Sermões Online

A fé vem pelo ouvir

Martin Luther King – BTCast 477

Martin Luther King – BTCast 477

Martin Luther King – BTCast 477

Muito bem, muito bem, muito bem, começa mais um BTCast, o seu podcast de teologia! Nesse episódio de estreia da nossa BTWeek, Rodrigo Bibo conversa com Paulo Cruz e Higor Ferreira para falar sobre Martin Luther King Jr, sua obra, sua vida e suas influências. Como esse homem influenciou e influencia tanta gente? Como os movimentos negros se associam e por que se associam à sua luta? Por que é importante sabermos de sua história? Como foi o evento da Rosa Parks para dar o estopim da revolução que aconteceu? Luther King é importante para esse movimento? De que maneira os cristãos podem entender essa relação nas igrejas? Isso e muito mais agora, nesse BTCast!

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O podcast cristão do Bibotalk tem a missão de ensinar teologia em áudio a fim de ver o crescimento bíblico-teológico da igreja brasileira.

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[Música]
teologia é nosso Esporte
[Risadas]
[Música]
muito bem muito bem muito bem começa o
segundo episódio da btwick Bíblia e
racismo Este é o btcast
476 e nós vamos falar sobre Martin
Luther King Sim essa figura
icônica na Luta pelos Direitos Humanos
nós temos aqui nesse Episódio dois
professores de história eu tenho certeza
que você será ricamente abençoado
Lembrando que essa btwick chega até
vocês graças a editora Thomas Nelson
Brasil galera o link do Instagram da
Thomas Nelson e também do site está aqui
na descrição deste Episódio para você
conhecer os lançamentos desta Editora
Thomas Brasil que é parceiraça aqui do
bibliotal que compre os livros da Thomas
Nelson ela não é só a casa do luiz ela é
a casa também de boa parte dos livros da
família bibotalking então assim fora que
ela tá com muitas novidades do mês de
novembro e gente eu queria poder falar
para vocês algumas coisas mas eu não
posso mas olha só final de Janeiro marca
aí na sua agenda final de Janeiro tá que
a Thomas Nelson tem uma novidade
gigantesca aí pro final de janeiro eu
não posso falar mais aliás eu não
poderia nem falar isso pessoal do
marketing já vai brigar comigo mas eu
tenho certeza que você vai curtir demais
o que tá vindo por aí mas olha só em
novembro a Thomas Nelson tem muita coisa
boa Então segue aí a Thomas Elson no
Instagram e também dá uma visitadinha no
site para você ver o que é Thomas Elson
tá aprontando aí na área de Bíblia e
teologia tá bom e simbora para este
Episódio sobre marketing Luther King que
está sensacional ó e esse não vai ter
recado Paroquial você fica triste com o
recado para o quiabo não deveria recado
Paroquial que paga as contas é o que
mantém no bivotal aqui no ar então por
favor da próxima vez ouça o recado
Paroquial mas agora nesse Episódio aqui
a gente vai direto para o assunto porque
eu acabei de fazer o recado para
orochial e você nem percebeu hahaha
[Música]
muito bem para falarmos então sobre
Martin Luther King que estamos aqui já
com ele que está participando dessa
semana intensa aqui com a gente Igor
seja muito bem vindo a este Episódio
Fala galera belezinha e vamos para mais
um aí com certeza vai ser muito bom
legal e ele Paulo Cruz que é a primeira
vez que participa de um btcast se não me
falha a memória mas já participou de uma
live sobre o trequinho É isso mesmo
Paulo me corrija Fala amigo tudo bem foi
um prazer tá aqui não eu participei de
um também sobre luz né o Luiz Claro para
quem não sabe Paula um admirador do luz
é verdade trilogia cósmica foi tema do
seu mestrado excelente é e participei
sobre o grande divórcio a gente falou
sobre o grande divórcio grande divórcio
excepcional É verdade cara é verdade
esse livro inclusive que é eu fui ler a
partir desse lançamento e achei
sensacional realmente maravilhoso até
hoje nas minhas pregações aí mas hoje o
assunto então aqui é Martin Luther King
é Júnior ele é o Júnior ele é o Júnior
né Ele é o Júnior Olha só gente é óbvio
que se a gente fala de racismo até mesmo
em quem não conhece a história como eu
né Eu sou nesse assunto de história e
tal mas eu sei quem é marketing Luther
King Júnior é sei algumas coisas dele e
eu penso que a maioria de nós sabe pelo
menos I have a dream eu tenho um sonho
eu diria que a maioria das pessoas param
nessa primeira frase não conhece o resto
e não conhece nem Talvez um pouco da
história dele e o porquê que né Esse
esse pastor americano está aqui numa
semana onde a gente tá falando sobre
racismo e Bíblia e eu quero até
perguntar isso para vocês gente porque
que quando nós vamos falar de racismo de
alguma forma é bom falarmos de martelo
Luther King Júnior
Agora vai ficar isso gente sem educação
está bom vai ficar Bola Dividida Exato
eu fiz pessoal
a gente ficar um conceito importante
aqui a gente a gente é cristão
naturalmente mas tanto eu quanto Paulo
nós somos os caras que tem uma raiz
africana Então existe um conceito da
ancestralidade então vou deixar o Paulo
falar primeiro na questão de
acessibilidade Estou Seguindo aqui esse
critério tão importante universal para a
comunidade africana Tá bom então simbora
eu o branco aqui vou ficar não me meter
nisso aí mano
manda lá Paulo então é o seguinte uma
coisa que o Luther King ele tá muito
cristalizado na cultura brasileira assim
muito em sentido relativo obviamente
porque Claro as pessoas conhecem muito
superficialmente né então cresce muito
de pouquíssima coisa mas ele é conhecido
você fala em Marter King Praticamente
todo mundo já ouviu falar sabe quem é e
tal se você mostrar uma foto pessoal
fala Ah esse é o luta King então ele é
uma figura aqui no Brasil muito
conhecida até mais conhecida inclusive
do que figuras brasileiras né que são e
que foram importantes para a luta contra
o racismo no Brasil então é importante
trazê-lo a essa discussão sempre porque
ele sempre é citado né então quer dizer
se você pega Sei lá aqui na 24 de Maio
aqui em São Paulo que é uma rua chamado
de galeria de galeria do rock né ali tem
umas lojas então ele se divide lá em
coisas de rock e coisas de rap então se
encontra lá por exemplo loja de roupa
então você encontra lá camiseta do
Martin Luther King você não encontra
camiseta de sei lá José do Patrocínio
que é um brasileiro André Rebouças que
eu sei que tu gosta André Rebouças que é
o meu
ídolo digamos assim mas você não
encontra você encontra a camiseta do The
King com muita facilidade né então ele é
uma figura muito conhecida então é
sempre bom trazê-la discussão e tentar
aprofundar um pouco mais o conhecimento
que a gente tem a respeito dessa figura
que foi fundamental né Na História
Americana e também é um exemplo para a
história de todo mundo ele é um exemplo
no sentido de uma luta né a gente tem
outras figuras históricas que lutaram
por algo e tiveram êxito e sem sombra de
dúvida na questão do racismo pelo que eu
tô entendendo ele é uma figura que
representa a luta por alguma coisa né
Mais ou menos isso por isso que ele vem
a mente desse cara lutou aí não somente
esse cara né a gente vai entender que
ele faz parte de um contexto maior que
ele mas ou seja ele ele meio que
encabeça ele meio que é a figura de uma
luta contra uma um racismo contra o
racismo por racismo por isso que quando
é esse tema a gente lembra dele eu acho
que tem outra questão também aí que é um
pouco de proximidade histórica porque
quando a gente fala do século 20 a gente
tem muito mais elementos aí para poder
pensar pelo menos o ponto de vista
visual né porque o Brasil trabalha essas
questões com o próprio Paulo falou
muitas vezes trabalha pensando muito em
figuras no século XIX todas essas
figuras que foram citadas São desse
tempo então zero Patrocínio o André
Rebouças juiz Gama e outras figuras ali
que são entre aspas de menores pressão
para aquela da nossa sociedade melhor
dizendo mas que naquela sociedade algum
tipo de papel então figuras que vão
surgindo ali no tecido da pesquisa
historiográfica já Luther King está
falando da segunda metade do século 20 e
num contexto onde a segregação é muito
intensa e logo ali né E aí até fica uma
coisa muito Evidente chama muita atenção
e de algum modo também é até
interpretado de um modo meio equivocado
no Brasil porque isso para muita gente a
demonstração de que tem racismo lá em
contrariedade é o que teríamos aqui ou
seja racismo nos Estados Unidos né
porque teve segregação sendo necessário
um marketing Luther King lá quando na
verdade não é exatamente isso né a gente
tem uma operação específica do racismo
lá e outra operação específica do
racismo aqui um outro tipo de
sofisticação racial aí para poder gerar
também descontentamentos e
confrontamente com os mais variados mas
eu acho que essa proximidade temporal é
uma coisa que exerce muito efeito e
obviamente Impacto inclusive em questão
literária em obra de cinema né o próprio
Paulo já falou o Luther King ele é uma
cultura ele é um cara que já foi
incorporado na cultura pop Então você
encontra ele em Literatura você encontra
ele em filme encontra ele em livros mais
variados todo é lançado um livro novo é
lançado uma coisa nova né eu mesmo tô
aqui na minha mão já com um né o eu
tenho um sonho que a Harper colets
lançou né com o eu tenho um sonho dele
então quer dizer é um discurso que a
gente já conhece mas que tá sempre sendo
revisitado todo momento eu acho que tem
um pouco desse elemento também né de um
uso histórico constante para proximidade
do tempo e lembrando que nessa semana a
gente vai ter um episódio falando um
pouquinho dessas diferenças né entre o
racismo aqui e o racismo lá aguarde que
essa semana aí tem muito conteúdo bom e
isso que tem tem um dado importante que
é pela proximidade histórica e também
pelo conteúdo visual que existe a
respeito quem que tem ser irmão que você
assiste no YouTube né então ele ele é
uma figura que você já consegue vê-lo
com facilidade você Você conhece a voz
dele né você tem vídeos de sermões e tal
então tudo isso torna ele uma figura
mais próxima da Gente do que qualquer
outro tipo de militante do século XIX
digamos assim mesmo nos Estados Unidos é
você tem lá outras figuras tão
importantes quanto ou talvez até mais a
depender do contexto que o Luther King e
que o Malcom X que eram os dois
contemporâneos mas que são pouco
lembrados e aqui no Brasil quase não se
fala e tal Aliás com x mesmo você tem o
que um filme do Denzel Washington que já
é antigo você não me falha a memória e
né ninguém fala muito dele o próprio mal
com x não é tão conhecido como Luther
King acho que justamente por conta dessa
questão da produção da cultura pop né E
vai ser uma figuras importantíssimas e
tal como é que tem um detalhe importante
que é assim ele chega no Brasil mais
segmentado o Luther King é uma figura
mais Universal né e o mal como é que
você é uma figura mais segmentada por
quê Porque tem o caráter mais radical
dele mais revolucionário tá então as
pessoas têm um pouco de medo de se
aproximar do mal comer Apesar de ele ser
uma figura absolutamente extraordinária
assim um dos maiores oradores do século
20 se não da história toda se era um
orador poderosíssimo mais do que o
Luther King Inclusive eu usaria a dizer
outra coisa você encontra livros aqui no
Brasil com sermões do Luther King não
tem com os discursos do mal comex tem a
ver com a opção religiosa do Malcom X
porque o Luther King é um pastor
protestante e o Malcom X não me falha a
memória ele foi muçulmano eu acho que
não viu eu acho que tem pouco a ver com
isso porque eu acho que tem mais a ver
mesmo com e é curioso viu porque a
militância negra brasileira né Há muitos
anos fez uma opção mais próxima de um
radicalismo do mal comex do que do
marketing Luther King é muito curioso
que a própria militância não tenha
traduzido as obras e traduzido a gente
tem autobiografia dele que é esgotada
aqui no Brasil se você encontra em sebo
é caríssimo né eu tenho aqui e tal e eu
comprei inclusive olha aqui como mandar
uma mensagem para rar para Thomas aqui
agora é então é a autobiografia é panca
assim é um livro importante entendeu que
ele foi publicado aqui no Brasil a
Décadas atrás e agora e desapareceu
ninguém quis acreditar aí agora mais
recentemente Surgiu uma uma biografia do
Minnie Marble que é uma biografia
volumosa e tal da companhia das Letras
Mas enfim o Luther King teve mais
capilaridade no Brasil isso é um fato do
que o mal comex eu acho que que é pelo
por esse caráter mais Universal dele
dessa questão mais de luta não violenta
e tal que o mal comex era contra
inclusive
em algum sentido eu só acho eu acho um
pouco diferente a respeito do aspecto
religioso que acontece eu acho que isso
exerce uma um papel importante no grande
público pelo menos talvez de fato assim
pensa num nível de militância o mal como
é que se estabelecido melhor com alguns
militantes por conta da natureza do seu
discurso para uma coisa que
aparentemente Pelo menos é mais
combativa que a gente não pode esquecer
que a fala do técnico também tem uma
radicalidade que tá no sentido né tem
uma outra semântica mas também tem uma
radicalidade Mas eu acredito que a
questão da religiosidade do Luther King
e do malcolmex ela interferiu na forma
como a própria grande mídia interpretava
essas figuras como distribuir essas
figuras e como as pessoas também
incorporavam essas duas figuras
socialmente então assim se na militância
exerce um tipo de papel
direções por um por outro Dependendo de
quem tá discutindo essa questão eu acho
que no grande público assim o grosso a
figura do que teve mais penetração e eu
acho que o aspecto religioso e somado a
isso porque é uma coisa que tá atrelado
em algum sentido esse tom mais Pacífico
né mas não tem também reconhecer
necessidade exatamente entre não se
reconhecer a necessidade do que de
forjar uma luta concreta e de
resistência acabou dando para ele uma
penetração maior e com relação ao século
20 uma coisa importante a gente falou de
figuras do Brasil do século 19 mas no
Brasil também temos que conversar no
século 20 tá vivo Só que é claro nenhuma
delas acredito eu pelo menos sem a
leitura que eu tenho como eu vejo mesmo
a sociedade nenhuma delas com o mesmo
Impacto Luther King é claro que muita
gente importante fez muita coisa mas o
que lutar King alcançou é uma coisa
ímpar né em nível Global o cara foi
nobre ou da Paz assim é muito
diferenciado realmente
[Música]
Legal galera bacana a gente ter esse
contexto para entendermos é a
importância da figura do Martelo Luther
King do Luther King vamos vamos
padronizar aqui se eu fico marketing
Luther King Júnior do Luther King queria
que vocês contextualizassem um pouquinho
é porque ele é fruto do seu tempo de
alguma forma eu sei que ele é uma é a
imagem que aparece a dele é ele
discursando I have a dream e tal mas tem
ele não é um cara que surge Oi tudo bem
Eu sou Luther King e vou lutar tem todo
um contexto já de luta contra o racismo
eu até estava estudando o próprio ato
daquela mulher esqueci o nome dela agora
a rosa é até o próprio ato dela não foi
assim uma coisa que ó aconteceu lá não
tem uma coisa que é tudo muito pensada e
tal já tem Ah eu queria entender um
pouquinho o contexto em que o Luther
King surge e a sua luta surgem vai
ganhando força e tal eu queria Então
entender esse racismo que o Luther King
tá lutando contra lá nos Estados Unidos
esse contexto histórico o que que o
negro sofria nesse tempo que se
manifestava esse racismo Então acho que
assim o contexto histórico é o seguinte
com o fim da escravidão nos Estados
Unidos né com a lei lá que põe enfim a
escravidão em 1863 e tal houve uma
reação bastante violenta daqueles grupos
do Sul que perderam a guerra
efetivamente e que começar a criar
milícias para perseguir não só os ex-es
escravos mas também os brancos que eram
os notistas e apoiadores da Abolição né
esses grupos depois vão se juntar e
criar a chamada Ku Klux Klan e a Ku Klux
Klan vai trabalhar efetivamente junto lá
com o partido Democrata que a época era
o partido a favor da escravidão e tal
eles vão lutar para começar a criar
aquilo que ficaram conhecidos como Black
coats eles começam a reverter muitas das
conquistas que a abolição trouxe por
exemplo a questão do voto né então eles
vão começar a agindo nos Estados para
suprimir o voto negro e aí eles começam
a criar as leis de segregação
a partir desses Black Coach e por fim
estabelecem aquelas chamadas de
famigeradas leis de um Crown Então essas
leis são estabelecidas aí ali no
finalzinho do século 19 e elas vão
perdurar ali no sul por 100 anos então
você imagina 100 anos de leis e
segregação e Lei segregação muito
violentas né que você tinha banheiro
para Branco banheiro para negros entrava
no ônibus tinha aquele negócio de você
sentar no fundo se tivesse lugar para
sentar no fundo se não tinha que ficar
em pé né então no restaurante Você tinha
lugar para negro lugar para Branco
bebedouro e tal então tudo isso era
muito visual era muito violento é aí
tinha a questão dos linchamentos Isso aí
é verdade porque eu tava ouvindo um
podcast e você não deve acreditar tudo
que você ouve em podcast tá bom é sempre
você consultar fontes mas cara eu fiquei
assustado assim era era coisa era era
empalamento era como é que é o nome
técnico de arrancar a pele ca- sei lá
mano
cautelar alguma coisa assim é isso era
real mano é real real tacava fogo
linchava enforcava a música Strange
Fruit né da da Billie Holiday é isso né
o fruto estranho de uma árvore eram os
negros enforcados né lá no sul e tal uma
coisa muito violenta e e e gráfica
porque tem foto disso né e não são
poucas fotos não tem muitas fotos
no começo do século 20 né
começa do século 20 até 1960 Então quer
dizer você tem ainda na década de 60
você tem linchamento de pessoas negras
lá nos Estados Unidos e tal é uma coisa
que durou 100 anos assim uma coisa
terrível né então o Luther King surge
Nesse contexto ele é do Alabama né no
sul então portanto um lugar muito
violento e extremamente segregado e ele
surge ali numa igrejinha do Alabama é de
Montgomery e a luta começa na verdade
com o protesto da horrorosa Parks ela
que dá o stark da coisa com aquele
protesto que ela faz e não querer
levantar para um branco sentar no ônibus
e a partir disso que aconteceu em 1954 a
primeira reunião de um grupo organizado
na igreja do Luther King que acontece no
ano seguinte em 1955 então a luta começa
a sair né Então a luta do Luther King é
pela é pelo fim das leis de um Crown o
racismo ele era legalizado então digo
assim estava ali eles tinham a lei
favoreceu os brancos Então o negócio é
que é importante aí só um comentário que
ele atuação dele é muito na labão mas
ele nasce mesmo em Atlanta ele não é do
Alabama não é tanto é verdade que até eu
gosto de NBA demais né o Atlanta rocks
eu acho que é umas duas temporadas atrás
fez uma camisa que a camisa chamada Siri
Edition né que é a edição especial de
cada ano em homenagem em algum fator da
cidade alguma figura pública enfim algo
relativo à cidade e eles fazem uma
camisa com m é OK que são as iniciais né
de marketing The King que até não nasceu
com esse nome também dado interessante
né o nome de batismo dele é
quando o pai dele faz uma viagem
Alemanha e entra em contato com Martinho
Lutero ele se apaixona pela história do
cara ele muda o nome dele para Martin
Luther e do filho também que passa a ser
morte em lurger King Júnior quer dizer
acompanha aí na questão é religiosa
então isso tem muito a ver com Lutero
porque o nome do Lutero também não é
luto não é Lutero né era era outro nome
que daí depois virou eleutérios e tal
ele ele fez uma mudança no Lutero para
ficar como eleito e tal Olha aí todo
mundo mudando o nome por alguma coisa
assim sensacional cuidado com relação a
a violência das pessoas são dado
importante porque é que acontece no caso
dos Estados Unidos você tinha tanto um
amparo legal para isso que Como o
próprio Paulo falou havia leite que dava
um Amparo para certas ações e pessoas
que se sentiam muito encorajadas
exatamente pela convivência do Estado
porque quando o estado ele mesmo não
criava elementos que facilitavam a
Perseguição ele ignorava o problema
então ou ele acabava fomentando de certa
maneira criando barreiras e dificultando
a vida do negro com aquelas cenas muito
comuns que a gente já conhece banheiro
de branco banheiro de negro né o assento
do branco o assento do negro aquela
segregação formal ou então simplesmente
ele fazia no tal do ouvido de mercador
que se fingia de desentendido que não
estava acompanhado nada por quê Porque
muitas das figuras que estavam no quadro
político do governo ou que estavam
assumindo quadros administrativos do
Estado eram pessoas vinculadas nessa
perseguição e isso é muito elaborado
também naquele filme Em Chamas que
mostra como as próprias figuras do
Estado as figuras policiais as figuras
administrativas elas são as mesmas
figuras que ou então fazem né ou fazem
ou não suporte para que outros façam
então a briga era muito grande porque a
briga só com elemento cultural é uma
briga que tá entranhada também no
próprio funcionamento do estado
norte-americano que Embora tenha
garantido a libertação dos escravos não
trouxe junto uma série de medida esse
vídeo de direitos civis e garantiriam a
melhor satisfação Então essas leis de
grow elas foram criando isso esse
ambiente nós a grande nos Estados Unidos
você tem essa lei informal de segregação
no Brasil aí puxando a sardinha para o
nosso lado a gente não tem essa mesma
natureza mas a gente tem também a
dificuldade no convívio o Brasil ele é
sofisticado por isso porque o Brasil ele
não impede o ingresso mas ele dificulta
o acolhimento porque porque nas relações
de poder a questão da raça performa
alguma coisa até antes da gente começar
de comentava né Paulo sobre a questão do
professor pretestado quer dizer a
própria criação de uma escola para
negros no século 19 para quem não sabe
só para situar aqui o pretexto é um
professor do século XIX que abre na casa
dele na Cidade do Rio de Janeiro mas
Copa meninos negro quando ele abre Olha
a ligação dele é que ele abre porque os
meninos são maltratados nas escolas no
Brasil Império não havia proibição para
ingressos escolar de negros a gente
escravos não é a mesma coisa tem que
haver uma decisão aqui então os negros
podiam frequentar os negros Livres
naturalmente podiam frequentar as
escolas públicas agora não por isso quer
dizer que eram bem acolhidos Tanto não
eram que foi necessário criar uma escola
específica para eles receberem para
poder aprender então o Brasil também tem
essas dificuldades principais interações
só que o caso americano é mais chocante
porque você tem uma placa né Você tem
uma lei ali que proíbe formalmente Você
tem o direito de voto existe a falar
disso daqui a pouco na questão de Selma
é muito isso Você tem o direito de voto
os negros não são proibidos formalmente
votar mas os obstáculos criados nas
interações são tão grandes que torna-se
possível então quer dizer É só eles
mudavam o local de votação né chegar um
dia antes da eleição os caras mudavam o
lugar de votação E aí você chegava lá
para votar no dia de votar e não tinha
exatamente
vocês guardem os exemplos do Brasil para
quando a gente fizer a comparação e daí
a gente vai chegar no episódio Então
como a gente já sabe quem é
eu sei que é 11 anos fazendo isso
[Música]
vamos lá então eu quero falar de Selma
porque tem um filme que dizem que é
excelente inclusive o filmes que retrata
bem ali não sei qual é a opinião de
vocês sobre o filme o pessoal aí que que
gosta do tema diz que não é para
assistir Green Book e é para assistir os
selmas que o Selma é mais fiel aos
acontecimentos lá diz que o Green Book
também quer uma outra parada que dá uma
zoada Mas enfim o assunto
motivos diferentes
Ok legal legal mas vamos lá gente deixa
eu voltar lá para o caso da Rosa Cruz
que é o Estopim certo Por que que eu
falei rosacuru gente quem errou um
abraço para Rosa Cruz que está nos
ouvindo aí tá a Rosa Park a Rosa Park
ela não precisa daquela religião também
então
foi mal aí gente se vocês estão vendo as
podcast que legal muito legal muito
obrigado por essa interação ecumênica aí
mas vamos lá a Rosa Parks é é o Estopim
mas eu tava no podcast que eu tava
ouvindo eles até falam que assim já
tinha uma luta de alguma forma assim os
negros se organizavam para em se
mobilizar contra essa segregação tinha
galera estudava É tinha até como se
portar diante de alguma coisa eles
queriam pegar inclusive um flagrante
algumas coisas assim parece até que o
marketing Luther King ele até tipo
estavam procurando casos assim para
cases para fomentarem para isso procede
na precisa de vocês assim tipo como é
que era porque a gente tá focado aqui no
Luther King no caso da Rosa Park certo
mas eles são vozes de algo um pouco
maior que estava acontecendo confere sim
mas sempre houve luta né então assim
desde o final da escravidão sempre houve
grupos organizados movimento miyagara
por exemplo com o w e b do Boys né que é
um foi o primeiro negro a obter um
título de doutorado em Harvard nem em
1898 então quer dizer ele mesmo já tinha
a própria n.acp nasce né no comecinho do
século 20 né então quer dizer sempre
teve luta né é que o Luther Kings era um
sujeito excepcional Eu sempre gosto de
dizer o Marquinho que era um homem
excepcional num momento de
excepcionalidade então ele era uma força
da natureza né assim como o mal comex
então quer dizer os dois eles eram
permeados de um monte de outras pessoas
que estavam lutando Eles não eram os Uni
legal mas o fato é que ele se destacaram
né
pegar esse exemplo para poder ampliar o
nosso próprio sentido do que é uma luta
porque às vezes a gente acha que luta é
aquilo que é muito visibilizado mas
aquela avó que cuida do Neto e ajuda ele
a fazer dever de casa e que faz força
para ele terminar o Ensino escolar ela
tá lutando no limite da realidade dela
então pessoas comuns interagindo lutando
levantando recurso ajudando mas as
outras fazendo as ações comunitárias
elas estão de algum modo também
participando ativamente na construção de
uma luta diária é porque a gente só
pensa em luta muitas vezes nessa
dimensão muito visual que tem
um cara que é conta de Lança de um
movimento mas quantas outras pessoas
estão ali trabalhando no fundo até para
aquilo Luther King que possa existir né
porque tudo que resista tem gente se
organizando diariamente Olha aí meus
caros eu eu vi um filme assim eu tô
assim muito de olho e até Entrei em
contato com eles para tentar viabilizar
esse filme por um público maior porque
eu vi esse filme no festival de cinema
judaico na Hebraica e o nome do filme é
shared legacy's em inglês e aqueles
traduziram por market Luther King o
Rabino porque ele trata da Amizade
profunda que o Martin Luther King teve
com Abraham joshuation é com o Rabino
Rachel e não só disso o filme fala de
uma maneira que eu nunca tinha visto do
envolvimento da Comunidade Judaica com a
Luta pelos direitos civis para vocês
terem uma ideia eu vi esse filme A
convite de um amigo que é judeu e tal
então ele ele que recebeu o informe
disso porque não era um negócio que
circulou por aí mas e aí ele me levou
era aberto ao público mas também não era
muito divulgado sabe como é que é então
eu fui e assim vocês terem uma ideia eu
chorei nesse filme do primeiro minuto
até começar a subir os créditos eu falei
todo é um negócio tão emocionante mas
tão emocionante que eu fui atrás depois
do filme só que não tem disponível ainda
aqui no Brasil e tal e eu não achei no
lugar nenhum Entrei em contato com eles
eles falaram que eles conseguiram junto
a produtora americana né para passar o
filme aqui e tal então eu tô de olho eu
espero um dia que esse me venha para cá
eu vou lutar para que ele venha para cá
e que a gente consiga passar para muita
gente porque é uma história tão
comovente é o todo envolvimento da
Comunidade Judaica com o movimento pelos
direitos civis e ali nesse filme você
consegue enxergar outros atores né que
apesar do do foco Central c o King e o
resto que era mesmo as pontas de lança
ali da coisa toda aquela foto
emblemática né do King com o resto e
outros rabinos segurando o rolo da Torá
na rua né quero um negócio inusitado
você não podia sair com o rolo da
tourada sinagoga pra rua e lá você tem
os caras achavam aquela luta tão
importante que eles tiraram o rolo da
Torá de dentro e levar para a rua para
caminhar né lá na marcha pelos direitos
civis junto com o Luther King de braço
dado assim né Então tudo isso é muito
comovente e mostra uma player de pessoas
envolvidas com isso né e não só o Luther
King velho Luther King era aquela figura
ponta de lança com o Igor bem disse e um
sujeito que era mesmo diferenciado
naquilo tudo né a força oratória dele a
retórica dele e tal e tudo aquilo que
ele representava como pessoa e aquela
figura toda era muito cativante né mas
era um movimento gigantesco né eu tenho
Tantas perguntas mas vamos lá vamos
tentar organizar aqui porque até uma que
me veio a mente é que o Luther King né
visitou a Índia tem ali a conversa dele
né o admiração dele também pelo Mahatma
Gandhi isso de alguma forma influencia a
luta dele mas vamos falar então dos
métodos ok Você tem uma lei que tá a
vazão que apoia a segregação Você tem
uma lei ele que fundamenta que protege o
segregador que protege o racista como é
que o Luther King e toda essa turma
organizaram para conseguir romper com
isso e e acabaram fazendo história Quais
foram os métodos do Luther King nessa
luta né porque como vocês falaram ali é
o mal com x parecia ser o cara que
pegava que dava porrada por se dizer e
usava métodos agressivos e o Luther King
é erroneamente falado Ah é mais passivo
e tal como é que é como é que foi a luta
do Luther King como é que eles foram
conseguindo então a vencer essas leis e
consequentemente entrar pra história e
fazer a história é no caso do The King é
a grande questão aí era o movimentos
Pacífico né O que não quer dizer como a
gente já falou que ele era contrário a a
o grau de resistência assim abusos não é
um cara passivo como você bem disso mas
a ideia era sustentar vamos dizer assim
com resiliência os ataques comandados
contra a comunidade Negra então se for
necessário você não usar ônibus como
forma de de segurar onda contra as
empresas de ônibus você andar a pé vai
trazer o prejuízo para poder fazer o
cara sentir no bolso você chega no
importante por exemplo e ninguém te
serve não levanta fica ali esperando até
que alguém te sirva você vai gerar o
constrangimento tá passar meia hora uma
hora uma hora e meia até que talvez
alguém vá te atender e essas pequenas
pressões vamos dizer assim de uma
comunidade Negra aqui diga-se de
passagem é minoria nos Estados Unidos
não apenas minoria social mas numérica
que a quantidade de negros dos Estados
Unidos é de 12 13% muito menos que o
Brasil acaba repercutindo bastante e aí
soma sendo fato de que em alguns
momentos isso gerava tanto incômodo nos
agressores que eles agrediu mais né
vinham com mais agressão só que o
problema é que você tem um aparato
midiático também e quando esse sapato
midiático é favorável à comunidade Negra
essas informações circulam o país todo
circulam o mundo todo e já era uma
pressão internacional então às vezes
você tomar um tapa e vem colar o tapa
pode ser um pouco mais impactante do que
tu dá um tapa de volta e ninguém vê é
você resolve ali na relação sexual você
dê uma marcação interpessoal mas se você
dá visibilidade essa luta isso gera um
impacto cujo prazo muito maior e não ter
que entender os estrategicamente não era
aguentar por aguentar por aguentar para
tornar aquilo uma luta pública Eles
foram muito ábebezinho usar esse recurso
né usar o recurso midiático então toda
eu costumo dizer o seguinte que o Luther
King ele não era um pacifista ele era um
Pacificador então no sentido de que ele
tinha críticas por exemplo aquele
pacifismo ingênuo É mas ele ele dizia
que claro a luta não violenta era uma
luta de resistência mas era uma luta de
resistência ativa né ela não era uma
luta de resistência passiva Então é isso
que o Igor falou então quer dizer cebola
corta uma empresa de ônibus sempre corta
um produto né ó se você não entrar na
nossa causa se você não né a gente nunca
mais vai comprar de você então assim
todo esse tipo de ação que eles tomavam
não era não tinha nada a ver com esse
pacifismo ingênua de achar que o ser
humano é bonzinho até pela natureza do
cristianismo ele sabia que a coisa não
era simples assim né ah é só a gente
bancar o bonzinho que aí serão boazinhas
com a gente não ele sabia que tinha que
ser uma coisa firme mas sobretudo não
fazer o uso da violência então quer
dizer ser vítima da violência é melhor
do que você praticar o ato violento
então ele usa bem esse recurso e quando
a mídia começa a expor isso é isso
começa a ficar notório para para não só
para os Estados Unidos como um todo mas
pro mundo isso começa a constranger
demais né porque aí é o que o Igor falou
eles vão ficando cada vez mais violentos
no trato né aquele tal de Pou cooler lá
que era o chefe de polícia lá da do
Alabama aquele sujeito era violentíssimo
né então aquele negócio de com os
cachorros para cima jato de água
criança também né Infelizmente essa
estratégia de colocar em crianças em
manifestações E aí de repente a imagem
de uma criança sendo agredida choca
bastante né exatamente então é o método
era esse era de não violência era mas
era de de não violência mas ativa o
marchar por exemplo então quer dizer a
polícia tá vindo a gente não vai parar
né não é assim ah vamos ficar aqui
quieto vamos baixar os braços fica não
não a gente vai continuar andando Ah mas
eles vão bater tudo bem a gente vai
continuar andando apanhando A gente
levanta continua andando mesmo assim
então é era um tipo de resistência ativa
né então era era o grande choque da
coisa é e claro que isso tudo era muito
radical né não tinha nada de Ah não
porque não entende não era radical pra
caramba isso aí o Luther King que fala
contra as pessoas que pedem calma ah não
calma não é assim não calma não a gente
já tá esperando faz tempo então ele tem
é sermões em que ele ele fala contra ele
não não chega de esperar mas ele pregava
um tipo de revolução que não era o tipo
de revolução que o mal comex em
princípio é advogava ele falava não a
nossa revolução é uma revolução de
valores ele fala então ele usa esse
termo mais de uma vez inclusive mas era
um tipo de resistência bastante ativa e
aí aproveitando somando aquilo que o
Paulo falou já tinha falado também um
pouquinho antes é tem essa
simultâneo tem outras duas coisas que
consideram muito importantes na forma
como Luther King se organizou primeira
coisa é que também havia um entendimento
que era importante fortalecer
economicamente a comunidade Negra então
assim constitui uma classe média Negra
norte-americana uma elite Negra também
norte-americana para que o dinheiro
circulasse entre eles para quem
estivesse os próprios negócios para quem
estivesse alguma autonomia Aliás a
própria segregação teve esse efeito
colateral Porque como não o médico
branco não vai atender o homem negro
Então os negros acabam construindo
médicos entre si advogados entre si
então eles constituem uma classe média e
o certo profissionais liberais com uma
certa celeridade dada a necessidade que
eles tinham e os próprios brancos vão
meio que deixando eles lá com as suas
questões e seus problemas então
fortalecer os vínculos econômicos da
comunidade não só comunidade e fé mas a
comunidade dele é monta questão e eu
acho que tem outra coisa também que a
paz até nos discursos do eu tenho um
sonho para eu ter que algo que atravessa
a vida dele como um todo mas que também
está presente no discurso dele eu vou
até dar uma lida aqui nesse trecho que é
muito curto que fala assim ó não nós
temos satisfazer nossa sede por
liberdade bebendo da Taça da Amargura e
do ódio nós devemos conduzir eternamente
a nossa luta no Alto Plano da dignidade
da disciplina não devemos permitir que
nosso protesto criativo se corrompa em
violência física cada vez mais devemos
nos elevar as majestosas alturas de
responder a força física com a força da
alma e aqui vem uma parte que eu acho
que é muito importante da luta que
Luther King vai protagonizar que é a
maravilhosa nova militância que se
espalhou pela comunidade Negra não deve
nos levar a desconfiar de todas as
pessoas brancas ou seja ele não coloca o
branco como alguém distante da sua luta
ele traz o homem branco a mulher branca
também para o palco da ação Então acho
que são uma questão importante porque
ele não coloca ela é uma luta Nossa você
se calem e Vão ouvir a gente com muitas
vezes acontece no presente não é uma
luta protagonizada pela gente sim mas a
gente precisa do Amparo de vocês porque
se vocês não tiverem conosco vai ser
muito mais difícil e se você que é um
judeu como Paulo comentou a amizade dele
com judeu que é um judeu Você que é um
católico Você que é um cara branco não
tem religião nenhuma mas é um cara que
se compadece na nossa dor você bem-vindo
para traçar luta o protagonismo ele é
nosso nós estamos à frente nós somos o
rosto do movimento mas nós precisamos de
todo um Amparo social Então essa questão
também de conseguir mobilizar outras
massas populares para além dos negros
foi muito importante muito estratégico e
veja essa questão por exemplo que eu
falei dos judeus os judeus eles entraram
de cabeça né então tem aquela história
de dois jovens judeus que foram mortos
eles estavam viajando de um estado a
outro né era um dois jovens judeus e um
rapaz negro que eles foram levar
registro de voto né ficha de registro de
voto numa outra cidade e eles foram
pegos pela Ku Klux Klan e foram mortos
dois jovens judeus é junto com o rapaz
negro então assim eles entraram mesmo
assim a ponto de estar junto de apanhar
junto e tudo é por entender a luta de
dizer o seguinte ó a gente sabe que
vocês estão passando porque nós passamos
por isso também né então a gente bem a
sua luta então assim era mesmo e imagine
o seguinte que o Luther King está
fazendo isso e ele se discurso dele vai
muito de encontro no sentido de
contrário mesmo ao que dizia o malcol
conx então Imagine que nessa época os
dois tinham discursos diametralmente
opostos e o Michael Jackson era muito
virulento nas suas críticas ao King
chamava ele lá de Capitão do Mato né de
house nigger né de negros da Casa e
Coisa e Tal então é de ancoutão né que é
o Capitão do Mato nosso aqui então ele
era muito atacado pelo Mal começa
publicamente atacado pelo Mal como é que
se ele e ele se defendia né e defendia o
seu movimento e a sua luta dizendo Olha
a gente não vai dar vazão a violência
porque porque o discurso do mal comex
ele também não era um discurso de fato
assim de violência ativa mas era um
discurso de resistência se preciso for
também violenta agradeceu se a gente dar
um tapa na cara você dá outra na cara
dele você não vai procurar o sujeito
para não tapa mas se ele você ser revida
Então essa ideia do revide aí de que
você poderia usar violência contra a
violência que era perpetuada contra você
no discurso do malcomex era uma coisa
cristalina e no king não e o King fica
se defendendo disso e alertando as
pessoas de que a luta violenta ela era
prejudicial então quer dizer além dele
estar fazendo toda essa movimentação
pelos direitos civis e uma movimentação
inclusive institucional porque é por
causa dele sobre tudo que a lei dos
direitos civis é assinada né Então é ele
é o principal agente para que essa lei
seja assinada então ele tá Além de estar
lutando institucionalmente para que isso
se efetivo ele tinha que ficar se
defendendo dos ataques muito violento do
mal comex né que vão depois diminuir ele
vai depois repensar e tal mas vai morrer
o mal com x ou os panteras negras é isso
não não e aí o Pantera Negra vem depois
porque aí quando morre o mal comex e
depois morre Luther King aí efeito que o
Igor acabou de dizer né de que assim a
luta era uma luta conjunta com os
brancos aí o movimento dele vai se
radicalizar então eles vão falar ó vocês
mataram os nossos dois maiores expoentes
então agora Acabou a brincadeira então
eles expulsam os judeus da da luta Negra
e falar agora né não queremos ajuda de
ninguém agora é nós por nós como a gente
diz E aí o movimento se radicaliza os
panteras negras surgem Nesse contexto
num contexto de radicalização absoluta e
é muito curioso porque o o Thomas Berton
que é o grande monge católico poeta e
tal o mérito acompanhante de perto tem
vários textos dele sobre isso é ele
dialogando com essa com esse movimento
negro americano e entendendo e tentando
adequar essa radicalização após a morte
do tracking de 68 e inclusive fazendo
críticas a respeito dessa radicalização
mas é isso assim então quer dizer é era
um momento bastante tenso e confuso do
ponto de vista de quem estava assistindo
aquilo tudo acontecer né mas o Luther
King que foi fundamental para que a lei
efetivamente fosse assinada né foi
fundamental nesse sentido
[Música]
gente obviamente que nós estamos fazendo
aqui uma introdução a vida e obra do
Luther King tem muita coisa muita coisa
mesmo tem uma live que a gente tem lá no
nosso canal no YouTube que tá eu Paulo e
o Jonathan é qual é o dia do marketing
Luther King Day até já aconteceu esse
ano né Eu acho que é a terceira
segunda-feira de todo mês de janeiro o
que acontece no The King nasceu dia 15
de janeiro de 29 o dia eu sei porque eu
mesmo dia que eu né dia 15 de Janeiro
Olha só nasceu no mesmo dia e eu sei que
o discurso de Washington foi dia 28 de
Agosto Porque é aniversário do meu pai
então no perfil que também atravessa um
pouco da minha existência pessoal né Eu
brinco meus alunos bíblico meus alunos
que eles têm oportunidade de conhecer
dois heróis negros que nasceram no dia
15 de Janeiro Luther King e eu na
brincadeira da parte
15 de Janeiro é dia de ter King né
Nascimento dele melhor dizendo e coloca
um seriado Salvo engano sempre na
terceira segunda-feira É isso mesmo
segunda-feira do mês de janeiro
segunda-feira então a gente tem uma live
lá com o Paulo e o Jonathan por conta
desse dia do marketing Luther King então
assim a gente vai indicar também por
alguma literatura que no final a gente
só tá dando panorâmica para você
entender a importância dessa personagem
e a sua luta mas gente a gente tem que
falar um pouquinho do Selma né que é tem
essa marcha aí que é de um lugar né de
Selma até a outra cidade lá Monte gomer
que a cidade dele lá enfim ah vamos
falar um pouquinho da importância dessa
manifestação tem o filme inclusive mas
parece que a gente consegue entender
também bastante alguns contextos e essa
luta ali por conta dessa marcha queria
que vocês desenrolassem um pouquinho
sobre isso só a correção bíblico Oi se
você fosse a cidade dele monte de Gamer
não cidade dele é Atlanta Mas tem alguma
coisa com um monte de goma da cidade
onde ele foi Pastor pela primeira vez é
a igreja dele é onde começa a luta é em
montgomer é um monte de Gummy é uma
cidade emblemática Nesse contexto porque
é a cidade onde ele começa ele da igreja
dele e tal Apesar dele ter nascido em
Atlanta né essa marcha aconteceu no dia
são duas datas na verdade então quer
dizer a primeira data é Sete de Março de
65 né e e ela foi violentamente
suprimida pelo governo e pela polícia
então a cena é um negócio dantesco assim
daquela eles estão atravessando a ponte
no caminho até montgomer e eu não lembro
bem onde essa ponte na passagem ali da
na cidade no caminho né e a coisa é
muito violenta são crianças são
machucadas é cachorro é cacetec é Jato
d'água é um monte de coisa então eles
são eles são violentamente suprimidos e
depois ele se reorganizam e voltam pra
fajar fazer a marcha aí com o apoio de
um monte de outras entidades É muita
gente se junta porque essas imagens
chocam demais né E eles voltam no dia 21
de Março para fazer de novo a marcha E
aí eles têm
êxito e tal então o filme fala tem o
filme Selma que fala exatamente da
construção dessa marcha de como ela
aconteceu e tal o contexto histórico
dela e qual foi o impacto dessa marcha
na Luta pelos direitos civis né então
ela também foi a marcha teve um
protagonismo inclusive é para que a lei
fosse assinada né Ela é muito importante
e Central na Luta pelos direitos civis
americanos realmente é acaba sendo
impactante demais para o país de modo
geral porque que acontece a gente já
falou um pouco disso né Essa violência
ele vai escalar muito rápido nessas
marchas Então até contra crianças até
comentou sobre isso então assim ela vai
ser muito Central para remover muita
coisa porque os problemas que eram
sentir os em Selma não eram sentido só
em Selma naturalmente mas é uma questão
de começar por algum lugar fazer a
atuação a partir de algum ponto e aí a
questão de Selma acabou abrindo ali
vamos dizer uma caixa preta literalmente
de problemas e aí tudo ficou muito
Evidente então a luta acabou ganhando
uma abrangência da maior talvez não
chegaria nesse nível se o tráfego da
polícia não fosse esse aí depois disso
vem todos os efeitos que a gente já
conhece de transformação até a questão
do direito civil estava passando ali
acaba ganhando mais força né Muito mais
força da lindiante E aí o outro dado
importante que vale falar é que essa
marcha que acontece em Selma ela
demonstra que nem tudo passa pela lei
porque embora houvesse uma lei 64 que
determinasse a questão dos direitos
civis americanos ali para a população
negra ainda assim na prática havia
muitos obstáculo então a marcha de Selma
que é no ano seguinte é a demonstração
tasta para gente que a luta não se faz
apenas no espaço Legislativo mas também
nas interações cotidianas então ok
existe uma lei Beleza mas agora a gente
tem que forçar que essa lei essa
operação Legislativa tem efeitos
práticos então a marcha do céu é uma
parte nesse sentido e isso ajuda a gente
a pensar a vida como um todo né que nem
tudo se reduz a legislação mas também a
forma como as pessoas interagem com a
legislação e com seus efeitos no
cotidiano legal exatamente
como eu falei eu sou horrível de data na
verdade a lei dos direitos civis tinha
sido assinada um ano antes de 64 em 65
em agosto é assinada a lei dos direitos
foto então tem uma outra lei que é
votada em agosto né A partir daquilo que
acontece lá em Selma tal mas a lei dos
direitos já tinha sido assinada um ano
antes e claro que por ela não se
aplicada né então quer dizer assinalei
mas a coisa não acontece então Eles
continuam marchando e continuam lutando
para que a lei efetivamente seja
cumprida Ô gente tenho certeza que tem
muitas pessoas como eu não conhecem
quase nada dessa história mas quando
vocês falam em lei é essa lei ela tava
tirando o quê ou seja lugar preferencial
lanchonete esses lugares separados essa
lei estava quebrando essa segregação
certo é acabando com as leis de Michael
era acabando com todo aquele aparato
legal de segregação que existia
sobretudo no sul dos Estados Unidos né
entendi ou seja em termos em termos de
lei a coisa estava se resolvendo mas
como o Igor acabou de falar não adianta
é uma questão cultural não se resolve só
com legislação se resolve também com a
cultura por assim dizer não se resolveu
até hoje inclusive
Eita pegou até hoje o negócio pega de
vez em quando é mas é isso mas não
adianta assim só assinar o papel né Tá
aquela ideia de que cultura vem antes da
lei então assim a sociedade precisa
incorporar aqueles valores e tal para
que a lei tenha efetividade né então
isso Demorou ainda muito tempo para que
as coisas começassem a ficar um pouco
menos dramáticas ainda demorou bastante
preciso radicalizar muito então é os
panteras negras tem um papel essencial
nessa radicalização né E nessa pressão
mais dura para que as coisas Viesse a
ter efetividade né não é isso era um
caminho não só foi longo como continua
sendo né Mas vamos lá então o Luther
King pastor protestante a o final da
vida dele eles têm essa marcha eles vão
lutando Mas e aí isso tem uma adesão
muito grande o Luther King fica meio
sozinho no final da vida porque no fundo
ele é assassinado né tem todo esse rolê
envolvendo assassinato dele enfim
inclusive uma série de questões
envolvendo assassinato dele onde ele
tava que ele tava fazendo enfim mas é E
aí como é que foi a o final da carreira
do Luther King ele pode vir slumbrar um
pouco do sonho dele que ele almejava
ainda não como é que a gente como é que
a gente encerra um pouquinho dessa mini
biografia do Luther King então se eu me
lembro bem aí o Paulo pode ter me
ajudado nesse sentido eu acho que ele
chega aí pra Chicago depois fica um
tempo esticado e aí ele depois ele vai
bater de frente sobre tudo isso é mais
importante menos importante do que
Chicago mais importante aliás aqui pra
Chicago é saber que ele bate de frente
com garras do Vietnã então assim essa
linguagem é política dele também
atravessa pra questão internacional
norte-americana não só pra questão
doméstica porque a qualidade negra
americana também era era colocada e
havia essa acusação pública na Linha de
Frente como quem diz assim olha estão
Botando os negros americanos para morrer
isso ali é também trabalhar de modo
muito periférico no Force Gumball que o
amigo do Force Gump Bamba é um jovem
negro que tá ali na luta né eu fui muito
bom inclusive sugiro bastante enfim aí
então ele vai fazer toda essa narrativa
assim antes Guerra do Vietnã e pouco
tempo depois ele vai morrer então assim
se a gente for pensar em termos de o
cara que usufruiu da sua obra Eu acho
que isso se encaixa com Luther King não
acho que ele viveu uma vida de luta e
ele viu alguns avanços sim celebrou
algumas questões sim sem dúvida nenhuma
mas os efeitos tão muito mais pra
gerações futuras do que para ele
provavelmente dito é porque ele ele
morre né em quatro de abril de 68 é aos
39 anos meus amigos aos 39 anos o Martin
Luther King morre e morre num contexto
de luta então quer dizer ele tava numa
cidade para para continuar ele
continuava pregando continuava viajando
e levando a luta adiante né então ele
não ele viu o resultado sim efetivamente
A lei foi assinada então quer dizer isso
já foi um ganho extraordinário porque a
luta é era para isso né Entendeu então
quer dizer a finalidade da Luta pelos
direitos civis e é por isso que chama
movimento pelos direitos civis Era
exatamente para que essa lei fosse e as
leis de um Crown fossem abolidas então
isso efetivamente aconteceu então a
assinatura da lei o que não aconteceu é
que Não bastou assinar a lei para que as
pessoas deixassem daquele comportamento
o racista então quer dizer os negros
continuaram a ser perseguidos continuar
a sofrer racismo publicamente né então
linchamento e acontecia de vez em quando
em algumas regiões então assim as coisas
não mudaram assim do dia para noite
então ele digamos assim ele viu cara a
assinatura da lei Mas ele não viu a
efetividade da Lei ocorrer e morreu
jovem né 39 anos em abril de 68
Igor Paulo alguma consideração sobre
Luther King uma palavra final sobre isso
eu ia comentar só que o antes da morte
dele na noite anterior ele faz um
discurso muito emblemático também que tá
disponível no YouTube que é o Steve no
topo da montanha que é um eu choro
demais assim então acho que eu tenho um
sonho eu estive no topo da montanha são
os dois discursos mais dele e Poxa
Bíblia bota uma pilha lá para o pessoal
da rapper também fazer uma edição
especial com esse porque esse é muito
bom também muito bom e é Profético
ele não sabe o que vai acontecer ele
fala eu eu já vi entendeu É aquele
negócio eu visdombrei a coisa toda né Eu
via eu subi no topo da montanha e vi
então eu não sei o que que vai acontecer
eu não sei o que vai acontecer amanhã e
tal e aí ele morre
até meio mosaica assim né o cara que não
vai entrar na Terra Prometida né quer
dizer eu viver exatamente a experiência
mas eu não vou ter uma terra prometida
mas eu não tenho medo ele fala não tenho
medo né Não tenho medo de nada tô aqui
então assim mexe com um pouco assim
brincando uma coisa meio mosaica
meio-dia Paulina né de combate Um Bom
Combate também já fiz longo ali mas não
vou poder entrar e tá tudo certo e foi
pro Paulo falou provérico que no dia
seguinte ele vai ser assassinado até
hoje muita discussão sobre quem teria
sido mandante né Assim como também no
caso do Dire skate Mas enfim o fato é
que década de 60 a gente vai ter
favorecer de duas figuras negras
fascinantes que são Michael Max e o
Luther King e também o Crepúsculo delas
Duas né que os dois vão ser assassinados
na mesma década aí Salvo engano com mais
chance de três anos acho que é 65 e o
King 668 caraca olha aí foi foi
orquestrado mesmo o negócio tem muito
especulação a respeito da Morte deles do
Mal como é que tem inclusive um um
documentário no Netflix que fala quem
matou mal comex que é bem interessante
Então assim tem a cia envolvida tem os
próprios movimentos que que fica lá em
silmados com a saída do mal comex do da
nação do Islã e a questão do Luther King
então assim tem um monte de coisa
envolvida nisso mas é muito triste né os
dois morreram muitos jovens morreram
muito jovens que a vida inteira pela
frente e acabaram morrendo tragicamente
Ainda bem que as suas esposas ainda
seguiram ainda legado levaram isso à
frente e tentaram ainda manter aquela
digamos assim aquela luta mais pa
organizada ainda por um tempo mas aí a
coisa se radicalizou muito assim nos
anos seguintes e teve muito embate muita
coisa o legado continua a gente continua
falando deles continuam aprendendo e e
ler os sermões do Luther King é coisa
muito edificante enriquecedora assim
legal eu sei que é a editora planeta tem
lançou uma coletânea de sermões deles
até receber aqui do meu amigo André e a
Harper colins tem há uma edição de luxo
com discurso você tem aí Igor com
discurso do a capa dura o discurso eu
tenho um sonho se não me engano ou Igor
tudo que tá com o livro na mão ele é
bilíngue né tem a versão original e a
tradução confere isso na verdade tem um
prefácio que é da Amanda Gourmet que foi
uma uma jovem ativista estudante também
né enfim uma intelectual que trabalha
com questões a sério nos Estados Unidos
e que fez um um discurso ali também na
posse do Bayer Então ela fez uma poesia
ali então ela faz um prefácio do livro e
depois do toda basicamente o discurso do
The King com a parte em português numa
letra um pouquinho maior e mais abaixo
os textos em inglês então você consegue
ver o original e ver a tradução o que eu
achei legal o Bibo dessa versão aqui
particularmente é a tradução mesmo né Às
vezes eu vejo algumas outras traduções
que você são boas elas não são ruins Mas
essa que houve uma precisão acho maior
no sentido na gramática política do
Luther King então eu gostei muito por
conta disso legal legal muito bom a
gente é o link inclusive dessa obra está
aqui na descrição deste podcast Paulo
quer recomendar alguma coisa Paulo bom
tem dois livros que são muito acessíveis
e interessantes sobre ele também um
outro de sermões que é uma pela
consciência publicado pela Editora azar
né que que é uma coletânea de sermões e
a autobiografia né também publicada pela
pelas ar é um livro mais volumoso mas
tem muita informação interessante Lá é
muito bacana esse livro então a
autobiografia de Martin Luther King e
uma pela consciência que é coletânea de
sermões os dois foram publicados pelas a
ar então aí disponíveis é para quem
quiser comprar
Igor e tu tá bem ativo nas redes sociais
né cara no teu Instagram que é o arroba
questão de histórias não me fale a
memória você tá bem ativo lá sempre com
conteúdo envolvendo aí escravidão África
e exatamente para quem não sabe eu sou
professor de ensino médio né então minha
pesquisa e meu ensino meu ensino é muito
amplo na escola mas enfim também
trabalho com pós-graduação em ensino de
história da África então tô sempre
fazendo produção ali com relação à
África Brasil Há questões negras do
Brasil os Estados Unidos e perspectiva
comparada então tem bastante coisa que
não produzida lá por enquanto estou sem
curso ainda mas daqui a pouquinho alguma
coisa o que tiver interesse lá @ questão
de história muito bom é isso gente vamos
ficando por aqui com mais esse episódio
mais continua porque a gente tá uma
semana inteira pensando sobre esse tema
do racismo Cristão e a Bíblia Muito
obrigado pela sua audiência simbora para
o próximo episódio
[Música]
este podcast Foi editado por bibotal que
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