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A fé vem pelo ouvir

Linguagem, Fé e Comunicação: Do Logos à Palavra | Leandro Abrantes | IBNU | 12

Linguagem, Fé e Comunicação: Do Logos à Palavra | Leandro Abrantes | IBNU | 12

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[Música]
Olá pessoal muito boa noite bom dia boa
tarde
sejam todos muito bem-vindos ao nosso
curso linguagem fé e comunicação E hoje
nós estamos na nossa 12ª aula a nossa
aula final nossa aula de conclusão desse
curso é que tem o título do logos a
palavra texto bíblico e comunicação
e na aula de hoje a gente vai
fazer uma breve revisão daquilo que a
gente
conversou durante o nosso curso durante
essas 12 aulas nessas 11 aulas foram
três meses
refletindo sobre a língua falando sobre
a fala mas falando sobre a fala pensando
sobre a fala será que alguma coisa nova
né O que há de novo na fala porque
afinal Como diz aí a sabedoria Popular
Até papagaio fala mas será mesmo
qual será a diferença entre a fala
digamos dos animais né a comunicação dos
animais das flores e a forma de
comunicação a linguagem no ser humano
como é que a gente entende isso na no
âmbito da linguística moderna bom para
começar os animais que têm Essa é que
tem sonhos que tem alguma forma de
comunicação essa forma de comunicação
tem a ver com o instinto
Então essa forma de comunicação presente
em alguns animais tem a ver com uma
reação ao meio
então
um certo é latido de um cachorro um
certo som feito por um grupo de lobos ou
um certo som feito por um animal
geralmente tem a ver com uma resposta
algo que está acontecendo no meio é que
eles são ou Aquela aquele recurso né
digamos é um recurso que o animal tem de
maneira instintiva para demonstrar para
outros animais né da do seu grupo do seu
enfim questão no entorno sobre algo
alertar sobre algo
Além disso o repertório né que que a
gente verifica um repertório restrito
são poucas as coisas que podem ser
comunicadas pelos animais são poucas as
digamos mensagens entre muitas aspas são
poucas as mensagens que podem ser
utilizadas por esses animais que tem
alguma forma de comunicação é então além
de ser algo previsto no seu instinto
algo que seja uma reação ao meio é o
repertório É restrito e não há
articulação não é isso contribui
inclusive para essa restrição do
Repertório essa restrição do número de
não existe uma uma
variabilidade não existe um número muito
grande
de
tipos de de
ações que podem ser produzidos ou frases
né que podem ser produzidas por esses
animais agora vejamos aquilo que
caracteriza a fala no ser humano né
porque o ser humano fala o ser humano no
ser humano a fala não é não está ligada
inteiramente
ao
instinto do ser humano a fala não é
apenas uma reação ao meio né claro
alguns sonhos algumas coisas que a gente
diz podem até ser reação ao meio mas
também podem ser fruto de uma criação
então um ser humano não só é quando fala
não só reage algo que aconteceu não só
fala Para sinalizar um perigo ou de
alguma coisa mas o ser humano fala
também para criar coisas criar mensagens
né para comunicar e exprimir quer dizer
para é fazer que a sua ideia seja
compartilhada na comunidade né para
compartilhar o seu pensamento com outros
com outros seres humanos e também para
exprimir seus pensamentos não é mesmo
mesmo quando não há aí a proximidade de
outra pessoa há também a possibilidade
da fala como um meio de expressão
expressão daquilo que se sente daquilo
que se pensa
o repertório no caso da fala humana é
virtualmente infinito né Então as coisas
que podem ser ditas as coisas que podem
ser
faladas pelos pelo ser humano não são
não perfazem um repertório finito é
porque é virtualmente infinita a
quantidade de frases ou quantidade de
mensagens que um ser humano pode
produzir é primeiro porque a questão da
dessa criatividade né questão disso não
estar atrelado
a sua a sua natureza nem a o que está em
volta seu meio em volta mas também por
conta da articulação a fala humana é
articulada O que quer dizer que a gente
usa elementos menores para em combinação
né combinando esses elementos menores
a gente cria elementos maiores
estruturas maiores então por exemplo o
som é os sons que a gente usa nas
línguas humanas que existem todas as
línguas têm o mesmo perfil né um som
sozinho não quer dizer nada então um
sons um som um som e a sozinhos eles não
querem dizer nada mas esse sonho se
combinam de maneira virtualmente é
ilimitada para produzir então de forma
né esse tipo de produção a gente chama
de articulação fala articulada
a gente pode produzir então resultados
aí virtualmente é
infinitos né
por isso a o fato de que isso acontece
com os seres humanos as comunidades de
fala de seres humanos
independentemente do idioma né
independentemente da comunidade as
línguas por mais que sejam diferentes
Elas têm essas características a fala
dos seres humanos têm essas
características a gente pode notar então
que a fala é uma característica comum
aos seres humanos e é uma das principais
senão a principal característica é
observável dos seres humanos né
característica que os seres humanos
todos têm em comum
fato de que todas as línguas possuem
fala o fato de que todas as comunidades
de seres humanos possuem fala
a comunicação é feita primordialmente
através da fala isso é uma
característica bastante importante a
gente chama isso de uma característica
Universal uma capacidade universal dos
seres humanos
Mas de onde vem a fala
retomando aí o que a gente viu durante o
nosso curso nem de onde de onde vem essa
capacidade de falar e mais do que isso
né de onde vem as palavras que a gente
usa
então para a gente responder para a
gente pensar sobre isso
já que a fala é a expressão natural
da língua quer dizer todas as línguas
possuem fala todos os seres
humanos em condições em condições
normais em situação normal é aprendem a
falar né e aprendem a falar antes de
qualquer outro tipo de expressão
da língua né então por exemplo alguém
pode estar se perguntando Mas e a
escrita escrita onde é que a escrita
entra nessa nesse Panorama daqui a
pouquinho a gente vai falar sobre a
escrita mas o fato é que mesmo as
pessoas que sabem escrever sabem ler e
escrever elas aprendem primeiro a falar
elas primeiro se comunicam pela fala
todo mundo quando nasce já encontra uma
comunidade de fala já está inserido numa
comunidade de fala
e com essa comunidade aprende
naturalmente a falar ninguém precisa ir
à escola para aprender a falar a sua
primeira língua sua língua materna
mas o mesmo a gente não pode dizer da
escrita né em uma situação mais comum
numa situação normal as pessoas vão
algum tipo de escola Tem algum tipo de
instrução para aprenderem a escrever o
que também não acontece para todas as
pessoas e também não acontece para todas
em todas as comunidades linguísticas
como a gente viu também no nosso curso
mais ou menos a metade das línguas no
mundo são línguas agrafas quer dizer que
não tem essa possibilidade da escrita
não não possuem uma forma escrita
Mas então o que seria é o que seriam
esses esses termos que a gente está
usando aqui né fala língua linguagem A
fala é a expressão natural da língua
todos os indivíduos têm né a língua é um
sistema de códigos que é mantido criado
utilizado dentro de uma comunidade de
fala né então isso quer dizer que a
língua são os conhecimentos
compartilhados
pelos habitantes de uma comunidade pelos
participantes de uma comunidade de fala
então quando eu me refiro a um idioma a
língua portuguesa o português do Brasil
não é o inglês o francês são línguas são
idiomas porque refletem esse conjunto
codificado de conhecimentos e aqui a
gente eu tô falando em termos
da linguística né em termos da chamada
linguística moderna
a língua então segundo essa essa
segundo essa disciplina seria esse
conjunto de elementos mentalmente
representados nesse conjunto de
conhecimentos que todos os falantes
daquela daquela comunidade de fala
possuem em comum esse conhecimentos são
abstratos e ele se
concretizam na medida em que as pessoas
tenha fala o exercem a fala então A fala
é um fenômeno concreto observável
concretamente a língua é um fenômeno
abstrato né que é essa intercessão do
conhecimento
codificado dos falantes de uma
comunidade linguística
é linguagem então
seria essa capacidade humana que é
universal né então se todos os seres
humanos
possuem essa capacidade que os capacita
a estando em comunidade estando é em uma
determinada sociedade desenvolver língua
aprender língua e utilizar língua todos
os seres humanos têm isso em comum isso
que a gente chama né a maneira como a
gente denomina essa característica que
todos os seres humanos têm como não
importa a língua que eles falem a gente
chama na linguística de linguagem então
na linguística esses três termos
técnicos são bem diferentes tem usos bem
diferentes na linguística linguagem é
essa capacidade humana Universal a
língua é cada um dos idiomas né a língua
é cada uma dessa cada um desses
conjuntos de conhecimentos que são
compartilhados pelos falantes de uma
comunidade de fala e a fala em si é a
expressão natural é a concretização
natural
cada uma dessas línguas
e antes que alguém pergunte né a escrita
seria uma expressão cultural da língua
né a expressão é uma expressão cultural
da língua de uma comunidade é como eu
disse já né a escrita não está presente
em todas as comunidades Há muitos
Comunidades a metade das línguas
atualmente
é agrafa quer dizer não não possui
Nenhuma forma de escrita Nem todas as
comunidades de fala desenvolvem a
escrita quer porque não vem
um interesse que é porque não chegam a
essa
a esse pensamento de registrar né a sua
língua registrar suas expressões
e nem todas as escritas que foram
desenvolvidas têm as mesmas
características né então se a gente
analisar as escritas que foram
desenvolvidas aí ao longo das épocas a
gente vai ver tipos bem diferentes de
escritas em uma das nossas aulas a gente
falou exatamente sobre isso sobre o
desenvolvimento das escritas os as os
sistemas de escritas de escrita que
existem línguas ágrafas né tipos de
alfabetos né então só para a gente
lembrar um pouquinho existem línguas que
tem escrita e ideográfica quer dizer
cada elemento da escrita como se cada
letra nem representasse na verdade uma
ideia
E aí a gente tem é um número bastante
grande de elementos de escrita é um
exemplo de uma escrita ideográfica atual
é o chinês o chinês é uma língua que em
que cada letra entre aspas né cada forma
gráfica
representa uma ideia
existem também sistemas silábicos né os
chamados silabares então existem línguas
que tem possibilidade de escrita por
sílaba então cada entre aspas letras né
cada forma gráfica equivale a uma sílaba
sem um sentido
específico né mas podendo ser a
combinadas umas com as outras para
chegarem aí então a representar as
palavras da língua
exemplo de de escrito esse lábicas né o
japonês hoje em dia além de de ter a
possibilidade ideográfica ter a escrita
ideográfica também tem também usa ao
mesmo tempo um sistema ou dois sistemas
de escrita é com silabários tem dois
silabários
as escritas alfabéticas né existem
vários tipos de escritas alfabéticas
escritas alfabéticas é em que as letras
as consoantes são representadas
E aí as sílabas são criadas a partir de
alterações
gráficas né alterações visuais nessas
nessas consoantes a essas consoantes
existem línguas que só representam as
consoantes como é o caso do hebraico
existem línguas que representam
consoantes e vogais que eu tô chamando
aqui de alfabetos plenos quer dizer é
cada grupo né Cada língua que tem o
praticamente isso né Cada língua tem uma
forma diferente aí de
das línguas que criaram a escrita né que
desenvolveram escrita cada uma delas tem
uma maneira diferente
aí essa escrita tem uma forma diferente
de se apresentar
e a escrita é bom a gente lembrar que
que Qualquer que seja o sistema de
escrita que foi utilizado e já é uma
consequência dessa reflexão
desenvolvimento
dessa reflexão acerca da língua e da
fala
como é que as pessoas começaram a
desenvolver a escrita é pensando em
registrar aquilo que era falado
percebendo que aquilo que era falado não
permanecia né Aí tem aquele a gente tem
aquele
adágio conhecido né que ele é aquela
frase conhecida Latina que as palavras
voam e os escritos permanecem
então bem com essa ideia
então ao longo do tempo algumas dessas
comunidades vão
pensando no registro escrito né na
escrita como um registro daquilo que
torna a fala é permanente né que que
mantém aquilo que foi que foi dito e uma
outra uma outra consequência que a gente
nota na que a escrita traz para essas
comunidades é são os efeitos na
comunicação
a escrita traz é já aí em tempos muito
antigos uma enfrentamento dessas
restrições de tempo de espaço se eu
escrevo algo eu posso comunicar a minha
ideia posso comunicar a mensagem que eu
quero
que eu quero transmitir é para
mim mesmo para outras pessoas em outro
tempo né deixar essa essa mensagem para
tempos posteriores eu também posso
enviar aquilo que eu escrevi para outra
pessoa em uma pessoa que está
geograficamente distante então a escrita
também
tem como consequência é esse
enfrentamento de uma questão Digamos
que inquieta a humanidade há muito tempo
é que são essas gente que essa a própria
o próprio fato
das finitude né e das restrições de
tempo e de espaço
e essa reflexão que é feita sobre a
língua sobre a fala que vai gerar a
escrita não para aí né não para no
desenvolvimento das escritas de forma
paralela é a gente também tem que essa
reflexão gera
junto com a comparação de línguas a
tradução né Existem relatos muito
antigos de traduções de textos oficiais
no Oriente então assírios e títulos
babilônios é
traduziam Existem relatos de que havia
traduções de textos oficiais
naquela naquela região a gente também
tem aí descoberta no final do século 18
a pedra de roseta que
exibe aí a mesma ao mesmo texto em três
línguas diferentes
é uma das
é uma das comprovações que a gente tem
de que já havia
adaptação da da pedra de roseta está
entre o terceiro e o segundo século
antes de Cristo Então a gente tem que é
essa esse já havia nem tempos muito
antigos essa essa prática de traduzir e
traduzir a gente também tem Os relatos a
gente tem
cartas e livros e materiais publicados
não tantos mas a gente tem materiais
publicados sobre a tradução que dão
conta dessas comparações feitas entre
línguas diferentes
mais tarde as traduções bíblicas né já
na era Cristã Começando na verdade com a
se acredita que foi a primeira grande
tradução é e mais tarde na era Cristã as
traduções antigas para o latim né a
ventos Latina que vai dar origem a
tradução de Jerônimo né vulgata de
Jerônimo as traduções para o armênio
para os la vônico para o gótico para
língua gótica né para o Alemão para o
inglês
são traduções que mostram a aquisição
são demonstrações da importância
do texto bíblico né enfim Nesse contexto
do pensamento sobre língua do pensamento
sobre a linguagem da comparação das
línguas e desenvolvimento desse
pensamento em si né mais tarde ainda a
gente tem as traduções que vieram a
partir da reforma e aí aumentam né
aumenta o número de
duas e aumenta o número de traduções
justamente por esse pensamento por essa
ideia de franquear o acesso ao texto
bíblico essa valorização da leitura do
texto bíblico de maneira aberta né a
todos
de forma que existe um uma frase né um
dizer
italiano que é
traducione tradicione quer dizer
tradução
tradição então a tradição é ocidental
está baseado está ancorada na tradução
né as traduções
que houve já na época do império romano
de obras gregas né
as traduções gregas na parte da
iluminação do mundo conhecido então das
conquistas de Alexandre o Grande
houve muitas traduções de obras
literárias dos povos conquistados é os
romanos tinham muito
compararam muito a sua língua inclusive
utilizaram formas né as formas
gramaticais formas da gramática grega
para construir gramática
gramática Latina a gente tem aí varão a
gente tem nomes importantes que é a
partir do estudo do grego e da
comparação com grego começaram então a
fazer
produzir materiais sobre a sua língua o
latim
mas não é só esse não é só essa frase
não é só esse
ditado que é conhecido ditado italiano
que é conhecido sobre a tradução né
então a gente tem aqui que as tradições
né a tradição ocidental se está ancorada
de certa em certa medida nas traduções
mas a gente também tem o adágio que diz
tradutora trajetória né então que o
tradutor é também um traidor e essa essa
frase geralmente é dita porque a
traduzir é um grande desafio porque as
línguas como diria martiner um linguista
francês as línguas não são nomenclaturas
quer dizer é traduzir de uma língua para
outra não significa simplesmente
encontrar
a palavra que equivale a palavra na
língua de partida né então assim não
existe é a relação entre as palavras nas
línguas não é uma relação de um para um
não é que exista sempre uma palavra
é em qualquer outra língua né é que que
seja ou que esteja atrelado ou que que
tenha
que seja equivalente a qualquer uma das
palavras do português na verdade
traduzir é bem mais complicado do que
isso é a Como eu como eu ia dizendo aqui
a tradução por isso a tradução
automática é algo tão complicado nem tem
demorado muito tempo para ter alguns
resultados
satisfatórios ou minimamente
satisfatórios em algumas oca imagem não
em todas não não para todas as ocasiões
vão para todos os tipos de tradução
Isso só acontece com o uso de grandes
volumes de dados a inteligência
artificial
né aprendizado de de máquinas né tudo
isso é necessário um grande volume de de
não só de programação mas de tecnologia
envolvido é para as traduções mais
simples e
a tradução
as traduções mais adequadas as melhores
traduções é são traduções que importam
em algum tipo de desafio porque as
palavras não são
não tem as línguas não são nomenclaturas
ou seja as palavras não são não existem
é a relação entre as palavras em línguas
diferentes não é uma relação bionevoca
não é uma reação não é uma relação de um
para um as palavras em cada língua é se
relacionam com as ideias mas as palavras
não são as ideias né as palavras é são
criadas em cada no contexto de cada
língua né mas as ideias como categorias
de sentido também são criados e também
são formados em cada Cultura
Então as categorias de sentido em cada
língua são diferentes
pois e as palavras que representam as
palavras que se ligam essas categorias
de sentido também são diferentes é as
palavras a gente poderia dizer então que
as palavras funcionam com uma certa
indexação da cultura O que que a gente
quer dizer com isso
línguas diferentes que são desenvolvidas
em locais diferentes por comunidades de
fala
comunidades sociais diferentes
possuem percepções de mundo diferentes
possuem experiências históricas
culturais diferentes
desenvolvem então categorias mentais
diferentes categorias de sentido
diferentes e também desenvolvem palavras
que apontam para essas categorias que
indexam são funcionam como índices para
essas categorias
de sentido que são culturais por isso
traduzir é um desafio é tão grande né
além desse desafio de
da relação entre as palavras e o sentido
numa perspectiva aí de comparação de
culturas diferentes a gente também tem a
própria variabilidade do fenômeno
linguístico quer dizer a as línguas são
objetivamente diferentes
[Música]
a diferença das línguas não é uma coisa
subjetiva não é uma coisa qualitativa é
uma coisa que pode ser verificada
objetivamente
existem línguas com palavras muito
pequenas existem línguas com palavras
gigantescas existem línguas que tem
poucos sons
o havaiano por exemplo tem poucos sonhos
e esses sons
diferentes se combinam em sequências
longas as palavras em havaiano são
palavras bem longas
existem línguas Com muitos sonhos
Diferentes né um repertório de sons bem
grande e palavras mais curtas né o
inglês o norueguês são exemplos de
línguas que tem palavras mais curtas e
que tem uma variabilidade
sonoro grande
comparativamente
existem línguas que usam tons para
diferenciar o sentido que é o caso de
algumas línguas asiáticas
asiático algumas línguas africanas que
utilizam tons Então se o Tom é alto a
sílaba ou a palavra quer dizer uma coisa
tem se aplica a um sentido né então você
tem por exemplo um tom ascendente
né Isso é um seria um a com um tom
ascendente a
quer dizer uma coisa se eu digo Ah um
tom alto quer dizer outra coisa se digo
a que é um tom descendente quer dizer
outra coisa se eu digo Ah quer dizer um
tom descendente ascendente eu quero
dizer uma outra coisa e assim
sucessivamente eu posso ter vários esses
quatro tons que são os quatro tons
principais do mandarim
e vários outros é né então existem
línguas analíticas né línguas que
utilizam palavras como marcadores
palavras línguas que tem palavras como
verbo auxiliar verbo principal né é que
utilizam tem várias palavras e aí
algumas dessas palavras funcionam Tem
uma função gramatical existem línguas
sintéticas línguas que vão aglutinando
as palavras e formando palavras cada vez
maiores nem certa medida dentro das
línguas germânicas do Alemão costuma ser
mais aglutinante do que as outras
exemplos de línguas aglutinantes
conhecidas são o Tupi uma língua é uma
língua brasileira numa língua
indígena antiga é uma língua
aglutinante uma língua que as palavras
iam sendo compostas né palavras maiores
sendo compostos em vez de você ter uma
frase com várias palavras isoladas né e
a palavras com função com funções
gramaticais né as palavras é em vez de
eu dizer por exemplo
casa de praia em três palavras eu posso
dizer isso em uma palavra só e aí juntar
compor uma palavra maior que quer dizer
casa de praia em vez de dizer a minha
casa de praia eu posso ler tudo isso em
uma palavra só Como acontece em algumas
línguas
enfim essas diferenças todas objetivas
que a gente consegue notar nas línguas
essas diferenças nos separam
mas essas diferenças também nos unem
como é que isso é possível
bom ela se as diferenças nos separam
Isso é óbvio né porque é algumas pessoas
têm aí né A maioria a maioria das
pessoas precisa numa situação de contato
linguístico aprender essa essa outra
língua e entender essas diferenças agora
por que que elas nos unem porque língua
é identidade e identificação também
Então as línguas não são diferentes
apenas ou a diferença entre as línguas
não é causa Apenas
não causa apenas
uma situação negativa
um de sabor mas causa também algo
positivo que é a identificação
dessas pessoas que fazem parte da
comunidade de fala a linguagem dos
identifica a todos como seres humanos
Nós seres humanos
possuímos essa capacidade de nos
comunicarmos através de língua
utilizando Então essa expressão natural
da língua que é a fala
e antes que eu me esqueça
Alguém poderia perguntar mas e o caso
dos o caso do surdo né o surdo também
tem fala a diferença é que é uma fala
visual né Fala chamada visual gestual
é que também é uma expressão natural da
língua que também existe no caso do
Brasil né a gente tem a libras que é a
língua brasileira de sinais que não é
português é uma outra língua é um idioma
próprio é um idioma que tem a sua fala
que tem a sua forma de expressão que é
uma forma de expressão gestual tá uma
língua que tem gramática que tem
que tem os seus elementos gramaticais
bem desenvolvidos e diferentes do
português é bom a gente frisar isso as
línguas de sinais no caso do Brasil a
gente tem a língua brasileira sinais que
também não é a mesma em qualquer lugar
tá a língua brasileira de sinais é usada
no Brasil
e inclusive com um sotaques também tem
sotaques um surdo carioca tem uma
maneira de
de falar diferente de um surdo de São
Paulo um surdo do Sul um surdo de Minas
existem sotaques inclusive dentro da
libras
agora já nos Estados Unidos existe uma
outra língua que é a língua americana de
sinais é Excel em Portugal Existe algum
existe uma outra língua não em Portugal
não se fala Os surdos não usam libras
usam uma outra língua portuguesa de
sinais e assim sucessivamente
bom então a linguagem nos identifica a
todos como seres humanos porque todos os
seres humanos possuem essa capacidade de
desenvolver língua
já cada uma das línguas né a nossa
língua português do Brasil ela nos
identifica como grupo social
então a o português identifica os
falantes de português e português do
Brasil identifique os falantes
brasileiros é
com essa identidade
com essa com essa marca social assim
como a língua francesa identifica né os
falantes como parte da mesma comunidade
e assim sucessivamente e a fala nos
identifica como indivíduos porque dentro
de cada língua dentro de cada grupo
social existem as variações e as pessoas
falam de maneira diferente tem uma fala
nos identifica como indivíduos Quantas
vezes você ouviu a voz de uma pessoa
mesmo antes de ver
quem era já sabia que era a pessoa
porque a fala nos identifica como
indivíduos cada cada
voz né o jeito de falar as palavras de
falar o jeito de articular os sonhos é é
único né então
a fala nos identifica como indivíduos e
falar é portanto comunicar
identificar e partilhar então eu tanto é
o uso da fala é tanto é
estabelecer esse contato e fazer que a
outra pessoa
tenha o mesmo pensamento tenha um
pensamento eu conheça o meu pensamento
mas também através da fala
né e aqui eu tô usando falando no
sentido mais amplo através da fala
através daquilo que a gente fala a gente
também
estabelece identificação a forma de
falar estabelece é uma identificação
positiva ou uma falta de identificação
às vezes uma pessoa fala de uma maneira
que não é a forma como você fala ela ela
é parte de um de um de um subgrupo de
falantes diferente do seu né Ela é de um
estado diferente do seu né de uma cidade
diferente então ela fala de maneira um
pouco diferente e isso identifica aquela
pessoa Talvez você se identifique com
ela talvez você não se identifique com
ela
e a fala também é partilhar né partilhar
dessa identificação e também dessas
ideias afinal de contas conversando é
que a gente se entende né mas nem sempre
né nem sempre a gente se entende por que
nem sempre a gente se entende por que a
variação que é externa também é interna
né então como a gente disse agora fala
identifica e a gente verifica em todas
as línguas naturais em todo isso não é
uma coisa que acontece um fenômeno que
isso acontece em português não é isso
não acontece em português porque as
pessoas estão querendo acabar com a
língua as pessoas estão querendo
destruir né o idioma português com as
suas o seu jeito desengonçado de falar
né na verdade não é essa variação o
sotaques dialetos são normais e são
comuns em todas as línguas todas as
línguas naturais em todas as línguas é
naturais e vivas né
línguas que tem falantes que estão em
uso e línguas que não foram inventadas
línguas que surgiram que foram
desenvolvidas no seio daquela comunidade
de fala
é assim também o contato linguístico né
O que acontece quando pessoas que têm
falas diferentes línguas diferentes
entram em contato né várias coisas podem
acontecer
pode acontecer uma mistura de línguas
pode acontecer um aparecimento de outra
língua pode pode podem aparecer
empréstimos né que é a
o uso de certas palavras ou expressões
estrangeiras em uma língua a gente tem
isso bastante em português né
a gente tem muitas expressões do inglês
que a gente usa em português
então
o contato linguístico que é na verdade
são fenômenos de língua que acontecem
quando pessoas que falam línguas
diferentes estão em contato isso também
é comum e a gente precisa levar tudo
isso em consideração
especialmente
no
exemplo de uma de uma situação que a
gente deve levar esse em consideração é
o próprio texto bíblico né
muita gente não não pensa nessa questão
da variabilidade das línguas a gente vai
retomar isso daqui a pouquinho
muitas muitas pessoas não não
sintoniza não se liga né que existe essa
essa variabilidade da língua pensam em
nas línguas inclusive nas línguas
bíblicas como línguas é
invariáveis
línguas padronizadas sem variação sem
sotaques sem dialetos Sem contato
linguístico e não existe nada mais longe
da realidade é porque não é porque a
língua é antiga que ela não tinha
variação né variação existe desde sempre
a gente vê isso
hoje em dia em
diversos achados arqueológicos as
inscrições né as pessoas
hoje em dia pixam as ruas com tinta
naquela época as pessoas riscavam né
riscavam
construções
e
deixavam ali
deixavam ali relatos deixavam ali frases
e a maneira de escrever muitas vezes
também aponta para a forma como as
pessoas falavam
e mostram formas diferentes
da língua é
digamos assim da língua oficial né então
variação sempre houve contato
linguístico também especialmente no
contexto por exemplo do novo testamento
a gente vê contato linguístico a gente
tem pelo menos quatro línguas ali em
contato o latim que era a língua do
império grego que era a língua a língua
Franca especialmente a língua Franca do
mundo que havia sido helenizado
séculos antes por Alexandre o Grande a
gente tem o
aramaico que era uma outra língua Franca
do oriente né e a gente ainda tem o
hebraico que era a língua
religiosa ali aí o uso em maior ou menor
medida está ainda é
objeto de discussão mas pelo menos a
gente tinha essas quatro línguas em
contato que o que gera uso de alguns
elementos de uma língua na outra que
gera
a escrita em uma língua com pensamento
em outra o uso das categorias que a
gente estava falando agora pouco as
categorias de mundo as categorias é
culturais de outra língua né
é o uso de empréstimos né palavras
enfim havia aí várias
questões próprias do contato linguístico
se inscrever dá tanto trabalho então
será que o jeito é ler não se escrever e
falar da tanto trabalho será que o jeito
é ler o texto escrito também tem
propriedades que a gente precisa ir
analisar né cuja análise vale a pena a
gente durante o curso falou sobre
algumas delas o conceito Geral de texto
né texto como uma unidade do discurso é
importante essa essa noção geral e
também dos elementos estruturais e
pragmáticos quer dizer os elementos que
estruturam o texto
tornam esse texto de fato um uma unidade
né E também os elementos pragmáticos que
tem a ver com os elementos de uso né os
porquês do texto ter sido produzido
daquele jeito né é as aplicações daquele
texto contexto de uso daquele texto
tudo isso é relevante são elementos
relevantes para que o texto seja legível
para que eu consiga ler o texto para que
eu possa
interpretar esse texto
explicar esse texto e comunicar esse
texto passar adiante o que esse texto
diz
a interpretação e a comunicação então é
dependem ou são podem ser muito
beneficiadas por esses conceitos podem
ser muito beneficiados por uma leitura
mais atenta uma leitura mais cuidada é
uma leitura que reconhece as estruturas
formadoras do texto o seu contexto e as
suas as suas os seus elementos
pragmáticos quer dizer seus elementos de
uso
Além disso também a exegese Nem que a
aplicação é uma das disciplinas
aí do curso de teologia chama-se exegese
que é a em linhas muito Gerais aqui é a
explicação do texto na sua forma é
estrutural né na sua como é que como é
que as palavras
esse texto se organiza linguisticamente
uma explicação é da Porção mais
da Porção mais
concreta desse texto digamos
a tradução entre os textos também é que
como a gente viu anteriormente é uma é
um grande desafio é a tradução necessita
tanto de uma atenção a língua escrita é
alvo né como da língua de partida quer
dizer eu preciso conhecer bem a língua a
os sentidos conhecer a disposição dessa
língua que eu estou lendo
Mas também eu preciso ter um
conhecimento muito bom da língua da
língua alvo quer dizer a língua para
qual eu estou traduzindo
para que eu consiga é ter um texto que
tem clareza que tem a
que esteja ajustado e adequado né que
tem uma tradução ajustada E adequada
que nem sempre volta a dizer
eu diria até que quase nunca é uma
tarefa simples uma tarefa de
simplesmente achar palavras equivalentes
quando é
a gente precisa fazer essa tradução essa
leitura e essa tradução de línguas que
possuem recursos
léxico gramaticais diferentes
é recursos gramaticais diferentes são
sempre diferentes mas
dependendo do par de línguas podem ser
um pouco mais diferentes né no caso de
que que seria um recurso nexo gramatical
o recurso lexical seriam as palavras né
o vocabulário
um recurso gramatical seria a maneira
como essas palavras se organizam com
essas palavras se formam e se organizam
então é conhecer ou pensar sobre a
linguagem sobre as palavras e
organização das suas palavras
é além de além de trazer benefícios para
a leitura como a gente viu agora a
tradução também
essa
também trazem benefício para interação
entre entre essas línguas o uso dessas
línguas que possuem recursos gramaticais
diferentes por isso é que é importante
também e a gente também falou em uma das
nossas aulas sobre análise gramatical
na análise gramatical a gente prestou
atenção a como a forma das palavras
forma que as palavras assumem nem
especialmente as suas terminações mas
não só né a formação das palavras
prefixos sufixos desinências como é que
é a formação das palavras
é importa para o entendimento de onde
elas se Qual é o local que elas
aquelas pertencem na frase além disso a
gente tem a ordem que essas que essas
palavras estão dispostas e as relações
de dependência que elas têm umas com as
outras que a gente estudou dentro da que
a gente estuda em gramática
na
numa área chamada sintaxe então a
morfologia estuda a forma das palavras e
as sinta-se estudar a ordem que as
palavras
assumem no discurso pode ser numa frase
pode ser
um período enfim e as relações de
dependência que essas palavras têm umas
com as outras
desenvolvem umas com as outras tudo isso
é determinante para leitura de textos
mais difíceis para escrita notificações
mais precisas e para novamente aqui a
tradução né então a o estudo mais
aprofundado sobre as questões
gramaticais seja para
uma uma leitura simples de um texto que
é mais difícil seja para a exegese seja
para a tradução
né todas essas todas essas
todas as labores né digamos todas e
todas essas atividades podem se
beneficiar de uma atenção maior aí as
questões é lexicais e gramaticais né mas
precisamente é imorfo sintáticas quer
dizer
essas questões que tem a ver com a forma
das palavras e com uma ordem que elas
têm e com as
relações de dependência que elas têm
umas com as outras mas não só
o entendimento mais aprofundado das
questões gramaticais também dá nos dá
uma precisão maior na fala
naquilo que a gente fala
isso quer dizer que se eu consigo
analisar gramaticalmente
aquilo que eu digo aquilo que foi dito
eu consigo é desfazer algumas
ambiguidades eu eu consigo dizer algo de
maneira mais específica
E além disso entender de maneira mais
aprofundada aquilo que a gente lê
justamente porque a gente
ao conseguir fazer uma análise mais mais
aprofundada uma análise mais é uma
análise mais Ampla
daquilo que a gente daquilo que está
apresentado gramaticalmente a gente
consegue aí ferramentas para ser mais
específico e também para entender coisas
mais específicas
textos escritos de maneira mais
específico ou de maneira mais específica
são mais costumam ser mais fáceis de ler
textos mais confusos nem costumam
demandar aí mais
ferramentas
gramaticais né de quem da parte de quem
de quem lê e Analisa
além disso a gente também falou no nosso
curso sobre o léxico quer dizer as
palavras não conjunto de palavras que é
utilizado em uma língua e as suas
relações semânticas quer dizer suas
relações de sentido
e a gente viu diversas possibilidades
dessas relações
né em linhas Gerais
compatibilidades incompatibilidades de
sentido traços compartilhados esquemas
de traços
e tudo isso também é importante a gente
ter em mente e principalmente tem em
mente que essas construções são
diferentes para línguas diferentes
também é uma outra ferramenta muito
importante na tanto na interpretação
como também na escrita né
numa certa feita alguém me me
procurou para conversar sobre uma
experiência que
essa pessoa tinha tido com uma palavra
que tinha sido escrita por um colega e
essa palavra o uso dessa palavra
é
dava margem a duas a duas leituras
diferentes uma leitura positiva e uma
leitura que o cliente havia achado
negativa
e a pessoa que escreveu essa essa frase
esse trecho não tinha se dado conta
dessa duplicidade de leitura quando a
gente presta atenção a as
a questão da da semântica das palavras
que são dos Sentidos das palavras
a gente tem condições de ser mais
preciso também nessa área a gente tem
condições de ser mais
específico também nessa área o uso de
uma palavra né não existem duas palavras
que tem exatamente o mesmo sentido mesmo
os sinônimos tem pesos diferentes
sinônimos tem
traços compartilhados de sentido Tem
algum tipo de compatibilidade de sentido
mas essa compatibilidade nunca é total
não existem palavras com sentido
idêntico Então as palavras têm pelo
menos um peso diferente um uso diferente
Nem às vezes também elas podem ter Elas
podem fazer a alusão a coisas elas podem
ter conotações diferentes então
prestar atenção aos sinônimos as
palavras que a gente usa é também é uma
forma bastante importante de gente
treinar essa essa análise
da língua né e ser mais falar com uma
precisão maior agora é
duas palavrinhas que tiram sono de muita
gente são as palavrinhas certo e errado
né O que é o certo na língua o que é o
errado quer falar certo quer falar
errado
do ponto de vista da linguística moderna
como ciência como disciplina descritiva
é falar de erro na
língua né no uso da língua é bem
reducionista é um reducionismo porque
porque a linguagem o uso da linguagem é
um fenômeno muito complexo
então é a língua pressupõe uma
multiplicidade de usos
e o que o que a língua requer na verdade
é uma adequação desses usos quer dizer
cada lugar requer uma vestimenta
adequada geralmente a gente não vê
pessoas indo à praia de terno e gravata
nem isso é algo estranho porque algo
estranho porque a gente Ajusta a
vestimenta ao local aqui a gente faz né
ou deveria agora
da mesma maneira cada registro cada
forma é da língua a ser utilizada também
vai requerer um uso adequado quer dizer
cada situação de uso requer que eu
utilize a língua de uma forma ou de
outra o que eu preciso
evitar
né preciso me concentrar para evitar
essa inadequação o que eu não devo fazer
na língua é nem ir de terno e gravata
praia e nem ir de chinelo ao fórum né É
isso que eu é o que eu não devo fazer na
língua é os excessos devem sempre ser
evitados
e a gente viu alguns tipos de acessos no
durante o curso né o preciosismo Né que
é o uso de uma linguagem muito palavras
arcaicas palavras já em desuso formas
muito complicadas da língua né É
preciosismo seria Isso deve ser evitado
não leva assim não existe uma situação
que seja tão é tão formal assim que
exija uma uma linguagem
com com termos muito antigos e palavras
desconhecidas palavras obscuras
da mesma maneira eu devo evitar o
plebeísmo que é o contrário né seria uma
linguagem é excessivamente é Popular uma
linguagem excessivamente é
que vai na contramão
das da organização né da organização da
língua chamada língua padrão culta
então eu devo evitar tanto preciosismo
como o plebeísmo especialmente nas
situações que em que elas em que o uso
desse tipo de língua não é adequado da
mesma maneira também a gente falou sobre
o igrejísmo né então aqui para a gente
comparar aí com o preciosismo e com
plebeísmo né a gente também usou essa
expressão aí o igrejinha usar o
ingredientes que são palavras e
Construções expressões que pessoas de
fora público geral pode não entender ou
pode entender de maneira equivocada pode
entender de maneira negativa então em
situações de comunicação a um público
mais geral a gente deve
evitar esses excessos né evitar esses
extremos
e usar uma linguagem
uma linguagem adequada uma linguagem que
que comunique de maneira clara precisa
né mas que não tem excessos nem para nem
na direção de um preciosismo nem na
direção é de
uma
um linguajar muito
carregadamente
popular né O Chamado vulgar palavras de
baixo calão e enfim né esse tipo de esse
tipo de
coisa
a falta de qualquer né
de qualquer parâmetro
morfossintático né perda de vários
de várias marcas de maneira
desnecessária né o uso de de a gente viu
vários exemplos
nessa aula em que a gente tratou dos
registros
agora além de nos informar além de
comunicar de instruir de comandar né
a língua também pode nos emocionar e
isso porque é na língua a gente tem o
chamados recursos de estilo esses
recursos de estilo que são tão
utilizados que estão tão presentes no
chamado linguajar poético
eles permitem que a gente expresse os
sentimentos com beleza e criatividade
Então nem só de comunicação vive a
língua né e a linguagem o uso da
linguagem a linguagem também serve para
expressar e também expressar sentimentos
expressar é a beleza expressar a
criatividade
isso também a gente viu em uma das
nossas aulas os diversos recursos
estilísticos que a gente tem na
que a gente pode utilizar né como é que
a gente denomina esses recursos como é
que a gente identifica esse recursos na
linguagem poética
Então por fim fica essa essa pergunta
porque eu devo refletir sobre a
linguagem
né especialmente no contexto nosso aqui
do
logos a palavra né porque eu devo
refletir sobre a linguagem no contexto
de alguém que é pensa o reflete sobre o
texto bíblico de repente alguém que está
interessado aí na numa exegese numa
hermenêutica porque eu devo refletir
sobre a linguagem durante muito tempo e
ainda não raro em alguns redutos hoje em
dia
pensamento sobre a linguagem
as ideias relativas a linguagem
estiveram confinadas apenas a crítica
textual no contexto da teologia dos
estudos de teologia
a crítica textual É uma disciplina que
tem a ver com a filologia né que é o
estudo de textos é comparação de textos
e de gramáticas e portanto né Tem está
filiado aí uma tradição mais gramatical
e está ligado também a tradição dos
estudos literários
com isso os estudos de língua ou a
aquilo o pensamento sobre língua no
contexto da teologia dos estudos de
teologia
durante muito tempo tiveram aí
confinados apenas a avaliação do texto
bíblico
levando em conta modelos já prontos né
moldes categorias e padrões
já
prontos e imutáveis e esses moldes
é que eram utilizados para simplesmente
avaliar os textos bíblicos é são moldes
baseados em textos de autores
consagrados das línguas em questão né
textos é geralmente do Período Clássico
das línguas em questão tá então é não
raro o que
se
fez durante muito tempo
foi um estudo
das línguas bíblicas que são línguas
antigas
nos moldes da gramática greco-latina
então mesmo sendo línguas muito
diferentes do latim né e do grego
clássico né o próprio o grego comum
grego cnim é um grego que tem muitas
tem alguma diferença importante né do
grego
Ártico clássico
E além disso
línguas que estavam que estão em
nesse nesse momento aí do primeiro
século é
línguas que estão em contato né então
desprezando completamente essa ideia do
contato linguístico
a
avaliação feita das línguas era sempre
uma avaliação com base em um padrão que
são formas únicas E imutáveis com isso
as
avaliações dos textos
eram sempre feitas com base nos seus
méritos
artísticos literários né é a
contra esse tudo tudo aquilo que ia
contra esses padrões já já padrões
embutidos como né Essas formas únicas e
imutáveis eram vistos como Vícios e
deturpações da linguagem
com isso o resultado dessas dessas
dessas avaliações eram afirmações como a
tal texto é mais pobre tá o texto tá o
outro texto é mais é mais rico né E aí
os textos iam sendo avaliados como sendo
pobres ou ricos ou cheios de vícios de
linguagem ou cheio de deturpações
muito distantes do da gramática clássica
enquanto aquilo que era estudado era
apenas né aquilo né mais próximo
possível a uma gramática
clássica baseada nos textos consagrados
das línguas
já Como seria uma visão linguística que
tem começado a a ganhar mais espaço
também na
nos estudos
teológicos é uma visão descritiva né uma
visão da língua pela descrição e não
pela prescrição de uma forma básica
então a linguística Não começa com uma
forma Ela não ela não começa a sua
análise a partir de uma forma base a
partir de um padrão formado é
pelas pelos textos clássicos de uma
língua mas descreve aquilo que se
apresenta
com isso o entendimento é que a língua
seja um fenômeno complexo
e não uma uma
e não uma base imutável
a língua como sendo permeada por
variabilidade Então esse fenômeno
linguístico que se apresenta para nós
possui variabilidade essa variabilidade
presente na língua aponta inclusive para
identidades
quer dizer a
o uso da língua os usos da língua não
são sempre iguais as pessoas não usam
uma língua de maneira igual
a língua não é invariável
as variações que a gente que a gente
percebe na língua são parte da própria
língua e não são deturpações não são uma
ferrugem da língua né são a própria
língua essas essas modificações que
acontecem
E aí por isso
Tem surgido aí estudos ou Tem surgido aí
a
contribuição de Estudos em morfologia
né que são
que é uma área dos estudos de linguagem
que
atenta para a forma das palavras né como
é que as palavras se formam nas
diferentes línguas Como é que os itens
na verdade se formam nas diferentes
línguas
os estudos em sintaxe que dizem respeito
a como é que as palavras se organizam em
uma determinada língua né embora em vez
de
simplesmente copiar uma ordem de uma
língua
na tradução para outra a gente vai
pensar sobre
a diferença de ordem de palavras entre
essas línguas e se essa diferença
comunica alguma coisa
os estudos em lexicologia e semântica
quer dizer os estudos é em sobre o
vocabulário
durante muito tempo contavam suas
palavras simplesmente né É E aí com base
na contagem de palavras ah isso pode ser
o autor Fulano isso pode ser o autor
beltrano porque usou tantas vezes a
palavra tal isso não faz sentido é num
estudo mais atento né e detalhado é que
leve em consideração um discurso que
leva em consideração é a
intencionalidade enfim né e a
variabilidade também própria da língua
muitas vezes também estudos de léxico
estudos de palavras tinham apenas a ver
aí com a etimologia da palavra ou com
o histórico da da palavra e não
prestavam atenção ao fato de que uma
palavra pode mudar pode ter o seu
sentido mudado né algumas palavras
antigamente tinham determinado sentido
determinado uso que hoje não tem mais ou
que tiveram sentido mudado
a palavra Sinistro né sinistro já teve
vários sentidos sinistro já teve aqui no
Rio de Janeiro né e em geral é teve
sentido de algo de um acidente já teve
sentido de
algo é
Infortúnio né alguma coisa assim já
também teve sentido de algo muito grande
na década de 90
a palavra sinistra a expressão sinistro
no Rio de Janeiro significava né um
usado como um adjetivo para dizer algo
muito grande algo muito bom ou muito
ruim
então as palavras mudam tem tem o seu
sentido modificado e essa modificação de
sentido não tem a ver necessariamente
com apenas com a
modificação física né de uma modificação
formal da palavra
e a gente acabou falando também sobre o
estudo de semântica né
estudos sobre é
o que na verdade são os sinônimos os
antônimos o que na verdade são esses
processos de compatibilidade
incompatibilidade vocabulário quais são
como é que essas essas comunidades de
fala
é que a gente identifica na Bíblia como
é que elas construíam como é que
Possivelmente elas construíam
a
culturalmente né sua língua como é que
que elementos eu tenho na língua que
apontam para questões culturais
estudos do discurso também tem aí
surgido né é
a análises feitas não só de palavras
isoladas ou de frases isoladas mas de
elementos maiores unidades maiores né
períodos
parágrafos e textos
inclusive atentando aí para para
elementos de coesão e de coerência
desses textos como uma ferramenta de
interpretação né que une essa análise
básica nessa análise
essa análise formal a própria
interpretação
estudos de tipologia linguística né
então estudando como é que as línguas
são diferentes no mundo a gente chega à
conclusão de que
existem línguas que são iguais na sua
diferença ou são parecidas na sua
diferença Então a gente tem categorias
de línguas é
esses estudos são chamados de estudos de
tipologia linguística e alguns desses
estudos podem também lançar luz sobre
algumas questões difíceis de se entender
ou até lançar assim alguns detalhes dar
alguns detalhes sobre
o comportamento certos comportamentos de
línguas
inclusive as línguas bíblicas né então a
presença de determinado elemento
linguístico pode indicar
pode indicar que aquela língua é
pertence a determinado tipo e as línguas
daquele determinado tipo é possuem
características assim assim assim então
é alguns estudos de tipologia
linguística também tem trazido aí
contribuições e Estudos em sócio
linguística
especialmente aí junto com a
antropologia e Estudos históricos tem
lançado luz sobre o panorama
linguístico
da do Antigo Testamento do novo
testamento como é que a língua que foi
utilizada no texto reflete esse momento
e essa esse contato entre povos que
estavam línguas diferentes
né Isso também tem lançado aí dado
alguma contribuição bastante importante
para leitura e para interpretação dos
textos
é como eu disse isso tudo ainda é
bastante recente né
eu destaco aqui alguns nomes de
linguistas teólogos ou teólogos
linguistas que na sua maior parte tem aí
uma produção
de
livros e de artigos em língua inglesa
então quero aqui mencionar o e o
dinheiro é bastante conhecido linguista
é que que tem obras sobre tradução obras
sobre caracterização linguística
tipologia linguística línguas bíblicas
caracterização linguística das línguas
bíblicas tem obras aí bastante
importante
também Michael
são
mais mais jovens aí que tem
produzido textos sobre e produzido
pesquisa sobre
pesquisa linguística sobre as línguas
bíblicas
é também outro nome bastante importante
no contexto norte-americano é o estendo
e por
parece que existe uma uma obra dos tendo
por traduzida para o português
um dos seus livros de hermenêutica
mas eu não consegui ainda encontrar mais
informação A esse respeito mas enfim
existe aí existem diversos materiais
à disposição tanto livros como artigos
né a disposição do sendo impor sobre a
caracterização linguística sobre o
contato linguístico da
especialmente do Novo Testamento da
época do novo testamento e o Andreas
que tem sim um material traduzido para o
português né que é o livro do customberg
com o Carson convite a interpretação
bíblica e nesse livro
existe aí
Existem algumas sessões sobre a
uma análise mais linguística
e a sua contribuição para a análise
exegética e para a hermenêutica tá então
são algumas
algumas pessoas que eu precisava
mencionar aqui e precisava também
sugerir né
muito bem
então a
Então por hoje nós finalizamos nós
finalizamos Nossa essa nossa aula e
também o nosso curso é como não poderia
deixar de ser eu gostaria de agradecer
aqui
imensamente a equipe da
ibmu que tem me dado suporte aqui me
auxiliado nos Bastidores que era
agradecer a Susi o Jonatas de lean o
Áquila o Cláudio todo pessoal que tem
dado apoio aqui durante esse período das
aulas né também quero agradecer muito a
vocês que tem é estado aí conosco
durante essas aulas e as pessoas que têm
encontrado
com quem a gente tem encontrado no
corredor que tem
falado sobre sobre o curso sobre a área
a minha
a minha sugestão o meu desejo é que de
alguma forma você tenha sido inspirado a
pensar mais sobre a língua sobre sobre a
linguagem quem sabe ler mais a respeito
se aprofundar mais A esse respeito e
deixar e aproveitar algumas dessas
contribuições possíveis da área para a
sua vida devocional para sua leitura do
texto bíblico E também porque não para o
seu trabalho de exegese de hermenêutica
e também de comunicação do texto bíblico
a todos vocês que nos acompanharam nessa
nessa jornada muito obrigado que Deus
abençoe e até a próxima

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