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Fazendo a diferença na Vida de pessoas com Autismo | Aline C., Larissa T. & Emerson M. | IBNU

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[Música]
Boa noite a todos sejam bem-vindos eu
sou Larissa Torres sou neuropediatra sou
voluntária no projeto tesouro azul o
projeto tesoura Azul ele é uma ONG que
tem o apoio da ibmu e tem o objetivo de
apoiar pessoas no espectro do autismo e
pessoas com o IDH através da
aconselhamento familiar e também do
aconselhamento para inclusão em escolas
em Ministérios infantis nas igrejas
também para inclusão das pessoas
adolescentes e adultas dentro das
igrejas e ao longo desse mês esse mês de
abril é o mês que tem no Dia Mundial da
conscientização do autismo ao longo
desse mês estão ocorrendo algumas lives
sobre alguns temas semana passada nós
começamos conversando um pouquinho de
uma forma mais Ampla sobre o autismo com
a visão diferentes profissionais E hoje
nós vamos continuar falando um pouquinho
sobre fazendo a diferença na vida das
pessoas com autismo então na Live de
hoje nós vamos falar um pouquinho sobre
alguns comportamentos que são frequentes
algumas dúvidas frequentes dos Pais
algumas dicas práticas para lidar com
essas dificuldades no dia a dia e hoje
para conversar aqui com a gente nós
temos outros dois membros do projeto
tesoura azul que Aline Wemerson Então
Aline se apresenta um pouquinho Boa
noite a todos sejam bem-vindos a mais
uma live do projeto tesoura azul meu
nome é Aline eu sou eu sou mãe de duas
crianças com deficiência o Arthur que
tem autismo nível 2 e o Guilherme que
tem TDH e transtorno desafiador opositor
e eu sou a fundadora do projeto tesoura
azul eu gostaria de agradecer a presença
de todos sejam muito bem-vindos na nossa
Live
Boa noite pessoal Olá boa noite e bom
dia boa tarde boa noite
pessoal
psicólogo eu tenho trabalhado nos
últimos anos com orientação
parentalismo e também outras
deficiências intelectuais eu estou aqui
com muito prazer com vocês Espero que
vocês sejam muito abençoados aí com tudo
aquilo que a gente vai trazer nessa
noite
Então hoje nós temos alguns temas muito
importantes para conversar então se você
conhece famílias que que tem pessoas na
família com autismo conhece pessoas que
lidam com crianças ou adolescentes
autistas nas escolas nas igrejas
Compartilha essa Live comenta bem
conhecer um pouquinho do projeto de
tesouro Azul procura a nossa página no
Instagram Tá certo e se você também atua
em locais como nos Ministérios infantis
em que essas crianças vão chegar também
então fica atento que tem muita
informação interessante hoje para a
gente conversar então semana passada nós
conversamos um pouquinho né sobre o
autismo o autismo ele é um transtorno do
desenvolvimento que envolve algumas
dificuldades principalmente em alguns
âmbitos da comunicação da interação
social de alguns comportamentos
repetitivos e uma das principais um dos
principais motivos dos Pais de busca
pela pelo consultório Por orientação em
relação a uma maneira de comportamentos
algumas dificuldades relacionadas ao
comportamento E hoje nós vamos falar um
pouquinho da abordagem da Psicologia né
então Aline explica um pouquinho mais
para gente do que que é comportamento e
como compreender o comportamento é
importante para cuidar da pessoa no
espectro do autismo
então
a gente trabalha com criança com autismo
a gente trabalhava né análise do
comportamento aplicada
é uma ciência ela tem ela é baseada pela
análise do comportamento aplicada o
Skinner e ela tem evidência científica
Ela utiliza técnicas do comportamento
ela melhora essa habilidades sociais
melhora as habilidades da acadêmicas ela
a vida diária também da pessoa com
autismo e ela também trabalha a parte
linguística também é a comunicação
verbal ela tem sete princípios tá na
análise do comportamento aplicada ela
tem o princípio da objetividade que ela
observa concentra-se mais no
comportamento observado e misturado e
ela ela se concentra não se concentre e
comportamentos internos como a
subjetividades emoções os sentimentos
ela também é uma abordagem científica
ela é ela tem Ela utiliza métodos
científicos para coletar dados
mensuráveis e ela Analisa comportamentos
e desenvolvem intervenções eficazes no
da análise do comportamento ela também
ela é uma análise funcional do
comportamento ela identifica os
comportamentos de comportamentos
inadequados e desenvolvem intervenções
eficazes para melhorar esse
comportamento através do antecedência e
consequências do comportamento através
da Tríplice contingência ela também ela
análise do comportamento aplicado era
personalização ela personaliza a pessoa
com autismo por exemplo eu tenho eu
trabalho subjetividade da pessoa
buscamos considerar os seus interesses
as suas habilidades suas preferências e
as necessidades da pessoa com autismo
entrou em contato conosco na semana
esses meses atrás um pai de uma pessoa
com autismo e ele queria muito que o
filho dele se alfabetizasse e só que aí
na hora que a gente começou a conversar
eu comecei a fazer umas perguntas para o
pai para conhecer o rapaz o menino tem
17 anos ele tem autismo nível 2 e ele
não tinha o repertório de autocuidado
como por exemplo saber escovar os dentes
estava usando fralda e isso análise do
comportamento aplicado ela busca é
compreender e a necessidade daquele
indivíduo a gente não pode trabalhar o
pai queria muito que a gente ensinasse a
leitura para ele que ele só
alfabetizasse mas nesse momento a gente
precisava buscar a qualidade de
qualidade de vida dessa pessoa o pai
ficou muito triste porque ele queria
muito
alfabetização do filho mas naquele
momento a gente precisava trabalhar
habilidades básicas que seria o
desfralde E aí orientamos o pai que
análise do comportamento aplicado ela
enfatiza o indivíduo a necessidade da
pessoa e não a necessidade de outros né
E também análise do comportamento ela
ela também pela generaliza ela trabalha
generalização o que seria generalização
ela promove comportamentos apreendidos
em outras situações eu tô ensinando como
uma criança
o pedir beber água ela aprendeu a
peneirar
e quando ela tá indo por exemplo
prendeu esse comportamento de beber de
pedir água se ela foi na casa da vó ela
aprendeu também a pedir água lá na casa
da vó então isso foi generalizado então
quer dizer a gente tá buscando a
independência dessa pessoa e melhorando
a sua vida diária do seu cotidiano
análise do comportamento quando a gente
fala de comportamento a gente precisa
entender o que é comportamento o
comportamento são ações reações e
respostas que a pessoa fala ou diz por
exemplo um comportamento de chorar é uma
ação
já o comportamento de resposta ela é
involuntária é algo que a pessoa pede
uma mãe por exemplo a mãe tá querendo
que o filho vai arrumar a cama esse é um
comportamento de resposta que o filho
foi lá e arrumou a cama Isso já é um
comportamento de resposta Já Dirigi o
carro é um comportamento
já coçar-se é uma reação uma reação que
eu tô sentindo eu tô me coçando Tô tendo
uma reação eu tô piscando Isso é uma
reação Então isso é comportamento o que
não se considera comportamento algo que
eu tô pensando tô sentindo eu tô eu
tenho uma situação que eu quero fazer
ideias para melhorar algumas coisas isso
não é comportamento comportamento é algo
que é observável eu tenho eu observo
esse comportamento e ali eu consigo
mensurar o que tá acontecendo naquele
comportamento daquela pessoa
E quando eu penso em comportamento eu
tenho também pensar como observar esse
comportamento
observar é uma técnica é uma ferramenta
muito importante da análise do
comportamento ela permite coletar dados
preciso e objetivos o corpo por exemplo
eu tava numa escola uma escola é um
ambiente que não é um ambiente
estruturado é um ambiente bem
bem
não é estruturado esse ambiente tem
vários estímulos estímulos do local e
tinha uma criança lá que tinha que tem
autismo nível 3 e ele ele não ficava
parado em sala de aula Ele come esse
movimentava ele e ele não conseguia
ficar parado
nesse momento estava observando o
comportamento dessa criança e na janela
chegou entrou no ambiente uma borboleta
uma borboleta ficou parada naquela
janela lá e aquela criança que tava se
movimentando agitada ela parou e ela
começou a observar a borboleta e aquela
borboleta ficou mais ou menos uns dois
minutos lá e ele ficou encantado com
aquela borboleta e aí depois essa
borboleta foi embora
E aí a professora falou aí ele começou a
se agitar começou a ficar
e a professora ai Aline ele se agitou do
nada
você vê como é importante a observação
eu estava observando essa criança e
nesse local foi introduzido no ambiente
dele uma borboleta que é algo que jamais
Ninguém imaginava se eu não tivesse
observando esse comportamento
eu não saberia qual era o motivo daquela
agitação daquela crise que a criança
estava tendo naquele momento então para
a gente antes é fazer
analisar aquele comportamento dá de
falar aquele comportamento a criança tá
tendo é algo que ela tá é uma atenção é
alguma coisa que ela quer a gente
precisa observar o que tá acontecendo
nesse ambiente por isso analise o
comportamento ela tem que ter a coleta
de dados dessa observação entender uma
função desse comportamento e aí vem a
tríplice contingência o que seria
contingência antecedentes comportamentos
e consequência
antecedente é algo que antecede antes do
comportamento antes que vai acontecer já
já a resposta daquele comportamento é
algo que aconteceu porque logo depois
desse comportamento foi acontecer
já o já o que é as consequência é Foi
algo que aconteceu depois dessa resposta
vou dar um exemplo aqui
é uma criança está em sala de aula e
começa a ficar agitada em sala de aula e
aí a professora começa a falar que sim
para o João João senta e ele começa a
ficar agitado E aí sou o João senta e
aquela criança ainda continua agitada e
ela tá dando muita atenção para esse
comportamento e aí para isso que a gente
começa a entender que nesse momento que
a professora tá enfatizando João João
fica sentado ela tá reforçando esse
comportamento do João ficar agitado em
sala de aula o que seria esses
comportamentos quando é reforçado as
consequências quando inclui esse
comportamento
seria o reforço positivo é algo que é
que é que a consequência daquele
comportamento aumenta a probabilidades e
esse comportamento ele ocorre de uma
forma agradável desejável e a criança
ela sem aquela aquele comportamento
imediatamente vai vai ser mudado naquela
situação por exemplo a criança ela
quando esse comportamento é reforço
positivo algo que que é algo que aumenta
a probabilidade do comportamento
agradável a criança tá fazendo uma lição
na sala de aula naquele momento a
professora fala assim olha que lindo o
seu desenho e já logo dá um reforço para
essa criança e nesse momento ela dá um
adesivo a probabilidade dessa criança
querer ganhar de novo o adesivo ela vai
fazer aquela lição para receber esse
reforço positivo
já tem o reforço negativo ele também
aumenta a probabilidade do comportamento
que ocorra lá no futuro também mas ele
ele envolve a parte mais negativa
remoção e redução de um estímulo
aversivo e desagradável o que seria isso
eu estou com dor de cabeça e nesse
momento eu e minha dor de cabeça tá tão
intensa e eu vou lá tomo remédio
naquele momento a dor pode se passou a
dor de cabeça passou e só que eu não
trabalhei a causa desse comportamento é
o que acontece
provavelmente a dor de cabeça de novo
vai voltar porque E isso se tornou um
reforço negativo eu tive reforço
melhorou na situação agora mas ela pode
aumentar a probabilidade daquela
ocorrência ocorrer de novo esse momento
aversível desagradável
já tem a parte da análise do
comportamento a gente tem a punição
as pessoas quando fala assim é o
analista do comportamento ele pule
muitas pessoas com autismo
A análise do comportamento quando um
terapeuta ele não trabalha a punição não
é recomendado porque não é recomendado
porque o comportamento quando ele é
negativamente ele traz sofrimento se
você tá punindo aquela pessoa tá
sofrendo então esses possíveis efeitos
negativos desse comportamento vai trazer
sofrimento para o indivíduo lembre-se
que o analista do comportamento ele
busca trabalhar a qualidade de vida
daquela pessoa né então eu não posso
trabalhar
ou ocupou a punição para a pessoa eu
tenho que entender a situação do que ele
contexto daquela criança se aquela
criança tá
agitada naquele ambiente eu preciso
mensurar e observar aquele comportamento
que está ocorrendo o que aconteceu para
esse comportamento tá desse jeito
enfim
essa qualidade de vida
aí você falou uma coisa importante da
punição porque eu acho que é um receio
das famílias né existem muitas as
informações aí inadequadas da internet
associando o aba análise do
comportamento a punição isso porque é
muito lá atrás muito lá atrás mesmo os
primeiros estudos criaram a se usar
algumas técnicas que envolvia alguma
punição mas o próprio luvas que foi quem
muito estudou análise do comportamento
no autismo ele mesmo mudou mudou essa
forma de agir quando ele viu que aquilo
não era algo que era adequado que era
efetivo e a partir daí ele passou a usar
essa linha mais de reforçamento Positivo
né então a punição ela não faz parte né
acho que isso é uma coisa importante de
ficar Clara
antigamente
utilizava na análise comportamento
quando era o Ratinho ele apertava o
alavanca
aí é uma comidinha para ele nesse
momento com a punição quando o ratinho
que eu apertava alavanca ele levava um
choque você vê que era aversivo demais
era algo que doía né é a pessoa o
Ratinho parou de apertar aquele aquele
botão porque não queria levar o choque
mas aí a análise do comportamento LOAS
mudou tudo isso para o reforço positivo
mesmo por causa dessa situação que é
aversiva demais é punitiva machuca né e
a gente busca a qualidade de vida e não
machucar o indivíduo
Inclusive essa parte do reforçamento é
importante no desenvolvimento típico
esses reforçamentos sociais Eles são
muito importantes nós somos seres
naturalmente sociais então o bebezinho
ele busca muito responsamento social dos
Pais por exemplo então uma criança que
está começando a balbuciar que sai ali
diversos sons
mamabapá só que ela vê quando é o mamar
é um e todo mundo a mãe chega faz a
maior festa porque para ela foi uma mãe
né Então a partir dali aquela criança
entende que aquilo tem uma função aquilo
tem um significado diferente porque
aquilo vai ser no reforçado com uma
atenção que é aquela mais busca que a da
mãe né Então porque a gente sabe muitas
vezes é que essa percepção social no
autismo ela pode ser um pouco diferente
então às vezes essas pessoas podem não
ser tão reforçadoras né
Isso é que a gente tem que entender
o que é reforçador para essa criança
né então assim o autismo a gente tem uma
dificuldade que envolve a comunicação
que envolve a interação social dentro
disso que a gente chama de cognição
social que a nossa compreensão das
relações compreensão da socialização
conta um pouquinho mais para a gente
Emerson como que é essa questão
eu acho que tá dando
aquele tracinho
tá dando atrás
Agora sim
é Mas você conseguiu ouvir acho que
agora Foi Amor desliga a TV
Emerson
eu acho que ele não tá ouvindo daqui a
pouco falta um pouquinho para essa
questão então
e aí a linha além dessa questão da
comunicação e da interação social
[Risadas]
Emerson
pouquinho de delay eu vou falar de uma
vez só e aí vocês vão me ouvir Tá bom a
gente tem percebido muito em clínica em
consultório do acompanhamento com as
famílias Muitas dificuldades aí em cima
do apresentadas em relação a própria
manejo da interação social com as
crianças né Não só a dificuldade que as
crianças apresentam mas também a
dificuldade da Interação em relação ao
dos Pais para com as crianças né mas não
só né quando a gente fala de autismo a
gente tem todas as fases aí do
desenvolvimento né autismo quanto
adolescentes os adultos também eles
acabam apresentando
bastante dificuldade principalmente
e eu vou trazer um pouquinho para vocês
falar sobre o campo das habilidades
sociais
como um estilo de terapia coadjuvante
nesse tratamento né Ele é um complemento
do tratamento não é a principal
intervenção que nós temos para o autismo
mas nós entendemos a importância dessa
intervenção não só para as crianças mas
o indivíduo em si contia né para
crianças quando ficou da análise do
comportamento da terapia cognitivo
comportamental e também da terapia
racional
emotiva né da terapia cognitiva social
todos eles numa construção muito efetiva
na produção de muito conteúdo teórico
prático em relação ao desenvolvimento de
habilidades sociais quando a gente fala
de habilidades sociais nós estamos
falando literalmente de conjuntos de
comportamentos que são importantíssimos
o nosso dia a dia importante para as
nossas relações obedecendo Claro aquilo
que são né as características da cultura
da própria sociedade das subculturas né
existem comportamentos diferentes são as
feitos e aprovados pela sociedade e
outros comportamentos que também né de
maneira mais refinada são aceitos e
aprovados dentro da dentro de casa até
da própria família dentro da escola em
vários ambientes sociais então é
importante dentro do campo de
habilidades sociais que nós possamos
literalmente fazer um trabalho
minucioso do desenvolvimento de
habilidades sociais né uma vez que o
indivíduo a pessoa contenha
principalmente tenha essa dificuldade de
interação Nós pensamos fazer um trabalho
efetivo nisso né um trabalho com que
exige um treinamento de habilidades
sociais então
voltando as questões conceituais da das
habilidades sociais nós estamos falando
de comportamentos que são literalmente
favoráveis para uma boa competência
social para que o indivíduo dentro da
sua comunicação e interação ele consiga
atingir os objetivos principais
primordiais né quando a gente se
comunica com alguém nós temos uma
intenção nós temos um desejo que que a
pessoa minimamente ouço que nós estamos
a dizer ou vice-versa né que a gente
consiga compreender ali aquelas
expressões dentro daquela comunicação
dentro daquela interação por isso que é
tão importante esse trabalho esse
tratamento como coadjuvante é um
componente que se agrega ao tratamento e
o principal deles Claro é análise do
comportamento aplicada e a gente traz
habilidades sociais aí como algo também
importante né como adendo nesse momento
né habilidades sociais ela vem
produzindo aí ao longo dos últimos anos
é muita muito produzido procedimentos
técnicos muitos estudos em relação a
aos próprios comportamentos sociais
aquilo que de fato é vai favorecer essa
interação né instrumentos de avaliação
também avaliação de programas enfim tem
uma produção aí vasta em relação
aprendizagem de comportamento social né
quando a gente fala de habilidades
sociais nós estamos falando de classes e
subclasses de comportamentos que vão
fazer com que o indivíduo com déficit
ele possa aprender mas ao mesmo tempo né
além de favorecer a interação que ele
possa se sentir pertencente a sociedade
que ele aprenda Inclusive a defender
direitos a expressar opinião por exemplo
né
a gente quando a gente fala de
habilidades sociais Não é só na naquilo
que é aquisição de um novo comportamento
mas a gente também tá fazendo falando de
um trabalho muito preventivo né
preventivo a violência preventivo ao
preconceito preventivo a tantas
situações que são de alguma forma
punitivas ao indivíduo com teia e que na
verdade elas não ensinam somente um
comportamento para pessoa com o tema mas
também para aquele que lida no dia a dia
com com autismo ou com outras questões
de deficiência intelectual por exemplo
né É por isso quando a gente fala de
habilidades sociais a gente está falando
também né E aí entra muito do meu da
minha experiência pessoal do meu dia a
dia que é ensinar a interação dos Pais
por exemplo
com suas crianças com seus filhos né
seja ele de qual em qual fase
faixa etária estiver a gente observa
inclusive dentro morte de habilidades
sociais aquilo que são os comportamentos
desejáveis e os indesejáveis também né é
importante que a gente consiga fazer
essa avaliação óbvio que nós sempre
vamos ensinar o indivíduo a pessoa com
deficiência ou com autismo a aquisição
de novas habilidades né habilidades
sociais Mas se a gente não tiver uma
percepção daquilo que são comportamentos
inadequados a gente não tiver uma boa
base principalmente de análise do
comportamento aplicada Nós encontraremos
também dificuldades em ter uma percepção
daquilo que divido de fato
necessita aprender né porque é uma coisa
É como eu quero que a pessoa fale comigo
outra coisa é perceber aquilo que de
fato ela precisa aprender é aquilo que
vai favorecer a relação para ambos então
por isso que a habilidades sociais ela
abrange todos fatores desse papel né
todos os atores então quando a gente
fala também
por exemplo de comportamentos desejáveis
né é dentre desse Campo de habilidades
sociais a gente está falando de por
exemplo manifestar respeito empatia
expressar opinião é importante que a
gente aprenda a fazer isso né aprender a
expressar a discordância nos nossos
sentimentos
sejam sentimentos positivos e negativos
fazer e aceitar críticas por exemplo
falar em público né Nós estamos aqui
desenvolvendo uma habilidade né para
alguns mais experiência outros menos
experiência É assim nós vamos
desenvolvendo muitas habilidades é óbvio
dentro de cada contexto em que a pessoa
estiver inserida e aprendendo e tendo a
esse processo de aquisição de
habilidades sociais isso vai ter um
favorecimento muito importante para
competência social que a forma com que
nos
E literalmente aquilo que é
atingir os objetivos da comunicação né
também nós vamos trabalhar
principalmente em relação aos
comportamentos também indesejáveis né
aqueles que a criança vai apresentando a
pessoa com terra vai apresentando né
dentro das dificuldades de interação
social de comunicação a gente tem um
tipo de comportamento
indesejável do tipo ativo por exemplo
que é agressão
a atuação né a gente tem a manipulação o
desrespeito a tentativa de enganação por
exemplo né a gente tem os comportamentos
indesejáveis do tipo passivo também
porque a gente sempre quando fala de
comportamento a gente parece que o foco
é sempre os comportamentos inadequados
os disruptivos esses dias inclusive
trazendo né como exemplo de
comportamento inde sejável né do tipo
passivo a criança que se isola a criança
que que é modece diante da interação
social né então a gente tem um
isolamento e a omissão autodepreciação
terá um comportamento do tipo passivo
indesejado indesejável né a submissão
[Música]
de ameaças por exemplo
não são comportamentos que nós
precisamos de trabalhar
é fazer uma
observação técnica
né para que a gente só fazer uma
intervenção efetiva
falando de O que que significa outro né
tempo de diversão que seja dada observar
o que a pessoa está expressando ouvir
com atenção Isso faz parte da subclasses
dentro da classe de comportamento de
habilidades sociais que é empatia por
exemplo
é importante toda essa discussão porque
acho que às vezes também se criam alguns
estereótipos relacionados ao autismo
como se associa por exemplo simplesmente
é o isolamento mas é muito mais amplo
que isso né todo uma dificuldade de
compreensão das relações sociais das
Pistas sociais das nuances da
comunicação né Inclusive tem crianças
autistas Desde quando a gente fala em
socialização a gente tem várias domínios
aí né a mais para frente você vai falar
um pouquinho mais sobre isso né mas sou
mais tem crianças tem muita motivação
social então elas têm muito interesse em
se aproximar mas às vezes fazem isso de
uma forma que socialmente não seria
aceito então chegam por exemplo batendo
numa outra criança
chegam se aproxima de uma forma mais
fisicamente intensa ou às vezes tem uma
dificuldade de perceber que alguém não é
tão amigo assim então Tem amizades nas
laterais Às vezes tem esse jeito mais
passivo Então são crianças ficam mais
vulneráveis a serem a sofrerem algum
tipo de violência seria aproveitadas por
exemplo de ser enganadas então é muito
mais amplo do que a gente pensa acho que
cuidados podem ser muito mais sutis
principalmente meninas às vezes essa
questão da motivação tá mais presente
mas essa dificuldade de compreensão dos
relacionamentos ela é mais Evidente né E
você trouxe uma temática dos
comportamentos
muitas vezes alguns desses
comportamentos que a paz no momento
Inicial eles são até Barreiras
mais comuns a gente no consultórios
agitação
as crises né então muitas vezes esses
comportamentos até São Barreiras para se
conseguir trabalhar
dentro
e conta um pouquinho ali como que a
gente pode orientar as famílias o que
como entender esses comportamentos como
observar e como intervir nesses
comportamentos
Então os comportamentos muitas vezes
pode estar interligado quando é crise ou
birra ou até agitação pode estar
interligado uma atenção
ao comportamento tangível algo fuga ou
esquiva ou hipersensibilidade ou
hipossensibilidade o que seria isso
atenção é algo que a criança deseja
aquela atenção da professora por exemplo
na sala de aula a professora começa a
dar uma aula de português e começa
fazer uma ler um texto lá e o João
começa a falar professora eu gosto da
cor vermelha é a professora fala assim
para o João João eu tô contando a
história espera um pouquinho e aí ela
continua com a história e o João mas
Professor o vermelho é tão intenso João
Eu já falei para você que eu estou dando
nesse momento João por favor E aí o João
vai continuando Continuando porque ela
deu atenção ela reforçou esse
comportamento do João quando a criança
ela quer atenção na sala de aula e
quando eu quero
que essa criança seja o repertório mais
favorável para ela uma coisa mais
adequada eu tô dando uma lição de 1 + 3
e o João fala assim para mim quatro
Nossa João parabéns você acertou é
quatro mesmo e aí você continua dando
aula Você viu que você reforçou
positivamente esse comportamento do João
então a probabilidade do João querer
participar dessa aula é intensa né mas
quando é algo que a criança deseja algo
que ela quer algo tangível que eu
preciso eu gosto eu quero fazer uma
professora tá dando aula e a criança ela
quer uma massinha
e a professora falou nesse momento a
criança de 4 anos
é o Pedro Pedro agora a gente vai fazer
uma atividade de
desenho Eu quero que você pinte e o João
falando eu quero a massinha eu quero as
massinha Aí ela falou João eu quero que
você faça essa lição 20 esse desenho não
eu quero amacia eu quero a massinha ai
João toma massinha vai eu reforcei esse
comportamento negativamente do João O
João toda vez que chegar na aula é
aquela lição para ele vai ser aversiva
ele vai fazer isso ele vai falar eu
quero a massinha eu quero algo quero uma
coisa muita gente eu quero um brinquedo
eu quero aquilo então ele não vai fazer
aquela atividade Então como que eu
poderia fazer eu ia trazer para o João
ou recompensa de fichas uma atividade
que eu possa que eu quero que o João
faça uma lição de casa eu trago o quadro
de incentivo
tá o João ele precisa fazer uma
atividade na segunda-feira de matemática
e o João sabe que ele tem que fazer a
lição de português
e tem a lição de gramática para fazer
E se ele finalizar ele vai ganhar uma
uma bolinha uma uma
garrafinha que ele gosta isso aqui é o
reforço para ele muito grande e aí o
João quando ele finalizar essa lição de
matemática ele ganha uma carinha feliz
já tô reforçando esse comportamento do
João mas ele vai ganhar o último
item depois que ele fizer essa atividade
eu tô tão previsibilidade desse dessa o
João entender que ele tem que fazer essa
atividade para ganhar uma tangível que
ele deseja Tá mas também muitas vezes é
a criança tem algo uma fuga e uma
esquiva eu não gosto da lição de
matemática porque eu não gosto de
cálculo não vou fazer a lição de
matemática e eu começo a querer eu jogo
minha lição fora e aí eu falando não vou
fazer não vou fazer e a professora falou
assim
deixa o Pedro deixa tira o Pedro da sala
de aula
se aquele comporta-se aquele se eu quero
tanto sair de sala de aula eu não gosto
de fazer a lição de matemática
ela reforçou esse comportamento meu de
fuga de não fazer a tarefa então quando
a gente fala de comportamentos
inadequados a gente tem que entender
Qual é a topografia dessa desse
comportamento se essa topografia do
comportamento é a atenção se essa
comportamento essa topografia do
comportamento é um tangível ou se a
topografia desse comportamento é uma
fuga
se caso o João tá em sala de aula
fazendo uma lição ele tá buscando uma
atenção da professora e a professora vai
lá reforça o comportamento dele e a
gente
a gente na outro dia é a criança ela foi
reforçado Então quer dizer que foi
reforçada negativamente esse
comportamento vai agir novamente esse
comportamento aí no outro dia o João tá
lá fazendo querendo a massinha e nesse
mesmo momento ele já tinha atenção que
direcionada para ele o tempo todo
Aumentou a topografia atenção e o
tangível
então eu vou dar um exemplo bem claro
aqui na escola que
que o meu filho Arthur ele está em sala
de aula e a professora falou Arthur você
vai fazer essa lição o Arthur já sabe
dominar aquele ambiente tá ele é bem
esperto e a professora falou certo você
vai fazer essa lição Aqui começou a
cantar na sala de aula cantar e a
professora Arthur para Arthur cantar
faça a lição e o Arthur comentou Começou
a cantar
uma voz para a professora
e aquele momento a professora falou
Arthur sai de sala de aula
ele não queria fazer atividade ele
conseguiu a atenção dela e conseguiu uma
fuga de atividade
então toda vez que ela tiver em sala de
aula Ela foi falar aquele tema que ele
não gosta ele vai fazer isso então o
comportamento quando a gente sabe o que
é a gente a gente pode mudar esse
comportamento eu sei que o João quer uma
atenção naquele momento eu trago opções
para João
eu sei que o tempo do João é muito o
João vai fazer uma atividade só João
você vai fazer essa atividade E aí você
tem um momento de
de ganhar o seu reforço seu seu sua
Caneca seu copo e aí ele vai fazer isso
aqui e ganha um copo na escola o
Pedro ele estava em sala de aula ele
queria muito a massinha e ele e a
professora falou Pedro você vai precisar
fazer a lição para depois você ganhar
essa massinha o Pedro ele jogou tudo que
podia no chão o Pedro chegou
a cadeira no chão e a professora começou
a ficar aquela tensa tensa naquela
situação e nesse momento eu falei para
professora você tem que melhorar o seu
comportamento seu jeito de falar com
João quando o João começar a fazer essa
crise porque ele não quer fazer
atividade você vai falar assim João você
tem essa atividade é essa depois que
você terminar essa você vai ganhar esse
reforço essa massinha se o João insistir
nisso você vai mostrar para ele de novo
você vai fazer esse e esse isso depois
você pega o João e mostra para ele só
com a mão dele o que ele tem que fazer
ele vai fazer essa atividade o João ele
no primeiro momento ele reclamou no
primeiro momento João começou a gritar e
começou a reclamar mas ele entendeu que
ele precisava fazer essa atividade então
quando ele tem uma rotina estabelecida e
ele sabe que ele tem que fazer a criança
ela diminui esse comportamento de
agressão de agitação por fazer alguma
atividade mas também a crise ou
achotação pode estar relacionada a
hipersensibilidade ou aí por
sensibilidade aí por sensibilidade é ela
é diminuição do estímulo sensoriais que
seria a parte da adoração visão Paladar
e o fato quando ela tem uma diminuição
dessa dessa sensibilidade sensorial é
algo que a criança ela não sente dor ela
não sabe ela não sabe expressar o que
ela tá sentindo que ela não sente dor
quando é Pátio A criança teve uma
criança que vem no projeto a mãe relatou
que ela tava fazendo almoço naquele
momento e o Telefone Tocou
nesse momento
a criança foi até o fogão e ela colocou
a mão no em cima do fogão e ela por ela
não sentir dor ela não teve esse
repertório de levantar a mão e tirar
nesse sem nesse momento Essa criança
como esteve queimadura de terceiro grau
então quando é diminuição da
sensibilidade sensorial você tem que ter
muita atenção focada nessa criança por
causa da hipossensibilidade ela não
sente dor ela não vai mostrar para você
a sensibilidade dela tá já quando é
hipersensibilidade
é a parte sensorial é mais aumentada é
mais é mais intensa
por exemplo tátil a criança esses O Tati
é mais aversivo a toque a pressão a
cortar o cabelo por exemplo eu tenho meu
filho que o Guilherme ele não ele toda
vez que eu vou cortar o cabelo do Gui o
fio ele sente dor
você vê que a hipersensibilidade é tão
forte que a dor só de cortar o cabelo
ele sente muita dor já ele também é a
criança também é a parte auditiva ela
tem muita aqueles vipers sensibilidade
ao som a barulho a criança começa a
ficar assim começa a ficar agitada
começa a ficar tenso Então nesse momento
a gente pode comprar um fone e colocar
para ela para abafar esse barulho né
então a gente precisa melhorar esse
ambiente dessa criança com essa
hipersensibilidade aflorada e já também
tem aquela parte
[Música]
que a criança ela tem
sensibilidade de sentir cheiro fortes
para ela para a gente quando o cheiro
não é a gente nem sente a criança sente
quando ela pensa hipersensibilidade
muito forte
uma das crianças ela tem dificuldade é o
cheiro para ela da bexiga muito forte
então quando ela vai no hospital o
médico tem que usar luva essa criança
entra em crise por causa que o cheiro da
luva para ela é muito aversivo e aí
nesse momento O médico não tem como
cuidar dela sem colocar luva E aí ela
entra em crise E aí nesse momento a mãe
conversou com o médico falou da situação
da criança por causa do cheiro da luva
ela estava se agitando muito naquele
momento do hospital e aí foi orientado
pediu para o médico se seria possível na
hora de verificar a expulsão dela essas
coisas sem a luva
por causa do cheiro para essa criança
era muito forte então aí o médico
entendeu a situação e não usou a luva
naquele momento para criança mas vocês
viram que a que muitas vezes o
comportamento inadequado pode estar algo
que a criança deseja que é um tangível
algo que a criança quer uma atenção algo
que a criança não tá afim de fazer uma
atividade uma fuga uma esquiva e também
pode ser aí hipersensibilidade E aí por
sensibilidade e como que eu faço com
isso eu tenho que manter a calma quando
a criança tá com tá na entrando na crise
na escola porque naquele momento eu
preciso acolher essa criança
nesse momento eu tenho que entender o
que tá acontecendo com essa criança não
posso chegar né falar Ai isso é frescura
essa criança não tá sentindo nada ai
vamos tirar ela sabe não nesse momento
acolhe porque você não tem noção como
que dói para eles dói demais o barulho é
a sensibilidade é muito forte se a
criança tem hipersensibilidade
do toque
você já sabe que ela cresça não tem isso
tenta falar mais baixos perto dela para
ela se acalmar vai melhorando isso com
ela dá um tempo com essa criança se
reorganizar emocionalmente se for
necessário nesse momento que a criança
entrou na alta crise leva ela para um
ambiente que seja mais acolhedor que
tira esses estímulos visuais dessa
criança para que ela consiga se acalmar
quanto mais você tiver empatia nesse
momento quanto mais se tiver essa
oportunidade de ouvir essa criança você
tem condição de melhorar a qualidade de
vida dela nesse mundo
quando você já chega numa com a criança
a criança já tá na crise e você também
já começa a ficar nervoso naquele nessa
situação peça para um outro professor
vim ajudar a colher essa criança porque
a criança ela não tá tendo não tá tendo
como responder para você naquele momento
porque ela não tá assim não tá se
entendendo muitas vezes ela pode estar
tão aflorada aquela dor que ela não
consegue nem Expressar e tem criança que
com autismo que não é verbal que ela não
fala como que eu vou entender tudo isso
só observar nesse comportamento quando a
gente sabe quando é algo que a criança
deseja quando é uma birra a criança Quer
algo Eu quero aquela essa esse copo eu
conheço esse copo se eu parei Aquela
aquele momento eu ganhei com isso aqui
para ela era criar algo era desejo
já quando a intensidade desse
comportamento a crise tá muito elevada e
não é nada tangível nada que a criança
deseja ela tá sentindo dor então quando
é alta quando é crise é a dor que a
criança está sentindo birra é algo que
eu desejo crise é algo que eu tô
sentindo então eu vejo a importância do
professor ter esse momento do
acolhimento eu vejo a importância do
professor saber conversar com a criança
com autismo é quando a criança já a
criança quando ela não tem esse
acolhimento quando ela não sente amada
que é aquele ambiente quer ela naquela
naquele local essa criança já chega na
escola agitado porque ela não tá
recebendo esse acolhimento criança com
autismo ela sente emoções criança com
autismo ela ama
criança com autismo ela sorrir criança
com autismo sentir tristeza criança com
autismo ela sabe quando você tá falando
reclamando dela isso traz sofrimento
também
Imagine você tá no local e a professora
alguém tá falando Ah essa criança só dá
trabalho
você já tá colhendo como essa criança
como que você quer que esse ambiente
seja acolhedor para ela se ela fique
calma naquelas naquele local se ela já
recebeu já toda rejeição né então quando
a gente pensa numa pessoa com autismo a
gente pensa em organizar o ambiente com
essa criança a gente pensa em adaptar o
local dessa criança se a criança Ela tem
a parte que ela se regula emocionalmente
tem criança que ela gosta muito de ter
criança que gosta de ficar com livro
segurar um livro porque esse livro Ele
regula ela emocionalmente
Ah tira esse livro que esse livro não é
hora do livro professor
se essa criança isso aqui regular
emocionalmente deixa ela ficar com isso
isso tá trazendo tranquilidade com essa
criança porque eu vou tirar algo se a
criança tá sendo isso aqui é um objeto
para ela de transição objeto que ela tá
se sentindo tranquila e eu vou tirar
isso dela então eu vejo que é a
importância dessa empatia eu vejo a
importância da professora chegar na
criança só meu nome é Aline
Oi Pedro tudo bom Pedro meu nome é Aline
se apresente para essa criança quando a
criança não sabe nem o seu nome como que
ela vai se sentir bem nesse ambiente
Então veja a importância desse cuidado
Desse Olhar do professor até do Olhar do
pai tá do pai e da mãe quanto seu filho
tá em crise tenta entender o contexto
tenta entender o que foi influenciou
esse comportamento que será que
antecedeu tudo isso Será que a lua está
muito forte para essa criança Será que
eu preciso diminuir um pouco a
iluminação do local Será que que a
criança ela cria tanto que aquela comida
para ela tá sendo tão
ruim e eu tô forçando ela comer né então
vamos começar a olhar para pessoa com
ver que que aquela pessoa é uma pessoa
não é o autismo que tá na frente dela e
quando a gente muda essa visão muda tudo
isso a gente começa a observar de uma
forma mais
Amorosa quando eu observa aquela criança
com amor tem tudo para se aquele
ambiente se tornar acolhedor e essa
criança ela vai sentir amada ela vai
sempre se ela tá aqui naquela crise
quando você chega e fala assim João eu
tô aqui com você
ela já tá ouvindo um amor daquele
momento e ela vai se acalmar agora
quando você achar o João tá naquela
crise você fala ai João
vai ficar assim
você quer isso para uma pessoa uma
criança não é porque ela tem autismo que
ela não pode expressar seus sentimentos
ela pode expressar seu sentimento eu não
tô afim de fazer algo Eu vou expressar
meus sentimentos mas eu preciso ser
acolhido para isso eu preciso que o
local me acolha eu preciso que o local
me veja que eu sou o João eu não sou
autista então eu vejo essa importância
mesmo do ambiente ser acolhedor
e as pessoas no espectros Elas são tão
diferentes né até tem uma pergunta
interessante aqui da Alessandra é
alessandra colocou assim que fazer com
um jovem que não reage aos estímulos
temos um caso na escola onde o jovem
chega e vai embora e nós possa reações a
nada e você falou um pouquinho ali da
Hiper reatividade que é um padrão
sensorial que muita gente conhece o
incômodo com a luz incômodo com som
quando os estímulos sensoriais eles são
mais agressivos do que são para a
maioria da pessoa das pessoas como eles
são percebidos de uma forma mais
agressiva muitas vezes de uma forma mais
intensa a criança percebe estímulos que
Ninguém percebeu né mas a gente tem para
entender um pouco de como é Ampla como é
uma forma como autismo pode se
manifestar nas pessoas como as pessoas
são diferentes né a gente também tem
também pessoas têm esse padrão de hipo
reatividade então às vezes são pessoas
que elas têm mais dificuldade de
perceber um estímulo então São pessoas
que precisa que o estímulo ele seja mais
intenso ele seja mais Evidente para que
elas Consigam perceber e é curioso
porque essas crianças elas passam mais
despercebidas às vezes são as crianças
são mais passivas no dia a dia e na
escola aquele aluno que parece alheio
que parece desatento Porque de fato ele
não tem a mesma facilidade se Direcionar
para autoestimas né para esse caso Aline
de uma criança que chega na escola e
parece que não percebe o que tá
acontecendo ali no ambiente Você teria
alguma alguma sugestão
nesse momento eu vejo a importância de
observar porque a criança com a dona
entra chega no ambiente ela ela percebe
o ambiente em si mas ela não tem nenhum
estímulos que faça ela fazer alguma
atividade se eu tô vendo que aquela
criança ela entrou no ambiente ela não
tem nenhum estilo procuro descobrir o
reforço dessa criança para trazer o
hiperfoco dessa criança com esse
ambiente se a criança gosta do Pokémon
se eu sei seu pai é o seu se o pai falou
para mim aí ele ama o Pokémon vamos
trazer um Pokémon para conquistar essa
atenção dessa criança e aí sim você pode
trazer uma atividade falando trazendo o
hiperfoco porque muitas vezes aquele
aquela situação aquele ambiente não tá
sendo agradável para ela porque não é
algo que ela goste Então vamos trabalhar
o gostar nesse momento gosto hiper foco
o hiper foco Lógico que quando a gente
trabalha em performance a gente tem que
hiperfoco dessa criança essa criança
gosta do Pokémon vão trazer o Naruto vão
trazer outros personagens né mas quando
a gente precisa dar atenção nessa
criança a gente busca um hiperfoco dela
porque se a gente tem um hiperfoco que a
criança aí ela observa lá na tinha uma
criança com o rapazinho já tinha aqui 12
anos é nessa época ele tinha 13 anos e o
hiper foco dele eu não consegui estímulo
nenhum dele para falar sobre a palavra
do senhor com ele porque ele gostava
muito de cartão de crédito vários
cartões de crédito sabe E aí eu falei
esse negócio de cartão de crédito vou
trabalhar o cartão de crédito no
ministério porque não vão trazer cartão
de crédito mas Aline você vai falar de
Deus e trazendo cartão de crédito eu
falei mas você precisa atenção dessa
criança
então aí eu preparei vários cartãozinho
de crédito para ele Comecei a brincar
com ele com o cartão de crédito ele
começou a desenhar o cartão de um cartão
de crédito aí depois eu vim falar sobre
Cristo para ele então quer dizer eu
conquistei essa criança quando eu vejo
que a criança não tem nenhum estilo não
tem nada disso ela tem algo que ela
goste Então vamos trabalhar isso E aí eu
conquistei a atenção dessa criança
porque esse carinho da Criança é aí sim
eu consigo trazer o que eu quero vamos
trazendo aos poucos né é importante
saber o que mais essa criança gosta
e é importante também lembrar do Papel a
gente do terapeuta ocupacional
elas estão tão relacionadas a diversas
dificuldades no dia a dia que essas
crianças podem apresentar desde as
dificuldades alimentares Às vezes a
gente está falando aí da criança que
percebe menos estímulo e fica um pouco
mais passiva observadora mas a gente tem
também a criança que tem uma dificuldade
de perceber os estímulos Então ela tem
uma necessidade de maior de estímulos e
que ela tem um padrão mais explorador
Então se ela não tá percebendo ela vai
atrás ela vai bater e fazer som com tudo
ela vai ser fisicamente intensa então
assim é o terapeuta ocupacional ele
participa também desse processo nessa
avaliação da disfunção da Integração
sensorial e no planejamento de uma
intervenção para essas crianças que têm
essas dificuldades na alteração do
processamento sensorial né então é
importante identificar que pode ter
relação é algo muito comum no autismo e
lembrar também sempre lembrar desse
padrão de ir por reatividade também não
só do padrão de atividade que é mais
conhecido mas o padrão de atividade Que
também está presente que passa muito
mais despercebido né a gente tem uma
outra pergunta aqui a Adriana primeira
pergunta que ela fez se tem umidade para
começar essas intervenções em aba
não o Arthur quando eu tive o
diagnóstico do autismo com dois anos e
meio e logo intensificamos o análise do
comportamento tá é a pessoa fala assim a
criança só tem uma dificuldade de
aprendizagem alguma criança já não
consegue
aprender Vamos trabalhar já análise do
comportamento brincar
vamos sentar com essa criança conquistar
essa atenção dessa criança então eu vejo
quando a criança só se consegue sentar
com dois aninhos já dá para fazer né Mas
se a criança não tem esse tem o corpo tá
mole mole ainda não consegue sentavam
primeiro trabalhar essa parte do corpo e
aí sim a gente vem com análise do
comportamento mas a gente já pode
brincar pegar uma bolinha brincar para
trazer a bolinha para ela para ela ter o
contato né
com esses movimentos da Bola brinque que
ela pode morder fazer assim e a gente já
tá estimulando essa criança mas tem
criança que não tem se repertório de
colocar é uma coisa assim e mexer ela
não tem isso então isso é tudo ensinado
para ela lógico com cuidado tem que
analisar cada caso porque tem criança
que não tem esse esse aqui porque ela
sente dor tem que verificar porque ela
tem a parte dentária o que tá
acontecendo com ela tem uma criança na
escola que ela tem um ano e nove meses e
ela ela tem muita necessidade de morder
sabe morder ela morde as crianças ela é
tão rapidinha e ela tem autismo e ela
tem síndrome de Down
e quando eu cheguei no ambiente eu falei
nossa ele é tão calminha aí as mina
Aline daqui a pouco você vai ver a
calminha ela soltou terror não é
ambiente ela começou a morder todas as
crianças na hora eu dei risada eu falei
ah entendi aí eu falei nossa ela me
enganou E aí sim a mãe dela falei para a
mãe dela investigar essa mordida que era
intensa ela o dia todo mundo era rápido
assim sabe eu chegava até machucar mesmo
e a mãe viu que ela tinha problemas aqui
na dentição ela sentia dor tanto que
aqui na boca dela era inchada demais
então ela foi passar primeiro a
avaliação dentária para depois a gente
começar com a avaliação com ela para
trazer outros objetos de morder para que
ela não morder seus amiguinhos né mas
você viu que a necessidade de uma equipe
multidisciplinar para avaliar porque não
temos como a gente falar que essa
criança Vai ter todo esse repertório de
aprendizagem se ela tem muitos déficit
se ela tem dores se ela tem isso se ela
não consegue sentar tem que ter uma
equipe multidisciplinar para conhecer
mais o que tá acontecendo com essa
criança eu diria quanto antes começar a
intervenção Mas mesmo antes de você ter
um diagnóstico estabelecido se você já
vê sinais de risco já é um momento de
intervir porque a gente está falando de
um período muito crítico do
desenvolvimento de um período de maior
neuroplasticidade então quando o cérebro
da criança ele está mais pronto a
aprender a formar novas conexões e a
gente não pode perder esse tempo Às
vezes a gente pensa num atraso por
exemplo de uma criança de um ano e 8
meses que não fala nenhuma palavra mas
quando você vai olhar isso com uma visão
mais Ampla não é só falar nenhuma
palavra é uma criança que às vezes não
consegue apontar
pressionar o que quer criança que às
vezes não faz
a comunicação de uma forma mais Ampla da
prejudicada é uma criança que tem pouco
imitação Então tá aprendendo pouco com
os pais da rotina do dia a dia de
começar a representar situações do dia a
dia na brincadeira então a gente olha
mas como é mais amplo como as
dificuldades elas são mais amplas e essa
dificuldade que hoje para os pais Pode
parecer pouquinhos
hoje daqui a pouquinho se estiverem
constantes
isso é importante você enfatizar porque
quando eu comecei a perceber o
comportamento do Arthur e as pessoas
falava assim para mim não ele é
igualzinho o papai dele ele é quietinho
ele fica quieto então eu não observei
esse comportamento que ele tava tendo
muitos déficit né E aí o Arthur isso é
normal o pai dele falou com 3 anos de
idade eu fiquei eu fiquei mãe assim eu
Acabei aceitando isso só que quando eu
fui na escola e eu observei o Arthur na
escola ele ficou parado no canto e aí eu
não entendi esse comportamento do Arthur
chegar na escola ele quietinho assim e
aquilo ali doeu meu coração sabe E aí eu
vi que meu filho precisava Eu precisava
entender aquele comportamento mas muitas
vezes o pai e a mãe atrasam porque a
gente começa a observar o outro parente
fazia isso
isso é muito preocupante então quando a
gente vê que a criança já tem uma uma
dificuldade na fala não como não se
comunica é necessário mesmo uma já ali
na neuropediatra
e já fazer uma buscar uma avaliação né E
quanto mais cedo a criança tem se
melhoras no comportamento ficava fica
mais sociável e é muito importante
a precoce né Tem criança né Larissa tem
criança com 9 meses a gente já percebe o
autismo né então quanto mais cedo for
mais a gente consegue o avanço dessa
criança pensa quantas oportunidades essa
criança pode estar perdendo aproveitando
a nossa Plenitude às vezes por
dificuldades que parecem pequenas mas
que às vezes os pais têm uma dificuldade
de entender a importância que aquelas
habilidade dentro para aquela criança
esteja integrada nos ambientes onde ela
convida né
então não tenha medo de procurar tem
dúvida procure uma avaliação
e procure uma intervenção mesmo que você
não tenha um diagnóstico específico
ainda procure uma intervenção Pense como
dificuldades que você precisa ajudar da
recursos para essa criança né
Independente de qualquer diagnóstico
específico tá
e existem hoje intervenções mais focadas
em crianças menores intervenções mais
focadas para intervenção precoce
realmente né inclusive com grande foco
às vezes também na parte motora a gente
sabe que as dificuldades motoras são
muito consistentes no autismo apesar de
não seriam critério de Diagnóstico ou
dificuldade de coordenação de postura de
Equilíbrio e isso muitas vezes limita
muito também da participação social da
criança então existem intervenções
voltadas para essa fase mais precoce que
são muito importantes também tá e a
gente tem uma outra pergunta que da
Adriana essa aqui mais direcionada para
o Emerson né então Adriana perguntou
como que os pais podem ajudar no
processo das habilidades sociais tem
habilidades que os pais podem ajudar a
fome
excelente pergunta Adriana
faz parte até da nossa pauta né de
apresentação hoje também quando a gente
fala que de intervenção parental nós
estamos falando aí de um papel
extremamente importante na diminuição
principalmente na diminuição de
comportamento inadequados da criança né
nessa estimulação da pessoa com autismo
e o papel dos Pais é extremamente
fundamental né a gente ouvindo Aline
falar é trilha os nossos olhos ela como
nosso modelo aqui também né de uma mãe
que buscou informações de buscar
que buscou um treinamento parental
buscou informações em uma formação
Inclusive
a respeito da análise do comportamento a
gente sabe que
isso traz um grande benefício na
intervenção uma vez que o ambiente
familiar r o ambiente o principal
ambiente de aprendizagem de
habilidades sociais né o ambiente muito
natural onde tudo vai acontecendo no dia
dos pais aí fundamental quando a gente
fala de habilidades sociais a gente
precisa entender o pai bem treinado
inclusive isso é fruto de um estudo
em 2014 uma pesquisa de análise do
comportamento Quanto é efetivo
na aprendizagem e atenção de
comportamentos para sociais e diminuição
de comportamentos executivos
comportamentos
inadequados o quanto é importante por
exemplo um treinamento de pai né quanto
de informação que ele tem a respeito do
comportamento o que significa
comportamento como intervir em momentos
cruciais do dia a dia da criança seja
para estimular para aquela criança que
apresenta um comportamento de um estilo
mais passivo né um pouco mais isolado
mas também as intervenções com criança
representa problemas de comportamento né
nesse estudo feito a gente vê uma
diminuição de aproximadamente 40% isso
na intervenção parental a diminuição de
comportamentos inadequados quanto
aqueles pais participaram por exemplo de
um processo educativo para e tal eles
têm uma diminuição e contra uma ali uma
diminuição de 35% aproximadamente de
comportamentos inadequados né então o
treinamento de paz esse processo de
formação
de Pais principalmente em análise do
comportamento seja título de
especialização ou de uma formação básica
no conhecimento de análise do
comportamento por exemplo tem uma
efetividade muito grande né quando a
gente pensa de ensino de habilidades
sociais o papel dos Pais enquanto né um
papel extremamente fundamental nesse
processo a gente entende que os pais
literalmente são os verdadeiros modelos
de aprendizagem e a forma com que ele
interage com a criança a forma com que
também vai ser produzido né a gente está
no período que se usa muita expressão de
desconstrução né
todo mundo aí tem construído em muitos
aspectos e chega um momento
Principalmente quando nós é na
intervenção da pessoa com autismo
precisamos trabalhar uma desconstrução
de modelos antigos parentais né Aquele
modelo que trabalha principalmente
fundamentado a punições isso
não tem a efetividade né É pelo
contrário né Tem até um livro que eu
gosto muito compartilhar com Aline esses
dias né o livro se chama coerção e suas
implicações e ali tem um estudo
aprofundadíssimo a respeito da daquilo
que é o papel
ineficaz muitas vezes da punição né vai
falar da coerção que nós tentamos é
produzir em relação aos comportamentos
inadequados quando na verdade nós temos
uma uma inversão aí né de comportamento
quanto mais eu tento controlar um
comportamento inadequado por meio da
punição mas eu contra controlado né são
essas expressões que esse autor utiliza
e quando se fala de habilidades sociais
né trazendo essa essa ideia de que os
pais são principais modelos nessa
aprendizagem a gente sabe que tem uma
influência muito grande então é
importantíssimo né eu vou talvez
traduzir um pouco da linha aqui como
nosso modelo né de uma mãe extremamente
engajada mas quanto mais os pais
desenvolverem habilidades de de
afetividade de demonstração de
afetividade por exemplo para com essa
com essa pessoa isso é muito importante
né então a gente tem habilidades por
exemplo de expressar carinho
habilidades de observar e identificar o
sentimentos que a criança vai
apresentando e não só o sentimentos mas
os comportamentos apresentados né porque
esse é o primeiro sinal primeiro sinal é
o comportamento aquilo que é observado
conforme os analistas do Comporta
projeto sempre nos orientam né
observa-se o comportamento
tenta-se de alguma forma Entender o
sentimento que está passando pela né
pela criança os pais precisam aprender a
desenvolver por exemplo habilidades no
diálogo com a criança né Às vezes a
gente encontra pais que tentam dar uma
instrução tão carregada de informações e
que a pessoa com autismo vai perdendo
muitos detalhes nessa comunicação então
a comunicação simples uma comunicação
precisa
precisa ter objetividade nessa
comunicação objetividade nesse diálogo e
claro né A gente trabalha desde o
simples é o mais complexo né para que a
criança cada vez mais possa ampliar esse
esse repertório de comunicação esse
repertório de habilidades sociais
os pais precisam aprender por exemplo
habilidade de sugerir atividades
brincadeiras né sugerir qualquer coisa
que aconteça no dia a dia seja assistir
filmes utilizar de modelos por exemplo
áudio visuais para que a criança possa
aprender de fato essas habilidades
os pais precisam aprender por exemplo
Bebendo aí da fonte da análise do
comportamento né aprender a estabelecer
e liberar consequências para os
comportamentos principalmente os
comportamentos inadequados aquele que
ele deseja manter ou aumentar a
probabilidade a chance da pessoa com
autismo apresentar esses comportamentos
principalmente comportamentos prosociais
a gente precisa os pais precisam
aprender habilidade por exemplo de
apresentar problemas resolução de
problemas né para se trabalhar um pouco
mais da percepção social de questões
cognitivas o aumento de habilidades
cognit da apresentação de problemas né
Isso é muito importante para a gente
pensa na criança ela tá por exemplo numa
cadeira e de repente derrubou alguma
coisa e ali ela encontra algumas
Barreiras
em ao invés dos Pais
resolverem a situação para essa criança
por exemplo
que incentive encoraje a criança a
resolver por si só encontra caminhos
de resolver
os seus problemas daquelas situações que
são simples onde habilidades sociais os
nossos filhos de uma forma a mediar
os conflitos que os nossos filhos
apresentam com outras pessoas outras
crianças então é o papel dos Pais é
extremamente fundamental nessa aquisição
de habilidades
um dos Pais porque os pais eles precisam
de fato assumir esse papel né não vai
existir intervenção efetiva se não tiver
a participação dos pais no dia a dia na
rotina apresentando esses comportamentos
ensinando essas habilidades no dia a dia
para as crianças até porque a gente
aprende mais quando a gente está
motivado e você vai estar muito mais
motivado no momento do seu dia a dia da
sua rotina com algo que acontece
naturalmente do que no ensino muito
estruturado ali dentro de uma clínica né
Então os pais eles precisam se capacitar
eles precisam buscar entender Muitas
vezes os pais eles trazem que a criança
parece que não corresponde às
iniciativas deles que a criança não
chama para brincar que a criança não
deixa eles participarem da brincadeira
então é esse o momento que tem que vir
uma orientação um treinamento uma
orientação por parte dos terapeutas de
como os pais vão conseguir acessar
aquela criança e desenvolver essa troca
na relação porque ela é essencial né
Acho que esse é um dos fundamentos
básicos de uma boa intervenção essa
participação dos pais se chamaram os
pais para participarem junto esse
treinamento essa orientação parental e
para os pais que estão acompanhando como
mais os pais podem que outras formas os
pais podem entender Sem intervenção que
o filho está recebendo ela está adequada
posso começar a ficar com o microfone
está aberto
bom a gente precisa é isso aí
extremamente importante né Larissa que
você está abordando é importante que os
pais e como falado anteriormente aqui é
conheçam minimamente ali os processos de
intervenção as principais
condutas que o terapeuta precisa ter em
relação ao atendimento dessa dessa
pessoa com autismo né a gente pensar
num processo terapêutico é importante
que se faça uma uma excelente avaliação
daquele que são os déficits que a pessoa
apresenta né e fazer inclusive uma
eleição dos principais comportamentos a
serem trabalhados
E isso não é o trabalho quem decide
sozinho o terapeuta não decide isso
sozinho né Ele Decide juntamente com a
família aquilo que são os comportamentos
mais importantes é precisa ser funcional
para criança então não adianta o
terapeuta abordar determinados assuntos
que não vão fazer parte do dia a dia
dessa criança então para a gente
entender que é intervenção ela ela de
fato é efetiva a gente tá lidando com o
profissionalismo desse terapeuta é
preciso entender Quais são as avaliações
que ele faz né De que maneira ele
apresenta isso para os pais para que de
fato Tenha um bom alinhamento né nessa
terapia os pais obviamente precisam
estar o tempo inteiro interados e
extremamente participativos nessa
intervenção se o terapeuta foge de
explicações pode de resposta S Talvez
seja importante a gente repensar aí essa
parceria né então trazer os pais para
perto avaliar o repertório de habilidade
da criança traçar objetivos bem
estabelecidos que vão ser trabalhados
quais estratégias e capacitar os pais
com essas estratégias dar feedbacks
constantes né O que mais Aline você
acrescentaria
a importância mesmo os pais está
integrado na intervenção tá quando você
vai ensinar algum repertório para
criança ela precisa generalizar e quando
o terapeuta está ensinando aquela
criança imitar os pais também vão fazer
esse repertório para criança generalizar
porque não vai generalizar somente com
terapeuta aquele repertório precisa ser
intensificado para criança aprender
quando o Arthur passou por esse processo
todo do da análise do comportamento a
gente ensinou Arthur a colocar roupa
morta não sabia colocar roupa o Arthur
não sabia escovar os dentes o Arthur não
sabia tomar banho então Ouve essa
intervenção a junção do terapeuta junto
com a mãe para que eu aprendesse esses
repertórios quando não tem essa essa
alinhamento entre terapeuta e
os pais não tem uma evolução a criança e
também é uma coisa importante enfatizar
que a criança Ela tem que se sentir bem
com esse terapeuta Porque se ela não tem
essa esse esse carinho com terapeuta
terapeuta não tem essa esse raposa essa
essa esse momento com a criança ela não
vai conseguir ter evolução quando teve
casos de crianças que uma terapeuta ela
não tinha essa a criança não se sentia
bem com ela então se eu sei que aquela
criança não tá me sentindo que não tá me
sentindo bem comigo eu não posso
continuar com essa criança eu tenho que
convidar outro terapeuta para dar esse
esse atendimento com essa criança tem
que ter esse essa observação também dos
pais tá porque quando a gente não tem
essa observação a criança começa a ter
mais déficit
na escola do Arthur
ele precisou de uma acompanhante
terapêutica ele necessita de uma
companhia de terapêutica e a professora
acompanhante não tinha manejo para lidar
com ele e aí ela adicionou no ambiente
do Arthur o banheiro quando eu mostrei
para vocês aqui a
recompensa de fichas aqui nessa parte da
recompensa de fichas aqui tinha a figura
do banheiro tá e quando o Arthur
finalizava atividade
ela ela ele ganhava o reforço a figura
do banheiro era para o Arthur pedir para
ir no banheiro mas toda vez que o Arthur
fazia alguma atividade era introduzir o
banheiro
a falta de manejo desse profissional
tudo aconteceu com aquilo tudo para ele
era banheiro
comer a banheiro
assistir TV era banheiro o Arthur ficou
no banheiro
40 vezes ao diaria para o banheiro Então
quer dizer ele não tinha mais
habilidades sociais ele perdeu esse
repertório então se eu sou uma mãe que
eu não entendo na análise do
comportamento como ficaria o Arthur hoje
esse comportamento dele ainda sem
mantido e poderia aumentar mais né E aí
eu não conseguiria mais sair de casa
então quando a gente tem um profissional
que não tem manejo não tem esse essa
esse momento com a criança não
conquistou essa criança ela não vai
conseguir ter uma evolução com essa
criança e também o terapeuta precisa
acreditar na criança
né como que se eu tô só um terapeuta tô
ali com aquela criança não acredita na
evolução dela também vai ter um déficit
nesse comportamento dessa criança também
né então acho necessidade também de
tanto terapeuta pai escola todo mundo se
comunicar mesmo na linguagem tá se eu tô
ensinando o repertório em casa quando o
Arthur que é de leitura eu quero que ele
leia aí na escola tem que seguir também
né aí o anel na escola vou deixando o
Arturzinho de lado e vou dar atenção
para as outras crianças ele não tá
aprendendo ainda tá generalizando eu
acho que a gente precisa todos falarem a
mesma linguagem né mas também tem
terapeuta que tem dificuldade com os
pais
que quando eles pede para o pai ó vamos
ensinar um repertório para criança a
pedir água e os pais não fazem em casa
essa criança não vai ter evolução então
você vê que a necessidade da do pai
começar a observar o seu filho ver a
necessidade dele ele é hoje é
pequenininho mas lá na frente vai ser um
adulto
várias situações precisa ser melhorada
Então acho que é importante é essa
junção de terapeuta pai e o pai também
acreditar na evolução do seu filho né se
você não acredita então você não vai ter
avanço também para o seu filho
legal Estamos chegando aqui ao final da
Live vocês gostariam de deixar mais
alguma consideração de deixar alguma
indicação de recursos de livros para os
pais
Sim eu gostaria mas eu queria falar uma
coisa Antes aqui que seria dos operantes
verbais tá que quando a gente está
ensinando para criança a aprender a
pedir algo a gente está ensinando
mamando manto que seria pedir algo que a
criança aprenda a pedir Então queria
trazer aqui para vocês o Pets que a fala
funcional da criança se a criança com
autismo ela não fala ela não tem esse
repertório de falar eu preciso que essa
criança se comunique então aí eu vou
trazer o Pets que a fala funcional dessa
criança então eu quero que a criança
começa a pedir para mim um cavalinho
colinho para pular nas costas a criança
ela vai colocar em silêncio a figura
para ela e ela vai me tirar essa esse
mundo essa comunicação pedido eu quero
colinho E aí você vai olhar e falar
cavalinho Vamos fazer um cavalinho e se
tá ensinando esse repertório E se eu
quero ensinar aquela criança
a nomear objetos eu quero que essa
criança no meio e objetos isso aqui é um
copo eu vou ensinar isso aqui para ela
isso aqui eu tô tateando com uma Fala
para ela que isso aqui é um copo que a
criança quando ela só vê que o item
cobre e o item copo tem aqui ela tá
entendendo que isso aqui é um copo ela
vai pedir o copo ela tá tateou o copo
ela sabe que esse item é o copo
e também se eu quero que essa criança
ela imitação vocal que seria essa
imitação vocal eu você quer
Parque
Parque a criança vai repetir
imediatamente o parque parque
emitindo uma uma o significado do pai
que ela tá imitando ela tá imitando o
que eu tô falando
porque eu falo tudo isso que é
importante porque a gente tá trazendo a
fala funciona dessa criança essa fala
funcional que é uma troca de figuras
fluído e desejado eu também posso trazer
a intra verbal fala intra-verbal o que
seria
interval
Arthur o que você quer eu quero
aqui eu quero Tô aumentando esse
repertório da comunicação eu quero
comer
sanduíche
eu já tô trazendo
aumentando essa comunicação da criança
perguntando para ela o que você quer e
ela já gritar ela fez a intra-verbal que
é uma comunicação mais difícil porque a
criança entender o que eu tô falando e
você quer Eu quero comer Sanduíche você
vê como que é importante a criança com
autismo ela precisa ter também a sua
fala funcionar se ela não se comunica se
ela não sabe falar se ela não sai
nenhuma voz
ela não sabe expressar fala vamos trazer
a fala funcional dessa criança
porque isso aqui você tá trazendo
qualidade de vida você tá trazendo para
essa criança comunicação isso aqui você
tá diminuindo comportamentos inadequados
porque a criança quando ela não sabe se
comunicar tem muitos comportamentos
começa a se agitar começa a ficar
nervosa começa a fazer todos esses
comportamentos inadequados no caso da
falha da comunicação
pais não tenho vergonha do Pex porque
esse Packs é a fala dessa criança ela
vai sair com isso aqui no seu dia a dia
e se eu tiro isso dela eu tô tirando a
independência dessa criança né e uma
coisa que eu esqueci de falar aqui sobre
o objeto de transição o que seria o
objeto de transição o item que
é
referente ao que eu quero que a criança
peça
esse aqui é o item um copo o copo é para
criança pegar porque eu tô querendo
falar isso
um rapaz de 18 anos ele ficou
condicionado ao terapeuta tá e quando a
pessoa com autismo ela fica condicionada
aquele terapeuta eu tô eu tô sendo Cruel
com essa pessoa né ele o terapeuta ele
só bebe água quando o terapeuta fala
assim vai lá pegar água
ele só vai no banheiro quando terapeuta
Fala Vai no banheiro Então quando eu
tenho objeto de transição que combina
com que eu preciso eu apresento primeiro
esse objeto aqui papéis higiênico vai
arrematar para que essa criança esse
jovem e ir no banheiro
quando eu falo trouxe isso aqui por
causa é muito grave quando a gente
terapeuta acha que a pessoa pode usar
precisa ficar condicionada a mim eu
prejudico essa pessoa na sua vida
social na sua vida sempre vai ficar
dependente dia o que dessa pessoa isso
essa pessoa morre
e acontece o quê Alguma coisa com essa
pessoa ela vai deixar de comer de ir no
banheiro porque ela tá condicionado essa
pessoa
isso é grave e um crime e a gente
precisa enfatizar isso aqui
é muito importante até a gente trazer um
pouco mais essa questão da comunicação
em outras lives né mas para finalizar é
mas se você queria colocar mais alguma
coisa
eu quero agradecer
o prazer imenso tá aqui
de alguma forma contribuem
[Música]
do aprendizado
agem na aquisição de habilidades sociais
de todos
da pessoa com autismo quanto para os
pais professores
espero que vocês tenham sido muito aí
edificados em relação aquilo que a gente
trouxe conteúdo eu quero só finalizar
indicando esse livro aqui tá esse livro
é um dos principais
um dos principais livros indicações que
a gente tem aqui no Brasil são
principais autores de referência de
habilidades sociais competência social
habilidades sociais e competências
sociais tá então
um grande beijo um abraço a todos
Obrigada pela atenção compartilhem a
Live com outras pessoas muito obrigada
Emerson e Aline por compartilharem o
conhecimento de vocês e na próxima
terça-feira estaremos por aqui de novo
Boa noite a todos

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