Teologia do Livro de Hebreus 2/6 – Antonio Neto
08/03/2023
Teologia do Livro de Hebreus 2/6 – Antonio Neto
Pregações em Áudio, Vídeo e Texto + CURSO de TEOLOGIA ONLINE:
www.spurgeonline.com.br/
(WhatsApp 85-8658-8274)
Fonte: Escola Charles Spurgeon
Legendas automáticas:
[Música] Ok boa noite vamos lá vamos retornar aqui o nosso continuar o nosso estudo Então vamos lá só aqui refrescando um pouco a memória de vocês do que a gente acabou de ver algumas coisas que que precisam ficar bem estabelecidas a medida que agora a gente vai começar a se aprofundar na teologia do livro de Hebreus lembre-se que segundo a proposta que eu trouxe aqui para vocês a carta aos hebreus ela é uma carta que é escrita para lidar com o desejo de judeus cristãos na comunidade para quem o autor está escrevendo de abraçarem a forma mais comum mais dominante de judaísmo daquela época Porque os judeus estavam sofrendo graves ameaças e isso então estava estimulando eles se identificar com essa forma dominante de judaísmo que era uma forma que tipicamente baseada nos preceitos da Torá nos preceitos da lei de Moisés e que tinha um forte compromisso com o templo e com o culto judaico então o templo em Jerusalém a cidade de Jerusalém eram símbolos fundamentais da identidade Judaica então uma vez que os romanos estavam ameaçando marchar sobre Jerusalém isso naturalmente gera aquele desejo de identificação com a cidade de identificação com a terra de identificação com os símbolos judaicos e isso é refletido pela a linguagem pela retórica do livro de Hebreus de tentar demonstrar para aqueles leitores que a forma a forma religiosa forma de culto trazida por Jesus ela era superior e que portanto abandonar a Jesus seria no final das contas abandonar a esperança de Israel seria abandonar a esperança da futura Jerusalém a esperança da futura terra a esperança das bençãos da Nova Aliança e seria abandonar consequentemente O próprio Deus Então esse é o argumento Geral do livro de Hebreus é uma o livro de Hebreus é uma é um livro de exortação para que com base na superioridade da era trazida por Jesus eles eles abrissemmão dessa ideia de poder de abraçar essas formas não superiores dominantes de judaísmo na sua época pois bem agora pessoal eu quero entrar com vocês naquilo que é fundamental para a epístola aos hebreus que é a cristologia o nosso trabalho agora é tentar portanto entender como o autor de Hebreus ele descreve a pessoa de Jesus Cristo hoje nós vamos trabalhar a pessoa de Cristo como o autor de Hebreus descreve a pessoa de Cristo e amanhã na nossa primeira palestra de amanhã eu vou trabalhar com vocês a descrição da obra de Cristo Então nós vamos ter duas palestras a respeito da cristologia no livro de Hebreus a primeira coisa importante da gente entender da cristologia no livro de Hebreus é a respeito da natureza ou como o autor de Hebreus faz para construir a sua cristologia caso você não esteja familiarizado com o termo cristologia basicamente é o estudo da pessoa e da obra de Cristo Então como é que o autor de Hebreus constrói a sua cristologia e isso é importante pessoal para nossa interpretação como um todo da carta aos hebreus a carta aos hebreus ela ela como ela é estruturada no contexto judaico muito forte Ela precisa ser compreendida também a luz do pensamento judaico é muito comum que o texto de Hebreus ele seja lido com uma série de categorias do pensamento grego categorias essas que não entenda não entenda como sendo algo necessariamente ruim por exemplo quando a gente fala da Trindade a gente diz então que Deus ele é três pessoas distintas que subsistem eternamente em uma só em uma só Essência Essa é a formulação clássica da doutrina da trindade esses termos de diferenciação de pessoa Natureza O que diferencia uma pessoa de outra ou diferencia não que distingue a própria diferenciação de distinção para diferente distinto de diferente é Essência Tudo isso são termos gregos tudo isso são são preocupações do pensamento grego pensamento grego ele é um pensamento muito focado na natureza da divindade então a medida que o cristianismo foi se desenvolvendo e ele foi se tornando ou entrando nas comunidades influenciadas pelo pensamento grego é que começaram esses tipos de questionamento O que é deus o que que o que que compõem Deus o que é a natureza de Deus o faz com que Deus possa ser considerado Deus o nome disso é metafísica o pensamento grego ele é um pensamento muito focado Nessas questões metafísicas no entanto pessoal o livro de Hebreus ele é estabelecido não em torno do de categorias Gregas e por isso se você ler o livro de Hebreus com categorias gregas na sua mente você provavelmente aliás certamente vai chegar uma conclusão equivocada por exemplo uma das formas muito comuns das pessoas leem a epístola aos hebreus com categorias gregas é utilizarem as categorias do pensamento de Platão na leitura de Hebreus Platão ele falava desse mundo material E que esse mundo material ele refletia o mundo das ideias que era um mundo superior aí o que que acontece muita gente vai para o livro de Hebreus e vê o autor de Hebreus falando do templo terreno Tabernáculo terreno Tabernáculo Celestial e que a lei era sombra e agora veio a realidade e trazem essas categorias gregas daquilo que é material e transitório e aquilo que agora é o verdadeiro é o real é o espiritual é o superior no entanto meus irmãos o livro de Hebreus ele é escrito por um judeu e ele é escrito para ser lido por judeus e a base teórica que ele utiliza é a interpretação do Antigo Testamento que não foi escrito por gregos então nós precisamos ler a carta aos hebreus com as categorias de interpretação do Antigo Testamento e categorias de pensamentos que eram típicos dos judeus daquela época e quando nós falamos de cristologia ou a respeito de Deus enquanto os gregos eram muito preocupados com questões metafísicas ou seja o que é Deus o que é a Trindade como é que Jesus pode ser Deus e homem ao mesmo tempo o que que diferencia uma pessoa da outra na Trindade isso são demandas do pensamento grego que tem esse tipo de questionamento que é Deus mas os judeus eles não tinham esse tipo de preocupação a preocupação clássica dos judeus no antigo testamento e também no Novo Testamento era em saber qual Deus era verdadeiro porque eles viviam em um mundo politeísta então ele se questionavam qual Deus é o verdadeiro como eu posso saber qual é o Deus que eu devo adorar e aí você tem as duas passagens clássicas do antigo testamento em Êxodo Versículo 20 ao êxodo Capítulo 20 Versículo 1 eu sou o Senhor teu Deus que te tirei da terra do Egito e Deuteronômio Capítulo 6 Versículo 4 ouve Israel o senhor o nosso Deus é o único Senhor então perceba que a preocupação a demanda do Antigo Testamento e obviamente também do novo testamento é entender como identificar o Deus verdadeiro lembra quando Moisés está na sarça ardente E aí então ele pergunta para eles quando eles me perguntarem quem te enviou o que que eu digo por quê Porque essa era a demanda era isso no mundo politeísta isso era o que eles precisavam saber quem é como identificar o Deus que nós devemos adorar isso meus irmãos isso é chamado de identidade divina Ok identidade a demanda Judaica era uma demanda pela identidade Divina quem é o Deus que deve ser adorado e essa demanda é diferente da metafísica Divina que os gregos Se preocupavam pois bem por que que eu fiz toda essa introdução dos conceitos gregos e judaicos porque meus irmãos a cristologia do livro de Hebreus ela é uma cristologia que depende da compreensão de basicamente dois conceitos judaicos dois conceitos que eram comuns no pensamento judaico daquela época em que a carta aos hebreus foi escrita e também do Antigo Testamento o primeiro desses conceitos é apresentado por esse estudioso importante estudioso do novo testamento chamado Richard balkung Ele é um estudioso em inglês ele escreveu uma obra importantíssima muito importante de ser lida chamado a cristologia da identidade divina ou Cristo e o Deus de Israel Crush and The God of Israel que é uma importantíssima obra falando a respeito da cristologia do novo testamento e nessa nessa obra meus irmãos Ele trabalha em uma outra obra Ele trabalha a aplicação dessa ideia dentro do livro de Hebreus e ele demonstra ali que em primeiro lugar que o Deus de Israel Ele deveria ser identificado e Adorado pelos seus feitos então no antigo testamento o Deus de Israel ele era identificado pelos seus feitos por exemplo Deus ele é o criador de todas as coisas No princípio criou Deus então quem é o Deus verdadeiro primeiro é o Deus que Criou todas as coisas segundo é um Deus que é soberano e que tudo o que acontece acontece segundo o seu próprio governo o antigo testamento é repleto de textos assim eu sou aquele que diz como as coisas vão acontecer e isso eu não compartilho com ninguém é o governo de Deus então você nota por exemplo na narrativa do Êxodo como as pragas servem para exibir para exibir para os egípcios e para os judeus que o Deus de Israel ele é o Deus soberano ele é o Deus que conduz o coração de Faraó para onde ele quer ele é o Deus que determina Quando Israel fica e quando Israel sai Porque isso é uma prerrogativa do Deus que deve ser adorado é que ele é soberano sobre todas as coisas também no antigo testamento o Deus de Israel ele é identificado pelo tetragrama ou e a fé a expressão e a fé ou eu sou Então esse é o nome do Deus de Israel Deus também é o único Deus eterno Então isso é uma característica um pouco mais da natureza um pouco mais da metafísica de Deus mas o antigo testamento ele estabelece por várias vezes que o Deus de Israel Ele é o único Deus que é Deus de geração em geração ele não é como os outros Deuses que são criados pelas mãos humanas ele é um Deus que sempre existiu e o Deus de Israel Ele é aquele que estabelece os seus planos escatológicos Deus é o Deus que planeja então o destino da humanidade o destino de Israel está nas mãos de Deus Deus a quem tem a prerrogativa de levar adiante planejar e levar adiante o seu plano e isso meus irmãos que o antigo testamento apresenta ele apresenta para apresentar Deus como o único que deve ser adorado Deuteronômio 6 o único Deus que deve ser adorado e a quem os homens devem lealdade guardem isso que eu tô dizendo tudo isso é a teologia Judaica a respeito de Deus Deus Ele é o único que deve ser Adorado pelos seus feitos e é o único que merece a lealdade dos homens quando nós chegamos no Novo Testamento Jesus Ele é reconhecido como participando dessas dessa identidade Divina em João Capítulo 8 por exemplo ele diz antes que Abraão existisse eu sou então Jesus traz para si o nome do Deus de Israel o senhor Jesus Cristo se refere aos anjos como meus anjos então ele tem soberania os anjos lhe obedecem ele fala em Mateus capítulo 25 quando o filho do homem se assentar no trono da sua glória Isso é uma prerrogativa Divina apenas Deus senta no trono do planeta o trono da criação sobre a criação o senhor Jesus Cristo ele exige lealdade a ele mesmo ele exige que os seus discípulos sejam Leais a ele em verdade em verdade eu vos digo então ele exige que os seus discípulos sejam discípulos dele sejam suas ovelhas e isso é uma prerrogativa do Deus de Israel do Antigo Testamento então no Novo Testamento Jesus ele começa ele passa a ser considerado como participando das mesmas características e feitos que tornam Deus digno de ser adorado e Digno da nossa lealdade quando nós chegamos no livro de Hebreus então agora Sim chegamos em Hebreus é exatamente isso que é exibido a respeito de Jesus em Hebreus e eu tô esquecendo Ah não porque já tá lá né os três em Hebreus meus irmãos Capítulo 1 Versículo de 1 a 3 diz havendo Deus outrora havendo Deus outrora falado muitas vezes e de muitas maneiras aos pais pelos profetas nestes últimos dias nos falou pelo filho a quem constituiu herdeiro de todas as coisas pelo qual também fez o universo ele que é o Resplendor da Glória e a expressão exata do seu ser sustentando todas as coisas pelas palavras pela palavra do seu poder perceba que a forma como o autor de Hebreus ele ele se declara a respeito de Jesus veja que ele fala que o filho ele é o herdeiro de todas as coisas isso meus irmãos é uma prerrogativa divina apenas o Deus de Israel é que tem o direito de herdar de ser o dono de todas as coisas apenas o Deus de Israel é quem estabelece o destino da humanidade então o autor de Hebreus diz que o filho foi constituído herdeiro de todas as coisas ele fala que do filho como o criador pelo qual também fez o universo então o filho é criador o filho ele é o herdeiro de todas as coisas ele é criador ele é uma expressão exata do ser de Deus e a ênfase aqui do ser de Deus essa ideia do eu sou o que sou da Eternidade de Deus então Jesus também participa da eternidade divina e o filho ele é soberano sobre todas as coisas porque é dito aqui sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder ele sustenta ele governa todas as coisas pelo seu poder pelo poder do próprio filho então perceba que o que o autor de Hebreus está fazendo é pegando vários elementos que no antigo testamento eram atribuídos ao Deus de Israel e que faziam com que o Deus de Israel fosse o único que merecia adoração e lealdade e ele está aplicando isso a Jesus depois no Versículo 4 de Hebreus ele diz tendo se tornado tão superior aos anjos quanto herdou mais Excelente nome do que eles então o autor de Hebreus ele vai trabalhar esse movimento de Jesus do filho em que ele se torna inferior aos anjos se fazendo homem para que como homem ele suba e se torne acima dos anjos como homem e o nome de a fé Então veja ele herda o nome que está acima dos Anjos Qual é esse nome que está acima dos Anjos é o nome de Deus e a fé Jesus Então como o homem herda o nome de a fé acima dos anjos depois no Versículo 6 Versículo 6 ele diz e novamente ao introduzir o primogênito do mundo diz e todos os anjos de Deus adorem isso daqui pessoal é chamado de monolatria O que é monolatria é a ideia de que só existe um Deus que é digno de adoração Jesus então ele se torna inferior aos anjos na sua Humanidade para que ele volte a ser superior aos anjos como homem participando da identidade Divina sendo Deus e ele é Adorado pelos anjos Então os anjos fazem com o Jesus ressurreto aquilo que só se pode fazer ao Deus de Israel no capítulo 2 verso 1 ele diz por esta razão importa que nos apeguemos com mais firmeza as verdades ouvidas para que dela jamais nos deu o que que ele tá querendo dizer com isso no começo do capítulo 2 Se Jesus Ele é Adorado pelos anjos se ele é digno de toda adoração ele também é o único que é digno da nossa lealdade Se Jesus participa da identidade do Deus de Israel se ele é o que Deus de Israel é se ele faz o que o Deus de Israel faz então a adoração que se presta ao Deus de Israel e a lealdade que se presta ao Deus de Israel precisa ser dada também a Jesus isso como eu disse a vocês indica que Jesus é colocado aqui como alvo da monolatria adorar a Deus e adorar a Jesus não é adorar dois Deuses adorar a Jesus e ser leal a Jesus é a mesma coisa que adorar o Deus de Israel então nisso você já conseguiria talvez responder a essa pergunta por que que o autor de Hebreus ele exibe Jesus dessa forma participando da identidade do Deus de Israel Você já consegue se dar consegue já perceber para onde vai o argumento dele o argumento dele meus irmãos é estabelecido aqui no Versículo 10 do capítulo 2 quando ele diz porque convinha que aquele por cuja causa e por quem em todas as coisas existem conduzindo muitos filhos a glória aperfeiçoar-se por meio de Sofrimentos o autor da salvação deles perceba às vezes como nós não somos judeus pelo menos acredito que ninguém aqui tem herança no judaísmo a gente não consegue perceber o peso de certas expressões quando ele fala o autor da salvação veja quem na Teologia do Antigo Testamento é o único que tem a prerrogativa de salvar quem é o salvador de Israel quem é Deus Então veja o Deus de Israel é o salvador do seu povo Deus então manda o seu filho e ele é feito menor do que os homens que desculpe menor do que os anjos ele é feito homem e através então da sua morte e ressurreição e ascensão Ele é Exaltado de volta ao seu status Mas agora como homem através do sofrimento como homem ele agora compartilha como homem da identidade do Deus de Israel é como se o autor de Hebreus estivesse dizendo o seguinte o Jesus de Nazaré que vocês sabem que andou pela Judeia e pela Galileia há poucos anos atrás vocês sabem disso aquele homem que andou pela Galileia pelas terras de Israel e que foi morto sobre Pôncio Pilatos e que depois de três dias ressuscitou dos mortos e subiu as alturas aos olhos dos Apóstolos e dos discípulos esse homem que está agora nos céus ele é o Deus de Israel ele compartilha a identidade do Deus de Israel aquilo que toda tradição de vocês judeus é atribuído a Deus agora é atribuído a Jesus então para Jesus ser o salvador dos homens ele precisa participar da identidade do Deus de Israel e depois Versículo 17 ele diz por isso mesmo convinha que em todas as coisas se tornasse semelhante aos irmãos para ser misericordioso e fiel o sumo sacerdote nas coisas referentes a Deus e para fazer propiciação pelos pecados do povo aqui meus irmãos perceba que Hebreus ele começa a introduzir a importância que ele vai dar a humanidade de Jesus nós vamos trabalhar a questão da humanidade de Jesus na próxima palestra o filho Precisou se fazer homem para que Ele pudesse compartilhar como homem da identidade divina como salvador de Israel mas como é que Deus salva o seu povo como é que Deus salva Israel Deus salva Israel meus irmãos através da Aliança do pacto que Deus fez com Abraão Moisés Davi a nova aliança e isso é estendido como apóstolo Paulo vai demonstrar que isso agora estendido para todos os gentios também mas Deus ele é o salvador de Israel através da Aliança através dos elementos da aliança é que Deus Opera a salvação do seu povo então quando é dito aqui que Jesus ele se torna fiel somos sacerdote para fazer a propiciação pelos pecados do povo o que ele tá querendo dizer aqui é que Jesus ele como homem participa da identidade divina para que ele seja esse agente da salvação de Israel segundo os termos que Deus estabeleceu para salvar Israel através do templo através do sacerdócio através do sacrifícios então Jesus ele participa como homem da identidade divina para que ele possa operar a salvação do seu povo ele não podia ser da linhagem de Arão e nem da linhagem de Levi porque porque isso implicaria que ele seria pecador e que ele seria mortal por isso então que ele precisa ser homem para ser O sacerdote Salvador do seu povo mas ele precisa ser eterno e é isso que o autor de Hebreus vai argumentar mais para frente que justifica que Jesus seja sacerdote segundo a ordem não de Arão mas de Melquisedeque então para o autor de Hebreus Jesus como filho ele participava da identidade divina e por isso ele estava apto para ser a Salvador do seu povo e assim era Digno da fidelidade dos homens e de sua adoração também então perceba Perceba o argumento do autor de Hebreus meus irmãos é um argumento muito sério para quem é judeu e consequentemente para nós também que abandonar a Jesus é abandonar o Deus de Israel ele coloca os seus leitores numa encruzilhada aqui no arapuca qual é qual era a Pucca que ele arma aqui é o seguinte Vocês precisam entender que essa opção de deixar Jesus para voltar ao judaísmo dominante ao judaísmo mais comum isso envolve você abandonar o Deus de Israel porque na sua ressurreição e ascensão Jesus se torna superior aos anjos como homem e participante da identidade divina então não pensem não pensem que você pode ter Deus na sua vida sem ter Jesus né muita gente hoje em dia quer ter Deus sem Jesus né eu tenho Deus na minha vida Jesus também né Eu amo Jesus na faixa e tudo não Ok não não é assim tem que ser o pacote completo porque Jesus é o Deus de Israel então esse aqui pessoal é o primeiro conceito para você entender a cristalogia no livro de Hebreus que é qual é o conceito a cristologia da identidade Divina Vamos repetir cristologia da identidade Divina Ok o segundo conceito é o conceito do dualismo escatológico Jesus é compreendido no livro de Hebreus a luz da do pensamento escatológico do Judaísmo daquela época o que que seria o dualismo escatológico o plano de deus meus irmãos era o plano escatológico para Israel era uma prerrogativa do Deus de Israel em Isaías Capítulo 46 Versículos 9 e 10 é dito lembrai-vos das coisas passadas da antiguidade que eu sou Deus e não há outro eu sou Deus e não há outro semelhante a mim que desde o princípio anuncio o que há de acontecer e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam perceba que o autor de Hebreus ele vai trabalhar esses conceitos aqui lá no Capítulo 11 que a fé é a certeza de coisas que não se vê que não aconteceram Ok então o Deus de Israel é o ele é identificado através do fato de que ele é o único que pode decidir a respeito do futuro da humanidade e consequentemente de Israel e esse tipo esse tipo de ideia de Deus como o senhor do tempo produziu meus irmãos na Teologia do Antigo Testamento na teologia dos judeus Isso aqui é uma coisa que eu não falei mas eu vou abrir esse parênteses aqui durante aquele período que a gente chama de período intertestamentário judaísmo do segundo templo muita teologia Judaica foi produzida muitos livros foram escritos por judeus muitos desses livros eram livros de interpretação do Antigo Testamento através desses livros nós podemos ter uma compreensão de como é que os judeus pensavam no tempo de Jesus no tempo dos Apóstolos E por aí vai e uma das coisas que a gente percebe e ver claramente no novo testamento é a ideia de um dualismo escatológico o dualismo escatológico meus irmãos ele é marcado por outros dois tipos de dualismo deixa eu apresentar esses dois tipos para vocês O primeiro é um dualismo temporal que é aquela distinçãozinha que você já deve ter aprendido nos livros do Led né do Jordão LED da era atual e a era futura só que se você pensar como um judeu no antigo testamento o dualismo é o presente onde Israel está em Êxodo onde Israel está no exílio onde Israel está herdando de Adão o seu pecado sofrendo para cumprir a lei onde Israel tá sofrendo com a antiga aliança Esse é o presente o futuro é a era Messiânica Então os judeus pensavam sempre em termos de presente futuro a luz do Messias Quando o senhor Jesus Cristo vem Jesus reflete esse tipo de pensamento quando ele diz esta era e a era por vir existe a primeira etapa da era Messiânica e existe a segunda etapa lá no futuro Mateus capítulo 13 Então isso é dualismo temporal o presente e o futuro Ok o segundo dualismo é um dualismo espacial onde você encontra a distinção entre os elementos da terra onde habitam os homens e os elementos Celestiais onde habitam Os seres Celestiais e onde está a habitação Divina uma coisa bem legal se um dia você quiser estudar é sobre a Cosmologia Judaica se você botar no Google você encontra os judeus eles imaginavam meus irmãos a terra as regiões Celestiais onde habitavam Os seres Celestiais Anjos e Demônios Ok e acima ou como parte das regiões Celestiais Mas acima é estava o santuário de Deus onde nesse Santuário estava ao Trono de Deus reinando sobre toda a realidade então o autor de Hebreus ele utiliza desse dualismo espacial entre as coisas da terra e as coisas do céu mas veja bem esse dualismo espacial ele não é de acordo com o dualismo espacial de Platão Tá bom então se você quando você fizer matéria de Filosofia de introdução à filosofia você vai aprender lá sobre os dualismos de platãos dualismo de Aristóteles e você vai perceber que parece mas não é o mesmo do alismo de onde vem o dualismo espacial dos judeus vem meus irmãos das literaturas apocalípticas lá de Daniel Por exemplo onde havia essa subdivisão entre o mundo natural e o mundo Celestial Onde por exemplo a Pérsia tinha o seu rei mas existia O Príncipe da Pérsia por trás um ser Celestial por trás onde Israel tinha os seus comandantes mas havia um anjo por trás de Israel que era Miguel Então essa perspectiva de você ser transladado do mundo material para o mundo Celestial Então essa essa visão de separação da esfera humana para esfera Celestial isso era marca das literaturas apocalípticas dos judeus que boa parte delas nós temos no próprio Antigo Testamento o que que o autor de Hebreus ele vai fazer na sua carta ele vai pegar o dualismo temporal e o dualismo espacial e Vai juntar Ok ele vai unir os dois conceitos naquilo que portanto eu tenho chamado aqui para vocês de dualismo escatológico veja o dualismo temporal ainda em Hebreus 1 e 2 havendo Deus outrora falado nestes últimos dias nos falou pelo filho percebem outrora passado nesses últimos dias presente então ele mostra que a era do Messias ela já começa na história por meio do filho e o dualismo aqui ó eu trouxe um gráfico aqui para mostrar para vocês certo aqui é o exemplo do que é um dualismo outrora últimos dias E aí quem está nos últimos dias no caso nós temos um outro dualismo que é esta era a era por vir então esse esquema essa forma de enxergar a realidade de dualismo temporal tipicamente Judaica E aí o dualismo espacial ele mostra por exemplo no Versículo 6 ao introduzir o primogênito do mundo no mundo diz e todos os anjos de Deus o adorem ora Qual dos Anjos jamais disse assenta-te a minha direita aqui até que eu ponho os teus inimigos por Estrada dos teus pés Então veja esse movimento o filho ele é introduzido no mundo depois ele é reintroduzido no santuário Celestial no trono Celestial à direita de Deus a era Messiânica quando o céu é introduzido no mundo Então veja pessoal isso aqui é bem importante talvez talvez agora você não consiga perceber a importância disso que eu tô dizendo mas qual é a relevância de saber que Jesus o filho ele entra no mundo sabe por quê Porque na mentalidade Judaica a esperança de Israel não é sair da Terra para o céu isso é pensamento grego sabe esse desejo que você tem de ir para o céu não hoje né mas você tem o desejo ir para o céu de morar no céu na gente não canta músicas né um dia nós vamos morar no céu eu vou morar Como é a música do Lázaro vou morar no céu Então esse tipo de Anseio por deixar a matéria materialidade e habitar no mundo Celestial isso é um Anseio tipicamente grego porque o pensamento hebraico judaico do Antigo Testamento e dos intérpretes do antigo testamento não é sair da Terra para o céu é que o céu Venha para a Terra venha a nós o teu reino então é o filho vindo para o mundo porque que ele volta para o céu você vai entender que isso tem uma relação Direta com Josué que vai para terra de Canaã espiar para depois vir libertar o povo eu vou mostrar para vocês isso mas na nossa penúltima palestra mas perceba Então esse movimento da esfera Celestial vindo para Terra Então o que o autor de Hebreus apresenta é algo mais ou menos assim ó você tem a esfera Celestial e a esfera terrena ao mesmo tempo você tem o dualismo escatológico o céu vem para Terra no caso através do filho o filho volta para o céu para o santuário de Deus para consumar a sua obra oferecendo o seu sacrifício no santuário Celestial para que ele então adquira o direito de no futuro trazer o céu para Terra definitivamente para que os israelitas possam habitar em uma Jerusalém que não foi construída por mãos humanas e que por isso os romanos também não podiam destruí-la Jerusalém construída pelo próprio Deus que a Jerusalém celestial que vem para a Terra onde eles pudessem habitar numa terra de Canaã onde Abraão peregrinou sabendo que aquela não era o seu Estágio Final haveria de chegar um dia que a Terra de Canaã seria uma Canaã construída pelo próprio Deus a Canaã onde Deus vive lá nos céus e ele vai trazer para Terra porque o filho do homem que é o filho de Deus que é homem ele está lá espiando certo para trazer a terra prometida para este mundo então o autor de Hebreus o autor de Hebreus apresenta Jesus a Luz do dualismo da teologia Judaica do Antigo Testamento Jesus Ele é um filho Celestial eterno acima dos anjos que no centro da história ele foi introduzido no mundo feito menor do que os anjos para que como homem ele seja reintroduzido na Esfera Celestial para que ele possa ser o salvador do seu povo e trazer definitivamente o céu para a Terra e consumar a esperança de Israel Então essa é a cristologia da pessoa do Senhor Jesus Cristo apresentada no livro de Hebreus para encerrar não sei quanto tempo ainda tem uns cinco minutos quanto 5 minutos pronto para encerrar deixou só aqui apresentar pessoal a importância teológica dessas informações que a gente acabou de ter primeiro a cristologia o alicerce de todo o argumento de Hebreus Então você vai conseguir entender muito melhor a teologia de Hebreus os outros textos de Hebreus sabendo disso que eu acabei de lhe dizer da cristologia da identidade divina e de Jesus ser entendido dentro dos dualismos do dualismo escatológico segundo ao afirmar que Jesus participa da identidade do Deus de Israel o autor de Hebreus vai mostrar que abandonar Jesus é o mesmo que abandonar a Deus Hebreus Capítulo 2 3 e 4 certo A palavra foi anunciada pelo Senhor e era Deus dando testemunho juntamente com eles Então quem rejeita a palavra de Cristo rejeita o testemunho de Deus rejeitar a Jesus é rejeitar a Deus terceiro lugar ao afirmar que Jesus participa da identidade do Deus de Israel o autor de Hebreus mostra que abandonar Jesus é também abandonar a salvação de Israel Hebreus 2 16 a 18 ele evidentemente Jesus olha evidentemente não só corre anjos mas só corre a descendência de Abraão e que foi por isso que ele se tornou semelhante aos irmãos para trazer a salvação para os Judeus dentro dos termos que Deus estabeleceu para salvação dos judeus através do sumo sacerdócio da propiciação de Pecados e por aí vai em quarto lugar Jesus ao atrelar Jesus ao dualismo escatológico autor de Hebreus mostra vai mostrar né que Jesus é quem inicia e mantém a Nova Aliança Cristo porém como filho em sua casa casa qual somos nós se guardamos firmes até o fim a ousadia e a exultação da Esperança então a cristologia de colocar Jesus como parte do dualismo é para mostrar que Jesus é aquele que traz uma nova era da Nova Aliança e por fim ao atrelar Jesus ao dualismo escatológico o autor de Hebreus poderá comparar e conectar a obra de Jesus a história de Israel a lógica do pentateuco que é o que nós vamos meus irmãos trabalhar amanhã tá bom eu quero encorajar vocês a não deixarem de vir para as palestras de amanhã mas a primeira palestra de amanhã nós vamos falar ainda sobre a obra de Cristo e a segunda palestra de amanhã sobre a soteriologia no livro de Hebreus na nossa primeira palestra eu vou mostrar para vocês meus irmãos alguns conceitos que quando eu aprendi esses conceitos assim eu eu amei o meu amor pelas escrituras aumentou Ainda mais você vai ver a beleza que o livro de Hebreus apresenta da história de Israel unida a história de Jesus e na segunda palestra nós vamos trabalhar sobre o conceito de salvação vamos ver também sobre os famosos textos que falam aí de Será que fala de perda de salvação ou não Tá bom então não perca o nosso estudo de amanhã tá bom caso caso você tenha tido dúvidas aqui da nossa dessas palestras você pode ir lá no meu Instagram você me segue e aí quase todos os dias eu abro uma caixinha lá mas você bota sua pergunta e me avisa ó tô na conferência da semana magra e aí eu dou prioridade responda a sua pergunta beleza