Introdução ao Novo Testamento | Aula 6 – O Ambiente Religioso do NT 1 | Susie Lee | IBNU
15/03/2023
Introdução ao Novo Testamento | Aula 6 – O Ambiente Religioso do NT 1 | Susie Lee | IBNU
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[Música] boa noite bom dia boa tarde para todo mundo que tá acompanhando mais uma live aqui da ibmil Mais uma aula do nosso curso de introdução ao Novo Testamento hoje é o nosso sexto encontro desse curso de introdução ao Novo Testamento e foram temas até que bastante importantes que afetam diretamente a forma como a gente abre lei interpreta os textos e muitas vezes não nos damos conta de quanta história quanta relação social quanta visão de mundo estão envolvidos nas páginas do novo testamento e a nossa missão é tentar ajudar você pelo menos experimentar um pouco do saber do Sabor e do saber que está envolvido nessa contextualização do novo testamento tivemos duas aulas muito interessantes com Jonatas elas duas quartas-feiras passadas tratando do ambiente social e agora a gente vai na aula de hoje a primeira aula sobre o ambiente religioso e a Susi tá aqui já é muito conhecida de todo mundo que faz parte da ibmu acompanha a ibmu pelas redes e ela vai então falar um pouquinho para gente a respeito do ambiente religioso e suas eu acho que nem todo mundo tem noção de como esse ambiente era diversificado né acho que a aula de hoje vai servir para desmistificar essa falta de mistificação tão presente no ambiente do novo testamento bem-vinda mais uma vez aqui no nosso curso e vamos lá para nossa aula sobre o ambiente religioso no Novo Testamento Boa noite Boa noite a todos hoje a gente tá eu tenho uma tarefa muito difícil né porque é falado o ambiente religioso mas não ambiente religioso é que a gente está acostumado que a gente está acostumada a falar sobre o judaísmo né sobre o meio em que cresce o cristianismo a gente hoje vai falar do paganismo desse ambiente que é avesso né ou na verdade é o Deus monoteísta é meio diferente contraditório e é o ambiente onde as pessoas do novo testamento estão vivendo e que elas estão experimentando aquilo que elas vivem no dia a dia até que chega o evangelho né evangelho através de Jesus e através dos Apóstolos depois nas viagens missionárias de Paulo nós vamos ver isso muito marcado e muito forte aí no Novo Testamento então é sobre isso que a gente vai falar muito obrigada aquela pelo convite aí de estar junto com o pessoal e é um prazer muito grande de poder compartilhar um pouco sobre isso então hoje é a gente vai falar aqui sobre essa questão então é a gente tá dentro desse curso introdução ao Novo Testamento entendendo um pouco é esse é todo o contexto todo ambiente que é que se dá o Novo Testamento né E hoje a gente vai falar justamente desculpa em estar religioso é do paganismo tá nesse ambiente a gente precisa entender um pouco né do que você já conhece mas a gente precisa entender um pouquinho do que que a gente está falando a gente sabe que a exceção de Lucas e Atos dos livros de Lucas e atos né O Novo Testamento inteiro ele foi escrito por judeus tá só que que ambiente que é esse que todo mundo que ela já deve ter falado né o Jonatas também é um ambiente helenizado né o ambiente em que apesar da cultura toda ser helenizada eles têm uma plateia totalmente greco-romana greco-romana porque com a eliminação e depois com a vinda do Império Romano acaba se tornando uma coisa só quase que né é o sistema Romano tudo a parte toda política Romana mas se você olha para cultura língua todas as coisas que é tão ligadas à arte com toda essa parte cultural é grega né então só para a gente poder entender um pouquinho vamos conversar um pouco sobre esse ambiente ele não dá para falar da Grécia sem falar do Monte Olimpo né de como eram as divindades aí gregas né E a gente tem que entender que isso vende muito tempo atrás mas na verdade até Platão ali no século 4 antes de Cristo né existe uma questão muito importante a ser tratada que até Platão ele levantou essas questões que é uma falta de valores positivos Morais em todas essas lendas que ele consideravam lendas né que sustentavam essa existência dos Deuses né os deuses eram petrolantes as deusas eram sedutoras né Elas seduziam os que eram os mortais e Os Imortais também né eles ensinavam uns aos outros o comportamento assim meio infantil de criança né porque um ofendi o outro aí quando eles eram ofendidos pelos humanos Então tinha uma Ira um desejo de acabar com tudo então o objetivo do ser humano era apaziguar essa Ira né então no templo no tempo de Platão é poucas eram as pessoas assim muito instruídas né que pudessem levar sério assim levar a religião do olynca a sério então existia uma coisa tipo um ceticismo tá Franco e aberto que dominava então a classe alta Romana então a classe alta Romana eu vou passar um pouquinho aqui para vocês entenderem depois a gente volta aí eles tinham uma visão muito mais racional sobre os deuses Então o que eles diziam eles sabiam que as opiniões dos filósofos a respeito dos Deuses assemelham-se A Fúria dos loucos então é interessante pensar aí de chamar a questão dos Deuses e toda a relação aí que é toda essa relação de loucura né igualmente absurda a hemorragia dos Poetas insidiosas pois revestidas de Charme ele diz assim é o Cícero né quando ele comenta aí na natureza dos Deuses ele fala os poetas escrevem seus Deuses inflamados de Ira cuspindo Fúria ardendo de cobiça e os colocam em forma de arte para que apreciene suas guerras suas batalhas seus ferimentos bem como seu ódio sua utilidade suas Intrigas sua licenciosidade seu Adultério sua escravidão sua ligação com os romanos e os mortais nascidos da imortalidade palavras e artes pronunciadas sem um mínimo controle essas confusões dos Poetas podem ser associadas a monstruosidade dos magos e ao misticismo demente dos egípcios bem como a opinião da multidão que forma a base da ignorância inconsciente Então isso é tirado de um trecho aí né de Cícero falando sobre essa questão irracional em que o som de que os romanos conseguiam enxergar a questão dos Deuses e da religião até né mas a gente não pode esquecer é que depois até os romanos de certa forma [Música] num grupo mais menos instruído a massa vamos dizer assim ele seguiam acabam seguindo tá não só alguns Deuses né que vem dessa cultura grega mas também o que a gente vai ver um pouquinho mais para frente que eram os imperadores tá entendendo um pouquinho melhor esses deuses do Olimpo eles estavam Originalmente Associados aos Deuses dos 12 meses do ano tá mas claro que na época dos Romanos na época Romana já não valia ninguém sabia mas sobre isso tá mas parece que é interessante esse culto ou do Olimpo né que você já começa a descartar essa forma humana dos Deuses né agora tinha o Cícero por exemplo mesmo Cícero ele afirmava que a ideia de um Deus sem corpo ele ia falar é incompreensível por quê Porque uma identidade sem corpo ele não teria sentimentos ele não teria sabedoria ele não saberia o que que é prazer e todos esses conceitos são compreendidos na concepção de que temos de uma deidade né do Deus então a natureza de um Deus é deveria chegar até essa questão da forma tá então isso não não conseguia dissociar dissociado então um Deus ele tinha que ter alguma forma ou pelo menos humano ou muito parecidos do ser humano né aqui ele pudesse ter essas todas esses sentimentos Tá uma coisa interessante também é que quando o povo grego começa a ter a ideia dos Deuses né ou não só os gregos mas na antiguidade como se quando se tem a ideia dos Deuses você tem a ideia de que esses você precisa né o ser humano ele não consegue viver fazendo na época eles tinham agricultura como a forma básica de subsistência e nesse contexto eles precisavam de lidar com Sobrenatural como é que se lida com esse Sobrenatural é por exemplo como é que se lida com as chuvas como é que se lida com a falta delas é como é que se você tem uma garantia de uma fertilidade como é que se garante que por exemplo o os céus ou uma da chuva né enfim todo tudo isso precisava de uma certa garantia né e a ideia dessa garantia vem da ideia de que existem então Deuses que estão nesse mundo para controlar todos esses fenômenos e eles como é que eles têm que ser esses Deuses apesar de serem Sobrenaturais Eles são de certa forma a imagem do ser humano eles têm por isso que fala desses Deuses irados né cuspindo a fúria cobiça eles tinham todas as características que o ser humano tem então ele sentiam ciúmes Eles brigavam entre si né tudo isso mas eram Deuses que precisavam ser apaziguados né eles precisavam ter essa porque eles sempre estavam a base e aqui isso eles sempre estavam de certa forma irados né então você precisava através de sacrifícios através de ofertas através de alguma coisa agradar esses Deus né para que eles possam ficar calmos e felizes e aí garantir a questão da fertilidade da Sobrevivência deles tá Então essa é a principal questão envolvida nessa relação dos Deuses então A ideia é que eles precisam você precisa desses Deuses E aí quando chega na época romana você tem um sincretismo né que se mescla magia oculto do Imperador esses Deuses que já viam já vinham misturados já com a filosofia essa religião da Cultura helenística né Então tudo isso não pode ser descartado em nenhum momento porque porque eles fazem parte do mundo é humano o ser humano precisa disso então a gente pode ver lá exemplo no Novo Testamento a gente vê lá em Atos 14 8 a 18 uma questão ligada por exemplo a Paula e Barnabé quando eles curam paralítimo Extra né eles são aclamados como que como Júpiter Mercúrio tá então são os deuses olímpicos né então todo mundo acha que eles Opa chegaram os deuses aqui e quase que eles são aclamados não só como Deus isso mas também eles quase que não conseguem impedir o pessoal de trazer o sacrifícios para eles né então para a maioria das pessoas né daquele daquele povo é adoração no monte olimpo é quase que um culto oficial do estado tá é uma coisa que demonstra até um certo patriotismo Você tem uma coisa focada né estabelecida E isso se torna parte não só da tradição da vivência mas também é algo ligada ao estado tá então os deuses que a gente conhece por exemplo Júpiter Mercúrio Juno Apolo todos esses Deuses né eles eles nunca têm um relacionamento pessoal com o ser humano tá eles têm uma ideia de que eles são Deuses Deuses ligados a mais assim há um clã né Por exemplo naquela época quando eu tinham né os clãs as tribos né ou até uma cidade tá então eles esses Deuses Estão apenas preocupados com o coletivo né então os templos eles eram até edificados e mantidos pelo próprio estado tá o sacerdotes eram indicados ou até eleitos né colocados ali pelo estado pelo governo né e os festivais as festas eram algo assim Popular tá Então na verdade não se esperava tanto numa crença real numa fé real nesses Deuses tá seja no Deus masculino feminino né não era esse o objetivo era para ter um culto uma coisa que levava na verdade a fidelidade ao próprio Estado como a gente falou né então os deuses eram assim não eram exclusivos por isso que você tem na verdade muitos deuses e não só muitos Deuses mas você tem até essa ideia aqui que eu coloquei esse altar Altar A um Deus desconhecido que a gente vê Paulo encontrando lá na Grécia né então por que que Paulo chega encontra isso porque Eles olham todos os deuses eles falam pera aí se a gente deixar de adorar ou deixar de fazer um altar ou um templo para qualquer Deus e se ele ficar nervoso o que que acontece né então vamos colocar aqui um altar ao Deus desconhecido eu não conhecemos Mas qualquer coisa a gente deixa pronto para que nenhum deles fique de fora né Então essa é a ideia então é quando os cristãos vem é com uma Confissão de Fé recusando-se adorar esses Deus ou até o próprio Imperador isso é visto de uma maneira assim contrária com certeza uma falsa falta de patriotismo falta de cidadania ou até uma desersão da Pátria por isso que é se conhece o Mundo Cristão naquele momento conhece um perseguição porque eles não estão entrando nesse sistema criado que é essa mistura né esse sincretismo Total entre filosofia os deuses do Limpo né todas as partes política né a crença e ao culto ao Imperador tudo isso então tá em vista aqui tá até é interessante é mais ou menos assim é como se o povo né o Cristão tivesse sabe quando a gente tem o juramento a bandeira né ou prestação depois né de honra a bandeira e tudo é mais ou menos isso é como se eles não quisesse prestar essa homenagem né a bandeira ou alguma coisa é a mesma história tá a mesma ideia aqui então os deuses que a gente conhece esses muitos Deuses eles estavam apenas preocupados com a própria assim a prosperidade do povo então o que que a gente poderia dizer a gente poderia dizer que tem algum benefício por ser humano ou ela por um indivíduo pessoalmente na minha vida diária isso faz alguma diferença na verdade não o Quase nada tá isso tá mais ligado a questão quando eu tenho um momento difícil né as pessoas ofereciam sacrifícios extras né para ter essa bênção esse né seu benefício que na verdade era mais uma barganha era uma negociação com esses Deuses né era uma forma de você dar alguma coisa para poder pedir outra por isso que isso tá muito enraigado em toda tudo que vem depois mesmo o próprio cristianismo inicialmente quando as pessoas não entendem é a graça que é dada através do Evangelho né da mensagem do Evangelho as pessoas ficam querendo barganhar então uma das coisas por exemplo o Simão né que tenta comprar o poder de Deus né o poder do Espírito aí de expulsar demônios né era uma barganha era uma forma de barganhar de nego aquilo seja poder seja saúde seja bênção o que fosse ou a necessidade da pessoa ou o desejo da pessoa tá E aí se ele não não fosse atendido tá ele podia achar puxa Será que alguma coisa que eu entreguei um sacrifício não agradou o Deus né ou Será que algum ritual uma parte daquilo que eu fiz tava errado né então isso era muito forte nesse momento é importante a gente poder pensar nisso hoje porque quando a gente lê a Bíblia Às vezes a gente não tá entendendo esse ambiente né que tava por trás tá E aí a gente não consegue entender o que tá acontecendo né quando a história bíblica ou né são contadas as são contadas para gente tá aí a gente tem alguns Claro tem isso não tem como dissociar né as coisas assim sobre deuses não tem como dissociar de milagres de coisas que aconteciam então eles também tinham essa ideia a gente vai falar um pouquinho daqui a pouco tá mas a maioria dos gregos dos Romanos eles queriam sim ter a imortalidade mas eles não acharam que isso era possível por exemplo de ter algo depois da morte isso não era uma algo muito forte para eles tá então como é que eles achavam que conseguiriam obter a imortalidade eles achavam que a imortalidade viria gerando filhos tá E nesse caso mulheres filhas não porque porque só os filhos dão continuidade ao nome da família né então ele só conseguiram ter glórias por exemplo na carreira militar política ou até Empreendimentos artísticos né tudo isso só ia se perpettar né perpetuar aí através dos filhos elas descem dos descendentes tá então isso era muito importante entre eles e tem a filosofia por exemplo histórica né eles negavam né que existisse alguma consciência alguma coisa depois da morte tá então por isso que eles falavam de viver aí aquilo que a gente tem hoje tá [Música] vamos entender então um pouquinho adiante agora a questão da que é um exemplo aqui do Oráculo de Delfos né que a gente conhece o tempo de Apolo tá onde uma das sacerdotisas aí preview futuro Esse é o mais famoso e mais conhecido né que a gente conhece aí e aí a gente tem Chega a uma época que vem o culto ao Imperador isso isso não vem tanto dos gregos os gregos não tem essa ideia isso já vem a partir a uma certa ideia o início vem através do Alexandre o Grande porque ele foi o grande conquistador né Ele é chamado é um bom homem isso é muito importante esse bom homem ele tinha que ter uma autoridade colheres sobre todos tá então ele achava por em vários toteles Traz essa ideia do bom homem né E quem deveria ser considerado bom homem mas quando entra aí a época do Júlio César tá ele vem como o primeiro ser humano o primeiro homem a quem foi dada essa honra essa honra de um de um Deus ou Semideus ele foi danificado considerado Divino mas ele ele não foi não foi ele que pediu para ser né ele que não foi ele mesmo que instituiu isso mas foi o seu a pedido de Augusto tá ele pediu E aí esse tempo foi construído em sua honra aí depois de muitos anos o Augusto ele permitiu que o próprio gênio né o espírito protetor fosse adorado juntamente aí com a deusa Roma então começa assim começa um pedindo para que o Júlio César né seja bem ficado aí o Augusto pede acaba permitindo né que seu próprio gênio né o espírito protetor dele seja danificado E aí depois disso começa a ideia de deificação Mas qualquer a questão do grande problema ligado aí porque que os primeiros né imperadores romanos eles não chegaram colocando essa ideia de identificação porque existia uma palavra grega que era usada um termo grego féios né que é a ideia de ser igual a Deus tá Só que essa palavra era usada somente a pessoas vivas não aliás desculpa eu tô as pessoas vivas e mortas porque era ser igual a Deus igual a Deus não tem problema mas quando você coloca num nível maior ainda que é Divino né que no latim depois foi o divos tá é que significa essa ideia de danificado ela essa palavra só era aplicada só era usada né apenas a quem tava morto né então era muito complicado você quebrar esse paradigma de quem entende que tudo bem sei qual a um Deus tá ou semelhante a Deus agora ter um Deus O próprio Deus é muito complicado tá aí o que acontece tem um cara que surge que ele é um louco né o pessoal chama ele de desvairado mental né então ele surge e ele mesmo se otorga a esse título esse título então ele ele pede ele exige que todos faixa o chamem de Dominus é Deus tá mestre e Deus tá E aí isso vai ter uma implicação religiosa muito grande aí para o Cristão porque o cristão não consegue não vai dar ninguém esse título de Deus a não ser ao próprio Deus né então é interessante assim porque essa palavra Dominus ainda era usada pelos em latim pelos escravos quando eles chamavam os seus senhores mas aí os cristãos aí a gente vai ver na situação agita eles usam só a palavra quírios tá que isso aí eles não não tiveram a ousadia né de pegar essa essa esse título para ele tá mas o culto ao Imperador ele se torna muito forte tá principalmente na Ásia menor onde a gente vai ver o cristianismo né crescendo muito tá aqui vale a pena a gente lembrar a gente retomar a ideia de que a classe alta Romano eles não tinham nem essa crença não nem os deuses e nem nos imperadores como Deus está eles tinham aquela ideia de bem racionalista tá que aquilo lá era uma loucura né mas adoração aos imperadores se torna algo muito forte uma forma de dominar impressionar as massas então era muito importante a gente vê isso até depois né hoje hoje ainda existe essa ideia de quando a gente foi antigamente por exemplo o faraó é uma forma de legitimar o poder do Imperador então quanto mais ele for entendido como próximo a Deus ou representantes de Deus ou o próprio Deus né as pessoas vão se deixar ser dominadas mais facilmente por essa pessoa por isso a importância do Imperador né seja na época do faraó né em vários impérios a gente vai ver outros impérios né assírios sumérios né A gente vai ver vários impérios é danificando os seus imperadores Então nesse momento se torna muito importante isso também isso vai ficar muito mais forte muito mais é assim mais assim concreto mais forte lá no segundo terceiro e para frente séculos né E a gente vai ver então as histórias até contadas aí sobre os milagres né que o próprio os próprios imperadores tinham feito como Vespasiano conta que ele curou um cego e um paralítico tá E aí ele ele falou não não conta para ninguém então existia essa essa crença tá Adoração em Imperador ela era uma forma de não só de também criar não só de legitimar Mas também de criar uma lealdade a esses imperadores né então é tudo que o imperador precisava que todos se curvasse e fossem Leais ao império tá então isso é muito importante a gente vai ver também Essa questão dos Milagres como a gente falou né uma curiosidade uma questão bem interessante que a gente vai ver nessa ideia é essa palavra grega né Daimon né que é eram empregadas a esses espíritos esse espíritos Sobrenaturais né espíritos né que os maus espíritos bons porque existiam muitos espíritos espíritos maus e bons tá isso não era um problema de ser aceito milagre não era um problema de ser aceito tá e demônio o Daimon né [Música] era um era empregada para esses Espíritos ele não tinha uma conotação tão nem negativa nem positiva era um espíritos mas poderiam ser bons ou ruins Quem começou a dar uma conotação negativa e aí vem com a Bíblia é são os cristãos tá E aí as pessoas queriam né Essa é uma coisa bem interessante tá só que voltando a essa ideia dos Espíritos né esses espíritos que eles criam eram espíritos meio imprevisíveis tá eles poderiam mostrar aí amizade né chegar com jeitinho se mostrar bons mas aí eles poderiam de repente né fazer alguma coisa de ruim né e da poções mágicas aí matar não mas assim chegar a fazer coisas ruins tá então isso é fazia parte das crenças né coisas até ocultas desse momento tá ok então algumas pessoas também entendem alguns símbolos até cristãos como algo que se não que vende isso mas que era entendido por todos daquela época tá então por exemplo as maldições antigas né contém certas adulterações das palavras hebraicas hebraicas por exemplo eram mais maldições que invocavam ajuda de poderes especiais né com com o objetivo de obter assim alguma coisa alguma ajuda material ou até um castigo para o inimigo né tá isso até é interessante que essas maldições que eram invocadas no primeiro século depois de Cristo eles são conhecidos como escritos Efésios tá E era ali por serem reduzidos lá em Éfeso tá bom e é interessante que quando Paulo vai lá para para Éfeso A ideia é que o Paulo traz a ideia do cristianismo que tem vitória sobre esses poderes demoníacos porque ele expulsa espíritos malignos cura os enfermos né e até mesmo então no meio né aí da das coisas que aconteciam o que Paulo estava fazendo era mostrar essa vitória né do Deus que ele tava falando que tava pregando que era o Deus encarnado Jesus Cristo né e o Poder Desse Deus sobre todas essas coisas que se tinha entendimento tá bom aí a gente vai ver um pouquinho mais para frente a ideia também dos oráculos a gente vai ter essa ideia de que quem procura a Astrologia né quem procura aí os oráculos né só tirar aqui então o que que eles faziam os oráculos eram parte já astrologia era algo que era fazer a parte desse mundo então não era estranho você tem interpretação de sonhos né você buscar na astrologia uma forma de entendimento das coisas que estavam acontecendo Deus oráculos né então qualquer pessoa por exemplo na Grécia clássica né Qualquer pessoa que tivesse para tomar uma decisão ou então enfrentando um problema complexo né que que eles faziam a primeira coisa eles iam buscar um oráculo por isso que é interessante a gente lembrar do Oráculo de Delfos né o oráculo que a gente já viu aqui rapidamente que era muito conhecido aquela época então o oráculo já fazia parte desse mundo e Nesse contexto o que que acontece o principal lugar onde eles buscavam era Apolo né e a sacerdotisa tá então eles tinham que ter um ritual todo né de lidar com isso tudo aquilo e até eles tinham as respostas eram interessantes porque as respostas não eram diretas uma resposta assim certa mas as respostas eram meio ambíguas né que podiam ter várias interpretações tá então a gente vai ver isso que acontece por exemplo com os romanos eles vão visitar é um lugar chama-se Bila ela só gruda tá E aí essa profetiza Imortal né que seria Imortal né É ela chega aos lugares onde a gente conhece que vai chegar na Itália né vai de Tróia por exemplo a oeste né ele vai Então nesse primeiro século tudo isso tá muito latente muito real muito concreto na vida das pessoas tá E aí a gente vai ver que a gente chega um momento que os deuses já não estavam falando diretamente então eles não têm um poder muito mais muito real com acima né sobre as pessoas e aí como é que as pessoas vão descobrir já que os deuses Já não são tão não falam diretamente com a gente como é que a gente vai descobrir a Vontade Divina Então a gente vai descobrir através da astrologia astrologia é uma das formas então por exemplo um dos imperadores que a gente vê lá o Imperador Tibério ele era obcecado tá ele queria sempre saber ele era fascinado pela a energia né a gente vê isso então algumas coisas a gente vai ver que aparecem no Novo Testamento que trazem um pouco essa ideia que já é conhecida por todos nesse momento por exemplo quando os Lucas 21 25 a falar haverá sinais do sol na lua e nas Estrelas tá então quem que vai buscar quem que vai vai atrás os magos que a gente conhece como Magos né eles vão buscar através dessas estrelas né chegar vão chegar até Jesus né Então tudo isso é muito real Aí também tem outras coisas como os sonhos aos presságios né então a gente vê isso muito claramente no antigo testamento sem dúvidas né mas o Novo Testamento também agora uma outra coisa muito interessante que a gente tem aí no Testamento na verdade sempre que a gente lida com a questão da natureza como a gente falou que a natureza traz uma ideia muito ao mesmo tempo bonita né mas também é assustadora de certa forma tá então existia na natureza é essa ideia do Pagani tá que eram a gente da roça a essa palavra animismo vem do da palavra Latina que significa espírito tá então o que que acontece os animistas né que praticavam humanismo né eles na verdade uma pessoa simples pessoas da roça que eles estão acostumados a lidar com a própria natureza mas aí como tem essa ideia de assombração de lugares assim mais sombrios né como por exemplo a gente vai ver no antigo testamento a gente vai ver quando eu andar pelo vale da sombra da morte né então por que que tem essa ideia porque a natureza traz isso né quando você tá assim porque que diz que Deus vai não vai deixar nem o sol nem à noite nem as estrelas nada destruir ou fazer mal a gente né Isso é uma ideia de que é assombroso né a natureza traz coisas muito muito desconhecidas e assombrosas E aí a gente vai ter isso muito suporte aqui e quando a gente chega nesse ambiente em que é Pagão Tá mas ao mesmo tempo eles têm esse medo e essa adoração essa Fanta não fantasia seria essa maravilha amiga encantamento né pela natureza vai surgir por exemplo a ideia de que Deus né habita em todas as coisas que a gente conhece hoje de panteísmo tá E também a gente vai ter a ideia de que você precisa como os deuses estão ligados à natureza a gente vai ter que acalmar também como a gente falou no início né adorar acalmar esses Deuses e A ideia mais assustadora que a gente tem é que tudo isso tá ligado com as a questão da fertilidade a natureza sempre vem ligada à questão da fertilidade Então a gente vai ver Por exemplo quando a gente olha no antigo testamento Deus Baal né a deusa haverá a gente vai ver no ambiente grego né A gente vai ver também as deusas da fertilidade né e enfim Deus o trovão né que tá ligado com a chuva com as águas com os mares né para quem ia para os mares Então a gente vai ter sempre Deus desligados a essa natureza tá E aí são os deuses que precisam ser adorados e apaziguados para que essa natureza de sombra água fresca né de frutos né de colheita que não faça mal nenhum mas também traga os seus frutos tá tudo isso é muito importante até quando a gente olha é para Primeira Coríntios a gente vê essa questão muito muito forte que é a ideia do Deus dos Deuses né Os cultos pagãos sempre estavam ligados a questão da sexualidade Então os rituais a cerimônias religiosas pagãs eram bem ligadas à questão da sexualidade orgia Então as sacerdotisas eram praticamente as prostitutas rituais né então nos tempos aconteciam esses rituais isso era muito marcado e a gente já falou isso no curso que a gente deu né podcast do de primeira Coríntios né e alguns que a gente já falou anteriormente Então vale a pena vocês irem estudarem um pouquinho sobre isso tá e a gente vai ver também Essa esses custos de mistérios né que é o que a gente conhece de mais antigos curto secretos cultos de mistérios né Os cultos até metro e a Dionísio né Dionísio Só que lá no antigo é lá de 1200 antes de Cristo até antes disso né então eles tinham essas esses mistérios que envolviam os deuses né E algumas alguns rituais alguns cerimoniais que envolviam aí esses mistérios tá eram sempre lidavam bastante com a questão assim da Escuridão né de você com o submundo né mas talvez para era uma forma de tentar vencer isso a escuridão ou você subir mundo tá e outras coisas também envolviam a questão dos inicializar alguém para alguma coisa então seja dentro da sociedade ou dentro de algum ambiente religioso né então existiam esses alguns cultos secretos que lidavam com essa iniciação das pessoas tá os ritos né na verdade estavam ligadas E aí o Clemente de Alexandria até um escritor Cristão Ele viveu lá no segundo século né Mais ou menos e ele desafiou que contassem abertamente Segredos sem temor de falar sobre o que vocês não tem vergonha de adorar eles falam ele falou né para tem na verdade é uma forma de ele chamar as pessoas mas ridicularizar um pouco esse mito dos deuses que eram conhecidos na época tá então mas não foi possível isso não é nem depois isso não foi conhecido tá então o que era feito naquela época não se sabe exatamente mas tem algumas coisas que depois se soube né que a questão dos mistérios né de leucis tá E esses mistérios tinham a ver com algo que a vida aí Traz uma ideia de vida após a morte retorno a vida não digo ressurreição mas algum retorno alguma forma de ressurgir né de renascimento né que era possível não foi talvez isso fosse muito fácil de ser associado porque eles tinham por exemplo a ideia dos grãos né das sementes que elas morriam né tinham a morte e depois experimentavam o nascer o renascimento né então como eles conheciam essa realidade Talvez para eles não fossem tão difícil entender isso tá E aí quando Paulo ele vai usar lá em primeira Coríntios 15 ele vai usar uma ideia assim né pegar já já dessa ideia que existia dos mistérios ele vai usar lá para falar sobre a ressurreição tá então é uma coisa bem interessante de se pensar né E aí tinha uma outra que eu acho que vale muito a pena a gente lembrar é o que tipo de culto tinha naquela época é a mãe de Éfeso né a grande Diana de Efésios né que a gente vai ver lá em Atos 19 a 28 da onde que surge isso então existe sempre a ideia da grande mãe tá justamente porque por causa da fertilidade então a mãe é algo assim muito muito adorado por causa dessa ideia da fertilidade Então existe as figuras Inicial é Cibele e o nome o nome oficial dela é grande mãe né é o título oficial dela tá E ela eu prometi para o seu seguidores a questão da Ressurreição Ah então a existia essa forma de culto já na Ásia menor né então diz dizem né dizia lenda que ela concedeu vida de novo Artes que é o seu consórcio né que tinha sido Despedaçado lá pelo seu inimigo tá E aí todos os sacerdotes eles faziam um culto de fertilidade mesmo como a gente já falou num ritual de fertilidade tá e quando a gente olha até a figura que é dada da Artemis ou da Diana Efésios a gente vai encontrar uma figura dessa é lá nos museus né da região a gente vai ver uma figura bem estranha bem diferente que é uma figura de mãe uma figura de mulher né e a roupa dela ou pelo menos o que veste ela são feitos de testículos então é algo bem estranho da gente pensar hoje mas para eles é algo para ser adorado tá então a fertilidade é algo acelerada então a mãe a grande mãe ela tem que estar revestida disso e a Diana de Efésios Efésios é justamente essa figura da grande mãe tá então É bem interessante porque porque a gente vai ter que entender como quando o Paulo esteve lá o grande problema que ele teve né justamente porque ali era um ambiente assim tá E aí a gente pode chegar aí a questão dos cristãos um pouco entendendo um pouquinho talvez mais para o final do novo testamento é a questão desses mistérios né que envolvem até o próprio cristianismo tá essa ideia do secreto dessa coisa do conhecimento misterioso do que aquilo que é secreto eu acho que sempre foi de certa forma algo muito encantador para o ser humano então mesmo com o cristianismo existe essa ideia surgindo até depois porque as pessoas que que tanto é que a gente vai ver alguns livros importantes da do novo testamento é assim falando sobre falsos profetas ou falsos é Mestres né que traziam um ensinamento estranho a ideia desse ensinamento estranho tá ligado a um pouco a esses mistérios tá que que a ideia do Mistério que é estranho para era estranho para eles por exemplo pensar que Jesus e a mensagem que ele que Paulo vem falar desse Jesus né que ele morreu e ressuscitou e agora é só crer porque a fé é o que vai salvar porque Deus já fez tudo né já cumpriu tudo Jesus já resolveu toda a situação e agora é só crer nisso eles pensam puxando não pode ser verdade alguma coisa tem que ter a mais né Não pode ser real isso então como é que a gente vai fazer é o que que tem que ter Ah tem que ter alguma coisa diferente então a gente mesmo a gente nunca vai alcançar essa esse entendimento porque é um conhecimento muito elevado então que não é possível alcançar com o nosso próprio conhecimento Então como é que acontece Ah até alguns poucos por exemplo pregue noticismo né alguns poucos eles vão receber essa luz essa essa ideia né de eles por exemplo tem que ter os anjos indo e vindo então eles têm toda uma construção em cima disso De que somente poucos é que vão ter acesso a esse esse mundo que é misterioso tá então isso acontece lá e a gente já vai ver que na verdade o gnosticismo mesmo vem depois não não é do primeiro século e que o Novo Testamento tá o contexto do novo testamento mesmo mas começam já as ideias a surgirem tá a gente vai ver também Essa questão do Mistério das Trevas é um negócio tão complicado que a gente vai ver por exemplo o surgimento de ideias por exemplo dualistas é um dualismo moral tá que existem dois caminhos né isso acontece no judaísmo do Antigo Testamento já mas aí a gente vai ver por exemplo alguns pergaminhos do Mar Morto né os manuscritos do mar a gente vai ver uma ideia daquele grupo que se retirou né para com lã a ideia de que eles são os filhos da luz lutando com os filhos das trevas tá então essa ideia de luz e trevas né o mundo que tem um contraste muito forte isso vai aparecer Claro nos livros de novo testamento em João não é Primeira João primeira pedro Mateus Lucas a gente vai ver em vários lugares essa ideia de que depois o bem vai vencer as trevas o mal né e a luz vai vencer as trevas mas isso já surge nessa época tá então antes até do novo testamento E aí na época do novo testamento a gente vai ver isso muito forte né que é na época do pessoal de Kauan que já já né da época de João Batista por exemplo né eles são exterminados ali quando o templo né cai em Jerusalém tá então algumas coisas interessantes e importantes eu acho que a gente já passou esse era o contexto religioso do novo testamento né Principalmente do novo testamento tá então eu acho que deu para caminhar aí por várias áreas né difíceis né porque lida com muitas coisas aí que a gente tem que enfrentar ainda né existem também mas que não era não é uma prerrogativa nossa existia naquela época também Legal tem muito muito Muitas semelhança entre a conversa que a gente teve hoje aqui no curso de introdução Novo Testamento com aquilo que a gente falou no último sábado no curso de introdução ao antigo testamento é ainda que ali não fosse o contexto helênico e romano que predominasse mas também as religiões da Mesopotâmia do Egito principalmente influenciando toda a região do antigo Oriente próximo tinham características que tem suas particularidades mas tem semelhanças aí com esse paganismo mais presente no mundo do Novo Testamento né é bom tentar lidar justamente com Sobrenatural então isso não muda em nenhum momento enquanto você não tem um Deus é absoluto né um Deus que é o único que tá acima de tudo enquanto não conhece esse Deus você tem que lidar com esse Sobrenatural com essa forma né de ter um Deus para cada situação e para cada coisa né E essa questão dos Deuses herdarem ou serem a origem de tantas características presentes nos seres humanos é algo também muito curioso né boa parte da conclusão no mundo Divino a de venda semelhança que eles têm conosco então aí o engano a sedução tudo isso é uma forma de pensar muito diferente do que é estabelecido pelo monoteísmo judaico e também obviamente porque é característica dos cristãos né sim com certeza tem algumas perguntas que surgiram aqui ao longo da conversa eu vou estimular o pessoal que continua acompanhando a gente a colocar em outras perguntas aí para gente interagir sobre esse tema é você citou inicialmente o novo testamento é escrito por judeus ainda que não contexto helênico né e o Marcos questiona existe 100% de certeza que o Lucas eram grego já ouvi alguém dizer que Lucas poderia ser um judeu nascido fora da Judeia bom 100% 100% acho que a gente não tem certeza de nada até alguém me falou um dia né se você pode ter uma ascendência me ajudar que eu falei eu não sei né pelos meus ascendentes parece que não mas sei lá né da onde que pode surgir mas assim pelo que a gente entende do contexto ele era um grego mas que ele entendia muito do ambiente judaico até porque ele andou bastante para Aquele momento aquele lugar se a gente olhar os escritos né de Lucas a gente tanto no livro de Lucas quanto em Atos a gente vai ver que ele conhece a geografia como ninguém ele entende exatamente por onde está andando e eu acho que assim é muito interessante assim isso né Não sei se vai que ela quer falar complementar e também já me deparei com essa possibilidade de que Lucas fosse pelo menos de um dos lados descendente de judeus dado a sua naturalidade em lidar com questões judaicas do conhecimento em especial das escrituras de décadas e lembrando que Paulo nunca está associado a Paulo enquanto autoridade que valida é tanto o evangelho quanto o livro de Atos e poderia se pensar que Paulo é alguém que instrui Lucas Nessas questões mas o domínio que ele tem é dá entender que existe uma familiaridade também antiga de Lucas com essas escrituras então de fato é plausível imaginar que talvez Lucas tivesse algum contato com o judaísmo antes dessa conversão ou dessa transformação se ele de fato fosse judeu dessa transformação causada pelo reconhecimento de Jesus como Messias né uma outra pergunta da do Lucas vem em duas partes vi um vídeo de um Historiador falando do Canon sobre sua origem e etapa de formação e etapa de Formação bom ele afirma que o cano bíblico só foi concluído no século 5 depois de Cristo e portanto a ideia de sola escritura segunda parte não era válida para os cristãos primitivos e parece que tal tradição que firmou os cristãos primitivos na fé como que funciona o ensinamento na era primitiva É bem interessante porque a gente pode ver como a gente está falando de um ambiente apesar de estar no Novo Testamento inicialmente bastante judaico né a gente pode ver que toda a tradição ela é bastante oral tá então as primeiras coisas claro que existiu escritos existiam coisas né até eles falam de rolos né rolos da Bíblia do Hebraica que é o antigo testamento Então a gente vai ver essas referências mas muita coisa Era passada também oralmente então existiam as duas coisas e mesmo que assim tivesse sido concluído um pouquinho mais tarde que não fosse nos primeiros no primeiro ou no segundo século que na verdade acho que até bem né do quinto século não lembrou agora Áquila exatamente no século referência aos conselhos posteriores né isso isso sim mas o cano É no sentido de reconhecimento né dos livros e tudo isso já existia já dos primeiros pais da igreja né nos primeiros né assim vamos chamar de Apóstolos Tá mas aqueles não Os 12 Apóstolos mas os primeiros que vão se tornar Aí os pais da igreja também depois então isso já existia né esse cano mesmo que não oficial mesmo no início assim bem no início da igreja já existia de certa forma um reconhecimento dos livros do nosso curso aqui na última quarta-feira do mês que é sobre o cano Testamento Então a gente vai poder destrinchar a história desse processo com um pouco mais de detalhe mas é de fato é importante perceber que a tradição oral era muito importante no início a doutrina da solo escritora como uma coisa tão definitiva vem a partir da reforma protestante então a gente já tá falando de aproximadamente 500 anos atrás século 16 né então tem um longo intervalo em que essas questões talvez fossem pensadas de forma um pouco diferente do que hoje a gente articula mas a ideia de autoridade última para o ensino dos Apóstolos é muito importante desde o começo da igreja né a igreja se estabelecia e crescia pelo partido pão pela oração e pelo ensino dos Apóstolos como atos vai colocar para gente então nos termos da Igreja Primitiva essa fundamentação do ensino dos Apóstolos em relação ao que se refere a Jesus era muito Claro não era eles não chamavam isso de suas escritura mas escritura que na verdade se inspira nessa determinação da Igreja Primitiva de ter certeza que aquilo que eles possuíam venda autoridade Apostólica e a gente tem um processo de fato de canonização que quando é comparado ou visto pela história da igreja tem decisões bem mais tardias século 4 século 5 mas é importante perceber que aquilo não era uma reunião de alguns homens e pessoas importantes da igreja que tinham vários livros de gente de si e porque critérios pessoais escolheram alguns para serem sagrados e outros não mas sim a ideia de que já existia uma longa tradição da igreja que reconhecia a autoridade Apostólica em alguns livros que estava sendo também reconhecida formalmente por um conselho E aí já é uma estrutura da igreja que já tem alguns séculos de Formação que também reconheceu esses Livros mas a ideia é que a igreja ao longo da sua história havia reconhecido a autoridade nesses livros ninguém tava inventando um cano 500 anos depois de Cristo né 400 anos depois de Cristo é interessante que você falou aquilo lá mas essa ideia do solo a escritura mesmo né é o grande problema foi que as pessoas no caminhada a questão que não tem a ver com cano no caminhar da história eles esqueceram né de que essa essa Bíblia essa escritura é a base né o fundamento e autoridade de tudo né então isso foi esquecido e foi necessário fazer esse retorno as escrituras na própria reforma né então acho que foi uma das coisas mais importantes que aconteceu na reforma o nosso outro Internauta a pessoa que nos acompanha aí é pergunta eles acredito que os gregos conheciam o Deus desconhecido que Paulo falou como sendo e a fé é isso É bem interessante porque eles não conheciam né na verdade o fato de estar escrito ao Deus desconhecido ao altar ao Deus desconhecido é justamente porque era esse medo de não não ter não ter se lembrado de todos os deuses e aí deixar algum Deus aí de fora e ele ficar muito irado né ou ficar né ou jogar um maldição sobre eles né então o medo de não contemplar um deles é que gera essa ideia então vamos fazer um altar aqui que qualquer coisa a gente fala que é esse aqui de alguém é esse aqui né o altar ao Deus desconhecido E aí é o aí o interessante de Paulo é isso e que Paulo tinha a tanta essa facilidade de contextualização que ele vai lá justamente falar sobre Opa tá vendo esse altar ao Deus desconhecido saber sabe quem é esse Deus desconhecido aí ele vai usar aquilo com uma um gancho né para falar para pregar o Evangelho lá isso É bem interessante a gente parar para pensar e é muito estranho para a gente a mentalidade politeísta que era tão natural nessa época né hoje Nós pensamos em boa parte pelo menos no mundo ocidental parte do mundo oriental também como monoteístas no mundo antigo essa era a exceção e para um politeísta essa concepção de ortodoxia que a gente tem não existia por tudo que é esse la você pensar que existe uma doutrina correta sobre o único Deus verdadeiro Era exatamente o oposto do que era mais natural que o povo antigo que era quanto mais Deuses tivermos e conhecermos melhor então a ideia de ter uma compreensão errado uma idolatria sobre outro Deus era inexistente na cabeça de um politeísta a ideia se chegou um Deus Novo vamos agregar a nossa comunidade o que importa é ele faz por a gente que a gente precisa dar resultado dá efeito se dá certo então é certo então a gente agrega o máximo de Deus possível toda essa nossa forma de pensar de ortodoxia de fidelidade é o único Deus tudo mais é coisa que nasce a partir de Abraão nasce a partir da Revelação para o povo de Israel e é estranho para as pessoas daquela época pensa assim né fez um pedido que as Susi já colocou aqui no nosso chat Susi tem algum livro sobre esse assunto que possa nos indicar E aí tem o gandre Né o panorama de Novo Testamento mas assim geralmente a introdução ao Novo Testamento assim trazem essas esses assuntos né que estão ligados à vida diária vida ambiente social religioso econômico enfim do novo e do Antigo Testamento a gente tem tem alguns livros eu não lembro exatamente o nome mas eu acho que ela explorando o ambiente do novo testamento alguma coisa assim que eu achei bem interessante que ele traz bastante assim específico essas questões né Achei bem interessante porque o judaísmo não sofreu tanto como cristianismo em relação a adoração aos imperadores romanos o judaísmo é interessante a gente pensar como é que ele é né o judaísmo ele é mais fechado um pouco né e a partir do momento que eles são eles sofrem a diáspora né porque enquanto eles estão na terra deles eles têm aquela permissão que era pax romana né ele sofrem bastante na época dos gregos né dos outros domínios mas quando vem a parte Romana eles são eles são assim é possível de você se manter na sua fé ninguém vai ninguém vai fazer nada e vai perseguir e por enquanto você tiver vivendo conforme né as leis máximas né do Império Romano agora por exemplo o cristianismo ele sai não só sai ele uma forma de contextávamos assim se rebelar contra o adoração do Estado né que é aquela que a gente falou que a ideia do Estado como né algo principal que é importante e o império né o Imperador então o Imperador é que era dourado e a gente falou que na verdade era uma forma de você dominar as massas né então quando você tem o cristianismo o cristianismo ele é um cristianismo que está crescendo e tá crescendo tem um proselitismo ele cresce assim proporções assim imagináveis naquele mundo né e as pessoas estão dispostas a da vida elas estão dispostas a fazer tudo e elas não se curvam a nada que é nem ao Imperador nem aos Deuses né do gregos enfim eles não se curvam a nada então isso causam grande problema é para o mundo greco-romano daquela época os judeus o judaísmo Acaba ficando um pouco mais restrito eles vão se espalhar então eles estão bem espalhados né são menores os grupos e os grupos se fecham completamente e vivem em comunidades então não enfrenta esse tipo de problema eles vão enfrentar outros tipos de problemas que a gente vai ver lá na frente mas não esse nesse momento tá e talvez não seja Claro para a gente que lê é o Novo Testamento como os judeus não cristãos também sofreram em vários momentos A Perseguição do Império Romano né a queda do templo a guerra que aconteceu entre o ano 66 e 70 redundando na queda do tempo de Jerusalém e suas também citou é durante a aula aqui depois a queda do tempo é depois a outra guerra entre 132 e 135 se eu não me engano envolvendo essas expectativas messiânicas também que os judeus parte deles não reconheceram Jesus como Messias e esperavam Messias de caráter muito distinto e acreditavam que essa revolta militar era uma forma de estabelecer a pureza de Israel a purificação do tempo tudo mais até Porque de fato judaísmo do ponto de vista formal na sua aliança com Roma se corrompeu em vários sentidos né era a revolta do pessoal de curam que que suas excitou mais cedo também então houve perseguição em vários momentos para os Judeus mas nos períodos de paz eles conseguiram encontrar um acordo bastante interessante que era todo mundo era obrigado a orar pelo Imperador como Deus os judeus não oravam a ninguém como o senhor absoluto ninguém como Deus senão e a velha eles falaram então a gente ora pelo Imperador em favor do imperador para e a velha a gente continua orando ao nosso Deus mas pedindo para que Ele abençoe o Imperador é claro também tinha outras questões que não estavam envolvidas só na teologia questões comerciais a manutenção da Paz era muito importante para Roma e tal e o território ali de Israel sempre foi um ponto muito estratégico então foi um direito adquirido por vários várias justificativas os cristãos era complicado porque eles muitos deles continuam dizendo somos nascemos de Deus e continuando precisando de Deus mas reconhecendo Jesus como Messias aí os judeus diziam não eles não são judeus eles adoram esse Jesus aí isso é outra coisa eles não são judeus por outro lado os pagãos diziam eles também não são pagãos eles não adoram outros deuses não participam das festas ao Imperador eu acho que existe uma uma peculiaridade na condição dos cristãos que não eram reconhecidos nem para os Judeus nem propagandas e por isso também estavam sujeitos algumas formas de perseguição e condenação do estado que o judeu não Cristão judeu não mas sempre não estava né agora Áquila eu que vou fazer a pergunta agora como a filosofia grega interpretava ressurreição é uma pergunta muito interessante da Simone a filosofia grega é uma coisa muito de pé se você tem os platônicos você tem epicureiros você tem históricos e cada uma dessas tradições interpretava de uma forma diferente a questão da Ressurreição dentro do próprio judaísmo Vale lembrar que Paulo quando foi acuado diante de um julgamento injusto ele jogou o estado seus contra os fariseus Justamente na questão da Ressurreição que essas duas linhas de judaísmo tinham interpretações diferentes assim também são as tradições helênicas Mas falando principalmente do platonismo que teve grande influência no mundo grego acredita que a morte era a libertação do corpo então ressurreição era uma forma de se retornar a uma condição de prisão a uma condição é mais baixa da natureza humana que ela está preso ao corpo então ressurreição não era algo visto como desejável ou coerente para condição humana nesse nessa forma de pensar platônica não não existia a ressurreição nos mesmos termos que a gente vê por exemplo em primeira Coríntios 15 que a gente vê Em Romanos 8 que a gente vê no Apocalipse também que era uma tradição fortemente Judaica e de um perfil judaico que acreditava na ressurreição dos Mortos mas os epicuristas por exemplo também tinha uma visão diferente que não fazia muito sentido ressurreição quando o corpo era um conglomerado de moléculas que eram regidos simplesmente pelas leis naturais redução estavam necessariamente submetidos essa ação direta dos Deuses era uma resposta paganista Mas epicuristas ou o Epicuro primeiro proponente estava respondendo a um paganismo muito presente na sua época e deu a seguinte resposta Os Deuses Estão podem até existir a gente não sabe não tem nem como verificar né então em outra dimensão a gente está aqui dentro do universo visível e nós somos governados por leis e somos basicamente fruto da matéria que existe do jeito que é então dentro dessa visão de mundo pensar em alma espírito ressurreição do corpo também não faz muito sentido né mas isso não não responde tudo porque a filosofia grega é uma coisa bastante abrangente também É bem interessante você pensar porque a filosofia grega não sou todas as Vertentes mas a maioria enxerga o corpo a matéria como algo que não é digno de muito muita atenção não é tão importante e aí você liga isso a tudo né Tem gente que vai para um lado achando que você pode fazer o que quiser com o corpo né então você que não se você não atingir o espírito tudo bem E tem outro lado que nega tudo né [Música] se você nega o corpo você nega todas as coisas estão ligadas né então a ressurreição não faz sentido para muita gente né para os filósofos e para até muitos outros pensamentos que entendem o corpo como algo mal para que que uma pessoa ia voltar ao corpo essa é uma questão muito importante para se pensar verdade eu acho que a minha imagem travou aí é isso vou colocar aqui deixa eu ver se consigo Então a ideia politeísta não é comum para nós da América Latina certo Acho que não porque na Índia eles têm vários Deuses né E aí Áquila que que você acha a gente vai batendo um papo então isso depende um pouco da época que a gente está analisando a América Latina e também no contexto atual é isso não é verdade para muitas pessoas a impressão advém do fato de que a América Latina os vários países que compõem a América Latina passaram por um processo de cristianização desde o período da colonização então A coroa portuguesa veio tanto com a espada e com a Cruz ao mesmo tempo e isso passou a definir boa parte da identidade do povo brasileiro mas processo semelhantes também aconteceram em outros países da América Latina então sim a gente tem uma marca de pensamento Popular bastante marcado por essa presença cristã mas ela esteve lidando também tanto com as religiões de matriz africana desde muito tempo atrás com o processo da escravidão que formou o povo brasileiro quanto como animismo dos índios que já estavam aqui desde antes da chegada dos portugueses essas coisas não desapareceram da mentalidade brasileira então é bem comum uma pessoa se dizer Cristão se dizer às vezes até mesmo protestante mas ter uma mentalidade politeísta ela pode não afirmar as mesmas coisas que a gente estava dizendo que os pagãos gregos do primeiro século afirmavam mas ela tem uma forma de pensar que tem a ver com fazer um rito de uma forma de outra para aplacar Ira Divina muitas vezes isso se dá de forma explícita o cara acredita em Deus supostamente o deus escrito nas escrituras mas ele acredita em outros Deuses também é de outras crenças de perspectivas religiosas bastante contraditórias com o que é revelado na pessoa de Jesus e tá tudo bem na cabeça de muitos brasileiros tá tudo bem pensar assim então a gente percebe que é de fato paganismo helênico não é exatamente aquilo que nós vivenciamos hoje mas a presença da marca politeísta ainda se faz sentir na forma de pensar e agir do brasileiro eu até diria mais aquela a gente conhece alguns ambientes mas a América Latina Ela é bem cheia de animismo panteísmo todas as formas assim e até o politeísmo sim nessa matriz africana como você falou né Isso é muito ainda é muito forte na sociedades nas nos povos ainda que na América Latina assim a gente vai para o México a gente vai ver todos todos esses países né que a gente da América Latina América do Sul mesmo é peru Colômbia né A gente vai ver tudo isso Paraguai que a gente teve recentemente então no Brasil mesmo do Sul no nordeste no norte isso é muito forte ainda então existe sim bastante ainda até dentro assim da cultura mesmo é como se fosse parte da cultura eles nem enxergam como como politeísmo mas como parte da cultura já tá tão intrínseca né que se considera parte da cultura ou então você tem deturpações do monoteísmo que se diz ainda como monoteísmo mas está trazendo elementos de um politeísmo muito Evidente um altíssimo a gente tem um sincretismo muito forte também o mal respondeu as perguntas que estavam aqui no chat e eu agradeço a todo mundo que acompanha a gente aqui até o final da nossa aula sobre ambiente religioso essa é a primeira aula desse tópico semana que vem é a segunda e última aula desse tópico que é um ambiente religioso mas já falando do Judaísmo nesse período de Jesus no período do novo testamento que também vale a pena inclusive para fazer contraste com tudo isso que a gente estava estudando ouvindo e aprendendo hoje que era a forma de pensar de todo mundo que tava ao redor dos judeus vocês são convidados para participar da nossa próxima aula muito obrigado Susi porque se dispôs aí para trazer um tópico muito importante para a gente e a gente então convida vocês mais uma vez para o curso de introdução ao antigo testamento que tá acontecendo aos sábados para participar da nossa celebração online que vai ao ar todo domingo de manhã a gente tem essa transmissão aqui no nosso canal e acompanhar e ganhou nas várias redes e naquilo que a gente também tem colocado para o crescimento para amadurecimento de quem quer caminhar junto com a gente Obrigado Jesus e boa noite boa noite pessoal sua palavra aí também pessoal boa noite a todos obrigada por estarem juntos né E como é que ela já falou acompanhe compartilha em tudo nosso conteúdo com quem quer e precisa né estudar a bíblia Deus abençoe