Martin Luther King – BTCast 477
15/11/2022
Martin Luther King – BTCast 477
Muito bem, muito bem, muito bem, começa mais um BTCast, o seu podcast de teologia! Nesse episódio de estreia da nossa BTWeek, Rodrigo Bibo conversa com Paulo Cruz e Higor Ferreira para falar sobre Martin Luther King Jr, sua obra, sua vida e suas influências. Como esse homem influenciou e influencia tanta gente? Como os movimentos negros se associam e por que se associam à sua luta? Por que é importante sabermos de sua história? Como foi o evento da Rosa Parks para dar o estopim da revolução que aconteceu? Luther King é importante para esse movimento? De que maneira os cristãos podem entender essa relação nas igrejas? Isso e muito mais agora, nesse BTCast!
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O podcast cristão do Bibotalk tem a missão de ensinar teologia em áudio a fim de ver o crescimento bíblico-teológico da igreja brasileira.
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Fonte: Bibotalk
Legendas automáticas:
[Música] teologia é nosso Esporte [Risadas] [Música] muito bem muito bem muito bem começa o segundo episódio da btwick Bíblia e racismo Este é o btcast 476 e nós vamos falar sobre Martin Luther King Sim essa figura icônica na Luta pelos Direitos Humanos nós temos aqui nesse Episódio dois professores de história eu tenho certeza que você será ricamente abençoado Lembrando que essa btwick chega até vocês graças a editora Thomas Nelson Brasil galera o link do Instagram da Thomas Nelson e também do site está aqui na descrição deste Episódio para você conhecer os lançamentos desta Editora Thomas Brasil que é parceiraça aqui do bibliotal que compre os livros da Thomas Nelson ela não é só a casa do luiz ela é a casa também de boa parte dos livros da família bibotalking então assim fora que ela tá com muitas novidades do mês de novembro e gente eu queria poder falar para vocês algumas coisas mas eu não posso mas olha só final de Janeiro marca aí na sua agenda final de Janeiro tá que a Thomas Nelson tem uma novidade gigantesca aí pro final de janeiro eu não posso falar mais aliás eu não poderia nem falar isso pessoal do marketing já vai brigar comigo mas eu tenho certeza que você vai curtir demais o que tá vindo por aí mas olha só em novembro a Thomas Nelson tem muita coisa boa Então segue aí a Thomas Elson no Instagram e também dá uma visitadinha no site para você ver o que é Thomas Elson tá aprontando aí na área de Bíblia e teologia tá bom e simbora para este Episódio sobre marketing Luther King que está sensacional ó e esse não vai ter recado Paroquial você fica triste com o recado para o quiabo não deveria recado Paroquial que paga as contas é o que mantém no bivotal aqui no ar então por favor da próxima vez ouça o recado Paroquial mas agora nesse Episódio aqui a gente vai direto para o assunto porque eu acabei de fazer o recado para orochial e você nem percebeu hahaha [Música] muito bem para falarmos então sobre Martin Luther King que estamos aqui já com ele que está participando dessa semana intensa aqui com a gente Igor seja muito bem vindo a este Episódio Fala galera belezinha e vamos para mais um aí com certeza vai ser muito bom legal e ele Paulo Cruz que é a primeira vez que participa de um btcast se não me falha a memória mas já participou de uma live sobre o trequinho É isso mesmo Paulo me corrija Fala amigo tudo bem foi um prazer tá aqui não eu participei de um também sobre luz né o Luiz Claro para quem não sabe Paula um admirador do luz é verdade trilogia cósmica foi tema do seu mestrado excelente é e participei sobre o grande divórcio a gente falou sobre o grande divórcio grande divórcio excepcional É verdade cara é verdade esse livro inclusive que é eu fui ler a partir desse lançamento e achei sensacional realmente maravilhoso até hoje nas minhas pregações aí mas hoje o assunto então aqui é Martin Luther King é Júnior ele é o Júnior ele é o Júnior né Ele é o Júnior Olha só gente é óbvio que se a gente fala de racismo até mesmo em quem não conhece a história como eu né Eu sou nesse assunto de história e tal mas eu sei quem é marketing Luther King Júnior é sei algumas coisas dele e eu penso que a maioria de nós sabe pelo menos I have a dream eu tenho um sonho eu diria que a maioria das pessoas param nessa primeira frase não conhece o resto e não conhece nem Talvez um pouco da história dele e o porquê que né Esse esse pastor americano está aqui numa semana onde a gente tá falando sobre racismo e Bíblia e eu quero até perguntar isso para vocês gente porque que quando nós vamos falar de racismo de alguma forma é bom falarmos de martelo Luther King Júnior Agora vai ficar isso gente sem educação está bom vai ficar Bola Dividida Exato eu fiz pessoal a gente ficar um conceito importante aqui a gente a gente é cristão naturalmente mas tanto eu quanto Paulo nós somos os caras que tem uma raiz africana Então existe um conceito da ancestralidade então vou deixar o Paulo falar primeiro na questão de acessibilidade Estou Seguindo aqui esse critério tão importante universal para a comunidade africana Tá bom então simbora eu o branco aqui vou ficar não me meter nisso aí mano manda lá Paulo então é o seguinte uma coisa que o Luther King ele tá muito cristalizado na cultura brasileira assim muito em sentido relativo obviamente porque Claro as pessoas conhecem muito superficialmente né então cresce muito de pouquíssima coisa mas ele é conhecido você fala em Marter King Praticamente todo mundo já ouviu falar sabe quem é e tal se você mostrar uma foto pessoal fala Ah esse é o luta King então ele é uma figura aqui no Brasil muito conhecida até mais conhecida inclusive do que figuras brasileiras né que são e que foram importantes para a luta contra o racismo no Brasil então é importante trazê-lo a essa discussão sempre porque ele sempre é citado né então quer dizer se você pega Sei lá aqui na 24 de Maio aqui em São Paulo que é uma rua chamado de galeria de galeria do rock né ali tem umas lojas então ele se divide lá em coisas de rock e coisas de rap então se encontra lá por exemplo loja de roupa então você encontra lá camiseta do Martin Luther King você não encontra camiseta de sei lá José do Patrocínio que é um brasileiro André Rebouças que eu sei que tu gosta André Rebouças que é o meu ídolo digamos assim mas você não encontra você encontra a camiseta do The King com muita facilidade né então ele é uma figura muito conhecida então é sempre bom trazê-la discussão e tentar aprofundar um pouco mais o conhecimento que a gente tem a respeito dessa figura que foi fundamental né Na História Americana e também é um exemplo para a história de todo mundo ele é um exemplo no sentido de uma luta né a gente tem outras figuras históricas que lutaram por algo e tiveram êxito e sem sombra de dúvida na questão do racismo pelo que eu tô entendendo ele é uma figura que representa a luta por alguma coisa né Mais ou menos isso por isso que ele vem a mente desse cara lutou aí não somente esse cara né a gente vai entender que ele faz parte de um contexto maior que ele mas ou seja ele ele meio que encabeça ele meio que é a figura de uma luta contra uma um racismo contra o racismo por racismo por isso que quando é esse tema a gente lembra dele eu acho que tem outra questão também aí que é um pouco de proximidade histórica porque quando a gente fala do século 20 a gente tem muito mais elementos aí para poder pensar pelo menos o ponto de vista visual né porque o Brasil trabalha essas questões com o próprio Paulo falou muitas vezes trabalha pensando muito em figuras no século XIX todas essas figuras que foram citadas São desse tempo então zero Patrocínio o André Rebouças juiz Gama e outras figuras ali que são entre aspas de menores pressão para aquela da nossa sociedade melhor dizendo mas que naquela sociedade algum tipo de papel então figuras que vão surgindo ali no tecido da pesquisa historiográfica já Luther King está falando da segunda metade do século 20 e num contexto onde a segregação é muito intensa e logo ali né E aí até fica uma coisa muito Evidente chama muita atenção e de algum modo também é até interpretado de um modo meio equivocado no Brasil porque isso para muita gente a demonstração de que tem racismo lá em contrariedade é o que teríamos aqui ou seja racismo nos Estados Unidos né porque teve segregação sendo necessário um marketing Luther King lá quando na verdade não é exatamente isso né a gente tem uma operação específica do racismo lá e outra operação específica do racismo aqui um outro tipo de sofisticação racial aí para poder gerar também descontentamentos e confrontamente com os mais variados mas eu acho que essa proximidade temporal é uma coisa que exerce muito efeito e obviamente Impacto inclusive em questão literária em obra de cinema né o próprio Paulo já falou o Luther King ele é uma cultura ele é um cara que já foi incorporado na cultura pop Então você encontra ele em Literatura você encontra ele em filme encontra ele em livros mais variados todo é lançado um livro novo é lançado uma coisa nova né eu mesmo tô aqui na minha mão já com um né o eu tenho um sonho que a Harper colets lançou né com o eu tenho um sonho dele então quer dizer é um discurso que a gente já conhece mas que tá sempre sendo revisitado todo momento eu acho que tem um pouco desse elemento também né de um uso histórico constante para proximidade do tempo e lembrando que nessa semana a gente vai ter um episódio falando um pouquinho dessas diferenças né entre o racismo aqui e o racismo lá aguarde que essa semana aí tem muito conteúdo bom e isso que tem tem um dado importante que é pela proximidade histórica e também pelo conteúdo visual que existe a respeito quem que tem ser irmão que você assiste no YouTube né então ele ele é uma figura que você já consegue vê-lo com facilidade você Você conhece a voz dele né você tem vídeos de sermões e tal então tudo isso torna ele uma figura mais próxima da Gente do que qualquer outro tipo de militante do século XIX digamos assim mesmo nos Estados Unidos é você tem lá outras figuras tão importantes quanto ou talvez até mais a depender do contexto que o Luther King e que o Malcom X que eram os dois contemporâneos mas que são pouco lembrados e aqui no Brasil quase não se fala e tal Aliás com x mesmo você tem o que um filme do Denzel Washington que já é antigo você não me falha a memória e né ninguém fala muito dele o próprio mal com x não é tão conhecido como Luther King acho que justamente por conta dessa questão da produção da cultura pop né E vai ser uma figuras importantíssimas e tal como é que tem um detalhe importante que é assim ele chega no Brasil mais segmentado o Luther King é uma figura mais Universal né e o mal como é que você é uma figura mais segmentada por quê Porque tem o caráter mais radical dele mais revolucionário tá então as pessoas têm um pouco de medo de se aproximar do mal comer Apesar de ele ser uma figura absolutamente extraordinária assim um dos maiores oradores do século 20 se não da história toda se era um orador poderosíssimo mais do que o Luther King Inclusive eu usaria a dizer outra coisa você encontra livros aqui no Brasil com sermões do Luther King não tem com os discursos do mal comex tem a ver com a opção religiosa do Malcom X porque o Luther King é um pastor protestante e o Malcom X não me falha a memória ele foi muçulmano eu acho que não viu eu acho que tem pouco a ver com isso porque eu acho que tem mais a ver mesmo com e é curioso viu porque a militância negra brasileira né Há muitos anos fez uma opção mais próxima de um radicalismo do mal comex do que do marketing Luther King é muito curioso que a própria militância não tenha traduzido as obras e traduzido a gente tem autobiografia dele que é esgotada aqui no Brasil se você encontra em sebo é caríssimo né eu tenho aqui e tal e eu comprei inclusive olha aqui como mandar uma mensagem para rar para Thomas aqui agora é então é a autobiografia é panca assim é um livro importante entendeu que ele foi publicado aqui no Brasil a Décadas atrás e agora e desapareceu ninguém quis acreditar aí agora mais recentemente Surgiu uma uma biografia do Minnie Marble que é uma biografia volumosa e tal da companhia das Letras Mas enfim o Luther King teve mais capilaridade no Brasil isso é um fato do que o mal comex eu acho que que é pelo por esse caráter mais Universal dele dessa questão mais de luta não violenta e tal que o mal comex era contra inclusive em algum sentido eu só acho eu acho um pouco diferente a respeito do aspecto religioso que acontece eu acho que isso exerce uma um papel importante no grande público pelo menos talvez de fato assim pensa num nível de militância o mal como é que se estabelecido melhor com alguns militantes por conta da natureza do seu discurso para uma coisa que aparentemente Pelo menos é mais combativa que a gente não pode esquecer que a fala do técnico também tem uma radicalidade que tá no sentido né tem uma outra semântica mas também tem uma radicalidade Mas eu acredito que a questão da religiosidade do Luther King e do malcolmex ela interferiu na forma como a própria grande mídia interpretava essas figuras como distribuir essas figuras e como as pessoas também incorporavam essas duas figuras socialmente então assim se na militância exerce um tipo de papel direções por um por outro Dependendo de quem tá discutindo essa questão eu acho que no grande público assim o grosso a figura do que teve mais penetração e eu acho que o aspecto religioso e somado a isso porque é uma coisa que tá atrelado em algum sentido esse tom mais Pacífico né mas não tem também reconhecer necessidade exatamente entre não se reconhecer a necessidade do que de forjar uma luta concreta e de resistência acabou dando para ele uma penetração maior e com relação ao século 20 uma coisa importante a gente falou de figuras do Brasil do século 19 mas no Brasil também temos que conversar no século 20 tá vivo Só que é claro nenhuma delas acredito eu pelo menos sem a leitura que eu tenho como eu vejo mesmo a sociedade nenhuma delas com o mesmo Impacto Luther King é claro que muita gente importante fez muita coisa mas o que lutar King alcançou é uma coisa ímpar né em nível Global o cara foi nobre ou da Paz assim é muito diferenciado realmente [Música] Legal galera bacana a gente ter esse contexto para entendermos é a importância da figura do Martelo Luther King do Luther King vamos vamos padronizar aqui se eu fico marketing Luther King Júnior do Luther King queria que vocês contextualizassem um pouquinho é porque ele é fruto do seu tempo de alguma forma eu sei que ele é uma é a imagem que aparece a dele é ele discursando I have a dream e tal mas tem ele não é um cara que surge Oi tudo bem Eu sou Luther King e vou lutar tem todo um contexto já de luta contra o racismo eu até estava estudando o próprio ato daquela mulher esqueci o nome dela agora a rosa é até o próprio ato dela não foi assim uma coisa que ó aconteceu lá não tem uma coisa que é tudo muito pensada e tal já tem Ah eu queria entender um pouquinho o contexto em que o Luther King surge e a sua luta surgem vai ganhando força e tal eu queria Então entender esse racismo que o Luther King tá lutando contra lá nos Estados Unidos esse contexto histórico o que que o negro sofria nesse tempo que se manifestava esse racismo Então acho que assim o contexto histórico é o seguinte com o fim da escravidão nos Estados Unidos né com a lei lá que põe enfim a escravidão em 1863 e tal houve uma reação bastante violenta daqueles grupos do Sul que perderam a guerra efetivamente e que começar a criar milícias para perseguir não só os ex-es escravos mas também os brancos que eram os notistas e apoiadores da Abolição né esses grupos depois vão se juntar e criar a chamada Ku Klux Klan e a Ku Klux Klan vai trabalhar efetivamente junto lá com o partido Democrata que a época era o partido a favor da escravidão e tal eles vão lutar para começar a criar aquilo que ficaram conhecidos como Black coats eles começam a reverter muitas das conquistas que a abolição trouxe por exemplo a questão do voto né então eles vão começar a agindo nos Estados para suprimir o voto negro e aí eles começam a criar as leis de segregação a partir desses Black Coach e por fim estabelecem aquelas chamadas de famigeradas leis de um Crown Então essas leis são estabelecidas aí ali no finalzinho do século 19 e elas vão perdurar ali no sul por 100 anos então você imagina 100 anos de leis e segregação e Lei segregação muito violentas né que você tinha banheiro para Branco banheiro para negros entrava no ônibus tinha aquele negócio de você sentar no fundo se tivesse lugar para sentar no fundo se não tinha que ficar em pé né então no restaurante Você tinha lugar para negro lugar para Branco bebedouro e tal então tudo isso era muito visual era muito violento é aí tinha a questão dos linchamentos Isso aí é verdade porque eu tava ouvindo um podcast e você não deve acreditar tudo que você ouve em podcast tá bom é sempre você consultar fontes mas cara eu fiquei assustado assim era era coisa era era empalamento era como é que é o nome técnico de arrancar a pele ca- sei lá mano cautelar alguma coisa assim é isso era real mano é real real tacava fogo linchava enforcava a música Strange Fruit né da da Billie Holiday é isso né o fruto estranho de uma árvore eram os negros enforcados né lá no sul e tal uma coisa muito violenta e e e gráfica porque tem foto disso né e não são poucas fotos não tem muitas fotos no começo do século 20 né começa do século 20 até 1960 Então quer dizer você tem ainda na década de 60 você tem linchamento de pessoas negras lá nos Estados Unidos e tal é uma coisa que durou 100 anos assim uma coisa terrível né então o Luther King surge Nesse contexto ele é do Alabama né no sul então portanto um lugar muito violento e extremamente segregado e ele surge ali numa igrejinha do Alabama é de Montgomery e a luta começa na verdade com o protesto da horrorosa Parks ela que dá o stark da coisa com aquele protesto que ela faz e não querer levantar para um branco sentar no ônibus e a partir disso que aconteceu em 1954 a primeira reunião de um grupo organizado na igreja do Luther King que acontece no ano seguinte em 1955 então a luta começa a sair né Então a luta do Luther King é pela é pelo fim das leis de um Crown o racismo ele era legalizado então digo assim estava ali eles tinham a lei favoreceu os brancos Então o negócio é que é importante aí só um comentário que ele atuação dele é muito na labão mas ele nasce mesmo em Atlanta ele não é do Alabama não é tanto é verdade que até eu gosto de NBA demais né o Atlanta rocks eu acho que é umas duas temporadas atrás fez uma camisa que a camisa chamada Siri Edition né que é a edição especial de cada ano em homenagem em algum fator da cidade alguma figura pública enfim algo relativo à cidade e eles fazem uma camisa com m é OK que são as iniciais né de marketing The King que até não nasceu com esse nome também dado interessante né o nome de batismo dele é quando o pai dele faz uma viagem Alemanha e entra em contato com Martinho Lutero ele se apaixona pela história do cara ele muda o nome dele para Martin Luther e do filho também que passa a ser morte em lurger King Júnior quer dizer acompanha aí na questão é religiosa então isso tem muito a ver com Lutero porque o nome do Lutero também não é luto não é Lutero né era era outro nome que daí depois virou eleutérios e tal ele ele fez uma mudança no Lutero para ficar como eleito e tal Olha aí todo mundo mudando o nome por alguma coisa assim sensacional cuidado com relação a a violência das pessoas são dado importante porque é que acontece no caso dos Estados Unidos você tinha tanto um amparo legal para isso que Como o próprio Paulo falou havia leite que dava um Amparo para certas ações e pessoas que se sentiam muito encorajadas exatamente pela convivência do Estado porque quando o estado ele mesmo não criava elementos que facilitavam a Perseguição ele ignorava o problema então ou ele acabava fomentando de certa maneira criando barreiras e dificultando a vida do negro com aquelas cenas muito comuns que a gente já conhece banheiro de branco banheiro de negro né o assento do branco o assento do negro aquela segregação formal ou então simplesmente ele fazia no tal do ouvido de mercador que se fingia de desentendido que não estava acompanhado nada por quê Porque muitas das figuras que estavam no quadro político do governo ou que estavam assumindo quadros administrativos do Estado eram pessoas vinculadas nessa perseguição e isso é muito elaborado também naquele filme Em Chamas que mostra como as próprias figuras do Estado as figuras policiais as figuras administrativas elas são as mesmas figuras que ou então fazem né ou fazem ou não suporte para que outros façam então a briga era muito grande porque a briga só com elemento cultural é uma briga que tá entranhada também no próprio funcionamento do estado norte-americano que Embora tenha garantido a libertação dos escravos não trouxe junto uma série de medida esse vídeo de direitos civis e garantiriam a melhor satisfação Então essas leis de grow elas foram criando isso esse ambiente nós a grande nos Estados Unidos você tem essa lei informal de segregação no Brasil aí puxando a sardinha para o nosso lado a gente não tem essa mesma natureza mas a gente tem também a dificuldade no convívio o Brasil ele é sofisticado por isso porque o Brasil ele não impede o ingresso mas ele dificulta o acolhimento porque porque nas relações de poder a questão da raça performa alguma coisa até antes da gente começar de comentava né Paulo sobre a questão do professor pretestado quer dizer a própria criação de uma escola para negros no século 19 para quem não sabe só para situar aqui o pretexto é um professor do século XIX que abre na casa dele na Cidade do Rio de Janeiro mas Copa meninos negro quando ele abre Olha a ligação dele é que ele abre porque os meninos são maltratados nas escolas no Brasil Império não havia proibição para ingressos escolar de negros a gente escravos não é a mesma coisa tem que haver uma decisão aqui então os negros podiam frequentar os negros Livres naturalmente podiam frequentar as escolas públicas agora não por isso quer dizer que eram bem acolhidos Tanto não eram que foi necessário criar uma escola específica para eles receberem para poder aprender então o Brasil também tem essas dificuldades principais interações só que o caso americano é mais chocante porque você tem uma placa né Você tem uma lei ali que proíbe formalmente Você tem o direito de voto existe a falar disso daqui a pouco na questão de Selma é muito isso Você tem o direito de voto os negros não são proibidos formalmente votar mas os obstáculos criados nas interações são tão grandes que torna-se possível então quer dizer É só eles mudavam o local de votação né chegar um dia antes da eleição os caras mudavam o lugar de votação E aí você chegava lá para votar no dia de votar e não tinha exatamente vocês guardem os exemplos do Brasil para quando a gente fizer a comparação e daí a gente vai chegar no episódio Então como a gente já sabe quem é eu sei que é 11 anos fazendo isso [Música] vamos lá então eu quero falar de Selma porque tem um filme que dizem que é excelente inclusive o filmes que retrata bem ali não sei qual é a opinião de vocês sobre o filme o pessoal aí que que gosta do tema diz que não é para assistir Green Book e é para assistir os selmas que o Selma é mais fiel aos acontecimentos lá diz que o Green Book também quer uma outra parada que dá uma zoada Mas enfim o assunto motivos diferentes Ok legal legal mas vamos lá gente deixa eu voltar lá para o caso da Rosa Cruz que é o Estopim certo Por que que eu falei rosacuru gente quem errou um abraço para Rosa Cruz que está nos ouvindo aí tá a Rosa Park a Rosa Park ela não precisa daquela religião também então foi mal aí gente se vocês estão vendo as podcast que legal muito legal muito obrigado por essa interação ecumênica aí mas vamos lá a Rosa Parks é é o Estopim mas eu tava no podcast que eu tava ouvindo eles até falam que assim já tinha uma luta de alguma forma assim os negros se organizavam para em se mobilizar contra essa segregação tinha galera estudava É tinha até como se portar diante de alguma coisa eles queriam pegar inclusive um flagrante algumas coisas assim parece até que o marketing Luther King ele até tipo estavam procurando casos assim para cases para fomentarem para isso procede na precisa de vocês assim tipo como é que era porque a gente tá focado aqui no Luther King no caso da Rosa Park certo mas eles são vozes de algo um pouco maior que estava acontecendo confere sim mas sempre houve luta né então assim desde o final da escravidão sempre houve grupos organizados movimento miyagara por exemplo com o w e b do Boys né que é um foi o primeiro negro a obter um título de doutorado em Harvard nem em 1898 então quer dizer ele mesmo já tinha a própria n.acp nasce né no comecinho do século 20 né então quer dizer sempre teve luta né é que o Luther Kings era um sujeito excepcional Eu sempre gosto de dizer o Marquinho que era um homem excepcional num momento de excepcionalidade então ele era uma força da natureza né assim como o mal comex então quer dizer os dois eles eram permeados de um monte de outras pessoas que estavam lutando Eles não eram os Uni legal mas o fato é que ele se destacaram né pegar esse exemplo para poder ampliar o nosso próprio sentido do que é uma luta porque às vezes a gente acha que luta é aquilo que é muito visibilizado mas aquela avó que cuida do Neto e ajuda ele a fazer dever de casa e que faz força para ele terminar o Ensino escolar ela tá lutando no limite da realidade dela então pessoas comuns interagindo lutando levantando recurso ajudando mas as outras fazendo as ações comunitárias elas estão de algum modo também participando ativamente na construção de uma luta diária é porque a gente só pensa em luta muitas vezes nessa dimensão muito visual que tem um cara que é conta de Lança de um movimento mas quantas outras pessoas estão ali trabalhando no fundo até para aquilo Luther King que possa existir né porque tudo que resista tem gente se organizando diariamente Olha aí meus caros eu eu vi um filme assim eu tô assim muito de olho e até Entrei em contato com eles para tentar viabilizar esse filme por um público maior porque eu vi esse filme no festival de cinema judaico na Hebraica e o nome do filme é shared legacy's em inglês e aqueles traduziram por market Luther King o Rabino porque ele trata da Amizade profunda que o Martin Luther King teve com Abraham joshuation é com o Rabino Rachel e não só disso o filme fala de uma maneira que eu nunca tinha visto do envolvimento da Comunidade Judaica com a Luta pelos direitos civis para vocês terem uma ideia eu vi esse filme A convite de um amigo que é judeu e tal então ele ele que recebeu o informe disso porque não era um negócio que circulou por aí mas e aí ele me levou era aberto ao público mas também não era muito divulgado sabe como é que é então eu fui e assim vocês terem uma ideia eu chorei nesse filme do primeiro minuto até começar a subir os créditos eu falei todo é um negócio tão emocionante mas tão emocionante que eu fui atrás depois do filme só que não tem disponível ainda aqui no Brasil e tal e eu não achei no lugar nenhum Entrei em contato com eles eles falaram que eles conseguiram junto a produtora americana né para passar o filme aqui e tal então eu tô de olho eu espero um dia que esse me venha para cá eu vou lutar para que ele venha para cá e que a gente consiga passar para muita gente porque é uma história tão comovente é o todo envolvimento da Comunidade Judaica com o movimento pelos direitos civis e ali nesse filme você consegue enxergar outros atores né que apesar do do foco Central c o King e o resto que era mesmo as pontas de lança ali da coisa toda aquela foto emblemática né do King com o resto e outros rabinos segurando o rolo da Torá na rua né quero um negócio inusitado você não podia sair com o rolo da tourada sinagoga pra rua e lá você tem os caras achavam aquela luta tão importante que eles tiraram o rolo da Torá de dentro e levar para a rua para caminhar né lá na marcha pelos direitos civis junto com o Luther King de braço dado assim né Então tudo isso é muito comovente e mostra uma player de pessoas envolvidas com isso né e não só o Luther King velho Luther King era aquela figura ponta de lança com o Igor bem disse e um sujeito que era mesmo diferenciado naquilo tudo né a força oratória dele a retórica dele e tal e tudo aquilo que ele representava como pessoa e aquela figura toda era muito cativante né mas era um movimento gigantesco né eu tenho Tantas perguntas mas vamos lá vamos tentar organizar aqui porque até uma que me veio a mente é que o Luther King né visitou a Índia tem ali a conversa dele né o admiração dele também pelo Mahatma Gandhi isso de alguma forma influencia a luta dele mas vamos falar então dos métodos ok Você tem uma lei que tá a vazão que apoia a segregação Você tem uma lei ele que fundamenta que protege o segregador que protege o racista como é que o Luther King e toda essa turma organizaram para conseguir romper com isso e e acabaram fazendo história Quais foram os métodos do Luther King nessa luta né porque como vocês falaram ali é o mal com x parecia ser o cara que pegava que dava porrada por se dizer e usava métodos agressivos e o Luther King é erroneamente falado Ah é mais passivo e tal como é que é como é que foi a luta do Luther King como é que eles foram conseguindo então a vencer essas leis e consequentemente entrar pra história e fazer a história é no caso do The King é a grande questão aí era o movimentos Pacífico né O que não quer dizer como a gente já falou que ele era contrário a a o grau de resistência assim abusos não é um cara passivo como você bem disso mas a ideia era sustentar vamos dizer assim com resiliência os ataques comandados contra a comunidade Negra então se for necessário você não usar ônibus como forma de de segurar onda contra as empresas de ônibus você andar a pé vai trazer o prejuízo para poder fazer o cara sentir no bolso você chega no importante por exemplo e ninguém te serve não levanta fica ali esperando até que alguém te sirva você vai gerar o constrangimento tá passar meia hora uma hora uma hora e meia até que talvez alguém vá te atender e essas pequenas pressões vamos dizer assim de uma comunidade Negra aqui diga-se de passagem é minoria nos Estados Unidos não apenas minoria social mas numérica que a quantidade de negros dos Estados Unidos é de 12 13% muito menos que o Brasil acaba repercutindo bastante e aí soma sendo fato de que em alguns momentos isso gerava tanto incômodo nos agressores que eles agrediu mais né vinham com mais agressão só que o problema é que você tem um aparato midiático também e quando esse sapato midiático é favorável à comunidade Negra essas informações circulam o país todo circulam o mundo todo e já era uma pressão internacional então às vezes você tomar um tapa e vem colar o tapa pode ser um pouco mais impactante do que tu dá um tapa de volta e ninguém vê é você resolve ali na relação sexual você dê uma marcação interpessoal mas se você dá visibilidade essa luta isso gera um impacto cujo prazo muito maior e não ter que entender os estrategicamente não era aguentar por aguentar por aguentar para tornar aquilo uma luta pública Eles foram muito ábebezinho usar esse recurso né usar o recurso midiático então toda eu costumo dizer o seguinte que o Luther King ele não era um pacifista ele era um Pacificador então no sentido de que ele tinha críticas por exemplo aquele pacifismo ingênuo É mas ele ele dizia que claro a luta não violenta era uma luta de resistência mas era uma luta de resistência ativa né ela não era uma luta de resistência passiva Então é isso que o Igor falou então quer dizer cebola corta uma empresa de ônibus sempre corta um produto né ó se você não entrar na nossa causa se você não né a gente nunca mais vai comprar de você então assim todo esse tipo de ação que eles tomavam não era não tinha nada a ver com esse pacifismo ingênua de achar que o ser humano é bonzinho até pela natureza do cristianismo ele sabia que a coisa não era simples assim né ah é só a gente bancar o bonzinho que aí serão boazinhas com a gente não ele sabia que tinha que ser uma coisa firme mas sobretudo não fazer o uso da violência então quer dizer ser vítima da violência é melhor do que você praticar o ato violento então ele usa bem esse recurso e quando a mídia começa a expor isso é isso começa a ficar notório para para não só para os Estados Unidos como um todo mas pro mundo isso começa a constranger demais né porque aí é o que o Igor falou eles vão ficando cada vez mais violentos no trato né aquele tal de Pou cooler lá que era o chefe de polícia lá da do Alabama aquele sujeito era violentíssimo né então aquele negócio de com os cachorros para cima jato de água criança também né Infelizmente essa estratégia de colocar em crianças em manifestações E aí de repente a imagem de uma criança sendo agredida choca bastante né exatamente então é o método era esse era de não violência era mas era de de não violência mas ativa o marchar por exemplo então quer dizer a polícia tá vindo a gente não vai parar né não é assim ah vamos ficar aqui quieto vamos baixar os braços fica não não a gente vai continuar andando Ah mas eles vão bater tudo bem a gente vai continuar andando apanhando A gente levanta continua andando mesmo assim então é era um tipo de resistência ativa né então era era o grande choque da coisa é e claro que isso tudo era muito radical né não tinha nada de Ah não porque não entende não era radical pra caramba isso aí o Luther King que fala contra as pessoas que pedem calma ah não calma não é assim não calma não a gente já tá esperando faz tempo então ele tem é sermões em que ele ele fala contra ele não não chega de esperar mas ele pregava um tipo de revolução que não era o tipo de revolução que o mal comex em princípio é advogava ele falava não a nossa revolução é uma revolução de valores ele fala então ele usa esse termo mais de uma vez inclusive mas era um tipo de resistência bastante ativa e aí aproveitando somando aquilo que o Paulo falou já tinha falado também um pouquinho antes é tem essa simultâneo tem outras duas coisas que consideram muito importantes na forma como Luther King se organizou primeira coisa é que também havia um entendimento que era importante fortalecer economicamente a comunidade Negra então assim constitui uma classe média Negra norte-americana uma elite Negra também norte-americana para que o dinheiro circulasse entre eles para quem estivesse os próprios negócios para quem estivesse alguma autonomia Aliás a própria segregação teve esse efeito colateral Porque como não o médico branco não vai atender o homem negro Então os negros acabam construindo médicos entre si advogados entre si então eles constituem uma classe média e o certo profissionais liberais com uma certa celeridade dada a necessidade que eles tinham e os próprios brancos vão meio que deixando eles lá com as suas questões e seus problemas então fortalecer os vínculos econômicos da comunidade não só comunidade e fé mas a comunidade dele é monta questão e eu acho que tem outra coisa também que a paz até nos discursos do eu tenho um sonho para eu ter que algo que atravessa a vida dele como um todo mas que também está presente no discurso dele eu vou até dar uma lida aqui nesse trecho que é muito curto que fala assim ó não nós temos satisfazer nossa sede por liberdade bebendo da Taça da Amargura e do ódio nós devemos conduzir eternamente a nossa luta no Alto Plano da dignidade da disciplina não devemos permitir que nosso protesto criativo se corrompa em violência física cada vez mais devemos nos elevar as majestosas alturas de responder a força física com a força da alma e aqui vem uma parte que eu acho que é muito importante da luta que Luther King vai protagonizar que é a maravilhosa nova militância que se espalhou pela comunidade Negra não deve nos levar a desconfiar de todas as pessoas brancas ou seja ele não coloca o branco como alguém distante da sua luta ele traz o homem branco a mulher branca também para o palco da ação Então acho que são uma questão importante porque ele não coloca ela é uma luta Nossa você se calem e Vão ouvir a gente com muitas vezes acontece no presente não é uma luta protagonizada pela gente sim mas a gente precisa do Amparo de vocês porque se vocês não tiverem conosco vai ser muito mais difícil e se você que é um judeu como Paulo comentou a amizade dele com judeu que é um judeu Você que é um católico Você que é um cara branco não tem religião nenhuma mas é um cara que se compadece na nossa dor você bem-vindo para traçar luta o protagonismo ele é nosso nós estamos à frente nós somos o rosto do movimento mas nós precisamos de todo um Amparo social Então essa questão também de conseguir mobilizar outras massas populares para além dos negros foi muito importante muito estratégico e veja essa questão por exemplo que eu falei dos judeus os judeus eles entraram de cabeça né então tem aquela história de dois jovens judeus que foram mortos eles estavam viajando de um estado a outro né era um dois jovens judeus e um rapaz negro que eles foram levar registro de voto né ficha de registro de voto numa outra cidade e eles foram pegos pela Ku Klux Klan e foram mortos dois jovens judeus é junto com o rapaz negro então assim eles entraram mesmo assim a ponto de estar junto de apanhar junto e tudo é por entender a luta de dizer o seguinte ó a gente sabe que vocês estão passando porque nós passamos por isso também né então a gente bem a sua luta então assim era mesmo e imagine o seguinte que o Luther King está fazendo isso e ele se discurso dele vai muito de encontro no sentido de contrário mesmo ao que dizia o malcol conx então Imagine que nessa época os dois tinham discursos diametralmente opostos e o Michael Jackson era muito virulento nas suas críticas ao King chamava ele lá de Capitão do Mato né de house nigger né de negros da Casa e Coisa e Tal então é de ancoutão né que é o Capitão do Mato nosso aqui então ele era muito atacado pelo Mal começa publicamente atacado pelo Mal como é que se ele e ele se defendia né e defendia o seu movimento e a sua luta dizendo Olha a gente não vai dar vazão a violência porque porque o discurso do mal comex ele também não era um discurso de fato assim de violência ativa mas era um discurso de resistência se preciso for também violenta agradeceu se a gente dar um tapa na cara você dá outra na cara dele você não vai procurar o sujeito para não tapa mas se ele você ser revida Então essa ideia do revide aí de que você poderia usar violência contra a violência que era perpetuada contra você no discurso do malcomex era uma coisa cristalina e no king não e o King fica se defendendo disso e alertando as pessoas de que a luta violenta ela era prejudicial então quer dizer além dele estar fazendo toda essa movimentação pelos direitos civis e uma movimentação inclusive institucional porque é por causa dele sobre tudo que a lei dos direitos civis é assinada né Então é ele é o principal agente para que essa lei seja assinada então ele tá Além de estar lutando institucionalmente para que isso se efetivo ele tinha que ficar se defendendo dos ataques muito violento do mal comex né que vão depois diminuir ele vai depois repensar e tal mas vai morrer o mal com x ou os panteras negras é isso não não e aí o Pantera Negra vem depois porque aí quando morre o mal comex e depois morre Luther King aí efeito que o Igor acabou de dizer né de que assim a luta era uma luta conjunta com os brancos aí o movimento dele vai se radicalizar então eles vão falar ó vocês mataram os nossos dois maiores expoentes então agora Acabou a brincadeira então eles expulsam os judeus da da luta Negra e falar agora né não queremos ajuda de ninguém agora é nós por nós como a gente diz E aí o movimento se radicaliza os panteras negras surgem Nesse contexto num contexto de radicalização absoluta e é muito curioso porque o o Thomas Berton que é o grande monge católico poeta e tal o mérito acompanhante de perto tem vários textos dele sobre isso é ele dialogando com essa com esse movimento negro americano e entendendo e tentando adequar essa radicalização após a morte do tracking de 68 e inclusive fazendo críticas a respeito dessa radicalização mas é isso assim então quer dizer é era um momento bastante tenso e confuso do ponto de vista de quem estava assistindo aquilo tudo acontecer né mas o Luther King que foi fundamental para que a lei efetivamente fosse assinada né foi fundamental nesse sentido [Música] gente obviamente que nós estamos fazendo aqui uma introdução a vida e obra do Luther King tem muita coisa muita coisa mesmo tem uma live que a gente tem lá no nosso canal no YouTube que tá eu Paulo e o Jonathan é qual é o dia do marketing Luther King Day até já aconteceu esse ano né Eu acho que é a terceira segunda-feira de todo mês de janeiro o que acontece no The King nasceu dia 15 de janeiro de 29 o dia eu sei porque eu mesmo dia que eu né dia 15 de Janeiro Olha só nasceu no mesmo dia e eu sei que o discurso de Washington foi dia 28 de Agosto Porque é aniversário do meu pai então no perfil que também atravessa um pouco da minha existência pessoal né Eu brinco meus alunos bíblico meus alunos que eles têm oportunidade de conhecer dois heróis negros que nasceram no dia 15 de Janeiro Luther King e eu na brincadeira da parte 15 de Janeiro é dia de ter King né Nascimento dele melhor dizendo e coloca um seriado Salvo engano sempre na terceira segunda-feira É isso mesmo segunda-feira do mês de janeiro segunda-feira então a gente tem uma live lá com o Paulo e o Jonathan por conta desse dia do marketing Luther King então assim a gente vai indicar também por alguma literatura que no final a gente só tá dando panorâmica para você entender a importância dessa personagem e a sua luta mas gente a gente tem que falar um pouquinho do Selma né que é tem essa marcha aí que é de um lugar né de Selma até a outra cidade lá Monte gomer que a cidade dele lá enfim ah vamos falar um pouquinho da importância dessa manifestação tem o filme inclusive mas parece que a gente consegue entender também bastante alguns contextos e essa luta ali por conta dessa marcha queria que vocês desenrolassem um pouquinho sobre isso só a correção bíblico Oi se você fosse a cidade dele monte de Gamer não cidade dele é Atlanta Mas tem alguma coisa com um monte de goma da cidade onde ele foi Pastor pela primeira vez é a igreja dele é onde começa a luta é em montgomer é um monte de Gummy é uma cidade emblemática Nesse contexto porque é a cidade onde ele começa ele da igreja dele e tal Apesar dele ter nascido em Atlanta né essa marcha aconteceu no dia são duas datas na verdade então quer dizer a primeira data é Sete de Março de 65 né e e ela foi violentamente suprimida pelo governo e pela polícia então a cena é um negócio dantesco assim daquela eles estão atravessando a ponte no caminho até montgomer e eu não lembro bem onde essa ponte na passagem ali da na cidade no caminho né e a coisa é muito violenta são crianças são machucadas é cachorro é cacetec é Jato d'água é um monte de coisa então eles são eles são violentamente suprimidos e depois ele se reorganizam e voltam pra fajar fazer a marcha aí com o apoio de um monte de outras entidades É muita gente se junta porque essas imagens chocam demais né E eles voltam no dia 21 de Março para fazer de novo a marcha E aí eles têm êxito e tal então o filme fala tem o filme Selma que fala exatamente da construção dessa marcha de como ela aconteceu e tal o contexto histórico dela e qual foi o impacto dessa marcha na Luta pelos direitos civis né então ela também foi a marcha teve um protagonismo inclusive é para que a lei fosse assinada né Ela é muito importante e Central na Luta pelos direitos civis americanos realmente é acaba sendo impactante demais para o país de modo geral porque que acontece a gente já falou um pouco disso né Essa violência ele vai escalar muito rápido nessas marchas Então até contra crianças até comentou sobre isso então assim ela vai ser muito Central para remover muita coisa porque os problemas que eram sentir os em Selma não eram sentido só em Selma naturalmente mas é uma questão de começar por algum lugar fazer a atuação a partir de algum ponto e aí a questão de Selma acabou abrindo ali vamos dizer uma caixa preta literalmente de problemas e aí tudo ficou muito Evidente então a luta acabou ganhando uma abrangência da maior talvez não chegaria nesse nível se o tráfego da polícia não fosse esse aí depois disso vem todos os efeitos que a gente já conhece de transformação até a questão do direito civil estava passando ali acaba ganhando mais força né Muito mais força da lindiante E aí o outro dado importante que vale falar é que essa marcha que acontece em Selma ela demonstra que nem tudo passa pela lei porque embora houvesse uma lei 64 que determinasse a questão dos direitos civis americanos ali para a população negra ainda assim na prática havia muitos obstáculo então a marcha de Selma que é no ano seguinte é a demonstração tasta para gente que a luta não se faz apenas no espaço Legislativo mas também nas interações cotidianas então ok existe uma lei Beleza mas agora a gente tem que forçar que essa lei essa operação Legislativa tem efeitos práticos então a marcha do céu é uma parte nesse sentido e isso ajuda a gente a pensar a vida como um todo né que nem tudo se reduz a legislação mas também a forma como as pessoas interagem com a legislação e com seus efeitos no cotidiano legal exatamente como eu falei eu sou horrível de data na verdade a lei dos direitos civis tinha sido assinada um ano antes de 64 em 65 em agosto é assinada a lei dos direitos foto então tem uma outra lei que é votada em agosto né A partir daquilo que acontece lá em Selma tal mas a lei dos direitos já tinha sido assinada um ano antes e claro que por ela não se aplicada né então quer dizer assinalei mas a coisa não acontece então Eles continuam marchando e continuam lutando para que a lei efetivamente seja cumprida Ô gente tenho certeza que tem muitas pessoas como eu não conhecem quase nada dessa história mas quando vocês falam em lei é essa lei ela tava tirando o quê ou seja lugar preferencial lanchonete esses lugares separados essa lei estava quebrando essa segregação certo é acabando com as leis de Michael era acabando com todo aquele aparato legal de segregação que existia sobretudo no sul dos Estados Unidos né entendi ou seja em termos em termos de lei a coisa estava se resolvendo mas como o Igor acabou de falar não adianta é uma questão cultural não se resolve só com legislação se resolve também com a cultura por assim dizer não se resolveu até hoje inclusive Eita pegou até hoje o negócio pega de vez em quando é mas é isso mas não adianta assim só assinar o papel né Tá aquela ideia de que cultura vem antes da lei então assim a sociedade precisa incorporar aqueles valores e tal para que a lei tenha efetividade né então isso Demorou ainda muito tempo para que as coisas começassem a ficar um pouco menos dramáticas ainda demorou bastante preciso radicalizar muito então é os panteras negras tem um papel essencial nessa radicalização né E nessa pressão mais dura para que as coisas Viesse a ter efetividade né não é isso era um caminho não só foi longo como continua sendo né Mas vamos lá então o Luther King pastor protestante a o final da vida dele eles têm essa marcha eles vão lutando Mas e aí isso tem uma adesão muito grande o Luther King fica meio sozinho no final da vida porque no fundo ele é assassinado né tem todo esse rolê envolvendo assassinato dele enfim inclusive uma série de questões envolvendo assassinato dele onde ele tava que ele tava fazendo enfim mas é E aí como é que foi a o final da carreira do Luther King ele pode vir slumbrar um pouco do sonho dele que ele almejava ainda não como é que a gente como é que a gente encerra um pouquinho dessa mini biografia do Luther King então se eu me lembro bem aí o Paulo pode ter me ajudado nesse sentido eu acho que ele chega aí pra Chicago depois fica um tempo esticado e aí ele depois ele vai bater de frente sobre tudo isso é mais importante menos importante do que Chicago mais importante aliás aqui pra Chicago é saber que ele bate de frente com garras do Vietnã então assim essa linguagem é política dele também atravessa pra questão internacional norte-americana não só pra questão doméstica porque a qualidade negra americana também era era colocada e havia essa acusação pública na Linha de Frente como quem diz assim olha estão Botando os negros americanos para morrer isso ali é também trabalhar de modo muito periférico no Force Gumball que o amigo do Force Gump Bamba é um jovem negro que tá ali na luta né eu fui muito bom inclusive sugiro bastante enfim aí então ele vai fazer toda essa narrativa assim antes Guerra do Vietnã e pouco tempo depois ele vai morrer então assim se a gente for pensar em termos de o cara que usufruiu da sua obra Eu acho que isso se encaixa com Luther King não acho que ele viveu uma vida de luta e ele viu alguns avanços sim celebrou algumas questões sim sem dúvida nenhuma mas os efeitos tão muito mais pra gerações futuras do que para ele provavelmente dito é porque ele ele morre né em quatro de abril de 68 é aos 39 anos meus amigos aos 39 anos o Martin Luther King morre e morre num contexto de luta então quer dizer ele tava numa cidade para para continuar ele continuava pregando continuava viajando e levando a luta adiante né então ele não ele viu o resultado sim efetivamente A lei foi assinada então quer dizer isso já foi um ganho extraordinário porque a luta é era para isso né Entendeu então quer dizer a finalidade da Luta pelos direitos civis e é por isso que chama movimento pelos direitos civis Era exatamente para que essa lei fosse e as leis de um Crown fossem abolidas então isso efetivamente aconteceu então a assinatura da lei o que não aconteceu é que Não bastou assinar a lei para que as pessoas deixassem daquele comportamento o racista então quer dizer os negros continuaram a ser perseguidos continuar a sofrer racismo publicamente né então linchamento e acontecia de vez em quando em algumas regiões então assim as coisas não mudaram assim do dia para noite então ele digamos assim ele viu cara a assinatura da lei Mas ele não viu a efetividade da Lei ocorrer e morreu jovem né 39 anos em abril de 68 Igor Paulo alguma consideração sobre Luther King uma palavra final sobre isso eu ia comentar só que o antes da morte dele na noite anterior ele faz um discurso muito emblemático também que tá disponível no YouTube que é o Steve no topo da montanha que é um eu choro demais assim então acho que eu tenho um sonho eu estive no topo da montanha são os dois discursos mais dele e Poxa Bíblia bota uma pilha lá para o pessoal da rapper também fazer uma edição especial com esse porque esse é muito bom também muito bom e é Profético ele não sabe o que vai acontecer ele fala eu eu já vi entendeu É aquele negócio eu visdombrei a coisa toda né Eu via eu subi no topo da montanha e vi então eu não sei o que que vai acontecer eu não sei o que vai acontecer amanhã e tal e aí ele morre até meio mosaica assim né o cara que não vai entrar na Terra Prometida né quer dizer eu viver exatamente a experiência mas eu não vou ter uma terra prometida mas eu não tenho medo ele fala não tenho medo né Não tenho medo de nada tô aqui então assim mexe com um pouco assim brincando uma coisa meio mosaica meio-dia Paulina né de combate Um Bom Combate também já fiz longo ali mas não vou poder entrar e tá tudo certo e foi pro Paulo falou provérico que no dia seguinte ele vai ser assassinado até hoje muita discussão sobre quem teria sido mandante né Assim como também no caso do Dire skate Mas enfim o fato é que década de 60 a gente vai ter favorecer de duas figuras negras fascinantes que são Michael Max e o Luther King e também o Crepúsculo delas Duas né que os dois vão ser assassinados na mesma década aí Salvo engano com mais chance de três anos acho que é 65 e o King 668 caraca olha aí foi foi orquestrado mesmo o negócio tem muito especulação a respeito da Morte deles do Mal como é que tem inclusive um um documentário no Netflix que fala quem matou mal comex que é bem interessante Então assim tem a cia envolvida tem os próprios movimentos que que fica lá em silmados com a saída do mal comex do da nação do Islã e a questão do Luther King então assim tem um monte de coisa envolvida nisso mas é muito triste né os dois morreram muitos jovens morreram muito jovens que a vida inteira pela frente e acabaram morrendo tragicamente Ainda bem que as suas esposas ainda seguiram ainda legado levaram isso à frente e tentaram ainda manter aquela digamos assim aquela luta mais pa organizada ainda por um tempo mas aí a coisa se radicalizou muito assim nos anos seguintes e teve muito embate muita coisa o legado continua a gente continua falando deles continuam aprendendo e e ler os sermões do Luther King é coisa muito edificante enriquecedora assim legal eu sei que é a editora planeta tem lançou uma coletânea de sermões deles até receber aqui do meu amigo André e a Harper colins tem há uma edição de luxo com discurso você tem aí Igor com discurso do a capa dura o discurso eu tenho um sonho se não me engano ou Igor tudo que tá com o livro na mão ele é bilíngue né tem a versão original e a tradução confere isso na verdade tem um prefácio que é da Amanda Gourmet que foi uma uma jovem ativista estudante também né enfim uma intelectual que trabalha com questões a sério nos Estados Unidos e que fez um um discurso ali também na posse do Bayer Então ela fez uma poesia ali então ela faz um prefácio do livro e depois do toda basicamente o discurso do The King com a parte em português numa letra um pouquinho maior e mais abaixo os textos em inglês então você consegue ver o original e ver a tradução o que eu achei legal o Bibo dessa versão aqui particularmente é a tradução mesmo né Às vezes eu vejo algumas outras traduções que você são boas elas não são ruins Mas essa que houve uma precisão acho maior no sentido na gramática política do Luther King então eu gostei muito por conta disso legal legal muito bom a gente é o link inclusive dessa obra está aqui na descrição deste podcast Paulo quer recomendar alguma coisa Paulo bom tem dois livros que são muito acessíveis e interessantes sobre ele também um outro de sermões que é uma pela consciência publicado pela Editora azar né que que é uma coletânea de sermões e a autobiografia né também publicada pela pelas ar é um livro mais volumoso mas tem muita informação interessante Lá é muito bacana esse livro então a autobiografia de Martin Luther King e uma pela consciência que é coletânea de sermões os dois foram publicados pelas a ar então aí disponíveis é para quem quiser comprar Igor e tu tá bem ativo nas redes sociais né cara no teu Instagram que é o arroba questão de histórias não me fale a memória você tá bem ativo lá sempre com conteúdo envolvendo aí escravidão África e exatamente para quem não sabe eu sou professor de ensino médio né então minha pesquisa e meu ensino meu ensino é muito amplo na escola mas enfim também trabalho com pós-graduação em ensino de história da África então tô sempre fazendo produção ali com relação à África Brasil Há questões negras do Brasil os Estados Unidos e perspectiva comparada então tem bastante coisa que não produzida lá por enquanto estou sem curso ainda mas daqui a pouquinho alguma coisa o que tiver interesse lá @ questão de história muito bom é isso gente vamos ficando por aqui com mais esse episódio mais continua porque a gente tá uma semana inteira pensando sobre esse tema do racismo Cristão e a Bíblia Muito obrigado pela sua audiência simbora para o próximo episódio [Música] este podcast Foi editado por bibotal que Produções