Jesus entre os mitos – BTCast 485
20/12/2022
Jesus entre os mitos – BTCast 485
Muito bem, muito bem, muito bem, começa mais um BTCast, o seu podcast de teologia! Nesse episódio Rodrigo Bibo conversa com André Reinke e Kenner Terra sobre a história do mito de Jesus (sim, você leu certo) e as outras histórias parecidas sobre o mesmo mito neste especial de Natal do BTCast. Como Jesus se difere destas outras histórias de deuses como Mitra, Hórus, Apolo, etc? Por que a história de Jesus é diferente delas todas? Por que é importante saber sobre essas histórias também e porque o povo da época conhecia as histórias e isso foi relevante para o reconhecimento de Jesus como filho de Deus? Isso e muito mais agora, nesse BTCast!
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Fonte: Bibotalk
Legendas automáticas:
[Música] teologia é nosso Esporte muito bem muito bem muito bem muito bem muito bem muito bem começa o último btcast de 2022 o de número 485 eu sou o Rodrigo Bigo e ainda dá tempo de falarmos do mito vamos falar do Mitologia e como diz o Luiz em Cristo as sugestões do paganismo foram cumpridas Olha a sugestões do paganismo foram cumpridas sensacional [Música] Olha só pessoal nesse especial de Natal para falarmos um pouquinho sobre argumentos argumentos de ateus ou agnósticos mim Jesus a mais um mito então geralmente a galera que entra aí no ensino médio faculdade ouve esses argumentar porque Jesus é só mais um mito dentre tantos outros e tal e aí como é que nós cristãos então que acreditamos em Jesus Cristo na divindade de Jesus Cristo filho de deus como é que nós podemos responder não convencer porque não convencemos ninguém mas podemos ser uma resposta adequada para essas acusações Então segura aí este Episódio apologético enciclopédico aqui no bethecast com esses dois feras Kenner terra e André hack mas olha só me dá esse presente de Natal e ouve aí o último recado Paroquial de 2022 é claro [Música] essa semana galera é o seguinte 2023 já está as portas estamos aí nesse clima Natalino e 2023 sair e você já tá fazendo aquelas espinhas Ou você já tem um peso na consciência porque muita coisa você não fez galera é o seguinte botou na cabeça faz uns pequenos cálculos aqui vai lá e faz entendeu Não fica pensando demais porque senão a gente não faz muita coisa e olha só você pensou em estudar Teologia reconhecida pelo MEC em 2023 e é como eu sempre digo se você procura uma faculdade reconhecida pelo MEC como bacharelado 100% EAD professores competentes uma carga horária pensada aliás deixa eu falar uma carga horária aqui gente ó são 3.440 horas de carga horária da do curso quatro anos Olha só Ah esse negócio de reconhecido pelo MEC nada a ver ah porque as o MEC ele ele prejudica o curso gente eu ouço ainda hoje é 2022 e eu ainda ficou ouvindo esse tipo de comentário ah é porque as faculdades pelo MEC elas se dobraram ao Mac tiveram que botar um monte de disciplina nada a ver vamos lá vamos alguns fatos o Mac exige algumas disciplinas as faculdades que são reconhecidas por ele sim essas disciplinas são inúteis de forma alguma galera de forma alguma um pastor um professor de teologia alguém que quer entrar na área teológica precisa ir além de hermenêutica e exegese grego e hebraico que são disciplinas bem importantes então se você pensa que disciplinas como essa sociologia psicologia entre outras adições que o Mac pede São irrelevantes olha peço que você tá equivocado e tá indo contra até uma maré de pessoas lúcidas e de pessoas que tu pensam sobre o tema porque repito sim matérias bíblicas são fundamentais num curso de teologia Mas elas podem ter esses complementos aí da sociologia da antropologia da Psicologia que nos ajudam demais a pensar a teologia junto com a sociedade então não fica muito caindo nesse papinho aí gente e outra coisa o Mac inclusive valoriza a confessionalidade o Mac valoriza a particularidade do curso de teologia Então pode fazer sem medo numa faculdade de reconhecida pelo MEC que você não vai ter problema algum pelo contrário Isso só vai somar beleza bacharelado reconhecido pelo MEC 100% EAD é na fava para o curso de bacharelado em Teologia à distância da fava par ele é direcionado Para quem para pessoas que procuram se aprofundar no aprendizado das escrituras líderes que queiram se preparar para atender ao chamado de uma vida eclesiástica aliás por favor se você pensa sabe em é plantar uma igreja se você pensa em assumir sério ah estuda teologia gente por favor a gente tá Tá cheio aí de gente que despreparada assumindo púlpito tá feio o negócio viu gente olha tá feio o negócio então por favor se prepara para o negócio também para quem é eu estava falando aqui para quem que o curso é direcionado então ó para quem procura se aprofundar nas escrituras líderes que queiram assumir a vida eclesiástica e também para aqueles que querem se especializar como docente na área teológica Ou seja você quer caminhar aí na área docente da teologia tem que ter o curso reconhecido pelo MEC então simbora fazer esse Bacharel 100% EAD da faba par beleza gente então é um curso Olha só sala de aula online tem acesso a conteúdo exclusivo exercícios aulas que ajudam horários flexíveis tem tutoria tá tutores e professores disponíveis para o aluno então assim a caminhada rumo ao aprendizado ela não vai ser solitária beleza e o legal que os professores e tutores da fava parça São pessoas que amam a igreja de Jesus Cristo amo a igreja servem na igreja isso sem de dúvida faz toda a diferença Então pessoal quer fazer um curso reconhecido pelo MEC 100% online é na favapar beleza Olha lá vestibular tá agendado para o dia 3 de fevereiro então não perde muito tempo galera já entra no link que está aqui em bivotal.com e faça sua inscrição para este vestibular Não esquece de utilizar o cupom Bibo Talk beautiful Tudo junto esse cupom vai te dar uns descontos Tá bom então você tem até início de Fevereiro para se inscrever no vestibular Como assim tem que fazer vestibular e garantir a minha vaga no bacharelado em Teologia EAD Como assim gente é online pessoal é reconhecido pelo MEC Tem um limite de vagas o negócio é organizado então Garanta o seu lugar no bacharelado em Teologia EAD da favapar ele é reconhecido pelo MEC tá bom duração de quatro anos e olha só a mensalidade cabe no seu bolso faça esse esforço e avance aí nos ensinos teológicos junto com a fama par faculdades Batistas do Paraná o link na descrição deste Episódio em bibotalk.com tá bom esse nosso especial de natal e você encontra o link então aqui na descrição deste podcast [Música] gente 2022 acabando e a gente de especial de Natal aqui foi o ano de lançamento do aqueles da Bíblia André ou aquele já é de 2021 nem eu me lembro mais cara pandemia me tirou do tempo cara aqueles é 21 ou 20 Poxa cara eu não sei a convite pega aí tá atrás de ti aí ó a covid afetou Inclusive tem uma pesquisa sobre isso né como a covid afetou a nossa relação com o tempo né Isso é fato não é nem frescura mesmo 2021 aqueles da Bíblia e nós tivemos antes do aqueles da Bíblia os outros da Bíblia de André Daniel raic sensacional e foi nos outros da Bíblia que nós que Já começamos um pouco essa conversa né de mitos e de até mesmo histórias que são parecidas com a história de Jesus e nesse especial de Natal eu queria trazer aqui então a esses mitos essas histórias essas lendas que de alguma forma são realmente parecidas com a de Jesus e quando a gente ouve essas acusações né dos ateus dos agnóstico a acusação é a palavra meio forte mas a gente ouve esses argumentos Ah vocês acreditam em mais um mito vocês acreditam e mais uma lenda aliás até a gente pode começar a diferenciando mito de lenda não sei se tem alguma diferenciação mas vocês acreditam em mais uma lenda Ah porque Jesus é como isso é como aquilo é como aquele outro meus amigos o que que vocês prepararam aí para nós em especial de Natal por onde a gente começa pra falar desses mitos aí que de alguma forma parecem com a história de Jesus e segundo os acusadores né pô eu não tô achando uma outra palavra galera não é acusado é uma acusação né talvez essa esse para essa paralelomania Caraca não espera aí espera aí agora é trava-língua aqui no btkesh em trava-língua aqui na betecast se você se você repetir isso três vezes você faz paralelo Mania paralelomania é um é um termo que costumamos usar para falar dessa tendência às vezes apressada e poucos superficial comparações rápidas entre imagens das narrativas míticas de mistério do mundo greco-romano como também isso pode acontecer com a tradição do mundo antigo como o André há tanto tempo pesquisa essas comparações precipitadas porque você olha algumas alguns pontos dessas narrativas e logo já afirma Opa tá vendo aí Ó mitral mito de Mitra é na verdade Jesus os Evangelhos estão copiando de Jesus aí começam a ser um sistema de de comparações superficiais e acredito também comparações muito a irresponsáveis e rápidas é óbvio que nós percebemos lugares de contato pano de fundo mas essa paralelomania seria essa tendência muito muito acelerada de fazer comparações do texto bíblico com outras narrativas na Bíblia legal esse parte também de uma ideia de que existem existem ideias únicas e originais e que ninguém mais pensa nada parecido com isso E aí qualquer outro pensamento que sai semelhante a isso ou qualquer outra né sei lá narrativa ela foi necessariamente copiada da outra o que é também uma situação uma ideia meio excêntrica me parece né quer dizer não existem semelhanças nunca nas ideias não existem semelhanças nas narrativas claro que existem lá agora ela ser uma cópia já é outra história até porque Como disse o Walter na série Friends brilhantes pensam parecidos e tem uma coisa também aqui o conceito de influência Porque durante muito tempo especialmente por conta dos os estoicistas aqui a método histórico histórico crítico crítica das formas crise da tradição tinha-se aquela compreensão de que os textos eram escritos a partir de outras tradições mas numa lógica muito reducionista como se sacerdotes ou autores do novo testamento te estivessem com esses textos em mãos copiando-os diretamente influência como uma espécie de cópia direta influência como um tipo de imposição de um texto O que leva ao conceito de não autonomia de uma espécie de ato ato a não correto o ato criminoso quase que uma ação para burlar a verdade uma manipulação Então esse conceito de influência é muito reducionista porque a cultura ela é tratada por algumas teorias como um texto isso existe um texto em diálogo com outros textos então a presença de imaginários diálogo com outras perspectivas isso é natural é assim que a cultura se desenvolve assim que a linguagem age é assim que a linguagem se estrutura Então até o conceito de influência a gente precisa tratar com cuidado né quer dizer influência como uma espécie de uso direto de outros textos para de alguma forma enganar os meus leitores essa compreensão realmente ela ela atrapalha parece ser erudita alguns usam até um espaço acadêmico para esse tipo de de afirmação mas por vezes não passa de preconceito positivista e negação de valores ou negação do valor do texto do texto Sagrado do texto bíblico sensacional mas muito bom muito bom boas observações iniciais Mas vamos lá então gente André não sei se a gente pode conversar contigo porque eu já lembro dos outros da Bíblia que que você lembra aí da sua pesquisa que tem povos do antigo né do antigo Oriente próximo e tal que de alguma forma são histórias parecidas com a história de Jesus basicamente né filho de Deus quem nasce de virgem é que ressuscita e que tem e Inclusive eu lembro que tudo me fala até de histórias que se fala até de uma parausia né de que vai voltar para buscar a galera aí não sei se tem alguém esperando ainda acho que até tem não é que são pontos de contato como Kenner tava falando de determinados detalhes não é nunca é digamos assim a narrativa completa é um detalhe dela então por exemplo lá no zoorastrias Você tem o xaoxiante que é a expectativa de um Salvador de escatológico no final dos tempos que vem da semente do profetas zoroastros aratustra tem uma virgem que esse banha no Lago E aí Sai fecundada e aí nasce o chão chiande que né No final das contas traz a palavra de amor acaba morrendo pendurado e depois ele vai ressuscitar e voltar para julgar o mundo etc com os anjos de amor a mais e tal então tem coisa em contato que fica muito semelhantes esse mito aí esse mito né ele tá dentro do zoolastino que que às vezes se discute em que momento ele acontece né Alguns vão colocar lá na época do do profeta talvez do século VIII antes de Cristo eles vão dizer que vai acontecer só depois de Cristo então tem toda uma discussão em torno disso né que a gente não não consegue às vezes situar o local da história O que define depois né O que que veio antes onde estão as influências digamos assim mas o que o que tem também nisso digamos né que eu estava falando questão do detalhe né é que se você vai para outros detalhes são muito diferentes deixar oxente na tradição zoroastrias até o terceiro Salvador que virá dentro de uma cronologia longa e tal né é o último deles né então tem uma série de detalhes depois que eu não sei muito diferentes mas a na semelhança se pega então a questão de que olha né o mito de Jesus né usando o termo que se usa ele está dialogando com esses mitos né é outro dele é o do Sol Invictus né como o que na introdução dele ali né o sol Invictus é uma uma adoração solar que está presente né é um resultado também de várias outras adorações Solares que existem nas tradições antigas desde o Egito também no mundo grego de Apolo Helios e que vai desembocar no mundo romano e depois no tempo dos imperadores vai se tornar o principal culto Imperial o culto do sol invictos também a tradição do nascimento de Mitra então quer dizer é um caldo de tradições que se misturam na nesses cultos e que de alguma maneira vão também aparecer na tradição bíblica e na narrativa de Cristo não queria falar o seguinte o lugar do Sol nesse nesse conjunto nessa rede de textos e de memórias e de narrativas né você tem aquela coisa do solstício de inverno Quanto isso vai produzir em várias culturas uma série de práticas litúrgicas narrativas que vão tentar por conta desse contexto aí desse período em que o sol parece vencer porque o dia é mais longo nós brasileiros a gente não tem tanta essa ideia do Sol né tipo assim a gente não é o verão o verão praia enfim em lago Independente de onde você mora mas quem é mora em lugares onde neva onde o frio é de rachar o sol realmente é uma parada sensacional assim tipo é uma ressurreição é uma ressurreição tipo então é que nós por morarmos um país tropical abençoado por Deus e bonito por natureza é nós não temos tanta essa ideia do Sol assim tipo ah meu verão né agora se você vai pra qualquer cultura onde neva entendeu Mano é o verão é realmente onde é uma coisa Espetacular assim a gente tem que aproveitar o máximo esses três meses dois meses depende da região porque depois meu irmão é é escuridão é cinza é chuva é Neve complicar é e é isso aí vai criando uma espécie de arquétipos da Ressurreição a partir da renovação da natureza da presença do Sol da mudança do clima da transformação do ambiente veja todas essas essas ideias essas metáforas vão criando o mesmo um tipo de Horizonte do novo do renascimento então assim Isso faz parte do que talvez um teórico a Russo né um meletisque vai chamar de arquétipos míticos literários que é o seguinte são sistemas arquetípicos que acabam tendo perenizar perenidade permanência contínua em diversas narrativas míticas e textos por conta de uma resposta muito parecida que a humanidade dá diante dessas experiências não é quer dizer esse sol que sobrevive a essa essa cinzenta realidade esse sol que fica mais tempo durante um dia mesmo no hemisfério norte sabe então quer dizer isso tudo vai produzindo respostas textuais ritualísticas míticas muito parecidas não é muito parecidas então é sedutor você depois encontrar num texto bíblico a ideia da Ressurreição e logo pensar bom tá vendo ó daqui vem a ressurreição só quando você coloca a lupa você vai percebendo que a narrativa bíblica fala de uma ressurreição por exemplo ou de nascimento vaginal de nascimento de uma divindade com detalhes diferentes ah com resultados diferentes Então essa aparente aproximação vista de longe nos confunde mas quando nós vamos quando a gente sai desse lugar é superficial geral e começamos a ver os detalhes é óbvio que você percebe diferenças e mensagens diferentes e impactos completamente diferentes sim até a gente pode ficar um pouquinho dessa ideia do Sol Invictus porque a própria o próprio Natal tem todas essa discussão lá porque a do natal é pagã e tem a ver com isso né ou seja em determinado momento da história onde se tinha um culto a a qual era a divindade do Sol Invictus o nome é 25 de dezembro é Mitra Mitra e Ou seja a essa então quando o Imperador se converte eles ressignificam essa data e passa então Adorar Jesus né ou seja há uma troca de divindades é mais ou menos isso A História do Natal o novo viajando mais ou menos né porque às vezes me ajuda aqui né não sei porque eu falo assim ah vamos vamos fazer o seguinte a se adora Mitra me tratar ligado ao Natal vamos trocar botar Jesus as coisas na cultura não acontecem assim não foi gradativa e tal e de certa forma há uma há um ressignificado porque o me traísmo era um culto importante no Império Romano ele vai ganhando muita força então algumas inclusive algumas ideias ligadas ao me traísmo são posteriores e são influenciadas pela tradição Cristã Então essa coisa quem veio primeiro né as narrativas de Mitra ou os Evangelhos tem coisa na tradição de Mitra que tem alguns algumas ideias que são anteriores mas não pertencem sua Mitra mas a todo é uma rede de mitologias e outras que surgem depois e que por sua vez tem a presença sim da influência Cristã porque a a alguns inclusive vão dizer que há uma disputa no Império Romano entre o me traísmo e esse cristianismo ou esses cristianismo que estão ganhando tanto espaço é no império vence o cristianismo né a tradição Cristã vence inclusive há um há uma perseguição uma uma negação e até tentativa de de eliminação das práticas é ligadas ao me traído sim ou seja o cristianismo a partir de quando começa a partir de 325 começa a ver essa perseguição mais ou menos que de povo perseguido passa a ser perseguidor né Não só depois de ter o dose 380 e poucos 390 em diante ainda não tão diretas assim mas é bem mais tarde não é Constantino não Constantino é o tolerante né aquele que abraça todo mundo Olha isso é esperto né tá mantendo a coesão do império aí [Música] mas olha só então a gente tem esse essa ideia da Mitra como Kenner trouxe aqui que depois então vence a o grupo de Jesus assim dizer então é ou seja as narrativas de Jesus ocupam esse espaço e por isso que a gente celebra hoje no dia 25 de dezembro mais ou menos isso em linhas Gerais certo quais são eu vim aqui na pauta aqui né que você colocou outros mitos que que de alguma forma se assemelham né Oros de Jesus ora o seu país que eu conheço olhos egípcio não é isso é tá ligado também ao Deus sol e tem e tem e tem aquela aquela compreensão de que é ele ele volta a vida não é que tá que tá ligado profundamente aos mitos da renovação da natureza da renovação da fertilidade Então você você não só isso você pode voltar até mais né a morte Baal é voltar no sentido de pertencer aquele contexto da região Ciro palestinense que Baal para nós obviamente que leitores do texto bíblico né Baal é é visto de forma muito negativa Alguns vão até linkava coisas malignas etc mas quando você vai acessar alguns textos que narram os os ciclos de Baal e tal é aquele que traz a renovação né ele ele ele morte quando vence a natureza toda murcha e tal ele voltar ele ressurgir tá ligado ao ressurgimento da da da flora das Flores quer dizer você tem isso mesmo na mitologia do mundo antigo nas mitologias do mundo antigo né ligado-se especialmente a fertilidade o que produz cultos da fertilidade cultos e herogâmicos né é para quem já já assistiu lá o o ajudante é ou leu tem uma cena que tem uma cena assim que a menina fica assustada que tá tendo uma série de práticas sexuais com as más aquilo são hierógmicos né são cultos e aeróbicos ligados exatamente a essas narrativas é que apresentam os deuses na criação ou na renovação na construção agora de uma realidade de fertilidade por isso que se deve se cantar essas narrativas para que a fertilidade volte Você tem uma série de ritos tudo isso aqui de alguma forma traz a memória a ideia da Ressurreição esse Deus voltou Eles voltam do mundo dos mortos ou uma outra divindade é usada para tirar este Deus que foi pro mundo dos mortos para que ele volte ele voltando e tal a fertilidade volta também isso tem sim nos mitos egípcios isso tem sim nos mitos ali da da Palestina e titas a aquele Rancho que foram encontradas as tabuinhas lá das dos ciclos de Baal quer dizer de alguma maneira nós temos aqui a presença de narrativas míticas que apontam para seres divinos que estão entre os humanos para divindades que voltam do mundo ah do mundo dos mortos não é então é isso tudo de alguma forma eh hoje nem tanto mas durante muito tempo serviu para essa relação de paralelismo meio que meio que rápido demais é E aí se a gente pensar aqui Jesus né primeiro século aí da era Cristã né o caldeirão religioso era essas ideias estavam Eu imagino ali rolando pela Palestina isso era conhecido então da do povo aqui ouviu falar de Jesus enfim a história de Jesus ao ser contada no primeiro século ela era uma história que não soava tanto um absurdo Eu imagino então porque Por conta desses paralelismos Então essa é uma história que faz sentido essas histórias fazem sentido elas não são é a história de Cristo ela não é algo absolutamente inovador no sentido Olha nunca imaginei uma coisa dessas algum alguma escora numa percepção da realidade do mundo concreto tem que ver né então me parece que pontos de contato são fundamentais até para a própria compreensão da mensagem do Evangelho né então é esse é uma das questões que que eu tenho refletido ultimamente e tem um detalhe importante também a gente tem que lembrar que não é apenas a tradição Cristã a partir de Cristo que foi encontrando esses pontos de contato e traçando Paralelos nós temos isso na tradição verter o testamentária também quer dizer quando você pega um hino né que se exalta que Deus vem cavalgando sobre as nuvens a tempestade o precede né e tal ele tá usando aquilo que é uma tradição dos cultos de Baal para dizer o que Deus é o verdadeiro Deus Senhor do Tempo verdadeiro Senhor da Renovação verdadeiro Senhor da Tempestade o verdadeiro guerreiro e tal né é Jeová e a Vectra né que é o verdadeiro Deus e não mal então há também de fato é uma conversão dos mitos pagãos por parte da tradição Judaica ou Hebraica antiga ele já estão assimilando isso utilizando no louvor a Deus mesma coisa a questão da páscoa a Páscoa ela pega o que um rito né que é vinculado a Justamente a colheita que é justamente um dos ritos pagãos que está relacionado ao ciclo da natureza e historiciza ela ele pega e coloca nele a história do Êxodo então agora nós celebramos isso porque porque Deus nos tirou do Egito porque Deus invadiu a história então ele pega o que era um rito cíclico Pagão transforma ele num numa narrativa Cristã de que Deus entrou na história então o cristianismo não faz nada de novo em relação a tradição pregressa ele acaba sumindo determinadas metáforas do paganismo para si né historicizando Essa metade não Cristo se fez carne que isso está entre nós ele tornou essa expectativa do paganismo numa realidade concreta da história e além eu acho que também um ponto importante aqui André é como a tradição Cristã deve muito mais ao judaico do que a qualquer outra expressão religiosa isso tem que ser dito com muita firmeza porque um exemplo nesse paralelismo doido é que as pessoas costumavam fazer Eles já iam Logos Já iam Já iam atrás de Heráclito neoplatonismo tradição órfika e etc aí você vai para você Você vai você encontra lá nos humanos crismar morto a sabedoria na Bíblia Hebraica e também nos textos dos judaísmo grego você percebe que o cristianismo ele faz esse processo de ressignificação ele encontra em Jesus a partir dos óculos destas tradições judaicas mais do que qualquer outro plano de fundo do mundo greco-romano ou mesmo anterior mas por sua vez esses textos da Bíblia Hebraica obviamente porque assim que os textos são escritos na história e no mundo antigo eles estarão sempre em diálogo com essas outras culturas e tradições como você mesmo mostrou nos dois livros escritos aí sobre sobre isso só que isso não é um problema isso não é um mal porque próximos vídeos nós entendemos que a nossa fé é uma fé que tá ligada à Encarnação e essa fé que tá ligada Encarnação ela não nega cultura não nega a história isso é um ponto segundo ela lida com texto e o que que é um texto o texto é um sistema resultado de encontros de outros textos hoje nós sabemos pelas tradições sempre pelas pesquisas semióticas pela análise de discurso que não existe um texto sem outro texto você não não há a existência de um de um de um sistema de significado materializado em letras e linguagem se não estiver em diálogo com outro sistemas e significados um texto não surge a do vácuo então obviamente os textos bíblicos vão surgir a partir dessas relações interpessoais então assim é a condição de ser texto Então se a condição de ser texto e a Bíblia é o lugar da revelação de Deus e a Bíblia texto obviamente esses textos estarão nessa nessa circulação e em diálogo com outros textos isso não desqualifica o texto muito menos desqualifica a tradição isto só mostra o quanto a tradição e o texto surgem a partir de uma de um sistema cultural e assim que as coisas acontecem tomando um exemplo aqui voltando lá para a questão do Sol Então você tem essas comunidades cristãs que estão Relembrando ou celebrando o nascimento de Cristo isso não é uma uma festa determinada na tradição bíblica antiga é algo novo que tá surgindo porque nós vamos lembrar disso Aliás toda celebração da Santa Ceia é uma memória de da Morte Ressurreição de Cristo então gradativamente mais pensando também sobre como Cristo nasce e de repente você tem eles vivendo um ambiente no qual a um culto do nascimento do Sol que é a divindade principal e nesse culto existe uma metáfora muito importante que é o que a metáfora da luz do mundo a metáfora do Sol que brilha sobre todos e traz a justiça a todos e essas comunidades cristãs sim o texto de Malaquias que diz o que que virá um dia o sol da justiça e brilhará sobre todos etc etc você vai encontrar nas mesmas metáforas em outras religiões e de repente você pensa assim cara isso aqui é muito válido para aquilo que eu faço nós estamos falando da mesma coisa é um processo que não é nunca unânime também a pessoas que a grupos e pensadores vão dizer não isso não pode ser feito outro vamos dizer sim isso pode ser feito estamos falando da mesma coisa ou esta religião está usando uma comemoração e usando uma metáfora que na verdade é anterior é nossa é de Cristo Ele é o verdadeiro sol da justiça ele é o verdadeiro sol Invictus que vem Será e no final dos tempos Então essa metáfora da religião na verdade não é dela ela é Nossa então o que que esses cristãos acabam fazendo eles acabam convertendo os mitos e as metáforas pagãs a Cristo Acontece uma conversão dessa metáfora e traz ela então e diz legitimamente ela pertence a Cristo não pertence a ela eu costumo brincar com aqueles batizam né batiza o batismo à cultura o caso do dia 25 a ideia do dezembro dia 25 é exatamente isso né é esse solstício esses cultos ligados a a renovação e a força desse sol invicto o 25 tá ligado de alguma maneira amitra não é imita é um culto muito importante no império romano e aí a tradição Romana vai traduzindo isso para a figura de Cristo porque nós sabemos que não há uma data exata pro nascimento de Cristo abriu provavelmente ele não sabe você tem algumas algumas informações assim sobre sobre isso mas não dá para você dizer isso ah Jesus nasceu em abril o cristianismo oriental durante um bom tempo e alguns até hoje comemoram o nascimento de Jesus lá em Janeiro por conta dos Reis Magos não é janeiro é verdade seis e sete de Janeiro porque eles contam a presença dos Reis Magos como sendo o momento axial para se pensar o nascimento aí nascimento de Jesus aliás aliás um parentes aqui Luiz Magos daria um baita Episódio em Porque pensa numa paradinha com a falei cara não e para mim o mais complicado é esse negócio tá em Mateus mano Pois é pelo pelo pela pelo negócio do Mateus ser muito ligado a tradição Judaica tradição Judaica e porque está num num bloco do Evangelho de Mateus que tem uma uma tendência teológica radical de ligar Jesus a história de Israel e um nível muito mais profundo que a gente encontra nos outros evangelho então assim aí lá no mês você tem você tem astrólogos né É É caraca agora enfim mas deixa para outro Episódio aí porque galera é muito legal aliás assistam tem no YouTube o quarto magro muito bonitinho o filme com marketing é bem bonito ele quer levar ele tá levando presente pra Jesus né então é a saga de um desses Magos se perde dos outros se eu me lembro bem e ele sai por aí ele quer encontrar o meta ali né Ele é guiado pela estrela ele quer encontrar ele no fundo enfim aí tem toda a história do filme uma horinha acho que é o quarto magro nome Martin Sheen é bem bonito uma mensagem profunda agora o o André falou uma coisa interessante porque ele ele lida de maneira muito muito bonita e piedosa com estudo eu acho que esse é o caminho né esse é o caminho agora esse tipo de paralelismo também gerou algumas coisas estranhas que me parece que é o que provoca a nossa o nosso esse podcast esse esse esse episódio né porque você tem lá a teoria do do mito de Cristo ou seja que vai Inclusive relativizar a possibilidade da existência de Jesus por conta da sua relação com estes mitos os mitos de mistério Romano os mitos persas quer dizer você tem você tem uma tradição teológica que vai negar ou vai no mínimo relativizar as próprias claro que são poucos acadêmicos hoje até os mais críticos não negariam a a existência Histórica de Jesus colocariam em cheque se esse Jesus histórico é exatamente Se Jesus que a tradição é recebeu mas esse tipo de comparação produziu uma relativização da existência Histórica de Jesus quer dizer Jesus é só uma criação uma colcha de retalhos destas narrativas míticas romanas por um movimento que estava tentando se estabelecer no império e o metrismo se torna aí um lugar eloquente para eles eles confirmarem isso né coisa do do de Mita sacrificar um touro e no culto de metra comer a carne e beber o sangue desse touro a ideia de metra ser ser é aparecer na econografia a cercado de 12 12 símbolos do Zodíaco algumas é então assim isso vai produzindo uma compreensão extremamente radical acho que entendo como uma visão também cheio de preconceito em relação ao cristianismo para negar aliás que Jesus fosse uma figura real mesmo com com evidências como os textos lá de Tácito Flávio Josefo e outras coisas [Música] é uma das coisas que que esse pessoal que que tá critica demais assim eventuais influências ou trocas com outros símbolos e símbolos e outras crenças e religiões é uma espécie de crença meio imanente ou de ele é meio anemista nos símbolos né como se digamos assim ah existia uma árvore né na tradição Germânica e esta árvore está vinculada a um culto Pagão E se eu trouxer uma árvore para dentro do culto Cristão esse aí vai trazer junto essa maldição do paganismo parece que está infectando o teu culto e tua fé como se os símbolos não se ressignificassem ao longo do tempo e não ganhassem novos tons e novas perspectivas em diferentes culturas a própria questão se pensar lá do vinho na Páscoa Pô não tem vinho lá na Torá ela entra depois entra como como é que vai entrar provavelmente uma influência grega que coloca o simpósio de um grego dentro da tradição Judaica já na época de Cristo consolidada e vai transformar isso na nossa ceia com pão e vinho que deriva da páscoa tá tudo interligado e vai ganhando novos significa o vinho da fé cristã e dizer que é pagã porque veio do mundo grego então não vão eliminar então Jesus tá doido não tem mas os judeus já fizeram antes nota a questão toda não é tão simples assim então eles vão se ressignificando então a própria questão da árvore de natal por exemplo tem lá a história né de na Alemanha lá agora esqueci o nome do santo que derrubou o Carvalho de Thor E aí apresentou uma outra árvore que é o Pinheiro e essa árvore cristã que tá a própria árvore tem símbolos metáforas ligadas à vida né A Árvore da Vida lá no Gênesis então isso tudo vai se intercambiando e ganhando novos significados ao longo do tempo então às vezes mesmo um símbolo digamos sei lá guirlanda que é um símbolo da eternidade do mundo grego Romano ela vira símbolo do Natal ela vira símbolo também usado nos nossos túmulos né você bota as coroas de flores é relacionado a eternidade vai ganhando novos significados que importantes para comunidade que celebra e ela não carrega junto a si um poder imanente de fazer algo essa é a questão é o poder da linguagem que tá posto aqui isso aqui é importante Se você não entendeu eu acho que isso é muito importante você prestar atenção querido ouvinte porque muito de batalha espiritual que a gente vê na internet aí de cortes de Podcast é isso Ah porque a origem disso é isso isso aquilo gente a origem em última análise já não importa mais tanto porque isso foi sendo ressignificado porque se a gente ficar nessa de origem você não vai querer saber da onde veio essa ideia de sacrificar animal não irmão para expiação de Pecado não sobra não sobra nem antigo testamento cara não sobra nada antigo testamento muito cuidado com essa galera da batalha espiritual porque eles forçam algumas coisas não porque a origem disso é isso gente A Origem eu vou repetir para ficar bem claro em última análise ela já não importa mais é o que foi sendo feito com aquilo ao longo dos séculos do tempo e vai porque repito se a gente ficar nessa de a origem de determinada coisa e meu amigo batismo de João Batista a é ritos do antigo testamento não vai sobrar Bíblia para você adorar a Deus e conhecer a Deus exatamente o evangelho de João por exemplo velho porque o evangelho de João ele faz uma coisa que é muito própria dele é a topografia de Jesus Jesus vai a Jerusalém quatro ou um pouco mais de vezes e quando vai ressignifica os os as festas judaicas quer dizer então eu não vou eu não vou levar em consideração o que Jesus mostra ser a parte das festas judaicas porque agora eu tô na graça e as festas judaicas Elas seriam uma espécie de valor é um valor menor sombra e tem outro ponto também né o sim isso aqui o que o André tá falando é que tenha muito a ver com teoria do símbolo o símbolo não tem o sentido em si o símbolo ele ganha sentido na maneira como eu o consumo individual e coletivamente então a ideia da árvore de Natal mesmo né a pessoa eu posso ter uma raiva de Natal não posso que essa árvore tá ligada a uma série de mitos e narrativas religiosas sim a árvore sempre teve lugar sagrado no mundo antigo e e e tá ligado a todo esse Imaginário mas agora quando eu coloco uma árvore de natal dentro da minha casa esse poder simbólico vai apontar para outro significado e para Outras funções que agora tem a ver com a função de embelezar de lembrar de lembrar o natal de lembrar a festa do Nascimento de Jesus de lembrar a solidariedade entre a família de trazer Memórias de celebração quer dizer o símbolo vai ganhar o seu valor a partir do consumo a partir do que ele significa quando ele é utilizado Ah você diria assim Ah mas então eu posso pegar agora a suástica e usar como quiser o problema é que a suástica ela representa na sua recepção a desgraça do né do nazismo que é muito diferente do que ela representava na tradição oriental então árvore não a árvore ela ela tem um lugar diferente eu recebo perguntas direto posso usar árvore de natal em casa falei não sei se você pode ou aqui em casa eu uso então assim eh eh eh eh eu acho que tem tudo a ver com que o André tá falando aí sobre o poder do símbolo né cara minhas grandes Memórias de infância de Natal era uma árvore era as árvores naturais que meu pai tinha quatro plantadas no pátio e ele cortava uma por ano quando chegava no quinto ano a primeira já tinha crescido o suficiente para cortar de novo então os Pinheirinhos né aí é muito Roots né André a minha é de plástico também vamos lá e aí sim e aí o mais Roots ainda é o seguinte não não tinha luzes elétricas nela era um velas meu Deus Imagina é uma casa de madeira com árvore e velas mas cara pensa na beleza da luz e da dessa árvore de natal Ainda bem que não tinha Conselho Tutelar na época sensacional cara o que que estão fazendo com as nossas tradições que estão enterrando elas todas em nome de um de um mito de origem de uma pureza original de alguma coisa que simplesmente não existe meu amigo exatamente agora gente vamos lá é essa conversa ela realmente pode ter o caminhos e uma segunda parte mas como é que a gente amarra é pastoralmente tudo isso agora então a gente viu que realmente há semelhanças a em relatos de lendas de mitos e que a história de Jesus o fato Jesus ele ou mito Jesus né a gente pode explicar a palavra mito aqui também porque há um preconceito no mundo evangélico meio bobo as vezes né as pessoas têm medo da palavra mito enfim já explicamos isso várias vezes aqui no btcast também a principalmente até na série os outros da Bíblia a palavra mito já foi bem é explicada várias vezes mas cabe uma explicação aqui também se os meus convidados quiserem Mas e aí nós acreditamos na historicidade de Jesus Cristo ou seja Jesus Cristo filho do o homem filho de Deus 100% homem 100% Deus enfim acreditamos na ressurreição corpórea de Jesus acreditava Ok se acredita ainda né Kenner só para ficar para saber se eu te convido ainda podcast Claro claro que acredito sem isso a minha fé é né exato então viu gente a gente não é liberal tá porque a gente acredita na ressurreição corpórea de Jesus Cristo Tá bom então para de chamar a gente Liberal pode chamar a gente de outras coisas mas liberar não tá não cabe mais mas vamos lá então a gente acredita e para nós é como é que a gente lida com isso então né ok a gente tem esses mitos essas lendas e nós temos o relato de Jesus nos Evangelhos e toda a tradição Cristã como é que a gente amarra isso é Enfim acho que dá pra gente explorar a entrada do André e por aí vai né enfim mas ó Kenner como é que você amarra então é pastoralmente essas questões é primeiro a essa esse paralelo não é um paralelo a Hips líderes né não é que é uma cópia esse tipo de anúncio apocalíptico bombástico bom descobrimos que Jesus foi uma invenção dos Evangelhos copiando esses essas narrativas essas histórias Cara isso não é verdade aqui não é uma apologética eh infantil o amedrontado não porque não é verdade mesmo há uma série de detalhes na história de Jesus que por mais que aproxime Jesus desses mitos como de Mitra o Afasta a começar pela compreensão histórica disso quer dizer Jesus ele ressuscita historicamente para vencer a morte e produzir a vida isso não está nem mesmo nessas lendas e nesses mitos de ressurreição então a ressurreição de Jesus um exemplo a ressurreição de Jesus Ele aponta para uma consequência teológica diferente né segundo quando nós falamos do Nascimento de Jesus não é os mitos que falam do nascimento virginal de algumas dessas figuras o próprio Mita não são claros nesse ponto eles trabalham de forma muito muito inquestionável e algumas dessas tradições são bem posteriores a começar aqui nós sabemos pouco sobre Nitro o que a gente sabe sobre Mitra são a Fontes indiretas e é restos arqueológicos de estruturas de cronografia e etc então a o que parece ser tão próximo e tão e tão a paralelo Quando você vai olhando com mais critério mesmo na academia que não tem compromisso com o cristianismo em si percebe que há diferenças reais gritantes segundo acho que assim já passo pro André a minha fé ela não precisa estar estabelecida em uma compreensão de que as narrativas e os textos bíblicos sejam a históricos sabe extraordinariamente desconectados da cultura isso é o contrário do que a gente crê inclusive entende Nós cremos em Cristo que é maior do que o texto e um texto que fala sobre esse Cristo Logo esse texto ele vai assistir a partir da dinâmica da textualidade e dinâmica da textualidade tem essa coisa do diálogo com outros textos como eu já disse então isso não toca na nossa fé Isso só mostra que Deus escolheu um caminho que não é um caminho num caminho da descoturação ou da deseturização ou da desumanização da sua Revelação então a sua Revelação passa por aquilo que é humano social histórico cultural e dialoga com isso Lembrando que Deus está acima inclusive do texto o texto é só o mecanismo a partir do qual através do qual a gente acredita encontrar ouvir e se relacionar com esse Deus então assim eu acho que a nossa fé não pode ser uma fé frágil a ponto de ter que negar a cultura e as relações desses textos para que ela sobreviveu pelo contrário isso me dá ainda mais a credibilidade isso ainda me dá mais amor por esse Deus que escolheu na cultura se revelar e se ele escolheu na cultura na Encarnação se revelar logo esses detalhes da cultura vão aparecer o tempo todo em torno desse dessas coisas que são tão importantes para nossa fé as narrativas pagãs as narrativas falar em Pagão é um anacronismo né porque o Pagão é um xingamento dado pelos cristãos depois que eles tomaram conta aí a gente começa a chamar ele paganismo tudo que vem para antes do cristianismo Mas vamos chamar de pagãs as narrativas pagãs e os mitos pagãos eles trazem junto delas uma série de metáforas e uma série de narrativas que falam muito do desejo humano de algo ele apresenta uma uma necessidade algo que ele precisa essa necessidade da Ressurreição essa necessidade do divino essa necessidade da restauração de uma renovação de tudo isso isso está presente em diversas narrativas em diversas histórias e elas por isso mesmo vão ter muitas semelhanças com a tradição bíblica também porque afinal de contas a revelação briga também trata dessas desses assuntos mas de outra maneira E aí vou terminar eu comecei com luz vou terminar com o token contou quem diz ali no livro eu tenho a versão chamada sobre histórias de fadas Mas que é traduzida agora como árvore folha e ele diz o seguinte os Evangelhos contém uma história de fadas ou uma narrativa maior que engloba toda a essência delas mas aí ele vai dizer outra coisa tudo isso que as tradições né das religiões contam como fadas como uma história cíclica como a narrativa de essência como um mito e tal ele vai dizer o quê que em Cristo elas acontecem concretamente na história elas acontecem ali que ele vai chamar de grande é o catástrofe que é a virada do final feliz as coisas vão dar certo porque Cristo veio a nós e aí ele conclui e diz o seguinte que essa história crista dos Evangelhos Apesar dela conter englobar todas a essência dos mitos ela é essencialmente verdadeira ela é Suprema ela é verdadeira E aí ele diz o seguinte a arte foi verificada Deus é o senhor dos anjos e dos homens e dos Elfos a lenda e Vitória encontraram-se e fundiram-se Então essa é a questão as lendas a lenda e a história encontraram-se e fundiram-se se fundiram em Cristo porque ele apresenta justamente as expectativas que existe nessas metáforas ele apresenta na história e Nós cremos por isso o mito se fez carne olha aí que maravilha gente é isso obrigado obrigado mesmo Kenner Obrigado André pela presença de vocês e agradecendo ao Kendall André Agradeço a todos vocês que gravaram btcast comigo em 2022 agradeço de coração mesmo a vocês que fazem esse programa ser o que é que leva um conhecimento Piedade amor pela obra amor pela igreja amor por Deus aí há milhares de pessoas Então assim muito obrigado mesmo a todos vocês que gravaram seja um seja 10 aqui comigo em 2022 agradeço claro a você querido ouvinte do btcast você que ouve no site você que ouve no Spotify no Deezer na Amazon na Apple é houve no YouTube sei lá ouve no é Podcast addict no Google podcast onde você ouve Muito obrigado pela audiência em 2022 tivemos programas incríveis marcantes foi um bom ano para o btcast crescemos e com certeza ajudamos a igreja a amadurecer teologicamente lançamos livros enfim um ano maravilhoso e 2023 se Deus quiser e assim permitir estaremos aqui com o André estaremos aqui com Kendall inclusive ambos com livros novos aí publicados sensacional Estaremos com os demais convidados e amigos do bivotal estaremos aqui se Deus quiser e assim permitir lembrando então que o btcast vai dar uma pausa agora sim a gente respeita o descanso e a gente vai dar uma pequena pausa mas voltamos em janeiro de 2023 no dia 17 de Janeiro já vai ter btcast fresquinho pra vocês inclusive já está gravado está sensacional e a gente volta Então a nossa programação normal do dia 17 de Janeiro mas é isso acabei agradecendo não dei espaço para vocês Kenner Obrigado André obrigado valeu valeu Bibo obrigado muito obrigado aí pelo pelo convite por mais uma vez tá com vocês aqui Valeu É sempre bom estar com André e com os demais e contigo Espero que 2022 termine bem para todos nós 2023 seja aí feliz e cheio de alegria Amém assim queremos amigo obrigado de novo vai-te embora 2022 e que terei tenhamos um 2023 menos neurótico nesse meio evangélico vai te embora é sensacional vai te embora 2022 e que venha 2023 é isso gente voltamos ano que vem se Deus quiser assim permitir Fiquem todos na paz do Senhor Jesus [Música] esse podcast Foi editado por thuller bibliotal que Produções