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A fé vem pelo ouvir

Racismos nas Américas – BTCast 480

Racismos nas Américas – BTCast 480

Racismos nas Américas – BTCast 480

Muito bem, muito bem, muito bem, começa mais um BTCast, o seu podcast de teologia! Nesse episódio de estreia da nossa BTWeek, Rodrigo Bibo conversa com Leonardo Cruz, Ana Bezerra, Jacira Monteiro e Higor Ferreira para falar sobre racismos nas Américas. Temos um "racismo à brasileira"? Será que não existia racismo na antiguidade? Como, através da história, o racismo acontecia na sociedade? Isso e muito mais agora, nesse BTCast!


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O podcast cristão do Bibotalk tem a missão de ensinar teologia em áudio a fim de ver o crescimento bíblico-teológico da igreja brasileira.

Arte da capa: Guilherme Match (conheça o trabalho dele http://instagram.com/yohke)

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Legendas automáticas:

[Música]
muito bem muito bem muito bem começa
mais um btcast de número
480 o último episódio desta btwick que
foi sensacional falando sobre Bíblia e
racismo quanta coisa Nós aprendemos esse
episódio Inclusive eu vou ouvir essa btu
porque uma coisa é gravar outra coisa é
ouvir e é muito bom poder aprender gente
tudo que nós ensinamos aqui e olha só
essa btwick está acontecendo porque Léo
Igor eu falei o Léo meio enrolado né É
porque eu chamo de Léo o esposo da Ana
que se chama Leandro então eu olhei aqui
pra Ana e aí eu quase igual um Bueno
como é que é o Galvão Bueno ele enrola a
língua pra falar o r e o
RR
também Leonardo então o Léo está aqui
então o que aconteceu graças ao léu ao
Igor a Ana e a Jacira e também é uma
participação especial do Paulo Cruz ali
no episódio de martelo Júnior Então eu
quero começar agradecendo a vocês meus
amigos editor Palmas aí para Jacira a
Ana Igor e Leo Muito obrigado meus
amigos por terem aceito aí esse desafio
de gravar em cinco podcast sobre esse
tema tão importante e eu fico feliz que
a gente tem muito mais ainda para gravar
sobre esse assunto e com certeza vocês
voltaram aqui para falar ainda mais
sobre este assunto Bíblia escravidão
racismo E tantas outras coisas então
muito obrigado e também agradecemos a
Thomas Brasil que financiou essa btu aí
a Thomas do Brasil que é parceira do
bibliotal que lança os livros aqui da
casa bivotal e também lança vários
outros livros na linha de teologia
devoção e tem muitos livros e a gente
quer que você conheça o catálogo da
Thomas Elsa então vai lá tem o link aqui
da Thomas Nelson na descrição deste
podcast tá bom inclusive o livro
engajamento cultural tem o falado desse
livro aqui ao longo dessa btwick vai lá
porque ele vai ser uma ótima introdução
a vários temas do que diz respeito à
relação do Cristão com a sociedade então
tem lá o tema do racismo o tema da
Guerra o tema da teoria de gênero entre
outros né como o cristão deve e engajar
culturalmente deu uma chance para esse
livro e também nessa mesma pegada o
Cristão numa sociedade não Cristã de
Johnny stott que é o livro que a gente
tá usando no btcast plus e é sensacional
E tem também o livro que a gente falou
lá no Martin Luther King Júnior o livro
da Harper colins que é o discurso do
Martelo Luther King Júnior eu tenho um
sonho numa versão bilíngue capa linda
sensacional um belo presente aí tá bom
mas é isso chega então vamos lá galera
seguinte nesse último episódio a gente
vai falar sobre racismo e nós temos
racismo em todo o mundo mas a gente ouve
muito falar dos racismo nos Estados
Unidos até fizemos o episódio sobre o
Martin Luther King Júnior e obviamente
temos racismo aqui no Brasil e Existe
diferença no racismo aqui no Brasil para
o racismo lá dos Estados Unidos Aliás a
gente poderia falar da Europa também em
algum momento eu sei que a Ana tem aí 15
páginas escritas sobre racismos Brasil
Europa e por aí vai mas racismo é pecado
né a chassis ele já escreveu um livro
sobre isso e a gente falou sobre isso no
feminilidade né racismo é pecado mas
Existe diferença como esse pecado se Man
aqui no Brasil e lá nos Estados Unidos
muito bem meus amigos ajude-nos a
entender essa diferença se é que ela
existe Ah eu vou começar falando aqui do
conceito de racismo mesmo para a gente
entender para onde essa essa discussão
ela vai se encaminhar porque acontece a
seguinte coisa É racismo muitos vão
dizer que só existe depois do século 19
especialmente da publicação lá do da
origem das espécies do Darwin que se eu
não me engano eu sei que em português
foi ali na década de 1870 em inglês eu
não tô lembrado agora mas por que
envolve a questão do Darwinismo Social
teoria da evolução das sociedades essas
coisas mas o que acontece é sabendo que
tem esse fenômeno mais contemporâneo em
que um povo consegue elaborar um
conjunto de ideias estruturas de
instituições para excluir outros povos a
gente tem um efeito retrospectivo Então
espera aí será que não tinha por exemplo
é racismo na antiguidade E aí qual que é
a grande questão aqui a palavra ela
quando ela é transposta para um período
mais ao passado ela é usada de um
sentido um tanto mais genérico para
apresentar essa exclusão de um povo
mobilizada por outro e a partir desse
questionamento eles vão resgatar a
linguagem usada nas fontes naqueles
povos mais antigos para nomear essa
exclusão para falar do caso que a Ana
conhece mágica do império romano é
questão do bárbaro não tinha a noção de
raça a gente diria de forma muito
genérica aqui para ser didático que
seria racismo paciente quiser ser
preciso não é racismo é uma outra coisa
mas essa questão de existir de uma forma
moderna e contemporânea esse modelo de
exclusão tanto sistemática de um povo
mobilizado por outro lança essa luz pra
gente voltar atrás e querer saber se
tinha isso em outro momento e aí nesse
sentido que a gente vai explicar aqui um
tanto das diferenças entre Brasil e
Estados Unidos e a gente explicou em
algumas coisas ao longo dos outros
episódios é parte da percepção de também
existem certos tipos de exclusão que
poderiam ser dessa forma bastanteérica
chamada de racismo mais a discussão não
para por aí a gente precisa entender
como elas se manifestam então para o
negro ser se tornado cativo na África do
século 17 onde não tinha as Charles
Darwin para falar de Darwinismo Social
era um outro jeito que a cabeça da
Galera funcionava E a gente chegou a
explicar isso no episódio sobre
hermenêutica então assim nesse sentido
mais preciso racismo é uma coisa mais
próxima do nosso tempo no sentido bem
genérico pra gente ser didático aqui é
um problema que faz parte das relações
humanas de um povo entre outro mas a
gente não poderia chamar tudo de racismo
sem qualquer sem qualquer baliza sem
qualquer critério porque essas esse tipo
de exclusão étnica ela funciona com
bases diferentes inclusive bases que não
tem relação com o racismo moderno Esse é
o principal limpeza de terreno que a
gente precisa fazer e meus amigos Se
quiserem me corrigir ou acrescentar
alguma coisa tem liberdade agora não
acho que é isso que o Léo falou mesmo
existem bases pré-modernas pro racismo
como fala a gente busca na antiguidade
essas bases estão lá mas a construção do
conceito é uma coisa mais moderna
contemporânea Então se a gente usa o
conceito de racismo para o passado
talvez a gente de fato Cometa nacronismo
mas não quer dizer que não haja
modalidade de exclusão no passado e no
presente baseadozinho origem tradições
culturais enfim indiferenças né então a
gente encontra isso sim em outros
momentos históricos Mas isso é reforçado
culturalmente na época moderna a partir
da época moderna a gente começa a
perceber assim uma construção mais
próxima do que seria esse conceito de
raça contemporâneo amadurecimento disso
de uns dois séculos para cá com essa
ideia de racismo científico né de
encontrar bases da ciência para
legitimar as diferenças é dos marcadores
físicos das pessoas e até de modo mais é
profundo dos marcadores identitários
também porque você acaba criando uma
ideia de inerência quer dizer o negro é
inerentemente uma coisa o branco é
inerentemente outra coisa você vai
reforçando certo estigmas é por aí mesmo
gente Existe alguma explicação porque a
sociedade faz esse tipo de coisa assim
uma pergunta eu acho que bem Ampla e não
sei se ela se tem uma resposta Mas por
que que o ser humano tem essa mania de
classificar de excluir de fazer é criar
um grupo majoritário Existe alguma
Gênese Ok Gênesis 3 beleza mas assim em
termos sociológicos antropológicos
alguma explicação do porquê e até mesmo
tipo não negro não é gente sabe tem
alguma explicação para isso então a
resposta que eu acho que a gente pode
produzir aqui sem querer ser decisivo né
porque tem formas diferentes Isso não é
um tema que tem uma resposta única mas
assim é a compreensão que eu tenho a luz
de tudo que eu já li é que classificação
é uma coisa natural ao ser humano o ser
humano é um ser classificador então ele
classifica as coisas O problema é se não
é nem a classificação dela a gente
classifica agora o problema é a
classificação quando isso vem enrolado
atrelado ao estigma que você coloca todo
um grupo humano todo um segmento num
lugar de experiência num lugar de
incapacidade então classificar é uma
coisa própria do ser humano o ser humano
classifica o que é O que é abrigo O que
é bom o que é mal Isso faz parte do ser
humano Talvez seja tão antigo quanto o
ser humano é faz parte do que a gente é
o problema é quando vem essa
classificação construindo um conjunto de
interações de exclusão Eu acho que o
grande ponto pra gente é esse não é
porque classificar as pessoas ah eu sou
mais alto que o outro o outro é mais
baixo o outro é mais gordinho o outro é
mais magrinho a pele de um é mais escuro
que a pele do outro bom são constatações
o momento que a constatação vira uma
construção teórica sobre o outro
sobretudo depreciando é o momento que a
coisa fica perigosa né E aí os usos
disso são os mais variados são os
políticos são sociais são os econômicos
são usos para a formação de exclusão
histórica né no caso como você falou aí
o caso do nazismo Tem uma função
específica disso aí que é uma questão de
tradição né de apegar uma tradição de
pegar uma tradição de origem né raça
Ariane enquanto uma raça que é mais
forte que é mais capaz então tem usos
políticos mas caso ficar por classificar
é um elemento constatatório natural do
ser humano
a gente tem com enquanto seres humanos
de forma muito natural a ficarmos a
classificarmos entre meu grupo e o outro
grupo então o meu grupo são pessoas
semelhantes a mim são pessoas que têm
qualidades parecidas características
parecidas comigo e eu naturalmente né a
olhar para outra pessoa que é diferente
classifica o outro como um outro grupo
como um ser a parte então você falou que
no início sobre racismo também na Europa
mas existe também racismo na África né
Eu sou digna abissal eu nasci
guiné-bissau não sei muito sobre
guiné-bissau porque eu vim morar em
Brasil no Brasil quando eu era pequena a
minha identidade cultural também é
brasileira eu acho que é mais brasileira
na verdade mas eu sei algumas coisas
então inebissau é um país muito pequeno
nós temos aí cerca de 1.400 pouco mais
de 1.400 habitantes mas tem de 27 a 40
grupos étnicos no continente africano
existe muita variação
existe também racismo existe racismos
por exemplo com relação ao que o Igor
acabou de falar de algumas etnias que
são mais baixas que a outra e que no
período da Guerra ela sofreu mais
algumas etnias que tem sei lá a cabeça
um pouco mais achatada que a outra tem a
preconceitos raciais com outro por causa
dessas características e é importante
trazer para o contexto Brasileiro né o
racismo aqui tá muito mais relacionadas
questões fenóticas ao fenótipo negro
onde as pessoas classificam como algo
ruim então a questão da classificação
não é um problema em si como o Igor
falou a questão é que quando coloca uma
pessoa que tem uma característica
diferente como algo como uma posição
inferior aí Que Nós entramos no programa
do pecado
Talvez para terminar que esse ponto mas
tem uma coisa relevante aí que falou
sobre o racismo em África e que serve
para a gente puxar a discussão da
formação do
colônias aqui no Brasil e na América do
Norte que é o seguinte esse tipo de
exclusão como a gente já mesmo falou é
tão antiga quanto a própria humanidade
mas a grande ponto aqui é que depois da
expansão comercial europeia é os
próprios povos africanos eles se
apropriaram dessa categorização europeia
branca que se era pretensavelmente
Universal e quando a gente vai chegando
mais próximo do século 19 ali a gente vê
também uma certa tomada de consciência
nas fontes dos próprios das próprias
lutas ali entre africanos de que cara
isso é um problema porque além das
classificações que ele já tinham para
excluir é um grupo étnico de outro eles
estão se excluindo com base num critério
que vem de fora que vem da Europa e
passou a permear aquele ambiente também
e fica uma coisa um tanto quanto a
princípio confusa de entender porque a
gente aqui na América no centro aqui no
senso comum Colonial é a gente tá
acostumado só com um branco e preto
basicamente né a gente se distanciou dos
critérios de exclusão que talvez
operassem entre os indígenas no Brasil
que são nativos gente não tem muito esse
Tato no senso comum mas na África nem
tanto então eles percebem bastante isso
que além desses critérios que já
existiam eles passaram a fazer parte de
um conjunto em que às vezes esse
critério europeu passou a ser um
normativo Então o que a Jacira falou do
da cabeça mais achatada e tal isso tudo
vem já de uma de uma base do Darwinismo
Social e tudo mais do início da
antropologia moderna que tentava fazer
essas analogias e isso acaba se
mesclando com com bases que estão ali
presente na própria África ou até mesmo
no caso aqui da América em que o Davi
Essa visão da Eugenia da vida social ela
acaba sofrendo adaptações por conta dos
critérios de distinção de cor que já
existiam aqui é no Brasil e na América
Espanhola então elas têm uma dinâmica
muito diferente do que acontece nos
Estados Unidos e na Europa então para
resumir as formas que o a gente percebe
a manifestação do racismo elas não são
uniformes elas não são médicas elas
acabam se cruzando muito das vezes e
isso torna a situação muito mais
complexa porque a gente eh às vezes
pequenos detalhes nos mostram que existe
uma base uma base racial por trás ou até
mesmo assista nesse sentido mas ao mesmo
tempo porque é só um detalhe parecia
algo tão natural tipo ah então
implicando com isso é só o cabelo assim
a gente tá falando só do cabelo é só do
nariz não é nada demais esse tipo de
coisa
[Música]
que você mandou super bem No próximo
tópico da nossa conversa né eu podia
copiar você e achar que eu que tava
fazendo essa pergunta maravilhosa mas
não foi você que levantou a bola então
por gentileza pra onde a gente vai aqui
nesse podcast porque assim pra galera
entender que a gente deu só essa
introdução e agora para nós entendermos
essas diferenças e tal de racismo que
acontece Aqui Acontece lá mas como é que
você tinha sugerido para eu perguntar
sensacional é agora basicamente seria eu
tô fazendo papel de Bíblia aqui gente
foi levado muito bem né Muito bem Olha
aí é uma patente nova inclusive no
podcasts agora eu sou General bíblico
então basicamente a gente pensar como é
que essa operação do racismo ela vai ser
transportada para as relações Americanas
como é que ela vai ser desenvolvida e
construída aqui nesses ambientes
coloniais com essa presença massiva de
pessoas oriundas da África então
pensar nisso historicamente e também
fazer essa escapulação aí essa projeção
melhor dizendo para o presente como é
que foi isso como é que foi esse
processo colonial e de que forma isso
ajudou a estruturar essas Relações
raciais estão confusas e até perversas
que nós temos no presente aí caraca e aí
tu fez a pergunta e vocês respondem
inclusive você mesmo por favor responda
sua própria provocação
três exemplos aqui um deles a gente não
vai abordar que é o Caribe mas é o
seguinte a quantidade de a quantidade e
alocação desse contingente de africanos
que chega na América por conta do
tráfico ela importa pra gente entender a
dinâmicas porque Brasil Estados Unidos e
Caribe foram os três principais portas
chegada dos cativos e no caso Dois
Estados Unidos de forma geral eles
ficaram alocado no que a gente chama das
grandes plantações plantations fazendo
de algodão de milho essas coisas no
Brasil já existe um número continente
bem maior de Africanos aqui no episódio
sobre o macaco aí o divino mestre
a gente até Falou dá um pouquinho das
diferentes relações de emprego mesmo
porque o bacá chegou a ser ajudante de
feira então quebra um pouco essa imagem
da lavoura da Senzala que as pessoas
normalmente carregam e o Caribe tinha
uma não tinha um contingente muito
grande de Africanos Mas tinha uma
proporção enorme eu me lembro que no
século 18 na Jamaica proporciona de nove
negros para um branco assim era uma
coisa que não tinha nem nos Estados
Unidos e nem aqui no Brasil esse tipo de
proporção então isso explica também o
quanto a revolução haitiana foi
impactante para para mentalidade
africana porque em proporção uma
quantidade enorme de gente negra numa
condição de servilidade é uma minoria da
minoria Branca ali na nas colônias no
Caribe e sempre girando em torno do do
cultivo de Açúcar era isso era muito era
muito marcante no Caribe diferente um
tanto dos Estados Unidos e
principalmente do Brasil em que as
atividades nas quais os negros foram
inseridos eram bem eram bem mais
diversas dependendo do lugar então assim
isso já é um primeiro ponto a quantidade
de cativos e onde eles foram alocados
já é um ponto de partida para a gente
perceber as diferentes dinâmicas que
surgem daí eu acho que cabe muito estudo
aqui né como willa falou da
contabilidade no período da escravidão
que é um estudo que não é tão explorado
no campo contábil é mais da parte
qualitativa da contabilidade Geralmente
as pessoas venham a contabilidade mais
no estilo quantitativo é tanto que aqui
no Brasil só tem praticamente uma
universidade que você não tem enganada é
a Universidade Federal de Santa Catarina
que trabalha com contabilidade numa
perspectiva qualitativa geralmente
universidades federais aqui no Brasil
quantitativo mas aí quando a gente olha
dos dados aí que o Léo inclusive trouxe
para o Brasil foram trazidos quatro a
cinco milhões de negros africanos e para
os Estados Unidos foram levados cerca de
400 mil Então a gente tem uma
proporcionalidade muito maior tem um
site chamados
imagem dos escravos é um banco de dados
online com relação a dados mesmos que
eles mapearam de quantidade de pessoas
que foram trazidos e também com relação
a porcentagem de homens porcentagem de
crianças a proporcionalidade de pessoas
que foram embarcadas a proporcionalidade
de pessoas que desembarcaram quantos
morreram nesse trajeto Porque é
importante também entender que
passava-se muito tempo no mar vários
deles alguns deles se suicidaram vários
deles acabavam morrendo por causa das
condições que eram colocados nesses
navios que eram condições precários e
vários deles morriam de doença enfim e a
minha pesquisa é com relação também essa
questão dos Mortos durante a viagem que
se você for olhar lá nos leva o banco de
dados e começa o Transatlântico de
escravos você vê que existe uma
porcentagem grande também de pessoas
mortas e isso não era bom para os
investidores nessa época se chamava de
no tráfico negreiro que eram é o senhor
de escravos então toda essa mercadoria
entre aspas perdida ela era algo que
pesava no bolso desses investidores
então
com relação a essas questões de dados
mesmo e proporção Para se entender bem
inclusive com relação a homens mulheres
crianças que eram trazidos Para se
entender como foi feito esse esse
movimento Eu acho que o site leve Voyage
é um mais indicado e o mais completo
nesse sentido só para complementar
aquilo que vocês estão falando aqui eu
acho interessante também como a gente
será falando dos investidores trazer
rapidamente né uma coisa que muitas
vezes é ignorado que é como a Europa
inteira participou de maneira direta ou
indireta desse tráfico muitas vezes a
gente olha como vindo de um país que foi
colonizado somente será para Portugal
Espanha e Inglaterra né E no entanto nós
por exemplo diversas famílias italianas
como a família de Médici tantas outras
ativamente participando financiamento
dessas viagens de capturas de escravos
então era realmente um tráfico um
comércio extremamente rentável à época e
que enriqueceu a Europa como vários
países europeus né e não somente os
países que talvez estavam diretamente
envolvido isso é tão verdade que existem
nessa mesma época de 1.600 assim
diversos quadros em que da nobreza
europeia que morava na Europa então não
estavam aqui no continente americano ele
sendo servidos por diversos africanos né
esses quadros que representam então a
gente vê também uma presença dos
escravizados africanos na Europa alguns
iam para lá também servir essa nobreza
além de enriquecer de todas as formas
essas grandes nobrezas europeias
aqui como a gente falou Ela traz o
impacto demográfico gigantesco então
assim a dinâmica social e relações
sociais elas transformadas para sempre
de fato é isso para sempre como o
próprio Léo colocou você tem uma toda
uma formação Econômica em torno dessa
mão de obra que inclusive faz com que
essa sociedade sejam conhecidos como
sociedades escravistas ou seja sociedade
sem as quais Mas quais melhor dizendo
você não consegue desenvolver nada sem a
mão de obscada então a mão de obscava é
a base ela é o fundamento para o
desenvolvimento social Então se a gente
acaba dando noite pro dia por exemplo
essa sociedade estravam elas travam
porque porque esses africanos eles
produziam rigorosamente tudo desde o
setor de serviço a construção civil tudo
que você pode imaginar depender dos
escravos e isso ajuda Inclusive a gente
a montar uma nova percepção sobre a
operação a presença e o legado técnico
cultural dos africanos porque porque
geralmente a imagem que se passa pra
gente é como se o africano fosse alguém
incapaz o europeu alguém completamente
capaz e que o africano era ensinado pela
Sapiência europeia e na verdade muitas
vezes o europeu que é o diretor da mão
de obra não sabe nem produzir nada e ele
depende do africano com as suas
competências prévias produzidas
da África para produzir alguma coisa
quando você muda essa percepção quando
você estabelece essa forma perspectiva
Isso muda o seu paradigma porque você
começa a perceber que na verdade a o
saber muitas vezes técnico está na mão
desses africanos né E aí como eu falei
Essa cidade é filtrada a partir disso e
tem todo uma narrativa de exclusão que
vai ser perpetrada para poder legitimar
as diferenças aí entre os livros e os
escravos e portanto nesse caso
específico entre os brancos e os negros
que até o fenômeno curioso que já foi
trabalhar para os criadores é que
eventualmente Quando surge um escravo
Branco a sociedade se compadece nesse
indivíduo isso é possível às vezes
rolamento a partir de intercooter sexual
forçado né então o sexo não consensual e
muitas vezes essas mulheres escravas Têm
filhos mais claros Mas eles são escravos
né E aí a sociedade se compadecem
compadecimento né Muito como parece hoje
em dia né aquele a pessoa que se
compadece do mendigo que é bonito né o
cara é bonito e branco ele não pode ser
mendigo né O resto tudo bem né O resto é
mendigo né Faz parte tá dentro do
Repertório estético comum mendigo eu sei
que pode parecer chocante eu falar isso
mas eu tô querendo ser provocativo mesmo
cara não é não é Teve um caso desculpa
agora um assunto muito aleatório mas
aconteceu no Brasil Exatamente
exatamente cara
não pode ser mendigo Ah então os outros
podem então o problema da sociedade não
é meio de câncer é quem é que tá na
mente de câncer então na mesma maneira
como o problema da sociedade brasileira
não era escravidão é quem tá nela Então
o negro africano afrodescendente ele ele
ocupa esse lugar e naturalmente isso vai
criando obstáculos para as suas vidas de
modo que tanto da sociedades Americanas
como do Caribe como na América do Sul no
caso tinha no Brasil aqui que é a maior
sociedade escravista das Américas
colocou 5 milhões de pessoas numa
montante de 10 11 milhões então quase
50% do Brasil é nessa sociedade mesmo
depois da libertação os obstáculos
permanecem porque o o preconceito que é
construído essa diferença construída não
se desfaz sobre lógica de lei né você
não não impede a frequência da Explosão
pela de uma Norma simplesmente porque as
pessoas continuam odiando continuam
rechaçando continuam construindo uma
ideia de inferioridade né de um ser
primvo de um ser selvagem e muito
bíblico inclusive reforçado por uma
filosofia Iluminista gestada na Europa
você pega os escritos por exemplo de
desde autores para iluministas até
chegamos iluministas aí pensando por
exemplo rede eu e Cante você vê cara que
faz em contribuições importantes para a
filosofia ninguém tem dúvida disso mas
que por outro lado reforçam o paradigma
do da África atrasada e do negro incapaz
né Eu acho que é o próprio Cântico que
fala que nunca conheceu dentre os negros
deportados E aí muitas aspas né
traficado O cara tá usando um termo fofo
um negócio pesado dentre os negros
deportados nenhum que mesmo livre ou
seja mesmo depois de alcançar a
liberdade demonstrasse alguma
competência para as artes Então você
imagina que como isso fortalece um
estigma um estigma da cor fazendo aqui
né uma alusão
o estigma da raça que vai ser perpetuada
na sociedade e aí obviamente mesmo
diante da Liberdade que uma liberdade
jurídica você não tem muitas vezes nos
Estados Unidos no Caribe no Brasil a
penetração desse cara como um sujeito de
direitos né que é a segunda exclusão né
porque uma exclusão jurídica cara
escravo mas não quer dizer que o fim da
escravidão significa a inserção desse
indivíduo porque Liberdade não é apenas
um traço jurídico é um traço de pertença
de possibilidade e de penetração em
ambientes e de usufruto de uma vida
melhor mais pacífica e também com bens
culturais e materiais
[Música]
[Aplausos]
[Música]
o
Igor tava falando desse sistema aqui de
exclusão que tem nível jurídico
institucional é agora um bom momento da
gente começar a perceber as diferenças
entre América do Sul nosso caso aqui do
Brasil e América do Norte que o que
acontece é o seguinte a gente sabe que
os pioneiros da exploração Colonial
foram Portugal Espanha e isso permitiu
uma certa margem de manobra para eles
porque entre aspas tinha mais
territórios disponíveis para serem
conquistados tinha muito mais coisas
explorada tinha mais novas rotas entre
apostas comerciais a serem estabelecidos
e quando a gente vai falar de quem
colonizou a América do Norte no caso
Inglaterra França e Holanda Eles já dão
start na colonização um pouquinho depois
e ao mesmo tempo que eles não têm a
vantagem da margem de manobra que
Portugal e Espanha tiveram eles
enfrentaram outros tipos de dificuldade
que é o seguinte eles são menos
territórios disponíveis nesse sentido
não dava para o caso da Invasão
Holandesa aqui no Brasil é bem tipo bem
exemplar dissollandês quisesse vir para
América do Sul ele tinha que entrar em
guerra com Portugal não era chegar aqui
e montar ali um interposto comercial e
tentar negociar ou invadir o território
de uma Nação Indígena só ele tinha que
enfrentar o império Português E além
disso ao contrário de Portugal Espanha
as localizações que entre aspas sobraram
para Inglaterra França e Holanda era um
espaço que não tinham um contingente
indígena muito grande ou organizado
porque se a gente for pensar no caso da
Espanha onde hoje é o México e peru tem
o império Asteca e o império Inca Então
os cara já chegam com um reino
estabelecido organizado com lógica
própria muita gente ali vivendo debaixo
de um mesmo tipo de poder outros
querendo resistir a esse poder
imperialista algo que é o que não
acontece com esse tipo de de importância
no caso da América do Norte e como é que
se desenrolam as situações aqui tem um
Historiador aliás dois que falam
bastante disso é o Anthony pagdan E o
John Elliot o que que eles vão dizer
diante desse cenário aqui na América
jurisdição espanhola e Portuguesa ela
precisou lidar em Como inserir esse
contingente enorme de pessoas na
estrutura Colonial porque não dava para
negar que andava para negligenciar essas
pessoas porque elas eram muitas então
surge Aliás adapta-se o que surge na
reconquista espanhola que é o sistema de
A Lenda de Sangre a legenda de cor
legenda do sangue que inclusive Alguns
vão até especular que é daí que surge
aquela gíria fulana Sangue Bom que é o
seguinte existe um critério para você
estabelecer Quais pessoas estariam no
topo da sociedade e de acesso aos
recursos e quais estariam na base esse
topo é garantido se você tem se você tem
ascendência cristã ou nesse caso se seus
pais não são os Cravos africanos ou se
eles são muçulmanos ou se eles são
judeus a base da perseguição aos judeus
na inquisição espanhola Inclusive a
partir disso E aí quando chega aqui
outro Gal Espanha indígena nessa equação
e o negro ele tá no fundo dessa escala
porque tem a premissa que o indígena ele
se foi evangelizado é o bom nativo então
ele se converter e o negro por conta do
contato ali com os povos ao norte da
África ele rejeitou o cristianismo e
abraçou o Islã então isso já colocava o
negro um pouquinho mais o fundo dessa
escala e o que aconteceu nos Estados
Unidos foi o seguinte criou-se uma
espécie de jurisdição que era menos
focado nas pessoas e mais na terra e na
propriedade Então os nativos e os
africanos que chegam para o sistema
escravista eles vão ficando na margem
porque o sistema ele tá focado na
garantia de propriedade e de terra aos
colonos europeus então isso gera algumas
tensões que a gente até brincou em off
da colônia de férias aqui da colonização
portuguesa ou da escravidão ser mais
branda no Brasil porque a gente tem
quadros como um famosíssimo do The Break
tem um senhor um senhor de cravos e a
esposa dele comendo uma mesa e tem
vários negros ao redor ali na casa e
parece tudo muito Pacífico mas ao mesmo
tempo esse quadro ele é muito revelador
porque a gente vê um negro na portaria
da casa a gente vê o negro abanando os
senhores a criança negra brincando aos
pés da senhora negro servindo os
senhores mas estão em todo lugar menos
em um que na mesa e isso revela como
esse esse racismo funciona no Brasil de
forma diferente no caso no caso
americano inglês/-americano em que os
negros Eles foram sendo empurrados para
margem por conta do sistema jurídico que
foi se construindo para tentar colocar e
determinar os lugares de brancos e não
brancos nas colônias se a gente for
comparar Então essa realidade exclusão
pela lei que veio acontecer nos Estados
Unidos a gente pode falar que no Brasil
foi tão bem feito que não precisou de
lei e de fato na Constituição de
1924 que era você percebe que a
cidadania brasileira lá vocês podem ler
os artigos ela é relegada
o estrangeiro que nasce aqui o
descendente de europeu fala desculpa eu
falei 1924 mas é 1824 né então tem uma
descrição de quem são os súditos do Rei
são os filhos de estrangeiro que nascem
aqui e tem na descrição e a constituição
é muito clara para o negro para o
escravizado africano né que muitas vezes
era chamado de africano para ele ele não
é nem estrangeiro ele não é súdito ele
não é cidadão então assim essa
constituição ela faz ela é muito
emblemática daquilo que acontece vai
acontecer no Brasil até os dias de hoje
para o negro é relegado do silêncio e a
insegurança jurídica porque ele não era
o Sud ele não era um cidadão ele não era
um estrangeiro nem aqui sabe não tava
nesse status de estrangeiro como outros
estavam e aqui eu tô citando né é um
analista de discurso Fábio Ramos Barbosa
Filho esse professor da Federal do Rio
Grande do Sul ele mostra como aí só que
o negro africano mesmo sem aparecer nas
leis e nenhuma definição nada ele
aparece em alguns momentos né E que são
em processos judiciais e descrições da
polícia de quando ele se comportavam mal
quando eles fazia E aí a Revolta dos
Malês na Bahia é o grande exemplo disso
então quando que o africano ele vem a
ser um sujeito somente em Altos da
polícia somente em descrições ah hoje
foram presos tantos africanos porque
estavam de turbando a ordem pública e
não sei o quê então é esse ser humano
que é como a Jacira falou muitas vezes
contabilizado com uma mercadoria só que
quando ele é tratado para criminalidade
ele se torna um ser humano é porque é um
animal não pode cometer um crime uma
mercadoria não comete um crime E então a
gente vê que esse status que veio
acontecendo no Brasil depois ele vai ser
ainda mais formalizado quando realmente
as teorias raciais aí eu tô indo num
século na frente quando a teorias
raciais que o Leonardo o Igor tava
falando antes que se misturam com a
Teoria da Evolução realmente encontra no
Brasil um solo fértil e aqui eu tô
falando do movimento higienista e
eugenista dos anos 20 dos anos 30 1920
1930 e aí eu até recomendo né Se alguém
quiser ler o espetáculo das raças ela
faz uma
muito bom de como que nasceram as
primeiras instituições científicas e
museus do Brasil e todo esse Nascimento
dessas instituições científica ela ele
tem tudo a ver com teorias raciais que
estavam muito em volta naquela época e
qual que era o problema desses médicos
que Teoricamente eles queriam solucionar
problemas de saneamento problemas de
higiene que existiam diversas doenças né
no meio dessa população tão grande então
e relegada a si mesmo eles tinham um
problema o Brasil esse país dos trópicos
não se desenvolve e aí a explicações que
eles achavam era aqui deve ser o calor
dos trópicos que faz com que o branco
que vem aqui não consiga se desenvolver
deve ser a miscigenação porque aquela ao
fim da escravidão né No começo já fazia
uns 40 anos que a escravidão Já não
existia mais a população de classe mais
baixa era já muito miscigenada então a
miscigenação para alguns desses médicos
era visto como um problema para alguns
era visto como uma ponte de saída e aí a
gente vê aqui até a diferença que
aconteceu nos Estados Unidos que foi uma
exclusão E aí uma subsequente segregação
e aqui a uma uma Fingida né inclusão do
negro mas inclusão como por meio da
miscigenação e por meio do apagamento de
quem ele era de quem ele deveria ser E
aí tudo isso assim lá pelos anos 40 é
todas essas teorias eugenistas elas vão
caindo mesmo assim parece que na ciência
não não pegou o pé mas isso ficou no
Imaginário brasileiro no subconsciente
na cultura mesmo na cultura que a gente
sempre acaba tendo que falar que a
democracia racial é o mito é que é
muitas pessoas chegam e fala ai eu não
vejo o dente diferença entre negro e
branco as pessoas muitas pessoas querem
falamsamente que vão casar com branco
para branquear a família então na
cultura popular não imaginaram popular
do brasileiro todas essas teorias
raciais dessas pessoas que com certeza
não leram os médicos higienesis que eu
tô falando aqui só que tá aí presente
numa cultura e isso afeta né até hoje
essa grande Negra miscigenada e não
branca que tem no Brasil eu vou juntar o
que Ana falou com um ponto que o Igor
levantou lá atrás de que legislação
sozinho não muda essa essa situação eu
vou resgatar um exemplo do século 18 que
é um documento que eu cheguei na minha
monografia que é o a carta do Marquês de
Pombal para formação da companhia Geral
do comércio dos Vinhos do alto Douro que
fica na cidade do Porto nessa carta ele
diz o seguinte Olha a gente tem que dar
um jeito de incluir comerciante judeu
judeu tem dinheiro para caramba e ele
tem que fazer a parte disso então para
fazer isso eu vou eliminar por lei uma
coisa chamada de efeito mecânico que é o
seguinte é a compreensão de que aqueles
que são do sangue ruim que são do sangue
manchado eles é só as pessoas destinadas
aos trabalhos indígenas trabalhos
manuais dos quais estão envolvidos é o
trabalho na lavoura o trabalho nas
oficinas de artesanato por causa das
manufaturas e o comércio do qual os
judeus eram um grande parte
em Portugal mas o que acontece mesmo com
essa com esse com essa decisão de acabar
com defeito mecânico por lei Existem
várias consultas ao conselho Ultramarino
de gente reclamando que queria contratar
judeu depois chegava lá as pessoas
bloqueavam essa contratação por conta do
efeito mecânico com o negro a gente vê
isso com a ordenação de padres o negro
serve para Ser coroinha serve para
limpar igreja serve para abrir porta mas
quando o negro quer entrar no seminário
não pode porque é defeito mecânico ele
tem ascendência escrava a família
passada dele trabalhou de forma indígena
Então não vai poder servir a igreja e
esse tipo de coisa fica enraizado a
ponto de ter um outro Historiador que
fala desse momento higienista que a Ana
tava comentando que é Jerry Davila que
ele vai dizer que no Brasil essa questão
do Darwinismo Social ela pegou essa
característica mais fluida dessa
distinção de cor do defeito mecânico em
que o negro ele poderia se enriquecer e
o branco ele poderia se enfretecer se
ele fosse mais exposto aquilo que era
entre aspas degenerativo que era
intrínseco a raça negra então isso esse
tipo de coisa de o negro Só serve para o
trabalho manual por exemplo explica uma
frase que eu vi que preto Só serve para
ser diácono na igreja só serve para ver
a porta da igreja não serve para dar
aula porque tá mais ligado os trabalhos
manuais
então assim é porque o cara lá era
diácono negro e fez uma besteira assim
bobagem assim foi apagar a luz e acendeu
não sei o que aí alguém soltou essa lá
não pode é uma dica é uma adaptação
daquele xingamento Ah só pode ser isso
mesmo normal não normal não que é uma a
gente aprende né É um tipo de xingamento
é recorrente exato normalmente vem
acontecendo pode deixar editor não tenho
medo não eu falei errado e é isso mesmo
é recorrente normal porque é recorrente
cara ele fez essa adaptação né Tipo ele
não tem consciência disso tudo desse
pano de fundo histórico conceitual que a
gente tá trazendo Mas uma vez que eu
como Historiador tem isso aí é o defeito
o tal do defeito mecânico que o negro Só
serve para fazer trabalho manual e isso
vem antes do Darwinismo Social e quando
chega o genismo aqui no Brasil essas
coisas elas vão elas vão se adaptando
então isso são exemplos de que só
legislação não muda eh a cabeça das
pessoas Ô gente barra aqui desculpa aqui
eu sei que tem
Igor na fila aqui mas é quando vocês
falam esse higienismo eu queria agora
que vocês definem acho que já foi
definido aqui na conversa mas só pra
galera entender né O que que é esse
higienismo aqui no Brasil e se teve isso
lá nos Estados Unidos e assim em
definições bens e bem enciclopédicas
como é que a gente definiria esse
higienismo e tal aqui e lá no começo do
século passado lá nos anos 20 nos anos
10 começaram a acontecer diversos
congressos científicos internacionais
financiados por diversos instituições de
pesquisa e tudo é em que se tentava
entender qual seria o futuro dessas
Nações colonizadas eram congressos de
medicina era um congressos científicos e
aqui no Brasil existe o movimento
higienista médicos e genistas esses
médicos eugenistas e assim o que
acontece é que eles misturavam diversos
questões que para eles eram estritamente
científicas a questão do saneamento
básico Brasil questão de doenças que
existiam febre amarela doenças que
pegavam a população era realmente um
movimento de conjuntos de médicos
espalhados pelo Brasil e junto com isso
eles tinham também essas teorias
eugenistas porque eles eles achavam que
estavam fazendo isso hoje a gente leu os
discursos dele a gente pensa meu Deus
que que é isso que eles estão falando
estão misturando a raça e aí ele por
exemplo para eles o mestiço ainda que
ele não era tão ruim quanto negro né
assim mas ele ainda era muito dócil
muito emocional é fazer com que ele não
conseguia se desenvolver e tudo mais
então eles misturavam todas essas esses
conceitos raciais que hoje a gente sabe
que não é assim com outros conceitos que
tem a ver assim com saneamento e isso no
próprio livro do engajamento cultural
tem um artigo
que ela é afundadora do Judy pro E aí no
antigo Ela começa falando sobre essa
questão de que só a legislação não muda
a existência do racismo ela fala que
mesmo nos Estados Unidos mesmo sendo
criado assinatura da declaração de que
todas as pessoas são criadas iguais
ainda assim esse ideal não foi levado
para a prática ela começa o artigo dela
falando sobre isso no artigo dela os
desafios do racismo dentro das igrejas
evangélicas E isso se aplica também a
realidade brasileira
tem o uma provocação que o Laurentino
Gomes Ele fala numa entrevista que ele
deu ao jornal é o país dizendo que no
Brasil é necessário uma segunda Abolição
na verdade que a primeira Abolição não
integrou de forma Total os negros
africanos na sociedade brasileira E aí
ele também fala que abre aspas se você
quiser entender o Brasil é uma dimensão
mais profunda precisa estudar a
escravidão tudo que fomos no passado
porque somos hoje e que nós gostaríamos
de ser no futuro tem a ver com a
escravidão então é o que os meus colegas
já falaram dos meus amigos já falaram
aqui sobre a questão da escravidão se
manifestando aqui no Brasil dos negros
estarem em posições de base eu acho que
até interessante a gente trazer aqui eu
não sei se os meus amigos concordam
comigo mas eu acho que existe sim a
brasileira que é a lei dos Estados
Unidos do Apartheid dos separatismo eu
acho que funciona o Brasil como Ana
falou foi feito de uma forma tão
perfeita aqui no Brasil que não precisou
nem de leito já tá muito bem
institucionalizado então Teve um caso
recente aí do humorista é de Júnior que
sofreu racismo na sua residência
de São Paulo né na zona oeste de São
Paulo a sua vizinha expulsou ele não
queria que ele pegasse o mesmo elevador
que o Ed e também deu ofensas racista
injúrias raciais tanto aconteceu o
racismo que ele não ela não queria que
eles tivessem o mesmo espaço Quando
aconteceu as injurias raciais e mesmo
esse caso tendo acontecido dia 12 de
Outubro né já vai fazer quase um mês
mesmo ele tendo denunciado a essa
questão do racismo que ele sofreu na
delegacia ainda assim até agora não foi
feito nada e o que que eu quero dizer
com jink Crown é brasileira Aqui nós
temos aí lugares bem específicos onde as
pessoas reconhecem que os negros estão e
lugares onde os negros não deveriam
estar Então essa vizinha do Eddie ela
simplesmente viu ele nesse local que era
uma zona de São Paulo e entendeu que ele
não deveria estar nesse lugar basta a
gente encontra pessoas negras quando a
gente tá nesses espaços é mais ricos
mais eletizados a gente percebe pelos
olhares as pessoas não reconhecendo como
se fosse um local próprio para nós ou
mesmo uma pessoa falando mesmo então eu
acho que muitas coisas que foram
feitas aqui no Brasil não
necessariamente a partir de lei a como
aconteceu nos Estados Unidos de uma
forma mais explícita digamos assim mas
que está na realidade brasileira
[Música]
eu acho que tem coisa importante que ela
trouxe aqui sobre as coisas tem que se
debruçar que é basicamente a ideia de
como ela falou lá nos Estados Unidos tem
uma para quem não sabe o que é isso são
conjuntos de leis senegacionistas são
leis que formalizam a separação espacial
internacional
específicos mas lá você tem isso
formalizado nos Estados Unidos eu tenho
um bairro do negro específico mas tem né
não tá formalizado o bairro do negro mas
ele tá lá então todo mundo sabe onde é
que é então a gente tem semelhança de
sair e até interessante ver isso tem
filme pensar sobre a questão americana
como o filme
que mostra como ele vence na Alemanha
nazista mas quando ele volta para casa
ele encontra os mesmos obstáculos que
ele encontra velocidade como alemã né
Bom enfim lá nos Estados Unidos tem
essas leis Então são leis que obstaculam
a presença Negra nas coisas que impedem
que interditam formalmente no Brasil nós
não temos uma lei Então como a gente
tava falando você não tem uma lei que
formaliza a separação do negro muita
gente tá como é que fala assim ah o
negro era proibido de entrar na escola
não era no Brasil foi habita na escola o
negro e o branco o governo na mesma
escola o negro não era proibido de
entrar no mesmo hospital o negro não era
proibido de de frequentar os mesmos
espaços você não tem essa proibição no
Brasil é o negro não podia votar não
havia nisso na República Brasileira é
tão pouco no império quem não pode é o
escravo os cara na condição jurídica
alguém pode fazer aqui a né interdição
não mas pô o negro é escravo nem todo
negro você tem um negro no entanto há
desfeito disso embora não tenhamos uma
lei de enrole que crie uma interdição
formal aos negros o conjunto relacional
o conjunto das interações podem ser
interditas porque porque eu sempre falo
isso é permissão não é o mesmo que
acolhimento
permitir que um negro esteja no mesmo
espaço que o branco não significa que
ele será acolhido de igual maneira e
exemplos históricos nós temos variados
por exemplo a gente tem o Thomas
holloway que faz um livro sobre a
polícia no Rio de Janeiro a polícia na
corte uma coisa assim que trata sobre o
século XIX ele fala que sobre os negros
recaia uma espécie de suspeição
generalizada ou seja o negro tá sempre
sob Suspeita você tá vendo um negro com
algum grupo tá fazendo alguma coisa já
tem suspeita então assim não é a mesma
coisa com branco então existe uma
suspeita constante de que o negro pode
estar o quê tramando se articulando
projetando alguma coisa houve uma
reunião de negros temos que saber o que
é porque há riscos incluídos nisso aí
mesmo que sejam negros Livres não
importa né Mesmo que seja um cristãos
porque eu falo mesmo aqui não porque eu
concordo com isso mas porque é uma
sociedade brasileira cuja religião
oficial era aquele contexto é o
catolicismo né Não importa eles estão
reunidos existe um medo aqui o segundo
exemplo histórico que a gente pode citar
é a questão das escolas que é um exemplo
que eu estudei particularmente tem a ver
com a minha doutorado que a ideia da
inserção do negro nas escolas públicas e
nós encontramos nós encontramos negros
nas escolas mas o que que a gente
percebe também denúncias dos Pais
indicando que os meninos brancos e
meninos negros não convivem bem porque
os pais dos meninos brancos não aceitam
muito bem porque o professor não trata
muito bem então é possível as pessoas no
mesmo ambiente terem acesso a Dois
Mundos completamente diferentes é que a
gente tinham até na escola de currículo
né currículo não é só o que se ensina é
o Como se ensina
é todo o conjunto de intencionalidade
subjacente é o que se ensina Então vamos
dar um exemplo aqui toda uma sala de
aula tô com um bico que é mais clarinho
tô com a Jacira que é mais escura né
Então as duas pessoas juntas então na
mesma sala o bico não faz uma pergunta
eu sou atento ao vivo eu e aí por que
que você quer perguntar fala para mim
não vou te emprestar o livro não sei o
que pararácido depois faz uma pergunta
Espera aí já sei eu tô ocupado aqui
então a jacia tava no mesmo espaço mas
ela não tem acesso ao mesmo universo ou
seja duas pessoas no mesmo ambiente
podem ter acesso a currículos
completamente porque porque a interação
que o professor estabelece com um e com
outro é diferente porque eu olho pro
Bibo e eu vejo um potencial médico e eu
olho para Jacira eu não vejo isso então
a forma como eu represento eles no meu
Imaginário muda a forma como interaja
com eles e a grande provocação que eles
tem que fazer aqui talvez nesse que seja
se eu tiver enganado pode me corrigir
nosso último episódio da semana da BT
Week é o seguinte Será que isso também
não é operado nas igrejas Será que isso
também não é realidade institucional de
Muitas igrejas ninguém tá impedido negro
de entrar na igreja ninguém tá impedindo
não tá impedido no sentido de que tem
uma carteirinha né que eu olho assim ó
você não está no meu né no meu colometro
né impedido de entrar você pode entrar
beleza mas será que Os cultos que essas
pessoas estão recebendo são as mesmas
coisas será que as interações com a
instituição com as pessoas com a
pregação do evangelho com louvor é a
mesma interação será que as palavras as
vezes não são muito racialmente
despreocupadas de modo aferir pessoas
porque a gente pode falar não
preconceito foi nos Estados Unidos tem
aquela de 60
comex e lá tinha aquele impedimentos não
podiam entrar nas igrejas não podiam
frequentar Ok light tem isso aqui a
gente não tem nessa modalidade Mas será
que o usufruto da Liberdade negra é
rigorosamente igual a liberdade branca e
essa que a gente pergunta então na minha
concepção particular o Brasil ele é
sofisticado no pior sentido o Brasil é
sofisticado no livro de uma perversidade
porque porque a gente consegue operar o
nosso racismo aqui sem assumi-lo ele não
tá assumido ele tá no gestos Ele tá nos
olhares Ele tá nos comentários ele tá
nas sugestões matrimoniais ele tendo uma
série de coisas mas ele não existe
porque porque ele não tá formalizado
então o Brasil ele conseguiu fazer uma
coisa incrível ele consegue apontar os
defeitos das demais Nações americanos
essa persistência não raciocinar nos
Estados Unidos terrível aqui no Brasil
no Brasil a gente não tem isso mas
eventualmente escapo eventualmente ele
aparece eventualmente nos símbolos nas
práticas ele tá ali presente então como
a jacê falou mas não temos uma lei de um
cruel mas nós temos sim uma permanência
das práticas que De algum modo denotam
que o racismo ele tá entra isso que é
difícil quando uma coisa está entranhada
você não nota ela já tá naturalizada
você tem aquela aquela ferida né como a
gente fala até esqueci como é que é o
termo né que tá ali mas que a gente não
sente mais alguém pode até me ajudar
aqui que cauterizou né já catar
cauterizado Então tá ali mas não tá
sentindo e o Brasil é esse caso e nós
como igreja temos que pensar nisso
também assim que eu comecei a frequentar
a Presbiteriana e falei assim OK sou
calvinista vou entender melhor como é
que funciona e aí eu tava pedindo texto
para uns amigos e mandaram um que estava
analisando neopentecostalismo E aí eu
vou ler um trecho aqui do texto que a
crítica dele é o culto
pentecostal e esbarra no Pentecostal
também é um misticismo e ele vai dizer
qual é a origem desse vai dizer que
basicamente a Cosmologia não Pentecostal
brasileira é sincretizada pelo
cristianismo europeu animismo dos índios
e feticismo dos africanos Qual que é o
problema que desse desse texto tá não é
que animesul ou feticismo seja um
conceito que a gente não não posso usar
a questão é o seguinte é o texto aqui
isso aqui ele resume uma linha do texto
de dizer que a teologia reformada ela tá
ligada a razão ao aquilo que é ponderado
aquilo que é moderado aquilo que é
sistematicamente estabelecido ao que é
ordenado e depois o autor ele vai
conectar a duas categorias duas raças
traços inerentes animismo 2 índios
feticismo 2 africanos como se não
tivesse religião alimenista na África e
aí oculta no início né porque talvez
dependendo do conceito de religião a
gente tem a problema então é o seguinte
o cara ele tá olhando para isso aqui
dizendo Olha se você é negro e receber
por exemplo um culto no culto lá de
missões um pessoal da África vestido
caracterizado tocando os atabaques
exóticos pode mas se os africanos da sua
igreja querem fazer isso não pode porque
fere a ordem do culto entendeu é esse
tipo de coisa que a gente tá falando
aqui isso acontece também fora da igreja
pelo exemplo que a Ana trouxe do
higienismo porque falando juntando com o
tema que a Carol Igor que a educação nas
reformas de educação do estado novo a
gente vê muita coisa assim queremos
professores uma educação mais racional
uma educação mais técnica mais
competente Mas isso é aquilo que são
termos a princípio neutros mas quando a
gente olha para outras coisas que esses
reformistas da educação tão produzindo a
gente vê que inteligência o branco tem o
negro não tem possibilidade no sentido
de ser amoroso Generoso o branco tem o
negro não tem então a tia da escola vai
ser branca não vai ser negra se for
Negra ela vai ficar lá na Caixa Prego
que ninguém vê vai pra escola que recebe
negro não vai pra escola que a gente
mostra de propaganda esse tipo de coisa
que a gente tá falando gente Às vezes
tem na nossa igreja umas relações que
falam Somos aqui ortodoxos todos somos
irmãos em Cristo basta você ser fiel mas
se às vezes o homem e uma mulher deixa o
cabelo crescer um pouquinho mais é falta
de referência você toca uma música mais
Black no culto já tá no ritmo do né
ritmo litúrgico esse tipo de coisa que
tá ali no detalhe que às vezes parece
para quem não tem essa noção do
background uma militância te
proporcional e razoável mas não essas
coisas são pequenos pontos que nos
mostram para camadas bem mais profundas
de como a formação do Brasil ela passa
estritamente é o principalmente melhor
dizendo por uma exclusão racial e É
nesse sentido que o enesar ele fala que
o racismo como o nosso conhecemos hoje é
o filho perverso do Iluminismo e porque
todas essas coisas que o Igor o Léo
estava trazendo assim a gente percebe
que tudo isso se mascara de um discurso
racional e com isso eu não quero pegar o
Iluminismo jogar tudo no saco não é isso
que a gente né tá fazendo nada não nós
viemos Depois
desses movimentos intelectuais que
caracterizaram aquilo que a gente chama
iluminismo porém toda essa racionalidade
europeia ela Ela trouxe hoje hoje
diversas críticas sabe essa
nacionalidade a toda essa sistematização
que trouxe que foi trazida pelo
iluminismo e uma das críticas que se
pode fazer é essa né Essa classificação
que vem totalmente assim né É totalmente
evolutiva e com essa perspectiva
evolutiva de que existem sim essas
coisas mais Racionais que no caso são
europeias são brancas e aí se volta né
que aí o que aí todo mundo precisa de um
mito fundador aí se volta a antiguidade
clássica greco-romana e se projetam
coisas que nós entendemos hoje daquilo
que os gregos e os romanos diziam sendo
que ler em suas próprias lentes pelo
Como como é possível nos fazer hoje que
a gente não sabe tudo que eles pensavam
e diziam a gente percebe que não é não
era uma sociedade tão tão racional como
se dizia né filosofia se misturava com
religião com uma maneira de viver você é
só você abrir um diálogo de Platão que
você percebe que o que se idealiza do
passado grego Romano ele é literalmente
idealizado quando você entra em contato
com o texto você já percebe isso eu tô
trazendo aqui tudo isso porque porque é
justamente às vezes essas questões que
acabam acontecendo Então a gente faz
referência sem nenhum problema em nossas
igrejas a mitologia aí é que outra outra
questão que acontece a mitologia né
greco-romana só que é um problema fazer
referência a mitologia africana sabe
então a gente tem esses julgamentos de
valor e muitas vezes a gente nem sabe
porque que eles estão aí mas a gente
está reproduzido aí
[Música]
então e aí no sentido educação
brasileira também a gente pode pensar
algumas coisas a gente pode pensar como
essa questão da Visão sobre África né E
sobre negros e sobre a Europa também Ela
opera muito na cabeça dos pais dos
Estudantes é eu como professor de escola
pública tem um projeto lá no Colégio
Pedro II chamado muito além de wakanda
no qual a gente ensina a África para os
estudantes e obviamente o nome faz
alusão aqui é o Pantera Negra porque o
akanda talvez seja a única que muita
gente conhece que curiosamente é uma
África que não existe então A ideia é
que os alunos possam conhecer uma África
que de fato existe né e aqui a ideia do
projeto não é fazer um agradar ninguém
ou então elogiar por elogiar África ou
detonar podertonar é simplesmente
mostrar que a África é um espaço
histórico é um espaço histórico de
interação com vícios virtudes todas suas
questões é embutidas e o que a gente
percebe é que no meu caso eu consigo
fazer um trabalho legal os alunos
participam quem me segue nas redes
sociais saber que eu coloco lá as
interações que os alunos criam as coisas
que eles fazem só que muitos professores
têm enorme dificuldade de fazer
elaborações sobre a África na escola
embora seja lei Nós temos duas leis aí
que institui o ensino de história da
África e África brasileira nas escolas é
as duas são produto de lutas políticas
naturalmente A primeira é a 10.639 de
2003 e a segunda é a 11.645 de 2008 que
reforça a lei anterior e a creche também
a necessidade de ensino de história
indígena é para poder entender quem de
fato nós somos porque você tem que
entender essas matrizes pra te entender
a formação para compreender a formação
no Brasil e muitos professores encontram
enorme dificuldade de fazer isso
sobretudo por resistência de alunos do
campo evangélico porque Muitos pais
entendem que ensinar a África é ensinar
é iniciar Os estudantes e religiosidade
africana vamos dizer assim vamos lá eu
acho que como eu tô no Sul a coisa já
era tão tranquila que para nós de não
ter essas paradas que eu nem lembro
desse tipo de discussão aqui lembrando
gente eu também ligado em questão de
escola então talvez até teve discussão e
passou batido por mim mas espera aí teve
que ter uma manifestação legal para que
se ensine nas escolas as nossas origens
e matrizes né africanas e depois
indígenas porque antes do currículo
escolar não tinha isso ou ou o que tinha
era muito errado e enviesado o que que
tinha antes dessa lei de 2003 e depois
esqueci o outro ano agora é porque na
verdade o lugar do negro era relegado no
lugar da escravidão então assim sempre
que você falava de africano a única
narrativa né fazendo uso aqui da
categoria que a China Amanda se
tornou muito pública né então assim a
história é a única como eu tava falando
fazendo aqui alusão uma categoria que
chama Amanda diz tornou muito pública
nos últimos anos a nigeriana tinha uma
mana diz é a história é a única sobre o
negro no Brasil era a história da
escravidão então eu até tinha até
aquelas cenas muito comuns bêbados tipo
assim você começa a falar de escravidão
aí os alunos brancos olha pro negro tipo
assim automático cara olha pro negro
tipo assim a tua história né Então rola
muito essa identificação falou de
africano de escravidão As pessoas olham
para o cara negro da sala de aula e essa
é a única forma que ele tinha de se
compreender nesse mundo então A grande
questão não era que o que se ensinava
sobre escravidão estivesse
necessariamente errado nos últimos 20 30
anos embora é claro a gente sempre
relatório Surf chique nos últimos 100
anos para trás com certeza porque aí era
muita bobagem junta nos livros de
história nos companheiros de história
mas os últimos 30 40 anos não a questão
era o reducionismo entendeu É como se
você lesse a Bíblia só lembra dos
Evangelhos vamos dizer assim você vai
tirar muita coisa seria melhor analogia
mas eu quero dizer assim uma parte só
entendeu Você vai pegar a parte mais
importante né Vamos lá você lendo a
bíblia só lendo o sei lá a gente aqui
como Cristão Valeu vai lá Levítico
entendeu
você ignora tudo o resto e pensar em
África é pensar numa realidade o que
acontece porque a gente tem ideia galera
achando que a África porque ninguém tá
interagindo ninguém tá fazendo nada e a
gente precisa urgentemente salvar essa
galera que não sabe o que tá fazendo
então isso aí permanecemente dos alunos
e o tinha feito porque porque pessoas
como a Jacira eu a Ana vão sofrer um
olhar vão ser alvo de uma percepção do
tipo assim ah esse cara aí é produto
daquele ali né então isso só reforça o
preconceito então a lei veio para poder
tentar estabelecer o ensino um pouco
mais sistemático e detalhe de a lei não
fala sobre ensino de história da África
é essa história não é em todas as
disciplinas da Educação Básica os
professores precisam inserir algo sobre
a África falou de biologia pensa algo no
campo da África biologia com o ambiente
africano geografia africana química
pensa em químicos impensadores em
físicos não tem nenhum físico africano
só tem os físicos europeus não tem
nenhum físico medievalista africano para
a gente poder mostrar que eles passam
espaço produção de conhecimento e o meu
projeto segundo vai nesse sentido ela
poder fazer esse trabalho A grande
questão aqui infelizmente esse tipo de
elaboração ainda depende muito de
figuras e aqui eu tô fazendo Jabá para
mim tô fazendo uma constatação como eu
figuras que individualmente forçam a
entrada disso nas escolas porque as
instituições escolares ainda não
entenderam isso dinheiro porque os
professores também não tem a formação
suficiente para isso e segundo que não
adianta fazer uma lei ah fez a lei tá
bom tem lei que proíbe tem que matar a
gente e tem assassinato né então assim a
lei por lei não é verdade ah fez a lei
Pô legal a lei ela informa sobre as
intenções mas ela não determina as ações
ela informa sobre intenções Ah não
determina que você vai fazer então é
preciso também
é a cultura vai ter que preparar
professores tem que preparar as pessoas
Então é por causa disso que a lei foi
feita né para poder dar esse Amparo E aí
no final das contas a gente sabe que
todo esse cenário de resistência é um
ensino de África brasileiro que for tá
muito vinculada a um certo debate É que
muita gente vai traduzir numa categoria
aqui gera polêmicas porque ela não é uma
categoria ainda definitiva mas que está
em discussão né está em construção e
reconstrução que é tal o tal do racismo
estrutural Mas mesmo que a gente possa
rejeitar a categoria A ideia de uma
trajetória racial de exclusão que é o
que eu mais gosto tá que trajetória
racial de dá uma ideia de operação
dos indivíduos os indivíduos se tornam
protagonistas é uma trajetória de ação
Então a nossa trajetória racial de
exclusão é real e ela gera esse tipo de
interdição esse tipo de de rejeição do
tipo não não Vamos ensinar isso aqui
porque o cara confunde ensinar sobre a
África com iniciação religiosa o cara
confunde ensinar sobre África com fazer
propaganda de alguma coisa quando na
verdade nós estamos simplesmente
ensinando aqui olha veja só você que
existe em humanos interagindo no tempo e
no espaço e o espaço é o espaço africano
né Então esse é o propósito E a gente
precisa entender como é que essa
história racial de exclusão opera muitas
coisas ou racismo estrutural pra quem
prefere a categoria opera muitas coisas
no nosso cotidiano naturalizando certas
práticas que são muito perversas e aí
gente e propostas é você tem esse esse
projeto que você faz mas grosso modo que
a gente poderia falar para os ouvintes
de iniciações de coisas que estão
acontecendo e até mesmo postura Nossa
enquanto o Cristão né porque a gente
poderia passar de orientação e nessa
reta final do podcast eu acho deixando a
questão do racismo estrutural algumas
pessoas elas têm um certo um certo temor
com a categoria porque geralmente quem
usa racismo estrutural tá ligado a
teoria crítica e ela tem uma base
marxista considerável então fica aquela
coisa de Ah tá mudando margem para o
Marxismo para a esquerda etc etc e aí
como saída acaba optando por algo que
não ajuda em nada que é restringir
racismo ação individual quando o sujeito
é racista quando xinga o outro de preto
essas coisas mas o ponto é ninguém
considera razoável agir dessa forma
principalmente racista se não tiver um
background em que ela se ampare então
assim ao mesmo tempo que a gente possa
talvez rejeitar essa essa base marxista
por trás do que do que se chama de
raciocínio estrutural a gente acredita
numa coisa que se chama depravação Total
Então a gente tem enquanto Cristão uma
base teológica para afirmar que as ações
e instituições humanas são manchadas
pelo pecado se racismo é a gente vai
encontrar isso em dimensões mais
coletivas mais sistêmicas e não existe
só o no caso teoria crítica ou Marxismo
para a gente basear a nossa perspectiva
de racismo tem um mundo de pensadores
então isso são reducionismo que acaba na
prática servindo para silenciar o tema
do racismo porque acusa quem está
pensando o racismo a sério sempre de
militante E aí por mais que seja
honestidade intelectual dialogar com a
teoria a teoria crítica porque são esses
caras que estão puxando a discussão Não
é obrigação nem necessidade a gente
aderir a base deles tem várias
possibilidades Então quem fecha a porta
geralmente ali tá querendo silenciar
discussão porque o calo tá apertando
Essa é a impressão que eu tenho e aí uma
saída para isso assim e aí a Ana que tá
no grupo de virtudes intelectuais do que
eu são virtudes intelectuais a gente ser
honesto com as teorias que a gente
abraça com as nossas bases como que a
gente vai dialogar isso e a outra é
resgatar as dimensões africanas da
teologia Cristã porque
um cara que como eu citei aqui que diz
que o culto Cristão não tem nada de
africano porque o africano ele é feito
xixista ele não lembra que Agostinho foi
africano ele não lembra que o Reino do
Congo era um reino Cristão inclusive
viam os cravos do Congo que já eram
cristãos para América e dizia que
deveria ser cristianizar eles também em
alguns casos que não se tinha essa noção
cristianismo etio enfim várias coisas
que a gente poderia inclusive usar a
ponte da do ensino de África nas escolas
para trabalhar com as igrejas Às vezes a
gente poderia fazer mas porque a gente
silencia a discussão com medo de parecer
militante a gente acaba não fazendo e aí
eu termino dizendo o seguinte se a gente
tem medo de assumir certas posições para
não parece ser militante quem tá
normatizando o nosso discurso não é a
Bíblia é a militância que a gente
critica que a gente não quer aparecer
com ele e não parecer com Jesus Exato eu
acho que o caminho é realmente não ficar
assim excluindo e demonizando diminuindo
pessoas que podem até não ter a mesma
base de pensamento que nós que somos
discutir sobre o problema né
Talvez seja a vez de nós Cristão
sentarmos discutir e ver o que que nós
temos porque poxa a nossa a nossa
tradição Cristã é muito rica realmente
para poder para que a gente possa se
referir a esses problemas eu lembro aqui
somente dos hábitos do coração DJ que é
Smith quando ele fala que Nós criamos
nós amamos né aquilo que nós fazemos
todos os dias aquilo que se torna ele se
respira em Aristóteles uma segunda
natureza porque então a gente vai se
tornando Virtuoso né conforme a gente
faz algumas coisas repetidamente a ele
explica assim por isso o motivo do culto
Cristão e tudo mais e ele mesmo no
próprio livro né você é o que você ama
ele fala que é assim que se formam os
preconceitos quando nós temos esse
Imaginário social ele cita de ar no
espelho esse sociólogo Cristão que é
formado justamente por hábitos por
hábitos
que a gente vê daquilo que a gente sai
em constante relação isso vai moldando
os nossos desejos e é por isso e eu
acredito que essa visão ela pode até nos
explicar porque que muitas vezes nós
ouvimos muitas falas extremamente
preconceituosas de outras pessoas que
também são negros nós ouvimos as nossas
E como que essa pessoa tá pensando assim
é porque realmente o nosso coração é nós
somos ensinados a nossa sociedade nos
ensina a amar algumas coisas é o dia a
outros a nossa sociedade nos ensina o
que é Belo e que não é belo eu vejo que
nós temos muitas ferramentas mesmo para
olhar para todos esses hábitos e esses
amores deformados que nós temos e todos
esses conceitos que o pecado deformou é
como cristãos e a gente pode também
simplesmente o Léo falou do virtudes
então começar a trabalhar numa nova
habituação que talvez seja mais
instruída pelas verdades do evangelho e
até mesmo por todas essas coisas que a
gente tem hoje de conhecimento histórico
e teológico sobre a contribuição sobre
como a fé cristã Ela não é uma fé
exclusivamente europeia e tudo isso
assim meu gente pensa numa fé que tem
recursos para responder a isso é a nossa
sensacional Jacira os seus dois centavos
dessa discussão ainda não lembro o
engajamento cultural no artigo de home
Miller ele fala que a igreja existe para
promover preservar a moralidade eu acho
que é importante nós enquanto cristãos
levarmos a sério e entender que racismo
é uma questão da ética cristã é um
assunto da ética cristã e da teologia
pública né então não faz muito sentido
que em vários dos nossos teólogos e
pessoas influentes no campo da
intelectualidade cristã que fala sobre a
ética cristã mas que não fala sobre essa
temática
tem como falar sobre essa luz da Bíblia
e também analisa
o engajamento cultural ela aqui a gente
tem que resgatar que tertuliana Canazio
Agostinho de hipona eram africanos
resgatar figuras africanas que foram
importantes para o cristianismo é
desassociar esquiando acabou de falar
que o cristianismo é apenas religião de
homem branco europeu mas que a longo da
história cristã tanto na Bíblia quanto
na história cristã como toda a
construção da história cristã existe
pessoas negras existem pessoas africanas
é que Deus também chama para participar
do plano da salvação então eu acredito
que os ambientes de Formação intelectual
Cristã é um dos pontos mais importantes
dos recursos mais importantes para a
gente desassociar que falar de racismo
apenas questão para pessoas
progressistas apenas para militância mas
entender que nós enquanto cristãos nós
temos recursos a partir das escrituras
recursos Morais e contra igreja para
combater esse mal a que está no nossa
sociedade e também eu gosto muito da
frase militar
falar sobre isso acaba que a gente tem
deusa coloca como figuras messiânicas
dos políticos como se somente eles podem
resolver isso mas a consciência moral da
sociedade é a igreja então precisa
começar conosco essa essa luta também
contra os males que estão na nossa
sociedade queria só aproveitar para
deixar como uma última fala assim dentro
da temática né basicamente que é
importante a gente fazer uma
auto-reflexão né porque a gente tava
falando sobre a categoria racismo
estrutural enfim as objeções possíveis a
ela ou não mas o ponto é que a gente não
pode também sempre jogar tudo para fora
da gente né tá numa moda hoje em dia as
pessoas fazem a besteira cometem o ato
do racismo e fala não mas olha só é
porque é estrutural já parece que o cara
é determinado pelo ambiente ele não
consegue deixar de realizar e não é
assim não é não é porque tem uma
tendência é que necessariamente você não
pode fazer aquela anamnese necessária
para perceber que tem uma coisa errada
né Então ela tá lá essa é a importância
de
da consciência negra por exemplo né você
ter não sei o que que vocês pensam mas
parece que encaixa com a tua fala agora
tipo é importante ter um dia como esse
pra gente repensar mesmo as nossas
posturas para não ficar colocando tudo
na conta do do meio né não porque eu fui
criado assim a gente é assim mesmo e tal
então cara tem um dia para você tá
pensando sobre isso e entendendo o que
que é e como é que você se livra disso
não sei o que que vocês pensam e eu nem
acho que todo mundo usa o racismo
estrutural dessa maneira tem gente que
usa mesmo de modo categórico com
seriedade com um certo Rigor mesmo
independente Como já disse é
acolhimentos ou não nosso com relação à
categoria mas tem gente que usa isso aí
como desculpa né quer dizer se apropriou
da categoria como escudo e não como como
instrumento de reflexão Então fez
Qualquer coisa Não mas a estrutura né
então quer dizer o cara bateu numa
mulher não mas é o machismo né Depois
que inventaram que tudo é estrutura
nunca mais ninguém foi culpado de nada
quer dizer tudo é sempre externo um
indivíduo Ele simplesmente ele é um
sujeito que é vítima da circunstância
não é assim então a gente tem que aqui
basicamente foi muito disso né passou
essa ideia Nossa de provocar uma
reflexão mais madura mais robusta mais
sofisticada sobre um tema que é
importante para a sociedade e portanto
também é importante para a igreja
exatamente para terminar citando aqui um
amigo nosso o Vitor Fontana a tradição
Profética ela nunca enxerga o problema
sempre nos outros ela se enxerga
primeiro como parte do problema para
depois resolver então assim Acho que a
mensagem final é essa a gente decide
fazer parte do problema ou não E se a
gente cria um Deus que transforma
corações a primeira transformação a
perceber que a gente tem feito parte do
problema muito bom gente é isso
[Música]
gente é isso eu sei que muito mais
coisas poderiam ser ditas ainda mas acho
que uma hora e 20 aí de Episódio para a
gente pensar um pouquinho sobre esse
tema foi uma semana inteira de podcasts
com essa temática Bíblia racismo
sociedade foi muito legal e quero
agradecer mais uma vez comecei o
programa agradecendo e termino
agradecendo a vocês aí que desempenharam
que estudaram gravamos aí Episódio 7
horas da manhã muito obrigado mesmo
gente por todo aliás 7 horas da manhã
horário de Brasília né porque a Ana
acordou 5 horas da manhã lá o horário
dos States então muito obrigado mesmo
vocês amigos por fazerem essa btwick
Agradeço também a Thomas Brasil que
facilitou aí a existência dessa btwick
patrocinou essa btwick muito obrigado
pelo Thomas no Brasil e gente de verdade
e obrigado a você ouvinte você que
compartilha você que pensa junto com a
gente muito obrigado mesmo e abra aqui o
microfone para os meus amigos também
fazerem as suas considerações finais
suas palavras finais vamos lá por vo- o
Léo acho que foi um dos grandes né É
acho que começou o Léo que enxugou
Inclusive a gente a fazer esse episódio
que me apresentou o Igor e daí nasceu a
ideia de fazer a btu Obrigado Léo aí
então Léo é isso aí cara os microfones
estão abertos Eu que agradeço o reino de
Deus é o Reino de amigos e quando amigos
juntos se juntam para trabalhar para o
reino é com o Paulo diz o trabalho feito
no oceano em vão a gente arrendeu aí uma
BT Week de frutos Graças a Deus muito
legal eu vou terminar aqui usando a
frase do balde que ele fala que o futuro
ele está falando dos Estados Unidos mas
eu falo mesmo do Brasil o futuro do
negro nesse país Ele vai ser tão claro
ou tão escuro quanto o futuro desse país
Caraca eu quero agradecer né o Bibo aí é
pela abertura desse espaço né uma coisa
é muito bacana poder gravar fazer parte
disso e agradecer também ao Léo que fez
o convite inicial para mim né a Ana a
Jacira o Paulo que participa com a gente
no episódio eu acho que é questão de
generosidade também eu agradeço
publicamente aqui é o Léo né porque
ninguém é obrigado a convidar ninguém
para nada então se a pessoa convida é
realmente é um carinho reconhecimento
então agradecer a generosidade é sempre
muito importante aos ouvintes também e é
um beijo aí pros meus amigos que
certamente Estão Loucos nessa semana
porque a galera Bíblia é muito fã clube
né cara a galera fala assim pô você vai
gravar com Bibo mano então a galera tá
tá é polvorosa né Ei manda a real para
eles a gente não é nada demais
não galera é isso tudo mesmo galera é
isso tudo mesmo porque se eu falar que
se eu falar que é pouca coisa eu perco o
status vivo não posso é verdade cara não
mantém mantém a magia mantém a magia
sensacional
podcasts mesmo galera mas é isso que eu
quero agradecer quero deixar um beijo
para todo mundo e fazer um Jabá aqui lá
me seguindo@ questão de história é essas
questões sobre a África a história do
Brasil eu tenho muitos vídeos lá
pretendo fazer cursos enfim para quem
quiser aprender um pouco mais é só
chegar lá e é isso muito obrigado Mais
uma vez é verdade O Igor é bem ativo
mesmo gente no Instagram que é onde eu
sigo ele bem ativo mesmo então @ questão
de história os links vão estar aqui
também na descrição
humana também tem Instagram o Léo também
tem o Léo acho que é mais Twitter né Léo
O Léo é mais Twitter Jacira sua palavra
final
tá com vocês nessa mesa foi muito legal
esses dias aí quero agradecer ao Léo
Quero Agradecer os seus amigos também
Ana e o Igor com quem eu aprendo tanto
sigam mesmo Igor no Instagram até eu
aprendo muito com o Igor também no
Instagram muita coisa nova obrigada aí
ao vivo também pelo espaço e que o
senhor nos ajude a continuar aí no
caminho da Justiça bíblica racial muito
bom Lembrando que a Jacira é muito
humilde não quis falar mas a Jacira tem
um livro a gente falou ali no
feminilidade bíblica mas é o estigma da
cor da editora Quitanda então se você
quiser aprender um pouquinho mais sobre
racismo tem aí o livro da Jacira tá bom
gente é isso ficamos por aqui mais uma
BT Week e muito obrigado pela audiência
de todos vocês a gente volta na semana
que vem semana que vem tem mais podcast
se Deus quiser assim permitir Fiquem
todos na paz do Senhor Jesus
[Música]
este podcast Foi editado por bibotal que
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