A poesia da vida cristã: o crente e a arte – Jonas Madureira #EnsinoFiel 011
17/01/2023
A poesia da vida cristã: o crente e a arte – Jonas Madureira #EnsinoFiel 011
Veja nesta palestra de Jonas Madureira sobre a importância da poesia e da arte na vida cristã e no reino de Deus por meio de uma exposição do poema O profeta ficou cansado, de Adélia Prado.
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[Música] seja bem-vindo ao ensino fiel um programa que Visa disponibilizar conteúdos selecionados do ministério fiel com mensagens de nossas conferências e aulas de nossos cursos hoje teremos uma belíssima mensagem de Jonas Madureira na conferência fiel jovens 2022 conferência onde trabalhamos sobre o assunto da arte cultura e adoração nesta palestra Jonas Madureira ensina sobre a importância da poesia e da arte na vida cristã e no reino de Deus ele faz isso por meio de uma exposição do poema O Profeta ficou cansado de Adélia Prado ele nos mostra a beleza e verdade desta poesia fazendo-nos refletir sobre o quanto a arte pode ser bela e ao mesmo tempo bíblica e não bíblica por citar textos bíblicos mas por conta de toda a beleza E verdade que uma arte pode carregar apontando então para Deus que é criador de toda beleza e verdade Não esqueça de dar seu like na plataforma onde estivermos assistindo nos ouvindo e de compartilhar com o máximo de pessoas que conseguia ensino fiel Episódio 11 a poesia da vida cristã o crente a arte por Jonas Madureira Boa mensagem Deus te abençoe vamos ao nosso tema de hoje que que você gosta é você mesmo que tá olhando para mim que que você gosta fala alto aí fala um hã o Brasil vai mudar a gente não é possível estou em outro mundo Camões que sonetos como você não leu sonetos o Tiago os sonetos muito bem que mais além do aquele loading não gosta de poesia outro quem gosta de poesia aqui eu vi gente levantando a mão aqui me dá um exemplo Manoel de Barros que você gosta dele como olhos parados muito bem ela já está melhor que você ela já sabe até o nome quem mais gosta de poesia aqui você está falando isso sonetos não é da peça não isso aqui já levou o nível o negócio tá subindo de nível todo mundo o palco que a gente gosta né da peça 4 não é isso muito bem e mais lá do fundo Fundão do Fundão tem alguém que gosta de poesia E O Fundão nunca gosta de poesia Ah esse Fundão daqui vai tenho márcios [Aplausos] para o primeiro você foi bem segundo meu Deus isso aqui é outra história esse outro mundo depois de Camões você comprou a recente coletânea h É isso mesmo já que mais além de Castro Alves Fernando Pessoa Alberto Caeiro e o que você leu de Alberto Cairo porque a outra pessoa e o Daniel já tá melhorando que mais Fernando Pessoa Bazuca Vai um Bazuca aí Carlos Drummond o básico se tem coragem de falar eu li o básico de Carlos Drummond de Andrade que que é esse básico de Carlos Drummond um básico que a turma que lá do Fundão aqueles filistinos bárbaros lá do Fundão que precisariam conhecer de Carlos Drummond um poema dele não vem com aquele a pedra no meio do caminho isso só serve para você passar na USP é só o nome dele poesia É sério que a gente quer escrever romances sério mesmo É sério que você quer escrever bem quer falar bem público que se expressar na praça pública quer ser um bom político quer ser um bom pastor não gosta não lê não tem repertório de poesia Sério que a gente quer construir um país que seja capaz de influenciar culturalmente os seus cidadãos sem poesia que seria docente sem Homero o que seria docente sem vigília do que a gente pode ter de Cultura nasce da poesia como é que a gente pode fazer alguma coisa pelos pobres sem poesia como é que a gente pode fazer o bem pelo outro sem primeiro lugar te repertório Vim trazer o caos aqui ontem vocês viram gente piedosa usando a Bíblia hoje eu vou descer a ladeira o negócio vai ser meio Pagão hoje Eu quero ler com vocês um poema Vamos ler um poema hoje em vez de falar de poema em vez de explicar o que é um poema Vamos ler um eu trouxe aqui para vocês um poema de Adélia Prado velha prata já ouviram Prado quem já ouviu falar dela Prado eu não vou perguntar que você leu dela não fica tranquilo oráculos de Maio foi escrito em 1999 1999 para quem acompanha a Délia Prado é o ano mais produtivo dela não é uma máquina produzindo em 1999 tem uma série de poemas que foi publicado nesse oráculos de Maio que abre com um poema belíssimo belíssimo oráculos de Maio abre com um poema que tem como título O Poeta ficou cansado Vamos ler esse poema pois não quero mais ser teu Arauto já que todos têm voz porque só eu tenho que tomar navios de rota que não escolhi porque não gritas tu mesmo a miraculosa Trama dos teares já que tua voz revoa nos quatro cantos do mundo todo progrediu na terra e insistes em caixeiros Viajantes de porta em porta cavalo olha aqui cidadão repara minha senhora neste canivete mágico corta saca e fura é um faqueiro completo ó Deus deixa eu trabalhar na cozinha nem escrivão Deixa eu fazer teu pão filha diz-me o senhor só como palavras Olha o que um poema causa Sério que você não vai mais se interessa por poemas aí é coisa de gente nerd meu negócio é outra coisa gosto de uma coisa mais profunda Vem cá vamos analisar esse poema aqui como que ele começa ela abriu ela abriu oráculos de Maio pois pelo amor de Deus para tudo Puxa um freio de mão agora e disse como alguém começa não só um poema mas um livro de poemas com você entende que você não pode nem sequer se dar ao Luxo de ignorar a primeira palavra de um verso é um Pois na hora você tem que falar mais não para com isso porque começa com pois um poema não é uma coisa assim que alguém fez assim ai eu já tô tão inspirado eu vou escrever alguma coisa não para colocar esse pois aqui teve sangue suor e lágrimas não é qualquer um que começa um livro de poemas com um poema falando que o poeta está cansado e que começa com uma adversativa desta natureza pois você tem que mudar sua vida hoje tem que mudar sua vida hoje pois o que que é um pois um poema na abertura de um poema um Pois é um convite aos curiosos gente fuxiqueira fofoqueira sabe gente que não suporta andar no trem num Vagão de Trem ou no ônibus e eu vi aquela conversa de canto sabe é uma delícia né gente vamos confessar é uma maravilha eu e minha esposa a gente cultiva essa prática ela mais do que eu porque você é psicóloga ela ainda fica querendo fazer as leituras malucas dela né e é fica interessante só que ela ouve melhor do que eu ela escuta até os meus pensamentos Então ela sempre tem vantagem tão interessante que quando a gente vai anda tá no metrô não Vagão de Trem a primeira coisa é Nossa se acompanha um pois ali entendeu essa conversa aconteceu no meio do caminho e de repente você escuta é uma confusão Nossa quando tem uma confusão uma briga casal brigando meu Deus do céu é tentador você chega a ficar mais assim no deixa eu escutar eu quero saber o que tá acontecendo atrás da porta deixa eu botar meu ouvido aqui na porta para entender o que tá acontecendo aqui não é isso isso é um pois de um poeta no começo de um livro com uma poesia é um sabe era jogar sabe uma isca e você assim inocentemente a Bocanha achando que tá comendo e tá sendo fisgado isso aqui é um pois bem colocado faz com alguém captura ele disse assim não pois quer dizer que teve alguma coisa antes Aqui é Teve alguma coisa antes você tá entrando numa conversa que já tá rolando o boi está dizendo para você que muita coisa você não sabe que muita coisa você não sabe que você vai deduzir do que você está ouvindo a partir do pois você vai ter que imaginar você vai ter que esse pois o início vai fazer você dizer assim eu não posso eu tenho que o que que aconteceu antes porque que esse casal tá brigando não é possível ela tá quase puxando o cabelo do rapaz ele deve ter feito alguma coisa errada você fica imaginando nossa é uma cena de traição aí não é possível aí de repente aparece umas coisas assim envolvendo um cachorro você fala não pode ser tem um cão aqui no meio aí você começa você começa a fantasiar porque você quer descobrir porque eles estão discutindo isso aqui um boi faz aí você quer fazer Hinode na igreja sem poesia sério sério isso É sério que a gente quer produzir música na igreja letras na igreja sem pensar a riqueza de um Pois por exemplo Onde ele fica o que um pois pode fazer no mínimo Como faz por exemplo num poema como esse Vamos pensar um pois esse pois aqui da Adélia é um pois faz você diz assim não eu preciso escutar essa conversa aí você agora pegou o copo colocou na parede essa é uma técnica boa quem mora em apartamento como eu e tem casais que ficam brigando o tempo todo é batata e dá para fazer quando o prédio é bem bem pequenininho como meu por exemplo você pode colocar no chão também você vai escutar a gritaria de quem tá lá embaixo o problema disso é que você também fica refém as pessoas também tem copos nas suas casas aí a gente começa a falar mais baixo Mas tem uma coisa aqui né Vamos resolver esse pois depois desse Pois vem um não eu Jesus Dois crimes numa só não só verso não é possível que ela tá cometendo algo tão grotesco não é grotesco não se começa com pois e com não de qualquer jeito a não ser que esteja provocando algo pois Imagina você tá num trem lá no ônibus e não quero mais ser tua mulher os amados que que aconteceu aí você na hora vai inclinar o pescoço é aquele momento que você vai querer saber o que tá acontecendo Então isso que a dela Prado fez comigo e com você com esse primeiro verso você não pode ler um poema de qualquer jeito você acha que você vai ler um poema assim como você lê um noticiário Twitter Twitter é fácil de ler gente eu ter bico de ler é coisa simples não precisa gastar muito tempo aliás Às vezes você se arrepende de ter gasto tanto tempo ali diferente um poema requer respeito e o respeito é o tempo isso aqui isso aqui não é só da Ordem da comunicação da informação Você tá entendendo isso aqui é um deleite um poema não é para ser lida para ser devorado para comer para se deleitar com ele calma você não engole uma refeição maravilhosa você saboreia só um Bárbaro vai vai chegar numa mesa estraga tudo comendo igual um animal você vai com calma você tem que saborear as coisas certo então vamos saborear um poema começa dizendo pois não quero mais ser teu Arauto que é um Arauto aí você tá se encarando essa conversa no ônibus está muito curta Você tem o Google animal vai lá no Google usa o Google vai lá Digita Google coloca lá Arauto vai aparecer alguém que representa um rei certo uma autoridade ele vai falar em nome de alguém correto então se eu quero ter um Arauto eu combino com ele o seguinte Olha eu quero que você comunica as pessoas Isto aí o que ele vai fazer ele vai comunicar não as suas palavras as pessoas não querem ouvir oral alto as pessoas não estão interessadas no Arauto As pessoas não querem saber do ar alto as pessoas não querem saber nem sequer quem ele é as pessoas querem saber é o que o Arauto vai dizer porque aquilo que ele vai dizer importa porque é a palavra do Rei vamos repetir a frase pois não quero mais ser teu Arauto porque que alguém diria isso o que se trata de alguém revoltado alguém que está revoltado alguém que está no mínimo dizendo assim porque não quero mais acabou cansei tô cansado não quero mais falar em nome de ninguém eu quero falar em meu próprio nome agora ou eu quero fazer outra coisa mas eu não quero mais ser invisível pois não quero mais ser eu Arauto Observe teu o que significa que o poeta ou Arauto aquele que é o Arauto do poema está diante da pessoa que ele está se dirigindo Ou seja você está Você está participando você está ouvindo uma conversa da qual você não faz parte você não faz parte do Diálogo que tá acontecendo aqui você simplesmente tá escutando uma pessoa se dirigindo a outra e dizendo pois não quero mais ser teu Arauto não quero mais falar em teu nome aí na sequência Observe o que que a gente tem já que todos têm voz porque só eu devo tomar navios de rota que não escolhi já que todos têm voz que significa uma voz Deus não faz assim né olha para os poetas eu dou voz para os Corinthianos eu tiro a voz brincadeira não ele dá voz para cara de Léo agora foi linda desculpa mas imagina o seguinte Deus da voz para todos indistintamente Por que que um tem que ser alto e outro não Por que que não é qualquer um que pode ser um Arauto a pergunta é legítima Porque se o Arauto não precisa ser criativo se o Arauto não é o criador do discurso se o Arauto não escreveu o texto se o Arauto Não não é o criador do discurso entendi problema qualquer um poderia ler o discurso do rei porque não é a criatividade do Arauto a razão de ser do discurso a Deus o seguinte E você só descobre nessa conversa que ela tá conversando com Deus no final Então você sabe porque você chegou até o final do poema que ela tá conversando com Deus e ela tá dizendo pois não quero ser mais teu Arauto E aí ela diz logo na sequência já que todos têm voz aí ela dá uma metáfora para gente porque só eu devo tomar navios de rota que não escolhi o que é tomar navios de rota que não escolhi imagina que o rei dá para você uma rota Você não escolhe essa rota ele te dá Ou seja a visão do Arauto é a visão de alguém que está numa rota que não lhe foi não foi escolhida por ele ele foi dada ele tem essa missão e ponto final ele tem que cumprir essa rota ele tem que cruzar essa rota Ele tá dizendo porque só eu devo tomar navios de rota que não escolha a pergunta do poeta aqui é porque só eu tenho que ler os discursos do rei se todos têm vós O que há se eu não sou importante se eu não importo no discurso porque o discurso é todo do Rei Não poderia ser qualquer outra pessoa porque eu porque eu fui escolhido se qualquer um pode ler se não é o brilhantismo do Arauto que interessa não somente isso Observe que na sequência ela continua fazendo perguntas ou seja depois de você escutar pois não quero mais ser teu Arauto parece uma decisão né não quero mais aí você fica assim eu quero saber porque ela não quer mais de entender esse negócio aí você vê duas perguntas a primeira pergunta dizendo Por que só eu devo tomar navio de rota que não escolhi Então você já sabe que uma pessoa que está revoltada porque ela quer escolha escolher seu caminho eu quero fazer meu próprio caminho chega eu não aguento mais ter que falar em nome de alguém eu não aguento mais ter que sabe seguir caminhos que não são os caminhos que eu escolhi por que que eu tenho que falar em nome dessa outra de uma outra pessoa e por que que eu tenho que seguir esse caminho Por que que eu não posso seguir o meu próprio caminho porque eu não posso ter minha própria voz não bastasse isso a pergunta que vem a seguir porque não gritas aí eu Imagina que a conversa tá pesada aí a pessoa fica meio brava por que tu não gritas você mesmo Por que tu não gritas é porque Deus não pode gritar você não pode falar você não criou o mundo falando o mundo não foi feito pela sua palavra você não disse haja luz e ouvir luz que você mesmo fala tu tem que usar dizendo Olha o que ela tá dizendo porque não gritas tu me parece até um Salmo né não pode nem ficar escandalizado que esse aqui tá até fichinha perto de salmo 88 porque não gritas tu mesmo a miraculosa Trama dos tiares já que tua voz rebola os quatro cantos do mundo Ou seja já que a tua voz a tua palavra ecoa reverbera em todos os cantos deste mundo porque você mesmo não faz o que você tem que fazer e você mesmo fala diretamente porque você mesmo não se dirige diretamente as pessoas e você mesmo fala por que que tem que usar um Arauto Por que que tem que me usar é uma pessoa cansada é uma pessoa fatigada é uma pessoa que não é um Arauto de ontem alguém que começou a jornada é alguém que já tá muito tempo falando poema toca principalmente no coração de pessoas que vivem a vida falando e escrevendo mas não foi falando escrevendo ontem falando e escrevendo a vida inteira é alguém cansado do ofício alguém cansar de sua vocação alguém que está olhando para sua própria vocação dizendo a mais eu não aguento alguém que está dizendo chegou a hora jogar tudo para o espaço eu agora vou fazer o que eu quero observe a próxima parte do poema tudo progrediu na terra insistes em caixeiros Viajantes ou seja tudo progrediu que tá dizendo Olha o mundo teve aí né tecnologia hoje tem tecnologia nosso favor né hoje você pode usar rede social você pode usar um computador você pode usar tanta tecnologia a seu favor Por que que ainda insistes em caixeiro viajante você já tem a Amazon para que que você vai cair procurar um cachorro viajante entende que ele tá dizendo que você vai procurar um caceiro viajante A pergunta é o que é um cachê Viajante mas no Google vai lá a tecnologia tá nosso nosso favor usa a tecnologia seu favor vai lá digite caixeiro viajante muito de nós aqui nunca vi um cachorro Viajante mas o que é um um cachorro viajante imagina aquele cara que bate em porta em porta com um monte de tralhas para vender e ele vende tudo aquilo que você não precisa entende mas só que você compra Você conhece gente assim você não precisa de um bode Mas você volta para casa com bode as pessoas te perguntam Mas por que que você comprou um bode tava em promoção E você tá lá com bode mas como faz não cara não sei eu não sei porque eu comprei eu tenho um amigo que vive fazendo isso comigo você de repente tá ali e compra o negócio você não precisa você não precisa daquilo mas o sujeito tem uma lábia ele é exato ele tem uma lábia faz você comprar o que você não precisa e mais do que isso você não precisa e odeia só que você até então não sabe que eu odeia mas quem tem o dom da palavra tem a capacidade de seduzir a palavra faz isso dominar a palavra dominar oratória dominar retórica é o que eu tô fazendo com vocês agora aqui mas tá dominar pela palavra você tá tudo seduzido você fala mais eu quero ouvir mais não é isso Então tá ali você vai lá e compra o desgraçado do bode aí meu Deus mas eu não precisava disso aqui é o seu problema vai ser vender só que você não tem mesmo talento do desgraçado que te vendeu bode aí você tenta passar aquilo para frente aí você encontra outro amigo tá olhando para mim agora mesmo é você e esse outro amigo ele simplesmente olha para mais por que que eu vou precisar de um bode não eu comprei portanto não pago menos que r$ 1 e você vende para o Real aquilo que você comprou por 100 porque você não é um caixeiro Viajante O caceiro Viajante ele não tá nem aí com a tralha gente que ele tá para vender ele transforma um canivete numa coisa necessária você não precisa de um canivete Mas pela argumentação pela palavra ele vai te conduzindo te conduzindo chega uma hora que você fala lá você dá o Clique na E aí você faz o curso que você não queria mas você precisa agora porque te colocou de uma tal maneira ali aquele clickbait que você vai lá e uma é só 10 reais pronto você tá escravo daqueles 10 reais Aí você pergunta porque palavra a palavra faz isso um caixeiro viajante é um Mercador ambulante e a arte dele não é produzir a sua mercadoria a arte dele é falada a sua mercadoria ele não produz a mercadoria ele não faz a mercadoria ele fala dela fala de uma tal maneira e aquilo que para você não era tão importante a partir daquele momento passa a ser a coisa mais importante da sua vida a gente vive no mundo de discursos e você que está na universidade você sabe disso você sabe que eu tô dizendo você sabe que você vai ouvir discursos maravilhosos não são ruins são ótimos são maravilhosos São sedutores todo discurso ele é sedutor vai tentar seduzir você Imagine que ela tá dizendo para para Deus o seguinte o mundo já né avançou E você ainda insiste em caixir Viajante E aí dá o exemplo né de porta em porta cavalo olha aqui cidadão repara minha senhora neste canivete de repente uma pessoa que é tão incrível tão incrível na sua arte de falar que ela não é você tem aquela literações na fala né que aquela coisa típica do lembra dele Aquela figura Dominicana não é dos tempos de Lutero que usava tudo um discurso para vender indulgências veja Observe aqui o vendedor o cacheiro viajante tá aqui dizendo olha aqui cidadão repara minha senhora neste canivete mágico corta Sakura é um faqueiro completo Meu Deus um canivete virou um vaqueiro Você tá entendendo o que significa é um canivete mas ele botou é um faqueiro inteiro tudo que você precisa ele vai resolver vai resolver todos os problemas da sua vida estamos caminhando para o término imagina que quando ela diz isso ela diz que muito ironia ainda insiste em caixeiro viajante olha aqui agora imagine que agora o poeta tá cansado mesmo já desabafou você sabe que a conversa tá chegando ao fim você não conseguiu pegar a origem você não sabe onde ela começou você entrou pegou o bonde andando e você sabe que a conversa tá encontrando um fim as palavras estão encontrando fim um descanso estão repousando agora nesse final nesse grande final ela diz um vocativo ó Deus não tem como a pessoa diz assim ó Deus tá entendendo Mas esse não tem como uma pessoa irada é aquela hora que você tem que entender é um vocativo gente o vocativo faz isso agora não posso tem que ser ó Deus de alguém que agora se rendeu alguém que tá dizendo assim eu não quero mais discutir eu não quero mais dar argumentos eu já dei todos os argumentos Aqui tá dizendo o seguinte ó Deus deixa trabalhar na cozinha me deixa trabalhar na cozinha que que as pessoas fazem na cozinha comida né e é legal cozinhar não é quando se sabe eu acho mais interessante comer mas na cozinha em geral a gente trabalha com as mãos a gente produz com as mãos a gente realiza coisas na cozinha a gente faz coisas na cozinha a gente não chega na cozinha dizendo assim abre a geladeira e a geladeira abre Por enquanto ainda não é assim e a gente vai dando ordens e as coisas vão surgindo x-men eu digo haja um macarrão penne aqui ya macarrão na sua frente mas é gostoso aí Tira o macarrão Penny Aparece agora o gostoso e aí você vai servir as pessoas na sala da sua casa as coisas da cozinha não vem pela palavra vem pelas mãos Nem tudo que a gente faz no mundo vem pela palavra vem Pelas nossas mãos também é possível demonstrar amor com as mãos um abraço carinho uma comida bem feita para alguém que você ama de tanta coisa mas é uma coisa que você faz com as mãos você pode fazer coisas maravilhosas com a mão você pode demonstrar amor com suas mãos então poeta não tá dizendo assim eu te odeio eu quero você da fora da minha vida senão seria outra conversa isso não é coisa tá caminhando para um divórcio mas não é um divórcio a pessoa não quer um divórcio aqui você tá ouvindo a conversa assim ela quer continuar mas só não quer permanecendo quem ela é e fazendo o que ela tá fazendo ela só quer fazer outra coisa ela quer amar mas amar de um outro jeito ela quer continuar amando mas ela não quer continuar amando do jeito que ela está amando ela quer continuar amando de um outro jeito ela quer amar agora com as mãos ela quer demonstrar amor com as mãos ó Deus me deixa trabalhar na cozinha E aí vem logo em seguida nem vendedor nem escrivão de novo Puxa O freio de mão vendedor e escrivão ela escolheu as duas palavras com muita precisão porque elas representam duas vocações completamente distintas mas absurdamente ligadas por um único meio a palavra o que seria de um vendedor sem a palavra o que seria de um escrivão sem a palavra a diferença é que o vendedor usa a palavra para vender usa a palavra para através da fala convencer as pessoas que estão a sua volta mas o escrivão não escrivão faz ele escuta o que alguém está dizendo ele o escrivão não é alguém que tá não romancista tá entendendo não novelista ele não tá escrevendo uma crônica ele não tá produzindo um discurso próprio que que o escrivão tá fazendo ouvindo um discurso e o bom escrivão é aquele que desenvolve uma técnica de quão rapidez escrever esses líderes aquilo que o confessante está agora professando então o poeta tá dizendo claramente a Deus deixa eu trabalhar na cozinha eu não quero mais falar eu não quero mais escrever é alguém que cansou de falar alguém cansou de escrever que termina dizendo deixa fazer teu pão não quer deixar de servir não quer deixar de amar não quer abandonar o seu interlocutor é continuar servindo o seu interlocutor quer continuar ofertando o seu serviço ao seu interlocutor mas não do jeito que ele quer do jeito que ela quer eu não quero mais te dar palavra eu quero te dar um pão deixa fazer uma nota de rodapé bem rápida não resisto eu sei que tem aqui se não pastores pregadores Mas eu acredito piamente tem muito jovem aqui que vai ser pastor deixa eu dizer um negócio para você a maior tentação da sua vida vai querer fazer algo para Deus sem a palavra as pessoas elas não vão entender a sua vocação e o pior de tudo é que a sua vocação de falar de usar a palavra de ter a palavra como primazia porque é por meio dela que você realiza o seu ofício toda sua força toda a sua investimento na palavra vai ser visto por muitos como um trabalho inútil melhor seria você está debaixo de uma ponte dando pão e sopa para pessoas sofridas e necessitadas do que você ficar falando você vai ouvir isso você por vezes vai se sentir envergonhado de pessoas que vão olhar para você e dizer assim é você fica aí pregando eu quero ver você lá na porta do hospital eu quero ver você lá na favela eu quero ver você fazendo aqui ó serviço para as pessoas É nessa hora que juntando com seu cansaço e que é o cansaço é você falar e não ter nada em suas mãos para ofertar e para as pessoas verem quando a pessoa faz um pão e ela oferece para alguém você pega o pão entende você pega o que você fez e as pessoas podem ver com os olhos mas ninguém vê com os olhos da sua pregação ninguém vê com os olhos a palavra que você dá porque as palavras não foram feitas para a gente tocar com as mãos ninguém ninguém tem um aroma da palavra ninguém pode pesar uma palavra deixa eu colocar aqui uma palavra a palavra Rosa numa balança para medir o peso dela então a gente pode ficar cansado e o seguinte chega eu tenho que ficar pregando o que que eu tenho que ficar falando vou fazer alguma coisa de útil nunca me esqueço da minha mãe tinha 17 anos tava estudando teologia sistemática e quem é que já leu o bake off sabe do meu sofrimento imagina um garoto de 17 anos lendo bake off você passa o dia inteiro lendo aquele negócio entendeu E o seminário é a noite é quando você termina de Leila lá para o final da tarde sua Manchester não vai fazer nada de útil hoje não É incrível como as pessoas não veem e não conseguem enxergar o esforço da palavra prova disso é a nossa pobreza na poesia nossa pobreza na cultura da palavra prova disso é que nós que fomos chamados para falar a palavra não desenvolvemos-se que a arte da palavra desprezamos A Arte da palavra mas nós fomos chamados para ser artesãos da palavra não tem como tem como a gente fugir disso e pode ser sabe um sapateiro como pode ser um alguém extremamente erudito tanto um sapateiro que não teve formação nenhuma como um erudito que teve formação o que fará diferença entre os dois cuidado com a palavra Como que o poema termina o único momento que o interlocutor fala deu aquela sensação Caramba já vi essa mulher falar toda hora deixa eu ver o outro lado vamos ver agora o que que o outro está falando ele tá ouvindo quieto não falou nada até agora tadinho deixa ele falar aí quando ele fala ele diz o quê é assim que ele trata o Arauto Arauto não ela podia ter chamado ele de pai mas ela só consegue ver ele como rei Só consegue ver ela como filha ele disse filha diz-me o senhor eu só como palavras é hora que você tá assim com o pescoço e dizer como valeu a pena essa conversa filha eu só como palavras caminhando já para o final pensa comigo algumas coisas aqui já parou para imaginar como esse poema termina eu só como palavras Imagina você tá querendo fazer o pão tá certo com todo amor você quer demonstrar o amor eu vou dar um pão mas ele tá dizendo que eu não como pão eu como justamente aquilo que você não quer entregar suas palavras seu louvor Seu culto sua oração não é feito de trigo não é feito com suas mãos nosso culto é feito com as palavras a expressão da linguagem com linguagem é que nós prestamos o nosso culto e com a linguagem uma palavra que Deus fez criou o mundo esse momento de desfecho da nossa fala de agora se dizer uma coisa importante dentro das muitas coisas importantes que já foram ditas há uma teoria chamada teoria dos atos de fala alguns aqui já devem conhecer geral quem conhece essas coisas não é poesia diz o seguinte não existem apenas a palavras as palavras mas existem também atos de fala John Austin Ou seja quando ele escreveu o livro né Como fazer coisas com palavras ele tá dizendo que a gente não usa a palavra apenas para informar ele a gente não usa a palavras apenas para dizer assim olha Vocês precisam aprender isso gente a b c d ponto e aí a gente recebeu uma informação ou seja o que a teoria dos atos de fala diz é que a gente não usa palavras apenas para ter conhecimento para ter informação a gente também faz realiza coisas com palavra eu vou dar um exemplo típico de algo que a gente faz com a palavra perdão perdão não pode ser uma vontade do seu coração Você tem uma vontade de perdoar isso é vontade de perdoar perdão é outra coisa o perdão ele é um ato de fala enquanto você não diz eu te perdoo não acontece o perdão sabe batismo cuidado não vou entrar aqui nas questões aqui porque ele tem está num terreno agora meio nada poético nada poético mas até levantou a cabeça me olhou com os olhos de coruja mas imagine o seguinte qualquer Ministro que celebra o batismo não vai chegar lá e jogar água ou emergiu o sujeito na água simplesmente certo ele exige um ato de fala eu te batizo e tem que ser administrado corretamente em nome do pai do filho e do Espírito Santo isso não é só uma fala no comunica apenas algo realiza algo quando alguém diz assim eu declaro aberta esta sessão isso é um ato de fala ser um ato você tá fazendo coisas com a palavra que em primeiro fez coisas com a palavra foi Deus nos já parou para imaginar que a palavra se quer uma obra das nossas mãos não somos nós que inventamos a palavra Você e eu somos efeito daquele que não só cria as coisas mas aquele que pela palavra cria todas as coisas mas eu preciso lembrar que Mateus Capítulo 4 o início do ministério de Jesus Satanás faz uma tentação ao Deus da palavra dizendo a ele exatamente o seguinte se tu és filho de Deus transforma essa pedra em pão posso te garantir se não houvesse pão francês e provavelmente na virilha pão francês nos tempos de Jesus posso te garantir que aquelas pedras ali no deserto de Jesus parece um pão francês se você tem fome você olha um pãozinho daquele ali você fala só que você não tem poder de transformar pedra em pão isso que você Jamais seria tentado no deserto diante de Pedras e o deserto Jamais seria uma tentação para você as pedras jamais te tentariam só pode ser tentado em jardim com coisas floridas com vigor comida ali você pode ser tentado que se estende a mão e come mas no deserto ninguém pode ser tentado quem tem o poder com a palavra transformar pedra em pão a não ser aquele que no início do ministério transforma água em vinho ele poderia transformar pedra em pão ele precisava de pão mas ao mesmo tempo quando Satanás diz transforma essa pedra em pão que ele disse Nem só de pão viverá o homem mas de toda a palavra que procede da boca de Deus ou seja nós vivemos da palavra de Deus mas o contrário também é o mesmo não no sentido de que Deus vive e sobrevive da nossa palavra mas se existe algo que nós ofertamos a Deus e ele recebe não é o pão que fazemos porque o pão que fazemos quem come sou eu e os convidados da nossa casa pão e o vinho que você celebra o sacramento da ceia da Santa Ceia do Senhor é aquilo que você faz entre os irmãos da sua igreja Jesus não deu uma dentada naquele pão e nem tomou o gole daquele vinho ou para aqueles que acreditam na doutrina da transbitação no tanque que virou vinho não é mais do que isso quando Jesus ele nos entrega a sua palavra ele não nos entrega apenas um símbolo de algo ele nos entrega o alimento que a gente precisa quando a gente Celebra a ceia do senhor quando a gente come daquele pão daquele vinho não é Jesus Cristo que está ali Comendo aquele pão e aquele vinho literalmente quem tá comendo e bebendo vinho somos nós mas ele está se deliciando os nossos louvores com as nossas orações e com o nosso culto prestado a ele para ele e para sua glória o que eu tô falando agora tem a ver com que a gente vai falar à noite e eu termino lembrando de um ícone importante para a gente hoje e serve como um desafio para quem ouviu a palestra de agora sentiu de alguma forma desafiado a cuidar da palavra 1961 CS Lewis foi convidado junto com TSL dupla para fazer uma revisão do saltério da igreja na Inglaterra dois poetas foram convidados por uma comissão de teólogos de York para fazer a revisão do saltério da igreja sabe o que é mais extraordinário quando lhes tinha 17 anos de idade ele escreveu Daime já tinha produzido daimer que é o seu grande poema sonho do livro era ser poeta e sabe qual é a maior frustração dele ele não conseguiu quem conseguiu slt tinha uma inveja do você não tem ideia de como ele escreve não criticava o TSE dizer que era poesia ruim quando ele tá passando necessidade quem convida quem chama ele quem é poeta que ele sempre quis ser e não foi É sério tudo desejo do Deus foi ser poeta mas ele acabou se tornando um romancista e parece que tudo começa quando de alguma forma a gente enxerga na palavra algo mais do que uma mera informação E é exatamente no maior ele desenvolve toda a estrutura publica o seu plano em 1917 ele abandona a poesia mas não abandona a arte poética e aplique essa arte para revisão do seu saltério o saltério da sua igreja pergunta que eu faço a você hoje Onde estão os nossos poetas para revisar os nossos hinos Onde estão os nossos poetas para revisar nosso Hinode os poetas de hoje século 19 a gente tinha e muitos muito bons Mas preciso de hoje Cadê os de hoje a Jonas eu quero ser um romancista você tem um romancista um poeta frustrado mas seja porque não tem como a gente se Artesão da palavra sem primeiro lugar a gente cuidar da palavra uma arte e a profissão o Ofício que Deus nos Levou como mais profundo para o exercício da palavra não tem outro sinal da poesia a pergunta é como a gente vai os a poesia da glória de Deus sabe em 1960 Jornal do Brasil Carlos Drummond de Andrade escreveu uma crônica elogiando Adélia Prado ele diz assim Adélia é lírica a dela é bíblica já imaginou um poeta olhando para alguém e dizendo você é você você sabe o que está fazendo que tem muita gente que é bíblico mas não é lírico É bíblico mas é um desastre usando a palavra o que está dizendo ela é lírica mas está dizendo é bíblica eu acho que a gente pode fazer ainda muito quando a gente usa a arte para glorificar o nome do senhor talvez você esteja aqui se perguntando eu não tenho dom para ser um pastor Eu não minha vocação nascer um pastor Mas quem foi que disse que Deus locaciona para usar a palavra apenas pastores e os não eram pastor e como ele abençoa pastores como eu já parou para imaginar como você poderia abençoar tanta gente não só na igreja mas fora da igreja usando a arte da palavra Que Deus nos abençoe e que a gente possa talvez terminar a nossa oração com Deus de uma maneira diferente pergunta que eu deixo para vocês não será que essa conversa terminou Será que terminou essa conversa da Adélia com Deus Pensa aí escreve um poema obrigado por ter nos acompanhado em mais um episódio do ensino fiel Não esqueça de dar seu like e Compartilhar este conteúdo até a próxima fique com Deus