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Evangelho de João – Aula 1: Cap 1 | Ákilla Nascimento | IBNU

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[Música]
Boa noite olá para todo mundo que está
acompanhando aqui o nosso canal da ibmu
você é muito bem-vinda muito bem-vindo
para a nossa conversa e hoje a gente
está começando um novo ciclo naquilo que
são os custos da ibmu Você já conhece
provavelmente os nossos cursos aqui
durante a semana e hoje a gente tá
começando um novo bimestre tratando do
Evangelho de João hoje a gente vai falar
sobre alguns aspectos introdutórios do
Evangelho de João e olhar também para o
primeiro Capítulo do quarto evangelho
Então você vai ser muito importante na
nossa conversa na nossa reflexão Como já
é de praxe a gente pede para você
colocar seus comentários aqui no chat
para você participar com perguntas para
que você interaja conosco muito boa
noite a Nádia Wellington Jacira Cátia o
pessoal que já tá entrando dando aí seu
Boa noite no chat vem para todo mundo
que vai acompanhar essa aula e essa
conversa em algum momento do futuro eu
espero que seja um momento de
aprofundamento de compreensão de
confrontação com a palavra e que a gente
possa ser bastante enriquecido por esse
que é um evangelho bastante peculiar eu
vou compartilhar aqui a projeção e eu
começo inclusive afirmando que esse é um
evangelho peculiar porque esse não é um
dos Evangelhos sinóticos você já deve
ter ouvido falar dessa divisão nós temos
quatro Evangelhos na Bíblia Mateus
Marcos Lucas e João os três primeiros
Evangelhos tem uma perspectiva histórica
os eventos que são narrados muito
semelhantes Mateus Marcos e Lucas
e o quarto evangelho Evangelho de João
se distingue por fatores que ficaram
bastante Claros ao longo da nossa
conversa
mais o evangelho de João ele desempenha
um papel muito importante na história da
igreja na construção da teologia do novo
testamento na nossa compreensão da
figura de Jesus por aspectos que não
foram profundamente trabalhados É nos
outros três Evangelhos e esse evangelho
complementa de uma forma muito profunda
e também a naquilo que era um propósito
de selecionar os eventos que eles
selecionou para contar a história da
mesma pessoa que já havia sido tratado a
mesma história que havia sido narrada
nos outros três Evangelhos o evangelho
de João tem um propósito muito
particular eu espero que isso é comece a
ficar claro na nossa conversa de hoje
mas que isso fique ainda mais Evidente
ao longo dos nossos próximos encontros
eu vou pedir para vocês observarem bem
esse fragmento é que tem a ver com o
nosso primeiro tópico da aula de hoje
que é os fragmentos
de highlands Deixa eu só alternar aqui
para apresentação
espero roupa passo Legal são os
fragmentos de highlands que está em
Manchester na Inglaterra O que que a
gente pode afirmar sobre a autoria do
Evangelho de João a tradição mais antiga
da igreja que esse evangelho foi escrito
por João o apóstolo o apóstolo Amado
como é referido dentro do próprio
Evangelho o apóstolo João que é
conhecido inclusive também das
narrativas dos outros três Evangelhos
essa tradição se firmou por uma linha
muito clara e muito bem definida na
história que é a missão de Irineu um dos
Pais da igreja ao fato de que João era
o apóstolo responsável por esse
evangelho e Irineu foi discípulo de
Policarpo Policarpo foi discípulo do
próprio João Então a gente tem uma
cadeia histórica muito curta muito
próxima atestando com documentos que são
acessíveis até hoje que esse é o
evangelho que foi escrito pelo Apóstolo
João alguns críticos é na história
recente a afirmaram que o evangelho
poderia ter sido escrito por um outro
João o ancião que aparece em alguns
documentos da história que alguns Dizem
que o ancião e o apóstolo são a mesma
pessoa algumas pessoas inclusive
afirmam que a aparição do nome ancião em
vários textos de Eusébio é uma menção
aos 12 apóstolos e por isso João Ancião
é também João Apóstolo mas esses
críticos afirmam que o evangelho teria
sido escrito por volta
da de meados do segundo século da metade
para frente do segundo século então a
gente está falando de 150 depois de
Cristo ou uma data posterior
só que aí é onde entra o fragmento que a
gente mencionou foi encontrado esse
fragmento vou até voltar aqui na imagem
o fragmento é de ryalands ou os
fragmentos de willans que dentre esses
fragmentos está essa porção de texto que
é datada de 135 depois de Cristo e foi
encontrada no interior do Egito
a dentro desse fragmento ou escrito nele
e estão algumas passagens de João 18 e
isso é muito importante porque sim 135
esse papiro já estava esse fragmento foi
encontrado no interior do Egito
Então não parece ser um hipótese
plausível que ele tivesse sido o
primeiro papiro ou o manuscrito original
escrito por algum outro João que não
fosse o apóstolo no interior do Egito no
ano 135 o mais provável e bastante
aceito é que esse é evangelho foi
escrito numa data anterior a 135 foi
copiado e transmitido a comunidades que
reconheceram a autoridade do apóstolo
João nesse escrito de tal forma que
depois de algumas décadas esse escrito
já havia sido copiado e transmitido para
interior do Egito então a gente está
tratando de uma data bastante anterior
ao ano de 135 e cai é com bastante
segurança essa hipótese de que ele foi
um escrito muito posterior aos Apóstolos
que não teria sido João apóstolo que
escreveu e então a gente tem fragmentos
inclusive posteriores ao fragmento de
islands atestando essa hipótese mais
forte de que em algum momento do
primeiro século boa parte dos estudiosos
concordam que é perto da década de 90 ou
na própria década de 90 do primeiro
século e esse Evangelho é escrito pelo
Apóstolo João
é interessante também olhar algumas
evidências internas desse evangelho Por
quê o autor reivindica o privilégio de
ter sido uma testemunha ocular dos
eventos que aconteceram em torno de
Jesus no Capítulo 1 Versículo 4 também
João 19:35 E no fim do Evangelho 21
Capítulo 21 Versículo 24 e 25 se trata
ou se usa um tom de quem presenciou Tais
eventos se afirma explicitamente que foi
isso que aconteceu
uma outra coisa é que o autor se
identifica ou faz menção ao discípulo
Amado em vários momentos
do evangelho e o que que isso quer dizer
quem é o discípulo Amado que aparece no
Evangelho de João nós temos três
Apóstolos que eram mais próximos a Jesus
Pedro Tiago E João Tiago na época
provável da escrita do evangelho já
havia morrido Pedro pelas missões e
pelas passagens em que o discípulo amado
é mencionado é uma figura distinta do
discípulo Amado ele não chama Pedro de
ser tomado mas coloca na mesma cena
Pedro e o outro discípulo Amado então a
grande probabilidade O que é mais
razoável imaginar que o autor está
fazendo uma referência a si mesmo como
sendo esse discípulo amado isso não por
uma forma de auto engrandecimento não
chamando para cima a autoridade maior do
que os outros discípulos
mas sim revelando uma Face daquilo que
era relação do autor de João com Jesus e
também como uma forma de reafirmar que
essa é uma testemunha fiel que esse é um
relato digno de confiança como aparecem
expressões semelhantes também no
Apocalipse de João então a gente percebe
que o discípulo Amado parece ser o
próprio autor do Evangelho bom passando
então dessa figura ou desse tópico da
autoria a gente tem o aspecto do
suplemento da complementariedade que o
Evangelho de João tem em relação aos
três Evangelhos sinóticos ele
conscientemente trata de tópicos ou
aborda as questões de um ângulo que
complementa aquilo que está nos outros
Evangelhos
por exemplo os outros Evangelhos é em
geral priorizam Jesus realizando seu
ministério na Galileia em João você vai
ver grande ênfase para o ministério de
Jesus na Judeia ele omite parábolas que
tomam muito espaço que são a grande
ênfase no Evangelho de Lucas e também
aparece no evangelho de Marcos e de
Mateus não aparecem parábolas no
Evangelho de João assim como não há
menção ao tema mais importante dos três
primeiros Evangelhos que é o Reino de
Deus por que será que isso acontece Será
que João acha que é menos importante
tratar do Ministério da Galileia ou
tratar do ministério de Jesus as
mensagens e menções de Jesus é o Reino
de Deus não a ideia não é essa a ideia
que João já tem compreensão Muito
provavelmente dos outros escritos que já
circulavam entre as comunidades ou mesmo
que a gente Admita que João foi escrito
numa data anterior a década de 90 e
talvez as pessoas com quem ele esteja se
comunicando não tivessem tido acesso
ainda Aos três evangelho sinóticos mas o
João sabia muito bem ou pressupõe que
essas comunidades já conheciam as
histórias em torno da pessoa de Jesus é
preciso lembrar que as pessoas não
conheciam a história de Jesus e a
narrativa em torno de Jesus apenas por
meio dos escritos mas também por meio da
tradição oral então João está escrevendo
para um público que ele pressupõe que já
conhece as narrativas em torno de Jesus
seja para tradição oral seja pelo
contato com os Evangelhos sinóticos os
escritos dos Apóstolos e dos herdeiros
dos Apóstolos como é o caso de Lucas e
de Marcos bom a gente tem então é essa
complementariedade de tema é no que João
percebe que já eram coisas conhecidas e
muito bem trabalhadas dos seus ouvintes
das pessoas que leriam seus escritos a
mensagem do reino as questões da
parábola a ênfase no narrativa mais
detalhada João usa narrativa mas o seu
foco não está no nas narrativas do
ministério de Jesus e se nos discursos
de Jesus e a gente percebe também que
existem eventos que só estão narrados só
estão registrados no Evangelho de João
como por exemplo as três páscoas que
acontecem durante o seu ministério e
essas três páscoas são um dos pontos do
evangelho que mais nos ajudam até uma
noção da extensão do ministério de Jesus
o da extensão temporal lendo
inicialmente os Evangelhos sinóticos E
se a gente tivesse apenas eles como
Fontes talvez a gente tivesse a
impressão de que o ministério de Jesus
resumiu a pouco mais de um ano Mas
quando a gente percebe que ele celebrou
três páscoas alguns argumentam que até
mais de três passos estão registrados
ali a gente percebe que o ministério de
Jesus teve entre três anos e três anos e
meio isso é um dado que João nos ajuda a
complementar nessa imagem que nós
construímos do ministério de Jesus
um outro ponto importante
é que João retrata os discursos de Jesus
de uma forma muito singular tirando o
discurso no início do Livro de Mateus
que também é bem longo
O João é o livro que traz os maiores
discursos de Jesus em comparação com os
Evangelhos sinóticos não só ele dá mais
atenção aos discursos de Jesus mas ele
registra a interação de Jesus com as
pessoas com seus ouvintes até mesmo com
seus opositores no nível de detalhe
maior do que os outros Evangelhos então
ele aponta as perguntas que foram feitas
aos questionamentos as oposições a
interação de Jesus com essas pessoas as
objeções
e isso traz também um estilo peculiar
não só para a interação de Jesus com
essa pessoa essas pessoas mas a forma
como Jesus diz o que diz por que que
esse estilo de fala é de Jesus no
Evangelho de João parece ser tão
diferente em alguns momentos do estilo
de fala que aparece nos três Evangelhos
sinóticos Muito provavelmente porque a
gente está tratando com dois fenômenos
importantes um é o da tradução Jesus
alguns estudiosos o gumbre por exemplo é
que foi a fonte que eu utilizei para
esses aspectos introdutórios a Robert e
também outros estudiosos apontam que
Possivelmente Jesus falava três línguas
grego
mais boa parte daquilo que ele fala a
maior parte daquilo que ele fala é teria
sido falado em aramaico então João teria
traduzido do aramaico Possivelmente
hebraico para o grego a língua em que
ele escreve o seu evangelho e nessa
tradução já existe uma adequação daquilo
que era o grego dominado por João e o
grego usado por João não é dos gregos
mais rebuscados como a gente tem no
Evangelho de Lucas é um grego um pouco
mais simples então isso pode afetar um
pouco o estilo daquilo que é falado um
outro aspecto é que se a gente está
falando é de um João perto do fim do
primeiro século falando daquilo que Ele
presenciou quando ele começou a seguir
Jesus a gente tá falando de um ancião um
homem muito experiente Lembrando das
suas Memórias de adolescente João É
possivelmente um dos apóstolos mais
novos quando ele começa a seguir Jesus
no grupo dos 12 isso quer dizer que eu
não lembrava muito bem o que ele estava
relatando Não não é essa ideia mas ele
está tratando de uma memória muito rica
muito densa é muito longa para pessoas
que não testemunharam aquilo e
possivelmente ele traz uma paráfrase
daquilo que são os relatos mais literais
como registrados no sinóticos então na
força da explicação da parábola e da
compreensão em privilegiar compreensão
dos seus leitores e dos seus ouvintes
isso pode entrar como uma forma de João
facilitar a compreensão do ensino de
Jesus para as pessoas com quem ele está
se comunicando e por isso entraria um
pouco do estilo de João no registro das
palavras de Jesus em certa medida todos
nós quando relatamos uma história
colocamos um pouco do nosso estilo não
porque a gente quer deturbar não porque
a gente quer florear necessariamente a
história mas porque a gente sempre conta
a história da nossa perspectiva E isso
também de certa maneira é afeta ou
influencia a maneira como Mateus Marcos
e Lucas narram nos Evangelhos sinóticos
mas contam um pouco mais acentuado nessa
pessoalidade João nesse evangelho bom
sobre os temas teológicos O que que a
gente pode aprender com o evangelho
primeiro é importante perceber que o
evangelho em certa medida complementar
do reforçado pelas três cartas de João
tivemos um podcast recente aqui na ibiu
sobre as cartas de João e os mesmos
temas que aparecem João vários deles são
desenvolvidos ou são colocados em
prática porque ali é diferente do relato
do evangelho que João está tratando de
uma situação particular de uma igreja
está resolvendo problemas de uma
comunidade que tenta lidar com mestres
Possivelmente ligados ao que
posteriormente vai se tornar alguém
noticismo e ele está aplicando a
teologia dele mas o plano de fundo
teológico com os temas que motivam o
João a tomar uma decisão ou outras são
coincidentes entre o evangelho e as três
cartas
e também a gente encontra uma certa
intercessão com apocalipse de João
João apresenta os temas que ele
apresenta por meio de uma alternância
muito habilidosa entre narrativa e
discurso como a gente colocou ele não
traz Gradiente ênfase na narrativa mas
existe sim uma parcela do evangelho que
se preocupa com a narrativa mas sempre
integrando essa narrativa com a
preocupação de mostrar o que Jesus disse
o que Jesus ensinou e essa preocupação é
especificamente com o interior das obras
que Jesus realizou veja que João mesmo
afirma que Jesus fez muitas coisas que
não foram registradas no Evangelho de
João e por complementariedade a gente
também pode aplicar que não foram
registrados nos três Evangelhos
sinóticos ele selecionam as obras de
Jesus que julgam mais importantes para
revelar quem Jesus quer para demonstrar
que o Seu ensino estava fortemente
integrado também a sua missão os
milagres que ele fez em último caso
sempre a morte e ressurreição de Jesus
mas no caso de João em especial Ele está
preocupado com os atos simbólicos as
obras que demonstram o significado de
tudo aquilo que jesus veio fazer então
se um milagre torna mais Evidente o
sentido daquilo que jesus veio realizar
João priorizará ou priorizou esse
milagre ele narrou com um pouco mais de
cautela de cuidado de atenção para que o
símbolo fosse interpretado e
compreendido por exemplo a gente tem a
lavagem dos pés no Evangelho de João Por
que que existe tanto espaço dedicado
para descrição do que aconteceu nessa
lavagem dos pés
em torno da celebração da Última Ceia
antes da morte ressurreição de Jesus
porque a lavagem dos pés era um símbolo
aquilo que Jesus fala para Pedro
perdão e também para os discípulos é a
ideia de que se eles não fossem lavados
não só nos seus pés Mas pelo seu sangue
naquilo que estava prestes a acontecer
com a sua morte eles não poderiam tomar
parte no reino de Deus então a lavagem
de pés aponta para um significado maior
do que o evento em si assim como alguns
Milagres apontam para um significado
maior do que a cura imediata a cura
imediata de um leproso ou de um cego mas
que está associado ao perdão dos pecados
demonstra que Jesus não veio
simplesmente para transformar aqueles
que eram de alguma forma debilitados em
sua saúde em pessoas com um corpo pleno
mas sim a ideia de que o pecado era uma
prisão que tinha como consequência no
corpo a doença mas também tinha como
consequência no espírito a escravidão
então sempre o milagre está integrado
aquilo que é o perdão dos pecados e João
faz um trabalho muito habilidoso um
trabalho bastante
profundo em demonstrar conexão entre o
ato como um símbolo para uma realidade
maior que Jesus está concretizando por
meio da sua morte e ressurreição
em último lugar
a dentro desses atos simbólicos na
verdade não não em último lugar mas como
o principal exemplo de um tema teológico
que é focado e aqui eu não vou me deter
é em exemplificar muitos temas
teológicos porque isso vai vai ser
próprio da nossa do nosso passeio pelo
texto da nossa conversa diretamente
sobre o texto mas é importante a gente
perceber que o principal tema é a fé
João é o evangelho da fé a palavra-chave
do Evangelho de João é justamente crer a
gente pode perceber isso tanto na
abertura como a gente vai ver hoje como
pelo último capítulo O que que João
afirma lá no capítulo 20 ou nas últimas
passagens no Capítulo 20 Versículo 30 e
31 Jesus realizou na presença dos seus
discípulos muitos outros sinais
miraculosos que não estão registrados
neste livro mas que isso foram escritos
para que vocês creiam que Jesus é o
cristo o filho de Deus e Crendo tenham
vida em seu nome João 20 Versículos 30 e
31 a gente percebe então que existe essa
ênfase muito forte na no desejo de João
de escrever essas coisas de tal forma
que os seus leitores creiam que os seus
ouvintes creiam e creiam em um Jesus de
um caráter ou de uma natureza muito
específica porque a gente percebe isso
mais claramente nas epístolas quando ele
está confrontando os falsos Mestres mas
a gente já percebe um tom muito
acentuado em João em demonstrar que
Jesus de fato era Deus era o filho de
Deus e partilhava da natureza da mesma
natureza que o pai possuía e era com ele
um único Deus a gente vê isso nos
discursos de despedida de João que ele e
o pai são um e ele ora para igreja para
que a igreja também seja uma é e a gente
vê que essa preocupação em demonstrar
que Jesus é Deus
transmite a Jesus uma autoridade que não
existia para nenhum outro profeta e para
nenhum outro mestre então Jesus é
colocado desde o começo como o único
filho de Deus e Presidente a todas as
coisas por meio dele é que tudo foi
criado
esse Deus se torna humano como um ato de
obediência ao pai e como é feito da
Redenção da humanidade por meio da morte
sacrificial então Esse aspecto Divino de
Jesus é muito importante no Evangelho de
João uma outra aspecto importante é a
humanidade de Jesus ao mesmo tempo que
ele é Deus João se preocupe em
demonstrar atos muito concretos em torno
e as limitações em torno do corpo de
Jesus antes da Ressurreição para
demonstrar essa plena identificação
comunidade o seu sacrifício Vale como um
sacrifício substitutivo para humanidade
porque ele era plenamente humano ele
sente sede ele chora ele fica cansado
ele morre fisicamente Jesus não deixa de
sofrer com a dor e com o sofrimento
envolvido na cruz ele não deixa de
morrer quando ele é crucificado e por
isso a gente tem a uma imagem muito
clara concreta e huma
como é construído no Evangelho de João
para pessoa de Jesus e a Jesus não só é
retratado como uma pessoa digna de
confiança como ele também exige que seja
é crido como Cristo como Messias O
Enviado da parte do pai isso fica muito
claro nas sete grandes afirmações que
Jesus faz do eu sou ou uma expressão
bastante conhecida do grego do Ego em
mim porque que isso é importante porque
a gente lembra diretamente quando Jesus
fala que ele é ou eu sou na primeira
pessoa daquilo que o próprio e a velha
afirma para Moisés na sarça ardente
Quando Moisés o questiona sobre como ele
deveria apresentar para Israel o Deus
que o enviou então Jesus de uma forma
muito clara para qualquer ouvinte judeu
do primeiro século se fica com esse Deus
ele faz isso por meio de certas
afirmações que descrevem quem e é esse
que afirma eu sou a semelhança do que ia
haver também afirmou mas existem várias
outras passagens que ele simplesmente
afirma eu sou sem descrever
quais são todos os sentidos e nuances
por trás dessa expressão apenas como uma
forma de identificação entre ele mesmo e
a velha e o que que afirmam esses sete
discursos ou essas sete declarações
vocês vão lembrar bem dessas expressões
eu sou o pão da vida
ele afirma eu sou a luz do mundo eu sou
a porta eu sou o bom pastor eu sou a
ressurreição e a vida Eu sou o caminho a
verdade e a vida eu sou a videira
verdadeira essas sete afirmações e o
número 7 não me parece ser aleatório
considerando que esse é o mesmo autor do
Apocalipse
são sete afirmações que demonstram a
perfeição uma completude em sete missões
que explicam Quem é esse Deus verdadeiro
que se encarnou e é a pessoa de Jesus
e explicam de uma forma bastante
contínua e coerente com aquilo que foi
anunciado que o Messias deveria realizar
e fazer quando ele fosse enviado pela
por parte do Pai então a gente percebe
aqui nesses aspectos introdutórios é
coisas que vão orientar na interpretação
do Evangelho de João como um todo a
gente tá falando do apóstolo João
é um evangelho que complementa os outros
Evangelhos em vários sentidos os
discursos de Jesus serão a ênfase não
tanto no primeiro capítulo mas do
segundo capítulo em diante isso vai
ficar mais claro
os temas teológicos são reforçados pela
epístola de João mas estão todos
centralizados nesse propósito de que se
creia que ele é o messias que ele é o
Cristo enviado para salvação da
humanidade então
mantenham esses pontos aí na mente e
como lembrança para aquilo que a gente
vai conversar nas nossas próximas aulas
mas vamos então seguir para o texto de
João e aí eu vou pedir para que você
abra aí o acesso o texto no seu
computador na Bíblia Caso esteja ao
alcance da sua mão para que a gente
trate pelo menos dos blocos e dos
principais temas que são tratados
no primeiro Capítulo do Evangelho de
João próximo encontro a gente deve
prosseguir com capítulo 2 até o
Versículo 4 mas hoje a gente vai dar um
pouco mais de atenção aqui para esse que
é um capítulo emblemático certamente
vocês conhecem ou lembram dos primeiros
Versículos do Evangelho de João quando
ele começa dizendo assim
No princípio era aquele que é a palavra
ele estava com Deus e era Deus ele
estava com Deus no princípio E aí é para
qualquer leitor um pouco mais experiente
da Bíblia que não tenha o seu primeiro
contato com a Bíblia no Evangelho de
João ele vai lembrar de uma outra
passagem quando a gente começa a lendo o
Evangelho com essa expressão No
princípio era o que que a gente lembra
do texto de Gênesis o livro de Gênesis
narra a criação do mundo a criação da
humanidade a criação dos animais de
todas as coisas é afirma que tudo que
viu existir Veio pela palavra de Deus e
por isso quando a gente ouve ou a gente
lê Mais especificamente um autor judeu
que começa o seu livro com essa
expressão No princípio era
aquele que é a palavra a gente percebe
que João está claramente querendo narrar
um novo Gênesis
João está construindo com seu evangelho
um novo Gênesis Ele está querendo
recontar a história da criação e Mais
especificamente contar a história da
nova criação A Redenção de todas as
coisas que foram feitas como boas por
parte de Deus por meio da sua palavra
mas que foram profundamente deturpada
por meio das Trevas um outro dualismo
presente no Evangelho de João luz e
trevas as trevas que entraram no mundo e
corromperam essa boa Criação Divina
então a gente já entra no Evangelho de
João com a perspectiva muito clara ele
está contando a história da criação como
todo ou da nova criação e ele faz isso
introduzindo todos os temas todas as
questões mais importantes do seu
evangelho logo nos primeiros 18
versículos
essa passagem esse trecho é como uma
grande introdução ou uma introdução
muito rápida muito densa de tudo aquilo
que ele vai desenvolver por meio dos
Capítulos das cenas que ele retoma da
história de Jesus e dos discursos que
vão detalhar como é que Deus Então está
fazendo nova todas as coisas a gente
percebe na verdade que o Evangelho de
João como um todo é uma casa muito
grande e muito imponente a teologia
joanina é uma coisa profunda muito além
do que a gente conseguiria
tratar nesse espaço de tempo curto que
temos aqui mas ao mesmo tempo é uma casa
que não é
possível de se explorar de se
compreender de se tirar proveito daquilo
que está sendo apresentado apenas para
pessoas que têm uma capacidade de
interpretação muito profunda para quem
pode
utilizar os textos originais e tudo em é
muito impressionante perceber que o
mesmo texto que toma a vida inteira de
alguns estudiosos de alguns estudiosos
com uma compreensão bastante apurada
profunda da história é o mesmo texto que
encanta pessoas que talvez só tiveram
acesso à sua Bíblia como sendo o livro
que ela pode ler ou as histórias que
estão contidas no Evangelho de João é
basicamente tudo que ela conhece da
Bíblia pessoas se convertem lendo pela
primeira vez dentro da Bíblia o
evangelho de João então ao mesmo texto
que traz uma profundidade um nível de
detalhe muito profundo e João é mestre
em
coordenar em fazer com que vários temas
diferentes andem paralelo é também
aquele consegue contar uma história de
forma simples o suficiente que a pessoa
que está lendo pela primeira vez da
Bíblia entenda aquilo que está sendo
narrado aquilo que está sendo dito ali
bom quando a gente faz então esse
comparativo com o livro de Gênesis a
gente percebe que João não está
preocupado em contar a biografia de uma
pessoa em particular que tenha
importância histórica como outras
grandes figuras da história o que João
está querendo fazer nos contar a
história de Deus e a história do mundo e
dentro do livro de Gênesis Qual que é o
ponto culminante dos Capítulos 1 e 2 em
especial a criação do ser humano aquilo
que é de mais importante é quando Deus
faz o homem a sua imagem e semelhança
dentro do Evangelho de João também logo
no primeiro capítulo ele nos apresenta
como sendo a cena mais importante
o verbo que vira ser humano
e o ser humano que é capaz de trazer
redenção para todos os outros seres
humanos e na verdade para toda a criação
de Deus então a gente tem um paralelo
muito direto entre a ênfase da criação
humana e Gênesis e a ênfase do Deus que
se faz carne e habita entre nós no
Evangelho de João
no antigo testamento a gente percebe que
a principal forma como Deus age no mundo
é por meio da sua palavra pela palavra
ele queria todas as coisas pela sua
palavra ele ordena é que Moisés lidere o
povo de Israel pela sua palavra ele faz
com que Vitória sejam ganhas por meio da
sua palavra ele repreende o povo de
Israel por meio dos seus profetas pela
sua palavra ele promete redenção para
Israel e que retornará para o meio do
povo pela sua palavra ele promete
Messias então a gente percebe uma grande
ênfase no antigo testamento na ação por
meio da palavra de Deus a palavra é um
aspecto muito importante naquilo que a
tradição bíblica e naquilo que a
formação do povo como um todo que
percebe que Deus fala com eles e aquilo
que Deus fala está registrado na Torá
aquilo que Deus fala está registrado nos
profetas e nos escritos a palavra é de
um dos aspectos mais importantes na
compreensão da relação de Deus com a sua
criação não apenas Porque por meio da
palavra ele faz coisas surgirem mas por
meio da palavra ele se revela ao seu
povo
e quando a gente percebe que
essa palavra tem uma ênfase muito forte
no antigo testamento é retomada no
Evangelho de João claramente ele está
fazendo com que o seu evangelho ressoe
nos ouvidos judeus quem ajuda judeu e
entende essa tradição da palavra e o
valor da palavra vai prestar muito
atenção vai entender aquilo que João
está enfatizando aqui e obviamente vai
fazer todo o link entre aquilo que ele
está narrando do primeiro na primeira
parte do seu evangelho e aquilo que era
a história fundante ou aquilo que era
narrativa mais importante para o povo de
Israel que era a Torá em especial a
narrativa da criação
só que João constrói o começo do seu
Evangelho não apenas de forma que os
judeus entendem mas também os gregos
compreendem muito bem aquilo que João tá
falando ainda que por razões diferentes
dos judeus porque dentro do pensamento
grego já pensando naquilo que a
filosofia uma das grandes contribuições
do povo grego pré-história do ocidente
em especial mas a História do Pensamento
mundial a palavra é o princípio da razão
e a razão era aquilo que estava
intrigado aquilo que estava imerso na
criação do Cosmos como um todo e do ser
humano em particular então ter
compreensão dessa palavra ter
compreensão daquilo que era esse
Princípio Fundamental de construção da
existência era um meio pelo qual grego
encontrava sentido para a vida ou pelo
menos isso era afirmação da filosofia
grega é preciso ter contato com o
princípio formado de todas as coisas eu
princípio formador de todas as coisas
está diretamente relacionado com aquilo
que é a palavra ou aquilo que também é a
sabedoria fortemente associado com a
palavra eu já estou pensando na
sabedoria como um link entre o desejo do
conhecimento e compreensão presente na
filosofia grega mas também a sabedoria
como fortemente valorizada pelos judeus
então João
inicia o seu evangelho como uma
estrutura de pensamento com uma
narrativa e uma apresentação da pessoa
de Jesus que ressua tanto no ouvido dos
judeus quanto no ouvido dos gregos
um outro ponto que a gente percebe é que
ele usa as palavras ou a palavra ele
apresenta a palavra e usa a linguagem No
Limite do que a linguagem consegue
exprimir No Limite do que a linguagem
consegue expressar
a linguagem desses primeiros Evangelhos
de João é muito particular parece ser
uma coisa
metafórica e é ele faz essa alusão a
coisas como aquilo que parece ser
abstração da palavra mas conecta com uma
pessoa que é o verbo aquilo que é a
pessoa de Jesus Ele também faz essa esse
uso da palavra luz é aquilo que são as
trevas em sentido metafórico e ele
apresenta então a missão de Jesus de
dissipar as trevas e as trevas não
puderam resistir a palavra e a gente
percebe que por meio do uso dessas
dessas metáforas por meio do emprego há
bastante poético da linguagem ele está
tensionando os limites da linguagem para
falar aquilo que não se pode falar
apenas por meio da palavra a palavra
revela muito em forma muito transforma
em grande medida mas ele sabe que por
trás das palavras que ele utiliza seja
em grego Ou seja no português como nós
temos acesso o poder do que está sendo
narrado é a pessoa de Jesus
e não necessariamente a explicação que
se dá a respeito da pessoa de Jesus nós
conhecemos a Jesus por meio da palavra
mas nós entendemos que nós não temos
simplesmente uma compreensão
informacional da pessoa de Jesus mas
essas palavras trazem a vida aquilo que
é uma pessoa viva então eles revelam a
existência de um Deus vivo e presente
que fala conosco inclusive para além dos
limites da linguagem então a gente
percebe uma um uso muito peculiar da
linguagem nesses Versículos iniciais e
João Não faz isso simplesmente porque
ele parece interessante mas porque a
própria pessoa de Jesus
exige que qualquer explicação nem de
como aquilo que é o máximo daquilo que a
linguagem pode nos oferecer
e também a quando a gente percebe o
desenvolvimento que ele faz tanto nos
Versículos 1 e 2 primeiros Versículos do
Evangelho quanto no último Versículo
desse bloco A gente percebe que João
está nos informando que para que nós
saibamos O que é essa palavra Esse
princípio por trás de todas as coisas O
que é essa palavra aquele que estava com
Deus e por meio de quem todas as coisas
foram criadas se você quiser realmente
encontrar o criador falando
especificamente para a ressonância
Judaica Ou se você quiser encontrar o
sentido da vida por trás de todas as
coisas você deve olhar para uma pessoa
você não deve se firmar em um conjunto
de Abstrações você não deve achar que
esse Deus
se revelou apenas das formas que se
revelou mas não tem nenhum novo capítulo
na sua história mas Deus agora inaugura
um novo tempo Deus agora faz uma coisa
que ele nunca fez antes que é se tornar
homem se você quiser ver fácil de Deus
Se você quiser compreender todas as
coisas Você precisa olhar para pessoa de
Jesus olhar de forma firme e longa para
aquilo que Jesus nos revela a respeito
de Deus porque quem vê o filho vê O Pai
então a gente olha para esse primeiro
capítulo como sendo uma introdução muito
rica uma introdução muito densa
e também a uma introdução como a gente
colocou antes para vários temas que ele
vai desenvolver em seguida porque João
afirma para a gente que olhar para a
palavra é também olhar para o criador e
ele faz esse contraste logo no primeiro
Capítulo de dizer que a criação não
recebe o criador as criaturas não
reconhecem o endurecem o seu próprio
coração para usar uma linguagem de Êxodo
em relação ao Deus que Criou todas as
coisas mais do que isso o povo de Deus
não recebe o próprio Deus como o resto
do mundo assim como o resto do mundo
também não recebe
Deus então a gente vê que existe uma
condição muito assim particular no livro
que é demonstrar que
Deus fez todas as coisas e a sua criação
não reconhece o criador mas Deus fez um
povo em particular por meio de quem ele
faria com que a redenção de toda a
humanidade de toda a criação Viesse a
acontecer mas esse povo se torna parte
do problema esse povo assim como todos
os povos não reconhecem o criador isso
não é a afirmação de que nenhum judeu
reconhece a figura do Messias ou de que
nenhum judeu tem um papel de fé ou
representa a capacidade ou exemplifica
aqueles que reconheceram em Jesus o
Messias mas sim a ideia de que de forma
geral
aqueles para quem ele veio não
reconheceram e isso é um grande
contraste com as expectativas que foram
criadas desde os livros do Antigo
Testamento desde as profecias de que se
deveria ser um povo que estava
anunciando Pela chegada do Messias
a gente percebe também então que se o
povo de Israel se torna parte do
problema é preciso uma nova graça é
aquilo que no Versículo 16 João vai
afirmar que a vinda de Jesus é Graça
sobre Graça é a ideia de que Deus já se
manifestou com graça para o seu povo
mais a vinda de Jesus é uma graça sobre
a graça que já havia sido concedida e
essa graça é um anúncio de esperança
Universal Versículo 12 ele afirma que é
para todos que o aceitaram ele não está
anunciando um Jesus que veio apenas para
os Judeus mas claramente um Jesus que
veio por meio dos judeus ele mesmo sendo
judeu para alcançar todas as nações a
todos que eu aceitaram deles o direito
de serem chamados de serem feitos filhos
de Deus
os quatro Evangelhos então é compõem
essa imagem que João dá uma contribuição
muito particular mas até já passando
para o nosso próximo bloco do texto que
é os quatro Evangelhos contam essa
história inserindo uma figura muito
especial que a figura de João Batista no
Versículo 19 o evangelho havia o
seguinte
Este foi o testemunho de João quando os
judeus de Jerusalém
enviaram sacerdotes e Levitas para lhe
perguntar quem ele era ele confessou e
não negou declarou abertamente não sou o
Cristo perguntaram e então quem é você é
Elias ele disse não sou é o profeta ele
respondeu não vamos entender um
pouquinho é porque que são essas as
perguntas feitas para João e qual é o
papel de João então é nesse anúncio que
está sendo feito aqui primeiro é
importante perceber que o povo Judeu
Apesar que não ter reconhecido em boa
parte Jesus como sendo o Messias em
especial falando do momento do seu
ministério no fato de que ele foi
rejeitado em último caso pelo povo e por
isso foi crucificado
a gente percebe
que essas pessoas elas tinham
expectativa Messiânica muito forte muito
definida existem movimentos messiânicos
antes de Jesus durante o período que
Jesus realizou o seu ministério e depois
de Jesus então não foi o único movimento
messiânico aquele O que Jesus de Nazaré
protagonizou o que nós acreditamos é que
ele era de fato o Messias mas candidatos
ao Messias existiram existiu durante um
período de tempo bastante considerável
então quando é os
sacerdotes aqueles que são enviados por
parte dos fariseus questionam João a
respeito do seu ministério se ele era o
Messias ele é categoria quem dizer que
ele não é uma espécie então primeiro
ponto é as pessoas estavam esperando
pela chegada do Messias e João faz
questão de dizer que apesar de seu
ministério se aceita pelas pessoas como
uma pregação de autoridade e era uma
mensagem de arrependimento que estava
sendo ouvida pelas pessoas ele não
desempenhava esse papel a outra coisa é
por que que eles perguntaram que Jesus
ou João Batista era Elias porque estava
anunciado é que a Elias viria antes
desse momento de um novo tempo em que o
Deus de Israel se revelaria de forma
particular era esperado então que o
profeta Elias viesse para anunciar essa
ação de Deus
e João Batista é comparado com Elias não
só aqui mas também tem outras partes dos
Evangelhos sinóticos e ele faz questão
de dizer que não e vocês vão se lembrar
que Elias não não morre propriamente da
forma como nós esperamos que qualquer
ser humano morre
Elias então ele é arrebatado e existe
essa expectativa de retorno e o anúncio
de João Batista de que o reino de Deus
está próximo é muito semelhante ao que
se esperava que Elias anunciasse como
esse tempo do juízo da parte de Deus
esse tempo da ação gloriosa de Deus em
que de fato o Messias seria enviado e
para muitas pessoas a gente já tem
tratado aqui em outros podcasts e outros
cursos sobre isso mas o Messias seria
enviado para estabelecer um reino que em
boa medida era compreendido como reino
político assim como Roma era um império
como poder militar com território
Condomínio sobre outras Nações assim se
esperava que o de Deus quando
estabelecido iria destronar todos os
ímpios todos os poderes que primeiro
colocavam Israel sobre cativeiro os
judeus sub cativeiro e que tinham poder
em alguma medida de corrupção E domínio
de mal sobre alguma porção da criação
Então o que está sendo
alimentado na cabeça do judeu do
primeiro século é quando Elias viesse
então ele anunciaria a chegada desse
Messias e esse Messias estabeleceria ao
reino que seria um reino sobre todos os
outros reinos chegaria ao fim essa
história de que a gente é dominado por
outras Nações então a gente vê aqui é
que ele também não se identifica com
Elias ainda que a sua missão seja
semelhante sim aquilo que foi anunciado
que Elias cumpriria
ele é o profeta ele responde não ele não
é esse Profeta em especial é que o povo
estava esperando ou talvez na forma como
o povo está esperando e enfim ele é
questionado quem é você demos uma
resposta para que ela vemos aqueles que
nos enviaram que diz você acerca de si
próprio João respondeu com as palavras
do profeta Isaías eu sou a Voz Do Que
Clama No Deserto façam um caminho reto
para o Senhor então grande propósito de
João Batista era anunciar a chegada do
Messias ele faz questão de não se
identificar com esse Messias porque
pense bem não cenário de tanta
turbulência política social e religiosa
como sempre foi ou como foi de forma
muito definida Israel nesse período o
Judá nesse momento aqui
a qualquer pessoa que tivesse uma
mensagem de arrependimento
linguagem que tratasse sobre reino e que
tivesse um grande número de seguidores
estaria tentado assumir um papel de
liderança e de revolta contra Roma e que
a de alguma forma reafirmar se a
expectativa das pessoas de que o
libertador havia chegado e é muito
importante perceber a clareza da missão
que João tem sobre si mesmo de que ele
não veio ser essa pessoa ele não veio o
seu grande Libertador algumas pessoas
Inclusive tem dificuldade de fazer a
transição de ser seguidor de João para
ser seguidor de Jesus mesmo quando João
anuncia que ele era o cordeiro que
Tiraria o pecado do mundo
mesmo quando João afirma que Ele é maior
do que o próprio João de que Jesus é
maior do que o próprio João de que ele
batiza com água mas Jesus não batiza
apenas com água mas por meio do Espírito
Então veja que a figura de João foi uma
figura de liderança muito preponderante
no primeiro século muito forte que
inclusive gerou seguidores que não
compreenderam muito bem o seu papel
transitório de preparar o caminho para a
chegada do Messias o texto Então vai
prosseguir vai dizer que alguns fariseus
o interrogaram perguntando Então por que
você batiza se não é o Cristo nem Elias
nem o profeta E aí João responde eu
batizo com água mas entre vocês está
alguém que vocês não conhecem Ele é
aquele que vem depois de mim e eu não
sou digno de desamarrar as correias de
suas sandálias tudo isso aconteceu em
Betânia do outro lado do Jordão onde
João estava batizando
a posição seguinte vai dizer o seguinte
afirmar o seguinte João Viu Jesus
aproximando-se disse vejam é o cordeiro
de Deus que tira o pecado do mundo
Este é aquele é quem eu me referi quando
disse vem depois de mim um homem que é
superior a mim porque já existia antes
de mim eu mesmo não conhecia mas por
isso é que vim batizando com água para
que ele viesse a ser revelado a Israel
então João vê o seguinte testemunho eu
vi o espírito descer dos céus como pomba
e permanecer sobre ele eu não teria
reconhecido se aquele que me enviou para
batizar com água não me tivesse dito
aquele sobre quem você viu o espírito
descer e permanecer Esse é o que batiza
com o Espírito Santo eu vi e testifico
que este é o filho de Deus
uma coisa importante para a gente
interpretar o evangelho de João e também
outros escritos de João é perceber essa
relação muito clara que ele tem com os
profetas assim como outros Evangelhos
fazem numerosas menções ao antigo
testamento mas um profeta em especial é
importante para esse texto que é Isaías
o texto do profeta Isaías anuncia
anuncia essa chegada de uma figura que
seria autorizada pelo próprio espírito
Isaías 11 fala sobre essa figura que
receberia o Espírito de Deus como
espírito de conhecimento de
interpretação autoridade para ensinar
várias funções que claramente são
representadas por João como marcas do
ministério que Jesus desenvolveu e aqui
João Batista
reconhece que em Jesus o espírito havia
descido como pomba a gente não tem a
narrativa é
do batismo de Jesus no Evangelho de João
como a gente colocou João pressupõe que
os seus leitores e os seus ouvintes já
conhecem muitas das narrativas em torno
do ministério de Jesus e certamente o
batismo de Jesus é pressuposto aqui mas
ele faz missão de que ele acredita ou
que ele recebeu da parte de Deus a
revelação de que Jesus era de fato o
Messias pelo fato de que Deus disse que
naquele em que o espírito repousasse ele
era o Messias ele era o cordeiro de Deus
é importante a gente perceber essa
figura do cordeiro de Deus como uma
referência ao sacrifício mas um
sacrifício definitivo ele não é um
Cordeiro perfeito simplesmente mas é o
sacrifício enviado pelo próprio Deus E
essa relação de de obediência de Jesus
de assumir o seu papel como um
sacrifício e também o seu efeito de ser
identificado como um sacrifício válido
para a humanidade como um todo é
retomado várias vezes ao longo do
evangelho e aí a gente vai para uma
narrativa importante que é dos primeiros
discípulos de Jesus Versículo 35 diz no
dia seguinte João estava ali novamente
com dois dos seus discípulos vejam que
dos discípulos de Jesus dois antes mesmo
antes mesmo da chegada de Jesus gera
discípulo de João Batista quando viu
Jesus passado disse vejam é o cordeiro
de Deus ouvindo dizer isso os dois
discípulos seguiram Jesus voltando se
vendo Jesus que os dois seguiam
perguntou isso o que vocês querem eles
disseram Rabi que significa mestre
Onde está hospedado respondeu Ele venham
e verão então foram por volta das 4
horas da tarde viram onde ele estava
hospedado e passaram com ele aquele dia
então perceba que aqui é mencionado os
dois primeiros discípulos
de Jesus e um pouco mais adiante a gente
vai
perceber que um terceiro discípulo é
mencionado que é Pedro no Versículo 40
André irmão de Simão Pedro era um dos
dois que tinham ouvido o que João
dissera e que haviam seguido Jesus o
primeiro que ele encontrou foi Simão seu
irmão ele disse achamos o Messias a
gente tem a narrativa de três discípulos
de André aqui já de Pedro a partir do
versículo 41 e de um terceiro discípulo
que não é mencionado Quem é esse o que
não é nomeado melhor dizendo Quem é esse
terceiro que é mencionado mas não
nomeado os estudiosos responderam de
várias formas mas dado que ele tem uma
importância
significativa no início da jornada E
aparentemente é um dos três primeiros
dentre os 12 que vão formar o grupo dos
Apóstolos Possivelmente Esse é o próprio
João o próprio discípulo Amado autor do
Evangelho então a gente percebe que João
a Batista ele atrai para ser seguidores
dentre esses seguidores estão muito
provavelmente o próprio João está André
está então o irmão de André que passa a
ser de Jesus na verdade André João é que
são mencionados diretamente como sendo
seguidores de Jesus e que passam a
seguir Jesus
e aqui a gente já tem uma menção
bastante especial para Pedro que ele
passa a ser chamado de sefas um ponto
importante é perceber que certas é uma
palavra Hebraica ou aramaica na verdade
que significa pedra o mesmo é traduzido
para o grego como sendo Pedro então é o
mesmo nome não está se transformando o
significado do nome mas está se dando um
nome aramaico aqui para Pedro e depois a
gente tem a narrativa da da do chamado
de Natanael e dentro desse chamado dos
vários aspectos importantes que a gente
poderia
mencionar está uma passagem muito
interessante que é o finalzinho desse
bloco nos Versículos 551 Jesus disse
você crer porque eu vi debaixo da
Figueira Você verá coisas maiores do que
essa então acrescentou digo-lhe a
verdade Vocês verão céu aberto
e os anjos de Deus subindo e descendo
sobre o filho do homem e quando Jesus
usa essa imagem do céu aberto e os anjos
de Deus subindo e descendo sobre o filho
do homem Qual é a outra imagem que a
gente lembra dentro da narrativa bíblica
a gente lembra da narrativa de Jacó
Jacó teve esse encontro com Deus
bastante marcante
e que veio a se tornar também um dos
pontos
de culto o local onde ele teve esse
encontro e nesse Encontro com Deus ele
vê anjos subindo e descendo por uma
escada e os céus se abrindo a gente
falou que muitos muitos atos que são
escolhidos por João por João para serem
narrados são narrados por conta do seu
valor simbólico Por exemplo essa esse
diálogo com Natanael nos parece ser uma
forma como logo no primeiro Capítulo
Jesus está o João está mostrando como
Jesus esse ponto de ligação entre céu e
terra em que o céu se abre para se
manifestar ou para manifestar a presença
de Deus que está em boa medida restrita
aos céus se reconectando com a terra
qual era o Outro ponto em que isso
acontecia o Templo de Jerusalém
mas desde o exílio é narrado que a
glória de Deus se afasta do santo dos
santos e isso representa um afastamento
de Deus daquilo que era a sua presença
protetora para Jerusalém a para ajudar
de forma especial para o reino do sul e
por isso inclusive aqueles São dominados
Jesus retoma esse tema da presença de
Deus sendo ele mesmo a conexão que o
criador faz com a sua criação ele é a
presença de Deus no meio da sua criação
no meio do seu povo e aquele usa uma
imagem dívida de que não só Natanael se
impressionaria com o fato de que Jesus
enxergou debaixo da Figueira da árvore
mas o fato de que ele teria coisas muito
maiores acontecendo na pessoa de Jesus
não era necessariamente o fato de que
ele veria Anjos de forma sensorial mas
que ele veria a presença de Deus
agindo por meio do Messias que só
poderia acontecer se os anjos estivesse
servindo o próprio Messias ele viria a
própria presença poderosa de Deus se
conectando novamente com a terra por
meio daquilo que seriam os atos Os
Milagres de Jesus o ensino de Jesus e o
seu a sua morte sacrificial autenticada
pela ressurreição isso é muito
importante a gente relembrar como sendo
a aquilo que abre os olhos dos
discípulos porque a gente tá as vésperas
da celebração da páscoa Então logo nos
primeiros contatos com os apóstolos
Jesus revela que novamente Deus o
criador e até ele se conecta com a sua
criação se revela com a sua criação e
ele usa essa imagem muito vida própria
da narrativa de Jacó quer dizer que Deus
está habitando no meio das suas
criaturas Deus que habitou poderosamente
no tempo agora habita na pessoa de Jesus
na verdade a pessoa de Jesus é o próprio
Deus que se encarna para viver entre os
homens então
Natanael presenciaria coisas muito
maiores do que simplesmente Esse ato de
conhecimento que é até Aquele momento
que era secreto eu acho que até existe
um tom um pouco irônico um pouco cônico
na fala de Jesus quando ele afirma você
crer porque eu disse que eu vi debaixo
da Figueira e ele é quase como se ele se
surpreendesse você você Creu em tanto
você querer que eu sou Messias
simplesmente porque eu vi isso porque eu
afirmo algo que você acreditava que
ninguém tinha visto você verá coisas
muito maiores que comprovarão que de
fato eu sou Messias Então se existe
qualquer Tom cômico um pouco irônico no
começo da fala de Jesus rapidamente ele
passa a manifestar aquilo que de fato
era o vínculo que mostraria para
Natanael que ele de fato tinha
encontrado Messias então a gente
destacou aqui alguns pontos do primeiro
Capítulo do Evangelho de João alguns
pontos introdutores com certeza existe
muito mais
muito mais para a gente explorar na no
primeiro capítulo mas por uma até
restrição de tempo para a gente poder
conversar um pouco aqui sobre o que
vocês pontuam que Vocês perguntam a
gente selecionou essas questões Mas
vamos lá vamos ver se a gente tem
algumas
perguntas pontuações que vocês queiram
colocar para nossa conversa aqui deixa
eu ver aquilo que vocês colocaram no
nosso chat
bom a Maria Judite Faz uma pergunta
muito interessante veio o outro Messias
falso antes de Jesus e por isso os
judeus tinham também dificuldade de crer
que Jesus era o Cristo entendia errado
não Maria Judite você não não entendeu
errado de fato
existe uma existiram muitos movimentos
messiânicos antes de Jesus e depois de
Jesus é movimentos mecânicos que a gente
quer dizer não é que Jesus ou Deus de
fato enviou outros Messias mas pessoas
que se pretendiam Messias ou que
anunciavam que era o Messias a gente tem
uma revolta muito importante revolta de
parkoba no segundo século 132 a 135 que
demonstra um outro tipo de movimento
messiânico a gente tem
os o movimento dos essênios por exemplo
que ainda que existisse uma figura
Central que talvez não se associasse ou
não se identificasse como Messias era
uma figura de grande revelação e eles
como um grupo eram o único remanescente
Fiel de Israel e acreditavam que Deus
estava voltando no futuro muito próximo
e por isso eles precisavam de todos
aqueles ritos de purificação e de
demonstração da sua fidelidade a Deus
porque o juízo era iminente então a
gente percebe que existe sim outros
homens outros outras pessoas que se
propuseram a ser Messias agora é por
isso que boa parte dos judeus
não aceitaram Jesus como Messias não o
evangelho de João
vai ser muito claro que o problema não
foi simplesmente confusão mas o
endurecimento do próprio coração a falta
é de arrependimento a falta de
reconhecimento que jesus veio
estabelecer um reino que não era o reino
que eles esperavam a falta de
reconhecimento do que Deus estava
construindo ao longo de toda a história
retomando nos grandes embates de Jesus
com os outros
mestres da Lei com os outros rabis a
gente vê a que Jesus afirma a respeito
da Lei coisas que sempre estiveram
escritas aquilo que sempre foi a
intenção da Lei comunicar Mas quem boa
medida foi deturpada pelos Mestres da
lei porque porque eles não entenderam ou
não quiseram entender aquilo que era o
espírito da lei por exemplo aquilo que
era a vontade de Deus sobre a
preservação da vida sobre a preservação
daquilo que era o descanso necessário
para mim aquilo que era a vontade de
Deus de misericórdia e não de
sacrifícios temas todos esses tratados
pelos profetas do Antigo Testamento e
que Jesus afirma que Jerusalém é uma
cidade que matou os profetas que vieram
antes dele e que mataria o próprio Jesus
então a gente percebe que o problema não
é necessariamente a confusão entre
vários várias propostas de Messias ainda
ainda que isso compusesse essa imagem
que talvez fosse confusa em boa medida o
problema principal não é excesso de
informação ou dificuldade de identificar
quem de fato ao Messias mas era muito
mais um problema espiritual é o problema
de não querer se arrepender e de não
reconhecer os caminhos que Deus estava
concretizando a luz de todos os profetas
que anunciaram no antigo testamento que
viria ao Messias Como Jesus de fato
concretismo
bom é
só mudar o nome do idioma porque não sei
se eu entendi muito bem mas a ideia do
do nome de Pedro como pedra é também
algo que é retomado um pouco mais para
frente não sei se vai ajudar é Maria
Judite como sendo essa essa fundação da
igreja e é um texto que é bastante
discutido a interpretação entre
protestantes e outras entre o
catolicismo por exemplo é um pouco
diferente o que que significa Pedro ser
essa pedra essa Rocha ou essa espécie de
fundação para igreja mas é importante
entender o nome por trás o significado
por trás do nome de Pedro que é a igreja
ela é construída sobre o fundamento dos
Apóstolos e Pedro é a figura principal
de liderança dentre os apóstolos né
existem vários momentos em que ele é age
como líder entre os após tolos mas que
ele recebe da parte de Deus uma
responsabilidade
específica também de ensinar e de cuidar
das ovelhas de Jesus Então o que a gente
vê como significado por trás do nome de
Pedro e que é afirmado por outros textos
é que a igreja ela é construída com base
em testemunho que os apóstolos dão
também pela liderança de Pedro
de quem é o Cristo então a igreja é o
corpo de Cristo obviamente que Pedro não
é aquele na nossa interpretação aquele
na qual a igreja encontra a sua
importância a sua autoridade ao seu
valor mas a igreja depende do testemunho
desses que viram e ouviram essas coisas
em primeira mão para que tenham acesso a
palavra a palavra que é registrada e a
palavra viva Então a gente tem uma
relação sim aqui de ênfase no
significado do nome de Pedro desde o
começo é do Evangelho de João como sendo
uma figura de grande autoridade para
aquilo que será o testemunho da igreja
nos momentos seguintes
não tem uma outra um outro ponto que eu
não consegui entender muito bem Maria
Judite se você conseguir
Refazer a pergunta talvez a gente possa
dar uma palavrinha final mas eu gostaria
de estimular vocês a
participar conosco colocando suas
perguntas se Os questionamentos e
convidá-los desde já para as nossas
próximas aulas a gente vai ter aqui a
cada semana um professor dando uma aula
diferente a gente está segmentando os
Capítulos em grupos de dois ou três
capítulos Essa foi a única aula que eu
dei um único Capítulo porque a gente
tinha ainda esses aspectos introdutórios
do Evangelho de João e convidados para
participar também do nosso curso que
acontecerá as quintas-feiras amanhã a
gente terá a primeira aula
do livro de Samuel estaremos estudando o
primeiro e segundo Samuel A Jonatas
rubner que vai estar coordenando o curso
vai dar a primeira aula mas também
teremos a alternância dos professores e
chamar vocês para as nossas programações
de Páscoa quem está aqui em São Paulo
teremos a celebração presencial da ibmu
é que está se reunindo
no Hotel Transamérica a gente vai ter
uma celebração especial de Páscoa com a
cantata sobre o tema a gente vai ter
outras programações acontecendo até a
Páscoa no final de semana sexta sábado
fiquem atentos aí para o anúncio que
faremos por muitas redes sociais por
meio do WhatsApp
tratando especificamente do tema da
Ressurreição como a gente colocou aqui
um dos temas mais importantes para que
os discípulos e Apóstolos compreendessem
tudo aquilo que se transcorreu na vida
de Jesus que foi precisamente a sua
ressurreição
muito do que Jesus fez permaneceu
enigmático até que ele morresse e ao
terceiro dia ressuscitasse e um tema que
vai ficar muito claro para as nossas
próximas aulas é o tema do Espírito
Santo é por meio do espírito que João
Batista identifica que Jesus é o messias
mas também é por meio da Ressurreição
conectando com a Páscoa que nós temos
acesso ao Espírito Santo então
celebrem conosco um dos momentos mais
importantes na minha opinião uma
celebração ainda mais importante do que
a celebração do Natal
a celebração da morte da Ressurreição de
Jesus tenhamos esse tempo para
Celebrar e também para compartilhar
anunciar por meio da nossa palavra da
nossa adoração aquilo que acontece em
torno de Jesus que é tão profundamente
retratado por esse é evangelho por esse
escrito que nos chega a mão com tanta
riqueza que é o evangelho de João e a
gente então a ter essas programações
para que possamos como igreja anunciar e
celebrar a morte e ressurreição de Jesus
para a gente fechar uma última pergunta
aqui você
acha que os demais autores dos
Evangelhos sinóticos compartilhavam de
uma mesma fonte comum de texto Alguns
falam que Marcos compartilha com os
demais Evangelhos você vê isso em João
olha É de fato a composição dos três
Evangelhos sinóticos parecem apontar
para uma fonte comum Quais são as
propostas
por bastante tempo se falou de uma fonte
que que é uma fonte que nós não temos
acesso direto mas seria uma fonte que
explica esse material em comum entre
Mateus Marcos e Lucas é quando a gente
compara os três Evangelhos sinóticos
existe uma porção de texto de Marcos
muito grande que reaparece assim com
algumas palavras diferentes talvez com
tom diferente de Mateus e Lucas tem
pouquíssimo material é que pertence
apenas a Marcos existe um pouco mais de
material original em Mateus e ainda mais
material original em Lucas
então por isso alguns explicam que essa
fonte que seria a fonte que os três
Evangelistas usaram como uma espécie de
registro que alguém fez
da vida de Jesus e que foi feito antes
dos Evangelhos e que foi usado pelos
Evangelhos a outros
admitem que Marcos o evangelho mais
antigo e que o Lucas e Mateus teriam
tido acesso a esse evangelho e por meio
desse acesso ao evangelho de Marcos Eles
teriam escrito o seu próprio Evangelho
com a perspectiva particular e Com
Adição de material original ali mas João
é diferente
não existe uma grande intercessão
textual entre João e os três Evangelhos
sinóticos é por isso que inclusive ele
não é um dos Evangelhos sinóticos
então a gente não tem
boa base para acreditar que João ele
consultou esses outros três Evangelhos
ou supostamente uma fonte que para
compor o seu evangelho existe muito mais
material e até uma perspectiva uma
teologia é muito singular em João que
dificilmente poderia ser explicado por
meio de uma consulta ao evangelho mais
antigo ainda que alguns como a gente
colocou admitam que ele já tivesse tido
contato com esses Evangelhos e
Justamente por isso tivesse escrito seu
evangelho de uma forma tão diferente e
ele pressupôs que os seus ouvidos e
leitores também já tinham tido acesso
essas histórias e aí ele tá
complementando a história complementando
a teologia né
mais uma pergunta aqui do Paulo Gomes
Boa noite como você interpreta o
versículo não nasceram de sangue nem de
vontade da Carne nem da vontade do homem
mas de Deus será que este é Versículo
aponta para eleição de Deus
olha no tema de João essa questão de um
novo Nascimento é muito especial é eu
lembro agora do encontro de Jesus com
Nicodemos em que ele ressalta a
necessidade de nascer de novo
e Nicodemos não entende muito bem
Nicodemos interpreta isso de uma forma
bastante literal e não pode compreender
como um homem adulto voltaria ao ventre
de sua mãe
mas a gente tem naquele discurso de
Jesus como a gente colocou um
discurso que revela o interior do
Ministério do ensino e dos Milagres de
Jesus mais uma vez uma metáfora falando
sobre um tipo de nascimento que é o
nascimento que acontece por meio do
Espírito aquele que nasce por meio do
espírito e Através da morte ressurreição
de Jesus é aquele que Experimenta Um
Novo Nascimento
me parece que essa é uma passagem que
também está fazendo essa missão não é
não é aquele que nasce simplesmente em
corpo nasce de sangue ou aquilo que
seria o que Nicodemos imaginou ou dá
vontade de dar a carne não é algo que
nós podemos fazer em especial existe
esse contraste de carne e espírito
também de mundo ou de trevas e luz em
João não nasce a partir de uma obra
humana muito menos de uma obra que surge
como o homem pecaminoso é capaz de gerar
mas nasce dá vontade de Deus muito mais
para dizer que o meio de um novo
Nascimento vem a partir da ação de Deus
da eleição de Deus ou da Escolha de Deus
de enviar um homem por meio de qual
todos os homens são salvos Por que que
isso é importante porque essa Esperança
Universal me parece ser muito clara
também em João no Versículo 12 do
capítulo 1 a gente tem essa ênfase no
todo e ali não existe uma discussão
sobre eleição muito forte ainda que
eleição seja um tema importante e existe
uma passagem assim que Talvez possa se
pensar com mais clareza sobre essa
questão eu não acredito que isso seja
uma referência ao fato de que Deus
elegeu alguns para serem salvos e outros
não E é isso que esse texto está
tratando Acredito eu que é um texto que
fala sobre o fato de que a redenção
acontece pela vontade de iniciativa de
Deus e não pela vontade iniciativa
humana
bom gente é
essa questão final obviamente sempre
Levanta a polêmica sobre a predestinação
sobre a escolha humana mas eu recomendo
que vocês vejam outros vídeos que a
gente tem aqui no canal da IBI News
sobre livre arbítrio e Soberania de Deus
Pastor Luiz saiu também já falou em
diversos momentos sobre esse tema eu
acho que a gente pode parar para
analisar com um pouco mais de Cuidar
dessa questão em um momento em
particular uma mensagem uma aula que
tenha sido especificamente sobre esse
tema mas sobre essa passagem especial
acho que não é o que está em vista em
ser a escolha Divina Muito obrigado para
todo mundo que nos acompanhou na nossa
primeira aula curte por favor esse vídeo
a gente tem crescido no canal o último
mês foi um mês e bastante crescimento e
obviamente que isso não é porque a gente
acha legal tem um canal com muitas
visualizações muitas horas de
visualização mas porque a gente em que
esse conteúdo pode transformar a vida
das pessoas pode transformar a
compreensão que muitas pessoas têm da
Bíblia da pessoa de Jesus em último caso
é a forma como também acreditamos que
Jesus disse para as trevas anunciando
essa mensagem ajude a gente a fazer isso
se inscreva no canal compartilhe esse
conteúdo nos ajude a fazer com que essa
palavra chegue a muitas outras pessoas
uma semana abençoada para vocês um
abraço a todos e até o nosso próximo
encontro

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