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Páscoa: Morte e Vida Genuína – Marcos 14.12-26 | Luiz Sayão | IBNU

Páscoa: Morte e Vida Genuína – Marcos 14.12-26 | Luiz Sayão | IBNU

Páscoa: Morte e Vida Genuína – Marcos 14.12-26 | Luiz Sayão | IBNU

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Feliz Páscoa seja bem-vindo a mais uma
mensagem da ibmu e hoje está muito
especial Páscoa Morte e Vida genuína
Qual é o sentido
desse jantar dessa ceia tão
extraordinária que tem a ver com a morte
a ressurreição de Jesus acompanhe e
esteja sintonizado com evening não se
esqueça de se inscrever no canal ativar
o Sininho curtir e divulgar para todos
os seus amigos um grande abraço e mais
uma vez Feliz Páscoa a todos
[Música]
Feliz Páscoa seja bem-vindo a mais um
momento especial de atenção a palavra
Divina neste dia quando estamos
celebrando a vitória da vida a Vitória
da Ressurreição a vitória de Cristo
Jesus nosso senhor E hoje nós vamos
pensar sobre
Páscoa Morte e Vida genuína
quando Nós pensamos sobre a Páscoa muita
coisa vem a nossa cabeça nós vemos toda
essa realidade vamos dizer do mundo
comercial tentando a movimentar a
economia como uma série de elementos
ligados aí a Páscoa no seu âmbito mais
vamos dizer secular e vamos lembrar do
que acontece nas diversas comunidades
cristãs de todo mundo
celebrando a morte e
ressurreição de Jesus com a sua
celebrações seus momentos especiais aí
altos musicais e uma série de elementos
e sem nos esquecer também da páscoa
Judaica e pensando nisso vamos ver o que
que o texto da Bíblia mesmo nos fala a
respeito da páscoa vamos ver a coisa ali
na raiz né no original
e Marcos Capítulo 14 a partir do verso
12 o primeiro dia da festa dos pães sem
fermento quando se costumava sacrificar
o cordeiro Pascal os discípulos de Jesus
lhe perguntaram aonde Queres que vamos e
te preparemos a refeição da páscoa então
ele enviou dois de seus discípulos
dizendo-lhes entrem na cidade e um homem
carregando um pote de água viral
encontro de vocês sim ou não e digam ao
dono da casa em que ele entrar o mestre
Pergunta Onde é o meu salão de hóspedes
no qual poderei comer a Páscoa com meus
discípulos ele diz mostrará uma ampla
sala no andar superior mobiliário e
pronta façam ali os preparativos para
nós
os discípulos se retiraram Entraram na
cidade e encontraram tudo como Jesus
lhes tinha dito e prepararam a Páscoa há
uma anoitecer chegou com os do Jesus
Chegou com os 12 quando estavam comendo
reclinados à mesa Jesus disse digo-lhes
que certamente um de vocês me trairá
alguém que está comendo comigo Eles
ficaram tristes e um por um lhe disseram
Com certeza não sou eu afirmou Jesus é
um dos 12 alguém que come comigo do
mesmo prato O filho do homem Vai como
está escrito a seu respeito mas ainda
que ele que trai o filho do homem melhor
lhe seria não haver nascido enquanto
comiam Jesus tomou o pão deu Graças
Partiu e o deu aos discípulos dizendo
tomem Isto é o meu corpo em seguida
tomou o cálice deu Graças ofereceu os
discípulos de todos beberam
eles disse isso é o meu sangue da
Aliança que derramado em favor de muitos
Eu lhes afirmo que não beberei outra vez
do fruto da videira até aquele dia em
que beberei o vinho novo do Reino de
Deus depois de ter Encantado um hino
saíram para o Monte das Oliveiras
o relato da páscoa para ser devidamente
entendido nós precisamos aqui dar uma
viajada no tempo para entender o que
está acontecendo
aquilo que Jesus vai fazer com os
discípulos em Jerusalém né Para a gente
entender bem Jerusalém é uma cidade
relativamente pequena murada
e na parte mais elevada da cidade onde
hoje é ali está localizado o que é
chamado de Monte Sião que era o lugar
inclusive
relativamente Nobre Onde viviam
sacerdotes onde até mesmo estrangeiros
romanos que estavam em Jerusalém viviam
nessa área da cidade que Jesus vai
encontrar ali com os discípulos e eles
vão preparar essa como nós lemos aqui no
texto né o que é chamado aí Jesus
Pergunta Onde queres que vamos os
discípulos perguntas de preparamos a
refeição da Páscoa
essa refeição deveria ser preparado no
dia 14 de nisan que nesta semana que
quando estamos falando a acontece aí na
quarta-feira
Neste ano em que nós estamos e aqui na
época em Jerusalém nós estamos falando
de quinta-feira quer dizer na noite
anterior ao que a gente chama de
sexta-feira da Paixão dizer Jesus Chegou
da Galileia com os discípulos e para a
festa da páscoa a Páscoa Judaica sobre a
qual Nós já vamos falar e quando ele faz
isso
ele chega na semana anterior você vai se
lembrar do Domingo de Ramos a Entrada
Triunfal que acontece no domingo e nós
estamos agora na quinta-feira na leitura
do texto Quando vai acontecer esta
cerimônia nessa parte da cidade onde
Jesus vai
encontrar-se ali com os discípulos e
preparar e consegue um espaço né Aí tem
um sujeito inclusive carregando o
cântaro que talvez seja uma pessoa ali
que vem da comunidade do deserto que tá
trabalhando nessa área mais nobre de
Jerusalém eles vão conseguir um espaço
que é numa espécie de segundo andar o
famoso Cenáculo onde se menciona aí que
teria acontecido o que a gente vê aqui
como A Última Ceia ou a primeira ceia de
Jesus dependendo do enfoque mas o que
que está por trás desse elemento tão
importante
para entender a páscoa do novo
testamento é necessário viajar para
compreender Qual que é a base Que tipo
de Cerimônia é essa que Jesus está
fazendo com os discípulos como é que que
é exatamente essa Páscoa Judaica e para
compreender isso nós devemos dar uma
viajada até
Êxodo capítulo 12 quando vemos o que
acontecia nos tempos mais antigos veja
que é interessante que a Páscoa
este jantar de Páscoa que envolvia um
Cordeiro envolvia ervas amargas o pão
sem fermento né O Chamado matizar
envolvia aí o vinho a tudo aquilo que
lembrava libertação dos israelitas do
Egito É vamos dizer assim o
acontecimento o evento mais
significativo de todo o antigo
testamento a gente pode dizer assim que
é o que a gente chama de um
acontecimento fundante essencial do qual
a gente pode compreender toda a todo o
restante da realidade do Antigo
Testamento a própria identidade de
Israel vai se definir a partir do que
nós vemos
no relato da páscoa então que vem dar
uma olhadinha só para a gente observar
alguns detalhes que aparecem lá em Êxodo
capítulo 12 o texto fala o seguinte lá
no verso 31 naquela mesma noite
o faraó mandou chamar Moisés e Arão e
lhes disse saiam imediatamente do meio
do meu povo vocês os israelitas vão
prestar culto ao senhor como vocês
pediram e quando a gente vê né Toda a
maneira como Eles saem de lá inclusive é
interessante que uma grande multidão de
estrangeiros acompanha conforme o verso
38 e o texto termina que o verso 42
dizendo o seguinte assim como o senhor
passou em vigília aquela noite para
tirar do Egito os israelitas esses
também devem passar em vigiar essa mesma
noite para honrar o Senhor por todas as
suas gerações
é muito impressionante a gente observar
o que que tá envolvido aqui então vamos
perceber o ambiente do mundo antigo e o
que que Deus faz em favor de Israel a
primeira dimensão que a gente tem é uma
dimensão que a gente pode chamar assim
de social e política porque porque no
mundo onde não se questiona A Dominação
dos povos mais poderosos dos grandes
impérios sobre os outros nós vamos ver
Deus fazendo a sua intervenção em favor
dos israelitas que são escravos e
subjugados no Egito e é interessante que
tudo que acontece
é de baixo é de uma vamos dizer assim
sustentação teológica de os deuses do
Egito
preconizam e definem sobre a liderança
do faraó toda essa opressão então o que
que a gente começa a ver que valores
como a liberdade valores como a questão
da rejeição da escravidão
valores como a atitude
individual né de determinar a si mesmo
como indivíduo e como povo e valores e
que dizem respeito
a a questão da dignidade do ser humano
eles é mergem assim da história peça
libertação da páscoa e é interessante
porque os israelitas são libertados por
Deus mas a gente vê no verso 38 que essa
libertação é acompanhada por essa
espécie de parceria desses outros
estrangeiros que se juntam mostrando que
esse particularismo hebraico ele se
desdobra na direção de uma mensagem que
se caracteriza por um delineio bastante
Universal e é interessante a maneira
como a Bíblia mostra essa
confrontação
das forças que estão aí trabalhando
entre a vida e a morte o que é que nós
temos ali Observe bem e é bem
interessante como
a Páscoa vai acontecer durante uma noite
e a noite que é destacada aqui né
inclusive esse elemento interessante que
o senhor passou
a noite em vigília em favor de Israel
então vocês vão Celebrar e vão passar
essa noite em vigília para se lembrar do
que Deus fez e essa questão desse JA que
acontece ao entardecer essa celebração
noturna Quando Deus traz o juízos sobre
o Egito ele vai mandar 10 pragas e é
curioso que a nona praga é uma praga que
envolve trevas né E aí é muito
emblemático saber que o Deus mais
celebrado no Egito é o Deus sol e essas
trevas é que vem da parte de Deus que
bloqueiam né que traz essa Eclipse maior
dizendo que os deuses do Egito não tem
poder e portanto a escravidão tem os
seus dias contado contados ela aparece
de uma maneira muito singular de modo
que essa questão das Trevas em seguida
com a morte dos primogênitos que envolve
a morte do próximo Faraó que haveria de
dar continuidade a escravidão E aí o
Anjo que a gente tradicionalmente chama
o Anjo da Morte ele passa a meia-noite
Então você percebe que no meio da aqui a
gente tem essa essa penumbra dessa noite
que aparece nesse cenário como que
evocando o poder das forças
da morte da opressão que são
confrontados por Deus que liberta os
israelitas trazendo
valores que são valores fundantes não só
da história de Israel mas da própria
vamos dizer civilização da civilização
Judaica ou Cristã que constrói Inclusive
a história não só a do mundo
da época do Império Romano da
civilização cristã da Europa e que chega
ao Brasil e ao mundo com seus valores
essenciais que emergem dessa história
extraordinária
Mas além disso é nós vamos observar
a maneira extraordinária como a Bíblia
lida com isso você tem essa história que
tem esse perfil como a gente vê né
social político teológico e essa a todo
esse conjunto de elementos fundamentais
ele se desdobrem duas Coisas
extraordinárias a primeiro é que é
possível Celebrar essa grande vitória de
vida genuína numa simples refeição é
curioso porque a gente pergunta como é
que um valor como é que uma ideia como é
que um acontecimento fundamental
é tão extraordinário pode ser preservado
de geração em geração e a resposta
bíblica é
numa simples refeição E é isso que tá
acontecendo Então
a tradição Hebraica Judaica ela celebra
isso de uma maneira extraordinária e até
hoje né Veja a cerimônia da páscoa do
judaico é o jantar mais antigo da
história humana que é uma espécie de
refeição que não parou até hoje aqui
quer dizer o jantar que nunca acabou é
esse jantar
de vamos assim de Morte e Vida genuína
Porque o povo tava condenado a
escravidão e até mesmo a extinção sobre
a fúria do faraó e eles são libertados
de maneira extraordinária e conseguem
essa grande vitória e tudo isso é
celebrado dessa maneira e de uma maneira
peculiar que é através da contação de
histórias Então essas histórias são
celebradas e quando você continua lendo
a bíblia você ler um antigo testamento
sempre coisa tá difícil onde é que a
gente vai achar força na história do
Êxodo na história da Páscoa Veja por
exemplo o Salmo 77 veja vários outros
momentos difíceis você até mesmo em
Habacuque nos profetas né sempre se
remonta esse elemento extraordinário que
aparece aí então quando a gente entende
isso aí a gente consegue
adequadamente ler o Novo Testamento
quando a gente chega no Novo Testamento
que que a gente encontra exatamente a
celebração dessa páscoa do Êxodo com
toda a sua força de libertação com todo
seu elemento extraordinário E aí a coisa
é séria porque porque assim como
aconteceu no tempo do Egito Hoje nós
estamos no Novo Testamento no tempo de
Roma
Por isso os romanos estão assustados
agora você vai entender mais assim toda
a questão que envolve a prisão e a
condenação de Jesus porque na Páscoa
quando se celebrava essa libertação essa
vitória sobre o faraó a Vitória A
Travessia do Mar Vermelho né Essa coisa
extraordinária que aparece na Bíblia que
o Deus que
controla e tem o domínio sobre a
história é o Deus que abre o mar
vermelho ele é o senhor do tempo e do
espaço você tem aí um
tremedo singular da Soberania Divina
mexendo com esses dois elementos que
aparecem Bela mente costurado
especialmente nas poesias emblemáticas
que a gente vê na Bíblia Hebraica no
antigo testamento e é muito interessante
como é que isso acontece porque Jesus
está com os discípulos e com uma
multidão de peregrinos que foram para
Jerusalém nessa época da páscoa e eles
estão aí no momento muito complicado
muito difícil é que
tá todo mundo sofrendo demais Sobre o
domínio de Roma tá todo mundo pedindo um
Libertador né tanto é que no domingo de
Ramos alguns dias antes e Jesus quando
entra ali vindo né da região do Monte
das Oliveiras passando pelo Vale do
cedron entrando em Jerusalém ali
passando pela porta oriental né que
depois também recebe outros nomes a
fortalece da cidade é quando ele é
clamado e todo mundo diz Rosana o que
vem em nome do senhor para a gente
entender todo esse cenário Então os
romanos estão digamos assim de cabelo em
pé achando que vai acontecer alguma
coisa por causa desse Anseio de
libertação do povo Judeu na época dessa
ocupação E domínio Romano mas o que que
a gente percebe
atenção da morte
atenção da opressão que combina com esse
ambiente noturno que é o cenário onde se
constrói a história da Páscoa esse
cenário aparece de maneira mais nítida e
de maneira acentuada quando a gente vê a
história de Jesus então Observe bem como
o texto Deixa claro para Gente o que que
tá acontecendo lembre Como é que é o
negócio aqui estamos falando
daquilo que acontece à noite veja que
coisa interessante verso 17 ao anoitecer
o texto faz questão de enfatizar isso
Jesus Chegou com os 12 e eles começam a
comer Então veja lá até onde vão as
forças do mal da opressão e da Morte
elas estiveram nitidamente
claramente delineadas naquilo que
aconteceu no Egito agora nós temos um
uma espécie de recapitulação desse
momento a gente vê esse ambiente Sombrio
chegando de novo esse jogo de Claro
escuro né de luz e trevas né que é tão
forte por exemplo do Evangelho de João
você já vai ver lá na história do
próprio Êxodo quando na coluna de nuvem
Deus por exemplo liga o farol para os
israelitas e deixa os egípcios na
escuridão nessa proteção que envolve
essa teologia de penumbra que aparece no
texto e é interessante
aqui porque anoitece quando anoitece
Eles começam né A Nessa cerimônia de
intimidade né é interessante isso né
porque a libertação se dá todo mundo
comendo junto e celebrando a Deus nessa
figura de intimidade confissão de
fragilidade que é o ato de comer mas
quando isso aparece aqui no texto nós
vamos ver esse cenário quando as coisas
começam a realmente ficar em sintonia
com Essa Noite Assustadora
Jesus não vai falar somente da opressão
romana a gente fez na história do Êxodo
que o problema não foi só o faraó Moisés
enfrentou oposição dos próprios
israelitas que até chegaram escutei quem
é você para mim dizer o que a gente deve
fazer
esse essa crise interna tão escura
quanto ameaça externa ela aparece porque
agora a gente pensa porque agora né
agora se manifesta o que O Traidor Então
se as forças do mal da opressão e da
Morte começam assim a sufocar aquilo que
envolve a obra de Deus no passado em
Israel no presente na pessoa de Jesus
nós vamos ver quando você lê o livro de
Marcos né você vai ver que primeiro
aparece destacada a figura do Judas
Iscariotes vamos dizer que parece ser a
pessoa que deveria ter mais condição de
que aos discípulos em Jerusalém até
porque tudo indica que Judas não é mesmo
da Galileia
ele é destacado e ele quebra o momento
singular de intimidade de celebração
dessa libertação e fica nítido que ele
ali que tá comendo junto com Jesus que
pega ali né o pão sem fermento maxá Ali
vai colocar
ali junto né na no molho que o acompanha
e vai ali
é ser denunciado como aquele que irá
atrair mas assim a dor ainda é maior
porque a sequência do texto a gente vê
Pedro que vamos dizer se a gente não
espera muito de ajuda já que o texto já
várias vezes mencionou que Judas não é
exatamente a pessoa mais
sincera e até um discípulo que se
aproveitava dos bens que
estavam aí na comunidade dos apóstolos
de Jesus agora Pedro né Jesus afirma que
Ele haverá de negar o que certamente
acontece né no cenário logo depois e
Jesus aparece
sozinho no jeito de sempre só sobrou o
pai os discípulos estão adormecedos os
discípulos vão terminar fugindo Ou seja
a gente vê um cenário de opressão e de
elemento tão complicado que vai combinar
uma sintonia das forças religiosas de
que a gente Esperava muito Jesus vai ser
julgado ali indevidamente pelo sinédrio
né que era gente que deveria a ter uma
relação de
aliança com a lei com a verdade e esse
pessoal tá contaminado né os estudos
assim aprofundados mostram a relação
problemática que eles tinham com os
romanos uma série de coisas muito
complicadas e o sinédrio vai decepcionar
a relação das forças religiosas de
Jerusalém com as forças de ocupação de
Roma marcam algo assim terrivelmente
problemático a gente pode assim dizer
que estamos numa situação de
escuridão total quando isso acontece e
que vai culminar
condenação de Jesus Jesus vai ser preso
condenado e a força de Roma será
vencedora Quando vai acontecer a
crucificação e capítulo 15 inclusive
mostra os soldados Romanos emblemático
isso zombando de Jesus e nós temos aí
aquilo que é lembrado que é celebrado em
toda a comunidade da cristandade no
mundo todo que acontece na chamada
sexta-feira Santa a morte de Jesus sobre
crucificação neste momento quando a
gente vê a Páscoa com a sua realidade da
Morte e morte indigna
como se pode ver todas as forças da
opressão e da morte São
intensificadas aqui e a gente vê a
ameaça contra aquilo que aparece de tão
essencial que tem a ver com dignidade
humana com Liberdade
com valores tão essenciais que constroem
uma comunidade
mas é mais do que isso quando a gente vê
essa dimensão da angústia de Jesus da
sua situação
a solitária diante dessa realidade a
gente evoca todos aqueles salmos de
lamento quando o rei David com em
aliança com Deus se sente também
isolado sobre as forças da ameaça do mal
do Inimigo da destruição do projeto
divino e a gente vê que as forças da
páscoa vamos dizer assim os
desdobramentos desse jantar
extraordinário eles passam não só por
esse elemento é que tem a ver com
construção
social e de vida a de valores que
constroem uma sociedade mas também com a
profundidade dos elementos onde aspectos
emocionais e espirituais estão
Entrelaçados
na oração daquele que busca Deus na
dimensão maior da sua dor então elemento
devocional elemento profundo
que a gente vê aqui que aparece na
oração do próprio Jesus no Getsêmani
quando ele busca o pai e apresenta a
amplitude de toda a sua dor que não só
atinge Esse aspecto individual mas que
se desdobra para o seu papel singular em
relação a tudo que é feito em favor da
humanidade
mas o que que a gente pensa
na continuação
desse texto tão extraordinário
é interessante observar que
a realidade que tem continuidade na
história da Páscoa vai prosseguir para
essa transição né da morte para a vida e
a vida genuína interessante que no mundo
antigo Israel tinha um contraste muito
grande por exemplo com o próprio Egito
que era uma civilização tão voltada para
a preocupação com o mundo dos mortos ou
até mesmo com os outros grupos pagãos
onde a relação com a vida era um tanto
quanto problemática e quando existe a
grande libertação a celebração a Vitória
Travessia do Mar Vermelho que para
sempre é celebrada que é tão
comemorada agora então a gente vê
interessante ver Êxodo 15 né até Miriam
com as mulheres ali celebrando numa
espécie de festividade a gente vê esse
elemento de desdobramento na direção de
vida e essa vida está presente né Essa
vida é vem do Senhor da vida e através
da geração em geração e ela é caminha
numa direção de uma vitória
extraordinária quando a gente olha para
a realidade do que acontece nessa Páscoa
especial do novo testamento a gente
agora começa a entender o que que tá
acontecendo nesse cenário tão especial e
aí sim que a gente depois de olhar a
semana de ver o que aconteceu na quinta
e vê né os detalhes do texto quando
falam sobre por exemplo que acontece na
sexta-feira a gente vê essa relação né
que tão significativa que mostra aí a
realidade do que acontece durante
o momento em que Jesus morre até ser
conduzido a grande vitória na sua
ressurreição por isso que não é sem
razão que o texto vai falar o que é
interessante mais uma vez e verso 33 do
capítulo 15 diz o texto que houve trevas
sobre toda a terra do meio-dia até as 3
horas da tarde então a gente vê de novo
essa essa questão da Luz essa questão da
penumbra essa questão da noite e
da escuridão que invade aquilo imagina
só né as trevas do meio-dia até as três
da tarde lembre lá atrás o anjo da morte
chegou a meia-noite e agora quando Jesus
morre você tem trevas inesperadas nesse
momento quer dizer metaclisma aponta por
um elemento extremamente significativo E
então Jesus é sepultado aí
no início do Shabat antes do início do
Shabat no final da sexta-feira para a
grande Ressurreição no domingo agora
olhe só comigo o detalhe do texto
bíblico é tão significativo especial
presta atenção em como é que a Bíblia
fala a respeito dessas coisas quando a
gente Lê o texto vê a ressurreição por
exemplo olhando eu tô me lembrando aqui
de João Capítulo 20 né e João é um texto
muito interessante que menciona muito
essa questão
das Trevas de estar na luz de andar na
escuridão e olha olha o detalhe comigo
em João 20 por exemplo quando começa ali
o capítulo diz no primeiro dia da semana
atenção
bem cedo
estando ainda escuro Maria Madalena
chegou ao sepulcro e viu que a pedra da
entrada tinha sido removida quando a
gente olha então para o final do
Evangelho de Marcos no Capítulo 16 o
texto diz quando terminou o sábado Maria
Madalena Salomé e Maria mãe de Tiago
compraram especiarias aromáticas para
ungir o corpo de Jesus no primeiro dia
da semana bem cedo
ao nascer do sol ela se dirigiram ao
sepulcro perguntando umas as outras quem
removerá para nós a pedra da entrada do
Sepultura
coisa assim extraordinária e peculiar né
como é que a composição
teológica
literária do texto bíblico ela é ao
mesmo tempo
estrondosa profunda e tocante Ela atinge
o âmbito da particularidade
a devocional e de espiritualidade
interna tão intensa ao mesmo tempo que
adquire
proporções cósmicas e universais É de
arrepiar a profundidade do texto por
isso a gente observa esse detalhe que
parece que a morte venceu parece que
ninguém tem condições de
confrontar o faraó parece que é mais ou
menos o que a gente sente na nossa vida
né a gente olha para a realidade que a
gente enfrenta as nossas crises as
nossas angústias os nossos pecados a
fragilidade e ver tanta coisa ruim fora
do lugar que parece que angústia o medo
as forças da opressão da morte do mal
que estão presentes no domínio social
político amplo E que nos atinge nas
nossas dimensões internas de nos ameaçam
espiritualmente parecem ser forças
Poderosas que não tem fim e é curioso
que você vê tudo isso se voltar contra
Jesus quando parece que o mal venceu de
repente durante aquela Sagrada refeição
o povo é libertado o povo atravessa o
Mar Vermelho e o povo celebra de maneira
semelhante nesse jogo de luzes da ação
Soberana e salvador da parte de Deus
tá nascendo o sol Olha que coisa né tá
terminando o momento da Escuridão é
interessante ver tava escuro e agora o
nascer do sol
as mulheres
que aparecem ali vão ser
testemunhas da grande vitória da vida e
vida genuína vida que nasce da morte
vida da grande Vitória de Cristo Jesus
nosso senhor e essa vida interessante
porque olhando para o que acontece na
primeira Páscoa nós temos digamos assim
uma vitória da vida de Sobrevivência
para caminhar na direção da Aliança
divina para chegar à Terra Prometida Mas
a vida aqui tem uma Plenitude maior essa
vida genuína que é a vida que nós
recebemos de Deus através da Vitória
plena de Cristo Jesus Jesus
vence a morte vence aquilo que envolve o
poder e a força do mal e do pecado sobre
nós e a vida que ele conquista é uma
vida que tem a ver com perdão dos nossos
caso a vida que redefine a nossa
identidade diante de Deus a vida que nos
liberta para viver uma vida para glória
de Deus e uma vida eterna que nos
garante segurança e salvação inclusive
para a vida eterna a vida depois
desta vida vida que certamente através
do Poder da Ressurreição mostra a
derrota completa da própria morte e A
Extraordinário pensar nisso porque
quando a gente fala dessas coisas parece
que a gente está falando do quê
de segredos especiais de assuntos assim
extraordinários que a gente destina
aos iniciados a pessoas muito
inteligentes ou muito sensíveis ou muito
diferenciadas ou que tem né como se diz
uma luz assim única e que essas pessoas
inclusive fazem parte das religiões as
religiões sempre foram assim muito assim
estratificadas não tem esse negócio da
pessoa que tá no patamar superior O
sacerdote daqui ou
o ungido de lá né a pessoa mais assim
extraordinária que parece que tá acima
de todo mundo quando a gente vê
a história da Páscoa a gente vê um
movimento em outra direção porque porque
o povo libertado é o povo comum é o povo
escravo Moisés não é ninguém isso
especial é apenas alguém
mobilizado por Deus para libertar o povo
ele não é alguém digamos assim
essencialmente de uma posição
diferenciado Deus que agem Israel age
contra essa opressão e esse domínio e
todos os israelitas estão numa condição
igual quando nós olhamos para a história
de Jesus a coisa É bem interessante os
discípulos são gente comum Jesus não é
nenhuma pessoa extraordinária Jesus não
tem nenhum poder político ou religioso
diferenciado na comunidade e ele vai ser
exatamente o protagonista dessa grande
libertação dessa Vitória da morte sobre
a morte a vitória da vida e é
interessante quando a luz chega quando
nós vemos a plena luz na vitória sobre
toda a escuridão essa essa refeição esse
jantar que se sobrou nessa Páscoa de
morte e agora vida genuína és muito
curioso ver que as pessoas mais comuns
mais simples que são protagonistas nessa
dimensão desse encontro o primeiro com a
luz são as mulheres que seguiam Jesus
por que que você tá importante porque a
espiritualidade profunda e genuína não
pertence aos iniciados pertence a gente
comum como você e eu Isso quer dizer
para ter acesso a Deus ninguém precisa
de uma coisa tão extraordinária espere
especial passando por rituais passando
por uma série de coisas como se o
caminho para Deus fosse muito difícil
Jesus diz eu sou o caminho a verdade e a
vida ninguém vem ao Pai a não ser por
mim então acesso a Deus então passa por
uma denominação específica por um líder
religioso tal passa simplesmente pela
sua
postura de aproximação de reconhecer os
seus pecados abrir a sua vida
aproximar-se de Deus e receber Cristo
Jesus como seu Salvador e senhor pessoal
como quem agora pode desfrutar
desta vida dessa vida genuína a vida que
vence a morte
se depois de entender todo esse elemento
histórico entender a primeira Páscoa e a
Páscoa de Jesus naquela primeira ou
Última Ceia naquela celebração nesse
jantar e não termina até os dias de hoje
nesse jantar especial que é o encontro
mais extraordinário entre a realidade
Judaica e a realidade Cristã onde os
dois pontos se encontram eles acabam
estando querendo ou não Entrelaçados em
torno de uma comemoração semelhante
certamente se entendemos tudo isso e
compreendemos que vida é essa que vence
a morte e que vida é essa genuína que
atinge a nossa vida tem origem Divina
certamente nós poderemos comemorar a
Páscoa de maneira diferenciada por isso
eu convido você abrir a sua vida para
Senhor Jesus ou você que já caminha com
ele a Celebrar de maneira especial
porque aí sim a gente vai ter uma festa
completa uma celebração extraordinária
Aleluia ele ressuscitou a vida
disponibilizada e eu posso de todo o
coração com a nossa comunidade Benil
desejar a você nesse dia especial Feliz
Páscoa e que Deus nos abençoe amém
[Música]

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