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A fé vem pelo ouvir

A poesia da vida cristã: o crente e a arte – Jonas Madureira #EnsinoFiel 011

A poesia da vida cristã: o crente e a arte – Jonas Madureira #EnsinoFiel 011

A poesia da vida cristã: o crente e a arte – Jonas Madureira #EnsinoFiel 011

Veja nesta palestra de Jonas Madureira sobre a importância da poesia e da arte na vida cristã e no reino de Deus por meio de uma exposição do poema O profeta ficou cansado, de Adélia Prado.

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Legendas automáticas:

[Música]
seja bem-vindo ao ensino fiel um
programa que Visa disponibilizar
conteúdos selecionados do ministério
fiel com mensagens de nossas
conferências e aulas de nossos cursos
hoje teremos uma belíssima mensagem de
Jonas Madureira na conferência fiel
jovens 2022 conferência onde trabalhamos
sobre o assunto da arte cultura e
adoração nesta palestra Jonas Madureira
ensina sobre a importância da poesia e
da arte na vida cristã e no reino de
Deus ele faz isso por meio de uma
exposição do poema O Profeta ficou
cansado de Adélia Prado ele nos mostra a
beleza e verdade desta poesia
fazendo-nos refletir sobre o quanto a
arte pode ser bela e ao mesmo tempo
bíblica e não bíblica por citar textos
bíblicos mas por conta de toda a beleza
E verdade que uma arte pode carregar
apontando então para Deus que é criador
de toda beleza e verdade
Não esqueça de dar seu like na
plataforma onde estivermos assistindo
nos ouvindo e de compartilhar com o
máximo de pessoas que conseguia
ensino fiel Episódio 11 a poesia da vida
cristã o crente a arte por Jonas
Madureira Boa mensagem Deus te abençoe
vamos ao nosso tema de hoje
que que você gosta
é você mesmo que tá olhando para mim
que que você gosta fala alto aí
fala um
hã
o Brasil vai mudar a gente não é
possível
estou em outro mundo Camões
que sonetos como você não leu sonetos
o Tiago
os sonetos
muito bem que mais além do
aquele loading
não gosta de poesia outro
quem gosta de poesia aqui eu vi gente
levantando a mão aqui me dá um exemplo
Manoel de Barros que você gosta dele
como
olhos parados muito bem ela já está
melhor que você ela já sabe até o nome
quem mais gosta de poesia aqui
você
está falando isso sonetos não é da peça
não isso aqui já levou o nível o negócio
tá subindo de nível
todo mundo o palco que a gente gosta né
da peça 4 não é isso muito bem
e mais lá do fundo Fundão
do Fundão tem alguém que gosta de poesia
E O Fundão nunca gosta de poesia Ah esse
Fundão daqui vai
tenho márcios
[Aplausos]
para o primeiro você foi bem segundo
meu Deus isso aqui é outra história esse
outro mundo
depois de Camões
você comprou a recente coletânea
h
É isso mesmo
já que mais além de Castro Alves
Fernando Pessoa
Alberto Caeiro e o que você leu de
Alberto Cairo porque a outra pessoa
e o Daniel já tá melhorando que mais
Fernando Pessoa Bazuca Vai um Bazuca aí
Carlos Drummond
o básico se tem coragem de falar eu li o
básico de Carlos Drummond de Andrade
que que é esse básico de Carlos Drummond
um básico que a turma que lá do Fundão
aqueles filistinos bárbaros lá do Fundão
que precisariam conhecer de Carlos
Drummond um poema dele não vem com
aquele a pedra no meio do caminho
isso só serve para você passar na USP
é só o nome dele
poesia
É sério que a gente quer escrever
romances
sério mesmo
É sério que você quer escrever bem
quer falar bem público que se expressar
na praça pública quer ser um bom
político quer ser um bom pastor
não gosta não lê não tem repertório de
poesia
Sério que a gente quer construir um país
que seja capaz
de influenciar culturalmente os seus
cidadãos sem poesia
que seria docente sem Homero
o que seria docente sem vigília
do que a gente pode ter de Cultura
nasce da poesia
como é que a gente pode fazer alguma
coisa
pelos pobres
sem poesia
como é que a gente pode fazer o bem pelo
outro
sem primeiro lugar
te repertório
Vim trazer o caos aqui ontem vocês viram
gente piedosa usando a Bíblia
hoje eu vou descer a ladeira
o negócio vai ser meio Pagão hoje
Eu quero ler com vocês um poema
Vamos ler um poema hoje
em vez de falar de poema
em vez de
explicar o que é um poema Vamos ler um
eu trouxe aqui para vocês um poema de
Adélia Prado
velha prata já ouviram Prado
quem já ouviu falar dela Prado eu não
vou perguntar que você leu dela não fica
tranquilo
oráculos de Maio foi escrito em 1999
1999 para quem acompanha a Délia Prado é
o ano mais produtivo dela
não é uma máquina produzindo em 1999
tem uma série de poemas que foi
publicado
nesse
oráculos de Maio
que abre com um poema belíssimo
belíssimo
oráculos de Maio
abre com um poema
que tem como título
O Poeta
ficou
cansado
Vamos ler esse poema
pois não quero mais ser teu Arauto
já que todos têm voz
porque só eu tenho que tomar navios de
rota que não escolhi
porque não gritas tu mesmo a miraculosa
Trama dos teares já que tua voz revoa
nos quatro cantos do
mundo todo progrediu na terra e insistes
em caixeiros Viajantes de porta em porta
cavalo olha aqui cidadão repara minha
senhora neste canivete mágico corta saca
e fura é um faqueiro completo
ó Deus
deixa eu trabalhar na cozinha
nem escrivão
Deixa eu fazer teu pão
filha
diz-me o senhor
só como palavras
Olha o que um poema causa
Sério que você não vai mais
se interessa por poemas
aí é coisa de gente nerd
meu negócio é outra coisa
gosto de uma coisa mais profunda
Vem cá
vamos analisar esse poema aqui como que
ele começa
ela abriu ela abriu
oráculos de Maio
pois
pelo amor de Deus para tudo Puxa um
freio de mão agora e disse como alguém
começa não só um poema mas um livro de
poemas com
você entende que você não pode nem
sequer se dar ao Luxo de ignorar a
primeira palavra de um verso
é um Pois na hora você tem que falar
mais não para com isso porque começa com
pois
um poema não é uma coisa assim que
alguém fez assim ai eu já tô tão
inspirado eu vou escrever alguma coisa
não para colocar esse pois aqui teve
sangue suor e lágrimas
não é qualquer um que começa um livro de
poemas com um poema falando que o poeta
está cansado e que começa com uma
adversativa desta natureza pois
você tem que mudar sua vida hoje
tem que mudar sua vida hoje pois o que
que é um pois um poema na abertura de um
poema
um Pois é um convite aos curiosos gente
fuxiqueira
fofoqueira sabe gente que não suporta
andar no trem num Vagão de Trem ou no
ônibus e eu vi aquela conversa de canto
sabe é uma delícia né gente vamos
confessar é uma maravilha eu e minha
esposa a gente cultiva essa
prática ela mais do que eu porque você é
psicóloga ela ainda fica querendo fazer
as leituras malucas dela né
e é fica interessante só que ela ouve
melhor do que eu ela escuta até os meus
pensamentos Então ela sempre tem
vantagem
tão interessante que quando a gente vai
anda tá no metrô não Vagão de Trem a
primeira coisa é Nossa se acompanha um
pois ali entendeu
essa conversa aconteceu no meio do
caminho e de repente você escuta é uma
confusão Nossa quando tem uma confusão
uma briga casal brigando meu Deus do céu
é tentador você chega a ficar mais assim
no
deixa eu escutar eu quero saber o que tá
acontecendo atrás da porta deixa eu
botar meu ouvido aqui na porta para
entender o que tá acontecendo aqui não é
isso isso é um pois
de um poeta no começo de um livro com
uma poesia é um sabe era jogar sabe uma
isca e você assim inocentemente
a Bocanha achando que tá comendo e tá
sendo fisgado isso aqui é um pois bem
colocado faz com alguém
captura ele disse assim não pois quer
dizer que teve alguma coisa antes Aqui é
Teve alguma coisa antes você tá entrando
numa conversa que já tá rolando o boi
está dizendo para você que muita coisa
você não sabe que muita coisa você não
sabe que você vai deduzir do que você
está ouvindo a partir do pois você vai
ter que imaginar você vai ter que esse
pois o início vai fazer você dizer assim
eu não posso eu tenho que o que que
aconteceu antes porque que esse casal tá
brigando não é possível ela tá quase
puxando o cabelo do rapaz ele deve ter
feito alguma coisa errada você fica
imaginando nossa é uma cena de traição
aí não é possível
aí de repente aparece umas coisas assim
envolvendo um cachorro você fala não
pode ser tem um cão aqui no meio aí você
começa você começa a fantasiar porque
você quer descobrir porque eles estão
discutindo isso aqui um boi faz
aí você quer fazer Hinode na igreja
sem poesia sério
sério isso
É sério que a gente quer produzir música
na igreja
letras na igreja
sem pensar a riqueza de um Pois por
exemplo Onde ele fica
o que um pois pode fazer no mínimo
Como faz por exemplo num poema como esse
Vamos pensar um pois esse pois aqui da
Adélia é um pois faz você diz assim não
eu preciso escutar essa conversa aí você
agora pegou o copo
colocou na parede essa é uma técnica boa
quem mora em apartamento como eu e tem
casais que ficam brigando o tempo todo
é batata e dá para fazer quando o prédio
é bem bem pequenininho como meu por
exemplo você pode colocar no chão também
você vai escutar a gritaria de quem tá
lá embaixo o problema disso é que você
também fica refém as pessoas também tem
copos nas suas casas
aí a gente começa a falar mais baixo
Mas tem uma coisa aqui né Vamos resolver
esse pois depois desse Pois vem um não
eu Jesus Dois crimes numa só não só
verso não é possível que ela tá
cometendo algo tão grotesco não é
grotesco não se começa com pois e com
não de qualquer jeito a não ser que
esteja provocando algo pois
Imagina você tá num
trem lá no ônibus e não quero mais ser
tua mulher
os amados que que aconteceu
aí você na hora vai inclinar o pescoço é
aquele momento que você vai querer saber
o que tá acontecendo Então isso que a
dela Prado fez comigo e com você com
esse primeiro verso você não pode ler um
poema de qualquer jeito
você acha que você vai ler um poema
assim como você lê um
noticiário Twitter
Twitter é fácil de ler gente eu ter bico
de ler é coisa simples não precisa
gastar muito tempo aliás Às vezes você
se arrepende de ter gasto tanto tempo
ali
diferente
um poema requer respeito
e o respeito é o tempo isso aqui isso
aqui não é só da Ordem da comunicação da
informação Você tá entendendo isso aqui
é um deleite
um poema não é para ser lida para ser
devorado
para comer
para se deleitar com ele calma você não
engole uma refeição maravilhosa você
saboreia só um Bárbaro vai vai chegar
numa mesa estraga tudo comendo igual um
animal
você vai com calma
você tem que saborear as coisas certo
então vamos saborear um poema começa
dizendo pois não quero mais ser teu
Arauto
que é um Arauto
aí você tá se encarando essa conversa no
ônibus está muito curta Você tem o
Google animal vai lá no Google usa o
Google vai lá Digita Google coloca lá
Arauto vai aparecer
alguém que
representa
um rei
certo uma autoridade ele vai falar
em nome de alguém correto
então se eu quero ter um Arauto eu
combino com ele o seguinte Olha eu quero
que você comunica as pessoas Isto aí o
que ele vai fazer ele vai comunicar não
as suas palavras
as pessoas não querem ouvir oral alto as
pessoas não estão interessadas no Arauto
As pessoas não querem saber do ar alto
as pessoas não querem saber nem sequer
quem ele é as pessoas querem saber é o
que o Arauto vai dizer porque aquilo que
ele vai dizer importa porque é a palavra
do Rei
vamos repetir a frase pois não quero
mais ser teu Arauto porque que alguém
diria isso
o que se trata de alguém revoltado
alguém que está revoltado alguém que
está no mínimo dizendo assim porque não
quero mais acabou cansei tô cansado
não quero mais falar em nome de ninguém
eu quero falar em meu próprio nome agora
ou eu quero fazer outra coisa mas eu não
quero mais ser invisível
pois não quero
mais
ser eu Arauto Observe teu o que
significa
que o poeta ou Arauto aquele que é o
Arauto do poema está diante da pessoa
que ele está se dirigindo Ou seja você
está Você está
participando você está ouvindo uma
conversa da qual você não faz parte você
não faz parte do Diálogo que tá
acontecendo aqui você simplesmente tá
escutando uma pessoa se dirigindo a
outra e dizendo pois não quero mais ser
teu Arauto
não quero mais falar em teu nome
aí na sequência Observe o que que a
gente tem
já que todos têm voz porque só eu devo
tomar navios de rota que não escolhi já
que todos têm voz que significa uma voz
Deus não faz assim né olha para os
poetas eu dou voz
para os Corinthianos eu tiro a voz
brincadeira
não ele dá voz para
cara de Léo agora foi linda desculpa mas
imagina o seguinte Deus da voz para
todos indistintamente
Por que que um tem que ser alto e outro
não
Por que que não é qualquer um que pode
ser um Arauto a pergunta é legítima
Porque
se o Arauto não precisa ser criativo
se o Arauto não é o criador do discurso
se o Arauto não escreveu o texto se o
Arauto Não não é o criador do discurso
entendi problema qualquer um poderia ler
o discurso do rei
porque não é a criatividade do Arauto a
razão de ser do discurso
a Deus o seguinte E você só descobre
nessa conversa que ela tá conversando
com Deus no final
Então você sabe porque você chegou até o
final do poema que ela tá conversando
com Deus e ela tá dizendo pois não quero
ser mais teu Arauto E aí ela diz logo na
sequência já que todos têm voz aí ela dá
uma metáfora para gente porque só eu
devo tomar navios de rota que não
escolhi o que é tomar navios de rota que
não escolhi
imagina que o rei dá para você uma rota
Você não escolhe essa rota
ele te dá
Ou seja a visão do Arauto é a visão de
alguém que está numa rota que não lhe
foi não foi escolhida por ele ele foi
dada ele tem essa missão e ponto final
ele tem que cumprir essa rota ele tem
que cruzar essa rota
Ele tá dizendo porque só eu devo tomar
navios de rota que não escolha a
pergunta do poeta aqui é porque só eu
tenho que ler os discursos do rei se
todos têm vós O que há se eu não sou
importante se eu não importo no discurso
porque o discurso é todo do Rei Não
poderia ser qualquer outra pessoa porque
eu porque eu fui escolhido se qualquer
um pode ler se não é o brilhantismo do
Arauto que interessa
não somente isso Observe que na
sequência
ela continua fazendo perguntas ou seja
depois de você escutar pois não quero
mais ser teu Arauto parece uma decisão
né não quero mais aí você fica assim eu
quero saber porque ela não quer mais de
entender esse negócio aí você vê duas
perguntas a primeira pergunta dizendo
Por que só eu devo tomar navio de rota
que não escolhi Então você já sabe que
uma pessoa que está revoltada porque ela
quer escolha
escolher seu caminho eu quero fazer meu
próprio caminho chega eu não aguento
mais ter que falar em nome de alguém eu
não aguento mais ter que sabe seguir
caminhos que não são os caminhos que eu
escolhi por que que eu tenho que falar
em nome dessa outra de uma outra pessoa
e por que que eu tenho que seguir esse
caminho Por que que eu não posso seguir
o meu próprio caminho porque eu não
posso ter minha própria voz
não bastasse isso a pergunta que vem a
seguir
porque não gritas aí eu Imagina que a
conversa tá pesada aí a pessoa fica meio
brava por que tu não gritas você mesmo
Por que tu não gritas é porque Deus não
pode gritar
você não pode falar
você não criou o mundo falando
o mundo não foi feito pela sua palavra
você não disse haja luz e ouvir luz que
você mesmo fala
tu tem que usar dizendo Olha o que ela
tá dizendo porque não gritas tu me
parece até um Salmo né
não pode nem ficar escandalizado que
esse aqui tá até fichinha perto de salmo
88
porque não gritas tu mesmo a miraculosa
Trama dos tiares já que tua voz rebola
os quatro cantos do mundo Ou seja já que
a tua voz a tua palavra ecoa reverbera
em todos os cantos deste mundo
porque você mesmo não faz o que você tem
que fazer e você mesmo fala diretamente
porque você mesmo não se dirige
diretamente as pessoas e você mesmo fala
por que que tem que usar um Arauto Por
que que tem que me usar
é uma pessoa cansada
é uma pessoa fatigada
é uma pessoa que não é um Arauto de
ontem
alguém que começou a jornada
é alguém que já tá muito tempo falando
poema toca principalmente no coração de
pessoas que vivem a vida falando e
escrevendo mas não foi falando
escrevendo ontem falando e escrevendo a
vida inteira
é alguém cansado do ofício
alguém cansar de sua vocação
alguém que está olhando para sua própria
vocação dizendo
a mais eu não aguento
alguém que está dizendo chegou a hora
jogar tudo para o espaço eu agora vou
fazer o que eu quero
observe a próxima parte do poema
tudo progrediu na terra
insistes em caixeiros Viajantes ou seja
tudo progrediu que tá dizendo Olha o
mundo teve aí né tecnologia hoje tem
tecnologia nosso favor né hoje você pode
usar rede social você pode usar um
computador você pode usar tanta
tecnologia a seu favor
Por que que ainda insistes em caixeiro
viajante você já tem a Amazon para que
que você vai cair procurar um cachorro
viajante entende que ele tá dizendo que
você vai procurar um caceiro viajante A
pergunta é o que é um cachê Viajante
mas no Google
vai lá a tecnologia tá nosso nosso favor
usa a tecnologia seu favor vai lá digite
caixeiro viajante muito de nós aqui
nunca vi um cachorro Viajante
mas o que é um
um cachorro viajante imagina aquele cara
que bate em porta em porta com um monte
de tralhas para vender e ele vende tudo
aquilo que você não precisa
entende mas só que você compra
Você conhece gente assim
você não precisa de um bode Mas você
volta para casa com bode
as pessoas te perguntam Mas por que que
você comprou um bode tava em promoção
E você tá lá com bode mas como faz não
cara não sei eu não sei porque eu
comprei eu tenho um amigo que vive
fazendo isso comigo
você de repente tá ali e compra o
negócio você não precisa você não
precisa daquilo mas o sujeito tem uma
lábia
ele é exato ele tem uma lábia faz você
comprar o que você não precisa
e mais do que isso você não precisa e
odeia
só que você até então não sabe que eu
odeia mas quem tem o dom da palavra tem
a capacidade de seduzir a palavra faz
isso
dominar a palavra dominar oratória
dominar retórica é o que eu tô fazendo
com vocês agora aqui
mas tá dominar pela palavra
você tá tudo seduzido você fala mais
eu quero ouvir mais não é isso
Então tá ali você vai lá e compra o
desgraçado do bode aí meu Deus mas eu
não precisava disso aqui é o seu
problema vai ser vender
só que você não tem mesmo talento do
desgraçado que te vendeu bode aí você
tenta passar aquilo para frente aí você
encontra outro amigo tá olhando para mim
agora mesmo é você e esse outro amigo
ele simplesmente olha para mais por que
que eu vou precisar de um bode não eu
comprei portanto não pago menos que r$ 1
e você vende para o Real aquilo que você
comprou por 100
porque você não é um caixeiro Viajante
O caceiro Viajante ele não tá nem aí com
a tralha gente que ele tá para vender
ele transforma um canivete numa coisa
necessária
você não precisa de um canivete Mas pela
argumentação pela palavra ele vai te
conduzindo te conduzindo chega uma hora
que você fala lá você dá o Clique na E
aí você faz o curso que você não queria
mas você precisa agora porque te colocou
de uma tal maneira ali aquele clickbait
que você vai lá e uma é só 10 reais
pronto você tá escravo daqueles 10 reais
Aí você pergunta porque
palavra
a palavra faz isso
um caixeiro viajante é um Mercador
ambulante
e a arte dele não é produzir a sua
mercadoria a arte dele é falada a sua
mercadoria
ele não produz a mercadoria ele não faz
a mercadoria ele fala dela
fala de uma tal maneira
e aquilo que para você não era tão
importante a partir daquele momento
passa a ser a coisa mais importante da
sua vida a gente vive no mundo de
discursos e você que está na
universidade você sabe disso você sabe
que eu tô dizendo
você sabe que você vai ouvir discursos
maravilhosos não são ruins são ótimos
são maravilhosos São sedutores
todo discurso ele é sedutor vai tentar
seduzir você
Imagine que ela tá dizendo para para
Deus o seguinte o mundo já né avançou E
você ainda insiste em caixir Viajante
E aí dá o exemplo né de porta em porta
cavalo olha aqui cidadão repara minha
senhora neste canivete de repente uma
pessoa que é tão incrível tão incrível
na sua arte de falar que ela não é você
tem aquela literações na fala né que
aquela coisa típica do
lembra dele Aquela figura Dominicana não
é dos tempos de Lutero que usava tudo um
discurso para vender indulgências veja
Observe aqui o vendedor o cacheiro
viajante tá aqui dizendo olha aqui
cidadão repara minha senhora neste
canivete mágico corta Sakura é um
faqueiro completo Meu Deus um canivete
virou um vaqueiro Você tá entendendo o
que significa é um canivete mas ele
botou é um faqueiro inteiro tudo que
você precisa ele vai resolver vai
resolver todos os problemas da sua vida
estamos caminhando para o término
imagina que quando ela diz isso ela diz
que muito ironia
ainda insiste em caixeiro viajante olha
aqui
agora imagine que agora o poeta tá
cansado mesmo
já desabafou
você sabe
que a conversa tá chegando ao fim você
não conseguiu pegar a origem você não
sabe onde ela começou
você entrou pegou o bonde andando e você
sabe que a conversa tá encontrando um
fim as palavras estão encontrando fim um
descanso estão repousando agora nesse
final nesse grande final
ela diz um vocativo ó Deus não tem como
a pessoa diz assim ó Deus tá entendendo
Mas esse não tem como uma pessoa irada
é aquela hora que você tem que entender
é um vocativo gente o vocativo faz isso
agora não posso
tem que ser ó Deus de alguém que agora
se rendeu alguém que tá dizendo assim eu
não quero mais discutir eu não quero
mais dar argumentos eu já dei todos os
argumentos Aqui tá dizendo o seguinte ó
Deus
deixa trabalhar na cozinha
me deixa trabalhar na cozinha que que as
pessoas fazem na cozinha
comida né
e é legal cozinhar não é
quando se sabe
eu acho mais interessante comer
mas na cozinha em geral
a gente trabalha com as mãos
a gente produz com as mãos
a gente realiza coisas na cozinha a
gente faz coisas na cozinha
a gente não chega na cozinha dizendo
assim abre a geladeira e a geladeira
abre Por enquanto ainda não é assim
e a gente vai dando ordens e as coisas
vão surgindo x-men
eu digo
haja um macarrão penne aqui
ya macarrão na sua frente
mas é gostoso aí Tira o macarrão Penny
Aparece agora o gostoso
e aí você vai servir as pessoas na sala
da sua casa
as coisas da cozinha não vem pela
palavra vem pelas mãos
Nem tudo que a gente faz no mundo vem
pela palavra vem Pelas nossas mãos
também
é possível
demonstrar amor com as mãos
um abraço carinho
uma comida bem feita para alguém que
você ama de tanta coisa mas é uma coisa
que você faz com as mãos
você pode fazer coisas maravilhosas com
a mão
você pode demonstrar amor com suas mãos
então poeta não tá dizendo assim eu te
odeio eu quero você da fora da minha
vida senão seria outra conversa isso não
é coisa tá caminhando para um divórcio
mas não é um divórcio
a pessoa não quer um divórcio aqui você
tá ouvindo a conversa assim ela quer
continuar mas só não quer permanecendo
quem ela é e fazendo o que ela tá
fazendo ela só quer fazer outra coisa
ela quer amar mas amar de um outro jeito
ela quer continuar amando mas ela não
quer continuar amando do jeito que ela
está amando ela quer continuar amando de
um outro jeito ela quer amar agora com
as mãos
ela quer demonstrar amor com as mãos
ó Deus me deixa trabalhar na cozinha
E aí vem logo em seguida nem vendedor
nem
escrivão de novo Puxa O freio de mão
vendedor e escrivão ela escolheu as duas
palavras com muita precisão porque elas
representam duas vocações
completamente distintas
mas absurdamente ligadas por um único
meio a palavra
o que seria de um vendedor sem a palavra
o que seria de um escrivão sem a palavra
a diferença
é que o vendedor usa a palavra para
vender usa a palavra para através da
fala convencer as pessoas que estão a
sua volta mas o escrivão não
escrivão faz
ele escuta o que alguém está dizendo ele
o escrivão não é alguém que tá não
romancista tá entendendo não novelista
ele não tá escrevendo uma crônica ele
não tá produzindo um discurso próprio
que que o escrivão tá fazendo
ouvindo um discurso e o bom escrivão é
aquele que desenvolve uma técnica de
quão rapidez escrever esses líderes
aquilo que o confessante está agora
professando
então o poeta tá dizendo claramente a
Deus deixa eu trabalhar na cozinha
eu não quero mais falar
eu não quero mais escrever é alguém que
cansou de falar alguém cansou de
escrever
que termina dizendo
deixa fazer teu pão
não quer deixar de servir
não quer deixar de amar não quer
abandonar o seu interlocutor é continuar
servindo o seu interlocutor quer
continuar
ofertando o seu serviço ao seu
interlocutor mas não do jeito que ele
quer do jeito que ela quer
eu não quero mais te dar palavra
eu quero te dar um pão deixa fazer uma
nota de rodapé bem rápida não resisto eu
sei que tem aqui se não pastores
pregadores Mas eu acredito piamente tem
muito jovem aqui que vai ser pastor
deixa eu dizer um negócio para você
a maior tentação da sua vida
vai querer fazer algo para Deus sem a
palavra
as pessoas elas não vão entender a sua
vocação
e o pior de tudo
é que a sua vocação de falar de usar a
palavra de ter a palavra como primazia
porque é por meio dela que você realiza
o seu ofício toda sua força toda a sua
investimento na palavra vai ser visto
por muitos como um trabalho inútil
melhor seria você está debaixo de uma
ponte
dando pão e sopa para pessoas sofridas e
necessitadas do que você ficar falando
você vai ouvir isso
você por vezes vai se sentir
envergonhado de pessoas que vão olhar
para você e dizer assim é você fica aí
pregando eu quero ver você lá na porta
do hospital
eu quero ver você lá na favela eu quero
ver você fazendo aqui ó serviço para as
pessoas
É nessa hora que juntando com seu
cansaço e que é o cansaço é você falar e
não ter nada em suas mãos para ofertar e
para as pessoas verem
quando a pessoa faz um pão e ela oferece
para alguém você pega o pão entende você
pega o que você fez e as pessoas podem
ver com os olhos
mas ninguém vê com os olhos da sua
pregação
ninguém vê com os olhos a palavra que
você dá
porque as palavras não foram feitas para
a gente tocar com as mãos ninguém
ninguém tem um aroma da palavra ninguém
pode pesar uma palavra deixa eu colocar
aqui uma palavra a palavra
Rosa numa balança
para medir o peso dela
então a gente pode ficar cansado
e o seguinte chega
eu tenho que ficar pregando o que que eu
tenho que ficar falando
vou fazer alguma coisa de útil nunca me
esqueço da minha mãe tinha 17 anos tava
estudando teologia sistemática e quem é
que já leu o bake off sabe do meu
sofrimento imagina um garoto de 17 anos
lendo bake off
você passa o dia inteiro lendo aquele
negócio entendeu E o seminário é a noite
é quando você termina de Leila lá para o
final da tarde sua Manchester não vai
fazer nada de útil hoje não
É incrível como as pessoas não veem e
não conseguem enxergar o esforço da
palavra
prova disso é a nossa pobreza na poesia
nossa pobreza na cultura da palavra
prova disso é que nós que fomos chamados
para falar a palavra não
desenvolvemos-se que a arte da palavra
desprezamos A Arte da palavra
mas nós fomos chamados para ser artesãos
da palavra
não tem como tem como a gente fugir
disso
e pode ser sabe um sapateiro como pode
ser um alguém extremamente erudito tanto
um sapateiro que não teve formação
nenhuma como um erudito que teve
formação
o que fará diferença entre os dois
cuidado com a palavra
Como que o poema termina
o único momento que o interlocutor fala
deu aquela sensação Caramba já vi essa
mulher falar toda hora deixa eu ver o
outro lado
vamos ver agora o que que o outro está
falando ele tá ouvindo quieto não falou
nada até agora tadinho deixa ele falar
aí quando ele fala ele diz o quê
é assim que ele trata o Arauto Arauto
não
ela podia ter chamado ele de pai
mas ela só consegue ver ele como rei
Só consegue ver ela como filha
ele disse filha
diz-me o senhor
eu só como palavras
é hora que você tá assim com o pescoço e
dizer como valeu a pena essa conversa
filha eu só como palavras
caminhando já para o final
pensa comigo algumas coisas aqui
já parou para imaginar
como esse poema termina
eu só como palavras Imagina você tá
querendo fazer o pão tá certo com todo
amor você quer demonstrar o amor eu vou
dar um pão
mas ele tá dizendo que eu não como pão
eu como justamente aquilo que você não
quer entregar
suas palavras
seu louvor
Seu culto
sua oração
não é feito de trigo
não é feito com suas mãos
nosso culto é feito com as palavras
a expressão da linguagem
com linguagem é que nós prestamos o
nosso culto e com a linguagem uma
palavra que Deus fez criou o mundo
esse momento de desfecho da nossa fala
de agora
se dizer uma coisa importante
dentro das muitas coisas importantes que
já foram ditas
há uma teoria
chamada teoria dos atos de fala alguns
aqui já devem conhecer geral quem
conhece essas coisas não é poesia
diz o seguinte
não existem apenas
a palavras as palavras
mas existem também
atos de fala
John Austin
Ou seja quando ele escreveu o livro né
Como fazer coisas com palavras ele tá
dizendo que a gente não usa a palavra
apenas para informar
ele a gente não usa a palavras apenas
para dizer assim olha Vocês precisam
aprender isso gente a b c d ponto e aí a
gente recebeu uma informação ou seja o
que a teoria dos atos de fala diz é que
a gente não usa palavras apenas para ter
conhecimento para ter informação a gente
também faz realiza coisas com palavra eu
vou dar um exemplo típico de algo que a
gente faz com a palavra perdão
perdão não pode ser uma vontade do seu
coração Você tem uma vontade de perdoar
isso é vontade de perdoar perdão é outra
coisa
o perdão ele é um ato de fala enquanto
você não diz eu te perdoo não acontece o
perdão
sabe batismo cuidado não vou entrar aqui
nas questões aqui porque ele tem está
num terreno agora meio nada poético nada
poético mas até levantou a cabeça
me olhou com os olhos de coruja
mas imagine o seguinte
qualquer Ministro que celebra o batismo
não vai chegar lá e jogar água
ou emergiu o sujeito na água
simplesmente certo
ele exige um ato de fala
eu te batizo
e tem que ser
administrado corretamente em nome do pai
do filho e do Espírito Santo isso não é
só uma fala
no comunica apenas algo
realiza algo
quando alguém diz assim eu declaro
aberta esta sessão isso é um ato de fala
ser um ato você tá fazendo coisas com a
palavra que em primeiro
fez coisas com a palavra foi Deus nos
já parou para imaginar que a palavra se
quer uma obra das nossas mãos
não somos nós que inventamos a palavra
Você e eu somos efeito daquele que não
só cria as coisas mas aquele que pela
palavra cria todas as coisas
mas eu preciso lembrar que Mateus
Capítulo 4
o início do ministério de Jesus
Satanás faz uma tentação
ao Deus da palavra
dizendo a ele exatamente o seguinte
se tu és
filho de Deus
transforma essa pedra
em pão
posso te garantir
se não houvesse pão francês e
provavelmente na virilha pão francês nos
tempos de Jesus posso te garantir que
aquelas pedras ali no deserto de Jesus
parece um pão francês
se você tem fome você olha um pãozinho
daquele ali você fala
só que você não tem poder de transformar
pedra em pão
isso que você Jamais seria tentado no
deserto diante de Pedras
e o deserto Jamais seria uma tentação
para você as pedras jamais te tentariam
só pode ser tentado em jardim com coisas
floridas com vigor comida
ali você pode ser tentado que se estende
a mão e come mas no deserto ninguém pode
ser tentado
quem tem o poder
com a palavra transformar pedra em pão a
não ser aquele que no início do
ministério transforma água em vinho
ele poderia transformar pedra em pão ele
precisava de pão
mas ao mesmo tempo quando Satanás diz
transforma essa pedra em pão que ele
disse
Nem só de pão
viverá o homem
mas de toda a palavra que procede da
boca de Deus
ou seja nós vivemos da palavra de Deus
mas o contrário também é o mesmo não no
sentido de que Deus vive e sobrevive da
nossa palavra mas se existe algo que nós
ofertamos a Deus e ele recebe não é o
pão que fazemos porque o pão que fazemos
quem come sou eu e os convidados da
nossa casa
pão e o vinho que você celebra o
sacramento da ceia da Santa Ceia do
Senhor é aquilo que você faz entre os
irmãos da sua igreja
Jesus não deu uma dentada naquele pão e
nem tomou o gole daquele vinho ou para
aqueles que acreditam na doutrina da
transbitação no tanque que virou vinho
não é
mais do que isso
quando Jesus
ele nos entrega a sua palavra
ele não nos entrega apenas um símbolo de
algo ele nos entrega o alimento que a
gente precisa quando a gente Celebra a
ceia do senhor quando a gente come
daquele pão daquele vinho não é Jesus
Cristo que está ali Comendo aquele pão e
aquele vinho literalmente
quem tá comendo e bebendo vinho somos
nós
mas ele está se deliciando
os nossos louvores com as nossas orações
e com o nosso culto prestado a ele para
ele e para sua glória
o que eu tô falando agora tem a ver com
que a gente vai falar à noite e eu
termino
lembrando de um
ícone importante para a gente hoje e
serve como um desafio para quem ouviu a
palestra de agora sentiu de alguma forma
desafiado a cuidar da palavra
1961
CS Lewis foi convidado junto com TSL
dupla para fazer uma revisão do saltério
da igreja na Inglaterra
dois poetas foram convidados por uma
comissão de teólogos de York
para fazer a revisão
do saltério da igreja
sabe o que é mais extraordinário quando
lhes tinha 17 anos de idade ele escreveu
Daime já tinha produzido daimer que é o
seu grande poema sonho do livro era ser
poeta
e sabe qual é a maior frustração dele
ele não conseguiu quem conseguiu
slt tinha uma inveja do
você não tem ideia de como ele escreve
não
criticava o TSE dizer que era poesia
ruim quando ele tá passando necessidade
quem convida quem chama ele quem é
poeta que ele sempre quis ser e não foi
É sério
tudo desejo do Deus foi ser poeta
mas ele acabou se tornando um romancista
e parece que tudo começa quando de
alguma forma a gente enxerga na palavra
algo mais do que uma mera informação
E é exatamente no maior ele desenvolve
toda a estrutura publica o seu plano em
1917
ele abandona a poesia mas não abandona a
arte poética e aplique essa arte para
revisão do seu saltério o saltério da
sua igreja pergunta que eu faço a você
hoje
Onde estão os nossos poetas para revisar
os nossos hinos
Onde estão os nossos poetas para revisar
nosso Hinode
os poetas de hoje século 19 a gente
tinha e muitos muito bons
Mas preciso de hoje Cadê os de hoje a
Jonas eu quero ser um romancista você
tem um romancista um poeta frustrado mas
seja
porque não tem como
a gente se Artesão da palavra
sem primeiro lugar a gente cuidar da
palavra uma arte e a profissão o Ofício
que Deus nos Levou como mais profundo
para o exercício da palavra não tem
outro sinal da poesia
a pergunta é como a gente vai os a
poesia da glória de Deus
sabe
em 1960 Jornal do Brasil
Carlos Drummond de Andrade escreveu uma
crônica elogiando Adélia Prado ele diz
assim
Adélia é lírica
a dela é bíblica
já imaginou
um poeta olhando para alguém
e dizendo você é você você sabe o que
está fazendo que tem muita gente que é
bíblico mas não é lírico É bíblico mas
é um desastre usando a palavra o que
está dizendo ela é lírica
mas está dizendo é bíblica
eu acho que a gente pode fazer ainda
muito
quando a gente usa a arte para
glorificar o nome do senhor talvez você
esteja aqui se perguntando eu não tenho
dom para ser um pastor Eu não minha
vocação nascer um pastor Mas quem foi
que disse que Deus locaciona para usar a
palavra apenas pastores e os não eram
pastor e como ele abençoa pastores como
eu já parou para imaginar como você
poderia abençoar tanta gente não só na
igreja mas fora da igreja usando a arte
da palavra
Que Deus nos abençoe e que a gente possa
talvez terminar a nossa oração com Deus
de uma maneira diferente pergunta que eu
deixo para vocês não será que essa
conversa terminou
Será que terminou essa conversa da
Adélia com Deus
Pensa aí escreve um poema
obrigado por ter nos acompanhado em mais
um episódio do ensino fiel Não esqueça
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conteúdo até a próxima fique com Deus

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