Fazendo a diferença na Vida de pessoas com Autismo | Aline C., Larissa T. & Emerson M. | IBNU
12/04/2023
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[Música] Boa noite a todos sejam bem-vindos eu sou Larissa Torres sou neuropediatra sou voluntária no projeto tesouro azul o projeto tesoura Azul ele é uma ONG que tem o apoio da ibmu e tem o objetivo de apoiar pessoas no espectro do autismo e pessoas com o IDH através da aconselhamento familiar e também do aconselhamento para inclusão em escolas em Ministérios infantis nas igrejas também para inclusão das pessoas adolescentes e adultas dentro das igrejas e ao longo desse mês esse mês de abril é o mês que tem no Dia Mundial da conscientização do autismo ao longo desse mês estão ocorrendo algumas lives sobre alguns temas semana passada nós começamos conversando um pouquinho de uma forma mais Ampla sobre o autismo com a visão diferentes profissionais E hoje nós vamos continuar falando um pouquinho sobre fazendo a diferença na vida das pessoas com autismo então na Live de hoje nós vamos falar um pouquinho sobre alguns comportamentos que são frequentes algumas dúvidas frequentes dos Pais algumas dicas práticas para lidar com essas dificuldades no dia a dia e hoje para conversar aqui com a gente nós temos outros dois membros do projeto tesoura azul que Aline Wemerson Então Aline se apresenta um pouquinho Boa noite a todos sejam bem-vindos a mais uma live do projeto tesoura azul meu nome é Aline eu sou eu sou mãe de duas crianças com deficiência o Arthur que tem autismo nível 2 e o Guilherme que tem TDH e transtorno desafiador opositor e eu sou a fundadora do projeto tesoura azul eu gostaria de agradecer a presença de todos sejam muito bem-vindos na nossa Live Boa noite pessoal Olá boa noite e bom dia boa tarde boa noite pessoal psicólogo eu tenho trabalhado nos últimos anos com orientação parentalismo e também outras deficiências intelectuais eu estou aqui com muito prazer com vocês Espero que vocês sejam muito abençoados aí com tudo aquilo que a gente vai trazer nessa noite Então hoje nós temos alguns temas muito importantes para conversar então se você conhece famílias que que tem pessoas na família com autismo conhece pessoas que lidam com crianças ou adolescentes autistas nas escolas nas igrejas Compartilha essa Live comenta bem conhecer um pouquinho do projeto de tesouro Azul procura a nossa página no Instagram Tá certo e se você também atua em locais como nos Ministérios infantis em que essas crianças vão chegar também então fica atento que tem muita informação interessante hoje para a gente conversar então semana passada nós conversamos um pouquinho né sobre o autismo o autismo ele é um transtorno do desenvolvimento que envolve algumas dificuldades principalmente em alguns âmbitos da comunicação da interação social de alguns comportamentos repetitivos e uma das principais um dos principais motivos dos Pais de busca pela pelo consultório Por orientação em relação a uma maneira de comportamentos algumas dificuldades relacionadas ao comportamento E hoje nós vamos falar um pouquinho da abordagem da Psicologia né então Aline explica um pouquinho mais para gente do que que é comportamento e como compreender o comportamento é importante para cuidar da pessoa no espectro do autismo então a gente trabalha com criança com autismo a gente trabalhava né análise do comportamento aplicada é uma ciência ela tem ela é baseada pela análise do comportamento aplicada o Skinner e ela tem evidência científica Ela utiliza técnicas do comportamento ela melhora essa habilidades sociais melhora as habilidades da acadêmicas ela a vida diária também da pessoa com autismo e ela também trabalha a parte linguística também é a comunicação verbal ela tem sete princípios tá na análise do comportamento aplicada ela tem o princípio da objetividade que ela observa concentra-se mais no comportamento observado e misturado e ela ela se concentra não se concentre e comportamentos internos como a subjetividades emoções os sentimentos ela também é uma abordagem científica ela é ela tem Ela utiliza métodos científicos para coletar dados mensuráveis e ela Analisa comportamentos e desenvolvem intervenções eficazes no da análise do comportamento ela também ela é uma análise funcional do comportamento ela identifica os comportamentos de comportamentos inadequados e desenvolvem intervenções eficazes para melhorar esse comportamento através do antecedência e consequências do comportamento através da Tríplice contingência ela também ela análise do comportamento aplicado era personalização ela personaliza a pessoa com autismo por exemplo eu tenho eu trabalho subjetividade da pessoa buscamos considerar os seus interesses as suas habilidades suas preferências e as necessidades da pessoa com autismo entrou em contato conosco na semana esses meses atrás um pai de uma pessoa com autismo e ele queria muito que o filho dele se alfabetizasse e só que aí na hora que a gente começou a conversar eu comecei a fazer umas perguntas para o pai para conhecer o rapaz o menino tem 17 anos ele tem autismo nível 2 e ele não tinha o repertório de autocuidado como por exemplo saber escovar os dentes estava usando fralda e isso análise do comportamento aplicado ela busca é compreender e a necessidade daquele indivíduo a gente não pode trabalhar o pai queria muito que a gente ensinasse a leitura para ele que ele só alfabetizasse mas nesse momento a gente precisava buscar a qualidade de qualidade de vida dessa pessoa o pai ficou muito triste porque ele queria muito alfabetização do filho mas naquele momento a gente precisava trabalhar habilidades básicas que seria o desfralde E aí orientamos o pai que análise do comportamento aplicado ela enfatiza o indivíduo a necessidade da pessoa e não a necessidade de outros né E também análise do comportamento ela ela também pela generaliza ela trabalha generalização o que seria generalização ela promove comportamentos apreendidos em outras situações eu tô ensinando como uma criança o pedir beber água ela aprendeu a peneirar e quando ela tá indo por exemplo prendeu esse comportamento de beber de pedir água se ela foi na casa da vó ela aprendeu também a pedir água lá na casa da vó então isso foi generalizado então quer dizer a gente tá buscando a independência dessa pessoa e melhorando a sua vida diária do seu cotidiano análise do comportamento quando a gente fala de comportamento a gente precisa entender o que é comportamento o comportamento são ações reações e respostas que a pessoa fala ou diz por exemplo um comportamento de chorar é uma ação já o comportamento de resposta ela é involuntária é algo que a pessoa pede uma mãe por exemplo a mãe tá querendo que o filho vai arrumar a cama esse é um comportamento de resposta que o filho foi lá e arrumou a cama Isso já é um comportamento de resposta Já Dirigi o carro é um comportamento já coçar-se é uma reação uma reação que eu tô sentindo eu tô me coçando Tô tendo uma reação eu tô piscando Isso é uma reação Então isso é comportamento o que não se considera comportamento algo que eu tô pensando tô sentindo eu tô eu tenho uma situação que eu quero fazer ideias para melhorar algumas coisas isso não é comportamento comportamento é algo que é observável eu tenho eu observo esse comportamento e ali eu consigo mensurar o que tá acontecendo naquele comportamento daquela pessoa E quando eu penso em comportamento eu tenho também pensar como observar esse comportamento observar é uma técnica é uma ferramenta muito importante da análise do comportamento ela permite coletar dados preciso e objetivos o corpo por exemplo eu tava numa escola uma escola é um ambiente que não é um ambiente estruturado é um ambiente bem bem não é estruturado esse ambiente tem vários estímulos estímulos do local e tinha uma criança lá que tinha que tem autismo nível 3 e ele ele não ficava parado em sala de aula Ele come esse movimentava ele e ele não conseguia ficar parado nesse momento estava observando o comportamento dessa criança e na janela chegou entrou no ambiente uma borboleta uma borboleta ficou parada naquela janela lá e aquela criança que tava se movimentando agitada ela parou e ela começou a observar a borboleta e aquela borboleta ficou mais ou menos uns dois minutos lá e ele ficou encantado com aquela borboleta e aí depois essa borboleta foi embora E aí a professora falou aí ele começou a se agitar começou a ficar e a professora ai Aline ele se agitou do nada você vê como é importante a observação eu estava observando essa criança e nesse local foi introduzido no ambiente dele uma borboleta que é algo que jamais Ninguém imaginava se eu não tivesse observando esse comportamento eu não saberia qual era o motivo daquela agitação daquela crise que a criança estava tendo naquele momento então para a gente antes é fazer analisar aquele comportamento dá de falar aquele comportamento a criança tá tendo é algo que ela tá é uma atenção é alguma coisa que ela quer a gente precisa observar o que tá acontecendo nesse ambiente por isso analise o comportamento ela tem que ter a coleta de dados dessa observação entender uma função desse comportamento e aí vem a tríplice contingência o que seria contingência antecedentes comportamentos e consequência antecedente é algo que antecede antes do comportamento antes que vai acontecer já já a resposta daquele comportamento é algo que aconteceu porque logo depois desse comportamento foi acontecer já o já o que é as consequência é Foi algo que aconteceu depois dessa resposta vou dar um exemplo aqui é uma criança está em sala de aula e começa a ficar agitada em sala de aula e aí a professora começa a falar que sim para o João João senta e ele começa a ficar agitado E aí sou o João senta e aquela criança ainda continua agitada e ela tá dando muita atenção para esse comportamento e aí para isso que a gente começa a entender que nesse momento que a professora tá enfatizando João João fica sentado ela tá reforçando esse comportamento do João ficar agitado em sala de aula o que seria esses comportamentos quando é reforçado as consequências quando inclui esse comportamento seria o reforço positivo é algo que é que é que a consequência daquele comportamento aumenta a probabilidades e esse comportamento ele ocorre de uma forma agradável desejável e a criança ela sem aquela aquele comportamento imediatamente vai vai ser mudado naquela situação por exemplo a criança ela quando esse comportamento é reforço positivo algo que que é algo que aumenta a probabilidade do comportamento agradável a criança tá fazendo uma lição na sala de aula naquele momento a professora fala assim olha que lindo o seu desenho e já logo dá um reforço para essa criança e nesse momento ela dá um adesivo a probabilidade dessa criança querer ganhar de novo o adesivo ela vai fazer aquela lição para receber esse reforço positivo já tem o reforço negativo ele também aumenta a probabilidade do comportamento que ocorra lá no futuro também mas ele ele envolve a parte mais negativa remoção e redução de um estímulo aversivo e desagradável o que seria isso eu estou com dor de cabeça e nesse momento eu e minha dor de cabeça tá tão intensa e eu vou lá tomo remédio naquele momento a dor pode se passou a dor de cabeça passou e só que eu não trabalhei a causa desse comportamento é o que acontece provavelmente a dor de cabeça de novo vai voltar porque E isso se tornou um reforço negativo eu tive reforço melhorou na situação agora mas ela pode aumentar a probabilidade daquela ocorrência ocorrer de novo esse momento aversível desagradável já tem a parte da análise do comportamento a gente tem a punição as pessoas quando fala assim é o analista do comportamento ele pule muitas pessoas com autismo A análise do comportamento quando um terapeuta ele não trabalha a punição não é recomendado porque não é recomendado porque o comportamento quando ele é negativamente ele traz sofrimento se você tá punindo aquela pessoa tá sofrendo então esses possíveis efeitos negativos desse comportamento vai trazer sofrimento para o indivíduo lembre-se que o analista do comportamento ele busca trabalhar a qualidade de vida daquela pessoa né então eu não posso trabalhar ou ocupou a punição para a pessoa eu tenho que entender a situação do que ele contexto daquela criança se aquela criança tá agitada naquele ambiente eu preciso mensurar e observar aquele comportamento que está ocorrendo o que aconteceu para esse comportamento tá desse jeito enfim essa qualidade de vida aí você falou uma coisa importante da punição porque eu acho que é um receio das famílias né existem muitas as informações aí inadequadas da internet associando o aba análise do comportamento a punição isso porque é muito lá atrás muito lá atrás mesmo os primeiros estudos criaram a se usar algumas técnicas que envolvia alguma punição mas o próprio luvas que foi quem muito estudou análise do comportamento no autismo ele mesmo mudou mudou essa forma de agir quando ele viu que aquilo não era algo que era adequado que era efetivo e a partir daí ele passou a usar essa linha mais de reforçamento Positivo né então a punição ela não faz parte né acho que isso é uma coisa importante de ficar Clara antigamente utilizava na análise comportamento quando era o Ratinho ele apertava o alavanca aí é uma comidinha para ele nesse momento com a punição quando o ratinho que eu apertava alavanca ele levava um choque você vê que era aversivo demais era algo que doía né é a pessoa o Ratinho parou de apertar aquele aquele botão porque não queria levar o choque mas aí a análise do comportamento LOAS mudou tudo isso para o reforço positivo mesmo por causa dessa situação que é aversiva demais é punitiva machuca né e a gente busca a qualidade de vida e não machucar o indivíduo Inclusive essa parte do reforçamento é importante no desenvolvimento típico esses reforçamentos sociais Eles são muito importantes nós somos seres naturalmente sociais então o bebezinho ele busca muito responsamento social dos Pais por exemplo então uma criança que está começando a balbuciar que sai ali diversos sons mamabapá só que ela vê quando é o mamar é um e todo mundo a mãe chega faz a maior festa porque para ela foi uma mãe né Então a partir dali aquela criança entende que aquilo tem uma função aquilo tem um significado diferente porque aquilo vai ser no reforçado com uma atenção que é aquela mais busca que a da mãe né Então porque a gente sabe muitas vezes é que essa percepção social no autismo ela pode ser um pouco diferente então às vezes essas pessoas podem não ser tão reforçadoras né Isso é que a gente tem que entender o que é reforçador para essa criança né então assim o autismo a gente tem uma dificuldade que envolve a comunicação que envolve a interação social dentro disso que a gente chama de cognição social que a nossa compreensão das relações compreensão da socialização conta um pouquinho mais para a gente Emerson como que é essa questão eu acho que tá dando aquele tracinho tá dando atrás Agora sim é Mas você conseguiu ouvir acho que agora Foi Amor desliga a TV Emerson eu acho que ele não tá ouvindo daqui a pouco falta um pouquinho para essa questão então e aí a linha além dessa questão da comunicação e da interação social [Risadas] Emerson pouquinho de delay eu vou falar de uma vez só e aí vocês vão me ouvir Tá bom a gente tem percebido muito em clínica em consultório do acompanhamento com as famílias Muitas dificuldades aí em cima do apresentadas em relação a própria manejo da interação social com as crianças né Não só a dificuldade que as crianças apresentam mas também a dificuldade da Interação em relação ao dos Pais para com as crianças né mas não só né quando a gente fala de autismo a gente tem todas as fases aí do desenvolvimento né autismo quanto adolescentes os adultos também eles acabam apresentando bastante dificuldade principalmente e eu vou trazer um pouquinho para vocês falar sobre o campo das habilidades sociais como um estilo de terapia coadjuvante nesse tratamento né Ele é um complemento do tratamento não é a principal intervenção que nós temos para o autismo mas nós entendemos a importância dessa intervenção não só para as crianças mas o indivíduo em si contia né para crianças quando ficou da análise do comportamento da terapia cognitivo comportamental e também da terapia racional emotiva né da terapia cognitiva social todos eles numa construção muito efetiva na produção de muito conteúdo teórico prático em relação ao desenvolvimento de habilidades sociais quando a gente fala de habilidades sociais nós estamos falando literalmente de conjuntos de comportamentos que são importantíssimos o nosso dia a dia importante para as nossas relações obedecendo Claro aquilo que são né as características da cultura da própria sociedade das subculturas né existem comportamentos diferentes são as feitos e aprovados pela sociedade e outros comportamentos que também né de maneira mais refinada são aceitos e aprovados dentro da dentro de casa até da própria família dentro da escola em vários ambientes sociais então é importante dentro do campo de habilidades sociais que nós possamos literalmente fazer um trabalho minucioso do desenvolvimento de habilidades sociais né uma vez que o indivíduo a pessoa contenha principalmente tenha essa dificuldade de interação Nós pensamos fazer um trabalho efetivo nisso né um trabalho com que exige um treinamento de habilidades sociais então voltando as questões conceituais da das habilidades sociais nós estamos falando de comportamentos que são literalmente favoráveis para uma boa competência social para que o indivíduo dentro da sua comunicação e interação ele consiga atingir os objetivos principais primordiais né quando a gente se comunica com alguém nós temos uma intenção nós temos um desejo que que a pessoa minimamente ouço que nós estamos a dizer ou vice-versa né que a gente consiga compreender ali aquelas expressões dentro daquela comunicação dentro daquela interação por isso que é tão importante esse trabalho esse tratamento como coadjuvante é um componente que se agrega ao tratamento e o principal deles Claro é análise do comportamento aplicada e a gente traz habilidades sociais aí como algo também importante né como adendo nesse momento né habilidades sociais ela vem produzindo aí ao longo dos últimos anos é muita muito produzido procedimentos técnicos muitos estudos em relação a aos próprios comportamentos sociais aquilo que de fato é vai favorecer essa interação né instrumentos de avaliação também avaliação de programas enfim tem uma produção aí vasta em relação aprendizagem de comportamento social né quando a gente fala de habilidades sociais nós estamos falando de classes e subclasses de comportamentos que vão fazer com que o indivíduo com déficit ele possa aprender mas ao mesmo tempo né além de favorecer a interação que ele possa se sentir pertencente a sociedade que ele aprenda Inclusive a defender direitos a expressar opinião por exemplo né a gente quando a gente fala de habilidades sociais Não é só na naquilo que é aquisição de um novo comportamento mas a gente também tá fazendo falando de um trabalho muito preventivo né preventivo a violência preventivo ao preconceito preventivo a tantas situações que são de alguma forma punitivas ao indivíduo com teia e que na verdade elas não ensinam somente um comportamento para pessoa com o tema mas também para aquele que lida no dia a dia com com autismo ou com outras questões de deficiência intelectual por exemplo né É por isso quando a gente fala de habilidades sociais a gente está falando também né E aí entra muito do meu da minha experiência pessoal do meu dia a dia que é ensinar a interação dos Pais por exemplo com suas crianças com seus filhos né seja ele de qual em qual fase faixa etária estiver a gente observa inclusive dentro morte de habilidades sociais aquilo que são os comportamentos desejáveis e os indesejáveis também né é importante que a gente consiga fazer essa avaliação óbvio que nós sempre vamos ensinar o indivíduo a pessoa com deficiência ou com autismo a aquisição de novas habilidades né habilidades sociais Mas se a gente não tiver uma percepção daquilo que são comportamentos inadequados a gente não tiver uma boa base principalmente de análise do comportamento aplicada Nós encontraremos também dificuldades em ter uma percepção daquilo que divido de fato necessita aprender né porque é uma coisa É como eu quero que a pessoa fale comigo outra coisa é perceber aquilo que de fato ela precisa aprender é aquilo que vai favorecer a relação para ambos então por isso que a habilidades sociais ela abrange todos fatores desse papel né todos os atores então quando a gente fala também por exemplo de comportamentos desejáveis né é dentre desse Campo de habilidades sociais a gente está falando de por exemplo manifestar respeito empatia expressar opinião é importante que a gente aprenda a fazer isso né aprender a expressar a discordância nos nossos sentimentos sejam sentimentos positivos e negativos fazer e aceitar críticas por exemplo falar em público né Nós estamos aqui desenvolvendo uma habilidade né para alguns mais experiência outros menos experiência É assim nós vamos desenvolvendo muitas habilidades é óbvio dentro de cada contexto em que a pessoa estiver inserida e aprendendo e tendo a esse processo de aquisição de habilidades sociais isso vai ter um favorecimento muito importante para competência social que a forma com que nos E literalmente aquilo que é atingir os objetivos da comunicação né também nós vamos trabalhar principalmente em relação aos comportamentos também indesejáveis né aqueles que a criança vai apresentando a pessoa com terra vai apresentando né dentro das dificuldades de interação social de comunicação a gente tem um tipo de comportamento indesejável do tipo ativo por exemplo que é agressão a atuação né a gente tem a manipulação o desrespeito a tentativa de enganação por exemplo né a gente tem os comportamentos indesejáveis do tipo passivo também porque a gente sempre quando fala de comportamento a gente parece que o foco é sempre os comportamentos inadequados os disruptivos esses dias inclusive trazendo né como exemplo de comportamento inde sejável né do tipo passivo a criança que se isola a criança que que é modece diante da interação social né então a gente tem um isolamento e a omissão autodepreciação terá um comportamento do tipo passivo indesejado indesejável né a submissão [Música] de ameaças por exemplo não são comportamentos que nós precisamos de trabalhar é fazer uma observação técnica né para que a gente só fazer uma intervenção efetiva falando de O que que significa outro né tempo de diversão que seja dada observar o que a pessoa está expressando ouvir com atenção Isso faz parte da subclasses dentro da classe de comportamento de habilidades sociais que é empatia por exemplo é importante toda essa discussão porque acho que às vezes também se criam alguns estereótipos relacionados ao autismo como se associa por exemplo simplesmente é o isolamento mas é muito mais amplo que isso né todo uma dificuldade de compreensão das relações sociais das Pistas sociais das nuances da comunicação né Inclusive tem crianças autistas Desde quando a gente fala em socialização a gente tem várias domínios aí né a mais para frente você vai falar um pouquinho mais sobre isso né mas sou mais tem crianças tem muita motivação social então elas têm muito interesse em se aproximar mas às vezes fazem isso de uma forma que socialmente não seria aceito então chegam por exemplo batendo numa outra criança chegam se aproxima de uma forma mais fisicamente intensa ou às vezes tem uma dificuldade de perceber que alguém não é tão amigo assim então Tem amizades nas laterais Às vezes tem esse jeito mais passivo Então são crianças ficam mais vulneráveis a serem a sofrerem algum tipo de violência seria aproveitadas por exemplo de ser enganadas então é muito mais amplo do que a gente pensa acho que cuidados podem ser muito mais sutis principalmente meninas às vezes essa questão da motivação tá mais presente mas essa dificuldade de compreensão dos relacionamentos ela é mais Evidente né E você trouxe uma temática dos comportamentos muitas vezes alguns desses comportamentos que a paz no momento Inicial eles são até Barreiras mais comuns a gente no consultórios agitação as crises né então muitas vezes esses comportamentos até São Barreiras para se conseguir trabalhar dentro e conta um pouquinho ali como que a gente pode orientar as famílias o que como entender esses comportamentos como observar e como intervir nesses comportamentos Então os comportamentos muitas vezes pode estar interligado quando é crise ou birra ou até agitação pode estar interligado uma atenção ao comportamento tangível algo fuga ou esquiva ou hipersensibilidade ou hipossensibilidade o que seria isso atenção é algo que a criança deseja aquela atenção da professora por exemplo na sala de aula a professora começa a dar uma aula de português e começa fazer uma ler um texto lá e o João começa a falar professora eu gosto da cor vermelha é a professora fala assim para o João João eu tô contando a história espera um pouquinho e aí ela continua com a história e o João mas Professor o vermelho é tão intenso João Eu já falei para você que eu estou dando nesse momento João por favor E aí o João vai continuando Continuando porque ela deu atenção ela reforçou esse comportamento do João quando a criança ela quer atenção na sala de aula e quando eu quero que essa criança seja o repertório mais favorável para ela uma coisa mais adequada eu tô dando uma lição de 1 + 3 e o João fala assim para mim quatro Nossa João parabéns você acertou é quatro mesmo e aí você continua dando aula Você viu que você reforçou positivamente esse comportamento do João então a probabilidade do João querer participar dessa aula é intensa né mas quando é algo que a criança deseja algo que ela quer algo tangível que eu preciso eu gosto eu quero fazer uma professora tá dando aula e a criança ela quer uma massinha e a professora falou nesse momento a criança de 4 anos é o Pedro Pedro agora a gente vai fazer uma atividade de desenho Eu quero que você pinte e o João falando eu quero a massinha eu quero as massinha Aí ela falou João eu quero que você faça essa lição 20 esse desenho não eu quero amacia eu quero a massinha ai João toma massinha vai eu reforcei esse comportamento negativamente do João O João toda vez que chegar na aula é aquela lição para ele vai ser aversiva ele vai fazer isso ele vai falar eu quero a massinha eu quero algo quero uma coisa muita gente eu quero um brinquedo eu quero aquilo então ele não vai fazer aquela atividade Então como que eu poderia fazer eu ia trazer para o João ou recompensa de fichas uma atividade que eu possa que eu quero que o João faça uma lição de casa eu trago o quadro de incentivo tá o João ele precisa fazer uma atividade na segunda-feira de matemática e o João sabe que ele tem que fazer a lição de português e tem a lição de gramática para fazer E se ele finalizar ele vai ganhar uma uma bolinha uma uma garrafinha que ele gosta isso aqui é o reforço para ele muito grande e aí o João quando ele finalizar essa lição de matemática ele ganha uma carinha feliz já tô reforçando esse comportamento do João mas ele vai ganhar o último item depois que ele fizer essa atividade eu tô tão previsibilidade desse dessa o João entender que ele tem que fazer essa atividade para ganhar uma tangível que ele deseja Tá mas também muitas vezes é a criança tem algo uma fuga e uma esquiva eu não gosto da lição de matemática porque eu não gosto de cálculo não vou fazer a lição de matemática e eu começo a querer eu jogo minha lição fora e aí eu falando não vou fazer não vou fazer e a professora falou assim deixa o Pedro deixa tira o Pedro da sala de aula se aquele comporta-se aquele se eu quero tanto sair de sala de aula eu não gosto de fazer a lição de matemática ela reforçou esse comportamento meu de fuga de não fazer a tarefa então quando a gente fala de comportamentos inadequados a gente tem que entender Qual é a topografia dessa desse comportamento se essa topografia do comportamento é a atenção se essa comportamento essa topografia do comportamento é um tangível ou se a topografia desse comportamento é uma fuga se caso o João tá em sala de aula fazendo uma lição ele tá buscando uma atenção da professora e a professora vai lá reforça o comportamento dele e a gente a gente na outro dia é a criança ela foi reforçado Então quer dizer que foi reforçada negativamente esse comportamento vai agir novamente esse comportamento aí no outro dia o João tá lá fazendo querendo a massinha e nesse mesmo momento ele já tinha atenção que direcionada para ele o tempo todo Aumentou a topografia atenção e o tangível então eu vou dar um exemplo bem claro aqui na escola que que o meu filho Arthur ele está em sala de aula e a professora falou Arthur você vai fazer essa lição o Arthur já sabe dominar aquele ambiente tá ele é bem esperto e a professora falou certo você vai fazer essa lição Aqui começou a cantar na sala de aula cantar e a professora Arthur para Arthur cantar faça a lição e o Arthur comentou Começou a cantar uma voz para a professora e aquele momento a professora falou Arthur sai de sala de aula ele não queria fazer atividade ele conseguiu a atenção dela e conseguiu uma fuga de atividade então toda vez que ela tiver em sala de aula Ela foi falar aquele tema que ele não gosta ele vai fazer isso então o comportamento quando a gente sabe o que é a gente a gente pode mudar esse comportamento eu sei que o João quer uma atenção naquele momento eu trago opções para João eu sei que o tempo do João é muito o João vai fazer uma atividade só João você vai fazer essa atividade E aí você tem um momento de de ganhar o seu reforço seu seu sua Caneca seu copo e aí ele vai fazer isso aqui e ganha um copo na escola o Pedro ele estava em sala de aula ele queria muito a massinha e ele e a professora falou Pedro você vai precisar fazer a lição para depois você ganhar essa massinha o Pedro ele jogou tudo que podia no chão o Pedro chegou a cadeira no chão e a professora começou a ficar aquela tensa tensa naquela situação e nesse momento eu falei para professora você tem que melhorar o seu comportamento seu jeito de falar com João quando o João começar a fazer essa crise porque ele não quer fazer atividade você vai falar assim João você tem essa atividade é essa depois que você terminar essa você vai ganhar esse reforço essa massinha se o João insistir nisso você vai mostrar para ele de novo você vai fazer esse e esse isso depois você pega o João e mostra para ele só com a mão dele o que ele tem que fazer ele vai fazer essa atividade o João ele no primeiro momento ele reclamou no primeiro momento João começou a gritar e começou a reclamar mas ele entendeu que ele precisava fazer essa atividade então quando ele tem uma rotina estabelecida e ele sabe que ele tem que fazer a criança ela diminui esse comportamento de agressão de agitação por fazer alguma atividade mas também a crise ou achotação pode estar relacionada a hipersensibilidade ou aí por sensibilidade aí por sensibilidade é ela é diminuição do estímulo sensoriais que seria a parte da adoração visão Paladar e o fato quando ela tem uma diminuição dessa dessa sensibilidade sensorial é algo que a criança ela não sente dor ela não sabe ela não sabe expressar o que ela tá sentindo que ela não sente dor quando é Pátio A criança teve uma criança que vem no projeto a mãe relatou que ela tava fazendo almoço naquele momento e o Telefone Tocou nesse momento a criança foi até o fogão e ela colocou a mão no em cima do fogão e ela por ela não sentir dor ela não teve esse repertório de levantar a mão e tirar nesse sem nesse momento Essa criança como esteve queimadura de terceiro grau então quando é diminuição da sensibilidade sensorial você tem que ter muita atenção focada nessa criança por causa da hipossensibilidade ela não sente dor ela não vai mostrar para você a sensibilidade dela tá já quando é hipersensibilidade é a parte sensorial é mais aumentada é mais é mais intensa por exemplo tátil a criança esses O Tati é mais aversivo a toque a pressão a cortar o cabelo por exemplo eu tenho meu filho que o Guilherme ele não ele toda vez que eu vou cortar o cabelo do Gui o fio ele sente dor você vê que a hipersensibilidade é tão forte que a dor só de cortar o cabelo ele sente muita dor já ele também é a criança também é a parte auditiva ela tem muita aqueles vipers sensibilidade ao som a barulho a criança começa a ficar assim começa a ficar agitada começa a ficar tenso Então nesse momento a gente pode comprar um fone e colocar para ela para abafar esse barulho né então a gente precisa melhorar esse ambiente dessa criança com essa hipersensibilidade aflorada e já também tem aquela parte [Música] que a criança ela tem sensibilidade de sentir cheiro fortes para ela para a gente quando o cheiro não é a gente nem sente a criança sente quando ela pensa hipersensibilidade muito forte uma das crianças ela tem dificuldade é o cheiro para ela da bexiga muito forte então quando ela vai no hospital o médico tem que usar luva essa criança entra em crise por causa que o cheiro da luva para ela é muito aversivo e aí nesse momento O médico não tem como cuidar dela sem colocar luva E aí ela entra em crise E aí nesse momento a mãe conversou com o médico falou da situação da criança por causa do cheiro da luva ela estava se agitando muito naquele momento do hospital e aí foi orientado pediu para o médico se seria possível na hora de verificar a expulsão dela essas coisas sem a luva por causa do cheiro para essa criança era muito forte então aí o médico entendeu a situação e não usou a luva naquele momento para criança mas vocês viram que a que muitas vezes o comportamento inadequado pode estar algo que a criança deseja que é um tangível algo que a criança quer uma atenção algo que a criança não tá afim de fazer uma atividade uma fuga uma esquiva e também pode ser aí hipersensibilidade E aí por sensibilidade e como que eu faço com isso eu tenho que manter a calma quando a criança tá com tá na entrando na crise na escola porque naquele momento eu preciso acolher essa criança nesse momento eu tenho que entender o que tá acontecendo com essa criança não posso chegar né falar Ai isso é frescura essa criança não tá sentindo nada ai vamos tirar ela sabe não nesse momento acolhe porque você não tem noção como que dói para eles dói demais o barulho é a sensibilidade é muito forte se a criança tem hipersensibilidade do toque você já sabe que ela cresça não tem isso tenta falar mais baixos perto dela para ela se acalmar vai melhorando isso com ela dá um tempo com essa criança se reorganizar emocionalmente se for necessário nesse momento que a criança entrou na alta crise leva ela para um ambiente que seja mais acolhedor que tira esses estímulos visuais dessa criança para que ela consiga se acalmar quanto mais você tiver empatia nesse momento quanto mais se tiver essa oportunidade de ouvir essa criança você tem condição de melhorar a qualidade de vida dela nesse mundo quando você já chega numa com a criança a criança já tá na crise e você também já começa a ficar nervoso naquele nessa situação peça para um outro professor vim ajudar a colher essa criança porque a criança ela não tá tendo não tá tendo como responder para você naquele momento porque ela não tá assim não tá se entendendo muitas vezes ela pode estar tão aflorada aquela dor que ela não consegue nem Expressar e tem criança que com autismo que não é verbal que ela não fala como que eu vou entender tudo isso só observar nesse comportamento quando a gente sabe quando é algo que a criança deseja quando é uma birra a criança Quer algo Eu quero aquela essa esse copo eu conheço esse copo se eu parei Aquela aquele momento eu ganhei com isso aqui para ela era criar algo era desejo já quando a intensidade desse comportamento a crise tá muito elevada e não é nada tangível nada que a criança deseja ela tá sentindo dor então quando é alta quando é crise é a dor que a criança está sentindo birra é algo que eu desejo crise é algo que eu tô sentindo então eu vejo a importância do professor ter esse momento do acolhimento eu vejo a importância do professor saber conversar com a criança com autismo é quando a criança já a criança quando ela não tem esse acolhimento quando ela não sente amada que é aquele ambiente quer ela naquela naquele local essa criança já chega na escola agitado porque ela não tá recebendo esse acolhimento criança com autismo ela sente emoções criança com autismo ela ama criança com autismo ela sorrir criança com autismo sentir tristeza criança com autismo ela sabe quando você tá falando reclamando dela isso traz sofrimento também Imagine você tá no local e a professora alguém tá falando Ah essa criança só dá trabalho você já tá colhendo como essa criança como que você quer que esse ambiente seja acolhedor para ela se ela fique calma naquelas naquele local se ela já recebeu já toda rejeição né então quando a gente pensa numa pessoa com autismo a gente pensa em organizar o ambiente com essa criança a gente pensa em adaptar o local dessa criança se a criança Ela tem a parte que ela se regula emocionalmente tem criança que ela gosta muito de ter criança que gosta de ficar com livro segurar um livro porque esse livro Ele regula ela emocionalmente Ah tira esse livro que esse livro não é hora do livro professor se essa criança isso aqui regular emocionalmente deixa ela ficar com isso isso tá trazendo tranquilidade com essa criança porque eu vou tirar algo se a criança tá sendo isso aqui é um objeto para ela de transição objeto que ela tá se sentindo tranquila e eu vou tirar isso dela então eu vejo que é a importância dessa empatia eu vejo a importância da professora chegar na criança só meu nome é Aline Oi Pedro tudo bom Pedro meu nome é Aline se apresente para essa criança quando a criança não sabe nem o seu nome como que ela vai se sentir bem nesse ambiente Então veja a importância desse cuidado Desse Olhar do professor até do Olhar do pai tá do pai e da mãe quanto seu filho tá em crise tenta entender o contexto tenta entender o que foi influenciou esse comportamento que será que antecedeu tudo isso Será que a lua está muito forte para essa criança Será que eu preciso diminuir um pouco a iluminação do local Será que que a criança ela cria tanto que aquela comida para ela tá sendo tão ruim e eu tô forçando ela comer né então vamos começar a olhar para pessoa com ver que que aquela pessoa é uma pessoa não é o autismo que tá na frente dela e quando a gente muda essa visão muda tudo isso a gente começa a observar de uma forma mais Amorosa quando eu observa aquela criança com amor tem tudo para se aquele ambiente se tornar acolhedor e essa criança ela vai sentir amada ela vai sempre se ela tá aqui naquela crise quando você chega e fala assim João eu tô aqui com você ela já tá ouvindo um amor daquele momento e ela vai se acalmar agora quando você achar o João tá naquela crise você fala ai João vai ficar assim você quer isso para uma pessoa uma criança não é porque ela tem autismo que ela não pode expressar seus sentimentos ela pode expressar seu sentimento eu não tô afim de fazer algo Eu vou expressar meus sentimentos mas eu preciso ser acolhido para isso eu preciso que o local me acolha eu preciso que o local me veja que eu sou o João eu não sou autista então eu vejo essa importância mesmo do ambiente ser acolhedor e as pessoas no espectros Elas são tão diferentes né até tem uma pergunta interessante aqui da Alessandra é alessandra colocou assim que fazer com um jovem que não reage aos estímulos temos um caso na escola onde o jovem chega e vai embora e nós possa reações a nada e você falou um pouquinho ali da Hiper reatividade que é um padrão sensorial que muita gente conhece o incômodo com a luz incômodo com som quando os estímulos sensoriais eles são mais agressivos do que são para a maioria da pessoa das pessoas como eles são percebidos de uma forma mais agressiva muitas vezes de uma forma mais intensa a criança percebe estímulos que Ninguém percebeu né mas a gente tem para entender um pouco de como é Ampla como é uma forma como autismo pode se manifestar nas pessoas como as pessoas são diferentes né a gente também tem também pessoas têm esse padrão de hipo reatividade então às vezes são pessoas que elas têm mais dificuldade de perceber um estímulo então São pessoas que precisa que o estímulo ele seja mais intenso ele seja mais Evidente para que elas Consigam perceber e é curioso porque essas crianças elas passam mais despercebidas às vezes são as crianças são mais passivas no dia a dia e na escola aquele aluno que parece alheio que parece desatento Porque de fato ele não tem a mesma facilidade se Direcionar para autoestimas né para esse caso Aline de uma criança que chega na escola e parece que não percebe o que tá acontecendo ali no ambiente Você teria alguma alguma sugestão nesse momento eu vejo a importância de observar porque a criança com a dona entra chega no ambiente ela ela percebe o ambiente em si mas ela não tem nenhum estímulos que faça ela fazer alguma atividade se eu tô vendo que aquela criança ela entrou no ambiente ela não tem nenhum estilo procuro descobrir o reforço dessa criança para trazer o hiperfoco dessa criança com esse ambiente se a criança gosta do Pokémon se eu sei seu pai é o seu se o pai falou para mim aí ele ama o Pokémon vamos trazer um Pokémon para conquistar essa atenção dessa criança e aí sim você pode trazer uma atividade falando trazendo o hiperfoco porque muitas vezes aquele aquela situação aquele ambiente não tá sendo agradável para ela porque não é algo que ela goste Então vamos trabalhar o gostar nesse momento gosto hiper foco o hiper foco Lógico que quando a gente trabalha em performance a gente tem que hiperfoco dessa criança essa criança gosta do Pokémon vão trazer o Naruto vão trazer outros personagens né mas quando a gente precisa dar atenção nessa criança a gente busca um hiperfoco dela porque se a gente tem um hiperfoco que a criança aí ela observa lá na tinha uma criança com o rapazinho já tinha aqui 12 anos é nessa época ele tinha 13 anos e o hiper foco dele eu não consegui estímulo nenhum dele para falar sobre a palavra do senhor com ele porque ele gostava muito de cartão de crédito vários cartões de crédito sabe E aí eu falei esse negócio de cartão de crédito vou trabalhar o cartão de crédito no ministério porque não vão trazer cartão de crédito mas Aline você vai falar de Deus e trazendo cartão de crédito eu falei mas você precisa atenção dessa criança então aí eu preparei vários cartãozinho de crédito para ele Comecei a brincar com ele com o cartão de crédito ele começou a desenhar o cartão de um cartão de crédito aí depois eu vim falar sobre Cristo para ele então quer dizer eu conquistei essa criança quando eu vejo que a criança não tem nenhum estilo não tem nada disso ela tem algo que ela goste Então vamos trabalhar isso E aí eu conquistei a atenção dessa criança porque esse carinho da Criança é aí sim eu consigo trazer o que eu quero vamos trazendo aos poucos né é importante saber o que mais essa criança gosta e é importante também lembrar do Papel a gente do terapeuta ocupacional elas estão tão relacionadas a diversas dificuldades no dia a dia que essas crianças podem apresentar desde as dificuldades alimentares Às vezes a gente está falando aí da criança que percebe menos estímulo e fica um pouco mais passiva observadora mas a gente tem também a criança que tem uma dificuldade de perceber os estímulos Então ela tem uma necessidade de maior de estímulos e que ela tem um padrão mais explorador Então se ela não tá percebendo ela vai atrás ela vai bater e fazer som com tudo ela vai ser fisicamente intensa então assim é o terapeuta ocupacional ele participa também desse processo nessa avaliação da disfunção da Integração sensorial e no planejamento de uma intervenção para essas crianças que têm essas dificuldades na alteração do processamento sensorial né então é importante identificar que pode ter relação é algo muito comum no autismo e lembrar também sempre lembrar desse padrão de ir por reatividade também não só do padrão de atividade que é mais conhecido mas o padrão de atividade Que também está presente que passa muito mais despercebido né a gente tem uma outra pergunta aqui a Adriana primeira pergunta que ela fez se tem umidade para começar essas intervenções em aba não o Arthur quando eu tive o diagnóstico do autismo com dois anos e meio e logo intensificamos o análise do comportamento tá é a pessoa fala assim a criança só tem uma dificuldade de aprendizagem alguma criança já não consegue aprender Vamos trabalhar já análise do comportamento brincar vamos sentar com essa criança conquistar essa atenção dessa criança então eu vejo quando a criança só se consegue sentar com dois aninhos já dá para fazer né Mas se a criança não tem esse tem o corpo tá mole mole ainda não consegue sentavam primeiro trabalhar essa parte do corpo e aí sim a gente vem com análise do comportamento mas a gente já pode brincar pegar uma bolinha brincar para trazer a bolinha para ela para ela ter o contato né com esses movimentos da Bola brinque que ela pode morder fazer assim e a gente já tá estimulando essa criança mas tem criança que não tem se repertório de colocar é uma coisa assim e mexer ela não tem isso então isso é tudo ensinado para ela lógico com cuidado tem que analisar cada caso porque tem criança que não tem esse esse aqui porque ela sente dor tem que verificar porque ela tem a parte dentária o que tá acontecendo com ela tem uma criança na escola que ela tem um ano e nove meses e ela ela tem muita necessidade de morder sabe morder ela morde as crianças ela é tão rapidinha e ela tem autismo e ela tem síndrome de Down e quando eu cheguei no ambiente eu falei nossa ele é tão calminha aí as mina Aline daqui a pouco você vai ver a calminha ela soltou terror não é ambiente ela começou a morder todas as crianças na hora eu dei risada eu falei ah entendi aí eu falei nossa ela me enganou E aí sim a mãe dela falei para a mãe dela investigar essa mordida que era intensa ela o dia todo mundo era rápido assim sabe eu chegava até machucar mesmo e a mãe viu que ela tinha problemas aqui na dentição ela sentia dor tanto que aqui na boca dela era inchada demais então ela foi passar primeiro a avaliação dentária para depois a gente começar com a avaliação com ela para trazer outros objetos de morder para que ela não morder seus amiguinhos né mas você viu que a necessidade de uma equipe multidisciplinar para avaliar porque não temos como a gente falar que essa criança Vai ter todo esse repertório de aprendizagem se ela tem muitos déficit se ela tem dores se ela tem isso se ela não consegue sentar tem que ter uma equipe multidisciplinar para conhecer mais o que tá acontecendo com essa criança eu diria quanto antes começar a intervenção Mas mesmo antes de você ter um diagnóstico estabelecido se você já vê sinais de risco já é um momento de intervir porque a gente está falando de um período muito crítico do desenvolvimento de um período de maior neuroplasticidade então quando o cérebro da criança ele está mais pronto a aprender a formar novas conexões e a gente não pode perder esse tempo Às vezes a gente pensa num atraso por exemplo de uma criança de um ano e 8 meses que não fala nenhuma palavra mas quando você vai olhar isso com uma visão mais Ampla não é só falar nenhuma palavra é uma criança que às vezes não consegue apontar pressionar o que quer criança que às vezes não faz a comunicação de uma forma mais Ampla da prejudicada é uma criança que tem pouco imitação Então tá aprendendo pouco com os pais da rotina do dia a dia de começar a representar situações do dia a dia na brincadeira então a gente olha mas como é mais amplo como as dificuldades elas são mais amplas e essa dificuldade que hoje para os pais Pode parecer pouquinhos hoje daqui a pouquinho se estiverem constantes isso é importante você enfatizar porque quando eu comecei a perceber o comportamento do Arthur e as pessoas falava assim para mim não ele é igualzinho o papai dele ele é quietinho ele fica quieto então eu não observei esse comportamento que ele tava tendo muitos déficit né E aí o Arthur isso é normal o pai dele falou com 3 anos de idade eu fiquei eu fiquei mãe assim eu Acabei aceitando isso só que quando eu fui na escola e eu observei o Arthur na escola ele ficou parado no canto e aí eu não entendi esse comportamento do Arthur chegar na escola ele quietinho assim e aquilo ali doeu meu coração sabe E aí eu vi que meu filho precisava Eu precisava entender aquele comportamento mas muitas vezes o pai e a mãe atrasam porque a gente começa a observar o outro parente fazia isso isso é muito preocupante então quando a gente vê que a criança já tem uma uma dificuldade na fala não como não se comunica é necessário mesmo uma já ali na neuropediatra e já fazer uma buscar uma avaliação né E quanto mais cedo a criança tem se melhoras no comportamento ficava fica mais sociável e é muito importante a precoce né Tem criança né Larissa tem criança com 9 meses a gente já percebe o autismo né então quanto mais cedo for mais a gente consegue o avanço dessa criança pensa quantas oportunidades essa criança pode estar perdendo aproveitando a nossa Plenitude às vezes por dificuldades que parecem pequenas mas que às vezes os pais têm uma dificuldade de entender a importância que aquelas habilidade dentro para aquela criança esteja integrada nos ambientes onde ela convida né então não tenha medo de procurar tem dúvida procure uma avaliação e procure uma intervenção mesmo que você não tenha um diagnóstico específico ainda procure uma intervenção Pense como dificuldades que você precisa ajudar da recursos para essa criança né Independente de qualquer diagnóstico específico tá e existem hoje intervenções mais focadas em crianças menores intervenções mais focadas para intervenção precoce realmente né inclusive com grande foco às vezes também na parte motora a gente sabe que as dificuldades motoras são muito consistentes no autismo apesar de não seriam critério de Diagnóstico ou dificuldade de coordenação de postura de Equilíbrio e isso muitas vezes limita muito também da participação social da criança então existem intervenções voltadas para essa fase mais precoce que são muito importantes também tá e a gente tem uma outra pergunta que da Adriana essa aqui mais direcionada para o Emerson né então Adriana perguntou como que os pais podem ajudar no processo das habilidades sociais tem habilidades que os pais podem ajudar a fome excelente pergunta Adriana faz parte até da nossa pauta né de apresentação hoje também quando a gente fala que de intervenção parental nós estamos falando aí de um papel extremamente importante na diminuição principalmente na diminuição de comportamento inadequados da criança né nessa estimulação da pessoa com autismo e o papel dos Pais é extremamente fundamental né a gente ouvindo Aline falar é trilha os nossos olhos ela como nosso modelo aqui também né de uma mãe que buscou informações de buscar que buscou um treinamento parental buscou informações em uma formação Inclusive a respeito da análise do comportamento a gente sabe que isso traz um grande benefício na intervenção uma vez que o ambiente familiar r o ambiente o principal ambiente de aprendizagem de habilidades sociais né o ambiente muito natural onde tudo vai acontecendo no dia dos pais aí fundamental quando a gente fala de habilidades sociais a gente precisa entender o pai bem treinado inclusive isso é fruto de um estudo em 2014 uma pesquisa de análise do comportamento Quanto é efetivo na aprendizagem e atenção de comportamentos para sociais e diminuição de comportamentos executivos comportamentos inadequados o quanto é importante por exemplo um treinamento de pai né quanto de informação que ele tem a respeito do comportamento o que significa comportamento como intervir em momentos cruciais do dia a dia da criança seja para estimular para aquela criança que apresenta um comportamento de um estilo mais passivo né um pouco mais isolado mas também as intervenções com criança representa problemas de comportamento né nesse estudo feito a gente vê uma diminuição de aproximadamente 40% isso na intervenção parental a diminuição de comportamentos inadequados quanto aqueles pais participaram por exemplo de um processo educativo para e tal eles têm uma diminuição e contra uma ali uma diminuição de 35% aproximadamente de comportamentos inadequados né então o treinamento de paz esse processo de formação de Pais principalmente em análise do comportamento seja título de especialização ou de uma formação básica no conhecimento de análise do comportamento por exemplo tem uma efetividade muito grande né quando a gente pensa de ensino de habilidades sociais o papel dos Pais enquanto né um papel extremamente fundamental nesse processo a gente entende que os pais literalmente são os verdadeiros modelos de aprendizagem e a forma com que ele interage com a criança a forma com que também vai ser produzido né a gente está no período que se usa muita expressão de desconstrução né todo mundo aí tem construído em muitos aspectos e chega um momento Principalmente quando nós é na intervenção da pessoa com autismo precisamos trabalhar uma desconstrução de modelos antigos parentais né Aquele modelo que trabalha principalmente fundamentado a punições isso não tem a efetividade né É pelo contrário né Tem até um livro que eu gosto muito compartilhar com Aline esses dias né o livro se chama coerção e suas implicações e ali tem um estudo aprofundadíssimo a respeito da daquilo que é o papel ineficaz muitas vezes da punição né vai falar da coerção que nós tentamos é produzir em relação aos comportamentos inadequados quando na verdade nós temos uma uma inversão aí né de comportamento quanto mais eu tento controlar um comportamento inadequado por meio da punição mas eu contra controlado né são essas expressões que esse autor utiliza e quando se fala de habilidades sociais né trazendo essa essa ideia de que os pais são principais modelos nessa aprendizagem a gente sabe que tem uma influência muito grande então é importantíssimo né eu vou talvez traduzir um pouco da linha aqui como nosso modelo né de uma mãe extremamente engajada mas quanto mais os pais desenvolverem habilidades de de afetividade de demonstração de afetividade por exemplo para com essa com essa pessoa isso é muito importante né então a gente tem habilidades por exemplo de expressar carinho habilidades de observar e identificar o sentimentos que a criança vai apresentando e não só o sentimentos mas os comportamentos apresentados né porque esse é o primeiro sinal primeiro sinal é o comportamento aquilo que é observado conforme os analistas do Comporta projeto sempre nos orientam né observa-se o comportamento tenta-se de alguma forma Entender o sentimento que está passando pela né pela criança os pais precisam aprender a desenvolver por exemplo habilidades no diálogo com a criança né Às vezes a gente encontra pais que tentam dar uma instrução tão carregada de informações e que a pessoa com autismo vai perdendo muitos detalhes nessa comunicação então a comunicação simples uma comunicação precisa precisa ter objetividade nessa comunicação objetividade nesse diálogo e claro né A gente trabalha desde o simples é o mais complexo né para que a criança cada vez mais possa ampliar esse esse repertório de comunicação esse repertório de habilidades sociais os pais precisam aprender por exemplo habilidade de sugerir atividades brincadeiras né sugerir qualquer coisa que aconteça no dia a dia seja assistir filmes utilizar de modelos por exemplo áudio visuais para que a criança possa aprender de fato essas habilidades os pais precisam aprender por exemplo Bebendo aí da fonte da análise do comportamento né aprender a estabelecer e liberar consequências para os comportamentos principalmente os comportamentos inadequados aquele que ele deseja manter ou aumentar a probabilidade a chance da pessoa com autismo apresentar esses comportamentos principalmente comportamentos prosociais a gente precisa os pais precisam aprender habilidade por exemplo de apresentar problemas resolução de problemas né para se trabalhar um pouco mais da percepção social de questões cognitivas o aumento de habilidades cognit da apresentação de problemas né Isso é muito importante para a gente pensa na criança ela tá por exemplo numa cadeira e de repente derrubou alguma coisa e ali ela encontra algumas Barreiras em ao invés dos Pais resolverem a situação para essa criança por exemplo que incentive encoraje a criança a resolver por si só encontra caminhos de resolver os seus problemas daquelas situações que são simples onde habilidades sociais os nossos filhos de uma forma a mediar os conflitos que os nossos filhos apresentam com outras pessoas outras crianças então é o papel dos Pais é extremamente fundamental nessa aquisição de habilidades um dos Pais porque os pais eles precisam de fato assumir esse papel né não vai existir intervenção efetiva se não tiver a participação dos pais no dia a dia na rotina apresentando esses comportamentos ensinando essas habilidades no dia a dia para as crianças até porque a gente aprende mais quando a gente está motivado e você vai estar muito mais motivado no momento do seu dia a dia da sua rotina com algo que acontece naturalmente do que no ensino muito estruturado ali dentro de uma clínica né Então os pais eles precisam se capacitar eles precisam buscar entender Muitas vezes os pais eles trazem que a criança parece que não corresponde às iniciativas deles que a criança não chama para brincar que a criança não deixa eles participarem da brincadeira então é esse o momento que tem que vir uma orientação um treinamento uma orientação por parte dos terapeutas de como os pais vão conseguir acessar aquela criança e desenvolver essa troca na relação porque ela é essencial né Acho que esse é um dos fundamentos básicos de uma boa intervenção essa participação dos pais se chamaram os pais para participarem junto esse treinamento essa orientação parental e para os pais que estão acompanhando como mais os pais podem que outras formas os pais podem entender Sem intervenção que o filho está recebendo ela está adequada posso começar a ficar com o microfone está aberto bom a gente precisa é isso aí extremamente importante né Larissa que você está abordando é importante que os pais e como falado anteriormente aqui é conheçam minimamente ali os processos de intervenção as principais condutas que o terapeuta precisa ter em relação ao atendimento dessa dessa pessoa com autismo né a gente pensar num processo terapêutico é importante que se faça uma uma excelente avaliação daquele que são os déficits que a pessoa apresenta né e fazer inclusive uma eleição dos principais comportamentos a serem trabalhados E isso não é o trabalho quem decide sozinho o terapeuta não decide isso sozinho né Ele Decide juntamente com a família aquilo que são os comportamentos mais importantes é precisa ser funcional para criança então não adianta o terapeuta abordar determinados assuntos que não vão fazer parte do dia a dia dessa criança então para a gente entender que é intervenção ela ela de fato é efetiva a gente tá lidando com o profissionalismo desse terapeuta é preciso entender Quais são as avaliações que ele faz né De que maneira ele apresenta isso para os pais para que de fato Tenha um bom alinhamento né nessa terapia os pais obviamente precisam estar o tempo inteiro interados e extremamente participativos nessa intervenção se o terapeuta foge de explicações pode de resposta S Talvez seja importante a gente repensar aí essa parceria né então trazer os pais para perto avaliar o repertório de habilidade da criança traçar objetivos bem estabelecidos que vão ser trabalhados quais estratégias e capacitar os pais com essas estratégias dar feedbacks constantes né O que mais Aline você acrescentaria a importância mesmo os pais está integrado na intervenção tá quando você vai ensinar algum repertório para criança ela precisa generalizar e quando o terapeuta está ensinando aquela criança imitar os pais também vão fazer esse repertório para criança generalizar porque não vai generalizar somente com terapeuta aquele repertório precisa ser intensificado para criança aprender quando o Arthur passou por esse processo todo do da análise do comportamento a gente ensinou Arthur a colocar roupa morta não sabia colocar roupa o Arthur não sabia escovar os dentes o Arthur não sabia tomar banho então Ouve essa intervenção a junção do terapeuta junto com a mãe para que eu aprendesse esses repertórios quando não tem essa essa alinhamento entre terapeuta e os pais não tem uma evolução a criança e também é uma coisa importante enfatizar que a criança Ela tem que se sentir bem com esse terapeuta Porque se ela não tem essa esse esse carinho com terapeuta terapeuta não tem essa esse raposa essa essa esse momento com a criança ela não vai conseguir ter evolução quando teve casos de crianças que uma terapeuta ela não tinha essa a criança não se sentia bem com ela então se eu sei que aquela criança não tá me sentindo que não tá me sentindo bem comigo eu não posso continuar com essa criança eu tenho que convidar outro terapeuta para dar esse esse atendimento com essa criança tem que ter esse essa observação também dos pais tá porque quando a gente não tem essa observação a criança começa a ter mais déficit na escola do Arthur ele precisou de uma acompanhante terapêutica ele necessita de uma companhia de terapêutica e a professora acompanhante não tinha manejo para lidar com ele e aí ela adicionou no ambiente do Arthur o banheiro quando eu mostrei para vocês aqui a recompensa de fichas aqui nessa parte da recompensa de fichas aqui tinha a figura do banheiro tá e quando o Arthur finalizava atividade ela ela ele ganhava o reforço a figura do banheiro era para o Arthur pedir para ir no banheiro mas toda vez que o Arthur fazia alguma atividade era introduzir o banheiro a falta de manejo desse profissional tudo aconteceu com aquilo tudo para ele era banheiro comer a banheiro assistir TV era banheiro o Arthur ficou no banheiro 40 vezes ao diaria para o banheiro Então quer dizer ele não tinha mais habilidades sociais ele perdeu esse repertório então se eu sou uma mãe que eu não entendo na análise do comportamento como ficaria o Arthur hoje esse comportamento dele ainda sem mantido e poderia aumentar mais né E aí eu não conseguiria mais sair de casa então quando a gente tem um profissional que não tem manejo não tem esse essa esse momento com a criança não conquistou essa criança ela não vai conseguir ter uma evolução com essa criança e também o terapeuta precisa acreditar na criança né como que se eu tô só um terapeuta tô ali com aquela criança não acredita na evolução dela também vai ter um déficit nesse comportamento dessa criança também né então acho necessidade também de tanto terapeuta pai escola todo mundo se comunicar mesmo na linguagem tá se eu tô ensinando o repertório em casa quando o Arthur que é de leitura eu quero que ele leia aí na escola tem que seguir também né aí o anel na escola vou deixando o Arturzinho de lado e vou dar atenção para as outras crianças ele não tá aprendendo ainda tá generalizando eu acho que a gente precisa todos falarem a mesma linguagem né mas também tem terapeuta que tem dificuldade com os pais que quando eles pede para o pai ó vamos ensinar um repertório para criança a pedir água e os pais não fazem em casa essa criança não vai ter evolução então você vê que a necessidade da do pai começar a observar o seu filho ver a necessidade dele ele é hoje é pequenininho mas lá na frente vai ser um adulto várias situações precisa ser melhorada Então acho que é importante é essa junção de terapeuta pai e o pai também acreditar na evolução do seu filho né se você não acredita então você não vai ter avanço também para o seu filho legal Estamos chegando aqui ao final da Live vocês gostariam de deixar mais alguma consideração de deixar alguma indicação de recursos de livros para os pais Sim eu gostaria mas eu queria falar uma coisa Antes aqui que seria dos operantes verbais tá que quando a gente está ensinando para criança a aprender a pedir algo a gente está ensinando mamando manto que seria pedir algo que a criança aprenda a pedir Então queria trazer aqui para vocês o Pets que a fala funcional da criança se a criança com autismo ela não fala ela não tem esse repertório de falar eu preciso que essa criança se comunique então aí eu vou trazer o Pets que a fala funcional dessa criança então eu quero que a criança começa a pedir para mim um cavalinho colinho para pular nas costas a criança ela vai colocar em silêncio a figura para ela e ela vai me tirar essa esse mundo essa comunicação pedido eu quero colinho E aí você vai olhar e falar cavalinho Vamos fazer um cavalinho e se tá ensinando esse repertório E se eu quero ensinar aquela criança a nomear objetos eu quero que essa criança no meio e objetos isso aqui é um copo eu vou ensinar isso aqui para ela isso aqui eu tô tateando com uma Fala para ela que isso aqui é um copo que a criança quando ela só vê que o item cobre e o item copo tem aqui ela tá entendendo que isso aqui é um copo ela vai pedir o copo ela tá tateou o copo ela sabe que esse item é o copo e também se eu quero que essa criança ela imitação vocal que seria essa imitação vocal eu você quer Parque Parque a criança vai repetir imediatamente o parque parque emitindo uma uma o significado do pai que ela tá imitando ela tá imitando o que eu tô falando porque eu falo tudo isso que é importante porque a gente tá trazendo a fala funciona dessa criança essa fala funcional que é uma troca de figuras fluído e desejado eu também posso trazer a intra verbal fala intra-verbal o que seria interval Arthur o que você quer eu quero aqui eu quero Tô aumentando esse repertório da comunicação eu quero comer sanduíche eu já tô trazendo aumentando essa comunicação da criança perguntando para ela o que você quer e ela já gritar ela fez a intra-verbal que é uma comunicação mais difícil porque a criança entender o que eu tô falando e você quer Eu quero comer Sanduíche você vê como que é importante a criança com autismo ela precisa ter também a sua fala funcionar se ela não se comunica se ela não sabe falar se ela não sai nenhuma voz ela não sabe expressar fala vamos trazer a fala funcional dessa criança porque isso aqui você tá trazendo qualidade de vida você tá trazendo para essa criança comunicação isso aqui você tá diminuindo comportamentos inadequados porque a criança quando ela não sabe se comunicar tem muitos comportamentos começa a se agitar começa a ficar nervosa começa a fazer todos esses comportamentos inadequados no caso da falha da comunicação pais não tenho vergonha do Pex porque esse Packs é a fala dessa criança ela vai sair com isso aqui no seu dia a dia e se eu tiro isso dela eu tô tirando a independência dessa criança né e uma coisa que eu esqueci de falar aqui sobre o objeto de transição o que seria o objeto de transição o item que é referente ao que eu quero que a criança peça esse aqui é o item um copo o copo é para criança pegar porque eu tô querendo falar isso um rapaz de 18 anos ele ficou condicionado ao terapeuta tá e quando a pessoa com autismo ela fica condicionada aquele terapeuta eu tô eu tô sendo Cruel com essa pessoa né ele o terapeuta ele só bebe água quando o terapeuta fala assim vai lá pegar água ele só vai no banheiro quando terapeuta Fala Vai no banheiro Então quando eu tenho objeto de transição que combina com que eu preciso eu apresento primeiro esse objeto aqui papéis higiênico vai arrematar para que essa criança esse jovem e ir no banheiro quando eu falo trouxe isso aqui por causa é muito grave quando a gente terapeuta acha que a pessoa pode usar precisa ficar condicionada a mim eu prejudico essa pessoa na sua vida social na sua vida sempre vai ficar dependente dia o que dessa pessoa isso essa pessoa morre e acontece o quê Alguma coisa com essa pessoa ela vai deixar de comer de ir no banheiro porque ela tá condicionado essa pessoa isso é grave e um crime e a gente precisa enfatizar isso aqui é muito importante até a gente trazer um pouco mais essa questão da comunicação em outras lives né mas para finalizar é mas se você queria colocar mais alguma coisa eu quero agradecer o prazer imenso tá aqui de alguma forma contribuem [Música] do aprendizado agem na aquisição de habilidades sociais de todos da pessoa com autismo quanto para os pais professores espero que vocês tenham sido muito aí edificados em relação aquilo que a gente trouxe conteúdo eu quero só finalizar indicando esse livro aqui tá esse livro é um dos principais um dos principais livros indicações que a gente tem aqui no Brasil são principais autores de referência de habilidades sociais competência social habilidades sociais e competências sociais tá então um grande beijo um abraço a todos Obrigada pela atenção compartilhem a Live com outras pessoas muito obrigada Emerson e Aline por compartilharem o conhecimento de vocês e na próxima terça-feira estaremos por aqui de novo Boa noite a todos