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A fé vem pelo ouvir

A Septuaginta – BTCast 505

A Septuaginta – BTCast 505

A Septuaginta – BTCast 505

Muito bem, muito bem, muito bem começa mais um BTCast, o seu podcast de bíblia e teologia! Rodrigo Bibo conversa com Paulo Won e Brian Kibuuka sobre a Septuaginta. Afinal, essa foi a bíblia lida por Jesus? Pra quem foi escrito? Por quem foi escrito? Como foi escrito? Isso e muito mais agora, nesse BTCast!

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O podcast cristão do Bibotalk tem a missão de ensinar teologia em áudio a fim de ver o crescimento bíblico-teológico da igreja brasileira.

Arte da capa: Guilherme Match (conheça o trabalho dele https://www.instagram.com/yohke/)

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Legendas automáticas:

[Música]
teologia é nosso Esporte
[Aplausos]
muito bem muito bem muito bem começa
agora mais um btcast de número 505 eu
sou o Robson de Rio Santa
Catarina
mantenedor bibliotal que teologia também
é o meu esporte eu sou o Rodrigo e 70 ou
72 hoje eu quero saber se foram 70 ou se
foram 72 ou se não foi Nenhum desses
números estou curioso agora e aí pessoal
Aqui é o Paulo e vamos falar de quando
Deus falou em grego é na língua dos
homens né
a gente vai falar um pouco sobre algo
que é mais do que uma paráfrase é uma
metáfora vai ser legal caraca e esse é o
branco
[Risadas]
já mandou a letra aqui no começo gente
estamos aqui com esses dois feras para
falarmos sobre a se tua agenda Calma se
você já pensou ah não mais um daqueles
termos aqueles assuntos técnicos não
fica aqui nesse podcast você vai
perceber que tem muito a ver com a
Bíblia que você segura na mão e como
entender um pouquinho sobre a
septuaginta a origem dela as influências
do NT são importantes para sua
compreensão aí do terço bíblico ou não
vamos descobrir isso junto hoje aqui mas
antes os recados paroquiais
[Música]
[Aplausos]
[Música]
humano Ok você pode fazer em até um ano
para mais informações o site da fama
Party está aqui na descrição deste
Episódio já sabe Teologia reconhecida
pelo MEC é com a famapar
[Música]
meus amigos estou aqui com Paulo on que
volta ao bivotal que né Depois de um
tempo né de férias do btcast investindo
em seus conteúdos online seja muito
bem-vindo Paulo On aqui ao vivo Talk
quase uma visita
visita é bom também né
Mas sempre é bom voltar a casa esses
dias eu tava no feed ouvindo tal quem
descobriu um episódio que eu nem sabia
que tinha sido gravado que saiu que tá
eu Cacau você falando lá a gente tava em
Guarulhos é bom às vezes ouvi minha voz
né no bipotal Olha aí para nós é uma
honra ouvi-la aí toda a sua sabedoria
compartilhada pra nós é um prazer mano
de verdade Aliás a gente gravou esse
episódio que é sobre nova mentalidade no
final do ano passado e aí eu meio que
ele caiu num Limbo de repente tudo cara
o que que vai ser Deus um episódio aqui
que faz tempo que eu tô para lançar e
não lançava e foi muito bom Foi muito
bom mesmo poder e o Brian que já
apareceu aqui uma ou duas vezes no
btcast agora não tô não tô lembrando
Brian Você sabe dizer duas vezes duas
duas vezes o caso Marcião e Agostinho
foi sensacional também hein Porque o
Brian tá diretamente ligado a uma nova
tradução da obra de Agostinho aqui no
Brasil As Confissões de Agostinho uma
tradução feita pelo Brian entre outras
traduções que o Brian já fez mas essa aí
de das Confissões de Agostinho uma obra
sensacional inclusive com ótima
acabamento e tal parabéns pelo teu
trabalho que agora está na França hein
Olha aí na França tá pesquisando quem na
França Praia rapaz eu trabalho grego e
pesquiso as representações de cenas de
chato grego em vários gregos então eu
trabalho dessa interação desse imagem né
então não tem nada a ver com Bíblia né
caraca é sério Pois é eu achei que tava
aí examinando os mano escrito Mar Morto
não você tá Você tá olhando pra vaso
como é que é esse negócio aí é porque de
certa forma eu tenho uma vida paralela
né A minha vida eu tenho uma vida de
bibrista Mas tem uma outra vida paralela
que é de Helenice e eu trabalho com
teatro grego já alguns anos Teatro agora
caraca mano eu tô trabalhando agora com
a recepção do chato grego tanto no
pós-doutorado nas imagens e no doutorado
que eu tô fazendo outro doutorado nos
oradores gregos então tô mudando o
suporte agora ele fala com a calma né eu
tô fazendo outro doutorado
desculpa tá rindo porque mano eu conheço
vários amigos que estão fazendo um
doutorado então virando carambota tão
comprando remédio de tarja preta
[Música]
Parabéns Branca a tua calma me assusta
Calma
eu tô fazendo um outro doutorado gente
não gente eu tô rindo Gente esse
otimista
só para quem não entendeu a minha risada
eu não tô tirando palha do Brian Não é
nada disso pelo amor de Deus Ah até
porque a gente tá se olhando aqui agora
na câmera e tal é porque essa semana eu
conversei com um amigo que tá assim
atropelado né a vida do cara tá
atropelada porque é igreja é doutorado é
seminário e ele tá assim tipo perdido as
coisas estão tudo atrasado e tal e ele
assim aflito né aflito e o Brian tá ali
sentado agora com seu cachecol falando
estou fazendo um outro doutorado
sensacional Parabéns Isso é para poucos
mesmo cara a gente é é abençoado de ter
perto aí mas vamos lá gente septuaginta
essa é uma palavra e uma expressão Enfim
uma palavra um um título né que nós já
falamos várias vezes aqui no bibliotal
Ah porque sempre tu ela surgiu no
período entretestamentário Ah foi nesse
contexto Mas a gente sempre só mencionou
a septuaginta nunca entramos em detalhes
do que de fato é a septuaginta o máximo
que a gente fez aqui no bivotal que é Ah
porque a versão grega do Antigo
Testamento né e aceptuaginta é um pouco
mais do que isso ela é isso mas ela é um
pouco mais do que isso e hoje neste
Episódio queremos entender o que é a
septuaginta o que ela significou para o
povo hebreu para o povo Judeu enfim o
que ela significou para os autores do
novo testamento era a Bíblia que Jesus
Lia sim ou não enfim vamos entender um
pouquinho mais galera pra começar como
sempre aquela ambientação histórica
Marota Ou seja a septuaginta ela nasce e
foi escrita por quê Para que por quem
olha aí três perguntinhas básicas de
exegese eu acho que antes da gente ir
mas eu acho que isso vai ser bom a gente
tem que explicar porque esse pó agita né
boa É isso aí a historinha da minha
entrada a historinha da minha entrada
ele vai me ajudar bem porque essa
história então é muito legal né aquelas
historinhas míticas que a gente que a
gente quer quer que seja verdade mas a
gente sabe que não é né palavra
septuaginta na verdade ela vem de uma
expressão Latina né
interpretativos
Nós temos aí o Bryan que é que é perito
em latim né vem daí que é a
interpretação né a tradução dos 70
intérpretes ou dos 70 tradutores é
considerado uma das se não for a
primeira né provavelmente a primeira
grande tradução do texto massorético do
texto hebraico para uma língua
vernácular né para o grego no caso e foi
produzido no período interbíblico né
dentro de todo o caldo cultural
produzido aí pela expansão do império né
grego macedônico né quando a língua
grega teve um papel muito muito
relevante papel é esse que vai
ultrapassar séculos vai invadir o
império romano e só vai ser substituído
para frente né séculos depois de Cristo
Então se consolida essa tradução como
uma atração importante para os judeus
que estão fora né da terra santa da
Palestina principalmente
inseridos em contextos Aonde a tradição
grega Ela é muito forte né regiões como
por exemplo Alexandria norte da África e
essa influência a influência dessa
tradição dessa tradução também ela é
muito presente dentro do próprio novo
testamento na medida em que o próprio
Novo Testamento foi escrito em grego e
as citações que nós temos do Antigo
Testamento são citações em grego também
não todas dessa grande tradução que nós
chamamos de tradição Aliás a gente não é
uma tradução não é algo monolítico né
não é algo que hoje é vendido assim como
um livro Só é uma tradução é uma família
de traduções aí em língua grega que
foram citados também dentro do contexto
do novo testamento mas não somente dá
certo agenda não existe também uma
atração mais direta de alguns textos do
próprio texto em hebraico enfim é uma
tradução muito importante dentro do
contexto de Jesus dentro do contexto
apostólico dentro do contexto dos
primeiros séculos onde os primeiros pais
e pensadores apologistas vão pensar e
vão refletir sobre o cristianismo então
só uma ambientação mais em termos de
definição de tecnologia para a gente
poder construir história sobre isso
[Música]
Brian A partir dessa fala do Paulo aí já
tem várias coisinhas que dá para a gente
pensar aí né é importante primeiro
pensar que os judeus eles não aparecem
no Egito Do nada eles não estão lá por
Acidente nós temos especialmente a parte
do século vi um período de migrações
contínuas dos judeus não apenas para o
Egito mas também para a gente vai ser
com vizinhas da própria Palestina e é
importante a gente pensar que que essas
migrações que acontecem ora de forma
compulsória como por exemplo a migração
para Babilônia mas também as migrações
em busca de melhores condições de vida
elas acabam tendo o Egito como lugar
privilegiado porque o Egito é não é
apenas próximo a região em que os judeus
estavam inseridos mas também existe no
Egito uma certa abertura esse trânsito
cultural né É comum nós temos pelo menos
dois mil anos de trânsito entre a região
onde está instalado o povo de Israel e o
Egito trânsito que que pode ser atestado
em documentos arqueologicamente é
possível encontrar a presença de semitas
no Egito e essa presença dos semitas ela
demonstra uma uma abertura do Egito pela
própria característica
étnica e de gestão dos encontros
intenéticos
quinto e quarto nós temos uma
reconfiguração do Panorama da terra não
só de Jerusalém de Judá da Província de
Rute que é província peça mas também da
própria condição de produção das
condições de vida isso proporcionou que
houvesse o deslocamento em cada crise
para o Egito nós vamos encontrar pelo
menos três deslocamentos graves
importantes
de perceber no livro de Jeremias outro
no período persa porque o período persa
no período de dificuldade como a taxação
persa o que me faz parte da população
migrar mesmo que eles possam viver na
Palestina eles migram para o Egito e
depois o período grego particularmente
por causa do processo de higienização da
Palestina com a presença de Alexandre o
Grande depois com o governo dos diáconos
que são sucessores de Alexandre o Grande
tantos ptolomeus quanto aos relevo é uma
migração a conflitos e com conflitos
migração para o Egito Então você imagina
coisas que pouca gente sabe você imagina
você tem um templo judaico um sacrifício
Numa cidade chamada eleantópolis um
sacrifício
Covas que são os restos que nos ajudam a
entender como essas pessoas pensavam que
você tenha uma menção por mês em egípcia
é uma menção para os deuses gregos e
também os nomes deles são nomes judaicos
exige que essas pessoas recebam os
textos da sua tradição religiosa na sua
língua uma vez que eles vão perdendo a
sua língua o hebraico e vão substituindo
o hebraico para a língua implantada no
Egito como língua irregular que é o
grego Como existe uma expertise em
Alexandria por causa do mosaico a
palavra moça é musa faz da ilusão as
filhas da memória que são as que cuidam
das Artes das técnicas e o nome que os
que os ptolomeus deram para a Biblioteca
de Alexandria e todo o conjunto que na
verdade está em torno da biblioteca não
é apenas uma biblioteca é um lugar em
que cultiva a artes é mosaico o nome que
dá e entre as muitas competências do
mosaico
e outros o desenvolvimento de técnicas
de cópia e produção literária cópia de
textos
um processo de crise textual seminal
também o cultivo da língua grega o
cultivo da poesia grega então nós
algumas obras como a argonáutica já
pulando de Rodes e inúmeros hinos
produzidos por exemplo E com isso surge
essa pendência a trazer a literatura de
outros locais e traduzir essa literatura
em grego quando ela não está em grego A
Comunidade Judaica está nessa localidade
precisando de um texto grego o texto
grego da sua escrituras que eles não
conseguem entender mais com tanta
facilidade na língua hebraica e lá tem a
expertise dos indivíduos que
desenvolveram métodos de tradução o que
acaba acontecendo a chamada ré metáforas
Ou seja é o nome que lá na carta de
aristóia
o microfone do Brian não travou tá ele
falou uma palavra mesmo que que tu
acabou de falar Parecia que tava até
clipando o teu o que que tu acabou de
falar Brian é o nome em grego que na
carta de aristóias é o nome que se dá na
carta de resistência para sempre agita a
tradução que foi citada Antes pelo pelo
meu irmão falou muito bem sobre o texto
Latino é uma tradução de uma frase que
está presente na carta de aristóias que
dá nome ao que eles fizeram o nome é a
metáforas e interpretação é mais do que
interpretações a gente já pode ser
discutir Qual é o sentido de metáforas
aqui é dos 70 porque tem lá um relato
emítico lendário e eu vou falar que é
lendário não porque ele seja mentiroso a
gente vai redefinir mito aqui é um
relato lendário de como essa tradução
foi feita é apontando para dentro do
conjunto de crenças da época como essa
tradição foi garantida como uma tradução
fiel com o número simbólico o número é
70 portanto 7 vezes 10 7 números da
perfeição 10 é um número multiplicador
de quantidade e de poder então precisam
ser 70 mesmo que sejam 72 porque assim
você coloca no âmbito da perfeição cada
um entra numa casinha traduz cada um
separadamente quando junta as traduções
estão todas iguais essa necessidade
encerrando essa primeira fala de apontar
um processo de tradução que tem
Perfeição não é apenas para atender o
turismo do Judaísmo mas é também para
confrontar uma percepção que se tem no
mundo grego de falsificação que está
surgindo com os alexandrinos do que que
é falsificação do que que é traição do
próprio texto do que que é traduzir
equivocadamente existe uma crítica
textual que surgiu no Egito e é ela que
precisa que é necessário responder
quando se faz uma tradução para língua
grega então eles estão respondendo não
apenas ao as necessidades e a senhas
religiosos do povo que ele era
aceptuaginta mas também estão
respondendo para esses esses cultos
homens de letras do Egito de que essa
tradução tem uma mão Sagrada e ao mesmo
tempo foi feita com competência a gente
diria na cronicamente com Engenho e arte
para usar uma frase de Camões então é
bem isso a gente tem então eu vou depois
dizer mais coisas sobre o que que eu
andei escavando e também pesquisando
trabalho no Animal em Paris o Instituto
de investigação que eu estou vinculado
num projeto chamado ericleia e eu
trabalho especificamente com esses
grupos de judeus situados em cidades de
do Delta do nilo até a tela infantil né
que fica no alto Egito então eu vou
falar um pouco sobre a cultura e como
eles faziam para responder aos problemas
da relação difícil com os ptolomeus é
bem vai ser bem interessante a história
né que tá naquilo que o Brian chamou de
Mito né algo lendário é muito bonitinho
é uma das histórias que eu mais gosto
desse período se é verdade ou não isso
daí é muito discutível mas todo toda a
narrativa que se constrói para de alguma
maneira legitimar o uso da septuaginta
né por essas comunidades que estão
traduzindo para si numa língua que eles
é comum para entender adorar e os demais
escritos hebraicos essa lenda é
inicialmente a registrada na carta de
aristeias ou
a 200 ou 80 antes de Cristo e dentro
desse documento né que é Originalmente
chamado Aristeu a filócrato aí a gente
tem a tal historinha da septuaginta que
diz que o rei Ptolomeu segundo o
Filadélfia que é o rei do Egito na época
interessado em complementar sua coleção
de grandes obras né ele se interessa
pelas Tais Escrituras judaicas para ter
uma tradução dela na sua biblioteca em
Alexandria e ele envia né para uma
missão a Palestina o seu bibliotecário
né que é o Demétrio de Faleiro e esse
bibliotecário ele enfim vai lá para
Jerusalém se encontra com o sumo
sacerdote ele azar e a troca de alguns
compromissos por exemplo de algum tipo
de troca financeira a libertação de
quase 120 mil judeus eles topam enviar
uma grande comissão de tradução para a
Alexandre chegando em Alexandria esse
grupo de judeus que é um grupo de 70 ou
de acordo com a tradição né com uma
variação da tradição 72 notáveis Foi
recebido com popa né E foi cada um deles
conduzido as suas células né a cela no
sentido de quarto ou escritório para que
eles pudessem fazer esse trabalho de
tradução qual que foi resultado depois
de 70 Dias os 70 sabes terminaram as
suas respectivas traduções e eles
fizeram um trabalho de comparação e
constatar um que há 70 traduções ou 72
dependendo da variação eram
rigorosamente iguais eram ipsis líderes
iguais então o tal do bibliotecário
Demétrio Ele leu em voz alta o resultado
da tradução para a Comunidade Judaica
Alexandria e o povo a partir de então
começou a usar vamos dizer vamos dizer
assim essa tradução que Teoricamente por
ser igual e exata processo construção e
foi considerado assim um texto aprovado
aprovado para uso na sinagogas aprovado
para entrar na tal Biblioteca de
Alexandria e essa lenda né E esse mito
vem no sentido de justamente um dia essa
tradução com uma certa aura mais Divina
porque por exemplo o Brian falou muito
bem da questão do 70 que é sete vezes 10
mas também é um 70 cuja correspondência
nós podemos ter nos 70 anciãos lá de
Moisés né toda aquela todo aquele
Imaginário que está por trás da outorga
da Lei original a Moisés que de alguma
maneira ela é renarja e ressignificada
para uma tradução a tradução dos
escritos judaicos que tem uma utilidade
muito prática para essa Comunidade
Judaica especificamente nessa região que
não mais falar o hebraico Então você
imagina nós já temos esse drama de perda
da língua já narrado nos livros poses
exílicos Neemias quando Esdras vai ler o
livro da lei tem um pessoal que não sabe
o que está sendo dito e tem as pessoas
retransmitindo ou retroduzindo
dependendo de como você interpreta isso
talvez no Aramaico para um contexto
judaico né daquela época aconteceu isso
imagina um contexto Mais amplo aonde nós
consideramos que parte desses judeus a
diáspora foi se instalar em outros
lugares cuja língua principal era o
grego e eles não mais podiam acessar o
texto em hebraico eles precisavam trazer
esse texto para uma tradução que eles
fossem mais confortável de entender
então essa lenda e permanece como lenda
e hoje poucos vamos assim pensadores vão
levar a sério no sentido de
historicidade aquilo que é narrado nessa
carta
[Música]
gente vamos lá então vamos tentar agora
separar um pouquinho a lenda do que
provavelmente seja o que aconteceu ainda
que a lenda tem um papel importante né
para fixação mas da lenda A gente
entende é o Brian comentou alguma coisa
ali que o rei Ptolomeu ele encomenda a
tradução por conta do judeus o seu
território e tal para fazer um agrado
apaziguar aquela coisa toda e tal mas
percebe-se que é um projeto um pouco
mais lento esse negócio Como é que se
deu assim para Além da Lenda para além
né Depois do baralho até falou que a
gente ia ressignificar o que é mito
enfim mas para Além da Lenda como é que
se deu esse Porque que a gente vai ter
uma septuaginta quanto tempo a gente
consegue mais ou menos ter uma ideia de
quanto tempo ela pode ter sido formada
então foi não foi algo rápido né tipo
assim encomendei e saiu no ano seguinte
enfim a gente consegue traçar um
pouquinho mais a questão da
historicidade da formação da septuaginta
Porque a gente já viu a necessidade é um
povo que está longe do seu idioma que já
não lê mais no hebraico Como o próprio
Paulo já disse carta na carta tudo agora
é que eu amo mais novo testamento mas já
em Neemias a gente tem né a leitura da
leis que Neemias Capítulo 10 Me fale a
memória tem a leitura lá e enquanto o
Esdras vai lendo já vai tendo uma galera
que vai traduzindo e tal e né enfim e a
septou a gente então ela septuaginta ela
atende uma necessidade de um povo que
está distante da sua terra e distante da
sua língua a gente consegue traçar mais
ou menos o surgimento no sentido de da
produção da confecção quanto tempo a
gente tem acesso essas informações vamos
falar um pouco então para começar a
responder isso primeiro é colocar
dimensionar de forma um pouco mais
adequada é o que que a gente tá falando
que é Brenda O Mito para quem tá ouvindo
Pode parecer que é incredulidade ou que
a gente não acredita Isso é uma equipe
vamos lá a oposição entre mito e razão
entre mito e verdade essa oposição que
se tenta especialmente no Iluminismo
você ganha muito a força mas também tem
um pouco disso no período ainda clássico
da Grécia antiga ela na verdade hoje
revelam uma falsa poria uma falsa
contradição porque a palavra mitos de
onde vem a palavra mito ela significa
necessariamente narrativa que não é
necessariamente mentira mas é uma
narrativa que tem uma serventia Tem uma
função e essa função pode ser religiosa
pode ser política pode ser Econômica a
função de um mitos o verbo é me for a
função de um mitos é a função de relatar
para servir a um determinado propósito
então quando a carta de anestésia é
feita ela não é necessariamente falsa
não é a gente não tem que pegar essa
carta e dizer ela tem coisas fantásticas
se é fantástico é falso Isso é falso tem
que ser jogado no lixo não na verdade
ela revela no seu jeito de narrar que é
um jeito apropriado para época que ela
foi escrita ela revela alguns princípios
fundamentais para que se compreenda que
um texto é um texto que de fato é aceito
por judeus e que atende a demanda de um
texto que é uma boa tradução no contexto
grego Quais são os elementos presentes
primeiro elemento presente é a ideia de
que as escrituras são dos judeus os
judeus é que entenderiam as escrituras o
que se tenta dizer nessa história é que
se não forem pessoas versadas no
hebraico e que conheçam profundamente a
tradição da tanac da tourada de neve em
quietuvin isso depois a gente vai falar
um pouco mais essa pessoa não conseguirá
fazer uma tradição adequada essa é a
primeira primeiro ponto que tá por de
trás essa ideia de ir a Jerusalém
procurar sacerdote procurar uma comissão
de tradução e essa comissão fazer o
trabalho é essa demanda do conhecimento
da língua por saber a necessidade
conhecer bem Hebraica a segunda coisa
que está presente é a ideia de que
existe da parte de quem demanda no
contexto Alexandrino traduções ou de
quem ordena fazer traduções existe uma
necessidade de qualidade nessas
traduções ora quando a história narra
que Ptolomeu Filadélfia
uma determinada tradução é a forma de
dizer é a importância que a do controle
estatal da produção acadêmica
intelectual do Egito ptolomaico é disso
que está se falando então é um
reconhecimento de que não dá para fazer
bem prédios de religião nem dá para
fazer tradução de textos ainda para
fazer quase nada que seja de fato de
valor coletivo e social sem passar pela
autoridade do Rei ptolomaico da época
isso é importante porque porque não é
apenas acertar junta que tem essa
demanda quando você escava as cidades
com presença Judaica no Egito e você
encontra lugares de culto dos judeus no
Egito esses lugares de culto eles têm
via de regra o mais tela dedicação como
templos que são templos dos outros
cultos gregos e egípcios no próprio e
esse tempo vai dedicado a Ptolomeu
assinou e a Berenice Ou seja a família
real e toma mais com isso a gente
percebe que existe uma um controle do
Estado um controle estatal na produção
da época então não dá para contar uma
história de uma tradução feita no Egito
sem falar participação de Ptolomeu mesmo
que não tenha participado Ok é uma forma
de dizer a gente não fez nada de regular
porque foi com a volta está a terceira
coisa que eu quero destacar é que ao
colocar 70 pessoas em 70 celas Como
disse o nosso amigo e Essas pessoas
fazem tradições iguais o que está se
tentando dizer é do grande problema que
está em voga na época da própria
Biblioteca de Alexandria de quais são os
critérios para que a tradução ou para
que o texto seja um texto entendido como
um texto fiel é nessa época que você tem
o estabelecimento de procedimentos para
obras de Platão para obra de Homero para
outras obras tantas que você tem muitas
versões e eles estão criando princípios
para verificar se o trabalho de
editoração do texto e às vezes de
tradução do texto foi um trabalho que
foi executado de forma correta então
como é que se responde a questão vocês
têm aí judeus uma tradução essa tradução
é boa a maneira de responder essa
questão que maneira que eu compreendo é
dizer essa tradução é inerrrante porque
inerrante porque se tiver erro vocês
descartam descartam descartamos então
ele é inerrante como que eles mostram
mostrando um acordo que seria na verdade
o indício de que Deus estaria abençoando
o povo que não fala mais hebraico com
uma tradução que é uma tradução feita
com adequação aquilo que a Vontade
Divina Então não é simplesmente mentira
é uma forma diferente de dizer que
aquilo que está sendo feito que é
reconhecido já pelos judeus é dito de
forma que os não judeus entenderão
perceba ela não viu Deus também os
nossos Deus entenderão que esse trabalho
é um trabalho feito com com a presença
divina e com a benção Divina Aí você
perguntou de felicidade o encerro essa
essa resposta essa questão dizendo que
isso também é historicidade a gente não
pode tirar da historicidade elementos
supernaturalistas elementos Sobrenatural
milagre física
19 historiografia que você só considera
considera milagre considera a crença
considera a religião como sendo uma
apêndice que tem que ser excluído do da
reflexão histórica isso é historiografia
que ainda aceita por gente no Brasil
infelizmente mas que a historiografia
ruim historiografia boa pega esses
relatos e entende esses relatos como
sérios como importantes para que para
compreender Quais são as exigências
porque esse povo não é um povo instante
perceba na narrativa diz da festa que
acontece em Alexandria da festa que
acontece aconteceu egípcio dos judeus
porque receberem uma tradução quando
você identifica a vivência histórica dos
judeus em Alexandria nessa mesma época
século terceiro século segundo não é uma
vivência tão pacífica assim eles são
enlaçados o bairro que eles acompanham
Alexandria é um bairro muito
úmido é um bairro Qual é o próximo do
Lixão
com grandes dificuldades Eles não
conseguem sepultar os seus mortos Eles
não conseguem estelas funerárias que
sejam elas que sigam sua tradição eles
são sempre pressionados futuramente a
ilha abandonando o judaísmo pelo menos o
judaísmo que eles vivem Alexander que é
bem diferente e vão e eles vão se
tornando cada vez menos judaicos ou seja
com marcas étnicas particulares e se
tornam eu vou dizer coisas que eles são
os judeus são cobradores de impostos no
Egito é muito judeus que são cobradores
de tributos são os que registram
produção estatal são os que trabalham
com exército Mercenário são Mercenários
que vendem sua força de trabalho como
como militares Então a gente tem que
rever e revisitar a gente pensando nesse
contexto social desse Episódio gente
entendendo que é uma maneira de
sobreviver a religião Judaica num
contexto que pressiona os judeus a
deixarem ser judeus e assim seria na
dinâmica da vida do Egito que toma
Maicon que sem a religião isso grave que
vamos nos lembrar para fugir do domínio
dos ptolomeus ele se
associam ao Senhor em Jerusalém é com o
antigo terceiro e que depois com o
quarto dele no que deu deu até guerra a
guerra dos Macacos então a vida dos
judeus não é fácil eles estão sob
pressão cobrando o tributo a religião
dele está se mesclando sincretismo é
muito grande a septuaginta é a chance
que eles têm de fazer uma concessão
idiomática para uma língua que a língua
que eles conhecem que é o grego manter
viva a sua religião e deu certo porque
filam e personagens que nós encontramos
no século primeiro que são até
contemporâneos de Jesus São a prova em
contexto de que esse investimento deu
certo acertar gente não é boa apenas
porque traduz a Bíblia é a possibilidade
de sobrevivência da religião Judaica no
contexto assistir a ela diante semitismo
e a gente vai falar mais sobre isso
depois podemos falar agora falou alguma
colocação sobre isso mas se não já
porque já tem umas três coisas que tu
falou que a gente vai falar depois daqui
a pouco já não lembro mais tu falou
alguma coisa com talmud tu falou agora
da Sci já Ai ai ó o 40 bateu na porta
aqui só para reforçar a questão do que o
Brian falou sobre mito sobre lenda e a
importância disso tudo para uma
compreensão histórica daquele momento é
que a posterioridade né os autores
posteriores ou até contemporâneos eles
vão levar muito a sério essa Lenda no
sentido de ter o entendimento de tudo
que essa lenda significa num tipo de
legitimação do texto não se num tipo de
importância que esse texto tem de Como
que ele foi de forma fidedigna produzido
para termos a disposição uma literatura
que pode de alguma maneira reger as
relações religiosas dentro dessas
comunidades fora da Palestina né Por
exemplo filo de Alexandria né José até o
Agostinho né ele vai se referir a certas
tradições no sentido de não desacreditar
ainda Di aristeias é uma falácia ou
alguma é mentira mas no sentido de
reforçar a ideia de que ó esse essa
tradição aceptuaginta é algo importante
dentro da construção dentro da
transmissão do texto sagrado Foi algo
fundamental para a grande ponte do
Antigo Testamento e a sua assimilação
dentro do próprio Novo Testamento e para
nós também continua sendo de suma
importância porque sem compreensão da
septuaginta em muitos casos nós não
temos nem sequer a compreensão exata
daquilo que nós temos um texto hebraico
por causa do próprio texto hebraico e
esse texto é muito distante de nós e
como que esse texto hebraico ele foi
digerido dentro do cristianismo e dentro
do séculos posteriores já dentro do
nosso contexto ocidental então é lógico
uma Uma Mente né moderna nós podemos
pensar assim Ah isso daqui é lenda não
tem valor o valor tá naquilo que além
dela se propõe a comunicar em termos da
importância contextual que o texto Tem
não e especificamente nos fatores que
fazem parte desse mitos mais do que ela
quer comunicar como a sua essência a sua
mensagem né Porque que a septuaginta É
de fato importante para nós muito bom
muito bom
[Música]
gente é a data vocês estão citando aí
Ptolomeu mas para quem não lembra em que
período Ptolomeu reinou ali para esse
povo ali naquela região ele tá falando
de quantos séculos antes de Cristo dois
três quatro a gente consegue identificar
a gente consegue identificar Sim vamos
lá vamos então trabalhar um pouco a
cronologia a gente tem que entender que
o período persa que é a gente pensa no
século quarto o período persa é
encerrado com Alexandre o grande então
na segunda metade do século quarto
Especialmente nos últimos 25 anos do
século 4 você tem a presença grega e um
processo acelerado de eletrização na
Palestina e não apenas a Palestina você
vai ter a multiplicação de cidade
chamadas Alexandria indicando portanto
postos de presença grega e de não apenas
essa grita mais de uma estrutura
Cultural de natureza grega e quando eu
falo grego é greco-macedônia porque
Alexandre o Grande é macedônio e os
macedônios não são necessariamente
gregos eles têm elementos falam grego
mas tem elementos culturais em poucos
diferentes e o que acontece com a morte
de Alexandre o Grande é que nós temos
nos últimos 20 anos do século II a
implantação de reinos macedônios esses
reinos greco-macedônios dois deles são
importantes para a gente O Reino que se
instala em Alexandria no Egito que era
dos ptolomeus que é o reino que terá
influência sobre o território que é o
território da Palestina sobre Jerusalém
sobre a Galileia inclusive que agora
a gente tem por exemplo marcas
evidências da presença grega lá com
banhos gregos a gente consegue perceber
nos elementos arquiteturais na própria
mudança da arquitetura de Jerusalém isso
tudo está sendo escavado agora o que vai
acontecer
de 200 e oitenta é que haverá um influxo
significativo com Filadélfia da cultura
Helena como um motor para transformação
cultural do Egito e dos lugares que
estão sob influência dos ptolomeus entre
eles Jerusalém isso vai implantar em
Jerusalém uma um processo de elenização
que vai sofrer resistência essa
resistência moverá Jerusalém a mudar por
exemplo somos sacerdote para assistir
somos sacerdotes mais mais próximos dos
gregos o que gera em família sacerdotais
mais conservadoras uma ruptura um
exemplo disso
um sacerdote que vai sair de Jerusalém
que vai se instalar no Egito e que vai
começar um tempo um sacrifício judaico
lá na energia como uma comunidade
formada por
eliasópolis uma cidade próxima ali
dentro do nilo com restos arqueológicos
em que a gente consegue perceber esse
caldo cultural assim a gente consegue
perceber uma pressão da cultura com uma
resistência de grupos tradicionais
vinculados especialmente a grupos de
profetas de Margem a pessoas com este
tipo sacerdotal isso terá culminando
numa mudança na Palestina especialmente
em Jerusalém e no território que era
erro na época Persa e que agora é
território sobre domínio grego a uma
guerra entre ser leucidas e ptolomeus
estão instalados no Oriente na
Mesopotâmia a uma guerra entre ambos e
os judeus ficam do lado diante o
terceiro e recebem uma série de
benefício por causa disso inserção de
tributos eles podem voltar para sua
terra são Dados animais para fazerem
catombes em homenagem a fé no tempo de
Jerusalém eles ficam todos felizes a
presença
do Senhor no território domínio
território porém os judeus que tinham
migrados
sul do Egito que é Elefantinho onde tem
uma Coronel Judaica significativa e
outro tempo judaico onde tem sacrifício
então saiba bem não é só em Jerusalém
que faz sacrifício
ele é um própolis faz sacrifício em
elefantina inclusive o tempo de
Elefantinho assim corresponde com
Jerusalém manda cartinha recebe a
resposta da cartinha fala como tá oculto
pede notícia de como tá a família em
Jerusalém e a gente tem acesso às cartas
de elefantina de elefantina o que
acontece é que mesmo com esse contato
entre ângulo entre os judeus existe uma
dificuldade muito grande de manter
judeus correr então tem três estratégias
básicas para manter os judeus conheço
primeira faz uma tradução da Bíblia em
grego que é uma tradução que é feita
paulatinamente então na instituição do
século II
ela não foi traduzida de uma vez talvez
tenha sido trazida antes de forma um
pouco mais mas efusiva de um trabalho um
pouco mais mas próprio mesmo deseja
estabelecer Aquela aquele núcleo duro da
lei de Israel porém e é importante dizer
não é apenas o septuaginta segundo
elemento de resistência as casas de
culto que a gente vai chamar de
sinagogas mas não tinha o nome de
sinagoga nessa época as casas de culto
que eles fizeram para os Judeus poderem
se reunir e terceiro as ações de
resistência Por exemplo quando eles
colocam na descrição da casa de culto
que e fala de assinou e Ptolomeu eles
falam de que tão homenagem dedicando
essa casa de culto a Ptolomeu e assinou
e que a sua esposa e também a sua irmã
aí você vai falar assim Como assim
esposa também é sua irmã porque pelo
menos costumavam casar fazer casamentos
endógeno eles casava com sua própria
família e aí uma forma deles dizerem de
forma irônica que eles eram
devassos era uma isso fazer sentido para
os Judeus era uma crítica mas que era
uma crítica interna como uma Piada
Interna eles eram obrigados a dedicar
então eles dedicavam fazendo críticas
a Ptolomeu inclusive daí a importância
de lerita no contexto porque quando você
vê por exemplo a história de Jezabel em
2018 apresentei um trabalho na
universidade Paris um Panteão sorbon
falando sobre Jezabel e eu mostrei como
aspitagita quando traduz a história de
Jezabel traduz a história de Jezabel de
forma aquecer críticas indiretas as
mulheres da família de Ptolomeu então
aquilo que é olha aí olha aí toda a
tradução é uma tradição não eles fizeram
a tradução de forma tal que você
conseguir identificar em Jezabel e na
forma como se traduz eunuco prostituição
é que ela era Má e as coisas vocabulário
escolhe é o vocabulário específico que
você encontra nas descrições que mostram
as críticas feitas contra as mulheres e
são rainhas
é um texto de resistência é um texto que
tenta mostrar para os Judeus porque que
eles têm que resistir é isso massacre
cultural feito pelos egípcios pelos
contra a Comunidade Judaica que estão
para ser jogada para viver no esgoto
está sendo jogada para viver do lado do
cemitério no lixão da cidade no lugar
que alaga que são e são contratados para
serviços que são serviços que eles vão
ser odiados pelo povo que são
dissertação controlados pelo Estado e
são interpelados pelo Estado para serem
controlados então sempre na junta é um
grito de liberdade há um outro texto e
encerro que essa minha outra
participação que se chama é uma uma
novela que fala de José e a senet é uma
novela que foi escrita lá no Maicon que
conta a história de José junto com sua
esposa na corte egípcia como a forma de
estender a história que está lá no livro
de Gênesis mas que tenta mostrar tenta
identificar o Êxodo é uma crítica
indireta ele não pega o Êxodo mas pega a
história de José e tenta mostrar na
história de José com sua esposa que eles
dão nome ela tem nome ali tenta mostrar
como ele vai de certa forma tem em
relação com o poder egípcio que é uma
relação digna de nota como manual de
como eles podem ser malandros para fugir
da tentativa egípcia de controlar os
judeus e te impedir eles viverem sua
religião é uma novela irmão é uma novela
que eles escreveram e essa novela existe
não tá na Bíblia obviamente é um texto é
um texto desses que não estão na Bíblia
mas que é maravilhoso de ler porque você
consegue encontrar as críticas ao
Ptolomeu as críticas aos egípcios mostra
que os egípcios são burros e São José
eles não tinham sobrevivido que eles
precisam dos judeus dos Judeus tem a
benção de Deus sobre eles Olha aí você
nota então
estudar sobrevivência da religião dos
semente de ter a Deus dos que vivem com
Deus no mundo que massacres as pessoas e
que não deixa essas pessoas se
expressarem devidamente
isso né Muito legal muito legal mesmo ah
Paulo não sei se algo para falar sobre
isso senão eu iria perguntar acerca do
tem todo o antigo pensamento na
septuaginta ou não algumas partes foram
suprimidas outras coisas foram
acrescentadas porque já que é um texto
que vai sendo traduzido conforme também
o povo vai vivendo vai se manifestando
culturalmente a gente tem um antigo
testamento todo aliás gente nós falamos
antigos Testamento né para os Judeus é
no escritório da sagradas deles tem todo
o antigo testamento ali ou não algumas
partes foram suprimidas Ou foram
acopladas existem textos que não estão
no nosso antigo testamento mas que estão
na septuaginta qual é o conteúdo da
septuaginta como um todo Ela tem todos
os livros que nós temos né os 39 do
Antigo Testamento mas ela também
assimilou a uma literatura mais
posterior que é a literatura que hoje no
contexto protestante nós chamamos de
Apócrifos do Antigo Testamento então
toda a literatura apócrifa que nós temos
por exemplo presente dentro da tradição
católica ela Originalmente ela foi
condensada registrada em grego e
permanece como tal na citoagita e essa
tradição foi se arrastando por uma
tradição Latina e fazendo parte do corpo
a de literatura canônica dentro do
catolicismo mais histórico mais de fato
na gente nós temos toda a Bíblia todo o
antigo testamento né tanto é que os
manuscritos mais importantes grego
incluindo o Novo Testamento e o antigo
testamento são todos eles de alguma
maneira que incluem se não todos mais
vários dessas vários desses livros que
são os livros Apócrifos que Muito
provavelmente a maioria deles foram
compostos em própria língua grega né e
por isso eventualmente acharam um meio
mais fácil de serem incluídos devendo a
sua a sua importância dentro dos
contextos
desses judeus mas como também uma
própria forma de alguma maneira
preservar em primeiro lugar aquilo que
os judeus tinham como certas linhas de
pensamento né porque a gente não pode
achar que o judaísmo no período entrete
ou um judaísmo mais amplo que a gente
chama de judéis no segundo templo seja
um judaísmo coeso que obedecia a um
cânone né Há um de Tammy há um padrão
doutrinado nós temos vários tipos de
compreensão de judaísmo Várias escolas
vários vários tipos de interpretação e
de acordo com a tradição de manuscrito
Você tem alguma variação naquilo que
você tem de livros e documentos mas em
termos assim mais vamos assim Gerais né
todos os livros da tradição Hebraica né
estão presentes dentro da tradição e das
traduções posteriores da língua grega
Olha eu vou dar um exemplo de como
acertar foi um projeto que continua
sendo executado porque deu certo as
comunidades agora tinha um texto para
ler tinha uma base no espelho na sua
própria língua que eles falavam o grego
Então as histórias que eram histórias
que apontavam pra resistência
continuaram ser incluídos você encontra
é importante dizer de que a gente tá
falando escrito que nós temos
no quarto logo os manuscritos são
manuscritos já de um período posterior e
a gente consegue perceber nesses
manuscritos a coleção que no século
quarto está nas mãos dos judeus eles têm
por exemplo uma cabelos é um livro que
que não diz respeito
ao uma guerra de
guerrilhas é há outro texto até
posterior esse período chamado oração em
Jonas também está na septuaginta ele tá
na septuaginta orações a Jonatas oração
de Jonathan que é o único texto
que também está presente na coleção na
coleção dos manuscritos do Mar Morto
Como existe uma certa resistência dos
manuscritos do mar morto com textos das
modelos e a oração de Jonatas está
presente lá
morto eles tinham esse texto na
biblioteca e também está na certa além
daqueles textos o anexo que tem do livro
de Daniel e dragão os textos que nós não
sabemos que são textos que estão
presentes na Bíblia católica Tobias
sabedoria né e outros textos é
importante então perceber que esse
conjunto de textos se torna um conjunto
de textos que tem validade religiosa
para esses grupos Porque mesmo que eles
não sejam tão relevantes com a Torá eles
de certa forma apresentam determinadas
determinados valores que são importantes
para uma comunidade sobre conflito em
crise uma comunidade sob pressão por
exemplo se eles pegam macabeus que é um
texto que está presente lá na
septuaginta
de guerrilha Sagrada a partir do Zelo do
Povo essa palavra zelo não é aleatória
essa palavra tá presente lá no texto
isso ajuda as comunidades que estão em
ambientes estrangeiro que são
discriminadas a entenderem que elas têm
que se unir em torno da sua fé com a
ajuda de Deus para conseguir em
sobreviver como comunidades religiosas e
sagrado última coisa que eu acho que é
importante de na septuaginta que o texto
que nós temos acetogênita se nós fazemos
exercício o inverso de traduzir a
septuaginta do do grego Power hebraico
para tentar entender quem hebraico estar
participando nós vamos encontrar textos
muito próximos do texto que nós temos
hoje dos manuscritos hebraicos o Paulo
sabe eu também sei e também sabe que o
que a gente utiliza como texto
fundamental para o ponto de partida para
o texto hebraico é o código de lei
ingrado e esse corte de nem lembrado ele
se enriquece muito quando eles compara
ele por exemplo nos maus escritos mas
também podemos observar que Gênesis ou
Levítico
anda bem de perto tanto contexto que a
gente tem no corte de relembrado o texto
que a gente utiliza como base quase uma
edição diplomática a Bíblia pensa desse
texto como uma obviamente crítico e nós
temos só para dizer eles são diplomática
e quando você faz uma transcrição de
manuscrito em vez de você comparar
manuscritos e Reco manuscrito hipotético
você vai pegar o manuscrito vai
descrevê-lo isso é a edição diplomática
o que nós temos na Bíblia na Bíblia
Black stunt gartência é uma edição
diplomática do código
inúmeras contribuições
crítico textuais do seu rodapé e é muito
rico o trabalho a gente percebe que
gênero está bem perto que Levítico
também perto mas aí vem vem duas
questões que eu quero colocar Jeremias e
o livro de Reis Samuel Reis aí não tá
perto não tá tão perto especialmente em
Jeremias Mas a gente pode falar esse
Samuel reis reis e é isso a gente pensar
por que que não tá tão perto qual era o
texto que eles tinham na mão isso coloca
em dúvida na nossa escritura a resposta
é óbvio que não Óbvio que não aí você
vai falar assim mas por que que você tá
falando Óbvio que não é eu ia falar
exatamente isso é porque entenda bem
acerta aginta ela ela tem a tendência de
recorrer em textos específicos a
tradições expandidas com o propósito de
fornecer armas ferramentas para o povo
resistir em contexto estrangeiro
Jeremias é Jerusalém destruída sitiada
com a população em parte dizimada em
partes sem esperança em parte confusa
por causa da presença estrangeira Então
você vai perceber que nesse texto em
particular a septuaginta ela é mais
criativa E por que que Rei Reis Samuel
Samuel por uma razão muito simples eu
fiz questão de traduzir esses textos do
hebraico para o português depois Traduz
essa plajeita para o português e
comparei
eu tava um domingo à tarde Pensei vou
traduzir a minha septuaginta aqui eu vou
fazer um exercício aqui é maravilhoso é
maravilhoso eu descobri que eles
reforçam eles é forçam no texto os
aspectos da infidelidade de Israel como
a forma de tentar tornar mais aguda a
crítica contra o Israel Infiel como a
forma de tentar de tentar pressionar os
israelitas que se encontram os judeus
que se encontram num contexto que é
multicultural
pressionados a manterem a fé em Deus e a
fidelidade em aveia Então até aquilo que
é diferente o que se expande tem uma
lógica interna e precisa ser
compreendida não como falsificação ou
desvio precisa ser entendido como uma
ferramenta importante e poderosa na mão
daquele povo e tanto deu certo que o
Paulo falou de filo e filam é um exemplo
de uma comunidade ele é o líder de uma
Comunidade Judaica organizada no século
primeiro que se apresenta para o Império
Romano para o imperador romano que
demanda as suas exigências que pede
respeito que escreve bastante que
conhece filosofia não existiria fila de
Alexandria se não existisse septuaginta
e o exercício dessa expansão Então não é
que que essa expansão seja uma corrupção
ela é necessária a sobrevivência como a
gente que quando as pessoas não
conseguem mais entender a mensagem do
Evangelho a gente faz uma Bíblia
parafraseada para quê para ajudar
pessoas no mundo confuso entenderem a
mensagem do Evangelho é isso que as
pessoas maduras para ou não mas isso
ajuda por exemplo uma bíblia na
linguagem de hoje uma Bíblia viva ajuda
a levar a mensagem para pessoas que
estão inseridas no mundo que não
conseguem mais entender e ouvir a voz de
Deus que sua no evangelho e aí a gente
ajuda auxilia pontualmente isso mas são
Pastoral e essa ação Pastoral é legítima
é válida muito bem todo mundo abraçando
Peterson agora muito obrigado pela
mensagem sensacional
muitos tradutores da gente é justamente
fizeram Esse trabalho porque você pega
alguns textos e alguns livros que não
contém exatamente uma tradução mas
paráfrase né explicações muito mais
extensas do que nós temos no texto em
hebraico isso é muito interessante
pessoal às vezes não entende muito a
questão da ciências envolvidas aí na
tradução da Bíblia mas aceito ela é
muito importante para nós até para que
nós possamos conhecer melhor como que
nessa época antes de Jesus segundo o
terceiro século de Jesus os judeus
a própria língua hebraica da qual eles
estão fazendo a tradução por exemplo nós
temos vários contextos né de textos que
são muito difíceis no hebraico aonde nós
temos uma palavra que é uma palavra
muito muito muito rara que nós não temos
correspondência exata em termos
semânticas em outros tipos de documento
Então você pega uma palavra no hebraico
você não sabe o que que ela é significa
se não fosse aceptuaginta dá uma dica ó
a tradução que as pessoas naquela época
deram para essa palavra específica é tal
nós teríamos ainda mais dificuldade de
traduzir o texto hebraico para nossa
língua tanto é que se você recorrer as
traduções mais contemporâneas que nós
temos a NVI a nvt você vai encontrar no
antigo testamento muitas e frequentes
notas de rodapé que diz o seguinte na
septuaginta diz o seguinte e também a
própria tradução em português em muitos
textos levam em conta não aquilo que
está propriamente de forma tão se está
presente no texto massorético que é o
texto em hebraico mas também
considerando a cetogênica porque em
muitos casos faltam palavras que dão um
sentido mais completo na tradição e na e
no texto hebraico que na septoide Então
você tem uma ideia mais completa por
exemplo na oração de Jonas tem palavras
lá que se você traduz literalmente você
não entende muito bem o que está
acontecendo e acetona a gente tá lá te
dá um vai ele te dá um auxílio né aquela
paráfrase Ah o que que as pessoas
naquela época entendiam então é uma
forma de nós também
utilizando-se da septuaginta entendermos
melhor como que os judeus perto ou
durante a época de Jesus e dos Apóstolos
compreendiam a sagradas escrituras E
como eles Liam e interpretar e isso
Acabou entrando para o contexto da
própria redação do novo testamento de
maneira que os autores bíblicos eles
fazem citação em grego há uma discussão
de qual versão eles estão utilizando ou
de qual tradição mas na maioria daquilo
que a gente pode fazer um estudo
comparativo é grande família que nós
podemos chamar de cetogênita e é
interessante que muitos autores vários
autores da Bíblia eles vão citar o texto
da septuaginta mas também fazendo as
suas adaptações próprias né
já traduz de uma forma um pouquinho
diferente daquilo que tem no texto
hebraico e quando o autor bíblico por
exemplo Mateus vai pegar o texto lá a ex
que a mulher é a Virgem dará luz e tal
ele pega aquilo e já muda por exemplo o
tempo verbal não tem problema ele muda a
pessoa para a sua própria finalidade
Isso vai acontecer naquela Catena que
nós temos em Hebreus na citações que
Paulo vai fazer então isso meio que
coloca nós o nosso padrão de citação
ABNT meio que em cheque porque a gente
fica muito chocado com que os autores
bíblicos fazem se utilizando da
septuaginta no antigo testamento e
trazendo tudo isso para dentro do novo
[Música]
e olha só é por isso que João vai
colocar lá em Apocalipse vamos parar de
mexer aí
vamos parar porque já vai dar ruim
não eu fiz a piada brincando aqui
ouvindo vocês falarem eu lembrei muito
daquela fala de João que eu não sei se
tem a ver é para esse contexto aí
textual ou se João lá tá falando de
completamente outra coisa né mas enfim a
piada Pelo menos
eu gostei muito da fala de Paulo porque
Paulo Paulo colocou Talvez uma das
questões mais importantes para a gente
pensar a cristianismo dificilmente nós
teríamos tanto eficiência para
disseminação da mensagem cristã se não
tivesse uma tradução tão forte do antigo
testamento para o grego como sempre tá
gente inclusive é na nas interseções
como Paulo acabam se posicionando vou
dar um exemplo típico disso existe uma
instituição Romana que é uma instituição
importante um modelo de associação
Romano que se chama
que é um modelo de instituição
relacionado que em que se promove na
relação entre patrono e clientes Não é
muito Especialmente na época de tibero
na época de Cláudio não não se dá muito
espaço para associações para livre
associação para livre liberdade de
reunião no Império Romano especialmente
com antena porém no âmbito do colégio
era possível você se reunir em nome de
verdade patrono com seus clientes é uma
forma dele se promover politicamente a
tradução dessa palavra para o grego é
eclecia a palavra colega para o grego é
eclecia eita essa palavra é a palavra
que acarra a palavra cavalo que é e se
ajuntamento mas não é apenas ajuntamento
como sabemos obviamente mas a palavra
que traduz carros frequentemente também
é eclecia Paulo faz Paulo quando escreve
para a igreja nas cartas e fala para a
igreja de Deus que está em Corinto
grupos judaicos um termo que evoca a
reunião dos que são a comunidade Sagrada
a comunidade em torno de aveia portanto
os judeus entendem mas isso também não
os coloque em situação ilegal diante do
Estado diante diante dos Romanos porque
quer um chamado a sua reunião coletiva
de eclecia ele dá um estatuto jurídico
para esse tipo de reunião que é
autorizado pelos Romanos inclusive ele
diz o nome da do indivíduo que seja a
casa sendo patrono ele fala da refeição
que é feito que é feita na casa era
comum na reunião das colegas fazerem
refeições comuns e sustentada pelo
patrono ou seja ele consegue perceber no
encontro na intercessão vocabulário
entre a realidade jurídica da eclecia e
a palavra eclecia da septuaginta ele
encontra uma maneira de falar as
comunidades por meio de cartas
identificar as comunidades sem correrem
uma ilegalidade no Império Romano isso
foi fundamental para sobrevivência das
Comunidades Cristã ambiente Urbano uma
vez que o direito de associação era um
direito restrito ou se fazia parte dos
cultos cívicos ou se fazer a parte das
associações que são associações locais
especialmente no mundo das é menor ou
você fazia parte desse desse estatuto
que é o estatuto do colega e qual sem
aceitar como isso seria possível seria
muito inovação sem lastro histórico a
septuaginta deu laço histórico para o
cristianismo porque permitiu que o
cristianismo pudesse falar do antigo
testamento para a gente que não era
judeu e as pessoas conseguiam entender
se pegasse pra gente então você não é
Paulo falando para comunidade gentílicas
falando de histórias como Moisés como
Abraão e eles entendem porque porque
eles têm como ler a Bíblia dos judeus
porque a Bíblia dos judeus está
traduzida para sua língua sensacional
tudo aquilo que nos dá acesso a uma
possibilidade de ler melhor o texto para
ti o testamento é verdade mas também
como aquilo que viabiliza a proclamação
Cristã em contextos citadinho no
primeiro século tanto para grupos
judaicos que conheciam a sepultagem
quanto para grupos que não eram judaicos
que podiam conhecer o antigo testamento
e entender Jesus Messias Jesus Messias
que está presente na escritura Judaica
por meio de uma escritora que está na
sua língua portanto a gente não é um
tema secundário jogo que é dos temas
mais importantes para quem quer entender
cristianismo e como surgiu e como ele se
desenvolveu e eu reforço que o Brian tá
falando porque a conclusão que a gente
tem inclusive muitos estudiosos
um movimento para que o mundo estivesse
de alguma maneira pronto para receber o
evangelho e para que esse evangelho uma
vez proclamado pudesse surfar e atingir
a todos os cantos do mundo greco-romano
a Latino daquela época então o mundo já
havia sido meio que pavimentado com a
abertura de estradas com a extensão
helênica e com o domínio Romano Essa é a
parte logística então é mais fácil
chegar aos lugares mas essa barreira
linguística e cultural que de alguma
maneira cetogênica ela rompe na direção
de primeiro lugar mostrar o que que é o
judaísmo mostrar o que que é a escritura
Judaica para que ancorado nessa
escritura Judaica aquele aquele aquela
audiência gentílica aquela audiência
Latina grega pudesse entender e aí fazer
as conexões de quem é Jesus e o que ele
veio fazer isso fez com que em pouco
tempo o evangelho pudesse se assimilado
numa numa extensão territorial grande e
ser confessado e ser aderido em termos
de fé por muita gente o Brian ele sabe
muito bem que o processo de transmissão
de um texto e de uso desse texto em
comunidades na antiguidade ao é um
processo muito muito lento que depende
de inúmeros fatores para que ela dê
realmente essa mas o contexto do
cristianismo o que o evangelho trouxe e
a partir do momento em que esse
evangelho foi sendo registrado primeiro
momento em formas de carta Depois vieram
os Evangelhos depois veio a composição
né paulatina de tudo aquilo que nós
temos no Novo Testamento tudo isso
surfou muito e muito bem na pavimentação
logística e no mundo já bem estruturado
e com aceptuaginta na mão para que o
cristianismo pudesse conquistar na
velocidade que ele conquistou o espaço
dentro de um império o império romano
então é muito surpreendente nós
pensarmos que no intervalo de um dois
séculos o cristianismo deixou de ser uma
seita que nasceu naquela região
longínqua da província Romana da Judeia
e passou a ser
porque eles notam e sabem a importância
que essa Talita tem para a comunicação
dessa história Judaica que se não
existisse septuaginta também há risco
para fazer esse exercício que é um
exercício especulativo Mas vocês vão me
perdoar a gente ia saber de coisas do
Judaísmo fora do contexto da septuaginta
lendo o Plínio o velho vai estar natural
talvez ou vendo as impressões com que
ficam judeus na nos anais de taça que é
uma obra que não consegue nem
diferenciar Cristão de judeu então
acertar a gente permite que haja um
texto referenciado identificado pelos
judeus como texto de qualidade que serve
para que os autores vislumbrem aquilo
que diz respeito ao judaísmo sem muitos
equímicos Então se alguém não sabe muito
bem qual é a história dos judeus remota
e a pessoa tem acento a gente tem quase
todo lugar e o próprio exercício de José
de recontar a história dos judeus na
obra atividade Judaica é uma é um
exercício que ele como uma paráfrase da
própria septuaginta é importante dizer
que septuaginta como eu disse no começo
da minha fala minha primeira fala foi é
uma metáforas porque essa palavra é a
palavra que aparece na casa de aristéia
não é só falar o Paulo é um especialista
de língua grega ele sabe que parar essa
preposição grega indica Ao lado né
indica estar ao lado e metade é aquilo
que atravessa ao chamar o próprio
trabalho da septuaginta de metáfase tá
dizendo que não é apenas o trabalho de
verter de um idioma para outro seguindo
de perto mas é de transpor a história
sagrada para um outro ambiente cultural
isso está na consciência da descrição da
septuaginta da carta então ficar apenas
no caráter lendário mito poético mítico
da cade Aristides não é uma atitude
sábia porque tem mais ali do que
simplesmente uma distinção
fantasiosa ali tem na verdade uma
identificação do valor tradução e de
como essa tradução é poderosa como eu
posso dizer da Revista Atualizada que é
uma tradução que tá na minhas afetos ou
então aqui James que está nos afetos de
tanta gente as traduções também são
instrumentos de benção para nossa vida e
Deus abençoe a vida dos tradutores e
tradutoras olha aí o cara é impetrando
benção para si mesmo
eu te abençoo Brian você é um ótimo
Tradutor
[Música]
gente para caminhar para o final desse
Episódio que olha sensacional pérolas
pérolas e pérolas Mas vamos lá eu ouvi
vocês falarem em septuagintas parece né
e é um processo isso Me leva então
aquela ideia de que bem Hoje quando eu
vou ali na loja comprar eu compro uma
septuaginta eu tenho lá acho que é uma
capinha azul né então a gente compra uma
septuaginta assim como a gente compra e
se tu tiver tensa ou a gente compra
anesté aland aliás eu Doei a minha
septuaginta para uma faculdade aqui em
Joinville depois eu descobri que era bem
caro enfim esses cara Generoso sou um
cara eu peguei podia ter vendido por um
preço bem legal no mercado livre mas
olha só o que acontece gente bem a
sempre com a gente então hoje nós vamos
ali numa loja e compramos uma
septuaginta mas vocês são vocês falaram
aqui de um processo de escrita que
conforme também textos iam chegando e
iam sendo traduzidos algo que não foi
assim construído da noite para o dia mas
foi sendo construído a ponto de gerar
esse laço histórico para o Novo
Testamento então a gente não sabe datas
aqui mas a gente sabe que demorou foi um
processo longo certo e hoje a gente tem
uma septuaginta ali existe um processo
de edição da septuaginta Hoje em dia a
gente tem que fazer crítica textual da
septuaginta como é que é que septuaginta
é essa que a gente compra na internet
hoje é existe uma edição né que a edição
crítica aqui do Ralf que a gente utiliza
e não é o texto histórico e único que a
gente tem nas situações na verdade as
cetogênita ainda que nós não tenhamos
isso documentado em minúcias mas nós
temos a história da transmissão do texto
e aquilo que a gente pode inferir sobre
o que foi os antecedentes a a própria
redação mais ou menos final a edição
final da situação agita é que em
primeiro lugar nós temos o texto em
hebraico Essa é a base de todas as
coisas a partir de certo momento esse
texto em hebraico ele foi sendo
traduzido em formas meio que de bloco
Então como Brian falou provavelmente
até por causa da importância litúrgica e
da importância em termos de documento o
pentateuco foi o primeiro né até para
que se estabelecesse como a base de
todas as coisas depois as outras os
profetas e os escritos foram sendo
condensados essa primeira leva né dessas
desses primeiros esforços de tradução é
o que nós chamamos de as versões antigas
né as versões antigas do bem e de alguma
maneira foram e sofreram um processo de
aproximação processos de edição
processos de própria revisão por exemplo
nós temos certas correções de vícios
linguísticos que nós temos em versões
antigas relacionados até o próprio a
própria estrutura do texto em hebraico
por exemplo no texto em hebraico nós
temos um uso extensivo da conjunção e do
vaso conjuntivo e alguma coisa e alguma
coisa e alguma coisa é alguma coisa mas
o grego a estrutura de ligação das
orações de ligação das palavras não é
simplesmente usando um e né nós temos a
variação do Cai que a conjunção mais
normal tem o g também que é uma
conjunção que vai dando esse processo
então nós temos um certo tipo de refino
mas na linguagem dentro dessa dessa
construção dessa história e isso nós
chamamos de barataxis né ou para algo
para tático né esse desenvolvimento e a
partir do momento que nós temos o
estabelecimento dessa grande família né
que nós falamos e chamamos de
septuaginta nós temos aí as várias
formas das próprias repógenta ela se
desenvolver né Nós temos um texto
Luciano né Nós temos dentro da tradição
da ex-sapla né de origem ou nós temos as
traduções que elas vêm de um contexto de
manuscrito mais antigo que é o grego
antigo mas que vai se desenvolver nas
traduções já que ela de Teodoro de cima
Enfim tudo isso para dizer que nós não
podemos enxergar septuaginta como algo
que uma pessoa fez ou que um grupo fez
de forma definitiva em um curto prazo de
tempo ainda que a lenda Evoque essas
coisas num certo sentido de ungir né e
de forma narrativa a importância dessa
tradição de tradução mas é um processo
muito mais extenso que envolveu trabalho
de comparação trabalho de refino que as
comunidades elas foram fazer então você
imagina por exemplo nós temos várias
comunidades judaicas espalhadas pelo
mundo Mediterrâneo a forma do uso do
grego é diferente em cada uma dessas
Comunidades a gramática não é a
gramática padrão que a gente tem hoje a
gramática língua portuguesa que do
iapoque ao Chuí você tem que usar da
mesma maneira na antiguidade a ideia de
gramática é muito mais fluida do que nós
temos hoje então nós temos certas
nuances certas coisas que você vê que
podem diferenciar grandes famílias de
traduções mas que aproximam várias em
uma só que essa grande esse grande
amontoado de coisas que textos mais ou
menos parecidos que seguem uma linha
mais parecida é o que nós chamamos de
septuaginta mas é um trabalho muito
árduo você fazer toda essa análise
porque não existe um catálogo
bibliotecário que você falou em data tal
surgiu a primeira edição depois na data
tal surge a segunda teve a revisão teve
ampliação não tudo isso a gente tem
dentro de um trabalho também de crítica
textual de comparação de fontes de
comparação de testemunho de 7 etc uau E
aí Brian o que acrescentar Depois dessa
isso aí tá excelente o que eu acho que
eu posso contribuir é que como nós temos
no processo de transmissão a gente chama
essa disciplina é que é você tem mais
inscritos antigos de várias épocas com
variantes Eles são diferentes Então tem
um exercício de pegar os créditos a
partir de alguns critérios comparados
manuscritos estabelecer na comparação
juízos críticos sobre as variantes e
apresentar o Paulo falou perfeitamente
sobre como surge Qual é o processo de
desenvolvimento até a sua gerência e de
como isso no final das contas é ignorado
o que possa contribuir é dizendo a
partir desse meu lugar de quem trabalha
com literatura clássica literatura
homérica naturalidade do grego arcaico é
que você tem níveis diferentes de grego
nas tecnologias não é o mesmo gregorje
todo tá quando você tem textos
historiográficos como por exemplo Samuel
Reis Você tem uma certa influência
daquilo que a gente encontra na tradição
de Heródoto de tu sentir de políbio na
maneira de usar uma escolha vocabulário
que fala do Ofício de contar história de
citar fontes e assim por diante quando
nós olhamos a história de Moisés A
história de Abraão a gente consegue
perceber elementos que são não apenas
linguísticos só apenas formas
linguísticas mas elementos que são das
próprias narrativas da epopeia
ou seja nós temos o fenômeno do
empréstimo das formas e gêneros
literários quando nós temos a tradição
do Salmos né o Salmos tem são bem
particulares na forma como
poesia a gente tem os hinos gregos da
poesia e também os aspectos da poesia
lírica grega presentes ali nos Salmos
para saber isso você tem que conhecer a
literatura que não é bíblica e perceber
os traços essa literatura que não é
bíblica nessa Literatura e notar como
quem fez esse processo as pessoas que
fizeram esse processo de tradução
estavam atenados congênicos eles sabiam
o sotaque que deviam usar do mesmo jeito
que você chega em Minas né tem que falar
qualquer as palavras
as coisas tudo diminutivo esse negocinho
aí tal tal para você poder ser entendido
e sem ambientar e você chega em Campinas
hoje tem que falar porta Porteira portão
carne e você se ambienta ou seja sotaque
que te deixa mais à vontade naqueles
espaço a gente tem sotaque ela tem
sotaque porque ela avisa comunicar para
um grupo porque já conhecesse a
literatura antes então ela precisou
utilizar desses recursos para fazer o
trabalho de comunicar melhor aquilo que
é a palavra de Deus de um jeito que as
pessoas pudessem entender é isso eu acho
que essa essa contribuição talvez é a
ponte o grande desenvolvimento mais
anterior mais próximo agora da gente da
pesquisa ser para a gente é falar sobre
como tem tragédia como tem
historiografia na setaginta como tem
minologia grega na gente como tem
Pompéia na septuaginta ou seja os traços
que nós temos da literatura grega na
escolha da forma de narrar aquilo que se
traduziu do texto hebraico e eu acho que
isso é bem É bem interessante em se ver
uau gente que aula na moral isso às
vezes não tem nem seminário tá gente
Vocês acabaram de ouvir aqui vocês às
vezes não encontram em seminários de
teologia sensacional obrigado Paulo
obrigado Bryan a gente alguma coisa para
indicar alguma literatura que que vocês
indicam aí só Todos devem deixar marcado
nas agendas que nós temos o dia
internacional da septua entra Como assim
dia oito de Fevereiro muito diferente
sabe qual que é a lenda por trás do 8 de
fevereiro não dizem que em 533 depois de
cristo nesse dia o Justiniano permitiu a
leitura pública das escrituras judaicas
no Império Romano por isso parece que se
celebra nesse dia mas a despeito disso
pessoal que tá ouvindo esse episódio
saiba que a septuaginta é um campo de
estudo muito muito promissor e ainda
muito muito pequeno aqui no Brasil
frente ao que nós temos no contexto de
academia para cima dos trópicos então é
necessário que nós tenhamos cada vez
mais brasileiros que mergulhem na
septuaginta porque conhecer a
septuaginta é algo fundamental para a
gente poder conhecer melhor o Novo
Testamento conhecer melhor toda a
palavra de Deus então fica aí o
incentivo pros nerds de plantão para que
possam pensar que a septuaginta é
importante Como de fato é muito bom mais
uma vez obrigado Paulo pela sua presença
aqui no btcast volte sempre tamo junto é
nós Bryan da mesma forma cara obrigado
pela tua presença aqui é nós
é isso gente voltamos a semana que vem
se Deus quiser assim permitir Fiquem
todos na paz do Senhor Jesus
[Música]
este podcast Foi editado por bibotal que
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