Linguagem, Fé e Comunicação: Entre bordões e bordoadas-o que é que você quis dizer? Leandro IBNU 10
17/11/2022
Linguagem, Fé e Comunicação: Entre bordões e bordoadas-o que é que você quis dizer? Leandro IBNU 10
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[Música] Olá boa noite a todos sejam muito bem vindos ao nosso curso linguagem fé e comunicação hoje na aula de número 10 entre bordões e bordoadas o que que você quis dizer bom e a nossa pergunta uma das perguntas que a gente vai tentar responder hoje essa Existe uma forma certa de falar Existe uma forma certa de de se expressar com a língua e se sim o que é falar errado quer falar certo o que é falar errado Bom depende da maneira como a gente visualiza os fatos da língua depende da maneira como a gente trata a língua a linguagem e aí se você não viu as nossas primeiras aulas em que a gente falou acerca da linguagem da língua da Fala dessas expressões e desses termos você pode depois retornar retornar essas esses vídeos é portanto assim o que seria falar certo e errado se a gente tem uma abordagem pela prescrição se a gente tem uma abordagem prescritivista da língua e da linguagem como é abordagem tradicional da da gramática tradicional é a gente vai dizer sim Existe uma forma certa e uma forma errada de se escrever questão maior aí é instituir o padrão né entender aquilo que é ou ter um padrão e ter um padrão que seja ajustado as que esteja ajustadas necessidades da língua o que acontece muitas vezes é que se busca um padrão muito ou antiquado ou relativo apenas a escrita um específico de escrita numa escrita mais artística né a boa chamada boa literaturas bons autores é e não contempla outros gêneros literários não contempla gêneros orais quer dizer a própria linguagem falada né da língua então é esse seria esse seria um desafio para abordagem prescritivista né ser fazer sentido ser de fato é relevante no contexto integral de uso da língua se a gente tem uma abordagem descritivista quer dizer se a gente descreve a língua como um fenômeno complexo em todas as suas em todas as suas possibilidades e manifestações Então aí fica um pouco difícil a gente é a gente dizer que uma forma utilizada seja certa ou errada né É em uma primeira vista todas essas formas que são retratadas e que são descritas na língua por existirem e por comunicarem elas estariam entre muitas aspas certas né Mas qual seria qual seria então esse esse critério para se dizer que alguma uma determinada expressão uma determinada forma de comunicação estaria certa ou errada o fato de que ela se aplique corretamente que ela tenha atinja o seu objetivo primário né então se uma pessoa diz uma aí não produz uma enunciação que se diz uma palavra diz uma expressão uma frase e essa frase é perfeitamente entendida é pela outra pessoa né da maneira como a essa esse enunciador que quis dizer então Teoricamente Não Há um erro de comunicação Não Há um erro linguístico agora essa fala pode estar adequada ou inadequada E aí quais são esses critérios de adequação de determinada forma utilizada da língua bom primeiro se a gente tem esse essa percepção da língua pelos seus da descrição da língua a gente percebe que a língua tem diversos registros você já deve ter notado que a nossa forma de falar muda conforme mudam as situações em que a gente precisa falar em que a gente precisa se comunicar a gente não fala ou não deveria falar da mesma maneira com as pessoas né da nossa casa da nossa família que são pessoas mais próximas a gente não usa a língua da mesma maneira falando com essas pessoas e falando em contextos mais formais conversando com uma pessoa que a gente não conhece conversando com uma pessoa a quem a gente quer Demonstrar um certo respeito uma deferência é ou quando a gente fala em público quando a gente fala em público quando a gente fala tentando demonstrar uma certa um certo respeito a mais por alguém que a gente não conhece ainda muito bem a primeira vez que a gente que a gente conversa essas maneiras todas de falar a gente chama de registros né essas situações essas formas de usar a língua que são diferentes umas das outras e que a se aplicam a situações de fala diferente a gente chama de registros da língua e a gente tem aqui entre esses registros né três registros principais a gente poderia notar aí três Há muitos registros Tá mas assim é que eu vou falar de três registros principais e dois tipos de inadequação que vão aos extremos do uso da língua então a gente tem aqui um registro mais formal o registro chamado semi formal o registro informal e nos extremos a gente tem aí o chamado preciosismo que aquele uso exagerado da língua né que ele uso exagerado das regras geralmente a regras da escrita uso de palavras antigas palavras pouco conhecidas uso de formas verbais mais complicadas isso aí tudo isso tudo configura o chamado preciosismo e na outra ponta a gente tem o chamado plebeísmo ou vulgarismo né que é uma fala é excessivamente é não vou dizer só simplificada Mas é uma fala que usa excessivamente a palavras e expressões que são tidas como vulgares que chocam outras pessoas ou que não usam determinadas ou que que usam de maneira diferente certas regras da língua de maneira a parecerem se colocarem essas pessoas que usam a se colocarem numa posição de desvantagem então é quando se usa uma fala desse desse tipo quando se usa o quando se faz o chamado vulgarismo né o playbolismo essa fala geralmente é vista de maneira negativa essa fala é vista de maneira estereotipada e se não estiver servindo a um objetivo humorístico por exemplo né com certeza será criticada é intuitivamente pelos falantes da língua tá E aqui não tô nem dizendo de uma crítica simplesmente do professor de português uma crítica de uma pessoa que seja literato estudioso da língua ou enfim não mas é a fala excessivamente Popular não é ela recebe crítica recebe pelo menos um estranhamento dos outros das outras pessoas né das dos demais participantes aí da comunidade de fala e eu trouxe aqui alguns exemplos de cada uma dessas desses registros ou desses tipos de expressão então é uma uma frase aí utilizando preciosismo né desliguei aqui vim então a gente nota e o uso do da mesóclise né que é quando o pronome crítico é colocado entre as partes do verbo né entre o radical e a terminação do verbo e ainda usa faz uso aí de uma expressão né dizer aqui vim desliguei a que vem né o propósito de eu ter vindo a razão de eu ter vindo então uma expressão excessivamente complicada isso aí configura um exemplo de preciosismo uma essa mesma frase uma frase que tem um sentido parecido no registro formal ficaria assim vou lhe dizer porque vim né então notem que não há um excesso aí mas existe uma certa preocupação com a questão sintática né a organização da da frase as palavras estão todas completas né com todas as suas partes então no registro formal essa frase poderia caber num registro semi formal né que é um registro aí intermediário do formal para o informal né tem aí algumas algumas questões da informalidade sendo utilizadas junto a um padrão geral é inconsonância a chamada gramática tradicional na gramática escrita né notem que a medida que a gente vai passando do mais formal para o menos formal a gente vai se distanciando daquilo que seria a escrita tá então a fala mais formal muitas vezes especialmente preciosismo tem como como fonte de inspiração tem como base principal a própria escrita a própria gramática que sobre a escrita o a gramática da escrita então registrou sem me informar o seria vou falar para você porque eu vim então aqui a gente tem é o uso de o verbo falar aí em vez do dizer que seria o mais né adequado digamos assim em termos da língua a gente tem que um verbo falar que é um verbo menos menos Preciso né então vou falar para você eu vou falar para você um registro sem me formal e um registro informal seria vou te falar porque é que eu vim né a gente já tem aí uma uma repetição é que de reforço né então a gente já tem uma uma fala mais né menos cuidado e o que seria um exemplo aí de vulgarismo ou playbolismo né Se alguém dissesse assim aí eu vou bater real para tu isso seria um exemplo de plebeísmo né seria o uso já no extremo oposto né no oposto do que seria aí o preciosismo a gente teria eu o plebeísmo vou bater a real para tu quer dizer mais ou menos a mesma coisa né vou vou dizer vou dizer para você porque eu vim né vou dizer para você seria mais ou menos teria mais ou menos esse mesmo sentido bom os registros como a gente viu é importante a gente notar Qual é o registro porque porque como registro hoje é cada registro Ajusta a expressão da língua a uma determinada situação de uso a intenção do falante é importante notar o registro para saber se aquilo que eu estou dizendo está adequado a minha intenção e a minha e a situação né de fala que se apresenta então a palavra-chave para gente hoje aqui é adequação é adequação desse registro eu posso usar uma fala menos formal uma fala mais é com uma variação maior com uma variabilidade maior né A que se distancia da gramática da escrita posso usar isso Bom depende se estiver numa contexto mais informal conversando com amigos uma situação descontraída e entre esses amigos ninguém se quer perceber que a gente está conversando com essa com essa característica né mais formal não há problema agora numa situação de uso mais formal falando em público conversando com alguém é a quem eu quero demonstrar respeito Ou conversando com alguém que eu não conheço nem eu preciso saber outras possibilidades né E aí é que mora uma aí que está uma uma questão bastante preocupante que é as pessoas não conhecerem outras formas outras variedades né é muito preocupante quando uma pessoa só conhece o jeito informal de falar só conhece né o jeito é que se distancia das regras da gramática escrita da gramática da escrita né que como eu já disse né a fala mais formal fala mais cuidado é mais próxima tá que claro a gente tá fazendo uma aproximação mas grosso modo seria isso Então eu preciso nessa adequação eu preciso pensar na fala da chamada fala culta né o nosso o nosso É objetivo aqui hoje é falar um pouco de escrever um pouco essa fala culta é que não se engane fala culta quer dizer cuidada cultivada tá não é fala curta porque a fala das pessoas que são mais inteligentes do que as outras e quem não fala dessa maneira é porque é não é inteligente alguma coisa assim não é esse o sentido é uma fala cultivada uma fala cuidada as pessoas Teoricamente deveriam aprender a se expressar também numa fala culta para que elas possam escolher para que elas possam adequar a sua maneira de expressão a situação e a minha intenção também tá se eu só sei falar né como aquela pessoa lá uai eu vou bater real para tu se eu só sei falar desse jeito né em muitas situações eu vou ser eu vou a minha fala vai ser vista negativamente né A minha fala vai ser estigmatizada mesmo que eu nem sequer perceba isso é isso aqui é uma questão preocupante bom então a gente vai passar aqui agora algumas inadequações comuns que são os nossos bordões E bordoadas aí do título da aula de hoje vamos começar aí com algumas alguns bordões vamos começar falando aí sobre alguns bordões mas antes disso Antes de nós falarmos aí sobre alguns bordões vamos ver quais são algumas inadequações é comuns em geral tá então primeiro os clichês que são aí Os bordões são as palavras ou expressões na verdade as expressões e frases né que já foram muito usadas e por terem sido muito usadas é elas acabam chamando mais atenção para esse fato no profato de serem muito conhecidas do que de fato para o seu sentido então o uso dos clichês acaba sendo a análogo muitas vezes acaba sendo comparável ao uso dos bordões no humor né o bordão no humor é aquela frase aquela palavra que aquela expressão que é repetida muitas vezes pelo personagem E aí essa repetição dessa frase dessa palavra né é acaba sendo a característica daquele daquele personagem muitas vezes daquele artista né e é o bordão que torna engraçado às vezes uma frase que não tem graça em si nela pode se tornar engraçada pela repetição então é esse o cuidado que a gente precisa ter com os clichês né o uso dos clichês então está proibido não de maneira nenhuma Agora se a minha fala é uma fala mais formal quanto mais formal eu quero que seja a minha fala eu preciso prestar atenção uma quais clichês eu estou usando e assim eu estou usando muitos clichês porque os clichês E daqui a pouquinho a gente vai ver alguns exemplos os clichês Como eu disse são palavras que expressões porque que por terem sido muito Muitas vezes repetidas podem causar mais aí serem mais estarem mais próximas do humor do que dá comunicação normal da comunicação regular as redundâncias também entram nessa nessa questão aqui né das inadequações muito comuns as redundâncias é quando a gente repete uma ideia ou repete palavras por exemplo subir para cima descer para baixo entrar para dentro sair para fora Então essas redundâncias é podem ser usadas [Música] literária de maneira literária para reforçar uma ideia para chamar atenção para essa para as próprias palavras para o próprio texto tá mas a gente precisa ir ter um cuidado de limitar essas essas redundâncias ou então não usar essas redundâncias num contexto mais formal os chamados solecismos E barbarismos aí da da gramática tradicional né O que seriam os solicismos e barbarismos seriam as questões de sintaxeletismos né então por exemplo quando a pessoa diz as cadeiras as pessoas né E aí falta a concordância né as plural pessoas Então as pessoas concordam com mais lógico concorda com pessoas Então as duas palavras que concordam que se relacionam sintaticamente precisam estar ajustadas ali aí alinhadas com relação a sua morfologia e a falta dessa falta dessa concordância né seria classificada aí de solecismo isso é só um exemplo de solicismo e o barbarismo seria a uma pronúncia é uma escrita equivocada de uma palavra então o fato de dizer é circuito em vez de circuito por exemplo né esse seria um barbarismo seria uma pronúncia é uma pronúncia considerada equivocada dessa dessa palavra a pronúncia não ajustada o preciosismo como a gente viu também né que essa fala excessivamente essa fala que demonstra o que que utiliza a estruturas da língua que são mais complicadas de propósito o pretérito-mais-que-perfeito o a mesóclise palavras pouco utilizadas pouco conhecidas né Então tudo isso é faz parte desse desse uso chamado de preciosismo e do outro lado a gente tem o vulgarismo ou plebeísmo que é o uso é excessivo de palavras mais populares palavras de baixo calão a não a não o não uso das concordâncias né então não se fazerem as concordâncias então é o tué nós vai né o agente vamos então isso estaria esse tipo de soletismo estaria dentro do estilo de fala do vulgarismo além disso a gente tem também o estrangeirismo né os estrangeirismo é o uso de palavras estrangeiras no contexto de fala do português então a gente vê isso muito frequentemente em algumas em alguns nichos né alguns nichos parece que tem maior isso tem uma uma aceitação maior né É comum quando surgem termos novos havia algum tipo de interação aí entre as palavras da língua em que esses termos surgiram e a nossa língua mas é ultimamente até por conta do avanço da tecnologia a gente tem visto muitas palavras entrarem para o português vindo do inglês por exemplo então internet modem e algumas palavras vem diretamente então questão de bra a questão de tanto palavras que vem diretamente como branding e a count Beauty por exemplo são palavras utilizadas no meio corporativo por exemplo ou pelo pessoal de da tecnologia da informação e outras palavras parecidas e outras palavras vem de maneira indireta vou explicar então a palavra existe já em português e a pessoa usa essa palavra que já existe em português com o sentido que ela tem na língua estrangeira né é o caso de câncestante por exemplo né é uma palavra que em português consistente né já existe em português em português consistente quer dizer algo que tem consistência o que tem substância né agora muita gente tem usado a palavra kansistente com o sentido de algo que é frequente algo que é confiável algo que é viável então ser consistente entre aspas na sua no seu posicionamento né seria ser firme no seu posicionamento ser constante no seu posicionamento e não consistente como a gente tem visto pessoas utilizarem a palavra também assertivo assertivo quer dizer afirmativo né a ser assertivo tem a ver com a serção E no entanto algumas pessoas têm usado a palavra assertivo em vez de acessão aí nem seria tanto caso talvez de estrangeirismo mas mas o que a gente chama de catacrese que é quando a gente usa uma palavra sem prestar atenção o seu sentido Inicial seu sentido original é que é usar o assertivo com sentido de correto ou acertado né então meio que uma confusão aí de palavras é então esses são essas são algumas inadequações agora a gente vai começar falando sobre alguns bordões né ou seja algumas alguns clientes que são bastante usados e que a gente deve prestar atenção pelo menos né não digo para não usar mas nenhuma dessas formas aqui mas para prestar atenção é para saber qual é a intenção se a intenção é o amor sem intenção é se a situação de uso é uma situação informal ou se é uma situação mais formal então alguns bordões seriam em uns clichês né lugares comuns abrir com chave de ouro ou fechar com chave de ouro ao amanhecer do dia também é um outro Clichê ao apagar das luzes né bater em retirada é um outro exemplo aí de clichê cair como uma luva também caixinha de surpresas alguém é uma caixinha de surpresas chegaram denominador comum são frases ou muito usadas e que por terem sido muito usadas chamam mais atenção é para si do que como componente de uma frase maior né são como se fossem mini ditados chover no molhado é um outro exemplo Como manda a tradição Fulano dispensa apresentação alguma coisa ser um divisor de águas do Oiapoque ao Chuí um erro gritante né alguma coisa ser uma faca de dois gumes alguém fazer das tripas coração ou se fazer uma colocação em vez de se dizer alguma coisa uma inflação galopante um jogo de vida ou morte lavar a alma ter um leque de opções buscar um lugar ao sol ver uma luz no fim do túnel né alguém que se refere a uma escrita de maneira geralmente isso é se refere alguma coisa que foi escrita como essas maltratadas linhas né no fundo do poço Parece que foi ontem né passar em brancas nuvens alguma coisa passar em brancas nobes com certeza você já ouviu muitas vezes essas expressões que a gente está mencionando aqui né pegar o bonde andando pelo andar da Carruagem perder o bonde da história o bonde novamente aí estar perdidamente apaixonado estar em petição de miséria ser o pomo da discórdia preencher uma lacuna procurar chifre em cabeça de cavalo procurar pelo em ovo quebrar o protocolo fazer algo com Requinte de crueldade sair de mãos abanando sentir na pele determinada coisa tecer comentários em vez de comentar dar um tiro de Misericórdia ou receber um tiro de Misericórdia voltar a estaca zero né para usar um Clichê para fechar com chave de ouro né por último mas não menos importante outros dois clichês voltar a estaca zero então esses são alguns bordões aí que se o objetivo for o humor né Fazer um glacejo e brincar com alguém né Essas essas expressões são perfeitas porque elas são muito conhecidas já foram vidas muitas vezes as pessoas entendem de pronto é o que elas aplicação delas mas também por outro lado tem essa essa outra questão de ela se prestarem mais quando são repetidas por já terem sido muito usadas ela se prestam mais aí amor do que propriamente a comunicação agora algumas bordoadas né É abordoada é literalmente aí um golpe de bordão né um golpe com pedaço de madeira uma paulada É mas aqui Bordo A gente tá usando com sentido de dessas outras inadequações que não se encaixam né nos clichês não são os clichês mas são outras inadequações aí que a gente precisa atentar para que a gente precisa tentar então vou descrever algumas aqui pronomes verbos né algumas algumas questões que são dúvidas muito frequentes que as pessoas têm primeira que eu quero aqui mencionar é a da palavra onde ou da palavra aonde as duas palavras existem mas a gente precisa ter aí um cuidado de quando usar uma quando usar outra né então a palavra onde pressupõe em então onde quer dizer em algum lugar e aonde já tem aí a preposição A então é Há algum lugar para algum lugar tá então a ideia de movimento está em onde a ideia de permanência está em onde portanto eu digo quando eu pergunto onde você está Porque a pessoa está em algum lugar agora eu pergunto aonde você vai porque a gente tem aí a ideia de movimento né a gente tem na própria palavra a gente tem o a né para a gente também tem uma outra forma que a forma de onde de onde você vem né De onde você vem procedência agora Quais formas na verdade não existem digamos né existem porque as pessoas usam mas que estão inadequadas na língua a forma na onde então a forma na onde está inadequada Então em vez de dizer na onde você está né as pessoas é para se quiserem falar de maneira adequada né mais formal elas deveriam dizer onde você está numa fala mais cuidada né em vez de Na onde você vai né uma fala mais cuidado seria aonde você vai da mesma forma o da onde né da onde também é não estaria adequado em vez da onde você veio a forma mais adequada seria de onde você veio né assumindo aí uma Fala novamente falando assumindo uma fala mais culta né uma fala cultivada uma fala cuidada algumas outras questões aí né o seje a palavra seje não faz parte da da do paradigma do verbo ser né então seria seja então espero que você seja feliz né seja seja seja seja seja sejamos e todas todas as outras formas desse verbo tem o a e não é Então seja da mesma maneira esteja e não esteja né então esteja bem espero que você esteja bem então esteja esteja E aí assim segue a o verbo estar também nessa conjugação aí nesse nesse paradigma com o a outra dúvida que as pessoas costumam ter bastante é sobre meio e meia quando uso meio e meia eu posso usar os dois se o sentido for metade por exemplo meio-dia quer dizer metade do dia meia hora metade de uma hora 30 minutos portanto meio-dia e meia quer dizer metade do dia e metade da hora tá então é esse horário aqui meio-dia e meia 12 e 30 meio cansado outro uso é de meio é com sentido de um pouco né então meio cansado quer dizer um pouco cansado e esse nesse uso meio não não tem modificação porque um advérbio meio cansado meio cansada Tá então não há concordância aí porque meio é uma palavra invariável com esse sentido de um pouco meio cansado então se a pessoa diz meia cansada que será que ela está querendo dizer meia cansada ou meio cansada menos lugares tá então menos é invariável também menos lugares a menos pessoas não não tem a forma não tem forma feminina essa palavra então menos lugares menos pessoas e nem forma singular menos cheio menos gente então sempre é invariável tá outra falando em variável né também fica invariável sempre na terceira pessoa o verbo haver com o sentido de existir então quando eu quero dizer né havia pessoas mesmo que seja plural então havia uma pessoa Havia duas pessoas né é não importa o tempo dessa desse verbo né pode ser presente pode ser passado pode ser futuro pode ser a pessoas né sempre a no singular nunca amo a sempre é a haverá ouvir né então não digo houveram Dias Mas ouve dias porque porque haver aqui tem o sentido de existir tá o existir sim vai para o plural então aqui eu poderia dizer existirão dias mas eu digo ouve dias é esse é uma uma dúvida essa é uma dúvida que muita gente tem muita dúvida que muita gente tem é sobre o mim né quando eu uso o mim é geralmente Sim a gente usa o mim depois de uma preposição faça isto para mim né É mas nunca é esse mim é sujeito de um verbo como aconteceria aqui nessa frase se ela fosse possível né dá para mim ver quem é que vai ver mim então dá para eu ver então mesmo numa fala mais informal ela pode ser mais cuidada é usando aí eu em vez do mim outra questão aí que tem Aparecido cada vez mais é a conjugação aí com a falta de conjugação do plural ou enfim a estagnação na terceira pessoa do singular né então o tué Tu viu tu foi né que é bastante comum tanto aqui no Rio como no sul também no Norte no Nordeste é em algumas regiões assim também o nós é né Nós É em vez de nós somos então a uma Fala uma fala mais cuidada exige aí uma fala cultivada exige aí uma atenção ao pronome né nós somos e nós fazemos né e não é nós é e nós faz e o uso também do agente com o sentido de nós a gente pode ser usado tranquilamente com sentido de nós mas deve ter o verbo na terceira do singular então é a gente faz a gente faz a gente é a gente vê tá Mesmo mesmo indicando muitas pessoas a gente é a gente faz a gente viu a gente foi e não o verbo aí no plural outra dúvida que as pessoas têm é desrespeito a desrespeito a alguns particípios né de verbos por exemplo o verbo pegar o verbo pegar no particípio é pegado né e não pego então algumas pessoas me perguntam assim ah mas qual é eu pronuncio aberto ou fechado Qual é o certo de dizer eu tinha pego eu tinha pego né é Teoricamente se for uma fala mais culta é uma fala mais cuidada né é pegado nenhum nem outro então seria pegado ou apanhado tinha surpreendido né ah como é que eu falo pego de surpresa eu pego de surpresa ela surpreendido numa fala mais culta uma fala mais informal mais popular E aí não há não há problema se a pessoa decidiu então se a pessoa tiver usando de propósito né para para indicar alguma coisa mas é numa fala mais cuidada tinha surpreendido né eu tinha apanhado alguém de surpresa ou tinha mesmo pegado alguém de surpresa assim também o particípio de trazer é trazido Então tinha trazido e não tinha trago o particípio de chegar é chegado então é tinha chegado e não tinha chego o particípio de comprar é tinha comprado e não tinha compro e assim sucessivamente tá outra dúvida que as pessoas têm É em vez de né quando usar em vez de e quando usar ao invés de em vez de quer dizer alternativamente e ao invés de quer dizer ao contrário então é a gente é muito mais fácil a gente achar uma situação para usar em vez de do que ao invés dele tá então faça isto em vez daquilo né é uma alternância estudando uma alternativa propondo uma alternativa e não faça isso ao invés daquilo não faz sentido isso A não ser que uma ação seja inversa seja oposta a outra né então ao invés de entrar saia aí eu tenho uma ideia de oposição agora se eu não tiver ideia de oposição você simplesmente tiver uma ideia de alternância ou mais adequado será dizer em vez de assim também a gente tem a medida que e o na medida que então a medida que tem a ideia de proporção então a medida que as pessoas iam chegando e iam se sentando né a proporção que as pessoas iam chegando e iam se sentando e na medida que tem a ideia de causa né então na medida que as pessoas não vinham enviavam uma um pedido de desculpas Então é porque as pessoas não vinham Porque as pessoas não não tinham vindo enviaram pedidos desculpas então a medida que tem ideia de proporção e a na medida que tem ideia de causa de motivo na medida que quer dizer porque pelo fato de outras expressões a de encontro a e ao encontro de né muita gente confunde essas duas expressões de encontro lá quer dizer contra e ao encontro de quer dizer a favor então elas são contrárias nessas expressões são contrárias e você não deve confundi-las então ir de encontro a uma pessoa é discordar dela é ir contra o que diz uma pessoa e ao encontro de alguém é ir no mesmo sentido ir a favor né dizer a mesma coisa que então se eu digo assim a sua a sua fala veio ao encontro da minha ideia quer dizer a sua fala é você tá dizendo a mesma coisa que eu já tinha pensado antes digo a sua fala vem de encontro a minha ideia quer dizer você está falando uma coisa contra aquilo que eu tinha pensado então não confunda essas duas expressões enquanto tem a ideia de tempo Tá então não devo dizer frases como eu enquanto Professor faço tal coisa não eu na qualidade de professor faz tal coisa eu como professor faço tal coisa tá então é enquanto tem ideia de tempo não deve ser usado com o sentido de como ou na qualidade dele tá repito numa fala cuidado tá o gerúndios os famosos gerúndios que assolam aí a nação principalmente ou de maneira mais fervorosa desde o finalzinho da década de 90 né É na no final da década de 90 início da década de 2000 saiu uma reportagem numa revista especializada que tinha o título O gerúndio dos assassinos e a era uma reportagem bem humorada sobre o uso excessivo dos gerúndios dos verbos no gerúndio existem verbos o verbo no gerúndio não é não é em princípio errado né A questão é o excesso e é o uso indiscriminado do gerúndio O que quer dizer o gerúncio quer dizer uma ação em curso uma ação que está acontecendo em algum momento então se eu digo é por isso essa frase não faz não faz sentido vou estar emitindo o boleto para o senhor estar pagando né vou estar emitindo uma ação que vai estar em curso mas não há nenhuma outra quer dizer não há quando vou estar emitindo quando enquanto o que mais vai estar acontecendo né antes do que eu durante o que né uma ação durativa para o senhor estar pagando não para o senhor pagar né Então essa essa frase anterior não é não está adequada porque ela não não faz sentido gerúndio é durativo agora se eu dissesse alguma coisa do tipo vou estar emitindo boletos quando aquela porta se abrir então notem que eu tenho um foco na duração de uma ação em uma ação eu tenho foco em uma ação durativa É exatamente esse o propósito do gerúndio né eu estou falando eu estava falando quando outra coisa aconteceu eu estarei falando quando tá outra coisa acontecer então o gerúndio é é uma marca de uma ação durativa tá se ação não for dura ativa não faz sentido usar o gerúndio tá então vou estar convidando alguém para estar pedindo é que vocês estejam fazendo qual tal coisa Nada disso faz sentido porque nenhuma dessas ações são durativas a gente pode simplesmente dizer vou pedir ou peço a alguém para solicitar tal coisa enfim ou vou boletos para o senhor pagar né então não precisa o uso do gerúndio nesse sentido então troca tira o gerúndio fez sentido então Muito provavelmente esse gerúndio aí não é necessário porque não se refere a uma ação durativa outra questão também bastante comum hoje né um verbo mediar tem sido um verbo muito muito usado né muito comum é fazer a mediação de algo só que esse verbo é um verbo irregular né então esse verbo se conjuga eu me odeio eu me dei um debate né então eu me dei o tu medeias ele me Deia nós mediamos vós mediais eles me deiam então a conjugação desse verbo é um pouquinho diferente aí embora ele terminem e ar ele tem esse essa terminação aí como se ele terminassem errar em algumas pessoas Então é quer aí atenção o outro verbo que requer também a atenção verbo adequar né Vamos lá vamos conjugar o verbo adequar eu ajusto acertou Quem disse eu a justo é a conjugação uma conjugação possível aí do verbo adequar porque o verbo adequar é um verbo defectivo que quer dizer isso é um verbo que não tem todas as formas então o verbo adequar não tem a forma da primeira pessoa tá então eu preciso substituir por um outro verbo que tenha a um sentido próximo tá então eu ajusto ou eu faço a adequação é as únicas duas formas do verbo adequar no presente são adequamos e adequais só isso então não tem a primeira pessoa nem a segunda nem a terceira do singular e nem a última nem a terceira do plural nenhuma delas existe no presente então eu ajusto você ajusta ele ajusta nós adequamos e eles vocês ou eles ajustam nessa é uma forma aí de usar Não tente usar o verbo adequar nas formas que não existem é outros verbos que também são definitivos e não tem todas as formas são os verbos colorir verbo falir verbo explodir tá então o verbo colorir não tem a forma da primeira pessoa tá é como é que é colorir eu pinto Então não é seu uso verbo pintar seu uso verbo né outro verbo que tem o mesmo sentido tá falir também não tem então é as pessoas têm até uma expressão né eu vou à falência né então porque não tem a primeira pessoa o verbo Faria então é falimos o verbo colorir esse conjuga colorimos colorir falimos e falheis e o verbo explodir também explodirmos explodir né aliás até tem outras formas explode tem explode existe tá explode explode explodindo explodir explodem mas não tem a primeira pessoa do singular verbo explodir também é defensivo mas não tem só a primeira pessoa do singular outra dúvida aí por causa de né e por causa que por causa de Ok então é por causa disso é que tal coisa acontece por isso aconteceu por causa de tal situação mas não por causa que tá em vez de usar por causa que o sugestão né o ideal é que se use Porque não vim por causa que estava doente não não vim porque estava doente outra questão aí que gera dúvida são os plurais das palavras que terminam em ão em português tá a gente tivesse tempo a gente poderia explicar um pouco mais de maneira um pouco mais aprofundada tinha isso tem a ver com a própria origem de cada palavra por isso a gente tem aí três grupos de palavras e existem um grupo de palavras que tem muitas possibilidades Então a gente tem a as palavras que terminam em ão por exemplo e que fazem o plural em unhas como é o caso de limão e campeão então limão Limões campeão campeões mas nem todas as palavras têm essa aqui esse é o mais é o mais comum né mas nem todas as palavras que terminam em ão fazem plural em homens em português a gente tem algumas palavras que fazem Torão o plural em anos como no caso de mão mãos irmão irmãos cidadão cidadãos bênção bênçãos chão chãos grão grãos artesão e artesãos Então essas palavras fazem plural em anos e não em homens existe um terceiro grupo de palavras que terminam em ão e que fazem plural em ães então pão pães alemão alemães Tabelião tabeliões charlatão charlatans cão cães e Guardião Guardiões então existem esses três grupos e como eu disse existem um grupo de palavras como alazão ancião né que podem é duas ou mais dessas formas é o caso de ancião a forma mais comum para o plural de ancião é anciãos mas também as outras formas existem aí na língua então existe Anciões e Anciões também tá embora a forma mais comum seja anciãos alazão a mesma coisa alazão alazões e alazão outra dúvida de muita gente né como é que eu me refiro ao dia que veio antes do dia de ontem é a forma de se referir esse dia é anteontem tudo junto anteontem tá então é anteontem não é nem é antes de ontem eu posso usar essa expressão antes de ontem posso usar mas a expressão antes de ontem se refere a qualquer dia anterior ao dia de ontem então é muito impreciso só quero me referir exatamente ao dia ao dia anterior ao dia de ontem é anteontem tá e não anteontem ontem nem nenhuma dessas outras maneiras aí tá anteontem é a forma outra palavra palavra membro membro não tem feminino né então é uma uma mulher pode ser membro de uma comissão membro de uma igreja membro de uma comunidade então membro é aquelas palavrinhas que a gente usa né para se referir genericamente a qualquer pessoa né fulano beltrano e cicrano né então a forma adequada é com R cicrano tá e não não tem L nessa forma aí não ciclano outra questão aí a as pessoas muita gente junta o de graça com gratis faz um bem bolado aí e dizem de grátis né mas aí o resultado não é tão adequado não adequado seria grátis ou de graça ou grátis outra forma aí de redundância é quando a pessoa diz assim ah tantos dias atrás bom se há tantos dias já já se indica o passado né E se digo dias atrás também já se indica passado Então não precisa usar as duas formas ou eu uso a ou eu uso atrás então a dois dias ou dois dias atrás não preciso dizer as duas formas juntas dizer as duas formas juntas é uma redundância e é numa fala mais cuidada numa situação mais formal Isso deve ser evitado ou pelo menos sou pesado né Deve ser pelo menos aí é se for dito que seja dito de propósito com um para um efeito específico outra questão é a questão do se eu por repor repor supor compor a forma desse verbo é se eu puser se eu puser se eu repuser seu impuser se eu sou pusesse eu compuser tá então quando eu compuser uma música se a forma a forma do que a gente chama de futuro do subjuntivo é diferente da forma do infinitivo no caso desse verbo de alguns outros que a gente vai ver aqui adiante isso também acontece com o ter e o reter né não é se eu ter quando eu ter é quando eu tiver se eu tiver se eu tivesse se eu conti tá a mesma coisa acontece com o verbo vir né ouvir o intervir né os verbos que vem do verbo vir são formados a partir do verbo ver se eu vier quando eu vier e a mesma coisa também a gente nota com o verbo ser e o verbo estar né se eu for quando eu for né Se eu estiver quando eu estiver tá então essas formas aí são as formas adequadas de serem usados Estou colocando aqui com essas palavrinhas o seu quando para ficar mais fácil de você se lembrar da referência ficar mais fácil né talvez do que eu dizer que Ah esse é o futuro do subjuntivo futuro do subjuntivo é diferente do da forma do infinitivo então infinitivo é é ser futuro subjuntivo é é for né o infinitivo é estar o futuro do subjuntivo a estiver e assim por diante agora algumas questões de pronúncia né as questões que lá na gramática tradicional as gramas as gramáticas tradicionais chamam de prosódia e ortoépia né a prosódia seria a acentuação correta das palavras e a ortoépia seria a pronúncia correta das dos sonhos nas palavras Então a gente tem aqui algumas alguns grupos de palavras né essas palavras aqui né junto com algumas outras se pronunciam de maneira adequada gratuito intuito fortuito circuito etc então elas se pronunciam com um ditongo né gratuito e não com um hiato como algumas pessoas fazem ou gratuito intuito né então gratuito fortuito circuito etc também as palavras é essas palavras aqui não devem ser numa pronúncia mais culta numa pronúncia cuidada não devem ser pronunciadas designo e resigno mas opto designo e resigno tá outra palavra aí que tem uma que algumas pessoas têm têm dúvida na pronúncia a palavra rubrica ela se escreve exatamente assim ela não tem nenhum acento ela se pronuncia rubrica tá rubrica bri é a sílaba mais forte palavra sobrancelha na sobrancelha não tem nada a ver com sombra né então é a sobrancelha e para a gente fechar essa parte aqui essa sessão e iogurte lagartixa e bicarbonato preste atenção aonde vai o r né então iogurte lagartixa e bicarbonato ou se preferir iogurte lagartixa bicarbonato então atenção aí aonde vai o r nessas nessas palavras Tá digo isso porque algumas pessoas confundem o lugar do r na hora de falar na hora de pronunciar essas e outras palavras né até aqui a gente viu é diversos diversos questões de adequação de inadequação a gente viu aqui Os bordões esbordoadas é Mas e quando a gente fala dentro da igreja de um jeito que parece que é uma língua diferente né Será que o igreja existe esse dialeto né o igrejas Com certeza a gente tem aí uma uma variedade da língua uma um registro específico da língua e o que a gente precisa prestar atenção é se aquilo que a gente voltando aquela perspectiva descritivista né que a gente comentou no início a gente precisa prestar atenção a se essa essa forma de falar são plenamente entendidas por todas as pessoas então falar o tal igrejais no contexto em que só há pessoas que conhecem esse esse essa forma de falar esse esse dialeto vai conseguir se comunicar plenamente agora usar esse essa maneira algumas questões de fala algumas algumas palavras com alguns significados ou específicos ou expressões mais específicas a gente precisa ter um certo cuidado é com relação a quem ouve e se a pessoa que ouve entende exatamente o que foi o que foi dito por exemplo nessa frase aqui ele foi justificado e lavado no sangue do cordeiro glorificado essa frase aqui que a gente poderia facilmente ouvir num contexto religioso né de identidade evangélica talvez não seja plenamente entendido por alguém que não é desse contexto que não tem essa identificação e que não conhece essa essa maneira de falar então talvez fique aí um pouco difícil dessa pessoa entender uma outra uma outra um outro exemplo que eu trouxe uma historinha e essa historinha também eu acho que fica um pouco mais difícil ainda de ser entendida fora do contexto Eclesiástico aí fora do contexto do contexto religioso evangélico e nesse caso aqui até Pentecostal então diz assim a historinha estavam lá os irmãozinhos todos sapateando no fogo um mover tremendo aí chegou o filho de belial e começou a atrapalhar a unção vigia e vaso pode dar lugar não então notem que aqui a gente tem o uso de várias palavras expressões com sentido muito diferente do sentido que é usado algumas dessas palavras expressões são ainda fruto aí de traduções mas antigas né da do texto bíblico E aí são acabam meio misturadas né com algumas algumas experiências algumas posturas doutrinárias e o resultado Nem sempre é muito claro para quem não pertence ao contexto nem então né sapatilhando no fogo Alguém poderia pensar que a gente esse aqui retrata um incêndio e não é o caso né é mover né mover tremendo que seria mover tremendo né se você parar para pensar de maneira bastante de maneira bastante séria tentando pensar pelo lado de fora é mais não é tão fácil de se entender o que essa expressão quer dizer né E aí o restante também a questão do vaso né vaso de planta ou vaso sanitário nenhum dos dois né Então aqui tem outro sentido diferente né a pessoa E então a gente precisa atentar para a adequação Como eu disse no início repito agora é uma palavra bastante importante que a gente deve [Música] considerar é a adequação o que a gente fala não há não há não há nada que seja em tese proibido de se falar no sentido de que ah isso está errado então eu não posso falar estou proibido de falar tô proibido de usar Clichê estou proibido de usar é menos e seja e teje enfim não necessariamente o que você precisa prestar atenção eu ao contexto eu posso usar isso por exemplo para como a intenção de humor de provocar humor né é eu preciso ter certeza de que o contexto de uso né e a forma de da fala forma da linguagem que eu utilizo estão adequadas isso é o principal isso é o mais importante com relação ao igrejas é importante que as pessoas não se excedem né importante que as pessoas também tenham um cuidado com aquelas possíveis pessoas que não entendem o que estão pelo lado de fora que estão ouvindo pelo lado de fora que não conhecem esse esse registro né que não conhecem essas expressões então é importante a gente pensar na adequação daquilo que a gente que a gente fala muito bem então com isso nós chegamos ao final dessa nossa décima aula e na próxima aula na semana que vem nós vamos falar sobre a linguagem da beleza né e falando sobre a linguagem da Beleza o que será que a linguagem da poesia a linguagem das letras de música né os recursos que são utilizados na linguagem com o fim mais estético o que isso tem a nos dizer o que isso tem a dizer para quem está pensando na linguagem que está alguém que está pensando nas estruturas nas palavras e nas formas da língua isso a gente vai ver na aula que vem Quais são esses elementos pertencem ao uso estético da língua e da linguagem na aula número 11 que será a penúltima aula Desse nosso curso Então é você é meu convidado a mais uma vez se juntar a mim e a nós todos né enquanto nós vamos falar sobre pensar sobre esse assunto na quinta-feira que vem dia 24 às 19 horas novamente um grande abraço bom dia boa tarde e boa noite para todos vocês que estiveram aí com a gente nessa noite e até a quinta-feira que vem