãos mas também as outras
formas
existem aí na língua então existe
Anciões e Anciões também tá embora a
forma mais comum seja anciãos alazão a
mesma coisa alazão alazões e alazão
outra dúvida de muita gente né como é
que eu me refiro ao dia que veio antes
do dia de ontem
é a forma de se referir esse dia é
anteontem tudo junto anteontem
tá então é anteontem
não é nem é antes de ontem eu posso usar
essa expressão antes de ontem posso usar
mas a expressão antes de ontem se refere
a qualquer dia anterior ao dia de ontem
então é muito impreciso só quero me
referir exatamente ao dia ao dia
anterior ao dia de ontem é anteontem tá
e não
anteontem
ontem nem nenhuma dessas outras maneiras
aí tá anteontem é a forma
outra palavra palavra membro membro não
tem
feminino né então é uma uma mulher pode
ser membro de uma comissão membro de uma
igreja membro de uma comunidade então
membro
é
aquelas palavrinhas que a gente usa né
para se referir genericamente a qualquer
pessoa né fulano beltrano e
cicrano né então a forma adequada é com
R cicrano tá e não não tem L nessa forma
aí não ciclano
outra questão aí a
as pessoas muita gente junta o de graça
com gratis faz um bem bolado aí e dizem
de grátis né mas aí o
resultado não é tão adequado não
adequado seria grátis ou de graça ou
grátis
outra forma aí de redundância é quando a
pessoa diz assim ah tantos dias atrás
bom se há tantos dias já já se indica o
passado né E se digo dias atrás também
já se indica passado Então não precisa
usar as duas formas ou eu uso a ou eu
uso atrás então a dois dias ou dois dias
atrás não preciso dizer as duas formas
juntas dizer as duas formas juntas é uma
redundância e é numa fala mais cuidada
numa situação mais formal Isso deve ser
evitado ou pelo menos sou pesado né Deve
ser pelo menos aí é se for dito que seja
dito de propósito com um para um efeito
específico
outra questão
é a questão do se eu
por repor repor supor compor
a forma desse verbo é se eu puser se eu
puser se eu repuser seu impuser se eu
sou pusesse eu compuser tá então quando
eu compuser uma música
se a forma a forma do que a gente chama
de futuro do subjuntivo é diferente da
forma do infinitivo no caso desse verbo
de alguns outros que a gente vai ver
aqui adiante
isso também acontece com o ter e o reter
né não é se eu ter quando eu ter é
quando eu tiver se eu tiver se eu
tivesse se eu conti tá
a mesma coisa acontece com o verbo vir
né ouvir o intervir né os verbos que vem
do verbo vir
são formados a partir do verbo ver se eu
vier quando eu vier
e a mesma coisa também a gente nota com
o verbo ser e o verbo estar né se eu for
quando eu for né Se eu estiver quando eu
estiver tá então essas formas aí são as
formas adequadas de serem usados Estou
colocando aqui com essas palavrinhas o
seu quando para ficar mais fácil de você
se lembrar da referência ficar mais
fácil né talvez do que eu dizer que Ah
esse é o futuro do subjuntivo futuro do
subjuntivo é diferente do da forma do
infinitivo então infinitivo é é ser
futuro subjuntivo é
é for né o infinitivo é estar o futuro
do subjuntivo a estiver e assim por
diante
agora algumas questões de pronúncia né
as questões que lá na gramática
tradicional
as gramas as gramáticas tradicionais
chamam de prosódia e ortoépia né a
prosódia seria a acentuação correta das
palavras e a ortoépia seria a pronúncia
correta das dos sonhos nas palavras
Então a gente tem aqui algumas alguns
grupos de palavras né
essas palavras aqui né junto com algumas
outras se pronunciam
de maneira adequada gratuito intuito
fortuito circuito etc então elas se
pronunciam com um ditongo né gratuito e
não com um hiato como algumas pessoas
fazem ou gratuito intuito né então
gratuito
fortuito circuito etc
também as palavras é essas palavras aqui
não devem ser numa pronúncia mais culta
numa pronúncia cuidada não devem ser
pronunciadas
designo e resigno mas opto designo e
resigno tá
outra palavra aí que tem uma que algumas
pessoas têm têm
dúvida na pronúncia a palavra rubrica
ela se escreve exatamente assim ela não
tem nenhum acento ela se pronuncia
rubrica tá rubrica
bri é a sílaba mais forte
palavra sobrancelha na sobrancelha não
tem nada a ver com sombra né então é a
sobrancelha
e para a gente fechar essa parte aqui
essa sessão e
iogurte
lagartixa e bicarbonato preste atenção
aonde vai o r né então
iogurte
lagartixa e bicarbonato ou se preferir
iogurte
lagartixa bicarbonato então atenção aí
aonde vai o r
nessas nessas palavras Tá digo isso
porque algumas pessoas confundem o lugar
do r na hora de falar na hora de
pronunciar essas e outras palavras né
até aqui a gente viu é diversos diversos
questões de adequação de inadequação a
gente viu aqui Os bordões esbordoadas é
Mas e quando a gente fala dentro da
igreja de um jeito que parece que é uma
língua diferente né Será que
o igreja existe esse dialeto né o
igrejas
Com certeza a gente tem aí uma uma
variedade
da língua uma um registro específico da
língua
e o que a gente precisa prestar atenção
é se aquilo que a gente voltando aquela
perspectiva descritivista né que a gente
comentou no início a gente precisa
prestar atenção a se essa essa forma de
falar são plenamente entendidas por
todas as pessoas
então falar o tal igrejais
no contexto em que só há pessoas que
conhecem esse esse essa forma de falar
esse esse dialeto vai conseguir se
comunicar plenamente agora usar esse
essa maneira algumas
questões de fala algumas algumas
palavras com alguns significados ou
específicos ou
expressões mais específicas a gente
precisa ter um certo cuidado é com
relação a quem ouve e se a pessoa que
ouve entende exatamente o que foi
o que foi dito por exemplo
nessa frase aqui
ele foi justificado e lavado no sangue
do cordeiro
glorificado essa frase aqui que a gente
poderia facilmente ouvir num contexto
religioso né de identidade
evangélica
talvez não seja plenamente entendido por
alguém que não é desse contexto que não
tem essa identificação e que não conhece
essa essa maneira de falar então talvez
fique aí um pouco difícil dessa pessoa
entender
uma outra uma outra um outro exemplo que
eu trouxe uma historinha e essa
historinha também eu acho que fica um
pouco mais difícil ainda de ser
entendida
fora do contexto
Eclesiástico aí fora do contexto
do contexto religioso
evangélico e nesse caso aqui até
Pentecostal
então diz assim a historinha
estavam lá os irmãozinhos todos
sapateando no fogo um mover tremendo aí
chegou o filho de belial e começou a
atrapalhar a unção vigia e vaso pode dar
lugar não então notem que aqui a gente
tem o uso de várias palavras expressões
com sentido muito diferente
do sentido que é usado algumas dessas
palavras expressões são
ainda fruto aí de traduções mas antigas
né da
do texto bíblico
E aí são acabam meio misturadas né com
algumas algumas experiências algumas
posturas doutrinárias
e o resultado Nem sempre é muito claro
para quem não pertence ao contexto nem
então né sapatilhando no fogo Alguém
poderia pensar que a gente esse aqui
retrata um incêndio e não é o caso né é
mover né mover tremendo que seria mover
tremendo né se você parar para pensar de
maneira bastante
de maneira bastante séria tentando
pensar pelo lado de fora é mais não é
tão fácil de se entender o que essa
expressão quer dizer
né E aí o restante também a questão do
vaso né vaso de planta ou vaso sanitário
nenhum dos dois né Então aqui tem outro
sentido diferente né a pessoa
E então a gente precisa atentar para a
adequação Como eu disse no início repito
agora
é uma palavra bastante importante que a
gente deve
[Música]
considerar é a adequação o que a gente
fala
não há não há não há nada que seja em
tese proibido de se falar no sentido de
que ah isso está errado então eu não
posso falar estou proibido de falar tô
proibido de usar Clichê estou proibido
de usar é menos e seja e
teje enfim não necessariamente
o que você precisa prestar atenção eu ao
contexto eu posso usar isso por exemplo
para
como a intenção de humor de provocar
humor né é eu preciso ter certeza de que
o contexto de uso né e a forma de da
fala forma da linguagem que eu utilizo
estão adequadas isso é o principal isso
é o mais importante com relação ao
igrejas é importante que as pessoas não
se excedem né importante que as pessoas
também tenham um cuidado com aquelas
possíveis pessoas que não entendem o que
estão pelo lado de fora que estão
ouvindo pelo lado de fora que não
conhecem esse esse registro né que não
conhecem essas expressões então é
importante a gente pensar na adequação
daquilo que a gente
que a gente fala
muito bem então com isso nós chegamos ao
final
dessa nossa décima aula e na próxima
aula na semana que vem nós vamos falar
sobre a linguagem da beleza né e falando
sobre a linguagem da Beleza o que será
que a linguagem da poesia a linguagem
das letras de música né os recursos que
são utilizados na linguagem com o fim
mais estético o que isso tem a nos dizer
o que isso tem a dizer para quem está
pensando na linguagem que está alguém
que está pensando nas estruturas nas
palavras e nas formas da língua isso a
gente vai ver na aula que vem Quais são
esses elementos pertencem ao uso
estético da língua e da linguagem na
aula número 11 que será a penúltima aula
Desse nosso curso Então é você é meu
convidado a mais uma vez se juntar a mim
e a nós todos né enquanto nós vamos
falar sobre pensar sobre esse assunto na
quinta-feira que vem dia 24 às 19 horas
novamente
um grande abraço bom dia boa tarde e boa
noite para todos vocês que estiveram aí
com a gente nessa noite e até a
quinta-feira que vem

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