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Introdução ao Antigo Testamento – Aula 5 | O Deus Eterno e os deuses | Ákilla Nascimento | IBNU

Introdução ao Antigo Testamento – Aula 5 | O Deus Eterno e os deuses | Ákilla Nascimento | IBNU

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[Música]
Olá boa noite bom dia boa tarde para
todo mundo que tá acompanhando mais uma
live aqui da evenil hoje a gente tá
tratando
da introdução ao antigo testamento aí
Benil tem algumas programações que
acontecem ao longo da semana aqui no
nosso canal as quartas-feiras temos
introdução ao Novo Testamento aos
sábados a gente tem introdução ao antigo
testamento e essa é a nossa quinta aula
você é muito bem-vindo para acompanhar o
nosso conteúdo mas também bem-vindo para
consultar tudo aquilo que veio antes
hoje a gente vai tratar dessa relação
entre Deus ou Deus de Israel e a fé e os
Deuses dos povos que estavam no entorno
de Israel então vou compartilhar aqui a
nossa apresentação e eu vou pedir para
que você então Participe ativamente
conosco Coloque seus comentários aqui no
chat
faça pergunta mas Pegue leve brincadeira
fiquem à vontade aí para colocar suas
perguntas e a gente vai começar
retomando alguns conceitos de bem
importantes das últimas aulas que é a
proposta de primeiro tem um curso de
introdução antigo testamento é que você
possa abrir o antigo testamento e tem as
ferramentas as informações que aproxima
em você do mundo para o qual esse texto
foi escrito com certeza a palavra de
Deus ela é atemporal em certo sentido ou
foi escrita para toda a história da
Redenção para geração que recebeu
primeiramente para todas as outras mas
Originalmente ela foi escrita para um
povo que entenderia aquela palavra na
cultura em que eles receberam essa
palavra então o livro de Gênesis assim
como um dos livros dos Profetas Isaías
ou Salmos ou qualquer outro livro tinha
em mente o público Inicial como sendo o
seu público principal a linguagem os
elementos
e em especial a visão de mundo era
próprio daquela geração daquelas pessoas
Então hoje vai ser um exemplo muito
claro de como a visão de mundo pode
alterar profundamente a maneira como
você lê a Bíblia e a gente precisa
lembrar a aula do extrator muito bem
disso o ambiente do antigo testamento de
que Israel tá dentro dentro do antigo
Oriente próximo então toda a região a
grosso modo entre o Egito e a
Mesopotâmia e os povos que estão
imediatamente ao norte de Israel é fazem
parte de um contexto cultural de uma
forma de pensar em uma forma de
interpretar o mundo que compartilha
vários elementos isso não quer dizer que
qualquer elemento da Bíblia menos
inspirado porque tem a paralelo em
outras culturas como a gente vai ver
hoje existem Paralelos mas existem
diferenças muito Claras não é então
voltando para o nosso contexto é o
período bíblico do Antigo Testamento
antigo Oriente próximo e a forma como
essas culturas se conversavam nas suas
semelhanças e diferenças Então vamos lá
deixa o sol passar aqui ó beleza O slide
está passando direitinho para todo mundo
o objetivo da nossa aula é responder a
pergunta como os deuses atuavam e aqui
eu tô pensando nos Deuses das culturas
fora de Israel como os deuses atuavam
entre si como esses Deuses atuavam no
Cosmos e com seres humanos dentro da
crença de uma pessoa que está dentro ou
do Egito ou da Mesopotâmia ou tá ao
norte de Israel
como é que essas pessoas elas respondiam
essas perguntas como os deuses atuam
entre si atuam no Cosmos atuam com seres
humanos e quais são os paralelos e
diferenças como essas pessoas pensavam e
como o Deus de Israel se revela através
da Bíblia Hebraica primeiro ponto a
gente perceber é que não existia a
palavra religião no antigo Oriente
próximo e isso já faz muita diferença
muita diferença mesmo porque porque não
há separação entre sagrado e secular nem
separação entre natural no nível do que
vemos do que sentimos do que ouvimos do
que tocamos e Sobrenatural
não existe separação entre isso vou
repetir sagrado secular natural e
Sobrenatural não estão separados a
separação entre o mundo espiritual e o
mundo físico Mas mesmo essa distinção é
menos importante para a cultura e a
mentalidade do antigo Oriente próximo do
que é para a gente hoje no mesmo essa
separação talvez acontecesse em termos
muito diferentes da maneira como a gente
descreveria
a diferença básica que existia era na
Esfera Celeste o espaço dos Deuses e a
esfera terrestre o espaço dos seres
humanos mas essas duas esferas estavam
fortemente interligadas uma coisa
interferia diretamente no destino das
outras coisas ou seja aquilo que
acontece na Esfera Celeste interfere
diretamente o que acontece na esfera
terrestre
E é difícil a gente falar em intervenção
dos Deuses dentro ou intervenção do Deus
no caso de Israel dentro dessa visão de
mundo porque as divindades eram
fortemente Integradas ao Cosmos isso vai
ficar mais caro quando a gente
exemplificar um pouco mais adiante de
que maneira essa integração funcionava
mas é importante de partir da gente ter
isso como Nossa premissa é os deuses
eles não interviam no mundo natural
porque não existia mundo natural existia
o mundo e o mundo era onde estavam os
deuses e os seres humanos e essas duas
partes estavam fortemente interligadas
não tinha nada que não fosse religião de
certa forma a divindade está dentro do
Cosmos não fora dele certo isso é um dos
pontos já de partida da mentalidade
Bíblica da mentalidade de Israel a
divindade para os povos do antigo
Oriente próximo está dentro do Cosmos
não fora dele
e toda experiência que o ser humano tem
é uma experiência religiosa nada do que
você experimentava de acordo com essas
pessoas estar estava fora do domínio da
religião isso é muito diferente para uma
mentalidade contemporânea que percebe
que religião é um assunto da vida
privada Você pode trabalhar com que você
quiser você pode morar onde você desejar
você pode fazer o que você quiser e
religião é aquilo que você exerce na
Esfera privada dentro de casa talvez
indo a um tempo no domingo participando
de uma atividade em particular mas é
como se a religião fosse um departamento
da sua vida para o povo ou para os povos
do antigo Oriente próximo a religião não
era um departamento mas a religião era
toda a vida a religião não podia ser
compartimentada na vida ela banhava e na
verdade ela era o espaço onde todas as
outras ações se realizavam
bom
a gente vai tratar em especial aqui de
duas grandes culturas a Mesopotâmia que
tem como exemplos sumérios e os
acadianos como como povos que habitam
nessa região e que são
duas dois povos com uma cultura bastante
marcante e que determinam muito da
história dessa região e o Egito que é o
outro lado então olhando para o Egito um
pouco mais ocidente mas eu botando um
pouco mais a Oriente de Israel vão ser
os nossos principais exemplos para
contrastar e para traçar Paralelos com
aquilo que a gente vê descrito na Bíblia
e dentro dessa perspectiva de analisar e
comparar a Mesopotâmia Egito Israel a
gente tem dois tópicos para é
destrinchar um é ontologia e outro é
teogonia eu sei que são palavras
estranhas talvez você tenha ouvido falar
mas nunca tenha entendido muito bem o
que isso quer dizer mas espero que fique
um pouco mais claro na nossa de hoje
primeiro os deuses existiam Em
relacionamentos familiares dentro dessas
duas grandes culturas e os deuses
geravam outros Deuses os deuses não
estavam isolados e os deuses não
surgiram do nada ele se relacionavam uns
com os outros eles se geravam outros
teogonia é o relato da origem dos deuses
então quando a gente repetir aqui várias
vezes ao longo da nossa conversa a
palavra até agonia a pergunta que deve
vir na sua cabeça é como os deuses se
originaram ou até agonia de um povo é a
explicação que um povo dá para ouvir a
origem de um determinado Deus no Egito
os deuses surgem de fluidos corporais
certo novos Deuses surgem quando o Deus
Criador cospe quando ele espirra quando
ele soa ou quando ele é ejacula
os deuses do Egito foram criadas a
partir de um Deus Criador Inicial e
esses Deuses vieram a existência a
partir desses fluidos de um Deus Criador
as gerações posteriores foram criadas A
partir dessa da prole da geração inicial
a partir dessa geração inicial de deuses
que foram geradas pelos fluidos você
então tem agora a reprodução dos Deuses
entre si gerando vários outros Deuses
depois deles na teologia Benfica que é a
teologia
própria da cidade de Memphis no Egito os
deuses surgem quando atum os separa de
si mesmo a tanta simbolizado por esse
essa figura egípcia e na imagem e ele
seria esse Deus primordial que a partir
de si separa e cria outros Deuses
esses primeiros deuses são os deuses
cósmicos primeiros vai ser importante
para o resto da nossa reflexão perceber
que existem Deuses cósmicos responsáveis
por funções a nível é universal por
assim dizer e outros deuses com funções
mais particulares e podem determinar o
destino de pessoas ou de regiões numa
escala menor mas dentro da teologia
Benfica nos primeiros Deuses eles
receberam
funções cósmicas as forças na natureza
são manifestações dos atributos dos
Deuses
Logo no início do universo é existe a
coincidência entre o surgimento de um
astro por exemplo do Sol e do Deus do
sol isso aqui eu vou é parar um pouco e
diminuir até o ritmo para a gente
entender com clareza O que quer dizer
que as forças da natureza são
manifestações dos atributos dos Deuses
quando a o Deus sol ou quando o sol é
criado ao mesmo tempo o Deus sol também
é criado e essas coisas vem a existência
aos pares ou seja não existe um astro
Celeste não existe uma função melhor
dizendo cósmica que suja sem ter nenhum
Deus por trás assim como quando um Deus
surge
automaticamente uma função de atribuída
então é as grandes funções cósmicas
olhando daqui da terra o funcionamento
do Sol o papel da lua os astros celestes
ou qualquer outro fenômeno de grande
proporção precisa sempre ser associado a
um Deus quando aquilo foi criado aquele
fenômeno surgiu surgiu também um Deus
que tinha como função controlar esse
fenômeno certo então dentro dessa do
surgimento os deuses a gente vê também o
surgimento do Cosmos a gente vê também o
surgimento dos fenômenos naturais
é os deuses eles sempre personificam os
elementos do Cosmos por isso a
cosmogonia que é o surgimento do Cosmos
é indissociável da teogonia que é o
surgimento dos Deuses como é que
surgiram os universos como é que
surgiram melhor dizendo os elementos do
universo os elementos do Cosmos com o
surgimento dos deuses e o que que fazem
os deuses eles operam todos esses
fenômenos que acontecem diante dos
nossos olhos e que formam o Cosmos por
isso que a ligação entre
teogonia e cosmogonia não pode ser de
forma nenhuma desconsiderada
agora o que significa dizer que um Deus
veio a existir a gente acabou de falar
do surgimento de uma um fenômeno natural
coincidindo com o surgimento
de um Deus
mas quando a gente fala que um Deus
existe o que que a gente quer dizer com
isso
bom essa é uma questão que na linguagem
da Filosofia Contemporânea é chamado de
uma questão ontológica e do que que
trata a ontologia trata do significado
em dizer que algo existe Qual é o
caráter ontológico de um Deus é o mesmo
que perguntar o que significa dizer que
esse Deus existe o qual é o caráter da
existência Divina então a gente começa a
perceber que essas questões que ainda
que sejam Profundas são fundamentais
para entender como aquelas pessoas
enxergava tudo enxergava os deuses e
enxergavam o universo porque essas
coisas não podiam ser separadas umas das
outras deuses e o Universo o Deus e
fenômenos naturais e consequentemente
como é que elas deveriam paltar sua vida
como é que vivem sociedade já que tudo
ao nosso redor são Deuses já que tudo ao
nosso redor de alguma maneira é
determinação Divina determinação dos
Deuses
é importante para a gente entender a
questão do surgimento dos Deuses e do
surgimento
dos fenômenos naturais entender o que
que as pessoas no mundo antigo queriam
dizer que um Deus existia no mundo
antigo algo vinha existir quando era
separado como uma entidade própria
lembra de atum que separa os deuses a
partir de si mesmos então voltando aqui
na imagem anterior Esse é o Deus na
teologia Benfica que dá origem a todos
os outros Deuses quando atum separa de
si mesmo uma parte da origem a um outro
Deus ele está criando uma entidade
própria
quando existia essa separação de uma
entidade quando essa entidade recebia é
uma função e recebia um nome então esses
são esses três elementos que marcam a
ontologia no mundo antigo dizer que um
Deus existia significava que ele existia
como entidade própria existia tinha uma
função que deveria desempenhar e esse
Deus recebia um nome que o identificava
o ritual de Amon que é uma das tradições
que foram descobertas e se liga a
segunda metade do segundo Milênio antes
de Cristo dentro da teologia egípcia diz
que a criação Foi um momento quando
Nenhum Deus existia e nenhum nome havia
sido inventado para nada é interessante
perceber que para os egípcios
a existência de Deus ou a inexistência
de Deus no começo de todas as coisas
está ligado a inexistência de nome para
identificar qualquer Deus quando não
existia nomes é quando não existia
deuses não é possível existir um Deus
sem existir um nome
primeiro Deus ou esse deu esses Deuses
iniciais dentro da cultura do antigo
Oriente próximo surge sozinho ou o
primeiro Deus surge sozinho das águas e
se divide em Milhões Então veja que
existe essa ideia de que não existe nada
mas ao mesmo tempo já existiam águas
infinitas e um deserto Infinito infinito
e espontaneamente a partir dessas águas
infinitas surge um Deus e a partir desse
Deus primeiro
surgem milhões de outros Deuses os
deuses existem na Terra de acordo com a
teologia é egípcia apenas por meio de
suas funções os deuses não eram
exatamente o sol ou a lua mas sim o que
o Sol e a Lua faziam Esse é um dos
pontos mais importantes para a gente
continuar numa mentalidade uma conversa
minimamente coerente receber que dentro
da ontologia da natureza dos Deuses para
o antigo Oriente próximo e em especial
para o povo egípcio é mais válido
Igualmente para os povos mesopotâmicos é
entender que não existe Deus sem função
e a função de um Deus é o que determina
a sua existência não é que existe o Deus
sol simplesmente porque ele é o Astro só
sim existe o Deus sol mas o Deus sol é o
que o sol faz e não o sol em si mesmo
o Deus sol é aquele que determina os
ciclos do Sol é aquele que determina o
fulgor do Sol é aquele que determina a
intensidade solar então a gente percebe
é que os deuses são definidos pelas suas
funções cosmológicas nos casos nos casos
dos Deuses primeiros e depois dos Deuses
subsequentes esse mesmo traço é mantido
eles são determinados não comumente em
si mesmo e sim pela função que ele
desempenha
a lua e o sol nesse caso são
demonstrações muito Claras do que que um
Deus significava os ciclos lunares os
ciclos Solares é o que significava dizer
que um Deus existia porque ele agia de
determinada forma isso é muito parecido
na Mesopotâmia a diferença é que na
Mesopotâmia a filosofia não era tão
desenvolvida quanto no Egito pelo menos
de acordo com os testemunhos que a gente
tem os escritos de várias formas
distintas tanto do Egito quanto da
Mesopotâmia nos mostra que essa
discussão a respeito da natureza dos
Deuses em certos sentido é muito mais
profunda no Egito porque na Mesopotâmia
umas uma das tradições Existem várias
tradições da Mesopotâmia dizia que o céu
chamado de ano e a terra chamada de que
se uniram inicialmente matrimônio e deu
origem aos grandes Deuses Então dentro
dessa tradição mesopotâmica tiram dois
Deuses primeiros a partir da União
matrimonial desses dois os outros Deuses
foram gerados Mas essa não é única é
tradição existente a tradição nipur na
essa história com mais detalhes Há
outras tradições da Mesopotâmia como a
tradição de heridu ou uma narrativa
chamada a ovelha A Ovelha e o trigo que
também fala com várias semelhanças
entre outras narrativas do surgimento
dos Deuses mas que tem suas
particularidades o nascimento dos Deuses
não tem relação com sua existência
física ou material mas sim com suas
funções e papéis novamente quando a
gente diz que um Deus surgiu a gente
está querendo dizer que ele recebeu um
corpo ou necessariamente que ele tem uma
materialidade mas sim que um Deus surgiu
com uma função uma entidade própria
surgiu foi gerada de deuses anteriores
para cumprir um papel para realizar uma
função o nascimento desses Deuses
explica a origem dos fenômenos naturais
é essa é outra questão que vai ser
recorrente na nossa explicação é
perceber que a relação dos Deuses está
diretamente ligada com o funcionamento
de alguma forma minimamente previsível
ou imprevisível do Cosmos tudo que
acontece seja de recorrente ou de novo
na natureza é de alguma forma
manifestação dos Deuses Então isso é até
um pouco parecido com a
forma como o Brasileiro pensa boa parte
da população brasileira às vezes até
independente da religião que ele
professa
que existe uma explicação espiritual o
cara ficou doente Nunca é porque ele tá
com a imunidade baixa porque ele passou
por um choque térmico muito acentuado e
sim simplesmente porque teve algum
trabalho que foi feito existe uma
interferência de algum Deus ele ofendeu
as divindade ele ofendeu O próprio Deus
ele fez alguma coisa tem um pecado que
explica a doença dele então nunca a
explicação de um fenômeno em boa parte
da população brasileira
acontece simplesmente por causas
naturais e sim por causas espirituais
muito mais acentuado é a mentalidade do
povo do antigo Oriente próximo em
explicar todos os fenômenos por meio dos
Deuses e tirando Israel a gente está
falando só de deuses ou só de culturas
politeístas Todas aquelas culturas que
nós tratamos no início seja a
mesopotâmicos acadiando os sumérios
sejam os egípcios em toda a tradição a
falar de antigo Oriente próximo
significa que a gente está falando de um
curto espaço de tempo e nem de uma
geografia muito pequena então o próprio
desenvolvimento desses povos mostram é
diferenças ao longo do tempo também mas
para essas pessoas tudo que acontecia
tinha alguma relação com a atividade dos
Deuses ainda mais na natureza nunca o
sol nascia e se punha simplesmente pela
explicação da Atração dos corpos
gravitacionais e se a gente multiplicar
constante gravitacional vezes a Mação
vezes amassadores dividido pela
distância ao quadrado A gente vai
conseguir descrever essa dinâmica das
esferas celestes não o sol eles nascem e
se põe da forma que o faz porque tem um
Deus que determina a trajetória e que
está operando todos os dias para que a
coisa aconteça da coisa que acontece os
ventos o mar a chuva tudo isso de alguma
forma funciona da forma que funciona
porque um Deus foi criado para fazer
funcionar aquele Fenômeno Para
administrar aquela porção da realidade
né
bom
é muito interessante perceber que não há
na Mesopotâmia muita discussão
ontológica discussão do ser apenas
apresenta a origem dos deuses por meio
da preocupação da procriação em especial
por meio da procriação e em seguida vai
falar das funções desses Deuses Então
essa discussão do ser como era o Deus em
si mesmo Qual era a natureza intrínseca
do Deus X Y Z do Deus como a gente citou
aqui ano ou da Deus ou do Deus que isso
não acontece dentro da literatura
mesopotâmica Eles não estão preocupados
em definir o ser Divino eles estão
preocupados em saber qual é o nome ele
existe como Deus diferente dos outros
deuses e ele tem uma função em especial
a conclusão então que a gente tanto
aplicável para as culturas mesopotâmicas
Quanto é para a cultura egípcia é que os
deuses vieram a existir por vários
mecanismos mas principalmente pela
procriação essa existência é definida
por nome e função ou jurisdição e essa
jurisdição podia ser cósmica terrestre
ou cultural vamos lá vamos explicar um
pouquinho o que que a gente quer dizer
por jurisdição Pode ser que um Deus não
tivesse uma função cósmica que
impactasse o universo todo mas ele tinha
domínio sobre alguns fenômenos ou sobre
o destino de alguns povos ou de um povo
em uma determinada região então a
jurisdição de um Deus poderia ser uma
grande porção de terra ou poderia ser
uma cultura um povo em especial tinha
como o seu Deus principal o Deus x isso
não excluía que essas pessoas
pudessem de alguma forma
é ter outros Deuses o politeísmo como a
gente falou era regra mas
existia também essa perspectiva de que
existe um Deus do nosso povo existe um
Deus cuja jurisdição é a nossa cultura
então é guardem bem esses três elementos
os deuses são gerados principalmente
pela procriação eles têm um nome que os
identificam e até certa forma
identificam também seu caráter e eles
têm uma função que surgiu juntamente ou
no momento da sua criação e ele tem uma
jurisdição pode ser cósmica pode ser
terrestre ou pode ser cultural
a gente colocou a imagem aqui no slide
do Rei chamaste Haddad 5 reverenciando a
divindades mesopotâmicas eu vou tentar
eu acho que não dá para eu aumentar aqui
eu não consigo aumentar da Zoom mas na
parte superior esquerda da imagem vocês
vêem 5 símbolos cada um desses símbolos
é uma divindade e uma dessas divindades
é o Deus que a é o Deus do céu que a
gente citou inicialmente que era um dos
deuses primeiros então é mais para
exemplificar como é que isso poderia
funcionar para a mente das pessoas bom a
gente falou bastante dos egípcios
mesopotâmicos de outras culturas mas e
em Israel como é que funcionava essa
questão da ontologia da questão do ser
Divino e da teogonia do sur de Deus
existem semelhanças e existem diferenças
de diabetes em relação à forma como os
povos do antigo Oriente próximo pensavam
a ontologia a cosmogonia o surgimento do
Cosmos e até agonia o surgimento de Deus
no caso do monoteísmo dos Deuses no caso
do politeísmo Qual é a maior diferença a
maior diferença é que não há teogonia em
Israel
não existe uma história do surgimento de
Everton
abre a Bíblia em Gênesis 1 essa é a
história da criação de Javé Não é esse o
relato que a gente encontra a gente não
tem não só em Gênesis mas em toda a
Bíblia Hebraica em todo o Novo
Testamento qualquer explicação a
respeito do surgimento do Deus de Israel
isso nos mostra que esse grande tópico
das religiões das divindades do antigo
Oriente próximo simplesmente não existe
em Israel Israel Não se preocupa em
explicar a origem de Deus
e a fé não tinha origem e não originou
nenhum outro Deus nem por procriação nem
por separação eu falei que atum no Egito
ele separou a partir de si outros Deuses
eu falei que a maioria dos Deuses
segundo a crença das religiões do antigo
Oriente próximo a maioria dos Deuses
surgiram por procriação e a fé não surge
a partir de nada nem ninguém
e ele não gera nenhum outro Deus ele é
único ouve ó Israel o Senhor teu Deus o
chamado de Deuteronômio 6 faz questão de
reafirmar A unicidade divina e mesmo no
Novo Testamento quando a gente trata das
questões ligadas a Jesus em nenhum
momento a gente fala que jesus é outro
Deus a prioridade é justamente a nossa
explicação de que o monoteísmo é
preservado mas com a clareza de que
Jesus faz parte do mesmo Deus mas vamos
voltar aqui para o período do Antigo
Testamento sem querer é introduzir
muitas ideias teológicas do novo para a
gente tentar pensar como era para o povo
de Israel receber a revelação desse Deus
único desse Deus de certa forma
diferentão que não tinha paralelo em
nenhum lugar com vários aspectos daquilo
que eram mais natural do mundo para
Esses povos pensarem a saiam falou isso
na aula 2 mas retomando aqui vocês
lembram que Abraão veio de ouro tava da
região mesopotâmica Então tudo isso que
eu tô falando aqui sobre as religiões
mesopotâmicas se em paralelo com as
religiões egípcias era a mentalidade de
Abraão Com certeza era a mentalidade na
casa de labão era a mentalidade é que
Jacó de alguma forma herdou ou de alguma
forma teve contato e esse processo de se
relacionar com Deus foi um processo
muito longo em muitos momentos doloroso
aparentemente não só para o povo de
Israel mas para o próprio Deus é que se
doa e se entrega para aquele povo e
recebe
idolatria é de volta em vários momentos
da história justamente porque porque
essas pessoas pensavam com essa cabeça
as pessoas pensavam que o universo e os
deuses funcionavam desse jeito então e a
velha diferente ele não foi criado e ele
não teria nenhuma outra divindade
a outra coisa é que o Cosmos não é a
mesma coisa que os atributos divinos a
gente fala de acordo com Salmo 19 e
também é com outras a e também com
outras passagens bíblicas como atos 17
que Paulo também está discussão não era
areópago é que os céus manifestam a
glória de Deus isso é uma coisa mas a
gente não quer dizer que o céu de alguma
forma é o próprio Deus o que o Deus e a
fé não existe dissociado do céu não os
céus e os astros celestes e toda a
grandeza da criação de alguma forma nos
mostram que Deus é capaz de fazer e o
que Deus efetivamente fez mas Deus não
está vinculado diretamente ao universo
numa relação de dependência
é Deus existe antes do universo e Deus
existe de forma autônoma ele independe
do Universo para que ele possa continuar
tendo os atributos que tem como a gente
falou nas mentalidades mesopotâmicas
egípcias e do antigo Oriente próximo
como um todo a relação entre o Deus e a
função não pode ser quebrada Deus é
aquilo que ele faz
Deus o sol é aquilo que o sol de acordo
com a nossa percepção faz então não
seria possível pensar num Deus que não
estivesse dependente da sua função
cósmica Cosmo o Cosmos não é a mesma
coisa que os atributos divinos certo
Deus pode ter criado coisas que não são
do nosso conhecimento e nem por isso ele
está de alguma forma restrito a criação
daquilo que nós vemos e percebemos
consequentemente um Cosmos não se não se
no momento em que Deus é criado ou
gerado isso é bem distinto da percepção
das outras culturas
Deus e a fé o Deus de Israel não surge
ao mesmo tempo que o Cosmos surge e a fé
é quem cria o Cosmos e a fé é quem traz
a existência todas as coisas isso
permanece no judaísmo e no cristianismo
contemporâneos Deus é eternamente
existente não teve início não terá fim
então perceba é que não existe teogonia
em Israel não existe uma história do
surgimento de Abel de Deus justamente
porque não teve início porque e até
sempre existiu
há algumas semelhanças nessa questão
ontológica na discussão do que significa
dizer que Deus existe
o nome de Deus que é tão é debatido nem
hebraico
tetragrama É trata de certa forma disso
que a gente está chamando de discussão
da ontologia Qual é a melhor maneira de
traduzir o nome de Deus vocês com
certeza com certeza já viram explicações
ou discussões sobre o assunto aqui mesmo
na ib1 Em alguns momentos
houveram mensagens que falavam dos nomes
de Deus e em especial esse nome pessoal
de Deus que a gente tá pronunciando Como
ia ver mas o que que significa e a fé
uma boa forma de pensar no significado é
imaginar que Deus está dizendo eu serei
o que quiser é uma forma de Deus jogar
com os tempos verbais verbais do
hebraico para dizer que ele não pode ser
contido nem do tempo nem no espaço nem
nas expectativas
novo que estava pedindo no caso
inicialmente Moisés pedindo dele um nome
que o identificasse a identificação
tinha a ver também com a função ou com a
capacidade ou com caráter de Deus então
Deus está aguardando para si essa
autodeterminação Qual é o nome do senhor
eu serei o que quiser ser ou outras
traduções traduzem como o eterno por
exemplo é uma tradição muito forte essa
tradução é uma tradição forte entre os
judeus de chamar Deus de uva eterna que
ele que não pode ser plenamente
compreendido e nem contido
E além disso esse nome pode significar
alguma relação com o fato de que Deus é
quem causa o que ele deseja causar ele
não é causado por nada mas ele é aquilo
que faz todas as coisas acontecerem de
acordo de acordo com seu propósito o que
tem Total domínio sobre as causas do
universo em todos os casos o que se
destaca é que Deus revela suas funções
pelo nome ou pelos nomes que ele
apresenta para o Deus de Israel não é
interessante isso o fato de que Deus tem
vários nomes ao longo do Antigo
Testamento porque cada nome manifestava
um pouco daquilo que eram as suas
funções as suas capacidades do seu
caráter e era mais do que natural para
essas culturas conhecerem
os deuses a quem eles serviam no caso
das culturas ao redor de Israel por meio
das funções que eles desempenhavam Essas
funções eram reveladas pelos nomes dos
Deuses então perceba que Deus está
lidando com uma expectativa muito
arraigada dentro do povo de Israel que é
o que que esse Deus faz o que que esse
Deus é capaz de fazer e efetivamente o
que que ele fará por nós então cada um
dos nomes de Israel tem a ver com uma
função é um Deus poderoso no meio das
batalhas é um Deus que cura é um Deus
que está sempre presente então é um Deus
poderoso veja que a Deus está tratando
de um povo que tem uma forma particular
de pensar mas essa forma particular é
muito mais estranha para a gente seria
bastante natural para o povo de Israel e
para os seus vizinhos imaginarem que os
deuses são conhecidos pelas funções que
eles desempenham
mais uma vez a gente percebe tanto em
Israel como nas outras culturas que
existência e função estão intimamente
relacionados uma vez que Deus é o único
Deus não existe jurisdição ou papel para
os outros Deuses
perceba que essa é uma é um corolário é
uma consequência imediata do monoteísmo
se existe só um Deus então não existe
jurisdição para esse Deus porque não
existe divisão de territórios papéis e
funções para outros Deuses esse único
Deus concentra em si a jurisdição da
criação inteira as funções que seriam
distribuídas para todos os outros deuses
e ele concentra naquilo que em geral nós
chamamos de onipotência ele pode todas
as coisas e por isso ele Exige uma forma
de relacionamento uma forma de
pensamento muito diferente o Salmo 141
diz o seguinte diz o tolo em seu coração
Deus não existe
para uma cultura
pós-moderna ocidental marcada pelo
iluminismo fruto de todas as
transformações tecnológicas e
científicas a gente começa a discutir a
filosofia de sucesso
como se a discussão da existência de
Deus no período que nós vivemos fosse
entendida da mesma maneira que uma
pessoa é de alguns milênios atrás
pensaria não é quando o tolo dizem seu
coração não existe Deus o que ele tá
querendo dizer é eu posso fazer o que
quiser que Deus não agirá contra mim a
corrupção ou seja a existência de Deus
ou a inexistência de Deus me diz que não
vai ter nada acima de mim que vai
condenar aquilo de mal ou de corrupto
que eu esteja fazendo se não existe Deus
não existe uma consequência negativa
para qualquer conduta amar que eu tomo
por isso que o tolo que em muitos
momentos é de alguma forma é condenado
por exemplo na literatura sapiencial no
Livro de Provérbios diz uma coisa dessas
Ele tá preocupado Se Deus existe não
porque se Deus existe tudo de mal que
ele faz de alguma forma
as funções divinas irão recair sobre ele
mas se Deus não existe como de certo
tudo é permitido Então veja que essa
discussão Apesar de eu ter citado um
filósofo é muito mais próximo de nós do
que do antigo Oriente próximo a
discussão e a mentalidade era diferente
se Deus não existe a função de Deus
também não existe
bom um outro tópico fechamos aí a
questão da ontologia que é a existência
dos deuses da teogonia a origem dos
deuses um tópico muito relevante para
vários textos bíblicos é o conceito de
Assembleia divina
todas as nações no entorno de Israel
eram politeístas e nós já afirmamos isso
em momentos anteriores o politeísmo é
mais do que ter muitos Deuses as pessoas
encontravam sua identidade na comunidade
e essa é uma grande diferença para a
sociedade contemporânea hoje nós
queremos e desejamos definir a nossa
identidade em termos individuais
na cultura antiga as pessoas encontrar
com a sua identidade no meio da
comunidade o que mais importava era os
seus relacionamentos externos e não ser
o relacionamento consigo mesmo uma
análise psicológica dos seus históricos
experiências anteriores para que você
pudesse entender quem você é não você é
aquilo que você é definido no seu
relacionamento comunitário uma vez que
os Deuses em muitas medidas eram
semelhantes aos seres humanos e a gente
vai tratar disso quando falar de
antropomorfismos uma vez que os deuses
eram parecidos com as pessoas os
precisavam de comunidades para encontrar
sua identidade isso é interessante Nós
seres humanos Pense como uma cabeça de
três mil anos atrás ou 3.500 anos atrás
nós seres humanos encontramos a nossa
cidade na comunidade os deuses são
parecidos conosco logo os deuses também
precisam de uma comunidade para
encontrar sua própria identidade o
politeísmo Não era uniforme em todas
essas culturas tinham suas nuances né
mais costumava a ver um núcleo em comum
e surpreendentemente esse núcleo em
comum era um núcleo monoteísta mesmo as
religiões politeístas apontavam comprar
um momento da história da teogonia ou do
surgimento dos Deuses assim que existia
apenas um Deus
e os deuses foram criados a partir desse
Deus Inicial essa entidade primordial e
isso é surpreendente não era o chefe do
Panteão e sim era o modo pelo qual as
coisas vieram inexistência mas o Deus
Inicial permanece Inativo Então existe
uma divindade priva que dá origem aos
outros Deuses mas essa divindade primva
permanece inativa em boa parte dos
Deuses e alguns estudiosos
criam a hipótese que talvez a
necessidade de explicar o surgimento de
outros Deuses é justamente porque o povo
precisava de deuses que funcionasse
então sem Deus não funciona em boa
medida esse Deus não existe logo os
outros Deuses que vieram depois da
divindade primeira era mais era mais
importante
e isso enfim é uma coisa que ainda é
bastante discutida mas é uma hipótese
coerente com os dados que a gente já tem
sobre a forma de pensar desses povos
iniciais
a as principais decisões entre os deuses
eram tomadas na comunidade dos Deuses
Possivelmente Essa visão foi
influenciada por formas de governo
humano de um período ainda mais remoto
Então a maneira como os povos do antigo
Oriente pensavam na existência de uma
comunidade que essa comunidade era
responsável por Tomás decisões mais
importantes estava fazendo algum tipo de
projeção de um momento em que os homens
ou as culturas ainda mais antigas
dependiam de conselhos humanos para
gerir a dinâmica social os deuses
deliberavam e governavam como Assembleia
alguns textos maríticos mas é o norte de
Israel e os textos mesopotâmicos até
estão isso com fartura a visão do Egito
é um pouco diferente dessa Literatura
ulgarítica e mesopotâmica porque a visão
do Egito é que os seus Deuses o peravam
operavam de modo mais individualista
Então como a gente apontou a nuances
aqui nem todo politeísmo pensa da mesma
maneira a respeito dos seus Deuses mas
no Egito a gente já vê uma dinâmica um
pouco mais individualista na relação
entre deuses e nesses outros lugares uma
relação mais conciliar
não há dentro do Egito uma visão de
assembleia e sim de que há um rei dos
Deuses e uma hierarquia entre eles na
Mesopotâmia a coisa era bem mais
definida existia uma assembleia que era
formada por 50 grandes Deuses veja que
existiam muitos outros Deuses milhares
dependendo da época e do ponto da
Mesopotâmia que a gente está analisando
milhares de Deus mas os 50 grandes
Deuses é que formavam a assembleia e
dessas desses 50 grande de deuses 7 é
que formar com uma espécie de conselho
superior esse sete Deuses
determinavam Os destinos tanto dos seres
humanos quanto também das atividades
Celestiais a assembleia era a
instituição de maior autoridade para as
pessoas certo então existia
a determinação a nível familiar existia
a determinação do Rei existia a
determinação dos Deuses mas a decisão do
Concílio dos Deuses era aquilo que
estabeleciam a vontade que de alguma
forma de que nenhuma de nenhuma forma
poderia ser revogado então o conselho
dos Deuses tinha a máxima autoridade no
caso da Mesopotâmia anu era o chefe do
Panteão e Andrio que era uma outra
atividade muitas vezes assumia a
liderança de forma ativa então existia
essa relação dinâmica entre os deuses
também aqui a gente tem na nossa imagem
sendo que representa um homem que se
apresenta justamente no conselho de
vinho não Concílio Divino na Babilônia
antiga representando essa ideia de que
os deuses se reuniam em conselhos
no segundo Milênio essa chefia que eu
falei de anu e em Liu muda porque o
Panteão passa a ser governado por mais
Duque já na Síria ele passa a ser
liderado por Artur na literatura o
garitica o chefe do Panteão é ela é l a
é no caso da literatura logarítica tem o
maior domínio sobre os outros deuses do
que a gente vê nessa relação conciliar e
bem mais difundida em termos de poder
que está presente na Mesopotâmia
bom o papel da Assembleia variava um
pouco de cultura para cultura e aí a
gente trouxe uma lista para exemplificar
o tipo de decisão que essa Assembleia
podia dar tomar e efetivamente é o que
eles tomaram na história daquilo que é a
as narrativas religiosas desses povos é
isso aqui é um exemplo de Literatura
mesopotâmica e nos mostram um padrão bem
bem claro que pode ser transposto em
várias medidas para outras culturas por
exemplo no debate os dois insetos a
assembleia cria o céu e a terra e os
vários animais e Lisa atribui as
respectivas funções Então veja que são e
terras são criados por decisão do
Conselho segundo essa narrativa b a
assembleia é convocada para decidir
casos judiciais humanos ou divinos
C né Pompeia de guilgamesh uma das dos
exemplos mais importantes para entender
a o funcionamento da cosmovisão
mesopotâmica Antiga é justamente
ecopédia guilgamesh a decisão de enviar
o dilúvio é tomada no Concílio em
atrases essa decisão e as tentativas
anteriores de limitar a população humana
surgiram de debates na Assembleia dessa
forma o destino da humanidade é
considerado assunto da Assembleia de
Assembleia concede a realeza tanto na
Esfera Divina quanto na humana em que a
realeza é atribuída e também a realidade
é atribuída a cidades e não apenas as
pessoas isso é interessante
não apenas uma pessoa poderia ser o rei
mas uma cidade poderia ser considerada
real por decisão do Conselho de modo
parecido nos lamentos por cidades a
decisão de retirar a realeza e decretar
o destino delas é decisão do Conselho
Então veja que o conselho tem poder de
criar seu e terra de julgar casos
relativos aos seres humanos e aos
próprios Deuses de causar catástrofes
como um dilúvio e causar destruição dos
seres humanos de eleger pessoas cidades
como Realeza e também de retirar esse
privilégio das pessoas que das cidades o
papel da Assembleia Divina era muito
muito importante para essas culturas
agora a questão é existe algo paralelo
confesso que até fiquei um pouco
surpreso quando eu estudei essa questão
é a respeito de Javé conhecer um pouco
dessa ideia de conselho dos Deuses em
outras religiões mas existe algum
paralelo na Bíblia com essa ideia de um
Concílio de vim de uma assembleia divina
e a fé é a autoridade única como
responsável por desempenhar as funções
associadas a divindade e a gente já
falou isso aquilo que no politeísmo
perdão aquilo que não politeísmo é
distribuído é em várias divindades
no caso de Israel é completamente
concentrado em aveia então e a velha
autoridade única responsável por
desempenhar as funções divinas mas na
verdade para complementar isso em Isaías
40 14 insiste que ir até não precisa
consultar ninguém mas isso não significa
que o conselho desapareceu o fato de que
a fé tem autoridade máxima e exclusiva
de que ele não necessita de ninguém não
quer dizer que ia ver não tem conselho
ou Assembleia nenhuma
Concílio no caso da Bíblia e de fé já
não é composto de deuses e a fé não faz
parte de um conselho com vários outros
Deuses mas existe um conselho diabete
cujos membros tem a função de executar
as decisões do Conselho em vez de
receber alguma autoridade ou jurisdição
real
os membros do Conselho tem como
principal função Executar a determinação
daquilo que Deus define no conselho no
entanto o conselho diabetes trata dos
mesmos tipos de tarefas e deliberações
que os outros conselhos como a gente
acabou de ler na lista anterior teriam
como responsabilidade então ele delibera
sobre o governo ele delibera sobre
criação ele delibera sobre juízo os
interesses da Assembleia de avessam
parecidos com os da Assembleia dos
Deuses segundo a religião mesopotâmica
seria manter a ordem moral e legal da
sociedade
Decidir sobre vitórias e derrotas na
guerra e na política
eleger e decorrentes
controlar e influenciar a história tudo
isso são pontos em comum o conselho ele
é constituído de seres menores Então
existe e a ver como ser Supremo e
existem seres menores e aqui eu estou
conectando com as informações do Gênesis
todos esses seres foram criados pelo
próprio que compõem o conselho vou dar
alguns exemplos o Salmo 82 1 e 89
Versículos 5 e 6 fazem menção a esse
conselho Não existe uma grande
explicação ali não existe um
detalhamento mais fazem menção a um
conselho dos filhos de Deus ou dos seres
Celestiais dependendo da versão que você
usar agora tem um exemplo muito mais
interessante a narrativa que exemplifica
em maiores detalhes a ação do Conselho é
primeira reis capítulo 22
Versículo 5 e depois dos Versículos 19
ao 23 primeira reis de 22 em especial do
19 ao 23 ali a gente vê o Concílio de ir
a ver deliberando sobre a estratégia
para lidar com o rei acabe e depois de
algumas ideias que surgem no meio do
Concílio é interessante que Deus não
precisa ouvir ninguém mas de acordo com
esse relato Deus deixa que os Anjos
Falam o que os espíritos que estão lhe
tratando porque depois é dito que o
Espírito de confusão enviado mas é o que
tudo indica que os Anjos Falam e a
decisão final que é do próprio haver é
de enviar um espírito para enganar os
profetas do rei no fim das contas o rei
acaba morrendo porque não dá ouvido
ao profeta de Deus se eu não me engano
nesse caso Miqueias E aí ele não dá
ouvidos ao profeta mqs Vai à Guerra
morre e nos mostra que aquilo que Deus
fez intencionalmente que foi mandar um
espírito de enganação para os outros
profetas
Foi algo que se iniciou a partir de uma
discussão do Conselho de evento
um exemplo um pouco menos explícito mas
muito interessante é Isaías Capítulo 6
vocês vão lembrar que esse é o capítulo
da vocação de Isaías é quando o profeta
Isaías é chamado
e aparece aquela imagem dos serafins dos
Anjos os seus lábios são tocados com
brasa e tal
Isaías 6 indica a presença do Conselho
pela primeira pessoa do plural a quem
enviarei e quem há de por nós mas por
que que se nós está aí eu sempre fiquei
bastante
encucado com esse nós e é muito assim
respeitoso o contexto e com a visão a
cultura da época imaginar que Deus
estava fazendo referência é justamente
ao Concílio que de alguma forma
participava com ele dessa decisão de
enviar alguém e escolher um profeta que
falaria em seu nome é possível que o
serafins que são citados nesse capítulo
ligados ao conselho E lembre que o
serafins tem uma um papel muito
importante na visão de Isaías tanto aí
naquilo que ele vê como naquilo que o
Anjo faz então seja como membro seja
como espectador seria coerente imaginar
que o serafins de alguma forma estava
ligado ao conselho de Javé
um outro exemplo o início do Livro de Jó
traz cenas de um conselho dos filhos de
Deus esse é o título ocasional para os
membros do Conselho filho de Deus ou
anjos também dependendo da versão que
você usa e lembra aquela cena
interessante que Satanás o adversário
você coloca entre os membros desse
conselho
o último ponto aqui nessa questão do
Conselho de a fé muitos estudiosos é
afirmam que o Concílio de Javé é o
contexto mais coerente para entender o
plural nos primeiros Capítulos de
Gênesis Gênesis 1:26 façamos o homem a
nossa imagem e semelhança Gênesis 3:22
porque eles se tornaram como um de nós e
Gênesis 11:07 também traz esse plural se
referindo aí a velha como é incômodo
isso a gente abriu o texto com
pressuposto que obviamente é o mais
fundamental de que existe um único Deus
e aí ver esse próprio Deus falando na
primeira pessoa do plural é bem possível
que essas sejam menções ao conselho de
aveia nota-se que não há no caso de
Gênesis em especial nos três casos não
há distribuição de poder
entre os membros do que supostamente
estamos assumindo que seria o conselho
diferente das outras passagens que a
gente estudou O próprio Deus é Quem
realiza a tarefa em Gênesis não é um
membro do Conselho como no caso de
primeira reis 22
a existência do Concílio coloca uma peça
importante no quebra-cabeça na visão de
mundo do Israelita algumas passagens
obscuras fazem mais sentido a partir
dessa peça
sem a informação do Conselho por exemplo
Alguns intérpretes são tentados a
atribuir os Florais de Gênesis a
presença da trindade e já nesse texto
Inicial ainda que eles concordassem
mesmo esses intérpretes sem provável que
o público original
enxergasse o caso de Gênesis dessa
maneira é como se fosse uma menção a
Trindade mas que está codificada o povo
de Israel não poderia saber da Trindade
naquele momento mas já era Trindade E aí
depois com a revelação progressiva
chegando no Novo Testamento a gente
entende que aquilo era um Deus treino
criando todas as coisas Alguns
intérpretes ainda continuam acreditar
que essa é a melhor interpretação de
Gênesis é uma possibilidade mas a luz
dessas informações faz mais sentido que
seja uma missão
aquilo que já Naquele tempo era muito
conhecido de que os deuses de forma
geral tinha um conselho de acordo com os
outros povos mas que ia ver também tinha
um conselho né mesmo considerando os
Paralelos o conceito de conselho Divino
foi fortemente alterado na teologia de
Israel e isso é muito importante é
importante a gente perceber que Deus não
revelou o conceito de conselho divinas
pessoas já pensavam assim
o conceito já estava ali como pano de
fundo todo mundo já assumia que existia
esse conselho das divindades agora o que
Deus faz é pegar esse conceito
fortemente difundido e transformado
radicalmente sim existe um conselho mas
apenas uma autoridade e os outros
membros executam a Vontade dessa
autoridade
bom o lugar de Deus e dos Deuses no
Cosmos
no antigo Oriente próximo cada aspecto
do que nós chamamos de mundo natural
estava associado a alguma divindade e a
gente já falou isso por isso que a
expressão mundo natural não fazia
sentido nenhuma causa e nenhum efeito
era um apenas naturais tudo era
Sobrenatural a categoria de natural e
Sobrenatural era uma coisa muito
artificial para eles porque tudo estava
intimamente associado deuses e Os
destinos humanos deuses e os fenômenos
do que hoje nós chamamos de naturais e
eu gostaria até de fazer um parênteses
em pensar como isso impactava
a questão da investigação do Cosmos do
ponto de vista do que hoje nós chamamos
de ciências naturais a gente começa a
entender Por que que era tão difícil
algo como a física algo como a Biologia
surgir nessa época com as
características que essas investigações
vieram até posteriormente em outras
localidades
mas que transformaram tão profundamente
as nossas culturas contemporâneas
porque que era difícil imaginar o
desenvolvimento das ciências naturais
naquela época porque tudo de alguma
forma estava
emíscuído e misturado com o sagrado É
como se você fosse tratar como algo
desprovido de uma divindade aquilo que
todo mundo estava dizendo que era uma
função Sagrada estudar o sol não era
simplesmente estudar uma Astro Celeste
era estudar um Deus era estudar as
funções de uma divindade então é muito
difícil quando tudo é de algumas forma
ponto de reverência mas não de
investigação porque o investigação
poderia ser irreverente até certa medida
Já pensou colocar um Deus debaixo do
microscópio
tudo isso é uma barreira mental uma
barreira cultural uma barreira
de cosmovisão uma barreira cosmológica
para o desenvolvimento desse pensamento
por isso que é tão não tiver as formas
de pensamentos envolvidas pela Grécia a
partir de certo ponto da sua história da
filosofia como é o caso de Aristóteles e
depois também como o impacto das
culturas judaicas e da cultura Cristã
bem mais recentemente da própria cultura
protestante tiveram sobre o
desenvolvimento das ciências porque
abriram mão desses pressupostos já que
essas coisas não estão todas envolvidas
no conflito entre os deuses já que não é
proibido é o examinar a terra as plantas
os minerais do ponto de vista das causas
e efeitos que estão sobre a nossa
explicação então nós podemos fazer isso
sem ter medo de estar ofendendo nenhuma
divindade e houve um grande
desenvolvimento um grande progresso
na compreensão do Cosmos de do ponto de
vista da explicação das suas causas e
dos seus efeitos sem apelar a uma
constante intervenção divina a partir
desse pressuposto claro que esse
rompimento gerou outros problemas mas
isso é conversa para para outras aulas
para outros tópicos mas só esse
parênteses como essa visão de mundo ela
é muito conflitante com a maneira como
hoje Nós pensamos ciências naturais né
bom voltando aqui para a questão do
lugar das divindades cada divindade
Cosmo tinha algum nível definido de
jurisdição os deuses relacionados ao sol
estavam ativos nele e por meio do sol
mas eles não criaram o sol a existência
tem mais a ver com a função e com papel
sol e Deu sol operam juntos e seus
papéis coincidem O Deus do sol é criador
no sentido diferente o sol e o Deus sol
enviados ao mesmo tempo um não funciona
um não existe sem o outro por isso que
função e existência estão tão
conectados aqui e é também por isso que
a origem do Cosmos e dos Deuses
acontecem ao mesmo tempo o Deus sol
controla o sol mas não tem uma
existência separada dele o sol é a
manifestação do Deus e a expressão dos
seus atributos por isso a origem e o
funcionamento do Sol cosmogonia e
cosmologia são categorias inseparáveis
Os Deuses Estão dentro do Cosmos e por
isso eles estão limitados algumas
características do Cosmos vocês estão
notando que eu tô correndo um pouco mais
porque o nosso tempo tá acabando
os deuses eles estão operando dentro de
um sistema que eles mesmos administram
perceba isso é interessante que
os deuses ele tem função de fazer tudo
isso aqui funcionar mas ao mesmo tempo
esses Deuses Estão limitados por esse
universo eles estão dentro do Cosmos
eles não são pensados como algo a parte
do Cosmos mas estão dentro de certa
forma limitados pelo Cosmos a função
deles é administrar tudo isso
o contraste bíblico é perceber que na
Bíblia e a fé é responsável pela criação
e a administração do Cosmos inteiro
Diferentemente das outras culturas e a
fé não surge já falamos isso quando a
criação surge e a velha é quem cria
todas as coisas e a fé não está dentro
do sistema cosmológico mas opera de Fora
Dele os fenômenos cósmicos não são
manifestação dos atributos de Deus mas
instrumentos de sua soberania quando a
gente fala que
os fenômenos cosmológicos não são a
manifestação dos atributos de Deus de
Deus É nesse sentido de dependência Deus
não depende do funcionamento do Sol das
Marés das galáxias dos astros celestes
de alguma forma é
ter a sua capacidade criativa até a sua
capacidade de realizar alguma coisa
válidas Deus é quem faz tudo isso
soberanamente livremente não está
vinculado numa relação de dependência
com todos esses fenômenos ele não é
restrito de nenhuma maneira pela sua
criação os fenômenos cosmológicos são
diferentes de Deus nada na criação tem
uma existência autônoma Essa é a visão
Cristã a respeito da natureza tudo isso
é criação
tudo isso foi feito por Deus Deus quando
fez tudo isso viu que era bom essas
coisas funcionam é com até certo nível
regularidade e aqui eu já não estou
falando de um pressuposto bíblico eu
estou falando de um pressuposto
científico mas que tem relação com a
Bíblia todas as coisas possuem dentro da
natureza um certo grau de regularidade
podem ser investigados podem ser
descritos mas da perspectiva Cristã nada
do que existe e nada do que funciona
funciona automaticamente nada é o que é
por si mesmo não todas as coisas foram
criadas e são continuamente sustentadas
por Deus dizer que é sustentadas por
Deus não quer dizer que não existe
regularidade no funcionamento dos astros
celestes não quer dizer que a gente não
pode prever o comportamento pela lei da
gravitação Sim a gente pode prever mas
dizer que a lei da gravitação opera não
exclui o fato de que as coisas funcionam
da maneira que funcionam porque Deus
criou e sustenta o universo dessa
maneira Essa é a perspectiva Cristã
E aí uma frase do
John Walton vou até mostrar aqui ó esse
livro é a principal referência para
nossa aula de hoje recomendo fortemente
o pensamento do antigo Oriente próximo e
o antigo testamento de John Walton vida
nova tá quem quiser tirar um print fica
à vontade excelente
fonte para pensar essas questões o que
que ele diz a maior distinção da
teologia de Israel
em relação às culturas divinas aqui na
Bíblia a natureza é impessoal e a esfera
do Poder Supremo é pessoal ocupada
apenas por haver em contraste o mundo
antigo em geral entendia que a natureza
é pessoal a esfera ocupada pelos deuses
e que a esfera externa dos atributos de
controle é impessoal é como se o Cosmos
e as limitações aos quais os Deuses
Estão impostos são impessoais
e os fenômenos tivessem uma natureza
pessoal e a coisa que é invertida toda a
criação em pessoal e o que vai além da
criação que é o próprio criador é que é
pessoal então isso é uma distinção muito
marcante em relação as culturas ao redor
de Israel bom a imagem dos Deuses
variava entre os egípcios cananeus
imagem que eu digo os atributos as
características
gêneros também
descreveu os deuses de forma distinta
por exemplo se você ler
uma literatura mítica um hino ou uma
oração é normal você ter um tom muito
mais elogioso dos Deuses mas se você ler
uma literatura sapiencial como por
exemplo uma Eclesiastes só que do povo
mesopotâmico do povo egípcio um exemplo
de literatura sapiencial é normal você
encontrar um tom muito mais crítico
muito mais talvez é descrente de algumas
expectativas que os outros tinham mas
aquele que se dedicou a observar as
coisas Como de fato são enxergasse uma
postura um pouco mais ácida sobre a
relação das criaturas com os deuses
Então os gêneros literários pintam os
deuses de com características diferentes
Só que os contextos de cada uma dessas
literaturas nos ajudam a construir uma
imagem relativamente a oração aos Deuses
individuais citam ATR títulos dos Deuses
individualmente e naturalmente quer que
esse Deus seja louvado se você tá
pedindo para esse Deus se você tá
louvando esse Deus e você está esperando
uma resposta dele então é comum que essa
linguagem seja uma linguagem de
exaltação o Deus a quem Sera ou a quem
se louva é colocada acima de todos os
outros Deus e isso é feito com todos os
deuses então uma pessoa podia orar é um
Deus x e colocar esse Deus acima de
todos os outros deuses e em seguida orar
para um outro Deus e fazer a mesma coisa
isso não era visto como contradição
porque porque na cabeça dessas pessoas
era preciso assumir essa postura para
que o Deus se sentisse é de alguma forma
a sua a sua Majestade fosse reconhecida
o seu poder fosse reconhecido e
aumentar-se a possibilidade de uma
resposta positiva acontecer para aquele
que apresentava sua oração boa parte dos
atributos de haver na Bíblia Hebraica
são também é atributos dos outros Deuses
nas outras culturas mas essas imagens
essas características elas vão sendo
modificadas quando outros gêneros além
das orações São analisados por exemplo
dizer que uma divindade amorosa é
amorosa não significa a mesma coisa que
significa dizer que ia ver amores quando
a Bíblia fala que ia ver amoroso é uma
coisa mas dentro dessas outras a
literaturas religiosas dizer que uma
divindade era amorosa Não significava
que Ele amava todos os seres humanos
também Não significava que essa
divindade amava as outras divindades
quando os deuses eles interagem uns com
os outros os seus atributos transparecem
as suas personalidades em seus papéis
uma divindade por exemplo
em um momento pode ser retratada como
muito boa uma heroína ela é elogiada em
outra narrativa ela é retratada como
duvidosa egoísta secundária então
perceba que as literaturas entram em
choque até certo ponto mas contribuem
para a gente perceber como as pessoas
viam as divindades em diferentes ângulos
os deuses no caso da Mesopotâmia Egito e
outras culturas disputam poder um com o
outro uma outra camada dessa disputa é
adicionada quando o problema é político
se existe uma confrontação entre duas
regiões e essas regiões têm deuses
diferentes
a gente percebe é que a interpretação é
o povo que ganhar é porque tem um Deus
mais forte por trás de si então quando
os deuses eles disputam essa relação
entre territórios entre cultura
predominante entre povo é mais capaz ou
menos capaz a Interpretação da vitória
da derrota é quem é que tem um Deus mais
forte por isso você entende vários
textos também do Antigo Testamento
quando o povo de Israel em vários
momentos Colocam um para o outro ou
quando o próprio Moisés colocam para
para quando Moisés coloca para ir a ver
como é que os outros povos vão dizer que
a velha não é tão poderoso assim porque
o Senhor decidiu Destruir todo esse povo
ou quando o povo vai pro exílio e bate
aquele desespero que é como é que a
Babilônia conseguiu derrubar o Templo de
Jerusalém se a vela Todo Poderoso o Deus
no qual nós nos organizamos é como nação
habita no santo dos santos alguma coisa
tá errada ou e a fé não é tão poderoso
assim como Com certeza vários
acreditaram ou iavé já não habitava mais
no santo dos santos Mas a questão é que
essa interpretação de o Deus que dá
vitória na guerra e o Deus que confronta
o outro Deus era a base da explicação
das Vitórias militares e das disputas e
conquistas das diferentes Nações que
tinham constantemente que lidar com essa
realidade de guerra
bom algumas características
a divinas
antropomorfismo na religião pagar os
deuses nascem e são amamentados crescem
até a idade adulta buscam a satisfação
de seus apetites e Emoções lutam por
prestígios por prestígio
lutam por poder e supremacia e
entregam-se ao sexo e estão sujeitos ao
fracasso derrota e morte é uma visão de
divindade completamente diferente de
aveia essa é uma situação do Bristol
é uma das obras citadas aqui por esse
livro do John Walton que eu acabei de
mostrar para vocês
essas divindades procuravam alcançar
seus objetivos pessoais da mesma forma
que os seres humanos Eles podiam ser
perversos podiam ser Furiosos podiam
causar prejuízos aos outros Deuses o
aspecto mais importante do
antropomorfismo
não é a forma física quando a gente fala
de antropomorfismo é dar a forma humana
aos Deuses Mas a forma que não é uma
questão basicamente de semelhança na sua
imagem e sim uma questão de
personalidade uma questão de caráter
muito mais importante é perceber que os
deuses não eram melhores que os seres
humanos mas basicamente mais fortes
os deuses São muito parecidos conosco
não porque tem as mesmas capacidades mas
sim porque são mais fortes Mas eles têm
os mesmos problemas as mesmas falhas os
mesmos métodos que os seres humanos um
erro comum é achar já partindo propósito
próximo tópico que os deuses estavam
definidos em
territórios estavam definitivamente
restritos em território quando a gente
fala de um Deus geográfico com Deus
tribal Deus territorial vem na nossa
cabeça a ideia de que esse Deus não
podia sair de um território tinha
autoridade apenas ali não é essa ideia
os deuses
ele se estabeleciam na mentalidade do
antigo oriente se estabeleciam em
algumas áreas porque ali é onde os seus
templos estavam e onde os seus templos
estavam as necessidades dos Deuses eram
atendidas mas isso Não significava que
ele precisava ficar restrito àquela
localidade o maior fundamento dos
imperialismos sempre foi o fato de que
os deuses podiam expandir seus
territórios a partir do local onde eles
haviam inicialmente se estabelecido e É
de fato uma justificativa muito poderosa
para uma cosmovisão como essa que a
gente vem conversando aqui se você
acredita que o seu Deus está ali mas que
o seu Deus é forte é Poderoso Ele pode
expandir o seu território porque ficar
contente se a gente tentar um pouco
porque não tentar dominar toda a região
em que a gente está presente
a ideia então é de uma justificativa de
um Deus poderoso que está presente em
uma região mas que pode lhe render
autoridade sobre um território muito
maior a outra coisa é os deuses como a
gente já tratou nascem e dão a luz uma
consequência imediata disso é os deuses
são sexualmente ativos esse traço domina
a literatura é importante a gente
perceber que isso não é questão
secundária boa parte da história dos
Deuses é uma história das suas dos seus
envolvimentos românticos e sexuais da
procriação dos Deuses e por aí vai isso
mostra como esse antropomorfismo sem
introduz profundamente na mitologia
antiga entendeu os deuses nesse aspecto
semelhante aos seres humanos nos mostra
que essa é uma
perspectiva sobre a realidade celeste a
realidade dos Deuses muito diferentes
daquilo que acontecia
em Israel e outras duas questões é os
deuses eram falíveis e os deuses eram
emotivos nem tudo que os deuses se
pretendiam fazer eles conseguiam fazer e
outra coisa é os deuses tinham suas
instabilidades emocionais de um certo
em um certo aspecto isso é fácil de
comparar com e a velha porque minha V
também tem alegria e a velha também é
demonstrar aprovação o orgulho prazer do
seu povo quando a obediência tudo mais
mas é um Deus ciumento e a véu um Deus
que exige um comportamento e havia um
Deus que derrama Ira então a gente
percebe que a velha tem emoções mas
esses Deuses essa é uma atividade que a
gente tá falando significa que os deuses
podiam ter medo significa que Deus pode
não ter frustração significa que os
deuses poderiam ter outras
características que são muito mais
dentro da mentalidade bíblica próprias
dos seres humanos do que do próprio
evento e por último
a gente Traz essa comparação com as
características de haver será que Israel
era diferente de seus vizinhos e pensava
sobre a natureza da divindade de forma
distinta Será que ia ver tinha uma
essência intrínseca Eu já falei isso
várias vezes mas para as culturas do
antigo Oriente os deuses não existiam em
si mesmo não existia essa preocupação de
entender a natureza
ontológica do ser não existe essa
preocupação com que ele é pelo que ele é
e sim ele é pelo que ele faz mas será
que a Vera é diferente será que o povo
de Israel pensava em aveia no que ele é
pelo que ele é e não pelo que ele faz
O interessante é que não tem nada na
Bíblia que surgira que em Israel o
pensamento ontológico fosse diferente
nesse aspecto do antigo Oriente próximo
a ontologia de Israel toca em duas
coisas foca na função de Deus as coisas
que Deus faz no meio de Israel e Foca no
relacionamento de Deus o pacto a aliança
que Deus estabelece com esse povo com a
descendência de Abraão
então o fato de Deus ter se revelado a
Israel e espera que ele se relacione que
Israel se relacione com iavé é com base
no que o próprio fez no que ia haver
revelou do seu caráter tem consequências
muito Profundas nesse povo o povo
encontra a sua identidade justamente
pelo fato de que ele é separado por Javé
e eles reconhecem que eles passaram a se
tornar parte da esfera social de a ver
tudo o que acontece Israel precisa ser
feito de acordo com a jurisdição de Javé
questão que eles acreditavam e nós
acreditamos que a fé é o Deus que tem
jurisdição sobre a criação inteira então
a gente percebe uma grande transição de
mentalidade apesar de ser paralelo não
existe uma reflexão ontológica como a
gente tem hoje e sim na relação de
função e Aliança
Mas eles possuem essa percepção de serem
separados de forma muito particular o
que a velha tinha que os outros deuses
não tinham e a vevé tinha atributos do
monoteísmo e de um relacionamento formal
a ideia de ter ciúme de outros Deuses se
homem de que só Israel podia adorar
apenas exclusivamente a iavé e não a
outros Deuses era muito estranho para as
outras culturas porque no politeísmo
quanto mais melhor você podia oferecer
essa divindade mas não tinha problema
nenhum se você oferecesse um sacrifício
a outra divindade também então
é essa
essa relação exclusiva e pessoal quem
haver um ponto de distinção e o que que
a velha não tinha que os outros Deuses
tinham tudo que era próprio do
politeísmo e a velha não tinha artimanha
não tinha Luxúria não tinha engano não
tinha sexualidade não tinha vários
outros atributos que os seres humanos
nas outras culturas projetavam sobre os
deuses
as qualidades mais infames dos Deuses
era fruto justamente da semelhança entre
deuses e humanidade e a VEP teve muito
mas muito trabalho para ensinar
repetidamente para o povo de Israel que
ele não era como um ser humano e ele não
era como os outros Deuses Para para
pensar em todas as passagens que Deus
teve que reafirmar isso eu não sou um
homem eu não sou outro Deus o fato de
que isso é um lembrete uma correção é
tão recorrente nos mostra que o povo
ainda pensava como os outros povos sem
boa parte da história narrada do Antigo
Testamento o povo pensava com essas
categorias que a gente tá tratando da
Mesopotâmia do Egito da literatura
Gaúcha e que são tão estranhas para
gente mas em certa medida é a
mentalidade
eram as culturas com as quais o povo de
Israel estava lidando né bom gente é
isso que eu tinha
separado para a gente conversar hoje
aqui e aí eu vou tentar responder
algumas perguntas o nosso tempo está
avançado e esse assunto tem tudo para
ter perguntas difíceis né então eu não
garanto bons resultados vamos ver
se a gente consegue
a responder alguma coisa vamos lá será
que foi dessa questão ontológica e
teogônica que amarga bolo a literatura
deles com certeza com certeza existe
muita relação entre o nosso Universo de
imaginação fantástico hoje com as
mitologias seja mitologia grega a
mitologia nórdica e boa parte da nossa
arte clássica também né você tem
você tem compositores famosos como
Wagner que foi inspirado pela mitologia
nórdica você tem escritores que falam
muito de como essas mitologias antigas
influenciaram as suas composições mais
modernas então amável deve diretamente
dessa ideia
de que os heróis são seres humanos com
super poderes que na antiguidade é
basicamente a definição de um Deus né
então assim existe relação entre essas
coisas deixa eu ver mais aqui
uma boa pergunta o pensamento dos
israelitas em relação aos outros Deuses
dos outros povos eram também reais mas
esse pensamento mudou após o cativeiro
babilônico Olha sem Marcos Teve uma
grande decisão na forma como o povo
lidava com as exigências da Torá lhe
dava com as exigências de Javé após o
cativeiro porque porque o cativeiro
demonstra que a maldição que Israel que
a fé deu a Israel caso eles não
obedecessem a sua parte do Contrato ou
seja obedecer sem a lei e os mandamentos
seria justamente o exílio e o exílio bom
a gente poderia passar cinco horas
falando da interpretação teológica do
exílio mas basicamente é o fato de que
Deus
em certa medida usa abandonou até as
consequências de não querer se
relacionar com a velha mas não os
abandonou de forma definitiva os
oráculos de Condenação mesmo quando
antes do exílio para Babilônia mostrava
que Deus faria havia um povo cruel e
terrível que os derrotaria mais Deus não
abandonaria o seu filho
então
não é possível fazer generalização
completa mas existia uma predominância
de idolatria antes do
exílio que não pode ser comparada com
que acontece com o povo depois do exílio
pois ele foi uma mudança drástica da
perspectiva de boa parte do Povo da
tradição também da manutenção
das leis que garantem o cumprimento da
Torá outras tradições surgiram a partir
do exílio para garantir que o povo
cumprisse 613 mandamentos então a gente
pode afirmar que o cativeiro mudou um
pouco a maneira como o povo de Israel
via os deuses das culturas ao seu redor
era que tipo de Deus era um desses
Deuses vistos com essas características
todas
que a gente acabou de colocar Betânia
era humano ou figura bom a ideia não é
que ele era humano era um Deus com
funções grandiosas dessa dessa
coordenação cósmica ele tinha várias
características humanas como todas as
divindades da época mas não era pensado
simplesmente como imagem ou como humano
era uma entidade própria como a gente
colocou no começo da aula os deuses
precisavam ser uma entidade própria ter
uma função e o nome então No mínimo
tinha todas essas
características aí
Então seria correto afirmar que a
Mesopotâmia é origem de todas as
religiões e principalmente do paganismo
olha não necessariamente aberto a gente
nem tratou tanto das questões
cronológicas aqui de saber o que que
veio é primeiro Com certeza a gente está
tratando da Mesopotâmia da região de
onde Abraão veio então vi o haviam
várias culturas anteriores a cultura
abraâmica mas é dizer que a Mesopotâmia
é a origem de todas as religiões com
base naquilo que a gente tratou hoje não
é possível afirmar agora se isso é
verdade por outros dados e outros
elementos que a gente não trouxe aqui eu
não sei afirmar é sempre uma das regiões
mais antigas que nós estudamos quando se
trata das culturas e das religiões isso
sim a gente pode associar como sendo um
dos berços da civilizações antigas mais
importantes mas pontuar que é o mais
antigo de fato não não consigo afirmar
isso talvez eles estão outros dados que
nos permitam tirar essa dúvida
perguntaram sobre PDF A gente não tem um
PDF disso mas eu indico esse livro que
eu mostrei no meio da aula e repito aqui
ó o pensamento do antigo Oriente próximo
e o antigo testamento do John Walton
esse aliás é um excelente estudioso tem
o panorama do Antigo Testamento também
pela vida nova existe um livro que eu
acho que é a teologia Bíblica do Antigo
Testamento pela existe um mundo
perdido de Adão e Eva dele pela
Thomas Nelson se eu não estiver enganado
ou é pela Ultimato não sei agora mas o
que tiver desse autor tem um visto que
ele é bastante
fundamentado nos estudos do Antigo
Testamento
vamos lá a Betânia eu penso que tudo e
qualquer coisa é pela permissão de Deus
Estou certa ou errada com certeza a
gente tem uma visão diferente de
cosmologia do funcionamento do Cosmos
desses povos que é o só basicamente
Funciona porque existe um Deus que tá
empurrando o sol ou existe um Deus que é
a função solar está atuando de uma forma
específica a gente não pensa assim
enquanto o Cristão a gente acredita que
Deus dotou
o universo de uma certa regularidade que
pode ser explicada por aquilo que a
gente chama de leis naturais que na
verdade a descrição da regularidade dos
fenômenos naturais
Mas isso não significa que Deus não
sustenta o universo como a gente colocou
antes então tudo aquilo que acontece
conta com a permissão de Deus não quer
dizer que Deus está causando todas as
coisas que tudo é apenas determinação de
venda que não existe
que não existe autodeterminação e nenhum
nível pelos seres humanos não a gente
acredita nisso que existe liberdade Mas
a gente acredita que também tudo
acontece debaixo da soberania de Deus
nada escapa o seu propósito pré-história
e para os indivíduos e Deus interage com
todas essas escolhas individuais com
funcionamento do Cosmos mesmo que isso
nos pareça inexplicável em vários
momentos e Deus nos garante que o
próprio via dão o próprio Deus o próprio
Senhor Jesus não pode ser completamente
compreendido por nós daí a importância
do nome de Deus reservar para si mesmo
essa autodeterminação então Deus nos
garante que sim ele está no controle de
todas as coisas nada foge ao seu domínio
mas nós não temos a capacidade de nem
determinar todas as coisas e nem
explicar entender todas as suas decisões
bom quando a libertação dos israelitas
da escravidão no Egito cada praga
enviada por Deus era uma frontal
politeísmo que havia na cultura egípcia
Essa é uma das interpretações que tem
bastante assim
tem bastante base teológica para se
defender de que de fato os elementos que
estavam sendo afrontados
pelo próprio aveia em relação a disputa
que estava tendo com
o com o faraó era um elemento dos dotado
de valor teológico né então o sol e a
Escuridão
em último caso os próprios primogênitos
a morte do filho de Faraó a morte do
representante de Deus na terra que daria
o trono que a daria o controle da grande
civilização egípcia tinha assim uma
implicação
teológica e uma implicação de
confrontação entre os deuses é muito
direta mas é importante perceber que
isso não era um capítulo singular da
história do antigo Oriente próximo todas
as guerras eram interpretadas assim
todas as vezes que os povos dignidade
diferentes se enfrentavam a pergunta é o
Deus de quem vai fazer ganhar o Deus de
quem vai conquistar a Vitória então é
importante a gente perceber que sim a
história das
pragas a história do exílio envolve esse
elemento mas isso atravessa várias
outras histórias também né
vamos lá o Jeová ou ia ver como a gente
está
localizando aqui o tetragrama podia sair
do território e atuar em terras de
jurisdição de outros espíritos Bom eu
acho que é importante separar as
cosmovisões Aqui de acordo com a visão
que admite que ia ver é Deus não existe
jurisdição dos outros
espíritos Porque existe apenas um único
Deus e não consequentemente não existe
Deuses concorrentes então ainda que
possam existir é o opositor como satanás
ou outros espíritos que também atuem
Oposição a Deus esses Espíritos não tem
jurisdição definitiva sobre ponto nenhum
da criação tudo é propriedade
é Deus que tem controle sobre todas as
coisas né então é importante a gente
diferenciar aquilo que eu estava
explicando como a cosmovisão dos povos
da mesopotâmia e do aquilo que era a
visão do povo de Israel
bom gente a gente tem
várias perguntas aqui mas infelizmente
eu não vou conseguir me estender muito
mais e eu peço que vocês aproveitem
algumas dessas perguntas para tentar na
próxima aula continuar esse papo se
possível conectar com o próximo tópico
que a gente vai ter porque nós vamos
continuar na nossa aula aqui de
introdução antigo testamento passou um
pouco da metade agora nós teremos até o
final desse mês de março esse curso de
introdução antigo e na quarta-feira
introdução ao Novo Testamento então
muito obrigado para quem acompanha até o
final peço que vocês de fato continuem
sintonizados com o nosso canal que vocês
assinem o canal aqui daí bem no YouTube
que vocês compartilhem esse conteúdo
acredito que pode sim abençoa e ajudar
muitas outras pessoas e muito obrigado
pela interação né boa parte nada do que
eu faço aqui teria sentido se não
tivesse vocês aí então
valeu mesmo pela atenção de vocês
da manhã celebração online da IBGE aqui
no canal da YouTube do YouTube e a gente
também tem a celebração presencial para
quem está aqui em São Paulo a gente mais
uma vez agradece desejo uma boa semana
um abraço a todos fiquem com Deus

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