Sermões Online

A fé vem pelo ouvir

Jesus entre os mitos – BTCast 485

Jesus entre os mitos – BTCast 485

Jesus entre os mitos – BTCast 485

Muito bem, muito bem, muito bem, começa mais um BTCast, o seu podcast de teologia! Nesse episódio Rodrigo Bibo conversa com André Reinke e Kenner Terra sobre a história do mito de Jesus (sim, você leu certo) e as outras histórias parecidas sobre o mesmo mito neste especial de Natal do BTCast. Como Jesus se difere destas outras histórias de deuses como Mitra, Hórus, Apolo, etc? Por que a história de Jesus é diferente delas todas? Por que é importante saber sobre essas histórias também e porque o povo da época conhecia as histórias e isso foi relevante para o reconhecimento de Jesus como filho de Deus? Isso e muito mais agora, nesse BTCast!

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O podcast cristão do Bibotalk tem a missão de ensinar teologia em áudio a fim de ver o crescimento bíblico-teológico da igreja brasileira.

Arte da capa: Guilherme Match (conheça o trabalho dele http://instagram.com/yohke)

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Legendas automáticas:

[Música]
teologia é nosso Esporte
muito bem muito bem muito bem muito bem
muito bem muito bem começa o último
btcast de
2022 o de número
485 eu sou o Rodrigo Bigo e ainda dá
tempo de falarmos do mito vamos falar do
Mitologia
e como diz o Luiz em Cristo as sugestões
do paganismo foram cumpridas Olha a
sugestões do paganismo foram cumpridas
sensacional
[Música]
Olha só pessoal nesse especial de Natal
para falarmos um pouquinho sobre
argumentos
argumentos de ateus ou agnósticos
mim Jesus a mais um mito então
geralmente a galera que entra aí no
ensino médio faculdade ouve esses
argumentar porque Jesus é só mais um
mito dentre tantos outros e tal e aí
como é que nós cristãos então que
acreditamos em Jesus Cristo na divindade
de Jesus Cristo filho de deus como é que
nós podemos responder não convencer
porque não convencemos ninguém mas
podemos ser uma resposta adequada para
essas acusações Então segura aí este
Episódio apologético enciclopédico aqui
no bethecast com esses dois feras Kenner
terra e André hack mas olha só me dá
esse presente de Natal e ouve aí o
último recado Paroquial de 2022 é claro
[Música]
essa semana galera é o seguinte 2023 já
está as portas estamos aí nesse clima
Natalino e 2023 sair e você já tá
fazendo aquelas espinhas Ou você já tem
um peso na consciência porque muita
coisa você não fez galera é o seguinte
botou na cabeça faz uns pequenos
cálculos aqui vai lá e faz entendeu Não
fica pensando demais porque senão a
gente não faz muita coisa e olha só você
pensou em estudar Teologia reconhecida
pelo MEC em 2023 e é como eu sempre digo
se você procura uma faculdade
reconhecida pelo MEC como bacharelado
100% EAD professores competentes uma
carga horária pensada aliás deixa eu
falar uma carga horária aqui gente ó são
3.440 horas de carga horária da do curso
quatro anos Olha só Ah esse negócio de
reconhecido pelo MEC nada a ver ah
porque as o MEC ele ele prejudica o
curso gente eu ouço ainda hoje é 2022 e
eu ainda ficou ouvindo esse tipo de
comentário ah é porque as faculdades
pelo MEC elas se dobraram ao Mac tiveram
que botar um monte de disciplina nada a
ver vamos lá vamos alguns fatos o Mac
exige algumas disciplinas as faculdades
que são reconhecidas por ele sim essas
disciplinas são inúteis de forma alguma
galera de forma alguma um pastor um
professor de teologia alguém que quer
entrar na área teológica precisa ir além
de hermenêutica e exegese grego e
hebraico que são disciplinas bem
importantes então se você pensa que
disciplinas como essa sociologia
psicologia entre outras adições que o
Mac pede São irrelevantes olha peço que
você tá equivocado e tá indo contra até
uma maré de pessoas lúcidas e de pessoas
que tu pensam sobre o tema porque repito
sim matérias bíblicas são fundamentais
num curso de teologia Mas elas podem ter
esses complementos aí da sociologia da
antropologia da Psicologia que nos
ajudam demais a pensar a teologia junto
com a sociedade então não fica muito
caindo nesse papinho aí gente e outra
coisa o Mac inclusive valoriza a
confessionalidade o Mac valoriza a
particularidade do curso de teologia
Então pode fazer sem medo numa faculdade
de reconhecida pelo MEC que você não vai
ter problema algum pelo contrário Isso
só vai somar beleza bacharelado
reconhecido pelo MEC 100% EAD é na fava
para o curso de bacharelado em Teologia
à distância da fava par ele é
direcionado Para quem para pessoas que
procuram se aprofundar no aprendizado
das escrituras líderes que queiram se
preparar para atender ao chamado de uma
vida eclesiástica aliás por favor se
você pensa sabe em é plantar uma igreja
se você pensa em assumir sério ah estuda
teologia gente por favor a gente tá Tá
cheio aí de gente que despreparada
assumindo púlpito tá feio o negócio viu
gente olha tá feio o negócio então por
favor se prepara para o negócio também
para quem é eu estava falando aqui para
quem que o curso é direcionado então ó
para quem procura se aprofundar nas
escrituras líderes que queiram assumir a
vida eclesiástica e também para aqueles
que querem se especializar como docente
na área teológica Ou seja você quer
caminhar aí na área docente da teologia
tem que ter o curso reconhecido pelo MEC
então simbora fazer esse Bacharel 100%
EAD da faba par beleza gente então é um
curso Olha só sala de aula online tem
acesso a conteúdo exclusivo exercícios
aulas que ajudam horários flexíveis tem
tutoria tá tutores e professores
disponíveis para o aluno então assim a
caminhada rumo ao aprendizado ela não
vai ser solitária beleza e o legal que
os professores e tutores da fava parça
São pessoas que amam a igreja de Jesus
Cristo amo a igreja servem na igreja
isso sem de dúvida faz toda a diferença
Então pessoal quer fazer um curso
reconhecido pelo MEC 100% online é na
favapar beleza Olha lá vestibular tá
agendado para o dia 3 de fevereiro então
não perde muito tempo galera já entra no
link que está aqui em bivotal.com e faça
sua inscrição para este vestibular Não
esquece de utilizar o cupom Bibo Talk
beautiful Tudo junto esse cupom vai te
dar uns descontos Tá bom então você tem
até início de Fevereiro para se
inscrever no vestibular Como assim tem
que fazer vestibular e garantir a minha
vaga no bacharelado em Teologia EAD Como
assim gente é online pessoal é
reconhecido pelo MEC Tem um limite de
vagas o negócio é organizado então
Garanta o seu lugar no bacharelado em
Teologia EAD da favapar ele é
reconhecido pelo MEC tá bom duração de
quatro anos e olha só a mensalidade cabe
no seu bolso faça esse esforço e avance
aí nos ensinos teológicos junto com a
fama par faculdades Batistas do Paraná o
link na descrição deste Episódio em
bibotalk.com tá bom esse nosso especial
de natal e você encontra o link então
aqui na descrição deste podcast
[Música]
gente 2022 acabando e a gente de
especial de Natal aqui foi o ano de
lançamento do aqueles da Bíblia André ou
aquele já é de 2021 nem eu me lembro
mais cara pandemia me tirou do tempo
cara
aqueles é 21 ou 20 Poxa cara eu não sei
a convite pega aí tá atrás de ti aí ó a
covid afetou Inclusive tem uma pesquisa
sobre isso né como a covid afetou a
nossa relação com o tempo né Isso é fato
não é nem frescura mesmo 2021
aqueles da Bíblia e nós tivemos antes do
aqueles da Bíblia os outros da Bíblia de
André Daniel raic sensacional e foi nos
outros da Bíblia que nós que Já
começamos um pouco essa conversa né de
mitos e de até mesmo histórias que são
parecidas com a história de Jesus e
nesse especial de Natal eu queria trazer
aqui então a esses mitos essas histórias
essas lendas que de alguma forma são
realmente parecidas com a de Jesus e
quando a gente ouve essas acusações né
dos ateus dos agnóstico a acusação é a
palavra meio forte mas a gente ouve
esses argumentos Ah vocês acreditam em
mais um mito vocês acreditam e mais uma
lenda aliás até a gente pode começar a
diferenciando mito de lenda não sei se
tem alguma diferenciação mas vocês
acreditam em mais uma lenda Ah porque
Jesus é como isso é como aquilo é como
aquele outro meus amigos o que que vocês
prepararam aí para nós em especial de
Natal por onde a gente começa pra falar
desses mitos aí que de alguma forma
parecem com a história de Jesus e
segundo os acusadores né pô eu não tô
achando uma outra palavra galera não é
acusado é uma acusação né talvez essa
esse para essa paralelomania Caraca não
espera aí espera aí agora é trava-língua
aqui no btkesh em trava-língua aqui na
betecast se você se você repetir isso
três vezes você faz paralelo Mania
paralelomania é um é um termo que
costumamos usar para falar dessa
tendência às vezes apressada e poucos
superficial comparações rápidas entre
imagens das narrativas míticas de
mistério do mundo greco-romano como
também isso pode acontecer com a
tradição do mundo antigo como o André há
tanto tempo pesquisa essas comparações
precipitadas porque você olha algumas
alguns pontos dessas narrativas e logo
já afirma Opa tá vendo aí Ó mitral mito
de Mitra é na verdade Jesus os
Evangelhos estão copiando de Jesus aí
começam a ser um sistema de de
comparações superficiais e acredito
também comparações muito a
irresponsáveis e rápidas é óbvio que nós
percebemos lugares de contato pano de
fundo mas essa
paralelomania seria essa tendência muito
muito acelerada de fazer comparações do
texto bíblico com outras narrativas na
Bíblia legal esse parte também de uma
ideia de que existem existem ideias
únicas e originais e que ninguém mais
pensa nada parecido com isso E aí
qualquer outro pensamento que sai
semelhante a isso ou qualquer outra né
sei lá narrativa ela foi necessariamente
copiada da outra o que é também uma
situação uma ideia meio excêntrica me
parece né quer dizer não existem
semelhanças nunca nas ideias não existem
semelhanças nas narrativas claro que
existem lá agora ela ser uma cópia já é
outra história até porque Como disse o
Walter na série Friends brilhantes
pensam parecidos
e tem uma coisa também aqui o conceito
de influência Porque durante muito tempo
especialmente por conta dos os
estoicistas aqui a método histórico
histórico crítico crítica das formas
crise da tradição tinha-se aquela
compreensão de que os textos eram
escritos a partir de outras tradições
mas numa lógica muito reducionista como
se sacerdotes ou autores do novo
testamento te estivessem com esses
textos em mãos copiando-os diretamente
influência como uma espécie de cópia
direta influência como um tipo de
imposição de um texto O que leva ao
conceito de não autonomia de uma espécie
de ato ato a não correto o ato criminoso
quase que uma ação para burlar a verdade
uma manipulação Então esse conceito de
influência é muito reducionista porque a
cultura ela é tratada por algumas
teorias como um texto isso existe um
texto em diálogo com outros textos então
a presença de imaginários diálogo com
outras perspectivas isso é natural é
assim que a cultura se desenvolve assim
que a linguagem age é assim que a
linguagem se estrutura Então até o
conceito de influência a gente precisa
tratar com cuidado né quer dizer
influência como uma espécie de uso
direto de outros textos para de alguma
forma enganar os meus leitores essa
compreensão realmente ela ela atrapalha
parece ser erudita alguns usam até um
espaço acadêmico para esse tipo de de
afirmação mas por vezes não passa de
preconceito positivista e negação de
valores ou negação do valor do texto do
texto Sagrado do texto bíblico
sensacional mas muito bom muito bom boas
observações iniciais Mas vamos lá então
gente André não sei se a gente pode
conversar contigo porque eu já lembro
dos outros da Bíblia que que você lembra
aí da sua pesquisa que tem povos do
antigo né do antigo Oriente próximo e
tal que de alguma forma são histórias
parecidas com a história de Jesus
basicamente né filho de Deus
quem nasce de virgem é que ressuscita e
que tem e Inclusive eu lembro que tudo
me fala até de histórias que se fala até
de uma parausia né de que vai voltar
para buscar a galera aí não sei se tem
alguém esperando ainda
acho que até tem não é que são pontos de
contato como Kenner tava falando de
determinados detalhes não é nunca é
digamos assim a narrativa completa é um
detalhe dela então por exemplo lá no
zoorastrias Você tem o xaoxiante que é a
expectativa de um Salvador de
escatológico no final dos tempos que vem
da semente do profetas zoroastros
aratustra tem uma virgem que esse banha
no Lago E aí Sai fecundada e aí nasce o
chão chiande que né No final das contas
traz a palavra de amor acaba morrendo
pendurado e depois ele vai ressuscitar e
voltar para julgar o mundo etc com os
anjos de amor a mais e tal então tem
coisa em contato que fica muito
semelhantes
esse mito aí esse mito né ele tá dentro
do zoolastino que que às vezes se
discute em que momento ele acontece né
Alguns vão colocar lá na época do do
profeta talvez do século VIII antes de
Cristo eles vão dizer que vai acontecer
só depois de Cristo então tem toda uma
discussão em torno disso né que a gente
não não consegue às vezes situar o local
da história O que define depois né O que
que veio antes onde estão as influências
digamos assim mas o que o que tem também
nisso digamos né que eu estava falando
questão do detalhe né é que se você vai
para outros detalhes são muito
diferentes deixar oxente na tradição
zoroastrias até o terceiro Salvador que
virá dentro de uma cronologia longa e
tal né é o último deles né então tem uma
série de detalhes depois que eu não sei
muito diferentes mas a na semelhança se
pega então a questão de que olha né o
mito de Jesus né usando o termo que se
usa ele está dialogando com esses mitos
né é outro dele é o do Sol Invictus né
como o que na introdução dele ali né o
sol Invictus é uma uma adoração solar
que está presente né é um resultado
também de várias outras adorações
Solares que existem nas tradições
antigas desde o Egito também no mundo
grego de Apolo Helios e que vai
desembocar no mundo romano e depois no
tempo dos imperadores vai se tornar o
principal culto Imperial o culto do sol
invictos também a tradição do nascimento
de Mitra então quer dizer é um caldo de
tradições que se misturam na nesses
cultos e que de alguma maneira vão
também aparecer na tradição bíblica e na
narrativa de Cristo não queria falar o
seguinte o lugar do Sol nesse nesse
conjunto nessa rede de textos e de
memórias e de narrativas né você tem
aquela coisa do solstício de inverno
Quanto isso vai produzir em várias
culturas uma série de práticas
litúrgicas narrativas que vão tentar por
conta desse contexto aí desse período em
que o sol parece vencer porque o dia é
mais longo
nós brasileiros a gente não tem tanta
essa ideia do Sol né tipo assim a gente
não é o verão o verão praia enfim em
lago Independente de onde você mora mas
quem é mora em lugares onde neva onde o
frio é de rachar o sol realmente é uma
parada sensacional assim tipo é uma
ressurreição é uma ressurreição tipo
então é que nós por morarmos um país
tropical abençoado por Deus e bonito por
natureza é nós não temos tanta essa
ideia do Sol assim tipo ah meu verão né
agora se você vai pra qualquer cultura
onde neva entendeu Mano é o verão é
realmente onde é uma coisa Espetacular
assim a gente tem que aproveitar o
máximo esses três meses dois meses
depende da região porque depois meu
irmão é é escuridão é cinza é chuva é
Neve
complicar é e é isso aí vai criando uma
espécie de arquétipos da Ressurreição a
partir da renovação da natureza da
presença do Sol da mudança do clima da
transformação do ambiente veja todas
essas essas ideias essas metáforas vão
criando o mesmo um tipo de Horizonte do
novo do renascimento então assim Isso
faz parte do que talvez um teórico a
Russo né um meletisque vai chamar de
arquétipos míticos literários que é o
seguinte são sistemas arquetípicos que
acabam tendo perenizar perenidade
permanência contínua em diversas
narrativas míticas e textos por conta de
uma resposta muito parecida que a
humanidade dá diante dessas experiências
não é quer dizer esse sol que sobrevive
a essa essa cinzenta realidade esse sol
que fica mais tempo durante um dia mesmo
no hemisfério norte sabe então quer
dizer isso tudo vai produzindo respostas
textuais
ritualísticas míticas muito parecidas
não é muito parecidas então é sedutor
você depois encontrar num texto bíblico
a ideia da Ressurreição e logo pensar
bom tá vendo ó daqui vem a ressurreição
só quando você coloca a lupa você vai
percebendo que a narrativa bíblica fala
de uma ressurreição por exemplo ou de
nascimento vaginal de nascimento de uma
divindade com detalhes diferentes ah com
resultados diferentes Então essa
aparente aproximação vista de longe nos
confunde mas quando nós vamos quando a
gente sai desse lugar é superficial
geral e começamos a ver os detalhes é
óbvio que você percebe diferenças e
mensagens diferentes e impactos
completamente diferentes sim até a gente
pode ficar um pouquinho dessa ideia do
Sol Invictus porque a própria o próprio
Natal tem todas essa discussão lá porque
a do natal é pagã e tem a ver com isso
né ou seja em determinado momento da
história onde se tinha um culto a a qual
era a divindade do Sol Invictus o nome é
25 de dezembro é Mitra Mitra e Ou seja a
essa então quando o Imperador se
converte eles ressignificam essa data e
passa então Adorar Jesus né ou seja há
uma troca de divindades é mais ou menos
isso A História do Natal o novo viajando
mais ou menos né porque às vezes me
ajuda aqui né não sei porque eu falo
assim ah vamos vamos fazer o seguinte a
se adora Mitra me tratar ligado ao Natal
vamos trocar botar Jesus as coisas na
cultura não acontecem assim não foi
gradativa e tal e de certa forma há uma
há um ressignificado porque o me traísmo
era um culto importante no Império
Romano ele vai ganhando muita força
então algumas inclusive algumas ideias
ligadas ao me traísmo são posteriores e
são influenciadas pela tradição Cristã
Então essa coisa quem veio primeiro né
as narrativas de Mitra ou os Evangelhos
tem coisa na tradição de Mitra que tem
alguns algumas ideias que são anteriores
mas não pertencem sua Mitra mas a todo é
uma rede de mitologias e outras que
surgem depois e que por sua vez tem a
presença sim da influência Cristã porque
a a alguns inclusive vão dizer que há
uma disputa no Império Romano entre o me
traísmo e esse cristianismo ou esses
cristianismo que estão ganhando tanto
espaço é no império vence o cristianismo
né a tradição Cristã vence inclusive há
um há uma perseguição uma uma negação e
até tentativa de de eliminação das
práticas é ligadas ao me traído sim ou
seja o cristianismo a partir de quando
começa a partir de 325 começa a ver essa
perseguição mais ou menos que de povo
perseguido passa a ser perseguidor né
Não só depois de ter o dose
380 e poucos 390 em diante ainda não tão
diretas assim mas é bem mais tarde não é
Constantino não Constantino é o
tolerante né aquele que abraça todo
mundo Olha isso é esperto né tá mantendo
a coesão do império aí
[Música]
mas olha só então a gente tem esse essa
ideia da Mitra como Kenner trouxe aqui
que depois então vence a o grupo de
Jesus assim dizer então é ou seja as
narrativas de Jesus ocupam esse espaço e
por isso que a gente celebra hoje no dia
25 de dezembro mais ou menos isso em
linhas Gerais certo quais são eu vim
aqui na pauta aqui né que você colocou
outros mitos que que de alguma forma se
assemelham né Oros de Jesus ora o seu
país que eu conheço olhos egípcio não é
isso é tá ligado também ao Deus sol e
tem e tem e tem aquela aquela
compreensão de que é ele ele volta a
vida não é que tá que tá ligado
profundamente aos mitos da renovação da
natureza da renovação da fertilidade
Então você você não só isso você pode
voltar até mais né a morte Baal é voltar
no sentido de pertencer aquele contexto
da região Ciro palestinense que
Baal para nós obviamente que leitores do
texto bíblico né Baal é é visto de forma
muito negativa Alguns vão até linkava
coisas malignas etc mas quando você vai
acessar alguns textos que narram os os
ciclos de Baal e tal é aquele que traz a
renovação né ele ele ele morte quando
vence a natureza toda murcha e tal ele
voltar ele ressurgir tá ligado ao
ressurgimento da da da flora das Flores
quer dizer você tem isso mesmo na
mitologia do mundo antigo nas mitologias
do mundo antigo né ligado-se
especialmente a fertilidade o que produz
cultos da fertilidade cultos e
herogâmicos né é para quem já já
assistiu lá o o ajudante
é ou leu tem uma cena que tem uma cena
assim que a menina fica assustada que tá
tendo uma série de práticas sexuais com
as más aquilo são hierógmicos né são
cultos e aeróbicos ligados exatamente a
essas narrativas é que apresentam os
deuses na criação ou na renovação na
construção agora de uma realidade de
fertilidade por isso que se deve se
cantar essas narrativas para que a
fertilidade volte Você tem uma série de
ritos tudo isso aqui de alguma forma
traz a memória a ideia da Ressurreição
esse Deus voltou
Eles voltam do mundo dos mortos ou uma
outra divindade é usada para tirar este
Deus que foi pro mundo dos mortos para
que ele volte ele voltando e tal a
fertilidade volta também isso tem sim
nos mitos egípcios isso tem sim nos
mitos ali da da Palestina e titas a
aquele Rancho que foram encontradas as
tabuinhas lá das dos ciclos de Baal quer
dizer de alguma maneira nós temos aqui a
presença de narrativas míticas que
apontam para seres divinos que estão
entre os humanos para divindades que
voltam do mundo ah do mundo dos mortos
não é então é isso tudo de alguma forma
eh hoje nem tanto mas durante muito
tempo serviu para essa relação de
paralelismo meio que meio que rápido
demais é E aí se a gente pensar aqui
Jesus né primeiro século aí da era
Cristã né o caldeirão religioso era
essas ideias estavam Eu imagino ali
rolando pela Palestina isso era
conhecido então da do povo aqui ouviu
falar de Jesus enfim a história de Jesus
ao ser contada no primeiro século ela
era uma história que não soava tanto um
absurdo Eu imagino então porque Por
conta desses paralelismos Então essa é
uma história que faz sentido essas
histórias fazem sentido elas não são é a
história de Cristo ela não é algo
absolutamente
inovador no sentido Olha nunca imaginei
uma coisa dessas algum alguma escora
numa percepção da realidade do mundo
concreto tem que ver né então me parece
que pontos de contato são fundamentais
até para a própria compreensão da
mensagem do Evangelho né então é esse é
uma das questões que que eu tenho
refletido ultimamente e tem um detalhe
importante também a gente tem que
lembrar que não é apenas a tradição
Cristã a partir de Cristo que foi
encontrando esses pontos de contato e
traçando Paralelos nós temos isso na
tradição verter o testamentária também
quer dizer quando você pega um hino né
que se exalta que Deus vem cavalgando
sobre as nuvens a tempestade o precede
né e tal ele tá usando aquilo que é uma
tradição dos cultos de Baal para dizer o
que Deus é o verdadeiro Deus Senhor do
Tempo verdadeiro Senhor da Renovação
verdadeiro Senhor da Tempestade o
verdadeiro guerreiro e tal né é Jeová e
a Vectra né que é o verdadeiro Deus e
não mal então há também de fato é uma
conversão dos mitos pagãos por parte da
tradição Judaica ou Hebraica antiga ele
já estão assimilando isso utilizando no
louvor a Deus mesma coisa a questão da
páscoa a Páscoa ela pega o que um rito
né que é vinculado a Justamente a
colheita que é justamente um dos ritos
pagãos que está relacionado ao ciclo da
natureza e historiciza ela ele pega e
coloca nele a história do Êxodo então
agora nós celebramos isso porque porque
Deus nos tirou do Egito porque Deus
invadiu a história então ele pega o que
era um rito cíclico Pagão transforma ele
num numa narrativa Cristã de que Deus
entrou na história então o cristianismo
não faz nada de novo em relação a
tradição pregressa ele acaba sumindo
determinadas metáforas do paganismo para
si né historicizando Essa metade não
Cristo se fez carne que isso está entre
nós ele tornou essa expectativa do
paganismo numa realidade concreta da
história e além eu acho que também um
ponto importante aqui André é como a
tradição Cristã deve muito mais ao
judaico do que a qualquer outra
expressão religiosa isso tem que ser
dito com muita firmeza porque um exemplo
nesse paralelismo doido é que as pessoas
costumavam fazer Eles já iam Logos Já
iam Já iam atrás de Heráclito
neoplatonismo tradição órfika e etc aí
você vai para você Você vai você
encontra lá nos humanos crismar morto a
sabedoria na Bíblia Hebraica e também
nos textos dos judaísmo grego você
percebe que o cristianismo ele faz esse
processo de ressignificação ele encontra
em Jesus a partir dos óculos destas
tradições judaicas mais do que qualquer
outro plano de fundo do mundo
greco-romano ou mesmo anterior mas por
sua vez esses textos da Bíblia Hebraica
obviamente porque assim que os textos
são escritos na história e no mundo
antigo eles estarão sempre em diálogo
com essas outras culturas e tradições
como você mesmo mostrou nos dois livros
escritos aí sobre sobre isso só que isso
não é um problema isso não é um mal
porque próximos vídeos nós entendemos
que a nossa fé é uma fé que tá ligada à
Encarnação e essa fé que tá ligada
Encarnação ela não nega cultura não nega
a história isso é um ponto segundo ela
lida com texto e o que que é um texto o
texto é um sistema resultado de
encontros de outros textos hoje nós
sabemos pelas tradições sempre pelas
pesquisas semióticas pela análise de
discurso que não existe um texto sem
outro texto você não não há a existência
de um de um de um sistema de significado
materializado em letras e linguagem se
não estiver em diálogo com outro
sistemas e significados um texto não
surge a do vácuo então obviamente os
textos bíblicos vão surgir a partir
dessas relações interpessoais então
assim é a condição de ser texto Então se
a condição de ser texto e a Bíblia é o
lugar da revelação de Deus e a Bíblia
texto obviamente esses textos estarão
nessa nessa circulação e em diálogo com
outros textos isso não desqualifica o
texto muito menos desqualifica a
tradição isto só mostra o quanto a
tradição e o texto surgem a partir de
uma de um sistema cultural e assim que
as coisas acontecem tomando um exemplo
aqui voltando lá para a questão do Sol
Então você tem essas comunidades cristãs
que estão Relembrando ou celebrando o
nascimento de Cristo isso não é uma uma
festa determinada na tradição bíblica
antiga é algo novo que tá surgindo
porque nós vamos lembrar disso Aliás
toda celebração da Santa Ceia é uma
memória de da Morte Ressurreição de
Cristo então gradativamente mais
pensando também sobre como Cristo nasce
e de repente você tem eles vivendo um
ambiente no qual a um culto do
nascimento do Sol que é a divindade
principal e nesse culto existe uma
metáfora muito importante que é o que a
metáfora da luz do mundo a metáfora do
Sol que brilha sobre todos e traz a
justiça a todos e essas comunidades
cristãs sim o texto de Malaquias que diz
o que que virá um dia o sol da justiça e
brilhará sobre todos etc etc você vai
encontrar nas mesmas metáforas em outras
religiões e de repente você pensa assim
cara isso aqui é muito válido para
aquilo que eu faço nós estamos falando
da mesma coisa é um processo que não é
nunca unânime também a pessoas que a
grupos e
pensadores vão dizer não isso não pode
ser feito outro vamos dizer sim isso
pode ser feito estamos falando da mesma
coisa ou esta religião está usando uma
comemoração e usando uma metáfora que na
verdade é anterior é nossa é de Cristo
Ele é o verdadeiro sol da justiça ele é
o verdadeiro sol Invictus que vem Será e
no final dos tempos Então essa metáfora
da religião na verdade não é dela ela é
Nossa então o que que esses cristãos
acabam fazendo eles acabam convertendo
os mitos e as metáforas pagãs a Cristo
Acontece uma conversão dessa metáfora e
traz ela então e diz legitimamente ela
pertence a Cristo não pertence a ela eu
costumo brincar com aqueles batizam né
batiza o batismo à cultura o caso do dia
25 a ideia do dezembro dia 25 é
exatamente isso né é esse solstício
esses cultos ligados a a renovação e a
força desse sol invicto o 25 tá ligado
de alguma maneira amitra não é imita é
um culto muito importante no império
romano e aí a tradição Romana vai
traduzindo isso para a figura de Cristo
porque nós sabemos que não há uma data
exata pro nascimento de Cristo abriu
provavelmente ele não sabe você tem
algumas algumas informações assim sobre
sobre isso mas não dá para você dizer
isso ah Jesus nasceu em abril o
cristianismo oriental durante um bom
tempo e alguns até hoje comemoram o
nascimento de Jesus lá em Janeiro por
conta dos Reis Magos não é janeiro é
verdade
seis e sete de Janeiro porque eles
contam a presença dos Reis Magos como
sendo o momento axial para se pensar o
nascimento aí nascimento de Jesus aliás
aliás um parentes aqui Luiz Magos daria
um baita Episódio em Porque pensa numa
paradinha com a falei cara não e para
mim o mais complicado é esse negócio tá
em Mateus mano Pois é pelo pelo pela
pelo negócio do Mateus ser muito ligado
a tradição Judaica tradição Judaica e
porque está num num bloco do Evangelho
de Mateus que tem uma uma tendência
teológica radical de ligar Jesus a
história de Israel e um nível muito mais
profundo que a gente encontra nos outros
evangelho então assim aí lá no mês você
tem você tem astrólogos né É É
caraca agora enfim mas deixa para outro
Episódio aí porque galera é muito legal
aliás assistam tem no YouTube o quarto
magro muito bonitinho o filme com
marketing é bem bonito
ele quer levar ele tá levando presente
pra Jesus né então é a saga de um desses
Magos se perde dos outros se eu me
lembro bem e ele sai por aí ele quer
encontrar o meta ali né Ele é guiado
pela estrela ele quer encontrar ele no
fundo enfim aí tem toda a história do
filme uma horinha acho que é o quarto
magro nome Martin Sheen é bem bonito uma
mensagem profunda agora o o André falou
uma coisa interessante porque ele ele
lida de maneira muito muito bonita e
piedosa com estudo eu acho que esse é o
caminho né esse é o caminho agora esse
tipo de paralelismo também gerou algumas
coisas estranhas que me parece que é o
que provoca a nossa o nosso esse podcast
esse esse esse episódio né porque você
tem lá a teoria do do mito de Cristo ou
seja que vai Inclusive
relativizar a possibilidade da
existência de Jesus por conta da sua
relação com estes mitos os mitos de
mistério Romano os mitos persas quer
dizer você tem você tem uma tradição
teológica que vai negar ou vai no mínimo
relativizar as próprias claro que são
poucos acadêmicos hoje até os mais
críticos não negariam a a existência
Histórica de Jesus colocariam em cheque
se esse Jesus histórico é exatamente Se
Jesus que a tradição é recebeu mas esse
tipo de comparação produziu uma
relativização da existência Histórica de
Jesus quer dizer Jesus é só uma criação
uma colcha de retalhos destas narrativas
míticas romanas por um movimento que
estava tentando se estabelecer no
império e o metrismo se torna aí um
lugar eloquente para eles eles
confirmarem isso né coisa do do de Mita
sacrificar um touro e no culto de metra
comer a carne e beber o sangue desse
touro a ideia de metra ser ser é
aparecer na econografia a cercado de 12
12 símbolos do Zodíaco algumas é então
assim isso vai produzindo uma
compreensão extremamente radical acho
que entendo como uma visão também cheio
de preconceito em relação ao
cristianismo para negar aliás que Jesus
fosse uma figura real
mesmo com com evidências como os textos
lá de Tácito Flávio Josefo e outras
coisas
[Música]
é uma das coisas que que esse pessoal
que que tá critica demais assim
eventuais influências ou trocas com
outros símbolos e símbolos e outras
crenças e religiões é uma espécie de
crença meio imanente ou de ele é meio
anemista nos símbolos né como se digamos
assim ah existia uma árvore né na
tradição Germânica e esta árvore está
vinculada a um culto Pagão E se eu
trouxer uma árvore para dentro do culto
Cristão esse aí vai trazer junto essa
maldição do paganismo parece que está
infectando o teu culto e tua fé como se
os símbolos não se ressignificassem ao
longo do tempo e não ganhassem novos
tons e novas perspectivas em diferentes
culturas a própria questão se pensar lá
do vinho na Páscoa Pô não tem vinho lá
na Torá ela entra depois entra como como
é que vai entrar provavelmente uma
influência grega que coloca o simpósio
de um grego dentro da tradição Judaica
já na época de Cristo consolidada e vai
transformar isso na nossa ceia com pão e
vinho que deriva da páscoa tá tudo
interligado e vai ganhando novos
significa
o vinho da fé cristã e dizer que é pagã
porque veio do mundo grego então não vão
eliminar então Jesus tá doido não tem
mas os judeus já fizeram antes nota a
questão toda não é tão simples assim
então eles vão se ressignificando então
a própria questão da árvore de natal por
exemplo tem lá a história né de na
Alemanha lá agora esqueci o nome do
santo que derrubou o Carvalho de Thor E
aí apresentou uma outra árvore que é o
Pinheiro e essa árvore cristã que tá a
própria árvore tem símbolos metáforas
ligadas à vida né A Árvore da Vida lá no
Gênesis então isso tudo vai se
intercambiando e ganhando novos
significados ao longo do tempo então às
vezes mesmo um símbolo digamos sei lá
guirlanda que é um símbolo da eternidade
do mundo grego Romano ela vira símbolo
do Natal ela vira símbolo também usado
nos nossos túmulos né você bota as
coroas de flores é relacionado a
eternidade vai ganhando novos
significados que importantes para
comunidade que celebra e ela não carrega
junto a si um poder imanente de fazer
algo essa é a questão é o poder da
linguagem que tá posto aqui isso aqui é
importante Se você não entendeu eu acho
que isso é muito importante você prestar
atenção querido ouvinte porque muito de
batalha espiritual que a gente vê na
internet aí de cortes de Podcast é isso
Ah porque a origem disso é isso isso
aquilo gente a origem em última análise
já não importa mais tanto porque isso
foi sendo ressignificado porque se a
gente ficar nessa de origem você não vai
querer saber da onde veio essa ideia de
sacrificar animal não irmão para
expiação de Pecado não sobra não sobra
nem antigo testamento cara não sobra
nada antigo testamento
muito cuidado com essa galera da batalha
espiritual porque eles forçam algumas
coisas não porque a origem disso é isso
gente A Origem eu vou repetir para ficar
bem claro em última análise ela já não
importa mais é o que foi sendo feito com
aquilo ao longo dos séculos do tempo e
vai porque repito se a gente ficar nessa
de a origem de determinada coisa e meu
amigo batismo de João Batista a é ritos
do antigo testamento não vai sobrar
Bíblia para você adorar a Deus e
conhecer a Deus exatamente o evangelho
de João por exemplo velho porque o
evangelho de João ele faz uma coisa que
é muito própria dele é a topografia de
Jesus Jesus vai a Jerusalém quatro ou um
pouco mais de vezes e quando vai
ressignifica os os as festas judaicas
quer dizer então eu não vou eu não vou
levar em consideração o que Jesus mostra
ser a parte das festas judaicas porque
agora eu tô na graça e as festas
judaicas Elas seriam uma espécie de
valor é um valor menor sombra e tem
outro ponto também né o sim isso aqui o
que o André tá falando é que tenha muito
a ver com teoria do símbolo o símbolo
não tem o sentido em si o símbolo ele
ganha sentido na maneira como eu o
consumo individual e coletivamente então
a ideia da árvore de Natal mesmo né a
pessoa eu posso ter uma raiva de Natal
não posso que essa árvore tá ligada a
uma série de mitos e narrativas
religiosas sim a árvore sempre teve
lugar sagrado no mundo antigo e e e tá
ligado a todo esse Imaginário mas agora
quando eu coloco uma árvore de natal
dentro da minha casa esse poder
simbólico vai apontar para outro
significado e para Outras funções que
agora tem a ver com a função de
embelezar de lembrar de lembrar o natal
de lembrar a festa do Nascimento de
Jesus de lembrar a solidariedade entre a
família de trazer Memórias de celebração
quer dizer o símbolo vai ganhar o seu
valor a partir do consumo a partir do
que ele significa quando ele é utilizado
Ah você diria assim Ah mas então eu
posso pegar agora a suástica e usar como
quiser o problema é que a suástica ela
representa na sua recepção a desgraça do
né do nazismo que é muito diferente do
que ela representava na tradição
oriental então árvore não a árvore ela
ela tem um lugar diferente eu recebo
perguntas direto posso usar árvore de
natal em casa falei não sei se você pode
ou aqui em casa eu uso então assim eh eh
eh eh
eu acho que tem tudo a ver com que o
André tá falando aí sobre o poder do
símbolo né cara minhas grandes Memórias
de infância de Natal era uma árvore era
as árvores naturais que meu pai tinha
quatro plantadas no pátio e ele cortava
uma por ano quando chegava no quinto ano
a primeira já tinha crescido o
suficiente para cortar de novo então os
Pinheirinhos né aí é muito Roots né
André a minha é de plástico
também vamos lá e aí sim e aí o mais
Roots ainda é o seguinte não não tinha
luzes elétricas nela era um velas meu
Deus
Imagina é uma casa de madeira com árvore
e velas mas cara pensa na beleza da luz
e da dessa árvore de natal Ainda bem que
não tinha Conselho Tutelar na época
sensacional cara o que que estão fazendo
com as nossas tradições que estão
enterrando elas todas em nome de um de
um mito de origem de uma pureza original
de alguma coisa que simplesmente não
existe meu amigo exatamente agora gente
vamos lá é essa conversa ela realmente
pode ter o caminhos e uma segunda parte
mas como é que a gente amarra é
pastoralmente tudo isso agora então a
gente viu que realmente há semelhanças a
em relatos de lendas de mitos e que a
história de Jesus o fato Jesus ele ou
mito Jesus né a gente pode explicar a
palavra mito aqui também porque há um
preconceito no mundo evangélico meio
bobo as vezes né as pessoas têm medo da
palavra mito enfim já explicamos isso
várias vezes aqui no btcast também a
principalmente até na série os outros da
Bíblia a palavra mito já foi bem é
explicada várias vezes mas cabe uma
explicação aqui também se os meus
convidados quiserem Mas e aí nós
acreditamos na historicidade de Jesus
Cristo ou seja Jesus Cristo filho do o
homem filho de Deus 100% homem 100% Deus
enfim acreditamos na ressurreição
corpórea de Jesus acreditava Ok se
acredita ainda né Kenner só para ficar
para saber se eu te convido ainda
podcast Claro claro que acredito sem
isso a minha fé é né exato então viu
gente a gente não é liberal tá porque a
gente acredita na ressurreição corpórea
de Jesus Cristo Tá bom então para de
chamar a gente Liberal pode chamar a
gente de outras coisas mas liberar não
tá não cabe mais mas vamos lá então a
gente acredita e para nós é como é que a
gente lida com isso então né ok a gente
tem esses mitos essas lendas e nós temos
o relato de Jesus nos Evangelhos e toda
a tradição Cristã como é que a gente
amarra isso é Enfim acho que dá pra
gente explorar a entrada do André e por
aí vai né enfim mas ó Kenner como é que
você amarra então é pastoralmente essas
questões é primeiro a essa esse paralelo
não é um paralelo a Hips líderes né não
é que é uma cópia esse tipo de anúncio
apocalíptico bombástico bom
descobrimos que Jesus foi uma invenção
dos Evangelhos copiando esses essas
narrativas essas histórias Cara isso não
é verdade aqui não é uma apologética eh
infantil o amedrontado não porque não é
verdade mesmo há uma série de detalhes
na história de Jesus que por mais que
aproxime Jesus desses mitos como de
Mitra o Afasta a começar pela
compreensão histórica disso quer dizer
Jesus ele ressuscita historicamente para
vencer a morte e produzir a vida isso
não está nem mesmo nessas lendas e
nesses mitos de ressurreição então a
ressurreição de Jesus um exemplo a
ressurreição de Jesus Ele aponta para
uma consequência teológica diferente né
segundo quando nós falamos do Nascimento
de Jesus não é os mitos que falam do
nascimento virginal de algumas dessas
figuras o próprio Mita não são claros
nesse ponto eles trabalham de forma
muito muito inquestionável e algumas
dessas tradições são bem posteriores a
começar aqui nós sabemos pouco sobre
Nitro o que a gente sabe sobre Mitra são
a Fontes indiretas e é restos
arqueológicos de estruturas de
cronografia e etc então a o que parece
ser tão próximo e tão e tão a paralelo
Quando você vai olhando com mais
critério mesmo na academia que não tem
compromisso com o cristianismo em si
percebe que há diferenças reais
gritantes segundo acho que assim já
passo pro André a minha fé ela não
precisa estar estabelecida em uma
compreensão de que as narrativas e os
textos bíblicos sejam a históricos sabe
extraordinariamente desconectados da
cultura isso é o contrário do que a
gente crê inclusive entende Nós cremos
em Cristo que é maior do que o texto e
um texto que fala sobre esse Cristo Logo
esse texto ele vai assistir a partir da
dinâmica da textualidade e dinâmica da
textualidade tem essa coisa do diálogo
com outros textos como eu já disse então
isso não toca na nossa fé Isso só mostra
que Deus escolheu um caminho que não é
um caminho num caminho da descoturação
ou da deseturização ou da desumanização
da sua Revelação então a sua Revelação
passa por aquilo que é humano social
histórico cultural e dialoga com isso
Lembrando que Deus está acima inclusive
do texto o texto é só o mecanismo a
partir do qual através do qual a gente
acredita encontrar ouvir e se relacionar
com esse Deus então assim eu acho que a
nossa fé não pode ser uma fé frágil a
ponto de ter que negar a cultura e as
relações desses textos para que ela
sobreviveu pelo contrário isso me dá
ainda mais a credibilidade isso ainda me
dá mais amor por esse Deus que escolheu
na cultura se revelar e se ele escolheu
na cultura na Encarnação se revelar logo
esses detalhes da cultura vão aparecer o
tempo todo em torno desse dessas coisas
que são tão importantes para nossa fé as
narrativas pagãs as narrativas falar em
Pagão é um anacronismo né porque o Pagão
é um xingamento dado pelos cristãos
depois que eles tomaram conta aí a gente
começa a chamar ele paganismo tudo que
vem para antes do cristianismo Mas vamos
chamar de pagãs as narrativas pagãs e os
mitos pagãos eles trazem junto delas uma
série de metáforas e uma série de
narrativas que falam muito do desejo
humano de algo ele apresenta uma uma
necessidade algo que ele precisa essa
necessidade da Ressurreição essa
necessidade do divino essa necessidade
da restauração de uma renovação de tudo
isso isso está presente em diversas
narrativas em diversas histórias e elas
por isso mesmo vão ter muitas
semelhanças com a tradição bíblica
também porque afinal de contas a
revelação briga também trata dessas
desses assuntos mas de outra maneira E
aí vou terminar eu comecei com luz vou
terminar com o token contou quem diz ali
no livro eu tenho a versão chamada sobre
histórias de fadas Mas que é traduzida
agora como árvore folha e ele diz o
seguinte os Evangelhos contém uma
história de fadas ou uma narrativa maior
que engloba toda a essência delas mas aí
ele vai dizer outra coisa tudo isso que
as tradições né das religiões contam
como fadas como uma história cíclica
como a narrativa de essência como um
mito e tal ele vai dizer o quê que em
Cristo elas acontecem concretamente na
história elas acontecem ali que ele vai
chamar de grande é o catástrofe que é a
virada do final feliz as coisas vão dar
certo porque Cristo veio a nós e aí ele
conclui e diz o seguinte que essa
história crista dos Evangelhos Apesar
dela conter englobar todas a essência
dos mitos ela é essencialmente
verdadeira ela é Suprema ela é
verdadeira E aí ele diz o seguinte a
arte foi verificada Deus é o senhor dos
anjos e dos homens e dos Elfos a lenda e
Vitória encontraram-se e fundiram-se
Então essa é a questão as lendas
a lenda e a história
encontraram-se e fundiram-se se fundiram
em Cristo porque ele apresenta
justamente as expectativas que existe
nessas metáforas ele apresenta na
história e Nós cremos por isso o mito se
fez carne olha aí que maravilha gente é
isso obrigado obrigado mesmo Kenner
Obrigado André pela presença de vocês e
agradecendo ao Kendall André Agradeço a
todos vocês que gravaram btcast comigo
em 2022 agradeço de coração mesmo a
vocês que fazem esse programa ser o que
é que leva um conhecimento Piedade amor
pela obra amor pela igreja amor por Deus
aí há milhares de pessoas Então assim
muito obrigado mesmo a todos vocês que
gravaram seja um seja 10 aqui comigo em
2022 agradeço claro a você querido
ouvinte do btcast você que ouve no site
você que ouve no Spotify no Deezer na
Amazon na Apple é houve no YouTube sei
lá ouve no é Podcast addict no Google
podcast onde você ouve Muito obrigado
pela audiência em 2022 tivemos programas
incríveis marcantes foi um bom ano para
o btcast crescemos e com certeza
ajudamos a igreja a amadurecer
teologicamente lançamos livros enfim um
ano maravilhoso e 2023 se Deus quiser e
assim permitir estaremos aqui com o
André estaremos aqui com Kendall
inclusive ambos com livros novos aí
publicados sensacional Estaremos com os
demais convidados e amigos do bivotal
estaremos aqui se Deus quiser e assim
permitir lembrando então que o btcast
vai dar uma pausa agora sim a gente
respeita o descanso e a gente vai dar
uma pequena pausa mas voltamos em
janeiro de 2023 no dia 17 de Janeiro já
vai ter btcast fresquinho pra vocês
inclusive já está gravado está
sensacional e a gente volta Então a
nossa programação normal do dia 17 de
Janeiro mas é isso acabei agradecendo
não dei espaço para vocês Kenner
Obrigado André obrigado valeu valeu Bibo
obrigado muito obrigado aí pelo pelo
convite por mais uma vez tá com vocês
aqui Valeu É sempre bom estar com André
e com os demais e contigo Espero que
2022 termine bem para todos nós 2023
seja aí feliz e cheio de alegria Amém
assim queremos amigo obrigado de novo
vai-te embora 2022 e que terei tenhamos
um 2023 menos neurótico nesse meio
evangélico
vai te embora é sensacional vai te
embora 2022 e que venha 2023 é isso
gente voltamos ano que vem se Deus
quiser assim permitir Fiquem todos na
paz do Senhor Jesus
[Música]
esse podcast Foi editado por thuller
bibliotal que Produções

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