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EP 7 – O problema do eu | Integre comenta: Deus na era secular | T. Keller | IBNU

EP 7 – O problema do eu | Integre comenta: Deus na era secular | T. Keller | IBNU

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Olá eu sou a Carol faço parte do integri
que é o grupo de jovens da ibmu e a
gente vai continuar nossa conversa sobre
o livro do Jim Carrey Deus na era
secular conversa já tá muito boa a gente
já tá com bastante material já se você
esse é o primeiro vídeo que você tá
assistindo volta lá no canal a gente já
tá no capítulo 6 nos Capítulos
anteriores o Tinker falou sobre ter
sentido sobre satisfação sobre a
liberdade e nesse capítulo 6 ele vai
abordar o assunto sobre identidade
tentando responder a uma pergunta muito
interessante muito importante que com
certeza muitos de nós a gente já fez
essa pergunta em algum momento da vida
quem sou eu aí eu te quero e desenvolve
né um pouco desse pensamento dizendo que
a nossa identidade
consiste de duas coisas básicas primeiro
formação da nossa identidade ela precisa
de um senso de eu é a parte da pessoa
que não ajuda diante dos papéis que a
gente interpreta a nossa volta na
sociedade que é muito natural a gente
tem uma maneira de ser com a família uma
maneira de ser um ambiente profissional
outra maneira de ser com amigos próximos
e em cada papel desses que a gente
desempenha na sociedade no contexto da
nossa volta existe uma parte de nós que
não muda a gente tem um comportamento
com a nossa família outro com nossos
amigos a gente é alguém diferente às
vezes com cônjuge com filhos mas existe
uma parte de nós que é algo que todo
mundo reconhece que é que você é aquilo
que a gente mesmo reconhece que é aquilo
essa parte de nós que não muda isso é um
senso do eu essa é uma parte da nossa
identidade de acordo com ele diz que uma
segunda parte que compõe a nossa
identidade é um senso de valor e
autoconhecimento é uma coisa e é
importante mas autoestima é outra coisa
então é importante a gente saber como a
gente é E que valor a gente dá isso é
importante pensar sobre o que em você
faz sentido faz com que a vida vale a
pena faz com que as coisas que você faz
tem importância então o Censo doeu e o
senso de valor juntos compõem a nossa
identidade de acordo com teenquer e essa
formação da identidade ele continua né
nessa conversa dizendo que isso é um
processo que toda cultura impõe sobre os
seus integrantes isso é muito
interessante porque de acordo com ele
isso ocorre de maneira forte intensa
porém difusa é uma coisa que passa
despercebido pela maioria de nós a gente
não faz ideia de que a gente obtém esse
senso de identidade de valor da Cultura
aí ele faz uma comparação né a respeito
de que nas culturas antigas as pessoas
desenvolviam a identidade o próprio eu a
medida que se vinculavam com outras a
identidade das pessoas em culturas
antigas e tradicionais tava muito
atrelada a ao papel que se desempenhava
aquilo que você é diante do outro e no
século essa identidade é desenvolvida de
acordo com o próprio indivíduo olhando
para si mesmo é a identidade no
pensamento secular ela é desenvolvida se
desvinculando de quaisquer ligações
externas o indivíduo desenvolve a
identidade a partir de si mesmo então o
Tinker continua
comparando essas duas maneiras de se
construir a identidade ele fala que em
culturas mais tradicionais a identidade
se dá a partir do auto sacrifício o seu
valor é determinado pela honra que a
comunidade te dá e isso depende da sua
contribuição
Depende de como você se coloca ou que
papel você desempenha na cultura nas
culturas mais ocidentais na nossa
contemporaneidade ocidental a identidade
se dá a partir da auto afirmação ou seja
você mesmo define os seus valores você
se confere dignidade você defende os
seus ideais independente das oposições
que possam surgir a sua volta de modelos
contrários e o Tinker aponta até uma
vantagem nesse modelo contemporâneo de
construção de identidade que antes as
pessoas ficavam muito presas
a expectativa da sociedade as papéis que
elas deveriam desempenhar e acreditando
que elas eram definidas completamente
por aquilo que pelo seu papel na
sociedade para que ela hierarquia dentro
da sociedade então alguns movimentos de
direitos civis foram importantes nesse
sentido de da criação de valor de
liberdade individual foi cuidar de
autodeterminação para que isso ganhasse
espaço e a sociedade não fosse
necessariamente rigidamente
estratificada mas existem dificuldades
na construção dessa identidade baseada
nos próprios desejos e sem levar em
conta as relações sociais é o que como
mente a gente fala de seguir o coração
né de seguir as próprias intenções e
desejos e opiniões sem levar em conta
quaisquer elementos a nossa volta é
muito fácil Se a gente realmente fizer
uma análise dos nossos próprios desejos
e vontade a gente vai ver que os nossos
desejos pessoais são contraditórios e
muitas vezes nós temos ao mesmo tempo
desejos opostos O que torna difícil
construir uma identidade por esse
infelizmente a partir disso e um exemplo
citado pelo TIM Keller a desejar uma
carreira profissional que exige seu
tempo e recursos e ao mesmo tempo você
querer se dedicar num relacionamento por
exemplo do casamento que também vai
exigir de você tempo e recursos nesse
conflito interno Qual é o desejo correto
Qual é aquele que que é a sua identidade
É o desejo pela carreira profissional eu
desejo pela construção da família são
dois desejos fortes e você quer com a
mesma vontade ambos Mas qual deles
corresponde a sua identidade e aí eu te
quero ele faz através de exemplos ele
faz a gente perceber a conflitante e
quão difícil pode ser a construção de
uma identidade por exemplo a partir
daquilo que eu desejo continuando né ele
cita o Freud quando
fala que o nosso ser mais íntimo é um
caos de desejos poder amor conforto e
controle que competem entre si e eu te
quero cita continua sendo Freud dizendo
que o próprio Freud diz que culpa e
vergonha são um preço que pagamos para
termos alguma civilização ou uma
sociedade minimamente organizada no
sentido de que se todos nós formos dar
vazão a tudo aquilo que sentimos
desejamos ou queremos vai ser impossível
construir uma sociedade minimamente
civilizada e organizada então se a sua
identidade se resume a satisfazer os
próprios Desejos em todas as situações e
apenas o que é do seu interesse o Tinker
coloca aqui a própria identidade acaba
se desfazendo porque é inevitável a
mudança e a turbulência e essa constante
a volatilidade né como que os nossos
desejos vem e vão nesse sentido
ironicamente ser você mesmo separado dos
seus papéis fixos na sociedade resulta
no fato de que por trás dos papéis não
haverá uma identidade contínua
isso é muito interessante fazer a gente
pensar muito a respeito da construção da
nossa própria identidade o autor ainda
coloca alguns pontos que são leva pelo
filósofo Charles Taylor e o Tim Kelly
City filósofo em vários capítulos desse
livro mais uma vez eu tinha que Taylor
aqui que diz que uma outra dificuldade
que essa formação secular da identidade
impõe é o fato da gente não confiar em
ninguém para dizer quem você é a
construção da identidade sem que outras
pessoas interfiram ou sei que eu sei que
eu Ouça a opinião de alguém e o próprio
Charles Taylor diz que isso é impossível
que não tem como a gente construir uma
identidade por simplesmente a partir do
alto reconhecimento a nossa identidade
vem na sua maior parte do reconhecimento
do outro mesmo quando a gente hoje diz
que é importante a auto validação eu
construir a partir daquilo que eu tenho
dentro de mim a realidade é que nós
estamos em busca de pares a gente está
sempre querendo as socializar e receber
a aprovação das pessoas daqueles que
incentivo e que estimam a identidade que
eu propõe então o Tinker conclui a
partir desse pensamento do Charles
Taylor que isso contraria toda a
narrativa cultural da atualidade que é o
fato de que a gente precisa primeiro
olhar para fora a gente primeiro se
conecta com alguma coisa fora da gente
para depois
mergulharmos dentro da gente e avaliar a
situação interna diante dessa conclusão
que eu tinha que é ler tira ele cita um
exemplo mais um exemplo e é muito
interessante e aí eu vou pedir para você
imaginar junto comigo esse exemplo que
eu tinha que ela era aponta para gente
que é uma figura por exemplo de um
guerreiro anglo-saxão no norte da Europa
Por volta do ano 800 imagina o cara
imagina essa cena imagina o contexto
todo imagina que esse esse guerreiro
anglo-saxão do norte da Europa ele tem
dois desejos dentro dele um dos desejos
que ele tem os impulsos que ele tem é de
agressividade ele gosta de lutar quando
ele é desrespeitado ele se defende ele é
agressivo e naquela cultura naquele
tempo isso é considerado uma virtude Ele
É valorizado Por isso naquela sociedade
então ele se identifica com esse desejo
que é natural dele ele abraça isso ele
assume isso como a identidade dele mas é
o mesmo tempo ele tem um segundo desejo
que é uma atração física por alguém do
mesmo sexo o que não é considerado uma
virtude naquele tempo naquele contexto
histórico naquela sociedade então ele
trata de reprimir esse desejo porque ele
não se identifica com aquilo ele não se
reconhece tendo aquele desejo ele não
quer que aquilo faça parte da identidade
então ele representa dito isso né
demonstrado esse exemplo agora vamos
imaginar a gente avança no tempo um
pouco e imagina comigo um executivo em
manhatta no século 21 com exatamente os
mesmos desejos e impulsos imagina o
Executivo hoje no século 21 o pleno
plena Nova York ele tem também esse esse
impulso agressivo essa força bruta
dentro dele e diante do contexto isso
não é uma virtude isso não é considerado
isso não seria considerado algo bom
então ele naturalmente reprime isso ele
não quer se identificar com isso e ele
não se não se vê dessa maneira e trata
logo de procurar terapia é o que
colocaria hoje mas ao mesmo tempo ele
também olha para essa para esse mesmo
desejo que é para um desejo né que ele
também tem que seria a atração pelo
mesmo sexo e ele hoje culturalmente isso
é aceito e ele abraça e ele se
identifica com isso e ele constrói a
identidade dele a partir desse impulso
interno então a conclusão do time que
ela era a partir desse excelente exemplo
é que a nossa identidade não é
determinada pura e simplesmente
que a gente deseja Mas pela nossa crença
a partir dos para nossa crença sobre os
sentimentos e desejos que a gente tem
então não são só os nossos desejos
impulsos que definem que a gente é mas a
maneira como a gente acredita a respeito
daqueles desejos impulsos é que define
quem a gente então não tem como a gente
descobrir a identidade ou revelar uma
identidade isolada só por meio de
monólogas interiores eu conversando
comigo mesmo então a nossa identidade É
sim formada por meio de diálogos com
valores morais e crenças da comunidade
que nos cerca então e aí eu tinha que
ele conclui essa esse pensamento com uma
frase muito interessante ele diz que nós
encontramos a nós mesmos nos outros e
por meio dos outros mais um apontamento
que eu te quero faz a respeito dessa
construção secular de identidade é que
ela pode se tornar muito pesada e até
esmagadora porque na esculturas
tradicionais
o simples fato de você desempenhar bem
um papel social você desempenhar bem um
papel de mãe de pai de trabalhador
honesto de bom estudante de quaisquer
deveres sociais que deverão ser
desempenhadas só isso já era o
suficiente hoje com essa questão de da
identidade ser cunhada pelo esforço
próprio e por aquilo que Eu determino
independente da sociedade essa
construção pessoal depender só de você
embora se afirme ter liberdade de
escolha ou isso pareça ser um caminho
independente e mais livre é sem que eu
busque A provação né de alguém próximo
da família ou do ciclo de amigos na
verdade é isso transporta a gente para
uma arena muito maior de competitividade
as nossas escolhas ou aquilo que a gente
defende acaba se tornando uma briga
muito maior dentro de uma arena Muito
Mais Cruel muito mais Ampla que faz com
que a gente se torne muito mais frágil
diante do fracasso hoje
a questão da construção da identidade
ela tem o fardo de que você precisa ser
muito brilhante muito maravilhoso e tudo
depende só do seu esforço o que acaba se
tornando um peso muito grande na
construção de quem você é ainda uma
questão última apontada pela tinkeller
aqui nesse capítulo é que a maneira como
se constrói a identidade secular na
atualidade ela acaba sendo
autodestrutivo no capítulo anterior não
apto 5 ele fala sobre como essa
liberdade total né a liberdade levada
das últimas consequências ela acaba
destruindo a sociedade porque a ausência
de restrições e se todo mundo resolveu
fazer o que quiser na hora que quiser do
jeito que quiser as pessoas vão acabar
se destruindo umas as outras né a falta
de limites acaba tendo essa consequência
e o mesmo acontece se a gente quiser
aplicar Esse princípio na construção da
própria identidade então autores que
existe uma quantidade
imensa de estudiosos da atualidade que
já comprovaram que o eu moderno e
individualista faz com que laços sociais
e instituições se desgasta se tornem
fragmentadas e a sociedade vai se
tornando cada vez mais um ambiente de
facções e de luta uns contra os outros e
a partir de todos esses pontos que eu
tinha que a ler coloca sobre a
construção da identidade pensamento
secular ele diz que todas essas
dificuldades Elas já foram amplamente
documentadas pelos principais
intelectuais Da nossa época e o Tim
Kelly faz um convite para você
acompanhar o próximo Capítulo porque
diante de todas essas questões colocadas
aqui da construção da identidade secular
ou tinha que ler agora vai fazer uma
comparação com a diferença de construção
de uma identidade a partir dos
princípios cristãos então eu te convido
a continuar acompanhando continuar com
essa leitura vamos continuar com
bate-papo porque capítulo que vem também
promete esse ampliar da discussão para
trazer reflexão para gente na nossa
maneira de pensar Nossa maneira de
construir a nossa identidade de como a
gente tá fazendo esses links com nós com
o mesmo e com a sociedade Nossa muito
obrigada por estar acompanhando a gente
até agora e que Deus abençoe essa
reflexão que você possa continuar com a
gente nos próximos Capítulos Um abraço
[Música]

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