Linguagem, Fé e Comunicação: Do Logos à Palavra | Leandro Abrantes | IBNU | 12
01/12/2022
Linguagem, Fé e Comunicação: Do Logos à Palavra | Leandro Abrantes | IBNU | 12
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Fonte: Igreja Batista Nações Unidas
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[Música] Olá pessoal muito boa noite bom dia boa tarde sejam todos muito bem-vindos ao nosso curso linguagem fé e comunicação E hoje nós estamos na nossa 12ª aula a nossa aula final nossa aula de conclusão desse curso é que tem o título do logos a palavra texto bíblico e comunicação e na aula de hoje a gente vai fazer uma breve revisão daquilo que a gente conversou durante o nosso curso durante essas 12 aulas nessas 11 aulas foram três meses refletindo sobre a língua falando sobre a fala mas falando sobre a fala pensando sobre a fala será que alguma coisa nova né O que há de novo na fala porque afinal Como diz aí a sabedoria Popular Até papagaio fala mas será mesmo qual será a diferença entre a fala digamos dos animais né a comunicação dos animais das flores e a forma de comunicação a linguagem no ser humano como é que a gente entende isso na no âmbito da linguística moderna bom para começar os animais que têm Essa é que tem sonhos que tem alguma forma de comunicação essa forma de comunicação tem a ver com o instinto Então essa forma de comunicação presente em alguns animais tem a ver com uma reação ao meio então um certo é latido de um cachorro um certo som feito por um grupo de lobos ou um certo som feito por um animal geralmente tem a ver com uma resposta algo que está acontecendo no meio é que eles são ou Aquela aquele recurso né digamos é um recurso que o animal tem de maneira instintiva para demonstrar para outros animais né da do seu grupo do seu enfim questão no entorno sobre algo alertar sobre algo Além disso o repertório né que que a gente verifica um repertório restrito são poucas as coisas que podem ser comunicadas pelos animais são poucas as digamos mensagens entre muitas aspas são poucas as mensagens que podem ser utilizadas por esses animais que tem alguma forma de comunicação é então além de ser algo previsto no seu instinto algo que seja uma reação ao meio é o repertório É restrito e não há articulação não é isso contribui inclusive para essa restrição do Repertório essa restrição do número de não existe uma uma variabilidade não existe um número muito grande de tipos de de ações que podem ser produzidos ou frases né que podem ser produzidas por esses animais agora vejamos aquilo que caracteriza a fala no ser humano né porque o ser humano fala o ser humano no ser humano a fala não é não está ligada inteiramente ao instinto do ser humano a fala não é apenas uma reação ao meio né claro alguns sonhos algumas coisas que a gente diz podem até ser reação ao meio mas também podem ser fruto de uma criação então um ser humano não só é quando fala não só reage algo que aconteceu não só fala Para sinalizar um perigo ou de alguma coisa mas o ser humano fala também para criar coisas criar mensagens né para comunicar e exprimir quer dizer para é fazer que a sua ideia seja compartilhada na comunidade né para compartilhar o seu pensamento com outros com outros seres humanos e também para exprimir seus pensamentos não é mesmo mesmo quando não há aí a proximidade de outra pessoa há também a possibilidade da fala como um meio de expressão expressão daquilo que se sente daquilo que se pensa o repertório no caso da fala humana é virtualmente infinito né Então as coisas que podem ser ditas as coisas que podem ser faladas pelos pelo ser humano não são não perfazem um repertório finito é porque é virtualmente infinita a quantidade de frases ou quantidade de mensagens que um ser humano pode produzir é primeiro porque a questão da dessa criatividade né questão disso não estar atrelado a sua a sua natureza nem a o que está em volta seu meio em volta mas também por conta da articulação a fala humana é articulada O que quer dizer que a gente usa elementos menores para em combinação né combinando esses elementos menores a gente cria elementos maiores estruturas maiores então por exemplo o som é os sons que a gente usa nas línguas humanas que existem todas as línguas têm o mesmo perfil né um som sozinho não quer dizer nada então um sons um som um som e a sozinhos eles não querem dizer nada mas esse sonho se combinam de maneira virtualmente é ilimitada para produzir então de forma né esse tipo de produção a gente chama de articulação fala articulada a gente pode produzir então resultados aí virtualmente é infinitos né por isso a o fato de que isso acontece com os seres humanos as comunidades de fala de seres humanos independentemente do idioma né independentemente da comunidade as línguas por mais que sejam diferentes Elas têm essas características a fala dos seres humanos têm essas características a gente pode notar então que a fala é uma característica comum aos seres humanos e é uma das principais senão a principal característica é observável dos seres humanos né característica que os seres humanos todos têm em comum fato de que todas as línguas possuem fala o fato de que todas as comunidades de seres humanos possuem fala a comunicação é feita primordialmente através da fala isso é uma característica bastante importante a gente chama isso de uma característica Universal uma capacidade universal dos seres humanos Mas de onde vem a fala retomando aí o que a gente viu durante o nosso curso nem de onde de onde vem essa capacidade de falar e mais do que isso né de onde vem as palavras que a gente usa então para a gente responder para a gente pensar sobre isso já que a fala é a expressão natural da língua quer dizer todas as línguas possuem fala todos os seres humanos em condições em condições normais em situação normal é aprendem a falar né e aprendem a falar antes de qualquer outro tipo de expressão da língua né então por exemplo alguém pode estar se perguntando Mas e a escrita escrita onde é que a escrita entra nessa nesse Panorama daqui a pouquinho a gente vai falar sobre a escrita mas o fato é que mesmo as pessoas que sabem escrever sabem ler e escrever elas aprendem primeiro a falar elas primeiro se comunicam pela fala todo mundo quando nasce já encontra uma comunidade de fala já está inserido numa comunidade de fala e com essa comunidade aprende naturalmente a falar ninguém precisa ir à escola para aprender a falar a sua primeira língua sua língua materna mas o mesmo a gente não pode dizer da escrita né em uma situação mais comum numa situação normal as pessoas vão algum tipo de escola Tem algum tipo de instrução para aprenderem a escrever o que também não acontece para todas as pessoas e também não acontece para todas em todas as comunidades linguísticas como a gente viu também no nosso curso mais ou menos a metade das línguas no mundo são línguas agrafas quer dizer que não tem essa possibilidade da escrita não não possuem uma forma escrita Mas então o que seria é o que seriam esses esses termos que a gente está usando aqui né fala língua linguagem A fala é a expressão natural da língua todos os indivíduos têm né a língua é um sistema de códigos que é mantido criado utilizado dentro de uma comunidade de fala né então isso quer dizer que a língua são os conhecimentos compartilhados pelos habitantes de uma comunidade pelos participantes de uma comunidade de fala então quando eu me refiro a um idioma a língua portuguesa o português do Brasil não é o inglês o francês são línguas são idiomas porque refletem esse conjunto codificado de conhecimentos e aqui a gente eu tô falando em termos da linguística né em termos da chamada linguística moderna a língua então segundo essa essa segundo essa disciplina seria esse conjunto de elementos mentalmente representados nesse conjunto de conhecimentos que todos os falantes daquela daquela comunidade de fala possuem em comum esse conhecimentos são abstratos e ele se concretizam na medida em que as pessoas tenha fala o exercem a fala então A fala é um fenômeno concreto observável concretamente a língua é um fenômeno abstrato né que é essa intercessão do conhecimento codificado dos falantes de uma comunidade linguística é linguagem então seria essa capacidade humana que é universal né então se todos os seres humanos possuem essa capacidade que os capacita a estando em comunidade estando é em uma determinada sociedade desenvolver língua aprender língua e utilizar língua todos os seres humanos têm isso em comum isso que a gente chama né a maneira como a gente denomina essa característica que todos os seres humanos têm como não importa a língua que eles falem a gente chama na linguística de linguagem então na linguística esses três termos técnicos são bem diferentes tem usos bem diferentes na linguística linguagem é essa capacidade humana Universal a língua é cada um dos idiomas né a língua é cada uma dessa cada um desses conjuntos de conhecimentos que são compartilhados pelos falantes de uma comunidade de fala e a fala em si é a expressão natural é a concretização natural cada uma dessas línguas e antes que alguém pergunte né a escrita seria uma expressão cultural da língua né a expressão é uma expressão cultural da língua de uma comunidade é como eu disse já né a escrita não está presente em todas as comunidades Há muitos Comunidades a metade das línguas atualmente é agrafa quer dizer não não possui Nenhuma forma de escrita Nem todas as comunidades de fala desenvolvem a escrita quer porque não vem um interesse que é porque não chegam a essa a esse pensamento de registrar né a sua língua registrar suas expressões e nem todas as escritas que foram desenvolvidas têm as mesmas características né então se a gente analisar as escritas que foram desenvolvidas aí ao longo das épocas a gente vai ver tipos bem diferentes de escritas em uma das nossas aulas a gente falou exatamente sobre isso sobre o desenvolvimento das escritas os as os sistemas de escritas de escrita que existem línguas ágrafas né tipos de alfabetos né então só para a gente lembrar um pouquinho existem línguas que tem escrita e ideográfica quer dizer cada elemento da escrita como se cada letra nem representasse na verdade uma ideia E aí a gente tem é um número bastante grande de elementos de escrita é um exemplo de uma escrita ideográfica atual é o chinês o chinês é uma língua que em que cada letra entre aspas né cada forma gráfica representa uma ideia existem também sistemas silábicos né os chamados silabares então existem línguas que tem possibilidade de escrita por sílaba então cada entre aspas letras né cada forma gráfica equivale a uma sílaba sem um sentido específico né mas podendo ser a combinadas umas com as outras para chegarem aí então a representar as palavras da língua exemplo de de escrito esse lábicas né o japonês hoje em dia além de de ter a possibilidade ideográfica ter a escrita ideográfica também tem também usa ao mesmo tempo um sistema ou dois sistemas de escrita é com silabários tem dois silabários as escritas alfabéticas né existem vários tipos de escritas alfabéticas escritas alfabéticas é em que as letras as consoantes são representadas E aí as sílabas são criadas a partir de alterações gráficas né alterações visuais nessas nessas consoantes a essas consoantes existem línguas que só representam as consoantes como é o caso do hebraico existem línguas que representam consoantes e vogais que eu tô chamando aqui de alfabetos plenos quer dizer é cada grupo né Cada língua que tem o praticamente isso né Cada língua tem uma forma diferente aí de das línguas que criaram a escrita né que desenvolveram escrita cada uma delas tem uma maneira diferente aí essa escrita tem uma forma diferente de se apresentar e a escrita é bom a gente lembrar que que Qualquer que seja o sistema de escrita que foi utilizado e já é uma consequência dessa reflexão desenvolvimento dessa reflexão acerca da língua e da fala como é que as pessoas começaram a desenvolver a escrita é pensando em registrar aquilo que era falado percebendo que aquilo que era falado não permanecia né Aí tem aquele a gente tem aquele adágio conhecido né que ele é aquela frase conhecida Latina que as palavras voam e os escritos permanecem então bem com essa ideia então ao longo do tempo algumas dessas comunidades vão pensando no registro escrito né na escrita como um registro daquilo que torna a fala é permanente né que que mantém aquilo que foi que foi dito e uma outra uma outra consequência que a gente nota na que a escrita traz para essas comunidades é são os efeitos na comunicação a escrita traz é já aí em tempos muito antigos uma enfrentamento dessas restrições de tempo de espaço se eu escrevo algo eu posso comunicar a minha ideia posso comunicar a mensagem que eu quero que eu quero transmitir é para mim mesmo para outras pessoas em outro tempo né deixar essa essa mensagem para tempos posteriores eu também posso enviar aquilo que eu escrevi para outra pessoa em uma pessoa que está geograficamente distante então a escrita também tem como consequência é esse enfrentamento de uma questão Digamos que inquieta a humanidade há muito tempo é que são essas gente que essa a própria o próprio fato das finitude né e das restrições de tempo e de espaço e essa reflexão que é feita sobre a língua sobre a fala que vai gerar a escrita não para aí né não para no desenvolvimento das escritas de forma paralela é a gente também tem que essa reflexão gera junto com a comparação de línguas a tradução né Existem relatos muito antigos de traduções de textos oficiais no Oriente então assírios e títulos babilônios é traduziam Existem relatos de que havia traduções de textos oficiais naquela naquela região a gente também tem aí descoberta no final do século 18 a pedra de roseta que exibe aí a mesma ao mesmo texto em três línguas diferentes é uma das é uma das comprovações que a gente tem de que já havia adaptação da da pedra de roseta está entre o terceiro e o segundo século antes de Cristo Então a gente tem que é essa esse já havia nem tempos muito antigos essa essa prática de traduzir e traduzir a gente também tem Os relatos a gente tem cartas e livros e materiais publicados não tantos mas a gente tem materiais publicados sobre a tradução que dão conta dessas comparações feitas entre línguas diferentes mais tarde as traduções bíblicas né já na era Cristã Começando na verdade com a se acredita que foi a primeira grande tradução é e mais tarde na era Cristã as traduções antigas para o latim né a ventos Latina que vai dar origem a tradução de Jerônimo né vulgata de Jerônimo as traduções para o armênio para os la vônico para o gótico para língua gótica né para o Alemão para o inglês são traduções que mostram a aquisição são demonstrações da importância do texto bíblico né enfim Nesse contexto do pensamento sobre língua do pensamento sobre a linguagem da comparação das línguas e desenvolvimento desse pensamento em si né mais tarde ainda a gente tem as traduções que vieram a partir da reforma e aí aumentam né aumenta o número de duas e aumenta o número de traduções justamente por esse pensamento por essa ideia de franquear o acesso ao texto bíblico essa valorização da leitura do texto bíblico de maneira aberta né a todos de forma que existe um uma frase né um dizer italiano que é traducione tradicione quer dizer tradução tradição então a tradição é ocidental está baseado está ancorada na tradução né as traduções que houve já na época do império romano de obras gregas né as traduções gregas na parte da iluminação do mundo conhecido então das conquistas de Alexandre o Grande houve muitas traduções de obras literárias dos povos conquistados é os romanos tinham muito compararam muito a sua língua inclusive utilizaram formas né as formas gramaticais formas da gramática grega para construir gramática gramática Latina a gente tem aí varão a gente tem nomes importantes que é a partir do estudo do grego e da comparação com grego começaram então a fazer produzir materiais sobre a sua língua o latim mas não é só esse não é só essa frase não é só esse ditado que é conhecido ditado italiano que é conhecido sobre a tradução né então a gente tem aqui que as tradições né a tradição ocidental se está ancorada de certa em certa medida nas traduções mas a gente também tem o adágio que diz tradutora trajetória né então que o tradutor é também um traidor e essa essa frase geralmente é dita porque a traduzir é um grande desafio porque as línguas como diria martiner um linguista francês as línguas não são nomenclaturas quer dizer é traduzir de uma língua para outra não significa simplesmente encontrar a palavra que equivale a palavra na língua de partida né então assim não existe é a relação entre as palavras nas línguas não é uma relação de um para um não é que exista sempre uma palavra é em qualquer outra língua né é que que seja ou que esteja atrelado ou que que tenha que seja equivalente a qualquer uma das palavras do português na verdade traduzir é bem mais complicado do que isso é a Como eu como eu ia dizendo aqui a tradução por isso a tradução automática é algo tão complicado nem tem demorado muito tempo para ter alguns resultados satisfatórios ou minimamente satisfatórios em algumas oca imagem não em todas não não para todas as ocasiões vão para todos os tipos de tradução Isso só acontece com o uso de grandes volumes de dados a inteligência artificial né aprendizado de de máquinas né tudo isso é necessário um grande volume de de não só de programação mas de tecnologia envolvido é para as traduções mais simples e a tradução as traduções mais adequadas as melhores traduções é são traduções que importam em algum tipo de desafio porque as palavras não são não tem as línguas não são nomenclaturas ou seja as palavras não são não existem é a relação entre as palavras em línguas diferentes não é uma relação bionevoca não é uma reação não é uma relação de um para um as palavras em cada língua é se relacionam com as ideias mas as palavras não são as ideias né as palavras é são criadas em cada no contexto de cada língua né mas as ideias como categorias de sentido também são criados e também são formados em cada Cultura Então as categorias de sentido em cada língua são diferentes pois e as palavras que representam as palavras que se ligam essas categorias de sentido também são diferentes é as palavras a gente poderia dizer então que as palavras funcionam com uma certa indexação da cultura O que que a gente quer dizer com isso línguas diferentes que são desenvolvidas em locais diferentes por comunidades de fala comunidades sociais diferentes possuem percepções de mundo diferentes possuem experiências históricas culturais diferentes desenvolvem então categorias mentais diferentes categorias de sentido diferentes e também desenvolvem palavras que apontam para essas categorias que indexam são funcionam como índices para essas categorias de sentido que são culturais por isso traduzir é um desafio é tão grande né além desse desafio de da relação entre as palavras e o sentido numa perspectiva aí de comparação de culturas diferentes a gente também tem a própria variabilidade do fenômeno linguístico quer dizer a as línguas são objetivamente diferentes [Música] a diferença das línguas não é uma coisa subjetiva não é uma coisa qualitativa é uma coisa que pode ser verificada objetivamente existem línguas com palavras muito pequenas existem línguas com palavras gigantescas existem línguas que tem poucos sons o havaiano por exemplo tem poucos sonhos e esses sons diferentes se combinam em sequências longas as palavras em havaiano são palavras bem longas existem línguas Com muitos sonhos Diferentes né um repertório de sons bem grande e palavras mais curtas né o inglês o norueguês são exemplos de línguas que tem palavras mais curtas e que tem uma variabilidade sonoro grande comparativamente existem línguas que usam tons para diferenciar o sentido que é o caso de algumas línguas asiáticas asiático algumas línguas africanas que utilizam tons Então se o Tom é alto a sílaba ou a palavra quer dizer uma coisa tem se aplica a um sentido né então você tem por exemplo um tom ascendente né Isso é um seria um a com um tom ascendente a quer dizer uma coisa se eu digo Ah um tom alto quer dizer outra coisa se digo a que é um tom descendente quer dizer outra coisa se eu digo Ah quer dizer um tom descendente ascendente eu quero dizer uma outra coisa e assim sucessivamente eu posso ter vários esses quatro tons que são os quatro tons principais do mandarim e vários outros é né então existem línguas analíticas né línguas que utilizam palavras como marcadores palavras línguas que tem palavras como verbo auxiliar verbo principal né é que utilizam tem várias palavras e aí algumas dessas palavras funcionam Tem uma função gramatical existem línguas sintéticas línguas que vão aglutinando as palavras e formando palavras cada vez maiores nem certa medida dentro das línguas germânicas do Alemão costuma ser mais aglutinante do que as outras exemplos de línguas aglutinantes conhecidas são o Tupi uma língua é uma língua brasileira numa língua indígena antiga é uma língua aglutinante uma língua que as palavras iam sendo compostas né palavras maiores sendo compostos em vez de você ter uma frase com várias palavras isoladas né e a palavras com função com funções gramaticais né as palavras é em vez de eu dizer por exemplo casa de praia em três palavras eu posso dizer isso em uma palavra só e aí juntar compor uma palavra maior que quer dizer casa de praia em vez de dizer a minha casa de praia eu posso ler tudo isso em uma palavra só Como acontece em algumas línguas enfim essas diferenças todas objetivas que a gente consegue notar nas línguas essas diferenças nos separam mas essas diferenças também nos unem como é que isso é possível bom ela se as diferenças nos separam Isso é óbvio né porque é algumas pessoas têm aí né A maioria a maioria das pessoas precisa numa situação de contato linguístico aprender essa essa outra língua e entender essas diferenças agora por que que elas nos unem porque língua é identidade e identificação também Então as línguas não são diferentes apenas ou a diferença entre as línguas não é causa Apenas não causa apenas uma situação negativa um de sabor mas causa também algo positivo que é a identificação dessas pessoas que fazem parte da comunidade de fala a linguagem dos identifica a todos como seres humanos Nós seres humanos possuímos essa capacidade de nos comunicarmos através de língua utilizando Então essa expressão natural da língua que é a fala e antes que eu me esqueça Alguém poderia perguntar mas e o caso dos o caso do surdo né o surdo também tem fala a diferença é que é uma fala visual né Fala chamada visual gestual é que também é uma expressão natural da língua que também existe no caso do Brasil né a gente tem a libras que é a língua brasileira de sinais que não é português é uma outra língua é um idioma próprio é um idioma que tem a sua fala que tem a sua forma de expressão que é uma forma de expressão gestual tá uma língua que tem gramática que tem que tem os seus elementos gramaticais bem desenvolvidos e diferentes do português é bom a gente frisar isso as línguas de sinais no caso do Brasil a gente tem a língua brasileira sinais que também não é a mesma em qualquer lugar tá a língua brasileira de sinais é usada no Brasil e inclusive com um sotaques também tem sotaques um surdo carioca tem uma maneira de de falar diferente de um surdo de São Paulo um surdo do Sul um surdo de Minas existem sotaques inclusive dentro da libras agora já nos Estados Unidos existe uma outra língua que é a língua americana de sinais é Excel em Portugal Existe algum existe uma outra língua não em Portugal não se fala Os surdos não usam libras usam uma outra língua portuguesa de sinais e assim sucessivamente bom então a linguagem nos identifica a todos como seres humanos porque todos os seres humanos possuem essa capacidade de desenvolver língua já cada uma das línguas né a nossa língua português do Brasil ela nos identifica como grupo social então a o português identifica os falantes de português e português do Brasil identifique os falantes brasileiros é com essa identidade com essa com essa marca social assim como a língua francesa identifica né os falantes como parte da mesma comunidade e assim sucessivamente e a fala nos identifica como indivíduos porque dentro de cada língua dentro de cada grupo social existem as variações e as pessoas falam de maneira diferente tem uma fala nos identifica como indivíduos Quantas vezes você ouviu a voz de uma pessoa mesmo antes de ver quem era já sabia que era a pessoa porque a fala nos identifica como indivíduos cada cada voz né o jeito de falar as palavras de falar o jeito de articular os sonhos é é único né então a fala nos identifica como indivíduos e falar é portanto comunicar identificar e partilhar então eu tanto é o uso da fala é tanto é estabelecer esse contato e fazer que a outra pessoa tenha o mesmo pensamento tenha um pensamento eu conheça o meu pensamento mas também através da fala né e aqui eu tô usando falando no sentido mais amplo através da fala através daquilo que a gente fala a gente também estabelece identificação a forma de falar estabelece é uma identificação positiva ou uma falta de identificação às vezes uma pessoa fala de uma maneira que não é a forma como você fala ela ela é parte de um de um de um subgrupo de falantes diferente do seu né Ela é de um estado diferente do seu né de uma cidade diferente então ela fala de maneira um pouco diferente e isso identifica aquela pessoa Talvez você se identifique com ela talvez você não se identifique com ela e a fala também é partilhar né partilhar dessa identificação e também dessas ideias afinal de contas conversando é que a gente se entende né mas nem sempre né nem sempre a gente se entende por que nem sempre a gente se entende por que a variação que é externa também é interna né então como a gente disse agora fala identifica e a gente verifica em todas as línguas naturais em todo isso não é uma coisa que acontece um fenômeno que isso acontece em português não é isso não acontece em português porque as pessoas estão querendo acabar com a língua as pessoas estão querendo destruir né o idioma português com as suas o seu jeito desengonçado de falar né na verdade não é essa variação o sotaques dialetos são normais e são comuns em todas as línguas todas as línguas naturais em todas as línguas é naturais e vivas né línguas que tem falantes que estão em uso e línguas que não foram inventadas línguas que surgiram que foram desenvolvidas no seio daquela comunidade de fala é assim também o contato linguístico né O que acontece quando pessoas que têm falas diferentes línguas diferentes entram em contato né várias coisas podem acontecer pode acontecer uma mistura de línguas pode acontecer um aparecimento de outra língua pode pode podem aparecer empréstimos né que é a o uso de certas palavras ou expressões estrangeiras em uma língua a gente tem isso bastante em português né a gente tem muitas expressões do inglês que a gente usa em português então o contato linguístico que é na verdade são fenômenos de língua que acontecem quando pessoas que falam línguas diferentes estão em contato isso também é comum e a gente precisa levar tudo isso em consideração especialmente no exemplo de uma de uma situação que a gente deve levar esse em consideração é o próprio texto bíblico né muita gente não não pensa nessa questão da variabilidade das línguas a gente vai retomar isso daqui a pouquinho muitas muitas pessoas não não sintoniza não se liga né que existe essa essa variabilidade da língua pensam em nas línguas inclusive nas línguas bíblicas como línguas é invariáveis línguas padronizadas sem variação sem sotaques sem dialetos Sem contato linguístico e não existe nada mais longe da realidade é porque não é porque a língua é antiga que ela não tinha variação né variação existe desde sempre a gente vê isso hoje em dia em diversos achados arqueológicos as inscrições né as pessoas hoje em dia pixam as ruas com tinta naquela época as pessoas riscavam né riscavam construções e deixavam ali deixavam ali relatos deixavam ali frases e a maneira de escrever muitas vezes também aponta para a forma como as pessoas falavam e mostram formas diferentes da língua é digamos assim da língua oficial né então variação sempre houve contato linguístico também especialmente no contexto por exemplo do novo testamento a gente vê contato linguístico a gente tem pelo menos quatro línguas ali em contato o latim que era a língua do império grego que era a língua a língua Franca especialmente a língua Franca do mundo que havia sido helenizado séculos antes por Alexandre o Grande a gente tem o aramaico que era uma outra língua Franca do oriente né e a gente ainda tem o hebraico que era a língua religiosa ali aí o uso em maior ou menor medida está ainda é objeto de discussão mas pelo menos a gente tinha essas quatro línguas em contato que o que gera uso de alguns elementos de uma língua na outra que gera a escrita em uma língua com pensamento em outra o uso das categorias que a gente estava falando agora pouco as categorias de mundo as categorias é culturais de outra língua né é o uso de empréstimos né palavras enfim havia aí várias questões próprias do contato linguístico se inscrever dá tanto trabalho então será que o jeito é ler não se escrever e falar da tanto trabalho será que o jeito é ler o texto escrito também tem propriedades que a gente precisa ir analisar né cuja análise vale a pena a gente durante o curso falou sobre algumas delas o conceito Geral de texto né texto como uma unidade do discurso é importante essa essa noção geral e também dos elementos estruturais e pragmáticos quer dizer os elementos que estruturam o texto tornam esse texto de fato um uma unidade né E também os elementos pragmáticos que tem a ver com os elementos de uso né os porquês do texto ter sido produzido daquele jeito né é as aplicações daquele texto contexto de uso daquele texto tudo isso é relevante são elementos relevantes para que o texto seja legível para que eu consiga ler o texto para que eu possa interpretar esse texto explicar esse texto e comunicar esse texto passar adiante o que esse texto diz a interpretação e a comunicação então é dependem ou são podem ser muito beneficiadas por esses conceitos podem ser muito beneficiados por uma leitura mais atenta uma leitura mais cuidada é uma leitura que reconhece as estruturas formadoras do texto o seu contexto e as suas as suas os seus elementos pragmáticos quer dizer seus elementos de uso Além disso também a exegese Nem que a aplicação é uma das disciplinas aí do curso de teologia chama-se exegese que é a em linhas muito Gerais aqui é a explicação do texto na sua forma é estrutural né na sua como é que como é que as palavras esse texto se organiza linguisticamente uma explicação é da Porção mais da Porção mais concreta desse texto digamos a tradução entre os textos também é que como a gente viu anteriormente é uma é um grande desafio é a tradução necessita tanto de uma atenção a língua escrita é alvo né como da língua de partida quer dizer eu preciso conhecer bem a língua a os sentidos conhecer a disposição dessa língua que eu estou lendo Mas também eu preciso ter um conhecimento muito bom da língua da língua alvo quer dizer a língua para qual eu estou traduzindo para que eu consiga é ter um texto que tem clareza que tem a que esteja ajustado e adequado né que tem uma tradução ajustada E adequada que nem sempre volta a dizer eu diria até que quase nunca é uma tarefa simples uma tarefa de simplesmente achar palavras equivalentes quando é a gente precisa fazer essa tradução essa leitura e essa tradução de línguas que possuem recursos léxico gramaticais diferentes é recursos gramaticais diferentes são sempre diferentes mas dependendo do par de línguas podem ser um pouco mais diferentes né no caso de que que seria um recurso nexo gramatical o recurso lexical seriam as palavras né o vocabulário um recurso gramatical seria a maneira como essas palavras se organizam com essas palavras se formam e se organizam então é conhecer ou pensar sobre a linguagem sobre as palavras e organização das suas palavras é além de além de trazer benefícios para a leitura como a gente viu agora a tradução também essa também trazem benefício para interação entre entre essas línguas o uso dessas línguas que possuem recursos gramaticais diferentes por isso é que é importante também e a gente também falou em uma das nossas aulas sobre análise gramatical na análise gramatical a gente prestou atenção a como a forma das palavras forma que as palavras assumem nem especialmente as suas terminações mas não só né a formação das palavras prefixos sufixos desinências como é que é a formação das palavras é importa para o entendimento de onde elas se Qual é o local que elas aquelas pertencem na frase além disso a gente tem a ordem que essas que essas palavras estão dispostas e as relações de dependência que elas têm umas com as outras que a gente estudou dentro da que a gente estuda em gramática na numa área chamada sintaxe então a morfologia estuda a forma das palavras e as sinta-se estudar a ordem que as palavras assumem no discurso pode ser numa frase pode ser um período enfim e as relações de dependência que essas palavras têm umas com as outras desenvolvem umas com as outras tudo isso é determinante para leitura de textos mais difíceis para escrita notificações mais precisas e para novamente aqui a tradução né então a o estudo mais aprofundado sobre as questões gramaticais seja para uma uma leitura simples de um texto que é mais difícil seja para a exegese seja para a tradução né todas essas todas essas todas as labores né digamos todas e todas essas atividades podem se beneficiar de uma atenção maior aí as questões é lexicais e gramaticais né mas precisamente é imorfo sintáticas quer dizer essas questões que tem a ver com a forma das palavras e com uma ordem que elas têm e com as relações de dependência que elas têm umas com as outras mas não só o entendimento mais aprofundado das questões gramaticais também dá nos dá uma precisão maior na fala naquilo que a gente fala isso quer dizer que se eu consigo analisar gramaticalmente aquilo que eu digo aquilo que foi dito eu consigo é desfazer algumas ambiguidades eu eu consigo dizer algo de maneira mais específica E além disso entender de maneira mais aprofundada aquilo que a gente lê justamente porque a gente ao conseguir fazer uma análise mais mais aprofundada uma análise mais é uma análise mais Ampla daquilo que a gente daquilo que está apresentado gramaticalmente a gente consegue aí ferramentas para ser mais específico e também para entender coisas mais específicas textos escritos de maneira mais específico ou de maneira mais específica são mais costumam ser mais fáceis de ler textos mais confusos nem costumam demandar aí mais ferramentas gramaticais né de quem da parte de quem de quem lê e Analisa além disso a gente também falou no nosso curso sobre o léxico quer dizer as palavras não conjunto de palavras que é utilizado em uma língua e as suas relações semânticas quer dizer suas relações de sentido e a gente viu diversas possibilidades dessas relações né em linhas Gerais compatibilidades incompatibilidades de sentido traços compartilhados esquemas de traços e tudo isso também é importante a gente ter em mente e principalmente tem em mente que essas construções são diferentes para línguas diferentes também é uma outra ferramenta muito importante na tanto na interpretação como também na escrita né numa certa feita alguém me me procurou para conversar sobre uma experiência que essa pessoa tinha tido com uma palavra que tinha sido escrita por um colega e essa palavra o uso dessa palavra é dava margem a duas a duas leituras diferentes uma leitura positiva e uma leitura que o cliente havia achado negativa e a pessoa que escreveu essa essa frase esse trecho não tinha se dado conta dessa duplicidade de leitura quando a gente presta atenção a as a questão da da semântica das palavras que são dos Sentidos das palavras a gente tem condições de ser mais preciso também nessa área a gente tem condições de ser mais específico também nessa área o uso de uma palavra né não existem duas palavras que tem exatamente o mesmo sentido mesmo os sinônimos tem pesos diferentes sinônimos tem traços compartilhados de sentido Tem algum tipo de compatibilidade de sentido mas essa compatibilidade nunca é total não existem palavras com sentido idêntico Então as palavras têm pelo menos um peso diferente um uso diferente Nem às vezes também elas podem ter Elas podem fazer a alusão a coisas elas podem ter conotações diferentes então prestar atenção aos sinônimos as palavras que a gente usa é também é uma forma bastante importante de gente treinar essa essa análise da língua né e ser mais falar com uma precisão maior agora é duas palavrinhas que tiram sono de muita gente são as palavrinhas certo e errado né O que é o certo na língua o que é o errado quer falar certo quer falar errado do ponto de vista da linguística moderna como ciência como disciplina descritiva é falar de erro na língua né no uso da língua é bem reducionista é um reducionismo porque porque a linguagem o uso da linguagem é um fenômeno muito complexo então é a língua pressupõe uma multiplicidade de usos e o que o que a língua requer na verdade é uma adequação desses usos quer dizer cada lugar requer uma vestimenta adequada geralmente a gente não vê pessoas indo à praia de terno e gravata nem isso é algo estranho porque algo estranho porque a gente Ajusta a vestimenta ao local aqui a gente faz né ou deveria agora da mesma maneira cada registro cada forma é da língua a ser utilizada também vai requerer um uso adequado quer dizer cada situação de uso requer que eu utilize a língua de uma forma ou de outra o que eu preciso evitar né preciso me concentrar para evitar essa inadequação o que eu não devo fazer na língua é nem ir de terno e gravata praia e nem ir de chinelo ao fórum né É isso que eu é o que eu não devo fazer na língua é os excessos devem sempre ser evitados e a gente viu alguns tipos de acessos no durante o curso né o preciosismo Né que é o uso de uma linguagem muito palavras arcaicas palavras já em desuso formas muito complicadas da língua né É preciosismo seria Isso deve ser evitado não leva assim não existe uma situação que seja tão é tão formal assim que exija uma uma linguagem com com termos muito antigos e palavras desconhecidas palavras obscuras da mesma maneira eu devo evitar o plebeísmo que é o contrário né seria uma linguagem é excessivamente é Popular uma linguagem excessivamente é que vai na contramão das da organização né da organização da língua chamada língua padrão culta então eu devo evitar tanto preciosismo como o plebeísmo especialmente nas situações que em que elas em que o uso desse tipo de língua não é adequado da mesma maneira também a gente falou sobre o igrejísmo né então aqui para a gente comparar aí com o preciosismo e com plebeísmo né a gente também usou essa expressão aí o igrejinha usar o ingredientes que são palavras e Construções expressões que pessoas de fora público geral pode não entender ou pode entender de maneira equivocada pode entender de maneira negativa então em situações de comunicação a um público mais geral a gente deve evitar esses excessos né evitar esses extremos e usar uma linguagem uma linguagem adequada uma linguagem que que comunique de maneira clara precisa né mas que não tem excessos nem para nem na direção de um preciosismo nem na direção é de uma um linguajar muito carregadamente popular né O Chamado vulgar palavras de baixo calão e enfim né esse tipo de esse tipo de coisa a falta de qualquer né de qualquer parâmetro morfossintático né perda de vários de várias marcas de maneira desnecessária né o uso de de a gente viu vários exemplos nessa aula em que a gente tratou dos registros agora além de nos informar além de comunicar de instruir de comandar né a língua também pode nos emocionar e isso porque é na língua a gente tem o chamados recursos de estilo esses recursos de estilo que são tão utilizados que estão tão presentes no chamado linguajar poético eles permitem que a gente expresse os sentimentos com beleza e criatividade Então nem só de comunicação vive a língua né e a linguagem o uso da linguagem a linguagem também serve para expressar e também expressar sentimentos expressar é a beleza expressar a criatividade isso também a gente viu em uma das nossas aulas os diversos recursos estilísticos que a gente tem na que a gente pode utilizar né como é que a gente denomina esses recursos como é que a gente identifica esse recursos na linguagem poética Então por fim fica essa essa pergunta porque eu devo refletir sobre a linguagem né especialmente no contexto nosso aqui do logos a palavra né porque eu devo refletir sobre a linguagem no contexto de alguém que é pensa o reflete sobre o texto bíblico de repente alguém que está interessado aí na numa exegese numa hermenêutica porque eu devo refletir sobre a linguagem durante muito tempo e ainda não raro em alguns redutos hoje em dia pensamento sobre a linguagem as ideias relativas a linguagem estiveram confinadas apenas a crítica textual no contexto da teologia dos estudos de teologia a crítica textual É uma disciplina que tem a ver com a filologia né que é o estudo de textos é comparação de textos e de gramáticas e portanto né Tem está filiado aí uma tradição mais gramatical e está ligado também a tradição dos estudos literários com isso os estudos de língua ou a aquilo o pensamento sobre língua no contexto da teologia dos estudos de teologia durante muito tempo tiveram aí confinados apenas a avaliação do texto bíblico levando em conta modelos já prontos né moldes categorias e padrões já prontos e imutáveis e esses moldes é que eram utilizados para simplesmente avaliar os textos bíblicos é são moldes baseados em textos de autores consagrados das línguas em questão né textos é geralmente do Período Clássico das línguas em questão tá então é não raro o que se fez durante muito tempo foi um estudo das línguas bíblicas que são línguas antigas nos moldes da gramática greco-latina então mesmo sendo línguas muito diferentes do latim né e do grego clássico né o próprio o grego comum grego cnim é um grego que tem muitas tem alguma diferença importante né do grego Ártico clássico E além disso línguas que estavam que estão em nesse nesse momento aí do primeiro século é línguas que estão em contato né então desprezando completamente essa ideia do contato linguístico a avaliação feita das línguas era sempre uma avaliação com base em um padrão que são formas únicas E imutáveis com isso as avaliações dos textos eram sempre feitas com base nos seus méritos artísticos literários né é a contra esse tudo tudo aquilo que ia contra esses padrões já já padrões embutidos como né Essas formas únicas e imutáveis eram vistos como Vícios e deturpações da linguagem com isso o resultado dessas dessas dessas avaliações eram afirmações como a tal texto é mais pobre tá o texto tá o outro texto é mais é mais rico né E aí os textos iam sendo avaliados como sendo pobres ou ricos ou cheios de vícios de linguagem ou cheio de deturpações muito distantes do da gramática clássica enquanto aquilo que era estudado era apenas né aquilo né mais próximo possível a uma gramática clássica baseada nos textos consagrados das línguas já Como seria uma visão linguística que tem começado a a ganhar mais espaço também na nos estudos teológicos é uma visão descritiva né uma visão da língua pela descrição e não pela prescrição de uma forma básica então a linguística Não começa com uma forma Ela não ela não começa a sua análise a partir de uma forma base a partir de um padrão formado é pelas pelos textos clássicos de uma língua mas descreve aquilo que se apresenta com isso o entendimento é que a língua seja um fenômeno complexo e não uma uma e não uma base imutável a língua como sendo permeada por variabilidade Então esse fenômeno linguístico que se apresenta para nós possui variabilidade essa variabilidade presente na língua aponta inclusive para identidades quer dizer a o uso da língua os usos da língua não são sempre iguais as pessoas não usam uma língua de maneira igual a língua não é invariável as variações que a gente que a gente percebe na língua são parte da própria língua e não são deturpações não são uma ferrugem da língua né são a própria língua essas essas modificações que acontecem E aí por isso Tem surgido aí estudos ou Tem surgido aí a contribuição de Estudos em morfologia né que são que é uma área dos estudos de linguagem que atenta para a forma das palavras né como é que as palavras se formam nas diferentes línguas Como é que os itens na verdade se formam nas diferentes línguas os estudos em sintaxe que dizem respeito a como é que as palavras se organizam em uma determinada língua né embora em vez de simplesmente copiar uma ordem de uma língua na tradução para outra a gente vai pensar sobre a diferença de ordem de palavras entre essas línguas e se essa diferença comunica alguma coisa os estudos em lexicologia e semântica quer dizer os estudos é em sobre o vocabulário durante muito tempo contavam suas palavras simplesmente né É E aí com base na contagem de palavras ah isso pode ser o autor Fulano isso pode ser o autor beltrano porque usou tantas vezes a palavra tal isso não faz sentido é num estudo mais atento né e detalhado é que leve em consideração um discurso que leva em consideração é a intencionalidade enfim né e a variabilidade também própria da língua muitas vezes também estudos de léxico estudos de palavras tinham apenas a ver aí com a etimologia da palavra ou com o histórico da da palavra e não prestavam atenção ao fato de que uma palavra pode mudar pode ter o seu sentido mudado né algumas palavras antigamente tinham determinado sentido determinado uso que hoje não tem mais ou que tiveram sentido mudado a palavra Sinistro né sinistro já teve vários sentidos sinistro já teve aqui no Rio de Janeiro né e em geral é teve sentido de algo de um acidente já teve sentido de algo é Infortúnio né alguma coisa assim já também teve sentido de algo muito grande na década de 90 a palavra sinistra a expressão sinistro no Rio de Janeiro significava né um usado como um adjetivo para dizer algo muito grande algo muito bom ou muito ruim então as palavras mudam tem tem o seu sentido modificado e essa modificação de sentido não tem a ver necessariamente com apenas com a modificação física né de uma modificação formal da palavra e a gente acabou falando também sobre o estudo de semântica né estudos sobre é o que na verdade são os sinônimos os antônimos o que na verdade são esses processos de compatibilidade incompatibilidade vocabulário quais são como é que essas essas comunidades de fala é que a gente identifica na Bíblia como é que elas construíam como é que Possivelmente elas construíam a culturalmente né sua língua como é que que elementos eu tenho na língua que apontam para questões culturais estudos do discurso também tem aí surgido né é a análises feitas não só de palavras isoladas ou de frases isoladas mas de elementos maiores unidades maiores né períodos parágrafos e textos inclusive atentando aí para para elementos de coesão e de coerência desses textos como uma ferramenta de interpretação né que une essa análise básica nessa análise essa análise formal a própria interpretação estudos de tipologia linguística né então estudando como é que as línguas são diferentes no mundo a gente chega à conclusão de que existem línguas que são iguais na sua diferença ou são parecidas na sua diferença Então a gente tem categorias de línguas é esses estudos são chamados de estudos de tipologia linguística e alguns desses estudos podem também lançar luz sobre algumas questões difíceis de se entender ou até lançar assim alguns detalhes dar alguns detalhes sobre o comportamento certos comportamentos de línguas inclusive as línguas bíblicas né então a presença de determinado elemento linguístico pode indicar pode indicar que aquela língua é pertence a determinado tipo e as línguas daquele determinado tipo é possuem características assim assim assim então é alguns estudos de tipologia linguística também tem trazido aí contribuições e Estudos em sócio linguística especialmente aí junto com a antropologia e Estudos históricos tem lançado luz sobre o panorama linguístico da do Antigo Testamento do novo testamento como é que a língua que foi utilizada no texto reflete esse momento e essa esse contato entre povos que estavam línguas diferentes né Isso também tem lançado aí dado alguma contribuição bastante importante para leitura e para interpretação dos textos é como eu disse isso tudo ainda é bastante recente né eu destaco aqui alguns nomes de linguistas teólogos ou teólogos linguistas que na sua maior parte tem aí uma produção de livros e de artigos em língua inglesa então quero aqui mencionar o e o dinheiro é bastante conhecido linguista é que que tem obras sobre tradução obras sobre caracterização linguística tipologia linguística línguas bíblicas caracterização linguística das línguas bíblicas tem obras aí bastante importante também Michael são mais mais jovens aí que tem produzido textos sobre e produzido pesquisa sobre pesquisa linguística sobre as línguas bíblicas é também outro nome bastante importante no contexto norte-americano é o estendo e por parece que existe uma uma obra dos tendo por traduzida para o português um dos seus livros de hermenêutica mas eu não consegui ainda encontrar mais informação A esse respeito mas enfim existe aí existem diversos materiais à disposição tanto livros como artigos né a disposição do sendo impor sobre a caracterização linguística sobre o contato linguístico da especialmente do Novo Testamento da época do novo testamento e o Andreas que tem sim um material traduzido para o português né que é o livro do customberg com o Carson convite a interpretação bíblica e nesse livro existe aí Existem algumas sessões sobre a uma análise mais linguística e a sua contribuição para a análise exegética e para a hermenêutica tá então são algumas algumas pessoas que eu precisava mencionar aqui e precisava também sugerir né muito bem então a Então por hoje nós finalizamos nós finalizamos Nossa essa nossa aula e também o nosso curso é como não poderia deixar de ser eu gostaria de agradecer aqui imensamente a equipe da ibmu que tem me dado suporte aqui me auxiliado nos Bastidores que era agradecer a Susi o Jonatas de lean o Áquila o Cláudio todo pessoal que tem dado apoio aqui durante esse período das aulas né também quero agradecer muito a vocês que tem é estado aí conosco durante essas aulas e as pessoas que têm encontrado com quem a gente tem encontrado no corredor que tem falado sobre sobre o curso sobre a área a minha a minha sugestão o meu desejo é que de alguma forma você tenha sido inspirado a pensar mais sobre a língua sobre sobre a linguagem quem sabe ler mais a respeito se aprofundar mais A esse respeito e deixar e aproveitar algumas dessas contribuições possíveis da área para a sua vida devocional para sua leitura do texto bíblico E também porque não para o seu trabalho de exegese de hermenêutica e também de comunicação do texto bíblico a todos vocês que nos acompanharam nessa nessa jornada muito obrigado que Deus abençoe e até a próxima