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A fé vem pelo ouvir

Silêncio: o sofrimento de Deus – obra de Shusako Endo | Rina Furuta, Ákilla Nascimento & Luiz Sayão

Silêncio: o sofrimento de Deus – obra de Shusako Endo | Rina Furuta, Ákilla Nascimento & Luiz Sayão

Silêncio: o sofrimento de Deus – obra de Shusako Endo | Rina Furuta, Ákilla Nascimento & Luiz Sayão

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[Música]
Boa noite a todos que estão acompanhando
a nossa Live da IPO Hoje a gente vai
conversar a respeito de um livro
bastante
relevante um tema muito diferente
daquilo que costuma ser a nossa
experiência mas que desperta algumas
questões algumas reflexões muito
importantes para a nossa conversa para
forma como a gente enxerga o evangelho a
Bíblia e tantos outros temas relacionado
a obra que a gente vai conversar hoje e
aqui para a nossa conversa estamos com
saião e com a henna a última vez que a
gente teve uma live desse desse mesmo
projeto a gente nem chegou a falar
exatamente do ministério ler a crer Mas
é uma iniciativa que a renda E isso tem
a levantado assim experiências muito
preciosas eu pelo menos eu acompanhei as
outras duas é leituras que a gente teve
aqui e é muito bom a gente ter essa
experiência também com a Literatura e
com a fé Boa noite Isso aí é um boa
noite Rina
boa noite aquilan boa noite Rina sejam
todos bem-vindos a gente
certamente entende valoriza muito a
relação da Fé com a literatura né e a
literatura no seu âmbito mais amplo né
com a riqueza de narrativas que desafiam
a realidade que interpretam a realidade
que encaminham a vida né e afinal de
contas Deus nos mandou um livro
capacidade de escrever Outros tantos né
como é que essas conversas literárias se
definem e hoje de uma maneira muito
especial temos aí um autor japonês
premiado e que teve uma obra
extraordinária e a Rina vai nos ajudar
aqui falando um pouquinho mais aí qual
que é reina ou grande
elemento a grande obra de hoje aí a
gente vai
conversar a respeito
Oi professora oyacla é você que está
ouvindo a gente boa noite a todos hoje
nós vamos falar sobre silêncio livro que
é considerado a obra-prima de chusar com
endos é um autor japonês católico que
dedicou a sua vida em escrever livros
que versam sobre esperança e descrença
sobre fé e falta de fé e tem uma boa
bibliografia mas a sua obra-prima é o
silêncio que foi inclusive adaptado para
o cinema através do marketings corcels
que faz um prefácio belíssimo inclusive
na edição do livro Esse livro foi
publicado em 66 então a gente está
falando de segunda metade do século 20
mas ele Versa sobre o Japão do século
XVII metade do século 17
não quero contexto Jacó nessa época a fé
cristã havia chegado no século 16 né a
violino metade do século 16 através dos
primeiros missionários Jesuítas e
encontrou
um ambiente
de muito interesse por essa expressão de
fé tanto que a palavra foi sendo
empregada rapidamente ali você tinha 150
mil cristãos japoneses e a primeira
missão que chega chega em 1549 né com
Francisco Xavier depois de 30 anos 79
uma segunda emissão vai com inclusive
padres católicos inseridos junto com os
portugueses e ali quando Eles encontram
aquela comunidade é tão Florida né e
prosperando no evangelho ele fala nós
precisamos preparar uma liderança na
então nós precisamos construir
seminários e escolas para fortalecer
essa liderança Nativa Isso foi em 1579
30 anos depois
no entanto é em seguida começa a ser a
arrefecer esse florescimento do
Evangelho através da percepção Cristã
porque eu já convém enfrentando guerras
tem também toda uma relação comercial
envolvida que a gente não consegue
destrinchar aqui por causa do tempo mas
o importante é saber que os cristãos
começam a enfrentar uma grande
perseguição do governo né e a história
do Endo ele ou em dor vai exatamente
sobre isso essa aqui é a obra
e tem como personagem principal
Sebastião Rodrigues que é um sacerdote
Jesuíta Rodrigues é um personagem
fictício esse romance É fictício mas ele
é ancorado em fatos reais
Inclusive tem o personagem que é real
que é cristão Ferreira que é o professor
foi o professor do fictício São
Sebastião Rodrigues no seminário como
que começa isso você deixou o Rodrigues
é um
homem de
ele é honesto em sua intenção mas ele é
iludido acerca da sua condição então ele
é muito orgulhoso como toda pessoa
iludida né acabam correndo no orgulho
ele é muito orgulhoso da sua
Fé do seu transfundo teológico dos seus
dogmas da sua certeza da sua
religiosidade e sabendo lá em Portugal
que Cristóvão Ferreira que estava na
ascerca já de 30 anos já havia
apostatada em razão da perseguição das
autoridades japonesas para sufocar o
cristianismo na ilha ele não acredita né
Ferreira vinha enviando cartas com
relatórios ao clero em Portugal
sistematicamente e de repente ele para
uma investigação vai dar conta de que
ele havia
apostatado ele havia renegado a fé em
Cristo e você deixou o Rodrigo não
consegue acreditar naquilo né porque não
é possível aquele que estavam a Ferreira
aquele homem de grande capacidade
teológica aquele Professor Brilhante de
espírito vivificado o homem corajoso de
bravura sabe como a alma idômica ter
apostatado ele fala não é possível E aí
ele passa a insistir com clero para ir
uma missão para emissão ao Japão para
procurar a verdade a respeito de
Cristóvão Ferreira no entanto ele acaba
encontrando a verdade é respeito de si
ele foi que o Rodrigues Ele foi nascido
e criado num país Cristão né que é
Portugal que é um país que enfrenta
oposição muito pelo contrário a fé até
incentivada né então ele não
dimensionava o que é que ele poderia
encontrar por lá quando ele chega no
Japão procurando Cristóvão Ferreira ele
já vai
clandestinarmente porque o Japão havia
fechado os seus portos ali para a
entrada de missionários então ele passa
pela África e aí vai para Macau na China
e de Macau entre escondido no navio
chinês com guia japonês que se chama
japonês
[Risadas]
eu chamo logo de Kiki que é para
facilitar a minha vida
Mas enfim ele entra com esse guia que
vai encaminhando o Rodrigues a igreja
clandestina porque você tinha pesado o
evangelho estar sendo perseguido você
tinha um criptor cristãos
nós somos pseudo cristãos né o cripto é
aquilo que está oculto Então os cristãos
escondidos que frequentavam os templos
budistas e cumpriu aqueles rituais
durante o dia que a gente que as
autoridades pensassem que eles eram
budistas Mas professavam mesmo no
coração e praticavam a noite nas cabanas
e não sei da sua comunidade íntima a fé
em Jesus Cristo e o estudo do Evangelho
né quando o Cristóvão quando Rodrigo
chega lá ele fica longo tempo escondido
numa Cabana e os cristãos os cristãos
perseguidos passam a levar os seus
filhos seus bebês para se batizasse e
fazer um filas intermináveis para para
confessarem né ao sacerdote suas
angústias e também partilharem as suas
dúvidas Então ele vai trabalhando ali
até que chega uma mente em que ele é
descoberto né E aí ele passa inclusive
em todos esses contatos que ele faz
sempre perguntar você conheceu o
Cristóvão Ferreira etc porque porque
Ferreira até o momento em que ele foi
capturado que isso foi em 1643 16 32 né
Ferreira foi muito
útil nas mãos de Deus em nome da igreja
na propagação do Evangelho
Ferreira enfrentou
perseguições severas né duas
especificamente são registros históricos
né a obra é ficção mas tá ancorada em
registros históricos em 597
no Brasil 26 cristãos serem crucificados
ali perto da estação ferroviária de
Nagasaki onde hoje há um monumento em
homenagem a esses cristãos em 16 14
quando a as autoridades japonesas passam
incrementar os métodos de tortura
Ferreira ver 55 cristão sendo queimados
vivos entre eles havia
mulheres com crianças de colo e havia
chovido muito na noite anterior então a
lenha tava seco fogo foi queimando
lentamente e os registros históricos
consta que enquanto esses irmãos eram
queimados vivos a comunidade que
assistia aquele martírio começou a
entoar
magnificar de Lucas 1 onde a escritura
diz o seguinte minha alma engrandece ao
senhor e o meu espírito se alegra em
Deus meu salvador
pois poderoso fez grandes obras
grandes coisas em meu favor e santo é o
seu nome
e aí as autoridades japonesas ficam
perplexas porque aquilo que deveria ser
o veículo de para sufocar a fé no
evangelho a fé em Cristo passa a ser
chamado de martírio glorioso e se torna
fogo entre os crentes fogo entre os que
creem ai o evangelho continua sendo
fortalecido e prosperando
nós precisamos mudar a forma de lidar
com esses cristãos em vez de matar nós
precisamos torturar
até que eles negam a fé e aí eles
desenvolvem métodos como suplício do
poço que eram quando cristãos eram
colocados de cabeça para baixo sobre
imposto posso chamar os seios de
excrementos né
e para que eles não morressem
rapidamente em razão da pressão as
autoridades talhavam aqui atrás da
orelha e na testa para baixo o sangue
fosse vocês vai lentamente
e eles assim fossem conhecidos pelo
cansaço pelo sangramento pelos vermes e
pelas moscas dos excrementos e enfim
após apostatar se negassem a fé
para surpresa das autoridades japonesas
que começam a com esse método além de 16
14 os cristãos continuam firmes
anos se passa ninguém apostado Até que
em 16 em 32
1632 A gente tem o primeiro após fazer
Justamente a primeira apostasia que já
seria significativa só por ser a
primeira ainda se torna mais
significativa porque quem foi o aposta
foi Cristóvão Ferreira
da missão Cristã naquele país homem de
bravo endómica vocês lembram homem de
grande capacidade teológica
E isso se torna um escândalo Para a
igreja
um escândalo para os que criam né Todo
mundo se surpreende muito Ferreira
apostada em seguida ele desaparece não
se tem mais notícia dele e é por isso
que se apaixonar alguns Dizem que ele
veio renegar essa apostasia outros dizem
que ele foi assimilado na cultura
japonesa mas sempre envergonhado de ter
apostado
e Sebastião Rodrigues seu ex aluno não
desiste de procurar a verdade sobre
Cristóvão Como eu disse no início até
encontrar a verdade sobre si porque ele
começa a sua busca ali em
1643 né o Ferreira ele apostar tem 16 32
passam anos Esperando notícias dele
enviando delegações para investigar
ocorrido não se chega nenhuma conclusão
ali em 1643 você já tem os portos
japoneses fechados aos navios
estrangeiros e Rodrigues insiste muito
com clero para ir claro vem escrito pelo
cansaço acaba autorizando a vida dele
esse
sacerdote chega lá um tanto quanto
iludida seu respeito né E vai passar
pelo grande teste da fé porque a sua fé
é assediada pela fome Pelo frio a sua fé
sediada pela peste pelo abandono pela
tortura pela morte de
e sobretudo pela morte dos outros
porque os autoridades japonesas passam a
dizer o seguinte Olha a gente pega um
sacerdote e ele não se importa de morrer
por ele
mas quem sabe ele não se importe de que
outros moram por ele então eles passaram
a aprender o sacerdotes a pegar os
cristãos japoneses convertidos e colocar
no poço e aí eles prendem o sacerdócio
para que eles ficassem ouvindo a agonia
desses cristãos e sempre dizendo Olha a
postar tá apostata assim que você
apostatar esse sofrimento deles vai
terminar é ser um método de tortura né
os cristãos sacerdotes missionários
passam a ser cassados como cães a fim de
serem deportados
mais alguns ainda permanecem e outros
continuam chegando como Rodrigues outros
dois métodos de tortura que eles
desenvolviam né que você tinha esse que
era chamado de
suplício do poço você tinha também
assumir que era uma tábua de madeira
onde eles colocavam os símbolos da fé
cristã como imagens
o Rosário também era um símbolo forte da
fé cristã naquela época e eles tinham
que pisar
pisar esculpir e proferir ofensas e
repetíveis aqui contra aqueles símbolos
né e havia no terceiro perto de tortura
que era as conchas As conchas perfuradas
no Japão tem um ali na região de
Nagasaki
tem um vulcão que se chama um Zen e ele
espelha a água fervente sulforosas né
então eles ficavam Estacas ali os
arredores do vulcão e amarravam os
cristãos e com essas Conchas perfuradas
eles iam
derramando a água para que eles fossem
sendo queimados lentamente de qualquer
forma seja qual fosse o método a
prioridade o governo japonês japonês é
que os Mártires os cristãos eles não
morressem mais fossem torturados até
apostar tarde tal maneira que quando
Algum deles estava na iminência da Morte
um médico Inclusive era chamado
para que esse preso pudesse se recuperar
e voltar para o suplice é isso que
Rodrigues vai encontrar quando ele chega
no Japão e tem uma parte aqui na página
51 quando ele tá saindo que ele diz o
seguinte para o Japão não levamos nada
além de nossos próprios corações Estamos
ocupados apenas com os preparativos
espirituais pois tudo que Deus faz é
para melhor eram três na saída um amigo
fica muito doente e não consegue ir
então pai o Rodrigues que era um outro
amigo dele mas que perece no Japão logo
depois que chega
então é esse Japão que que nesse
contexto que Rodrigo chega lá e aí
Rodrigues começa com a sua jornada da fé
porque gente a gente está dentro da
trilogia amor esperança e fé e essa obra
ela vem suscitar em nós algumas
perguntas né Qual é o tipo da fé que nós
temos é uma fé sociológica institucional
mitológica é a fé na fé é a fé na força
da mente no pensamento positivo ou é a
fé como uma confiança no caráter
imutável de Deus né
com isso que que Rodrigues vai ser
confrontado e a obra vem marcando como
ele vai mudando a percepção a respeito
de si porque ele despreza muito Pode
parecer que é um olhar piedoso no começo
quando ele olha para os Camponeses mas
ele fala assim não é quando você pega a
obra você vai entender que era aquele
despreza europeu né de um homem culto
muito bem nascido muito bem educado
muito consciente da sua doutrina dos
seus dogmas a sua certeza que olha para
aqueles camponeses e o chama de bestas
de carga ele fala ele nasceram só para
sofrer tem essa vida sofrida E aí o
Rodrigo Está sem querer a Deus onde o
senhor está o senhor não está vendo o
senhor está sente eu só ouço o barulho
do mar porque o tempo todo ele é o
barulho do mar
e todas as pessoas que o recebem passam
a morrer a serem capturados e não morreu
uma alma e Rodrigo continua falando onde
o senhor está o senhor está ouvindo o
senhor vai permanecer calado até quando
é nessa Progressão de fé
que o que o autor vai apresentando ele
fala assim olha primeiro quando o
Rodrigo chega ele diz assim a respeito
do seu guia que é o quiche giro os
homens nascem duas categorias os fortes
e os fracos os santos e os comuns os que
são heróis e os que respeitam os heróis
em tempos de perseguição os fortes
queimam nas Chamas ou se afogam no mar
já os fracos como que exigiram
levam vida errante pelas montanhas
quanto a ti eu agora falava comigo mesmo
pertences a qual dessas categorias
Rodrigues passa a ser questionar diante
das barbaridades que ele vê do medo que
ele passa a experimentar da sua fé que
começa a oscilar aquele homem que chega
ali cheio de certeza eu vou morrer como
Marte eu jamais apostarrei começa a se
questionar
assim mais um pouco e ele já Pergunta
assim porque ele nutre um grande
desprezo né porque xixi O que é o seu
guia que apostatou depois e ele se
julgava muito superior a ele e ele
continua e fala assim será que eu quero
ser tão heróico assim e será que estou
procurando um artigo verdadeiro martir
oculto ou só esse martir glorioso
Espetacular com pessoas entoando
magnificar
Será que estou querendo apenas a morte
gloriosa é isso que eu desejo para ser
louvado receber as preces e ser
considerado um santo
agora a gente percebe uma outra
progressão na desilusão que ele tem a
seu respeito
Rodrigues diz para si mesmo sois frouxo
não seja dignas de ser chamado Padre
que você sentiu se mostrou imensa mas
Piedade não é ação Piedade não é amor a
piedade assim como a paixão é só
uma espécie distinto
Rodrigues aprendeu isso muito tempo
antes sentada nos Bancos duros do
seminário mas naquela época essas coisas
não passavam de um conhecimento libresco
agora não agora ele se confrontava
chegaste a este país para sacrificar a
vida por eles mas na realidade são eles
as bestas de carga que sacrificam a vida
por vós Esse padre entra numa profunda
experiência com deus às vezes ele começa
a pensar será que eu tenho medo dessa
vocação sacerdotal Será que a minha fé é
o que é em outros momentos ele demonstra
não eu vou ficar firme eu sinto a paz
porque ele começa a experimentar também
todo esse trajetória mesmo no silêncio
de Deus
um grande consolo uma grande paz através
das marcas da Graça e como nós já
dissemos em outras lives estão em todas
as partes se você tiver olhos você vai
achar e ele começa a vê-los através de
irmãos que vinham e cuidavam dele ou
mesmo na prisão na última prisão quando
ele entra em que está tudo tão escuro e
ele começa a tratar na parede e ele vê
esculpido na parede né louvar ao Senhor
e aquilo ali dá para ele uma grande paz
no fim eu não vou dizer qual é a gente
falou deu spoiler dos dois livros
anteriores né mas esse é um livro tão
complexo e tão sensível tão rico que eu
acho que vale a pena a gente preservar
no fim Rodrigues é colocado nessa cadeia
houve os cristãos sendo martirizados no
poço mesmo assim ele não apostada até
que ele é retirado para pisar na fomier
e uma coisa que consolava Rodrigues em
todo o trajeto era a sua
a sua capacidade de imaginar a face de
Deus ele fala que desde o seminário a
expressão de Cristo em cada momento do
seu ministério terreno entregava muito
então durante todo esse tempo que ele
passa no Japão como um sacerdote
clandestino sempre que ele precisava de
consolo ele fechava os olhos e imaginava
de Cristo em cada momento do seu
ministério terreno essa Face esse rosto
era tudo que ele considerava como mais
sagrado guardado dentro do seu coração e
qual não é a sua surpresa que quando
retirado da cadeia e colocado diante da
ele se depara com a face de Cristo
esculpido em bronze encalhada pregada na
tábua para que ele pisa em cima dele
custa essas fome e gente elas estão
ainda
existem no museu em Tóquio podem ser
vistas
resgatadas né século 17
Mas podem ser contempladas pelo público
e aí Rodrigo se depara com esse grande
dilema ele
ele persevera na fé
eu queria ler para vocês para gente
encerrar que aí
o professor Saião vai entrar realmente
no cm teológico da questão
uma coisa que Rodrigues escuta
dentro do seu coração na sua consciência
no momento em que ele tá
profundamente abalado na sua fé e muito
ressentido de Deus com o seu silêncio
diante de todos aqueles Martírios ele
escuta o seguinte
ele diz o seguinte né Eu tava na prisão
recustado na parede pensando naquele
homem que eu amava eu estava sozinhos a
fazer muito tempo e como sempre Eu
costumava imaginar O Rosto de Cristo mas
agora no escuro um rosto me dava a
impressão de estar junto de mim de
início o rosto ficava calado mas me
perscrutava com olhos plenos de pesar e
então o rosto parecer me dizer quando
sofres eu sofro contigo
continuarei perto de ti até o fim o
silêncio de Deus nunca foi a diferença
sempre foi sofrimento
não é professor Saião ele sofre
excelente aí a toda apresentação né do
conteúdo e antes da gente entrar aí eu
vou falar um pouquinho pedir para o
arquiba também entrar eu acho que eu
começaria né Para a gente entender o
cenário
É porque tem um elemento
cultural e antropológico importante né
porque
a gente
o Japão na verdade um arquipélago é que
na ocasião né a religião propriamente
japonesa que se desenvolve
como xintoísmo mais tarde ela tá em
formação é uma espécie de politeísmo
animista né e o budismo é uma religião
estrangeira né que vai acabar tendo
presença e vai configurar a realidade
política o Japão passou por
uma idade média um tipo de feudalismo né
do jogo natus na com conflitos muito
grandes e sérios até que conseguiu uma
certa estabilidade né e o iacho Tok é a
pessoa que vai iniciar essa perseguição
Eu eu estive em Hiroshima tive
oportunidade infelizmente não conseguia
Nagasaki Mas tive oportunidade de
visitar o Museu
com peças portuguesas né e é curioso nem
todo mundo sabe que a palavra do Japonês
como Gibão
em outras que permanecem até hoje vinda
do português por causa dessa presença e
aí o japoneses começaram
ficar uma liderança japonesa preocupada
e aí é uma coisa interessante que todo
mundo que acompanha a gente talvez nunca
imaginou isso né é que existe uma
suspeita muito grande né de que a
presença do cristianismo nestoreano e
até mesmo de comunidade judaicas tenham
alcançado a China antiga e
consequentemente o Japão também então há
elementos de Cultura como a preocupação
com limpeza higiene como a preocupação
do valor dos antepassados certos
elementos assim que tem uma quem olhar
por exemplo um templo xintoí se olhar
para um Tabernáculo hebraico né vai ver
muita similaridade então tem todo um
mistério por trás disso eu tô dizendo
isso né até porque alguns candides aí
tem até elementos que evocam coisas
bíblicas para mostrar como é que esse
cristianismo seu tão rápido né ainda que
na sua versão católica com Jesuítas como
é que isso pegou e aí eu vi todo esse
receio político sério né que se
desdobrou nessa perseguição que deixou
milhares de Mártires né esse calcula que
esse número de Cristão chegou a 300 mil
né E o pessoal então o Japão percebendo
que as potências europeias tinha outras
intenções eles fecharam tudo deixaram
espaço só para negociar com os
holandeses né E com isso a gente vê
alguns elementos interessantes que é que
tá presente na obra também até porque o
próprio Endo né ele passou por uma
situação porque ele sendo católico como
minoria de certa forma que é um problema
sério no Japão que você sendo Cristão É
como se você tivesse negando a sua
identidade a sua nacionalidade né porque
é visto como uma coisa estrangeira e ao
mesmo tempo ele morou na França né E Ele
experimentou o racismo europeu e teve
essa situação assim então é curioso que
tem um elemento aí que acho que é
importante para a gente o que que é
Evangelho o que que é fé o que que é
costume né O que que é cristianismo
autêntico né porque uma das discussões
que fica na obra e que tá trabalhada
também no
próprio filme né que o escorcedes
e companhia né a gente
é ver se é que esse pessoal tá
acreditando na mensagem será que eles
estão respeitando
os missionários
dessa
adesão da fé e eu acho isso importante
aquilo e todo mundo que tá com a gente
porque eu entendo que até hoje muitos
missionários
e ocidentais de modo geral vão por
Oriente particularmente por Japão e
parece que eles não Que entenderam que
estão num contexto totalmente
distinto que tem outras considerações
que você precisa
lendo o evangelho estabelecer o contato
não precisa de uma leitura de Atos 17 de
novo então eu começaria com essa
observação E por que que essa obra é tão
valiosa é tão importante porque ela mexe
né exatamente nesse meio de campo que é
fundamental na nossa conversa sobre a fé
mas deixa eu ouvir um pouquinho das
observações aí do Áquila né que também é
um grande Professor aqui da IBM com a
gente para a gente depois continuar para
as coisas mais teológicas aí que é
de calor e
sairão e Rina eu eu me deparei de fato
com uma mentalidade uma cultura muito
novas para mim só uma observação São
Paulo que é onde nós três estamos tem
uma grande população de Imigrantes
Japoneses mas até vim para cá eu
praticamente nunca tinha convivido com
qualquer descendente de japonês é isso
porque tem uma concentração dos
Imigrantes aqui nessa região de São
Paulo e outros estados próximos então a
mentalidade a cultura tudo isso é era
muito diferente para mim ainda é mas
quando eu cheguei aqui foi um pequeno
cheque cultural dentro do meu próprio
país
E aí quando eu li o livro do seu saco eu
achei muito interessante poder ver a
narrativa de uma história da perspectiva
de alguém que cresceu com mentalidade
japonesa mas que eu acho que
relativamente cedo experimentou a fé
cristã não lembro com que idade ele
secar todo com algo do tipo Mas eu
percebi que fez parte do desenvolvimento
dele mesmo Enquanto o indivíduo a sua fé
e uma coisa que aparece na introdução no
prefácio da do livro e que é trabalhado
continuamente é a ideia de que o Japão é
esse charco no qual nada consegue lançar
suas raízes profundamente essa imagem me
chamou muita atenção para entender
porque que o Japão ou as outras
tentativas de religião que ficam
estabelecer lá não lançavam suas raízes
profundamente é e uma das coisas isso
não é tratado assim uma explicação
diretamente mas os eventos é que vão
demonstrando Porque que o Japão é esse
chá uma das coisas que chamam minha
atenção a gente até comentou um pouco
antes de entrar aqui é a ideia dos
símbolos e da formalidade chama atenção
que o inui que é um perseguidor
ele faz questão que os japoneses
cristãos camponeses e também os padres
neguem a formalidade da Fé o símbolo
como a henna explicou a fomier e outras
coisas mas em um dado momento ele é não
apresenta a mesma preocupação com
qualquer tipo de expressão de fé
interior com qualquer outra forma de
manifestação da Fé o mais importante
para ele era essa essa negação dos
símbolos e da do aspecto visível e no
começo do livro chama atenção do
Rodrigues o fato de que quando ele chega
em uma uma aldeia
aquelas pessoas elas tinham muita
necessidade de receber qualquer pequena
Cruz né que fosse feita de palha por
parte do pai
um pedaçozinho de uma imagem que ele
carregasse e aí um momento ele precisa
desfazer o Rosário que ele tinha levado
para distribuir as partes desse Rosário
e que parece ser um momento de maior
assim
serviço que o padre presta para aqueles
cristãos camponeses é isso chama atenção
do Rodrigues ele falou isso é muito
estranho para mim é como se ele
estivessem mais fé no símbolo do que a
fé autenticamente mas eu posso negar uma
coisa dessas a eles não posso eles estão
sedentos disso eu não vou negar isso a
eles
e esse esse dilema vai crescendo até o
ponto em que o próprio Rodrigues precisa
se decidir se ele vai pisar na fome eu
não e enfim existe um diálogo muito
importante com perseguidor o principal
perseguidor que que demonstra essa
postura do
Inoue não sei se essa a pronúncia mesmo
principal magistrado mas o que me parece
é que o nome percebeu que isso tava na
raiz da expressão da Fé daqueles
cristãos então para ele a principal
estratégia se a gente conseguir fazer os
negar esse símbolo nós teremos
transformado cristianismo numa coisa tão
diferente que já não será mais o
cristianismo que trouxeram para cá ele
não terá raízes ele pode existir como
uma planta que tá ali na superfície que
talvez tem uma aparência de planta
saudável mas isso não vai persistir não
vai ter profundidade não vai se espalhar
as pessoas não vão querer
novamente é e isso de fato demonstra é
um pouco do Dilema do livro né que é
quifera essa que os Camponeses e os
cristãos tinham
e até o discurso que o próprio Cristóvão
Ferreira adota né usando o símbolo de um
esqueleto de uma borboleta ele fala
assim olha que no Japão o que você tem é
uma borboleta presa numa teia de aranha
a seiva A Essência vitalidade da
borboleta não está lá mais mas o seu
esqueleto a sua casca está o
cristianismo no Japão ele é assim a sua
essência ela foi suprimida esvaziada mas
eles permanecem com sua casca mas a
gente tem que prestar atenção também aí
eu acho que em parte isso tem razão não
sei porque como você disse Áquila quando
o professor serve também mencionou no
início o cristianismo ele vem me
excluído com outros interesses né quando
eles chegam
os navios europeus eles não entrarem só
sacerdotes eles vem trazendo também
Comerciantes ele vem trazendo as suas
sedas Então os senhores feudais ficam
extremamente interessados nestes
estrangeiros porque eles querem
compreender essa cultura estreitar os
seus laços comerciais com a Europa a
coisa começa a pegar quando
os japoneses que se tornam cristãos
passam a demonstrar mais lealdade para
com a igreja do que para com seus
senhores feudais então eles passam a
considerar mais importante o que O
sacerdote diz do que o que o senhor do
que o que o senhor feudal diz deles
começam a se incomodar então com isso
até tem um comandante
chega do nada em espanhol
você tá aí no período da união Ibérica
né em que o soberano de da Espanha
também governava sobre Portugal e esse
Comandante chega ver aquele
florescimento do cristianismo ali
através da missão europeia e falar assim
nossa como é que funciona isso mesmo né
como é que essa tática é inteligente
porque a
Portugal envia
Espanha por causa da união Ibérica eles
enviam os missionários na frente para
abrir caminho para que depois as tropas
ibéricas
entrem-se a posse do terrenos
autoridades japoneses se espantam E aí
isso acontece ali em 1587 e os Regente
japonês é por isso que lá em 1579 É
verdade eles chegaram aqui
escola né E foi depois disso que o povo
porque você tem o que você tem estudo
bíblico você tem Bíblia você tem palavra
o povo passou a licençar a sua fé de tal
maneira porque a fé é dom de Deus né
então fundamento da fé e dom de Deus mas
é edificação da fé ela vem através das
práticas espirituais entre elas o estudo
da palavra fala assim por isso que o
povo passou então a dedicaram uma
lealdade muito maior ao sacerdote do que
os senhores feudais E aí essa
perseguição ela intensificada então você
vê que
Quais são as dificuldades ali no Japão
essa promiscuidade comercial que existia
e também acresce a questão aí cultural
porque assim é nós sobretudos
protestantes Temos alguma dificuldade
de entender como é que um símbolo
religioso pode ser tão importante para
um uma pessoa da sua fé Agora fica mais
fácil entender se você tem uma mãe
lutada e aquela mantinha em que ela
embalou a sua bebê tá sendo uma cômoda e
você deixa cair água no chão você pega
ela para limpar o chão
mas é só uma manta é só um tecido é só
algodão não esse símbolo tá carregado e
significado Então essa é uma discussão
Tão rica a gente estava testando uma
bibliografia paralela antes de entrar
aqui ao vivo que não dá para a gente né
se aprofundar aqui mas tem que tomar um
cuidado com esse também né o símbolo
significado para que como você disse
Áquila eu não acabe
adorando o símbolo né e esquecendo da
pessoa para quem esse símbolo aponta eu
dilema é que o Rodrigues eu sempre fica
em vários momentos né que tem alguns
momentos que os Camponeses estão indo
para o martírio e perguntam o que que a
gente deve fazer quando eles colocarem a
comer para a gente fizer porque se a
gente não fizer a família toda Aldeia
toda vai ser morta vai pagar pela minha
recusa de pisar e mais de um momento ele
afirma
né e depois vai ter um dilema pessoal
diferente mas essa questão do símbolo e
se uma pessoa pode conservar a fé sem
continuar conservando o símbolo parece
para mim que é uma das coisas que mais
afetam ali o dilema do catolicismo que
chega no Japão e que se pergunta o que
que é fundamental da nossa fé que pode
ser renegado aqui sem que a gente tenha
Tornado isso outra coisa sem que essas
pessoas de tal forma que essas pessoas
continuem até autêntica você sabe
e professor que até nessa parte também é
que além disso que você tá falando eu
acho que tem uma coisa importante de
observar já que a obra toda trata sobre
a qualidade da fé a gente professa que a
gente carrega
porque na hora que ele fala muito
rapidamente o Rodrigues né com esses
camponeses que ele chama vê como bestas
de carga ele fala
é uma outra autora de levantou isso no
comentário da obra e eu falei cara faz
muito significado porque é uma postura
de como quem diz você não tem a fé que
eu tenho você não tem o preparo que eu
tenho eu sou um sacerdote você é um
leigo então não se preocupe pise porque
você não vai dar conta mesmo de passar
pelo parte o martírio deixa que eu
enfrento isso sem apostar tá você pode
apostar tá Não se preocupe ele tem um
olhar meio que de cima para baixo com
essas pessoas e essa é a grande surpresa
da obra porque essas bestas de carga
como ele chama esses
cristãos infelizes que nasceram só para
sofrer como ele vai inquirindo a Deus
durante o tempo são eles que não
apostaram são eles que vão para o artigo
então dos seus cânticos e quando não
estão sendo martirizados em toda
magnificar para fortalecer a fé de quem
está partindo né tão livro cheio de
nuances de gradações e que merece
mereceria mesmo muito mais tempo aí para
a gente discorrer sobre ele eu acho que
o a grandiosidade do que a gente
encontra lá né dos cacuri que estão né
que são esses
cristãos ocultos essa dualidade que a
gente encontra e que é um pouco difícil
para pensar com a cabeça do Ocidente que
é uma cabeça que valoriza o indivíduo
acima do comunitário né E que entende
que as decisões surgem a partir daí elas
são
preponderantemente a partir de conceitos
de Abstrações quando você olha para a
cultura oriental até mesmo japonesa
clássica ela é muito marcada por
ritualismo por uma série de simbolismo
muita coisa que tem um significado
a determinação
da realidade é muito marcada pelo
elemento comunitário e não simplesmente
por uma opinião racional que o indivíduo
tem a partir da sua leitura da realidade
né Então nesse sentido ele faz tem toda
a razão se você conseguir né é destruir
o símbolo você tá aferindo a
manifestação concreta de aquilo que tem
a ver com pertencimento de uma
comunidade entrelaçada por uma fé que
ultrapassa individualidade eu vou dizer
uma coisa esquisita e estranha aqui mas
que o pessoal vai entender ainda mais o
Acre que tá precisando de oração é uma
coisa que torcer para um time de futebol
do Flamengo por exemplo né que é uma
coisa muito mais séria então você vê que
seu jeito chega lá e ele joga fora a
camisa do outro time ou ele e aquilo tem
né uma tem uma certa linguagem social
que tem entrelaçamento de uma série de
elementos que é um símbolo que
ultrapassa muito além de simplesmente
alguém jogar futebol tanto é que os
teóricos né da filosofia do esporte
disse que o esporte é sublimação na
guerra né é a maneira de lidar com então
esses elementos são muito curiosos e
interessantes E aí ele joga com essa
dualidade né quem é que tem fé de
verdade será que é o sacerdote Será que
não é e levanta uma coisa que a gente
não tá muito acostumado é que a fé
autêntica ela passa primeiro por um
caminho de de romantização
[Música]
é bonito o Marquito tal mas espera aí
você já viu como é que é esse negócio de
você acha mesmo que é o cara cantando
enquanto ele tá falecendo para ele ver
abrindo né e os anjos do lado dele não
você nunca viu o que que é martírio de
verdade e essa questão que que tenta dar
um xeque-mate na mentalidade Cristã que
é uma coisa eu sofrer para mim mesmo
agora eu perceber né que o que eu tô
mantendo como uma definição de fé firme
tá fazendo um monte de pessoas ao meu
lado sofrer e horrivelmente então você
desloca do indivíduo para relação social
e eu acho interessante porque no fundo
eu vejo aí essa eu acho que é uma
conversa na cabeça dele entre Japão e
França né E então a coisa é Ampla e você
vai encontrar
uma coisa que que coloca para gente que
a fé é verdadeira ela tem que passar por
uma provação provação intensa que no fim
das contas
ao mesmo tempo que esses elementos
concretos são tão bem trabalhados a
gente tenta descobrir aonde que está
autenticidade da situação né porque a
gente tem lá como é que é o
giro como é que é
sigilor é um negócio muito curioso né
porque no fundo no fundo ele é uma
pessoa frágil né você vê que ele tem
interesse ele tem coração ele até se
manifesta até mais do que os outros
seria quase que alguém que sai vamos
dizer o denominador comum para interagir
mais efetivamente e ele é tipo Judas do
cenário né mas é um Judas iscariote
misturado com Pedro porque
ele ele não é exatamente
então o que que é o aposta de né e acha
que também o fato de a gente ter
aí né exatamente o Ferreira que estavam
Ferreira como o aposta né leva a coisa
para gente em que o livro Como os
estudiosos que falam a respeito dele
Dizem que o livro é um tributo a todos
que sofrem uma opressão
terrível e que se encontram debaixo de
uma situação análoga aquela E
curiosamente é exatamente quem tem a
melhor condição quem tem a melhor
formação quem é a pessoa mais de cima é
o jeito que vai abrir o bico né que é
inesperado que causa todo esse processo
de questionamento Então eu acho que a
obra ela é admirável porque ela tem um
perfil
existencialista ela tem um
questionamento sério e ao mesmo tempo é
um questionamento que caminha na direção
de controle de fificação de
autenticidade de experiência de fé e por
isso eu acho que é uma obra assim eu eu
até eu vi eu vi Antes de ler eu tinha
visto o filme né E até o dia disse para
algumas pessoas que eu estava falando
nem vejo o filme porque não sei se você
vai conseguir né
digerir todo o elemento que tá envolvido
aí Porque de fato
a coisa tem um nível de profundidade
muito acentuada né
uma parte que é fundamental que o
Rodrigues ele tá falando assim se alguém
vier me inquirir a respeito da minha o
comportamento aquele fala voz superiores
em Macau vó superiores que estão lá na
Europa o que é que vocês podem prender
O que é que poderis Pretender e saber
levar as vidas despreocupada em
Tranquilidade e segurança no lugar onde
não há tumulto nem tortura É nesse lugar
que exerce o vosso apostolado aí
vós sois respeitados como grandes
ministros de Deus então enviais os
vossos soldados para o turbilhão da
Batalha
todavia
generais que se aquecem ao fogo das
tendas não deveriam repreender os
soldados que caem prisioneiros que é
isso que o senhor está falando né
é excelente a observação aí
agora eu acho que como a obra é o
silêncio né e de fato a gente tem quase
que um jogo de luz aí né quando você tem
uma coisa iluminada outra coisa que é
escura você tem uma penumbra e aí
no fundo além de discutir perseguição
religiosa tratar com esses elementos de
perfil sociológico e cultural de lidar
com o cristianismo treinado dentro de
ambientes estão distintos
um elemento assim que
chama a atenção
de modo muito forte né é a gente vê como
é que a realidade
é da discussão do problema do sofrimento
o problema do mal né aparece no livro né
porque é a maldade injustificada né De
qualquer maneira Independente de cores
rolar tá vendo aí tem algumas heresias
aí né então é porque a gente tem nessa
discussão uma série de possibilidades de
ter odisseias né tem as tordiceias
digamos assim mais
previsíveis
que dentro encaixar no eixo da história
para
defini-los em algum perfil
escatológico como explicação ou como
e ele vai por esse caminho
interessantíssimo é que Deus escolheu
sofrer com a gente né Essa questão por
que que tantas vezes ele parece um Salmo
né daqueles que diz até quando o senhor
né
E então várias vezes ele vai com
sinceridade ele busca ele tem um
questionamento dessa fé
institucionalizada ele parte para uma
busca de autenticidade e vamos assim
dizer nada acontece né E nada acontece
porque o sofrimento é pertinente a
experiência da vida mesmo diante da
Injustiça e é pertinente a experiência
da fé é mais autêntica E aí no caso você
tem esse que a gente chama de
que Odisseia de comunhão né quando Deus
na sua
intromissão na história resolve sofrer a
dor conosco que é um dos elementos
fundamentais né da própria teologia do
novo testamento então isso realmente é é
bastante eu diria poderoso e terapêutico
para quem consegue
digerir adequadamente né esse
sashimi com Nori bem preparado lá no
meio
eu posso eu tô aqui eu vou ficar calada
daqui a pouco só
falando demais é que eu comecei meio
fora do ar né Gente vocês que estão
assistindo deve ter percebido tá muito
procurando wi-fi porque essa obra tira a
gente do lugar mesmo né porque até eu
acho que foi professor que mencionou
sobre a questão do kit giro porque ele
fala assim gente olha eu não sou como os
outros eu não sou forte eu sou fraco e a
diferença é que xixi você sabia fraco
Rodrigues não ele chega se achando forte
né O que te giro sabia que se ele
estivesse vivendo num outro cenário em
Portugal por exemplo no Portugal cristão
ele seria um exemplo de cristal todo
mundo olharia como olhava para Rodrigo
de fé meu Deus coloca no contexto de
perseguição coloca diante do Silêncio de
Deus
vamos ver como professor o atlas estão
ressaltando com autêntica essa fé
constitucional essa fé né E você se você
tivesse no Japão no século 17 Será que
você poderia estar tão orgulhoso da sua
fé das suas boas obras né as suas
doutrinas pergunta que eu me fiz também
que todo leitor se faz lendo essa obra
será que a gente saberia lidar com
silêncio de Deus né como alguns Mártires
bestas de cargas souberam lidar
ou nós seríamos um Rodrigues
quem querer ir a Deus mas ao final
chegaria algum outro termo ou ainda é um
Cristóvão Ferreira que diante do
Silêncio de Deus aí o Áquila mencionou
né fala bom veja bem sabe qual é o
problema o problema é que aquilo Japão
isso que você acha que é cristianismo
não é cristianismo eles nem conseguiram
entender direito por causa da questão do
vocabulário tem até um trecho na obra
que ele fala ah esse negócio que vocês
falam que essa pessoa que você falam que
é Deus é eles acham que esse negócio de
Deus sol então o Cristóvão Ferreira para
justificar a sua apostazia ele recorre a
toda uma deturpação da doutrina Cristã
restaurada no Japão para dizer que foi
uma isso aconteceu em alguns aspectos Em
alguns momentos sobre algumas lideranças
provavelmente Mas a gente não pode dizer
de todos os foram cinco seis mil
cristãos martirizados né que todos eles
foram enganados será que uma fé ancorada
no engano no erro pode levar cinco seis
mil pessoas a morrerem louvando a Deus e
sem negar o Cristo eu acho muito difícil
acho muito difícil
essa
descrição que o saco na verdade esse
essa história que ele laboratório e
colocou em umas situações assim que eu
realmente não consegui encontrar uma
resposta tô até agora pensando o que que
eu faria no lugar do Rodrigues vários
momentos né e uma das que é mais
importante é essa é que o que que
significa ter fé quando os outros morrem
pela sua fé eu tenho a minha fé se eu
não negar minha fé o outro é que vai
morrer eu nunca tinha pensado nessa
forma de martírio Eu sempre pensei numa
tiro como sendo a minha morte por conta
da minha fé e aí ele descreve pessoas
que morrem pela fé de outro é isso de
fato é muito muito difícil de imaginar o
que que se deve fazer o que que é
expressão contexto como esse né mas
colocando um pouco de fato essa questão
do silêncio que como
parece ser a coisa que mais
tem atenção por parte do protagonista o
aparente silêncio de Deus é
inegável a semelhança que esse trecho
tem pelo menos com outras passagens
também mas na minha memória com
Apocalipse 6 10 quando Existem os
Mártires justamente pelo contexto também
de martírio que
perguntam para Deus né até quanto o
soberano
eles clamavam em alta voz Até quando o
soberano Santo e verdadeiro esperarás
para julgar os habitantes da terra e
vingar o nosso sangue e talvez as
pessoas não estejam assim tão tão
conscientes do contexto em que a obra O
Apocalipse é escrito mas a obra de João
e outras obras semelhantes como por
exemplo Daniel vende um contexto como
esse que é descrito aqui poxa que é
justo aparentemente ele sofre
as promessas de Deus ou a manifestação
de Deus parece não acontecer no tempo
que a gente esperava mas a gente precisa
encontrar uma resposta para aquilo que a
gente sabe que a gente crê A questão não
é que eu estou disposto a abrir mão mas
como é que eu entendo Deus participando
de uma história tão sofrível como essa
que a gente está inserido era essa
condição de João é e era essa condição
de outras pessoas que parecem também
enxergar a história de forma semelhante
como João enxergava né ou como ele
passou a enxergar em especial por meio
dessa visão e eu acho que a
perspectiva do apocalipse nos ajuda a
perceber um pouco a forma como muitas
pessoas responderam a esse dilema que
era
a Deus não responde para João quando é
que ele vai fazer isso aqui no
Apocalipse ele diz ó quando atingir
tantas mortes quando tantas pessoas
forem martirizadas eu vou julgar ele
assegura que no fim das contas no fim da
história a todos aqueles Mártires terão
a sua vida vingada ele dá uma veste
branca para aquelas pessoas e a veste
branca é o símbolo do exército que será
vitorioso daquele Cavaleiro que será
vitorioso e assegura no tempo presente A
Vitória Já é garantida vocês mas chegará
o tempo em que eu vou vingar a morte de
todos os Mártires Então é isso eu não
sei se Aparece tanto na obra de fusar
com eu não percebi mas me parece ser uma
coisa que faz parte da trajetória Cristã
essa perspectiva de que no meio de todo
esse sofrimento nem sempre existe a
garantia de que Deus realmente vai
responder a oração do sujeito no momento
Nas condições que nos pareceriam o ato
de Misericórdia mais Óbvio Por que que
Deus não responde a oração de Rodrigues
né É mas existe essa convicção de que
Deus faz parte no tempo presente do
sofrimento dessas pessoas o ato de Deus
dá uma veste branca de Deus garantir que
esse juízo será feito é uma forma de
dizer que Deus está participando da
história dessas pessoas Então acho muito
importante também a gente
tentar ver essa expressão da
autenticidade do sofrimento e da fé que
é manifesta aqui na obra é com essas
outras histórias semelhantes que a gente
encontra na Bíblia também né existem
Paralelos muito grandes saiam mencionar
os salmos que manifesta isso em vários
momentos mas parece que na obra de João
de Daniel e outras semelhantes existe
essa proporção cósmica acontecendo é
aquilo que você vê acontecendo diante
dos seus olhos mas parece que isso não
faz parte da experiência só do salmista
isso é sofrimento da vida humana como um
todo a capacidade de encontrar a
presença de Deus e a resposta de Deus
no sofrimento como sendo uma parte
integral da experiência humana né
eu tenho a impressão que a que a
floração da Cerejeira Sakura aí que
aparece na obra tem a ver muito com a
discussão de forma e autenticidade ao
mesmo tempo enquanto você tá trabalhando
com uma cultura que a expressão concreta
é Vital e esses Laços
que marcam pertinência esse elemento
sociológico definidor de como as coisas
se organizam a pergunta é o que
realmente está por trás dessas coisas né
que que realmente Então a gente tem uma
situação bastante curiosa porque o
silêncio tá em toda parte né porque
aparentemente diante da perseguição não
tem Cristão eles estão em silêncio
escondidos mas autenticidade está nesses
que não falam nada e que estão no
anonimato mas O Anonimato tão poderoso
que é capaz de mesmo sobre um olhar
porque a situação desses camponeses
sobre o olhar
Europeu é de desprezo e de gente
ignorante inferior só vou olhar do
governo
japonês também é um pessoal que pode ter
má influência e deve ser severamente
punido mas esse pessoal que não abre a
boca eles são protagonistas reais da
construção da história e quando a gente
olha
para aqueles que estão têm a grande
aparência que são os grandes teólogos e
missionários europeus na hora do vamos
ver eles não apresentam o resultado que
a gente imaginava e quem vai aparecer no
cenário aí é como traidor Por incrível
que pareça ele tem um elemento de
autenticidade significativa porque
depois de toda os elementos externos que
compõem a Trama social
desaparecerem ou que sugiro vai chegar
para ele vai pedir Padre
eu quero me confessar porque eu sei que
eu tô errado que eu fiquei então e aí o
Rodrigo fica desesperado Como assim né
porque ele tá preso na sua formulação
teológica ele tá ainda mais ou menos em
Lisboa Ou pelo menos em Macau eles não
eu não posso eu não sou mais agora eu
não tenho direito né E aí
nesse nesse ambiente assim aparentemente
herético você vê uma autenticidade e ele
acaba
indevidamente aceitando a confissão
então quer dizer numa espécie de
silêncio em relação as formas exigidas
surge um elemento de autenticidade e eu
acho isso tão impressionante poderoso e
eu vou dizer uma coisa assim curiosa
nunca essa perseguição e toda a
trajetória difícil no Japão conseguiu
acabar com o cristianismo lá e eu
conheço um pouquinho mais próximo Japão
tive algumas vezes e
loucurasidade de atrás de uma série de
coisas no Japão tem uma comunidade
cristã pequena
mas extremamente vamos dizer
bem trabalhada com tem 20 universidades
Cristã no Japão tem um pensamento muito
profundo na área teológica tem uma série
de elementos a despeito dos números né e
é uma coisa curiosa até hoje o pessoal
mesmo comenta lá que se o
Imperador né mudar de religião depois da
manhã 70% dos Japoneses
se dizer né pertencente aquela religião
por causa do significado social uma
coisa muito difícil para uma pessoa do
ocidente especialmente individualista
entender esse cenário então assim é
bastante interessante como essa
realidade permaneceu E aí eu vou dizer
uma coisa mais forte é que esse silêncio
é Triunfante porque essa história foi
guardada
poder que ela inspirou né o nosso amigo
fuçar correndo para compor essa obra e o
grito silencioso
daqueles macho ele está falando alto
hoje invadiu Hollywood chegou lá o
Martins corcese que é uma referência
pegou os atores de ponta e hoje o mundo
todo
escuta em alto e bom som o grito
silencioso poderoso dos Mártires que
marcaram a história para sempre então
assim aquela história que é uma flexão
tem uma realidade
extraordinariamente poderosa e essa é a
vitória do grito silencioso Então
realmente
Espetacular o que a gente pode ver aí
como acho que vale para a gente porque a
gente vive Hoje não só
na cultura como ela se define né a
partir do indivíduo que que tem né
predomínio dentro do ambiente social mas
mais do que isso a gente vive na cultura
do holofote né na cultura do marketing
na cultura daquilo que parece
impressionar e quando não tem
autenticidade nenhuma né então a
pergunta é para a gente aonde é que tá a
mera forma e onde é que tá de fato
aquilo que é capaz
de enfrentar a morte da maneira como os
Camponeses os nossos irmãos enfrentar
então show de bola extraordinário aí a
gente
lidar com uma obra tão poderosa como
essa emocionante
bom a gente teve bastante interação aqui
no nosso chat É mas não tivemos tantas
perguntas Então quem tá participando aí
se ainda tem o interesse em fazer alguma
pergunta para participar da nossa
conversa é um bom momento mas o Danilo
coloca aqui a seguinte pergunta o
silêncio de Deus está no sofrimento como
por exemplo as palavras de Jesus Deus
meu Deus meu porque me desamparastes
seria um exemplo de Deus na presença no
meio do sofrimento do próprio Jesus
Com certeza né
Nós temos
um distanciamento
intencional da parte de Deus tanto no
que acontece com Jesus como em outros
cenários na história bíblica e que isso
tem a ver com a oportunidade
diferenciada em que o sofrimento nos faz
ouvir e interagir com Deus de uma
maneira muito
peculiar diferenciada e eu diria
insubstituível
bom a gente não tem a Tantas perguntas
aqui então se
Tivemos alguma palavra aí para gente
fechar a nossa conversa acho que seria
bom para a gente também estimular o
pessoal a se envolver com essa obra do
saco indo
Ah eu posso falar Então
olha gente quero partilhar com vocês
assim a minha experiência pessoal como
leitura mesmo e também algo que me
acompanha desde a minha o início da
minha jornada de fé Normalmente quando
alguém se converte o versículo que ele
decora junto às 16 né Porque Deus amou
muito a maneira que deu seu filho de
gente para todo aquele que nele crer não
oferece mas tem a vida eterna eu o
primeiro que eu memorizei foi no final
dos tempos o amor de muitos esfriará
esse versículo me catou porque eu sempre
tive muito medo de estar contado Entre
esses muitos cujo amor se esfriará no
final dos tempos então toda vez que o
meu amor começa a se esfriar que eu
começo a falhar nas minhas práticas
espirituais eu saio correndo atrás da
igreja do Senhor buscar tanto alguém
pela escritura para orar para fazer um
estudo bíblico eu meus amigos se tem
alguém me acompanhando
sabem disso eu tô sempre chamando Fulano
Vamos ler Vamos ler o Novo Testamento
Vamos ler o antigo Vamos ler a Bíblia
toda e tô pontuando isso porque porque
se você Tá experimentando um momento de
silêncio da parte de Deus e assim como
Rodrigues sente a sua fé oscilando
procura ajuda
procure alguém
é em que você veja sinais de uma fé
autêntica né como professor diz a gente
tem que observar a forma e autenticidade
mas nós temos boas comunidades nós temos
bons sacerdotes nós temos bons irmãos
que estão a empenhados em realmente
caminhar com Deus inclusive no silêncio
dele então faça isso pelo fortalecimento
da sua fé se você já recebeu o
fundamento da Fé Mas ela começa a
oscilar seja por qual motivo for não só
o silêncio de Deus Mas de repente a
falta de sentido ou até essa
essa variedade de Deus falou comigo Deus
falou comigo Deus falou comigo um pombo
voou Deus falou comigo né porque assim
tem gente que tá sofrendo uma crise de
fé porque Deus silenciou tem gente que
tá sofrendo porque Deus falou prometeu
mundos e Fundos A prosperidade quando
não sei quem o casamento como sei aonde
nada se concretizou então poxa será que
foi Deus quem falou seja como fosse a
sua fé oscila procure ajuda e nós aqui
na ibmu estamos a sua disposição para
caminhar com você não porque estamos
prontos Nós não somos como Rodrigues eu
pelo menos estou muito mais para que te
giro lá é que
pastor rico é a pura verdade que se gira
é um personagem problemático porque o
Rodrigues e depois passa a obra inteira
correndo atrás de Rodrigues em todo
Porto de parada do martírio da prisão de
Rodrigues ele tá sempre escondido e ele
procura
Olha eu sou Cristã eu sou cristão me
prenda eu sou cristão ele começa a ser
tomado inclusive como louco né porque
tem hora que ele entrega os sacerdote a
hora que ele vai lá e fala Cristão e
depois ele pisa na fomier E aí se
arrepende da apostasia então assim eu
não sei como tá a sua fé mas eu receio
muito pela fragilidade da minha e é por
isso que eu não me afasto do aprisco
porque ovelha sozinha é presa fácil para
Lobo a gente sabe que às vezes o lobo
está inclusive dentro da igreja né
porque Muitos virão vestidos em pele de
cordeiro e não passam de lobos mas
existem de fato comunidades em que
Cristo é o senhor em que ele é o bom
pastor e ele Supre as suas ovelhas
guiando as águas tranquilas e pastos
verdejantes Então o que eu desejo para
você que está nos ouvindo é que você tem
a sua fé vivificada fortalecida
edificada na presença de Cristo Jesus é
o que eu te desejo todo o meu coração
agradeço o professor Saião e o Áquila
também pela participação e pela
paciência com
comigo gente é isso aí vou acabar porque
ai meu deus do céu Ô gente esse livro
põe a gente o atlas disse uma coisa que
me comoveu o professor você encerra o
livro e você não tem condição de dizer
prontamente eu faria assim eu farei
assado eu penso isso eu acho que ele é
um livro que nos coloca de joelhos
verdade
Israel com toda certeza né é esse é o
tipo de literatura valiosa né que
que nos ajuda a fugir da ameaça maior do
que a Perseguição que é o perigo que a
gente causa a gente mesmo né E talvez
exatamente por isso Deus às vezes nos
coloca numa situação
de limitação de Sofrimento às vezes ele
fica em silêncio a gente não percebe não
entende mas muito além do que pesar no
fulmier a gente pode causar dificuldades
impensáveis para nós mesmo então esse
agir misterioso diferente
incompreensível de Deus é fundamental na
nossa vida e a obra ela é extraordinária
no sentido que no Bom significado do
tema ela tira o nosso chão no qual a
gente não deveria estar
pisando
firmado né então muito obrigado a todos
né benew está aí para ser canal muito de
benção Muito obrigado Rina por esse
Ministério importante ou Áquila também
vamos continuar
estabelecendo né as conexões entre
literatura cultura e a palavra de Deus é
a nossa caminhada de fé
que ajuda a entender o que o livro
Deus abençoe a todos e fica sempre em
sintonia conosco inclusive no convite
que vem a gente vai ter os nossos
projetos do reino lá
apresentados diversos projetos que
alguém pode se interessar desenvolver e
entre eles também ler para crer para
para ter a visibilidade e ampliação da
sintonia para abençoar muita gente
Obrigado rindo Obrigado Saião pela
conversa eu gostei muito da indicação
desse livro dessa rodada do ministério
aqui lê para crer
e eu fiquei obviamente o livro não tem
essa função principal mas eu fiquei
imaginando o que que transposto no tempo
e no espaço significa essa esse dilema
que os cristãos camponeses enfrentaram
na nossa Cultura a gente não fala
declaradamente qualquer tipo de negação
semelhante ao que é descrito aqui mas
como colocou Saião existe um contexto
cultural que
seria semelhante a construir um falso
fundamento para nossa fé na nossa
cultura no nosso tempo e fica muito
muito pertinente aí a dica e a
recomendação
desse livro para a gente entender melhor
o que que significa essa fé autêntica e
eu agradeço esse tempo juntos um abraço
aí Áquila os nossos queridos do Japão
que estão acompanhando aqui vários
mandaram mensagem aí a gente tem aí com
a gente a Lari e o Binho pastor seje
também mandou mensagem então nós temos
uma turma aí sintonizada um abraço a
todos os niqueis e os brasileiros os que
estão né lá na Terra do Sol Nascente aí
e como um sashimi eles podem visitar
esses lugares professor né eles podem
ver as fome esse que tem lá e visitar o
mundo mentem Nagasaki
o túmulo de Ferreira que tá num templo
lá no Japão né o registro da sua morte
foi incinerado com a bomba atômica em 45
mas o túmulo tá lá ainda irmãos que
privilégio
um abraço a todos aí Deus abençoe
e boa noite e bom dia né então
todo mundo aí
[Risadas]
tchau tchau obrigada tchau tchau pessoal
obrigada

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