EP 7 – O problema do eu | Integre comenta: Deus na era secular | T. Keller | IBNU
07/01/2023
EP 7 – O problema do eu | Integre comenta: Deus na era secular | T. Keller | IBNU
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Fonte: Igreja Batista Nações Unidas
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Olá eu sou a Carol faço parte do integri que é o grupo de jovens da ibmu e a gente vai continuar nossa conversa sobre o livro do Jim Carrey Deus na era secular conversa já tá muito boa a gente já tá com bastante material já se você esse é o primeiro vídeo que você tá assistindo volta lá no canal a gente já tá no capítulo 6 nos Capítulos anteriores o Tinker falou sobre ter sentido sobre satisfação sobre a liberdade e nesse capítulo 6 ele vai abordar o assunto sobre identidade tentando responder a uma pergunta muito interessante muito importante que com certeza muitos de nós a gente já fez essa pergunta em algum momento da vida quem sou eu aí eu te quero e desenvolve né um pouco desse pensamento dizendo que a nossa identidade consiste de duas coisas básicas primeiro formação da nossa identidade ela precisa de um senso de eu é a parte da pessoa que não ajuda diante dos papéis que a gente interpreta a nossa volta na sociedade que é muito natural a gente tem uma maneira de ser com a família uma maneira de ser um ambiente profissional outra maneira de ser com amigos próximos e em cada papel desses que a gente desempenha na sociedade no contexto da nossa volta existe uma parte de nós que não muda a gente tem um comportamento com a nossa família outro com nossos amigos a gente é alguém diferente às vezes com cônjuge com filhos mas existe uma parte de nós que é algo que todo mundo reconhece que é que você é aquilo que a gente mesmo reconhece que é aquilo essa parte de nós que não muda isso é um senso do eu essa é uma parte da nossa identidade de acordo com ele diz que uma segunda parte que compõe a nossa identidade é um senso de valor e autoconhecimento é uma coisa e é importante mas autoestima é outra coisa então é importante a gente saber como a gente é E que valor a gente dá isso é importante pensar sobre o que em você faz sentido faz com que a vida vale a pena faz com que as coisas que você faz tem importância então o Censo doeu e o senso de valor juntos compõem a nossa identidade de acordo com teenquer e essa formação da identidade ele continua né nessa conversa dizendo que isso é um processo que toda cultura impõe sobre os seus integrantes isso é muito interessante porque de acordo com ele isso ocorre de maneira forte intensa porém difusa é uma coisa que passa despercebido pela maioria de nós a gente não faz ideia de que a gente obtém esse senso de identidade de valor da Cultura aí ele faz uma comparação né a respeito de que nas culturas antigas as pessoas desenvolviam a identidade o próprio eu a medida que se vinculavam com outras a identidade das pessoas em culturas antigas e tradicionais tava muito atrelada a ao papel que se desempenhava aquilo que você é diante do outro e no século essa identidade é desenvolvida de acordo com o próprio indivíduo olhando para si mesmo é a identidade no pensamento secular ela é desenvolvida se desvinculando de quaisquer ligações externas o indivíduo desenvolve a identidade a partir de si mesmo então o Tinker continua comparando essas duas maneiras de se construir a identidade ele fala que em culturas mais tradicionais a identidade se dá a partir do auto sacrifício o seu valor é determinado pela honra que a comunidade te dá e isso depende da sua contribuição Depende de como você se coloca ou que papel você desempenha na cultura nas culturas mais ocidentais na nossa contemporaneidade ocidental a identidade se dá a partir da auto afirmação ou seja você mesmo define os seus valores você se confere dignidade você defende os seus ideais independente das oposições que possam surgir a sua volta de modelos contrários e o Tinker aponta até uma vantagem nesse modelo contemporâneo de construção de identidade que antes as pessoas ficavam muito presas a expectativa da sociedade as papéis que elas deveriam desempenhar e acreditando que elas eram definidas completamente por aquilo que pelo seu papel na sociedade para que ela hierarquia dentro da sociedade então alguns movimentos de direitos civis foram importantes nesse sentido de da criação de valor de liberdade individual foi cuidar de autodeterminação para que isso ganhasse espaço e a sociedade não fosse necessariamente rigidamente estratificada mas existem dificuldades na construção dessa identidade baseada nos próprios desejos e sem levar em conta as relações sociais é o que como mente a gente fala de seguir o coração né de seguir as próprias intenções e desejos e opiniões sem levar em conta quaisquer elementos a nossa volta é muito fácil Se a gente realmente fizer uma análise dos nossos próprios desejos e vontade a gente vai ver que os nossos desejos pessoais são contraditórios e muitas vezes nós temos ao mesmo tempo desejos opostos O que torna difícil construir uma identidade por esse infelizmente a partir disso e um exemplo citado pelo TIM Keller a desejar uma carreira profissional que exige seu tempo e recursos e ao mesmo tempo você querer se dedicar num relacionamento por exemplo do casamento que também vai exigir de você tempo e recursos nesse conflito interno Qual é o desejo correto Qual é aquele que que é a sua identidade É o desejo pela carreira profissional eu desejo pela construção da família são dois desejos fortes e você quer com a mesma vontade ambos Mas qual deles corresponde a sua identidade e aí eu te quero ele faz através de exemplos ele faz a gente perceber a conflitante e quão difícil pode ser a construção de uma identidade por exemplo a partir daquilo que eu desejo continuando né ele cita o Freud quando fala que o nosso ser mais íntimo é um caos de desejos poder amor conforto e controle que competem entre si e eu te quero cita continua sendo Freud dizendo que o próprio Freud diz que culpa e vergonha são um preço que pagamos para termos alguma civilização ou uma sociedade minimamente organizada no sentido de que se todos nós formos dar vazão a tudo aquilo que sentimos desejamos ou queremos vai ser impossível construir uma sociedade minimamente civilizada e organizada então se a sua identidade se resume a satisfazer os próprios Desejos em todas as situações e apenas o que é do seu interesse o Tinker coloca aqui a própria identidade acaba se desfazendo porque é inevitável a mudança e a turbulência e essa constante a volatilidade né como que os nossos desejos vem e vão nesse sentido ironicamente ser você mesmo separado dos seus papéis fixos na sociedade resulta no fato de que por trás dos papéis não haverá uma identidade contínua isso é muito interessante fazer a gente pensar muito a respeito da construção da nossa própria identidade o autor ainda coloca alguns pontos que são leva pelo filósofo Charles Taylor e o Tim Kelly City filósofo em vários capítulos desse livro mais uma vez eu tinha que Taylor aqui que diz que uma outra dificuldade que essa formação secular da identidade impõe é o fato da gente não confiar em ninguém para dizer quem você é a construção da identidade sem que outras pessoas interfiram ou sei que eu sei que eu Ouça a opinião de alguém e o próprio Charles Taylor diz que isso é impossível que não tem como a gente construir uma identidade por simplesmente a partir do alto reconhecimento a nossa identidade vem na sua maior parte do reconhecimento do outro mesmo quando a gente hoje diz que é importante a auto validação eu construir a partir daquilo que eu tenho dentro de mim a realidade é que nós estamos em busca de pares a gente está sempre querendo as socializar e receber a aprovação das pessoas daqueles que incentivo e que estimam a identidade que eu propõe então o Tinker conclui a partir desse pensamento do Charles Taylor que isso contraria toda a narrativa cultural da atualidade que é o fato de que a gente precisa primeiro olhar para fora a gente primeiro se conecta com alguma coisa fora da gente para depois mergulharmos dentro da gente e avaliar a situação interna diante dessa conclusão que eu tinha que é ler tira ele cita um exemplo mais um exemplo e é muito interessante e aí eu vou pedir para você imaginar junto comigo esse exemplo que eu tinha que ela era aponta para gente que é uma figura por exemplo de um guerreiro anglo-saxão no norte da Europa Por volta do ano 800 imagina o cara imagina essa cena imagina o contexto todo imagina que esse esse guerreiro anglo-saxão do norte da Europa ele tem dois desejos dentro dele um dos desejos que ele tem os impulsos que ele tem é de agressividade ele gosta de lutar quando ele é desrespeitado ele se defende ele é agressivo e naquela cultura naquele tempo isso é considerado uma virtude Ele É valorizado Por isso naquela sociedade então ele se identifica com esse desejo que é natural dele ele abraça isso ele assume isso como a identidade dele mas é o mesmo tempo ele tem um segundo desejo que é uma atração física por alguém do mesmo sexo o que não é considerado uma virtude naquele tempo naquele contexto histórico naquela sociedade então ele trata de reprimir esse desejo porque ele não se identifica com aquilo ele não se reconhece tendo aquele desejo ele não quer que aquilo faça parte da identidade então ele representa dito isso né demonstrado esse exemplo agora vamos imaginar a gente avança no tempo um pouco e imagina comigo um executivo em manhatta no século 21 com exatamente os mesmos desejos e impulsos imagina o Executivo hoje no século 21 o pleno plena Nova York ele tem também esse esse impulso agressivo essa força bruta dentro dele e diante do contexto isso não é uma virtude isso não é considerado isso não seria considerado algo bom então ele naturalmente reprime isso ele não quer se identificar com isso e ele não se não se vê dessa maneira e trata logo de procurar terapia é o que colocaria hoje mas ao mesmo tempo ele também olha para essa para esse mesmo desejo que é para um desejo né que ele também tem que seria a atração pelo mesmo sexo e ele hoje culturalmente isso é aceito e ele abraça e ele se identifica com isso e ele constrói a identidade dele a partir desse impulso interno então a conclusão do time que ela era a partir desse excelente exemplo é que a nossa identidade não é determinada pura e simplesmente que a gente deseja Mas pela nossa crença a partir dos para nossa crença sobre os sentimentos e desejos que a gente tem então não são só os nossos desejos impulsos que definem que a gente é mas a maneira como a gente acredita a respeito daqueles desejos impulsos é que define quem a gente então não tem como a gente descobrir a identidade ou revelar uma identidade isolada só por meio de monólogas interiores eu conversando comigo mesmo então a nossa identidade É sim formada por meio de diálogos com valores morais e crenças da comunidade que nos cerca então e aí eu tinha que ele conclui essa esse pensamento com uma frase muito interessante ele diz que nós encontramos a nós mesmos nos outros e por meio dos outros mais um apontamento que eu te quero faz a respeito dessa construção secular de identidade é que ela pode se tornar muito pesada e até esmagadora porque na esculturas tradicionais o simples fato de você desempenhar bem um papel social você desempenhar bem um papel de mãe de pai de trabalhador honesto de bom estudante de quaisquer deveres sociais que deverão ser desempenhadas só isso já era o suficiente hoje com essa questão de da identidade ser cunhada pelo esforço próprio e por aquilo que Eu determino independente da sociedade essa construção pessoal depender só de você embora se afirme ter liberdade de escolha ou isso pareça ser um caminho independente e mais livre é sem que eu busque A provação né de alguém próximo da família ou do ciclo de amigos na verdade é isso transporta a gente para uma arena muito maior de competitividade as nossas escolhas ou aquilo que a gente defende acaba se tornando uma briga muito maior dentro de uma arena Muito Mais Cruel muito mais Ampla que faz com que a gente se torne muito mais frágil diante do fracasso hoje a questão da construção da identidade ela tem o fardo de que você precisa ser muito brilhante muito maravilhoso e tudo depende só do seu esforço o que acaba se tornando um peso muito grande na construção de quem você é ainda uma questão última apontada pela tinkeller aqui nesse capítulo é que a maneira como se constrói a identidade secular na atualidade ela acaba sendo autodestrutivo no capítulo anterior não apto 5 ele fala sobre como essa liberdade total né a liberdade levada das últimas consequências ela acaba destruindo a sociedade porque a ausência de restrições e se todo mundo resolveu fazer o que quiser na hora que quiser do jeito que quiser as pessoas vão acabar se destruindo umas as outras né a falta de limites acaba tendo essa consequência e o mesmo acontece se a gente quiser aplicar Esse princípio na construção da própria identidade então autores que existe uma quantidade imensa de estudiosos da atualidade que já comprovaram que o eu moderno e individualista faz com que laços sociais e instituições se desgasta se tornem fragmentadas e a sociedade vai se tornando cada vez mais um ambiente de facções e de luta uns contra os outros e a partir de todos esses pontos que eu tinha que a ler coloca sobre a construção da identidade pensamento secular ele diz que todas essas dificuldades Elas já foram amplamente documentadas pelos principais intelectuais Da nossa época e o Tim Kelly faz um convite para você acompanhar o próximo Capítulo porque diante de todas essas questões colocadas aqui da construção da identidade secular ou tinha que ler agora vai fazer uma comparação com a diferença de construção de uma identidade a partir dos princípios cristãos então eu te convido a continuar acompanhando continuar com essa leitura vamos continuar com bate-papo porque capítulo que vem também promete esse ampliar da discussão para trazer reflexão para gente na nossa maneira de pensar Nossa maneira de construir a nossa identidade de como a gente tá fazendo esses links com nós com o mesmo e com a sociedade Nossa muito obrigada por estar acompanhando a gente até agora e que Deus abençoe essa reflexão que você possa continuar com a gente nos próximos Capítulos Um abraço [Música]